Blog do Romilson

Articulação | 01/11/2011, 16h:18 - Atualizado: 01/11/2011, 16h:36

Com cargos, comunistas colam nos governos Galindo e Silval

    A exemplo dos petistas, os comunistas também continuam ávidos por cargos e poder no Estado. Há dois meses, o PC do B, que possui menos de 200 filiados, conseguiu emplacar Ana Flávia como administradora da Regional Norte. Ela disputou, seu sucesso, vaga de deputada federal no ano passado. Teve 23.718 votos. Pelo cargo de subprefeita, ela ganha R$ 3 mil mensais. Ana Flávia é uma das pré-candidatas comunistas à vereadora pela Capital. O partido conta ainda com Ivo Aguiar Lopes como diretor-executivo do Procon de Cuiabá.

   Os comunistas não gravitam apenas em torno do Palácio Alencastro. O partido conseguiu indicar a professora Janete Oliveira de Carvalho como adjunta de Políticas Especiais da secretaria de Esporte e Lazer do governo Silval Barbosa. Na prática, são aliados do petebista Galindo e do peemedebista Silval.

    Curiosamente, a vinculação com o poder dos comunistas é prevista em estatuto. É por isso que dão importância vital à ocupação dos cargos públicos, o que pode servir de explicação para o aparelhamento dos órgãos que ocupa. O artigo 59º sustenta que os cargos eletivos ou comissionados dos governos dos quais a legenda participe constituem "importante frente de trabalho e está a serviço do projeto político partidário, segundo norma própria do Comitê Central". Quem ocupa mandato eletivo deve destinar pelo menos 1% do salário mensal ao partido. Os que detêm cargos eletivos ou em comissão pagam contribuições especiais a serem especificadas pelos órgãos partidários. Embora o PC do B não revele o montante, há informação de que, nesses casos, pode chegar a 40% do salário.

    Histórico

   A entrada do Partido Comunista do Brasil no século 21 foi marcada pela contradição, a palavra preferida de seus dirigentes quando se referem ao capitalismo, segundo eles "agonizante", ao jogo de poder e aos parceiros das alianças que o levaram para o governo e até lhe reservaram um ministério, o do Esporte, mesmo sob denúncias de irregularidades na distribuição de verbas, aparelhamento por parte de entidades de seu círculo íntimo e supostas cobrança de propina. Nesse processo de contradição política e ideológica, ao mesmo tempo o PC do B mantinha em seu estatuto a doutrina marxista-leninista como princípio de tudo e foi se adaptando facilmente aos tempos da social-democracia do PT. Ainda se diz de esquerda.

    Mesmo na clandestinidade, no fim dos anos 70 e início dos 80, o PC do B já vinha atuando dentro do MDB e PMDB, na ala denominada "Movimento Popular". Depois da redemocratização, se tornou um parceiro avançado do governo do presidente Lula. Em Mato Grosso, trata-se de uma sigla nanica. Chegou a ganhar a Prefeitura de Barra do Garças com Zózimo Chaparral, mas a gestão foi tão pífia que deixou o próprio partido desmoralizado. Já em âmbito nacional, conta com 14 deputados federais, 18 estaduais, 2 senadores, 42 prefeitos, 66 vice-prefeitos e 608 vereadores.

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Comentários (8)

  • Sergio Negri | Quinta-Feira, 03 de Novembro de 2011, 01h21
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    Até há pouco tempo, o PCdoB era considerado um partido nanico, segundo a expessão utilizada pelo próprio Romilson em sua pseudo matéria jornalística. De repente se torna a sigla mais atacada pela mídia golpista brasileira! Por que será? De que tem medo aqueles que nos detratam sem absolutamente nenhuma prova? Talvez a resposta esteja exatamente no compromisso histórico desse partido para com os trabalhadores brasileiros. Compromisso que se busca materializar segundo táticas que procuram se adequar as caracteristicas da dinâmica da luta de classes, ou seja, a partir de uma leitura científica das contradições do mundo real! Não compreender essa premissa básica do marxismo-leninismo, ou se deve a ignorância ou coisa pior, alinhamento sistemático ao anti-comunismo rasteiro do conservadorismo representado caninamente pela mídia da vala comum, da maré baixa, como diria Mino Carta.

  • Rimem | Quarta-Feira, 02 de Novembro de 2011, 10h55
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    depois do comentário do aslan os outros comentario e todos do proprio Rd news rrrrr tomo Romildo, trabalha serio rapas vc nao tem nada a perder

  • Reginaldo Lopes | Quarta-Feira, 02 de Novembro de 2011, 08h39
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    Concordo plenamente com os comentários do Blog do Romilson, estamos falando do PC do B de Mato Grosso realmente as atitudes dos dirigentes Estadual joga toda filosofia do partido no no lixo. Realmente são todos apaixonados por cargos público, falo com conhecimento e convivência por mais de 8)oito) anos na condição de filiado a esse partido, nada contra o partido más sim com uma visão pifia dos seus dirigentes que andam como um barco sem norte para ancorar, é só observar os últimos apoios políticos primeiro participaram do Governo Wilson Santos, que era do PSDB oposição ao Governo Federal, após sugarem alguns cargos abandonaram o Governo de Wilson e partiram para o Governo Silval Barbosa, nesse período vieram em Barra do Garças e atropelaram os membros do PC do B local, como se o partido tivesse somete um filiado o ex- Prefeito Chaparral, que por razões pessoais foi digno de expresar sua vontade e seu compromisso com o seu voto, más os demais membros do partido não podiam serem jogados na vala. A verdadeira Democracia é exatamente isso, diferença de opiniões que no mínimo devem ser respeitads e não em nome do partido jogarem todos na condição de traidores não é esse PC do B que conheci quando filiei nas suas fileiras. Me lembro logo de início do governo Blairo participei de alguns encontros em Cuiabá e nesse período o partido analizava o Governo na condição da besta fera, de repente as coisas foram mudando as coisas foram mundando não o Blairo que continuava o mesmo Demônio destruidor do meio Ambiente em Mato Grosso, esse era o dircurso inflamado dos dirigentes do PC do B em Cuiabá, más já que o tempo é o juiz das causas impossiveis lá estava o PC do B fazendo parte do Governo Blairo Magi.

