Blog do Romilson

RONDONÓPOLIS | 05/11/2013, 10h:43 - Atualizado: 05/11/2013, 13h:43

Prefeitura faz cadastro para garantir isenção de pedágio


Foto: A Tribuna -- Praça de pedágio na MT-130 continua provocando polêmica  Os pequenos produtores da região Sul de Mato Grosso, que precisam utilizar a MT-130 para vender os produtos em Rondonópolis e não tem condições financeiras de arcar com o pedágio todos os dias, continuam a luta pela isenção da taxa. Em reunião com o vice-prefeito Rogério Salles (PSDB) ficou definido que eles terão de fazer uma ficha cadastral onde devem constar os dados da propriedade, o nome do morador, os dados do veículo e a quantidade de vezes que passa pela praça de pedágio por dia e mensalmente.

   Deve ser cadastrado um veículo por família, sem limite de tamanho de propriedade, englobando assentados, sitiantes, fazendeiros e moradores da região, que moram até 30 km da praça de pedágio. O prazo de entrega do cadastro será até 20 de novembro. A intenção é que os cadastrados sejam beneficiados com a gratuidade.

  A polêmica começou quando a concessionária Morro de Mesa instalou a praça de pedágio na MT-130 e passou a cobrar a taxa, tida como alta para os pequenos produtores da região. Eles reclamam que, se tiverem de pagar todos os dias, não terão mais lucratividade com os produtos vendidos na cidade.

   Há cerca de um ano, a Câmara de Rondonópolis fez uma indicação à Assembleia, pedindo que a lei aprovada pelos deputados estaduais, concedendo a concessão para à Morro de Mesa e estabelecendo o pedágio, fosse revisada e que os pequenos produtores ficassem isentos. Em troca, a concessionária receberia incentivos por parte do Estado. No entanto, a lei isentando os sitiantes da taxa de pedágio foi vetada pelo governador Silval Barbosa (PMDB).

   O pedágio entrou em operação em 2012. A MT-130 liga Rondonópolis e Primavera do Leste. A praça de pedágio fica a menos de 5 km de Rondonópolis, para quem segue para Primavera do Leste (213 km de Cuiabá). Automóveis e camionetes estão pagando R$ 6,50 cada vez que passam pelo local. Motocicletas pagam R$ 3,25. O pedágio também é cobrado na entrada de Primavera do Leste.

   Campo Limpo

   Enquanto uma solução não é encontrada para o assunto, os pequenos produtores tiveram que encontrar um caminho alternativo para seguir para Rondonópolis e vender os produtos. Eles estão utilizando a estrada vicinal do Campo Limpo, por isso, solicitaram ao vice-prefeito que fosse realizada a conservação da estrada.

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Comentários (1)

  • Zé Poxoréo | Terça-Feira, 05 de Novembro de 2013, 11h34
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    É certo aquele ditado "terra de cego quem te olho é rei"! Esse pedágio é mais um verdadeiro caso de policia em Mato Grosso. Deviam verificar os métodos dessa concessão e se a concessionária tem cumprido seus deveres. Enquanto já que ninguém enxerga, o povo paga!

| 20/09/2017, 00h:00 - Atualizado: 07h atrás

Legislação de terras do Brasil


ana lacerda colunista quarta

Ana Lacerda

O problema agrário no Brasil é um franco objeto de preocupação de autoridades, produtores e principalmente de juristas, que se deparam diuturnamente com seus clientes ou potenciais clientes lhes trazendo diversas situações de litígios.

Dentre elas, a invasão de suas terras, a ameaça de grupos organizados ou não, a discussão e mesmo a disputa por limites de áreas vizinhas, as questões ambientais relativas à preservação de suas reservas, as situações que não raro lhe retiram o direito de explorar adequada e racionalmente suas terras, o licenciamento de atividades etc.

Enfim, situações estas que limitam o direito e porque não dizer, o dever de produzir em suas próprias terras, sob pena de ser declarada improdutiva, ficando aí o problema, ainda mais complicado.

