Blog do Romilson

| 09/02/2018, 07h:42 - Atualizado: 09/02/2018, 07h:56

Médicos formados no exterior são ignorados


edesio do carmo artigo 400

Edesio Adorno

O Enem 2017 teve 7.6 milhões de inscritos, desse universo, apenas 4.7 milhões de provas foram corrigidas. Essa legião de estudantes disputou 239 mil vagas no ensino superior público. Desse total, quase 500 mil estudantes disputaram 4.682 disponíveis para o curso de medicina em todo o país, segundo dados disponibilizados pelo SISU.

Nas universidades privadas, mesmo que os aspirantes a médicos tenham condições de desembolsar algo em torno de meio milhão de reais ao longo de seis anos, não há vagas para tantos candidatos.

Não há vagas para quem pretende cursar medicina. Faltam universidades para formação de médicos. Essa realidade mórbida causa morte e riqueza ao mesmo tempo. Mudança pressupõe preservação da vida e redução do faturamento das organizações mafiosas que monopolizam o mercado da doença e escolhe quem e quando deve morrer.

Entre os 495 mil jovens alijados dos centros de ensino médico do país, alguns milhares zarpam para o Chile, Itália, Paraguai, Bolívia, Uruguai, Cuba, Rússia e Argentina em busca da realização de um sonho e da qualificação da vocação de salvar vidas.

Depois de seis anos de quase exílio no exterior, longe da família, de amigos e do conforto do lar, esses brasileiros fora de sua pátria, depois de submetidos a rigoroso processo de avaliação, recebem o canudo, retornam ao Brasil como médicos e não podem exercer a profissão. É preciso se submeter ao desgastante e penoso processo de revalidação do diploma. Esse é o jogo.

Justiça aos nossos jovens médicos!

A questão é que o jogo precisa ter regras. A UFMT é habilitada para fazer a revalidação de diploma. Em 2016 publicou um edital estabelecendo as regras do jogo. Durante o processo, as regras foram alteradas ao bel prazer da instituição. Os médicos não aprovados na primeira fase, deveriam fazer complementação de ensino.

O problema é que depois da complementação, foram submetidos a uma prova de avaliação preparada com o propósito de barrar o acesso desses profissionais ao mercado de trabalho. Quem recorre à Justiça para fazer valer seus direitos colhe amarga e dolorosa decepção. O jogo dos conselhos de medicina, liderados pelo CREMESP/SP, é bruto. 

A UNEMAT precisa se habilitar para fazer a revalidação dos diplomas dos brasileiros formados no exterior. Esses profissionais gastaram todas as suas economias. Estão empobrecidos com o diploma debaixo do braço e impossibilitados de ajudar salvar vidas. Os deputados estaduais e federais precisam enxergar essa realidade e ajudar a esses brasileiros desamparados.

O governo federal estuda receber médicos venezuelanos. A proposta, segundo disse o ministro da Justiça, é oferecer jaleco branco, reconhecer seus diplomas, garantir emprego no Mais Médico e salário a todos. Ótimo! Acolher nossos irmãos da Venezuela é uma questão de Justiça e de solidariedade.

Ignorar a situação dos brasileiros formados no exterior, deixá-los expostos a política de reserva de mercado dos conselhos de medicina e suscetíveis ao rigor das instituições que fazem a revalidação de diplomas, é tratar com desprezo e de forma desigual justamente os filhos da pátria.

Sim aos médicos venezuelanos, mas muito mais sim aos médicos brasileiros formados no exterior. Um país que não cuida de seus filhos, faz demagogia quando abraça filhos alheios. Justiça aos nossos jovens médicos!

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (32)

  • Quadro Branco de Estudo | Quinta-Feira, 17 de Maio de 2018, 03h48
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    https://www.youtube.com/channel/UC0xPswRl1QRf3LVt26l9cOQ?view_as=subscriber Colegas médicos, agente criou Canal de estudo em grupo para Revalidação, ali é disponibilizado discussão de tudo o conteúdo dirigido para a Revalida 2017 pratico, e assim que for feito esse Pratico, sera logo disponibilizado para 2018 teórico; essa é uma forma de nos apoiar todos nos ajudando uns aos outros no aprimoramento para passar a Revalida; Sabemos que os cursos são caros e não todos temos para pagar esses absurdos de preços, mas que pagou disponibiliza o material para os que na podem; O canal no principio foi de estrangeiros no Brasil mas já muitos Brasileiros se juntou na luta contra quem nos Bloqueiam! a Maioria dos que naos juntamos na primeira etapa 2017 passou (de 7 colegas só 1 reprovou), agora o canal já tem 21 colegas em 15 dias de discussões para o Pratico. Vão Lutar juntos, assim agente é mais forte!! https://www.youtube.com/channel/UC0xPswRl1QRf3LVt26l9cOQ?view_as=subscriber

  • Paulo Adriano | Segunda-Feira, 12 de Fevereiro de 2018, 00h12
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    Digo sim aos médicos formados no exterior por vários motivos, um deles é que tiveram ensino igualitário ou até melhor que há no Brasil, foram para o exterior para livrar de pesados impostos e grandes cartéis formado pelo o egoísmo elevado de pessoas que não pensa no bem da população. Depois de 6 anos de estudos e mais 1 ano de complementação no Brasil com aulas práticas e teóricas sem dúvidas esses soldados estão pronto para a guerra. Autoridades competentes se mobilizem e veja o óbvio.