  • Ubirajara Itagi | Quarta-Feira, 02 de Novembro de 2011, 03h05
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    É um encontro de alto nível. De um lado o velho PCdoB que, segundo alguns comunistas, adentrou o Araguaia e desapareceu para sempre. Do outro lado, um representante da mídia chapa branca, financiado pela Assembléia Legislativa segundo o MCCE. Enfim, é a dialética entre o roto e o esfarrapado.

  • Augusto Aguiar | Terça-Feira, 01 de Novembro de 2011, 21h47
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    O PCdoB representa oque há de mais sujo na política brasiliera. Constituem partido somente para negociar cargos e somar gordas quantias nos bolsos de sua militância. Nunca representaram seus principios ideológicos, vulgarizando a doutrina de Marx, Engels e diversos outros pensadores socialistas/comunistas. O PCdoB com sua juventude pseudo-socialista conseguiur acabar com a principal instituição de defesa dos interesses estudantis, a UNE, que hoje vive aparelhada ao estado e esta sendo indiciado por uso de dinheiro público em festas regadas a Whisky. Uma pena termos ainda cidadãos que ainda acreditam neste partido de aluguel.

  • Aislan S C Galvão -Presidente Estadual d | Terça-Feira, 01 de Novembro de 2011, 21h11
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    Caro Senhor Romilson Dourado, Os seus escritos apresentam inconsistências de informação e conhecimento, mas da conta dos seus objetivos. Mas saiba que é por essas e outras atitudes que você esta perdendo a credibilidade que estava conquistando perante a opinião publica. Na verdade esta credibilidade é fruto da competência de profissionais que trabalharam e trabalham no seu veiculo de comunicação. No dia de hoje uma competente jornalista do RDnews entrou em contato querendo saber informações sobre a nossa 16ª Conferencia Estadual, eu prontamente prestei todas as informações necessárias, inclusive encaminhando e-mail sobre detalhes, e de forma capciosa o Senhor subtrai as informações e revela um veneno anti-comunista através da matéria acima. O Senhor não tem o direito de fazer isso com seus colaboradores. Sinceramente como dirigente partidário terei receio de prestar informações para o seu veiculo de comunicação. E faço um desafio, como bom filiado a cuiabania, “duvide ó dó” que o Senhor publique este comentário. E claro se você nos der espaço iremos responder todas as suas acusações.

  • Rodrigo | Terça-Feira, 01 de Novembro de 2011, 18h46
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    O PC do B administra o CUA/UFMT com José Pessoa, o pelego-mor.

  • Paulo | Terça-Feira, 01 de Novembro de 2011, 18h34
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    Esse é o eterno PCdoB, sem eira nem beira, e com cara de extrema esquerda, sempre infestou as universidades públicas, dentro dos DCE´s. Sempre pregando um pseudo comunismo ao mesmo tempo que fechava acordo com candidatos de direita, fosse para reitor, fosse para qualquer cargo politico partidario. Mas como qualquer alma sedenta, adora cargos, dinheiro e até poder. É uma vergonha. Não entendo como é que ainda tem órgão de vigilância que ainda dá importância pra esse pessoalzinho, que não representa nenhum perigo, além de parasitar os governos.

Podemos | 19/11/2017, 11h:37 - Atualizado: 01h atrás

Senador avalia que ida de Taques ao partido não afeta sua candidatura porque reeleição é natural


O presidente estadual do Podemos, senador José Medeiros, garante que suas pretensões políticas não serão frustradas caso o governador Pedro Taques (PSDB) ingresse no partido. O parlamentar tentará a reeleição. “A candidatura é nata, tranquila. Tenho bom relacionamento com o presidente, não prejudicaria”, disse Medeiros.

Assessoria

 jose-medeiros-e-pedro-taques

Medeiros diz que não cogita Taques no Podemos, por que ele ainda integra o PSDB

A possibilidade de o governador mudar de legenda surgiu após atrito com o ex-presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão. Este quer disputar o Senado, o que inviabilizaria costura política de Taques para concorrer à reeleição. Diante disso, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) seria responsável para convidar o governador.

O intuito de Álvaro, que é pré-candidato a presidente da República, é criar palanque forte em todos os Estados para dar sustentabilidade À sua possível candidatura ao Palácio do Planalto.

Além do Podemos, Taques é sondado pelo PPS. O principal entusiasta dessa ideia é senador Cristovam Buarque (PPS-DF) que, em entrevista ao , disse que o convidaria assim que tiver oportunidade. Cristovam articula candidatura também à Presidência da República no ano que vem.

O curioso é que Medeiros deixou o PSD para ingressar no Podemos após considerar que uma candidatura seria inviável no partido ou até mesmo no grupo político, pois estava sem espaço. Caso Taques ingresse no partido, o senador poderia se ver na mesma situação.

Até por isso, Medeiros diz que não está participando da negociação. Sabe o que saiu na imprensa de que o governador seria convidado. “mas nem o governador me disse nada, nem lhe foi perguntado”, desconversa do senador.

O parlamentar diz que não cogita Taques no Podemos, uma vez que ele ainda é filiado no PSDB. Diz que conversou com Leitão, que disse que está tudo bem entre ambos. “É mais espuma do que chopp. Então nem vou conjecturar”, minimiza.

Podemos

Liderando o partido no Estado, Medeiros diz que a sigla tem atualmente 66 comissões provisórias em Mato Grosso. Na eleição do ano que vem, o Podemos pretende eleger de dois a três deputados estaduais em chapa pura. “Fizemos chapa muito equilibrada, não tem nenhum espanta chapa. Só não podemos citar nomes, pois o segredo do negócio é que mantém a empresa”, desconversa.