O nosso país enfrenta situações que dizem respeito à grande concentração de terras e de renda. E o Estado não consegue fechar o modelo de compatibilização das políticas agrícolas e fundiárias. Não fecha o capítulo da regularização fundiária e não consegue traçar as linhas gerais e específicas de como se basear a reforma agrária, num direcionamento para mitigar conflitos, e, muito menos de direcionar em benefício do país, um mecanismo eficaz de atendimento ao produtor e ao trabalhador, que finaliza por comprometer a relação capital-trabalho e o futuro do país.

Temos a ampla consciência de que o problema da regularização fundiária do país não é recente. Ele vem desde 1530, com a criação das capitanias hereditárias e do sistema de sesmarias, o que deu origem aos latifúndios.

Em 1822, com a independência, o quadro ficou insustentável com a constante mudança de donos das terras, prevalecendo a lei do mais forte e a violência. E só com o grande marco legal Agrário Brasileiro por meio da Lei n.º 601 de 18.09.1850, denominada “Lei de Terras”, que se deu início à organização da propriedade privada no Brasil.

A “Lei de Terras” surgiu para disciplinar as terras devolutas cujas aquisições não poderiam ser por outro título que não fosse compra, colocando um fim a distribuição gratuita e indiscriminada de áreas do governo imperial e outros instrumentos de demarcação.

Na inventiva capacidade jurídica e após anos de conflitos, foi aprovada a Lei n.º 4.504 de 30 de novembro de 1964, instituindo no Brasil o Estatuto da Terra, editado com 128 artigos, tratando de diversos temas, dentre eles: reforma agrária, terras públicas e particulares, distribuição de terras, financiamento da reforma agrária, sua execução e administração, zoneamento, cadastros, política de desenvolvimento rural, tributação da terra, regularização fundiária etc.

Em 1993 foi editada a Lei n.º 8.629, com finalidade de regulamentar os dispositivos constitucionais relativos à Reforma Agrária, definindo critérios de produtividade e aproveitamento da terra, bem como detalhando a função social da propriedade rural no Brasil. Atualmente alterada pela Lei n.º 13.465 de 11 de julho de 2017.

Neste sentido, compete ao Estado brasileiro definir um processo de regularização e distribuição da propriedade fundiária, com a finalidade de direcionar e estimular seu propósito produtivo, racionalizar o uso de terras, buscar o aumento da produtividade de terras e de mão-de-obra agrícola, facilitar o crédito, criar instrumentos para ampliar as facilidades para o escoamento dos produtos a preços compensatórios e ampliar a assistência social no campo.

Ana Lacerda é advogada do escritório Advocacia Lacerda e escreve exclusivamente neste espaço às quartas-feiras. E-mail: analacerda@advocacialacerda.com

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Operação Malebolge | 19/09/2017, 12h:19 - Atualizado: 19/09/2017, 16h:00

PF diz que Fabris "fugiu" de pijamas no dia da operação; deputado nega e diz que vestia short


Os policiais federais, que foram incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão na casa do deputado Gilmar Fabris (PSD), durante a deflagração da Operação Malebolge, não conseguiram surpreender o parlamentar.

Gilberto Leite/Rdnews

gilmar fabris_gilberto leite (2).jpg

Gilmar Fabris está preso desde 6ª quando se entregou à Polícia Federal

Antes da chegada dos agentes, o deputado já tinha saído de casa com a esposa Anglisey Batini Volcov. Segundo trecho da decisão, o parlamentar não se preocupou com a formalidade ou não teve tempo para trocar de roupa.

Agentes relataram que ele deixou o local às 5h45 trajando apenas pijamas e com uma mala preta na mão. O ato foi considerado pela PF como uma tentativa de fuga e embasou a decisão do ministro Luiz Fux, do STF, para decretar a prisão preventiva e o afastamento do parlamentar da Assembleia. 

Fabris nega que estava de pijamas. Afirma que usava short e camiseta e “madrugou” para vistoriar obras em Várzea Grande. Além disso, ao saber da operação, resolver ir tomar um café e comer um bolo de arroz para evitar que a esposa tivesse um abalo psicológico.

Operação

A Operação Malebolge (12ª fase da Ararath) foi deflagrada na última quinta (14) tendo como base o inquérito em tramitação do STF, que investiga as declarações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em seu acordo de colaboração premiada (delação).

