Cuiabá, 26 de Janeiro de 2015
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MINISTÉRIO PÚBLICO | 27/12/2013, 11h:21 - Atualizado: 27/12/2013, 17h:14

MPE reajusta alimentação para R$ 1,2 mil; aumento atinge 9%

   Em ato administrativo publicado neste mês de dezembro no Diário Oficial, o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, aumentou o auxílio-alimentação dos promotores, procuradores e servidores do órgão em 9%. O beneficio no valor de R$ 1,1 mil subiu para R$ 1,2 mil mensais, o que corresponde a R$ 40 por dia. O novo valor passa a valer a partir de 1º de janeiro.

  O custo do benefício, somente com promotores e procuradores é de R$ 260,4 mil mensais. Anualmente, o valor chega a R$ 3,1 milhões.

  Prado garante que os maiores beneficiados com o reajuste são os servidores. Ele explica que o valor é o mesmo para procuradores, promotores e servidores. Ainda segundo ele, para o aumento do benefício, foi levado em consideração o índice da inflamação no decorrer deste ano que chegou a quase 6%. Também teriam influenciado o aumento da cesta básica e a majoração do quilo do alimento nos restaurantes.

  Segundo Prado, o reajuste não precisou passar pela apreciação do Poder Legislativo porque já havia um limite autorizado pela Assembleia e o acréscimo respeitou o teto. O curioso é que o valor recebido pelos membros do MP é 2,5 vezes maior do que o recebido pelos magistrados estaduais que hoje é de R$ 475. No Tribunal de Justiça, o auxílio alimentação para os juízes e desembargadores foi instituído este ano. Antes ele contemplava apenas servidores.

  Sobre a diferença significativa entre o auxílio-alimentação dos membros do MP e dos membros do Judiciário, Prado salienta que “o TJ oferece um valor menor porque tem muito mais servidor e por isso o impacto na folha é bem maior. Nós que somos um órgão menor, mais enxuto, dá para valorizar mais o servidor”.

  Além do auxílio-alimentação, os membros do MPE recebem outros cinco benefícios sendo eles transporte, moradia e ajudas de custo quando mudar de cidade e para aquisição de livros e materiais didáticos. Somados, os seis benefícios incorporados podem acrescentar quase R$ 10 mil aos salários que variam entre R$ 18 mil a R$ 25 mil de acordo com o cargo, tempo de serviço e entrâncias em que atuam.

Promotores e procuradores têm salários de até R$ 25 mil

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Comentários (7)

  • Gilmar Brunetto | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 21h02
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    Para os usuários do MT Saúde a contribuição do Estado é inconstitucional segundo o Tribunal de Contas, porém para alguns só falta agora o auxilio amante.

  • Elson Pereira | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 15h48
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    Entendo que os doutos promotores devem ter um cardapio balanceado, visto cumprirem uma rotina exaustiva, que não permitem deslocarem até suas residências e efetuarem as ditas refeições nelas, como todo brasileiro trabalhador que sobrevive com mísero salario minimo, o que representa para uma familia composta de três membros, de almoço e janta individual no valor de R$12,00 para tds, lembrando que inexiste a palavra café da manhã, mas como colaboramos menos para o crescimento deste Brasil inusitado, que Autoridades ganham cada vez mais e trabalham cada vez menos, como dizia um velho apresentador da TV Brasileira "ISSO É UMA VERGONHA", que faz o Estado são o povo, então mobilizemos e mostremos que somos um povo pacífico, ordeiro, consciente, mas cansado das roubalheiras dessas figuras.

  • Hans Maier | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 14h37
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    Não é à tôa que o Sr Paulo Prado está muito, mas muito, acima do peso. Vejam a foto, que fofura.Estou cada dia mais envergonhado com as chamadas "autoridades" deste país.

  • cELSO bIZARRO | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 12h50
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    O Pessoal lá em cima só tão que aumenta salários /benefícios para eles, sabedores de que existe inflação, agora e nós cá embaixo não merecemos tambémpt

  • Celino Teodoro de Melo | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h48
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    Eles trabalham domingo e feriado? R$ 40,00 X 30/dias = R$ 1.200,00...Isso é sacanagem com a maioria do cidadão de MT e do Brasil em geral...Enquanto a maioria ganha um salário mínimo por mês, essa cambada vai embolsar, quase 2 salários mínimos só para comer...São, realmente um bando de comilões, sem o que fazer, só pensam em se esbaldar...Às custas, é claro do pobre e esfolado cidadão de MT...Vão trabalhar, cambada de sem o que fazer e deixem de surrupiar os cofres públicos...

  • Ezequiel Salomão da Silva Salomão da Sil | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h41
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    Caro colega Romilson porque voCê não faz uma pesquisa sobre esse absurdo, se a população aprova ou não essa palhaçada do "MISTÉRIO PUBLICO".

  • Ezequiel Salomão da Silva | Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 2013, 11h35
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    Nãoooooooooooooooooooooooooooooooo acriditooooooooooooooooooooooooooooooooooo!

| 26/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 25/01/2015, 14h:33

Árvores que não ouvem pensamentos

sandra_alves_colunista_segunda-feira

Sandra Alves

Caminhar no parque Mãe Bonifácia, uma aventura indescritível. O rumo dos pensamentos depende da companhia. Os rapazes correndo sem camisa; o caixa do Governo; o contrassenso entre o rico e o pobre; as moças com seus shorts curtos. Enfim, que a ciência não caminhe no sentido de possibilitar que aquelas árvores contem tantos segredos que por ali passam.

Primeiros passos, você entrelaça os dedos, eleva os braços acima da cabeça, ouve o barulho de estalar de ossos, balança a cabeça, respira e começa. Inevitável que as primeiras palavras transitem entre o estou ficando velho, estou entrevado, preciso emagrecer! O corpo esquenta e a conversa também.

Pessoas com cargos comissionados no Estado recebendo exonerações; perspectivas de redução da máquina; incertezas quanto a real situação do caixa de Mato Grosso. Se por um lado se deseje acreditar que o governo quer colocar ordem na casa, adequar os gastos, para de fato, ter eficiência na gestão - beneficiar o povo; por outro, não cria qualquer espanto a reestruturação de algum órgão com extinção de 193 cargos para recriação de 197!

Metade da caminhada, a fase da revolta. Nós, povo brasileiro, somos absurdamente coniventes e acomodados. Augusto Jorge Cury, cientista teórico e psiquiatra, denomina este fenômeno de psicoadaptação, que é a "incapacidade da energia emocional e motivacional de se submeter aos mesmos processos de transformações essenciais" mantendo o mesmo grau de reação.

Sandra Alves - Museu Britânico

museu britânico

Até que ponto estamos dispostos a que nossos pensamentos sejam ouvidos

Funciona assim, quando você compra um carro novo, tem prazer de observá-lo e dirigí-lo. Depois de um mês, após ter vivido a emoção diversas vezes, o carro novo não tem mais a mesma eficiência psicodinâmica em produzir as mesmas emoções. Depois de um período, o proprietário do veículo é capaz de entrar dentro dele como entra no banheiro da sua casa, sem nenhuma emoção, pois adaptou psiquicamente sua energia emocional a ele.

É a única explicação para a reação, mais especificamente, para a falta de reação do povo brasileiro frente ao caso "petrolão", a crise de recursos hídricos, ao caso "Eder", a situação das obras da Copa, entre tantos e tantos outros. Pois bem. Continue caminhando, as mãos formigam e a panturrilha começa a doer.

Nesta altura, cabe um juízo crítico. Verificar se, em algum ponto, o raciocínio foi contaminado e as conclusões se tornaram equivocadas. Deve existir uma lógica para o comodismo. Então vem à mente o caso de um jovem que responde processo criminal por roubo, utilizando uma faca e auxiliado por mais dois agentes. Recebeu condenação de 6 anos com base na palavra da vítima.

A vítima teve roubado R$ 17 e chamou a polícia. Informou que foi ameaça por 3 pessoas, que utilizavam uma faca. O jovem foi preso caminhando na avenida. Negou que fosse ele. Não foi encontrada a faca. Não foram encontrados outros agentes. A condenação foi exclusivamente com base na palavra da vítima abordada em local escuro e sob o influxo da emoção do assalto.

Fossem as mesmas regras aplicadas a operação Lava Jato (onde várias pessoas já disseram que viram; onde documentos foram apreendidos; onde perícias constataram os desvios; onde o patrimônio da estatal não paga suas dívidas), poderíamos esvaziar alguma unidade prisional do país que atendem aos ladrões de R$ 17 e colocar os responsáveis pelo rombo de R$ 1,5 bilhão da Petrobrás. Difícil encontrar alguma lógica nisto tudo.

Reta final, corpo suado. Aquele belo e forte peitoral passa ofegante ao seu lado com o vento carregando o perfume. O bumbum e os seios desenhados sob a roupa chamam a atenção, os olhos acompanham de forma automática. As árvores do parque não podem ouvir pensamentos, que alívio. Por outro lado, a indignação e inquietude destes questionamentos também não irão a lugar nenhum se não forem levados além das caminhadas no parque. Conversar consigo mesmo faz bem, mas levar nossos pensamentos para os outros e pensar é necessário para não cair na acomodação.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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| 25/01/2015, 21h:47 - Atualizado: 08h atrás

Governo quer dobrar receita do Estado em 3 anos e fechará cerco contra evasão fiscal


Prestes a completar um mês como governador, Pedro Taques tem pressa. Sentado ou andando, está antenado com tudo. Cobra solução o tempo todo de sua equipe sobre uma série de demandas. Com cada secretário discute estratégias. No caso da Fazenda, que cuida do caixa do Estado, a missão é desafiadora. O novo chefe do Executivo quer dobrar a arrecadação dentro de três anos, embora não admita isso publicamente para não assustar o empresariado. O governo trabalha hoje com uma receita de R$ 13 bilhões. Dentro dessa previsão, pode superar os R$ 25 bilhões em 2018. Mas, de que maneira, se as previsões são pessimistas diante de um país tecnicamente em recessão?

