Blog do Romilson

Cuiabá | 01/01/2017, 20h:17 - Atualizado: 01/01/2017, 20h:24

Após ser eleito presidente, Justino afirma que resultado foi à base de conversação


Após ser eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, o vereador Justino Malheiros (PV), afirma que o resultado é oriundo de negociação e muito diálogo. "Foi um resultado de muita unidade do Parlamento em prol de Cuiabá". Justino foi eleito em chapa única por unanimidade para o biênio 2017/2018.

Na primeira entrevista à imprensa, o parlamentar falou sobre a polêmica do aumento salarial dos vereadores, que deve passar de R$ 15 mil para R$ 18,9 mil a partir deste mês, e destacou que precisa se inteirar sobre a real situação financeira do Legislativo.

Mário Okamura

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   Presidente da Câmara de Cuiabá Justino Malheiros (PV) aponta diálogo como resultado de eleição

“Temos que ter essa valorização, pois a Câmara não tem reajuste desde 2013. Mas a gente vai tentar se posicionar para não decepcionar a população cuiabana”, explicou.

Filho do ex-vereador cuiabano e ex-deputado estadual João Malheiros, Justino soube articular e desbancar o adversário Misael Galvão (PSB), que mais tarde abriu mão da disputa. Compõe, além de Justino, Renivaldo Nascimento como 1º vice-presidente, Diego Guimarães como 2º vice-presidente, Dilemário Alencar como 1º secretário, e Marcelo Bussiki como 2º secretário.

Tomaram posse na tarde deste domingo (1º de janeiro) os 25 vereadores diplomados por Cuiabá para a 19ª Legislatura. Na mesma cerimônia, que ocorreu na Câmara, também foi realizada a eleição da Mesa Diretora.

Misael recua de disputa; posse poderia sinalizar fraqueza de Emanuel

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Oposição | 25/04/2018, 11h:30 - Atualizado: 06h atrás

Manifesto contra Taques fornece transparência à oposição e sela rompimento de Mauro, diz Janaina


A líder da oposição na Assembleia, deputada Janaina Riva (MDB), afirma que o manifesto “Porque não apoiaremos a reeleição de Pedro Taques em 2018”, assinado por 31 ex-aliados do governador, é significativo para a oposição porque deixa mais transparente o cenário eleitoral em Mato Grosso. “As pessoas que assinam o manifesto deixam claro que não caminharão no projeto do governador Pedro Taques (PSDB)”, disse a emedebista.

Para Janaina, se tinha alguma dúvida do posicionamento do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), ficou esclarecida com a carta. “Ele deixou claro que não existe forma alguma de estar no projeto mesmo que o DEM possa apoiar o governador, ele não irá fazer parte do projeto”, explica.

JLSiqueira

 janaina riva deputada

Deputada Janaina Riva diz que manifesto contra Pedro Taques é significativo e crê em vitória no 1º turno com união entre oposição e ex-aliados 

Além de Mauro, outros 30 líderes políticos assinaram o manifesto, entre eles ex-secretários, o senador José Medeiros (Podemos), além do ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), que renunciou ao posto para compor com a oposição. A carta relata as falhas da gestão tucana, caos da saúde e o não cumprimento das promessas da campanha de 2014, quando Taques foi eleito ao governo.

Janaina lembra ainda que partidos como o PP e PTB não assinaram o manifesto, mas deixaram há tempo a base governista, além do PR e MDB que sempre fizeram oposição ao Governo Pedro Taques. “Todos esses compondo, vamos dizer, é uma diferença muito grande dos partidos que apoiam o governador Pedro Taques”, explica.

A partir de agora, segundo a deputada, os dois grupos que se formaram contra uma possível candidatura de Taques à reeleição precisam se entender para fazer uma única chapa para enfrentar o tucano nas urnas e, assim, vencer no primeiro turno. “Agora é hora de abrir mão de prioridade pessoal e em prol da prioridade coletiva. A responsabilidade de compor com mais partidos aumenta, são mais pessoas para acomodar. É difícil de lidar por ser muitas pessoas, mas não acho que é impossível”, sustenta.

Questionada se o pré-candidato de oposição, senador Wellington Fagundes (PR), poderia recuar, a deputada afirma que o republicano que terá que decidir, pois os partidos que o apoiam (PR, MDB, PP e PTB) deram autorização para falar em nome deles. “Não acredito mais que esse grupo aceite o recuo, não é questão de recuar, pressão dos partidos que deram autonomia para que mantenha candidato ao governo. Claro, ele terá legitimidade de fazer discussão com demais partidos”, avalia.

Vice

De todo modo, Janaina afirma que a composição da chapa passará também pelas escolhas dos dois senadores e do cargo a vice que poderão ser utilizados para abrigar novas siglas. Em relação ao vice, a deputada defende que seja uma mulher. Cita os nomes da ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), da empresária Margareth Buzetti (PP) e da sindicalista dos Trabalhadores Celetista em Cooperativas Diany Dias.

