Cuiabá, 18 de Janeiro de 2017
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| 23/12/2016, 08h:46 - Atualizado: 24/12/2016, 12h:08

Bancada do PMDB na AL pede corte de privilégios a Poderes em projeto do teto


Mario Okamura

montagem Janaina Romoaldo Silvano

Bancada do PMDB na AL – deputados Janaina Riva, Romoaldo Júnior e Silvano Amaral, questiona privilégios dos poderes em medidas que determinam cortes de gastos públicos; projeto será avaliado

Os deputados estaduais da bancada do PMDB na Assembleia – Janaina Riva, Romoaldo Júnior e Silvano Amaral – se posicionaram acerca da PEC 55, criada pelo Governo Michel Temer (PMDB) para conter os gastos públicos. Romoaldo e Janaina falam em cortar privilégios de Poderes enquanto Silvano têm restrições.

A deputada promete analisar o projeto a nível estadual de acordo com a realidade de Mato Grosso e promete ainda garantir o reajuste inflacionário aos servidores. “Agora, já demonstrou na discussão da LDO e da LOA que não vai querer cumprir com o reajuste inflacionário. E aí, obviamente, nós vamos ser contra esse tipo de atitude, até porque você não consegue controlar a inflação”, sustenta.

A proposta ainda está em fase de elaboração do Executivo estadual e deve ser aprovada só a partir de fevereiro, quando os parlamentares voltam de recesso. Deputados da base aliada do Governo e da oposição afirmaram que é preciso estudá-la com cautela para depois entrar em votação.

Janaina acrescenta ainda que é preciso que a medida incorpore os Poderes Legislativo e Judiciário. A parlamentar acredita que os servidores públicos querem contribuir com esse momento delicado, desde que a medida atinja, também, outros Poderes. “A questão das verbas indenizatórias, a questão dos auxílios que são recebidos pelo judiciário, pela Assembleia, isso tudo vai ter que ser colocado em questionamento“, explica.

Nessa linha, Romoaldo afirma que é preciso cortar os privilégios de todos os Poderes que consomem o orçamento do Estado. “Eu acho que o estado brasileiro, se não tomar uma providência no sentido de reforma previdenciária, no controle de gastos públicos, e não só os gastos com o pessoal, custeio, privilégios, é irreversível a quebra da maioria dos estados”, salienta.

No entanto, o peemedebista avalia que o Governo se equivocou ao tentar cortar 15% do duodécimo, uma vez que a realidade de cada Poder é distinta. “Acho que o TCE e a Assembleia têm que fazer um sacrifício maior. São concentradas na capital, não tem a mesma estrutura do poder judiciário, que tem 70 comarcas e não tem a mesma estrutura do MP que tem promotores em todo interior de Mato Grosso”, justifica.

Para o deputado Silvano não há empecilho de criticar a PEC do teto em razão de ter sido proposta por Temer, que determinou a mesma medida aos Estados sob justificativa de ficarem sem recursos. “Se vier com ações que acho que tem que tecer crítica, vou fazer isso de forma tranquila, não tem problema contra isso”, explica. 

Apesar de ser favorável ao controle do teto, o parlamentar pondera que é preciso respeitar a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores estaduais. “A questão da lei do teto é importante. Agora, uma coisa que nós temos que observar, porque é direito garantido, é o RGA, a discussão é essa. Tanto é que a PEC 55 retirou essa questão do RGA dos servidores”, ressalta.

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Comentários (4)

  • Fatima | Domingo, 25 de Dezembro de 2016, 13h50
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    SENHORES DEPUTADOS 2018 VAI CHEGAR, MATO-GROSSO É UM ESTADO PUJANTE TEM DE REALIZAR AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS PARA RESOLVER O FLUXO DE CAIXA EM TODOS OS OUTROS PODERES E NÃO SÓ NO EXECUTIVO, MAIS NÃO VENHA PREJUDICAR OS SERVIDORES POR CAUSA DO ROMBO DOS POLÍTICOS CORRUPTOS E AINDA MAIS AS LEIS DE CARREIRAS E A RGA NÃO TEM NADA A VER COM ATUAL CRISE NAS CONTAS DO ESTADO E SIM OS ESCÂNDALOS COMO DOS MAQUINÁRIOS DA COPA DO MUNDO E A MAIS RECENTE DA SEDUC E TANTOS OUTROS ESCÂNDALOS E AGORA OS SERVIDORES QUE VÃO SER PENALIZADO, TEM É DE REPATRIAR TODO O DINHEIRO ROUBADO.

  • EDESIO ADORNO | Sexta-Feira, 23 de Dezembro de 2016, 17h06
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    Deputada Janaína Riva, conter gastos, evitar desperdício e cortar privilégios é, de fato, medida que se impõe para o enfrentamento da crise que infelicita a vida de quase todos os brasileiros. Disse quase por alguns são bafejados pela sorte. Exemplifico: o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) ajustou com a Câmara de Cuiabá e os vereadores criaram um "Trenzinho da Alegria" para o Vice-prefeito Niuan Ribeiro (PTB). O jovem pecuarista e advogado vai embolsar R$ 15 mil por mês e ainda terá uma equipe formada por 13 colaboradores, incluindo um "assessor estratégico". Como Vice-prefeito é apenas expectativa de poder e substituto eventual do titular, penso que torrar R$ 1 milhão de reais por ano com o custeio desta sinecura soa desproposito, malversação do dinheiro do contribuinte e brutal deboche com o eleitor. Com a autoridade de quem apoiou efetivamente o candidato Emanuel, penso que tem autoridade para demovê-lo deste acintoso absurdo. Honesto e econômico para o contribuinte seria Niuan Ribeiro receber apenas quando efetivamente tiver que ocupar a cadeira de prefeito, orná-lo com verba indenizatória de R$ 15 mil por para nada fazer não tem sentido e nem justificativa moral, fere o Art. 37 da CF/88. Gostaria de vê-la se manifestar sobre esse tema.

  • VALENTINO DEUNGARO SINOP MT | Sexta-Feira, 23 de Dezembro de 2016, 15h29
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    OS PARTIDOS MAIS CORRUPTOS DO BRASIL SÃO PT, PMDB, PSDB DEM, A CORRUPÇÃO É TANTA QUE O POVO JÁ ESTÁ PEDINDO PARA O MILITAR VOLTAR A TOMAR O PODER, COMEÇAR PRENDER OS POLÍTICOS CORRUPTOS E ATÉ A EDITAR NOVAMENTE O AI 5 O POVO BRASILEIRO NÃO SUPORTA MAIS O DESGOVERNO DOS CIVIL.

  • odenir ferreira | Sexta-Feira, 23 de Dezembro de 2016, 10h39
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    E essa "quadrilha" do Partido chamado PMDB...depois de terem "somado" a "roubalheira" junto com o PT;agora acham que tem de atingir todos os setores da sociedade!Vocês do "PMBD" são todos uns "corruptos,canalhas do Poder...um bando de criminosos"!E o seu "Presidente"?Não vão falar nada dêle?...e isso é pra voces saberem que;o "erro" e que é inadmissível de os Estados terem de aceitar "a vida toda" essa "Lei que obriga os Estados a destinarem 60% das suas arrecadações para o Governo Federal e,ficam tão sómente com 40%.E a esperar rec eber de volta esses 60% "dia de São Nunca;à tarde"!Isso sim...é a maior "canalhisse" que um Governo da Republica Federativa do Brasil pode oferecer às Unidades Federativas!É o fim da picada!E os Estados e seus dirigentes continuam aceitando!

Lealdade | 17/01/2017, 13h:19 - Atualizado: 17/01/2017, 14h:01

Fávaro age como bombeiro para contornar o descontentamento do PSD com Taques


Presidente estadual do PSD, o vice-governador Carlos Fávaro está atuando como bombeiro para contornar o descontentamento da base partidária com o governador Pedro Taques (PSDB) e reafirma a lealdade ao governo. Isso porque a bancada na Assembleia, formada por seis deputados estaduais, reivindica mais espaço no Executivo. 

José Medeiros

Taques e Fávaro Mesa

 Carlos Fávaro rechaça prática de fisiologismo e diz que PSD permanece fiel ao Governo Pedro Taques 

 "Não há e nunca houve briga por cargos entre governo e PSD, é bom que fique muito claro. O PSD quer respeito, reconhecimento e espaço para contribuir com o governo Pedro Taques, principalmente nesse momento de crise. Assim deve ser o relacionamento entre parceiros políticos e que ajudaram a eleger o governador”, disse Fávaro, após reunião de cinco horas entre a executiva estadual do partido e membros com mandato. 

 Os integrantes da sigla reivindicam a manutenção de Fávaro na secretaria estadual de Meio Ambiente e querem indicar o ex-vereador por Cuiabá Domingos Sávio para substituir Luzia Trovo, na pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec). O pacote ainda inclui o apoio de Taques à indicação do deputado estadual Zé Domingos Fraga ao Tribunal de Contas do Estado.  

Fávaro, que estava em férias fora do Estado, era aguardado pelos correligionários para por fim às especulações geradas na imprensa de que o PSD pressiona Taques por cargos. Segundo ele, existem descontentamento por parte dos deputados estaduais quanto à condução política, mas nega que o partido seja adepto do fisiologismo.

"Criou-se uma indisposição entre a equipe do governo e a bancada do PSD na Assembleia. Contudo, há de se entender que os deputados são legítimos representantes do povo e têm o direito de acompanhar de perto as ações do Executivo, até mesmo para cumprir a função de fiscalizar”, destacou Fávaro. 

Sobre ocupar cargos na administração estadual, disse que o governo passa por ampla reforma e no intuito de dar contribuição partidária, o PSD já se colocou por diversas ocasiões à disposição para sanar problemas políticos e técnicos. “Estamos preocupados com o momento político e econômico pelo qual passa o Estado. Há uma instabilidade financeira e juntos iremos superar. Durante essa reunião pontuamos erros e acertos da gestão estadual. Esse é nosso papel”. 

Entre as reivindicações que serão apresentadas a Taques será a pontualidade no repasse das parcelas referentes ao ICMS e Fethab aos municípios. “O PSD é um partido municipalista e em tempo de crise, não é razoável que se permita atraso no repasse aos municípios. Pois é no município que estão as pessoas, sobretudo aqueles que mais necessitam”. 

