Blog do Romilson

Cuiabá | 01/01/2017, 20h:17 - Atualizado: 01/01/2017, 20h:24

Após ser eleito presidente, Justino afirma que resultado foi à base de conversação


Após ser eleito presidente da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, o vereador Justino Malheiros (PV), afirma que o resultado é oriundo de negociação e muito diálogo. "Foi um resultado de muita unidade do Parlamento em prol de Cuiabá". Justino foi eleito em chapa única por unanimidade para o biênio 2017/2018.

Na primeira entrevista à imprensa, o parlamentar falou sobre a polêmica do aumento salarial dos vereadores, que deve passar de R$ 15 mil para R$ 18,9 mil a partir deste mês, e destacou que precisa se inteirar sobre a real situação financeira do Legislativo.

Mário Okamura

justino (2).JPG

   Presidente da Câmara de Cuiabá Justino Malheiros (PV) aponta diálogo como resultado de eleição

“Temos que ter essa valorização, pois a Câmara não tem reajuste desde 2013. Mas a gente vai tentar se posicionar para não decepcionar a população cuiabana”, explicou.

Filho do ex-vereador cuiabano e ex-deputado estadual João Malheiros, Justino soube articular e desbancar o adversário Misael Galvão (PSB), que mais tarde abriu mão da disputa. Compõe, além de Justino, Renivaldo Nascimento como 1º vice-presidente, Diego Guimarães como 2º vice-presidente, Dilemário Alencar como 1º secretário, e Marcelo Bussiki como 2º secretário.

Tomaram posse na tarde deste domingo (1º de janeiro) os 25 vereadores diplomados por Cuiabá para a 19ª Legislatura. Na mesma cerimônia, que ocorreu na Câmara, também foi realizada a eleição da Mesa Diretora.

Misael recua de disputa; posse poderia sinalizar fraqueza de Emanuel

Postar um novo comentário

Parlasul | 20/09/2017, 17h:47 - Atualizado: 1min atrás

Ságuas integra missão criada para promover diálogo entre Maduro e oposição na Venezuela


Assessoria

s�guas parlasul venezuela

Deputado federal Saguás Moraes com Mesa Diretora do Parlasul em Caracas

O deputado federal Saguás Moraes (PT), junto com integrantes da Mesa Diretora do Parlamento do Mercosul (Parlasul), participou de reuniões em Caracas, capital da Venezuela, para promover o diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição para que a crise política no país seja superada. Os encontros acontecerem nos dias 14 e 15 deste mês.

Participaram da missão o presidente do Parlasul, deputado federal do PT Arlindo Chinaglia, os vice-presidentes Daniel Caggiani (Uruguai) e Hernán Cornejo (Argentina). Ságuas acompanhou as agendas.

A agenda da delegação do Parlasul incluiu visitas ao Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, à Assembleia Nacional, ao Tribunal Supremo de Justiça, à Assembleia Nacional Constituinte e ao Ministério de Relações Exteriores.

“nnNa
minha opinião, deve haver mais missões internacionais
para unir ambos
os lados e tentar
relaxar a tensão na Venezuela

De acordo com Ságuas, a visita permitiu constatar in loco a situação política no país e conversar com representantes dos Poderes, governo e oposições. “Percebemos que há uma grande disputa de projeto político na Venezuela. Na minha opinião, deve haver mais missões internacionais para unir ambos os lados e tentar relaxar a tensão”, pontuou.

Segundo Ságuas, ambas as partes sentem a necessidade de diálogo depois de meses de manifestações e depois da realização das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, que foi questionada pela oposição.

Para Saguás, o Parlasul deve ter um importante papel neste processo de aproximação entre governo e oposição, assim como vem realizando o Parlamento Europeu, o presidente da República Dominicana Danilo Medina e o ex-presidente espanhol Rodriguez Zapatero. “O Parlasul é o principal interessado para que haja paz [na Venezuela] e integração sul americana, assim acredito que devem haver outras ações a fim de que efetivamente possamos colaborar com a estabilidade política da Venezuela”, concluiu. (Com Assessoria)

Postar um novo comentário

| 20/09/2017, 10h:08 - Atualizado: 07h atrás

Secretário aponta expectativa da sociedade e diz que AL deve discutir situação de deputado preso


Gilberto Leite/Rdnews

wilson santos_gilberto leite (12).jpg

Secretário das Cidades e deputado licenciado Wilson Santos no RDTV

O deputado licenciado e secretário estadual de Cidades (Secid) Wilson Santos (PSDB) defende que a Assembleia discuta a situação do parlamentar preso e afastado Gilmar Fabris (PSD). “Acho que o Parlamento não pode fugir desse debate, a sociedade está na expectativa. Ali é a casa dos debates, das discussões”, sugere o tucano em visita à sede do , minutos antes de conceder entrevista ao Rdtv.

