A pasta do Meio Ambiente do Estado vai gastar R$ 300 mil na compra de aparelhos de ar-condicionado para o novo prédio da pasta. Quem vai faturar com a venda é a São Miguel Ar Condicionado, que venceu a licitação de lote único realizada pela secretaria de Administração.
A Casa Civil do governo Silval, sob Eder de Moraes, liberou R$ 270 mil do Fundesmat para a pasta de Infraestrutura executar obras de construção de rede de distribuição de energia rural no tronco que abrange a comunidade Barra do Buriti, em Sapezal, município fundado pela família Maggi. Foi um pleito do ex-governador Maggi que, em verdade, representa uma ordem. A Sinfra tem um ano para entregar a obra totalmente concluída.
O prefeito da Capital Chico Galindo sancionou a Lei 5.322, que obriga todas as empresas que exploram o transporte de passageiros, como ônibus, vans e similares, a manter instalada câmera filmadora em suas frotas. Devem ficar em local oculto e aleatório. Esse processo de instalação e manutenção da central de filmagem é de responsabilidade das empresas. Trata-se de uma forma de coibir, por exemplo, assalto e também de identificar pessoas suspeitas.
O programa eleitoral de Mauro Mendes está carimbando Silval como aliado político de Riva e Bezerra. A estratégia visa desgastar a imagem do governador e candidato à reeleição, já que Riva, embora tenha boa base eleitoral, enfrenta desgaste junto à opinião pública por causa dos processos na Justiça por ato de improbidade, enquanto Bezerra representa a velha guarda política e detém hoje uma das maiores rejeições como parlamentar. O detalhe, porém, é que em sua campanha a prefeito de Cuiabá em 2008, Mendes tinha todos eles no seu palanque, inclusive o próprio Silval. Agora, na ótica de Mendes, o trio é farinha do mesmo saco. Ele, por sua vez, se identifica como "o novo" e "o diferente".
E a dabandada continua. O senador Jayme Campos, cacique do DEM, se encontra numa situação constrangedora perante o ex-adversário e agora aliado Wilson Santos. Ele prometeu apoio do partido por inteiro ao tucano e se mostra impotente diante das adesões de lideranças democratas à candidatura do governador Silval, que busca a reeleição. Até mesmo o líder do DEM na Assembleia, deputado Joaquim Sucena, anunciou apoio ao peemedebista. Do jeito que vai, só vai sobrar Jayme com Wilson. Mesmo sob ameaça de expulsão pela Executiva, Sucena realizou um encontro pró-Silval, com centenas de pessoas.
Nair Backes Fontolan realiza uma gestão temerária como diretora do Fundo de Previdência Social dos Servidores de Juruena e, por isso, deve ser afastada do cargo. O ultimado partiu do TCE. Ela teve as contas de 2009 rejeitadas. Entre as 10 irregularidades está o fato do regime próprio de previdência social ter realizado despesas administrativas equivalentes a 3.12% do total da remuneração, proventos e pensões dos segurados, quando o limite permitido é de 2% com esse tipo de despesa. O relator Antonio Joaquim determinou que o prefeito tome providências quanto à atuação de Nair.
Deucimar e Júlio Pinheiro começam a brigar agora por causa do duodécimo da Câmara. O primeiro questiona o petebista sobre o porquê de tamanho interesse nos R$ 23 milhões que devem ser destinados em 2011 ao Legislativo cuiabano. Pinheiro, por sua vez, cutuca o atual presidente, ao dizer que este assumiu a Câmara com um superávit de R$ 5 milhões e que hoje acumula um déficit de R$ 1 milhão. Pinheiro adianta que não fará auditoria como realizou Deucimar sobre a gestão Lutero, mas avisa que o progressista terá de se explicar. "Não quero pegar nada no escuro", argumentou Pinheiro.
O empresário e vereador folclórico Juca do Guaraná (PP) chegou à Câmara, meia-hora antes do início da sessão, carregando dois chapelões, além do que já tinha na cabeça. Entregou um para Júlio Pinheiro, desejando-lhe sorte na disputa pela presidência, e outro ao tucano Edivá Alves, a quem considera "um grande companheiro". Edivá usou o chapéu na cabeça durante toda a sessão, enquanto Júlio justificou que a medida do chapéu era menor do que sua cabeça. De chapéu em chapéu, o recém-empossado Juca vai tentando se aproximar dos colegas parlamentares.
O pedetista Toninho de Souza comemorou quando, ainda na semana passada, o seu colega de partido Adevair Cabral "jogou a toalha" na disputa pela Mesa da Câmara da Capital. Assim, ele pôde, sob pretexto de que não teria mais compromisso com o grupo, votar em Júlio Pinheiro (PTB). Outro que se juntou ao bloco vencedor foi Totó César (PRTB). Já Chico 2000, que se absteve, subiu à tribuna para justificar o voto, desejar boa sorte ao futuro presidente e declarou até que só não creditou o voto ao petebista porque sustentou o acordo feito com Adevair.
Deucimar Silva abriu a sessão desta quarta que marcou a vitória de Júlio Pinheiro por 13 votos à presidência da Câmara da Capital lendo uma carta-denúncia com conteúdo um tanto estranho. O documento assinado por Maria Ivone Drummond revela que o vereador Levi recebeu propina do colega Júlio Pinheiro como uma condicionante para apoiá-lo. O curioso é que Maria diz ter encontrado o vídeo comprometedor justamente na frente da casa de Levi, no bairro Despraiado. Ela faz questão de documentar junto elogios à gestão Deucimar e pede a cassação do mandato de Levi. A carta-bomba, por enquanto, não teve efeito devastador. De todo modo, foi para o MPE.
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