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Comentários (1)

  • Observador | Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018, 13h54
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    Até o senador sem votos, José Medeiros, que só é senador por causa dos votos que o Taques teve para o senado em 2010 pulou do barco? Aff! Além de sem voto é sem lealdade! Tempos difíceis nessa política brasileira. Cabe ao eleitor agora fazer o limpa e não deixar esse povo se reelegerem! Chega de oportunistas!

| 25/04/2018, 10h:56 - Atualizado: 07h atrás

Sintracoop, um gigante do movimento!


Ant�nio Wagner Oliveira

Antônio Wagner 

Hoje um capítulo da história recente do sindicalismo de Mato Grosso se escreve de forma madura e inovadora. No sábado (21), no Hotel Fazenda Mato Grosso, centenas de trabalhadores, celetistas em cooperativas, se reuniram a contra-corrente da narrativa recorrente, que tentou jogar o trabalhador contra seus legítimos representantes de classe.

O Sintracoop/MT, mui bem presidido pelo jovem e aguerrido Fábio Viana e, uma diretoria que é um exemplo de pró-atividade e profissionalismo, deu o tom e o recado do que será novo (new) sindicalismo pós “DEforma” trabalhista.

De um lado, a grande imprensa induzia pela ideia de que o imposto sindical era “mamata” e o grande empresariado, aliado a forças políticas nefastas e inimigas dos trabalhadores, empurravam goela abaixo a “deforma” trabalhista, achando numa fé cega e torta, que sepultariam de vez o movimento sindical, desejo antigo do patronato, em especial o Sistema Confederativo Sindical. Do outro, um sindicato em Mato Grosso, orientado por sua Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativa (Fenatracoop), surge com uma altivez necessária ao momento.

O Sintracoop, numa assembleia congressual histórica, com centenas de trabalhadores e trabalhadoras dos mais distantes pontos do Estado, por opção do presidente Fábio Viana, seguindo orientação superior de sua federação, aprovou o fim do imposto sindical. Isso mesmo. A direção sindical decidiu, e a categoria acatou, acabar com o polêmico imposto sindical.

Para quem não conhece o Sintracoop, lhes apresento. É um sindicato com mais de 8 mil trabalhadores na base em Mato Grosso e, junto com outros mais de 10 sindicatos “iguais” (da mesma base) em outros Estados, compõe a base da poderosa Fenatracoop, que representa mais de 600 mil trabalhadores em todo país.

Eis aqui um exemplo de sindicalismo raiz, de luta, de rua, que fez da força do agrupamento nacional e do sindicalismo de base e empreendedor, suas marcas inconfundíveis. Nessa lógica de sempre manter a base consciente do seu protagonismo na sustentação do trabalho sindical, que o Sintracoop deixou sua categoria à vontade para decidir se o sindicato fecharia suas portas ou se re-fortaleceria com apoio da base, sabedora que, sem sua entidade sindical, nenhum direito ou benefício existiria.

São tempos difíceis e o horizonte exige compromisso de classe e união!

Ao tempo que se apresentou projetos da envergadura do turismo do trabalhador e do Habitrabs, programa de habitacional capitaneado pela federação e sindicato, junto ao Conselho Deliberativo do FGTS, a categoria apoiou a extinção da mensalidade filiativa, do imposto sindical e, no seu lugar, aprovaram, por unanime e ineditamente, a criação da contribuição confederativa sindical, mensal, com valor fixo, descontado de todos os trabalhadores da base e, redistribuído às entidades de grau superior (federação, confederação e Central Sindical), para manter o sistema confederativo ainda vivo, respirando ainda que com aparelhos.

Antes que acusem a entidade e os presentes de imporem nova taxa de custeio, embora extinta qualquer forma de custeio da entidade de defesa coletiva, eis que aprovaram o fim das mensalidades e do imposto sindical, o Sintracoop fará 60 dias (2 meses) de campanha de desfiliação.

Isso mesmo, o trabalhador terá o direito de, individualmente, afirmar e decidir não pagar a contribuição confederativa mensal, mas também, conforme a assembleia congressual aprovada, quem não quiser contribuir, tem esse direito, porém, automaticamente, renuncia de toda e qualquer conquista oriunda da luta e negociações da entidade e seus contribuintes voluntários.

Nada de benefícios, sejam eles jurídicos, recreativos ou de qualquer ordem. Nem mesmo um aumento se estenderia aos que, deliberadamente, assim o decidir, já que o negociado sobrepõe-se ao legislado e, alguém tem de financiar a luta coletiva, que há de ser cada vez mais árdua.

Só um sindicato, ciente de que os benefícios da categoria são frutos da autoria de sua seriedade, engajamento e luta, teria a coragem de, diante tamanha representatividade de trabalhadores, centenas deles, propor algo tão ousado e inteligente!

Não bastasse a história que se fez e a nova perspectiva que nasce dessa postura de luta franca e aberta, o Sintracoop, seu presidente e diretores fizeram desse redator, além de um atento e admirado expectador daquela assembleia histórica, alguém muito orgulhoso e honrado.

