Cuiabá, 24 de Agosto de 2016
  • Alexandra Lopes

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  • Bárbara Sá

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  • Camila Cervantes

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  • Eduarda Fernandes

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  • Francis Amorim

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  • Gabriele Schimanoski

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  • Jacques Gosch

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  • Lana Motta

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  • Valérya Próspero

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VÁRZEA GRANDE | 22/09/2013, 19h:49 - Atualizado: 23/09/2013, 07h:34

Quem trabalha incomoda, afirma Waldir sobre possível destituição

Quem trabalha incomoda, diz Waldir a colegas que querem destituí-lo

   -- Presidente da Câmara de VG, Waldir Bento O presidente da Câmara de Várzea Grande, Waldir Bento (PMDB), tem sido tachado de autoritário e ditador por alguns vereadores, que preferem manter o anonimato. Há rumores até de que alguns parlamentares tentam, de alguma forma, tirá-lo da presidência, por conta da conduta adotada durante as sessões semanais. Contrário aos burburinhos políticos, o peemedebista diz que o clima é harmonioso e que é apenas sério. “É diferente ter seriedade e ter autoritarismo”, justifica.

   Em tom calmo, mas inquieto, Waldir diz que pelo fato dos vereadores não conhecerem bem o Regimento Interno acham que ele está sendo radical na forma de se expressar ou de agir. Como que com um “tapa de luva”, o presidente diz que recebe elogios pelo serviço prestado, diferente dos colegas de mandato.

   Quanto a possibilidade de complô para ser retirado da presidência, o peemedebista diz não acreditar nos boatos, que ele mesmo confessa ter conhecimento. Isso porque acredita ter um bom relacionamento com os vereadores e se os rumores forem reais, alguns parlamentares devem estar agindo com falsidade.

   O presidente da Câmara diz que só vai dar credibilidade aos rumores quando o assunto for levado ao seu gabinete, onde questionaria os parlamentares e funcionários. “Primeira coisa que vou fazer com minha diretoria: você está alegando o quê? Descontentamento? De quê? De regimento? Eu sigo o regimento”. Waldir ainda alfineta os colegas dizendo que quem trabalha incomoda.

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| 24/08/2016, 08h:12 - Atualizado: 01h atrás

A desimportância de Dilma

roberto freire artigo professor 400

Roberto Freire

Independentemente do resultado do julgamento do Senado do caso Dilma, ela já está condenada pelos seus atos e pela grande maioria ao ostracismo. Ainda que não exista a figura do ostracismo no direito, ele existe de fato na política. Nada mata mais a autoridade e o poder do que o riso ou a indiferença; como a Dilma não é caso de rir, mas de chorar ou se envergonhar, ela se torna cada vez mais alguém indiferente para a maioria.

É fato que desde o princípio do segundo mandato da Dilma ela pouco ou nenhum poder teve. Ainda que eleita para o cargo de presidente, o mesmo nunca lhe coube de fato, pois adquirido com falsas promessas, quando do contato com a realidade ela nada sabia do que fazer. Responsável única e exclusiva pela situação catastrófica da economia em que nos encontramos, acabou por ser responsável pela catástrofe política da qual vai acabar como a vitima principal.

Irresoluta, fraca, frágil e sem visão política e econômica, seus dizeres e suas falas acabaram por ser uma triste repetição do mesmo mantra: golpe! Quanto aos problemas nacionais, esses simplesmente desapareceram da sua fala ressentida; tudo de sério que ocorre no país para ela se resume ao suposto “golpe” que sofre. De resto, nada mais importa ou é importante.

