Cuiabá, 26 de Maio de 2016
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA | 21/11/2011, 21h:10 - Atualizado: 21/11/2011, 21h:28

Depois de 17 anos, TJ começa a pagar URV para os funcionários

      Depois de 17 anos, diversas greves e um longo processo de negociação, os servidores do Poder Judiciário vão começar a receber as perdas salariais que tiveram durante a conversão da moeda brasileira em 1994, quando o cruzeiro real passou a ser real. Nesta segunda (21), o presidente do Tribunal de Justiça Rubens de Oliveira determinou o pagamento dos funcionários referentes à Unidade Real de Valor (URV).

      Apenas os funcionários que têm até R$ 11,9 mil a receber devem assinar o termo que foi disponibilizado na página da instituição. Eles irão receber tudo numa única parcela. Conforme Rubens de Oliveira, os recursos serão restituídos até 5 de dezembro. “Os servidores que têm crédito acima desse valor vão receber R$ 5 mil, a serem pagos em duas parcelas, a primeira em dezembro e a segunda em janeiro”, salienta o desembargador.

     Ele garante ainda que se houver sobra orçamentária no final do exercício de 2011, ela será utilizada para o pagamento de servidores que possuem créditos de menor valor. Com a medida, a diretoria do TJ se antecede às ações judiciais e facilita o processo. Conforme termo de compromisso firmado entre o TJ e Sinjusmat, os servidores deveriam ajuizar ação de execução para recebimento de seus direitos relativos à URV. Para quitar todo o débito com os mais de 4 mil servidores, que têm direito ao benefício, estima-se que serão necessários aproximadamente R$ 200 milhões.

 

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Comentários (25)

  • JURINEU alves caires | Segunda-Feira, 28 de Março de 2016, 10h29
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    Eu queria uma explicação na integra,sou funcionário desde 1991,vou receber e quando?

  • joao | Sábado, 19 de Março de 2016, 14h00
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    Antes de comentar, por favor olhem a data...

  • Antonio Carlos Correia | Domingo, 24 de Janeiro de 2016, 13h56
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    Acho uma vergonha, esses políticos se aproveitarem das necessidades dos funcionários públicos estaduais para fazerem campanhas eleitorais e se elegerem com promessas de que irão pagar a URV e depois se desculpam alegando que não tem dinheiro, mesmo a justiça dando ganho de causa aos funcionários, o povo tem que se valorizar mais, se vendendo mais caros não acreditando em promessas de políticos inescrupulosos que só pensam neles e no poder que exercem ou vão exercer, mas o bom de tudo isso, é que a morte existe e ninguém consegue fugir desse fim! Pague a URV dos funcionários públicos estaduais, tenham consciência!

  • Jomar | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2016, 10h24
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    Os funcionários lotados na SEAGRI que já estão aposentados irão receber a URV? E qual a data prevista?

  • Cirlei c Braz | Terça-Feira, 17 de Novembro de 2015, 22h46
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    Quero informar se nos professores do estado vamos receber quando? Em relação ao governador o que ele diz a respeito? Por quê quem ganha mais está recebendo primeiro? Tem compaixão de nós e devolve nosso direito sr governador

  • Miguel A.J.P | Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2015, 18h05
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    Porque so o judiciário e o executivo será que não é funcionários!?

  • railda da silva santana | Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2015, 19h49
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    quem foi eleito em 2008tem direito a URV ,e motorista execultivo.

  • railda da silva santanar | Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2015, 19h45
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    os vereadores eleitos em 2008 tem direito a receber urv

  • LIANA | Terça-Feira, 15 de Setembro de 2015, 13h50
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    LIANA, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • claudia garcia | Domingo, 21 de Junho de 2015, 15h57
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    e os servidores da educação vão receber quando esse beneficio? muitas pessoas já se foram(morreram) e nada. por quë as outras receberam primeiro, porqur ñ paga tudo de vez? queria uma resposta sincera, obrigado.

Assembleia | 26/05/2016, 08h:15 - Atualizado: 07h atrás

Fabio diz que PSB não interfere na eleição da Mesa Diretora da AL, mas recomenda que bancada busque unidade governista


O presidente do PSB de Mato Grosso, deputado federal Fabio Garcia, garantiu que não pretende interferir nas eleições da Mesa Diretora da Assembleia.  Apesar de admitir que os quatro integrantes da bancada estão em lados opostos nas articulações, o dirigente só recomenda que mantenham a unidade da base do governador Pedro Taques (PSB). 

Rodinei Crescêncio

Fábio Garcia

 Fabio Garcia afirma que eleição da Mesa Diretora não é processo partidário e não pretende interferir

“É uma eleição interna da Assembleia e os deputados estaduais são os protagonistas. O diálogo deve ser para que o processo seja salutar para a base do governador Pedro Taques, que une a maioria dos parlamentares. O PSB não fará interferência,  não é um processo partidário”, explicou Fabio Garcia em entrevista ao Rdnews

Dos quatro integrantes da bancada do PSB, pelo menos dois podem ser adversários nas eleições da Mesa Diretora previstas para setembro. Enquanto o deputado estadual Eduardo Botelho tenta se viabilizar como candidato à presidente, Oscar Bezerra articula para ser primeiro-secretário na chapa que deverá ser presidida pelo oposicionista Emanuel Pinheiro (PMDB). 

Já Max Russi entrou no chamado Grupo dos Nanicos, formados por deputados estaduais dos partidos com menor representatividade na Assembleia. O bloco que ainda conta com Sebastião Rezende (PSC), Pery Taborelli (PSC), Wancley Carvalho (PV) e Zé Carlos do Pátio (Solidariedade) se unificou para debater com os virtuais candidatos e buscar espaço na Mesa Diretora. 

Mauro Savi, por enquanto, está afastado das articulações da Mesa Diretora. O parlamentar que migrou do PR na última janela já foi presidente e primeiro-secretário da Assembleia, mas deve ficar fora de qualquer composição neste ano. 

Deputados de partidos nanicos se unem para disputar espaço na Mesa

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| 26/05/2016, 07h:15 - Atualizado: 03h atrás

Se colocar no lugar do outro

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Maria Rita

A gravidez é um fenômeno que nos leva a viver novas experiências mesmo. Uma situação muito rica é a de pertencer temporariamente ao grupo dos que têm preferência em atendimento de filas e estacionamento. Antes, tal situação, para mim, era quase imperceptível, mas dada a necessidade de me deslocar bem acima do peso normal fiquei muito feliz em poder exercer este direito.

Por conta disso, chega a ser ainda mais natural me colocar no lugar dos que não apenas em caráter temporário necessitam de tais preferências. É muito importante as conquistas dos diversos direitos e benefícios que os idosos, portadores de necessidades especiais e gestantes possuem. 

Esta semana eu estava numa fila preferencial de uma loja de departamentos e ao chamarem o próximo cliente a ser atendido um rapaz me olhou e, sem a menor cerimônia, passou na minha frente. Fiquei até constrangida com a falta de educação do jovem, mas pouca coisa no Universo me tira do sério e achei melhor relevar.

A moça, que estava atrás do rapaz na fila normal, não pensou como eu. Em alto e bom som disse que havia uma gestante na fila preferencial com o direito a ser atendida primeiro e em dois segundos surgiu uma caixa para me atender.

Agradeci ao gesto da moça e ligeiramente constrangida fui pagar minhas compras. Constrangida do quê, né? Acho que de mim mesma, rs. Pois exercer um direito não é mendigar nada ou ainda transgredir alguma lei. É justamente o contrário, é exercer a cidadania.

Em outro momento estava eu estacionando o carro numa área destinada a este grupo preferencial quando vi um rapaz sozinho estacionando o carro. Enrolei um pouco para ver o porquê de ele estar ali. Não estava “grávido”, aparentemente não possuía nenhuma deficiência e era jovem para estar acima dos 60 anos.

Eu o julguei muito mal, se não fosse este meu constrangimento natural teria feito um barraco. Pois me senti indignada. Mas eis que rapidamente me arrependi do julgamento, pois já na calçada uma mulher grávida em estado adiantado o esperava para juntos entrarem no estabelecimento.

Poderia ser ainda pior o meu julgamento. O rapaz poderia sofrer de alguma deficiência mais difícil de diagnosticar fisicamente, como uma incontinência, e tivesse que estacionar correndo para ir ao banheiro. Afinal ninguém é obrigado a se explicar ao estacionar numa vaga preferencial.

Bom, este texto não tem caráter conclusivo. São pensamentos diversos que me surgiram neste contexto único. Uma situação que não é comum a grande maioria, mas que possibilita um exercício diferente e te ajuda se colocar no lugar dos outros. Muito enriquecedor vivê-la.

Talvez se outros passassem por isso ainda jovens e sem qualquer tipo de deficiência valorizariam mais o que direito alheio. Evitando estacionar onde não deve e também não julgando sem saber.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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renúncia e sonegação | 25/05/2016, 19h:50 - Atualizado: 25/05/2016, 19h:54

Deputado nega recurso de presidente da JBS e exige presença em oitiva no dia 7

Wesley Batista faltou 2 vezes e pode ser conduzido coercitivamente


O presidente da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, Zé do Pátio (Solidariedade), nega o pedido feito pela defesa do proprietário da JBS, Wesley Batista, que pretendia responder aos questionamentos da Comissão por escrito, na oitiva marcada para o próximo dia 7.

Para Pátio, a presença do empresário é essencial a fim de que sejam confrontados todos os indícios de sonegação de impostos, supostamente, cometidos pela JBS, que é investigada pelo uso indevido de incentivos fiscais, concedidos pelo Prodeic. “Queremos que ele (Wesley) responda todas as perguntas para tirarmos as dúvidas a respeito das investigações”.

Gilberto Leite

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   Presidente da CPI, Zé do Pátio diz que se for preciso pedirá condução coercitiva de Wesley Batista

O deputado ainda ressalta que se Wesley faltar à reunião poderá solicitar a condução coercitiva. “Wesley faltou às oitivas marcadas, em abril e maio. Em uma delas, a defesa nos informou que o empresário não compareceu porque estava cumprindo ‘agenda’ em outros países da Europa e Ásia. Até entendemos, mas desta vez não vamos admitir uma nova falta”.

