Cuiabá, 28 de Março de 2015
  • Camila Cervantes

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  • Valérya Próspero

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MINISTÉRIO PÚBLICO | 27/12/2013, 11h:21 - Atualizado: 27/12/2013, 17h:14

MPE reajusta alimentação para R$ 1,2 mil; aumento atinge 9%

   Em ato administrativo publicado neste mês de dezembro no Diário Oficial, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, aumentou o auxílio-alimentação dos promotores, procuradores e servidores do órgão em 9%. O beneficio no valor de R$ 1,1 mil subiu para R$ 1,2 mil mensais, o que corresponde a R$ 40 por dia. O novo valor passa a valer a partir de 1º de janeiro.

  O custo do benefício, somente com promotores e procuradores é de R$ 260,4 mil mensais. Anualmente, o valor chega a R$ 3,1 milhões.

  Prado garante que os maiores beneficiados com o reajuste são os servidores. Ele explica que o valor é o mesmo para procuradores, promotores e servidores. Ainda segundo ele, para o aumento do benefício, foi levado em consideração o índice da inflamação no decorrer deste ano que chegou a quase 6%. Também teriam influenciado o aumento da cesta básica e a majoração do quilo do alimento nos restaurantes.

  Segundo Prado, o reajuste não precisou passar pela apreciação do Poder Legislativo porque já havia um limite autorizado pela Assembleia e o acréscimo respeitou o teto. O curioso é que o valor recebido pelos membros do MP é 2,5 vezes maior do que o recebido pelos magistrados estaduais que hoje é de R$ 475. No Tribunal de Justiça, o auxílio alimentação para os juízes e desembargadores foi instituído este ano. Antes ele contemplava apenas servidores.

  Sobre a diferença significativa entre o auxílio-alimentação dos membros do MP e dos membros do Judiciário, Prado salienta que “o TJ oferece um valor menor porque tem muito mais servidor e por isso o impacto na folha é bem maior. Nós que somos um órgão menor, mais enxuto, dá para valorizar mais o servidor”.

  Além do auxílio-alimentação, os membros do MPE recebem outros cinco benefícios sendo eles transporte, moradia e ajudas de custo quando mudar de cidade e para aquisição de livros e materiais didáticos. Somados, os seis benefícios incorporados podem acrescentar quase R$ 10 mil aos salários que variam entre R$ 18 mil a R$ 25 mil de acordo com o cargo, tempo de serviço e entrâncias em que atuam.

Promotores e procuradores têm salários de até R$ 25 mil

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Comentários (7)

  • Gilmar Brunetto | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 21h02
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    Para os usuários do MT Saúde a contribuição do Estado é inconstitucional segundo o Tribunal de Contas, porém para alguns só falta agora o auxilio amante.

  • Elson Pereira | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 15h48
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    Entendo que os doutos promotores devem ter um cardapio balanceado, visto cumprirem uma rotina exaustiva, que não permitem deslocarem até suas residências e efetuarem as ditas refeições nelas, como todo brasileiro trabalhador que sobrevive com mísero salario minimo, o que representa para uma familia composta de três membros, de almoço e janta individual no valor de R$12,00 para tds, lembrando que inexiste a palavra café da manhã, mas como colaboramos menos para o crescimento deste Brasil inusitado, que Autoridades ganham cada vez mais e trabalham cada vez menos, como dizia um velho apresentador da TV Brasileira "ISSO É UMA VERGONHA", que faz o Estado são o povo, então mobilizemos e mostremos que somos um povo pacífico, ordeiro, consciente, mas cansado das roubalheiras dessas figuras.

  • Hans Maier | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 14h37
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    Não é à tôa que o Sr Paulo Prado está muito, mas muito, acima do peso. Vejam a foto, que fofura.Estou cada dia mais envergonhado com as chamadas "autoridades" deste país.

  • cELSO bIZARRO | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 12h50
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    O Pessoal lá em cima só tão que aumenta salários /benefícios para eles, sabedores de que existe inflação, agora e nós cá embaixo não merecemos tambémpt

  • Celino Teodoro de Melo | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h48
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    Eles trabalham domingo e feriado? R$ 40,00 X 30/dias = R$ 1.200,00...Isso é sacanagem com a maioria do cidadão de MT e do Brasil em geral...Enquanto a maioria ganha um salário mínimo por mês, essa cambada vai embolsar, quase 2 salários mínimos só para comer...São, realmente um bando de comilões, sem o que fazer, só pensam em se esbaldar...Às custas, é claro do pobre e esfolado cidadão de MT...Vão trabalhar, cambada de sem o que fazer e deixem de surrupiar os cofres públicos...

  • Ezequiel Salomão da Silva Salomão da Sil | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h41
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    Caro colega Romilson porque voCê não faz uma pesquisa sobre esse absurdo, se a população aprova ou não essa palhaçada do "MISTÉRIO PUBLICO".

  • Ezequiel Salomão da Silva | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h35
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    Nãoooooooooooooooooooooooooooooooo acriditooooooooooooooooooooooooooooooooooo!

| 28/03/2015, 00h:00 - Atualizado: 08h atrás

É preciso viajar...

akio materia estreia colunista

Akio Maluf

Foi com uma mochila nas costas, um passaporte no bolso, um mapa  e um moleskine nas mãos que aprendi o que significa para um jovem a experiência de viajar sozinho e explorar o mundo. Foi essa oportunidade que me ensinou qual é o tamanho do mundo, me ensinou a ver com olhos tolerantes diferentes culturas, me ensinou a  me adaptar a todos os locais pelos quais eu tive que passar e, mais importante, me mostrou o que fazer quando não saber o que fazer para seguir em frente.

A sensação de liberdade que viajar com a sua casa nas costas e a liberdade que as avenidas históricas lhe dão para conhecer e presenciar o passado como presente oportunizam a todos os jovens que lá se deslocarem a sensação do que a humanidade passou, passa e poderá passar, com isso verá a história viva em forma de ruínas ou monumentos, é nesse momento que aprendemos a maior lição, a de que somos apenas mais uma peça de um quebra cabeças interminável, estamos aqui apenas de passagem.

Nesse momento, você irá marcar no seu mapa um X no local já visitado e irá anotar em moleskine assim como fizeram Van Gogh, Picasso, Louis Celiné, irá se lembrar que em suas mãos estão mais de 1000 anos de avanço tecnológico em forma de bloco de notas, desde o papel na China, a caneta, o lápis, o elástico que trava suas folhas e passará a anotar as suas impressões que o mundo está lhe mostrando.

Akio Maluf

akio_viagem

Coloque sua mochila nas costas e vá conhecer os lugares que sonha

Passada a euforia, com as pernas já doendo de tanto andar, de barriga cheia com uma comida que você nunca viu na vida mas achou deliciosa, é hora de abrir a porta do hostel que se encontra e descer até as salas onde milhares de outros jovens de todas as partes do mundo deverão estar neste momento. Você nunca os viu na vida, mas estão conversando como se fossem amigos há anos, compartilhando as experiências da cidade, restaurantes tradicionais e baratos, melhores maneiras de deslocar pela cidade e combinando para explorar cada canto possível com aqueles que compartilham dos teus desejos e anseios de jovem explorador.

Passados alguns dias, semanas ou até meses, é hora de retornar para casa, por incrível que pareça a gente descobre que a nossa vida toda cabe em duas malas de 32kg, que o maior tesouro que construímos jamais conseguiríamos colocar na mala, pois são a liberdade que nossos olhos puderam vislumbrar, a sensação de leveza que as pernas experimentaram mesmo após longas caminhadas e as amizades que construímos em cada lugar que passamos. A juventude precisa pelo menos uma vez na vida vencer seus medos e conhecer tudo o que o planeta de uma forma geral tem para oferecer.

Toda vez que um jovem sai da sua zona de conforto e decide conhecer uma nova cultura, uma nova sociedade e um novo povo ele volta para casa diferente, ele aprende com o mundo, com as relações com o mundo e começa a se livrar das correntes do tradicionalismo, começa a caminhar em direção a construção de um mundo globalizado, sem fronteiras, sem vistos e sem restrições, o intercambio cultural é sempre importante para aprendermos uns com os outros a nos tolerarmos independente dos hábitos.

Por isso, coloque sua mochila nas costas, consiga seu moleskine, arrume uns mapas e vá conhecer os lugares que sonha. Não procure os melhores lugares para comprar algo, mas, sim, os melhores para conversar. Troque experiências, divida pensamentos, evolua em conjunto, a juventude foi feita para que nós jovens possamos aprender, evoluir e dar seguimento ou não ao legado deixado pela geração anterior, pois somente com o diálogo multilateral e comum entre todos os entes jovens deste poderemos construir um lugar melhor.

Akio Maluf Sasaki é acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio@pontodeapoioturismo.com.br

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| 27/03/2015, 18h:20 - Atualizado: 27/03/2015, 18h:25

Taques enfrenta missão de finalizar obras da Copa com foco na conclusão do VLT


A três meses no comando do Palácio Paiaguás, o governador Pedro Taques (PDT) enumerou as obras ligadas à Copa de 2014 que precisam ser concluídas como prioridade em sua gestão. A que mais deu dor de cabeça é da do VLT, contratada por R$ 1,4 bilhão, será a primeira na fila para ser finalizada.