Fabris teve a prisão preventiva decretada após ser gravado pela Polícia Federal deixando seu apartamento no bairro Santa Rosa, por volta das 5h30 da última quinta (14), carregando provas, minutos antes dos agentes chegarem para cumprir mandado de busca e apreensão na Operação Malebolge, deflagrada no mesmo dia. Ele alega que se tratava apenas de objetos pessoais sem relação com as investigações e que não "fugiu", apenas saiu para vistoriar obras e tomar café.

Após isso, criou-se um imbróglio acerca da Assembleia decidir pela manutenção ou revogação da prisão. Segundo o presidente da Mesa Eduardo Botelho (PSB), o comunicado do ministro do STF Luiz Fux sobre a prisão de Fabris não deixa explícito se o Legislativo poderá emitir a “palavra final”. Por isso, foi elaborada uma petição ao Supremo para tentar elucidar o fato.

A discussão acerca da prisão de Fabris poderá desgastar ainda mais a imagem do Parlamento, uma vez que deputados ficarão em situação delicada, pois vão ter que se posicionar acerca da manutenção ou revogação, caso receba chancela do STF.

A Assembleia passa por momentos de turbulência desde que a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) veio à tona. Ex-parlamentares e alguns que têm mandato foram gravados em vídeo recebendo maços de dinheiro, que seria propina. Na operação da PF, ocorrida na semana passada, oito gabinetes de deputados foram vasculhados pelos agentes.

Licenciado do Legislativo desde novembro passado, quando assumiu a pasta, Wilson reforça que é preciso entrar nessa discussão sobre a prisão de deputado que é da base governista. “O Fux diz que não tem que votar, mas discutir pode. Assembleia terá que fazer essa discussão”, sustenta.

Constituição

Na petição que será encaminhada ao STF, a Procuradoria da Assembleia deve alegar que a prerrogativa de manter ou revogar a prisão de deputado estadual está baseada no artigo 29 da Constituição Estadual, que reproduz o artigo 53 da Constituição Federal. O texto determina que desde a expedição do diploma, os parlamentares não podem ser presos, salvo casos de flagrante delito ou prática de crime inafiançável.

A Constituição Estadual também estabelece que os autos sejam remetidos dentro de 24h à Assembleia. Depois, pelo voto da maioria dos seus membros, o Legislativo deve resolver sobre a prisão. Como são 24 deputados estaduais, a decisão depende de 13 votos.

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • Carlos Nunes | Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017, 15h33
    1
    0

    Tem que esperar a nova delação do RIVA, que vai estourar brevemente...aí, delação do Silval mais delação do Riva, vão clarear mais a realidade da Corrupção em Mato Grosso. Pro RIVA a gente só pode pedir agora uma coisa: CONTE TUDO! SALVE MATO GROSSO! AINDA HÁ TEMPO! Nessa estória surge um terceiro elemento...o Comendador, que já disse: tem muita gente que me deve muito dinheiro. Como será que o Comendador vai receber esse dinheiro? Que vai receber vai, agora COMO? O que é pior, cair na delação do Silval, do Riva, ou dever pro Comendador? Vote!

| 20/09/2017, 00h:00 - Atualizado: 20/09/2017, 07h:56

Legislação de terras do Brasil


ana lacerda colunista quarta

Ana Lacerda

O problema agrário no Brasil é um franco objeto de preocupação de autoridades, produtores e principalmente de juristas, que se deparam diuturnamente com seus clientes ou potenciais clientes lhes trazendo diversas situações de litígios.