Além do peemedebista, sua esposa Roseli Barbosa, o filho Rodrigo Barbosa, o irmão Toninho Barbosa e o ex-chefe de gabinete Silvio Correa, também se tornaram delatores.

A ação cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Luiz Fux em 64 endereços. Fabris foi citado em várias denúncias feitas por Silval, entre elas a de cobrança de mensalinho e esquema das cartas de crédito. Também aparece em vídeo, supostamente recebendo propina em troca de apoio político.

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Comentários (5)

  • Ilze | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 18h44
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    Observador, concordo contigo. Muito estranha essa história de demorar tanto pra dar um flagra no acusado.

  • Veneno | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 17h54
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    Veneno, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • jose carlos | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 16h50
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    jose carlos, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • observador | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 14h16
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    se a policia federal ja estava monitorando o nobre deputado , porque de nao prendelo durante a fuga ? ja estavam ha 20 dias monitorando estranho isso !

  • cuiabania | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 13h34
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    cuiabania, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 19/09/2017, 12h:06 - Atualizado: 19/09/2017, 12h:11

Crise no mundo dos influenciadores digitais


maria augusta artigo 400

Maria Augusta

Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso.

A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De blogs a youtubers, muitos dos nomes conhecidos hoje aconteceram de forma espontânea e dali se profissionalizaram.

Porém, o universo regado a upload de vídeos, eventos marcantes e muito flashes, esconde uma realidade sombria que ninguém quer reconhecer: fazer sucesso digital em tempos de excesso de dados é difícil.

Algumas micro celebridades de ontem já não são mais o frisson de hoje, e acabam por experimentar a pressão exercida pelo mercado de dividir a responsabilidade de influenciar o consumidor com quem apenas apresenta um produto ou serviço.

E muitos desses youtubers, blogueiras e criadores de conteúdo se veem em meio a uma crise de identidade, afetando seu trabalho, e sem um direcionamento que deveria ter ocorrido no planejamento de suas carreiras.

Sem dinheiro, sem emprego, e com processos instaurados por difamação e multas milionárias, muitos optam por sair das redes sociais para evitar mais dessabor financeiro.

Não bastando o tamanho do stress proporcionado por carreiras que foram baseadas em pouco conteúdo ou se tornaram desestimulantes, muitas dessas celebridades flutuam num limbo regado ao anonimato.

Da mesma forma que existe gente muito bacana fazendo sucesso, em qualquer lugar há gente ruim, desqualificada e iludida por propostas relâmpago, que incentivam de crianças a idosos a se jogarem no universo dos influenciadores digitais sem qualquer estrutura para empreender.

Uma universidade de Recife lançou recentemente um curso de graduação para formar Influenciadores digitais. A grade curricular inclui aulas de planejamento estratégico, gestão de mídias sociais e técnicas de vídeo e escrita.

O que para uns é absurdo, para outros é oportunidade. Mas, se levarmos em consideração a grade de atividades do curso, porque não formar jornalistas, em vez de pessoas com noção de técnicas de escrita, ou gestores, em vez de alguém que vai ter uma ideia do que é um planejamento estratégico.

Nesse caso compartilho da mesma visão de grande parte da população: não acredito em pessoas sendo formadas para serem influenciadores; acredito em pessoas que merecem uma educação sólida para aí, com conhecimento, se tornarem influenciadores.

Desde muito pequenos, pais incentivam seus filhos a criar canais no Youtube, Instagram ou blogs, com a ilusão de que podem ser o novo Windersson. O que vai criar gerações de pessoas frustradas, em busca de aceitação continua, feita somente pelas redes sociais, e não pelo reconhecimento por seu mérito.

Qualquer criador de conteúdo trabalha muito, investe seu dinheiro em pessoas qualificadas, e não fica flanando nas redes sociais apenas por que quer ser uma celebridade.

A internet deu voz a muita profissão nova, gente diferente e conteúdo original. Mas esse mesmo espaço jamais perdoará falta de informação ou preparo psicológico de quem deseja apenas receber presentes para indicar marcas com vídeos mal feitos e erros de português em suas plataformas digitais.

