Blog do Romilson

| 31/12/2016, 10h:47 - Atualizado: 01/01/2017, 10h:10

Morte de Pinheiro, crise e renovação de vereadores marcam o 2016 da Câmara


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A Câmara de Cuiabá, em 2016, foi marcada pela troca abrupta de comando após a morte do então presidente Júlio Pinheiro (PTB) e pela renovação de vereadores na eleição, bem como a multiplicação de partidos no Legislativo e a aprovação do aumento salarial para os vereadores do próximo mandato em 25%.

Em 20 de junho, Pinheiro estava internado há 17 dias no hospital Santa Rosa, na Capital, quando foi declarada sua morte. Ele tratava de uma infecção na aorta, passou por cirurgias e chegou a ficar 10 dias em coma. Aos 56 anos, teve uma parada cardíaca e não resistiu, às vésperas do início do período eleitoral. Diante disso, quem assumiu o comando do Parlamento foi Haroldo Kuzai (Solidariedade), eleito para encerrar o período legislativo no cargo após se comprometer a não disputar a reeleição.

As urnas foram implacáveis com vereadores “de profissão”, como Lueci Ramos (PSDB), e com os que buscavam novo mandato, a exemplo de Maurélio Ribeiro (PSDB), Onofre Junior (PSB), Adilson Levante (PSB) e Oséas Machado (PSC), que não se reelegeram.

Da atual legislação, foram reconduzidos ao posto Toninho de Souza (PSD), Renivaldo Nascimento (PSDB), Adevair Cabral (PSDB), Ricardo Saad (PSDB), Juca do Guaraná Filho (PT do B), Chico 2000 (PR), Dilemário Alencar (PROS), Lilo Pinheiro (PRP), Mario Nadaf (PV), Marcrean Santos (PRT), Paulo Araujo (PP) e Wilson Kero Kero (PSL). Veja no quadro quem serão os vereadores de Cuiabá a partir de amanhã. Deles, Vynicius Clovito já deixa o posto no dia 2 para ser secretário do prefeito diplomado Emanuel Pinheiro. Em seu lugar assume Luis Claudio (PP).

Com o novo cenário, o número de bancadas caiu de 16 para 14. A maior ficou com PV, que reelegeu Mario Nadaf e obteve vitória para os novos Felipe Wellaton, Justino Malheiros e Delegado Marcos Veloso. O PSDB, que até então detinha a maior bancada com 5 nomes, perdeu duas vagas com a derrota de Maurélio e Lueci.

Até a legislatura de hoje, a Câmara é composta por Adevair Cabral, Adilson Levante, Arilson da Silva (PT), Chico 2000, Domingos Sávio (PSD), Faissal (PSB), Haroldo Kuzai, Juca do Guaraná Filho, Leonardo de Oliveira (PSB), Lilo Pinheiro, Lueci Ramos, Marcrean Santos, Marcus Fabrício (PTB), Mario Nadaf, Maurélio Ribeiro, Neno do Pascoal Ramos (PMDB), Onofre Júnior, Oséas Machado, Paulinho Brother (sem partido), Paulo Araújo, Professor Néviton (PRB), Ricardo Saad, Toninho de Souza, Valdemir Pascoal (PT) e Wilson Kero Kero.

Apenas Haroldo, Faissal, Leonardo Oliveira e Domingos Sávio não buscaram a reeleição.

PSDB perde maior bancada; Toninho de Souza é o mais votado em Cuiabá

Mário Okamura/Rdnews

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Acima, nome e foto dos vereadores eleitos este ano e que assumem a Câmara a partir de amanhã

Polêmicas

Uma das situações mais polêmicas no Legislativo este ano envolveu o vereador Chico 2000. O republicano foi denunciado em 13 de novembro, pelo suposto abuso da enteada de 11 anos. Na ocasião, o político foi procurado na residência e no local de trabalho, mas não foi localizado e chegou a ser considerado foragido, mas o parlamentar se entregou à polícia.

Um dos argumentos para o mandado de prisão preventiva seria o de evitar que Chico coagisse outras pessoas que possam ter sido vítimas dele. O parlamentar foi solto a tempo de participar da cerimônia de diplomação no último dia 15.

Na reta final do mandato, nessa terça (27), os vereadores chegaram a colocar em pauta reajuste do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), em sessão extraordinária, mas após sofrer pressão, a votação foi deixada para 2017. Contudo, aprovaram o aumento salarial dos vereadores para a próxima legislatura.  De R$ 15 mil, os parlamentares  passarão a receber R$ 18,9 mil a partir de janeiro. O projeto ainda pode ser vetado pelo prefeito.

Crise financeira

No mês passado, Kuzai pediu ao prefeito Mauro Mendes (PSB) o aporte de R$ 630 mil para evitar que o Legislativo feche as contas do exercício 2016 no vermelho. O pedido foi apresentado em reunião que tratou de ajustes na Lei Orçamentária Anual de 2017. O parlamentar alegou que mudou o regime de cobrança dos seus entes em maio deste ano. Com isso, a contribuição da Câmara foi elevada de R$ 60 mil para R$ 210 mil mensais e gerou desequilíbrio nas contas.

Para agradecer o possível aporte, os vereadores sinalizaram em aprovar, sem questionamentos, as nove mensagens do Executivo que tramitam na Câmara. A principal autoriza a realização de novo mutirão de conciliação fiscal, abrindo a perspectiva de elevar a arrecadação da prefeitura.

Ainda na tentativa de convencer o prefeito, Haroldo argumentou que a Câmara fez sua parte para promover a austeridade financeira. Ele lembrou que no último período, 400 contratados foram demitidos, o que acarretou economia de R$ 340 mil.

Estranhamente, ontem (30), a Câmara devolveu ao Executivo R$ 750 mil de sobra do duodécimo.