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| 19/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 18/11/2017, 22h:24

A influência dos pais no tratamento odontológico


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Jackelyne Pontes

Tratar crianças sem dúvida não é uma tarefa fácil. Os pequenos experimentam sensações como ansiedade, medo, tensão, insegurança em sua visita ao dentista.

Claro que não é uma regra geral, há pacientes que, desde a primeira consulta, são altamente receptivos, sentem-se confortáveis e colaboram com o tratamento.

Para estes, o consultório é um lugar agradável e o cirurgião-dentista que o atende é um amigo, que está ali para cuidar dos seus dentes e que serve de exemplo a ser seguido.

Inúmeras vezes já ouvi dos meus pacientes que gostariam de ser dentistas quando crescerem. Eu mesma me inspirei e minha odontopediatra para escolher a minha profissão.

Mas, voltando àquelas cujas experiências não são tranquilas, convém pontuar que o comportamento dos pais é fundamental para que o tratamento evolua. Os pais devem estar em sintonia com o profissional porque são eles que irão explicar aos filhos a importância da visita ao consultório e os principais aspectos dos cuidados com a saúde bucal.

São os pais os que mais conhecem os seus rebentos e certamente saberão conduzí-los para uma experiência positiva.

A verdade é que pais ansiosos resultam em filhos ansiosos. Quando os pais também demonstram medo do tratamento odontológico, os seus filhos tendem a comportar-se de maneira negativa.

Essas crianças demonstram nervosismo e desconforto. Choram, negam-se a sentar-se na cadeira e fazem birra. Gritam em alto e bom som que não querem ser tratados, travam a boca de maneira a dificultar o acesso do dentista, ofendem verbalmente todos à sua volta, e quando choram geralmente é sem lágrimas e apresentam acessos de fúria para conquistar o objeto de desejo (o não atendimento).

Choram, negam-se a sentar-se na cadeira e fazem birra

As crianças repetem o comportamento dos pais, não apenas quando se trata especificamente do tratamento odontológico, mas sim em todos os aspectos da vida. E devemos levar em conta que reconhecidamente para alguns pais lidar com o sofrimento da criança no dentista é complicado.

Alguns ficam bastante nervosos e, por mais que queiram ajudar, acabam por transmitir a ansiedade para os filhos.

Por isso é necessário que os pais reavaliem o seu próprio comportamento em relação à saúde bucal, fazendo mudanças necessárias e preparando assim as crianças para uma experiência o mais positiva possível.

Para melhorar a experiência da criança no dentista os adultos devem transmitir segurança. Conversas tranquilas no ambiente familiar podem ser de grande valia e assim eles passam a perceber as visitas ao dentista com parte natural de sua rotina de cuidado com a saúde.

Brincadeiras que imitam o tratamento odontológico facilitam e condicionam, e resultam em uma familiarização com o ambiente e os procedimentos a serem realizados.

Com paciência e bons exemplos é possível fazer com que a experiência no cirurgião-dentista seja agradável, dar continuidade ao tratamento de forma tranquila e encorajar os filhos nos cuidados diários, tudo isso com a ajuda e orientação de um profissional. O trabalho é feito sempre com cumplicidade e parceria. Quando isso acontece o sucesso do tratamento é certo.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, diretora do Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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| 18/11/2017, 12h:15 - Atualizado: 18/11/2017, 16h:22

Em plena crise interna, 10 de MT terão direito a votar em convenção para novo presidente tucano


Em meio a um partido dividido, dez tucanos de Mato Grosso terão poder de voto na eleição do novo presidente nacional do PSDB, em 9 de dezembro. Estão na disputa o senador Tasso Jereissati e o governador Marconi Perillo, de Goiás.

Mario Okamura

quadro PSDB voto

 Rogério Salles, Wilson Santos, Guilherme Maluf e Rui Prado estão entre os 10 tucanos com direito a votar

No entanto, o nome do governador Geraldo Alckmin ganha força como uma terceira via e, caso o partido continue dividido, pode acabar sendo escolhido por aclamação, como uma alternativa para unir a sigla, que vive uma crise em período próximo à eleição presidencial.

Após a convenção do diretório estadual do PSDB, na última sexta, ficou definido o nome dos dez delegados que terão direito a voto, além dos quatro suplentes. Entre os que poderão votar está Rogério Salles (ex-governador), Wilson Santos (secretário de Cidades) e Guilherme Maluf (deputado estadual).

De acordo com o ex-presidente regional da sigla, deputado federal Nilson Leitão, Alckmin – pré-candidato à presidência - é visto como uma opção para por fim à crise interna e reformular do partido. “O Alckmin pode ser o grande convergente da união do partido neste momento. Ele assume o partido, unifica essa base e terá a legitimidade para rodar o Brasil”, diz.

O tucano avalia que, caso Alckmin seja confirmado como uma opção à presidência, os delegados do Estado devem apoiá-lo. No entanto, se o governador de São Paulo ficar de fora, a tendência é de que a maioria – se não a unanimidade – vote em Perillo.

Por conta da eleição nacional, o diretório no Estado foi obrigado a realizar votação para escolher a nova comissão da executiva estadual. Na última sexta (10), o ex-vereador por Cuiabá Paulo Borges foi escolhido como novo presidente.

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| 18/11/2017, 09h:43 - Atualizado: 18/11/2017, 09h:49

Ferrovia como fator de competitividade


marcelo duarte artigo

Marcelo Duarte

Cadeias produtivas dos mais diversos setores precisam operar sistemas logísticos eficientes para competir no mercado global e nacional. Na maioria das vezes, a disponibilização da infraestrutura de transportes, papel do Estado, deve preceder a formação de cadeias produtivas competitivas. Contudo, este definitivamente não é o caso de Mato Grosso.