Ela simplesmente desapareceu dos noticiários. Seus movimentos políticos, seus encontros, seus discursos estão restritos aos seus aduladores, e o pouco que aparece na imprensa é para relatar suas tentativas frustradas de tentar criar uma discussão, que ninguém, nem seu partido, está interessado em debater, pelo menos, não com ela. A proposta do plebiscito é simplesmente uma atitude desesperada de tentar angariar as graças do povo. Mesmo aqueles que, como eu, gosta de plebiscitos e referendos, e considera importante a ocorrência dos mesmos em questões chaves da nação (decisões sobre processo eleitoral, aumento de impostos, mudanças constitucionais, etc.), percebe que além de utópica, ela não tem nem pé, nem cabeça, nem traz qualquer reflexão mais aprofundada subjacente, apenas por falta do que propor de razoável e realizável, assaca de uma proposta populista na vã esperança que as pessoas abraçarão essa “questão” só porque é apelativa.

Ninguém está interessado mais no que ela pensa sobre o Brasil, sobre economia ou sobre política. Ela não apenas perdeu o poder, perdeu qualquer autoridade sobre as questões nacionais. Sem grandeza, sem clareza, sem virtudes, sem capacidades, sem inteligência Dilma hoje é um cadáver insepulto. Sua biografia será breve e irrelevante, sendo apenas mais uma curiosidade histórica nacional, isso, é claro, não sejam revelados mais escândalos envolvendo a presidente, pois daí sua biografia sairá da política e irá para a polícia, e, talvez, se estenda por inúmeras páginas de uma ficha corrida gigante.

 

Agora, resta pouco o que fazer para a Dilma. A renúncia que seria um gesto de grandeza já passou o tempo. Há o suicídio, mas creio que ela seria capaz de matar por uma causa, mas não creio que seja capaz de morrer por uma. Ficará apenas esperando agonizando o seu fim fatídico. Enquanto isso encarece cada dia mais a vida de todos nós com gastos ostentativos das mordomias estatais; até o último dia será para nós um ônus que teremos que carregar (e pagar), uma mala inútil que toma tempo e dinheiro de todos nós, sem consciência culpada por gastar o bem público para os seus interesses privados: manter-se no poder, nem que para isso tenha que falir ainda mais o país.

No mais, em questão de uma ou duas semanas deixaremos de ter que pagar e ouvir relatos de uma pessoa pequena, e passaremos a ter alguma normalidade política. Naturalmente, que os problemas políticos e econômicos continuarão, mas agora sem uma locomotiva que puxe o trem no sentido contrário do seu destino. Ao menos, economizaremos com o palácio da Alvorada, com salários dela e de assessores, com gastos com segurança, translado, enfim, não teremos mais que pagar suas despesas. E ela, após tantos anos vivendo à custa do Estado, terá que finalmente procurar um emprego honesto.

A única coisa boa de tudo isso que está acontecendo é que se pode tirar lições e crescermos politicamente. Mas, ainda que possível, isso não é certo. De fato, só a maturidade política pode evitar que continuemos a fazer péssimas escolhas políticas, e percebermos que é o legislativo quem dá a palavra final, o que significa que é melhor se preocupar com a participação de deputados e senadores do que com o presidente, que pode pouco sem que o Congresso concorde com ele.

Roberto de Barros Freire é professor do Departamento de Filosofia da UFMT. E-mail: rdefreire@uol.com.br

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Mesa Diretora | 23/08/2016, 15h:24 - Atualizado: 23/08/2016, 15h:40

Deputado não teme chapa da oposição e garante que está pronto para a disputa


JL Siqueira

Capa Eduardo Botelho

 Deputado socialista afirma que considera legítimo que a oposição se organize, mas não  se intimida

O deputado Eduardo Botelho (PSB), que almeja conquistar a presidência da Assembleia nas eleições da Mesa Diretora marcadas para 1º de setembro, afirma que não teme disputar contra a chapa que está sendo articulada pela oposição. “Sou candidato a presidente da Assembleia e não recuo. Estou pronto para disputar no voto. É legítimo que a oposição se organize, mas nenhuma articulação me intimida”, declarou o socialista em entrevista ao

Botelho será candidato à presidência da Assembleia na chapa que apresentará o atual presidente Guilherme Maluf (PSDB) como primeiro-secretário. A primeira-vice será ocupada pelo PSD, que deve indicar Gilmar Fabris para o cargo. A composição conta com aval do Palácio Paiaguás. 