  • Paulo Adriano | Segunda-Feira, 12 de Fevereiro de 2018, 00h11
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    Digo sim aos médicos formados no exterior por vários motivos, um deles é que tiveram ensino igualitário ou até melhor que há no Brasil, foram para o exterior para livrar de pesados impostos e grandes cartéis formado pelo o egoísmo elevado de pessoas que não pensa no bem da população. Depois de 6 anos de estudos e mais 1 ano de complementação no Brasil com aulas práticas e teóricas sem dúvidas esses soldados estão pronto para a guerra. Autoridades competentes se mobilizem e veja o óbvio.

  • Angelo | Sábado, 10 de Fevereiro de 2018, 12h38
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    Não confio direito nem nos médicos formados por aqui, o que dirá esses formados no "exterior" ... turminha corporativista que só pensa em enriquecer o mais rápido possível para não ter que entrar em contato com o povão ... os médicos brasileiros não gostam do "cheiro do povo" ... salvo raras exceções ...

  • Homero.... | Sábado, 10 de Fevereiro de 2018, 09h14
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    Tomemos como exemplo um país qualquer, a Rússia: um brasileiro que se formou em Medicina naquele país, em uma turma de 100 alunos, dos quais 99 são russos. Formado, o brasileiro volta para o seu país, os seus colegas ficam na sua terra e por lá exercem a sua profissão. Acompanhando a lógica dos críticos que aqui comentam, bem com as "lições" de ética das autoridades médicas do Brasil, o brasileiro, aqui, é barrado no seu trabalho porque não tem competência necessária para a profissão, enquanto os seus colegas que ficaram na Rússia, com os mesmos conhecimentos que o brasileiro, sem a necessidade do Revalida e outros empecilhos, lá estão trabalhando sem saber "...tratar anemia e verminoses", como disse, abaixo, a Sra. Anna Amélia Rios. É isso? Coitados dos Russos, hein?... Tanta anemia e verminose numa das quatro maiores potências do mundo....!!!

  • Keops | Sábado, 10 de Fevereiro de 2018, 07h23
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    Eu sou da seguinte opinião. Médico formado no exterior tem SIM que fazer uma prova para revalidar o diploma. Milhares de brasileiros (muito sem condição nenhuma de ser aprovado no ENEM) optam pelo caminho mais fácil de estudar medicina em países da América Latina. Porém, também é claro como a luz do sol que, MUITOS médicos formados aqui no Brasil são verdadeiros LIXOS em termos profissionais. Indivíduos sem a mínima condição intelectual e ética de exercer a medicina! Diante disso, fica evidente que os médicos formados no Brasil deveriam ser habilitados mediante uma prova (estilo OAB) antes de exercer a honrosa profissão médica. Ou seja, sem mimimi pra lá nem pra cá. Quem é bom, se garante!

  • Anna Amélia Rios | Sexta-Feira, 09 de Fevereiro de 2018, 19h52
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    Médico bem formados não tem medo de prova fácil! Vergonha de mimizentos que não estudam! Não vejo reclamando de revalidação americana que é rigorosa! Absurdo defender o indefensável!Médico que não sabe tratar anemia e verminoses são absolutamente um desserviço ao país! Parabéns CREMESP!

  • Jasson Borralho Paes de Barros | Sexta-Feira, 09 de Fevereiro de 2018, 19h46
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    Parabéns Nobre Causídico, bem dito e sustentado seus argumentos, é fato notório.

  • Roberto | Sexta-Feira, 09 de Fevereiro de 2018, 18h16
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    Quanta desinformação. O senhor deve não saber mas os últimos editais do mais medicos não teve vaga nem pra 10% dos médicos formados aqui no Brasil e acha que tem que trazer estrangeiros. E a revalidação pelo exame revalida tem mais de 50% de aprovação o que deixa claro que não é uma prova difícil comparada a oab que tem só 5%

  • Maria P. | Sexta-Feira, 09 de Fevereiro de 2018, 17h17
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    O senhor é um grande retardado e, um fanfarrão. Larga mão de esquerdar, seu esquerdoso esquerdante.

Política | 24/06/2018, 08h:15 - Atualizado: 24/06/2018, 08h:26

No Estado, pouco mais de 15% do eleitorado está filiado a partidos políticos; DEM em primeiro lugar


Dos 2,3 milhões de eleitores em Mato Grosso, pouco mais de 362 mil são filiados a algum partido político, o equivalente a 15,6%. As sete siglas que mais detêm integrantes são, nesta ordem, DEM, MDB, PSDB, PPS, PR, PP e PT. Juntos eles contam com 210,7 mil membros. Os dados constam das últimas listas de filiados entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 13 de abril deste ano.