 

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| 19/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 18/11/2017, 22h:24

A influência dos pais no tratamento odontológico


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Jackelyne Pontes

Tratar crianças sem dúvida não é uma tarefa fácil. Os pequenos experimentam sensações como ansiedade, medo, tensão, insegurança em sua visita ao dentista.

Claro que não é uma regra geral, há pacientes que, desde a primeira consulta, são altamente receptivos, sentem-se confortáveis e colaboram com o tratamento.

Para estes, o consultório é um lugar agradável e o cirurgião-dentista que o atende é um amigo, que está ali para cuidar dos seus dentes e que serve de exemplo a ser seguido.

Inúmeras vezes já ouvi dos meus pacientes que gostariam de ser dentistas quando crescerem. Eu mesma me inspirei e minha odontopediatra para escolher a minha profissão.

Mas, voltando àquelas cujas experiências não são tranquilas, convém pontuar que o comportamento dos pais é fundamental para que o tratamento evolua. Os pais devem estar em sintonia com o profissional porque são eles que irão explicar aos filhos a importância da visita ao consultório e os principais aspectos dos cuidados com a saúde bucal.

São os pais os que mais conhecem os seus rebentos e certamente saberão conduzí-los para uma experiência positiva.

A verdade é que pais ansiosos resultam em filhos ansiosos. Quando os pais também demonstram medo do tratamento odontológico, os seus filhos tendem a comportar-se de maneira negativa.

Essas crianças demonstram nervosismo e desconforto. Choram, negam-se a sentar-se na cadeira e fazem birra. Gritam em alto e bom som que não querem ser tratados, travam a boca de maneira a dificultar o acesso do dentista, ofendem verbalmente todos à sua volta, e quando choram geralmente é sem lágrimas e apresentam acessos de fúria para conquistar o objeto de desejo (o não atendimento).

Choram, negam-se a sentar-se na cadeira e fazem birra

As crianças repetem o comportamento dos pais, não apenas quando se trata especificamente do tratamento odontológico, mas sim em todos os aspectos da vida. E devemos levar em conta que reconhecidamente para alguns pais lidar com o sofrimento da criança no dentista é complicado.

Alguns ficam bastante nervosos e, por mais que queiram ajudar, acabam por transmitir a ansiedade para os filhos.

Por isso é necessário que os pais reavaliem o seu próprio comportamento em relação à saúde bucal, fazendo mudanças necessárias e preparando assim as crianças para uma experiência o mais positiva possível.

Para melhorar a experiência da criança no dentista os adultos devem transmitir segurança. Conversas tranquilas no ambiente familiar podem ser de grande valia e assim eles passam a perceber as visitas ao dentista com parte natural de sua rotina de cuidado com a saúde.

Brincadeiras que imitam o tratamento odontológico facilitam e condicionam, e resultam em uma familiarização com o ambiente e os procedimentos a serem realizados.

Com paciência e bons exemplos é possível fazer com que a experiência no cirurgião-dentista seja agradável, dar continuidade ao tratamento de forma tranquila e encorajar os filhos nos cuidados diários, tudo isso com a ajuda e orientação de um profissional. O trabalho é feito sempre com cumplicidade e parceria. Quando isso acontece o sucesso do tratamento é certo.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, diretora do Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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| 18/11/2017, 12h:15 - Atualizado: 18/11/2017, 16h:22

Em plena crise interna, 10 de MT terão direito a votar em convenção para novo presidente tucano


Em meio a um partido dividido, dez tucanos de Mato Grosso terão poder de voto na eleição do novo presidente nacional do PSDB, em 9 de dezembro. Estão na disputa o senador Tasso Jereissati e o governador Marconi Perillo, de Goiás.

Mario Okamura

quadro PSDB voto

 Rogério Salles, Wilson Santos, Guilherme Maluf e Rui Prado estão entre os 10 tucanos com direito a votar

No entanto, o nome do governador Geraldo Alckmin ganha força como uma terceira via e, caso o partido continue dividido, pode acabar sendo escolhido por aclamação, como uma alternativa para unir a sigla, que vive uma crise em período próximo à eleição presidencial.

Após a convenção do diretório estadual do PSDB, na última sexta, ficou definido o nome dos dez delegados que terão direito a voto, além dos quatro suplentes. Entre os que poderão votar está Rogério Salles (ex-governador), Wilson Santos (secretário de Cidades) e Guilherme Maluf (deputado estadual).

De acordo com o ex-presidente regional da sigla, deputado federal Nilson Leitão, Alckmin – pré-candidato à presidência - é visto como uma opção para por fim à crise interna e reformular do partido. “O Alckmin pode ser o grande convergente da união do partido neste momento. Ele assume o partido, unifica essa base e terá a legitimidade para rodar o Brasil”, diz.

O tucano avalia que, caso Alckmin seja confirmado como uma opção à presidência, os delegados do Estado devem apoiá-lo. No entanto, se o governador de São Paulo ficar de fora, a tendência é de que a maioria – se não a unanimidade – vote em Perillo.

Por conta da eleição nacional, o diretório no Estado foi obrigado a realizar votação para escolher a nova comissão da executiva estadual. Na última sexta (10), o ex-vereador por Cuiabá Paulo Borges foi escolhido como novo presidente.

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| 18/11/2017, 09h:43 - Atualizado: 18/11/2017, 09h:49

Ferrovia como fator de competitividade


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Marcelo Duarte

Cadeias produtivas dos mais diversos setores precisam operar sistemas logísticos eficientes para competir no mercado global e nacional. Na maioria das vezes, a disponibilização da infraestrutura de transportes, papel do Estado, deve preceder a formação de cadeias produtivas competitivas. Contudo, este definitivamente não é o caso de Mato Grosso.

Há décadas, temos no Estado algumas das cadeias produtivas mais competitivas do Planeta, mas ainda temos que enfrentar todos os dias o desafio de superar a distância entre o produtor e os portos.

O cenário não é dos melhores. São rodovias sem pavimentação em uma ponta, transporte caro no meio e portos ineficientes na outra ponta. Quer dizer, muita coisa precisa ser feita para avançarmos, agregarmos valor e nos tornarmos eficientes também da “porteira para fora”.