Taques, sem medir esforços, determinou ao procurador-geral do Estado, Patryck de Araújo Ayala, que busque a responsabilização civil pelos desmandos na execução da obra. Neste sentido, a primeira resposta foi uma ação em conjunto da PGE com o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual.

Lenine Martins

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PedroTaques (PDT), que comanda o Governo há 3 meses, se vê em meio a um turbilhão de problemas deixados pela gestão anterior sob Silval Barbosa (PMDB). Só com o VLT foram gastos R$ 2,4 bilhões

No decorrer do processo, a juíza substituta da 1ª Vara da Justiça Federal, Vanessa Curti Perenha Gasques, deferiu o pedido de bloqueio dos valores das empresas que fazem parte do consórcio construtor do VLT. “Quem fez coisa errada terá que pagar. Pela primeira vez o Estado junto com o MPE e MPF ajuizou uma ação e conseguimos essa liminar. Foi uma determinação minha ao procurador e conseguimos a indisponibilidade deste valor”, disse Taques.

Para garantir que a maior obra de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande seja concluída, o governador determinou auditorias no contrato, nos pagamentos e na execução do projeto milionário. Em audiência realizada no início da administração do pedetista, foram apresentados os dados que mostram o pagamento de R$ 1 bilhão, equivalente a 70% do valor.

Nos bastidores, estima-se que a disparidade entre o que foi pago pelo Governo e o que foi realmente entregue pelo consórcio supera a marca de R$ 200 milhões, conforme o levantamento. Além disso, comenta-se que este não será o único enfrentamento do governador. Taques pretende avançar sobre outras questões, não tirando o foco nas obras ligadas à Copa. (Com Assessoria)

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  • fabiola | Sexta-Feira, 27 de Março de 2015, 19h37
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    DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL PEDRO TAQUES ESTAVA CIENTE DOS PROBLEMAS QUE IRIA ENFRENTAR, PRINCIPALMENTE COM RELAÇÃO AO VLT. AGORA MÃOS A OBRA. TRABALHO E TRABALHO É ISSO QUE QUEREMOS VER. CHEGA DE DISCURSO.

senado | 27/03/2015, 16h:46 - Atualizado: 27/03/2015, 16h:48

Medeiros e Blairo criticam governo Dilma; Wellington segue governista e pontual


O senador José Medeiros (PPS), da tribuna, reclamou que a presidente Dilma Rousseff (PT) precisa parar de jogar a culpa dos problemas do governo federal na oposição. O socialista ironizou ainda o fato da situação já ter virado até meme na internet: “A culpa não é do FHC”. O socialista, que se efetivou na cadeira de Pedro Taques (PDT), que assumiu o comando do Palácio Paiaguás, ressaltou ainda a necessidade de a presidente reorganizar a base e valorizar cada um dos que ainda defendem a gestão petista. “Oposição é o mínimo dos problemas. Governo tem que parar de ter preconceito com sua base e depois se preocupar com a oposição”.

Reprodução

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Senadores Blairo Maggi (PR) e José Medeiros (PPS) criticam governo da presidente Dilma Rousseff

Depois, completa que os oposicionistas estão até auxiliando o governo e que prova disso é que alguns parlamentares, incluindo ele, protocolaram ofício pedindo o veto da presidente ao aumento de quase 200% do valor destinado ao fundo partidário no Orçamento Geral da União para 2015. O documento foi entregue no gabinete do ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas.

As declarações de José Medeiros ocorrem em aparte na sessão matutina, desta sexta (27), que ele chegou a presidir. Na oportunidade, se pronunciou depois que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) reclamou da existência de falhas no programa Mais Médicos e também sobre o atraso das verbas federais para os municípios e Estados.

Os questionamentos de Medeiros acontecem um dia após o senador Blairo Maggi (PR), que é aliado ao Governo Dilma, também disparar críticas contra a atuação da petista. Para o republicano, a presidente não dá sinais de que pretende ouvir a voz das ruas. “A figura do chefe da família quando quer sacrifício, tem que dar o exemplo de que o cinto está apertado e que é preciso fazer sacrifício também”, disparou Blairo, cobrando que Dilma “corte na própria carne” e reduza o tamanho da máquina administrativa.

Reprodução

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O senador Wellington Fagundes (PR), por sua vez, permanece neutro diante da postura dos colegas

Já o outro senador republicano, Wellington Fagundes, tem adotado uma política mais governista. Por enquanto, apesar da crise vivida pelo governo petista, ainda não fez nenhum pronunciamento mais incisivo. Wellington, que teve Dilma como uma das pessoas que financiaram a sua campanha vitoriosa, adota a política da boa vizinhança. Apesar disso, tem cobrado um posicionamento da União em relação às questões importantes como a liberação de recursos referentes à liberação urgente de R$ 470 milhões do programa ProConcreto, para a construção de 166 pontes em Mato Grosso e dos recursos provenientes da Lei Kandir.

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artigo | 27/03/2015, 13h:59 - Atualizado: 27/03/2015, 13h:59

Cadastro Ambiental Rural

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Senador Blairo 

Os agricultores de todo o país precisam estar alertas para o prazo do dia 5 de maio para registrarem suas propriedades ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é o instrumento de regularização fundiária previsto no Código Florestal.

É essencial que proprietários e posseiros de imóveis rurais façam a adesão ao CAR, pois isso permitirá a verificação do passivo ambiental do produtor, ou seja, a inadequação da propriedade à legislação ambiental. Uma vez inscrito, o produtor terá acesso ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que o ajudará a quitar esse passivo.

Para que esse programa tenha sucesso e eficácia, é muito importante o envolvimento das prefeituras no processo de cadastramento. Por isso, o Ministério da Agricultura já instituiu um prêmio para que os municípios ajudem seus produtores a se inscreverem no CAR.

Atualmente o Brasil possui 5,2 milhões de imóveis rurais passíveis de cadastro, de acordo com o Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estes imóveis ocupam 60% da área total do país. O CAR, além dos fins estatísticos, irá ajudar estes proprietários no planejamento ambiental e produtivo de suas terras.

Este é um Brasil criando condições para o desenvolvimento agrícola responsável, pautado pela preservação ambiental. O Congresso Nacional também precisa trabalhar em prol deste cadastramento, que é de suma importância para o nosso desenvolvimento sustentável! E eu estou particularmente empenhado para que o CAR dê certo!

Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, até a última segunda (23), foram cadastrados 700.457 imóveis, abrangendo uma área de cerca de 145 milhões de hectares. Os números são expressivos, mas ainda falta muito. O Censo Agropecuário IBGE 2006 estima uma área de 372 milhões de hectares passível de cadastro no Brasil.

Mato Grosso é um dos mais adiantados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). De uma área de mais de 48 milhões de hectares passíveis de cadastro, já estão no Sicar aproximadamente 44 milhões de hectares, com cerca de 53 mil imóveis cadastrados. O total de imóveis passíveis de cadastro no Estado, segundo o Censo do IBGE 2006, é estimado em 112.987.

Se quisermos preservar o planeta, de verdade, precisamos transformar palavras em ações. O CAR, no momento, talvez seja a principal ação para essa preservação. Com ele, além do mapeamento da situação ambiental das propriedades rurais em todo o país, os produtores terão que atender aos novos parâmetros de preservação do meio ambiente, inclusive obrigando os proprietários a recuperar áreas degradadas nas propriedades.

O Código Florestal trouxe, e está trazendo, os produtores para a legalidade e para o desenvolvimento sustentável. Precisamos continuar trabalhando para combater a ilegalidade e o desmatamento cometido por aqueles que ficam à margem da lei! Faço um apelo aos proprietários rurais de todo Brasil, para que cadastrem suas propriedades no CAR até o dia 5 de maio e, dessa forma, fiquem dentro da legalidade! 

Blairo Maggi é senador por Mato Grosso, foi governador e é empresário do agronegócio

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  • Akio Sasaki | Sexta-Feira, 27 de Março de 2015, 17h16
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    Parabéns Senador Blairo, O Cadastro no CAR é realmente algo fantástico, uma pena que o principal benefício advindo dele que é o tributário ainda esteja sendo obtido através de liminares judiciais. Parabéns pela iniciativa.

| 27/03/2015, 07h:25 - Atualizado: 27/03/2015, 08h:31

Wellington se reúne com bancada e diz que PR deve aprender a ser oposição


Reprodução

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Wellington Fagundes quer evitar adesão de republicanos à base, mas libera votação consciente

O presidente estadual do PR, senador Wellington Fagundes (PR), cedeu à pressão do deputado estadual Wagner Ramos e marcou uma reunião para debater a possível adesão do partido à base do governador Pedro Taques (PDT) no Legislativo. O encontro será realizado na próxima segunda (30), às 18h, no gabinete do primeiro-secretário da Assembleia Ondanir Bortolini, o Nininho. Antes, entretanto, o presidente aproveitou esta quinta (26) para visitar gabinete por gabinete dos republicanos na Assembleia.

Entretanto, Wellington rechaça a adesão e afirma que o PR já participou de três governos sucessivos, contribuindo com o Executivo mato-grossense. "Agora é momento de aprender a ser oposição, que é salutar para democracia. Toda a unanimidade é ruim", declarou em entrevista ao Rdnews.