José Medeiros

pedro taques gabinete palacio paiaguás

Governador Pedro Taques, na garagem do Paiaguás em direção ao veículo para compromisso externo

Taques iniciou a ofensiva por melhores receitas definindo mecanismos para evitar tanta corrupção na máquina pública e pela montagem da equipe. Escolheu a dedo não só o executivo Paulo Brustolin como secretário de Fazenda, mas também os adjuntos Carlos Antonio da Rocha (Tesouro Estadual) e José Robero Miorim (Receita Pública). São especialistas em propostas para melhorar o caixa do Estado. E vão partir para a prática. É tudo que Taques pretende. Está inquieto devido à falta de recursos para investimentos. O que se arrecada hoje fica limitado à folha de pagamento, aos repasses carimbados para saúde e educação e para os demais Poderes e órgãos vinculados.

De um lado, o governo reduz estrutura da máquina, corta gastos e controla o caixa. De outro, vai fechar o cerco com fiscalização, tanto nas barreiras quanto nas empresas para combater a evasão fiscal.

E, para não alegar que o Executivo será duro com o contribuinte e com o empresariado de modo geral, Taques até autorizou o lançamento imediato do programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Pública Estadual. Por meio do chamado Refaz, oferece vantagem para quem quitar débitos junto à Sefaz que ainda não foram encaminhados à inscrição em dívida ativa e/ou parcelados. Nessa negociação, o Estado perdoa juros e multas de mora. A ideia é estimular o pagamento de débitos, entre eles de ICMS e até de IPVA, que estavam pendentes até 31 de dezembro de 2013. Podem ser quitados em parcela única, com redução de até 100% do valor da multa e dos juros. E há outras propostas.

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| 25/01/2015, 20h:50 - Atualizado: 25/01/2015, 21h:11

Empresas refazem o Viaduto da Vergonha

Ex-governador Silval, que pagou R$ 1,4 bi pelo elevado da Sefaz e que acabou interditado depois, promoveu inauguração há um ano


Ednilson Aguiar

viaduto da sefaz

Orçada em R$ 1,4 bilhão e já entregue, a obra do viaduto da Sefaz recomeça para correção de falhas

Intimado pelo governador Pedro Taques a tomar providências antes do Estado acioná-lo na Justiça, o consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande se comprometeu a sanar os defeitos e a refazer parte da obra do já batizado Viaduto da Vergonha. Montou de novo canteiro de obras sob e também debaixo da estrutura com 278 metros de extensão, construída em forma de alça e que já levou R$ 1,4 bilhão do caixa do Estado.

O consórcio promete refazer o serviço mal feito e entregar de novo a obra ao governo em abril. Após apresentar o projeto de restruturação ao Palácio Paiaguás, deslocou máquinas e equipamentos para o viaduto. Estão posicionados nas laterais para não atrapalhar o trânsito. As construtoras responsáveis colocaram isolamento. Cones sinalizam que o transtorno da época dos preparativos para a Copa, com desvios das principais avenidas, vai começar de novo. Ao menos ali. Foi-se a Copa. Ficaram obras pela metade.  

Ednilson Aguiar

viaduto da sefaz inauguração

O então governador Silval Barbosa, todo sorridente, inaugura o viaduto da Sefaz, em fevereiro do ano passado, em meio a vários convidados, como deputados, homenageados e o prefeito Mauro Mendes

Silval Barbosa, que comandou o Estado de abril de 2010 até o mês passado, teve a coragem de inaugurar, em fevereiro do ano passado, o Viaduto da Sefaz, batizado de Jamil Nadaf, uma homenagem ao pai do ex-secretário do próprio governo Silval, Pedro  Nadaf. E logo na primeira inspeção, descobriram fissuras milimétricas em suas juntas de dilatação. A partir daí, surgiu temor geral do viaduto despencar. Seria uma tragédia. O elevado foi construído sobre uma das mais importantes avenidas e com fluxo intenso de veículos, próximo tanto do Pantanal Shopping quanto do Centro Político Administrativo. 

A solução foi interditar o viaduto. Virou um elefante branco, por enquanto. Os (ir)responsáveis pela obra já deveriam estar respondendo na Justiça por um serviço desse. Ao menos o novo governador agiu de forma dura, exigindo do consórcio que faça a recuperação estrutural, com reforço das fundações do viaduto.

Edson Rodrigues

viaduto da sefaz em construcao

Logo após inauguração, uma inspeção detectou fissuras que comprometem a estrutura do viaduto da Sefaz e, a partir daí, a obra foi interditada. E o novo governo espera que o serviço seja refeito até abril

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| 25/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 25/01/2015, 14h:31

Obrigada Odenil!

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Jackelyne Pontes

Semanalmente recebo e-mails dos leitores deste site expressando as suas opiniões sobre o artigo. Leio uma diversidade de relatos: são críticas, sugestões, elogios e no que posso e está ao meu alcance tento sanar dúvidas, encaminhar aos contatos que possam oferecer o auxilio nas situações específicas e, sobretudo, aprender com as histórias de vida que tenho o privilégio de conhecer.

No domingo passado escrevi um texto explicando de forma simplista o que são as OSS (Organizações Sociais de Saúde), e como resposta recebi um e-mail do senhor Odenil, morador do bairro do Porto, com um pedido de ajuda. Ressalto aqui que o próprio autorizou a divulgação de seu nome e também de sua situação. Aos 52 e pai de duas filhas menores, desempregado, sofre constantemente com dores de dente e que, segundo ele, mal consegue dormir. Estuda para concurso, porém não consegue se concentrar justamente porque sente dores de cabeça, que ele acha que estão relacionados à saúde bucal.

Este não é um quadro incomum para a realidade dos brasileiros, infelizmente. Somos um povo que sofre em consequência das más condições de saúde, da falta de investimento e valorização desta área e do sucateamento das unidades de atendimento provenientes de má gestão, corrupção e falta de comprometimento de todos os envolvidos nesse processo tão complexo que é a saúde pública.

Mas, nem tudo é ruim, quando eu digo que temos em nossa rede municipal de saúde profissionais qualificados, apaixonados pelo que fazem e dedicados ao atendimento eficiente e eficaz ao usuário, sempre com vistas à humanização e ao acolhimento, na maioria das vezes ouço que sou utópica, que a minha paixão pela odontologia e pela saúde pública me cega, e outras coisas do tipo. Pois bem, após ler o e-mail do senhor Odenil fui consultar a minha rede de contatos na tentativa de ajudá-lo. As redes sociais nessas horas são um grande instrumento e, após ter acionado o grupo dos componentes do Forúm Permanente da Odontologia do Estado de Mato Grosso, onde a Coordenação de Saúde Bucal do Município de Cuiabá faz parte, e também a secretaria de Governo e Comunicação por meio do seu secretário e assessoria de imprensa recebi uma resposta positiva: o senhor Odenil seria atendido.

E assim aconteceu. Os colegas da Clínica odontológica do Leblon o acolheram, e o seu tratamento está em curso. O usuário está satisfeito com o atendimento e me enviou e-mail agradecido. Isso prova que temos sim uma odontologia de qualidade em nosso município e que, apesar de não ser valorizada em muitas situações e carecer de incentivos e investimentos, com o que temos fazemos o melhor. Aproveito para lembrar que o SUS é para todos e de todos, e que no município temos inúmeros “Odenis”, que assim como o protagonista deste artigo recebeu e recebe destes guerreiros profissionais da odontologia um tratamento digno.

Obrigada senhor Odenil por me lembrar que esta paixão pela saúde pública não tem nada de utópica, e podemos sim ter esperança e lutarmos por melhorias. Obrigada colegas (gestores e cirurgiões-dentistas que atendem diretamente os usuários nas clínicas odontológicas municipais) por me concederem a honra de chama-los de COLEGAS. Obrigada Rdnews por me tornar instrumento de ações com bons frutos como esta. Fico realmente emocionada, e arremato este texto de domingo com uma de minhas frases preferidas: SOMOS TODOS USUÁRIOS DO SUS.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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Comentários (1)

  • Orleine | Domingo, 25 de Janeiro de 2015, 14h20
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    Parabéns prof. Jack bons profissionais são assim mesmo! !! Concordo com você em números e graus?

| 24/01/2015, 11h:29 - Atualizado: 24/01/2015, 12h:08

Chapa Pinheiro-Botelho contrapõe Maluf, diz ter aval de Taques e divulga propostas


Reprodução

folder deputados emanuel e botelho blog romilson

Capa do material de campanha da dupla Pinheiro-Botelho pel Mesa da AL

A oito dias da eleição da Mesa da Assembleia, o deputado Emanuel Pinheiro disse neste sábado que sua chapa à presidência conta com apoio do governador Pedro Taques e, animado, até produziu material gráfico para a campanha, com fotografia na capa ao lado do candidato a primeiro-secretário Eduardo Botelho (PSB) e com diversas propostas voltadas tanto para os colegas parlamentares quanto à sociedade. A eleição para dois anos de mandato acontece em 1º de fevereiro, logo após a posse dos 24 da nova legislatura.

Mesclando apoio de situacionistas e de governistas em relação ao Poder Executivo, Emanuel lidera a chapa com Botelho no segundo cargo mais importante, o de primeiro-secretário (ordenador de despesas) de um Legislativo que terá R$ 412,3 milhões de duodécimo neste ano, R$ 34,3 milhões mensais.

Reprodução

propostas mesa pinheiro botelho

Em material gráfico, nove das 20 propostas lançadas pela dupla Pinheiro-Botelho na disputa à Mesa da AL, cuja eleição acontece logo após a posse

O outro grupo tem o tucano Guilherme Maluf como cabeça de chapa e mantém na Mesa deputados como Mauro Savi (PR) como primeiro-secretário e Romoaldo Júnior (PMDB), hoje na vice-presidência.