E explico por que. O presidente Fabio Viana, sem avisar a Direção da CSB/MT, nossa presidente Diany Dias, eu ou, qualquer diretor, nos honrou colocando a categoria a decidir se o Sintracoop deveria ou não se filiar a CSB/MT.

Surpresos, e honrados, eu e a diretora de mobilização, representando no ato a presidente estadual Diany Dias, nos sentimos parte de uma página de esforço que se fez história. Estamos satisfeitos com o reconhecimento do nosso trabalho.

Ao absorvermos um gigante do movimento sindical em nossas fileiras, podemos certamente dizer que também fizemos história neste dia único. Pois com a filiação do Sintracoop, somamos exatos 50 Sindicatos filiados a CSB/MT, sem contar outros mais de 10 sindicatos em processo de registro e regularização junto ao MTE.

Só podemos nos sentir orgulhosos dos frutos que estamos colhendo depois de tanto trabalho e, agradecermos a Fenatracoop e Sintracoop pela confiança e dizer que, como eles, somos uma central de luta, de grupo, sem caciques, de um sindicalismo técnico e empreendedor, que presa pela formação sindical dos seus dirigentes, onde a lealdade aos nossos ideais trabalhistas e aos companheiros, sobrepõem qualquer vaidade pessoal e partidária.

Em nome da CSB/MT, damos boas vindas e, humildemente, agradecemos. Obrigado pela confiança em nosso trabalho e nosso grupo sindical. São tempos difíceis e o horizonte exige compromisso de classe e união!

Antônio Wagner Oliveira, é advogado, servidor público, vice-presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros em Mato Grosso e um dos Coordenadores do Fórum Sindical de MT. E-mail: a.waguineroliveira@gmail.com

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| 25/04/2018, 08h:00 - Atualizado: 09h atrás

O pantaneiro quer respeito


ana lacerda colunista quarta

Ana Lacerda

A audiência pública do Senado, realizada na manhã dessa segunda (23) na Assembleia de Mato Grosso, infelizmente teve pouca repercussão na mídia regional, apesar da importância do que estava sendo debatido: o futuro do Pantanal e do homem pantaneiro.

Organizada pelos senadores Wellington Fagundes e Pedro Chaves (MS), titulares da Comissão de Meio Ambiente do Senado, teve a finalidade de debater o projeto de Lei n.º 750, de 2011, conhecido como Nova Lei do Pantanal ou Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal, apresentado pelo senador licenciado, atual ministro da Agricultura e ex-governador Blairo Maggi.

Apesar do tema também ter sido objeto de discussão na semana passada, em audiência realizada em Campo Grande (MS), é necessário uma maior repercussão sobre o tema.

Estamos diante da maior bacia alagável do planeta, onde há mais de 200 anos famílias pantaneiras convivem em equilíbrio com o ecossistema, cuja cultura (da produção e da preservação) é transmitida de geração a geração.

O bioma Pantanal é formado por diferentes subsistemas que, em equilíbrio, agregam a área pantaneira um grande valor ecológico, ambiental, econômico e social.

No entanto, nos últimos tempos, esse bioma vem sendo agredido pela intensa intervenção humana relacionada às atividades pecuária nao tradicional, pesca predatória e turismo sem controle.

Essa intervenção humana tornou-se mais grave, a partir do maior conhecimento e da maior divulgação dos valores naturais do Pantanal. Diga-se, com a finalidade de criminalizar o homem pantaneiro que preserva o Pantanal há anos.

Alguns temas foram levantados na audiência na Capital, como, por exemplo, o fato do Bioma Pantanal envolver dois estados, que até o presente momento, possuem legislações diferentes; a ausência de zoneamento ecológico econômico; o conceito do bioma Pantanal; os pulsos de inundações, entre outros.

É inegável a importância da audiência pública no debate do futuro do Pantanal. No entanto, não se pode conceber uma consulta popular apenas para informar o que já está decidido. Como, por exemplo, ocorreu na elaboração do Plano Emergencial em defesa da manutenção do Pantanal, apresentado, em 2016, na 23ª Reunião do Comitê Internacional de Aconselhamento das Reservas da Biosfera, em Paris.

Está na hora do pantaneiro reagir na defesa de seu patrimônio

Mesmo sendo o principal interessado na questão, em nenhum momento (seja na elaboração do documento, seja na tomada de decisões), houve a participação do homem do Pantanal.

Infelizmente, por falta de politicas de incentivo à produção tradicional pantaneira, sua população está sendo expulsa de suas terras, fato que está piorando a vida de seus habitantes, obrigando-os a vender suas propriedades a preço vil.

Apesar de nos últimos 30 anos, bilhões de dólares tenham sido destinados ao Pantanal por meio de doações de instituições nacionais e internacionais, nenhum pantaneiro, com certeza, jamais viu este dinheiro ou seus efeitos.