O restante da chapa, que ainda deve contar com  segundo-vice, segundo-secretário, terceiro-secretário é Max Russi (PSB) e quarto-secretário, ainda não está definido. “Não temos pressa. Essa definição pode acontecer no Plenário, momentos antes da votação”, completa Botelho. 

Preterido pelo PSD para permanecer na Mesa Diretora, o atual primeiro-secretário Ondanir Bortolini, o Ninhinho, se articula para compor chapa com os sete integrantes da oposição. O social-democrata articula nos bastidores, mas oficialmente, nega qualquer movimentação para conquistar a presidência do Parlamento. 

O racha no PSD resultou em manifestação do vice-governador Carlos Fávaro, que preside a sigla no Estado. O dirigente afirmou que não interfere nas eleições da Mesa, mas pediu que os seis integrantes da bancada mantenham a unidade e os acordos firmados durante jantar na residência de Fabris. 

Além de Fabris e Nininho, a bancada do PSD conta com Leonardo Albuquerque, Pedro Satélite, Zé Domingos Fraga e Wagner Ramos. 

 Oposição 

 A oposição é formada por sete deputados. São eles Zeca Viana (PDT), Janaina Riva (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Sebastião Rezende (PSC), Silvano Amaral (PMDB) , Zé Carlos do Pátio (Solidariedade) e Pery Taborelli (PV).

  Nininho racha com a base e deve disputar presidência com apoio da oposição

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| 23/08/2016, 15h:23 - Atualizado: 23/08/2016, 15h:31

Queimaduras e cicatrizes para vida inteira

benedito figueiredo cirurgiao

Benedito Figueiredo

Um dos mais potentes acidentes que deixam sequelas permanentes são as queimaduras, lesões causadas pelo calor, eletricidade e produtos químicos. Na maioria das vezes, o tratamento é dolorido e demorado. E dependendo de qual grau foi a queimadura, a pele pode ser destruída parcialmente ou totalmente, atingindo desde pelos até músculos e ossos.

A queimadura de 1º grau atinge a camada mais superficial da pele, a epiderme, e se traduz como uma lesão vermelha, quente e dolorosa, como,  por exemplo,  a queimadura solar. Nesse caso não há formação de bolhas e a pele não se desprende.

A queimadura de 2º grau superficial gera bolhas e muita dor; já a de 2º grau profunda é menos dolorosa, a base da bolha é branca e seca. Nesse caso, pode gerar repercussões sistêmicas e causar cicatrizes que ficarão para toda a vida. Normalmente há desprendimento total ou parcial da pele afetada.

A queimadura de 3º grau é indolor, acomete todas as camadas da pele, podendo chegar até aos ossos e gerar sérias deformidades. Nesses casos, o paciente deve passar por enxertos, visto que ocorre destruição total de todas as camadas da pele. Outro procedimento é hidratar a vítima durante 48h seguidas para que não sofra o processo de desidratação e venha a óbito.

O ideal é que o paciente seja levado imediatamente para uma unidade hospitalar para ter o atendimento adequado e deve-se evitar:  aplicação de sal, açúcar, pasta de dente, pomadas, ou qualquer produto caseiro ou  gelo para não agravar a situação da queimadura.

Em caso de queimaduras de olhos e boca deve-se lavar somente com água corrente e levar para o Pronto-socorro imediatamente. Queimaduras em que a roupa fique grudada no local atingido não deve-se tentar tirar em casa, deixe que o médico faça isso. Não cobrir a queimadura com algodão.

Outra queimadura que merece cuidados especiais é por eletricidade. Primeira coisa, se possível, desligue imediatamente a eletricidade. Em hipótese alguma a pessoa que está sendo eletrocutada pode ser tocada por outra pessoa quando a mesma ainda está em contato com a corrente elétrica. Porém, se as pessoas próximas ao acidente não conseguirem cortar a energia elétrica, uma opção é desligar a com um cabo de madeira, já que a madeira é um isolante elétrico, ou seja, não conduz a eletricidade.