Gilberto Leite

ATO DEM 13

Júlio Campos, que acena para militância do DEM, atribui o maior número de filiados à lealdade aos correligionários

O PSD é um dos partidos que comanda o maior número de prefeituras no Estado, 25 ao todo, incluindo Lucas do Rio Verde, e tem a maior bancada na Assembleia com cinco deputados (Gilmar Fabris, Nininho, Pedro Satélite, Wagner Ramos e Zé Domingos Fraga). Contudo, não está nem entre os 10 mais, amargando a 13ª posição com 12,3 mil filiados

O DEM, apesar de seus 57,4 mil filiados, ganhou musculatura política graças à janela partidária que lhe trouxe cinco novos nomes, deputado federal Fábio Garcia e os estaduais Mauro Savi, Eduardo Botelho e Adriano Silva (suplente), além do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, pré-candidato ao governo. Todos dissidentes do PSB. O Democratas é o partido com maior número de filiados há mais de 10 anos, segundo os dados do TSE. Cacique democrata, o ex-governador e ex-deputado federal Júlio Campos atribui essa conquista à lealdade e companheirismo que a sigla oferece a seus componentes.

“Nosso eleitorado é fiel, pode ser que não tenhamos crescido, mas somos fiéis. Somos o partido com mais filiados há 20, 30 anos, desde o meu governo. Na eleição de 1982, quando o PDS substituiu o Arena, Consolidamos aquela frase minha: companheiro de Júlio Campos não fica na estrada pedindo carona. Funcionou e funciona até hoje. Com essa lealdade, companheirismo, continuamos sendo o maior do Estado e em todas as eleições o DEM é decisivo”, comenta ao . PDS e Arena são antecessores do DEM.

Falando de forma geral, Júlio atribui esse baixo índice de eleitores filiados a partidos à falta de credibilidade das siglas. "Os partidos sofrem um desgaste muito grande com os escândalos. Tudo isso repercute no distanciamento das pessoas. Até para conservar companheiros está difícil. O DEM mantém seu número de filiados e vem crescendo um pouco porque está fora dos grandes escândalos", avalia o político.

Já o PSDB, partido do governador Pedro Taques, é o terceiro com mais membros, 33,9 mil, representando 9,3% do total de filiados. A legenda comanda 37 cidades e conta como nomes como o deputado federal Nilson Leitão e o estadual Wilson Santos. Taques deve buscar a reeleição.

O MDB, no qual o ex-governador Silval Barbosa era filiado durante sua gestão, parece não ter sofrido muito impacto em virtude do desgaste causado por sua prisão e os escândalos de corrupção em que esteve envolvido. A legenda trocou de nome, deixando de ser PMDB e está em segundo lugar no ranking de filiados com 40,3 mil associados. Além disso, comanda 17 cidades, dentre elas Cuiabá, Tangará da Serra, Barra do Garças, Alta Floresta e Primavera do Leste.

Em quarto e quinto lugar no ranking aparecem o PPS, com 29,7 mil filiados, e PR com 28,6 mil. Em sexto está o PP com 20,6 mil integrantes e em sétimo vem o PT com seus 20,2 mil membros. As siglas com menor número de filiados são o PSTU, PCO e PCB, com respectivamente 91, 20 e 7 agregados.

Perdas e ganhos

Rdnews

quadro partidos

 Enquanto DEM ostenta 57 mil filiados, o histórico PCB possui apenas 7 membros

O PSDB recebeu apenas 13 novos integrantes de abril do ano passado até o mesmo mês deste ano. Já o MDB perdeu 75 filiados nesse período. Enquanto isso, o PT, mesmo estando no centro de uma crise nacional, ganhou 100 novos membros.

Nacional

No país, sete dos 35 partidos políticos com registro no TSE concentram mais de um milhão de eleitores membros cada um. São eles: MDB, PT, PSDB, PP, PDT, PTB e DEM. Juntos detêm 10,4 milhões dos 16,8 milhões de eleitores filiados de todo o território brasileiro.

Pela Lei dos Partidos Políticos, as legendas devem encaminhar, anualmente, aos juízes eleitorais de cada localidade a lista atualizada de seus filiados sempre na segunda semana dos meses de abril e outubro. A filiação partidária é um dos requisitos para o registro de candidatura a cargo eletivo. Deste modo, para disputar uma eleição, o candidato deverá estar filiado pelo menos seis meses antes do pleito à legenda pela qual pretende concorrer.

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Comentários (3)

  • Adriana Lindaura | Domingo, 24 de Junho de 2018, 19h38
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    Estamos com Mauro Mendes.

  • Humberto Lima e Silva | Domingo, 24 de Junho de 2018, 13h55
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    Realmente o DEM é forte e tem uma militancia leal graças tambem a lealdade e companheirismo com que Julio Campos, o saudoso Jonas Pinheiro, Jaime Campos e Dilmar D"albosco, tratam os seus filiados e correligionários. Espero que essa turma do PSB ( Fabinho,Mauro,Botelho e outros),que estão entrando agora no DEM, tenham a mesma postura e sejam companheiros igual os irmãos CAMPOS, e tragam novos filiados e seus amigos para filiarem no Partido.

  • Carlos Nunes | Domingo, 24 de Junho de 2018, 11h31
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    Precisa fazer uma Reforma Política, onde os "sem partidos" possam concorrer a todos os cargos (de vereador a presidente)...sempre serão a maioria. A gente não filia em partido nenhum porque todos TEM DONO. Tem uma pessoa ou um grupo que manda e desmanda no partido.

| 24/06/2018, 00h:00 - Atualizado: 23/06/2018, 09h:02

Qual o tamanho da fila?


jackelyne_pontes_artigo_400

Jackelyne Pontes

É com essa indagação que o usuário do SUS chega até a unidade de atenção básica, que são as Clínicas Odontológicas, a procura de atendimento. A fila realmente é grande, e o sentimento de frustração tanto de quem procura, porque não consegue vaga, quanto de quem presta atendimento, que é o servidor público, é grande.