Em meio a conspirações e omissões, as informações públicas dos dois grupos quanto à conquista de votos são conflitantes. Maluf anuncia que tem maioria e que o Palácio Paiaguás estaria dando respaldo a sua candidatura. Emanuel, por sua vez, assegura também contar com mais deputados-eleitores e que tem aval do governador, tanto que as suas propostas de trabalho trazem o slogan "Coragem e Atitude para Mudar", o mesmo da campanha vitoriosa de Taques. Esse material gráfico que será divulgado na próxima semana seria uma prova de que o Paiaguás está mais afinado com a chapa Pinheiro-Botelho.

Reprodução

propostas_mesa_emanuel_botelho_24-1

Entre as propostas de Pinheiro e Botelho estão de fazer reforma administrativa para valorizar o servidor e otimizar gestão com digitalização

Entre as 20 propostas da dupla Pinheiro-Botelho estão a de agir com rigor, respeito e transparência na publicação da movimentação financeira da Casa, convocar os aprovados no último concurso da AL, promover amplo diálogo com todos os demais Poderes e instituições, investir no Instituto de Memória, fortalecer a Escola do Legislativo, e ainda recuperar o protagonismo do Legislativo, com agenda que contemple mais projetos de lei e PEC de interesse popular. O grupo promete também, se eleito, zelar pela moralidade e fortalecer setores como Corregedoria, Ouvidoria, Conselho de Ética e Procuradoria e apurar denúncias com transparência, celeridade e imparcialidade.

Os deputados

Os 24 parlamentares que tomam posse na próxima semana são: Eduardo Botelho, Max Russi e Oscar Bezerra (os 3 do PSB), Dilmar Dal Bosco (DEM), Zeca Viana, Leonardo Albuquerque (ambos do PDT), Guilherme Maluf, Wilson Santos e Saturnino Masson (o trio do PSDB), Mauro Savi, Sebastião Rezende, Emanuel Pinheiro, Wagner Ramos e Odanir Bortolini, o Nininho (os 5 do PR), Baiano Filho, Romoaldo Júnior e Silvano Amaral (os 3 do PMDB), Zé do Pátio (Solidariedade), Wancley de Carvalho e Pery Taborelli (ambos do PV), Janaína Riva, Zé Domingos, Pedro Satélite e Gilmar Fabris (os quatro do PSD).

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Comentários (9)

  • Pedro Pereira e Silva | Domingo, 25 de Janeiro de 2015, 10h00
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    So um detalhe.O Emanoel pinheiro foi eleito para ser legislativo e nao executino.Se come Marmita com Taques nao pode ser outro poder.Fora alinhamento.O Maluf e independente tem suas prerrogativas de legislativo.Cada um no seu quadrado sr nobre deputado que so se preocupa nos carginhos que o Taques vai te dar.

  • Marcio Abrahao | Domingo, 25 de Janeiro de 2015, 08h26
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    Emanuel Pinheiro (PR) forma um seleto grupo de parlamentares que vão receber cerca de R$ 95.000,00 mensal (R$ 40 mil mensais, sem contar a verba indenizatória, hoje fixada em R$ 35 mil por gabinete e a aposentadoria de R$ 20.000,00) Serys Slhessarenko, Wilson Santos e Jose Geraldo Riva recusaram o privilégio que é considerado pela sociedade como imoral, uma vez que o trabalhador aposentado ganha no máximo R$ 4.300,00

  • mario | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 22h37
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    A Itamar Jefferson larga de falar besteira esse Botelho é um dos donos do transporte coletivo da capital e nada fez para melhorar, sim fez juntamente com o prefeito que é amigo dele foi aumentar o valor da passagem para 3,10 larga de conversa fiada no minimo é uma baba ovo dele!!!!

  • joana | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 20h09
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    Gostaria de saber qual é a mudança que o senhor se refere, se a muitos anos faz parte desta AL e nada fez.

  • GILSON | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 14h37
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    Os deputados entram num processo acirrado pelo poder e isso deveria ser mudado e minha sugestão seria que os dois deputados mais votados fossem os respectivos Presidente e os outros cargos escolhido por eles.

  • ITAMAR JEFFERSON | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 13h45
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    EDUARDOR BOTELHO HOMEM SERIO QUE REPRESENTA A MUDANÇA. ITAMAR JEFFERSON LÍDER COMUNITÁRIO REGIÃO DO COXIPO. itamarjefferson@hotmail.com

  • Mauro M uralha | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 13h21
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    Coitado do Emanuel vai sonhando,BOTELHO que não e bobo já esta com Maluf e o Emanuel só resta o Batomuche.

  • leticia | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 13h18
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    Parabens dep. Emanuel Pinheiro, espero que realmente estejamos vivendo um novo tempo ... e que não fique só no papel !!

  • Marcus Parreira | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 12h37
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    Agora estou vendo renovacao em MT!! Parabens Emanuel e Botelho !!! O Grupo do Riva governam a Assembleia a 20 anos !!! Chegggaaaa!!!

| 24/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 24/01/2015, 00h:14

O modelo acadêmico brasileiro

A ampliação do FIES a partir dos governos Lula e Dilma se tornou um negócio muito rentável e não mais um simples financiamento

akio maluf texto fixo

Akio Maluf Sasaki

A educação brasileira, aquela que está protegida na Constituição e, é um dever do Estado, tem se tornado cada vez mais um negócio e cada vez menos conteúdo, não só aos olhos da iniciativa privada, como também é percebida pelos gestores públicos, que aprenderam com o modelo de financiamento estudantil americano e ao invés de fornecer o ensino garantido pela Carta Magna, cobra duas vezes do cidadão brasileiro pela capacitação.

O modelo americano de ensino superior é todo privado. Existem universidades públicas mas não gratuitas, universidades privadas e universidades público-privadas, todas com mensalidades exorbitantes que passam o valor bruto de 50 mil dólares o ano, valores que obrigam os cidadãos americanos a economizar durante toda uma vida para poder pagar uma boa universidade aos seus filhos ou, no caso dos mais necessitados, adquirir um financiamento estudantil com juros exorbitantes.

Em contrapartida, o modelo de ensino brasileiro é composto por universidades públicas gratuitas financiadas pelos impostos absurdos, estes pagos pelos contribuintes brasileiros e universidades privadas, sendo que em virtude da falta de investimento na primeira e a pouca oferta de vagas abriu-se espaço para as universidades particulares, mas, em um primeiro momento, o modelo verde amarelo possuía valores acessíveis e trabalhavam na real formação de novos profissionais.

Em um momento mais recente da nossa breve história acadêmica o governo federal observou que é mais barato criar um programa próprio de financiamento estudantil, a juros para o cidadão brasileiro, e incentivar a criação e expansão das universidades particulares do que a expansão do seu próprio sistema de ensino, seja por custo com capacitação de profissionais, seja por custos com manutenção ou até mesmo de aparelhamento, bem, eis que surge o crédito educativo, criado pelo governo militar para financiar a educação de nível superior, sendo sucedido em 1999 pelo hoje tão famoso FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), cuja ampliação no governo do presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff o tornou um negócio rentável e não mais um simples financiamento.

Com as novas proporções tomadas pelo FIES, as instituições de nível superior começaram a perceber que um aluno não era mais um ser que precisava aprender uma profissão, mas sim uma variável que se bem administrada poderia gerar um lucro formidável, criando desta maneira os grandes grupos de educação como, por exemplo, o Grupo Kroton e Estácio, cujas ações na bolsa têm se valorizado em um ritmo absurdo nos últimos anos, tendo como principal fator os reajustes acima da inflação em suas mensalidades, situação que força a grande massa acadêmica a realizar um financiamento. Oportunidade que as universidades estão aproveitando, pois é mais fácil enviar ao governo federal uma planilha com nomes, CPF e matrícula do que preparar um corpo jurídico para realizar cobranças, ajuizar ações e ter que lidar com inadimplências.

Mesmo com todo esse cenário onde alguns grupos lucram bilhões da verba destinada a educação todos os anos para fornecer ensino aos cidadãos brasileiros, não há real interesse público para reverter o cenário, pois a república verde e amarela está aprendendo que é mais barato pagar as altíssimas mensalidades impostas pelas instituições privadas do que investir efetivamente na educação pública superior.

Portanto, estamos assistindo de camarote a privatização do ensino brasileiro e a americanização do modelo educacional brasileiro, onde para pagar as mensalidades de um curso de medicina, engenharia ou direito, que na melhor das hipóteses custa 40 mil reais ao ano e 200 mil reais pela graduação, a população brasileira irá precisar fazer uma poupança no ato do nascimento dos filhos para poder pagar por uma educação de nível superior e, caso não a façam, verão seus altos impostos pagos para a educação voltarem para seus filhos em forma de empréstimo a juros mensais.

Akio Maluf Sasaki é acadêmico de Direito da Universidade de Cuiabá, atua em cooperação internacional do turismo e passa a escrever neste Blog todo sábado - akio@pontodeapoioturismo.com.br

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Comentários (4)

  • Prof. Vitamina | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 21h06
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    Parabéns ao Dep. Emanuel Pinheiro e ao Dep. Botelho, pela coragem de colocar a cara a tapas, pois para mudar é necessário disputa de ideias e ideias e realmente governar democraticamente do povo para o povo.

  • José F. da Silva | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 19h18
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    Bela abordagem. A educação no Brasil, há muito tempo, deixou de ser gratuita

  • Mariana | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 17h41
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    Parabéns, eu me sinto indignada com esses reajustes, minha mensalidade dobrou desde o início do curso a 3 anos, estão fazendo a gente de palhaços.