Depois de afastar a pessoa da corrente elétrica, deve ser levada até o hospital. A pessoa pode apresentar sérios problemas internos devido às queimaduras que só poderão ser descobertas no hospital.

Lembrando que para mover a vítima não pode ser utilizado nenhum utensílio úmido ou molhado (ex: toalhas), afinal a água é um condutor elétrico.

Após o socorro a vítima passará por um tratamento longo que é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  Primeiro será feito o desbridamento ou a remoção de tecido morto ou muito lesionado para prevenir infecções, inflamações e diminuir o tempo de cicatrização. Depois vêm os enxertos de pele ou de retalhos, que é o processo de substituição da pele removida por outra saudável de outros lugares do corpo a fim de ajudar na cicatrização e evitar infecções.

Lembrando sempre que qualquer paciente que sofra queimaduras, a prioridade do médico é garantir que o paciente sobreviva e tenha a funcionalidade dos órgãos preservada ou devolvida, num segundo momento pensa-se em estética.

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. E-mail: srbeneplatica@gmail.com

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| 23/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 22/08/2016, 12h:02

Superação

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Olga Lustosa

A palavra superação foi muito utilizada nos últimos dias para falar sobre a vida dos muitos atletas que disputaram as Olimpíadas e que trouxeram consigo suas histórias de vidas marcadas por tragédias pessoais, como: guerra, abandono, pobreza extrema e tentativas de suicídio.

Os obstáculos são parte da vida e ninguém escapa deles. Porém, lendo a história de vida de alguns, percebe-se que o dom de acreditar no que parece improvável é uma das características dos vencedores. Afinal para que serve uma espada nas mãos de um covarde?

O caminho da superação passa por deixar para trás as condições históricas de privações, de ausência de oportunidades para lançar-se com destemida força para sair do ciclo de pobreza e de dor que aprisiona.

No caso dos atletas brasileiros, o governo deu um empurrãozinho com a implantação do programa Bolsa Pódio, lançado em 2012. Considerando a equipe de 14 judocas convocados para os Jogos Olímpicos, 13 são inscritos no programa e os atletas que disputaram esse modalidade contaram também com a instalação do maior e mais bem equipado centro de treinamento das Américas, construído no interior da Bahia.

Não reli para saber se houve alteração, mas no total, 34 atletas olímpicos estavam inscritos para receber o aporte financeiro do programa governamental.

Agora precisamos invocar o espírito de superação em outras áreas da vida. Quem sabe seja possível após votar o impeachment, após as eleições municipais, após a cassação do Eduardo Cunha, observarmos que continuam crônicos os problemas na saúde, na educação, na segurança e que estamos cansados de viver ressacas nacionais que dão em nada, ondas de ufanismo, exibição de grandeza deste Brasil que parecia destinado a dar certo como a maior economia da América do Sul e parte do grupo de países de economias emergentes, chamados BRICS, junto com Índia, China, África do Sul e Rússia. 

Na próxima quinta (25) o Senado faz a votação do processo de impedimento definitivo da Presidente Dilma. Temer assume oficialmente a presidência e sobre ele penderá o peso da superação do ciclo da corrupção e da estabilização econômica e política do país. Como cidadãos brasileiros estamos observando para ver como o Brasil emerge desta grave crise e com que força buscará punir os congressistas arrolados em processos escandalosos se eram estes a base do pilar que sustentava o governo de Dilma, deixaram-na vulnerável e passaram a apoiar o governo do presidente Michel Temer.

Superação é um conceito imprescindível quando falamos em construir o futuro. Vale ressaltar que a corrupção no Brasil não pode ser eliminada examinando e punindo um escândalo de cada vez. Superar este flagelo exige mais do que a troca de presidente.

Exige votação da reforma política, de uma nova estrutura de Estado apoiado por valores como a transparência, responsabilidade e princípios éticos com a coisa pública. Qualquer coisa menos que isso é mera encenação política.