Há décadas, temos no Estado algumas das cadeias produtivas mais competitivas do Planeta, mas ainda temos que enfrentar todos os dias o desafio de superar a distância entre o produtor e os portos.

O cenário não é dos melhores. São rodovias sem pavimentação em uma ponta, transporte caro no meio e portos ineficientes na outra ponta. Quer dizer, muita coisa precisa ser feita para avançarmos, agregarmos valor e nos tornarmos eficientes também da “porteira para fora”.

O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção

Acreditamos que, em um sistema logístico, a multimodalidade é uma das palavras chave na busca pela otimização e eficiência. Ela poderá fortalecer mais o agronegócio mato-grossense, que sustenta a balança comercial brasileira. O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção.

Entendemos que cada modal de transporte, seja o rodoviário, o ferroviário, o hidroviário e o aeroviário tem suas características, vantagens e desvantagens dependendo do tipo de transporte (passageiro ou carga), do tipo de carga, da distância e das características do mercado. Em geral, os modais precisam coexistir, complementando-se, por isso a necessidade da multimodalidade.

No transporte das principais commodities de Mato Grosso (soja, milho e carne bovina), nas quais somos maiores produtores do país, com produção total na última safra de mais de 60 milhões de toneladas de grãos e rebanho de mais de 30 milhões de cabeças, o sistema logístico é muito beneficiado pela confiabilidade do que é produzido por aqui.

Confiança que nasce do fato de Mato Grosso ter pouco histórico de quebra de safras, se comparado a outras regiões do Brasil e do Mundo. E pela ótima distribuição sazonal da produção: metade é escoada no primeiro semestre (soja), e outra metade no segundo (milho), enquanto o boi é transportado o ano todo.

No entanto, mesmo com todo este potencial, a dispersão da produção inclusive em lugares remotos do Estado e a distância para os portos, muitas vezes chegando a mais de 2.000 km, são certamente grandes desafios.

O primeiro desafio elencado acima só será vencido com um eficiente sistema de rodovias estaduais. O pensamento vale para todos os produtos do agronegócio de nosso estado, com maior impacto para o transporte bovino, que tem a produção em lugares ainda remotos e transporta carga viva e perecível.

Para superar este entrave, o dever de casa tem sido feito. Isso eu posso assegurar. Os números falam por si: são 6.624,88 km de rodovias pavimentadas em Mato Grosso. Das quais, mais de 1.000 foram pavimentadas e outras 1.300 foram restauradas na atual gestão do governador Pedro Taques. Um avanço significativo se comparado com o atraso histórico verificado em gestões anteriores.

E muito mais ações em infraestrutura vem por aí. Neste sentido, asseguramos que o programa Pró-Estradas, os recursos do Fethab, as concessões de rodovias, as operações de crédito (atualmente R$ 2 bilhões) e a captação de recursos novo na ordem de R$ 420 milhões que estaremos obtendo junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) são fundamentais para promover estes investimentos necessários nas nossas rodovias estaduais.

No modal ferroviário, temos a infraestrutura, mesmo que insuficiente, operando dentro de nosso estado. Com pouco mais de 300 km de trilhos em Mato Grosso, a antiga Ferronorte, hoje Malha Norte da Rumo, representa o mais importante corredor de escoamento de nossas commodities.

A partir, principalmente do terminal de Rondonópolis, inaugurado em 2013, a Rumo escoa 25 milhões toneladas de nossos produtos para o Porto de Santos, e ainda retorna para nosso Estado com fertilizantes e combustíveis.

Por isso, os trilhos da Malha Norte precisam avançar para dentro de Mato Grosso! O governador Pedro Taques vem liderando uma discussão nacional sobre este tema desde o início de 2015, em parceria com o Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, para que os trilhos finalmente cheguem até nossa capital.

A Rumo tem interesse, mas depende ainda de alguns entraves: primeiro a autorização da antecipação da renovação da concessão da Malha Paulista, que vence em 2028. Segundo a aprovação do ramal de Rondonópolis a Sorriso, passando por Cuiabá. A antecipação da renovação é o item mais complexo e atualmente encontra-se no Tribunal de Contas da União (TCU), sob a relatoria do Ministro Augusto Nardes.

A Malha Paulista inclui o trecho da divisa com o estado de São Paulo até o Porto de Santos, e encontra-se sucateada, necessitando de mais de R$ 5 bilhões em investimentos na sua infraestrutura. Com isso, o crescimento da Malha Norte (localizada em MT) está limitado pelos trilhos antigos da Malha Paulista. Isso porque, para investir agora nos trilhos de São Paulo, a concessionaria Rumo (antiga ALL) alega que precisa de mais prazo. O Governo de Mato Grosso apoia este pleito, porque sabe que só assim os trilhos avançarão no Estado, que receberia novos e vultuosos investimentos com a renovação da Malha Paulista.

De qualquer forma, a Rumo sabe que precisa ampliar os investimentos na ferrovia Mato Grosso-Santos, pois terá competição no futuro. Além da falada Ferrovia Bioceânica, que ainda está longe de ser um projeto.

Ao analisarmos o cenário atual, porém, apontamos a Ferrogrão como uma real ameaça ao domínio da Rumo no Estado. Afinal, a Ferrogrão irá consolidar o novo corredor de exportação do Brasil pelo Arco Norte. Esta ferrovia tem uma extensão de quase 1.000 km e conectará o norte de Mato Grosso ao Pará, terminando no terminal hidroviário de Miritituba, no rio Tapajós. Com investimentos previstos de R$ 12,6 bilhões, esta ferrovia está projetada para escoar na sua primeira fase mais de 25 milhões de toneladas.

Os novos projetos ferroviários aumentarão muito a capacidade de transporte do estado, e, consequentemente, melhorarão nossa competitividade. Além disso, as condições de tráfego da rodovia BR-163 (hoje parcialmente concessionada) melhorarão sensivelmente, reduzindo o fluxo de caminhões pesados que transportam grãos, e diminuindo o número de acidentes e o tempo de viagem de carro.