Ainda faltam muitas questões a serem debatidas nesta Nova Lei do Pantanal. Não basta a unificação da legislação, ou a criação de um fundo de reserva. Ainda é preciso debater, por exemplo, a finalização de seu zoneamento ecológico econômico para se definir quem será submetido a este novo regulamento.

A não participação do pantaneiro nas decisões que afetam sua vida é a principal ameaça ao bioma Pantanal. Pode-se defender o meio ambiente, mas deve-se defender também o meio de vida do homem pantaneiro, que há mais de 200 anos convive no pantanal com viabilidade econômica.

Está na hora do pantaneiro reagir na defesa de seu patrimônio.

Ana Lacerda é advogada do escritório Advocacia Lacerda e escreve exclusivamente neste espaço às quartas-feiras. E-mail: analacerda@advocacialacerda.com. Site: www.advocacialacerda.com

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Contas de Taques | 24/04/2018, 21h:32 - Atualizado: 24/04/2018, 22h:48

Em embate entre base e oposição, Janaina diz que AL gasta R$ 400 mi por ano para passar vergonha


A decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip, que acatou o pedido do deputado estadual Zeca Viana (PDT) em Mandado de Segurança protocolado na semana passada no Tribunal de Justiça (TJ) sobre as contas do governador Pedro Taques (PSDB) no exercício 2016, gerou embate entre base governista e oposição na Assembleia. A magistrada determinou que o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (DEM) e o presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) Wilson Santos (PSDB) têm prazo de 24 horas para apresentar explicações sobre a reunião que aprovou o parecer favorável elaborado pelo relator Saturnino Masson (PSDB) em apenas nove minutos.

JLSiqueira

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 Deputados da oposição Janaina Riva e Zeca Viana confrontaram atitude dos governistas sobre as contas de Taques

Zeca usou a tribuna para rebater Wilson. Isso porque o tucano, que além de presidir a CFAEO, exerce a liderança do governo, declarou que o Mandado de Segurança expôs a Assembleia.

“Quem expõe a imagem desta Casa são os nobres colegas deputados que votam a favor de acobertar as sujeiras do governo. Não são os que querem transparência, querem a coisa certa e correta. Muito pelo contrário, nós estamos tentando limpar a imagem dessa Casa. Os colegas, por fazerem parte do governo, acobertam e jogam para baixo do tapete toda sujeira, todos os grandes erros que esse governo está cometendo”, declarou Zeca na sessão ordinária desta terça (24).

Em seguida, Zeca recebeu o apoio da líder da oposição Janaina Riva (MDB). A emedebista reforçou que a sessão da CFAEO que votou as contas de Taques no exercício 2016 não respeitou o Regimento da Assembleia.

“Isso é falcatrua, isso é armação. Esses são os deputados que envergonham a Assembleia. Bando de puxa-sacos, cara de pau e defensores do governo que defendem a qualquer custo para garantir o que é seu. Para que serve essa Assembleia? Gasta R$ 400 milhões por ano só para passar vergonha. Só tem passado vergonha e isso é uma culpa que cada deputado tem que carregar. Eu tenho vergonha disso que está acontecendo. Eu quero que povo olhe para os deputados que vem aqui se prestar a esse papel. E se eles se reelegerem é porque o povo não tem vergonha mesmo”, disparou Janaina se referindo ao valor do duodécimo que o Poder Legislativo deve receber neste ano.

Wilson foi rebater Janaina e Zeca e acabou se indispondo com o deputado estadual Zé Domingos Fraga (PSD), que presidia a CFAEO no ano passado. Para justificar a aprovação do relatório de Saturnino em apenas nove minutos, lembrou que o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) está na Assembleia há quase 300 dias e não havia sido votado pela comissão responsável.

“Eu não quero briga, não quero desentendimento. Era dever dessa Casa ter apreciado as contas ainda no ano passado. Nós estamos em 24 de abril, está encerrando abril e nós deveríamos neste momento estar discutindo contas de 2017 e nós estamos discutindo contas de 2016. Estou chamando a atenção dos colegas que nós estamos deixando de fazer o que é nossa obrigação. As últimas contas apreciadas foram de 2015. Vamos cumprir nosso dever, nossa obrigação. Os nossos salários estão sendo pagos rigorosamente, as nossas verbas indenizatórias têm sido pagas rigorosamente”, argumentou.

Marcos Lopes

 wilson santos deputado

  Wilson Santos defendeu aprovação do relatório das contas de Taques e disse que AL precisa cumpir as obrigações

Já Zé Domingos não aceitou a insinuação que a CFAEO sob sua presidência foi omissa. Da tribuna, o social-democrata também confrontou a argumentação de Wilson.

“Não cabe a vossa excelência trazer essa pecha a essa Casa, à comissão passada. Nós dependíamos de ter quórum qualificado e a Mesa Diretora temia a rejeição das contas naquele momento. A liderança do governo e muito bem liderada pelo deputado Dilmar também entendia que aquele momento não era favorável para aprovação das contas porque o voto é secreto e poderia ter a rejeição. O clima não era peculiar à administração estadual. Houve motivo justo para não discussão das contas em 2017”, lembrou Zé Domingos ressaltando que a rejeição do então relator Jajah Neves (Solidariedade) pela oposição também dificultou o trabalho da CFAEO.