Pátio também lembra que em abril negou outro pedido da defesa de Wesley, no qual o documento determinava que a oitiva fosse realizada a portas fechadas. Neste sentido, o parlamentar explica que até poderia acatar o requerimento, contudo, a decisão teria que ser feita durante a reunião, com consentimento dos demais membros da CPI.

JBS

A convocação de Wesley Batista aconteceu após os membros da CPI ouvirem o diretor de Tributos da JBS, Valdir Boni, em fevereiro. Entretanto, Boni não prestou esclarecimentos necessários que atendessem à comissão. Além disso, Pátio afirma que o diretor entrou em contradição várias vezes. (Com Assessoria)

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| 25/05/2016, 10h:12 - Atualizado: 25/05/2016, 10h:23

Momento exato da decisão correta

rui prado artigo 400

Rui Prado

Mato Grosso é o Estado com a maior vocação rural da nação, o que deveria ser motivo de orgulho, sobretudo para a massa de trabalhadores que torna essa realidade possível. São 255,63 mil homens e mulheres que atuam no agronegócio do Estado com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o equivalente a 32% do universo de trabalhadores no Estado. Sendo assim, o maior produtor agropecuário do país é, ainda, um lugar de oportunidades advindas desse setor, hoje, ávido pelo reconhecimento de sua importância e, principalmente, por desmistificar teorias criadas em torno dele, de que apenas explora visando lucro incessante, sem retorno à sociedade.

Neste 25 de maio, Dia do Trabalhador Rural, convido à reflexão sobre o embate que o agronegócio está vivendo quanto à ventilada possibilidade de taxação das commodities, grande riqueza do Estado, responsável por 51% do seu PIB. Não há dúvida de que o setor é o grande promotor da alavancada de Mato Grosso nos últimos anos. A arrecadação de ICMS entre 2005 e 2015 cresceu proporcionalmente à área plantada no Estado, da casa dos R$ 3 bilhões para os R$ 7,9 bi, sobre uma extensão de 8,48 milhões de hectares para pouco mais de 13 milhões ha. O aumento do ICMS foi de 157% no período, mesmo com um crescimento populacional de apenas 30% (de 2,5 milhões para 3,27mi). E isso aconteceu durante a vigência da Lei Kandir, que desonera o montante da produção agropecuária voltada à exportação – 52% do que é produzido.

Essencial ao desenvolvimento de Mato Grosso nos últimos 20 anos, a importância dessa legislação persiste justamente por ser impensável, em qualquer país que vende ao mercado externo, exportar impostos. Quebrar sua vigência causaria a queda da competitividade e da oportunidade de mercado ao Brasil, além de atingir diretamente a única porção da balança comercial que ainda é superavitária. Como consequência, também diminuiria as oportunidades que o campo promove nocauteando diretamente os postos de trabalho criados a partir do setor.

Essa discussão sobre a Lei Kandir vem à tona a partir de inverdades alardeadas de que a agropecuária mato-grossense não paga ICMS e outros impostos. O agronegócio é responsável por contribuir com nada mais nada menos do que mais de 50% do ICMS de Mato Grosso. Novamente, recorro aos números, contra eles não há argumento.

Do total de R$ 7,9 bilhões em ICMS arrecadados por Mato Grosso em 2015, a produção agropecuária beneficiada, vendida e consumida no Estado gerou R$ 4 bilhões através dos recolhimentos direto, indireto e induzido, o equivalente a 50,6% do todo. Fora isso, de R$ 791 milhões arrecadados pelo Fethab no mesmo ano, o agro contribuiu com 71% deles (R$ 559,9 mi). E tem mais: a compensação da Lei Kandir foi de R$ 296,7 milhões já devolvidos pelo governo federal – ainda faltam recursos (R$ 124,5 mi) –, além de valores da ordem de R$ 900 mi que nossos produtores deixaram em outros estados quando adquiriram produtos necessários ao implemento da produção.

Ou seja, é essencial a Mato Grosso a arrecadação já feita pelo agronegócio aos seus cofres públicos – que, em tese, é revertida para garantir direitos à população em geral, como serviços de saúde e educação gratuitos e de qualidade.

Não se mexe em time que está ganhando. Essa é a reflexão deixada às autoridades estaduais, sejam elas de qual Poder forem, sob o risco de, se mudarem a regra do jogo, causarem estragos e um colapso no estado mais promitente do Brasil. Ao contrário, as autoridades precisam estar atentas às evasões ilegais praticadas em Mato Grosso, para devidamente coibir, punir e cobrar de quem de fato deixa de contribuir. E, nesse sentido, defendo toda e qualquer frente de investigação para apurar ilegalidades quanto à lesão ao erário, e a cobrança da conta. Isso, além da necessidade de enxugamento da máquina, com a efetiva reforma administrativa que o Estado urge.

É hora, portanto, de tomar as decisões corretas pensando o hoje para Mato Grosso, mas, principalmente, em um futuro ainda mais próspero para todos os seus habitantes. Posto isso, seguimos certos de medidas que, ao invés de inviabilizar o que é promissor, permitam o franco crescimento da produção agropecuária no Estado.

Rui Prado é médico veterinário, produtor rural e presidente do Sistema Famato/Senar

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Mesa Diretora | 25/05/2016, 08h:10 - Atualizado: 25/05/2016, 08h:28

Deputado diz que AL errou ao não votar fim da reeleição após escolha de Maluf


O deputado estadual Max Russi (PSB) defendeu o fim da reeleição para os integrantes da Mesa Diretora da Assembleia.  Segundo ele, a alternância e a renovação no comando são fundamentais para resgatar a imagem do Poder Legislativo perante à sociedade. 

A proposta era defendida pelo presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) ainda em 2015, quando assumiu o posto. Entretanto, o próprio tucano deixou de lado o acordo feito com os demais deputados estaduais e se lançou à reeleição, afirmando que a reforma administrativa do Legislativo o credencia para buscar o segundo mandato na eleição, prevista para acontecer em setembro. 

Marcos Lopes/ALMT

deputado max russi Marcos Lopes ALMT.jpg

Max Russi defende que deputados não devem permitir que colegas se "perpetuem" no poder

 “A PEC que prevê o fim da reeleição deveria ter sido votada logo após Maluf ter assumido a presidência. O problema é que o presidente controla a pauta das sessões e não tem interesse na aprovação”, disse Max, em entrevista ao Rdnews nesta terça (24). 

A PEC foi apresentada pelo deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) em março do ano passado. No entanto, continua tramitando nas comissões e ainda não foi remetida para votação em Plenário. 

 Apesar disso, para o socialista, não existe mais espaço para perpetuação de nenhum deputado no comando da Assembleia, como aconteceu no passado. Apesar de não ter citado nomes, o socialista se referiu ao ex-deputado estadual José Riva, que se alternou na presidência e primeira-secretaria durante 20 anos e acabou preso após deixar a vida pública por envolvimento em supostos esquemas de corrupção. 

 “A situação não é nem parecida com a do passado. Hoje temos três candidatos a presidente e um grupo que se articula para influenciar na disputa”, completa Max. 

 Além de Maluf, outro integrante da Mesa Diretora se articula para disputar a presidência: vice-presidente Eduardo Botelho (PSB). O deputado estadual Emanuel Pinheiro também é apontado como virtual candidato a presidente da Assembleia. 

 Grupo dos Nanicos

 Max Russi recebeu aval da bancada do PSB para participar do chamado Grupo dos Nanicos. O bloco é formado pelos deputados estaduais Sebastião Rezende (PSC), Pery Taborelli (PSC), Wancley Carvalho (PV) e Zé do Pátio (Solidariedade). 

  “Como ficamos de lado nas discussões sobre a Mesa Diretora, montamos o grupo. Não temos candidato a presidente. Não apoiamos nenhum dos três. Estamos abertos e vamos conversar com os três. Me aliei porque trabalhando juntos, podemos ser ouvidos”.    

Deputados de partidos nanicos se unem para disputar espaço na Mesa Diretora

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| 25/05/2016, 00h:00 - Atualizado: 25/05/2016, 11h:39

A síndrome de CDM

nestor fidelis texto interno e capa

Nestor Fidelis

Ela é mais comum do que se imagina. Está instalada em quase todos os lares. Toma conta da estrutura mental e comportamental de seu hospedeiro de tal modo que, somente por meio de um delicado e contínuo processo terapêutico, poderá se desinstalar da vida do doente, o que demandará, não raro, a busca por terapia séria e especializada.

Então, quando as pessoas questionam se a síndrome de CDM tem solução, podemos afirmar que a cura para esse mal foi encontrada há mais de dois mil anos.

Quantas vezes caímos em queixas sistemáticas a respeito de questões de grande ou pequena monta? Em quantas ocasiões agimos como se o nosso problema fosse maior do que as nossas forças e adotamos uma postura de incapacidade perante a menor experiência-desafio?

São incontáveis as oportunidades de aprendizado e evolução que desperdiçamos por demasiadamente querer chamar a atenção de alguns, ou de todos que pudermos, para as nossas dores, como se as outras pessoas também não passassem por situações desagradáveis e, possivelmente, mais graves do que as nossas.

Quem assim age está, nitidamente, acometido pela síndrome de CDM, cuja sigla significa: Coitadinho De Mim.

Quando agimos como “coitadinhos”, queremos atrair para nós a atenção que nós mesmos não nos damos, como se as pessoas tivessem a obrigação de sentirem dó de nós, os pseudohumildes.

O coitadinho, infelizmente, emocionalmente mal educado, eis que tal comportamento é aprendido e passa de gerações em gerações como um hábito nocivo, quer viver de aparência, sobretudo para dar a impressão de que seja uma pessoa humilde, ao passo que, em verdade, o que está por trás da máscara do coitadinho é o orgulho.