  • Mariane Pereira Albuquerque | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 10h39
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    Traduziu bem, Akio, a realidade educacional do ensino superior. Está tudo privatizado. Parabéns por trazer à discussão um assunto tão relevante.

| 23/01/2015, 14h:40 - Atualizado: 23/01/2015, 14h:58

6 pastas seguem sem adjuntos; quadro da Saúde é refeito, inclusive com 7 diretores


Mário Okamura/Rdnews

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Prefeito cuiabno Mauro Mendes define todo quadro de secretários e, sobre adjuntos, faltam algumas nomeações, o que ocorrerão na próxima semana

Das 17 secretarias que restaram, após extinção de sete e incorporação de atribuições e demandas, o prefeito Mauro Mendes definiu titulares e, quanto aos suplentes, restam seis ainda sem secretários-adjuntos.

No caso da Saúde, detentora do maior orçamento de todas as pastas (R$ 584,7 milhões), o quadro com os principais assessores está redefinido. Ary Soares é o secretário. Ele tem dois adjuntos, sendo o de Atenção, sob Fernando Antonio, e de Planejamento e Operações, com Iracema de Queiroz.

A nova superintendente é Edite Eunice Souza, em substituição a Daniel Alves. A Auditoria-Geral segue com Jamil de Paula Ramos. Na estrutura da Saúde existem sete diretores.  Destes, apenas um foi substituído. A nova diretora-técnica de Obras e Serviços é Isabela Flores Mendes. Entrou no lugar de Lauro Boa Sorte, cujo cargo até então era de diretoria de Obras. No administrativo e financeiro segue Janete Mônica, assim como o diretor-técnico do hospital e Pronto-Socorro Municipal, Glen Carlos de Arruda. Como diretores-técnicos de Atenção Primária e Secundária, respectivamente, continuam José Ricardo de Amorim e Simone Balena de Brito. Silvana Ribeiro é diretora de Vigilância em Saúde e, Francisco Xavier, de Logística e Suprimentos.

As pastas com mais adjuntos são de Governo e Comunicação Social, com quatro, e de Ordem Pública, com três. Outras quatro contam com dois adjuntos cada: Saúde, Gestão, Fazenda, Cultura, Esportes e Turismo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. 

O prefeito, que trabalha com orçamento de R$ 1,9 bilhão, avalia opções para completar o segundo escalão. Falta definir os adjuntos de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, de Educação, de Habitação e Regularização Fundiária, de Obras Públicas e de Serviços Urbanos. A conclusão do quadro com todos adjuntos sai na próxima semana. Quase todos em cargos DAS nas secretarias extintas estão sendo aproveitados.

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  • DINHO | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 15h45
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    Faltou na reportagem citar que ainda não foi nomeado o adjunto do ESPORTE da nova SECRETARIA DE CULTURA, ESPORTE E TURISMO.

| 23/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 23/01/2015, 09h:27

Volta às aulas – transporte escolar

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Elga Figueiredo

O mês de fevereiro se aproxima e muitos pais já entram na operação volta às aulas. Alem de material escolar, entre outros tantos afazeres que englobam o inicio do ano letivo, para muitos pais, ainda é hora de contratar serviço de transporte escolar. Quando contrata o serviço de transporte escolar os pais confiam à segurança de seus filhos na condução escolar ao fornecedor do serviço escolhido, motivo pelo qual, é preciso verificar antes de contratar o serviço, vários itens que podem garantir a tranquilidade para família.

Os pais devem ser atentos aos seus direitos e deveres, devendo assim, fiscalizar a segurança dos filhos na condução escolar, e um dos primeiros itens a fiscalizar é se o condutor tem capacidade técnica com o curso específico para esse tipo de trabalho. O condutor também precisa ter mais de 21 anos, não possuir antecedentes criminais, estar credenciado pelo Detran e Prefeitura.

Infelizmente, no transporte escolar existem muitos serviços prestados de forma clandestina, e sempre é identificado várias irregularidades: veículos sem os equipamentos de segurança, como, cinto, extintor de incêndio com o prazo de validade vencido, pneu careca, até mesmo condutor sem habilitação tipo D, conforme exige do Código de Trânsito Brasileiro.

Essas regras são sinônimos de segurança! Além averiguar a habilitação e as condições de segurança do motorista e do transporte, o uso do cronotacógrafo – equipamento utilizado para registrar velocidade, tempo e distância percorrida pelo automóvel, é imprescindível. A negociação do contrato de prestação de serviço também merece atenção. É fundamental que tudo que for tratado esteja escrito no contrato.

Por derradeiro, devo pontuar que os pais não devem permitir, de forma alguma, que os filhos sejam transportados de pé ou que a lotação seja maior que o permitido pela lei. Adotando essas medidas, com certeza, estarão contribuindo para um transporte mais seguro, bem como certamente evitando inúmeros acidentes decorrentes da negligencia que paira entre alguns vários prestadores do serviço de transporte escolar.

Elga Figueiredo é empresária e advogada, especialista em direito do consumidor e escreve exclusivamente neste Blog toda sexta - e-mail: elgafigueiredo@hotmail.com

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  • Cuiabano | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 16h59
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    Muito gata! bela matéria.

Mesa Diretora | 22/01/2015, 19h:14 - Atualizado: 23/01/2015, 09h:56

Chapa de Maluf terá Dilmar como 1º vice e Romoaldo na 2ª Secretaria - confira aqui


O grupo político do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), virtual candidato à presidência da Mesa Diretora da Assembleia, acaba de definir a composição da chapa que disputará as eleições marcadas para 1º de fevereiro, logo após a posse dos 24 integrantes da nova legislatura. 

O 2ª vice-presidente ainda não está confirmado e deve ser definido durante final de semana. As vagas de 3o e 4o secretários também precisam ser preenchidas. As informações são do deputado estadual Mauro Savi (PR) que, apesar da resistência do Palácio Paiaguás, conseguiu se garantir na 1ª Secretaria. "A chapa já está formada e eu sou candidato a primeiro secretário, isso não muda mais", ressalta o republicano, em entrevista ao Rdnews. 

Davi Valle/Rdnews

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Deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) deve concorrer ao cargo de 1º vice-presidente

A chapa liderada por Maluf com Savi na 1º Secretaria apresentará Dilmar Dal Bosco (DEM) como 1º vice-presidente. O deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), que chegou a presidir o Legislativo durante o afastamento judicial de José Riva (PSD), foi acomodado como 2º secretário. Os cargos de 2º vice-presidente, além da 3o e 4o secretários,  serão oferecidos para os deputados que declararam voto na chapa adversária. O grupo pretende lançar Emanuel Pinheiro (PR) para presidente com Eduardo Botelho (PSB) na 1a Secretaria.

A nominata da chapa encabeçada por Maluf e Savi foi definida com objetivo de pressionar o grupo político adversário a aceitar a construção do consenso. Com isso, mudanças na composição não estão descartadas até momentos antes do processo eleitoral. Por enquanto, emissários de Maluf e Savi estão conversando individualmente com os parlamentares, com objetivo de convencê-los sobre a conveniência de lançar chapa de consenso. Uma reunião com a presença dos 24 deputados estaduais que assumem em 1ª de fevereiro deve acontecer até terça (27).

Adversários

Emanuel Pinheiro e Eduardo Botelho ainda têm a esperança de consolidar as candidaturas e prometem auditar as contas da Assembleia, caso sejam eleitos. O candidato ainda afirma que a análise das movimentações financeiras deve abranger a folha de pagamento, os contratos com fornecedores ou prestadores de serviços e o custo de órgãos como a TV Assembleia. 

Além disso, Emanuel Pinheiro garante que o placar da votação está empatado em 12 a 12. De acordo com o republicano, a chapa “Coragem e Atitude pra Mudar”, em alusão ao slogan de campanha do governador Pedro Taques (PDT), está próxima de cooptar o 13º apoio, mas prefere não revelar o nome do parlamentar para não prejudicar as conversações. 

Emanuel promete auditoria na AL e garante que disputa segue empatada

Chapa de Maluf

  • Presidente - Guilherme Maluf
  • 1º vice - Dilmar Dal Bosco
  • 2º vice - indefinido
  • 1º secretário - Mauro Savi
  • 2º secretário - Romoaldo Júnior

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Comentários (6)

  • Francisco | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 10h33
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    Riva e riva

  • Rosangela Alves | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 09h10
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    Matérias recentes davam conta que não se suporta a presença do Mauro savi na chapa do Maluf. Agora como reforço, trazem o Romoaldo, isso sim é contraditório .... Queremos mudança, não gente que só sabe mamar nas tetas .... O Governador Acorrrrdaaaa !!!!!

  • joao | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 08h13
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    senhor Julio cezar, não precisa tecer comentarios, o seu emprego ja esta garantido e para de ficar com esse puxa-saquismo, fica até feio.

  • Amarildo | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 08h05
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    Será possível que esses deputados vão ser conivente com a condução de Mauro Savi na diretoria da mesa da assembleia. Onde esta a renovação pregada?, ou isso era só promessa de campanha?, Guilherme Maluf tem sede de poder e nunca fez nada para esse estado, espero que esses deputados pensem melhor.

  • Raimundo | Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015, 08h04
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    Ou seja, José Geraldo Riva, "CONTINUARA", mandando na Assembléia Legislativa ...... Valew Pedro Taques ...... Fez a gente acreditar no novo, e esta ai de novo .... O RIVA E SEUS PAUS MANDADOS ..... Mto agradecido ...

  • julio cesar | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 20h30
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    Auditar contratos ???? Conta outra! Emanuel queria engavetar a CPI da Cooperativa do Erai. Ajudou a abortar a CPI da Construtora Nhambiquaras que é de propriedade do Botelho. Esses dois vão auditar o que? Com que moral?

| 22/01/2015, 11h:17 - Atualizado: 22/01/2015, 11h:34

Acadêmico Akio integra time de colunistas


O acadêmico de Direito da Universidade de Cuiabá, Akio Maluf Sasaki, de 23 anos, é o novo integrante da equipe de colunistas do Blog do Romilson, agregado ao portal Rdnews. Ele passa a escrever artigos aos sábados, em substituição ao jornalista Gilson Nunes, que assinou a coluna por dois anos e a quem agradecemos pela valiosa colaboração.

colunistas 22-1-2015

Com estilos e abordagens diferentes, os sete colunistas escrevem semanalmente artigos exclusivos

Gilberto Leite/Rdnews

akio materia estreia colunista

Akio Maluf Sasaki trará artigo todo sábado

Filho da empresária mineira Nizilda Maluf e do diretor comercial Gilberto Seije Sasaki, Akio é um jovem estudioso, antenado com o mundo globalizado, com senso crítico aguçado e acostumado a enfrentar desafios. Além do português, possui domínio do inglês e espanhol, as línguas mais requisitadas pelas empresas no Brasil, e está aprendendo o idioma francês. Fez intercâmbio por um ano em Coimbra (Portugal).