Além de Fávaro, estiveram presentes na reunião o senador José  Medeiros; o deputado federal Tampinha; os estaduais Zé Domingos, Ordonir Bortolin, o Nininho, Leonardo  Albuquerque, Wagner Ramos e Pedro Satélite. O vereador por Cuiabá Toninho  de Souza e os membros da executiva estadual Eduardo  Moura, presidente da Ager; Renancíldo Soares  de  Souza, o Cotia;  Meraldo  Sá, Neurilan Fraga, presidente da AMM; Edson Paulino, o Pelezinho; Domingos  Sávio, Nilton Borgato e Stéphano Carmo, Lair Mota, presidente da Empaer e Homero Florisbelo da Silva também participaram.

Tamanho 

Hoje, PSD comanda 26 prefeituras no Estado. Além disso, tem o vice-governador, a maior bancada da Assembleia com seis deputados estaduais, um deputado federal, um senador e o vereador mais votado da Capital dentre 182 vereadores eleitos pela sigla em todo Mato Grosso. (Com Assessoria

PSD faz relatório com erros e acertos a Taques e reivindica ficar na Sema

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| 17/01/2017, 09h:17 - Atualizado: 17/01/2017, 10h:10

O poder da boa decisão (3)

silmara bucair 400 artigo

Silmara Bucair

Escrevo este artigo num lugar bastante aprazível para mim. Na piscina do condomínio onde moro, de pernas para o ar (literalmente), sob um céu nublado, com anúncio de chuva iminente. Alguns respingos já posso sentir encostando em minha pele e isso me deixa muito, muito feliz!

Ao som de I Feel It Coming estando no "modo" repeat, quero poder dançar nas palavras e te contagiar com elas neste momento. Aceita o desafio? Então, vamos lá! Ah, e se você puder, busque primeiro essa música antes de continuar a leitura. Entenderá melhor o que estou falando.

O que te faz "verdadeiramente" feliz?

Pode parecer simples responder essa pergunta, mas não é. Acredite. Pois tem gente vivendo no automático sem saber o que, de fato, o faz "verdadeiramente" feliz. Entendendo que "ser" feliz e "estar" feliz já aponta para o estado/condição diferentes, não é novidade.

Certo? Okay!

Gosto muito de me aquietar para perceber se o que estou fazendo vai cumprir três princípios de vida estabelecidos por mim há anos e se vai promover o "ser" e o "estar" feliz.

Compartilho esses princípios...

Princípio 1 -  Posso ser e estar feliz sozinha?

Minhas escolhas pessoais e em qualquer pilar da vida vai respigar em alguém. Como quem pula na piscina, a água vai afetar com respingos mais intensos quem estiver próximo, mas, também, alcança quem estiver mais longe. A pergunta aqui, é: Qual a razão de eu estar decidindo por isso? Pensar em si mesmo sem negligenciar o outro revela inteligência emocional e grande capacidade de amar.

Princípio 2 -  Para qual fim é tudo isso?

A razão do propósito pode decretar o sucesso ou o fracasso. É como estabelecer um destino, mas não observar a rota e "estudá-lo" previamente, os prejuízos incalculados para o projeto durante a execução podem ser devastadores. Porque para realizar qualquer projeto, pequeno ou grande, é certo que algum prejuízo terá. Sendo assim, aquietar-se, calcular os custos, é prudente e salutar para o sucesso.

Princípio 3 - Como realizo o que tanto desejo?

Neste aspecto, preservar algumas condutas compartimentais podem fazer você desistir no terceiro obstáculo (se não for no primeiro) ou te capacitará a perseverar. A eficácia de um bom comportamento é favorável e propicia satisfação, contagiando muitos ao seu redor. 

Portanto, volto ao princípio: O que te faz "verdadeiramente" feliz?

Como você tem conduzido a sua felicidade? Para qual propósito existe tanto desempenho? Quem faz parte da sua (minha) felicidade?

Note: finalizei com os princípios de baixo para cima. Isso é pedagógico. Uma escada começa a existir pela base. Que você alcance o topo. É o que te desejo!

Até breve!

Silmara Bucair é empresária da Bendita Ajuda e Coach Integral Sistêmica - E-mail: atendimento@benditaajudaconsultoria.com.br - www.benditaajuda.com.br. 

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| 17/01/2017, 00h:00 - Atualizado: 16/01/2017, 17h:10

Tempo, tecnologia e amor

Olga_200_fora

        Olga Lustosa

Sabe quando a temporalidade do mundo contemporâneo, a experiência do tempo em si, parece estar derretendo dentro das linhas outrora sólidas de linearidade? Sabe, quando embarcamos numa viagem exploratória do mundo online e a vida se torna mais apressada, cheia de atividades e nós respondemos com mais impaciência, ansiedade e distração?

Sabe quando uma crescente inquietação pós-moderna e o tempo marcado pelo consumismo, liberdade, amor, tecnologia exercem forte e tirânica pressão nas nossas vidas? Sabe quando a relação do indivíduo consigo mesmo e com os outros, adquire um conceito novo e tudo baseia-se numa verdadeira metamorfose?

São consumidores consumindo e sendo consumidos no auge do processo de globalização, que atinge agora uma das fases mais agudas e extremas. Pois bem, na convergência entre identidade e consumo reside uma das principais características da nossa época.
Sabe quando você espera que seu celular esteja sempre tocando, que mensagens brilhem na tela para que se confirme que você tem um turbilhão de caminhos por onde deslizar? Não importa que as conexões tenham vidas curtas, que sejam de uma fragilidade irreparável. Há sempre novas promessas de relacionamentos para serem testadas.

Sabe quando o excesso de consumo desagrega nossas relações e as tornam fracas e fragmentadas? Mas é esta a chave da nossa felicidade!  Por incrível que pareça, estamos exibindo e compartilhando o retrato das experiências que dependem da imaginação mais do que da coragem, para quebrar a ordem e experimentar caminhos nunca antes vislumbrados.

Pois bem, toda essa experiência abrangente de viver o imediatismo, que reduz a durabilidade dos vínculos, o excessivo amor a si mesmo e a auto-imagem, a super exposição à luz dos efeitos da globalização, foi chamada de “modernidade líquida”, por Zygmunt Bauman, o adorável e sensível sociólogo polonês, um dos melhores do mundo e o melhor interprete do nosso tempo, que nos deixou semana passada, aos 91 anos de idade.

Ele estudou por mais de uma década e meia o fluxo da modernidade, o afrouxamento dos laços sociais, a reposição de pessoas nos relacionamentos, como se fossem peças necessárias para manter a máquina humana funcionando. A modernidade líquida é, portanto, a concepção de Bauman de como o mundo hoje nega os relacionamentos duradouros e sólidos que lutou tanto para criar e manter.

Não é necessariamente uma visão otimista da modernidade, porque a inquietação da vida, os recomeços constantes, o desapego as estruturas de relacionamentos confortáveis, a falta de preocupação com o outro, o exagerado apego a própria imagem, constatado nas sessões incessantes de fotos, através das selfies, onde estrelamos nossos próprios filmes e  nos dá o senso de domínio do nosso mundo e dos que nos cercam.

E por amigos, atendem todos que meramente foram adicionados às nossas redes sociais. E o amor? Não, não deve caber amor nesse universo moderno e líquido, diz Bauman num alerta, e acrescenta: “porque amor é, ou ameaça ser, o antídoto contra o narcisismo”.

Olga Borges Lustosa é socióloga, cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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Comentários (1)

  • Edval da Silva Campos | Terça-Feira, 17 de Janeiro de 2017, 08h18
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    Modernidade, é preciso sabedoria para conter tal ferramenta. Parabéns amiga, aprendo com você.........Boas Novas.

| 16/01/2017, 14h:56 - Atualizado: 16/01/2017, 15h:08

Janaina quer se legitimar líder da oposição e aposta no crescimento do grupo na AL


Marcos Lopes/ALMT

janaina riva 2.jpg

Janaina Riva, do PMDB, integra o grupo de seis deputados da oposição na Assembleia e alerta que a função de líder do grupo requer disposição para enfrentar as possíveis retaliações do Palácio Paiaguás

A deputada estadual Janaina Riva (PMDB), que exerce a liderança da oposição na Assembleia desde que Emanuel Pinheiro (PMDB) se licenciou para vencer a disputa pela Prefeitura de Cuiabá, defende eleições para definir o novo líder. “A intenção é abrir oportunidade para os colegas exercerem a função. Eu posso até continuar na liderança, mas faço questão do aval dos outros oposicionistas com uma eleição democrática”, declarou em entrevista ao

Além de Janaina, a oposição conta com os deputados estaduais Zeca Viana (PDT), Silvano Amaral (PMDB), Sebastião Rezende (PSC), Valdir Barranco (PT) e Allan Kardec (PT). O último era suplente e foi efetivado após Emanuel renunciar para assumir a chefia do Executivo cuiabano. 

Segundo Janaina, a função de líder da oposição requer disposição para enfrentar possíveis retaliações do Palácio Paiaguás. “O líder tem que estar disposto a fazer o enfrentamento com o Governo, que tem maioria na Casa. Além disso, precisa estar sempre atento às matérias em tramitação para pedir vista ou fazer o contraponto”, completou a peemedebista. 

Janaina  também avalia que a liderança da oposição desempenhará papel fundamental a partir de fevereiro quando a Lei do Teto dos Gastos Públicos, que congela salários dos servidores e limita investimentos, será apreciada na Assembleia. Para a deputada, o momento será propício para ampliar o número de deputados oposicionistas. 

De acordo com a peemedebista, existem deputados da base do Governo que são servidores públicos e sempre se recusam a votar contra as categorias como na polêmica da Revisão Geral Anual (RGA). “Já estamos dialogando com os deputados que são servidores. Tenho certeza que se o Executivo radicalizar, a oposição na Assembleia vai crescer”, concluiu Janaína. 

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Comentários (4)

  • Pedro Paulo | Terça-Feira, 17 de Janeiro de 2017, 11h39
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    Janaína RIVA esta muito bem instruída pelo seu pai JOSE RIVA, de certo vai crescer muito na politica.