 Wellington também lembra que o PR não esteve no palanque de Taques e apoiou o candidato derrotado Lúdio Cabral (PT) nas eleições de 2014. Com isso, avalia que o resultado das urnas determine que o partido permaneça na oposição. "Oposição construtiva, não irresponsável. Podemos ajudar o Governo naquilo que for bom para Mato Grosso", completa.

De acordo com Wellington, o PR nunca foi convidado pelo governador para aderir à base. Para o senador, houve somente o convite do líder do Governo Wilson Santos (PSDB) para bancada tomar um "cafezinho" com o chefe da Casa Civil Paulo Taques. Wagner Ramos, por sua vez, já anunciou que faz parte da base de Taques e afirma que precisa do Executivo para atender as demandas da região de Tangará da Serra. "Eu sou governista e já assumi o posicionamento no primeiro dia da gestão", ponta.

Maurício Barbant

capa wagner ramos

Wagner Ramos declarou que é da base governista e "puxa" a fila de republicanos

Para Wellington, o apoio ao Governo é posição individual de Wagner e precisa ser respeitada. Conforme o senador, não existe questão fechada e o PR costuma dar liberdade para os parlamentares se posicionarem em relação às mensagens encaminhadas pelo Executivo. "Cada deputado tem a liberdade de votar conforme a consciência naquilo que o partido não fechar questão. Agora, a decisão partidária é coisa diferente. Para isso, tem que existir reunião e a maioria é que define", destaca o dirigente.

A posição de Wellington é compartilhada pelo líder da bancada do PR na Assembleia, Emanuel Pinheiro. O deputado afirma que o partido deve permanecer independente e contribuir com o Executivo aprovando projetos de interesse social. "Não podemos aderir à base em troca de 15 cargos. Isso é oportunismo e fisiologismo", ressalta.

Paulo Taques, por sua vez, garante que o convite para "tomar café" é para consolidar a aproximação institucional com os deputados do PR. O chefe da Casa Civil lembra que as reuniões com integrantes do Legislativo são rotineiras no atual Governo. "Já recebi 23 deputados, inclusive da oposição. O diálogo entre os Poderes é em beneficio do Estado", concluiu.

Além de Emanuel Pinheiro, Wagner Ramos e Nininho, a bancada do PR na Assembleia ainda conta com Sebastião Rezende e Mauro Savi. Sebastião já admitiu inclinação para aderir ao Governo enquanto Savi aguarda orientação do senador Blairo Maggi para se posicionar.

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Comentários (2)

  • sergio Simtra | Sexta-Feira, 27 de Março de 2015, 09h06
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    Esse wagner Ramos precisa ser expulso do nosso partido, o PR nao é sigla de oportunistas. Essa foi a melhor entrevista que Welington ja deu... parabens senador. Quanto a esse tal Sebastiao Rezende ele semlre foi obsecado pelo poder.

  • Angelica | Sexta-Feira, 27 de Março de 2015, 08h01
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    Trocando em miúdos..o partido não tem um posicionamento firme.. Não sabe se vai ou se fica.. Mas sabem que Taques vai tratar oposição como oposição..ou está com ele ou contra ele..e no caso do Deputado Wagner Ramos que de um 2010 para 2014 perdeu mais de 10 mil votos, manter se na oposição e sabendo que na base do governo Tga da Serra tem outro Deputado, que além do respeito, da experiencia será atendido pelo governo do estado, certamente deixa o nobre Deputado em uma encruzilhada.

| 27/03/2015, 00h:00 - Atualizado: 08h atrás

Multa de cancelamento de contrato

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Elga Figueiredo

É de conhecimento geral que as empresas de telefonia ligam reiteradamente para seus clientes oferecendo inúmeros serviços, como pacote de dados, plano de tv por assinatura, internet, etc. Ocorre que tais vendas, realizadas via Call Center, carecem de informações detalhadas aos consumidores, principalmente sobre a fidelidelizaçao da compra e, assim, no caso de insatisfação do consumidor e consequente desistência do serviço, efetuam cobrança de multa por rescisão contratual. 

Desse modo, caso o consumidor queira romper o contrato, as operadoras impõem cobrança de multas rescisórias, que alegam estar estabelecidas no contrato firmado, contrato este que, na maioria das vezes, o consumidor não teve qualquer conhecimento, não leu, muito menos recebeu.

Importante fazer um alerta ao consumidor que existem requisitos para que as operadoras de telefonia, entre outras empresas, possam efetivar a cobrança da multa rescisória. Exemplo disso, se a operadora não entregar uma cópia do contrato ao consumidor, ou se no referido contrato não constar à cláusula de fidelização, o consumidor pode questionar a cobrança com base no direito à informação, previsto no Código de Defesa do Consumidor.

A regulamentação legal determina que as companhias sejam mais transparentes nos contratos e disponibilizem em seus sites informações completas sobre todos os planos oferecidos. Ao assinar um novo serviço, o usuário deve receber um informativo que descreva em detalhes exatamente aquilo que ele está comprando. O mesmo vale para promoções, nas quais as operadoras deverão informar qual é o desconto e o benefício, assim como o prazo de validade da oferta e qual será o valor do plano depois que o período promocional acabar.

O princípio da informação e da transparência nas relações de consumo são deveres dos prestadores de serviço e alçados à prioridade pelo CDC. “O princípio da transparência consagra que o consumidor tem o direito de ser informado sobre todos os aspectos de serviço ou produto exposto ao consumo, traduzindo assim no princípio da informação”.

De outra banda, cabe ainda alertar o consumidor que, no caso de insatisfação com o serviço, ou seja, o se o serviço ofertado não corresponder ao efetivamente ativo ao consumidor, ter algum defeito ou vício, este tem o direito de rescisão, na medida em que adquiriu um serviço via telefone, e na instalação verificou não corresponder ao serviço ofertado. Portanto, o cancelamento do serviço sem pagamento de qualquer multa ou taxa é direito do consumidor.

Por fim, tem-se que quando se adquire um produto via internet ou telefone, sendo a compra feita a distancia e não in loco, o consumidor tem sete dias de prazo para se arrepender da compra, independente do motivo, sem ter que dar qualquer explicação. Ế direito estabelecido no Código de Defesa do Consumidor.

Elga Figueiredo é empresária e advogada, especialista em direito do consumidor e escreve exclusivamente neste Blog toda sexta - e-mail: elgafigueiredo@hotmail.com

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| 26/03/2015, 17h:51 - Atualizado: 26/03/2015, 18h:04

Taques sinaliza com liberação de emendas; deputados se reúnem com Casa Civil na 2ª


A Casa Civil convocou o Poder Legislativo para debater a liberação das emendas parlamentares referentes ao exercício de 2015. Na próxima segunda (30), a comissão de deputados estaduais liderada por Baiano Filho (PMDB) se reúne com o chefe da Casa Civil Paulo Taques, a partir das 14h, para acertar os detalhes do pagamento.

O compromisso de liberar o pagamento das emendas com base na PEC do Orçamento Impositivo foi firmado durante o Almoço da Integração, promovido pelo governador Pedro Taques (PDT), na manhã desta quinta (26), no Palácio Paiaguás. A sinalização faz parte do esforço do Executivo para consolidar a base na Assembleia e aprovar o Projeto de Lei Complementar da Reforma Administrativa sem dificuldades.

A PEC do Orçamento Impositivo, de autoria do ex-deputado estadual José Riva (PSD), foi aprovada em dezembro do ano passado e sancionada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O texto prevê que 1% da receita corrente líquida do Estado seja destinada às emendas parlamentares. O orçamento de Mato Grosso para 2015 chega a R$ 13,6 bilhões. Desta forma, o valor das emendas destinadas para cada um dos 24 deputados estaduais deve ser de aproximadamente R$ 4 milhões.

O Orçamento Impositivo faz com que a programação constante da Lei Orçamentária Anual passe a ser de execução obrigatória. Ou seja, as dotações constantes do orçamento do Estado só poderão ser canceladas ou contingenciadas com aprovação do Poder Legislativo, a partir de uma solicitação encaminhada pelo governador. O pedido deve ser acompanhado da justificativa pormenorizada das razões de natureza técnica, econômico-financeira, operacional ou jurídica.

Luiz Henrique Menezes

Paulo-Taques

Secretário estadual da Casa Civil Paulo Taques vai se reunir com deputados para acertar detalhes

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| 26/03/2015, 09h:32 - Atualizado: 26/03/2015, 10h:25

Fabris quer fim da reeleição e cota para mulheres na Mesa; Janaína ganharia vaga


Maurício Barbant/AL

janaina_riva

Única mulher no Legislativo, Janaína teria vaga garantida na Mesa Diretora

Dois anos após a Assembleia apreciar e dar aval à possibilidade de reeleição que serviu basicamente para atender os interesses do ex-todo-poderoso José Riva (PSD), que comandava o Parlamento e foi reconduzido, eis que um correligionário de Riva, Gilmar Fabris (PSD) “puxa a fila” no sentido de acabar com a regalia, o que é louvável, mas deixa claro que o dispositivo apenas serviu aos interesses do antigo “rei”. Riva encerrou o mandato em janeiro deste ano, após se tornar "ficha suja".