O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção

Acreditamos que, em um sistema logístico, a multimodalidade é uma das palavras chave na busca pela otimização e eficiência. Ela poderá fortalecer mais o agronegócio mato-grossense, que sustenta a balança comercial brasileira. O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção.

Entendemos que cada modal de transporte, seja o rodoviário, o ferroviário, o hidroviário e o aeroviário tem suas características, vantagens e desvantagens dependendo do tipo de transporte (passageiro ou carga), do tipo de carga, da distância e das características do mercado. Em geral, os modais precisam coexistir, complementando-se, por isso a necessidade da multimodalidade.

No transporte das principais commodities de Mato Grosso (soja, milho e carne bovina), nas quais somos maiores produtores do país, com produção total na última safra de mais de 60 milhões de toneladas de grãos e rebanho de mais de 30 milhões de cabeças, o sistema logístico é muito beneficiado pela confiabilidade do que é produzido por aqui.

Confiança que nasce do fato de Mato Grosso ter pouco histórico de quebra de safras, se comparado a outras regiões do Brasil e do Mundo. E pela ótima distribuição sazonal da produção: metade é escoada no primeiro semestre (soja), e outra metade no segundo (milho), enquanto o boi é transportado o ano todo.

No entanto, mesmo com todo este potencial, a dispersão da produção inclusive em lugares remotos do Estado e a distância para os portos, muitas vezes chegando a mais de 2.000 km, são certamente grandes desafios.

O primeiro desafio elencado acima só será vencido com um eficiente sistema de rodovias estaduais. O pensamento vale para todos os produtos do agronegócio de nosso estado, com maior impacto para o transporte bovino, que tem a produção em lugares ainda remotos e transporta carga viva e perecível.

Para superar este entrave, o dever de casa tem sido feito. Isso eu posso assegurar. Os números falam por si: são 6.624,88 km de rodovias pavimentadas em Mato Grosso. Das quais, mais de 1.000 foram pavimentadas e outras 1.300 foram restauradas na atual gestão do governador Pedro Taques. Um avanço significativo se comparado com o atraso histórico verificado em gestões anteriores.

E muito mais ações em infraestrutura vem por aí. Neste sentido, asseguramos que o programa Pró-Estradas, os recursos do Fethab, as concessões de rodovias, as operações de crédito (atualmente R$ 2 bilhões) e a captação de recursos novo na ordem de R$ 420 milhões que estaremos obtendo junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) são fundamentais para promover estes investimentos necessários nas nossas rodovias estaduais.

No modal ferroviário, temos a infraestrutura, mesmo que insuficiente, operando dentro de nosso estado. Com pouco mais de 300 km de trilhos em Mato Grosso, a antiga Ferronorte, hoje Malha Norte da Rumo, representa o mais importante corredor de escoamento de nossas commodities.

A partir, principalmente do terminal de Rondonópolis, inaugurado em 2013, a Rumo escoa 25 milhões toneladas de nossos produtos para o Porto de Santos, e ainda retorna para nosso Estado com fertilizantes e combustíveis.

Por isso, os trilhos da Malha Norte precisam avançar para dentro de Mato Grosso! O governador Pedro Taques vem liderando uma discussão nacional sobre este tema desde o início de 2015, em parceria com o Fórum Pró-Ferrovia em Cuiabá, para que os trilhos finalmente cheguem até nossa capital.

A Rumo tem interesse, mas depende ainda de alguns entraves: primeiro a autorização da antecipação da renovação da concessão da Malha Paulista, que vence em 2028. Segundo a aprovação do ramal de Rondonópolis a Sorriso, passando por Cuiabá. A antecipação da renovação é o item mais complexo e atualmente encontra-se no Tribunal de Contas da União (TCU), sob a relatoria do Ministro Augusto Nardes.

A Malha Paulista inclui o trecho da divisa com o estado de São Paulo até o Porto de Santos, e encontra-se sucateada, necessitando de mais de R$ 5 bilhões em investimentos na sua infraestrutura. Com isso, o crescimento da Malha Norte (localizada em MT) está limitado pelos trilhos antigos da Malha Paulista. Isso porque, para investir agora nos trilhos de São Paulo, a concessionaria Rumo (antiga ALL) alega que precisa de mais prazo. O Governo de Mato Grosso apoia este pleito, porque sabe que só assim os trilhos avançarão no Estado, que receberia novos e vultuosos investimentos com a renovação da Malha Paulista.

De qualquer forma, a Rumo sabe que precisa ampliar os investimentos na ferrovia Mato Grosso-Santos, pois terá competição no futuro. Além da falada Ferrovia Bioceânica, que ainda está longe de ser um projeto.

Ao analisarmos o cenário atual, porém, apontamos a Ferrogrão como uma real ameaça ao domínio da Rumo no Estado. Afinal, a Ferrogrão irá consolidar o novo corredor de exportação do Brasil pelo Arco Norte. Esta ferrovia tem uma extensão de quase 1.000 km e conectará o norte de Mato Grosso ao Pará, terminando no terminal hidroviário de Miritituba, no rio Tapajós. Com investimentos previstos de R$ 12,6 bilhões, esta ferrovia está projetada para escoar na sua primeira fase mais de 25 milhões de toneladas.

Os novos projetos ferroviários aumentarão muito a capacidade de transporte do estado, e, consequentemente, melhorarão nossa competitividade. Além disso, as condições de tráfego da rodovia BR-163 (hoje parcialmente concessionada) melhorarão sensivelmente, reduzindo o fluxo de caminhões pesados que transportam grãos, e diminuindo o número de acidentes e o tempo de viagem de carro.

