Cuiabá, 24 de Novembro de 2014
  • Camila Cecílio

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MINISTÉRIO PÚBLICO | 27/12/2013, 11h:21 - Atualizado: 27/12/2013, 17h:14

MPE reajusta alimentação para R$ 1,2 mil; aumento atinge 9%

   Em ato administrativo publicado neste mês de dezembro no Diário Oficial, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, aumentou o auxílio-alimentação dos promotores, procuradores e servidores do órgão em 9%. O beneficio no valor de R$ 1,1 mil subiu para R$ 1,2 mil mensais, o que corresponde a R$ 40 por dia. O novo valor passa a valer a partir de 1º de janeiro.

  O custo do benefício, somente com promotores e procuradores é de R$ 260,4 mil mensais. Anualmente, o valor chega a R$ 3,1 milhões.

  Prado garante que os maiores beneficiados com o reajuste são os servidores. Ele explica que o valor é o mesmo para procuradores, promotores e servidores. Ainda segundo ele, para o aumento do benefício, foi levado em consideração o índice da inflamação no decorrer deste ano que chegou a quase 6%. Também teriam influenciado o aumento da cesta básica e a majoração do quilo do alimento nos restaurantes.

  Segundo Prado, o reajuste não precisou passar pela apreciação do Poder Legislativo porque já havia um limite autorizado pela Assembleia e o acréscimo respeitou o teto. O curioso é que o valor recebido pelos membros do MP é 2,5 vezes maior do que o recebido pelos magistrados estaduais que hoje é de R$ 475. No Tribunal de Justiça, o auxílio alimentação para os juízes e desembargadores foi instituído este ano. Antes ele contemplava apenas servidores.

  Sobre a diferença significativa entre o auxílio-alimentação dos membros do MP e dos membros do Judiciário, Prado salienta que “o TJ oferece um valor menor porque tem muito mais servidor e por isso o impacto na folha é bem maior. Nós que somos um órgão menor, mais enxuto, dá para valorizar mais o servidor”.

  Além do auxílio-alimentação, os membros do MPE recebem outros cinco benefícios sendo eles transporte, moradia e ajudas de custo quando mudar de cidade e para aquisição de livros e materiais didáticos. Somados, os seis benefícios incorporados podem acrescentar quase R$ 10 mil aos salários que variam entre R$ 18 mil a R$ 25 mil de acordo com o cargo, tempo de serviço e entrâncias em que atuam.

Promotores e procuradores têm salários de até R$ 25 mil

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Comentários (7)

  • Gilmar Brunetto | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 21h02
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    Para os usuários do MT Saúde a contribuição do Estado é inconstitucional segundo o Tribunal de Contas, porém para alguns só falta agora o auxilio amante.

  • Elson Pereira | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 15h48
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    Entendo que os doutos promotores devem ter um cardapio balanceado, visto cumprirem uma rotina exaustiva, que não permitem deslocarem até suas residências e efetuarem as ditas refeições nelas, como todo brasileiro trabalhador que sobrevive com mísero salario minimo, o que representa para uma familia composta de três membros, de almoço e janta individual no valor de R$12,00 para tds, lembrando que inexiste a palavra café da manhã, mas como colaboramos menos para o crescimento deste Brasil inusitado, que Autoridades ganham cada vez mais e trabalham cada vez menos, como dizia um velho apresentador da TV Brasileira "ISSO É UMA VERGONHA", que faz o Estado são o povo, então mobilizemos e mostremos que somos um povo pacífico, ordeiro, consciente, mas cansado das roubalheiras dessas figuras.

  • Hans Maier | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 14h37
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    Não é à tôa que o Sr Paulo Prado está muito, mas muito, acima do peso. Vejam a foto, que fofura.Estou cada dia mais envergonhado com as chamadas "autoridades" deste país.

  • cELSO bIZARRO | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 12h50
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    O Pessoal lá em cima só tão que aumenta salários /benefícios para eles, sabedores de que existe inflação, agora e nós cá embaixo não merecemos tambémpt

  • Celino Teodoro de Melo | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h48
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    Eles trabalham domingo e feriado? R$ 40,00 X 30/dias = R$ 1.200,00...Isso é sacanagem com a maioria do cidadão de MT e do Brasil em geral...Enquanto a maioria ganha um salário mínimo por mês, essa cambada vai embolsar, quase 2 salários mínimos só para comer...São, realmente um bando de comilões, sem o que fazer, só pensam em se esbaldar...Às custas, é claro do pobre e esfolado cidadão de MT...Vão trabalhar, cambada de sem o que fazer e deixem de surrupiar os cofres públicos...

  • Ezequiel Salomão da Silva Salomão da Sil | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h41
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    Caro colega Romilson porque voCê não faz uma pesquisa sobre esse absurdo, se a população aprova ou não essa palhaçada do "MISTÉRIO PUBLICO".

  • Ezequiel Salomão da Silva | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h35
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    Nãoooooooooooooooooooooooooooooooo acriditooooooooooooooooooooooooooooooooooo!

Opinião | 24/11/2014, 13h:00 - Atualizado: 05h atrás

Agora é a sua vez, Pedro Taques

Reprodução

Domingos Sávio promotor meio ambiente.jpg

 Promotor de Justiça Domingos Sávio 

Os dezessete anos de trabalho à frente da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Cuiabá, me permitem dizer, com absoluta segurança, que somente teremos êxito em alcançar o desejado "desenvolvimento sustentável" se conseguirmos construir consensos sociais em torno da temática ambiental.

Para isso, é preciso, inicialmente, que a defesa do meio ambiente e o crescimento econômico sejam vistos como lados de uma mesma moeda. Deve-se ter em mente, afinal, que ambos têm como objetivo garantir a todos qualidade de vida e  bem estar.  Partindo-se, pois, dessa premissa é imperioso ver naquele que, aparentemente, sustenta opinião antagônica no debate acerca da defesa ambiental e do desenvolvimento econômico,  alguém que pode e deve estar na mesma trincheira, do mesmo lado,  numa parceria de construção.  Assim,  é preciso que nas discussões  a serem travadas para a definição das políticas públicas voltadas para o Meio Ambiente,  se desarmem os espíritos, que as pedras sejam colocadas  de lado, que se esteja pronto para ouvir e transigir, quando necessário, enfim, que se busque, verdadeiramente, pontos de consenso para seguir em frente.

Também aprendi, ao longo dos anos, que a gestão ambiental exercida pelo Poder Público não pode se limitar ao uso de instrumentos de comando e controle que, como se sabe, se baseiam em normas legais ou administrativas (fiscalização, monitoramento, licenciamento, etc.). Afinal,  como nos ensinou Drummond, "as leis não bastam. Os lírios não nascem da lei".  É imprescindível que também se utilize de instrumentos econômicos (pagamento por serviços ambientais, estímulos e isenções fiscais) a fim de garantir boas práticas ambientais,  assim como instrumentos de persuasão (educação e informação ambiental) que contribuem, sobremaneira, para a formação de uma consciência ecológica. Com efeito, é preciso remunerar aqueles que, em nome do bem comum e, muitas vezes, com sacrifícios econômicos, contribuem para com a preservação ambiental. De igual modo, mostra-se fundamental que o Poder Público auxilie na formação de cidadãos  capazes de compreender a importância do uso racional dos recursos ambientais e que se dediquem à luta pela sustentabilidade.

Com o passar dos anos, aprendi, também,  que jamais será possível exigir que as atividades e empreendimentos que causam impactos ambientais se regularizem,  caso  o Poder Público não seja capaz de atender, com presteza e eficiência, as demandas que lhe são apresentadas. Nenhum empreendedor que queira  operar legalmente  haverá de esperar, indefinidamente, a resposta do órgão ambiental, submetendo-se, desse modo,  a enormes prejuízos financeiros. Ademais, é sabido que a letargia do Poder Público acaba por fomentar a clandestinidade que, por sua vez, representa, quase sempre, o primeiro passo para a degradação do ambiente.

Aliás, para se garantir uma gestão ambiental mais ampla e eficiente é fundamental que os municípios assumam suas responsabilidades, enquanto integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente, devendo contar, para isso, com o imprescindível apoio do Estado.  Com o mesmo objetivo,  o órgão ambiental estadual precisa ser descentralizado, estruturando seus escritórios regionais de modo a possibilitar que eles atendam, prontamente,  as demandas de suas regiões, desafogando a administração central e facilitando a vida dos administrados.

A propósito,  é preciso que tenhamos um órgão ambiental estadual que prime pela técnica, que não esteja "aparelhado" politicamente,  e que não seja visto por ninguém como um multiplicador de dificuldades e vendedor de facilidades.

Enfim, com esses e outros tantos aprendizados obtidos ao longo dos últimos anos, cresce a minha expectativa em relação ao modelo de gestão ambiental a ser adotado pelo próximo governo. Certamente, em poucos dias, com o anúncio do nome que haverá de comandar a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, todos poderemos ter uma noção do porvir.

Que Deus ilumine o amigo Pedro Taques! 