Mas Akio não é daqueles que saem se aventurando por aí. Se dedica a projetos e aos estudos visando crescimento profissional e ampliação de conhecimento. Passou por estágio no Tribunal de Justiça e no Ministério Público de Contas e hoje atua com a mãe em cooperação internacional de turismo, o que o permite conhecer o mundo.

E o que esperar de Akio Maluf como articulista? Ele adianta que traduzirá em seus textos uma visão de mundo jovem. "Vou me dedicar a escrever sobre as aspirações da juventude e com uma abordagem de mundo um pouco diferente", destaca o novo colunista. Akio se junta ao time, que tem a defensora pública Sandra Alves na coluna de segunda-feira; a cerimonialista e servidora pública Olga Lustosa, na terça; o professor universitário Vinícius de Carvalho, na quarta; a jornalista Maria Rita, com artigo toda quinta; a advogada Elga Figueiredo, na sexta; e a cirurgiã-dentista Jackelyne Pontes, no domingo.

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| 22/01/2015, 06h:38 - Atualizado: 22/01/2015, 21h:14

Explore Jaciara

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Maria Rita

Quando se pronuncia o nome da cidade que é considerada a capital dos esportes radicais de Mato Grosso, o rafting é a primeira atividade que vem à cabeça. Em seguida vem as técnicas verticais desenvolvidas nas cachoeiras e por fim um banho nas piscinas dos balneários da estrada parque. Mas acredite, Jaciara é muito mais do que isso.

É claro que descer num bote inflável por um canyon onde cachoeiras desembocam nas laterais é algo impressionante. Como não se emocionar com a força da água e sentir a energia que emana do rio?  Também é inesquecível descer de rapel bem no meio de quedas de água, como se tivéssemos o poder de pisar por onde poucos humanos conseguem estar. Por fim, relaxar nas piscinas de água natural aquecidas ou não que estão espalhadas na beira do Rio Tenente Amaral. Mas depois de já ter feito este roteiro algumas vezes têm-se a impressão de que isso é tudo o que a cidade oferece aos visitantes. Mas não é. Há muito mais!

Já pensou em levar uma bicicleta para Jaciara? O mesmo desnível que permite a existência das quedas no rio é responsável por subidas insanas e visuais especiais. Experimente pedalar pelas estradas e trilhas da região. São pontes com pequenos riachos desenhados a mão. Morros para todos os lados e grandes paredões de pedra. Você pode escolher o tamanho dos trajetos, sendo possível até mesmo pedalar até a Cachoeira do Prata, local que já foi sede de uma etapa do Ultra, em 2013.

As mesmas trilhas que você pode percorrer de bike são possíveis a pé. O desnível possibilita que em poucos quilômetros suas panturrilhas chorem enquanto seus olhos assistem a um belo pôr do sol por entre a morraria da região. Mas como se aventurar por um lugar desconhecido? Basta espírito aventureiro, respeito, humildade e cara de pau. Como diz o ditado “quem tem boca vai a Roma”. Basta chegar na região e começar a fazer perguntas como: onde vai dar aquela estrada? Tem mais cachoeiras por aqui? Conhece alguma trilha antiga?

As respostas vão te impressionar, pois há muita aventura além do roteiro comercial, que inclui ainda exploração em cavernas com inscrições rupestres e dezenas de cachoeiras menos conhecidas espalhadas pela região. Cada vez que vamos a Jaciara descubro algo novo e extremamente interessante.

Entre os dias 6 e 8 de março nossas descobertas no âmbito da aventura serão compartilhadas com 900 atletas do Circuito Ultramacho. Correndo, remando e pedalando eles irão descobrir ainda mais emoção na cidade pioneira do turismo de aventura de Mato Grosso. Se você não quiser esperar até lá já pode ir neste final de semana e escrever seu próprio trajeto. Afinal o baú da adrenalina e das belezas naturais de lá possui ainda muitas atrações para se descobrir.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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Comentários (3)

  • papagaio_7@hotmail.com | Sábado, 24 de Janeiro de 2015, 16h47
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    Muito boa a Matéria

  • MONICA CAMOLEZI DOS SANTOS MELO | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 16h34
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    Jaciara é realmente incrível! Vale muito conhecer suas belezas e encantos!!! Natureza exuberante e povo acolhedor!!!

  • Cesar Paludo | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 15h16
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    Jaciara é realmente muito bonita. Fez esses passeios de rafiting e rapel. Gostaria de conhecer mais!

NOVO GOVERNO | 21/01/2015, 12h:54 - Atualizado: 21/01/2015, 20h:54

Linha dura e corajoso, Taques se diferencia dos antecessores e cria boas expectativas


Pedro Taques se aproxima dos 30 primeiros dias de mandato com muito fôlego, atos e ações diferenciados de todos os ex-governadores. Enfrenta uma rotina maluca. Chega cedo no Palácio Paiaguás, almoça em 30 minutos, inclusive marmitex, e não tem hora para fechar o gabinete. Apesar de ser considerado linha dura, demonstra certa humildade. Antes de tomar decisões, costuma fazer consultas, estudá-las e ouvir assessores. De um lado, quer pressa na resolução dos problemas, mas, por outro, começa a se sentir impotente quando se depara com as barreiras da formalidade, do protocolo e da burocracia. Sabe que não pode pular etapas. Essa é a regra. Nestes primeiros 20 dias como governador, Taques conseguiu regularizar serviços e repasses, lançou ações emergenciais e adotou medidas de reestruturação e para reequilibrar as contas do Estado.

José Medeiros

governador pedro taques almoço

Governador Pedro Taques, que faz pausa para almoçar na mesma mesa onde despacha no Paiaguás

Para ajustar a desajustada administração estadual, uma estrutura ginantesca com mais de 100 mil servidores distribuídos em 24 secretarias, órgãos, empresas e autarquias e orçamento de R$ 13 bilhões, é preciso aliar coragem, organização, planejamento e pulso firme. Só o fato do novo governador adotar uma linha técnica já representa avanço. Nunca o Paiaguás teve um time de secretários tão técnico e qualificado, embora quase todos sem experiência na vida pública. Isso só foi possível porque Taques pediu compreensão dos partidos aliados para escolher “a dedo” cada membro do staff.

O Estado esteve sob comando de muitos políticos, que mais se preocuparam em inchar e endividar a máquina do que em conduzir demandas de modo a prestar serviço de qualidade e com economia. A consequência é danosa. 

Entre tantas medidas diferenciadas da nova gestão em relação aos antecessores estão redução da estrutura do governo, demissões, suspensão de contratos, auditoria e devassa em todos os setores, regras para nomeações de DAS, exigência no cumprimento de metas pelos secretários e planejamento para superar gargalos, medidas para elevar arrecadação e avançar em áreas emblemáticas, como saúde, segurança, educação e meio ambiente. O tal "governo de transfomação" só está começando. Por enquanto, o cenário de terra arrasada deixado por Silval Barbosa alimenta agora otimismo e boas expectativas.

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Comentários (8)

  • moura | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 11h38
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    desculpem aos sulista "alguns", mas fizeram de nosso estado uma verdadeira "lavoura" derrubaram as "arvores" regionais e "plantaram" as suas , nunca vi tanta pessoas desde nipe aos orgãos publicos e todos efetivados, fazendo de nossa cultura uma "escravidão", por isso desejo um governo sem retaliações, vamos limpar as "ervas-daninhas". Pra cima deles governador.

  • Moraes | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 09h35
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    A atitude do Sr Governador Taques demonstra sua preocupação com o quadro atual da administração pública estadual. Ele está abrindo mão de seu tempo livre para tentar organizar a bagunça deixada pelo seu antecessor, antecessor este que demonstrou incompetência e falta de respeito com o povo que confiou à ele a administração dos interesses públicos, ou seja, traiu a população em benefício de seu grupo político e interesse individual. Pura ganância. Por causa dessa tragédia que foi sua administração, o novo Governador e sua equipe precisa se desdobrar para amenizar o quadro crítico que se encontra os serviços públicos.

  • Bras Silva | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 09h25
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    Acompanho o seu raciocínio Romilson, porém com uma ressalva, ser linha dura, pode ser também humilde e quando as duas se completam melhor ainda. Apoio todas as medidas até agora adotadas pelo Governador Pedro Taques. Nunca na história política brasileira um executivo público teve a coragem de iniciar um mandato agindo assim. Só o criticam, aqueles que esperavam continuar mamando e perderam ou vão perder as tetas do estado.

  • Edval Campos | Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2015, 09h22
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    Sou otimista e acredito no governo Pedro Taques.......mudanças já!...

  • Hélio Augusto Gomes | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 22h43
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    Com todo o respeito a esse pique do Governador Pedro Taques em querer por um ritmo diferenciado de outros ex- governadores, mas almoçar na sua mesa de trabalho, ele está contrariando OMS(Organização Mundial Saúde), que recomenda dar uma pausa, e almoçar numa mesa fora do trabalho, mastigar o alimento, fazer uma boa digestão. Ele está com perfil de sedentarismo, isso pode acarretar a sua saúde. Que tal uma bela caminhada no Parque Mãe Bonifácia. A medicina preventiva agradece!

  • Ana Lima | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 17h05
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    Isso demonstra visão institucional, planejamento, legalidade, quem privilegia perfil tecnico se cerca de bons trabalhadores e não de bajuladores e puxa sacos.