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em netnografia e comportamento digital - belicosa.com.br

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Delação de Silval | 19/09/2017, 11h:01 - Atualizado: 19/09/2017, 11h:04

Dilmar acredita que lista de propina foi montada para a delação e diz que Taques vai mantê-lo líder


Gilberto Leite

Dilmar Dal Bosco

Deputado e líder do Governo na AL Dilmar Dal Bosco  durante entrevista

O líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), acredita que a lista que aparece seu nome entre parlamentares que supostamente receberam propina e mensalinho na gestão Silval Barbosa (PMDB) foi fraudada. “Para mim, foi montado, pois tinha data de domingo. Não vou ao Paiaguás nem como líder em final de semana. Só participei de reuniões (com Silval) para tratar de assuntos do Estado”, disse em entrevista à Rádio Capital FM, nesta terça (19).

Para o democrata, a lista foi feita de uma vez só para ser entregue na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e de seu ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa. Segundo o deputado, a suposta lista de propina com nomes dos deputados tem a mesma escrita nos meses de junho, julho e agosto. Além de datas fora do expediente.

Dilmar admite que participou de reuniões do Paiaguás, mas só com pautas de interesse para o Estado. “Nem sei quem são as empreiteiras que executaram obras do MT-Integrado. Nunca participei desse assunto”, disse o parlamentar referindo-se da acusação de que empresas pagavam propina ao ex-governador que repassava para os deputados.

Questionado sobre o citação de seu irmão, ex-deputado Dilceu Dal Bosco, também aparecer na delação, sob acusação de ter recebido parte dos R$ 1,5 milhão, Dilmar afirma que ainda não conversou com ele sobre o assunto, mesmo já fazendo um mês que a delação se tornou pública. “Ele deve ter suas explicações plausíveis”, pontua.

Líder

Dilmar afirma ainda que conversou com o governador Pedro Taques (PSDB) sobre a delação de Silval, em trechos onde é citado, e que deve permanecer na liderança do governo na Assembleia. Lembrou a Taques que sempre foi oposição a Silval, sendo crítico à gestão. “Secretário de Meio Ambiente não emita licença ambiental, mas para o filho de Silval (Rodrigo Barbosa) era liberado. Nunca participei de reunião com ex-governador (para tratar de propina). Muitas pessoas foram citadas e espero que se esclareça tudo”, sustenta.

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Comentários (3)

  • Cristina | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 18h58
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    Será que tem gente que ainda acredita nesse pessoal. Tenha Piedade Senhor Deus.

  • Silva | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 14h19
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    Se. Governador Pedro Taques, votei no senhor para o senado e para governador e para não sujar a sua imagem perante a sociedade que te elegeu , deixe correr o sangue na veia do tempo de procurador. Deixe de ser politico e fingir de cego, pois a delação do Silval por mais que o chamem de bandido, chefe de quadrilha etc.., ele com certeza relatou o grupo que fazia parte da sua quadrilha. Hoje, nesse momento a Assembléia Legislativa está morta, fracassada, precisando ser esses corruptos substituídos e trancados vendo o sol nascer quadrado.

  • Cuiabano | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 12h20
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    Sem sombras de dúvidas, quem tem, tem kkkkkkkk

| 19/09/2017, 00h:00 - Atualizado: 19/09/2017, 07h:42

A vida política é um processo em elaboração


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Olga Lustosa

Precisamos acordar com o sentimento de que algo bom irá acontecer, mesmo que ao longo do dia nossa esperança seja alvejada por fatos imprevistos e negativos.

Não alienar-se, nem tampouco entregar-se à sensação de que caminhamos para o fim do mundo, diante dos fatos que têm abalado nossos dias. Como escreveu Benedetto Croce, filósofo italiano, que foi senador em seu país: política não se faz com água benta, mas em nenhum caso, é lícito romper a fé.

Para além do inferno das delações e operações, a vida pulsa e a cidade, o Estado e o país não podem parar.

Na coluna do economista Ricardo Amorim, uma boa nova. O PIB de Mato Grosso deve crescer mais de 5% neste ano capitaneado pelo agronegócio, claro. Na contramão da notícia de Amorim, os indicadores sociais apontam que o Brasil acaba de ganhar exatamente 5,9 milhões de novos pobres.

Geraldo Alckmin lança-se efetivamente candidato à presidência da República e quer antecipar a agenda de campanha percorrendo a BR-163, de Santarém até Cuiabá, para avaliar a questão da infraestrutura no país.