A próxima semana será muito importante para os dois projetos ferroviários aqui abordados. Dia 21 estaremos com uma delegação do Governo do Estado e do Fórum Pró-Ferrovia em Brasília para tratar com os ministros do TCU Augusto Nardes e Raimundo Carreiro sobre a prorrogação da Malha Paulista da Rumo. No dia 22 de novembro haverá realização de audiência pública da Ferrogrão em Cuiabá. E um evento sobre o tema no dia 23 em Nova Mutum.

Não temos dúvidas, a multimodalidade impulsionará ainda mais o escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, assegurando uma competividade única no cenário internacional. Para avançarmos, precisamos de projetos arrojados, como este da Ferrovia em Cuiabá, como melhoria das nossas rodovias estaduais quanto dos corredores de escoamento.

O Governo do Estado tem uma agenda clara de prioridades e sabemos que não temos tempo a perder, pois os mato-grossenses tem pressa! Essa é a hora. Estamos lutando para enfrentar a crise e assegurar o desenvolvimento do nosso Estado. Esta é uma agenda necessária e urgente, porque o Governo Federal sabe que precisa ajudar mais o Estado que mais socorre o país.

A situação de Mato Grosso é difícil, e me fez lembrar da mitologia grega. Atlás era um titã que foi condenado por Zeus a sustentar os céus sobre os ombros para sempre. O Estado é forte, assegura com muitas dificuldades, de forma decisiva, os constantes superávits na balança comercial brasileira. Mas já passou da hora de deixar de ser o Atlas do Brasil e receber o apoio devido nessa missão.

Marcelo Duarte é secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans), mestre pela Universidade de Lincoln (Nova Zelândia), com curso de gestão pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. É graduado em Administração pela UFMT) e Master in Business Administration (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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| 18/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 17/11/2017, 23h:56

Nova lei de proteção aos animais e ao cidadão


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Akio Maluf Sasaki

Cuiabá sancionou, no último mês, uma nova legislação que trata da proteção dos animais, sendo ela a lei complementar de nº 436/2017, que reeditou a nº 2.837/1990 e trouxe uma nova leitura para o a proteção animal e, principalmente, para a proteção do cidadão cuiabano.

A 436/2017 trás inovações legais que visam garantir a segurança do cuiabanos, pois estipulou em seu artigo 20 que fica proibido o passeio de cães em vias e logradouros públicos, exceto se conduzidos por pessoas com idade e força suficientes para controlar os movimentos do animal e se utilizadas adequadamente à coleira e a guia.

Tal situação implica diretamente na segurança de todos, pois obriga todos os possuidores de animais, independente do tamanho, a circular com seus amigos sem oferecer risco a ninguém.

O mesmo artigo, estipula também, que cães de alto porte, caça ou de potencial ofensivo deverão portar focinheira e enforcador de aço, visando, mais uma vez, proteger todos os que transitam pelas ruas, avenidas e parques da Capital.

O maior avanço legal é, sem dúvida alguma, a criação da unidade municipal que fiscalizará os acidentes e agressões ocorridas com animais, sendo que ficará a cargo da Prefeitura de Cuiabá a avaliação sanitária do animal que for pego agredindo alguém, detalhe, a lei ainda estipula que o cidadão deverá procurar o município em até 24 horas após a agressão animal.

Outra inovação legal diz respeito ao resgate de animais, pois o artigo 24 estipula que cães e gatos abandonados ou vítimas de maus tratos ou atropelamento serão recolhidos e destinados às entidades conveniadas para seu devido abrigamento, onde serão mantidos, sendo realizado o tratamento médico veterinário necessário à recuperação de sua saúde, sendo, após, encaminhados a uma das seguintes destinações:

  • a) Resgate pelo dono ou proprietário do animal
  • b) Adoção
  • c) Devolução ao local de origem, quando se tratar de animal comunitário recolhido
  • d) Eutanásia, nos termos do artigo 40 da presente lei complementar

Apesar da lei prever a eutanásia, o artigo 40 dispõe que apenas os animais que possuírem doença comprovadamente ofensiva à saúde pública ou a de outros animais, nos termos da legislação vigente, ou que estiverem em estado de sofrimento extremo, são os que poderão ser encaminhados para a eutanásia, sendo obrigação da prefeitura encaminhar os animais para instituições que visem a proteção dos mesmos.

Destarte, é imperioso parabenizar os vereadores e a Prefeitura de Cuiabá, cujos estiveram envolvidos na construção desta legislação, pois o tema é muito importante para o convívio social, para evitar problemas com animais descontrolados e principalmente para que não vejamos mais os animais sofrendo na rua.

Enfim, recomendo a todos os cidadãos que acabaram de tomar conhecimento deste que leiam a Lei 436/2017 aprovada no último mês, pois existem diversas situações novas que poderão lhe ser úteis em diversas situações, sejam elas em relação aos vossos animais como também com aquele animal em situação trágica na residência ao lado.

Akio Maluf Sasaki preside a comissão dos Estagiários da OAB/MT, atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio_maluf@hotmail.com

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Comentários (2)

  • Benedita da Silva | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 20h14
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    Se deve manter os humanos imbecis que julgam ser seus cães armas de guerra, muito destes cães, cuidavam de crianças sem risco algum a vida destes. Neste caso os donos e que devem ser ressocializados, pois suas atitudes e que causam tantos problemas mais os animais. Os cães são reflexo de seu dono, um pouco de psicologia comportamental faz bem aos termocefalos, que projetam sua frustração no cão.

  • Gilmar | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 09h09
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    Parabéns uma boa ação.

Crise | 17/11/2017, 09h:35 - Atualizado: 17/11/2017, 10h:27

Governo Temer não pede urgência em projeto do FEX e dinheiro não deve sair este ano, diz senador


Reprodução

pedro taques wellington fagundes.jpg

Wellington Fagundes cobra que Pedro Taques atue de forma conjunta com a bancada

O senador Wellington Fagundes (PR) alerta que os R$ 496 milhões advindos do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) não devem ser liberado neste ano para Mato Grosso. De acordo com o republicano, a União encaminhou previsão do repasse por meio de Projeto de Lei (PL), ao invés de Medida Provisória (MP) ou PL em regime de urgência, o daria celeridade na liberação.