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com  

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Comentários (1)

  • Alice | Terça-Feira, 23 de Agosto de 2016, 21h47
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    Simples demais: O dom de acreditar no que parece improvável é uma das características dos vencedores: "EU",SOU MAIS QUE VENCEDORA. O caminho da superação passa por deixar para trás as condições históricas de privações, de ausência de oportunidades para lançar-se com destemida força para sair do ciclo de pobreza e de dor que aprisiona. "EU SUPEREI" Serve para vida pessoal, de muitos de nós. Inclusive para minha.

| 22/08/2016, 17h:50 - Atualizado: 22/08/2016, 17h:57

Após racha na AL, Fávaro pede unidade do PSD e reafirma que não interfere na Mesa


  Presidente do PSD em Mato Grosso, o vice-governador Carlos Fávaro pediu a unidade aos seis integrantes da bancada na Assembleia após se tornar público que o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho, está se articulando para disputar a presidência com apoio dos sete oposicionistas. Entretanto, garante que não irá interferir no processo de votação da Mesa Diretora marcado para 1º de setembro. 

"O que tinha que ser feito já foi falado na reunião que fizemos durante o jantar na casa do deputado Gilmar Fabris. Não vamos interferir na escolha dos membros da Mesa. Já pedimos a unidade do partido, agora os deputados escolham o que é melhor para a imagem da Assembleia", pontuou Fávaro nesta segunda (22).

Gilberto Leite

Carlos Fávaro

Vice-governador Carlos Fávaro pede unidade do PSD, mas promete não inteferir nas eleições da Mesa

A articulação de Nininho  teve inicio nesta segunda (22) após o social-democrata  ter sido preterido de ocupar a primeira-vice-presidência na composição que terá Eduardo Botelho (PSB) na presidência e o atual presidente Guilherme Maluf (PSDB) na primeira-secretária. Atualmente, ele é o primeiro-secretário e tem reiterado que não admite sair da Mesa Diretora.  

Nos bastidores, circula a informação de que Nininho ficou melindrado porque Botelho e Maluf preferiram o líder da bancada do PSD Gilmar Fabris como primeiro-vice. O social-democrata se sentiu desprestigiado porque, na condição de membro da atual Mesa Diretora, assumiu diversos desgastes para preservar os colegas. 

A candidatura de Nininho à presidência  já  conta com a simpatia do grupo dos 7 da oposição, formado por  Zeca Viana (PDT),  Janaina Riva (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Sebastião Rezende (PSC), Silvano Amaral (PMDB), Zé do Pátio (Solidariedade) e Pery Taborelli (PV). O apoio deve ser formalizado após reunião marcada para próxima quarta (24). 

Antes de Nininho entrar na disputa, a oposição já cogitava lançar chapa ao menos para marcar posição em defesa da independência da Assembleia perante o Palácio Paiaguás. Janaina era cotada para disputar a presidência. 

Nininho racha com a base e deve disputar presidência com apoio da oposição 

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  • alexandre | Terça-Feira, 23 de Agosto de 2016, 09h01
    2
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    alguem acredita, apoio ao Botelho do Taxis.. o imperador que mandar em tudo quer usar o poder moderador, que é atribuição do MPE...

Reviravolta | 22/08/2016, 16h:30 - Atualizado: 22/08/2016, 16h:55

Nininho racha com a base e deve disputar presidência com apoio dos 7 da oposição


O deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), primeiro-secretário da Assembleia, rachou com a base governista e está articulando chapa com os sete integrantes da oposição para disputar a presidência do Legislativo nas eleições que serão realizadas em 1º de setembro.

A investida teve inicio nesta segunda (22) após o social-democrata ter sido preterido de ocupar a primeira-vice-presidência na composição que terá Eduardo Botelho (PSB) na presidência e o atual presidente Guilherme Maluf (PSDB) na primeira-secretária. 

Nos bastidores, circula a informação de que Nininho ficou melindrado porque Botelho e Maluf preferiram o líder da bancada do PSD Gilmar Fabris como primeiro-vice. O social-democrata se sentiu desprestigiado porque, na condição de membro da atual Mesa Diretora, assumiu diversos desgastes para preservar os colegas. 