Imagine necessitar de tratamento odontológico e ficar em uma lista de espera quilométrica, que se multiplica a cada dia e que não chama nem 1/5 dos nomes que nela constam.

Acontece corriqueiramente, devido ao vasto tempo passado entre deixar o nome na lista de espera e ser contatado pela secretaria de Saúde, do paciente perder o elemento dentário, ou executar o tratamento em um consultório particular. É claro que, devido às condições financeiras, a primeira opção aconteça em maior proporção.

A fila para o tratamento odontológico no SUS realmente é grande. A demanda é maior que a oferta de serviço e olha que somos uma categoria profissional com mais de 90% de profissionais efetivos e ainda temos necessidade de muito mais.

Faz-se necessário o retorno do turno noturno nas clínicas, assim aumentamos o número de profissionais à disposição do usuário e atendemos aqueles que trabalham durante o dia e que receberiam o tratamento a noite.

Então, concluímos que é uma questão de gestão. Temos que repensar a maneira que os agendamentos de consultas são feitos. Deixar de lado a visão antiquada das listas de espera anotadas em cadernos, e implantarmos um sistema informatizado e que traga consigo a modernização e a inclusão. É necessário celeridade, transparência e qualidade. Quanto mais o paciente espera pelo tratamento, mais complexo o caso fica e mais gasta-se.

A demanda é maior que a oferta de serviço

Essa longa peregrinação da população a procura de uma vaga é um ponto crítico. Há alguns anos atrás o agendamento era feito nos bairros, onde uma equipe se deslocava até o local de residência da comunidade e lá realizavam as marcações de consultas.

Depois esse sistema modificou-se e foram implantadas as listas de espera, onde os nomes, endereços e telefones se multiplicavam a olhos vistos e a conta no final não fechava, pois sempre nos deparávamos com mais tratamentos a serem executados que concluídos.

Depois de um estudo, essa logística modificou-se novamente, e os agendamentos eram feitos por meio de APA (Atendimento para Priorização do Agendamento) que era uma espécie de triagem para determinar o tipo de tratamento necessário para o paciente, uma maneira muito mais humanizada de acolher o usuário, que lembremos todos, é o protagonista desse sistema que chamamos de SUS.

Acontece que nesta modalidade do APA os pacientes acabavam dormindo na fila a espera das senhas, gerando desconforto e expondo a população ao risco iminente da violência urbana, já que as unidades não contam com segurança efetiva.

Duas soluções viáveis seriam o agendamento virtual, fazendo com que o usuário não precise ausentar de sua residência para efetuar a marcação da consulta, somando-se ao agendamento presencial, e a implantação de mais equipes de saúde bucal, inclusive dentro da Estratégia de Saúde da Família, atendendo os procedimentos da atenção primária, desafogando as cínicas odontológicas e encaminhando aos centros de especialidade somente os casos mais complexos.

Enquanto não se implementa ferramentas de gestão para a solução desse grande problema, que é a fila de espera de atendimento odontológico no SUS, temos que afirmar com todas as letras: a fila é imensa.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, diretora do Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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| 23/06/2018, 08h:15 - Atualizado: 23/06/2018, 08h:22

Jogue muito Brasil


akio_artigo_400

Akio Maluf Sasaki

Brasil, esse ano, não é preciso que você jogue muito em campo, pode ser bem pouco, passar aquela vergonha, talvez até mesmo um novo 7x1.

O povo precisa que você não passe vergonha na educação, na saúde e na segurança, precisa, ainda, que você jogue bem na arte de administrar os impostos que são de maneira suada todos os dias.

É preciso que você seja o craque para os residentes da nação verde e amarelo, independente se são brasileiros ou não. O povo quer você jogue muito para que não precise pagar por um plano de saúde, para que não precise ter que usar um carro todos os dias para se locomover e consiga ir e voltar de onde precisar com segurança, agilidade e eficiência.

É preciso, ainda, que ao sair da rua, o brasileiro se pergunte se irá voltar para casa ao final da noite, se irá retornar com todos os pertences que saiu ou com sua integridade física intacta.

Preciso que você se dedique não para ser um pai rico, mas sim um pai que investe nos teus filhos, que ensine ao povo brasileiro que é na próxima geração que se molda a nação do amanhã.

É preciso que os craques estejam em campo e que a sociedade saiba escalar seu time

O verdadeiro pai para a nação brasileira dá uma boa oportunidade de educação, com boas escolas, bons profissionais e fornece igualdade de oportunidades.

Esse pai fornece, também, hospitais, remédios, pois já faz com que os cidadãos abram mão de muita coisa com a maior arrecadação tributária das américas e uma das maiores do mundo.

Os brasileiros merecem ter a oportunidade de estudar no melhor colégio de onde decidirem morar e que isso já esteja incluso nos impostos que pagam todos os dias.

Enfim, é preciso que os craques estejam em campo e que a sociedade saiba escalar seu time, para que possamos ganhar a copa do mundo da educação e da saúde.

Portanto, o povo precisa, Brasil, não de uma grande vergonha ou vitória nos estádios este ano, mas de uma grande jogada tabelada com a sociedade, com um time de craques administrando o país verde amarelo e fazendo com que o ele ganhe o jogo mais importante.

