Cuiabá, 01 de Fevereiro de 2015
  • Camila Cervantes

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  • Francis Amorim

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  • Gabriele Schimanoski

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  • Valérya Próspero

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BRASÍLIA | 09/12/2010, 16h:21 - Atualizado: 26/12/2010, 12h:28

Agora são 15 nomes no staff de Dilma; Lobão e Ideli confirmados


 

   Está confirmado. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, do governo Lula será o ministro das Comunicações do governo Dilma Rousseff. Ele foi confirmado numa lista de dez novos nomes que a presidente eleita divulgou nesta quarta (8), no início da noite. Outros nomes foram confirmados para compor o staff da petista. No Ministério da Pesca e Aquicultura, por exemplo, será empossada a senadora Ideli Salvatti, que havia ficado responsável pela relatoria do Orçamento Geral da União para 2011. Com a ida da senadora para o cargo, a mato-grossense Serys Marly é a nova relatora do OGU. Já a deputada Maria do Rosário foi escalada para comandar a Secretaria de Direitos Humanos, enquanto a Secretaria de Comunicação Social ficará a cargo da jornalista Helena Chagas.

   O Ministério da Previdência Social fica com o senador Garibaldi Alves. Edison Lobão volta para o Ministério de Minas e Energia. O Ministério do Turismo terá em seu comando o deputado Pedro Novais; Agricultura, Wagner Rossi, Tranportes, Alfredo Nascimento; e a Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco.

   Outros nomes já haviam sido anunciados por Dilma anteriormente. Tratam-se de Antonio Palocci, Casa Civil; Gilberto Carvalho, Secretaria-Geral da Presidência da República; José Eduardo Cardozo, Ministério da Justiça; Guido Mantega, mantido no Ministério da Fazenda; Miriam Belchior, Ministério do Planejamento; e Alexandre Tombini, presidência do Banco Central.

   A lista traz o nome de mais três mulheres, que se somam a uma já divulgada (Miriam Belchior, Planejamento). Dessa forma a presidente eleita vem cumprindo a promessa de privilegiar as mulheres em seu governo.

   Eis, abaixo, a nota enviada pela assessoria de Dilma Rousseff:

   "A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti, que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário, que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que será o titular do Ministério das Comunicações; o senador Garibaldi Alves, que assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão, que retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais, para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi, que deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador Alfredo Nascimento, que voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco, na chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
   A presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros."
   Assessoria de imprensa da presidente eleita Dilma Rousseff

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Comentários (2)

  • Agostinho | Sábado, 11 de Dezembro de 2010, 09h17
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    Palocci???? Antonio Palocci????? o PT, oh Dilma!!!!! Tenha pena, tenha dó!!!! ninguem merece...... ja basta o mensalão.......

  • CARLOS ALBERTO A. BEZERRA | Sexta-Feira, 10 de Dezembro de 2010, 09h26
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    O QUE ESPERAR DE UMA PRESIDENTA, QUE NOMEIA UMA PESSOA QUE VIOLOU O SIGILO FISCAL QUANDO FOI MINISTRO DO AGORA PRESIDENTE, E AGORA GENTE..............., QUE LUCRUPRETEMOS "É TUDO NNNNNNOOOOOOOOSSSSSOOOOOOOOOOOO

| 01/02/2015, 00h:00 - Atualizado: 30/01/2015, 18h:17

Eleições no CRO

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Jackelyne Pontes

No dia 19 de março o CRO (Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso) passa por mais um processo democrático de eleições para a sua presidência e diretorias. Das 8 às 17h os cirurgiões-dentistas depositarão o seu voto na sede da entidade no Centro Político e Administrativo e elegerão o quadro de dirigentes para o biênio 2015/2017.

O voto é pessoal, secreto e obrigatório por lei, e o colega deverá comparecer munido de identidade profissional fornecida pelo Conselho ou apresente qualquer documento oficial com foto. Podem votar os profissionais que estiverem no gozo dos direitos profissionais, estiver em dia com a tesouraria.

Quem faltar à votação estará sujeito a multa eleitoral, de acordo com o artigo 22 da Lei 4.324 de 14/04/1964 (que rege os Conselhos de Odontologia), e cujo valor é fixado pela Assembleia conjunta constituída pelo Plenário do CFO com os Conselhos Regionais e cobrada em dobro em caso de reincidência.

O CRO é uma autarquia, e tem como tarefas principais fiscalizar o exercício da profissão juntamente com os órgãos sanitários, contribuir com o Conselho Federal no que diz respeito às as medidas necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício profissional, promover por todos os meios ao seu alcance o perfeito desempenho técnico e moral de odontologia, da profissão e dos que a exerçam, deliberar sobre assuntos atinentes à ética profissional, impondo a seus infratores as devidas penalidades, e liberar sobre inscrição e cancelamento, em seus quadros, de profissionais registrados na forma desta lei entre outros. Daí a sua importância ímpar, e a nossa necessidade de participarmos ativamente de suas atividades.

Para ser cirurgião-dentista  precisa ter curso universitário e estar devidamente inscrito no CRO do Estado onde trabalha. O diploma só tem validade se for registrado no Ministério da Educação. Da mesma forma são exigidos para o exercício das demais profissões odontológicas, capacitação técnica específica e registro no Conselho. Caso isso não aconteça trata-se de exercício ilegal da profissão, coibido, combatido e desaprovado pelo CRO.

O voto é um instrumento de democracia e é um ato de cidadania. Valorize o seu voto e o faça de forma consciente. A melhor maneira de mudarmos, melhorarmos ou modificarmos um quadro é nos colocarmos como atores principais do processo, assim o prazo para a inscrições das chapas é 18 de fevereiro de 2015 até às 17h. O requerimento de inscrição de chapa e a declaração dos candidatos estão disponíveis no site do CRO (www.cromt.org.br).

Torço para que o processo eleitoral transcorra em um clima de tranquilidade, transparência e de democracia. O processo de renovação dos dirigentes traz novos ares à entidade, e toda mudança é positiva, faz com que tenhamos ainda mais vontade de trabalhar de forma fraterna, plural e principalmente participativa.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com.

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| 31/01/2015, 18h:35 - Atualizado: 04h atrás

Com chegada de 4, bancada na Câmara se renova e com sinais de continuar mesmice


Este 31 de janeiro marcou o fim do mandato dos deputados federais Júlio Campos, Eliene Lima e Roberto Dorner. Se uma cortina se fechou para eles, outra permaneceu aberta para os reeleitos Valtenir Pereira, Ságuas Moraes, Carlos Bezerra e Nilson Leitão e ainda para Wellington Fagundes, agora senador. Aos que reconquistaram mandato se juntam Ezequiel Fonseca, Adilton Sachetti, Fábio Garcia e Victório Galli.

Ocorreram algumas baixas no quadro iniciado em 2011. Pedro Henry, pego no mensalão, foi parar na cadeia. Homero Pereira faleceu. Júlio foi cassado, mas, em meio aos trâmites burocráticos, cumpriu o mandato integralmente.

eliene lima

Eliene Lima, reprovado nas urnas, é um dos quem deixam a Câmara

As mudanças de quatro em quatro anos na composição da bancada federal mato-grossense trazem, num primeiro momento, expectativas de dias melhores para o cidadão, a partir do trabalho desses parlamentares. Mas a atividade é muito complexa. Tem-se a impressão de que nada muda para melhor. Impera a mesmice e logo vai embora o sonho renovado de se vê bom resultado a partir do esforço da bancada. Mato Grosso enfrenta  gargalos em praticamente todos os setores. Muito se fala na falta de infraestrutura logística e pouco se comenta sobre problemáticas nas áreas ambiental, educacional, na saúde e na segurança.

Não se vê os federais, assim como os senadores, focados em projetos macro. Preferem atuação paroquial. É mais cômodo para eles manter a tradição de cuidar de uma emenda aqui e outra ali, num esforço para atender suas regiões de origem e as bases eleitorais. No máximo, se unem numa emenda coletiva por recuperar uma rodovia federal.

Benesses

Os parlamentares ganham mais o noticiário por causa das benesses a que têm direito do que pela atuação. Cada um deles recebe de salário R$ 33,7 mil, tem direito a R$ 3,8 mil de auxílio-moradia (caso não ocupe apartamento funcional em área nobre de Brasília), R$ 78 mil para contratar até 25 funcionários e cota mensal de R$ 23 mil a R$ 34,2 mil para reembolso com despesas de saúde, gastos de escritório político, alimentação, hospedagem fora do DF, combustível, consultorias técnicas, segurança, divulgação de atividades, telefone, assinatura de jornais e revistas e passagens aéreas. É uma conta alta paga pelo contribuinte. 

E quais as atribuições? Em linhas gerais, cabe ao federal propor, modificar, discutir e aprovar leis, fiscalizar o governo, investigar denúncias nas CPIs, autorizar abertura de processo contra presidente da República, propor emendas parlamentares e aprovar o Orçamento da União e cobrar prestação de contas da Presidência da República. Muitos que já estão ali e/ou que acabam de chegar não sabem disso ou fingem, apesar do juramento na campanha para se sair bem nas urnas e na hora da posse.

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Comentários (1)

  • benedito costa | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 19h09
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    Esse Eliene é outro cria do Riva. Felizmente não tem chance nesses 4 anos.

| 31/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 07h atrás

Eurotrip ou compras em Miami?

Gilberto Leite

akio materia estreia colunista

Akio Maluf Sasaki

A maior preocupação do cidadão brasileiro ao planejar uma viagem ao velho mundo ou a América do Norte é normalmente o preço da moeda, o poder de compra em relação ao real e o custo global dos hotéis, passagem e eventuais compras, situação que sempre tornou os Estados Unidos o destino favorito entre as primeiras viagens internacionais.

Quase todo turismo mundial, com exceção da Europa, tem sua precificação em Dólar, que via de regra possui cotação inferior ao Euro, o que sempre tornou o continente de Camões um destino de luxo e para poucos, mas o cenário está para mudar com as novas medidas do mercado europeu.