Ora, num mundo no qual ainda graça o orgulho que, juntamente com o egoísmo, são as chagas da humanidade, o desenvolvimento da vera humildade mostra-se como requisito indispensável para quem queira alcançar um estado de paz e gratidão de espírito.

Todavia, temos sido muito hábeis para tentar ludibriar a nós mesmos e permitir que humildade se torne apenas uma aparência de virtude em nossas vidas, e não uma conquista advinda do esforço pela autoiluminação.

Há ações e pensamentos sintomáticos do real desenvolvimento da humildade, cabendo a cada um observar em si mesmo: a capacidade de pedir perdão; se já sabe ouvir pacientemente, mesmo quando já se tem conhecimento do assunto; confessar que não sabe sobre outros temas; se está buscando conhecer os próprios limites e, em os conhecendo, não agredir-se a si mesmo.

Isso é importante porque a humildade é ativa e não passiva, pois, assim como as demais virtudes, se caracteriza por ser fruto de um processo de autoconhecimento, autodomínio e autotransformação.

Não convém confundir humildade com tentativa de ser “coitadinho”, ou “bonzinho”. Coitadinho é aquele sujeito que vive se lamentando: “ninguém gosta de mim!”, “tudo o que faço dá errado”. Já o bonzinho, que também assume a condição de coitadinho, sempre quer agradar aos outros e vive em busca de alguém com dificuldade para se mostrar como o bom samaritano, o herói da sociedade, conquanto não assuma os desafios íntimos e se empenho para domar suas más tendências.

Como visto, ambos o ego e o orgulho são marcantes em suas personalidades, razão pela qual sentem a necessidade de serem o centro das atenções, de serem admirados.

Chegam a passar por cima de necessidades pessoais com o fito de agradarem a outrem, somente para se sentirem amados, incluídos, não rejeitados, ou por não terem coragem de dizer “não”, tornando-se sérios candidatos a se enveredarem pelo mundo das drogas. 

A humildade é proativa, principalmente por ser a virtude que nos impele a colocar limites nas relações, cientes de nossas capacidades e, também, das deficiências que ainda trazemos. A pessoa humilde não assume compromissos em escala superior às suas próprias limitações.

A princípio, pela falta de costume em nos conhecer, “parece ser” tênue a linha que separa a humildade do orgulho. Muitas vezes, agimos orgulhosamente, pensando (ou fingindo) estarmos sendo humildes, e vice-versa.

Logo, em todas as circunstâncias, vale refletir: o que este sentimento quer me dizer? O que pretendo, verdadeiramente, com tal pensamento? Se tal fato se consumar, como me sentirei? Eventual satisfação é de ordem permanente ou se trata de uma fuga? Em que isso contribuirá com meu crescimento pessoal?

Também não há que se confundir humildade com simplicidade. Há pessoas de vida simples, mas com o orgulho exacerbado.

Geralmente, se dizem humildes, porém as atitudes denotam personalismo e prepotência. E o arrogante nada mais é do que uma pessoa frustrada, que se sente, no íntimo, inferior (mesmo sem sê-lo) e busca disfarçar sua insatisfação com atitudes que vão do deboche à agressão, conquanto mantenha um discurso de humilde.

O amor e a humildade são sentimentos que nos dão força para rejeitar os convites da “porta larga”, bem como as injustas imposições, à luz da lição de Joanna de Ângelis ao asseverar que “se equivoca aquele que diz ser quem não é, tanto quanto aquele que não diz ser quem é”.

Destarte, somos convidados a desenvolver o autoamor, por meio da autoaceitação, sem acomodação, agindo com flexibilidade perante os erros, que também são meios de aprendizado.

Jesus é nossa referência maior de humildade com autoridade moral. Suas lições foram vividas para que tivéssemos exemplos reais e possíveis de serem seguidos, por isso, somos convidados a conhecer o Evangelho por meio do estudo sério e reflexivo, a fim de que, sentindo as luzes da Boa Nova em nossos corações, na qualidade de orientação segura para a reforma íntima, possamos vivenciar o Espiritismo, ou seja, reviver o Cristianismo primitivo, simples e repleto de amor e fraternidade, aprendendo com aquele que é manso e humilde de coração, tomando as Leis Divinas como o direcionamento adequado para a conquista da felicidade.

Nestor Fernandes Fidelis é advogado, doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais e escreve exclusivamente para este Blog toda quarta-feira - nestor@nestorfidelis.adv.br

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Comentários (3)

  • julio | Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016, 11h18
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    ze do pátio, leia isso.

  • Sonia Fátima | Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016, 09h49
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    Parabéns Amigo Nestor... DEUS o abençoe, bela reflexão.... Continue com JESUS...

  • ANDRESSA | Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016, 07h54
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    Excelente artigo. Nos reporta a refletir sobre nossos .

articulações | 24/05/2016, 16h:00 - Atualizado: 24/05/2016, 16h:05

Pivetta usa redes sociais e nega disposição para ingressar na equipe do governador


O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PSB), usa o Facebook para dizer que não recebeu convite do governador Pedro Taques (PSDB) para assumir o comando da secretaria estadual de Saúde (SES). Além disso, afirma que não está à disposição para novos compromissos no momento. “Reforço minha confiança e estima pelo governador Pedro Taques, e torço para que seu governo seja exitoso”, assinala.

Apesar da negativa, circula nos bastidores a informação de que Pivetta está cotado para assumir a SES ou a secretaria estadual de Planejamento (Seplan). A possível nomeação teria objetivo de fortalecer a articulação política do Governo. 

Além de Pivetta, outro político cotado para reforçar a equipe de Taques é o deputado federal Nilson Leitão (PSDB). O tucano poderá assumir a chefia da Casa Civil.

As tratativas sobre possíveis mudanças no secretariado estão sendo mantidas em sigilo pelo grupo do governador. Para evitar alarde, devem ser concretizadas no prazo de 40 dias, na implementação da segunda etapa da reforma administrativa do Estado.

Taques fortalece articulação e deve escolher Pivetta e Leitão como gestores

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Comentários (1)

  • ariane | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 19h40
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    Pivetta deveria assumir o governo de MT. Perfeicao so em Cristo, mas os Pivettas fazem excelentes gestoes em Lucas e Mutum. Pede pra sair Pedro. Os cidadoes precisam de menos discursos e mais trabalhos, prestacoes de servicos

Articulação | 24/05/2016, 14h:30 - Atualizado: 25/05/2016, 00h:12

Taques se reúne com deputados em jantar; reforma administrativa no "cardápio"


O governador Pedro Taques (PSDB) se reúne com a base governista da Assembleia, na noite desta terça (24), com objetivo de pedir apoio para aprovação da segunda etapa da reforma administrativa. O local do encontro, que deve encerrar com jantar de confraternização, está sendo mantido sob sigilo justamente para evitar o assédio da imprensa. 

Os deputados estaduais se reunirão com Taques após a sessão em que devem apreciar o veto do Executivo ao Reajuste Geral Anual de 11,28% aos servidores do Poder Judiciário. Como o governador já liberou os integrantes da base governista para votarem da maneira que julgarem mais conveniente, a derrubada ou manutenção não influenciará no relacionamento entre o tucano e seus apoiadores. 

O veto, no entanto, ainda não chegou na Assembleia. A expectativa é que seja remetido ao Poder Legislativo ainda nesta tarde. 

A reunião com os deputados estaduais foi confirmada ontem (23) à noite e faz parte da estratégia para fortalecer a articulação política do governo. Além da reaproximação com os parlamentares, Taques ainda planeja substituir algumas peças do secretariado por políticos de expressão como o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e o prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PSB). 

André Romeu

TAQUES E FAVARO.jpg

Governador Taques e vice Fávaro se reúnem com deputados para debater reforma administrativa

Taques espera receber 21 dos 24 deputados estaduais nesta noite. Somente Janaina Riva (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB) e Zeca Viana (PDT), que fazem oposição sistemática no Parlamento, não foram convidados para dialogar com o governador. 

 Além de Taques, a reunião deve contar com a presença do vice-governador Carlos Fávaro (PSD). O social-democrata se tornou peça-chave na articulação com a Assembleia por presidir o PSD de Mato Grosso, que tem a maior bancada no Legislativo, formada por seis deputados estaduais. 

Reforma Administrativa 

A segunda etapa da reforma administrativa é finalizada pela equipe técnica de Taques, liderada por Marco Marrafon. Apesar de ter sido remanejado da secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) para a pasta da Educação, ele se comprometeu em concluir essa tarefa antes da oficialização da mudança confirmada nessa segunda. 

O principal item da segunda etapa da reforma administrativa será a fusão da secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) com o Gabinete de Projetos Estratégicos. Além disso, o Executivo avalia a extinção de autarquias como Fapemat, Metamat e MT-Gás. 

 Na primeira etapa da reforma administrativa, o governo extinguiu 1.130 cargos comissionados. A Loteria do Estado de Mato Grosso (Lemat) também foi extinta, assim como 40 cargos em comissão e funções de confiança da secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).

Taques fortalece articulação política e deve nomear Pivetta e Leitão

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Comentários (2)

  • ana de campos | Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016, 00h37
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    PEDRO TAQUES, o Governador QUE ORGULHA Mato Grosso! PEDRO TAQUES, o político A SERVIÇO DO CIDADÃO/SERVIDOR DE BEM! Chegou a hora, Mato Grosso. CORAGEM e ATITUDE para AVANÇAR! PEDRO TAQUES, É O NOSSO ORGULHO!

  • Edisantos Amorim Economista | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 15h56
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    Oportuno e necessário essa segunda etapa da reforma administrativa do estado o que dará folego para buscar o equilíbrio da Lei de Responsabilidade Fiscal do estado e o superavit nas contas.

| 24/05/2016, 14h:23 - Atualizado: 24/05/2016, 14h:45

Governador diz manter diálogo sobre RGA e apresenta proposta na próxima semana

Taques afirma que se der reajuste, o Estado não terá condições de pagar integralmente a folha de junho e cita que entre 2014 e 2015 autorizaram tantos benefícios que arrebentaram com o Estado


Mayke Toscano

pedro taques gabinete

Governador Pedro Taques, no Paiaguás, nesta 3ª

O governador Pedro Taques disse nesta terça, numa conversa numa sala ao lado do seu gabinete no Palácio Paiaguás, que, se conceder o RGA de 11,28% ao funcionalismo, não conseguirá pagar a folha de junho, algo em torno de R$ 630 milhões. Disse lamentar a crise econômica, que atinge a todos, e obriga o governo a repensar sobre o benefício, levando-o a optar ou pelo RGA ou pelo pagamento em dia da folha.