Domingos Sávio de Barros Arruda, é promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente. E-mail: d.savio@terra.com.br

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Comentários (1)

  • eduardo | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 16h13
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    Vou começar de trás pra frente, que realmente Deus ilumine o nosso amigo pedro taques para a escolha daquele que vai dirigir a secretaria de estado de meio ambiente, que é estratégica para o desenvolvimento com bases sustentáveis para o estado de mato grosso. Sempre digo que a SEMA é a secretaria mais importante do staff governamental por ser ela a única capaz de emoldurar a sustentabilidade como identidade governamental, mas, para isso é preciso que o gestor tenha essa visão e conhecimento de causa, ou pelo menos seja bem assessorado, coisa que infelizmente nos 12 anos não ocorreu. Fico preocupado quando se copia parágrafos do plano de governo do nosso governador na ânsia de mostrar afinidades que duvido que existam. Aliás, espero que pedro taques seja intransigente na busca da implementação do seu plano de governo, particularmente no capitulo de meio ambiente, pois vai proporcionar avanços históricos na busca da sustentabilidade. Com foco nisso, não há como "negociar" consensos com o objetivo de vislumbrar cargo no governo, assim como não tenha conectividade e respaldo da luta da maioria dos servidores da sema, que desejam mudanças e transformações verdadeiras no órgão ambiental. e a grande maioria desses técnicos não precisa ensina-los a trabalhar, pois possuem vastos conhecimentos na área, são éticos e comprometidos com uma gestão ambiental inovadora, e inovadora não só do ponto de vista de instrumentos de gestão, mas, de paradigmas, internalizando conceitos como sistema climático, aquecimento global, agricultura de baixo carbono, certificação, etc...mas, para encerrar, eu diria que o perfil ideal para assumir a sema deve ser a de uma pessoa que repassa confiança, que seja sincera, leal, transparente, que não use a metáfora do escorpião e da tartaruga, e muito menos subverta princípios e pressuposto em troca de um cargo no governo e que não use o nome de Deus em vão pois contradiz com a sua prática, de respeito ao ser humano e de tentar enxovalhar o nome das pessoas na mídia sem nenhuma prova concreta de suspeita de infração. Enfim, cada macaco no seu galho, todas as instituições merecem respeito, e a SEMA têm sido usado de forma leviana por políticos inescrupulos e por segmentos sedentos na agilização de licenças ambientais sem respeito a legalidade...concluindo, a SEMA precisa ser levada a sério e de respeito!!!!

ARTICULAÇÃO DUPLA | 24/11/2014, 11h:10 - Atualizado: 01h atrás

Bezerra se torna principal cabo eleitoral das 2 únicas candidaturas à Ucmmat


Aos 73 anos, completados no último dia 3, o deputado reeleito para o terceiro mandato Carlos Bezerra se transformou no maior e mais influente cabo eleitoral da eleição à presidência da Ucmmat, entidade que congrega as câmaras municipais do Estado. Os dois candidatos são ligados ao cacique peemedebista. O presidente da entidade, Ebenezel Darby dos Santos é filiado ao PMDB. Ele é vereador em Cláudia e há seis meses comanda a Ucemmat, em substituição a Ismail Donassan (PSD). Edileuza Oliveira Ribeiro, no sétimo mandato em Guarantão do Norte, é mais ligada politicamente a Bezerra, embora não seja do PMDB, mas sim do PTC.

Rdnews/arquivo

carlos bezerra

Carlos Bezerra com 2 candidatos à Ucemmat

Bezerra, presidente regional do PMDB há duas décadas, é procurado pelos dois, mas, nos bastidores, está fazendo campanha pela candidatura de Edileuza, que tem 60 anos de idade e é uma figura bastante popular no Nortão. É vereadora desde 1988, com forte atuação na área social. A filha de Edileuza, Valéria Oliveira, foi secretária de Turismo de Guarantã do Norte.

Nos contatos com vereadores, o deputado pede voto para Edileuza, embora não admita isso publicamente. A ligação política de ambos é tão forte que a vereadora, que já foi do PP, DEM e está no PTC, exerce influência na indicação de emendas parlamentares de Bezerra, que já foi prefeito de Rondonópolis, deputado estadual, governador e senador.

A eleição acontece em 3 de dezembro. A Ucmmat enfrenta desgaste e descrédito, principalmente a partir da gestão Ismaili, que até se envolveu em escândalos. De 141 legislativos municipais, apenas 68 estão associados. Câmaras de cidades pólos pediram desfiliação, inclusive a de Colíder, onde Ismaili integra o quadro de parlamentares, além de Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Campo Verde, São José dos Quatro Marcos e Rondonópolis.

Edileuza, que tem como primeiro-vice da chapa Pedro Goes (PDT), de Lucas do Rio Verde, e como segundo-vice Renato Locatelli (PSD), de Canarana, acredita que desta vez vencerá a disputa pela Ucemmat, diferente do pleito de 2012, quando perdeu para Ismaili pelo placar de 159 a 246 votos. Admite que Bezerra é, de fato, articulador de sua candidatura.

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Comentários (5)

  • opolinario | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 15h25
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    Ótimo. Sem Bezerra, mas, ebenzel em contra partida tem TETÉ BEZERRA, ROMOALDO, DILMAR DALBOSCO, MAURO SAVI, NININHO, BOTELHO, DORNER, ZÉ DOMINGOS, PEDRO SATELITE, SILVANO AMARAL, TABORELLI

  • Diego | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 15h20
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    Sou vereador do PMDB e apoiei a eleição do Bezerra e não acredito que ele esteja fazendo essa sujeira com nosso amigo Ebenezel. Carlos Bezerra é um grande homem, articulador e jamais, seria enquadrado na infidelidade partidária. (eu acho)

  • carlinhos | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 14h39
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    carlinhos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • fabio | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 14h37
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    Será que ainda querem manter o coronelismo dentro da ucmat? Voto de cabresto? chega de partidos mandando aqui dentro, ebenezel não precisa do apoio de caciques para depois mandarem dentro da ucmat chega de coronelismo e de partidos mandando na ucemat

  • Carlos Augusto | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 14h31
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    Bezerra deveria ter vergonha em apoiar essa pessoa. Cade a fidelidade partidária que ele tanto cobra dos pobres vereadores que não o apoiam? Quer dizer que, dois pesos, duas medidas? Quando é pra ele tem que valer, quando é para os outros, ai, tanto faz? É desta forma que cacique Bezerra faz politica? Onde esta a fidelidade, afinal, Ebenezel é do mesmo partido? Esse Bezerra é uma piada mesmo!

Colunista do dia | 23/11/2014, 23h:25 - Atualizado: 03h atrás

Brasil, um carro sujo

sandra_artigo_segunda

Sandra Alves

Um carro imundo, parado ao tempo há doze anos, coberto com lama por fora em razão do atoleiro, enxovalhado por dentro, pelos pés dos condutores. É esta a imagem do Brasil no caso Petrobrás. Esquema que movimentou 10 bilhões de dólares em corrupção no país, que compromete a economia e a credibilidade da nação. Hora da Polícia Federal, do Judiciário e dos brasileiros utilizarem "Lava Jato".

Algumas coisas são especialmente difíceis de engolir no Brasil. Entre elas, a presidente da República (Dilma Rousseff) afirmar que o momento é bom para o Brasil, que pela primeira vez tem condições para investigar a corrupção. Faz muito tempo que esta classe de políticos não se preocupa sequer em apresentar um mínimo de razoabilidade nos discursos.

A corrupção apurada na Petrobrás é um caso centenas de vezes maior do que qualquer um poderia imaginar. Já vimos muitas coisas audaciosas por bandidos no Brasil, mas um volume deste, dentro da maior e mais respeitável empresa brasileira, assombra todo o cenário mundial.

Para traduzir o que significa o dinheiro roubado do povo, com 10 bilhões de dólares é possível manter 22.300 escolas, atendendo 10 milhões de alunos. Ou ainda, construir 435.000 casas populares. Em Mato Grosso hoje 830.892 pessoas não tem renda para se sustentar, ou seja, com este número de casas populares, mais da metade das pessoas nesta situação passariam a ter uma casa.

E não é só isto, como diz o provérbio, desgraça pouca é bobagem. Dois são os aspectos: o ano já estava difícil do ponto de vista econômico, a indústria parada, o índice de crescimento do Brasil é zero (zero vírgula alguma coisa é zero afinal), inflação subindo, etc. Para piorar o cenário, a maior empresa do país (que levava ao exterior a representação econômica, de crescimento e seriedade) não consegue fechar um balanço (em termos simples, a análise de quanto dinheiro entrou e saiu do caixa).

O segundo, do ponto de vista político, o escândalo afeta todo o direcionamento do país (se é que existia algum). Qualquer providência que dependa da base partidária de PT, PMDB e PP está comprometida, já que estes partidos políticos possuem 172 deputados eleitos no Congresso Nacional e o centro da operação Lava Jato é o encaminhamento dos desvios de dinheiro da Petrobrás para estes partidos.

Bolívar Lamounier, cientista político, enfatiza que uma reforma moral precisa ser implementada no sistema presidencialista brasileiro. É preciso que o presidente da República apresente propostas e programas concretos para o Congresso, com a legitimidade e credibilidade necessárias para fazer o país prosperar. Apresentar propostas vazias leva a busca de apoio através de instrumentos ilícitos (propinas), tudo para obter aprovação de leis (reformas políticas).

Por outro lado, o assalto que ocorreu na Petrobrás é esquema criminoso, que precisa ser combatido pela Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário. As ações fogem da esfera política. O desvio de dinheiro desta monta não tem que ser tratado como política, mas sim como crime. E daí, cabe ao Judiciário a aplicação de sanções.

O cenário vivido pelo Brasil é de crise. Tempos de dificuldade política, econômica e financeira, que provavelmente desaguarão no aumento de impostos e da inflação. Ademais, quando um Ministro do STF faz ironia ao comparar Mensalão e Lava jato, dizendo que pelo volume da corrupção o primeiro deveria ser julgado em juizado de pequenas causa, analogicamente, é sinal de que o carro está de fato imundo. Resta como última esperança acreditar nas instituições que ainda os combatem toda esta sujeira.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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Comentários (7)

  • Beto Vilela | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 14h56
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    É uma vergonha mundial essa caso do Petrolão. Todos mais esclarecidos são sabidos dos acertos que antecedem a uma licitação e não seria diferente em uma empresa da magnitude da Petrobrás. Agora o que nos deixam revoltados é que os culpados não cumprirão as penas e nem devolveram os "bilhões" desviados. Farão um acordo de deleação premiada devolvendo um pouco de milhões e irão cumprir a pena em casa e logo estarão rindo de nossa cara novamente. Terão "cumprido" a pena e estarão livres para usufruir daquilo que é nosso por direito. Esse é o nosso Brasil....infelizmente.