  • marcos gonçalves | Terça-Feira, 17 de Janeiro de 2017, 10h57
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    a justiça precisa cobrar e restituir aos cofres de mt o dinheiro tirado pelos deputados secretários e o ex governador silval esse dinheiro esta fazendo muita falta para a saúde de mt ajuda ai deputada já que tão boa para cobrar

  • VALENTINO DEUNGARO SINOP MT | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 18h59
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    EM 2018 É JANAÍNA NELES, PARA POR O PSDB PARA CORRER DO GOVERNO, QUE ATÉ HOJE NÃO SABE O QUE FAZ, PARA ADMINISTRAR, O ESTADO, ESTA IGUAL CEGO EM TIROTEIO, NÃO SABE DA ONDE VEM TIRO;

  • Davi Cáceres | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 17h19
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    Janaína vc tem exercido uma liderança positiva, representando com altivez o parlamento, altivez cada vez mais rara diante da submissão da maioria ao Executivo, diante de acordos espúrios pelo comando de secretarias e liberação de emendas, como moeda de troca. Esperamos vc como candidata ao governo, ou no mínimo como vice do Zeca Viana. Abraço!

| 16/01/2017, 07h:29 - Atualizado: 16/01/2017, 17h:09

Religião e Sociedade

Sandra Alves articulista texto e capa

 Sandra Alves

As antigas religiões cultuavam deuses pessoais, que refletiam a imagem da própria humanidade que os havia criado. Desse comovente panteísmo primitivo a sociedade moderna está se encaminhando para um materialismo inconsequente, uma supervalorização do corpo, das coisas, do palpável, em detrimento da personalidade que em última análise independe do próprio corpo e das coisas porque perdura enquanto memória e realizações mesmo após a morte física daquela personalidade.

Uma personalidade é formada pelas lutas progressivas, desafios e evolução (ou mesmo involução) não só do indivíduo como do grupo em que ele está inserido. Pensamos em nós mesmos como uma unidade, mas podemos distinguir a experiência humana em pelo menos dois níveis.

O primeiro nível é o corpo, um organismo físico movido a base de reações eletroquímicas que em nada nos diferencia dos outros animais, simples ou complexos.

O segundo é a mente, realidade na qual nós percebemos nosso entorno, sentimos e pensamos, abrangendo não só nossa realidade consciente, mas também uma profunda dimensão inconsciente, sendo que esta última influencia profundamente nossas emoções, ainda que não nos apercebemos disso no dia a dia.

Segundo o materialismo, só existem estes níveis, mas aqueles que creem em uma doutrina religiosa, ainda que agnósticos (creem numa força superior, ainda que não nas religiões já estabelecidas), a mente se distingue do espirito, que é o sopro vital que nos distingue dos demais animais, pois somos seres movidos pela vontade pessoal e não somente pelo puro instinto. Nesse contexto, a alma representa um quarto e último nível da experiência humana, sendo a aquisição experiencial do espírito, toda a vivencia boa ou má do indivíduo até o final de sua existência material.

Segundo a crença das grandes religiões monoteístas que hoje são professadas pela maior parte da humanidade, somente a alma é imortal, sobrevivendo à morte física e destinada à ascensão ao paraíso, dentro de diferentes parâmetros de justiça e misericórdia divina que ao fim implicam simplesmente na colheita daquelas sementes que foram deliberadamente plantadas.

Esta motivação, em evidente crise numa sociedade materialista, foi o que paradoxalmente permitiu os elevados níveis de conforto e relativa paz nos dias de hoje. Por toda nossa tumultuada história das civilizações, foi a busca por uma vida virtuosa, motivada pela fé e apesar das terríveis limitações humanas, que levou a crescentes níveis de progressos na vida das sociedades, ainda que entremeadas por retrocessos representados por guerras e terríveis injustiças.

Enfim, independente da crença pessoal, é importante registrar a importância da fé nas imensas conquistas alcançadas pela humanidade em todos os níveis, pois a religião pode impregnar os quatro níveis da compreensão dos valores e implementação da fraternidade universal.

 No nível físico, promove a preservação de si mesmo. No nível social ou emocional promove o sentimento de fraternidade. No nível moral fomenta a razão e o senso de dever. E no nível espiritual desperta a consciência da fraternidade universal, do amor desinteressado, da maneira de viver segundo elevados padrões morais, justificados pela experiência religiosa.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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  • O Vigilante | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 13h23
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    O texto da articulista é falacioso... Basta pegar a sociedade brasileira (predominantemente "cristã"), que está à beira do caos social, e a Suécia (com 85% de ateus) e compararmos, para que se possa constatar em qual delas há mais prosperidade, senso de dever, melhor convívio social...

| 15/01/2017, 19h:27 - Atualizado: 15/01/2017, 19h:35

Corrupção e felicidade

alvaro fernando artigo 400

Álvaro Fernando

Talvez você se lembre do nome de quem matou Odete Roitman, mas ninguém sabe dizer, até hoje, quem matou PC Farias no chamado “crime que abalou o país”. A história está repleta de casos de corrupção em que o corrupto se dá muito mal. A maioria? Quem sabe?

O significado do termo por si só já apresenta seus dentes, pois “corrupta”, em latim, é a junção das palavras “cor” (coração) e “rupta” (quebra ou rompimento). Algo que, de cara, não me parece provocar um resultado bom ou convidativo: romper com o coração.

A origem do termo está no latim, mas a prática é muito mais antiga que a língua. Fico espantado quando vejo pessoas associarem a corrupção aos brasileiros. Olhe em volta, viaje à China para conhecer as fábricas de trabalho escravo de um quarto da população do planeta ou jogue um feixe de luz sobre a indústria bélica americana. Procure entender o que acontece na Somália, Líbia, Coréia do Norte, Venezuela, Camboja ou República do Congo.

Outro dia, em uma mesa de bar, um suíço questionou uma colombiana sobre como era a vida na Colômbia em contato com os traficantes. Ela, com calma e uma lucidez cortante, respondeu que quem deveria conhecer os traficantes era ele, pois é na Suíça que eles depositam todo dinheiro e encontram cobertura para o que fazem. Muito firme o ponto de atenção dela e isso tem um nome, chama-se: corrupção. A história nos apresenta líderes de países “desenvolvidos” da Europa mestres nessa “arte”.

O que fazer com todo este dinheiro? Alguns dirão: “para comprar o poder!” Mais poder? Poder para roubar? Roubar para poder? De certo, alguém já lhe fez a deliciosa pergunta: “o que você faria caso ganhasse uma bolada rechonchuda na loteria? O que faria se amanhã depositássemos um bilhão de reais em sua conta?”.

Muitos podem ainda ter o cuidado de questionar: “mas será um bilhão de reais que pertencem a mim ou um bilhão de dinheiro sujo, roubado dos cofres públicos?”. Considero uma boa pergunta, pois muda completamente a situação do beneficiado. Mas a dúvida inicial persiste: o que fazer com um valor tão colossal?

O despropósito dos valores é proporcional à falta de propósito na vida dos corruptos. Não há finalidade alguma, o rombo que se faz no cofre público é sem propósito. Sim! Para entender qual o propósito de cada uma na vida, é preciso pensar sobre os valores mais elevados e a aspiração individual de algo que valha a pena ser vivido.

Perceba que não há nesse momento um questionamento à falta de caráter ou cobrança por mais integridade, retidão e princípios, mas, sim, a constatação da importância do propósito de vida particular de cada um, aquilo que Aristóteles chama de ética – ou seja, reconhecer aquilo a que se aspira e dirigir-se nesse sentido. Na rota contrária a isso, o mundo contemporâneo demonstra ser capaz de produzir uma legião de líderes sem noção, razão, motivo, critério, senso, discernimento ou juízo.

Momento em que paramos para pensar: quem é essa pessoa? O que ela quer de verdade? Estamos no tempo certo para distinguir sucesso de felicidade! Afinal, quantas pessoas o mundo já produziu com uma carreira de sucesso e tremenda infelicidade?

Mais uma face desse espelho distorcido que engana a tantos: olhe no rosto daquele que você julgar corrupto, tente buscar um sinal de felicidade e não encontrarás! Agora, pense em alguém que você considera muito feliz, e o que aparece? Vamos lá! Busque na memória alguém de suas relações que você nomearia como uma pessoa “exemplo de felicidade”, e veja o que encontra: propósito de vida, altruísmo e generosidade.

Álvaro Fernando é escritor, autor de "Comunicação e Persuasão – O Poder do Diálogo", compositor de trilha sonora, vencedor de três leões em Cannes, duas medalhas em New York Festival e três estatuetas no London Festival. E-mail: ww.alvarofernando.com.br

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  • alex r | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 17h36
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    Muito bom! Há muito que a bússola da moral e a ética vem faltando no mundo de maneira geral, o capitalismo em si não é algo ruim porém o capitalismo predatório que está permeando o mundo é extremamente danoso.

Cáceres | 15/01/2017, 09h:50 - Atualizado: 15/01/2017, 09h:56

Francis nega aumentos de impostos e diz que os desvios na Saúde já foram sanados


O prefeito reeleito por Cáceres, Francis Maris (PSDB), afirmou que o aumento de impostos está descartado em sua gestão e defendeu que os problemas que enfrentou em relação a desvios na Secretária Municipal de Saúde estão sanados. 

Gilberto Leite

Francis Maris

 Francis Maris, prefeito reeleito de Cáceres, afirma que os desvios de medicamentos já foram sanados

O município foi alvo, em 2014, da operação “Fidare”, da Polícia Federal. Foi constatado a existência de um esquema de corrupção na pasta de saúde que envolvia as licitações e o desvio de remédios. Francis argumentou o esquema começou antes de sua chegada à prefeitura e que no começo de sua gestão “não tinha soro, não tinha Buscopan, não tinha nada”.

Ele afirmou a situação chegou a esse nível porque funcionários da Secretaria roubavam os medicamentos e os vendiam para algumas farmácias da cidade. Ainda garantiu que a situação, atualmente, está resolvida.

“Combatemos isso fazendo uma denúncia na Polícia Federal que acabou prendendo mais de 100 pessoas. Alguns desses presos eram inocentes que não deviam nada, diga-se de passagem. Mas a partir disso a situação foi melhorando. [Hoje em dia] não falta medicamento”, defendeu.

O prefeito afirmou, porém, que os gestores precisam continuar sendo cuidadoso com a questão. Segundo ele, a saúde no município está praticamente informatizada e todas as informações de entrada e saída de remédios estão monitoradas. “Se você não tiver meritocracia, se não tiver gestão, você não controla nada”, disse.

Francis também disse que a sua nova gestão será marcada pelo controle dos gastos públicos, já que o país ainda se encontra um momento de crise financeira. Ele foi taxativo sobre um possível aumento na carga tributária.

“Não faremos aumento de impostos e não iremos aumentar alíquota, vamos manter tudo a mesma coisa. É isso que a população cobra. A população paga muitos impostos, paga o nosso salário e nós precisamos devolver em obras”, comentou.

Além do não aumento dos tributos, ele comentou que já realizou cortes com combustíveis, na conta de telefone da prefeitura e que ainda proibiu licenças remuneradas. 

 Balanço

Reeleito prefeito de Cáceres com mais de 22 mil votos em 2016, o gestor avaliou seu primeiro mandato como positivo, apesar das dificuldades financeiras. Francis comentou que particularmente o ano passado teve que ser marcado por medidas “amargas e impopulares”.