Há general do Exército ameaçando intervenção militar se o Judiciário não conseguir solucionar os problemas dos políticos com a corrupção. O general já levou bronca do superior que, em nota, reafirma o compromisso da instituição com a legalidade, estabilidade e legitimidade.

Sabe que está rolando o maior festival de música do planeta no Rio de Janeiro? O Rock in Rio é um show também de diversidade e política. Onde a dragqueen brasileira, Pabllo Vittar dividiu o palco com estrela internacional e levantou o público com danças ousadas e muito carisma, mas o coro que tem unido a galera, é político: “Fora Temer”.

Tento ser otimista, porém, o ânimo se arrefece quando leio que Bolsonaro e Magno Malta lideram a votação popular para eleger o “Congressista do ano”. O consenso é sempre condicionado às circunstâncias, e neste caso é também humilhação à pátria.

Haveremos de caçar jeito de viver, de aprender com os erros nossos e dos outros e estabelecermos um parâmetro novo que nos impeça de avançar o sinal, mesmo quando o momento parecer propício e vantajoso.

Reconheço a inquietação e desordem do momento e qualquer análise crítica e séria deve passar pela construção das novas relações necessárias para elaborar um novo projeto de desenvolvimento para o país porque, da forma que está, o Estado brasileiro está incontrolável.

Eu nunca vi estes diálogos acontecerem, embora toda filosofia política prega que no âmbito do Estado, a vida política se constitui de um processo de elaboração permanente de diálogo. Quem sabe agora?

O ponto no qual chegamos deve ser tão discutido quanto à necessidade de encontrarmos uma forma de seguir adiantenuma concepção democrática de responsabilizar quem deve ser responsabilizado, cobrar ressarcimento de quem levou vantagens indevidas, garantir o direito pleno de defesa ao que sente-se injustiçado.

Mas, a vida não pode parar, as instituições não devem ficar estagnadas apesar de terem sido atingidas em sua essência. Não há mais como ter uma moral em casa e outra na praça.

Olga Borges Lustosa é socióloga, cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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Comentários (2)

  • Edval da Silva Campos | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 09h09
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    Uma verdadeira aula, dentro dos princípios democráticos de direito. Obrigado pelo aprendizado.

  • Alexandre | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 00h38
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    Muito bem! Como é bom ler o que gente inteligente escreve.

Operação Malebolge | 18/09/2017, 18h:51 - Atualizado: 18/09/2017, 18h:55

Para não fazer pré-julgamento, governador decide manter secretário denunciado na gestão da Sedec


Gilberto Leite/Rdnews

carlos avalone_gilberto leite (1).JPG

Avalone teria ajudado esquema para quitar dívida herdada por Silval da gestão Blairo

Apesar de ter viajado para cumprir agendas em municípios do Vale do rio Arinos e do Juruena sem conversar com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Carlos Avalone (PSDB), o governador Pedro Taques (PSDB) está decidido a não exonerá-lo por ter sido alvo da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta (14).

A Polícia Federal fez buscas na residência de Avalone e na própria Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Mesmo assim, Taques considera a denúncia insuficiente para exonerar o secretário.

apurou que Taques avalia que exonerar Avalone significaria fazer pré-julgamento do secretário que ainda não é réu e terá oportunidade de se defender perante a Justiça. Além disso, pesou o fato de que a denúncia pela Operação Malebolge, que está baseada na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), já homologada pelo STF, não guarda relação com a função que desempenha no Governo do Estado atualmente.

Avalone, segundo a delação de Silval, teria participado de esquema para quitar dívida herdada pelo peemedebista do ex-governador e atual ministro de Agricultura Blairo Maggi (PP).

De acordo com Silval, para quitar a dívida de Blairo foi ajustado com os empresários do ramo de PCHs José Geraldo Nonino, Carlos Avalone e Marcelo Avalone, que recebessem um crédito tributário para o segmento.

O crédito tributário, na verdade, voltaria em um percentual para os cofres do próprio governo, que repassou um montante de R$ 73 milhões em favor das PCHs para que os proprietários das geradoras de energia, por meio da empresa laranja Dunax, quitassem a dívida de R$ 30 milhões com o BicBanco.