  • Luiz Marcos | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 14h56
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    Parabéns Sandra, é exatamente assim que encaro esta roubalheira nas nossas instituições e empresas publicas. E a nossa querida Presidenta tem a cara de pau em afirmar que não é primeira vez que isto acontece. Nunca neste País se roubou tanto como agora.

  • Silvio Araujo | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 12h55
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    Minha querida o carro esta sujo a mais tempo as investigações apontam para 1996, quando FHC assinou o Decreto que dispensou a Petrobras de fazer licitações.

  • Ademar Adams | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 12h19
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    Ademar Adams, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Luis | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 12h05
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    Parabéns... Sandra, pela linha de construção e clareza do artigo, principalmente pelo colocação de ser "um esquema criminoso", devendo ser tratado como crime e não politica.

  • wagner | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 08h55
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    wagner, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • alves | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 08h46
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    sandra, eu concordo plenamente. que os politicos nao podem julgarem estas causas, para elas nao virarem pizzas. precisamos de mudança já.

POLÍTICO HOJE, TÉCNICO AMANHÃ | 23/11/2014, 20h:02 - Atualizado: 23/11/2014, 20h:48

Fabris não difere do perfil daqueles que hoje atuam como conselheiros do TCE


Qual a diferença em termo de perfil técnico e político de Gilmar Fabris da maioria dos conselheiros do TCE? Nenhuma. Então, porque não houve, quando da indicação dos que compõem hoje o Pleno, tantas resistências, protestos e ameaças de se buscar a Justiça para impedir nomeação ao cargo vitalício como as que se voltam contra Fabris?

Widson Maradona

gilmar fabris

Gilmar Fabris, suplente na AL 

Campos Neto, que ocupa a cadeira deixada pelo pai Ary, era tão político que, quando chegou ao TCE, providenciou a mudança do nome para Domingos Neto. Sai o Campos político e entra o Domingos técnico e impondo novo conceito, aquele atribuído a alguém com reputação ilibada e notório saber jurídico.

E, longe da militância e de cargo político, está se saindo bem. Aliás, há imposição legal para isso. Foi assim também com os ex-deputados Sérgio Ricardo, Humberto Bosaipo, Domingos Neto, José Novelli e Antônio Joaquim e com os ex-secretários de Estado Waldir Teis e Valter Albano.

O cargo é técnico, mas a nomeação é política, numa “costura” combinada entre a Assembleia e o governo estadual. Um Poder aprova e o outro chancela. A sabatina na Assembleia é de “faz de conta”.

Uma das aprovações mais rápidos se deu com o então deputado Alencar Soares, que se aposentou prematuramente cinco anos depois e se envolveu em escândalo por causa da suposta venda da vaga. Fizeram a ele quatro perguntas. Suas respostas foram desastrosas para quem se proporia a julgar contas públicas. Foi aprovado com direito a afagos e aplausos.

Fica com o cobiçado cargo de conselheiro quem o grupo político majoritário definir, mesmo havendo protestos. E vai ser assim com Fabris, um ex-deputado e suplente com atuação política, assim como fora aqueles que hoje são conselheiros. Fabris carrega estigma de polêmico, folclórico, sem papas na língua, que fala o que pensa e se tornou temido por muitos. Seu nome será aprovado na sessão da próxima quarta para o posto de conselheiro, que lhe renderá quase R$ 25 mil de salário e uma série de privilégios e regalias, muito mais do que usufruem os parlamentares. 

Fabris não vai se misturar com desiguais. Será igual aos demais em cargo com prerrogativa de desembargador. Será "moldado", assim como foi cada membro do Pleno. A fiscalização sobre a conduta dele enquanto conselheiro será tão intensa que, ao primeiro deslize, será acionado no STJ. Como está sob investigação, corre-se o risco de ser o Bosaipo do TCE do futuro.

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Comentários (6)

  • Paulo Cesar | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 16h05
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    Deveria ser ocupado por Servidor Público de carreira e não ser um presente para agradar àqueles que estão saindo da política ou agraciar compadre.

  • martha | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 12h47
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    Quando entrei no TCE/MT os servidores não podiam sequer abrir a boca para reivindicar qualquer coisa que já ficava marcado e taxado de subversivo, marca que alguns carregam até hoje, acredito que inclusive eu. Naquela época, a distância entre os servidores e os Conselheiros era tão grande que podia ser comparada da terra ao céu..ou ao éden. Não era por menos que o local dos gabinetes era chamado de "tapete verde". Por lá não era permitida a passagem de qq um. Somente a partir 2000 foi dada abertura ao diálogo com a casa. Foi quanto nos foi permitido, pela primeira vez, sentar à mesa de negociação com os conselheiros na construção do PCCS que vigiu até recentemente. Muitas coisas mudaram de lá pra cá, porém não se pode negar que os servidores e as Entidades tiveram participação efetiva nessas mudanças. Embora, precisa reconhecer que é preciso avançar a discussão em várias aspectos necessários para que o Tribunal adquira credibilidade perante a sociedade. Um das discussões, é o cumprimento dos requisitos e a transparência na escola de conselheiros. Embora as Entidades já vem de longa data tratando desse assunto, inclusive judicialmente, somente agora o tema despertou interesse da mídia e da sociedade organizada em geral. Nós servidores estamos organizados e unidos (como nunca tivemos antes), por meio de nossas Entidades representativas: AUDIPE (Associação do Auditores), AAPTCE (Associação Aposentados), ASTECONPE (Associação dos Técnicos), o nosso SINTTCONTAS (Sindicato dos trabalhadores do TCE/MT), além das Entidades representativas, como a nossa federação: FENASCONTAS....eis aí a grande diferença..porque agora temos VEZ E VOZ!

  • Evaldo sergio | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 11h37
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    Mais claro impossivel. Parabens .

  • WALACCE | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 10h30
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    KKKKKKKKKKKKKKK, ESSE EU QUERO VER DE CONSELHEIRO, EITA QUE O RIVA SAI DO MANDATO MAIS AINDA VAI MANDA EM TUDO, ESSE E O CARA, MAIOR POLITICO DA HISTRIA DE MATO GROSSO E QUER VER AINDA QUE O FABRIS (RIVA) VAI VOTAR A CONTAS DE GOVERNO DO TAQUES... KKKKKKKKKKKKKKK

  • octavio augusto regis de oliveira | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 10h21
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    deixem o homen trabalhar n ao podemos julgar ninguem antecipadamente para mim isso tudo nao passa de inveja de pessoas recalcadas que nao conseguem ir alem de presidente de sindicato sem expressao VAMOS LA GOVERNANADOR O SENHOR TEM A CANETA USE-A NOMEIE O HOMEN PRECISAMOS DE GENTE LEAL E AMIGO DOS AMIGOS senao cuidado a hora que o senhor deixar a cadeira

  • Elifas Ribeiro | Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014, 09h50
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    Essa matéria completa o meu pensamento e de toda torcida do flamengo e do corinthians juntas EXTINÇÃO DO TCE PRA ONTEM.....JÁ

| 23/11/2014, 10h:53 - Atualizado: 23/11/2014, 11h:03

Blairo procura Dilma nesta 2ª para se opor à Kátia e defender permanência de Neri


Blairo Maggi decidiu reagir em defesa da permanência de Neri Geller como ministro. Mas pode ser tarde demais. A presidente Dilma avançou nos acordos com o PMDB para ter a senadora Kátia Abreu na pasta de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Neri não se conforma. Nos contatos com aliados, enfatiza que “fez muito em pouco tempo” e que, se tiver respaldo conforme prometido dos segmentos do agronegócio, especialmente de figuras como Blairo, conseguirá convencer Dilma a mantê-lo.

O ex-governador e senador mato-grossense, que já se recuperou de uma cirurgia para combater uma diverticulite (inflamação no intestino grosso), viaja a Brasília nesta segunda. Quer audiência com a presidente Dilma. Sustentará o discurso de que Neri, que se tornou seu afilhado político, “apesar do pouco tempo no cargo, fez excelente trabalho, tem apoio do PMDB, da bancada ruralista e de entidades de classe e produtores”.

Geraldo Magela

blairo maggi

Blairo Maggi, um dos que convenceram Dilma a nomear Neri Geller à Agricultura, se articula de novo para manter o afilhado político no Ministério, apesar do Planalto sinalizar para escolha de Kátia Abreu

Na condição de aliado político e um dos que contribuíram financeiramente com a campanha da petista, Blairo adiantou a assessores próximos que alertará a presidente sobre o risco de cometer equívoco, principalmente se tiver intencionada em nomear para o lugar de Neri a colega senadora Kátia Abreu. E fará críticas à parlamentar, que foi do DEM e hoje está no PMDB. Observa que movimentos sociais, como o MST, rejeitam essa indicação e que poderá haver protesto se Kátia for a escolhida. 

Uma das principais lideranças do PR e voz forte do agronegócio, Blairo recebeu informações de que, nos bastidores, Dilma está prestes a recuar do nome de Kátia. Produtor rural em Lucas do Rio Verde, onde foi vereador, Neri, por sua vez, segue em contato permanente com várias lideranças de dentro e de fora do Palácio do Planalto, tudo para ser mantido no primeiro escalão.