Com a grande crise que se alastrou por diversas nações do bloco europeu o mercado se viu refém do baixo volume de exportação em virtude da moeda com cotação alta e passou a procurar fontes alternativas de receita como o turismo. Por isso, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou que irá injetar 60 bilhões de euros na economia por mês até setembro de 2016 e possui a expectativa que o euro volte a ter paridade com o dólar ao final do programa.

Por consequência da referida medida, planejar uma viagem ao continente europeu ao longo de 2015 e 2016 se tornará mais vantajoso que ir a terra do Tio Sam, pois com a paridade monetária e toda a infraestrutura das cidades europeias, passar 10 dias na Europa será mais barato.

Além da questão monetária, é importante ressaltar que a Europa já não mais exige visto para nenhum de seus destinos de cidadãos brasileiros, você não precisa ter gastos extras com passagens até embaixadas e correr o risco de ser deportado no ato do desembarque pois preencheu errado uma letra em algum formulário em inglês.

Para fins de comparação, é possível utilizar a pesquisa feita pela Folha de São Paulo sobre as cidades de Paris, conhecida como um dos destinos mais caros, e Miami, um dos destinos mais frequentados por brasileiros, onde os hotéis de mesma categoria, ingressos para a Disney e locomoção já estão mais baratos em Paris do que em Miami em virtude da alta do dólar e da baixa do Euro.

Vale ressaltar que a Europa não é só Paris, Berlin, Amsterdã, Roma, Madrid, Lisboa e Inglaterra, mas também Budapeste, Cracóvia, Viena, Praga, Porto, Coimbra, existem uma infinidade de destinos onde a economia não é mais forte que a economia brasileira e nosso poder de compra é maior, como por exemplo na Cracóvia (Polônia), Budapeste (Hungria). Em virtude da fraca economia dos referidos países, o Real possui um poder de compra considerável e estes destinos, antes restritos por fazerem parte da URSS, hoje nos mostram toda uma beleza conservada pelo não progresso socialista e você é capaz de conhecer a Paris do Leste (Budapeste) por um preço extremamente acessível.

Portanto, se você estiver programando utilizar suas economias para fazer uma surpresa para sua namorada, esposa e filhos ou pensando em utilizar uma mochila para conhecer o mundo, a hora e o local pedem pela Europa, pois a oportunidade de viajar pela terra de Camões, Fernando Pessoa, Descartes, Voltaire, Michelangelo ou da Vinci nunca esteve tão barata e aberta aos turistas brasileiros.

Akio Maluf Sasaki é acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio@pontodeapoioturismo.com.br

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Comentários (5)

  • Emerson Tocantins | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 17h42
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    Parabéns Akio, desejo todo sucesso pra vc e continue assim nos surpreendendo cada vez mais...

  • Antonio Pacheco | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 10h18
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    Parabéns Akio, pela iniciativa de postar, sobre o turismo. Estava mesmo faltando informações, sugestões sobre esses assuntos, pela visão de quem tá dentro do turismo no dia a dia. Gostei, e considere um leitor de seu blog.

  • Mariana Ferreira de Freitas | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 10h18
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    De fato, quando se fala em Europa, a gente pensa mais em Paris, Roma, etc. E vejo agora outros destinos possíveis e com economia. Bela explicação. Parabéns pelo artigo.

  • Souza | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 10h16
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    Muito obrigado, Akio, pelas dicas. Sensacional.

  • nizilda Maluf | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 09h35
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    Bela Materia

| 30/01/2015, 18h:58 - Atualizado: 30/01/2015, 20h:39

Grupo dos 17 se isola para evitar assédios, cooptações e até mesmo debandada - veja


Divulgação

chapa Maluf

Liderados por Maluf e Nininho, grupo dos 17 está "recluso" até o momento da votação neste domingo

Parte dos 17 deputados estaduais, que assinaram o termo de compromisso com a chapa presidida por Guilherme Maluf (PSBD) com  Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), na primeira-secretaria estariam confinados numa pousada na região do Manso. A estratégia que visa evitar possíveis assédios, cooptações até mesmo à debandada de apoiadores teria sido definida na reunião realizada ontem (29) à noite, nas dependências do Hospital Santa Rosa, de propriedade do tucano, onde o grupo posou para a “foto da vitória”.  

No confinamento, os integrantes do grupo dos 17 terão à disposição regalias como piscina, whisky e cerveja, além de fartas refeições bancadas pelos candidatos à Mesa Diretora. Entretanto, até mesmo contatos externos por meio do celular estão vedados até momentos antes da votação marcada para este domingo, 1º de fevereiro.

 Além dos lideres Maluf e Nininho, o grupo dos 17 conta com os deputados Eduardo Botelho (PSB), Saturnino Masson (PSDB), Leonardo Albuquerque (PDT), Wagner Ramos (PR), Sebastião Rezende (PR), Wancley de Carvalho (PV), Zé Domingos (PSD), Wilson Santos (PSDB), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PMDB), Pedro Satélite (PSD), Max Russi (PSB), Dilmar Dal Bosco (DEM), Oscar Bezerra (PSB) e Pery Taborelli (PV). Todos  assinaram o documento, se comprometendo a votar unidos, ou seja, não mudar o posicionamento em relação à Mesa.  

Rdnews tentou contato telefônico com as lideranças e alguns integrantes do grupo dos 17. Maluf, Nininho, Botelho, Oscar Bezerra e Zé Domingos Fraga estão com os celulares desligados. Dilmar Dalbosco atendeu e admitiu que os companheiros se isolaram para "esfriar a cabeça" após a semana de intensas articulações políticas. O democrata ainda afirmou que preferiu ficar no próprio apartamento porque está convicto e não teme assédio do grupo rival. "Ajudei a construir a candidatura do Guilherme Maluf e não mudo de opinião", garantiu.

 Embora reprovável, a prática do confinamento costuma ser utilizada em eleições para Mesa Diretora na Assembleia e nas Câmaras municipais. O objetivo é neutralizar as investidas dos adversários que tentam alterar o quadro das eleições até o último momento. 

 Última Cartada

 O grupo liderado por Zeca Viana (PDT), que tenta se viabilizar como candidato a presidente, é formado por Romoaldo Júnior (PMDB),   Emanuel Pinheiro (PR), Mauro Savi (PR), Janaína Riva (PSD), Zé do Pátio (Solidariedade) e Gilmar Fabris (PSD). O social-democrata  é suplente mas assumirá a vaga que pertencia a Walter Rabello (PSD) logo após a solenidade de posse porque a Constituição impede a Assembleia de funcionar com apenas 23 parlamentares.  

Como última cartada, Romoaldo, que presidirá a eleição, cogita usar o Regimento Interno, para promover a chamada votação avulsa quando cada um dos cargos da Mesa Diretora é preenchido individualmente sem a necessidade de apresentação de chapa.

Inclusive, Emanuel Pinheiro já cogita protocolar a candidatura individual a primeiro-secretário.  Entretanto, o grupo independente não descarta a hipótese de lançar chapa, votar em branco ou até mesmo aderir a candidatura de Maluf na última hora.

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Comentários (3)

  • MARI CECILIA | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 14h53
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    QUE VERGONHA , DOS POLITICOS DE CUIABA, CONFINADOS, ESTÃO IGUALAO CONGRESSOME DA CÁ QUE TE DOU LÁ, ELES TEM QUE SER INDEPENDENTE DO GOVERNO PRA FISCALIZAR

  • jamil de paula ramos | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 08h50
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    já que a candidatura do Deputado Guilherme Malouf é majoritária porque todos os Deputados não aderem a ela??? O Deputado Malouf é de diálogo, competente e ficha limpa ou seja tem todos os predicados para dar à Assembléia a credibilidade que ela merece...

  • CANSEI DE VOTAR | Sábado, 31 de Janeiro de 2015, 05h29
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    E A FARA CONTINUA , SO TEM MALA NESTE GRUPO, ,VILSON ...... BAIANO E SEGUE A FILA , VOTOS POR CARGHOS E A MARACUTAIA CONTINUA FORA COM ESTA ALCATEIA

várzea grande | 30/01/2015, 15h:35 - Atualizado: 30/01/2015, 15h:44

Senador avalia que Walace comete atos de improbidade e é incompetente - veja aqui


O senador Jayme Campos (DEM), que conclui o mandato de oito anos no próximo dia 31, afirma que o prefeito de Várzea Grande Walace Guimarães (PMDB) está levando o município à bancarrota. “A gestão é uma mistura de improbidade com incompetência e quem sofre é a população menos favorecida”, dispara. De acordo com Jayme, o prefeito precisa explicar o gasto superior a R$ 10 milhões em cascalho, areia e brita por contrato emergencial ou de adesão. Para o senador, Walace deveria investir na infraestrutura de Várzea Grande ao invés de fazer compras consideradas suspeitas aplicar em medidas paliativas.   

Reprodução

walace_jayme

Ex-aliados, agora, irmãos Jayme e Júlio fazem oposição ao prefeito Walace

Outra ação criticada por Jayme é o contrato no valor de R$ 1,4 milhão, firmado entre Prefeitura de Várzea Grande e uma empresa de Cuiabá, para prestar serviço de sonorização, iluminação, montagem de palco para a realização dos eventos no município. “É muito dinheiro aplicado em coisa supérflua, enquanto nossa população clama por saúde, asfalto e melhoria das condições de vida. Gastando tudo isso em som, dá para fazer bailes o dia inteiro”, ironiza o democrata. 

Jayme também disse que a incompetência administrativa impede que Walace e a equipe adotem medidas efetivas para resolver as demandas de Várzea Grande.  “Disponibilizei em setembro de 2014 uma emenda no valor de R$ 2 milhões para investimentos em infraestrutura. Não foram capazes de elaborar um projeto. Os recursos estão depositados na Caixa aguardando uma iniciativa do prefeito”. 

Sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura de Várzea Grande em 2016, Jayme afirma que ainda é cedo para fazer conjecturas. Entretanto, diz que o município não merece o prefeito incompetente e que algo precisa ser feito para moralizar o Executivo. “Torço para que as coisas melhorem. Não tenho nada pessoal contra o Walace. O DEM é uma força política importante e não se omitirá de fazer o debate no momento certo”, conclui. Agora em lados opostos, Walace e Jayme já foram aliandos. À época o prefeito era filiado ao DEM. 

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Comentários (1)

  • lambarizinho | Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015, 19h17
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    Na Caixa...Olindo, assessor de Jayme e de Walace, podia ajudar, mas...Será que havia realmente interesse de ajudar ?

| 30/01/2015, 00h:10 - Atualizado: 30/01/2015, 18h:17

Intolerância e o convívio social

elga_figueiredo_imagem_texto_sexta

Elga Figueiredo

Com a ascensão dos condomínios verticais e horizontais houve a acentuação do convívio social que, apesar de muitos benefícios, também tem os seus problemas. Pode-se dizer que, apesar da mudança do estilo de vida, ou seja, onde as pessoas convivem mais próximas em termos físicos, a distância de fato é cada vez maior. 

Relatos de conflitos entre vizinhos são muito comuns, em contrapartida, fazendo uma análise dos diversos problemas apresentados, nota-se que o problema se agrava pela intolerância e falta de tato para lidar com a situação das pessoas. Os problemas mais corriqueiros entre vizinhos são: Som alto, animais, lixo fora da lixeira ou pura implicância mesmo, que é o pior, posto que considerando a essência humana que advêm da lei do mais forte, há casos que chegam em tragédia.

Cumpre-se dizer que a solução esta no meio e nunca nos extremos, compreender o problema e encontrar uma forma civilizada de resolvê-lo é o caminho ideal para uma solução pacífica e positiva para todos. Usar de agressividade a troco de nada retrata a falta de polidez, e pode-se dizer que demonstra uma atitude retrograda, onde versava o domínio pela força e violência como mero intuito de afirmação pessoal e territorial.

“Proprietário compensa seu
sacrifício com a  vantagem que
lhe advém do correspondente
sacrifício do vizinho”

Em regra, denota-se que, para muitos, o parâmetro do tolerável paira no limite para o convívio social admissível, mas sempre agregado ao egoísmo pessoal e mesquinhez de cada um. Para tornar a vida em sociedade mais agradável para todos, é necessário sempre fazer um exame de consciência, olhando a situação como um todo, ou seja, verificar se existe algum motivo que possa justificar ou amenizar o comportamento do vizinho que gerou o incomodo, bem como se tal comportamento é recorrente.

Viver em uma vizinhança significa ter que conviver com certos aspectos dos vizinhos de vez em quando. Ao menos que se mude para uma chácara, fazenda ou more na selva, é comum se deparar com as peculiaridades dos vizinhos. 

Importante trazer a lume ainda que existem problemas entre vizinhos que efetivamente transcendem o limite do aceitável, como a invasão da privacidade alheia, exemplo disso é aquele vizinho observador, que faz da intimidade de outrem novela da globo, se tornando inoportuno.

Nesse enfoque, registra-se que, no caso de invasão da privacidade, o invadido pode se utilizar de medidas judiciais com intuito de resguardar a vida privada, com base na CF/1988, artigo 5º, inciso X, configurando a invasão de intimidade, há punições na esfera cível, por meio de indenizações decorrentes de dano moral ou material.

Por fim, a dica é sempre usar o bom senso, manter a calma, e tentar sempre uma solução pacifica, protegendo a paz social, e o conforto do seu lar, na medida em que, mas vale a pena o sossego do que um conflito. Todavia, nunca aceite algo que esteja interferindo com sua felicidade ou saúde.

Elga Figueiredo é empresária e advogada, especialista em direito do consumidor e escreve exclusivamente neste Blog toda sexta - e-mail: elgafigueiredo@hotmail.com

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| 29/01/2015, 21h:04 - Atualizado: 30/01/2015, 00h:54

Dos 7 cargos da chapa Maluf-Nininho, só 3 estão definidos; conclusão vai sair nesta 6ª


Divulgação

chapa Maluf

 Pedro Satélite, Silvano Amaral, Max Russi, Oscar Bezerra, Wilson Santos, Eduardo Botelho, Guilherme Maluf, Nininho, Sebastião Rezende, Wagner Ramos, Dilmar Dal Bosco, Baiano Filho, Pery Taborelli e Zé Domingos, em encontro nesta 5ª à noite, no hospital Santa Rosa, após assinatura do grupo dos 17

Horas após conseguir as 17 assinaturas que podem garantir a vitória nas eleições para Mesa Diretora da Assembleia, o candidato a presidente Guilherme Maluf (PSDB) convocou os apoiadores para encontro realizado na sala de reuniões do Hospital Santa Rosa.  Somente Leonardo Albuquerque (PDT), Saturnino Masson (PSDB) e Wancley de Carvalho (PV) ficaram ausentes porque estão nas bases eleitorais e não conseguiram se deslocar para Cuiabá a tempo.

Por enquanto, apenas três integrantes da chapa estão definidos. Além de Maluf na presidência e Ondanir Bortolini, o Nininho (PR), na primeira-secretaria, o grupo dos 17 oficializou Eduardo Botelho (PSB) como primeiro-vice-presidente.

As articulações em andamento indicam que a segunda-vice-presidência deve ficar com Max Russi (PSB). Wagner Ramos (PR) será o segundo-secretário enquanto Dilmar Dal Bosco (DEM) tende a ocupar a terceira-secretaria. Somente o quarto-secretário segue indefenido e sem projeção do deputado que preencherá o cargo.

A disputa para compor a Mesa se tornou tensa. Maluf, Nininho e Botelho buscam manter a composição em sigilo com objetivo de evitar eventuais descontentamento que pode gerar reviravolta na votação marcada para domingo, 1o de fevereiro, logo após a solenidade de posse dos 24 integrantes da 18a legislatura

Até hoje (29) à tarde, a chapa de Maluf contava com 15 assinaturas. O número foi ampliado para 17 após as adesões de Oscar Bezerra (PSB) e Peri Taborelli (PV). Além de Maluf, Nininho, Botelho, Oscar e Taborelli, os deputados Saturnino Masson (PSDB), Leonardo Albuquerque (PDT), Wagner Ramos (PR), Sebastião Rezende (PR), Wancley de Carvalho (PV), Zé Domingos (PSD), Wilson Santos (PSDB), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PMDB), Pedro Satélite (PSD), Max Russi (PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM) assinaram o documento, se comprometendo a votar unidos, ou seja, não mudar o posicionamento em relação à Mesa. As rúbricas foram recolhidas após intensas articulações do Palácio Paiaguás, conduzidas pelo chefe da Casa Civil Paulo Taques.

Zeca articula

Enquanto o grupo dos 17 busca consolidar a vitória, Zeca Viana (PDT) tenta se viabilizar como candidato a presidente. O pedetista conta com apoio de Mauro Savi (PR), Romoaldo Júnior (PMDB), Emanuel Pinheiro (PR), Janaína Riva (PSD), Zé do Pátio (Solidariedade) e Gilmar Fabris (PSD). Esse bloco já praticamente perdeu as esperanças de vitória.

Confira, abaixo, a provável composição da chapa de Maluf:

  1.          Presidente - Maluf
  2.          Primeiro-vice - Botelho
  3.          Segundo-vice - Max Russi (cotado)
  4.          Primeiro-secretário - Nininho
  5.          Segundo-secretário - Wagner Ramos (cotado)
  6.          Terceiro-secretário - Dilmar Dal Bosco (cotado)
  7.          Quarto-secretário - indefinido 

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Comentários (7)

  • clezio | Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015, 14h43
    4
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    Dilmar deixar de ser primeiro secretario p ser terceiro é brincadeira ein. Kkkkk

  • Junior | Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015, 08h53
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    0

    Me explique o que o TABORELLI esta fazendo ai? não era ele, que usou as redes sociais para dizer que nao iria participar desse coloio? conseguiu o que todo deputado faz né. valorizar o passe. igual a todos.

  • pedro vasconcelos | Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015, 08h01
    0
    5

    --muda mato grosso

  • Carlos | Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015, 07h57
    6
    1

    Como assim? Dilmar estava cotado para ser 1º secretario com Zeca e agora, opta por ser 3º? Quero confiar, mas esta complicado!

  • silvestre fernandes das silva | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 21h41
    3
    7

    A equipe é muito boa!!!! repleta de pessoas serias e comprometidas com o bem estar do povo matogrossense!!!! Boa sorte Maluf, Botelho...

  • silvestre fernandes das silva | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 21h41
    3
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    A equipe é muito boa!!!! repleta de pessoas serias e comprometidas com o bem estar do povo matogrossense!!!! Boa sorte Maluf, Botelho...

  • silvestre fernandes das silva | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 21h40
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    silvestre fernandes das silva, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 29/01/2015, 17h:01 - Atualizado: 29/01/2015, 18h:20

Chapa Maluf-Nininho consegue 17 votos e vai comandar a Assembleia - confira aqui


Reprodução

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Veja, acima, o documento também assinado por Taborelli. Agora, Maluf tem o apoio de 17 deputados

A chapa presidida pelo deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), que tem o republicano Ondanir Bortolini, o Nininho, na 1ª secretaria, já conta com 17 votos e deve vencer as eleições para Mesa Diretora da Assembleia, que serão realizadas no próximo domingo, 1º de fevereiro, logo após a solenidade de posse dos integrantes da 18ª legislatura.  O grupo, que contava com a assinatura de 15 parlamentares na noite dessa quarta (28),  formalizou hoje (29) a adesão de Oscar Bezerra (PSB)  e Pery Taborelli (PV) - que estam em cima do muro. Taborelli, inclusive, ontem fez um post no Facebook reclamando da condução nas discussões e "formatação" dos grupos. Disse que o governador Pedro Taques (PDT) e o presidente do Legislativo, José Riva (PSD) estavam "manobrando" as chapas. Por fim, resolveu permanecer na ala governista.