Dentre elas, a invasão de suas terras, a ameaça de grupos organizados ou não, a discussão e mesmo a disputa por limites de áreas vizinhas, as questões ambientais relativas à preservação de suas reservas, as situações que não raro lhe retiram o direito de explorar adequada e racionalmente suas terras, o licenciamento de atividades etc.

Enfim, situações estas que limitam o direito e porque não dizer, o dever de produzir em suas próprias terras, sob pena de ser declarada improdutiva, ficando aí o problema, ainda mais complicado.

O Estado não consegue fechar o modelo de compatibilização das políticas agrícolas e fundiárias

O nosso país enfrenta situações que dizem respeito à grande concentração de terras e de renda. E o Estado não consegue fechar o modelo de compatibilização das políticas agrícolas e fundiárias. Não fecha o capítulo da regularização fundiária e não consegue traçar as linhas gerais e específicas de como se basear a reforma agrária, num direcionamento para mitigar conflitos, e, muito menos de direcionar em benefício do país, um mecanismo eficaz de atendimento ao produtor e ao trabalhador, que finaliza por comprometer a relação capital-trabalho e o futuro do país.

Temos a ampla consciência de que o problema da regularização fundiária do país não é recente. Ele vem desde 1530, com a criação das capitanias hereditárias e do sistema de sesmarias, o que deu origem aos latifúndios.

Em 1822, com a independência, o quadro ficou insustentável com a constante mudança de donos das terras, prevalecendo a lei do mais forte e a violência. E só com o grande marco legal Agrário Brasileiro por meio da Lei n.º 601 de 18.09.1850, denominada “Lei de Terras”, que se deu início à organização da propriedade privada no Brasil.

A “Lei de Terras” surgiu para disciplinar as terras devolutas cujas aquisições não poderiam ser por outro título que não fosse compra, colocando um fim a distribuição gratuita e indiscriminada de áreas do governo imperial e outros instrumentos de demarcação.

Na inventiva capacidade jurídica e após anos de conflitos, foi aprovada a Lei n.º 4.504 de 30 de novembro de 1964, instituindo no Brasil o Estatuto da Terra, editado com 128 artigos, tratando de diversos temas, dentre eles: reforma agrária, terras públicas e particulares, distribuição de terras, financiamento da reforma agrária, sua execução e administração, zoneamento, cadastros, política de desenvolvimento rural, tributação da terra, regularização fundiária etc.

Em 1993 foi editada a Lei n.º 8.629, com finalidade de regulamentar os dispositivos constitucionais relativos à Reforma Agrária, definindo critérios de produtividade e aproveitamento da terra, bem como detalhando a função social da propriedade rural no Brasil. Atualmente alterada pela Lei n.º 13.465 de 11 de julho de 2017.

Neste sentido, compete ao Estado brasileiro definir um processo de regularização e distribuição da propriedade fundiária, com a finalidade de direcionar e estimular seu propósito produtivo, racionalizar o uso de terras, buscar o aumento da produtividade de terras e de mão-de-obra agrícola, facilitar o crédito, criar instrumentos para ampliar as facilidades para o escoamento dos produtos a preços compensatórios e ampliar a assistência social no campo.

Ana Lacerda é advogada do escritório Advocacia Lacerda e escreve exclusivamente neste espaço às quartas-feiras. E-mail: analacerda@advocacialacerda.com

Postar um novo comentário

Operação Malebolge | 19/09/2017, 12h:19 - Atualizado: 19/09/2017, 16h:00

PF diz que Fabris "fugiu" de pijamas no dia da operação; deputado nega e diz que vestia short


Os policiais federais, que foram incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão na casa do deputado Gilmar Fabris (PSD), durante a deflagração da Operação Malebolge, não conseguiram surpreender o parlamentar.

Gilberto Leite/Rdnews

gilmar fabris_gilberto leite (2).jpg

Gilmar Fabris está preso desde 6ª quando se entregou à Polícia Federal

Antes da chegada dos agentes, o deputado já tinha saído de casa com a esposa Anglisey Batini Volcov. Segundo trecho da decisão, o parlamentar não se preocupou com a formalidade ou não teve tempo para trocar de roupa.