A próxima semana será muito importante para os dois projetos ferroviários aqui abordados. Dia 21 estaremos com uma delegação do Governo do Estado e do Fórum Pró-Ferrovia em Brasília para tratar com os ministros do TCU Augusto Nardes e Raimundo Carreiro sobre a prorrogação da Malha Paulista da Rumo. No dia 22 de novembro haverá realização de audiência pública da Ferrogrão em Cuiabá. E um evento sobre o tema no dia 23 em Nova Mutum.

Não temos dúvidas, a multimodalidade impulsionará ainda mais o escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, assegurando uma competividade única no cenário internacional. Para avançarmos, precisamos de projetos arrojados, como este da Ferrovia em Cuiabá, como melhoria das nossas rodovias estaduais quanto dos corredores de escoamento.

O Governo do Estado tem uma agenda clara de prioridades e sabemos que não temos tempo a perder, pois os mato-grossenses tem pressa! Essa é a hora. Estamos lutando para enfrentar a crise e assegurar o desenvolvimento do nosso Estado. Esta é uma agenda necessária e urgente, porque o Governo Federal sabe que precisa ajudar mais o Estado que mais socorre o país.

A situação de Mato Grosso é difícil, e me fez lembrar da mitologia grega. Atlás era um titã que foi condenado por Zeus a sustentar os céus sobre os ombros para sempre. O Estado é forte, assegura com muitas dificuldades, de forma decisiva, os constantes superávits na balança comercial brasileira. Mas já passou da hora de deixar de ser o Atlas do Brasil e receber o apoio devido nessa missão.

Marcelo Duarte é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), mestre pela Universidade de Lincoln (Nova Zelândia), com curso de gestão pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. É graduado em Administração pela UFMT) e Master in Business Administration (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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| 18/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 17/11/2017, 23h:56

Nova lei de proteção aos animais e ao cidadão


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Akio Maluf Sasaki

Cuiabá sancionou, no último mês, uma nova legislação que trata da proteção dos animais, sendo ela a lei complementar de nº 436/2017, que reeditou a nº 2.837/1990 e trouxe uma nova leitura para o a proteção animal e, principalmente, para a proteção do cidadão cuiabano.

A 436/2017 trás inovações legais que visam garantir a segurança do cuiabanos, pois estipulou em seu artigo 20 que fica proibido o passeio de cães em vias e logradouros públicos, exceto se conduzidos por pessoas com idade e força suficientes para controlar os movimentos do animal e se utilizadas adequadamente à coleira e a guia.

Tal situação implica diretamente na segurança de todos, pois obriga todos os possuidores de animais, independente do tamanho, a circular com seus amigos sem oferecer risco a ninguém.

O mesmo artigo, estipula também, que cães de alto porte, caça ou de potencial ofensivo deverão portar focinheira e enforcador de aço, visando, mais uma vez, proteger todos os que transitam pelas ruas, avenidas e parques da Capital.

O maior avanço legal é, sem dúvida alguma, a criação da unidade municipal que fiscalizará os acidentes e agressões ocorridas com animais, sendo que ficará a cargo da Prefeitura de Cuiabá a avaliação sanitária do animal que for pego agredindo alguém, detalhe, a lei ainda estipula que o cidadão deverá procurar o município em até 24 horas após a agressão animal.

Outra inovação legal diz respeito ao resgate de animais, pois o artigo 24 estipula que cães e gatos abandonados ou vítimas de maus tratos ou atropelamento serão recolhidos e destinados às entidades conveniadas para seu devido abrigamento, onde serão mantidos, sendo realizado o tratamento médico veterinário necessário à recuperação de sua saúde, sendo, após, encaminhados a uma das seguintes destinações:

  • a) Resgate pelo dono ou proprietário do animal
  • b) Adoção
  • c) Devolução ao local de origem, quando se tratar de animal comunitário recolhido
  • d) Eutanásia, nos termos do artigo 40 da presente lei complementar

Apesar da lei prever a eutanásia, o artigo 40 dispõe que apenas os animais que possuírem doença comprovadamente ofensiva à saúde pública ou a de outros animais, nos termos da legislação vigente, ou que estiverem em estado de sofrimento extremo, são os que poderão ser encaminhados para a eutanásia, sendo obrigação da prefeitura encaminhar os animais para instituições que visem a proteção dos mesmos.

Destarte, é imperioso parabenizar os vereadores e a Prefeitura de Cuiabá, cujos estiveram envolvidos na construção desta legislação, pois o tema é muito importante para o convívio social, para evitar problemas com animais descontrolados e principalmente para que não vejamos mais os animais sofrendo na rua.

Enfim, recomendo a todos os cidadãos que acabaram de tomar conhecimento deste que leiam a Lei 436/2017 aprovada no último mês, pois existem diversas situações novas que poderão lhe ser úteis em diversas situações, sejam elas em relação aos vossos animais como também com aquele animal em situação trágica na residência ao lado.

Akio Maluf Sasaki preside a comissão dos Estagiários da OAB/MT, atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio_maluf@hotmail.com

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Comentários (2)

  • Benedita da Silva | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 20h14
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    Se deve manter os humanos imbecis que julgam ser seus cães armas de guerra, muito destes cães, cuidavam de crianças sem risco algum a vida destes. Neste caso os donos e que devem ser ressocializados, pois suas atitudes e que causam tantos problemas mais os animais. Os cães são reflexo de seu dono, um pouco de psicologia comportamental faz bem aos termocefalos, que projetam sua frustração no cão.

  • Gilmar | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 09h09
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    Parabéns uma boa ação.