  • vanecir ferreira de paula | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 14h34
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    não votei nesse governo que esta ai, mais estou muito otimista guanto ao caminho que esta sendo trilhado por este governo, espero que continue nesse ritimo so assim estarei arrependido de não ter votado nesse governo.

  • Fran.CO | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 13h44
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    ... E uma grande prova de humildade aparece quando o Taques mantém o que é bom, como por exemplo, o pagamento dos salários dos servidores dentro do mês trabalhado. Inclusive, já foi publicado hoje no site da SAD/GESTÃO os HOLERITES de Janeiro e do 13º dos que aniversariam neste mês. Gesto bacana.

| 21/01/2015, 06h:40 - Atualizado: 21/01/2015, 06h:48

Assimetrias na gestão (IV)

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Vinicius de Carvalho

Termino hoje a série sobre as assimetrias na gestão pública contemporânea. O racha estrutural que temos no setor público entre as competências de planejamento, execução e controle manifesta-se de forma bem clara quando olha-se o estado brasileiro nos três níveis da sua federação (União, estados e municípios).  

Uma forte tendência das políticas públicas no pós-Constituição de 1988 foi a descentralização. Sob o prisma federativo isto significou a transferência de competências para os municípios, também chamada de municipalização. Apenas para que se tenha uma ideia, em 1988 a União detinha cerca de 25% dos servidores públicos do país, com 50% para os Estados e 25% nos municípios. Em 2014, segundo fontes oficiais, temos 18% dos servidores públicos em âmbito federal, 28% estadual e 54% municipal. Quer dizer, os municípios mais do que dobraram sua participação nos últimos 25 anos, atingindo um entre cada dois servidores públicos no Brasil. 

Esta transferência não foi acompanhada da respectiva governança, ou seja, da capacidade técnica, financeira e gerencial necessária para gerenciar bem os recursos públicos. Existem inúmeras discussões sobre as razões para isto, reunidas sob o rótulo de “pacto federativo”. Muitos entendem que a União deve, de fato, centralizar a maior parte da receita por razões econômicas, como escala e eficiência na arrecadação. Outros defendem maior participação de Estados e sobretudo, municípios para fazer face às suas obrigações constitucionais e legais. Vivemos um embate entre um Estado federado no plano político e unitário no campo administrativo. 

Outra competência puxada pela União foi a elaboração das políticas, delegando aos municípios a sua implementação em função da presença garantida por todo o território nacional e proximidade com o cidadão. Porém, as prefeituras estão hoje atoladas com políticas formuladas pelo nível central de Governo e cujos padrões são cobrados pelos órgãos federais, exercendo o papel de garantidor da uniformidade. 

Na prática é possível observar a extrema dificuldade na operacionalização disto, em particular nos serviços sociais como assistência social, saúde e educação. A despeito de várias medidas equalizadoras tomadas nestes casos, são muito grandes as disparidades existentes entre escolas e unidades de saúde nos municípios e até internamente. Como os serviços públicos federais acabam ganhando uma padronização mínima, muitos afirmam que “tudo que para o rico no Brasil é federal, enquanto tudo que é para o pobre é municipal”. 

A baixa capacitação vem mais à tona na execução das políticas, agravada pelas cobranças dos órgãos de controle. O caso das obras públicas é exemplar para entenderemos esta assimetria e suas implicações. Os engenheiros que elaboram e acompanham a execução de projetos são mal treinados e remunerados na maioria dos municípios, com destaque para os pequenos e médios. Do outro lado eles precisam conviver com auditores dos tribunais de contas e membros do ministério público em todos os níveis com um padrão de remuneração e qualificação muito mais elevado na média. Daí compreendemos a paralisia ou lentidão. Houve forte investimento naqueles que fiscalizam, mas pouco naqueles que planejam e executam. O resultado é uma administração pública travada como a que presenciamos hoje, com baixíssimos níveis de investimento e serviços públicos sob fortes críticas dos cidadãos-usuários. 

A modernização no Brasil é historicamente muito desigual, como aliás quase tudo. Algumas “ilhas de excelência” são escolhidas para reunir maior capacidade e executar projetos de interesse das elites. Entretanto, é chegada a hora de encontrarmos fórmulas que extravasem estas competências técnicas e gerenciais também para os municípios, sob pena de continuarmos com a situação atual.

Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário e escreve neste Blog toda quarta-feira vcaraujo@terra.com.br e www.analisepoliticamt.blogspot.com.br. 

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| 20/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 20/01/2015, 08h:19

Pessimismo é um luxo para ricos

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Olga Lustosa

Todos nós precisamos ajustar o rumo da vida num determinado momento. Como viajamos através da vida, muitas vezes tem-se a noção de 'não estar cabendo' onde estamos ou "não pertencer" a um grupo de pessoas com as quais nos associamos. Como se estivéssemos um pouco fora de vida, espiando uma existência que não se coaduna com o que somos.

 As chances são, de que todos já nos sentimos assim e não há absolutamente nada de errado em ter este tipo de sentimento de estar perdido num tempo e num espaço que não são familiares. O sinal de desconforto é apenas um sinal de que chegou a hora de promover mudanças na vida. Mia Couto, um extraordinário escritor Maçambicano, ao ser convidado para fazer o discurso da “Sapiência”, para uma turma de formandos, exaltou a nossa dificuldade de pensarmos em nós mesmos como sujeitos, como ponto de partida e como destino dos nossos sonhos. Falou que temos sete sapatos sujos, que precisamos descalçar e deixar na soleira da porta, ao adentramos o mundo que queremos ter.

O primeiro sapato é o da desresponsabilização. A velha ideia de que os culpados são sempre os outros e nós, as vítimas. Se quisermos algo, temos que construir e parar de olhar para nós mesmos com benevolência. O segundo sapato traz a idéia de que o sucesso não depende do trabalho e sim de forças invisíveis que comandam nosso destino. O êxito é sim, resultado do esforço do trabalho a longo prazo.

O terceiro sapato é o preconceito de tratar quem critica como inimigo. A intolerância desencoraja o espírito crítico e faz com que muitos debates de idéias sejam substituídos por agressões verbais, que demoniza quem pensa diferente. No quarto sapato, a idéia de que mudar as palavras, muda a realidade. Temos produzido discursos de ordem cosmética e que privilegia o superficial.

O quinto sapato é a vergonha de ser pobre e o culto das aparências. Vivemos num palco de representações, onde um carro, não é mais um objeto funcional. A arrogância e o exibicionismo são emanações de quem troca o conteúdo pela embalagem, mas já houve tempo em que éramos medidos pelo que fazíamos e não pelo espetáculo que somos capazes de promover de nós mesmos. O sexto sapato, a passividade diante da injustiça. Só denunciamos injustiças quando praticadas contra nossa pessoa, nosso grupo, nossa religião.

Estamos menos dispostos a denunciar quando a injustiça é praticada contra os outros e não nos afeta diretamente. O sétimo sapato é da imitação e da idéia de que para sermos modernos temos que imitar os outros e que só temos que manter a identidade naquilo que é folclórico. Em outras palavras, só somos modernos se copiarmos o estilo de vida dos americanos. Mia Couto provoca os políticos, a cultura herdada e nunca recriada, mas provoca sobretudo as pessoas que não sabem reinventar seu universo e se debulham às lamúrias. Os sete sapatos sujos não são frutos do imaginário do moçambicano,  é a realidade escrita, questionando modelos de pensamentos que nos aprisionam a um cartão de visitas cheio do não somos.

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olga@terra.com.br

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Comentários (4)

  • José Rocha /Itiquira | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 23h04
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    Parabéns Olga, ótima reflexão para este início de ano. Sapato novo, fé em Deus e pé na tábua

  • Hélio Augusto Gomes | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 20h50
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    O terceiro sapato é o preconceito, que corresponde com o seu perfil no tratamento com a pessoa, principalmente, se a pessoa não têm o famoso Ter. Durante a sua gestão na chefia do cerimonial do governo passado, o tratamento que recebi de sua pessoa comigo foi discriminatório. Escrever artigo bonito é fácil, mas na prática é diferente. A minha protetora mãe natureza é testemunha do você que fez comigo, mas vai dar-lhe uma chance recicla. Aproveita o seu travesseiro, e faça uma reflexão já. A sustentabilidade agradece!

  • Matisson junior | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 17h25
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    ainda tenho alguns desses sapatos, contudo estou lutando para adquirir um novo; sei que não é fácil, por isso estou lutando.

  • Joao batista | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 15h28
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    Recebi um artigo que li com muita atenção e o considerei de grande importância e seriedade para a época actual que vivemos, porquanto fala de coisas que vêm ao encontro daquilo que vislumbro há muito tempo e não o devemos rejeitar ou rotular de pertencer a alguma Seita ou Religião. Deste modo, resolvi fazer esta página personalizada para dá-lo a conhecer a toda a gente, tendo melhorado alguns parágrafos para melhor divulgação, mantendo no entanto a sua originalidade e objectividade. Assim.. A transição planetária não será o fim do Mundo, mas sim o fim da nossa actual civilização. Estamos ultrapassando um ciclo evolutivo, e temos que estar preparados para o Novo Mundo que está para surgir. A transição pode ser bem representada pela metáfora da lagarta que termina seu ciclo evolutivo para entrar em seu casulo onde sofre uma alteração orgânica e se transforma na formosa borboleta. É basicamente isso que irá acontecer na Terra, onde teremos que passar ainda por longas provas e iremos sofrer todos com as alterações climáticas e os cataclismos que se intensificarão ou antecederão o ponto máximo da transição planetária, que culminará decerto com uma mudança total em toda a estrutura material. Logo após os cataclismos haverá uma mudança vibratória a nível atômico, nada escapará dessa mudança vibratória! Por isso temos que nos preparar, elevando-nos espiritualmente, praticando o desapego material e o amor universal. Acima de tudo, devemos re-ligar nossas vidas a Deus, o Criador do Universo. Só assim estaremos prontos para passar uma difícil prova. Os Seres Supraplanetários já haviam calculado que se não houvesse a transição planetária, toda humanidade estaria condenada a morrer lentamente, pois nosso Planeta está ficando doente, e a causa maior dessa doença, talvez a única, chama-se : Civilização Terrestre!

| 19/01/2015, 23h:41 - Atualizado: 20/01/2015, 11h:09

"Cria" de Blairo e Silval, ex-secretário Eder trafega num limiar entre lucidez e loucura


Em um dia ele dispara a metralhadora verbal, escolhendo a dedo os alvos. No outro, pede desculpas, desmentindo as próprias declarações. Assim tem agido Eder Moraes, uma personalidade que hoje trafega à margem, num limiar entre lucidez e loucura, como se essas duas qualidades pudessem estabelecer revelações. Ele saiu do céu, época de poder, agindo como supersecretário influente dos governos Blairo Maggi e Silval Barbosa. Agora se vê no inferno, após passar pelo purgatório da prisão. Eder sabe muito, mas, como fala pelos cotovelos e nem sempre apresenta prova do que declara, suas denúncias perdem credibilidade. Está desmoralizado, isolado e acuado. Como nada mais tem a perder, pretende desgraçar com a vida de muita gente. E está conseguindo.