Eduardo Botelho (PSB), que tentou viabilizar um projeto com Emanuel Pinheiro (PR) e, depois, para aderiu a candidatura de Maluf, deve ser confirmado na 1ª vice-presidência. O posto de 1º secretário chegou a ser oferecido para Emanuel, já que ficaria como cota para o PR, mas ele não aceitou. De todo modo, a expectativa é que os cargos de 2º vice e 2º, 3º e 4º secretários sejam preenchidos somente horas antes da votação. 

Davi Valle/Rdnews

Pery-Taborelli-08-10-2014-Davi-Valle-(88).jpg

Pery Taborelli assinou o termo de apoio a chapa Maluf-Nininho nesta tarde

Além de Maluf, Nininho, Botelho, Oscar e Taborelli, os deputados estaduais Saturnino Masson (PSDB), Leonardo Albuquerque (PDT), Wagner Ramos (PR), Sebastião Rezende (PR), Wancley Carvalho (PV), Zé Domingos Fraga (PSD), Wilson Santos (PSDB), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PMDB), Pedro Satélite (PSD), Max Russi (PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM) assinaram o documento se comprometendo a não mudar o posicionamento em relação a Mesa Diretora. As rúbricas foram recolhidas após intensa articulação do Palácio Paiaguás.   

A eleição da Mesa Diretora alterou a correlação de forças entre base governista e oposição na Assembleia. O grupo político do governador Pedro Taques (PDT) elegeu apenas 11 deputados estaduais, mas ganhou adesões no processo de articulação da chapa de Guilherme Maluf. Até este momento, aderiram ao gruupo da base de Taques, o virtual 1º secretário Nininho, Wagner Ramos, Sebastião Rezende,  Zé Domingos, Pedro Satélite, Silvano Amaral e Baiano Filho. 

Por outro lado, Taques perdeu apoio do presidente estadual do PDT Zeca Viana. O pedetista deixou o grupo pró-Taques e se aliou a   Mauro Savi (PR), Romoaldo Júnior (PMDB), Emanuel Pinheiro (PR), Janaína Riva (PSD), Zé do Pátio (Solidariedade) e Gilmar Fabris (PSD) na tentativa de se viabilizar como candidato a presidente.  Entretanto, para consolidar a candidatura, precisa conseguir o apoio de parlamentares já comprometidos com o grupo rival. 

A tendência é que ainda ocorram várias reuniões, mas, agora, será mais difícil convencer os colegas a mudarem de "lado", tendo em vista que já empenharam sua assinatura no termo de compromisso pela eficiência e economicidade dos trabalhos na Assembleia. A vitória do grupo, que deve ser confirmada no domingo, fortalece Pedro Taques.

Grupo de Maluf garante ter 15 votos; Romoaldo anuncia Zeca na disputa

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Comentários (5)

  • Ricardo Junior | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 23h58
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    Quem tiver juízo, consideração e ser parceiro de quem foi parceiro seu ao longo dos anos,, a eleição da mesa vai dar oposição mais votos da situação...

  • TEN MENTE | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 19h13
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    DEixa eu entender. esse discursinho do taboreli de que seria independente, e nao daria bença pra TAQUES ou RIVA foi só pra fazer charme ou pra valorizar o passe?

  • Luiz | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 18h12
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    Luiz, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Deputado Eduardo Botelho | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 17h57
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    apenas uma pequena correção Romilson, não rompi com o Deputado Emanuel Pinheiro, esse grupo que possivelmente sera vitorioso foi construído por mim e o Deputado Emanuel Pinheiro, trabalhamos juntos e justiça seja feita ele não tirou ferias, não viajou, trabalhou incansavelmente para manter esse grupo unido.

  • Donato | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 17h35
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    Bom assinar é fácil, mais o voto é secreto .... ainda vai passar mta água debaixo nessa ponte ....!!!!!!!!!!!!!

| 29/01/2015, 07h:47 - Atualizado: 29/01/2015, 07h:52

150 anos de Rondon

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Maria Rita

Rondon sem sombra de dúvida é o maior expoente da aventura de Mato Grosso e do país. Sertanista que desbravou o Brasil para levar estrutura ao setor de Comunicação nos quatro cantos. Protetor dos índio e criador do avô da FUNAI. É celebrado por seus feitos dentro e fora do país. Possui inúmeras cidades, praças, ruas e outros aparelhos públicos com seu nome.

Até um estado teve o nome alterado para homenageá-lo. Há um andar inteiro no Museu de Nova Iorque cujo tema é nosso nobre conterrâneo. Foi indicado ao prêmio Nobel da Paz por Albert Einstein e é considerado um dos três maiores exploradores do mundo. Para finalizar a lista de fatos interessantes sobre o patrono das Comunicações, Rondon é a segunda pessoa no mundo a possuir um meridiano (52) com seu nome.

Apesar de todas as homenagens que já recebeu até hoje o projeto de um memorial em seu nome nunca foi inaugurado. O Memorial Rondon é um projeto de Dante de Oliveira, que terminou o mandato e não conseguiu concluir a obra. Depois dele os outros governos não quiseram ou tiveram pouco vontade política de terminar e ela está parada desde o ano 2000.

O fato é que na comunidade de Mimoso, em Santo Antônio do Leverger, há um grande esqueleto em meio a uma lagoa pantaneira. A estrutura de um monumento que há 15 anos espera se transformar num local para celebrar todas as realizações do maior explorador do Brasil.

Em 2014 completou-se 100 anos na Expedição Roosevelt-Rondon e quase nada foi feito pelo Governo para dar luz e a devida pompa ao tema. Em 2015 comemoramos 150 anos do nascimento de Rondon. As homenagens estão acumulando e já está na hora de elevarmos ao devido patamar o homem que foi do Oiapoque ao Chuí para cumprir sua missão. 

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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Comentários (1)

  • Ademar Alves dos Anjos Júnior | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 22h18
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    É impressionante como os nossos governantes são ágeis para prestar homenagens a determinadas pessoas, que, mesmo não sendo tão conhecidas, são contempladas com os mais importantes títulos e homenagens. Enquanto um dos nossos mais ilustres personagens brasileiros fica esquecido até mesmo pelo povo de sua terra natal! Devemos ser mais criteriosos em nossas avaliações e dar honra a quem realmente merece. Portanto, esperamos que essa honra ao marechal Cândido Rondon aconteça muito em breve, anda que tardia.

| 28/01/2015, 17h:29 - Atualizado: 28/01/2015, 18h:00

Saída de Riva após 20 anos agrada uns e deixa outros órfãos, inclusive deputados


Maurício Barbant

jose riva saida

José Riva (PSD), que vai deixar a Assembleia no próximo domingo, após duas décadas de poder

O que será da Assembleia sem José Riva ditando as cartas? Melhor, para uns. Pior, para outros. Muitos deputados que vão continuar na Casa já estavam acostumados a recorrer ao "baixinho" para resolver todo tipo de demanda, seja de interesse coletivo, seja particular. E não vão ter mais esse "braço amigo" sustentado pela estrutura e pelo dinheiro público enviado todo mês para a Assembleia. Interrompe-se um ciclo de 20 anos.

Riva controlava tudo por força do cargo que ocupava, sendo ora presidente, ora ordenar de despesas de um Legislativo que neste ano vai receber R$ 34,3 milhões por mês. Chegava cedo. Sentia prazer em ver a antesala lotada de pessoas o aguardando e o telefone tocando o tempo todo. Nas mãos das secretárias e assessores, recados anotados para lá e para cá.

E os pleitos de deputados também na fila, de emprego para algum apadrinhado à autorização para liberação de avião para viagem em cima da hora; de interferência para conseguir agenda com algum secretário de Estado a patrocínio para sediar eventos. E as lideranças dos municípios e outras autoridades completavam a sua agenda diária, estendendo o expediente até a noite.

E foi nesse afã, querendo abraçar o mundo, que Riva se perdeu.  Cometeu muitos excessos. Agiu sem limites e se complicou judicialmente. Sai da AL com um caminhão de processos no lombo e sob risco de cair no ostracismo político. Deixa muitos órfãos.

O primeiro reflexo de que Riva fará falta para muita gente, especialmente a grande parte dos parlamentares, se nota na discussão para formar a futura Mesa Diretora. O cacique político, que começou no PMN, passou pelo PSDB, PTB, PP e está no PSD, tinha tanto os colegas sob controle que decidia sua participação na Mesa com antecedência até de um ano. Agora, chega-se à véspera da eleição, que acontece domingo, ainda sem a Assembleia ter certeza de quem a presidirá, bem como qual o deputado que vai controlar o duodécimo, como primeiro-secretário.

Por outro lado, os que propõem "renovação" e acham que Riva havia se tornado um câncer dentro do Legislativo, concentrando poder em demasia, estão comemorando. Apostam que o Legislativo será outro, mais democrático, transparente e com condições de trabalho equilibrado entre seus pares.

Ledo engano. Quem entra nos dois principais cargos da Mesa não quer mais sair. Então, ou mudam as regras, de modo a permitir que todos os 24 parlamentares, alternadamente, tenham chance de um dia ser presidente ou primeiro-secretário ou logo surgirão outros Rivas.

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Comentários (12)

  • Ricardo Junior | Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015, 00h11
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    Riva vai voltar!!! seja governador ou deputado anotem ai!! pela justiça de Deus e da terra...Riva é um politico de palavra, amigo, parceiro, leal, os amigos que ele ajudou não podem virar as costas, pois se tiverem consciência e serem justos, com certeza Taques não dará as cartas na AL MT. Riva sempre terá o povo ao seu lado, engana-se quem pensa que ele vai pro esquecimento, será mais forte ainda, mesmo sem mandato, vão querer prender ele só pra destruir seus projetos..mas Deus está no controle, está na vida de cada ser humano, e de Riva também.....e cada um colhe o que planta, Riva tem muitas colheitas boas....no´s do Nortao sempre estaremos com ele, e tenho certeza que Cuiabá e região tem uma aprcela de gente que sabe avaliar se Riva foi ruim ou não para o Estado. Riva é simplesmente RIVA....igual tá dificil....parecido com ele quem sabe Janaina Riva....