Observa que o governo já tem dinheiro em caixa para no próximo dia 30 pagar salário de maio. O Executivo conta com cerca de 100 mil servidores. As despesas com pessoal já superam os 49% das receitas correntes líquidas. Por conta do impasse, a categoria está decidida a entrar em greve geral.

Taques observa que 25 Estados não pagaram RGA este ano. No caso de Mato Grosso, o governador afirma que está aberto ao diálogo, espera avançar nas negociações com o Fórum Sindical, numa reunião nesta terça à tarde e acredita que possa surgir alternativa na próxima semana. Disse não ser autoritário e nem centralizador, tanto que o Executivo já promoveu 102 reuniões, todas elas registradas em ata, e que até agora não encontrou alternativa capaz de atender o pleito salarial do funcionalismo sem comprometer o caixa.

Ele diz que o governo não se fechou às negociações, estuda os números e acredita no surgimento de uma proposta capaz de fechar acordo na próxima semana.

O chefe do Executivo considera legítima a manifestação dos servidores, que paralisaram as atividades nesta terça, fizeram protesto em frente à secretaria estadual de Gestão e depois saíram em passeata até a praça das Bandeiras, no complexo do CPA. "Todos precisam ter clareza da crise. A colaboração é de todos. Vamos analisar a situação com tranquilidade para decidir. Fui eleito com a cara nas urnas para isso".

Possibilidades

Pedro Taques afirma que foram debatidas, inclusive com o Fórum Sindical, algumas possibilidades e todas descartadas. Avaliou-se demissão de comissionados, mas pondera que dos seis mil ocupantes de cargos DAS, apenas 1,5 mil não são de carreira, o que representaria uma economia mensal de R$ 5 milhões, o que traria pouco reflexo na "enxugamento" da folha..

Foi discutida também a hipótese de desligar os 8 mil servidores que estão em estágio proboatório, mas quase todos são da secretaria de Segurança Pública, o que também se torna impraticável. "O custeio da máquina já está no osso. Gastos com pessoal estão acima de 49%. Chegamos a essa situação porque entre 2014 e 2015 deram tantos benefícios (aos servidores) que arrebentaram o Estado", pontua Taques, que assumiu o comando do Estado em janeiro do ano passado.

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Comentários (22)

  • alexandre | Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016, 09h02
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    O Governo faz ouvidos moucos, só ouve o que fala ou que lhe convêm, quem errou em não provisionou o RGA foi o governo, quem planejou errado a perspectiva de inflação foi o Governo, em aumentar o orçamento em 20 % sem ter recursos, solução pra crise é clara: redução dos duodécimos, alterar a LDO, taxar o agronegócio, a lei kandir nunca falou em imposto zero, o governo não quer mudar nada, não quer taxar os financiadores e baroes do agronegócio, os Poderes querem continuar a construir Castelos e manter seus privilégios, a LRF não veda o RGA e sim aumentos pra carreira amigas que o Pedro Taxis concedeu e não poderia com o limite estourado, por este profundo desrespeito a lei do RGA e servidores greve geral, o Estado vai parar, a crise não pode ser paga com o suor dos servidores, não aceitaremos casas bahia em 24 X pra começar a pagar em 12/2016. vai aumentar a verba indenizatoria pros FTEs ?

  • ana de campos | Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016, 00h34
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    PEDRO TAQUES, o Governador QUE ORGULHA Mato Grosso! PEDRO TAQUES, o político A SERVIÇO DO CIDADÃO/SERVIDOR DE BEM! Chegou a hora, Mato Grosso. CORAGEM e ATITUDE para AVANÇAR! PEDRO TAQUES, É O NOSSO ORGULHO!

  • Rosana | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 22h29
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    Eu nunca ouvi falar que pra cumprir uma lei tem que desrespeitar outra! Pra cumprir a LRF tem que deixar de pagar a lei de RGA? Ou só cumpre a lei que lhe convém? O governo lamenta a crise econômica? Ah é? Então pq não começa a economia pelo palácio? Pq ao meu ver doações pra eventos do PSDB em Nova York como teve em 2015 e neste ano, não trazem retorno e benefícios nenhum para o estado! Nem reforma de gabinete Sr governador! Ou esqueceu que estamos em tempo de crise?! E como pretende passar por cima da lei e "desligar" servidores em estágio probatório? Já que por lei eles têm direitos adquiridos e pra serem exonerados têm que passar por vários processos? Comece cortando folha no palácio Paiaguás das inúmeras nomeações muitas vezes desnecessárias de puxa-sacos como o Luiz Fernando do comentário abaixo... Pq se vc não sabe Luiz Fernando, sou servidora, não irei emendar o feriado, e se vc teve um atendimento com "serviço público de quinta categoria", pode ter ctz que a culpa não é do servidor. E sim do estado, pq o servidor só faz o que está em suas mãos fazer! Agora se vc está com inveja pq não conseguiu passar num concurso público, e ter os direitos que temos, paciência meu querido! Vá estudar ao invés de comentar asneira a respeito de algo que vc desconhece! Pq o servidor antes de tudo, pagou uma inscrição, fez uma prova, passou, esperou ser chamado e td santo dia aguenta merda de gente igual vc! E não é um governador que está passando pelo governo, que pode ACABAR com a carreira de um servidor assim...

  • Simão Bueno | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 21h51
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    Taques é adepto do quanto pior melhor. Acostumado a levar no grito vai levar o estado ao caos. Cuidado pra não sofrer IMPEACHMENT, está achando que ainda é promotor??

  • Funcionário Aposentado 78 anos | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 21h44
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    Podia pagar já em maio a RGA dos aposentados, homens e mulheres velhos, acima dos 70 anos, vários deles já muito doentes, no final da vida. Pense nisso, Sr. governador.

  • Julio Ferreira | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 21h43
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    Pedro Taques é centralizador e maquiavélico. Vive repetindo que o estado está em crise, quando a arrecadação ultrapassou 2 bilhões do previsto para tentar fazer que a coletividade internalize isso como verdade, com o propósito escuso de colocar a população contra os servidores; não impediu a corrupção na Seduc; contratou aproximadamente 1.500 servidores sem fonte de custeio desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e pôs em sacrifício o servidor. Ou seja, é desconfiado, centralizador e desorganizado. É gestor de um único mandato. Tomara que o Leitão não vá pra esse desgoverno pra se tornar mais uma garota de recado pra assumir a impopularidade no lugar de Taques.

  • Marcos Rocha | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 18h37
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    É só lembrar um pouco, quem era o seu maior amigo, em quem se espelhava, o nosso pedro promessa , no Demostenes Torres, tambem procurador e que se dizia Honesto, e vejam o que aconteceu com ele,,,e era muito amigo do pedro promessa. Legalista

  • TARSO | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 18h21
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    DIFÍCIL DE ACEITAR ESSA HISTÓRIA DE NÃO CUMPRIR O RGA. NO MÍNIMO, DEVERIA CUMPRIR DE IMEDIATO O PREVISTO NA LOA E DEPOIS NEGOCIAR A DIFERENÇA. UM ANO PRA SE PLANEJAR E NADA!!!! GREVEEEEEEEEE!!!! B

  • gilstinho | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 18h21
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    Governador, esta crise senhor fala, foi criado por vocês mesmo ai do poder. Antão dê um jeito no corpo e vá buscar recursos pra pagar o direito ja trabalhado, e que foi corrido pela a inflação, que vocês gestores, também do governo fez crescer.Cade o FEX e outros que ta entrando no cx do Estado?

  • Ana Margarida de Jesus | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 17h41
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    O governador Pedro Taques esta aberto ao diálogo com os servidores sobre o repasse do GRA, esta garantindo o salário em dia, temos que confiar na sua gestão séria e comprometida com o estado.

| 24/05/2016, 08h:12 - Atualizado: 24/05/2016, 08h:18

Vamos cuidar do que é nosso

glaucia amaral artigo 400

Glaucia Amaral

Sabe o cuidado que temos com aquilo que construímos a vida inteira: nossa casa, nossos bens, nosso patrimônio – pelos quais zelamos e buscamos sempre a melhor forma de defendê-los? Imaginemos então um patrimônio construído pela sociedade ao longo dos anos, que forma a nossa história, que é alicerçado no esforço coletivo e permeia o cotidiano de todos.

O conjunto do patrimônio público é inestimável, nessa expressão estão compreendidos nossos parques, hospitais, escolas, o meio-ambiente e, também, com outra natureza e mais visibilidade, o que se chama de dinheiro público. Todos esses valores são defendidos pelos Procuradores do Estado que, apesar das dificuldades que enfrentam, como a deficiência de estrutura e um quadro reduzido, não se deixam desviar do foco que tinham quando passaram neste concurso.

Ingressar nesta carreira significa encarar os desafios e responsabilidades do cotidiano e traz o dever de dialogar com o nosso representado, o povo – o dono desses bens, que tem o direito de conhecer a sua procuradoria.

Atualmente, somos 62 procuradores do Estado de Mato Grosso ativos. Todos compartilham a expectativa de uma PGE/MT mais bem estruturada. É imprescindível uma sede própria e a realização do tão esperado concurso público para preencher os cargos vagos.

Afinal, é da defesa do nosso erário que estamos falando, da estrutura de Estado que a sociedade precisa para ver defendidos os recursos e bens, fruto dos impostos, que formam o patrimônio que, afinal, é do povo mato-grossense.