Caso não seja repassado ainda neste ano, o governo deve atrasar novamente os salários dos servidores, pois o Estado aguardava novas receitas para honrar os compromissos. Em decretos de contenção de agstos, o Executivo estadual citou atrasos em pagamento de R$ 681 milhões referentes às transferências Correntes recebidas da União, sendo o FEX a principal delas.

O não pagamento do Fex deve "estrangular" ainda mais o Tesouro estadual que, neste mês, já atrasou o pagamento de salários de servidores, que foi escalonado. Alguns ainda não receberam.

Wellington analisou com “estranheza” o anúncio do governador Pedro Taques (PSDB) em dizer que o governo federal garantiu o repasse do FEX no fim do ano, pois em reuniões com o presidente da República Michel Temer e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles nunca externaram esse acordo.

Ressalta que, na terça (14), foi protocolado um pedido à presidência para que o governo edite essa MP "que seria único caminho mais rápido para que o governo pudesse pagar o recurso do FEX”, disse o republicano em entrevista à Rádio Capital FM, nesta sexta (17).

Não adianta o governador tomar decisões sozinho se não tiver apoio da bancada e vice-versa

Entretanto, segundo o senador, o governo federal encaminhou à Câmara Federal a liberação do FEX por meio de projeto de lei, que teria que respeitar o trâmite passando por todas as comissões, ser levado em votação ao plenário e, após isso, seguir para o Senado. “Pode demorar de dois a três meses. Dada urgência e necessidade das prefeituras e Estado estão passando isso teria que ser tratado de forma urgente”.

Wellington pontua ainda que a bancada federal de Mato Grosso tem feito o possível para que essa liberação saia ainda neste ano. “Não adianta o governador tomar decisões sozinho se não tiver apoio da bancada e vice-versa. Interesse é de Mato Grosso, das prefeituras, mas quem mais sofre é a população”, sustenta.

Emendas

Em relação às emendas impositivas, Wellington mostrou preocupação com a liberação dos R$ 156 milhões, haja vista que até a semana passada o governo estadual não havia informado ao Ministério da Saúde onde seriam aplicados. “O governador estava viajando. Com a chegada dele, isso deve ser resolvido até semana que vem para que essa liberação possa ser feita”, explica.

O montante, de acordo com o Estado, será utilizado para pagar os hospitais filantrópicos, hospitais regionais, a dívida com a saúde básica dos municípios, a média e alta complexidade e dívidas com as UTIs. Além disso, R$ 26 milhões serão repassados ao Incra e R$ 30 milhões para o fundo municipal de saúde de Cuiabá.

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Comentários (3)

  • Jayme | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 21h17
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    O Wellington Fagundes está certo chega de trabalhar pro Taques fazer nome. Se ele quiser que tire a bunda da cadeira e corra atrás. Sempre usando o trabalho alheio como se fosse seu.

  • Vai Entender | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 19h26
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    Quando o FEX é liberado, o Uélto diz que foi ele quem agilizou tudo...quando atrasa, quem não pediu urgência foi o Temer! Vai entender!

  • Dr Davi | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 11h48
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    Acho melhor sair bem no final do próximo ano pra ser administrado pelo próximo governo, seja Mauro Mendes, seja Neri Geller são muito melhores administradores que o Taques. O Taques é um saco sem fundo, o dinheiro do Estado some e não se sabe pra onde está indo. Repasses municipais atrasados, da Saúde (que vem da União e não deveria ser usado com outra destinação), servidores recebendo atrasado (com efeitos no comércio), enfim uma lambança. Parece que a única empresa que recebe em dia do Estado é a do Carlos Avalone pelo que está sendo levantado na investigação da PF.

| 17/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 16/11/2017, 22h:33

República do "pato do powerpoint"


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Antonio Cavalcante

Há cerca de uns 128 anos, a aristocracia semifeudal (elite rural escravocrata) brasileira, a mesma que sempre apoiou o império, descontente com os rumos da monarquia, principalmente no que se refere ao fim da escravidão, a questão religiosa (interversão do Estado na igreja) e a questão da guerra do Paraguai, mancomunou-se com meia dúzia de marechais, generais e coronéis, entre eles, o Marechal Deodoro, amigo de D. Pedro e um dos maiores defensores da Monarquia para aplicarem o maior golpe de estado da nossa história.

Em todo dia 15 de novembro de cada ano, esse episódio é relembrado no feriadão da “Proclamação da República”. República, literalmente falando significa "coisa do povo". Esse golpe, só agigantou a farsa da dominação burguesa no Brasil: uma “República” proclamada sem o povo, de mãos dadas com a “democracia” dos ricos corruptos e sanguessugas desse mesmo povo. Um dos primeiros atos de corrupção do novo regime que nasceu sem a participação popular foi quando os golpistas sacaram dos cofres públicos 5 mil contos de réis para entregarem a Dom Pedro II como forma de indenização, o que de imediato ele recusou dizendo: “Com que autoridade esses senhores dispõem do dinheiro público? ”

De lá para cá, golpes atrás de golpes foram se sucedendo paulatinamente. Em 3 de novembro de 1891, Deodoro da Fonseca, por decreto, dissolveu o Congresso Nacional. Também por decreto, para completar o golpe, ele instaurou o Estado de Sítio autorizando o exército a cercar a Câmara e o Senado para prender os seus oposicionistas. Diante da reação da marinha que ameaçou bombardear a cidade do Rio de Janeiro, caso o presidente continuasse no cargo, vinte dias após o golpe de 3 de novembro, Deodoro renuncia. Com um perfil também ditatorial, em seu lugar, assumiu Floriano Peixoto.