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Comentários (1)

  • Rebeca Cantarini | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 11h41
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    Se Kátia for nomeada, Rui Prado assume a CNA, e a liderança de Maggi perante o agronegócio de MT está liquidado. Simples.

COLUNISTA DO DIA | 22/11/2014, 22h:35 - Atualizado: 23/11/2014, 09h:10

Urgência e emergência odontológica

jackelyne_artigo_domingo

Jackelyne Pontes

Para falarmos em urgência e emergência odontológica é necessário que saibamos a definição de cada situação. Urgência é quando existe a necessidade de um atendimento com rapidez, na proporção da gravidade, mas sem risco eminente à saúde. Já a emergência é toda a situação que envolve risco de morte. As urgência e emergências odontológicas, nas estatísticas, somam uma grande fatia dos atendimentos. A maior procura dos serviços é para o caso de doenças da polpa e suas estruturas adjacentes cujo sintoma mais relevante é a dor.

O diagnóstico feito pelo profissional que faz esse tipo de atendimento é algo muito precioso, pois a presteza deste e o estabelecimento do tratamento adequado pode ser definitivo na conservação do elemento dentário e na interrupção do processo da doença. Além dos sintomas de dor, os pacientes procuram o serviço com quadros de hemorragia, traumatismos, abcessos gengivais e periodotais, perdas funcionais, próteses fraturadas e complicações pós-cirurgicas. Cabe ao cirurgião-dentista estar preparada para acolher, diagnosticar e tratar essas complicações.

Uma coisa é certa: o profissional deve seguir os princípios e diretrizes do SUS, do acolhimento, vínculo, humanização, todos os usuários com queixas de sintomas relacionados às urgências odontológicas devem ser atendidos no mesmo período do dia, independente da queixa, número e horário que chegavam procurando a clínica odontológica. Dito isso sugiro que este serviço ofertado pelo nosso município seja reorganizado. Não consigo imaginar um serviço de urgência e emergência restringindo o atendimento a algumas fichas. Claro que não é o caso generalizado, temos na rede inúmeros profissionais comprometidos com a sua função e que dentro de sua carga horária presta um serviço valioso e que realmente se importa com a situação de dor ou injúria daquele que o procura.

A equipe que trabalha na urgência/emergência deve ter um olhar aguçado para a situação dos que procuram a unidade de saúde, e ter consciência que este tipo de atendimento não deve ser um meio de acesso ao serviço para a demanda reprimida. Este deve ter uma abordam resolutiva e eficaz. Alguns usuários utilizam-se deste tipo de atendimento de forma abusiva e tornam-se uma clientela fixa própria deste serviço, o que devemos evitar. Se nos voltarmos para alguns anos passados o modelo de odontologia era excludente, onde o usuário era atendido somente em caso de urgência e com tratamentos mutiladores, então nos “acostumamos” a procurar o serviço odontológico somente em caso de dor desvalorizando ou mesmo ignorando ações de promoção, prevenção e proteção da saúde. 

 É necessário elaborarmos um protocolo de ações, a falta de consenso e de critérios para a definição de urgências/emergências potencializa esta situação. A adoção de novos hábitos não é fácil, mas com uma equipe segura, confiante, embasada e respaldada pelos gestores é possível avanços e melhorias. Sugerimos um fluxograma de atendimento, que inicia-se com a acolhida, classificação de riscos, tratamento e continuidade da atenção odontológica, mesmo que este paciente não esteja inserido na agenda programática. A melhoria do vínculo e a responsabilização da equipe também é primordial. O que não podemos é deixar que o usuário volte para a sua residência com a queixa que o trouxe até a unidade de saúde. Isso é desumano!

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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ENQUETE | 22/11/2014, 10h:15 - Atualizado: 22/11/2014, 10h:38

Qual a expectativa sobre Governo Taques?

interrogacao enquete

 

Está no ar uma nova enquete, no bloco de baixo da capa do portal. A pergunta é a seguinte: "Qual a sua expectativa em relação ao Governo Pedro Taques, que começa em janeiro?"

Ele foi eleito chefe do Executivo no primeiro turno. Ex-procurador da República e hoje no mandato de senador, apresenta discurso duro, em defesa da moralidade pública, da eficiência, da transparência e da honestidade. Nesta fase de transição, anunciou que fará mudanças na estrutura da máquina, com redução e fusão de secretarias, empresas e órgãos e quer acabar com metade dos cargos comissionados. Busca economia dos cofres públicos e mais recursos para investimentos.

Então, dê o seu voto. E deixe aqui, logo abaixo, comentário acerca do assunto.

A enquete anterior perguntava sobre quais setores possuem mais credibilidade. Votaram 6.454 internautas - o sistema do permite um voto por IP de computador. Curiosamente, aparece em primeiro lugar a opção "Nenhum deles", uma prova da descrença de grande parte dos internautas em relação às entidades e instituições. O "Nenhum deles" teve 1.842 votos (28,5%). A segunda opção foi Polícia Federal (1.736 votos - 26,9%), seguida do Ministério Público, com 679 votos (10,5%). O resultado não tem valor científico e nem trata-se de pesquisa - confira abaixo como ficou o resultado completo.

enquete poderes

Enquete sem valor científico e com o resultado da votação em relação a credibilidade das instituições

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CARGO VITALÍCIO | 22/11/2014, 09h:33 - Atualizado: 22/11/2014, 11h:09

Assembleia aprovará na 4ª nome de Fabris à vaga de Bosaipo no TCE - conheça Pleno


Na próxima quarta (26), a Mesa Diretora da Assembleia já fará sabatina e aprovará indicação do nome do ex-deputado e suplente Gilmar Fabris para o cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas.  Um dia antes, Humberto Bosaipo, há três anos afastado do Pleno por decisão do STJ, protocola pedido de aposentadoria. No último dia 3 Bosaipo completou 60 anos. Receberá aposentadoria integral, hoje em R$ 24,1 mil mensais.

A notícia sobre indicação do polêmico e emblemático Fabris para o TCE, antecipada com exclusividade pela editora Valérya Próspero,  em matéria no Rdnews na última quarta, caiu como uma bomba – confira aqui.

Alguns segmentos, inclusive vinculados a servidores do próprio Tribunal, começaram a se organizar, na tentativa de impedir a nomeação. Mas tanto a saída de Bosaipo quanto à entrada de Fabris estão bem articuladas politicamente. Cabe à Assembleia, ainda sob influência do deputado José Riva, do mesmo PSD de Fabris, fazer a sabatina e com todas as possibilidades de aprovação do nome. E, ao governador Silval Barbosa, a 40 dias de concluir o mandato, assinar o ato de nomeação. Os dois lados têm pressa. Sabem que dificilmente emplacaria Fabris no TCE se deixarem para o próximo ano, quando a Assembleia inicia nova legislatura e Pedro Taques já estará na cadeira de governador.

Mesmo sob protesto, na próxima semana Fabris se juntará no Tribunal a velhos companheiros da vida pública, como os ex-deputados Domingos Neto, Sérgio Ricardo e Antonio Joaquim e aos ex-secretários de Estado Waldir Teis, Valter Albano, José Carlos Novelli - confira abaixo detalhes dos nomes que compõem o Pleno.

Mário Okamura/Rdnews

tce blog romilson composicao

Pleno do TCE, com 7 conselheiros, que entram para cargo vitalício sob indicação da AL ou do Governo

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Comentários (13)

  • ZÉ RODELA E BERADINHA | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 18h14
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    ZÉ RODELA E BERADINHA, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • nei | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 10h18
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    Mais uma vez, é muito vergonhoso e imoral para Mato Grosso caso isso venha acontecer.

  • joa | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 08h49
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    Caro romilson....Além de todas essas benesses os conselheiros possuem verba indenizatoria mensal de 35 mil reais. ..dá uma pesquisada melhor para vc ver....

  • Ana | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 03h51
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    Riva não ganhou a eleição, mas deixou como presente de grego aos Mato-grossense o hilariante Gilmar Fabris. Meses atrás estava sendo conduzido pela PF para prestar esclarecimentos de seus atos mal feitos.

  • luiz | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 23h05
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    Vergonhoso. Essa regra absurda da constituição de colocar qualquer apaniguado nos tribunais de contas, sem qualquer qualificação parece uma piada de mal gosto. Depois dizem que o problema do país não é o legislativo. Vergonha por demais

  • Ademir | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 18h02
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    Ademir, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • wander | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 16h40
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    vergonhoso

  • Aline Maria | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 15h21
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    Que tchurminha hein....

  • Augusto | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 10h53
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    Tenho vergonha de ser Cuiabano e ter de assistir um órgão ter aceitar isso complacentemente como cordeirinhos... Vergonha de um povo mantido no analfabetismo político... Vergonha de políticos corruptos que perpetuam parentes no poder... Vergonha de jornalistas tendenciosos que vendem seus espaços para esses mesmos corruptos

  • AQUILINO FIGUEIREDO | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 10h41
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    ESSA COMPOSIÇÃO HILARIA CABE MUITO BEM O FOLCLORICO GILMAR FABRIS.KKKKKKKKKKKKKKK

Colunista do dia | 22/11/2014, 06h:20 - Atualizado: 22/11/2014, 06h:37

Articulistas são os olhos críticos do povo

Gilson_Nunes_sabado

Gilson Nunes

Tenho recebido criticas, não muito solidárias, desde que comecei a escrever sobre alguns assuntos considerados polêmicos, ou que a sociedade discorde do meu ponto de vista. Entretanto, as criticas construtivas me têm sido mais constantes, e, por isso, continuo fazendo o meu papel de olheiro do povo. Ser articulista não é uma tarefa muito fácil. Ele deve ter conhecimento sobre o assunto que vai dissertar e, ao mesmo tempo, colocar a sua opinião de forma que o leitor entenda ou que a deixe clara e objetiva de maneira tal que contribua para o leitor construa a sua própria opinião. 