Para que serve essa Assembleia? Gasta R$ 400 milhões por ano só para passar vergonha. Só tem passado vergonha e isso é uma culpa que cada deputado tem que carregar, diz Janaina

O único parlamentar que saiu em defesa do Wilson foi Dilmar Dal Bosco (DEM), que era líder do governo em 2017. O Democrata argumentou que a reunião da CFAEO questionada na Justiça por Zeca foi legitima por respeitar o Regimento Interno.

Reunião

Wilson havia convocado os deputados membros, na semana passada, para comparecerem às 7h30 da última terça (17), em reunião da CFAEO para apreciar o parecer relatado por Saturnino. Mas, o deputado Silvano Amaral (MDB) havia pedido vista do processo e teria que entregá-lo naquele dia e a exemplo de Zeca, não compareceu.

Saturnino produziu relatório com parecer favorável e a votação conduzida por Wilson teve resultado unânime. Dilmar foi o terceiro membro a participar da aprovação. A reunião teve duração de cerca de 9 minutos apenas para aprovar o parecer das contas.

Mandado de Segurança

O processo foi ajuizado por Zeca, com pedido de liminar, contra a tramitação ilegal do parecer das contas de Taques. De acordo com o deputado, a condução dos trabalhos Wilson foi feita de forma irregular sob o argimento que não cabe urgência para convocar reunião extraordinária para apreciar tramitação específica sobre “contas do governador”.

O deputado do PDT  também questiona o fato de A CFAEO não ter apreciado seu voto em separado, contrário à aprovação das contas do governo Taques de 2016. O documento foi protocolado em fevereiro deste ano.

Irregularidades

Parecer do conselheiro do TCE afastado Valter Albano apontou 19 irregularidades nas contas de Taques de 2016 com notificação para corrigir as ilegalidades. Do total, 18 das irregularidades foram anotadas como graves e uma gravíssima.

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Comentários (5)

  • alexandre | Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018, 11h19
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    a nobre deputada, não tem responsabilidade sobre erros de terceiros, inclusive sobre o rodoanel de WS..

  • jose alves silva | Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018, 07h29
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    muita vergonha a seus eleitores é a deputada janaina é triste agente saber o que o pai dela ela e outros membros de sua familia fizeram com mt agora parece que a justiça começou a fazer justiça bloqueou alguns de seus bens e espero muito que esse dinheiro seja retornado aos cofres publicos de mt

  • Chico | Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018, 06h58
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    Que exemplo tem dado para falar da conta outros. Acorda povo, essa aí é só barulho!

  • Pedro luis | Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018, 00h27
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    A nobre deputada deveria se envergonhar do se pai, que usou e abusou da assembléia durante 20 anos...disso a deputada deve se orgulhar, aliás, foi uma das beneficiadas do que aconteceu lá durante duas décadas. No mais é papel da oposição falar besteiras, já que não tem votos para aprovar nada.

  • Valter Silva | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 22h03
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    Valter Silva, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

Eleições 2018 | 24/04/2018, 11h:41 - Atualizado: 24/04/2018, 14h:26

Desafiado por Taques, pré-candidato da oposição elenca os principais problemas do governo tucano

Ausência de diálogo, falsa crise financeira e caos na saúde são erros citados


O governador Pedro Taques (PSDB), nos últimos dias, tem insistido em questionar seus adversários quanto a falta de coragem em apontar onde errou nestes mais de três anos de mandato. Após vários discursos do tucano, o senador e pré-candidato ao Governo Wellington Fagundes (PR) decidiu apresentar uma resposta. O oposicionista afirma que o próprio chefe do Executivo deveria saber os erros de seu governo, mas que a pergunta poderia ser facilmente respondida por qualquer cidadão mato-grossense.

“Faltou na ausência de diálogo, errou na gestão, pois o Estado está aumentando a arrecadação todo ano e estamos em uma crise, sem dinheiro para nada. Saúde atrasa e prefeituras, às vezes, tendo que colocar mais de 30% dos seus recursos para a área”, afirma, em conversa com a imprensa nessa segunda (23), durante audiência pública para debater projeto de lei sobre a Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal.

Gilberto Leite

Wellington Fagundes

Senador e pré-candidato ao Governo Wellington Fagundes decidiu apresentar uma resposta ao desafio de Taques

O senador diz que Taques, além de não ser um bom gestor público, não consegue dialogar com os setores organizados da sociedade, mostrando que não tem humildade de ouvir críticas, nem mesmo dos aliados. De acordo com o republicado, o governante que não sabe os seus erros não busca se aperfeiçoar. “Errar é humano, mas permanecer no erro não é o caminho.”

Wellington ainda declara que a crise financeira alegada pelo tucano nos últimos anos é falsa, já que o Estado aumenta sua arrecadação. Ressalta que por conta da inabilidade de Taques o Estado tem sido prejudicado.