Francis defendeu, porém, que as decisões foram compreendidas e que o reflexo disso acabou aparecendo nas urnas. “Nós conseguimos [fazer com] que a população entendesse que as medidas de austeridade eram necessárias. A prova disso é que nós ganhamos a eleição com 63%. Eu vou entrar para a história de Cáceres como primeiro prefeito reeleito, em 238 anos. Também sou o primeiro prefeito com uma diferença de quase 10 mil votos do segundo colocado. Isso é muito relevante para uma cidade em que as disputas são sempre muito acirradas”, comentou.

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  • Nilson | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 10h05
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    Enquanto Taques cria mais caos em seu governo numa saga vingativa contra os servidores Francis articula sua candidatura ao Paiaguás com facilidade. Conta hoje com a maioria dos prefeitos do PSDB e dos vereadores, que não veem suas reivindicações atendidas pelo governador e sentem que o desgaste de Taques interfere em seus próprios projetos políticos.

  • Gilvan | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 02h09
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    Os desvios na saúde foram no governo anterior. A partir do pedido de investigação que Francis protocolou na Polícia Federal os envolvidos foram responsabilizados. Pelos ataques que estão orquestrando contra ele está claro que tem alguns figurões do PSDB preocupados. Se o Aécio foi padrinho de Taques, Alkmin já garantiu que se Francis decidir sair ao governo pelo PSDB terá uma prévia interna. Pesquisas realizadas pelo PSDB demonstram um rejeição muito grande a Taques. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

  • Leonardo | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 00h37
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    Próximo governador de Mato Grosso se decidir se lançar internamente contra Taques no PSDB.

| 15/01/2017, 00h:00 - Atualizado: 13/01/2017, 08h:36

Sindicatos: instrumentos de luta

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   Jackelyne Pontes

Todos sabemos que uma categoria profissional unida e bem representada é uma categoria forte. Essa representação política, institucionalizada, visando suprir as necessidades de uma classe, influencia e até mesmo pode determinar mudanças importantes em prol do grupo. Conquistas históricas foram alcançadas quando a junção de ideias acontece em torno de um ideal, um objetivo comum.

Entretanto, atualmente esse modelo de representação encontra-se desgastado por atender a interesses particulares, ser anti democrático e filiar-se a grupos econômicos e políticos, resumindo o objetivo maior que é a busca do bem comum à politicagem.

O sindicalismo é uma modalidade de representação profissional baseada na mobilização, na organização e nos princípios de coletividade, trabalhando para efetuar uma mudança na estrutura do poder organizacional e teve a origem na colonização dos países europeus, mais especialmente na Revolução Industrial, na luta de interesses econômicos entre sociedade detentora da máquina a vapor e do capital, que explorava os trabalhadores, exigindo uma grande produção, em uma jornada árdua de trabalho, sem garantias ou estabilidade e sem amparo político.

Hoje não precisamos ir muito longe para notarmos que a situação dos trabalhadores continua preocupante. A precarização do vínculo empregatício, as más condições de trabalho, a ausência de uma política de formação continuada, pois o profissional necessita de atualizar-se constantemente para oferecer um serviço de qualidade, e até mesmo a falta de respeito por parte dos gestores para com a categoria pode ser constatada muito perto dos olhos: nos postos de saúde, nas clínicas odontológicas, nos pronto-socorros, nos hospitais da rede pública, enfim, na rede de assistência à saúde pública.

Com a deliberação de trabalhar visando melhorias para a classe, levando em consideração a vontade do coletivo, e sabendo ser a união de ideias um forte instrumento para a gigantesca mudança estrutural e de postura dos gestores e da população em relação aos profissionais que dele fazem parte, e sabendo que se recebidos, ouvidos e principalmente respeitados, obteremos uma resposta positiva à sociedade, que é o nosso foco, é o que o Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) vem arduamente trabalhando, na pessoa de sua presidente, de toda a diretoria e dos filiados.

É o Sinodonto que dá suporte aos cirurgiões-dentistas do Estado nas lutas, é um serviço dispendioso. E sendo o sindicato uma entidade sem fins lucrativos depende quase que exclusivamente da contribuição sindical para sobreviver. Ou seja, quem dá condições de trabalhar em prol da classe é o próprio sindicalizado, que estando em dias com as obrigações faz de sua casa, pois o Sinodonto é a nossa casa, uma fortaleza.

Sendo assim, nós profissionais devemos nos filiar aos nossos sindicatos, nos inteirando das atividades, participarmos ativamente da rotina e nos envolvermos de maneira efetiva para que as conquistas da classe sejam sólidas, e só assim quando precisarmos chegar ao extremo de ter que vender pizza para continuarmos sobrevivendo e prestando serviços à categoria, o faremos de pronto, ou nem o precisaremos.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, diretora do Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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  • VALENTINO DEUNGARO SINOP MT | Domingo, 15 de Janeiro de 2017, 08h12
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    COM A CREDIBILIDADE DO PSDB EM BAIXA E O GOVERNADOR QUERENDO SER UM SUPER ESTAR, O PARTIDO PERDE ELEITOR TODOS OS DIAS EM MATO GROSSO, E PERDERA MUITO MAIS EM 2018 COM ABERTURA DA JANELA A ONDE VÁRIOS DEPUTADOS DEIXARAM A BASE DO GOVERNADOR, PARA COMPOR COM GRUPOS DE OPOSIÇÃO AO PSDB E AO GOVERNO DE PEDRO TAQUES;

Brasília | 14/01/2017, 08h:20 - Atualizado: 14/01/2017, 08h:25

Fabio faz avaliação positiva e acredita que bancada ajudou MT a enfrentar crise fiscal


O deputado federal Fabio Garcia (PSB), que está deixando a coordenação da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional em fevereiro, avalia a própria atuação como positiva.  Segundo ele, a função permitiu a defesa de recursos fundamentais para ajudar o Estado a enfrentar a crise financeira.    

 

Assessoria

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 Fabio Garcia, que deixa a coordenação da bancada em fevereiro, destaca ajuda financeira ao Estado

“Somente em 2016 Mato Grosso  recebeu dois FEX,  totalizando quase R$ 1 bilhão. Além disso, o governo federal liberou recursos provenientes da  repatriação  do dinheiro dos brasileiros que estava  depositado  no exterior. A atuação da bancada foi decisiva”, declarou Fabio Garcia. 

O socialista ainda lembrou que Mato Grosso recebeu R$ 168 milhões através das emendas de bancada. Deste total,  R$ 100 milhões foram destinados à saúde. 

“Garantimos R$ 80 milhões para equipar o novo Pronto Socorro de Cuiabá com equipamentos de primeira qualidade e R$ 20 milhões para os hospitais regionais. Os outros R$ 68 milhões foram para regularização fundiária. A Bancada ajudou muito Mato Grosso a atravessar período de dificuldade fiscal’, concluiu. 

Fabio Garcia será substituído na coordenação da bancada de Mato Grosso pelo deputado federal Victório Galli (PSC). O parlamentar já conta com o voto de seis dos 11 integrantes. 

Além do próprio voto, Galli tem apoio de Fabio Garcia, dos deputados federais Nilson Leitão (PSDB), Adilton Sachetti (PSB), Ezequiel Fonseca (PP) e do senador  José Medeiros (PSD). Todos são aliados do governador Pedro Taques (PSDB).

O deputado federal Valtenir Pereira (PMDB) também pleiteia a coordenação da bancada de Mato Grosso. Entretanto, dificilmente será o escolhido. Ainda assim, tenta cooptar os votos dos deputados federais Carlos Bezerra (PMDB) e Ságuas Moraes (PT), além dos senadores Wellington Fagundes (PR) e Cidinho Santos (PR). 

Valtenir crê em apoio de Temer para viabilizar a liderança da bancada

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| 14/01/2017, 05h:54 - Atualizado: 14/01/2017, 06h:10

Uber ou Táxi?

Akio Maluf Sasaki

Akio Maluf Sasaki

Um a cada um cidadão que conheço já cogitou experimentar o Uber ou se tornou um passageiro frequente deste novo meio de locomoção, seja pela facilidade, seja pela praticidade e até mesmo pelo preço.

Mas, será que já paramos para refletir qual o melhor serviço? Qual o mais seguro? Qual irá atender melhor o usuário? Qual é mais econômico? É um serviço clandestino?

No que diz respeito ao serviço, é complicado dizer que os táxis oferecem serviço melhor. Quem nunca foi extorquido na saída de um show? Quem não teve uma corrida recusada pois não valia a pena sair da “fila” para aquele destino? Pior, quem não foi obrigado a andar sem ar condicionado no calor de meio dia?

E o Uber? Para se credenciar é preciso possuir um carro com até 4 anos de fabricação, rodar com ar ligado para os passageiros e outros detalhes mais, além de que você recebe avaliações dos usuários, situação que seleciona “naturalmente” os motoristas e você não cai em uma roleta russa de serviço.

No quesito segurança, bem, este ainda é um tanto quanto incerto e é a maior alegação dos taxistas, pois garantem que precisam apresentar ficha criminal e afins para “rodar” e os “ubers” não. Mas quem aqui nunca andou com um policial fazendo bico? Um pedreiro? Bombeiro? Cantor? Detalhe, sem licença, sempre no carro emprestado do amigo. Ou seja, não dá para avaliar neste ponto.

No caso do Uber é possível dizer que eles possuem o mesmo seguro que os táxis para o transporte de pessoas, mas não possuem a “avaliação criminal” exigida dos táxis. Deve-se frisar que são analisados pela sociedade e pelo aplicativo, ou seja, pode até ser que ocorram incidentes, mas serão isolados e os “problemáticos” não terão corridas, situação bem diferente do que ocorre com os taxistas.

Em termos de atendimento, bem, acredito não precisar nem dizer qual serviço está atendendo melhor a população cuiabana, vez que o Uber tem sido chamado atenção pela falta de motoristas ou por eles estarem sempre lotados. Ou seja, o serviço é um sucesso.

Sobre a suposta clandestinidade alegada por alguns, nenhum tribunal reconheceu e, até, derrubou todas as leis que tentaram coibir o uso do aplicativo ou a manutenção do serviço, pois entendem que a prestação de serviço privado de transporte é legítimo, correto e está sendo praticado pagando-se os impostos devidos. Detalhe, o serviço de táxi possui algumas isenções de impostos que o Uber não tem.