É bem verdade também que o fim da reeleição já é uma das bandeiras do deputado Emanuel Pinheiro (PR) que, no ano passado, já havia proposto o fim do dispositivo. O problema é que, apesar dos apelos, o pedido não andou e não foi apreciado. Assim, acabou ficando sem efeito.

O presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB), eleito em fevereiro deste ano, por sua vez, se comprometeu em fazer a adequação na legislação. O tema, inclusive, é pacífico entre os parlamentares, por isso, a tendência é que a PEC seja aprovada por unanimidade. Conforme o Projeto de Emenda à Constituição de Fabris, o veto à reeleição também é estendido a todos os membros da Mesa Diretoria que não poderão concorrer aos mesmos cargos.

AL aprova PEC da reeleição e Riva deve ter novo mandato

Já outra PEC proposta por Fabris deve causar debates internos, visto que assegura, ao menos, uma vaga na diretoria do Parlamento para cada “sexo”. Como só há uma deputada, Janaína Riva (PSD), na prática, a alteração garantiria uma vaga para a social-democrata, que é filha de José Riva.

Fabris, que é do mesmo partido que Janaína, ressalta na justificativa, que o Parlamento está na 18ª legislatura e que, até agora, 13 mulheres legislaram. “Somente a deputada Chica Nunes ocupou cargo de segunda vice-presidente de 2009 a 2011”, salienta. Depois, completa dizendo que na Câmara Federal, pela primeira vez, duas mulheres ocupam cargos, simultaneamente: Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Luíza Erundina (PSB-SP). Lá existem 51 mulheres. O social-democrata  reforça, inclusive, que a sua proposta segue os moldes da PEC  590/06 de Erundina, aprovada nesta semana pela Câmara Federal. 

A discussão de espaço de gêneros, por meio de cota na Mesa, é algo que deve ser debatido amplamente, especialmente pelo fato do Parlamento ter apenas uma mulher com mandato, embora seja assegurado, por meio de cota, que 30% dos candidatos à cargos eletivos sejam compostos por mulheres. Assim, a medida por ser interpretada pelos colegas e pela sociedade como uma manobra partidária para beneficiar Janaína. Afinal, são os próprios deputados que formam e elegem chapas, num eleitorado seleto formado por apenas 24 membros, sendo que qualquer um pode se candidatar.

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| 26/03/2015, 07h:38 - Atualizado: 26/03/2015, 16h:32

Indústria sem chaminé

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Maria Rita

Produzir eventos esportivos itinerantes é uma experiência extraordinária. Aprendemos muito sobre cada uma das cidades sede das provas. Como funciona o mercado, qual o perfil das pessoas que a visitam, os produtos eco turísticos da região, o setor hoteleiro e por aí vai. 

Posso afirmar sem o menor receio que não há município em Mato Grosso que tenha como maior fonte de renda o setor turístico.Chapada dos Guimarães, Nobres, Jaciara, Santo Antônio de Leverger,Juscimeira, Cuiabá e tantas outras com vocação turística na verdade possuem diferentes bases econômicas principais.  Pecuária, agricultura e serviços lideram o ranking.  Diferente daqui, em estados vizinhos como Mato Grosso do Sul e Goiás, o Turismo sustenta economicamente vários municípios.

Falta investimento e quando ele existe falta referência para utilizar a verba pública com eficiência. Além do Governo, a atual conjuntura do Turismo em Mato Grosso se deve a atitude dos empresários. Há cidades onde o trade não conversa e as ações isoladas se dissipam. Outras com problemas legais para obtenção de linhas de crédito interessantes. Outras em que há pouquíssimas opções de produtos turísticos capazes de reter o cliente no destino. Outras onde o atendimento é muito fraco. Outras onde falta tudo. Outras em que há um mix de tudo isso.

Imaginamos que a vinda de grandes eventos esportivos de nível mundial seria uma alavanca para o setor. Mas a realidade mostrou-se bem diferente. Eventos regionais, como o Ultramacho e a Corrida das Águas levaram mais pessoas com alto poder aquisitivo e geraram mais renda que a própria Copa do Mundo em Chapada dos Guimarães e Nobres. 

Na próxima semana teremos a realização da primeira corrida noturna em estradas de terra em Mato Grosso, Toroari Night Race. O evento será realizado no entorno do Morro de Santo Antônio, em Leverger. A região é muito agradável e por força do evento esportivo no local o número de visitantes cresceu bastante. O apoio da prefeitura tem sido grande e esperamos que a rota criada para o evento se transforme num circuito de treinos dos atletas ao longo do ano.

Mas isso também vai depender principalmente dos empresários locais que perceberem a oportunidade criada com este aumento de fluxo. Assim pode ter início um novo produto turístico na região. E este potencial pode ser alavancado em dezenas de cidades e em outros segmentos do setor. Público não falta. Acredito que o potencial turístico do estado seja tão grande quanto a riqueza de nosso solo.

Podemos ser recordistas de produção de grãos, algodão e os melhores pecuaristas. Mas a existência de três ecossistemas nos permitem ir mais alto. Podemos alcançar o desenvolvimento sustentável, onde a preservação de nossas matas e rios nos garantam clientes. Num mundo ideal nossas grandes “indústrias” não precisariam mais ter chaminés.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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  • Zelia T. neris | Quinta-Feira, 26 de Março de 2015, 13h19
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    Mato Grosso tem lugares lindíssimos, mas tudo é muito caro. Pantanal é para estranjeiro e Chapada as pousadas custam os olhos da cara. Aí não dá.

imbróglio | 25/03/2015, 17h:09 - Atualizado: 25/03/2015, 17h:55

Zeca diz que não crê em saída de Taques do PDT e pontua como normal o "assédio"


O presidente do PDT de Mato Grosso, deputado estadual Zeca Viana, declara que não acredita na desfiliação do governador Pedro Taques, mesmo diante do assédio de dirigentes nacionais de outras legendas. Na semana passada, o chefe do Executivo admitiu as sondagens ressaltando que qualquer decisão neste sentido depende de ampla discussão.

Para Zeca, qualquer partido teria orgulho de contar com Taques no quadro de filiados. “Eu mesmo, se fosse presidente de qualquer outro partido, também estaria assediando ele”, afirma em entrevista ao Rdnews. O deputado, no entanto, aponta que  as divergências com o governador não são capazes de acarretar na desfiliação. “As nossas divergências podem até continuar, mas o entendimento para governar o Estado é maior que tudo. O objetivo comum é botar Mato Grosso no melhor caminho, para que os mato-grossenses se orgulhem”.

Gilberto Leite/Rdnews

zeca_capa.jpg

Deputado Zeca diz que divergência com Taques podem continuar, mas governar MT é maior que tudo

Zeca, entretanto, garante que manterá as cobranças junto à administração estadual. “Quando só se diz amém é porque não tem conhecimento ou é puxa saco. Deve ter divergência sim, senão as coisas ficam muito fáceis”. Apesar das constantes críticas, Taques busca minimizar a importância do deputado. Na última sexta (20), o governador disse que não tem tempo para “bater-boca” com o parlamentar.  Além disso, declarou que “cada um fala o que quer”. “Hoje sou governador de todos os mato-grossenses. Não sou governador do PDT”, ressaltou.

Desde que rompeu com Taques, ainda no início da 18ª legislatura, Zeca não poupou críticas ao correligionário. O governador já foi atacado em função de itens da reforma administrativa do Poder Executivo e por manter no staff quadros com problemas no Judiciário. O alvo preferido de Zeca, no entanto, é o secretário da Casa Civil Paulo Taques. Primo e homem de confiança do pedetista, chegou a ser chamado de “vagabundo” e “mentiroso”, após declarar que não contabilizava o deputado como integrante da base aliada.

O presidente nacional do PDT Carlos Lupi também tratou de tentar promover a paz entre o parlamentar e Taques. Em entrevista ao Rdnews, disse que a direção nacional está promovendo o diálogo entre ambos e aposta no entendimento.

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| 25/03/2015, 09h:53 - Atualizado: 25/03/2015, 10h:15

Deputados chiam, mas devem aprovar reforma de Taques; projeto terá emendas


José Medeiros

pedro taques 250

Taques não terá problemas para aprovar reforma

Os deputados estaduais estão esperneando, questionando e dando pitacos no projeto de reforma administrativa encaminhada pelo Governo Pedro Taques (PDT), mas o pedetista não deve enfrentar dificuldades para aprovar a mensagem. 

Se de um lado, os parlamentares não querem ficar com a pecha de que o Parlamento é apenas um “puxadinho” do Palácio Paiaguás, de outro, não almejam ser responsáveis por “travar” a máquina e impedir que haja uma redução significativa nos gastos do Executivo. Acontece que algumas medidas reduzirão cargos e também vão possibilitar a realização de concurso.

Apesar do compromisso dos parlamentares em aprovar a mensagem encaminhada por Taques, dificilmente o texto passará exatamente como o pedetista encaminhou. A tendência é que hajam emendas que podem ou não ser sancionadas pelo chefe do Palácio Paiaguás. 