O pré-candidato diz que o tucano declarou que não tinha responsabilidade, por exemplo, com os hospitais filantrópicos (de incumbência dos municípios), que suspenderam os atendimentos em algumas situações, por conta do não repasse de recursos. Declaração analisada como absurda. “Se for governador, não terei essa dificuldade, pois toda a minha vida foi fazer a política do municipalismo. Conversar com a população.”

O republicano cita alguns dos pontos que analisa como erros da gestão tucana. Fala que Taques não retomou obras importantes, como o VLT, pois não soube estabelecer diálogo e entrar em um acordo com o Consórcio VLT, contando com o respaldo do Ministério Público, Tribunal de Contas e Justiça Federal. Na área de saúde, questiona a não conclusão do Hospital Universitário - mesmo com recursos em caixa -, e problemas no Hospital Julio Muller.

"Se esse hospital estivesse pronto, o Estado estaria economizando recurso muito grande, pois o custeio desse hospital é do Ministério da Saúde. Ouvi declaração do governador dizendo que isso não é problema dele. Mas, o convênio está na mão dele, na conta convênio. Ele tem responsabilidade, tanto que a União pode rescindir [o contrato] e multar", declara, citando ainda a não conclusão do contorno viário de Cuiabá (Rodoanel).

Carisma forçado

Já vislumbrando a chefia do Poder Executivo, Wellington declara que não será um “governador de gabinete” e que irá administrar ouvindo a população. Ressalta que o servidor técnico é quem deve estar enclausurado.

Além disso, condena a mudança de perfil de Taques, que nos últimos meses tem se dedicado ao lançamento de diversas obras em todas as regiões do Estado. Afirma que o tucano está forçando a barra para se mostrar mais próximo. “A coisa quando é feita na forçação de barra deixa de ser autêntico e as pessoas começam a sentir.”

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Comentários (9)

  • marcos gonçalves funcionario publico | Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018, 07h34
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    será que welton vai conseguir explicar seu tempo todo de honestidade na vida publica desde 90 quando foi eleito pela primeira vez o que ele fez durante esse tempo todo por mt sem contar que vai ter que explicar as acusações de desvios como parlamentar.

  • marcos gonçalves funcionario publico | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 19h59
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    marcos gonçalves funcionario publico, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Pedro luis | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 19h03
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    Esse senador não vai resistir a um mês de campanha. Deverá explicar como conseguiu enriquecer no exercício do mandato ( foi o 2° deputado da história que mais enriqueceu), vai ter que explicar a relação com o Silval ( mandava na sinfra)...esse Wellington tem telhado de vidro e rabo preso. Torço para que seja candidato.

  • moreira | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 18h28
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    só que esqueceram de avisar que o Welinton é réu no STF por conta da máfia das sangue sugas...só não foi preso porque é senador.

  • moreira | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 18h27
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    moreira, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Carlos | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 15h35
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    É isso vamos de MAURO MENDES E JAIME CAMPOS 2018

  • zé roberto | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 14h53
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    se tem pessoa que tá no lugar errado é esse fulano tal pedro taques, o senador wellinton acabou de ganhar meu voto e de toda minha familia com as colocações que ele fez sobre esse governador arrogante, prepotente e incompetente, taques vai pra casa, ou vai fazer concurso pra ser delegado de policia civil, chega, já deu, já acabou com nosso estado.

  • Denner | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 13h47
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    Declarações sensatas, sem ofensas pessoais, xingamentos etc., demonstrando maturidade e preparo para discussões políticas que deverão prevalecer para construir resultados para o povo sofrido de MT.

  • FLÁVIO | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 13h21
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    Falou TUDO Senador!!! Muito bem feitas as colocações (pingos nos iiii...). Quem fala o que quer, ouve o que não quer!

| 24/04/2018, 07h:42 - Atualizado: 24/04/2018, 07h:44

Agro é motivo de orgulho nacional


persio oliveira artigo

Pérsio Landim

Muito além das efemeridades da Copa do Mundo, o Brasil mostra seu 7 a 1 mensalmente com os números do agro [que nunca deixou de ser pop], mais do que isso, é fundamental ao país em amplos aspectos.

De acordo com o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Brasil as exportações do agronegócio somaram US$ 9,08 bilhões, em março, registrando crescimento de 4,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando as vendas foram de US$ 8,73 bilhões.

Ainda segundo os relatórios, as importações de produtos do setor alcançaram US$ 1,29 bilhão. Com o resultado, a balança comercial do setor registrou saldo positivo da ordem de US$ 7,79 bilhões.

O pop pode ser constatado pela obviedade dos números, os produtos do agronegócio representaram 45,2% do total das vendas externas brasileiras no mês, com aumento de quase dois pontos percentuais de participação comparado a março do ano passado.

Assim, o MAPA comemora mês a mês, e expõe os êxitos do campo. Produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para o crescimento das exportações do setor, com incremento de US$ 417,08 milhões, principalmente em função de produtos florestais, cujas vendas externas foram US$ 374,49 milhões superiores.