Agentes relataram que ele deixou o local às 5h45 trajando apenas pijamas e com uma mala preta na mão. O ato foi considerado pela PF como uma tentativa de fuga e embasou a decisão do ministro Luiz Fux, do STF, para decretar a prisão preventiva e o afastamento do parlamentar da Assembleia. 

Fabris nega que estava de pijamas. Afirma que usava short e camiseta e “madrugou” para vistoriar obras em Várzea Grande. Além disso, ao saber da operação, resolver ir tomar um café e comer um bolo de arroz para evitar que a esposa tivesse um abalo psicológico.

Operação

A Operação Malebolge (12ª fase da Ararath) foi deflagrada na última quinta (14) tendo como base o inquérito em tramitação do STF, que investiga as declarações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em seu acordo de colaboração premiada (delação).

Além do peemedebista, sua esposa Roseli Barbosa, o filho Rodrigo Barbosa, o irmão Toninho Barbosa e o ex-chefe de gabinete Silvio Correa, também se tornaram delatores.

A ação cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Luiz Fux em 64 endereços. Fabris foi citado em várias denúncias feitas por Silval, entre elas a de cobrança de mensalinho e esquema das cartas de crédito. Também aparece em vídeo, supostamente recebendo propina em troca de apoio político.

Postar um novo comentário

Comentários (5)

  • Ilze | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 18h44
    3
    0

    Observador, concordo contigo. Muito estranha essa história de demorar tanto pra dar um flagra no acusado.

  • Veneno | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 17h54
    1
    1

    Veneno, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • jose carlos | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 16h50
    1
    0

    jose carlos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • observador | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 14h16
    6
    1

    se a policia federal ja estava monitorando o nobre deputado , porque de nao prendelo durante a fuga ? ja estavam ha 20 dias monitorando estranho isso !

  • cuiabania | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 13h34
    0
    1

    cuiabania, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 19/09/2017, 12h:06 - Atualizado: 19/09/2017, 12h:11

Crise no mundo dos influenciadores digitais


maria augusta artigo 400

Maria Augusta

Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso.

A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De blogs a youtubers, muitos dos nomes conhecidos hoje aconteceram de forma espontânea e dali se profissionalizaram.

Porém, o universo regado a upload de vídeos, eventos marcantes e muito flashes, esconde uma realidade sombria que ninguém quer reconhecer: fazer sucesso digital em tempos de excesso de dados é difícil.

Algumas micro celebridades de ontem já não são mais o frisson de hoje, e acabam por experimentar a pressão exercida pelo mercado de dividir a responsabilidade de influenciar o consumidor com quem apenas apresenta um produto ou serviço.

E muitos desses youtubers, blogueiras e criadores de conteúdo se veem em meio a uma crise de identidade, afetando seu trabalho, e sem um direcionamento que deveria ter ocorrido no planejamento de suas carreiras.

Sem dinheiro, sem emprego, e com processos instaurados por difamação e multas milionárias, muitos optam por sair das redes sociais para evitar mais dessabor financeiro.

Não bastando o tamanho do stress proporcionado por carreiras que foram baseadas em pouco conteúdo ou se tornaram desestimulantes, muitas dessas celebridades flutuam num limbo regado ao anonimato.

Da mesma forma que existe gente muito bacana fazendo sucesso, em qualquer lugar há gente ruim, desqualificada e iludida por propostas relâmpago, que incentivam de crianças a idosos a se jogarem no universo dos influenciadores digitais sem qualquer estrutura para empreender.

Uma universidade de Recife lançou recentemente um curso de graduação para formar Influenciadores digitais. A grade curricular inclui aulas de planejamento estratégico, gestão de mídias sociais e técnicas de vídeo e escrita.

O que para uns é absurdo, para outros é oportunidade. Mas, se levarmos em consideração a grade de atividades do curso, porque não formar jornalistas, em vez de pessoas com noção de técnicas de escrita, ou gestores, em vez de alguém que vai ter uma ideia do que é um planejamento estratégico.

Nesse caso compartilho da mesma visão de grande parte da população: não acredito em pessoas sendo formadas para serem influenciadores; acredito em pessoas que merecem uma educação sólida para aí, com conhecimento, se tornarem influenciadores.