Por fim, apesar dos conflitos entre taxistas e motoristas do Uber - como, por exemplo, o ato de quebrar o carro de um motorista do Uber feito por taxistas no Aeroporto - acredito que ambos possam conviver pacificamente e que ambos os serviços tendem apenas a evoluir com a concorrência, mas aproveito para dizer que dificilmente voltaria a utilizar o serviço de um táxi, seja pelas incontáveis vezes em que fui extorquido ou até mesmo pelas vezes em que minha corrida foi recusada por não se interessarem pelo valor.

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  • Elaine | Sábado, 14 de Janeiro de 2017, 08h42
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    Perfeito, exatamente no contexto... Só tenho utilizado o Uber e stenho indicado a todos...

  • Ronegacruz Cruz | Sábado, 14 de Janeiro de 2017, 07h46
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    Uber, os motorista são mais educado e etende mais de turismo dq os taxista. São preparados sim tem dumentação em dias, oq não importa é a profissão deles particular, se lixeiro ou coveiro

BASE "ALIJADA" | 13/01/2017, 16h:05 - Atualizado: 13/01/2017, 16h:15

PSD rebate Leitão e cita legitimidade para conquistar mais espaço no governo Taques


Gilberto Leite

Tampinha

Deputado federal Tampinha disse que não pega bem para Leitão falar de “cobrança de cargos” sendo que o Governo passa por ampla reforma e está distribuindo cargos a diversas siglas, inclusive o PSDB

Líderes do  PSD não digeriram bem as insinuações do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) que criticou a reivindicação de  partidos por cargos na gestão Pedro Taques (PSDB) .

 Ao contrário do que disse o tucano, os representantes do PSD afirmam que querem maior participação nas decisões políticas e, também, colaborar com a construção de uma agenda positiva para o Governo do Estado. 

Integrante da base aliada do governo, o partido do vice-governador Carlos Fávaro (PSD) alega ser desproporcional a influência exercida atualmente nas decisões governamentais com o tamanho da sigla.

 Hoje, o PSD comanda 26 prefeituras no Estado, tem seis representantes na Assembleia, além de um deputado federal, um senador e o vice-governador. Mesmo assim, está à frente interinamente apenas da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), por meio do Carlos Fávaro.

 O deputado federal José Augusto Curvo, o Tampinha, ressalta que os líderes partidários estão, sim, se posicionando por maior participação e representatividade no Governo, mas que a reivindicação nada tem a ver com pleitear cargos. “O próprio Pedro Taques pediu ajuda do PSD para sair da crise. Então, fomos até o governador e apresentamos uma agenda positiva ao Estado de Mato Grosso”, relembra.

 Enfático, o deputado federal destacou que não pega bem para Nilson Leitão falar de “cobrança de cargos” sendo que o Governo Pedro Taques passa por ampla reforma e está distribuindo cargos a diversos partidos, inclusive ao PSDB. “Mas não foi somente o PSDB que ajudou a eleger o governo Pedro Taques. Temos segurança e legitimidade quando falamos em conquistar um espaço maior na administração estadual. Um governador não governa sozinho e o PSD tem pessoas capacitadas para dar essa contribuição, como qualquer outro partido. O PSD não pode estar junto só na hora de eleger ou de votar de acordo com a orientação do governo”, cita Tampinha.

 A citação do deputado referente  a alguns embates travados ao longo de 2016 na Assembleia, em que Taques teve apoio irrestrito do PSD. “Fomos aliados nos momentos mais críticos do Governo, nunca nos esquivamos e expomos nossos representantes em prol da governança. Isso sim é ser companheiro”, afirma Tampinha.

 Uma decisão mais concreta do PSD deve ser anunciada na próxima semana, após uma reunião agendada para a próxima segunda  (16), na sede do partido.

Leitão afirma que não é hora para as siglas cobrarem cargos  

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  • Davi | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 17h22
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    Leitão, Maluf e Taques estão antecipando a disputa eleitoral por receio da movimentação interna em prol da candidatura do prefeito e empresário cacerense Francis Maris. Uma ala muito forte dentro do partido, com o apoio de prefeitos do interior e apoio externo do atual prefeito de Rondonópolis e do senador Blairo Maggi, querem levar o nome do milionário a referendo interno no PSDB contra a candidatura Taques. Cogita-se que o agronegócio irá acompanhar Maggi, que rachou com Taques e que os servidores, que sempre apoiaram Taques estão descontentes, situação nítida na eleição municipal de Cuiabá.

| 13/01/2017, 12h:50 - Atualizado: 13/01/2017, 12h:54

Emendas a deputados chegam a R$ 5,3 mi; governo vai analisar prioridades, diz líder


A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017, já aprovada em segunda votação na Assembleia, destina R$ 5,3 milhões em emendas parlamentares para cada um dos 24 deputados estaduais. O valor corresponde a 1% da receita corrente liquida do Estado do exercício anterior, como prevê a Lei das Emendas Impositivas.  Os deputados costumam utilizar as emendas para destinar recursos aos municípios de sua base política.

Entretanto, o presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) afirma que os deputados estaduais estão cobrando clareza do Executivo sobre a liberação das emendas parlamentares. Em  2016, o Governo do Estado liberou somente R$ 2,4 milhões para cada parlamentar, o que corresponde a 40% dos R$ 4,8 milhões a que teriam direito.  “Apesar de termos emendas impositivas, o governo não teve caixa para pagar. Por isso, houve discordância sobre valor das emendas”, lembrou Maluf.

Marcos Lopes

AL servidores 2

Os deputados da Assembleia poderão receber até R$ 5,3 milhões em emendas parlamentares

O tucano também pontuou que acabou sendo pactuado o valor de R$ 2,4 milhões e o Executivo já cumpriu com 90% desse valor. “Então, tem que haver a clareza. Precisamos saber o valor das emendas parlamentares em 2017. A definição depende do entendimento entre o governo e a base”, completou. 

O líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), afirma que caberá ao governo analisar se haverá orçamento para contemplar as emendas. Por isso, não descarta que tenha vetos.

Entretanto, lembra que a base governista antecipou de vetar aquelas que retiravam recurso de um local e destinada para outro. “Tinha emenda retirando recurso do hospital de Cáceres e mandando para o de Rondonópolis”, exemplifica o democrata ao .

De todo modo, Dilmar explica o governo tem respeitado as emendas dos parlamentares, mas analisará qual a prioridade da gestão. “Hoje a prioridade do governo é pagar salário em dia dos servidores, colocar em dia os repasses da saúde aos municípios, além das áreas da educação e segurança”, ressalta o parlamentar.

O líder do Executivo prevê ainda que as emendas devem ser pagas aos poucos, para evitar o comprometimento do orçamento. “Os três primeiros meses são desastrosos economicamente. O governo vai fazer análise para verificar se será diluído ou não (os pagamentos)”, salienta.

 Executivo libera R$ 10,5 milhões em emendas, mas exclui oposicionistas

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| 13/01/2017, 07h:33 - Atualizado: 13/01/2017, 07h:38

Censo carcerário, proposta humilhante

edesio do carmo artigo 400

          Edésio Adorno

Uma montanha de dinheiro de dimensão amazônica será torrada para pretensamente reformar o sistema penitenciário do país. Para se ter noção da proporção estratosférica da tungada aos cofres da pátria, a presidente do STF e chefe do CNJ, ministra Carmem Lucia, pretende queimar quase R$ 20 milhões apenas para saber quantos detentos existem no país e quais as condições das penitenciárias.

A ideia do censo carcerário é devastadora para o governo federal, aterradora para os governos estaduais, humilhante para os congressistas, pavorosa para o Judiciário, atordoante para o Ministério Público e estupefaciente para o contribuinte. Uma constatação vergonhosa. As autoridades responsáveis pela segurança nacional desconhecem e ignoram a realidade do sistema penitenciário do país.

A proposta do censo desmascara a todos, humilha o cidadão e força uma pergunta: como bilhões podem ser jogados anualmente em um sistema que ninguém conhece em profundidade? Em plena era cibernética, natural seria que esses dados atualizados estivessem ao alcance de um simples click. Ou será que ainda não temos tecnologia para tanto?

As autoridades não sabem quantos reeducandos estão inseridos no sistema, como eles vivem e quais são as reais condições das penitenciárias, mas seguramente sabem que nosso rebanho bovino é de 212,3 milhões de cabeças; sabem com precisão de GPs quantos hectares de soja foram plantadas e qual a previsão de safra de grãos por Estado; e também quantos frangos ou porcos serão abatidos e o tamanho da importância deste setor para o país.

Gado que vive à solta no pasto é fácil contar, já para contar e recontar detentos que vivem engaiolados nos bretes das fétidas e nauseabundas cadeias é preciso gastar quase R$ 20 milhões. Essa brincadeira não tem graça.

Como sou pautado por minha consciência e não escrevo com a preocupação de agradar ou desagradar, tendo em vista que disse isso várias vezes, afirmo, extreme do medo de errar, que assim que o odor do sangue dos mortos nas carnificinas de Manaus e Roraima for dissipado, tudo volta ao status quo anterior.

As reformas serão feitas para não mudar nada, o Plano Nacional de Segurança Pública apresentado pelo governo federal vai cair em esquecimento antes mesmo do Carnaval, até porque é uma peça superficial, sem conteúdo e incapaz de gerar efeitos práticos na redução da criminalidade ou de humanização dos presídios.

A construção em cada região do país de um presídio de segurança máxima é outra lorota ou miragem temerária de Temer. As obras serão licitadas, as empreiteiras vão deitar e rolar com o dinheiro do contribuinte, os presidiários vão continuar recebendo tratamento contrário ao bem-estar animal, a criminalidade não será contida, o cidadão vai permanecer preso em casa e correndo risco de morte a cada vez que colocar os pés na rua.

E mais, já terminando: os narcotraficantes e os mercadores de armas vão continuar reinando absolutos. Sem essa fonte de renda a economia desmonta e o país vai à bancarrota. E atenção, essa constatação sombria é do jornalista José Arbex Junior em seu livro “Narcotráfico - Um Jogo de Poder nas Américas”, 1993, editora Moderna.

De acordo com Arbex, “O narcotráfico forma um império de 500 bilhões de dólares anuais, corrompe os Poderes constituídos, políticos e policiais e compra a indústria e o comércio de países inteiros. (...) As máfias do narcotráfico formam “Estados dentro do Estado”, com suas próprias leis e exército”.

Para desmantelar essa poderosa indústria transnacional o histriônico e falastrão ministro da justiça, Alexandre de Moraes, ungido pelo acabrunhado presidente Michel Temer, se arma de facão e de grandiloquente retórica e se lança, como um cavaleiro do apocalipse, no intrépido combate ao narcotráfico. A gente sabe, por antecipação, aonde esse tipo de cruzada começa e onde termina: exatamente no mesmo lugar.