  • Fagner Rodrigo Oliveira | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 21h03
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    Até que enfim, o legislativo Matogrossense precisava de uma reforma política ....

  • claudete A. Silva | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 13h42
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    realmente estamos orfãos, pois ele foi um pai para muitos dentro da Assembleia Legislativa. Obrigada deputado por tudo que fez por nossa gente e nosso estado. Fica uma lacuna que jamais sera´preenchida ,obrigada obrigada,obrigada

  • Emilia Lázara Guimarães | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 13h05
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    Emilia Lázara Guimarães, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Emilia Lázara Guimarães | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 12h56
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    Emilia Lázara Guimarães, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Jully Esther | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 12h54
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    Jully Esther, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • FRANCISCO | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 12h37
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    VAI FAZER FALTA ETERNO DEPUTADO RIVA ESSE NÃO E UM ADEUS E UM ATE LOGO

  • ANTONIO MARCOS | Quinta-Feira, 29 de Janeiro de 2015, 07h02
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    TA COM DÓ? LEVA PRA CASA, ADOTEM, FAÇAM BOM PROVEITO. SÓ ME FALTAVA ESSA ESSA .

  • EDUARDO | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 21h48
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    CARO IR:. DEP RIVA,VEJA O QUE APRENDIR NA POLITICA: 1-BOM BODE NÃO BERRA,2-0 TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO,3- O SILENCIO É A MELHOR RESPOSTA.

  • Ariel Medeiros | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 21h18
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    A sociedade quer justiça somente isso St Riva.

| 28/01/2015, 10h:24 - Atualizado: 28/01/2015, 10h:32

O outrora e futuro rei

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Vinicius de Carvalho

Me permiti colocar como título deste artigo uma referência ao livro do escritor britânico T.H. White “O outrora e futuro rei”, que trata do personagem lendário rei Artur e sua corte de Camelot. É uma metáfora para uma situação vivida no Brasil na área política pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sua figura voltou a ficar evidenciada diante do avanço das investigações da operação Lava Jato sobre as irregularidades na Petrobrás e da desarticulação do seu grupo mais próximo na reforma ministerial feita por Dilma neste início de segundo mandato. Os opositores do Governo apontam que as evidências aproxima-se cada vez mais de Lula e Dilma e que um envolvimento deles de forma mais direta com este escândalo seria uma questão de tempo.

Os defensores, por sua vez, destacam que trata-se de uma ação orquestrada pela oposição articulada a setores da mídia, Ministério Público, Judiciário e Polícia Federal para enfraquecer o PT e dificultar uma sexta candidatura de Lula à Presidência da República em 2018. 

Ambos estão corretos, mas falando meias verdades. Primeiro que os fatos investigados pela Operação Lava Jato resultam muito mais de disputas na base aliada do que de ação oposicionista. Como vem sendo noticiado, os principais partidos envolvidos são PT, PMDB e PP, ainda que alguns nomes da oposição tenham sido citados em algum momento. Trata-se, portanto, de mais uma “implosão” da base de sustentação ao Governo Dilma no Congresso Nacional por conta de disputas na ocupação de espaços. 

Para muitos analistas é situação muito semelhante à ocorrida em 2005/2006 com o escândalo do Mensalão. A raiz de tudo seria uma dificuldade do PT na operação do presidencialismo de coalizão, no qual cada partido deve ter uma quota de cargos no Poder Executivo correspondente ao número de assentos no Congresso Nacional.

Tanto no primeiro mandato de Lula quando no de primeiro de Dilma o PT acabou ocupando quantidade de cargos superior à sua bancada, gerando tensões no interior de sua base e a necessidade de manutenção da fidelidade dos partidos aliados por outros meios. Não por acaso, na nova composição ministerial o PT caiu para 33% dos ministérios e 29% do orçamento federal sob seu comando. 

Mas a figura de Lula é fundamental neste momento de tensões no PT causadas pela redução da presença no governo e também pelas críticas que já começaram a aparecer de vários setores do partido e dos movimentos sociais. A “guinada para a direita” feita por Dilma na composição de seu ministério vem causando desconforto, com a colocação de representantes do grande empresariado como Kátia Abreu na agricultura (CNA), Armando Monteiro no MDIC (CNI), Guilherme Afif Domingos na micro e pequena empresa (CNC) e Joaquim Levy na fazenda (Bradesco).

A articulação de Lula com os movimentos sociais e as correntes mais à esquerda do PT torna-se peça-chave neste contexto. Some-se a isto também o horizonte da sucessão para 2018. Todos os holofotes apontam para um retorno de Lula, como era comentado desde 2010. Vem se desenrolando uma “guerra dos tronos”, nos bastidores, em torno da disputa de alguns possíveis presidenciáveis como Aloizio Mercadante, Fernando Pimentel e Jacques Wagner. 

A presença de Lula na cadeira principal do PT e da política brasileira é essencial para moderar a disputa política. Como um rei no tabuleiro de xadrez, ele vem sendo procurado pelos adversários em busca de um xeque-mate e preservado por seus peões, bispos, torres e cavalos.  Sob pena de recomeçar o jogo. 

Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário e escreve neste Blog toda quarta-feira vcaraujo@terra.com.br e www.analisepoliticamt.blogspot.com.br. 

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Comentários (1)

  • jose dennison | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 23h51
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    jose dennison, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 28/01/2015, 01h:00 - Atualizado: 28/01/2015, 01h:31

Grupo pró-Maluf só obtém 9 assinaturas e pode levar Taques à derrota na Mesa da AL

Botelho promove jantar, esperando reunir 16 para antecipar já a vitória, mas 5 não comparecem e Wilson não assina o documento


A chapa Maluf-Nininho, mesmo com apoio do Palácio Paiaguás, corre risco de sair derrotada na disputa à Mesa da Assembleia. Houve nova reviravolta nos bastidores. Disposto a "liquidar" a eleição de forma antecipada - a votação será no domingo, logo após a posse dos 24 deputados da nova legislatura -, o deputado Eduardo Botelho (PSB) convocou o grupo que estaria apoiando Guilherme Maluf a presidente para um jantar em sua residência nesta terça, após várias horas de reunião na Casa Civil durante o dia, sob coordenação do secretário Paulo Taques. A intenção seria obter assinatura de 16 deputados e, assim, sacramentar a vitória desde já.

Para frustração do bloco, eis que cinco não comparecem, sendo eles Dilmar Dal Bosco (DEM), Zeca Viana (PDT), Oscar Bezerra (PSB), Pery Taborelli (PV) e Emanuel Pinheiro (PR). De quebra, Wilson Santos (PSDB), presente no jantar, alegou que não iria assinar o documento pró-Maluf antes de analisar o quadro e saber o porquê da ausência de outros deputados do grupo.

Na prática, a chapa com Maluf de presidente e Ondanir Bortolini, o Nininho, de primeiro-secretário, só conta hoje com 9 votos, insuficientes para garantir o comando do legislativo mato-grossense, que recebe mensalmente duodécimo de R$ 34,3 milhões. O Paiaguás, que acreditava eleger Maluf, vê acender o sinal vermelho.

Em meio a traições, conspirações e revolta, a tendência é que os cinco que não foram ao jantar se juntem aos parlamentares que garantiram vaga na AL pela oposição. E eles já marcaram reunião para esta quarta. Vão redefinir chapa. Em princípio, trata-se de um bloco com 15, entre eles membros da atual Mesa, como Mauro Savi e Romoaldo Júnior, respectivamente, primeiro-secretário e primeiro-vice-presidente e que se sentiram traídos por Maluf. As negociações sobre cargos na Mesa dentro desse bloco começam da estaca zero.

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Comentários (9)

  • Barra do Bugres | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 17h34
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    Pedro Taques tem demonstrado que vai ser o MELHOR GOVERNADOR DE MATO GROSSO, agora não adianta cobrar dele em 28 dias o que o Blairo e o Silval não fez em 12 anos...Pra Cima deles Baixinho!!!

  • Marcelo | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 14h52
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    Engraçado, muito irônico e mal explicado! não consigo entender esse modelo de homem público que o governador Pedro Taques quer imprimir em Mato Grosso. Será que os deputados vão permitir que o desejo do Paiaguás se concretize, ou vão fazer prevalecer os princípios éticos e democráticos que lhe asseguram o direto de escolha, sem interferência, para comandar a Casa de Leis. Uma coisa é certa. Taques pode ser o dono da fogueira ou sair queimado. esperar pra ver

  • Pedro Paulo | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 14h25
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    Agora eu quero ver, o Mauro Savi tem prestigio e competência, vai colocar a turma na mão e o nosso governador vai sofrer muito para aprovar projetos na AL.

  • jonas Mello | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 13h35
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    jonas Mello, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Alaides | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 13h07
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    Na época em que Taques era senador ele pregava que o Senado não pode e nem deve ser um puxadinho do Executivo. Mas, agora? Pode? Deve? Dois mesos, duas medidas. Como confiar? Vai ficar é chupando o dedo porque na AL tem "cabra macho" e vai mostrar que quem manda lá, são os deputados e não me venha com chorumelas depois querendo falar que os deputados não o deixam trabalhar, conversa pra boi dormir. Não soube articular tem que pagar. E, as vezes, custa caaaaro!!! Erro politico se paga na hora, não fica pra depois não... Agora, vai ter que pedir benção sim, para a AL e ponto final.

  • luiz | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 10h35
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    Para o bem do Estado, espero que tenhamos uma chapa de oposição na Assembleia, assim veremos a verdade e do que realmente o PEDRO TAQUES é feito

  • junior | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h37
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    Vai Zeca de Presidente e Savi na primeira secretaria e fecha o jogo...pronto..