Lenine Martins/Arquivo

eder moraes blairo no fundo

Eder Moraes em pose e, na parede, foto do ex-governador Blairo Maggi, que o descobriu

Com sede de poder, Eder entrou em cargo comissionado na estrutura do Estado “colado” em Blairo, que foi governador de 2003 a 2010 e hoje é senador. Viu brecha para agir sem limites. Ex-gerente de banco, começou na Agência MT Fomento. Dali foi um pulo para comandar a Sefaz, pasta que cuida do caixa do governo, cujo orçamento anual supera a R$ 13 bilhões. Saiu Blairo e veio Silval e Eder, com passagem na Casa Civil e depois pela Secopa, continuou ditando regras, em meio a acordos políticos e pessoais. Seguiu ordens e ditou regras, algumas nada republicanas.

Começaram a estourar escândalos, como a compra superfaturada de maquinário, pagamentos ilegais de cartas de créditos e o “caso Land Rover”.  Não demorou muito e, assim que foi demitido do governo, Eder foi preso na operação Ararath por envolvimento em crimes financeiros e contra a administração pública. Saiu da cadeia, ficou uns dias em silêncio e resolveu aparecer.

Nos depoimentos à Polícia Federal e a membros do Ministério Público estadual, motivado pelo acordo de delação premiada, Eder abriu o jogo. Listou figurões nos esquemas ilegais, como Blairo, Silval, o ex-secretário Luiz Pagot, empresários e empreiteiras. Chegou a denunciar compra de vaga no TCE. Diz que Silval pagou R$ 2 milhões para ter conta do governo aprovada pelo TCE. Apontou Pagot como “o cara” que deu início dentro do governo à lavagem de dinheiro, usando o Bic Banco, pedindo para empresários recorrerem a empréstimos. E apontou a metralhadora giratória também contra membros do MPE.

Nesta segunda, em entrevista à TV Centro América, Eder afirmou que foram ilegais as cartas de créditos emitidas pelo Estado em favor de promotores e procuradores a título de direitos trabalhistas, o que rendeu um bom dinheiro no bolso de membros do MPE na época em que ele respondia como secretário de Fazenda. Agiu assim, após integrantes do MPE "vazar" para imprensa vídeos com depoimentos comprometedores do ex-secretário arrependido.

 O problema é que, após fazer estrago, o ex-secretário costuma vir a público pedir desculpas. Está brincando de fazer denúncias. Se tornou inconsequente. Nem os advogados conseguem segurar a “língua” de Eder. Quanto mais denuncia, com propósito de chamar atenção, mais ele se complica. Peixe morre pela boca!

Edson Rodrigues/Arquivo

eder moraes com silval ao fundo

Ex-secretário Eder Moraes mostra documento, com fotografia na parede do ex-patrão Silval Barbosa

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Comentários (9)

  • Zé Poxoréo | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 17h40
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    Louco mas com dinheiro no bolso! Acho que doido somos nós matogrossenses de termos nos deixado enganar e votado nos criadores do "louco"!

  • Claudio Costa | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 14h46
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    Claudio Costa, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Aline Maria | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 12h46
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    Pode ser considerado louco pela denúncias e desditos que a gente sabe como é ...né? Mas elucidou com todas meias palavras o que já desconfiávamos de há muito. A sociedade realmente está doente...

  • Chafariz | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 12h23
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    Chafariz, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • maria paula | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 11h41
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    maria paula, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Edval Campos | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 10h37
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    Querido Romilson, competente blogueiro, articulista pela colocação cristalina em seu artigo........abraço!...

  • Garibaldi Reis | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 09h01
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    É a certeza da impunidade!!!Leis arcaicas e com brechas para todas as situações. Brilhante matéria do Romilson, com propriedade ele descreve as insanidades doentias do senhor Éder Moraes. Mas pode ter certeza de uma coisa Romilson; rasgar dinheiro e atirar pedra em avião, ele com certeza não vai fazer...

  • João Menna Neto | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 08h52
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    Isso só mostra o desequilíbrio emocional e a fragilidade de caráter do indigitado ex-secretário. É isso que dá buscar qualquer um despreparado para ocupar importante função na administração pública. Em parte, a culpa não é só dele. É de quem também, inconsequentemente, o emergiu do ostracismo para a ribalta do poder. Boa coisa não poderia acontecer. E deu no que deu. Cadê os seus padrinhos de outrora? Mudos e calados estão e assim permanecerão, pois filho feio não tem pai. A lamentar diante dessa vergonhosa situação é o fato de que a conta foi endereçada mais uma vez para o contribuinte. Blairo, Silval, Pagot e tantos outros são cumplices do desvario ético-administrativo cometido pelo réu, porém ainda não condenado, chamado Éder Moraes. Não há piedade para as almas de todos eles.

  • IVAN NUNES | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 08h09
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    É O RETRATO DESSE PAÍS DE LEIS FRACA...SE FOSSE NA INDONÉSIA.... FALTA TAMBÉM DE VERGONHA NA CARA.

| 19/01/2015, 21h:00 - Atualizado: 20/01/2015, 01h:30

Taques pede estudo em 60 dias e poderá extinguir MTGás, Metamat e MT Fomento


José Medeiros

seneri paludo

Seneri Paludo, de Desenvolvimento Econômico, cria grupos para concluírem estudo em 60 dias

As empresas MT Fomento, MTGás e Metamat podem ser extintas no primeiro semestre deste ano. Mas, antes de tomar qualquer decisão, o governador Pedro Taques, que já fez várias alterações na estrutura da máquina, solicitou estudo de viabilidade de cada uma delas.

Em princípio, o Palácio Paiaguás entende que são estruturas antigas que oneram muito a administração, sem resultado satisfatório, embora tenham funções importantes. Caso os levantamentos apontem para essa direção, o governo acabará com as empresas, incorporando suas atribuições à secretaria de Desenvolvimento Econômico. Sob orientação do chefe do Executivo, que toca o Desenvolvimento Econômico, sobre cuja pasta as três empresas estão vinculadas, já criou grupos de trabalho para se debruçarem nos estudos.

O MT Fomento é espécie de instituição bancária, que financia projetos. Tem objetivo social de contribuir para com a aceleração do desenvolvimento sustentável, estimulando investimentos, criação de emprego e renda, modernização das estruturas produtivas, aumento da competitividade e redução das desigualdades sociais e regionais.

A extinção é possível, considerando que o novo governador insiste na tese de que é preciso garantir condições materiais e temporais para regularizar a realidade financeiro-orçamentária do Estado, cortando estruturas e despesas. No caso do MT Fomento, o grupo de trabalho será composto por três membros da Agência e três da pasta de Desenvolvimento Econômico, cujos nomes serão definidos nos próximos dias. Eles terão dois meses para concluir os estudos.

O mesmo prazo e também com 6 pessoas escaladas foi estabelecido para avaliação da situação da Companhia Mato-Grossense de Gás, criada no governo Dante de Oliveira para, através da usina termoelétrica, receber gás boliviano. Trata-se de uma sociedade anônima com patrimônio próprio e autonomia administrativa e financeira, formada por uma diretoria executiva e conselho de administração. Tem como atribuição exclusiva explorar o serviço público de distribuição de gás natural ou manufaturado canalizado. 

Das três empresas, a mais antiga é a Companhia Mato-Grossense de Mineração. Foi criada em 1971, em um ambiente de desenvolvimento do setor mineral para atuar no campo da pesquisa, lavra, compra, venda, comércio internacional, industrialização e transporte de minerais metálicos e não metálicos, de explorar e administrar jazidas próprias ou de terceiros. Hoje, serve mais de cabide de emprego.

José Medeiros

pedro taques

Governador Pedro Taques quer estudo sobre realidade das empresas, podendo, ao final, extingui-las

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Comentários (9)

  • JolieCBA | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 15h56
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    A MT Fomento preta relevantes serviços ao Estado, contribuindo para a geração de emprego e renda, isso é um fato... no entanto boa parte de seus colaboradores são apadrinhados políticos e pouco se importam com a instituição em si e para papel que a mesma tem como agente do desenvolvimento social; infelizmente há quem utilize a Agência de Fomento como mero cabide de emprego, lamentável!!!

  • JOÃO CUIUDO | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 11h20
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    A Fernanda ta certinha!!O que a MT FOMENTO PRECISA e de mais "operários" e menos "mestres de obra".Lá tem um gerente para cada funcionário. A missão da MT FOMENTO é essencial para o estado só precisa funcionar corretamente.