Entre os desgastes assumidos por Nininho está a cobrança pública aos  Executivo sobre os  repasses referentes ao excesso de arrecadação em 2015.  Além disso, enfrentou os servidores da Assembleia que reivindicam o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) que ainda tramita no Legislativo. 

Marcos Lopes

capa Nininho 1905

Deputado Nininho se articula para concorrer à presidência da AL. Ele se sentiria desprestigiado

A candidatura de Nininho à presidência  já  conta com a simpatia do grupo dos 7 da oposição, formado por  Zeca Viana (PDT),  Janaina Riva (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Sebastião Rezende (PSC), Silvano Amaral (PMDB), Zé do Pátio (Solidariedade) e Pery Taborelli (PV). O apoio deve ser formalizado após reunião marcada para próxima quarta (24). 

Outros deputados estaduais da base governista também já sinalizaram apoio a Nininho. Com isso, o social-democrata pode chegar à metade da semana com pelo menos 10 votos costurados, precisando garantir mais três para vencer o pleito. 

A postura de Nininho racha a bancada no do PSD, que ainda conta com Fabris, Leonardo Albuquerque, Wagner Ramos, Pedro Satélite e Zé Domingos Fraga, sendo a maior da Assembleia.

Os integrantes haviam acordado, durante jantar com a participação do presidente da sigla em Mato Grosso, vice-governador Carlos Fávaro,  que manteriam a unidade no processo eleitoral da Mesa Diretora, o que não está sendo observado pelo correligionário.  

Antes de Nininho entrar na disputa, a oposição já cogitava lançar chapa ao menos para marcar posição em defesa da independência da Assembleia perante o Palácio Paiaguás. Janaina era cotada para disputar a presidência. 

  Janaína aceita liderar disputa à presidência da AL pela oposição 

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Comentários (6)

  • ADRIANA | Terça-Feira, 23 de Agosto de 2016, 11h27
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    É ISSO AI, TEMOS QUE TER UMA AÇÃO CONTRA O '' IMPERADOR'' PEDRO TAQUES, AQUELE QUE SE ACHA O DONO DOS PODERES. PARABÉNS NININHO

  • Fabiano Alto Araguaia | Terça-Feira, 23 de Agosto de 2016, 10h32
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    Parabéns deputado Nininho pela posição independente

  • Carlos Luiz da Luz | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 20h44
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    Tava na hora de alguem de coragem quebrar essa corrente do executivo comandar o legislativo, parabens deputado nininho pela iniciativa.

  • Lúcio | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 17h53
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    0

    Parabéns Nininho pela independência, a assembleia não é puxadinho do Palácio Paiaguás. Aliás, o governador mal está conseguindo administrar o Estado e quer interferir nos demais poderes, legislativo e judiciário.

  • LOUCA | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 17h17
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    Dep. Nininho, voce na primeira secretaria, deixe o dep. Silvano ou dep. Janaina e na vice presidencia o dep. Max. cONFIEM , VAI DAR CERTO O QUE VOCES DESEJAM.

  • alexandre | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 16h56
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    desde que não ganhe o Botelho cumpridor de ordens do governador, cade a independência dos Poderes ?

Rumo às urnas | 22/08/2016, 14h:09 - Atualizado: 22/08/2016, 14h:23

Fávaro se licencia para fazer campanha e diz que os adversários são irresponsáveis


Presidente do PSD em Mato Grosso, o vice-governador Carlos Fávaro pretende se licenciar do cargo e do comando da secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema) para se dedicar a campanha dos candidatos a prefeito ou vice da sigla, que estão espalhados por quase quase 90 municípios. Entretanto, a licença deve ser oficializada somente na reta final da campanha. 

 “Tenho férias vencidas como vice-governador e pretendo me afastar alguns dias em breve para me dedicar a campanha eleitoral. Antes disso, depois das 18h  e nos finais de semana estarei reforçando o palanque e as atividades políticas do PSD e dos nossos aliados. Vou auxiliar em 100% a campanha nos municípios mato-grossenses”, disse Fávaro, em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta segunda (22). 