Ah, se você pensa que o agronegócio ou setor primário intercalado com o secundário sustentam nossa base econômica, desculpa, mas, como diria aquele comercial: sabe de nada, inocente!

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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  • Julia Maria | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 09h42
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    Isso é uma vergonha, o governo saber quantos presos e como vivem esses presos no Brasil. Só Deus na causa. Tudo é motivo para gastar dinheiro. 20 milhçoes daria para melhorar o sistema. Afff

| 13/01/2017, 00h:00 - Atualizado: 12/01/2017, 23h:22

Modernidade líquida

ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Percebo que os coxinhas e os mentores do golpe contra a democracia entraram em parafuso porque a combinação não funcionou, o produto “vendido” não pode ser entregue. Cassaram o mandado de uma mulher eleita de modo legítimo, colocaram uma quadrilha no poder, cuja primeira iniciativa foi desarticular a CGU (Controladoria Geral da União), órgão que investigava e punia a corrupção.

Um dos objetivos do golpe era entregar o Brasil e suas riquezas para os ianques, mas com a eleição do bobalhão do Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os golpistas não sabem o que fazer. E o país caminha para o buraco em ritmo acelerado.

Mato Grosso também é vítima, inclusive porque Pedro Taques se orgulha de apoiar os golpistas Aécio Neves e Michel Temer desde sempre, o que é um absurdo, alguém se autoproclamar “legalista”, “moderno” e apoiar políticas ultraconservadoras que acreditávamos já superadas em nosso país, principalmente os golpes.

Trago o título da obra do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que nos deixou na última semana, para discorrer sobre as tendências que vejo para este ano de 2017, em relação à administração do poder Executivo de Mato Grosso, sob a batuta de Pedro Taques, que desde o início do seu mandato (mesmo que na campanha tenha se apresentado como o “novo”), já apontava que uma onda conservadora que se abateria sobre o nosso Estado. E, assim, o que era para ser o “novo”, de repente se fez tão velho, retrógrado e antiquado que até mesmo práticas que imaginávamos há muito terem sido extintas, venham agora ressuscitar, tal qual um “Retorno das Múmias”.

No livro a que me refiro, no título Bauman entendia que a “Modernidade Líquida” compreende um período de intensa mudança na humanidade, tudo que era sólido se liquidificou. De acordo com o conceito, segundo o autor, “nossos acordos agora são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso”.

É a visão pessimista que tenho do governo estadual, diante do acúmulo histórico destes dois anos de mandato de Taques, somadas as trapalhadas de alguns assessores, a maluquice de outros, a incompetência de muitos deles, e a desonestidade dos que estão presos (e de outros que deverão conhecer o xilindró muito em breve). Isso se o promotor e a juíza deixarem de absolver uns por antecipação!

Veja bem.

Na campanha eleitoral, o atual governador falava com críticas ácidas sobre os tais excessos de arrecadação e o envio de recursos financeiros extraordinários para a Assembleia Legislativa, mas isso não mudou nada com a “nova direção”. Os deputados continuam recebendo mimos representados por repasses polpudos, que aumentam conforme são necessários mais votos para os projetos que ele pretende aprovar. Nem sempre esses projetos são os melhores para os trabalhadores, e menos ainda para Mato Grosso.

E, para piorar, Taques dá os mesmos “excessos de arrecadação” (que é muita grana) para o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e para algumas empresas de comunicação. Estas levam R$ 70 milhões, quase o dobro dos R$ 40 milhões que Silval repassava.

Com relação à secretaria de Educação, ressalvado que ainda não se puniu o rombo criado por uma quadrilha que ali se instalou para dar vazão aos interesses do PSDB em custear a campanha eleitoral, num caixa 2 que o Tribunal Eleitoral finge que não sabe, é boa a notícia de que será aberto concurso público para a área de técnicos e professores. Mas é estranho existirem 15 mil contratados e o concurso só oferecer umas 3 mil vagas, o que pode significar que está se “jogando pra torcida”, uma simulação de que se deseja fazer a coisa certa, quando na verdade não existe uma réstia sequer de boa intenção.

O Detran é um caso à parte, uma autarquia que já foi referência em bom atendimento e qualidade na prestação de seus serviços, em matéria de tecnologia e era motivo de orgulho para o nosso povo. Imaginando que era boa ideia colocar um delegado de Polícia na gestão daquele órgão, e que tudo iria melhorar da noite para o dia, decidiu Taques estender os poderes da Delegacia Fazendária ao Departamento de Trânsito, e essa burrada penaliza a sociedade todos os dias.

Delegado de Polícia é competente para fazer gestão de inquérito policial onde há a supremacia estatal, o poder de requisitar, enfim, não se trata de um produto que requeira as habilidades de um administrador (que trata com gentes, servidores e usuários do serviço público). Portanto, delegado de Polícia não é gestor e isso explica porque houve o fechamento de diversas unidades de atendimento descentralizadas, em que os serviços de vistoria, emplacamento de veículos e outros, eram prestados para a sociedade.

Na época o sindicato dos servidores do Detran protestou contra as medidas, e pediu inclusive um concurso público e a nomeação e servidores comprometidos com o serviço. Em troca disso seus dirigentes sofreram perseguição do governador. A bem da verdade, o ex-governador que está “de férias” no presídio também tinha o sindicato como desafeto, quando este denunciava as irregularidades e pedia respeito aos trabalhadores e aos contribuintes.

Há coisas que “não Consignum” entender.

Por que a pessoa compra um veículo financiado e precisa pagar uma taxa de R$ 120 reais para registrar um tal gravame. Esse dinheiro é embolsado por uma empresa particular, mas quase nada fica com o Estado? O processo de registro de gravame (financiamento) é simples, basta digitar nos computadores do Detran e isso poderia ser feito por servidores do órgão.

Mas a burocracia é tanta que até mesmo uma assinatura em documento feita diante do servidor do Detran e, no interior do órgão, precisa ser levada a reconhecimento de cartórios extrajudiciais. Há documentos que são produzidos pelo Detran, que estão na base de dados do órgão, que o contribuinte precisa autenticar, se não o processo não anda.

Por que isso, “seo” Taques?

Paro por aqui a análise de setores emperrados da gestão Taques, e continuo em outro momento, porque o acervo de erros é grande e todo dia é ampliado.

Gestão se faz com competência, amor à causa e conhecimento. Nomear amigos, pessoas investigadas por improbidade, políticos sem qualquer preparo, não irá em nada melhorar a imagem de Taques perante a sociedade. Nem que gaste mais R$ 70 milhões com pagamento pela “limpeza” por meio de propaganda.

O fim dos penduricalhos do tipo dos gabinetes extraordinários, cessar a distribuição de cargos de chefia a políticos e partidos, é uma medida que se espera. A taxação do agronegócio é outra decisão que precisa ser tomada, custe o que custar. São bilhões que escapam dos cofres todos os anos com a farra fiscal (isenções, incentivos fiscais etc.).

Fecho com uma frase de Bauman, sobre as políticas de distribuição de renda no Brasil concedida ao jornalista Alberto Dines, em 2015: “Vocês estão no caminho certo e eu espero de todo o meu coração que vocês cheguem lá. Eu apenas direi que os representantes de 66 governos do mundo vieram para o Rio de Janeiro para se consultarem, para aprenderem sobre a experiência de retirar 22 milhões de pessoas da pobreza. Ninguém mais repetiu esse milagre, só o Brasil. Desejo que continuem isso, mas também agora algumas deficiências estão vindo à tona”.

Mesmo tantas vezes atacados por Pedro Taques, em razão do seu apoio ao golpe e a Aécio Neves, não há dúvidas de que os governos Lula/Dilma fizeram muitas coisas boas para o Brasil e seu povo, que agora, paulatinamente, vem sendo destruídas pelo que há de pior na politicalha brasileira. Mas o excesso de incompetência, a falta de preparo e a carência de vergonha na cara dos golpistas já começam a ser demonstradas à luz do dia.

Um sincero arrependimento sobre os erros e “barcos furados” é recomendável e faz bem, a correção de rumos muito mais ainda, isso, porque existe espaços para a restauração da democracia que nos foi roubada. Já tenho visto cidadãos comuns, que se vestiram de verde e amarelo, que produziram vídeos no Youtube e reproduziram os discursos dos Bolsonaros e nazi-doidos, admitindo que perderam. É como diz um ditado: “Errar é humano”, mas permanecer nesse erro, mais do que burrice, é uma cretinice diabólica.

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (3)

  • AMA | Segunda-Feira, 16 de Janeiro de 2017, 18h12
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    Parabéns pelo texto caro autor. Apesar de não concordar com muitos desmandos da era Lula/Dilma, pois a plataforma defendida pelo PT antes de assumirem o executivo não é nada parecida com a época da gestão desse país. Ficaram totalmente distorcidas a propostas as quais levaram a população quase que em peso votarem inicialmente no partido dos trabalhadores. Apesar do Partido ter feito inclusão social não compensou pelo fato de admitirem uma corrupção desenfreada país afora. Não vale a pena ajudar as classes miseráveis utilizando métodos de gestão ilegais, mesmo que alegassem que fizeram isso para obter os votos do congresso com a compra dos deputados corruptos. Mas voltando ao nosso governador, concordo em gênero, número e grau com suas explanações, um homem que se elegeu por um partido e, logo em seguida, pulou para outro não merece confiança, tal qual o PT, prometeu defender a lei e a moral e, logo em seguida, fez tudo ao contrário, tanto o PT quanto o Pedro Taques, foram pior que a encomenda.

  • Política Populista | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 11h25
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    Asneiras, sempre defendendo a roubalheira dos governos petistas e o rombo das contas públicas. Nem uma criança de 5 anos acredita que o buraco em que o Lula e a Dilma nos meteu será tampado em menos de 10 anos...o plano real levou quase uma década para colocar o Brasil num ritmo econômico onde o povo pudesse viver...não foi o Lula e nem a Dilma...foi o ITAMAR e o FHC...lá em idos de 1994...e o PT destruiu isso tudo em pouco tempo. PETROBRÁS, BNDES, BANCO DO BRASIL, CAIXA, tudo...tudo mesmo! Para os países onde a democracia não existe e o povo é subjulgado (Venezuela, Bolívia, etc...), foram concedidos BILHÕES DE DÓLARES EM EMPRÉSTIMOS À FUNDO PERDIDO! ISSO O PT NÃO FALA...O BRASIL FOI LEVADO PARA O BURACO POR ESSA POLÍTICA POPULISTA QUE NÃO SE SUSTENTA...onde um trabalhador tem que sustentar outros três que não querem trabalhar! Graças ao bom Deus acabou, agora é esperar a recuperação, que vai levar, no mínimo, uns 10 anos, para consertar toda essa baderna. Quem sabe nossos netos poderão usufruir da estabilidade econômica que foi jogada no lixo pela política populista do PT!