Até a semana passada, haviam 7 emendas. Elas foram propostas por Zé Domingos Fraga (PSD), Mauro Savi (PR), Romoaldo Júnior (PMDB) e Zeca Viana (PDT). Enquanto o social-democrata pleiteia mudanças mais técnicas, Zeca e Savi apresentam questionamos relacionadosa pontos mais políticos.

Zé Domingos, ex-secretário estadual de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, apresentou duas emendas para impedir que o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) fique sob responsabilidade da secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Ele também alerta que, antes de se promover uma reforma na estrutura organizacional da Empaer, é necessário um estudo mais aprofundado. Já Zeca quer modificar o artigo 49, que permite ao criar e extinguir órgãos e cargos por meio de decreto regulamentar. Entende que desrespeita a Constituição e demonstra o autoritarismo. Os pedidos dele são referendados por Savi e Romoaldo.

Enquanto deputados apresentam emendas, secretários, especialmente Paulo Taques (Casa Civil) e Marco Marrafon (Planejamento), são destacados para esclarecer dúvidas e tentar evitar modificações. A articulação política, neste sentido, está sob a responsabilidade de Wilson Santos (PSDB) e Leonardo Albuquerque (PDT), líder e vice-líder, respectivamente.

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  • MARCELO | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 11h58
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    ESTÃO PREOCUPADOS EM PERDEREM SEUS CABOS ELEITORAIS.

| 25/03/2015, 00h:00 - Atualizado: 24/03/2015, 22h:34

A omissão no Congresso

Essa omissão é consequência de causas diversas, como a falta de educação para a cidadania e o despreparo dos nossos partidos

antonio joaquim ilustrando texto

Antonio Joaquim

Chega a ser lugar comum reclamar do estado de letargia do Congresso Nacional. Essa incapacidade de responder aos sentimentos e reclames da nossa sociedade tem se tornado cada vez mais evidente. Mas entendo que devemos sempre nos manifestar contra o entorpecimento que o abateu como única alternativa para a recuperação do vigor legislativo.  De preferência, manifestar e participar.

Meu otimismo se justifica pela história das duas Casas Legislativas. Tanto o Senado quanto a Câmara dos Deputados já foram mais atuantes, berços de grandes vultos e debates memoráveis. Dali nasceram soluções e encaminhamentos de grande valor democrático e amplo alcance social. Conheci e presenciei vários desses personagens e testemunhei alguns momentos históricos, porque ali estive como deputado federal.

Infelizmente, tenho que concordar com a percepção coletiva de que a representação política perdeu muito em qualidade na atuação parlamentar. Os deputados e senadores, em grande parte, se veem mais envolvidos nas discussões sobre as famosas emendas parlamentares - que não resolvem os graves problemas estruturais e institucionais de que o país padece. Mesmo os partidos políticos têm foco quase único em orçamentos. Buscam participar do poder reclamando a ocupação de espaços administrativos (invariavelmente no Poder Executivo) com maior potencial de gastos.

Assim, cada vez mais vai ficando em segundo plano a imperiosa necessidade de se fazer as reformas de que o Brasil tanto precisa, como a reforma política (a “mãe das reformas”), a reforma fiscal, a reforma previdenciária ou revisão de leis como a 8666/93, que trata de licitações e aguarda quase 20 anos por atualizações. Vivemos de iniciativas de remendo, costurando aqui e acolá para manter o tecido. Não é por menos que aparentamos ser uma grande colcha de retalhos. Também não é por menos que outras instituições, como o Poder Judiciário, acabam sendo induzidas ao ato de legislar, fixando normas que deveriam se originar no Legislativo. 

Preocupa-me também a forma distorcida como um grupo relevante de congressistas reagiu às soluções que visam aproximar o cidadão do dia a dia do poder. Esse grupo posicionou-se contra o debate e a deliberação de políticas públicas  por conselhos sociais e instituições similares. Reclamou que esse  papel é exclusivo do Parlamento. De fato, é evidente que a palavra final deve ser do Legislativo, mas jamais devemos aceitar que a sociedade organizada seja afugentada do debate. Ao contrário, é nosso dever estimular o controle social.

O que não podemos é perder a esperança e acreditar nas soluções esdrúxulas daqueles que veem o Congresso como descartável. Eles não sabem o que falam. E, se o sabem, gostam de outra coisa, menos de democracia. A democracia representativa é insubstituível. Sou ferrenho defensor desse modelo e prego o resgate da representação política como medida mais eficaz de enfrentamento à omissão de congressistas. 

Essa omissão  é consequência de causas diversas, como a falta de educação para a cidadania, o despreparo dos nossos partidos (que não investem no aprendizado para a função pública), o sequestro da representação popular pelo interesse privado etc. No entanto, será  o inconformismo e o ecoar das vozes da população, somados à maior participação do cidadão, que funcionarão como remédios para debelar esse mal. Pois nenhum parlamentar esquece que dependeu do voto para estar nesta condição. 

O ecoar de vozes e a organização da sociedade funcionam. Por isso, além de se manifestar, é importante participar e acreditar nos lampejos de sensibilidade. Resultado disso, por exemplo, ocorreu com a aprovação da Lei da Ficha Limpa, cujo projeto teve origem em iniciativa popular com milhares e milhares de assinaturas. Foi o quarto projeto desse tipo que sensibilizou o Congresso Nacional. Antes, tivemos matérias de iniciativa popular que criaram o Fundo Nacional de Habitação, a lei que caracterizou como crime hediondo chacina realizada por esquadrão da morte  e a lei que que tornou crime passível de cassação a compra de votos . 

Concluo celebrando os movimentos de 2013 e do começo de março deste ano. Embora motivados pela inépcia do serviço público e contra a corrupção, demonstram ampla reação da população. Torço apenas para que não fiquemos no momentâneo, na superficialidade. Assim como a omissão no Congresso Nacional, temos que combater essa tendência de crer que alguém virá nos salvar. Não existem salvadores da pátria. No mundo real só existe espaço para a consciência e a contribuição de cada um. 

Antonio Joaquim é conselheiro e ouvidor-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso e escreve exclusivamente para este Blog às quartas-feiras. www.anjoa@tce.mt.gov.br 

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  • Francelino Vieira | Quinta-Feira, 26 de Março de 2015, 14h12
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    Até hoje o único político que foi Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado,e após aposentar voltou para a vida pública e foi eleito pelo povo de Mato Grosso, foi Julio Campos, o mais dinâmico e competente Governador que este estado teve após a divisão territorial . Júlio foi eleito deputado federal, exerceu com brilhantismo o seu mandato no Congresso Nacional, e só não está lá de novo por livre expontâneos vontade e por problemas de saúde. O resto desses Conselheiros não conseguem siquer ser candidatos quanto mais serem eleitos a qualquer cargo público.

  • Oliveira | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 22h28
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    Uma cultura leva no mínimo 03 (três) gerações, ou seja, aproximadamente 50 (cinquenta) anos, ou seja, esse comportamento é construído nesse período. Quando falamos em políticos, normalmente o cidadão Brasileiro sente-se desconfortável, pois está aí uma insegurança bastante acentuada onde sentimos o nada conforme o faz de contas. Temos a terrível impressão que o nosso é extremamente "materialista e individualista" em todos os sentidos do comportamento humano. Caro e nobre Conselheiro Antonio Joaquim, nem precisamos ir até Brasília, aqui mesmo em nossa Capital que apresenta um "caus." Pois é isso que vemos e sentimos sim. Embaixo do nosso nariz, temos nossos nobres políticos bem remunerados que se quer faz os simplórios deveres de casa. Eles discutem sim, quem vai mandar quem vai dar entrevistas, quem vai presidir etc... Nobre Conselheiro, confesso que não sinto mais qualquer raiva, e aprendi que sentir raiva, faz mal a saúde. Assim passei a ter vergonha e tomei a iniciativa em estudar e me especializei em "Gestão Pública, Políticas Públicas e Orçamento Pública", de forma Acadêmica e Cientifica. Sendo assim, consigo entender, compreender e discutir com melhores entusiasmos e podendo até colaborar profissionalmente como cidadão. Essa semana dois políticos bem remunerados, deram o tradicional e péssimo exemplo de atos puramente materialistas. Reverter essa "praga cultural” se começasse hoje levarão no mínimo outros 50 (cinquenta) anos. É uma análise singela, porém verdadeira, porque cabe ao tempo toda e qualquer grande e importante mudança. Sei que não estaremos mais aqui, mas torçamos que isso mude mesmo que leve esse tempo. VIVA O BRASIL...

  • josé da silva | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 08h59
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    Foi Deputado Federal e nada fez. o Toím, acha que depois que sair do TCE vai continuar a fazer sucesso. É igual a cobra sem veneno. Ele sonha em ser novamente político, o povo nem lembra dele, pois não fez nada.................

| 24/03/2015, 10h:34 - Atualizado: 24/03/2015, 17h:36

Crimes financeiros e lavagem passavam pelo Governo e AL; Júnior e Eder, cabeças


Mário Okamura/Arte/Rdnews

ararath esquema

Quadro revela as conexões e como, segundo as investigações, funcionava esquema de lavagem de dinheiro

O que se pode concluir até agora da Ararath com suas seis operações é que, segundo as investigações da Polícia Federal e a delação premiada de Júnior Mendonça, fundamental para ligar documentos aos fatos, o esquema tinha vários tentáculos. Era utilizado para resolver problemas pessoais e financeiros de empresas, de campanhas eleitorais, do próprio governo e até para supostamente comprar vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado ao custo de R$ 12 milhões.

eder ararath blog

Eder, que mediava o esquema...

junior ararath blog

...assim como Júnior Mendonça

Nos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, empresas entram para cobrir rombo nas contas públicas, em um momento, e, depois, para dar legalidade ao chamado sistema corrente. Fornecedor do governo seria orientado por agentes do próprio Executivo a tomar empréstimo no Bic Banco. Emitia-se carta-fiança, grande parte deles assinado pelo ex-secretário de Infraestrutura Vilceu Marchetti (já falecido). Nele o Estado admitia a dívida.