O conhecimento sobre determinado assunto não vem ou surge por acaso, de uma hora para outra. É preciso que o articulista ouça a sociedade, seus anseios, suas vitórias ou decepções, e tudo o que possa envolvê-lo de uma forma direta ou indiretamente. O resultado de um artigo tem e deve ter, em primeiro lugar, o respeito no tratamento referente ao personagem em destaque. Em segundo lugar, abordar o tema, conforme o caso, com total imparcialidade, posto que as diferenças sociais fazem parte da democracia e que, dentro  dela, o direito que lhe faculta a soberania. 

A importância do articulista para a sociedade, em certos assuntos, caracteriza-se em interpretar atitudes e/ou decisões políticas, se esse for o tema em questão, fundamentando-o de maneira tal que sirva de elemento básico para a sociedade tirar suas conclusões. Quando um político diz que precisa ouvir a sociedade, no que tange a pauta do dia, na verdade ele está dizendo que o assunto deve ser discutido e digerido por ela. Por outro lado, a sociedade, baseada na visão do articulista ou critico do assunto, haverá de colocar seu ponto de vista. Os articulistas, analistas e cientistas políticos aparecem, nesse caso, como porta vozes desse relacionamento. 

É enganosa a ideia de que o articulista é sabedor de tudo, que ele se mete em tudo, inclusive onde não é chamado. Pelo contrário, o que ele faz é ouvir o que for possível da sociedade, que se complementa nos livros, nas manchetes de jornais, revistas, enfim, o que circula pela mídia afora. Na sequência, após um bom entendimento sobre o assunto, o articulista então revela o seu pensamento. Nada pode ser leviano ou autoritário, mas sim, uma simples opinião fundamentada por critérios. 

O grande erro do articulista é, por conseguinte, tentar escrever sobre aquilo que não tem conhecimento ou, acredite, pelo fato de que o seu conhecimento sobre o assunto seja tanto que lhe torne capaz de ser imperialista, autoridade e autoritário. Nesse último caso, se proceder, ele corre o risco de ser tendencioso. A esse articulista, todo cuidado com a ética e o caráter são importantes para a manutenção de sua credibilidade. 

Gilson Nunes é jornalista e funcionário público e escreve neste Blog todo sábado. E-mail: gnunes01@yahoo.com.br

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| 21/11/2014, 18h:31 - Atualizado: 21/11/2014, 18h:41

Emanuel diz que Taques mantém discurso de campanha e o vê "bem intencionado"


O deputado estadual reeleito Emanuel Pinheiro (PR), que hoje se enquadra na base aliada do Governo e na próxima legislatura passará a compor a oposição ao eleito Pedro Taques (PDT), diz que o pedetista simboliza o momento de mudança que o Estado buscava e tem se esforçado para demonstrar isso na indicação do secretariado. “Acho que Taques é um homem bem intencionado, que está com gás muito grande para trabalhar. Hoje passamos por momento de mudança, de reoxigenação, de novas forças subindo ao poder do Estado”, explica em entrevista ao Rdnews, nesta sexta (21).

Neste sentido, o republicano ressalta que Taques está atuando de forma cuidadosa e discreta, até mesmo para que não fuja do que prometeu e mantenha coerência do que foi dito em campanha com aquilo que está sendo feito neste período de pré-posse. O deputado também ressalta que se compromete em ajudar o governador eleito para aquilo que for possível, principalmente nas ações que possam impactar de melhoria na vida dos mato-grossenses. 

Embora seja da situação, Emanuel afirma que o fato de Taques revogar os “super-poderes” do vice-governador já é motivo de boa relação entre ambos, tendo em vista que neste Governo o deputado foi ferrenho, neste sentido, no qual alegava ser ilegal a condição do atual vice-governador Chico Daltro (PSD) acumular funções. Segundo o republicano, sua luta é para preservar o ordenamento jurídico a fim de evitar que precedentes sejam abertos nas prefeituras, por exemplo. De todo modo, o parlamentar reforça que manterá uma linha independente e estará do lado de Taques em todas as ações favoráveis a Mato Grosso.

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escolhas de Dilma | 21/11/2014, 16h:11 - Atualizado: 21/11/2014, 16h:25

Neri Geller vê "sonho virar pesadelo" com nomeação de Kátia Abreu na Agricultura


O ministro de Agricultura Neri Geller (PMDB) vê o sonho de permanecer na pasta cair por água abaixo. Acontece que a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), após receber o convite da presidente Dilma Rousseff (PT), aceitou o desafio e será a nova ministra do setor a partir do ano que vem. As informações são do site Folha de S.Paulo, divulgadas nesta sexta (21). Para conferir, clique aqui.

Embora o peemedebista tenha conseguido espaço para obter a vaga, não alcançou as expectativas nem mesmo dentro do partido a fim de prosseguir no Ministério. Internamente, pleiteavam o posto o deputado Eliseu Padilha, que teria a preferência do vice-presidente Michel Temer; e a própria Kátia Abreu que, inclusive, foi a mais cotada para assumir a cadeira. Neste sentido, com a nomeação da senadora, o PMDB manterá o comando da Agricultura, que está à frente da pasta desde o início do mandato de Dilma.

De todo modo, procurado pelo Rdnews, Geller afirma que ainda não há nada definido e está tranquilo. Para garantir a palavra, sugeriu até que o líder nacional do PMDB, Temer, fosse acionado para confirmar. O ministro também explica que não recebeu nenhuma informação oficial e que, nesta segunda (24), viajará para o exterior em nome do país, para inauguração de uma planta industrial. “A Dilma não me falou nada. Mas se a Kátia for nomeada, o quadro é bom”, ressalta.

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Comentários (13)

  • SÁVIO | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 13h17
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    Neri teve a sua oportunidade. Não demonstrou ser um líder, e não atraiu votos. Agora é natural que seja substituído por quem tem maior representatividade.

  • stavm | Domingo, 23 de Novembro de 2014, 04h32
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    e ffacil entender todo isso, mtos políticos em cima do muro incluindo blairo maggi, alguem viu blairo pedindo voto para dilma..? neri//.não teve apoio em nada.. porem com essa foto triste.....kkkk, quem dera eu fosse ministro da agriculta..compraria mtas fazendas..com valores baixíssimo ,,, por falta de logística/ e estrutura,,, depois manda asfaltar .triplicar // alguém já viu 2 milhões virar 12 milhões/////

  • Klayton Melz | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 16h20
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    Pessoal, respeito a opinião de cada um, mas questionar e desrespeitar o Ministro Neri Geller dessa forma já é absurdo... Na realidade, penso que não só para os Luverdenses, mas para o cidadão Matogrossense, é motivo de orgulho ter alguém daqui ocupando um posto ministerial..... Se a Presidente for sensata, o manterá afrente da Agricultura, mas se a troca se concretizar Geller com certeza poderá sair de cabeça erguida pois cumpriu com o papél a que se dispos... Pessoal, vamos ter mais conciência, ninguém aqui precisa concordar comigo, mas que seria muito bom pro MT e para o Brasil a permanência do Neri Geller no Ministério isso seria.... Além de ser produtor rural, ele tem bastante conhecimento técnico do setor......

  • Agnello | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 16h02
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    Já vai tarde. E humilhante, tito, é tratar pobre como se fosse mendigo, como essa senhora que está presidente, faz

  • ana | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 13h52
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    A unica vez que andou no estado foi p pedir voto

  • tito lampreia | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 10h33
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    Mato Grosso teve sua chance!!! Fomos prestigiados por Dilma!!! Qual foi o retorno que ela recebeu??? Uma derrota humilhante do ponto de vista dos benefícios que Mt recebeu e esta recebendo em infraestrutura. O povo de Mt disse nas urnas. Quem AQUI investir como fez o PT vai perder!!! Moral da historia; MT se mostra ingrato aos que aqui depositaram confiança!!!

  • Cacerense | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 09h39
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    Se para o povo matogrossense, em especial para os representantes do agronegócio, fosse interessante ter um Ministro da Agricultura a Presidenta Dilma teria ganhado a eleição em MT. Infelizmente eles pensaram que o Aecioorto ganharia as eleições e não abraçaram a campanha dela, nem na cidade do Sr. Neri Geller que é Lucas do Rio Verde a Dilma ganhou, então não há mais tempo para choramingos, comecem a trabalhar para 2018 porque o Lula vem aí!!!!

  • Cuiabano | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 07h05
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    EU ME SINTO ENVERGONHADO COMO MATOGROSSENSE DE VER UM SUJEITO IGUAL ESTE NERI GELLER FICAR RASTEJANDO PARA SE MANTER NO CARGO. EU PERGUNTO O SENHOR GOSTA TANTO DO SERVIÇO PUBLICO TENHA COMPETENCIA E SEJA APROVADO EM CONCURSO PUBLICO QUE AI PODE SER DILMA, JOAO,AECIO OU QUALQUER OUTRO QUE VIER A SER PRESIDENTE O SENHOR ESTARÁ ESTÁVEL A NÃO SER QUE FAÇA ALGUMA CAGADA E SOFRA UM PAD E AI PODERÁ SER DEMITIDO A BEM DO SERVIÇO PUBLICO. PORTANTO, SENHOR NERI SE ENVERGONHE E SAIA ANTES DE SER CONVIDADO A SAIR. VÁ CUIDAR DA SUA VIDA VOCE NÃO É UM PRODUTOR EFICIENTE VAI TRABALHAR NAS SUAS ATIVIDADES. MATO GROSSO NÃO MERECE FICAR PASSANDO VERGONHA COM ESTE CIDADÃO.