  • Eduardo Pedroso Rondon | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h02
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    Engraçado que esta informação se diferencia de todos as outras dos sites políticos, ou é muito privilegiada ou incorreta...

  • jose | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 08h21
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    Pedro Taques deu o "tiro" muito cedo e agora, está ficando sem munição e mais, sem guarnição. Está tendo baixa em seus homens de frente e pode acabar amargando uma derrota inédita e peder a governabilidade da AL. Mas o justo, seria, chamar Savi e seus companheiros e se redimir, bem quietinho, porque a chapa vai ferver não só na eleição da mesa, mas durante todo seu mandato. E outra, Maluf tem que baixar a bolinha e ver que ele não é o todo poderoso e que traição política se paga à vista. Mais uma vez, esperar para ver as cenas dos próximos capítulos, que ainda vai loiooonnnnnggge

(IN)DEPENDÊNCIA | 27/01/2015, 23h:37 - Atualizado: 28/01/2015, 09h:00

Submissos, parlamentares se sujeitam à orientação do Executivo para votar à Mesa


A briga pelo comando da Assembleia está expondo uma submissão absurda, perigosa e nociva ao processo democrático e fragilizando a relação entre os Poderes Constituídos. Nos bastidores, o Executivo passou a interferir no Legislativo por pura conivência deste. Ou melhor, de vários deputados. Em fila, eles batem a porta do Palácio Paiaguás. Encontram aconchego na Casa Civil, grudada no gabinete do governador Pedro Taques. E fazem negociações políticas para “amarrar” voto à chapa encabeçada por Guilherme Maluf, tucano que se tornou o candidato a presidente da AL apoiado pelo Paiaguás.

Nessa hora, aqueles que agem como cordeiros não estão nem aí para o que preconiza a Constituição Estadual acerca da independência e autonomia dos Poderes. Preferem avançar na tese da convivência harmônica, aceitando voto de cabresto. É mais ou menos assim: “diga para quem eu devo votar e assim o farei”. Perde-se a autonomia, a moral e a independência.

É o poder da caneta e de quem cuida do caixa impondo regras e condições. Para o governo, que tem obrigação de cumprir com repasse do duodécimo não só para a Assembleia, mas para o Judiciário e aos órgãos vinculados, como Ministério Público e Tribunal de Contas, o melhor caminho é conseguir controlar logo no início da legislatura um Legislativo que, entre as atribuições, tem a missão de fiscalizar os atos do Executivo. Tendo a Mesa Diretora como aliada, a administração fica mais livre e solta para agir. Projetos e outros proposituras do Executivo vão receber chancela sem dificuldades. 

Quase todos os 24 deputados que serão empossados no domingo apresentam perfil mais de governistas, mesmo aqueles que na campanha estiveram na oposição. Sendo assim, acham melhor construir boa relação com o novo governador, seguindo orientação política do Executivo até na hora de votar. Abaixo a submissão!

José Medeiros

paulo taques guilherme maluf pedro taques

Secretário Paulo Taques (Casa Civil) e o governador Pedro Taques recebem o deputado Guilherme Maluf (PSDB), respaldado nos bastidores pelo Palácio Paiaguás para presidir a Assembleia Legislativa

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Comentários (9)

  • julio cesar | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 14h54
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    Esta acontecendo com a Assembléia Legislativa o mesmo que aconteceu com a Câmara de Cuiabá. Submissão, submissão, submissão. Que vergonha! Pedem votos ao povo para enterrarem o poder legislativo e ficarem de joelhos para aqueles a quem devem fiscalizar. Será que a Assembleia vai se transformar na nova Casa dos Horrores?

  • Cintia | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 14h48
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    Romilson, a submissão à Riva podia?

  • Petronio Sobrinho | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 13h57
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    Determinados posicionamentos, quase sempre, geram diversificadas discussões e são sujeitos a variados enfoques, mais sob o calor da emoção do que propriamente da razão. A política, o exercício e a manutenção do poder e os políticos fazem parte dessa proeminente paixão. A política bem exercida é considerada uma arte nobre, necessária para o equilíbrio das relações sociais e para a condução da coisa pública. É uma atividade que, em síntese, deveria ter o recheio da ideologia político-partidária. Não é assim que acontece. Nem no Brasil e na maioria dos países liberais-democráticos. Pela diversidade ideológica são várias as vertentes para se chegar ao exercício do poder. Assim, o alinhamento político, pela formação de alianças e blocos, é um comportamento aceitável e corriqueiro. É dogma democrático a autonomia e a independência dos poderes. Mas, naqueles que provêm da escolha popular a interação entre eles, em geral, se dá com velado desvirtuamento. E isso faz parte do jogo político e de poder. E para governar é tão necessário ter maioria no parlamento quanto na sua direção. É comportamento universal, pois, em tese, não se governa com o adversário, já que a conduta deste deve ser a de fazer oposição. Melhor se participativa e construtiva. É isso que o governador Pedro Taques está, sabiamente, procurando fazer. Não existe nada de errado nesse procedimento, desde que conduzido eticamente. No presente caso, para os incautos e radicais há mesmo uma aparente interferência de um poder no outro. Qualquer chefe de executivo diligente e compromissado com a governabilidade e o retorno dela em benefício do cidadão, sob um gesto unicamente político, adotaria a mesma atitude tomada pelo governador Taques para ter a maioria no parlamento estadual e de quebra a sua direção. A democracia admite essa conduta. O resto é firula, discurso vazio e oportunista daqueles que não compreendem, na acepção da palavra, a grandeza de serem homens públicos e o do valor da representatividade popular e da corresponsabilidade em governar.

  • marcos | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 11h05
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    Essa forma de Governar aconteceu com o Sr. Silval Barbosa! Ninguém sabe o que foi discutido ali, é preciso que o Governador tenha aliados no legislativo para conseguir governar e fazer as mudanças necessárias, todos sabem que sozinho o Taques não irá conseguir fazer muita coisa. Só de diminuir o gasto no legislativo, já é algo excepcional. Enquanto hospitais estão sucateados, a AL está em pleno vapor com sua mega construção, o TCE com suas mordomias (quase que de uma monarquia imperialista). A Lei de transparência pública é uma piada, quem acessar esse mecanismo irá verificar que não garante transparência nenhuma. Precisa-se de gestão com mãos de ferros, cortar gastos, diminuir a máquina pública, desenvolver verdadeiras ferramentas de controle pela população. Acabar com garçom, chocolate, tv acabo, frutas, coffe brake sem fim, café importado. Esses são os luxos de vários órgãos do legislativo, esses gastos aparecem nos mecanismos de controle que asseguram a transparência pública? devem estar nos famosos gastos DIVERSOS.

  • gaúcho | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 10h16
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    gaúcho, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Moreira | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h57
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    Moreira, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Valdicelia | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 08h03
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    Decepcionante o uso da velha prática de controlar todos os poderes . Como pode em menos de 1 mês o modelo de estado da transformação ir por água abaixo?

  • Sidney | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 06h27
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    ASSISTINDO A TODO ESSE "JOGO" ONDE VEMOS QUE O OBJETIVO MAIOR É PREVALECER INTERESSES PRÓPRIOS, MINHA VONTADE É EM ACEITAR UM CONVITE DE UM AMIGO QUE SE MANDOU PARA A ESPANHA E ESQUECER POR UM BOM TEMPO TODA ESSA "PEÇA TEATRAL POLÍTICA" QUE SEMPRE VEM OCORRENDO EM MEU QUERIDO ESTADO E DO MEU AMADO BRASIL. NADA MUDA...LAMENTAVELMENTE.

  • Francisco Botelho Pinto | Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015, 23h53
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    Como dizia o então senador Pedro Taques no senado federal: "o Senado (legislativo) não pode e nem deve ser um puxadinho do Executivo". É uma pena que em tao pouco tempo o nosso governador Pedro Taques (de quem sou eleitor), esteja se contradizendo. E outro fato que causa estranheza é ter dois secretários de estado condenados pelo TCE por desvio dd recursos públicos. É o ditado, aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei.

Rondonópolis | 27/01/2015, 19h:00 - Atualizado: 28/01/2015, 00h:09

Em reunião com Taques, Percival pede a manutenção de OSS e quitação das dívidas

Não pedi R$ 1, vim ajudar meu parceiro político, ressalta Percival


Gilberto Leite

reuniao_percival_taques

Percival apresentou demandas relativas à saúde, infraestrutura e segurança

O governador Pedro Taques (PDT) e o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS), aliados políticos desde 2010, passaram à tarde desta terça (27) reunidos em busca de soluções para os problemas enfrentados pelo município. Na pauta do encontro foram incluídos temas como saúde, infraestrutura e segurança pública. As principais reivindicações apresentadas foram a regularização da situação administrativa do hospital regional e o pagamento de dívida na ordem de R$ 14,7 milhões.

“Não pedi R$ 1 porque sei que o Estado não tem recursos nem para pagar as contas. Vim ajudar meu parceiro político. Estou auxiliando na solução dos problemas que estão impactando negativamente perante população. No outro Governo não tínhamos esperança. Agora, vamos tentar resolver”, disse Percival em entrevista ao Rdnews.

"Desviaram (ex-gestão) verbas da
saúde para pagar empreiteiras. Foi
um desvio criminoso", diz Percival

Na área da saúde, Percival pediu a regularização da situação administrativa do hospital regional de Rondonópolis, gerido pela Sociedade Beneficente São Camilo desde 2011. Neste caso, o contrato vence dia 31 e os médicos já estão suspendendo cirurgias porque não sabem se poderão fazer o acompanhamento dos pacientes.

Segundo Percival, a OSS São Camilo é aprovada pela população. Entretanto, reconhece que a decisão de continuar ou não com o contrato cabe ao Governo. “Eu pedi para não deixar paralisar o atendimento porque a saúde não tira folga. Se parar, as pessoas morrem. O governador disse que vai fazer contato pessoalmente para resolver a questão o mais rápido possível”, revelou.