Em 1930, veio o golpe de caráter civil-militar conhecido como “Revolução de 30. Em seguida, em 1937, o golpe do “Estado Novo”. Em 1945, deposição de Getúlio Vargas. Entre 31 de março a 2 de abril de 1964, o malfadado golpe Militar, e, em 2016, o golpe parlamentar-midiático-judicial. A partir daí, o que antes era conhecido como a “república das bananas”, inicia-se o período da república do “Pato do PowerPoint”.

A burguesia brasileira, herdeira das capitanias hereditárias e do colonialismo escravocrata, nunca permitiu que fôssemos realmente uma nação livre, democrática, republicana e soberana

A burguesia brasileira, herdeira das capitanias hereditárias e do colonialismo escravocrata, nunca permitiu que fôssemos realmente uma nação livre, democrática, republicana e soberana. Ela discrimina a música popular e as diversas espécies de manifestação cultural legítima do nosso povo. Prestigiam o cinema estrangeiro, e as férias são usufruídas em Miami, a segunda língua é o inglês, ainda que nos 12 países da América do Sul impere a língua espanhola, com grande número de falantes, e o guarani (uns 7 milhões) que só perdem para o português, em razão dos 210 milhões de brasileiros.

Aqui, nessa terra amada por Deus e bonita por natureza, a propaganda nos meios de comunicação, subornada às classes dominantes, fomenta a crítica e a discriminação contra nossos irmãos da Argentina; nos coloca contra o Paraguai, o tratando como nação de segunda categoria (já o destruímos uma vez, na Guerra da Tríplice Aliança, para atender a ordem e os interesses financeiros da Inglaterra); da mesma forma, somos incentivados a criticar a Bolívia, país de rica natureza e cultura, onde praticamente foi erradicado o analfabetismo e que cresce a ritmo chinês. Outro “inimigo” é a Venezuela, cujos poços de petróleo, somados ao “nosso” pré-sal, nos colocaria na vanguarda da produção de energia num eventual Mercosul unificado.

A coligação golpista cunha/Temer/Aécio/Rede Globo/Lavajato entregou essa riqueza para as petroleiras internacionais, contrariando o projeto interessante ao Brasil, que era o de aplicar o dinheiro do pré-sal nas escolas para nossas crianças e na saúde da população.

Tudo isso está ocorrendo porque os coxinhas midiotas criaram a República do Pato, gente “teleguiada” por um grupo bem organizado, articulado, pequeno, mas com influência que gerou a comoção pública para darem mais um golpe no Brasil. Umas das técnicas usadas foi o “PowerPoint”, transformado pelo Ministério Público Federal como forma preliminar de execução pública de reputações. Por isso, a “república do patinho do PowerPoint” é o conceito que melhor descreve o momento republicano brasileiro.

A configuração dessa nova “república” foi feita para que os bandidões estancassem a “sangria processual” que avançava sobre os chefões políticos do Golpe, como o Eduardo Cunha, Michel Temer e o Romero Jucá, do PMDB, e o meninão, com uma “carreira invejável” (palavras do STF), Aécio Neves, do PSDB. E os criminosos sonegadores de sempre, encastelados na FIESP moveram os barbantes que deram movimento às marionetes que foram às ruas com camisetas amarelas, uma panela na mão e nada na cabeça!

Nessa república do patinho do PowerPoint, é permitido que a polícia federal, a pedido do Rodrigo Janot, instaure um inquérito para investigar a morte de um cachorro. O cão labrador, não mais se locomovia por estar doente e contar com 13 anos de idade, o que equivale a uns 70 anos da espécie humana. Mas como era de Dilma Roussef, o sacrifício do cachorro, por ordem do veterinário, é investigado pelo MPF.

Mas, o mesmo MPF, e a mesma PF que deverá fazer perícia em ossos de um animal morto há dois anos, vê Michel Temer negociar com os deputados todos os dias, dispensando verbas públicas para aplacar a “sangria” de mais um processo criminal. Nesse caso, a compra de votos de deputados, punida no Mensalão, nem passa pelo crivo da instauração de um inquérito.

Os gordos salários dos magistrados que chegam a meio milhão de reais, conforme denúncia, que se tornou pública, não é objeto de qualquer investigação séria. Os bandidos beneficiados com a delação premiada curtem deliciosamente o dinheiro que restou após “entregar” os parceiros de crime. A delação premiada prova que o crime compensa.

Essa é a prova da existência da república do patinho do PowerPoint.

Eu sei que há muita gente arrependida de ter dado apoio ao Golpe. A tal pedalada da Dilma gerou um déficit de 20 bilhões ao país. O timão montado pela Rede Globo, bancos, PSDB e PMDB está multiplicando o rombo por 10, devendo finalizar o ano de 2017 com um déficit que chegará a R$ 200 bilhões.

E o que isso significa?

Significa que o país quebrou, e é por essa razão que o preço da gasolina sobe toda a semana, já não dá para prever quanto custará o gás de cozinha no mês que vem, e temos 15 milhões de famílias sofrendo o drama do desemprego de, pelo menos, um de seus membros.

Imperam atualmente o medo do futuro e a discriminação das minorias, os programas sociais estão ficando na saudade, já se prevê o fim da escola pública e de todo o sistema único de saúde. A burguesia queria um país somente para os da sua espécie, mas vou dar uma notícia ruim: do jeito que anda o governo Temer, com a briga de seus aliados, do PSDB, e a recalcitrância da Rede Globo (que não decide se aposta em Sergio Moro ou Luciano Huck para a presidência) vão nos jogar completamente no “colo” da nova Colônia, o país de Donald Trump.

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (3)

  • Adriano Valente | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 07h24
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    Mais uma das viúvas do PT...discurso decorado, comum aos sindicalistas q enriqueceram nos governos petistas e a professores de esquerda das universidades públicas...esse enredo engana apenas aos inocentes jovens q ingressam nas universidades federais, q depois não conseguem outro trabalho a não ser no serviço público, onde viram sindicalistas e não trabalham mais...pobre Brasil

  • Lázaro sadia II | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 18h42
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    ...sábias palavras nobre sindicalista, é pena que a população (povo) não quer enxergar essa realidade e acham que é chique ser um bairro dos EUA: sem soberania, sem moeda própria, povo escravizado etc...e vem ainda alguns eleitores bestializados e sem rumo reclamarem do PT, do comunismo etc.