Akio Maluf Sasaki preside a comissão dos Estagiários da OAB/MT, atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado. E-mail: akio_maluf@hotmail.com

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Governo do Estado | 23/06/2018, 07h:20 - Atualizado: 23/06/2018, 17h:43

Pré-candidato do PSC não se considera" zebra" e deve ter apoio da Frentinha pelo Palácio Paiaguás


O suinocultor Reinaldo Moraes, pré-candidato a governador pelo PSC, reside em Mato Grosso desde 2014. Em quatro anos, transformou a empresa Suínobras em gigante do setor e pretende utilizar a experiência como empreendedor de sucesso para administrar o Estado em benefício da população.

Rodinei Crescêncio

Reinaldo Moraes PSC elei�es

 Reinaldo Moraes, pré-candidato do PSC a governador, promete usar experiência empresarial no Governo do Estado

Na noite dessa sexta (22), Reinaldo conquistou o apoio da chamada Frentinha. O grupo de partidos, que marcha junto nas eleições, é formada por Podemos, Avante, PROS, Democracia Cristã, PMN, PHS e PRP. Também existem conversas com o PSL e PHS, que pode indicar Toco Palma, filho do senador Rodrigues Palma (PR), como vice.

Caso se consolide, a aliança tem três pré-candidatos ao Senado. São eles, o senador José Medeiros (Podemos), a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) e o empresário Roberto Barra (DC).

“A população quer um candidato que seja um gestor, sem nenhum envolvimento com sistema político atual e que pudesse propor algo diferente, um projeto para Mato Grosso pelos próximos 20 anos”, pontuou Reinaldo em entrevista ao .

Apesar de admitir que não faz parte do sistema político, Reinaldo não se considera “zebra” no processo eleitoral. Pontua que está capacitado para fazer uma gestão eficiente em parceria com partidos, lideranças e sociedade civil organizada sempre ouvindo os anseios da população.

“Não me considero zebra. Considero que a população está pedindo uma maneira diferente de fazer política, não pelo cargo ou poder, mas uma política diferente que possa trazer esperança. Creio que estou preparado para governar com pessoas que queiram agregar no projeto. Sozinho não se faz nada”, completa.

Neste sentido, Reinaldo afirma que está elaborando um plano de governo robusto para atender as expectativas dos mato-grossenses. As linhas gerais contemplam gestão eficiente na saúde, educação de qualidade em tempo integral e com atividades no contraturno, geração de emprego e renda e serviços públicos eficientes acessíveis.

O pré-candidato se recusa a dar nota para a gestão do governador Pedro Taques (PSDB). Sustenta que o julgamento deve ser feito pela população de Mato Grosso nas urnas.

“Nota quem vai dar é população nas urnas. Se acreditar que Governo Taques é preparado e merece administrar mais quatro anos, vai reeleger O governador. Nosso trabalho é mostrar que existe opção e não precisa ficar dependendo dos grupos que se alternam no poder. Queremos olhar para frente. Mato Grosso pode ir mais além”, sustenta.

Pré-candidato

Paranaense de Maringá, Reinaldo Moraes tem 47 anos. É proprietário da Suínobras. Formado em zootecnia, tem pós-graduação em nutrição animal. Além de atividade empresarial, também é escritor. Em 2016, lançou o livro Segredos de Pai para Filho, obra que esteve na lista dos mais vendidos da Revista Veja e da PublishNews.

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| 23/06/2018, 00h:00 - Atualizado: 22/06/2018, 10h:43

Construindo um lar longe de casa


celeste

Celeste Lustosa

Há dez anos visitei a Austrália pela primeira vez e há nove anos moro em Adelaide, Capital da Austrália do Sul. Onde vou, me perguntam por que resolvi mudar do Brasil ou me puxam para umas dicas sobre como imigrar.

A verdade é que não sei a resposta certa para nenhuma dessas perguntas. Imigrar e recomeçar é uma das coisas mais solitárias que você pode fazer.

Mas, claro que vem com recompensas. Eu não acredito que as pessoas se mudam para outros países apenas em busca de dinheiro e sim em busca de melhor qualidade de vida para elas e seus familiares.

Minha experiência é a de uma imigrante e não refugiada – casos completamente diferentes. Refugiados são deixados sem opção e se mudam para sobreviver. Mas, aí vem a pergunta: “por que alguém como eu – com família, emprego e amigos em Cuiabá - decidiu se mudar para um lugar tão longe e desconhecido?

O mesmo motivo que citei acima – qualidade de vida.

Meu primeiro emprego na Austrália foi como repórter do jornal de uma cidade de interior chamada Roxby Downs. Cidade muito pequena, sem entretenimento, lugar para compras, mas com a oportunidade de estabelecer minha carreira aqui.

Fiquei 3 anos e meio no interior. Os feriados chegavam, as pessoas iam visitar amigos e familiares e só me restava uma cidade deserta, sem nada pra fazer e a solidão. É o que chamam de estar “homesick” – doente pela sua casa, saudade do lar.

Fiquei homesick incontáveis vezes e ainda fico. Como disse acima, ser imigrante é extremamente solitário – você perde aniversários, casamentos, nascimentos e funerais. É como morrer na vida de muita gente que ficou para trás porque você geralmente vira uma memória. Você não está presente em momentos que todas as outras pessoas da sua vida estão.