Entre os secretários suspeitos de irregularidades, somente Permínio Pinto (PSDB), que dirigia a pasta da Educação, deixou o cargo assim que o escândalo veio à tona. Airton Siqueira (Justiça e Direitos Humanos), José Adolpho (Casa Civil) e Rogers Jarbas (Segurança Pública), implicados no caso dos grampos ilegais, foram preservados na equipe. Os coronéis da PM Evandro Lesco e Ronelson Barros, chefe e adjunto da Casa Militar respectivamente, deixaram a função somente após saírem da prisão.

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Comentários (8)

  • Eleniel | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 11h04
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    Muito aqui se acham Deuses para julgar! Avalone é competente e MT precisa dele na secretaria. Antes de julgar, vão atras para saber o que ele fez pelo Estado. Se tenho a minha empresa aberta ate hoje, devo a ele!

  • eleitor indignado | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 09h07
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    absurdo, esse avalone é bem conhecido por suas práticas há muitos anos, e ainda diz que não pode pré-julgar? poderia isso ser considerado como corporativismo ou proteção aos amiguinhos?

  • oswaldo da silva junior | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 08h36
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    Tudo que esse governador "defendia" antes de ser eleito, ele está contrariando, "defendia combate a corrupção, hoje ele defende os corruptos, mesmo aqueles filmados pegando a grana. decepcionante. Nunca mais se elege. Meu voto ele não vai ver mais.

  • NATAN | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 07h59
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    ESSE DITADORZINHO BARATO RSS.. ACHA QUE ENGANA A QUEM MAIS?

  • Ex-eleitor do Taques | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 04h29
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    Governador o senhor realmente me decepciona a cada porque quando eu votei no senhor foi exatamente pelo seu discurso de intolerância a quem pratica desvio de conduta e a cada episódio envolvendo seus secretários o senhor sai em defesa deles porque o senhor não fez ao contrário exonerou e depois se comprovado a inocência o senhor trouxe de volta ?? O Ministro Henrique Agrives no Governo Itamar Franco fez isso ele foi acusado e para ser investigado entregou o cargo e comprovado a inocência voltou!!! Mas tudo bem Governador o senhor vai sair juntinho em 2018 com o seus secretários porque ninguém suporta mais tanta corrupção ... Taques nunca mais...

  • ANGELO SILVA DE OLIVEIRA | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 22h24
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    Esse não é mais o Pedro Taques que eu votei mesmo. Em outros tempos ele defenderia que, na dúvida, o cidadão devera ser afastado até que se esclareça o fato denunciado com indícios.

  • Jonca | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 22h20
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    O Secretário Avalone tem demonstrado competência no cargo. É conhecedor profundo da que questão desenvolvimento do Estado de MT.

  • a | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 19h04
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    pré julgar ou defender ?

Efeito Malebolge | 18/09/2017, 13h:06 - Atualizado: 19/09/2017, 07h:19

Avalone é um secretário competente e não deve ser pré-julgado, defende o presidente do PSDB


Gilberto Leite

Carlos Avalone

Secretário da Sedec Carlos Avalone em entrevista concedida ao RDTV

O presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, saiu em defesa do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Carlos Avalone, acerca da possibilidade de deixar a pasta após busca e apreensão em sua residência e na Sedec, durante Operação Malebolge, na última quinta (14). “Avalone é secretário competente. Teve apoio de todo setor produtivo, sem exceção. Não vejo que este caso arranhe a imagem do governo”, defende o tucano ao .

Apesar das supostas acusações contra Avalone não terem relações com a gestão Pedro Taques (PSDB), a possível manutenção do secretário poderia arranhar o governo, pois é mais um secretário que tem seu nome envolvido em supostas irregularidades, como o ex-secretário de Educação Permínio Pinto, acusado de receber propina na Seduc, e Airton Siqueira, de Justiça e Direitos Humanos, acusado de estar envolvido no caso dos grampos, assim como o chefe da Casa Civil José Adolpho e outros cinco coronéis. 