  • Valter | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 22h55
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    Por ser senhor de idade , vai ter que voltar para Lucas , pois o pedro só ta convidando para secretário gente com perfil Mais Novo. Ex. Paludo, marrafao.

  • roni | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 20h04
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    Fez corpo mole na campanha de Dilma, dançou, agora só esperar a vez dos maggi........acho é pouco...

REFORMA NA PAUTA | 21/11/2014, 14h:54 - Atualizado: 21/11/2014, 20h:17

Mauro aprovará mudanças na pressão; Wilson vai protestar contra fim da Funec


Mauro Mendes vai conseguir aprovar a profunda reforma administrativa que se propõe a implantar de imediato na Prefeitura de Cuiabá, mas enfrentará algumas reações contrárias. Embora sufocados, tanto parlamentares de oposição quanto lideranças fora da Câmara discordam de algumas propostas, entre as quais extinção de secretarias, de órgãos e de autarquias. A discussão será acalorada na Câmara, a partir da próxima semana.

Gilberto Leite/Rdnews

mauro mendes reforma

Prefeito Mauro Mendes, em entrevista na última quarta, quando anunciou a reforma administrativa

A decisão de acabar com a Fundação Educacional de Cuiabá (Funec), por exemplo, está dando munição ao ex-prefeito e agora deputado estadual eleito Wilson Santos (PSDB). Na próxima semana, assim que retornar de uma viagem ao exterior com a família, o líder tucano se manifestará contra a extinção da Funec por entender que resultará também no fim do Cuiabá Vest, que promove anualmente cursinho para estudantes carentes preparatórios para vestibular. O Cuiabá Vest foi uma das maiores referências da gestão Wilson, que é professor e diz carregar a bandeira da educação.

Há vereadores da base que, para evitarem confronto com o Palácio Alencastro, estão pedindo apoios externos contra algumas medidas da reforma que, pelos cálculos do prefeito, vai resultar na extinção de 9 secretarias, reduzindo o quadro do primeiro escalão de 24 para 15 pastas, com previsão de demitir 500 pessoas e de gerar uma economia de R$ 15 milhões por ano.

Mário Okamura/Rdnews

fusoes cuiaba

Quadro acima revela, na prática, como ficam as fusões de pastas e órgãos e as novas nomenclaturas

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Comentários (5)

  • João Moessa de Lima | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 22h44
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    Está certo o Prefeito o poder público não conta da pré-escola do ensino fundamental e ensino médio fica investindo em curso ou cursinho superior, educação começa na pré-escola no ensino fundamental e não no superior. Se algum tempo alcançarmos êxito na ensino que a Constituição Federal obriga que estados e municípios promova e estiver sobrando recursos ai sim devemos investir em curso superior.

  • Julio Cesar Lopes | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 17h50
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    Estamos realmente perdendo qualidade na administração. A miopia predomina entre os atuais Alcaides do Estado e Prefeitura. Por medo de errar adotam uma atitude pessimista e esquecem que nas crises é que surgem as oportunidades de crescimento. É preciso ousadia e criatividade coisa que eles não tem. Um não é do ramo e o outro vive de incentivos. Engraçado é os vereadores e deputados aceitarem tudo calados. Será que temos mensalão em Mato Grosso? Não nos esqueçamos que estes senhores foram eleitos prometendo gerarem emprego e renda e, ao contrario da promessa estão desempregando e diminuindo renda. Muitas pessoas a partir de janeiro 2015 perderão o seu poder de consumo, de pagamento de dividas e impostos e isso contribuirá para a queda na arrecadação. É bom que o povo aprenda a votar pois não apenas os desempregados encontrarão dificuldades. Todos pagaremos de uma forma ou de outra. O poder público é o culpado da crise e faz tudo para aumenta-la. Por isso digo que não temos qualidade nos gestores públicos em todos os níveis da administração. Por isso digo que sofrem de miopia administrativa e o povo como sempre é quem pagará a conta desses desatinos.

  • Gonçalo Pereira Abreu | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 17h22
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    Quem deve ficar triste é o Juca do Guaraná, que não terá mais boquinha no Cuiabá Prev. O Bolanger, indicado por ele, perdeu emprego com o fim da estrutura do Cuiabá Prev

  • Fabiane Albuquerque | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 17h20
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    É nessa hora que o presidente Julio Pinheiro, velho matreiro politico, ganha espaço com o prefeito porque fará o que o mestre mandar, mas isso não ficará barato

  • Fabiano de Medeiros | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 17h19
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    O prefeito precisa ter pulso firme, senão recuará

COLUNISTA DO DIA | 21/11/2014, 08h:46 - Atualizado: 21/11/2014, 09h:20

Acidentes na rua

Elga_artigo_sexta

Elga Figueiredo

O consumidor tem direito de exigir que todos serviços essenciais pagos com o dinheiro dele, sejam seguros, adequados e tenham qualidade. Serviços essenciais são aqueles como coleta de lixo, calçamento, iluminação pública e outros. Eles são da responsabilidade da prefeitura, do governo estadual ou federal, conforme o caso.

De acordo com a Lei de Greve, Lei Federal número 7.783, de 28 de junho de 1989, que obriga os sindicatos, trabalhadores e empregadores a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, acabou definindo o que entende por essencial. Dessa forma, nenhum desses serviços pode ser interrompido.

O Código de Defesa do Consumidor é claro, taxativo e não abre exceções: os serviços essenciais são contínuos. Garantia decorre do texto constitucional. Sendo assim, se o consumidor sofre algum acidente numa calçada esburacada, por exemplo, saiba que ele tem o direito por lei de acionar judicialmente a prefeitura. Os donos de imóveis são responsáveis por suas calçadas, é verdade, mas quem fiscaliza para que elas fiquem em bom estado de conservação é o município.

O mesmo acontece nos casos daqueles acidentes provocados por buracos no asfalto da rua. O consumidor passa e tem imediatamente uma peça do carro quebrada por causa do buraco ou de uma lombada sem sinalização. Exija seus direitos, busque o ressarcimento pelo dano sofrido. Arme-se de provas, faça um Boletim de Ocorrência registrando o ocorrido, reúna as provas e busque a tutela jurisdicional.

Elga Figueiredo é empresária e advogada, especialista em direito do consumidor e escreve exclusivamente neste Blog toda sexta-feira - e-mail: elgafigueiredo@hotmail.com

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REI MORTO, REI POSTO | 20/11/2014, 18h:18 - Atualizado: 20/11/2014, 18h:38

Silval e azar de ter Taques como sucessor; ex-membro do MP tem sede por denúncia


Daqui a 40 dias, quando deixará o Palácio Paiaguás, Silval Barbosa terá se tornado o mais azarado dos últimos ex-governadores. Até agora, todo aquele que deixou o comando do Executivo conseguiu, de certo modo, ver a situação administrativa aliviada pelo sucessor, mesmo se tratando de opositor, embora expondo algumas reclamações, especialmente sobre desajuste da máquina, com inchado e dívidas.

Assim que tomou posse, em março de 1987, Carlos Bezerra avaliou como da pior espécie a gestão do antecessor Júlio Campos. Depois de Bezerra, veio Jayme Campos, que fez igual. Dante de Oliveira, empossado em janeiro de 95, reclamou do que chamou de “herança maldita”. Até os anos 1990, havia muita rivalidade e os grupos políticos se revezavam no poder. Não era permitida reeleição.

Dante teve o troco com Blairo Maggi, governador a partir de 2003 e que também denunciou uma tal caixa preta por causa de dívidas milionárias não contabilizadas. Meses depois, ao tomar melhor conhecimento da realidade das contas, pediu desculpas pela desgraça política feita a Dante.

Chico Valdiner

silval pedro taques

Silval Barbosa (à dir.), que deixa Paiaguás em 31 de dezembro, cumprimenta o sucessor Pedro Taques

Vem Silval, um vice que se torna governador por causa da renúncia de Blairo e garante a reeleição no primeiro turno.  E chega cheio de entusiasmo, mas sem pulso firme. Afrouxa a rédea. No afã de atender os partidos, permite “fatiamento” do governo, que se divide numa espécie de ilhas dominadas por caciques políticos. Quando se atentou para tantos problemas em sua volta não teve mais autonomia para mudar equipe, romper e dar novo rumo à administração.

Silval tentou fazer muito, que digam as obras da Copa, mas sairá com carimbo de quem fez pouco e ainda com muitos pepinos e demandas na Justiça. A luta é para não deixar ser taxado também de corrupto. Sem o poder da caneta e como cidadão comum, será rotineiramente acionado para dar explicações sobre obras mal feitas, licitações, contratos e relações perigosas. 

O peemedebista leva azar por ter de entregar o governo a um ex-membro do Ministério Público Federal. Taques tem fama de linha dura e está disposto a destampar o que chama de tampa da panela da corrupção. Ademais, terá o prazer de se separar bem da gestão Silval. Se fosse um agente com perfil político e aberto ao diálogo, Silval talvez conseguiria fazer alguma composição para não ser rebaixado e ver sua administração tão exposto negativamente. Com Taques, porém, a situação será outra, ainda mais que se criou a cultura segundo a qual "quem passou pelo governo não presta como administrador". Rei morto, rei posto. Silval precisa estar preparado para tanto porrete a partir de 2015.

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Comentários (4)

  • ANTONIO CARLOS PINHEIRO | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 09h36
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    Por ser ex-membro de Ministério Público e linha dura como dizem, começa mal tentando abafar a CPI do Eraí, ou é linha dura para investigar só um lado?