Crise | 17/11/2017, 09h:35 - Atualizado: 17/11/2017, 10h:27

Governo Temer não pede urgência em projeto do FEX e dinheiro não deve sair este ano, diz senador


Reprodução

pedro taques wellington fagundes.jpg

Wellington Fagundes cobra que Pedro Taques atue de forma conjunta com a bancada

O senador Wellington Fagundes (PR) alerta que os R$ 496 milhões advindos do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) não devem ser liberado neste ano para Mato Grosso. De acordo com o republicano, a União encaminhou previsão do repasse por meio de Projeto de Lei (PL), ao invés de Medida Provisória (MP) ou PL em regime de urgência, o daria celeridade na liberação.

Caso não seja repassado ainda neste ano, o governo deve atrasar novamente os salários dos servidores, pois o Estado aguardava novas receitas para honrar os compromissos. Em decretos de contenção de agstos, o Executivo estadual citou atrasos em pagamento de R$ 681 milhões referentes às transferências Correntes recebidas da União, sendo o FEX a principal delas.

O não pagamento do Fex deve "estrangular" ainda mais o Tesouro estadual que, neste mês, já atrasou o pagamento de salários de servidores, que foi escalonado. Alguns ainda não receberam.

Wellington analisou com “estranheza” o anúncio do governador Pedro Taques (PSDB) em dizer que o governo federal garantiu o repasse do FEX no fim do ano, pois em reuniões com o presidente da República Michel Temer e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles nunca externaram esse acordo.

Ressalta que, na terça (14), foi protocolado um pedido à presidência para que o governo edite essa MP "que seria único caminho mais rápido para que o governo pudesse pagar o recurso do FEX”, disse o republicano em entrevista à Rádio Capital FM, nesta sexta (17).

Não adianta o governador tomar decisões sozinho se não tiver apoio da bancada e vice-versa

Entretanto, segundo o senador, o governo federal encaminhou à Câmara Federal a liberação do FEX por meio de projeto de lei, que teria que respeitar o trâmite passando por todas as comissões, ser levado em votação ao plenário e, após isso, seguir para o Senado. “Pode demorar de dois a três meses. Dada urgência e necessidade das prefeituras e Estado estão passando isso teria que ser tratado de forma urgente”.

Wellington pontua ainda que a bancada federal de Mato Grosso tem feito o possível para que essa liberação saia ainda neste ano. “Não adianta o governador tomar decisões sozinho se não tiver apoio da bancada e vice-versa. Interesse é de Mato Grosso, das prefeituras, mas quem mais sofre é a população”, sustenta.

Emendas

Em relação às emendas impositivas, Wellington mostrou preocupação com a liberação dos R$ 156 milhões, haja vista que até a semana passada o governo estadual não havia informado ao Ministério da Saúde onde seriam aplicados. “O governador estava viajando. Com a chegada dele, isso deve ser resolvido até semana que vem para que essa liberação possa ser feita”, explica.

O montante, de acordo com o Estado, será utilizado para pagar os hospitais filantrópicos, hospitais regionais, a dívida com a saúde básica dos municípios, a média e alta complexidade e dívidas com as UTIs. Além disso, R$ 26 milhões serão repassados ao Incra e R$ 30 milhões para o fundo municipal de saúde de Cuiabá.

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Comentários (3)

  • Jayme | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 21h17
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    O Wellington Fagundes está certo chega de trabalhar pro Taques fazer nome. Se ele quiser que tire a bunda da cadeira e corra atrás. Sempre usando o trabalho alheio como se fosse seu.

  • Vai Entender | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 19h26
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    Quando o FEX é liberado, o Uélto diz que foi ele quem agilizou tudo...quando atrasa, quem não pediu urgência foi o Temer! Vai entender!

  • Dr Davi | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 11h48
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    Acho melhor sair bem no final do próximo ano pra ser administrado pelo próximo governo, seja Mauro Mendes, seja Neri Geller são muito melhores administradores que o Taques. O Taques é um saco sem fundo, o dinheiro do Estado some e não se sabe pra onde está indo. Repasses municipais atrasados, da Saúde (que vem da União e não deveria ser usado com outra destinação), servidores recebendo atrasado (com efeitos no comércio), enfim uma lambança. Parece que a única empresa que recebe em dia do Estado é a do Carlos Avalone pelo que está sendo levantado na investigação da PF.

| 17/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 16/11/2017, 22h:33

República do "pato do powerpoint"


ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Há cerca de uns 128 anos, a aristocracia semifeudal (elite rural escravocrata) brasileira, a mesma que sempre apoiou o império, descontente com os rumos da monarquia, principalmente no que se refere ao fim da escravidão, a questão religiosa (interversão do Estado na igreja) e a questão da guerra do Paraguai, mancomunou-se com meia dúzia de marechais, generais e coronéis, entre eles, o Marechal Deodoro, amigo de D. Pedro e um dos maiores defensores da Monarquia para aplicarem o maior golpe de estado da nossa história.

Em todo dia 15 de novembro de cada ano, esse episódio é relembrado no feriadão da “Proclamação da República”. República, literalmente falando significa "coisa do povo". Esse golpe, só agigantou a farsa da dominação burguesa no Brasil: uma “República” proclamada sem o povo, de mãos dadas com a “democracia” dos ricos corruptos e sanguessugas desse mesmo povo. Um dos primeiros atos de corrupção do novo regime que nasceu sem a participação popular foi quando os golpistas sacaram dos cofres públicos 5 mil contos de réis para entregarem a Dom Pedro II como forma de indenização, o que de imediato ele recusou dizendo: “Com que autoridade esses senhores dispõem do dinheiro público? ”

De lá para cá, golpes atrás de golpes foram se sucedendo paulatinamente. Em 3 de novembro de 1891, Deodoro da Fonseca, por decreto, dissolveu o Congresso Nacional. Também por decreto, para completar o golpe, ele instaurou o Estado de Sítio autorizando o exército a cercar a Câmara e o Senado para prender os seus oposicionistas. Diante da reação da marinha que ameaçou bombardear a cidade do Rio de Janeiro, caso o presidente continuasse no cargo, vinte dias após o golpe de 3 de novembro, Deodoro renuncia. Com um perfil também ditatorial, em seu lugar, assumiu Floriano Peixoto.