Avalone, segundo a delação de Silval Barbosa (PMDB), teria participado de esquema para quitar dívida herdada pelo peemedebista do ex-governador e atual ministro de Agricultura Blairo Maggi (PP). De acordo com Silval, para quitar a dívida de Blairo foi ajustado com os empresários do ramo de PCHs José Geraldo Nonino, Carlos Avalone e Marcelo Avalone, que recebessem um crédito tributário para o segmento.

O crédito tributário, na verdade, voltaria em um percentual para os cofres do próprio governo, que repassou um montante de R$ 73 milhões em favor das PCHs para que os proprietários das geradoras de energia, por meio da empresa laranja Dunax, quitassem a dívida de R$ 30 milhões com o BicBanco.

Diante das acusações, assim como das diligências contra o secretário, Taques deveria se reunir com Avalone na última sexta (15), para decidir sobre o futuro do correligionário dentro do governo. Entretanto, o encontro foi adiado.

Leitão pontua que Taques tem toda autonomia e liberdade para ter qualquer atitude. Apesar de serem do mesmo partido, isso não irá interferir na decisão. “O governador é do partido, não tem essa separação. Avalone não está sentenciado, tem que esperar o fim das investigações. As buscas e apreensões fazem parte do processo. Vamos aguardar e não fazer um pré-julgamento”, pondera.

PSDB

A cautela, segundo Leitão, servirá para todos os tucanos que foram citados na delação. Além de Avalone, aparecem na colaboração premiada, Guilherme Maluf e Baiano Filho, que também foram alvo de busca e apreensão. “Não vamos fazer a sentença prévia. Momento de entender que é uma delação importante, mas é delação. MP vai fazer estruturação das provas, oferecer as denúncias e aí se precisar acionamos o conselho de ética do partido, que serve para isso”, explica.

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Comentários (7)

  • Francisco Antonio de Almeida | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 10h27
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    O Leitão é um exemplo de pessoa e nunca se envolveu em maracutaias assim como o Avalone, tão competente e honesto que faz dó. Os dois se merecem.

  • Ilze | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 08h34
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    Pois é...santo né! Muito sem graça essa sua piada Sr. Nilson Leitão.

  • Francisco Antonio de Almeida | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 08h21
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    Francisco Antonio de Almeida, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • alexandre | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 17h54
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    piada né...

  • PARÇA | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 17h20
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    PARÇA, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • paola menegatti | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 13h58
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    a camorra é unida!

  • rosalva benedita | Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, 13h55
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    kkkkkkkkkk, o povo não é bocó, trata-se de corporativismo da classe envolvida em corrupção deslavada.

| 18/09/2017, 10h:59 - Atualizado: 18/09/2017, 11h:05

Qual idade para se colocar prótese de silicone?


benedito figueiredo cirurgiao

Benedito Figueiredo

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) recomenda que as próteses de silicone em adolescentes possam ser colocadas se o corpo já tiver estabilizado os hormônios, ou seja, o corpo seja de uma mulher adulta, em geral lá por volta dos 16 anos de idade, dependendo da data da menstruação. Quem menstrua mais tarde, a mama pode crescer até os 18 anos, mas não é regra.

Outro ponto é que para que seja feita a cirurgia, a adolescente por ser menor de idade tem que ter a autorização dos pais ou responsável para autorizar, tanto pelos riscos como pela legislação.

Após a fase da autorização, a paciente e seus pais devem decidir pelo tamanho da prótese. Que é recomendado que seja sem exageros para não comprometer também a postura da adolescente.

A terceira fase é a cirurgia em si e depois o pós-operatório que define o sucesso da cirurgia que dura em torno de uma hora. Deve-se evitar suspender os braços acima da cabeça, exercícios físicos que envolvam tórax e braços só após 30 dias assim como dirigir.

Em geral é feita prevenção de infecção com antibióticos por 10 dias.

Mas lembre-se, é importante que todo o processo desde a consulta até a cirurgia e o acompanhamento seja feito por um cirurgião plástico que possui registro no Conselho Federal de Medicina (CFM) e tenha Registro de Qualificação de Especialização(RQE) e faça parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Médico com especialidade em estética não está apto a fazer cirurgias plásticas apenas procedimentos estéticos.

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. E-mail: drbeneplastica@gmail.com

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Comentários (1)

  • Lauren | Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017, 09h39
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