O último sábado, 21 de maio, marcou o Dia do Procurador do Estado. E, em alusão a esta data, não poderia deixar de falar com a sociedade, titular dos interesses públicos que temos por dever defender, do que é necessário para avançar. É a sociedade quem espera e merece que os órgãos tenham estrutura  de modo que a proteção ao erário realmente aconteça.

A sociedade, estarrecida, assiste a corrupção, principalmente ligada à realização de obras públicas, alastrar-se por todo o país. É preciso fortalecer as instituições de defesa e proteção do patrimônio público.

Vamos continuar exercendo nosso papel de orientar, fiscalizar e defender o erário mas sabemos que juntamente com a sociedade, com  todos os donos desse patrimônio, poderemos fazer ainda mais. Não é demais lembrar das condições necessárias para o exercício da função. Condições que devem vir do Estado, afinal, como diz uma antiga frase sobre advocacia pública: governante honesto não tem medo da Procuradoria do Estado forte.

Glaucia Amaral é Procuradora do Estado e presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso.

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Comentários (2)

  • telma | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 21h37
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    Gostaríamos de saber aonde estava a PGE nas omissões do Estado quando decorreram as corruções alegadas pela advogada e, ainda, quais as ações que poderiam impedir o caos vivido pela sociedade matogrossense. Interessante que a advogada não fala em RGA nem valorização dos servidores públicos em geral, mas dá uma indireta no Governador por uma sede nova e pela valorização dos próprios Procuradores, que têm o melhor subsídio do país. Será que tem algum Procurador envolvido em corrupção no Estado que não seja apenas obras?.

  • Eliane Ribeiro | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 14h24
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    Como sempre a PGE cuidando do que é SEU, nada do que é nosso. Falam em cuidar do patrimônio público mas exigem condições para trabalhar, Oras, já estão abrigados nos melhores prédios, ainda querem sede própria! Na verdade, querem mesmo é orçamento próprio, assessores próprios, mais verbas indenizatórias... Querem até empresa terceirizada para fazer seu próprio trabalho, basta lembrar que este governo estuda contratar empresa para cobrança da DÍVIDA ATIVA, obrigação dos Procuradores. Já recebem os melhores salários do Estado, são os responsáveis pela defesa nas ações judiciais que dão a eles próprios direitos que depois são negados aos demais servidores, como URV. São a casta, os encastelados do Poder Executivo, mas, como todos que possuem uma visão míope do que é público, querem mais, sempre mais... e ainda dizem que defendem o que é nosso!

Paiaguás | 24/05/2016, 08h:00 - Atualizado: 24/05/2016, 14h:53

Taques fortalece articulação política e deve escolher Pivetta e Leitão como secretários


 O governador Pedro Taques (PSDB) está convencido da necessidade de fortalecer a articulação política do governo do Estado. E foi buscar a solução junto aos principais apoiadores: o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e o prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PSB).

O Rdnews apurou que, nos bastidores do Palácio Paiaguás, existe articulação já avançada para que Leitão assuma a chefia da Casa Civil. Já Pivetta poderá ser aproveitado no Planejamento ou na Saúde.

O possível ingresso de Leitão, ex-prefeito de Sinop, e Pivetta no primeiro escalão de Taques já foi tratado em diversas reuniões. Entretanto, o Palácio Paiaguás guarda o assunto "a sete chaves", com recomendação de evitar o vazamento para não comprometer a estratégia. Oficialmente, como o próprio governador gosta de falar, se necessário, a orientação é dizer que não passa de "fuxico" e "mexerico".

Caso sejam confirmadas, as nomeações devem acontecer no prazo de 40 dias. Isso porque Taques pretende aproveitar a segunda etapa da reforma administrativa, que está sendo finalizada pela equipe técnica do Executivo e sequer foi enviada à Assembleia, para promover as mudanças sem muito alarde.

Reprodução

pivetta_leitao

Aliados de 1ª hora de Pedro Taques, Otaviano Pivetta e Nilson Leitão podem se tornar secretários

A segunda etapa da reforma administrativa tem objetivo de avançar no enxugamento da máquina pública. Uma das medidas já confirmadas será a fusão da secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) com o Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE).

Leitão está cotado para substituir o primo do governador, Paulo Taques, na Casa Civil.  Fonte do Palácio Paiaguás revela  que o secretário já acumula diversos desgastes e está com o "prazo de validade" vencido no primeiro escalão.

A possível nomeação de Leitão abriria espaço para o suplente José Augusto Curvo, o Tampinha (PSD) retornar à Câmara dos Deputados. Com isso, Taques ainda daria um "afago" no PSD, partido do vice-governador Carlos Fávaro, que tem seis integrantes na bancada da Assembleia, sendo fundamental para garantir a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

Pivetta, que coordenou o processo de transição no final de 2014, poderá ser designado para substituir José Bussiki Figueiredo na Seplan ou Eduardo Bermudez na Saúde. O lugar do socialista no staff ainda não está definido.

A fama de gestor eficiente credenciou Pivetta, que recentemente trocou o PDT pelo PSB, perante Taques. Caso aceite integrar o secretariado, deverá renunciar, deixando a Prefeitura de Lucas do Rio Verde sob a responsabilidade do vice Miguel Vaz (PPS). Com isso, também abre mão da possibilidade de disputar a reeleição e fortalece o aliado.

Partidos

Taques iniciou o mandato com três secretários filiados a partidos, mas sempre ressaltando que todas as nomeações seguiram critérios técnicos. Permínio, do PSDB,  assumiu a Educação enquanto Suelme Evangelista, do PSB, ficou no comando da pasta de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária. Já Adriana Vandoni, que era do PDT e acompanhou Taques na migração para o PSDB, foi a escolhida para o Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção.

Permínio caiu em 3 de maio, diante do escândalo de corrupção que eclodiu com a Operação Rêmora - que apura supostas fraudes em processos de licitação do estado. Suelme, por sua vez, segue firme com trabalho discreto, mas eficiente.  Ao contrário, Vandoni não foge das polêmicas e sempre contrapõe os adversários do governador.

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Comentários (17)

  • Zé França | Quinta-Feira, 26 de Maio de 2016, 10h45
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    Vejo que o Piveta e o Leitão terão um melhor relacionamento com o Legislativo e os Executivos Municipais para buscar a solução dos problemas primordiais do Estado e Municípios.

  • roberto | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 18h17
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    Senhor JOSE FRANCISCO, franciscamente o senhor tem toda a razão em suas preocupações . Todavia , o que não se entende é como um governo sabidamente corrupto como o SILVAL pagava rigorosamente em dias , tantos os servidores bem como os fornecedores do estado. e ainda por cima fazia algumas obras, mesmo que mal acabadas;

  • Emerson Calcanhoto | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 16h48
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    Emerson Calcanhoto, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • joao do pedregal | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 16h15
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    joao do pedregal, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • José Francisco Capistrano de Pinho | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 14h58
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    Vejo que tem muita gente irada contra o Sr. Pedro Taques, será por causa da RGA? Povo tolo, não enxerga que o governo está tentando fazer o melhor! Antes tínhamos muita corrupção. A corrupção tira direitos, tira emprego, tira alunos da escola, tira pacientes de hospitais, pessoas morrem - O dinheiro desviado e não investido pelo governo, não circula no comércio, gerando menos emprego - o governo não investe na qualidade dos serviços da saúde, educação e segurança. Enfim, é uma cadeia de malefícios que prejudica a sociedade como um todo. Sob essa ótica, a população já está ganhando de forma direta com o combate a corrupção! Quanto a RGA, ela deve sair em algum momento, tem que ter paciência. O país está em crise, o PT quebrou o Brasil, vamos ter paciência! Será que o servidor preferiria continuar com o país tomado pela corrupção, tanto em nível de Brasil, quanto de estado, desde que recebesse a RGA? Claro que não, pois chegaríamos num ponto que além de ser impossível conceder a RGA seria impossível pagar os salários, pois o país estaria inviável economicamente.

  • José Francisco Capistrano de Pinho | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 14h54
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    Vejo que tem muita gente irada contra o Sr. Pedro Taques, será por causa da RGA? Povo tolo, não enxerga que o governo está tentando fazer o melhor! Antes tínhamos muita corrupção. A corrupção tira direitos, tira emprego, tira alunos da escola, tira pacientes de hospitais, pessoas morrem - O dinheiro desviado e não investido pelo governo, não circula no comércio, gerando menos emprego - o governo não investe na qualidade dos serviços da saúde, educação e segurança. Enfim, é uma cadeia de malefícios que prejudica a sociedade como um todo. Sob essa ótica, a população já está ganhando de forma direta com o combate a corrupção! Quanto a RGA, ela deve sair em algum momento, tem que ter paciência. O país está em crise, o PT quebrou o Brasil, vamos ter paciência! Será que o servidor preferiria continuar com o país tomado pela corrupção, tanto em nível de Brasil, quanto de estado, desde que recebesse a RGA? Claro que não, pois chegaríamos num ponto que além de ser impossível conceder a RGA seria impossível pagar os salários, pois o país estaria inviável economicamente.

  • Julio Ferreira | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 14h14
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    Senhores não se envolvam com este governo, Pedro Taques é centralizador e maquiavélico. Vive repetindo que o estado está em crise, quando a arrecadação ultrapassou 2 bilhões do previsto para tentar fazer que a coletividade internalize isso como verdade, com o propósito escuso de colocar a população contra os servidores; não impediu a corrupção na Seduc; contratou aproximadamente 1.500 servidores sem fonte de custeio desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e pôs em sacrifício o servidor. Ou seja, é desconfiado, centralizador e desorganizado. É gestor de um único mandato. Espero vc Leitão pra governador. Sai fora desse governo pq ele não tem solução.

  • Cardosinho | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 14h11
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    Agora termina de afundar de vez o governo.

  • justino anibal da costa faria | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 12h43
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    o pior governador de mt nos ultimo 40 anos sr pedro taques o famoso justiceiro.