  • Said Joseph | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 15h46
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    O País mais parece " A República do Pato Amarelo e do Power Point ".

| 17/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 16/11/2017, 21h:14

Mudança de partido soergue ou enterra Taques?


edesio do carmo artigo 400

Edesio Adorno

Hostis por natureza ao governador Pedro Taques (PSDB), o atraso ou escalonamento salarial, aliada a possível aprovação da PEC do Teto dos Gastos, recrudesce os ânimos dos servidores públicos contra o inquilino do Paiaguás.

Taques sabe que nesta encarnação e, talvez nem na próxima, consiga reverter a abismal rejeição do funcionalismo público ao seu governo. 

O clima de tensão e a permanente beligerância entre Taques e os trabalhadores tem como causa provável a arrogância, a empáfia e a falta de diálogo e, não necessariamente, a perda de direitos, conquistas ou benefícios trabalhistas.

Fornecedores e prestadores de serviços estão desolados. O governo não honra os compromissos assumidos. Os efeitos negativos dessa prática se espraiam pelo estado afora. Taques já está sendo malhado, como se fosse um Judas fora de época.

A saúde pública nunca enfrentou tamanha crise financeira e de gestão. Prefeitos reclamam de atrasos nos repasses constitucionais e a população grita desesperada. O caos é total e generalizado. A justificativa do governo é sempre a falta de dinheiro.

Bem, essa realidade não aceita mitigação.

Do ponto de vista administrativo, Taques precisa dar o pulo do gato, caso queira reconquistar o apoio da população e se habilitar politicamente para disputar um novo mandato de governador.

O pulo do gato exige ousadia para decidir e fazer; humildade para reconhecer erros e capacidade de diálogo. O povo deixou a passividade e assumiu o ativismo político. As redes sociais transformaram o cidadão em protagonista de sua própria história.

Fora as questões de cunho administrativo, o cenário político ainda é indefinido, o ambiente tornou-se favorável a mudanças e a renovações amplas, gerais e irrestritas, como diria Enock Cavalcante. Pescoços serão decepados na Assembleia Legislativa e, se o Parlamento ainda funcionasse no Campo D’Ourique, cabeças seriam lançadas ladeira abaixo.

Zé Taques tem estatura moral, as mãos limpas e seu nome não figura em casos de corrupção. Recente decisão do ministro Luiz Fux, do STF, o inocentou até de uso de Caixa Dois em sua campanha eleitoral. Isso favorece, mas não resolve a questão política.

Tucanos alegam que Taques tratou com indiferença o PSDB; o governador contra argumenta e afirma que o partido nunca fez sua defesa de forma franca, aberta e incisiva. A lua de mel acabou.

Taques já não depende mais de Taques para disputar com chances reais de êxito um novo mandato de governador. Tornou-se refém de Jayme Campos, Blairo Maggi e Mauro Mendes. Alguém poderia supor que a chegada dos dissidentes do PSB ao DEM teria o poder de inflar o ego de Jayme Campos a ponto de motivá-lo a tentar seu retorno ao Paiaguás.

Minha leitura é outra!

O atual vice-gornador e secretário de Meio Ambiente, Carlos Favaro (PSD), roubou a cena, ganhou visibilidade pública, revelou-se administrador habilidoso – o fim da greve no Detran é uma pequena amostra disso -, virou consenso para o grupo político que está no poder e nele quer permanecer e até para setores da oposição que batem cabeça a procura de um nome politicamente viável.

Favaro governador. Blairo Maggi e Mauro Mendes para o senado. Essa chapa agradaria o agronegócio e contemplaria a baixada cuiabana, que voltaria a ter um senador da República. Jayme Campos e Nilson Leitão não seriam obstáculo a formação dessa nova frente polícia, que, inclusive pode ter o apoio do senador Wellington Fagundes (PR) e do prefeito de Cuiabá, Emanoel Pinheiro (PMDB), além de dezenas de prefeitos insatisfeitos com o governo do estado.

Ah, isso é apenas especulação argumentativa; meras possibilidades. Não, meu caro leitor! Trato aqui de probabilidade, o que não se confunde com possibilidade. Favaro, por seus predicados individuais, representa a probabilidade de manutenção do poder político por parte das forças que sustentaram o governador Taques até aqui.

E mais, para concluir, se Taques não fizer como a Águia, que ressurge rejuvenescida das cinzas, a troca do PSDB pelo PPS ou por qualquer outra legenda, terá como efeito prático apenas possibilitar o revezamento dos braços que vão sustentar seu caixão político. O velório segue inexorável. Lindas e límpidas biografias também descem ao tumulo ou são arremessadas ao ostracismo. Se Taques não sabia disso, o avisado está dado, se é que me entende.

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (3)

  • Carlos | Sábado, 18 de Novembro de 2017, 11h00
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    Sou militante do PSDB e torço para que o Leitão saia ao senado e ao governo saíamos no apoio ao Mauro Mendes, que acredito irá para o PR.

  • Rocha | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 15h45
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    Tá morto , esqueceram de enterrar !!!