  • Isa | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 01h46
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    Parabéns pela lucidez e serenidade.

BASE "ALIJADA" | 12/01/2017, 14h:47 - Atualizado: 12/01/2017, 15h:07

Leitão afirma que não é hora para as siglas cobrarem cargos e, sim, ajudar na gestão


Gilberto Leite/Rdnews

Deputado Federal Nilson Leitão

Apesar de não citar nomes, resposta do deputado federal Nilson Leitão, presidente do PSDB estadual é direcionada ao PSD que ameaçou deixar a base governista caso não consiga mais espaço na gestão

O presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, considera que o momento é para os partidos que elegeram o governador Pedro Taques (PSDB) ao Palácio Paiaguás ajudarem na gestão e não cobrarem cargos, principalmente, em situação de crise. “Agora é hora de saber quem é companheiro e quem não é. E não para pedir troca de favores”, afirma o tucano no evento de entrega de ambulâncias, nesta quinta (12).

Apesar de não citar nomes, a resposta do deputado é direcionada ao PSD que ameaçou deixar a base governista caso não consiga mais espaço na gestão. O assunto será debatido nas instâncias partidárias após o dia 20, quando o vice-governador Carlos Fávaro retorna das férias.

De todo modo, Leitão acredita que o governador saberá sair dessa situação e contornar a insatisfação da sigla socialista-democrata. “Não é cobrança por cargos, mas sim, por um espaço maior. Isso é normal e acaba sendo um velho jogo do passado”, ameniza otucano.

O dirigente do PSDB afirma ainda que o partido irá se reunir com o governador para discutir o modelo de gestão, os problemas e as soluções. “O partido tem sua estrutura que também vai sentar e discutir”, revela.

Acerca do PSB ter sido mais contemplado que o PSD em relação a cargos, Leitão afirma que é normal quando se finda uma gestão, como do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), que secretários sejam reaproveitados no Governo. “Aquele que serve para ajudar vem para o Estado, sem problema algum. Aquele que não tem a mesma qualidade que o governador enxerga não deve vir para o Estado”, ressalta.

PSB

O chefe da Casa Civil, em entrevista à Rádio Capital FM, revelou que o PSB já chancelou a indicação de cinco integrantes da equipe do ex-prefeito Mauro para o secretariado de Taques. A lista inclui os ex-secretários Thiago França (Mobilidade Urbana); Alan Porto (Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano); João Batista (Governo e Comunicação); Alberto Machado (Cultura); e Beto Corrêa, que dirigiu a pasta de Governo antes da reforma administrativa realizada ainda em 2015. 

Os cinco se somariam aos recém nomeados Kleber Lima (Comunicação), Guilherme Muller (Planejamento) e Rogério Gallo (Procuradoria Geral do Estado). Desde o início da gestão, o PSB mantém na equipe Suelme Evangelista (Agricultura Familiar e Regularização Fundiária).

Descontente com falta de espaço, PSD cogita romper com Taques e deixar base

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Comentários (4)

  • sinop | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 10h02
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    sinop , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Wanderson | Quinta-Feira, 12 de Janeiro de 2017, 21h38
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    Nilsson leitão vc tem que explicar o caso seduc que ainda não está esclarecido e dizem que a farra lá continua e está sob o comando do psdb.

  • Márcio | Quinta-Feira, 12 de Janeiro de 2017, 17h31
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    Em outras palavras: o PSD é um partido de pessoas desprovidas de competência para participar do governo.

  • Rodrigo | Quinta-Feira, 12 de Janeiro de 2017, 17h10
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    Acho que o PSDB acaba de mandar o PSD pro inferno. Se eles não romperem agora, não rompem mais. Síndrome de Estocolmo.

| 12/01/2017, 08h:56 - Atualizado: 12/01/2017, 09h:17

5 motivos da falta de proatividade

shipu artigo 400 luiz vicente dorileo

Luiz Vicente Dorileo

Motivo um - O primeiro deles é a procrastinação. É preciso eliminar esse costume de deixar para depois o que já poderia ser resolvido neste momento. Esse é um hábito que interfere no nosso dia a dia. E não quer dizer que só as coisas urgentes e importantes têm que ser resolvidas, mas, também aquelas coisas que nos são corriqueiras e aparentemente não estão na nossa agenda como urgentes mas que também são importantes de serem resolvidas.

Motivo dois - Outro é o medo ou a resistência à mudança. Muitas pessoas ainda sentem medo do novo. São conformados com a situação em que estão vivendo no momento. São pessoas com a Síndrome da Gabriela. Ou seja, acreditam no pensamento retirado de parte da música "Modinha Para Gabriela", composta por Dorival Caymmi: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”. Fazem sempre tudo do mesmo jeito, usam o mesmo caminho para o trabalho, usam o mesmo tipo de roupa, mesmo perfume, nunca se arriscam em algo novo nem quando infelizes. Quem se enquadra na Síndrome da Gabriela prefere ficar na sua zona de conforto, acha que as mudanças podem lhe trazer problemas e não confia na sua capacidade de lidar com o novo ou ainda desconhecido.

É fundamental estimular as mudanças e se adaptar a elas. O primeiro passo para agir e sair da nossa zona de conforto. É o novo que nos permite reaprender e melhorar. Alvin Toffler, autor futurista, já dizia há muito tempo: “As mudanças são a única certeza que temos.”

Motivo três - Um outro motivo que atrapalha e faz a pessoa não ter iniciativa é a falta de objetivo associado a ausência de metas claras e um plano para alcançá-las. Napoleon Hill, ao longo de 20 anos, estudou, organizou e analisou dados da vida de mais de 16 mil pessoas. A conclusão que ele chegou foi que 95% das pessoas que não obtiveram desempenho satisfatório na carreira não tinham claro um propósito. Porém, outros 55 que alcançaram o sucesso possuíam, além dos objetivos e propósitos definidos, um plano para alcançá-los.

Podemos concluir que a maioria das pessoa não alcança seus objetivos por 3 motivos:

1- Não tem um objetivo definido de modo claro. Isso quer dizer que definir como objetivo: “Vou comprar uma casa”. Não é objetivo claro. Objetivo definido de forma clara seria: “Vou comprar uma casa, com 1000 metros quadrados, em condomínio fechado, no bairro tal, na cidade de tal, no valor de tanto, até dezembro do ano tal". Melhor ainda se deixar esse objetivo em um lugar visível que possa te fazer lembrar dele sempre.

2 - Tem objetivo definido, mas, não faz um plano para alcançar. Planejamento é fundamental para dar a orientação necessária na busca do objetivo. Planejar significa projetar antecipadamente a ação que será colocada na prática.

3 - Tem definido o objetivo de forma clara, faz o plano, mas, não executa o plano. Tudo que começa tem que acabar. De nada adianta ter a iniciativa de começar algo e não ter a acabativa para finalizar o que começou. Não abandone seus objetivos, seus projetos, os sonhos de sua vida pela metade. Siga pelo seu caminho até o fim, ele só termina quando acaba.

Fica claro que não adianta saber o que se quer, é preciso colocar em práticas as ações necessárias para se conquistar o que se deseja. Ter um sonho ou uma grande meta é apenas uma parte do caminho, mas ainda falta identificar o que e como fazer ou seja falta o planejamento e, fazer o que deve ser feito ou seja executar o plano.

Motivo quatro - Existe também o efeito do planejamento em excesso, o falar muito e agir pouco, a espera pelo melhor momento de agir que nunca chega. O melhor momento da vida é agora, não fique só reclamando e dizendo frases negativas como: “vou esperar a crise passar e o mercado melhorar”. Ou jogando para o futuro o seu sucesso com frases como: “Vou esperar a virada do ano para começar”. A verdadeira grandeza na vida é fazer o que puder a começar de agora, usando o que você tiver de conhecimento e habilidades e fazer o melhor que você conseguir. Zig Ziglar já dizia: “Faça hoje o que a maioria não faz, para ter amanhã o que a maioria não tem”.

Motivo cinco - Outra coisa que atrapalha é a insegurança causada pelo desconhecimento de saber ao certo: Qual o nível de competência seu objetivo necessita? Atualmente as pessoas não se sentem preparadas ou acreditam que não têm todos os recursos que irão precisar para executar com sucesso as ações para a realização de seus objetivos. Tem a ver com o medo do fracasso, o medo de dar errado e o pessimismo que toma conta e destrói o ser humano.

Lembre-se, o que pensamos vai refletir em como agiremos. Portanto, controlar nossos pensamentos é controlar nossas atitudes. Nem todo pensamento é construtivo ou positivo. Por isso, pense no que você quer e pare de pensar no que você não quer.

O fato é que ter iniciativa e ser proativo dá muito trabalho. Mas é preciso ter essa atitude em todas as nossas ações no dia a dia. Ela nos deixa diferente das pessoas comuns do mercado de trabalho. E por isso ela exige mais energia, personalidade, firmeza de propósito, caráter e personalidade. Não espere, comece agora. Não pense no trabalho, pense no resultado. Acabe com os maus hábitos que impedem você de agir agora.

Luiz Vicente Dorileo da Silva (Shipu) é palestrante, consultor formado em administração com MBA Executivo Internacional e especialista em marketing. E-mail: shipumt@hotmail.com

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Comentários (3)

  • Alisson Rondon | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 08h55
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    Opá... Valeu, Ótimas Dicas!!!

  • Alisson Rondon | Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 08h54
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    Opá... Valeu, Ótimas Dicas!!!

  • Henrique Augusto Vieira | Quinta-Feira, 12 de Janeiro de 2017, 11h33
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    Muito bom Shipu . ??????

| 12/01/2017, 07h:29 - Atualizado: 12/01/2017, 07h:34

Olhos nos olhos

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    Maria Rita

Este final de semana estive na companhia de minha avó de 80 anos, da irmã de 94 anos e da cunhada delas. Meus pais estavam a 2 mil km de distância de nós. Peguei meu smartphone e fiz uma chamada de vídeo do Whatsapp. Foi um momento mágico. Sorrisos, lembranças, frases de carinho, uma música cantada simultaneamente entre pessoas que estão em lados distantes do país e a certeza de que só a tecnologia pode proporcionar esta troca de olhares.