  • matogrossenseroxo | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 11h48
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    TEM COMO TROCAR O GOVERNADOR PELO PIVETTA SÓ ESSE DA CONTA DO RECADO ESSE DEVERIA SER O GOVERNADOR DO ESTADO

| 24/05/2016, 00h:00 - Atualizado: 23/05/2016, 15h:20

Quem fala o que quer

Olga_200_fora

Olga Lustosa

Eles nos querem quietos, ignorando convenientemente a realidade política, mas a omissão é um pecado que se comete não fazendo nada e a democracia prescinde de um estado de mobilização, inspirado para entrar em ação a qualquer momento. 

Somos ignorantes em muitas coisas e o interesse cegou muitos que se dedicaram as questões sutis e especulações remotas, por isso, nesse instante, as pessoas estão grosseiras, denegrindo a opinião de amigos para expor “suas opiniões claramente superiores", em todos os níveis de discussões, não apenas sobre política.

E o que acontece com os que não se sujeitam a seguir a manada? Ah! Estes seguem pressionados pelo patrulhamento, são agredidos pela violência verbal que tomou conta de quem milita em qualquer lado.   

Se algo nos foi ensinado pelos momentos de turbulência pelos quais passa o Brasil, foi que é nosso dever, é nossa obrigação, é nosso direito expressar o que pensamos sobre os fatos que ocorrem e que diretamente afetam nossas vidas. Porém, antes de falar qualquer coisa ponha-se no lugar de quem vai ouvir.

A mídia social é um lugar poderoso para fazer comentários e alimentar discussões, porém, com o equilíbrio necessário, pelo menos no meu círculo social, vamos um ajudando o outro, tentando entender um monte de acontecimentos que vão muitíssimo além da propaganda da oposição e da negatividade do cidadão zeloso.

Discutir contribui para a construção de um cenário em que se pode ver e aprender sobre os episódios que dizem respeito a nós todos.

Precisamos continuar conversando, movidos pela razão ou pela paixão, com civilidade política e flexibilidade ideológica. Podemos ser influenciados por argumentos de um lado e escutar os contra argumentos do outro lado e juntar tudo, porque ambos os lados de um debate são importantes em um processo de tomada de decisão séria; esta é a hora de crescer, dizem muitos. 

Outros dizem que estamos enfrentando época de instabilidade econômica, de toxicidade social, agressões e perigo eminente de estrangulamento econômico, sobretudo causado pelas grandes dívidas que os governos contraem com grandes corporações que bancam ascampanhas eleitorais milionárias, e quando as empresas apresentam a fatura, os políticos precisam meter a mão no caixa dos órgãos que administram, além devender a alma ao diabo para pagar.

Como saber onde está a verdade? A divergência, a desafinação de ideias, as discussões mesmo em tom mais áspero, são normais, são saudáveis, são construtivas. 

Como promover a mudança que queremos, as reformas que precisamos se nos melindramos com as críticas e tememos colocar nossas vozes acima da arrogância dos que pensam ter razão, sempre? Deixa que paire a leve opressão quando professar a fé, quando se posicionar politicamente, quando falar sobre amor e sexo. Uns entenderão, outros não. Os bons debates prescindem de unanimidade. 

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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Staff | 23/05/2016, 18h:31 - Atualizado: 23/05/2016, 18h:58

Cunhado de deputado, Bussiki assume pasta de Planejamento e finaliza LDO-2017

Novo secretário é cunhado de Wilson Santos, que nega indicação


Arquivo

José Bussiki Seplan

 José Bussiki assume como interni na Seplan e finaliza a LDO

José Bussiki Figueiredo assumirá interinamente a Secretaria de Planejamento (Seplan). O anúncio foi feito pelo governador Pedro Taques (PSDB) na tarde desta segunda (23). 

Bussiki substitui Marco Marrafon, que foi remanejado para a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). A pasta foi alvo de escândalo após o Gaeco deflagrar a Operação Rêmora, que desmantelou esquema de direcionamento de licitações e cobrança de propinas sobre obras orçadas em R$ 53 milhões. 

O novo secretário da Seplan é gestor governamental da Seplan desde 2001. Servidor de carreira, Bussiki ocupa atualmente o cargo de secretário adjunto de Planejamento. 

Entre 1995 e 1998 foi presidente do Cepromat , hoje MTI – Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação e de 2015 a 2016 foi secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas. Na prefeitura de Cuiabá foi secretário municipal de Finanças entre 2005 e 2006.

A prioridade de Bussiki é a finalização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, que deve ser entegue até o dia 31 de maio na Assembleia  . A meta é dar continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido por Marco Marrafon na evolução da gestão estratégica de Mato Grosso, com o uso de novas tecnologias de planejamento estratégico, com ferramentas de monitoramento e indicadores para implantação da metodologia de gestão de resultados.  

O líder do Governo na Assembleia  Wilson Santos (PSDB), que é cunhado de Bussiki, nega ter influenciado na indicação. O tucano alega sua cota de indicações para cargos na equipe de Taques está preenchida desde o ano passado.

“Não fui consultado pelo governador e nem quero opinar sobre esse assunto. Minha cota está preenchida e tenho o mesmo número de indicados que todos os deputados da base governista”,  garante. 

Wilson diz que já preencheu cota e nega indicação do cunhado para Seplan

Pelo acordo firmado no inicio da gestão, cada deputado governista teria direito a 20 indicações. Entretanto, o acerto contempla apenas cargos DGA-4 para baixo, excluindo secretários, adjuntos e coordenadores. (Com Assessoria)

Taques oficializa escolha de Marrafon para Seduc; secretário cita 3 eixos

 

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Comentários (3)

  • Hélio | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 11h11
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    Se fosse um governo do PT isso seria escândalo.

  • Jose Pereira | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 06h22
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    Jose Pereira, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Aroldo de Luna Cavalcanti | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 23h27
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    Gente nossa! Grande escolha. Competência chegou ai e parou. Parabéns, com certeza vai fazer um ótima gestão, conhece bem os atalhos.

NACIONAL | 23/05/2016, 13h:30 - Atualizado: 24/05/2016, 08h:54

Medeiros defende equipe de Temer e não acredita em pacto para barrar a Lava Jato


O senador José Medeiros (PSD),  ferrenho defensor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT),  adotou um discurso mais moderado com relação à gestão interina de Michel Temer (PMDB). A moderação do social-democrata também abrange as indicações polêmicas para os ministérios, além das informações de possíveis tentativas de barrar a Operação Lava Jato.

“O ideal é que o Governo começassem sem este atropelo, mas o questionamento que se faz é se neste presidencialismo de coalizão o Temer teria outra opção? É quase impossível governar sem o PMDB e o Temer era o presidente do partido antes de assumir o Governo”, ponderou ao ser questionado sobre a indicação de ministros investigados na Lava Jato e ainda sobre matéria veiculada nesta segunda (23), de uma suposta interferência do peemedebista, ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR ), nas investigações.

Gilberto Leite/Rdnews

Senador José Medeiros (PPS)

Senador José Medeiros minimiza vazamento do aúdio que indica possivel pacto para barrar Lava Jato

Medeiros ressalta ainda que a situação não é cômoda para o presidente e concorda, mesmo sendo da base aliada, que a indicação do líder do Governo na Câmara causou indignação entre os próprios aliados. Porém, afirma que Temer montou a equipe que lhe era possível. 

O líder de Governo André Moura (PSC-SE) responde a três processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Além das ações penais relacionadas à Lava Jato, é réu por tentativa de homicídio. 

“E espero que possa fazer a travessia que deseja. Tem estas questões éticas que está atravessando, mas espero que possa mesmo com este time, fazer o Brasil ir para frente. Até porque o outro governo estava quase todo na Lava Jato”, completou. 

Quanto possíveis interferências na Lava Jato, Medeiros descarta que o novo governo barre as investigações por entender que os tempos são outros e a operação passa por três instituições autônomas: Polícia Federal, Ministério Público Federal e Judiciário. Para o parlamentar, que era membro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e já trabalhou em investigações, atualmente é muito complicado que haja interferência do Executivo nestas instituições.

Entretanto, não descarta que algumas medidas podem ser adotadas no sentido de atrapalhar, como cortes nas diárias, facilitar alguns benefícios a investigados. Segundo Medeiros,  há muita tecnologia disponível que permite o andamento das apurações, independente da ação do governo.

 “Eu espero que a Lava Jato possa ser igual o trem quando sai da estação, passe por todas as fases e chegue sem interrupção ao seu destino final e entendo que será assim, porque não entendo que o Executivo possa interferir em instituições tão autônomas como MP, Polícia Federal e Judiciário”, finalizou.  

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Comentários (18)

  • Anselmo Gomes Ribeiro | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 13h58
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    Bobinho esse senador, pega inteligência!!!!!!

  • JOSE DOS SANTOS | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 11h19
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    este país me em vergvonha e vc nobre me em vergonha ,senador sem voto

  • Maria | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 10h51
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    Alexandre o MIDIÓTA!!!m

  • Suzana Reunner | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 10h24
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    "ESSA PORRA" É A LAVA JATO Se fosse um, era fácil, mas são "alguns"... http://www.conversaafiada.com.br/

  • alexandre | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 09h45
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    era melhor deixar a dilma acabar de afundar o Brasil, dar tudo pro MST e movimentos do lula, explodir a inflação, chegar a 100 milhoes de desempregados e virarmos um pais bolivariano, mesmo com a queda os petebas não enxergam os malefícios do petismo...

  • Consciente | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 08h25
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    Essa aí é boa para os midiotas telespectadores da Globo e leitores da Veja saber a burrice que fizeram em apoiar um golpe! Presidente ruim se tira no voto! É por isso que existe eleição a cada 4 anos! E não por conta de uma mídia comprada!

  • Jorge | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 07h33
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    Alexandre, idiota, cala a boca! A máscara dos golpistas já caiu!!!! Saia logo dessa noia!!!!