Percival lembra que existem dívidas na ordem de R$ 14,7 milhões. Somente com o hospital regional o débito chega a R$ 4 milhões. Para Santa Casa de Misericórdia, o repasse pendente chega a R$ 2 milhões. Com o Samu e Pronto-Atendimento, a dívida é de R$ 8 milhões, enquanto o hospital psiquiátrico tem R$ 700 mil para receber.

Gilberto Leite

reuniao_percival_sachetti_medeiros

Sachetti, Medeiros, Percival, Taques e o secretário Brustolin debateram a situação de Rondonópolis

De acordo com Percival, Taques prometeu fazer os repasses em dia e encontrar formas de pagar os atrasados. O plano de pagamento será apresentado até 3 de fevereiro, quando o Governo pretende reunir os 141 prefeitos de Mato Grosso.“As dívidas existem porque o Governo anterior não pagou o município. Nem os recursos federais foram repassados. Desviaram os recursos da saúde para pagar empreiteiras. Foi um desvio criminoso”, disparou.

No setor da infraestrutura, Percival reivindicou convênio com o Estado para legalizar os reparos que estão sendo executados em rodovias estaduais. Para o prefeito, as estradas estão esburacadas e a população cobra soluções imediatas. “A população cobra do  prefeito que é mais próximo. Estou fazendo a manutenção, mas sem convênio faço de forma ilegal. Preciso de solução rápida”, completou Percival.

Na segurança, Percival solicitou que o Governo reforce o efeito e cumpra as prerrogativas constitucionais. “É obrigação do Estado e da União, mas o município aplica recursos para não permitir que a situação fuja do controle”, concluiu.  

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Comentários (6)

  • Flaviano do Capro Pinho | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h47
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    Gente pra que tanto espanto.E a pratica deste secretario que diz ser novo.Aqui tudo mudou ele diz.Mudou o que.Esta assessora e apadrinhada pelo ex secretario de Saude Ney Moreira PSDB.Ela entrou quando o Ney exercia a funçao de assessor.Ela e concursada de Cuiaba.Nao se espante com as ideias retrogadas desde Noooovooooo Secretario.Sao orientaçoes do dr Ney nao so a entrega dos hospitais para a Santa Casa como tambem a entrega do Central para a UFMT.A privatizaçao da Saude e do PSDB.Ta explicado.

  • Angelino Machado | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h22
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    nossa estou surpreso com estes comentarios e fui verificar sao verdadeiros,Pedro taques cade a transparencia.Não se pode convocar reuniao num sabado ainda por cima para tomar decisão importante.A denocracia deve prevalecer.Será que este secretario quer mostrar serviço na marra desrespeitando os proprios conceitos do sr Governador do Estado de mato Grosso.Ele foi eleito por um ato democratico e não conservador ditatorial.

  • Marildices | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h16
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    ana e pura verdade.Na ultima sexta feira uma assessora do secretario por nome silvana queria passar na marra a votação da entrega dos hospitais estaduais de Colider e varzea grande para a Santa Casa.Não se pode permitir manipular e convocar reunião em um sabado.As reuniões do Conselho Estadual de saude são publicas.Mostra o despreparo deste novo secretario,Imprensa e população deve estar presente sim.

  • Abdala Surff | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 09h02
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    Abdala Surff, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • João Edson Fanaia | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 08h23
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    Ao que tudo indica o atual governo recebeu o Estado com dívidas em diversos setores. Uma pergunta: a lei de responsabilidade fiscal que significou importante avanço em termos de gestão pública foi respeitada pelo governo anterior? Caso contrário, como proceder? Com este quadro, até o Executivo estadual estabelecer o devido equilíbrio entre receita e despesa, o mandato findou. Como já anteriormente comentei é parte da cultura política nacional, uma administração faz, outra desfaz, é o permanente exercício de Sísifo.

  • ANA DA SAUDE | Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2015, 08h14
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    Sr Governador e sensato nao parar atendimento.O Hospital Estadual Metropolitano que tem recurso federal ta parado,O seu secretARIO CONCVOCOU PARA SABADO .VEJA BEM SABADO REUNIAO COM O CONSELHO ESTADUAL DE SAUDE PARA ENTREGAR O METROPOLITANO PARA A SANTA CASA.LONGE DO POVO,DA IMPRENSA EM UMA AÇÃO RASTEIRA.O SR TEM CIENCIA DISTO.A IMPRENSA DEVE ACOMPANHAR.A SANTA CASA NEM ALVARA SANITARIO TEM.O PRIMEIRO REQUISITO PARA TOCAR DUAS UNUDADES,O GOLPE E DAMAFIA DA ORTOPEDIA E NEUROLOGIA.NAO DEIXE CONVOCAR REUNIAO NUM SABADO SO PARA A IMPRENSA NÃO ACOMPANHAR,O PEDRO HENRY FOI AUTENTICO DEFENDEU UMA IDEIA A PUBLICO FOI ESCULHANBADO MAS ASSUMIU SUA INTENÇÃO.E AGORA ESTE SECRETARIO QUER MANIPULAR A POPULAÇAO

| 27/01/2015, 11h:36 - Atualizado: 27/01/2015, 11h:45

Estrategistas, Taques recebe prefeitos individualmente e anula investida da AMM


José Medeiros

pedro taques gabinete paiaguas

 O governador pedetista Pedro Taques, no Palácio Paiaguás, busca uma boa recepção aos prefeitos

Pedro Taques percebeu que a oposição a seu governo, neste início de mandato, poderia surgir com força não na Assembleia, onde, em tese, terá minoria - seu grupo elegeu 11 dos 24 parlamentares -, mas nas prefeituras. Havia temor de que a decisão do Executivo em não aceitar rachar ao meio com os municípios os recursos do Fethab pudesse criar movimento raivoso dos prefeitos em relação ao Palácio Paiaguás.

Estrategistas, Taques passou a chamar um a um os prefeitos em seu gabinete.  E, com cada, trabalha a política do convencimento e por abertura de parcerias. Foi o bastante para anular as ações do presidente eleito da AMM, Neurilan Fraga, que estava "inflamando" os colegas gestores a reforçar a luta em defesa da vigência da lei que assegura 50% do Fundo Estadual de Transporte e Habitação. O embate na Justiça prossegue nesse sentido. Neurilan é do PSD do cacique político José Riva, adversário ferrenho do pedetista e autor da proposta que virou lei sobre a divisão do Fethab. 

Em menos de um mês na cadeira de governador, Taques já recebeu 24 prefeitos. Em meio às primeiras conversas, surgem diversas demandas, especialmente por melhorias na infraestrutura, saúde e logística. Muitas delas são encaminhadas de imediato para resolução. O governador, que trabalha com orçamento de R$ 13 bilhões, tem dito que o Estado apresenta um quadro financeiro crítico e que, apesar disso, honrará compromissos de repassar regularmente recursos da saúde, do transporte escolar e para recuperação de estradas. Após a conversa sem separado com dezenas de prefeitos, Taques já agendou uma data para receber todos os 141 gestores no Paiaguás. Será no dia 3 de fevereiro.

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| 27/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 27/01/2015, 00h:41

Nai Talim, Gandhi e ideia sobre a educação

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Olga Lustosa

O relatório de Desenvolvimento do Milênio elaborado por profissionais do mundo inteiro, coordenados pela ONU, prevê até final deste ano, a universalização da educação “primária” no mundo, garantindo que todas as crianças completem o ciclo do ensino básico. Meta que o mundo não alcançará, por várias razões, entre elas, a exorbitante disparidade social que ainda separa um homem do outro e pela lentidão com que as reformas são implantadas.

 A estrutura fundamental do pensamento de Gandhi sobre a educação, baseia-se no princípio de preparar a sociedade com pessoas boas, não apenas com alfabetizados e escolarizados. A educação deve ser uma arma poderosa capaz de promover uma revolução social silenciosa. Desdobra-se em liberdade, libertação da ignorância, da superstição e da submissão.

A concepção dessa ideia de educação, conhecida como Nai Talim, traduzida como Educação Básica para Todos, deu-se nos anos que Gandhi esteve na Africa do Sul e tal modelo educacional contraporia a herança imperial do modelo inglês vigente na India, que legava à nação a educação de homens dentro das necessidades de absorção de mão de obra do mercado e do estado, numa ação descoordenada entre mente, corpo e alma; por esta razão, a ênfase foi dada na conduta, nas qualidades espirituais, no serviço comunitário; uma escola com práticas acolhedoras, que se utiliza da diversidade cultural e religiosa do país subdividido em castas, para promover a inclusão. O objetivo da prática Nai Talim é extraordinário: Remover as intocabilidades. 

 Este estado bom, perseguido como um sonho distante, foi sendo implantado no país, diante do olhar incrédulo de muitos educadores e especialistas. Gandhi, um advogado que pregava a resistência à dominação inglesa, não está preocupado apenas com o intelecto. A alfabetização é apenas uma ferramenta para atingir o verdadeiro fim, que é o desenvolvimento pleno do ser humano.

Gandhi considerava que dois aspectos poderiam regenerar e melhorar a vida de seu povo: a saúde e a educação. Tanto a saúde quanto a educação, em sua opinião, envolvem todos os homens e toda a sociedade.  A saúde da comunidade não pode ser alcançada apenas através da construção de uma clínica; nem a educação da comunidade poderia nutrir e manter o espírito altivo, apenas construindo escolas. A visão holística ampliada de Gandhi foi marcada pelo uso de um novo vocabulário. A partir de então ele falou não só da Educação Básica Nacional, considerada um equipamento mínimo necessário para as crianças da nação, mas também de Nai Talim, o modelo da nova educação. 

Para ser educativo para a mente, o corpo e alma, o projeto deve ser planejado e os materiais e ferramentas preparados para um fim comum. São todos ensinados a cooperar a despeito das diferenças de capacidade e temperamento. O tempo de provação, porém, não tardou chegar. O governo prendeu não só políticos companheiros de trabalho de Gandhi, mas muitos trabalhadores e alunos adultos das novas escolas.