Inicialmente, o  PSD  disputaria eleições em 86 municípios, sendo que em 20 buscaria à reeleição dos chefes do Executivo. No total, seriam  55 candidatos a prefeito e 31 a vice. Ocorre que, devido a mudanças após a  homologação das candidaturas, o número aumentou para 57 e 88 municípios acabaram sendo alcançados por candidatos social-democratas. 

Gilberto Leite

Carlos Fávaro

Vice-governador Carlos Fávaro (PSD) garante que vai "mergulhar de cabeça" nas eleições municipais

Sobre as eleições em Cuiabá, Fávaro considerou como “questão de honra” a vitória do grupo político liderado pelo governador Pedro Taques (PSDB).  Além disso, elogiou Wilson Santos (PSDB) pelo desprendimento de ter assumido a candidatura a prefeito após Mauro Mendes (PSB) recuar do projeto da reeleição e classificou os adversários políticos como “irresponsáveis”. 

  “É muito importante a vitória em Cuiabá. O Estado não pode ficar nas mãos de quem não tem a responsabilidade com o cidadão. Toda a base aliada do governador tem que trabalhar unida e fazer do Wilson o próximo prefeito para dar continuidade à gestão de Mauro Mendes”, completou o vice-governador.

 Fávaro também lembrou que em breve deixará o comando da Sema e negou interferência na escolha do novo gestor. Segundo ele, a função foi exercida de forma provisória após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter proibido membros do Ministério Público de ocupar cargos no Executivo, o que resultou na exoneração da promotora de Justiça Ana Luiza Peterlini. 

 Embora Fávaro não cite nomes, um dos cotados para assumir a titularidade da Sema é o atual secretário-executivo André Babynski. Nos bastidores também circula a informação que o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) pode ocupar a função. 

55 candidatos do PSD concorrem à prefeituras como cabeças de chapa

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| 22/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 19/08/2016, 16h:16

Um tempo olímpico

Sandra Alves articulista texto e capa

Sandra Alves

Raios de sol, inaugurando o novo dia, insistem em apontar sobre sua pálpebra e lhe acordar. Em algumas oportunidades o ser humano se empenha ardorosamente em impedir a entrada de luz, o que não é uma tarefa simples.

Sabe o quanto é irritante aquele ponto vermelho, azul e hoje de tantas cores dos equipamentos eletrônicos que irradiam luz diretamente para você na cama enquanto tenta dormir?! 

Estranho. Não é possível lembrar o dia do início da vida, simplesmente em um determinado momento conscientiza-se de que vive! Simples?! Inspiração, expiração, movimento pulmonar, cardíaco, atividade cerebral. Vida! Simples, todavia, incontestavelmente complexa! 

O senhor bondoso, humilde, alma resplandecente, tem uma criança aproximada de si, e esta sem qualquer receio, absolutamente inocente, ao receber o beijo e o sinal sobre sua fronte sorri! Imagem bela, daquelas que não se explica. Às vezes é captada por uma câmera no encontro da multidão que busca atenção, cuidado, a oportunidade de união em um momento de paz! 

E quão raras nesta pequena e insignificante existência são as oportunidades de abandonar o vasto arsenal de defesas criadas com o passar do tempo, e enfim, de entregar seu coração a um sentimento. Transcender à pureza do amor, sentir a força do abraço do Cristo Redentor, como se ele pudesse te carregar sob o céu! 

Ser humano é bicho difícil. Alguns precisam de um pequeno “chacoalhar da própria vida”, “perder o chão”, estar no liame entre a vida e a morte, para somente então dar-se conta da importância de viver, da vida. Você já chegou ao “fundo do poço?” E superada a crise, o que mudou em sua vida?! 

Respirar, comer, trabalhar, correr. Correr de casa para o trabalho, para a escola, para a casa da família, tudo pensando no próximo compromisso. A impressão é de que nunca se está em um determinado lugar, porque sempre se está atrasado para ir ao próximo. O problema é que com isto o tempo passa, a vida passa. 