  • sergio negri | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 04h06
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    Esse senador de meio mandato, participante do consórcio golpista, a cada dia que passa se torna mais ridículo!! Agora, com cinismo e hipocrisia tenta inverte a realidade dos fato. Melhor seria se reconhecesse o golpe planejado e e executado pela burguesia nacional e imperialismo americano por meio do conluio jurídico-parlamentar-midiático! Nesse ritmo, se torna cada vez mais complicada sua adesão aos golpistas. Ou recua agora e faz uma autocrítica, ou será tarde demais!

  • alexandre | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 20h28
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    mimimi GOPE... mimimi ministro da cultura indicado pelo PT.... mas dois anos de dilma estariamos igual a venezuela, o PT ´só sabe gastar e fazer moagem pros movimentos sociais do lula, 170 bilhoes de rombo da dilma incompetente.

  • Ernando | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 18h23
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    Alexandre, você deve ter fumado maconha estragada! Como pode uma pessoa viajar tanto na maionese? Será que é esta a nova ordem do ninho tucano?????

| 23/05/2016, 09h:12 - Atualizado: 23/05/2016, 09h:27

Hoje sem amanhã

Um povo que fica deprimido pelo 8º lugar no futebol e não se preocupa com 85º em termos educacionais não tem futuro mesmo

roberto freire artigo professor 400

Paulo de Barros Freire

Dizem que o Brasil é um país de futuro ou do futuro, quando na verdade somos um país de ontem, do passado, com um presente repleto de velhos e seculares vícios, e sem possibilidade de escapar de uma trajetória cultural onde a virtude é apenas um termo dos dicionários. A grandeza aqui é territorial ou natural, mas jamais humana. O brasileiro é antes de tudo rude, rústico, ignorante e estúpido. E esses termos não são valorativos ou depreciativos, mas descritivos da realidade nacional.

Naturalmente, quando analisamos nossa política e nossos políticos fica nítido a falta de grandeza, abnegação ou mesmo de reles honestidade, e se atribui aos mesmos todos os males que aqui ocorrem. Sem querer tirar a culpa dos mesmos, que a rigor não valem nada, mas custam bem caro a todos nós, o fato é que eles não fazem parte da solução, mas dos problemas, e esperar deles algo que cabe a sociedade civil (organizada ou não) realizar, e que por omissão, preguiça, falta de coragem ou mesmo de conhecimento nada faz, mostra o “desprendimento” dos brasileiros, ou seja a falta de responsabilização de todos, ou quase todos pelo destino do país: espera-se sempre que alguém apresente uma solução, enquanto cada um está tentando salvar a si mesmo, ainda que com isso possa prejudicar os demais.

É o povo que emporcalha as cidades e depois reclama das autoridades a falta de limpeza. É o povo que não se cuida e depois cobra das autoridades a falta de saúde. É o povo que não estuda e depois reclama das autoridades a falta de escolas. Enfim, o problema do Brasil está nos brasileiros, não nos políticos que são apenas mero reflexo da nossa sociedade. O brasileiro é eminentemente desonesto; se puderem sonegar, sonegam; se puderem comprar mais barato ainda que o produto seja de contrabando, ou pirata ou mesmo mercadoria roubada, ou fruto de sonegação, compram. Não é maldade, é ignorância mesmo, que resulta em males para todos, até mesmo aos próprios praticantes desses atos de “esperteza”.

O jeitinho brasileiro nada mais é que tentar o caminho mais fácil, mais rápido, com menos esforço, o que nunca é justo, certo ou honesto. O útil sempre toma o lugar do honesto no pensamento nacional. Ninguém quer abrir mão de direitos, mas ninguém se preocupa com seus deveres. Aqui ninguém se esforça para ser justo, apenas para não sofrer injustiça. E toda luta por direitos, na verdade é sempre uma busca por privilégios para uma categoria qualquer, pois que o bem comum é outro conceito da nossa linguagem sem significado algum.

Quando tudo caminha para o progresso econômico todos fazem vistas grossas sobre o que o governo faz, e quando a coisa desanda correm a buscar um culpado no governo. Mas, governos fazem apenas o que o povo deixa. E o povo apenas se preocupa em melhorar sua condição econômica, nunca em se melhorar enquanto pessoas.

Eis a razão por nos encontrarmos nessa condição deplorável em que vivemos atualmente. Um governo foi deposto (que no meu entender já foi tarde) e o governo que vai entrar será tão ruim quanto, senão pior. Não há luz no fim do túnel, mesmo porque não há túnel, apenas um buraco profundo, onde cada vez mais nos enterramos.

O povo escolhe os mesmos bandidos, digo candidatos, ainda que tenham uma ficha corrida extensa, pois aqui se vota com o estômago, com o fígado, com a genitália e com o bolso, nunca com o cérebro. Se o candidato beneficia um eleitor, ainda que prejudique aos demais, o beneficiado irá votar sempre nele. Não é lealdade, o que seria um tipo de virtude, apenas cumplicidade. Não é um acordo de cavalheiros, mas de canalhas.

Num país de pessoas honestas, pessoas como Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Fernando Collor, Paulo Maluf, Romero Jucá, Michel Temer, Lula e Dilma (sem citar centenas de outros nomes menos afamados) já teriam sido defenestrados da vida política. Se fôssemos pessoas decentes, se uma dessas pessoas entrassem no ambiente que estamos, todos se levantariam e iriam embora, para não compartilhar o mesmo espaço com pessoas desonestas. Quando um deles pedisse a palavra, todos se retirariam para não escutar mentiras. Enfim, em nações mais honestas, tais pessoas não estariam mais na política há muito tempo, jamais se reelegeriam.

O futuro será apenas uma triste repetição de um passado que vem desde a colonização. Não há mudanças à vista.

Nas próximas eleições, temo, veremos esses mesmos personagens se reelegerem, sem renovação, sem que as pessoas tenham a quem escolher, mesmo porque para adentrar na política profissional e partidária, tem que se vender a alma, entrar na jogatina, aderir ao sistema. Não porque isso é obrigatório ou inevitável, mas porque as pessoas estão mais preocupadas em se eleger do que defender ideias ou ideais; querem o poder a qualquer preço, aliás, todos têm um preço (o que significa que não tem valor), e não querem pagar o preço de denunciar as jogatinas, que pode ser inclusive com a própria vida. Podem matar por suas ideais, mas ninguém quer morrer por elas.

Um povo que fica deprimido por ficar em oitavo lugar no futebol e não se preocupa em estar no octogésimo quinto lugar em termos educacionais não tem muito futuro mesmo.

Se há algo que nunca se aplicou nesse país foi na educação do seu povo, e enquanto não tomarmos alguma atitude com relação a isso, promovendo educação integral para todos, jamais deixará de ser subdesenvolvido culturalmente, ainda que possa crescer economicamente. Mas esse crescimento econômico será sempre apenas um voo de galinha, breve e curto, como tem sido até o momento.

Roberto de Barros Freire é professor na UFMT - e-mail: rdefreire@uol.com.br

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Comentários (5)

  • Hélio | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 11h26
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    Análise superficial. Repete jargões do senso comum como se fossem novidades intelectuais. Culpa o povo pela bandidagem na política e esquece que nós, o povo, também elegemos muita gente honesta e sensata. Talvez o nobre professor, encastelado, não se sinta como povo. Sugiro ao professor ler "A tolice da inteligência brasileira", de Jessé Souza. Garanto que ele, se tiver propenso a aprender, sairá da leitura com um pouco mais de sensatez em sua análise sobre o Brasil.

  • Suzethe Almeida | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 17h23
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    Ai ai ai não bastava só aquele professor Roberto Baventura a destilar seu ódio e destempero contra os incultos, agora apareceu mais um, será que está faltando o que fazer? Vão trabalhar, ajudar a mudar essa realidade, porque não ministra aula grátis para pessoas analfabetas das periferias? Isso sim é prestar um bom serviço para ajudar diminuir o número de imbecis, otários.... a que você se refere.

  • Maria Eduarda de Campos Luz | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 17h12
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    Pois é, o que esperar de um Brasil em que um professor universitário apresenta uma análise a mais desonesta possível, sim, desonesta, porque você é nitidamente uma pessoa branca, de classe média, culta, portanto, fala a partir da sua zona de conforto, demonstra descompromisso com a vida do outro, pois não considerar que somos fruto da construção social de um país fruto de uma colonização de pessoas que não se importou com a liberdade cultural de seu povo, tem que ser desonesta. Você é um daqueles professores tidos como "anarquistas"... blá, blá blá... eu duvido que você abra mão de seu vinho, de sua comida macrobiótica, de suas viagens mesmo que produzido por industrias em que há trabalho escravo, por exemplo, qual a sua contribuição para um país mais justo e decente???? Eu tenho nojo de pessoas como você que se coloca acima de outras pessoas a ponto de tecer duras críticas, só porque é um professor universitário??? Como você usa as diárias que recebe pelos inúmeros projetos de pesquisa que realiza, você por acaso tem a decência de devolver, socializar o seu estudo para a população pesquisada? Menos, professor!!! De vez em quando calçar a sandália da humildade não faz mal a ninguém.

  • Pereira | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 13h32
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    Esta é realmente a grande verdade. Parabéns professor

  • Antonio Marcos | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 11h37
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    Professor, um povo desse só merece uma coisa(ou duas): Pão e circo! Um país em que o político ladrão é ovacionado e carregado nos braços, enquanto os professores são espancados e mortos, por esse político e, também, por pais e alunos... o que esperar?

| 23/05/2016, 00h:00 - Atualizado: 22/05/2016, 17h:39

Compactuando com crimes

Sandra Alves articulista texto e capa

Sandra Alves

O cenário político, com o julgamento do procedimento de impeachment, trouxe à tona o tema da falsidade de notícias divulgadas, especialmente nas redes sociais. Posts com imagens de deputados, senadores e todo o tipo de pessoas públicas, com manifestações que não foram por elas realizadas, mas que “viralizaram” nas redes sociais.

Atitudes imorais e criminosas não são novidade na história da humanidade, mas, com certeza, a velocidade e o grau que permitem isso no campo tecnológico é assustador. Com programas simples, em smartphones, é possível colocar a imagem de uma pessoa pública com uma afirmação preconceituosa ou simplesmente falsa, após cair na rede, multiplica-se em patamares absurdos em questão de minutos.