Se destacaram outros setores, como sucos (+US$ 107,51 milhões); cereais, farinhas e preparações (+US$ 93,55 milhões); fumo e seus produtos (+US$ 78,84 milhões) e fibras e produtos têxteis (+US$ 27,97 milhões).

Quanto ao valor exportado destacaram-se: complexo soja (44,3%), carnes (14,8%), produtos florestais (13,9%), complexo sucroalcooleiro (7,0%) e café (4,5%). Os cinco setores representam 84,4% das exportações do setor.

O complexo soja registrou montante de US$ 4,03 bilhões em exportações no mês. As exportações de farelo de soja registraram crescimento de 16,8%, atingindo US$ 507,14 milhões.

Mais do que pop, o agro é vital para o Brasil

A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agronegócio, somando US$ 4,65 bilhões. A União Europeia ocupou a segunda posição no ranking de blocos econômicos e regiões geográficas de destino das vendas externas do agronegócio brasileiro no mês. Houve crescimento de 22,9% nas vendas ao mercado, decorrentes, principalmente, do aumento nas exportações de celulose (+162,6%); soja em grãos (+59,7%); sucos de laranja (+38,8%); fumo não manufaturado (+120,2%) e farelo de soja (+12,9%), destacou.

O 7º Levantamento da safra de grãos 2017/2018, divulgado pela Conab, revelou estimativa de colheita de grãos de 229,5 milhões de toneladas, que deverá ser a segunda maior da história. O recorde foi registrado no ano passado de 237,7 milhões de toneladas.

Apesar do decréscimo de 3,4% em comparação à safra passada, o número é considerado elevado considerando a média de produção no país em condições climáticas normais. Em relação aos números apurados no mês anterior, houve aumento de 3,5 milhões de toneladas (1,5%).

O governo sublinha que a boa estimativa deve-se ao resultado do avanço da colheita da soja e do milho primeira safra, que vem confirmando boa produtividade e perspectiva de maior de área para a segunda safra.

Os dados divulgados também apontam que a soja é a maior responsável pelo desempenho da produção. A leguminosa deve alcançar 114,9 milhões de toneladas. O algodão em pluma novamente marca presença neste levantamento, com produção de 1,9 milhão de toneladas, que representa 21,8% a mais que na safra anterior. O feijão, segunda safra, também obteve bom desempenho e deve colher 1,29 milhão de toneladas, com aumento de 7,3%.

Mais do que pop, o agro é vital para o Brasil.

Pérsio Oliveira Landim é advogado, especialista em Gestão do Agronegócio, presidente da 4ª Subseção da OAB – Diamantino (MT)

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  • Pedro | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 17h04
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    O agronegócio é atividade econômica financiada com impostos dos trabalhadores assalariados e contribui pouco para a arrecadação dos governos federal e estadual. Compram carros, máquinas e equipamentos sem IPI; tem linhas de crédito a juros reduzidos para financiar o plantio e a safra da lavoura; produto destinado à exportação não incide ICMS, portanto não pagam esse tributo, sendo que uma parcela desse rombo no caixa do Estado é reposto pela União (por meio de impostos que o trabalhador paga)/Lei Kandir; desde 2011 os produtores rurais não pagam a contribuição previdenciária devida, o Funrural; o imposto de renda é uma ninharia........e ainda os governos precisam construir e manter a infraestrutura logística para o escoamento das safras, com recursos dos impostos que esses próprio produtores não pagam.

| 24/04/2018, 00h:00 - Atualizado: 23/04/2018, 20h:18

Verdades entrecortadas


Olga_200_fora

Olga Lustosa

A grande maioria da classe política percebe que o país não sofre nenhum processo de desestabilização frente ao caos político que se instala no período eleitoral e que, na verdade, esse tumulto todo com candidatos denunciados, outros em vias de serem denunciados, coligações esdrúxulas, conversas gravadas, conversas vazadas, etc... pode ser o nascimento de um país novo.

Em tempo de fake news, factóides, a verdade precisa ser valorizada. Ao acompanhar a trajetória política do país, com olhar crítico, leio tudo com atenção e se precisasse pontuar o que me impressiona neste momento, eu diria que é a falta de verdade em quase tudo o que os políticos tentam mostrar para o público.

As conversas de pé de orelha nas mesas propositadamente colocadas atrás de colunas, para que as fotos entrecortadas causem espasmos quando são postadas em diferentes ângulos para parecer que foram vários os encontros.

Embora haja muita gente boa em todos os níveis de candidaturas colocadas, dói menos admitir que estamos vivendo um processo político em que quase todos foram envolvidos em alguma ação de apropriação de dinheiro público para comprar gente, comprar partido político, comprar vaga, pagar mídia para chegar ao poder e, depois, manter-se nele.

Essa é uma verdade inconveniente, mas que não abala o discurso de muitos políticos experientes nos procedimentos que quase afundaram o país e agora tentam embarcar nos projetos de mudanças. É aquela história do se colar, colou.