São apontados como orquestradores desse esquema Júnior Mendonça, que utilizava duas empresas, a Amazônia Petróleo e a Globo Fomento, e o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes. Júnior aceitou delação premiada e está colaborando com as investigações. Eder já é réu em cinco processos.

Segundo as investigações, que apontam rombo de ao menos R$ 500 milhões, os principais beneficiários do esquema seriam o ex-governador Silval Barbosa, o ex-presidente da Assembleia José Riva, que está preso, empresários e lideranças políticas, numa conexão envolvendo os Poderes Executivo e Legislativo. Já se tornaram réus advogados e empresários.

As investigações "mais pesadas" estão sob sigilo e tramitam no Supremo. No inquérito sob o ministro Dias Toffoli são investigadas oito pessoas, sendo elas Silval, Riva, o ex-governador Blairo Maggi, o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, o conselheiro do TCE Sérgio Ricardo e os ex-conselheiros Alencar Soares e Humberto Bosaipo, além do desembargador afastado do Tribunal de Justiça, Evandro Stábile.

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Comentários (6)

  • Roger | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 06h33
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    O que mais decepciona é saber que quem vai julgar esse povo... É um cara que não tem formação e competencia para julgar ninguém...

  • Roger | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 06h25
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    0

    O que mais decepciona é saber que quem vai julgar esse povo... É um cara que não tem formação e competencia para julgar ninguém...

  • Zé Mané | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 19h01
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    Que o grande arquiteto do Universo, Abençoe as pessoas onestas ainda que estão apurando os rombos neste País, a sociedade já não acredita mais na punição, mas teremos sim que ser firmes, e nas próximas eleições expurgar os ratazanas da política Brasileira, pois ratos sempre fura buracos, tampa 01 fura três. Sucesso senhores promotores e juízes que lutam para o bem deste País maravilhoso que é nosso Brasil.

  • ANTONIO CARLOS PINHEIRO | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 14h06
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    ANTONIO CARLOS PINHEIRO, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • João Menna Neto | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 13h00
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    Muito simples! O esquema envolve mais gente e é mais sofisticado. E grana a perder de vista. Inocente nessa história: só o povo que, secularmente, paga a conta. É lamentável dizer, mas o país como um todo está eticamente podre.

  • Gilmar | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 11h21
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    Ambos são testa de ferro e pau mandado, tá na cara.

| 24/03/2015, 00h:00 - Atualizado: 24/03/2015, 22h:34

Estranho vento à direita

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Olga Lustosa

"A situação desesperada da época em que vivemos enche-me de esperança”. Escreveu Marx em carta ao editor Arnold Ruge, em 1943.

Há um vento soprando num movimento significativo empurrando o país para o conservadorismo. É impressão minha que mesmo os jovens estão se tornando conservadores em quase todos os aspectos das discussões que permeiam os temas da contemporaneidade? Esta é uma perspectiva percebida por vários analistas do momento complexo que vive o Brasil, que em ambos os lados do espectro político conta com indivíduos bons e maus, uns levando ligeira vantagem sobre os outros. O certo é que as eleições do ano passado consolidou uma inflexão no perfil político dos deputados federais eleitos. Os deputados conservadores, considerando as filiações partidárias, são responsáveis por mais da metade dos assentos na Câmara dos Deputados. São parlamentares que promovem os interesses dos grupos cristãos e evangélicos, do agronegócio e a chamada bancada da bala. 

Os conservadores estão recuperando espaço no Congresso Nacional, e no lugar dos tradicionais coronéis, estão os líderes evangélicos, empresários e os militares, que se filiam a partidos pequenos, com viés anti esquerda, com ideologia e programas completamente inócuos. Na outra ponta, segundo o cientista político, Adriano Codato, professor da UFPR a maioria dos eleitores  avalia a política de acordo com a informação que lhe chega pelos telejornais e não hesita em se declarar conservadora ao debater temas como aborto, relacionamento homoafetivo e defender inclusive o aberrante retorno dos militares ao poder. O brasileiro mediano representado pela classe C está dividido. Valoriza as questões sociais, que são bandeiras do governo, das quais se beneficia e questões de moralidade, que são bandeiras dos partidos comandados por religiosos. Uma lástima constatar que até o Sudeste rico e desenvolvido está tornando-se conservador.

A subida do tom de campanhas moralistas pode travar o processo de transformação da sociedade brasileira no momento em deveríamos estar caminhando apressados no sentido de nos tornarmos mais livres e engajados. Porém, no meio do caminho um beijo gay encontrou uma população enfurecida e intolerante, que quase parou o país para repudiar o beijo dado numa novela. Mas o que representa uma novela no contexto da educação e dos valores familiares? O que tem uma novela a ver com a orientação sexual dos seus filhos? Não gosta? desliga a televisão! Mas não! O indivíduo precisa extravasar com força seu discurso moralizante para assim, crescer a estatística dos valores conservadores que retrocede avanços e assombra mais do que orgulha. Se quando um fala, o outro tem que retrucar com veemência, não sobra tempo para a reflexão.

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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  • Marcos Barriga | Quinta-Feira, 26 de Março de 2015, 11h10
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    Lindo Olga! Ótima reflexão, tem todo o meu apoio!

  • Edval da Silva Campos | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 11h08
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    Admirável Olga, é sempre uma aula de gde aprendizado ler aos seus artigos....bj.abraço!

  • jose alves | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 00h27
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    jose alves, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 23/03/2015, 18h:19 - Atualizado: 23/03/2015, 18h:53

Silval, em que teia foi se envolver!


Silval Barbosa deve estar arrependido da experiência de ser governador por quase cinco anos. Seria melhor não ter passado por essa experiência. O que julga de realização de "grandes feitos", como construção de trincheiras, viadutos e da Arena Pantanal, em Cuiabá, não é reconhecido pela maioria da população. Isso é péssimo para quem se gaba de ter deixado serviços prestados à população.

silval analise pos mandato

O ex-governador Silval Barbosa agora vive um drama

Na vida privada, ele já era um empresário milionário. A exploração de garimpo lhe trouxe ouro e diamante. Comprou terra, gado, imóveis, empresas de comunicação. Expandiu os negócios.

Mas quis enveredar para a vida pública. Foi prefeito de Matupá, no Nortão. Depois, viu que podia mais e se elegeu deputado estadual. Na Assembleia exerceu mandato de presidente e de primeiro-secretário. Com simplicidade, articulação e jeito de bobo, avançou para a cadeira de vice-governador. E chegou ao trono no Palácio Paiaguás, empurrado pelo ex-governador e velho aliado Blairo Maggi. Em dezembro passado, terminou o mandato melancolicamente. Isolado, acusado de ingerência e cercado de escândalos. Por enquanto, segura nos argumentos tantos os seus pepinos quantos aqueles "herdados" da era Blairo.

Mesmo sem mandato, Silval tem dificuldades de retomar a vida privada. Não vive mais em paz. Volta e meia é surpreendido com nova notícia sobre "rabo" deixado pela administração. Culpa dele próprio, que tomou decisões equivocadas. Não rompeu em tempo a teia de trapalhadas em que se envolveu. Não teve pulso firme e permitiu que caciques políticos fizessem gestões paralelas, criando núcleos dentro do próprio Executivo. Descambou-se para o desmando. Misturou público com privado. Entraram no rolo notas promissórias e empréstimos.

O ex-governador peemedebista pode pagar caro por ter permitido se cercar de alguns assessores mal intencionados. Eles queriam se locupletar e se lambuzaram no poder, jogando lama no chefe maior. Ter como um dos braços de confiança Eder Moraes nem preciso de inimigo. Eder foi um dos que empurraram Silval para o buraco. O detonou sem dó. Chegou a denunciar o ex-chefe até sobre esconderijo de uma suposta agenda com anotações de negócios espúrios. Silval trabalhava com um araponga do lado.

No final do mandato, o peemedebista preferiu transformar dois ex-secretários em amigos: Arnaldo Alves e Pedro Nadaf, que comandaram a Administração e Casa Civil, respectivamente. Com eles divide amargura. Se distanciou dos demais. Mas agora nem os dois mais chegados defendem-no. O jeito foi contratar banca de advogados para tentar evitar o pior.

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  • Cuiabanao Bobó Cheira Cheira | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 08h44
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    Pelo jeito lhe sobrou um amigo e companheiro né Romilson Dourado.