  • Angela | Sábado, 22 de Novembro de 2014, 09h23
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    Governo Blairo Maggi deixou sim uma HERANÇA MALDITA para MT.. O escândalo dos maquinários..os centenas de KM de asfaltos de baixa qualidade para escoar a soja.. e claro..a pior delas..o governo Silval Barbosa.Espero sinceramente que Pedro Taques, governador..abra a caixa preta do governo do estado..e mostre quem fez e o que fez por MT

  • Marcos Dallagnol | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 18h24
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    Qua´..qua´...só rindo pra não chorar, quando este SITE diz que Carlos Bezerra, que substituiu Julio Campos no cargo de Governador do Estado,.á partir de 15 de março de 1987, falar que Julio,foi o pior Governador de MT. Isso é ser muito Cara de Pau, pois ele sim Bezerra,foi sem duvida alguma o PIOR de todos,depois da divisão territorial de Mato Grosso. Enqyuanto isso, acho que até hoje JULIO CAMPOS,foi o melhor e mais dinâmico Chefe de Governo do nosso estado. O seu slogam, "4 anos de governo,40 anos de progresso" é uma realidade.Pois passado mais de 30 anos, por onde ando nesse gigante de Mato Grosso, a maioria das obras publicas e de boa qualidade,foi feita pelo Julio.Bezerra si, foi pior que o Silval.

  • Benedito rufino da silva | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 19h06
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    É mais uma balela de governadores eleitos; O cara só dirigiu a casa dele - assim mesmo com a complacência da mulher! Quando se deparam com o Poder Executivo do tamanho que é Mato Grosso aí o governador eleito - seja aquele ou esse - percebe que governar um Estado gigantesco não é bem do jeito que que eles sonhavam; E no final do mandato deles saem cabisbaixo - na maioria deles; Alguns saem bem ricos.

ARTIGO | 20/11/2014, 11h:32 - Atualizado: 20/11/2014, 12h:01

"Um peso, duas medidas"

Existe um descompasso entre a remuneração do depósito judicial e a atualização do débito judicial

juan artigo

Juan Daniel Peron

O filósofo Sócrates é o pai da expressão popularmente conhecida com sendo “dois pesos e duas medidas”. A forma que utilizamos no título, “um peso e duas medidas”, entendemos ser mais correta para nosso artigo, pois significa tratar uns com justiça e outros com injustiça, ter condutas diversas diante de situações idênticas. 

Recentemente, ao solicitar o levantamento de um depósito judicial em determinado processo executivo que patrocinamos, depósito esse realizado no ano de 2012 no valor de pouco mais de R$ 9 mil reais, ficamos perplexos com o valor atualizado, que rendeu para o nosso cliente uma correção de pouco mais de R$ 1 mil. 

Note-se que o depósito judicial é feito pela parte para garantir o juízo enquanto se discute no processo judicial. Há várias leis que estipulam que os depósitos judiciais são remunerados pela Poupança, TR + 0,5% ao mês e que o "spread", o que os bancos lucrariam além deste percentual, seria repassado aos Tribunais, Ministério Público, Defensorias Públicas, Procuradorias Gerais dos Estados. Os depósitos judiciais rendem ao depositante, portanto, apenas TR + 0,5% ao mês, ao passo que os débitos judiciais na Justiça Estadual rendem INPC + 1% ao mês (pacificado na Corte Especial do STJ) e na Justiça do Trabalho TR + 1% a.m., s.m.j.

Até aí tudo bem! Mas, na contramão do depósito judicial está o débito judicial, sendo que o mesmo valor do depósito judicial acima informado, (de R$ 9 mil), vencidos também na mesma época da realização do depósito (em 2012) e ao atualizarmos até os dias atuais, chegaríamos a um valor superior a R$ 13 mil, ou seja, diferença de quase de R$ 3 mil. Pois bem, demonstrado está o descompasso entre a remuneração do depósito judicial e a atualização do débito judicial.

Percebe-se que nos depósitos judiciais há um custo para captar, mas não há compulsórios, não há FGC (Fundo Garantidor de Crédito), tampouco direcionamentos (obrigação de emprestar em alguma carteira). Então podemos concluir que os depósitos judiciais são, para os bancos, "depósitos de poupança" totalmente livres para serem destinados da forma que os bancos bem entenderem mais conveniente. Uma verdadeira "mina de ouro" que todos os bancos (apesar de que no caso a lei exige ser apenas em bancos oficiais, mas não deixa de serem bancos) desejam administrar, mesmo com a diminuição da diferença entre a taxa básica da economia brasileira, a taxa Selic e as taxas da caderneta de poupança.

Então, a você credor/leitor deve estar se perguntando: neste caso o melhor é aguardar o pagamento espontâneo pelo devedor de um débito atualizado judicialmente ao invés de buscar o bloqueio judicial? Resposta nos próximos capítulos.

Por outro lado, em diversos processos que atuamos como advogado, assinalamos que os depósitos judiciais realizados causam prejuízos às partes, notadamente no SFH (sistema financeiro de habitação), pois quando uma das partes se sente prejudicada em qualquer procedimento de relação econômica, munidos de análise técnica, expurgando as penalidades impostas em contratos do SFH, ou até embasados em jurisprudências e súmulas correlatas, adentram ao Poder Judiciário com ações de consignação em pagamento (depósito judicial) para garantir a adimplência e assim depositam valores que entendem ser devidos para a apreciação do mérito por parte do r. Juízo, com o debate jurídico e sentença definitiva.

Registra-se que os procedimentos inerentes, especialmente ao Sistema Financeiro da Habitação e outros contratos semelhantes com valores assumidos, podem gerar inadimplência com cobranças judiciais e para inibir a mora, são realizados os depósitos judiciais, onde estes rendem somente os juros da caderneta de poupança e o SFH a rentabilidade é da caderneta de poupança mais juros contratados a título de taxa efetiva anual, cuja remuneração não é paga pela instituição financeira que acolheu o depósito judicial. Portanto não ficará adimplente totalmente, restando saldo devedor em favor do credor. Absurdo!

Um peso e duas medidas, pois só há lógica econômico/jurídica se os depósitos judiciais passarem a remunerar o depositante em critério financeiro equivalente à evolução do débito judicial e que somente seria legítimo repassar aos Tribunais, MP, Defensorias e Procuradorias Estaduais, o percentual que excedesse tal critério. Por fim, apenas para constar, hoje tem mais processo aguardando liberação de alvará para levantamento de depósito judicial do que processo concluso aguardando sentença.

Juan Daniel Peron é advogado em Cuiabá - jdperon@msn.com

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  • Joselia Caceres Martins | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 23h19
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    Joselia Caceres Martins, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

ARTIGO | 20/11/2014, 11h:26 - Atualizado: 20/11/2014, 11h:58

O que aprendi no serviço público federal

seneri artigo

Seneri Paludo

Desde que voltei de Brasília, muitos têm me perguntado sobre minha experiência no Serviço Público Federal. Assimiladas as provocações, resolvi compartilhar com vocês o que aprendi:

Soft PowerO termo é usado na teoria de relações internacionais para descrever a habilidade de um corpo político, um Estado, para influenciar indiretamente o comportamento ou interesses de outros corpos políticos por meiosculturais ou ideológicos. Sempre acreditei ser possível fazer a analogia deste conceito para o relacionamento interpessoal. Há três modelos básicos para influenciar outra pessoa: por meio de ameaça ou do poder formal hierárquico – manda quem pode e obedece quem tem juízo; mostrar a cenoura ao coelho para que ele se mova; e cooperar e simpatizar até o ponto em que todos queiram o mesmo que você.

No serviço público a blindagem da carreira e a robustez das autarquias simplesmente não deixam espaço para chicotes ou cenouras. Não adianta esbravejar e nem falar que dará bônus, pois o primeiro não afeta quem tem estabilidade e o segundo, por motivos dos quais não concordo, não é permitido. Resta então somente a terceira via, ou seja, cooperar e simpatizar, porque somente deste modo a equipe lhe proporcionará o resultado desejado.

Trabalho para as 24 horas do diaNão sei quem inventou que o servidor público não trabalha. Sinceridade? Os caras trabalham pra caramba! E tem mais, o nível técnico é altíssimo! Superior, inclusive, aos encontrados no setor privado. Se quiser tem trabalho para as 24 horas do dia. O serviço público é igual ao de qualquer empresa do setor privado. Existem 1/3 dos funcionários que não produzem (por estarem no local errado ou por desmotivação), 1/3 que cumprem seu papel e ponto e os últimos 1/3 que trabalham dobrado pelos que não produzem.

A diferença é que no setor privado os que não produzem poderão ser convidados para a rua. Como isso não acontece, o sistema fica contaminado e resta ao gestor uma única opção: motivá-los a qualquer custo, o que joga mais peso no “soft power”.  Sinceramente é preciso rever com urgência o sistema de gestão de pessoas no serviço público.

O mito da tomada de decisãoSempre escutei que o governo era muito lento na tomada de decisão e quando decidia já não precisava fazer mais nada. Eu confesso que tinha isso quase como uma verdade. Bom, depois de ter trabalhado no Governo Federal, para mim, esse mito caiu por terra.

O Governo é rápido demais para tomar a decisão. Participei de diversas reuniões em que entidades ou pessoas traziam o problema ou que discutíamos novos projetos e, frequentemente, em questão de horas a decisão estava tomada. É aí que reside o problema.