Você sente falta de paisagens, comidas, programas de tv, mas também aprende muito

Você sente falta de paisagens, comidas, programas de tv, mas também aprende muito, conhece novas culturas, cresce e aprende que precisa ser forte se quiser continuar ou precisa fazer a mala e voltar – o que muitas pessoas fazem.

Eu me mudei e hoje vivo em uma casa sem muros e minha porta não precisa estar trancada o tempo todo. Eu me mudei e o governo me assegura saúde e educação pública com qualidade melhor que a particular. Porque minha rua (e todas as outras ruas) são limpas e os parques são impecáveis.

Nenhum lugar do mundo é perfeito e pessoas moram em toda parte, mas eu me mudei porque, comparando com o Brasil, eu durmo em paz sabendo que eu, meu enteado e meu filho estamos seguros na Austrália.

Hoje sou mãe e mulher de australiano e tenho dupla cidadania. Mas, se me perguntarem qual é minha nacionalidade, a resposta é e será sempre: brasileira. Mas se perguntarem se eu voltaria para o Brasil, minha resposta será, não!

Uma vida dupla não é para todo mundo, mas é para mim.

Celeste Lustosa é formada em Comunicacao Social pela UFMT e gerente de comunicação do Instituto de Desenvolvimento Urbano da Austrália

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Comentários (3)

  • marcos | Domingo, 24 de Junho de 2018, 19h01
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    ah , tem nada a ver com o brasil, se preferiu a Australia, por ai fique, brasileiro mesmo são os que aqui no brasil estão....o braço forte não foge a luta...

  • Márcia chamar haner | Domingo, 24 de Junho de 2018, 10h36
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    Belíssima reportagem! Esclarecedora e madura!!! Muitíssimo tudo Bem escrita Bem linda bem tudo!!! Só queria completar com o seguinte: só se consegue esta qualidade de vida, tão almejada por todos nós brasileiros, se tivermos um Governo comprometido com EDUCAÇÃO tão cliche né???

  • Brasileiro | Sábado, 23 de Junho de 2018, 17h00
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    Brasileiro que abandona o país é só de nascimento. Brasileiro de pátria é quem aqui fica e luta para tornar esta terra melhor, quem aqui fica e morre nesta terra linda que vivemos. Quem canta o hino e sabe que essa pátria é forte e que um filho (de vdd) não foge a luta. Não tem nacionalismo quem vai embora pensando em si, não há enlace patriótico, apenas nasceu aqui (e que seja feliz pra onde foi).

SONHO DE CANDIDATO | 22/06/2018, 07h:21 - Atualizado: 22/06/2018, 07h:27

Misael quer aproximar Câmara do Executivo e limpar imagem desgastada com a população


Com 13 votos garantidos, o vereador Misael Galvão (PSB) aponta que aproximará a Câmara de Cuiabá com o Poder Executivo e pretende melhorar a imagem do parlamento perante a opinião pública. A pretensão é caso seja eleito próximo presidente da Mesa Diretora, em agosto deste ano e assuma a presidência em 2019.

Airton Marques

Misael Galv�o

Em visita a redação do Rdnews, vereador Misael demonstra confiança em conquistar presidência da Câmara

A promessa de Misael é a mesma feita por Justino Malheiros (PV), quando se elegeu presidente da Mesa  em 2017. Na atual conjuntura, Misael se diz fomentador de diálogo e apoiador declarado da gestão de Emanuel Pinheiro (MDB), a quem só tece elogios e não se atreve a elencar qualquer falha de governo, questionar escândalos de corrupção – com possível participação do prefeito no recebimento de propina enquanto era deputado estadual.

No que diz respeito da relação de Emanuel com a Câmara, os fatos comprovam que o prefeito tem sido generoso com os parlamentares. No orçamento de 2018, o legislativo recebeu R$ 2 milhões a mais que em 2017, saindo de R$ 49 para R$ 51,8 milhões. Os vereadores também passaram a contar com emendas parlamentares impositivas de R$ 350 mil.

Em que pese à imagem da Câmara perante a opinião pública, vale destacar que o Palácio Paschoal Moreira Cabral muitas vezes é palco de discussões acaloradas, seja pela protagonização de vereadores que defendem de forma ferrenha o prefeito contra membros da oposição que não se rebaixam à base do governo, mesmo essa sendo a maioria, e contendo 18 parlamentares ante os sete oposicionistas, ou seja por escândalos envolvendo os vereadores.

Dentre os casos de repercussão mais recentes está a denúncia contra o vereador Felipe Wellaton (PV), que teria exigido devolução de verba indenizatória do suplente de vereador Sidney Souza, quando ocupou o cargo de vereador, em abril deste ano.

Estou conversando com todos os vereadores e ainda deverei conversar com o Justino, a quem também pedirei voto

Espera apoio

Quanto ao vereador Justino Malheiros, que preside a mesa diretora, Misael diz que renunciou à candidatura no começo da atual legislatura, em 2017, quando Justino anunciou que tinha garantia de 18 votos.