  • Sandro | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 19h09
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    eu quero que justiça seja feita e se esse Silval deve como todos nós sentimos na pele o descaso, que ele pague no rigor da lei. Quem perdeu o pai por falta de medicação sabe do que estou falando. Quem perdeu o pai por buraco nas estradas, imagina a dor que sinto. Quem perdeu o pai por falta de um hospital regional com atendimento de qualidade, sabe o que estou falando. Esse ai tem que pagar pelo que fez com a saúde de Mato Grosso. Pois mais de um Bilhão ou quase dois Bilhões foram gasto no tal da copa do mundo e olha as obras como ficaram, nós do interior ficamos abandonados e o povo de Cuiabá refém de trincheiras de obras parecendo que estava em guerra e nada ficou pronto. CADE O TAL DO VLT?

| 23/03/2015, 09h:52 - Atualizado: 23/03/2015, 10h:05

Em mobilização nacional, Cuiabá volta pra rua no dia 12 de abril; Dilma, se prepare!


Mário Okamura/Rdnews

protesto cuiaba 15 de marco 215 530pixels

Em Cuiabá, 35 mil percorreram a Getúlio Vargas no ato de 15 de março e devem retornar no próximo dia 12

Vêm aí novos protestos país afora. Um será no próximo dia 12 e, o outro, em 21 de abril. Gritos de  "Fora, Dilma", "Fora, PT", "Impeachment" e "cadeia para os corruptos" vão ecoar de novo da garganta de milhões de brasileiros. Cuiabá e outras cidades mato-grossenses prometem voltar às ruas.

A manifestação espontânea de 15 de março empurrou para a avenida Getúlio Vargas, da praça Alencastro, no centro, à Oito de Abril, em frente ao Chopão, mais de 30 mil pessoas. Muitas delas estão preparando novamente camisetas com frases de efeito, cartazes, máscaras e bandeiras para protestar contra a presidente e o PT. O discurso hegemônico da manifestação reforçará pedido de impeachment da presidente e a ligação do petismo e seus ladrões com o escândalo de corrupção na Petrobras.

É provável até que o número de manifestantes para o próximo ato supere o de 15 de março, que já foi considerado o maior protesto político desde as Diretas-Já. Em suas páginas no Facebook, o Movimento Brasil Livre e o Vem pra Rua, organizadores dos atos, registram milhares de confirmações para o 12 de abril. Não há dúvida de que a crise econômica e as denúncias de corrupção estão inflando as manifestações. Os grupos querem aproveitar o considerado sucesso do movimento para entrar com um pedido de impeachment. Entendem que Dilma cometeu ato de improbidade ao ser negligente no processo de compra da refinaria de Pasadena quando ela era presidente do conselho da Petrobras entre 2006 e 2008. Dilma, prepare os ouvidos!

Romilson Dourado

protesto 15 de marco 2015 530pixels

Na manifestação de 15 de março, em Cuiabá, homem mostra cartaz com frase "Fora, PT" e "Fora, ladrões"

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Comentários (21)

  • Alexandre | Quarta-Feira, 25 de Março de 2015, 14h55
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    Aumento de 30 % na conta de luz durante 5 ANOS para o povo pagar emprestimo de concessionaria de energia, os aposentados que ganham mais que o salário mínimo o reajuste será menor. o PSDB roubou um pão , o PT roubou o Banco Central do Brasil e justifica que todos aprontam. A corrupçao está instituicionalizada em todo o governo aparelhado a 12 anos. Deve -se investigar a todos Lula, dilma, Aécio, agripino com isenção o que vai ser dificil pois quem vai julgar é o advogado geral do PT no STF, D.Tofolli ele tem laços históricos e foi indicado pelo o PT, e vai julgar os envolvidos na lava jato, tem que se declarar impedido pois nao seria imparcial.... precisa de um limpa geral no executivo e legislativo e judiciário começando pelo executivo que aprontou mais Mensalao, Petrolao, BNDESAO, CEF, CORREIOS, INFRAERO obras da Copa obras da olimpiadas...

  • Mário | Terça-Feira, 24 de Março de 2015, 16h41
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    Vcs ainda não entenderam? Somos contra a corrupção... independentemente de quem quer que seja... ou partido, etc.. Essa corrupção somadas as mentiras do mundo de Dilma... nos levaram para as ruas... é simples!

  • Wagner | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 18h20
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    Vamos pedir tambem a cassação do AECIO pois o mesmo recebeu 120.000,00 dólares do Youssef por mes. Do Zé Agripino o Senador do PSDB que extorquiu 1.000.000,00 . Fora AECIO , FORA ZÈ AGRIPINO fora todos ,sem distinção TODOS OS CORRUPTOS!!! Seja do PT,PSDB,PP,PSB,DEM,PPS etc.È O QUE DESEJO!!! E vocês também.

  • Felipe Matos | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 18h01
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    O chororo dos derrotados vai continuar até que dia? Essa palhaçada está sendo bancada por quem? Tão achando que o povo é burro? Todo mundo ta careca de saber q essa passeata não é contra a corrupção, se fosse contra a corrupção políticos envolvidos com corrupção, como Agripino Maia, Paulinho da Força, etc e empresários sonegadores de impostos não irião. Se fosse contra a corrupção pediriam Fora Mauro Mendes, Fora Alckmin, etc. Continuem de palhaçada na rua, enquanto isso o líder de vcs Aécio Neves anda enrolado até o pescoço na CPI do Swisslikis e na Lista de Furnas. Enquanto isso os 400 achacadores do Congresso que vcs elegeram continuam barrando as Reformas importantes para o país, como a Reforma Política e a Tributária.

  • Mane | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 17h46
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    O Aécio recebeu durante os 8 anos do FHC U$120,00.00 por mês. O s atores da GLOBO Maitê, Edson Celulari, Claudia Raia, Jô Soares e outros tem conta no HSBC Suiça com até U$ 850.000,00. Todos estes também estão dizendo ; abaixo a CORRUPÃO!!! kkkkkkkkkkkk......o comandante da passeata em Curitiba ,o primo do Governador do psdb,Beto Richa ,saiu da passeata direto para o xadrez. Motivo; CORRUPÇÃO!!1 acordem. Isso é briga de corruptos!!!kkkkkkkk....

  • Elizeu | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 17h37
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    Não é só a Dilma, são todos os seus apadrinhados, também inclusive voces pessoas de bem, que votaram nela e foram enganados.

  • joao | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 17h18
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    Parabéns Romilson. Enquanto duas pessoas lhe criticam, milhões de pessoas pensam como você. Mais uma vez parabéns Romilson.

  • Angelo | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 15h34
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    Romilson, como você é reacionário ! Achas que estás a fazer jornalismo quando na verdade está a estimular a anti-política ... e do PMDB, do DEM e do PSDB você não fala nada ? só os "protofascistas" e ignorantes se sujeitam à este tipo de manobra ... espíritos de rebanho ...

  • Jocézio BRITO de Souza | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 15h17
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    Como no dia 15 de março, também participarei ( com Fé em Deus ) nos dias 12, e 21 de abril. Fora PT, Fora Dilma, Fora CORRUPTOS!

  • tereza | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 14h56
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    Somos pais livre, essas pessoas que sao contra manifestacao provavelmente mamam na teta e tem medo de perder regalias. Acorda Brasil, chegou a hora de colocarmos fora esses corruptos que hoje encontram alojados no PT, fora DILMA, fora PT por um Brasil melhor

| 23/03/2015, 07h:14 - Atualizado: 23/03/2015, 22h:27

Recursos federais

sandra_alves_colunista_segunda-feira

Sandra Alves

A quantidade de medidas de restrição de gastos pelo Governo do Estado assusta diariamente os cidadãos mato-grossenses. A situação de crise não pode ser negada, em razão dos diversos problemas das gestões anteriores. Apesar disto, o país não pára em termos de economia e arrecadação fiscal. É neste período do ano que diversos programas de recursos federais estão disponíveis. Buscar informações, com organização e planejamento, traduz a oportunidade de trazer recursos federais para desenvolver os projetos locais. 

Concretizar ações para diminuir a desproporção da divisão de rendas em Mato Grosso exige recursos. Para o servidor público sair de seu gabinete e ir até a população é necessário um veículo, notebooks, acesso à internet móvel, entre outros instrumentos, o que demanda investimento. Programas de educação em presídios; divulgação de conhecimento cultural e incentivo à leitura; orientação jurídica para regularização fundiária, tudo passa pela necessidade de estrutura material. Conhecimento e conscientização de direitos é instrumento de transformação social. 

A boa notícia é que existem recursos federais que podem, aliás, devem ser transferidos aos municípios, ao Estado, às Associações sem fins lucrativos, aos Consórcios Públicos, para a execução de projetos sociais. O problema é que a informação acerca do procedimento para acessar tais recursos não chega de forma clara à população. 

Para falar em termos simplificados, há dois tipos de transferências de dinheiro do Governo Federal para Municípios, Estados e demais órgãos, que são as transferências obrigatórias e as transferências voluntárias. As obrigatórias são aquelas compulsórias, que não podem deixar de ser repassadas, como por exemplo, o Fundo de Participação dos Municípios. Mas interessam neste momento as transferências voluntárias, que compreendem os repasses de recursos aos municípios e demais órgãos para a execução de programas e ações governamentais. As transferências voluntárias se concretizam por convênios e contratos de repasse. 