Em 1930, veio o golpe de caráter civil-militar conhecido como “Revolução de 30. Em seguida, em 1937, o golpe do “Estado Novo”. Em 1945, deposição de Getúlio Vargas. Entre 31 de março a 2 de abril de 1964, o malfadado golpe Militar, e, em 2016, o golpe parlamentar-midiático-judicial. A partir daí, o que antes era conhecido como a “república das bananas”, inicia-se o período da república do “Pato do PowerPoint”.

A burguesia brasileira, herdeira das capitanias hereditárias e do colonialismo escravocrata, nunca permitiu que fôssemos realmente uma nação livre, democrática, republicana e soberana

A burguesia brasileira, herdeira das capitanias hereditárias e do colonialismo escravocrata, nunca permitiu que fôssemos realmente uma nação livre, democrática, republicana e soberana. Ela discrimina a música popular e as diversas espécies de manifestação cultural legítima do nosso povo. Prestigiam o cinema estrangeiro, e as férias são usufruídas em Miami, a segunda língua é o inglês, ainda que nos 12 países da América do Sul impere a língua espanhola, com grande número de falantes, e o guarani (uns 7 milhões) que só perdem para o português, em razão dos 210 milhões de brasileiros.

Aqui, nessa terra amada por Deus e bonita por natureza, a propaganda nos meios de comunicação, subornada às classes dominantes, fomenta a crítica e a discriminação contra nossos irmãos da Argentina; nos coloca contra o Paraguai, o tratando como nação de segunda categoria (já o destruímos uma vez, na Guerra da Tríplice Aliança, para atender a ordem e os interesses financeiros da Inglaterra); da mesma forma, somos incentivados a criticar a Bolívia, país de rica natureza e cultura, onde praticamente foi erradicado o analfabetismo e que cresce a ritmo chinês. Outro “inimigo” é a Venezuela, cujos poços de petróleo, somados ao “nosso” pré-sal, nos colocaria na vanguarda da produção de energia num eventual Mercosul unificado.

A coligação golpista cunha/Temer/Aécio/Rede Globo/Lavajato entregou essa riqueza para as petroleiras internacionais, contrariando o projeto interessante ao Brasil, que era o de aplicar o dinheiro do pré-sal nas escolas para nossas crianças e na saúde da população.

Tudo isso está ocorrendo porque os coxinhas midiotas criaram a República do Pato, gente “teleguiada” por um grupo bem organizado, articulado, pequeno, mas com influência que gerou a comoção pública para darem mais um golpe no Brasil. Umas das técnicas usadas foi o “PowerPoint”, transformado pelo Ministério Público Federal como forma preliminar de execução pública de reputações. Por isso, a “república do patinho do PowerPoint” é o conceito que melhor descreve o momento republicano brasileiro.

A configuração dessa nova “república” foi feita para que os bandidões estancassem a “sangria processual” que avançava sobre os chefões políticos do Golpe, como o Eduardo Cunha, Michel Temer e o Romero Jucá, do PMDB, e o meninão, com uma “carreira invejável” (palavras do STF), Aécio Neves, do PSDB. E os criminosos sonegadores de sempre, encastelados na FIESP moveram os barbantes que deram movimento às marionetes que foram às ruas com camisetas amarelas, uma panela na mão e nada na cabeça!

Nessa república do patinho do PowerPoint, é permitido que a polícia federal, a pedido do Rodrigo Janot, instaure um inquérito para investigar a morte de um cachorro. O cão labrador, não mais se locomovia por estar doente e contar com 13 anos de idade, o que equivale a uns 70 anos da espécie humana. Mas como era de Dilma Roussef, o sacrifício do cachorro, por ordem do veterinário, é investigado pelo MPF.

Mas, o mesmo MPF, e a mesma PF que deverá fazer perícia em ossos de um animal morto há dois anos, vê Michel Temer negociar com os deputados todos os dias, dispensando verbas públicas para aplacar a “sangria” de mais um processo criminal. Nesse caso, a compra de votos de deputados, punida no Mensalão, nem passa pelo crivo da instauração de um inquérito.

Os gordos salários dos magistrados que chegam a meio milhão de reais, conforme denúncia, que se tornou pública, não é objeto de qualquer investigação séria. Os bandidos beneficiados com a delação premiada curtem deliciosamente o dinheiro que restou após “entregar” os parceiros de crime. A delação premiada prova que o crime compensa.

Essa é a prova da existência da república do patinho do PowerPoint.

Eu sei que há muita gente arrependida de ter dado apoio ao Golpe. A tal pedalada da Dilma gerou um déficit de 20 bilhões ao país. O timão montado pela Rede Globo, bancos, PSDB e PMDB está multiplicando o rombo por 10, devendo finalizar o ano de 2017 com um déficit que chegará a R$ 200 bilhões.

E o que isso significa?

Significa que o país quebrou, e é por essa razão que o preço da gasolina sobe toda a semana, já não dá para prever quanto custará o gás de cozinha no mês que vem, e temos 15 milhões de famílias sofrendo o drama do desemprego de, pelo menos, um de seus membros.

Imperam atualmente o medo do futuro e a discriminação das minorias, os programas sociais estão ficando na saudade, já se prevê o fim da escola pública e de todo o sistema único de saúde. A burguesia queria um país somente para os da sua espécie, mas vou dar uma notícia ruim: do jeito que anda o governo Temer, com a briga de seus aliados, do PSDB, e a recalcitrância da Rede Globo (que não decide se aposta em Sergio Moro ou Luciano Huck para a presidência) vão nos jogar completamente no “colo” da nova Colônia, o país de Donald Trump.