Desde muito pequenos, pais incentivam seus filhos a criar canais no Youtube, Instagram ou blogs, com a ilusão de que podem ser o novo Windersson. O que vai criar gerações de pessoas frustradas, em busca de aceitação continua, feita somente pelas redes sociais, e não pelo reconhecimento por seu mérito.

Qualquer criador de conteúdo trabalha muito, investe seu dinheiro em pessoas qualificadas, e não fica flanando nas redes sociais apenas por que quer ser uma celebridade.

A internet deu voz a muita profissão nova, gente diferente e conteúdo original. Mas esse mesmo espaço jamais perdoará falta de informação ou preparo psicológico de quem deseja apenas receber presentes para indicar marcas com vídeos mal feitos e erros de português em suas plataformas digitais.

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em netnografia e comportamento digital - belicosa.com.br

Postar um novo comentário

Delação de Silval | 19/09/2017, 11h:01 - Atualizado: 19/09/2017, 11h:04

Dilmar acredita que lista de propina foi montada para a delação e diz que Taques vai mantê-lo líder


Gilberto Leite

Dilmar Dal Bosco

Deputado e líder do Governo na AL Dilmar Dal Bosco  durante entrevista

O líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), acredita que a lista que aparece seu nome entre parlamentares que supostamente receberam propina e mensalinho na gestão Silval Barbosa (PMDB) foi fraudada. “Para mim, foi montado, pois tinha data de domingo. Não vou ao Paiaguás nem como líder em final de semana. Só participei de reuniões (com Silval) para tratar de assuntos do Estado”, disse em entrevista à Rádio Capital FM, nesta terça (19).

Para o democrata, a lista foi feita de uma vez só para ser entregue na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e de seu ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa. Segundo o deputado, a suposta lista de propina com nomes dos deputados tem a mesma escrita nos meses de junho, julho e agosto. Além de datas fora do expediente.

Dilmar admite que participou de reuniões do Paiaguás, mas só com pautas de interesse para o Estado. “Nem sei quem são as empreiteiras que executaram obras do MT-Integrado. Nunca participei desse assunto”, disse o parlamentar referindo-se da acusação de que empresas pagavam propina ao ex-governador que repassava para os deputados.

Questionado sobre o citação de seu irmão, ex-deputado Dilceu Dal Bosco, também aparecer na delação, sob acusação de ter recebido parte dos R$ 1,5 milhão, Dilmar afirma que ainda não conversou com ele sobre o assunto, mesmo já fazendo um mês que a delação se tornou pública. “Ele deve ter suas explicações plausíveis”, pontua.

Líder

Dilmar afirma ainda que conversou com o governador Pedro Taques (PSDB) sobre a delação de Silval, em trechos onde é citado, e que deve permanecer na liderança do governo na Assembleia. Lembrou a Taques que sempre foi oposição a Silval, sendo crítico à gestão. “Secretário de Meio Ambiente não emita licença ambiental, mas para o filho de Silval (Rodrigo Barbosa) era liberado. Nunca participei de reunião com ex-governador (para tratar de propina). Muitas pessoas foram citadas e espero que se esclareça tudo”, sustenta.

Postar um novo comentário

Comentários (4)

  • Wagner | Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017, 09h27
    0
    0

    Todos negam, o Lula nega, A Dilma nega, o Temer nega, o Taques nega, o Malouf nega, o Blairo nega, O Riva também negava, o Silval também negava, até o Eduardo Cunha negava.

  • Cristina | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 18h58
    4
    2

    Será que tem gente que ainda acredita nesse pessoal. Tenha Piedade Senhor Deus.

  • Silva | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 14h19
    4
    3

    Se. Governador Pedro Taques, votei no senhor para o senado e para governador e para não sujar a sua imagem perante a sociedade que te elegeu , deixe correr o sangue na veia do tempo de procurador. Deixe de ser politico e fingir de cego, pois a delação do Silval por mais que o chamem de bandido, chefe de quadrilha etc.., ele com certeza relatou o grupo que fazia parte da sua quadrilha. Hoje, nesse momento a Assembléia Legislativa está morta, fracassada, precisando ser esses corruptos substituídos e trancados vendo o sol nascer quadrado.