Hoje, para conseguir repasse de dinheiro federal para determinada instituição, o caminho é o SICONV, o Sistema de Gestão das Transferências Voluntárias da União. Ele possui programas de crédito em que o interessado se inscreve para receber recursos. Esse sistema é totalmente informatizado. A principal vantagem é que qualquer pessoa pode fazer pesquisas acerca de quais recursos estão disponíveis. Isso aumenta a fiscalização da aplicação do dinheiro público. Confira o site - aqui

Os passos iniciais básicos para buscar convênios e repasses junto ao sistema é fazer o credenciamento no site do SICONV (uma espécie de cadastro), fazer os projetos e propostas da aplicação e forma de execução dos recursos, enviá-los via sistema quando estiver disponibilizado o programa (linhas de crédito), abrir uma conta específica para recebimento, e, posteriormente, prestar contas. 

O site do SICONV possui diversos manuais orientando os usuários. A pesquisa de vídeos explicativos na internet é bastante útil para conhecer de forma inicial o sistema. Algumas empresas já se especializaram em orientar os usuários que buscam recursos federais. Durante o ano, o próprio Governo Federal promove cursos on line para divulgar o sistema. 

Para 2015, existem 65 programas temáticos previstos no Plano Plurianual (PPA) especificando as áreas que receberão repasses do Governo Federal. A relação completa dos Programas do PPA pode ser acessada no endereço eletrônico - confira aqui. Verificar se a área de interesse do projeto está prevista no PPA, fazer o cadastramento no SICONV e acompanhar no site a disponibilização dos programas (recursos) é estratégia fundamental para viabilizar este tipo de repasse. 

A gestão política das transferências voluntárias existe, não se pode negar. Entretanto, a disponibilização de tantas informações e do acesso por um sistema público é o início da transformação da forma de acesso e de divisão dos recursos. Compreender o sistema e apresentar propostas, seguido da intensa fiscalização social é um dos modos mais eficientes de combater as discrepâncias que contaminam a gestão dos recursos.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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Comentários (1)

  • Ondino Lima Neto | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 11h00
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    Parabéns pelo artigo.

| 22/03/2015, 10h:07 - Atualizado: 22/03/2015, 10h:23

Riva passa o dia na cadeia escrevendo e depois rasga tudo; pensa em fazer delação


jose riva perfil

Ex-deputado José Riva, agora em cárcere

É dramática a situação de José Riva. De uma agenda intensa, ao ponto de começar a despachar logo cedo, por volta de 5h30, ao isolamento e abandono. Do topo que o projetava como um dos mais poderosos da vida pública no Estado, acumulando 20 anos de controle e comando da Assembleia Legislativa, à condição de presidiário. Da vida badalada, luxuosa e requintada da alta sociedade à impotência moral, com bens bloqueados, à dependência de favores e à convivência com outros acusados de crimes. Da alimentação saudável  ao marmitex.

No Centro de Custódia de Cuiabá, Riva vive o inferno. Segundo fontes próximas do ex-deputado, ele passa o dia escrevendo e depois rasga tudo que anotou. Seria rascunhos para o livro que pretende escrever sobre sua trajetória? Não.

Limitou visitas. Só recebe membros da família. Evita o chamado banho de sol. Está tenso, angustiado, depressivo. Teme engordar. Para complicar, enfrenta problemas de saúde.

Riva sonha com alguma notícia de seus advogados sobre a possibilidade de conseguir habeas corpus. E, caso não se livre da prisão antes de ir a julgamento, terá de optar por um dos dois caminhos. Ou aceitar eventualmente proposta de delação premiada, assim como se deu com o empresário Júnior Mendonça, ou seguir em silêncio, como João Arcanjo Ribeiro. Uma delação premiada de Riva, hipótese não descartada por ele, o levaria a abrir a boca sobre negócios nada republicanos. Isso poderia levar para a cadeia muitas figuras graúdas. Se Riva contar tudo que sabe, cairá a República. Sua prisão em si já é motivo de pânico para muita gente.

Antes de ser preso, Riva confidenciou nos bastidores a amigos próximos que foi pego nas transações financeiras e se “enrolou” com a Justiça por causa de negociatas feitas mais para beneficiar pessoas do “sistema”, principalmente colegas deputados e outros políticos do que ele próprio.

O ex-parlamentar de cinco mandatos carrega no lombo dezenas de processos por atos de improbidade administrativa e crimes de peculato e corrupção. São tantas denúncias de variados esquemas que fica difícil até para a defesa. Riva não possui mais o foro privilegiado e está preso há 30 dias.

Por ironia do destino, foi pego na operação Imperador. E muitos de seus correligionários o definiam assim. Agora em cárcere, Riva descobre que havia construído um castelo de areia.

jose riva

José Riva, ex-deputado por 5 mandatos, está preso há 30 dias; segundo familiares, passa o dia escrevendo

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Comentários (16)

  • Sergio Vieira | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 21h42
    2
    0

    Sergio Vieira, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Marcos Silveira | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 10h00
    7
    0

    Falaê Riva!!!!Vai segurar sózinho?????? O Marcos Valério está cumprindo pena de 40 anos, pq não abriu o jogo, os demais estão sendo liberados aos poucos. Falaê Riva, Mato Grosso quer te ouvir.

  • oliveira | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 08h03
    8
    3

    O Riva só fez coisa boa pra Mato Grosso,....deveria pedir ao papa pra torna-lo santo,tem varias pessoas que poderia relatar vários milagres desse cidadão .....

  • José Sócrates | Segunda-Feira, 23 de Março de 2015, 05h13
    8
    1

    A análise feita pelo sr. Romilson foi perfeita. A situação em que se encontra um homem que foi poderoso. É bem o que está escrito no livro "Sabedoria, 5.8" que diz: "8 - O que foi que ganhamos com tanta vaidade? Que proveito tirámos da riqueza de que tanto orgulhávamos? " Ou ainda, no libro Ben Sira, 11,5 "Muitos tiranos acabaram sentados no chão, ao passo que homens sem importância já se tornaram reis". Essa situação do ex-deputado está bem descrito na Bíblia. Entretanto, o caminho é o arrependimento, a confissão, o perdão. Delação premiada pode ser o primeiro passo para que se cumpram as promessas do Criador.

  • antonio carlos | Domingo, 22 de Março de 2015, 19h12
    26
    8

    Em vários depoimentos é perceptível o desconhecimento do Brasileiro sobre o que é certo e o que é errado. Muitos acham o Riva muito bom, porque ele arrumou uma consulta para um parente do interior, deu uma passagem para alguém que precisava vir a Cuiabá e por aí vai. O que eles não percebem é que o deputado deveria trabalhar no coletivo e não no individual, e as falcatruas que ele cometeu, fez com que gerasse esses problemas, pois se não se cometessem tantos desvios e roubos, não seria necessário pedir uma passagem para um deputado. Fora isso, o cara ficou milionário, e de onde veio esse dinheiro. A população é totalmente sem noção quanto a isso.

  • djandersonflash | Domingo, 22 de Março de 2015, 16h56
    15
    22

    eu gosto de riva,apesar dos apesares,quem sou eu para julga-lo.para isso temos a justiça.sempre digo,pode ter feito o que todos dizem que fez mas uma coisa e certa- politico igual a riva nunca mais vai ter em mt.riva tem politica na veia,respira politica.sempre votei nele e nunca me arrependi. mt carece de pessos politicas de qualidade.

  • Rosemeire Marques | Domingo, 22 de Março de 2015, 16h27
    26
    5

    Abre a boca José Riva,não fique preso sozinho,entrega todos os que o Senhor fez para ajudar, e no entanto te deram a costa.

  • maria José | Domingo, 22 de Março de 2015, 15h21
    32
    2

    #falariva ... vamos começar essa campanha!

  • ricardo JR. | Domingo, 22 de Março de 2015, 15h11
    15
    24

    Existe diferença de Riva e Arcanjo! Riva tem Deus lhe guardando, tudo que está acontecendo irá lhe preparar para algo melhor! é facil falar de Riva nesta situação, qtos foram beneficiados licitamente, e agora jogam pedras, falam mal dele, Riva a cada dez ações, 9 foram para beneficiar o próximo! a imprensa não deve se calar, mas também não dever expor ele como se fosse o pior bandido do mundo! Riva foi o UNICO que deu atenção para todos, sem distinguir raça, cor, posição econômica, sozial, enfim, não merece esta pressão da mídia como um todo! Riva merece apoio como ser humano maravilhoso que é e sempre será, o que deve a justiça irá julgar, não cabe a nós simples mortais ficar julgando, a não ser que em Mato Grosso existe santo, ai é outros quinhentos! pelo que sei só Jesus Cristo foi santo nesta terra e mesmo assim não agradou aà todos! pensem no que Riva fez pelo povo, com certeza quem conhece Riva sabe do que estou falando! Riva é e sempre será o lider do povo, o que tem moral em cada municópio e isto incomoda muita gente.

  • Adão Cintra | Domingo, 22 de Março de 2015, 14h55
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    Se Riva abrir a boca provavelmente terá que chamar quase uma nova assembléia inteira e que se prepare os suplentes, novatos é claro.....

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