“Recuei e ainda votei no Justino, pois queria evitar embates. Dessa vez, tenho 13 votos, e creio que nos próximos dias devo ter 16. Estou conversando com todos os vereadores e ainda deverei conversar com o Justino, a quem também pedirei voto”, diz Misael, em visita ao

Por outro lado, Justino não tem demonstrado pretensão de recuar, e visa se viabilizar para a reeleição. O presidente também tem demonstrado que não se rende ao fato de ser base do prefeito, com índicios de que a relação pessoal com o Executivo perpassa pela devolução de cargos e críticas, mesmo que veladas contra o Executivo municipal. 

Quanto a isso, Emanuel não tem se posicionado. Disse que ficará neutro sobre a decisão que deverá ser tomada pelos vereadores, mas deu uma única recomendação, a de que a base, com 18 membros, não se divida e se una para eleger um candidato. 

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Comentários (2)

  • Flavia Mesquita | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 21h36
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    ta na mão do emanuel e vai fazer de tudo para esquecerem a cpi do paleto.

  • wilson Silva | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 11h27
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    wilson Silva, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 22/06/2018, 00h:00 - Atualizado: 21/06/2018, 23h:42

Bye, bye, Brasil, uma ova!


ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Parece-me que nos últimos meses volumosa cascata flamejante despencou do alto da “Montanha Luminosa”, inundando de claridade os cérebros sem luz de numerosos manifestoches do “impítima” da Dilma.

Falo isso porque a cada dia encontro mais e mais “ex-militontos”, que após banharem-se na luz da consciência se dizem arrependidos e envergonhados, reconhecendo que agiram midiotizados pelo turvamento das campanhas histéricas da mídia corporativista burguesa.

Hoje, a maioria da população percebe que o Brasil foi vítima de um golpe fomentado por setores da classe dominante e da politicalha que, inconformados com o resultado da eleição presidencial em 2014, em conluio com interesses imperialistas, agiram criminosamente, desestabilizando o país, entregando-o desgraçadamente a Michel Temer, para (repetindo o que já haviam feito os golpistas de 1964), implantarem a sua política anti-povo e de lesa-pátria.

Eu sei que dói, mas vou dizer: a Teoria do Domínio do Fato, usurpada e reinterpretada pelo STF no julgamento do Mensalão, só teve utilidade uma vez, para condenar políticos do Partido dos Trabalhadores. A vedação de que pessoas investigadas possam ser nomeadas ministros, só valeu para Lula (15 ministros de Temer são alvos de toda sorte de investigações, mas estão nos cargos, alegres e saltitantes).

E o que dizer da pedalada fiscal, que também só era irregularidade quando justificou a perseguição do TCU e de políticos corruptos à Dilma Rousseff?

É evidente o golpe! E desta narrativa participaram setores da mídia, do Ministério Público e magistratura, além do sistema financeiro, da FIESP, e do exército de mercenários do MBL, “Vem Pra Rua” e seus seguidores analfacoxas.

E o preço a ser pago agora por toda essa patifaria é bem salgado e recairá nos bolsos da parcela mais vulnerável da população. Esta já está sentindo na pele a falta de remédios nos hospitais e postos de saúde, o fim do programa Farmácia Popular e o sucateamento do SAMU, só para ficar em alguns exemplos da maldade dos golpistas.

Devemos sempre ter em mente que, após o golpe, usaram aos borbotões os falsos argumentos de que as “instituições funcionavam”, mas, na verdade, toda a engrenagem foi posta a serviço da quadrilha que assaltou o poder.

O povão, agora excluído das decisões, quando não é mais exigida a sua presença na rua com a camiseta amarela da “honestíssima” CBF, vê passar aquele torpor, provocado pela excessiva propaganda da rede Globo (e seus satélites) de que o “impítima” da Dilma era necessário, que seria, segundo eles, uma solução para todos os males.

Só que deu tudo errado! E agora, coxinhas, a solução é fugir?

O golpe destruiu direitos trabalhistas, eliminou postos de trabalho e entregou riquezas nacionais sob os aplausos da Rede Globo, dos banqueiros e de parte do Ministério Público e Poder Judiciário

Pesquisas de opinião públicas feitas este ano por institutos especializados e entidades de abrangência nacional demonstram que a credibilidade da mídia corporativa e do Poder Judiciário foi seriamente arranhada. Uma parcela significativa da população brasileira não leva mais a sério as decisões judiciais, e jornalistas são agredidos nas ruas durante eventos como a exemplo da greve dos caminhoneiros.

E agora vem a informação obtida da análise de pesquisa conduzida pelo Datafolha (ligado ao golpista Jornal Folha de S. Paulo) de que a maioria dos jovens brasileiros pensa em deixar o país. Estão desalentados com a política, a economia, e sem nenhuma perspectiva de futuro, revelando um problema gravíssimo que precisa ser encarado de frente.

O golpe destruiu direitos trabalhistas, eliminou postos de trabalho e entregou riquezas nacionais sob os aplausos da Rede Globo, dos banqueiros e de parte do Ministério Público e Poder Judiciário. O resultado devastador está levando 62% dos jovens a pensar seriamente em deixar o Brasil, decisão esta que é apoiada por 43% dos adultos ouvidos pelo Datafolha.

Isso quer dizer que uma população equivalente aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná desapareceriam do Brasil, com 70 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais deixando a terra e buscando horizontes e oportunidades em países estrangeiros. Na pesquisa do Datafolha, feita em todo o país no mês passado, cerca de 43% da população adulta manifestou desejo de sair do país. E entre os que têm de 16 a 24 anos a porcentagem sobe para 62%.