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (3)

  • Adriano Valente | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 07h24
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    Mais uma das viúvas do PT...discurso decorado, comum aos sindicalistas q enriqueceram nos governos petistas e a professores de esquerda das universidades públicas...esse enredo engana apenas aos inocentes jovens q ingressam nas universidades federais, q depois não conseguem outro trabalho a não ser no serviço público, onde viram sindicalistas e não trabalham mais...pobre Brasil

  • Lázaro sadia II | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 18h42
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    ...sábias palavras nobre sindicalista, é pena que a população (povo) não quer enxergar essa realidade e acham que é chique ser um bairro dos EUA: sem soberania, sem moeda própria, povo escravizado etc...e vem ainda alguns eleitores bestializados e sem rumo reclamarem do PT, do comunismo etc.

  • Said Joseph | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 15h46
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    O País mais parece " A República do Pato Amarelo e do Power Point ".

| 17/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 16/11/2017, 21h:14

Mudança de partido soergue ou enterra Taques?


edesio do carmo artigo 400

Edesio Adorno

Hostis por natureza ao governador Pedro Taques (PSDB), o atraso ou escalonamento salarial, aliada a possível aprovação da PEC do Teto dos Gastos, recrudesce os ânimos dos servidores públicos contra o inquilino do Paiaguás.

Taques sabe que nesta encarnação e, talvez nem na próxima, consiga reverter a abismal rejeição do funcionalismo público ao seu governo. 

O clima de tensão e a permanente beligerância entre Taques e os trabalhadores tem como causa provável a arrogância, a empáfia e a falta de diálogo e, não necessariamente, a perda de direitos, conquistas ou benefícios trabalhistas.

Fornecedores e prestadores de serviços estão desolados. O governo não honra os compromissos assumidos. Os efeitos negativos dessa prática se espraiam pelo estado afora. Taques já está sendo malhado, como se fosse um Judas fora de época.

A saúde pública nunca enfrentou tamanha crise financeira e de gestão. Prefeitos reclamam de atrasos nos repasses constitucionais e a população grita desesperada. O caos é total e generalizado. A justificativa do governo é sempre a falta de dinheiro.

Bem, essa realidade não aceita mitigação.

Do ponto de vista administrativo, Taques precisa dar o pulo do gato, caso queira reconquistar o apoio da população e se habilitar politicamente para disputar um novo mandato de governador.

O pulo do gato exige ousadia para decidir e fazer; humildade para reconhecer erros e capacidade de diálogo. O povo deixou a passividade e assumiu o ativismo político. As redes sociais transformaram o cidadão em protagonista de sua própria história.

Fora as questões de cunho administrativo, o cenário político ainda é indefinido, o ambiente tornou-se favorável a mudanças e a renovações amplas, gerais e irrestritas, como diria Enock Cavalcante. Pescoços serão decepados na Assembleia Legislativa e, se o Parlamento ainda funcionasse no Campo D’Ourique, cabeças seriam lançadas ladeira abaixo.

Zé Taques tem estatura moral, as mãos limpas e seu nome não figura em casos de corrupção. Recente decisão do ministro Luiz Fux, do STF, o inocentou até de uso de Caixa Dois em sua campanha eleitoral. Isso favorece, mas não resolve a questão política.

Tucanos alegam que Taques tratou com indiferença o PSDB; o governador contra argumenta e afirma que o partido nunca fez sua defesa de forma franca, aberta e incisiva. A lua de mel acabou.

Taques já não depende mais de Taques para disputar com chances reais de êxito um novo mandato de governador. Tornou-se refém de Jayme Campos, Blairo Maggi e Mauro Mendes. Alguém poderia supor que a chegada dos dissidentes do PSB ao DEM teria o poder de inflar o ego de Jayme Campos a ponto de motivá-lo a tentar seu retorno ao Paiaguás.

Minha leitura é outra!

O atual vice-gornador e secretário de Meio Ambiente, Carlos Favaro (PSD), roubou a cena, ganhou visibilidade pública, revelou-se administrador habilidoso – o fim da greve no Detran é uma pequena amostra disso -, virou consenso para o grupo político que está no poder e nele quer permanecer e até para setores da oposição que batem cabeça a procura de um nome politicamente viável.

Favaro governador. Blairo Maggi e Mauro Mendes para o senado. Essa chapa agradaria o agronegócio e contemplaria a baixada cuiabana, que voltaria a ter um senador da República. Jayme Campos e Nilson Leitão não seriam obstáculo a formação dessa nova frente polícia, que, inclusive pode ter o apoio do senador Wellington Fagundes (PR) e do prefeito de Cuiabá, Emanoel Pinheiro (PMDB), além de dezenas de prefeitos insatisfeitos com o governo do estado.

Ah, isso é apenas especulação argumentativa; meras possibilidades. Não, meu caro leitor! Trato aqui de probabilidade, o que não se confunde com possibilidade. Favaro, por seus predicados individuais, representa a probabilidade de manutenção do poder político por parte das forças que sustentaram o governador Taques até aqui.

E mais, para concluir, se Taques não fizer como a Águia, que ressurge rejuvenescida das cinzas, a troca do PSDB pelo PPS ou por qualquer outra legenda, terá como efeito prático apenas possibilitar o revezamento dos braços que vão sustentar seu caixão político. O velório segue inexorável. Lindas e límpidas biografias também descem ao tumulo ou são arremessadas ao ostracismo. Se Taques não sabia disso, o avisado está dado, se é que me entende.

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (3)

  • Carlos | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 11h00
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    Sou militante do PSDB e torço para que o Leitão saia ao senado e ao governo saíamos no apoio ao Mauro Mendes, que acredito irá para o PR.

  • Rocha | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 15h45
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    Tá morto , esqueceram de enterrar !!!

  • Oscar Lombardi Fernandes | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 08h18
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    Este governo ditatorial já está enterrado. Infelizmente o que virá pode ser pior! Sou um apaixonado pelo escrutínio, qualquer que seja ele, mas cogito gostar, apenas.

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