  • Fernanda | Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2015, 00h49
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    Sou empresária e senti na pele a discriminação que sofrem os pequenos empreendedores por parte dos bancos. Procurei as instituições financeiras que atuam no estado de MT, com o intuito conseguir recurso para dar início ao meu empreendimento e quando não recebia uma negativa, pois não tinha um ano de CNPJ ativo e nem movimentação bancária, recebia um monte de papelada pra assinar com taxas de juro$ e tarifa$ de manutenção de conta absurdas. Principalmente pra quem está começando seu próprio negócio. Procurando ajuda especializada do SEBRAE em meu município, me indicaram a MT Fomento, lá sim consegui recurso e taxas de juros mais justas, mesmo tendo apenas 20 dias de CNPJ ativo, e não tive que abrir conta no banco. E com a ajuda da MT Fomento, hoje gero emprego e renda aqui em Tangará. Colocando gente que trabalha no banco, acho que a instituição pode alavancar muito o desenvolvimento do interior de MT, principalmente ajudando os microempreendedores.

  • JOÃO CUIUDO | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 16h24
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    A MT FOMENTO PRECISA APENAS SER REESTRUTURADA, VALORIZANDO O SERVIDOR DE CARREIRA, QUE SÃO OS QUE MAIS TRABALHAM E MENOS RECEBEM.

  • estaquio | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 11h18
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    antes faça uma visita a secretaria de justiça e direitos humanos la o senhor encontrara alguns adjuntos que a meu ver nao deveriam nem passar na porta,mas parece que o seu secretario nao olha a vida do cidadao entes de nome a lo ,se bem que quem nopmeia e o senhor nao e mesmo sera que estar por dentro de quem e o atual adjunto de justiça o qual foi nomeado hoje senhor pedro taques?????e porque sera que os servidores da gestao penitenciaria pedem a saida do ajunto da pasta e sua turma???sera que e por que ele e da turma do silval???sera???sera que seu secretario nao viu isso ainda ???senao viu e porque nao viu o corriculum dele e a comissao que o senhor criou para analise de corriculos sera que tambem nao viu isso???pois o cidadao veio de brasilia do depen nacional pra ser gestor de uma adjunta???tem boi na linha governador manda checar logo vem chumbo as criticas ja estao chegando o senhor esta vendo nos comentarios .

  • Airam Afesoj | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 09h29
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    Nao concordo com a extinção da empresa Metamat porque tem servidor que trabalha , em contrapartida existe servidor que realmente faz parte desse cabide de emprego sim como qualquer outro órgão do estado..que faça uma vistoria junto ao RH da empresa e moralize..pra que possamos mudar esse quadro horroroso de cabide de emprego..

  • Petrônio Sobrinho | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 08h57
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    Petrônio Sobrinho, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • CARLOS | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 08h38
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    TEM QUE ACABAR COM TODAS ESSAS E INCLUIR AINDA A MT PAR E O CEPROMAT

  • JOSÉ DOS SANTOS | Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2015, 08h17
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    confio neste governador

| 19/01/2015, 12h:00 - Atualizado: 19/01/2015, 15h:50

3 ex-secretários agora no segundo escalão

Marcus Fabrício vira adjunto de Assuntos Estratégicos; Serafim cuida do Tesouro e Beto Campos das Relações Comunitárias


mauro secretarios e adjuntos

Após reforma administrativa e redefinição do staff, prefeito Mauro Mendes começa a oficializar nomes de adjuntos e alguns deles já estão nomeados

Marcando a primeira etapa de redefinição do segundo escalão, o prefeito da Capital Mauro Mendes aproveitou três ex-secretários. Beto Campos, que era adjunto de Governo; Marcus Fabrício (Turismo) e Francisco Serafim (Finanças) passam a atuar como secretários-adjuntos. Em termos de subsídios, o valor cai de R$ 10,4 mil para R$ 8,9 mil.

Beto assume a Relações Comunitárias, estrutura criada dentro superpasta de Governo e Comunicação Social, que agora conta com quatro adjuntos. O ex-vereador Fabrício, como adjunto de Assuntos Estratégicos, fica com a missão de administrar o Escritório de representação de Cuiabá em Brasília. Ainda no Governo e Comunicação entra como adjunto de Relações Institucionais, João Batista, que foi assessor de gabinete do ex-governador Blairo Maggi e vinha desempenhando a mesma função no Palácio Alencastro.  O publicitário Leonardo Barreto assume como adjunto de Comunicação.

Serafim já atua como adjunto do Tesouro, vincualdo à secretaria de Fazenda. O prefeito definiu também  quatro adjuntos dentro da pasta de Ordem Pública, sob Henrique de Souza. A Infraestrura é tocada pelo adjunto Tieko Arabori Yamamoto. A Regulação e Fiscalização fica com Noelson Carlos Silva Dias e o Planejamento e Projetos com Geralda Rosa. 

No decorrer da semana, Mauro, que reassumiu o Alencastro após duas semanas de férias, concluirá a reforma do segundo escalão. Ele tem priorizado pessoas que já estavam na equipe. Está levando em consideração algumas composições políticas, embora o quadro de principais assessores tenha perfil mais técnico.

As mudanças são motivadas por uma ampla reforma, que busca enxugamento da máquina e uma economia anual de R$ 15 milhões. O número de secretarias caiu de 24 para 7. Foram extintos a Funec e o Cuiabá-Prev. Com orçamento para este ano de R$ 1,9 bilhão, o prefeito demitiu 500 ocupantes de cargos comissionados. A prefeitura tem no seu quadro hoje 17.595 servidores. Destes, 8.744 são de carreira, 246 efetivos nomeados em cargo DAS, 539 atuando apenas como comissionados e 8.058 contratados. Em relação aos DAS, o quadro cai de 785 para 676 e, para eliminar os 500 postos DAS, o prefeito inclui contratos temporários.

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Comentários (2)

  • Augusto Metelo | Segunda-Feira, 19 de Janeiro de 2015, 18h35
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    VOTEI NO MAURO E ME ARREPENDI. FALA E PROMETE E PROMETE MUITO

  • Zé Poxoréo | Segunda-Feira, 19 de Janeiro de 2015, 15h13
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    Ou seja, depois de tudo, para agradar gregos e troianos, tudo continuará igual como era antes! Ora, Sr. Prefeito, de que adianta acabar com as secretárias se o efetivo continua o mesmo?

| 19/01/2015, 00h:00 - Atualizado: 19/01/2015, 08h:53

Cérebro, sexo e internet

sandra_alves_colunista_segunda-feira

Sandra Alves

A inteligência é o que difere o ser humano do restante dos outros seres e o que impossibilita sua superação pela máquina, seja qual for o grau de tecnologia. Inteligência que criou diversos instrumentos para viabilizar a universalização e a velocidade da informação (internet). O sexo é fácil e marcado no app ou é até mesmo virtual. Existe perda de interesse nas relações humanas. Já se vendem abraços e cafunés.

Funciona mais ou menos assim: você sentiu uma atração diferente por determinada pessoa, num olhar, num gesto, algumas palavras. Algumas mensagens trocadas via "whats" e surge a oportunidade de encontrá-la. Na sala, o beijo, o abraço e depois cada um em sua cadeira. Próximo passo, a pessoa põe a mão no smartphone, pede para você esperar e começa a responder as mensagens virtuais!

Talvez esta atitude não seja a opção mais inteligente. Entretanto, o conceito de inteligência e intelectualidade encontra-se bastante distorcido na sociedade atual. Inteligência é diverso de capacidade de memória e da quantidade de informações. É a capacidade de compreensão e de reação diante de determinado fato.

O cérebro é o órgão que comanda todo nosso ser e que representa nossa inteligência. O ser humano se forma e desenvolve-se em meses, com poucos anos de idade já executa os complexos fenômenos da fala, do andar e todos os demais. Com a inteligência humana criamos máquinas e a internet, mas ainda somos incapazes de explicar como se forma um pensamento. Já existe uma extraordinária tecnologia, mas é preciso muito mais para se atingir a complexidade humana.

Reprodução

quadro_sandra

As pessoas perdem, a cada dia, a sensibilidade e vivem o esvaziamento do eu

"A jornada mais interessante que um homem pode fazer não é a que ele faz quando viaja pelo espaço ou quando navega na internet. Não! A viagem mais interessante é a que ele empreende quando se interioriza, caminha pelas avenidas do seu próprio ser e procura as origens da sua inteligência e os fenômenos que realizam o espetáculo da construção de pensamentos e da usina das emoções".

Mas o caminho feito tem sido em direção oposta. O excessivo período de tempo conectado às redes sociais já foi avaliado por pesquisas, cujo resultado apontado foi a regressão da capacidade de comunicação verbal. A tecnologia trás comodidade e ao mesmo tempo profundo distanciamento nas relações humanas. As pessoas são desconfiadas. Não há quantidade de envios de carinhas com beijinhos e corações que demova este sentimento. Porque estamos cada vez mais distantes, cada vez mais somos a imagem posta na rede ao invés de nós mesmos. Um contínuo esvaziamento do eu.

Para o sexo não existe qualquer obstáculo. Programas, apps, páginas e tantos outros meios aproximam aqueles que desejam um encontro apenas para o ato sexual. O que também não merece ser visto com qualquer tipo de preconceito. Mas a raridade do encontro para o afeto preocupa. A loja Soineya, em Tóquio, “vende” cafuné e abraços, e o serviço que custa cerca de R$ 150 por hora está atraindo “homens solitários” que simplesmente desejam dormir com uma mulher sem ter relações sexuais. A empresa nova-iorquina The Snuggery também teve destaque no noticiário mundial recentemente por oferecer serviço de abraço enquanto os clientes dormem.

Moral da história: ao receber uma carinha com uma piscadinha de olho, marque um encontro. Chegando lá, abandone o whats e toda a internet. Concentre-se no ser humano. Curta o abraço em cada pessoa que cumprimentar. Quando o clima esquentar, faça sexo, faça amor. Economize seu dinheiro. Viva intensamente a usina de emoções dentro de você. Seja inteligente!

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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