E não há só intenção. Tem aumentado também o número de vistos para imigrantes brasileiros nos EUA, destino preferencial, que foi de 3.366 em 2017, o dobro em relação ao evidenciado em 2008, quando teve início a crise global do capitalismo.

Sem dúvidas que, aqueles que hoje estão abandonando o Brasil, em sua grande maioria, são os filhos da classe média, os mesmos que foram às ruas defender o golpe midiático-parlamentar-judicial contra a democracia.

Na ditadura militar de 1964, os golpistas criaram a campanha “Brasil ame-o ou deixe-o”. Hoje, nós que amamos o nosso país podemos dizer que: Quem ama não abandona, não foge!

Aos fujões que contribuíram com o golpe de 2016 e agora que a coisa tá feia querem se mandar, retrucamos: Bye, Bye Brasil, uma ova! Os coxinhas, mesmo os arrependidos, não têm o direito de “cair fora”, como se nada tivesse a ver com toda essa crise política, econômica e social que o país atravessa.

Os seus chororôs, suas lágrimas de crocodilos arrependidos não são suficientes para pagar a pena pelo imenso prejuízo que causaram à nação. Eles têm a obrigação de ficarem aqui para contribuir com a luta pelo restabelecimento da democracia que ajudaram a destruir.

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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| 22/06/2018, 00h:00 - Atualizado: 22/06/2018, 07h:57

Taques pode ser barrado na convenção do PSDB


edesio do carmo artigo 400

Edésio Adorno

Em economia, o termo utilizado para designar perda de eficiência nos mercados é o famoso peso morto. Quando há queda no nível das represas de água, as autoridades recorrem a reserva técnica - o chamado volume morto.

Taques perdeu eficiência eleitoral e conquistou enorme reprovação popular – mais de 60%, segundo as recentes pesquisas internas que circulam nos bastidores da política. Virou peso morto no mercado político.

A gestão Taques perdeu fôlego. Ninguém acredita mais no governo e muito menos no governador. A legitimidade do chefe do Executivo foi fulminada por uma sucessão interminável de erros e desacertos. O peso morto se aproxima inexoravelmente do volume morto de seu governo – triste constatação! 

Tentar a reeleição nessas condições é preciso muito mais que simples obstinação pelo poder. É necessário ter coragem para desafiar uma situação absolutamente adversa, se submeter ao improvável e correr o risco de amargar espetacular e acachapante vexame eleitoral.

Lives e textão nas mídias sociais não convencem a opinião pública porque são mensagens conceituais e não de entrega de obras e servidores reclamados pela população. Construir ciclovia é importante, porém mais importante é pedalar. Até aqui, Taques tem pedalado em esteira, sua a camisa e não sai do lugar.

Taques tem pedalado em esteira, sua a camisa e não sai do lugar

Apostar todas as fichas em marqueteiros é outro equívoco. Fazer um governante emergir do volume morto de sua gestão e torna-lo viável eleitoralmente exige muito mais que uma boa estratégia de marketing. Exige o que Taques parece não ter: competência administrativa, capacidade de diálogo e consideração para com os aliados.

Afora essa questão, uma outra se apresenta ainda mais desafiadora. Taques ainda não achou alguém que aceite compor sua chapa como vice-governador. Igualmente, ainda não tem os dois candidatos ao senado e seus respectivos suplentes.

Também não tem chapa de federal e nem de estadual. E o que é pior: não tem partidos políticos para sustentar sua candidatura à reeleição. Os diminutos PRTB, Solidariedade, PPS, PSB e Patriota não somam horário eleitoral e muito menos votos. São legendas sem representatividade.

No dia 20 de julho terão início as convenções partidárias - daqui há exatos 28 dias. Se até lá Pedro Taques não se viabilizar e não conseguir escalar um time, ainda que de segunda divisão, conforme sinalizam as pesquisas, dificilmente o PSDB vai homologar sua candidatura – fragilizada sob todos os aspectos. Então, o risco de Pedro ser barrado no baile é real. Alguém duvida?

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (5)

  • Genilton Revelles | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 18h45
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    Certissimo suas palavras, crie coragem Dr.Pedro Taques, conclua o seu regular Governo e não leve o seu partido o PSDB a uma fragorossa derrota. Tenha humildade de reconheçer o inumeros erros,e de que perdeu todos seus aliados de pesos. Estais sozinho

  • PEDRO | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 08h00
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    ESSE AI TÁ VIAJANDO E SÓ VER QUANDO O GOVERNADOR VAI EM UM EVENTO MUITAS PESSOAS HUMILDES FAZ QUESTÃO DE PRESENCIAR ESSE EVENTO POR TANTO E ÍNDICE DE REJEIÇÃO E MUITO MENOS VAMOS VER PARA CRER.

  • Roberto Borges dos Santos | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 05h07
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    Edésio, é uma visão bemm pessimista das coisas. Aliados como os Campos é melhor nem ter, apoios como do PMDB e PSD melhor não ter e por aí vai...

  • Adriano | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 01h46
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    “Soa” a camisa... hahahahahahaha que piada!!!

  • Solange Dornelles Souto | Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018, 00h23
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    kkkkk......não viaja Adorno...

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