  • Cuiabano | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 12h20
    2
    2

    Sem sombras de dúvidas, quem tem, tem kkkkkkkk

| 19/09/2017, 00h:00 - Atualizado: 19/09/2017, 07h:42

A vida política é um processo em elaboração


Olga_200_fora

Olga Lustosa

Precisamos acordar com o sentimento de que algo bom irá acontecer, mesmo que ao longo do dia nossa esperança seja alvejada por fatos imprevistos e negativos.

Não alienar-se, nem tampouco entregar-se à sensação de que caminhamos para o fim do mundo, diante dos fatos que têm abalado nossos dias. Como escreveu Benedetto Croce, filósofo italiano, que foi senador em seu país: política não se faz com água benta, mas em nenhum caso, é lícito romper a fé.

Para além do inferno das delações e operações, a vida pulsa e a cidade, o Estado e o país não podem parar.

Na coluna do economista Ricardo Amorim, uma boa nova. O PIB de Mato Grosso deve crescer mais de 5% neste ano capitaneado pelo agronegócio, claro. Na contramão da notícia de Amorim, os indicadores sociais apontam que o Brasil acaba de ganhar exatamente 5,9 milhões de novos pobres.

Geraldo Alckmin lança-se efetivamente candidato à presidência da República e quer antecipar a agenda de campanha percorrendo a BR-163, de Santarém até Cuiabá, para avaliar a questão da infraestrutura no país.

Há general do Exército ameaçando intervenção militar se o Judiciário não conseguir solucionar os problemas dos políticos com a corrupção. O general já levou bronca do superior que, em nota, reafirma o compromisso da instituição com a legalidade, estabilidade e legitimidade.

Sabe que está rolando o maior festival de música do planeta no Rio de Janeiro? O Rock in Rio é um show também de diversidade e política. Onde a dragqueen brasileira, Pabllo Vittar dividiu o palco com estrela internacional e levantou o público com danças ousadas e muito carisma, mas o coro que tem unido a galera, é político: “Fora Temer”.

Tento ser otimista, porém, o ânimo se arrefece quando leio que Bolsonaro e Magno Malta lideram a votação popular para eleger o “Congressista do ano”. O consenso é sempre condicionado às circunstâncias, e neste caso é também humilhação à pátria.

Haveremos de caçar jeito de viver, de aprender com os erros nossos e dos outros e estabelecermos um parâmetro novo que nos impeça de avançar o sinal, mesmo quando o momento parecer propício e vantajoso.

Reconheço a inquietação e desordem do momento e qualquer análise crítica e séria deve passar pela construção das novas relações necessárias para elaborar um novo projeto de desenvolvimento para o país porque, da forma que está, o Estado brasileiro está incontrolável.

Eu nunca vi estes diálogos acontecerem, embora toda filosofia política prega que no âmbito do Estado, a vida política se constitui de um processo de elaboração permanente de diálogo. Quem sabe agora?

O ponto no qual chegamos deve ser tão discutido quanto à necessidade de encontrarmos uma forma de seguir adiantenuma concepção democrática de responsabilizar quem deve ser responsabilizado, cobrar ressarcimento de quem levou vantagens indevidas, garantir o direito pleno de defesa ao que sente-se injustiçado.

Mas, a vida não pode parar, as instituições não devem ficar estagnadas apesar de terem sido atingidas em sua essência. Não há mais como ter uma moral em casa e outra na praça.

Olga Borges Lustosa é socióloga, cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

Postar um novo comentário

Comentários (2)

  • Edval da Silva Campos | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 09h09
    2
    0

    Uma verdadeira aula, dentro dos princípios democráticos de direito. Obrigado pelo aprendizado.

  • Alexandre | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 00h38
    2
    0

    Muito bem! Como é bom ler o que gente inteligente escreve.

Operação Malebolge | 18/09/2017, 18h:51 - Atualizado: 18/09/2017, 18h:55

Para não fazer pré-julgamento, governador decide manter secretário denunciado na gestão da Sedec


Gilberto Leite/Rdnews

carlos avalone_gilberto leite (1).JPG

Avalone teria ajudado esquema para quitar dívida herdada por Silval da gestão Blairo

Apesar de ter viajado para cumprir agendas em municípios do Vale do rio Arinos e do Juruena sem conversar com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Carlos Avalone (PSDB), o governador Pedro Taques (PSDB) está decidido a não exonerá-lo por ter sido alvo da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta (14).