O fenômeno não é de agora. A chamada por telefone é um recurso já conhecido desde o Skype. Usado no Facebook e entre celulares da Apple, a possibilidade de troca de áudio e vídeo simultânea entre aparelhos eletrônicos agora tende a se popularizar ainda mais.

Existe há um tempo, mas é inegável que com o empurrão do Whats as possibilidades são infinitas. A tecnologia sempre me surpreende. Primeiro pela velocidade dos avanços, e depois pela capacidade de entregar experiências que realmente facilitam e transformam a vida das pessoas.

O mundo, não é novidade para ninguém, tem se transformado a passos galopantes. Mas nos últimos 30 anos deu um salto tecnológico revolucionário e alterou completamente a noção de tempo de espaço dos seres humanos.

Se eu, aos 38 anos, posso me emocionar com as possibilidades dos recursos tecnológicos, imagine a minha tia avó de 94 anos? É uma loucura saber que ela ouviu falar pela primeira vez sobre internet e emails aos 67 anos. Deve ser difícil compreender que hoje um pequeno aparelho pode conter as funcionalidades de mais de 20 outros e ainda oferecer conteúdo maior do que qualquer biblioteca física do planeta.

O ano de 2017 começa para mim com esta pergunta: o que será de mim daqui a 50 anos? Roubei esta reflexão do meu pai. Ele sempre diz esta frase e agora começo a entender o porquê. Para entender a revolução silenciosa que vivemos é preciso parar de tempos em tempos e refletir. Mais do que viver os processos automaticamente, preciso é reconhecer sua existência e as conquistas que eles trazem.

Conscientes desta reflexão temporal conseguimos nos situar no processo e fazer uso racional da tecnologia. Para não esquecer que ela pode aproximar as pessoas, pode trazer possibilidades infinitas, mas nunca, nunca vai substituir a troca real de olhares, o cheiro e o toque da pele. Valorizo e me encanto com a revolução que vivemos, mas ao mesmo tempo isso apenas me mostra que o essencial e a simplicidade da vida tecnologia, nenhuma poderá entregar.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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Comentários (1)

  • Altair Bonomo | Quinta-Feira, 12 de Janeiro de 2017, 23h00
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    É impressionante como você conseguiu captar o que eu penso sobre os dias que estamos vivendo. É isso mesmo. Parabéns

Nos bastidores | 11/01/2017, 14h:21 - Atualizado: 11/01/2017, 14h:22

Descontente com falta de espaço, PSD cogita romper com Taques e deixar base


Setores do PSD já estão defendendo a ruptura com o governador Pedro Taques (PSDB), a saída da base governista e a adoção da postura de independência perante o Executivo. O assunto será debatido nas instâncias partidárias após o dia 20, quando o vice-governador Carlos Fávaro retorna das férias. 

Presidente estadual do PSD, Fávaro está em Balneário Camburiú, Santa Catarina, na companhia do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP). A proximidade entre os dirigentes políticos reforça a especulação que um projeto para 2018, em alternativa a Taques, já está sendo viabilizado, o que melindra a cúpula do Palácio Paiaguás. 

Reprodução

Fávaro Blairo praia

 Blairo e Fávaro estão veraneando juntos em Santa Catarina, o que reforça especulações sobre 2018 

O descontentamento da militância do PSD foi reforçado pelas declarações do chefe da Casa Civil, Paulo Taques, à Rádio Capital FM nessa terça (10). Na entrevista, ele afirmou que a conversa com os sociais-democratas para ampliação do espaço no secretariado estão apenas no início, sem considerar que a sigla indicou o ex-vereador por Cuiabá Domingos Sávio para substituir Luzia Trovo, na pasta de Ciência e Tecnologia (Secitec) em novembro. 

Além disso, o PSD quer manter Fávaro no comando da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema). A legenda também almeja a direção de alguma autarquia com preferência pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). 

“O PSD tem o vice-governador e a maior bancada na Assembleia com seis deputados estaduais. Temos um senador e um deputado federal. Mesmo assim, o governador Pedro Taques nos deixa na geladeira. Enquanto isso, o PSB não para de indicar quadros para a equipe de governo”, reclamou um dirigente da sigla, que pediu para não ser identificado. 

A comparação com o PSB também está fundamentada na entrevista de Paulo. Isso porque o chefe da Casa Civil revelou que o PSB já chancelou a indicação de cinco integrantes do staff do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes para o secretariado de Taques. A lista inclui os ex-secretários Thiago França (Mobilidade Urbana); Alan Porto (Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano); João Batista (Governo e Comunicação); Alberto Machado (Cultura); e Beto Corrêa, que dirigiu a pasta de Governo antes da reforma administrativa realizada ainda em 2015.

Mais 5 do grupo de Mauro devem ser nomeados na equipe do governador

Os cinco se somariam aos recém nomeados Kleber Lima (Comunicação), Guilherme Muller (Planejamento) e Rogério Gallo (Procuradoria Geral do Estado). Desde o início da gestão, o PSB mantém na equipe Suelme Evangelista (Agricultura Familiar e Regularização Fundiária). 

O descontentamento do PSD também tem reflexos na Assembleia. A principal ausência dos deputados estaduais Leonardo Albuquerque, Zé Domingos Fraga, Pedro Satélite, Gilmar Fabris, Wagner Ramos e Ondanir Bortolini, o Nininho, na tribuna para defender Taques das críticas da oposição. 

Outro reflexo deste cenário foi a postura de Nininho na solenidade de entrega de ambulâncias adquiridas em parceria pela Assembleia e Executivo, realizada ainda em dezembro. O social-democrata tumultou o ambiente ao exigir publicamente que Taques se retratasse de uma declaração acerca dos parlamentares e precisou ser contido para não inviabilizar a continuidade do evento. 

Indicado pelo PSD, Domingos deve comandar a Ciência e Tecnologia

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Comentários (12)

  • Márcio | Quinta-Feira, 12 de Janeiro de 2017, 14h00
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    Essa gauchada deve ficar na praia zombando dos mato-grossense. Afinal, o Estado de Mato Grosso é comandado por esses gaúchos ignorantes, por que, os intelectuais ficaram no RS. Pra cá vieram os "curva de rio".

  • Manoel do Carmo Silva | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 22h12
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    Parabéns ao PSD já passou da hora cai fora deste DESGOVERNO vem junto com o POVO para em 2018 dar o troco para o PEDRO e sua turma.

  • Leonardo | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 22h06
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    Sinceramente o descontentamento de nós do PSD não é somente em relação a espaço, mas ao rumo tomado por essa administração estadual. Quando Fávaro chegou ao PSD a ideia era estar junto ao governador com grande apoio popular, que concluísse as obras da copa e colocasse o estado em pleno desenvolvimento, sem sacrificar direitos adquiridos dos servidores, que são trabalhadores, como qualquer outro. Mas Pedro Taques fez escolhas erradas, se isolou politicamente perdendo apoio em Brasília nessa vingança obstinada contra o PMDB, que ajudou a chegar a Presidência com o impeachment de Dilma; não deu fim as desonerações fiscais seletivas criadas no governo Silval (ponto que criticou muito quando era candidato), e com isso não conseguiu repor a inflação para os servidores, algo que foi feito por todo governador desde 2004 e com previsão constitucional. As rodovias estão abandonadas e apesar do altíssimo IPVA de Mato Grosso está privatizando as rodovias. Enfim, uma lambança. Portanto, não culpem o PSD. Blairo Magi governador e Fávaro senador em 2018. Abraço!

  • Pedro Cáceres | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 21h56
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    Pedro Taques foi eleito Senador da República e posteriormente governador do Estado com o apoio incondicional dos servidores públicos. Entretanto, na eleição ao governo do Estado, em busca de financiamento de campanha se aliou ao agronegócio. Em razão dessa parceria teve como vice Carlos Fávaro e fez TUDO O QUE O AGRONEGÓCIO exigiu, especialmente as desonerações fiscais que abalam até hoje a economia do Estado e em nome dessa parceria se voltou contra os servidores de carreira que sempre lhe apoiaram e agora se vê num bêco sem saída. Se Fávaro ou o Blairo sair ao governo estará Pedro Taques abandonado pelo agronegócio, que deverá seguir um dos seus e não conta mais com o apoio dos servidores.

  • Justino Freitas | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 18h48
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    BLAIRO MAGGI....o "mágico em fazer aumentar a fortuna pessoal com o dinheiro público"!...O 'REI DA MAGIA DO ERÁRIO PÚBLICO'!

  • rocha | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 18h47
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    O PSD perdeu o "time" para vazar do governo.

  • willian | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 17h39
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    Tá aí, o Partido está preocupado com a população? Nãoooo... Está preocupado com as próximas eleições, sabendo que o barco do Taques, já quase terminou de afundar, porém, se ainda derem alguns cargos, dá para o Partido ficar mais um ano, quando estará próximo das convenções para a eleição de 2018. kkk. Politicagem é uma m.... mesmo.

  • Brito | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 16h56
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    O Fávaro foi o auge e o declínio de Taques - conquistou muitos financiadores de campanha, mas deixou o governador inadimplente com o agronegócio e com outros setores, ficando impedido de rever as desonerações fiscais que abalam a economia do estado e criaram uma situação insustentável. Do ponto de vista político se atreveu a tomar o partido de Riva, o PSD, e com isso jogou a Janaína Riva no PMDB do Presidente Temer, somando-na ao Carlos Bezerra, com o qual o governador não tem afinidades, dificultando a oportunidade de Taques estar mais próximo do Presidente e resolver a situação do estado. Portanto, se o governo está ruim deve isso em grande parte ao Sr Fávaro.

  • Davi | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 16h48
    3
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    Taques tem feito um péssimo governo, mas um dos grandes responsáveis por isso é o vice governador, que em defesa dos privilégios do agronegócio insurgiu contra os direitos dos servidores, como a correção inflacionária, que é um direito de todo trabalhador. Ao tomar o PSD da Janaína Riva a empurrou para os braços do PMDB, que preside o país, criando dificuldades para os repasses federais. Sem contar seu comando pífio a frente da Secretaria de Meio Ambiente. Se Blairo quer fazer o próximo governador está fazendo a aposta na pessoa errada. Mas se o Blairo sair ao governo e lançar o Fávaro ao senado tchau Taques e cia ltda.

  • Justino Freitas | Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017, 15h45
    6
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    Vejam aí na foto,acima:um "bando do colarinho-branco" e querendo se posar de "santinhos-do-pau ôco"!E todos "mamando nas tetas do erário publico" e ao invés de trabalhar em prol do Estado de MT;ficam aí "malhando o povo matogrossense"!

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