O trabalho foi interrompido e somente gradualmente reorganizado em  1947, ano em que a liberdade política do domínio britânico foi restabelecida. Um ano depois, Gandhi é assassinado. Mesmo muitos anos após a morte de Gandhi um grupo grande de educadores Nai Talim prometem dedicar o resto de suas vidas para propagar a educação baseada no espírito da verdade e da não-violência.   

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olga@terra.com.br

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| 26/01/2015, 15h:07 - Atualizado: 26/01/2015, 15h:21

Sob Percival, comitiva vai a Taques nesta 3ª e defende que hospital continue com OSS


Davi Vale/Rdnews/arquivo

percival muni

O prefeito rondonopolitano Percival Muniz leva reivindicações ao governador Pedro Taques, uma delas do hospital regional

Acompanhado de lideranças do Sul do Estado,  o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz (PPS) apresenta nesta terça, na primeira audiência com o novo governador Pedro Taques, no Palácio Paiaguás, demandas e reivindicações da região, algumas delas com necessidades de soluções emergenciais. O encontro está agendado para as 14 horas. Vão estar presentes líderes que, em tese, são da base do pedetista, como o próprio Percival, o vice-prefeito Rogério Salles (PSDB), derrotado ao Senado, deputados estaduais e federais, senadores e vereadores.

"Vamos para a audiência para discutir coisas de obrigação do Estado em Rondonópolis e região. A ideia não é cobrar, mas sim ajudar a regularizar algumas situações. É hora de unir forças para atender a população", enfatiza Percival, para quem o novo governador está sendo coerente com o discurso de campanha ao tomar medidas  austeras de contenção de gastos.

Uma das preocupações do prefeito é com a situação administrativa e funcional do hospital regional de Rondonópolis, desde agosto de 2011 sob gerenciamento da Sociedade Beneficente São Camilo. Percival defende que o Estado renove de imediato o contrato por entender que a OSS melhorou a gestão. O contrato da organização com o Estado vence no próximo sábado, dia 31, e os médicos, em meio a incertezas, já suspenderam cirurgias, deixando pacientes do SUS desesperados. O Estado acumula atraso no repasse de recursos de novembro, dezembro e não tem previsão de quando vai liberar o deste mês. "Temos que agir rápido e decidir o que fazer. Na saúde pública não tem férias".

Outro pleito a ser apresentado ao governador é de recuperação dos 12 km do anel viário, que circunda o perímetro urbano, ligando a BR-364 às MTs-130 (Rondonópolis-Poxoreu) e 270 (Rondonópolis-Guiratinga). A prefeitura resolveu até fazer trabalho paliativo, mas não tem essa obrigação, pois trata-se de um trecho sob responsabilidade do Estado. Entre outras propostas está também a de melhoria na infraestrutura das vias do distrito industrial, que recebe diariamente fluxo intenso de carretas.

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Comentários (2)

  • Rafael | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 23h29
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    Nao melhorou a gestao! é ridicula essa posiçao de quem nao conhece saude publica de considerar que a OSS melhorou alguma coisa! Problemas mascarados, comida ruim e funcionarios ganhando uma miséria! Me desculpe, mas é inconcebível!

  • Ana Rita | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 22h38
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    FICA A PERGUNTA, A OSS GANHA QTOS MILHÕES SÓ PARA ADMINISTRAR? Será que não tem servidores para administrar? Faz igual no DETRAN, coloca delegado para administrar!

MESA DA ASSEMBLEIA | 26/01/2015, 13h:52 - Atualizado: 26/01/2015, 17h:08

Maluf trai Riva e Savi, volta ao bloco de Taques e vai ser eleito presidente da AL


Rodinei Crescêncio/Rdnews/arquivo

guilherme maluf deputado

Guilherme Maluf se recompõe com o grupo de Taques e será eleito presidente da Assembleia

O deputado de terceiro mandato Guilherme Maluf (PSDB) rompeu compromissos políticos com José Riva (PSD), Mauro Savi (PR) e com Romoaldo Júnior (PMDB), e retornou ao grupo do governador Pedro Taques para conseguir votos suficientes com vistas à presidência da Assembleia. Com isso, reforçou o bloco governista e implodiu o grupo de oposição. A tendência agora é de Maluf ganhar com ao menos 16 dos 24 votos.

Emanuel Pinheiro (PR), que vinha se mantendo candidato, jogou a toalha, assim como o então primeiro-secretário da chapa, empresário Eduardo Botelho (PSB). Recuaram após uma conversa com Taques.

O governador disse que o republicano deveria abrir caminho na disputa de presidente para receber de volta Maluf. Até então havia dúvida se o tucano teria mesmo coragem de sair dos grupos de Riva e Savi. E Maluf os abandonou a menos de uma semana para a eleição, que acontece no domingo, logo após a sessão que marcará a posse dos 24 parlamentares. Em vários momentos, Maluf jurou para Riva, que está deixando a vida pública, que "estava firme no grupo e que dali não sairia". Fez o mesmo em relação a Savi, que tinha esperanças de continuar como primeiro-secretário. Ambos foram surpreendidos com a decisão de Maluf, de os abandonar.

Composição

A chapa de Maluf terá como primeiro-secretário ou Pinheiro ou Ondanir Bortolini, o Nininho. Se ambos não chegarem a um acordo, o bloco dos 11 eleitos e/ou reeleitos no palanque de Taques vai decidir, em votação, quem ocupará o cargo cuja atribuição é de ordenar despesas de um Legislativo que receberá de duodécimo R$ 34,3 milhões por mês. 

Botelho deve ficar de primeiro-vice-presidente. O médico e deputado de primeiro mandato Leonardo Albuquerque (PDT) entra na chapa como segundo-vice-presidente. Completando a chapa com sete integrantes, Max Russi (PSB) e Dilmar Dal Bosco (DEM) ficarão nos postos de segundo e terceiro- secretários, cujo ordem ainda está em discussão.

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Comentários (14)

  • benedito costa | Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015, 21h04
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    Sou a favor que o Maluf ganhe que, só assim queima as crias do riva, como é o caso do savi, romualdo, fabris e cia ltda. Por outro lado abre uma brecha aí: maluf na presidência resolve o problema financeiro do hospital dele ,agora ou nunca mais.

  • Edson Palma | Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015, 10h56
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    Sem dúvida a Presidência nas mãos do Deputado Guilherme Maluf terá uma gestão com foco no comprometimento e transparência , haja visto que sua conduta e trajetória política não deixa dúvida de seu caráter e seu compromisso com nosso Estado.

  • João Menna Neto | Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015, 09h18
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    Vem de longe esta questão de traição no cenário político. César, já dizia que "amava as traições, mas odiava os traidores". Eu, particularmente, não entro no mérito na conduta do Dep. Guilherme Maluf, porque aprendi que "das pequenas ou grandes traições iniciam-se as grandes renovações". E o momento, no Estado e de modo especial na ALMT já está passando da hora de ser iniciado um novo período de gestão e, sobretudo, de comportamento ético, para por fim ao continuísmo desregrado implantado na era Riva. E isso deve começar por mudança na norma que permite a flexibilidade de alternância continuada nos dois principais postos executivos da Mesa Diretora: presidente e 1º secretário.

  • ZILMAR BARBOSA MEDEIROS | Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015, 07h47
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    Eu tenho certeza que se colocar o Max na disputa ele também fara uma boa administração, na assembleia.

  • Manoel Cavalcante dos Santos Albuquerque | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 18h45
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    não votei em nenhum destes Deputados que dizem estar fazendo parte da disputa da Mesa Diretora da Assembléia, quem sabe agora com este Deputado Maluf poderemos ver mudanças naquela Assembéia pois alí tinham monopolizado e só um grupinha fazia parte da Mesa, os Deputados tem tudo pra mostrar que a Assembléia não é a Casa da mãe Joana que tem mostrado ser nestes 20 anos, esperamos mudança em todos os sentidos, com dignidade, caracter e responsabilidade para com o dinheiro Público e contamos também com a responsabilidade e o caracter de nosso Governador Taques e sua equipe.

  • Julimar Esther | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 18h40
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    Como funcionária aposentada da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, estamos torcendo por uma Mesa Diretora que valorize seus funcionários Inativos e da Ativa, pois temos nossos direitos da URV a receber e aí esta mesa que vai sair dia 01.02.15, começou a pagar e parou, muitos de nós fazemos tratamentos de CA e pra continuar com acompanhamento com nossos médicos Oncologista temos que pagar a consulta, pois os mesmos não atendem pelo MT Saúde por irresponsabilidade destes políticos corruptos que não zelam de verdade pelo bem público, estão dizendo que irão voltar a pagar nossa URV, estamos confiantes na mudança da Mesa Diretora e confiantes no nosso Governador Pedro Taques.

  • Sanchez | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 18h24
    6
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    Coerência, simples e pratica. Então tão.

  • goncalo pedroso da silva | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 17h36
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    GRANDE NOVIDADE..TRAIÇAO..NA ASSEMBLEIA VALE TUDO PELO PODER...

  • Fernanda Martins | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 17h17
    9
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    Pois é...tão ilibado...tão honesto senhor das verdades..nem foi eleito e já está agindo com um JUDAS. Tadinho de nós...O POVO. Pesquisem por ai de qdo o nobre representante usou nome de pessoas simplorias como laranja sem que estas soubessem. Depois fez acordo na calada. Ou então falar o qto custou seus votos? Exemplo bem ali num Distrito de Acorizal quando fechou com uma certa vereadora os votos e os valores pagos por eles. Isso td funciona no antigo e conhecido esquema...Tô contigo até q o outro pague mais. TOTALMENTE NEGOCIÁVEL e TRAÍRA. Credo em Cruz..AVE MARIA. Livrais-nos

  • Ressai | Segunda-Feira, 26 de Janeiro de 2015, 16h52
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    10

    Não vai pegar bem ter, Nininho como Secretário, o certo é Emanuel ...

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