A Polícia Federal fez buscas na residência de Avalone e na própria Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Mesmo assim, Taques considera a denúncia insuficiente para exonerar o secretário.

apurou que Taques avalia que exonerar Avalone significaria fazer pré-julgamento do secretário que ainda não é réu e terá oportunidade de se defender perante a Justiça. Além disso, pesou o fato de que a denúncia pela Operação Malebolge, que está baseada na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), já homologada pelo STF, não guarda relação com a função que desempenha no Governo do Estado atualmente.

Avalone, segundo a delação de Silval, teria participado de esquema para quitar dívida herdada pelo peemedebista do ex-governador e atual ministro de Agricultura Blairo Maggi (PP).

De acordo com Silval, para quitar a dívida de Blairo foi ajustado com os empresários do ramo de PCHs José Geraldo Nonino, Carlos Avalone e Marcelo Avalone, que recebessem um crédito tributário para o segmento.

O crédito tributário, na verdade, voltaria em um percentual para os cofres do próprio governo, que repassou um montante de R$ 73 milhões em favor das PCHs para que os proprietários das geradoras de energia, por meio da empresa laranja Dunax, quitassem a dívida de R$ 30 milhões com o BicBanco.

Entre os secretários suspeitos de irregularidades, somente Permínio Pinto (PSDB), que dirigia a pasta da Educação, deixou o cargo assim que o escândalo veio à tona. Airton Siqueira (Justiça e Direitos Humanos), José Adolpho (Casa Civil) e Rogers Jarbas (Segurança Pública), implicados no caso dos grampos ilegais, foram preservados na equipe. Os coronéis da PM Evandro Lesco e Ronelson Barros, chefe e adjunto da Casa Militar respectivamente, deixaram a função somente após saírem da prisão.

Postar um novo comentário

Comentários (8)

  • Eleniel | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 11h04
    0
    1

    Muito aqui se acham Deuses para julgar! Avalone é competente e MT precisa dele na secretaria. Antes de julgar, vão atras para saber o que ele fez pelo Estado. Se tenho a minha empresa aberta ate hoje, devo a ele!

  • eleitor indignado | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 09h07
    7
    2

    absurdo, esse avalone é bem conhecido por suas práticas há muitos anos, e ainda diz que não pode pré-julgar? poderia isso ser considerado como corporativismo ou proteção aos amiguinhos?

  • oswaldo da silva junior | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 08h36
    6
    1

    Tudo que esse governador "defendia" antes de ser eleito, ele está contrariando, "defendia combate a corrupção, hoje ele defende os corruptos, mesmo aqueles filmados pegando a grana. decepcionante. Nunca mais se elege. Meu voto ele não vai ver mais.

  • NATAN | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 07h59
    5
    1

    ESSE DITADORZINHO BARATO RSS.. ACHA QUE ENGANA A QUEM MAIS?

  • Ex-eleitor do Taques | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 04h29
    5
    1

    Governador o senhor realmente me decepciona a cada porque quando eu votei no senhor foi exatamente pelo seu discurso de intolerância a quem pratica desvio de conduta e a cada episódio envolvendo seus secretários o senhor sai em defesa deles porque o senhor não fez ao contrário exonerou e depois se comprovado a inocência o senhor trouxe de volta ?? O Ministro Henrique Agrives no Governo Itamar Franco fez isso ele foi acusado e para ser investigado entregou o cargo e comprovado a inocência voltou!!! Mas tudo bem Governador o senhor vai sair juntinho em 2018 com o seus secretários porque ninguém suporta mais tanta corrupção ... Taques nunca mais...

  • ANGELO SILVA DE OLIVEIRA | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 22h24
    5
    2

    Esse não é mais o Pedro Taques que eu votei mesmo. Em outros tempos ele defenderia que, na dúvida, o cidadão devera ser afastado até que se esclareça o fato denunciado com indícios.

  • Jonca | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 22h20
    3
    6

    O Secretário Avalone tem demonstrado competência no cargo. É conhecedor profundo da que questão desenvolvimento do Estado de MT.

  • a | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 19h04
    10
    1

    pré julgar ou defender ?

INíCIO
ANTERIOR
1 de 2041