  • Oscar Lombardi Fernandes | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 08h18
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    Este governo ditatorial já está enterrado. Infelizmente o que virá pode ser pior! Sou um apaixonado pelo escrutínio, qualquer que seja ele, mas cogito gostar, apenas.

| 16/11/2017, 14h:13 - Atualizado: 17/11/2017, 17h:10

Mauro Mendes decide disputar o Governo, se distancia de Taques e está dividido entre DEM e PR

Para ter segurança no projeto majoritário dentro do partido dos Campos, ex-prefeito cuiabano exige que Fábio Garcia assuma a presidência da legenda


Rdnews/arquivo

mauro mendes 350

Mauro Mendes deseja concorrer, de novo, ao governo estadual

O empresário Mauro Mendes começa a se movimentar, sem alarde e nos bastidores, para viabilizar candidatura a governador. Ficou entusiasmado com o resultado de pesquisas feitas para analisar cenários e possibilidades e que o apontou entre os primeiros colocados nas intenções de voto. Caso avance nesse projeto, será a segunda vez que tentará o Palácio Paiaguás. Em 2010 concorreu e perdeu para Silval Barbosa.

A opção por não buscar novo mandato de prefeito da Capital, no ano passado, mesmo apontado como favorito absoluto na época, já foi uma estratégia de Mendes para deixar o Palácio Alencastro com bom conceito e aprovação popular e não enfrentar desgaste agora, dois anos depois, na corrida à sucessão estadual.

Este Blog apurou que a tendência é de Mauro puxar um bloco de oposição ao governador Pedro Taques, que deve tentar a reeleição mesmo enfrentando alto índice de rejeição.

Já desembarcando do PSB, na bronca por causa do retorno ao partido do deputado federal Valtenir Pereira, o ex-prefeito de Cuiabá flerta com o DEM dos irmãos Júlio e Jayme Campos, e também com PR do senador Wellington Fagundes. Algumas "costuras" são feitas junto à cúpula nacional.

Exigência e temor

Para ter segurança a seu projeto no DEM, Mendes exige que o deputado federal Fábio Garcia assuma a presidência estadual. Essa reivindicação foi feita ao presidente da Câmara Federal e uma das principais vozes do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ). Nesse caso, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, que é líder do Governo Taques na Assembleia e mais afinado com os Campos, teria de entregar o comando partidário ao grupo de Mendes, que não quer correr risco de sofrer boicote ou conspiração.

Wellington Fagundes, hoje mais adversário do que aliado do Paiaguás, também abriu as portas do PR para Mendes. Mas, nesse caso, o ex-prefeito não conseguiria carregar consigo para o partido deputados que estão deixando o PSB, como o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, e os também estaduais Oscar Bezerra, Max Russi e Mauro Savi.

Fontes revelam que Mendes pretende "segurar" o anúncio dessa pré-candidatura até março. Não quer se indispor com Taques, já que o governador deseja tê-lo no palanque e como candidato ao Senado, assim como o ministro e senador licenciado Blairo Maggi (PP), que também buscará novo mandato. A expectativa de Taques em contar com Mendes e Blairo nas chapas à senatória é tanta que se manifestou, se imediato, contra a pretensão do tucano Nilson Leitão de também concorrer ao Senado.

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Comentários (30)

  • Ricardo Lobo | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 18h46
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    Um excelente candidato!!

  • Turbino | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 18h36
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    Mauro Mendes quer enfraquecer a articulação em torno do nome do Neri Geller a governador pra depois, nas proximidades do pleito eleitoral alegar que desistiu em nome da família, das empresas falidas, ect, e com isso a oposição não lançar nome algum ao governo e o Taques vencer por W.O. como disse o Salmo e outros ai embaixo. Deus me livre!

  • Salmo | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 12h18
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    É difícil confiar no Mauro Mendes depois do que aconteceu na eleição pra prefeito, como disse a Mara pode ser coisa do Taques e de última hora ele sai e a oposição não tem outro nome e o Taques reelege por w.o.

  • Paulão | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 10h40
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    Tá bom! me engana que gosto. Isso faz parte de um jogo de cena. O Grupo político é o mesmo. Se o Mauro ganhar o Pedro Taques vai ser secretário ou na SEFAZ ou na SEGES ou outra composição qualquer, talvez até Conselheiro do TCE. Cruzes!

  • Mara | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 09h41
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    Articulação do governador para a oposição perder tempo em torno do Mauro Mendes, depois ele sai a senador com o Taques. Não sei porque o Mauro Mendes faz tudo o que o Taques quer, mas ele faz, prova disso foi ter deixado a campanha a prefeito para o Wilson Santos.

  • Fabrício | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 09h34
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    Mauro Mendes está nas mãos do Taques. Não vai sair candidato a nada, só quer desarticular a candidatura do Neri Geller pela oposição, como fez na eleição pra prefeito de Cuiabá.

  • Said Joseph | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 09h25
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    Todos nós sabemos: Qualquer pau rodado é melhor do que Pedro Taques. A maior decepção da política dos últimos anos.

  • Said Joseph | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 09h20
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    Mauro Mendes caiu de para-quedas no colo de Blairo Maggi.

  • EDUARDO DE LAMONICA FREIRE | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 06h29
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    FINALMENTE TEMOS UM NOME PARA ELEGER! FOI UM EXCELENTE PREFEITO,NÃO MIDIÁTICO. TRABALHADOR. FEZ UM TRABALHO NA SAÚDE QUE POUCOS REALIZARAM NA HISTÓRIA DE MT; REFORMA DO PRONTO SOCORRO, HOSPITAL SÃO BENEDITO, INÍCIO (QUE ESPERO QUE TERMINE) DO NOVO PRONTO SOCORRO, ENTRE OUTRAS AÇÕES DE TENTATIVA DE GERENCIAR O CAOS QUE OS GESTORES, SOBRETUDO OS ESTADUAIS, SE ESFORÇAM EM DEIXAR PARA CUIABÁ. É UM POLÍTICO QUE TEVE A CORAGEM DE NÃO SE REELEGER PREFEITO. VÁ EM FRENTE MAURO!

  • Ex-eleitor do Taques | Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017, 06h17
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    Tamanha a decepção com este Pedro Taques que qualquer candidato é melhor do que este incompetente, arrogante e ditador...Portanto, o Mauro Mendes será eleito ainda no primeiro turno desde afaste já deste Pedro Taques e sua turma porque o povo não vê a hora de tirar este Pedro Taques do poder....

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