Não há outra alternativa, senão a reforma profunda

Chega de colher frutos sem plantar árvores. Chega da visão vira-latista. O que há de errado há muito foi identificado por todos os políticos, cientistas sociais e cientistas políticos: incompetências e corrupções generalizadas nas vidas públicas e privadas. Ë bom lembrar que para cada político corrupto existe um empresario que naturaliza o fato de que é preciso corromper para ter vantagens adicionais indevidas e assim manter o ciclo perverso do compadrio.

Nossa jovem república democrática não segue bem adiante sem a honestidade dos homens públicos nos temas de interesse da sociedade e as linhas sugeridas pelos programas partidários estão ultrapassadas ou dissolveram-se. Daí resta, um monte de políticos sem rumo e sem compromisso com a verdade e com o povo.

Não há outra alternativa, senão a reforma profunda, em todos os níveis de Poderes e se a reforma política não veio aprovada pela incompetência do Congresso Nacional, (no caso de Mato Grosso causou susto ler a matéria que cita que em mais de três anos apenas uma lei foi emplacada pelos Congressistas do estado) que seja feita nas urnas através do poder transformador do voto.

Olga Borges Lustosa é socióloga, cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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Comentários (1)

  • Carlos Nunes | Terça-Feira, 24 de Abril de 2018, 14h14
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    De acordo com o Datena, desta safra atual de políticos (senadores, deputados federal e estadual)...uma parte pecou pela Corrupção mesmo - e está sendo denunciada pelos delatores premiados, que apontam e disparam: Esse? Pediu propina também...a outra pecou pela Omissão - porque deixou tudo isso acontecer debaixo dos seus narizes, e não fizeram nada, ficaram cegos, surdos e mudos. Então, é bom renovar tudo...pro bem do Brasil, pro bem de Mato Grosso, nas próximas eleições, NOVO presidente da república, NOVO governador, NOVOS senadores, NOVOS deputados federal e estadual. Quem sabe uma nova safra de pessoas comece a escrever uma nova página da história política do Brasil...sem Corrupção, sem Omissão. A Juíza SELMA merece o nosso voto, pois faz parte dessa nova safra. Está capacidada pra propor novas Leis, reformular as atuais, fiscalizar o Poder Executivo e bem representar Mato Grosso, como o Estado merece.

arco de aliança | 23/04/2018, 17h:12 - Atualizado: 23/04/2018, 17h:22

Fávaro e Neurilan receberam carta branca para aproximar PSD da oposição, afirma Wellington


O senador Wellington Fagundes (PR), pré-candidato ao Governo do Estado, mantém forte aproximação com o PSD, dividido entre os que continuam a apoiar o governador Pedro Taques (PSDB) e os que querem distância do projeto de reeleição do tucano.

De acordo com Wellington, o ex-vice-governador Carlos Fávaro e o presidente da AMM Neurilan Fraga receberam carta branca do presidente nacional do partido e ministro  da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, para articular eventual aliança com o grupo de oposição.

Gilberto Leite

Wellington Fagundes  com Rosana Martinelli

Senador Wellington Fagundes diz que o PSD conversa com partidos de oposição não só lá em Brasília, como em MT

“O PSD tem conversado muito com os partidos de oposição. Não só lá em Brasília, como aqui no Estado. Tivemos uma reunião semana passada com o ex-ministro Kassab, e a conversa ficou bem definida. Primeiro, dando autonomia a Neurilan e Fávaro no comando do partido. E [segundo], a possibilidade de fazermos uma coligação”, declara, em conversa com a imprensa nesta segunda (23), durante audiência pública para debater projeto de lei sobre a Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal.

Conforme o pré-candidato, os partidos de oposição (PR, MDB, PP e PTB) devem se reunir nesta noite na Capital, para analisar tal aproximação ao PSD. Além do partido do ex-vice-governador, outras legendas – DEM, PDT e PRB - que se formam em bloco contra a candidatura de Taques, também mantém flerte com os grupos que são oposição desde o início do mandato.

A decisão de independência a Taques foi definida no fim de março, mas não é unanimidade no PSD. Os deputados estaduais Gilmar Fabris, Pedro Satélite, Wagner Ramos e Ondanir Bortolini, o Nininho, garantem manter lealdade ao governador, mesmo com a sigla buscando se acomodar em grupo contrário ao do tucano. As conversações com outros partidos ficaram mais frequentes, após Fávaro renunciar ao cargo e evidenciar a ruptura com o chefe do Executivo.

Verticalização

Se em Mato Grosso o PSD caminha para palanque oposto ao do PSDB, em São Paulo as duas siglas devem estar juntas na chapa majoritária. Kassab era cotado para ser vice do ex-prefeito João Dória ao governo de São Paulo. Ele, no entanto, decidiu permanecer no ministério e deve indicar Alda Marco Antônio, que foi vice-prefeita.

Nacionalmente, o presidente do PSD defende que os partidos de centro deveriam estar unificados em torno da pré-candidatura do PSDB à Presidência, encabeçada por Geraldo Alckmin.

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