E o mundo criminoso é criativo. Hackers invadem redes sociais para roubaram suas informações pessoais ou pior, inserem em sua rede conteúdo pornográfico, relacionado ao tráfico de drogas, formação de quadrilha para roubar a coisa pública, fomento às ideologias de ódio. E não é só. O marketing desses criminosos é de excelente qualidade, com imagens bem definidas, frases de efeito, o que informa o investimento específico nesse tipo de conduta.

Dois questionamentos se delineiam a partir desse momento: a) a conduta criminosa atinge seus objetivos e se potencializa porque as pessoas compartilham indistintamente conteúdo na web, sem qualquer tipo de ponderação ou avaliação; b) Quais as medidas podem ser tomadas pelo Estado para combater o uso criminoso da rede.

Educação dos internautas é um dos aspectos fundamentais no referido problema. Não que a necessidade de investimento em educação seja alguma novidade em nosso país. Um povo sem juízo crítico, que não tem condições de ler e interpretar mensagens é facilmente conduzido ao entendimento que melhor convir aos detentores do poder. E nesse sentido, um bom investimento em marketing – ainda que ilegal e pautado em condutas criminosas – aliado ás novas tecnologias é um dos maiores poderes hoje, quiçá o maior.

Crie imagens irônicas e memis, adicione cores vibrantes, poste na rede social de uma pessoa pública através de um hacker e pronto! Os cliques em curtir e compartilhar farão o resto do trabalho por um número alarmante de usuários que não conseguem sequer compreender exatamente o conteúdo da mensagem, quanto mais considerar a hipótese de investigar a veracidade do afirmado.

Por outro lado, em 2014 foi aprovada a lei n. 12.965, denominada Marco Civil da Internet, que pouco contribuiu para a matéria, só contribuindo para as prestadoras de serviços de telefonia e internet resguardarem seus produtos. Tal fato levou à criação da CPI dos Crimes Cibernéticos, cujo relatório foi apresentado pelo Deputado Esperidião Amin.

Entre as sugestões do relator estão: alterar o Marco Civil da Internet (MCI - Lei 12.965/14) para facilitar a identificação de criminosos virtuais; tornar hediondos os crimes ligados à pedofilia; e criminalizar qualquer tipo de invasão de dispositivo informático (computadores, tablets, celulares e similares). Entretanto, as alterações não estão isentas de críticas, já que as mudanças em diversos aspectos ferem o direito de expressão. O bloqueio total de sites e a impossibilidade de páginas hospedadas fora do país são as medidas mais polêmicas.

Esses são apenas alguns ingredientes da apimentada discussão em torno do tema. Toda e qualquer medida, ainda que minimamente, afete o direito de expressão deve ser duramente repelida. A história social brasileira trilhou caminhos árduos para atingir este nível de liberdade de expressão e qualquer cerceio é retrocesso. Por outro lado, o aparelhamento do Estado (pela legislação) e especialmente o tecnológico das polícias é essencial.

Além da eterna esperança de consolidação dos ideais em torno de uma sociedade brasileira que tenha em seus alicerces uma boa dose de educação.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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  • Antonio Marcos | Segunda-Feira, 23 de Maio de 2016, 11h46
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    Prezada Dra. Defensora, num país governado por criminosos, legislado por criminosos e às vezes jurisdicionado por alguns criminosos, o que devemos esperar do povo? ou dos outros profissionais? Engraçado que criam CPI dos Crimes Cibernéticos, mas não criam para os Crimes contra o Patrimônio Público, Contra a Corrupção no Legislativo/Executivo e alguns membros do Judiciário. Se a Sra. perceber verá que essa sua tese ninguém nunca "abordou/levantou". Porquê? Desconhecimento? ou interesse? Parabéns pelo texto!

Finanças | 22/05/2016, 08h:30 - Atualizado: 22/05/2016, 08h:41

Brustolin diz que moratória não beneficia MT e defende só a renegociação da dívida


 A maioria dos governadores reivindicam a moratória de 12 meses para o pagamento da dívida pública com a União. Entretanto, o secretário estadual de Fazenda, Paulo Brustolin, adianta que não defende a prorrogação, mas sim a revisão da renegociação da dívida.

Mato Grosso acumula em dívidas R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões com a União. Em 2016, deveriam ser pagos R$ 285,6 milhões, sendo que R$ 97 milhões já foram pagos.

Gilberto Leite

taques_procuradoria

 Paulo Brustolin, que aparece junto com o governador Pedro Taques e o procurador-geral  do Estado Patrick Ayala, afirma que moratória não é vantajosa para Mato Grosso e defende só a renegociação

Segundo Brustolin, a proposta que o governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) havia feito causará um impacto muito pequeno em Mato Grosso. Isso porque só impacta na parte da dívida que foi renegociada pela Lei 9.496 de 1997, que representa aproximadamente 28% da dívida do Estado.

“Eu acredito que agora com o governo Temer, com o ministro Meireles à frente da Fazenda, nós poderemos revisar, renegociar toda a dívida do Estado, inclusive a dívida dolarizada, que representa em torno de 27% do total. Então é importante a gente alongar esse prazo, fazer uma rediscussão disso”, declarou Brustolin.

Mato Grosso tem uma particularidade porque vendeu parte da sua dívida para o Bank of America em dólar, sem uma cláusula de barreira  e com a alta da moeda,  acabou por dobrar o valor a ser pago, prejudicando as contas do Estado. Por isso, Brustolin tem a esperança de que o novo ministro da Fazenda esteja muito mais sensível à reivindicação de renegóciá-la.

"Hoje,  o Governo do Estado é um dos 11 estados brasileiros que tem a liminar, que suspende por 60 dias o pagamento da dívida. Teremos que voltar a fazer o enfrentamento da parcela a partir do mês de julho", completa Brustolin. .

A defesa da moratória é liderada pelo Rio de Janeiro, mas não é bem aceita pela equipe econômica do governo federal. O impacto seria de R$ 27 bilhões sobre o resultado fiscal deste ano e ainda se estenderia para 2017, já que seria por um ano. Para os técnicos da União, esta medida não resolve o problema dos governadores, uma vez que a principal despesa é com a folha de pessoal, aposentados e pensionistas.

Mato Grosso obtém liminar para reduzir juros da dívida com a União

O governo federal deve iniciar a rodada de negociação com os estados na próxima semana, mas a moratória é praticamente descarta. Porém, o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), adiantou que a União tem a consciência de que precisa apresentar uma solução aos estados.

Taques propõe moratória da dívida dos Estados com a União por 3 anos

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| 22/05/2016, 00h:00 - Atualizado: 22/05/2016, 05h:07

Mercado de trabalho na odontologia

jackelyne_artigo_domingo

Jackelyne Pontes

Quando optei pela profissão de cirurgiã-dentista, em 1991, os tempos eram outros. Os profissionais trabalhavam (e muito) em seus consultórios, a única faculdade particular estava se estruturando, e quando digo isso não exagero, pois a estrutura física era precária e lembro-me de assistir aulas em um galpão no final da Avenida Beira Rio.

A primeira turma estava no primeiro ano de estudo e tudo era muito novo, com muitos erros e acertos, mas todos comprometidos com a escolha profissional  feita e com o futuro acadêmico.

Ainda nessa época o perfil do cirurgião-dentista era outro. Como não havia faculdades no Estado, os pais que queriam que o filho estudasse Odontologia tinham que transferi-los para outro Estado, geralmente Rio de Janeiro e São Paulo.

Os profissionais trabalhavam apenas nos seus consultórios particulares e, os que optavam pela carreira pública a tinham como um “bico”, um mero complemento de sua renda. As agendas eram lotadas e era possível ter um bom padrão de vida, trabalhando honestamente.

Hoje esse quadro mudou drasticamente, temos mais  faculdades de odontologia que formam inúmeros profissionais por ano, saturando o mercado de trabalho e por muitas vezes frustrando as expectativas do recém-formado.

Levando em consideração que o profissional não pode mais formar-se e trabalhar a vida toda sem se atualizar, os gastos com os cursos de atualização,  especialização, mestrado e doutorado devem ser contabilizados.  

Hoje o cirurgião-dentista não pode apenas abrir um consultório, tem que ter uma visão empresarial fazendo um estudo prévio do mercado, traçando um perfil de seus futuros pacientes e colocando metas a serem cumpridas, isso sem contar com o trabalho de marketing, principalmente o digital.

Aquela visão de que o mundinho do cirurgião-dentista eram as quatro paredes do seu consultório caiu por terra, até porque as normas de vigilância sanitária não preconizam consultórios com “quatro paredes”, a estrutura deve ser mais ampliada e devidamente adequada aos padrões de biossegurança, o que é mais que correto.

Hoje temos que fazer jornadas duplas e, por vezes, triplas para conseguirmos pagar as contas que são implacáveis no final do mês, e os boletos não perguntam que o seu consultório teve um bom movimento, ou se o seu gestor público, seja ele estadual ou municipal pagou o seu salário, que é baixo diga-se de passagem.

A carreira pública não é mais emprego, é profissão, e a concorrência para os concursos públicos é altíssima. Sinal de novos tempos.

Outras opções de carreiras na área da odontologia se mostram, além do consultório há a área acadêmica, a administrativa, a empresarial (responsável técnico), a carreira hospitalar, enfim, temos que ser empreendedores, criativos e ousados.

O caminho é inovar e enxergar a graduação não como o fim, mas como o início de tudo. E depois deste breve esclarecimento, concluo que,  o que não muda é o amor a profissão, disso eu tenho certeza, porque é o que nos estimula a optarmos pela odontologia, e a continuarmos nesta nobre profissão, um  sacerdócio voluntário.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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  • jorge zamar- Paranatinga | Terça-Feira, 24 de Maio de 2016, 17h10
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    EXCELENTE ARTIGO. PARABÉNS PELA AMPLA E VERDADEIRA VISÃO DA SITUAÇÃO.

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