No setor privado quanto uma empresa decide fazer algo, ela gasta tempo estudando, orquestrando, em suma, planejando e quando decide agir, as coisas acontecem rapidamente. No Governo é o contrário, às vezes é mais importante dar uma resposta do que dar a resposta correta. As decisões não são analisadas com o tempo e primor necessários e as ações, quando implementadas, simplesmente não acontecem quase na largada, porque não foram levados em consideração todos os pontos para a execução.

O segundo escalãoO sistema político brasileiro está em colapso, porque temos uma constituição parlamentarista, um sistema politico presidencialista e uma população que acha que vive na monarquia. Adorei essa teoria. Não concordo plenamente, mas é impressionante o número de pessoas que te abordam, pedindo coisas como se você fosse um monarca e tivesse o poder de resolver. Para estes basta ordenar. Não digo isso para me furtar do dever de resolver, mas se isso acontecia comigo, imaginava o que não acontecia com o ministro ou com a presidente.

Antes eu acreditava que bastasse conversar com o Ministro para que tudo estivesse resolvido, afinal sua autoridade máxima falou que iria fazer. Ledo engano. Por incrível que pareça, não é no primeiro escalão que acontecem as coisas. Em outras palavras, as coisas até podem ser decididas no primeiro escalão, mas é no segundo e terceiro escalões que as formas ganham vida. Por isso, se posso dar um conselho, se você precisar de algo do governo não haja como se estivesse conversando com o Monarca e os “caras” que estão do lado são simples vassalos ou bobos da corte. São estes que terão o poder de fazer ou não a coisa acontecer.

A diferença entre o que e o comoUma lição simples e talvez a mais importante. Fiquei impressionado como existem pessoas e entidades que têm o conhecimento exato do que é preciso fazer para solucionar todos os problemas do mundo, mas o quanto é difícil encontrar pessoas e entidades que tenham a sabedoria de como fazê-lo. Se posso apresentar um último conselho, antes de proferir seu conhecimento sobre o que deve ser feito, apresente com sabedoria como deve ser feito. Fica a dica.

Seneri Paludo é engenheiro agrônomo e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

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Comentários (9)

  • Luiz Antonio | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 15h32
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    Luiz Antonio, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Zé Poxoréo | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 10h23
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    Incrível, o sujeito tem uma passagem (boquinha) meteórica no serviço público e já demonstra ter até ter experiência! Só pode ser um politico prodígio, óbvio, já de olho numa boquinha no próximo governo!

  • ANTONIO CONTINI | Sexta-Feira, 21 de Novembro de 2014, 08h42
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    FUI PREFEITO DE SINOP 92/96, E É EXATAMENTE ISSO QUE ACONTECE, POR ISSO MEUS PARABÉNS PELO ARTIGO.

  • Walter | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 23h55
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    faltou curriculo com prestação de serviços por seu merito e nao por indicacao política. facil meter o pau no servidor, agora vai la passar no concurso.

  • ricardo | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 21h53
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    Ele esqueceu de dizer que é cria do Governo passado, sendo inclusive coordenador de campanha do HOMERO PEREIRA e CIA.

  • roberto | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 21h52
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    roberto, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Allan kardec | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 17h56
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    Parabéns pelo seu posicionamento imparcial e legítimo.

  • Domingos Roberto | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 16h07
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    Bom Artigo, resume totalmente a experiencia que vivi no Serviço Público. Fica a dica para os Governantes e seus lideres para a próxima Gestão que se iniciará........

  • Clóvis do Lago Albuquerque | Quinta-Feira, 20 de Novembro de 2014, 12h37
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    Seu relato foi excelente e muito instrutivo. Partindo de você , seu esforço, suas ações e sua sabedoria são proporcionais ao grande profissional público/privado que você é !

TEMPO DE MUDANÇAS | 20/11/2014, 11h:00 - Atualizado: 20/11/2014, 11h:17

Reforma de Taques encoraja Mauro


A decisão de Pedro Taques de promover uma profunda reforma administrativa, antes mesmo de tomar posse como governador, deu coragem a Mauro Mendes para fazer igual na Prefeitura de Cuiabá. Tanto no âmbito do Estado quanto da Capital, a máquina segue inchada, com custos elevados, quase sem controle e nada de metas.

Gilberto Leite/Rdnews

pedro taques reforma

Governador eleito Pedro Taques, em reunião com parlamentares, quando anunciou profunda reforma

Se a Lei de Responsabilidade Fiscal é dura quanto ao limite das despesas e os órgãos fiscalizadores estão em cima, porque os gestores afrouxam tanto, mesmo sabendo que isso deixa  a máquina pesada, lenta, burocrática e ineficiente? Entre as razões estão as amarrações políticas. É preciso ter coragem, desapego e não se preocupar com o projeto de reeleição para tomar medidas consideradas amargas. Num primeiro momento, traz revolta e sentimento de ingratidão aos aliados. Até mesmo alguns setores da sociedade rejeitam medidas impopulares e só demonstram mudança desse conceito de reprovação quando sente e percebe o reflexo com bons resultados na prática.

O ex-prefeito de Cuiabá Roberto França costuma repetir que “quem ajuda a ganhar, tem de ajudar a governar”. É nessa hora que os chamados aliados pressionam para fazer loteamento de cargos. O complicado é que muitos indicados não possuem o mínimo preparado para tal função. Nessa linha, dificilmente a população terá retorno do pagamento de seus impostos. A expectativa seria de receber serviços públicos de qualidade e com eficiência. Mas isso está longe de acontecer.

Não é de hoje que, sempre quem ganha para governador, surge em defesa do enxugamento da máquina. Em 2002, Blairo Maggi, empresário que ganhou no primeiro turno com discurso forte pela transparência, honestidade e na defesa do controle das contas públicas, prometeu uma ampla reforma. Abria-se ali a temporada da chiadeira. Aliados temiam portas fechadas às indicações e passaram a fazer pressão. Blairo queria reduzir as 24 secretarias pela metade. Encomendou até estudo para isso. Conclusão: saiu do Palácio Paiaguás sete anos e três meses depois, tendo no meio do caminho a reeleição, sem fazer o prometido enxugamento.

Eis que agora surge Taques. Em alguns momentos, age parecido com Blairo, mas, por não ter tantos comprometimentos partidários e nem loteamento de cargos como fizeram os antecessores, está livre para promover as mudanças. O pedetista adiantou que vai extinguir e/ou fundir secretarias, órgãos e empresas vinculados ao governo. Quer acabar com metade dos 6,5 mil cargos DAS. Vai conseguir uma boa economia. Espera sobrar dinheiro para investimentos.

Com dois anos de mandato, Mauro se propõe a fazer igual em Cuiabá. Até então, estava receoso em avançar com medidas impopulares. Mas Taques, de quem é aliado político por enquanto, lhe deu coragem. De 24 secretarias, o prefeito pretende ficar com 15. Essas mudanças vão resultar numa economia anual de R$ 15 milhões e custará demissão de 500 pessoas. Espera-se que decisões como estas, iniciadas por Taques e copiada por Mauro, ganhem dimensões em todos os níveis da administração pública e cheguem aos demais Poderes.

Tchélo Figueiredo

mauro mendes reforma

Prefeito cuiabano Mauro Mendes, em entrevista nesta 4ª, para anunciar mudanças na administração

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| 19/11/2014, 22h:10 - Atualizado: 19/11/2014, 22h:26

Chapada e as corridas

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Maria Rita

Qual é o clima ideal para correr? É impossível generalizar, mas Chapada dos Guimarães é quase uma unanimidade quando se fala em correr dentro de Mato Grosso. Bem fresquinho, vento leve e com direito a serração. Condições assim só uma cidade com boa altitude pode proporcionar.

O clima ameno naturalmente atrai esportistas. Hoje é comum ver pessoas pedalando e correndo pelas ruas de Chapada durante a semana, aos finais de semana o público se intensifica ainda mais. Além dos atletas que correm isolados, a atividade já tem movimentado o turismo por conta dos corredores que querem praticar a atividade dentro dos atrativos do Parque Nacional. Guias já estão se especializando para atender este perfil diferenciado de cliente que quer correr até o Morro de São Jerônimo ou pelas trilhas das Cachoeiras.

Outro movimento bem bacana é o crescimento de eventos esportivos voltados a corrida que já estão no calendário fixo da cidade. Este ano foram realizadas três provas voltadas a prática da corrida no município. Em agosto foi realizada a segunda etapa do Ultramacho, o festival de aventura realizou uma corrida em trilha de 12 km. Já em outubro foi realizada a primeira meia maratona de Mato Grosso, o Desafio Senta a Púa. Prova também realizada em estradões e trilhas de uma das mais charmosas cidades do estado.

Neste final de semana ocorreu em Chapada a já tradicional Corrida das Águas. Uma prova de rua que oferece trajetos de 5 km e 10 km. Mais de 1.500 pessoas participaram da festa que já é sinônimo de boa organização. Foi muito bacana perceber a quantidade de chapadenses que prestigiaram a corrida. Entre eles haviam muitos iniciantes o que demonstra o momento de crescimento do esporte tanto no município quanto no restante do país. Os bares e restaurantes estavam lotados, o trânsito lembrava os grande feriados e as pousadas trabalharam com a lotação máxima.

Tantos eventos em seis meses mostram como a cidade esta apta a atender este tipo de turismo. São centenas de leitos, gastronomia de nível internacional, belezas naturais e uma população hospitaleira. Infelizmente o momento político do município é muito instável e isso praticamente impede que a prefeitura apóie diretamente a vinda de eventos para cá. Isso significa que hoje o que acontece na cidade é uma ação espontânea dos produtores. Acredito que quando tivermos o poder público reorganizado e o comércio unido o número de atividade irá crescer muito mais e Chapada se tornará referência nacional. Será conhecida como um lugar especial repleto de eventos que celebram a corrida.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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