Os celebres visitantes trouxeram sua garra, seu espírito olímpico. As competições, as lágrimas, os sorrisos. A torcida e sua vibração: uma questão de educação ou deseducação, os questionamentos são diversos. Mas a intensidade não se questiona neste momento olímpico. Viver de forma intensa os sentimentos tem um preço alto! Quanto mais brilho, alegria, felicidade, sabedoria, bondade e paz você disponibilizar, mais e mais será exigido de você. As pessoas precisam cada vez mais de energia para redescobrirem a beleza de viver. 

Dar as mãos, cantar juntos, ser voluntário, visitar um desconhecido, ajudar a atravessar a rua, segurar a porta para alguém, abraçar seu amigo, segurar a criança, sentir verdadeiramente o beijo. Muitas coisas simples podem ser feitas para atingir um resultado de felicidade avassalador. 

A expectativa do brasileiro é hoje de 73,9 anos! Acredite, é tempo suficiente. O abraço sincero naquela pessoa que você admira e nunca teve coragem de dizer, a comemoração do aniversário na família, o lanche com os colegas na cantina, “pagar um mico”, tudo faz parte. 

E ao deitar em sua cama no término de mais um dia, novamente o ponto vermelho do aparelho eletrônico irá incomodar seus olhos. Na manhã seguinte, os raios de sol invadiram seu quarto, passando pela janela, pela cortina, por todos os obstáculos. Por mais que você se esforce, a cada dia um raio de luz insistirá em incomodar você!

 Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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| 21/08/2016, 12h:38 - Atualizado: 21/08/2016, 12h:44

A emoção em plenário

miltom mattos artigo

Milton Mattos

A luta do promotor de Justiça na tribuna do Tribunal do Júri é das mais árduas, uma vez que o convencimento do jurado acerca da tese ministerial não é obtido apenas pela simples apresentação da prova. Mas, reside, também, na empatia e, não menos importante, na paixão/emoção que o agente do parquet transmite em plenário.

Para se alcançar uma acusação bem-sucedida, o promotor de Justiça deve estar não só afiado sobre as provas produzidas nos autos e atento às teses defensivas, adiantando-se a elas, de modo a esvaziar o discurso da defesa. Deve, também, manter um olhar sincero e transmitir aos jurados seu sentimento de indignação frente ao injusto.

Não é por outra razão que o promotor do júri deve realizar o exercício diário de lutar contra sua própria brutalização, ou seja, não pode endurecer seu coração e se tornar insensível a perda alheia.

Inobstante, apesar de não podermos nos tornar insensíveis a dor alheia, é certo também que não podemos experimentar, em nossa própria pele, todo o sofrimento que passa diante de nossos olhos, por razões óbvias. Todavia, em alguns casos, essa couraça que nos protege da dor é atravessada e nos atinge em cheio.

Citarei, dentre tantos, um júri que realizei na Comarca de Jaciara.

Lembro-me que ao receber o inquérito, ao capeá-lo, senti um aperto no coração ao perceber que a vítima era uma criança de apenas 1 ano e 06 meses, mesma idade, àépoca, de minha filha mais nova. Não foi tranquila a tarefa de analisar cuidadosamente a necropsia da infante. No entanto, o mais brutal foi perceber que o responsável pelamorte da criança, o qual o inquérito apontava, fora o padrasto, atuando sob omissão penalmente relevante da mãe da vítima.

Provas não faltavam, os depoimentos colhidos eram seguros e apontavam que a criança fora submetida por mais de dois meses a espancamentos patrocinados pelo padrasto, que não tolerava o choro da infante e se irritava facilmente. A vítima, pouco antes de falecer, frequentou a creche municipal e cuidadoras, no primeiro banho que deram na pequena, vislumbrarem os inúmeros hematomas que percorriam o corpo da menina e acionaram o Conselho Tutelar informando da situação.

As conselheiras, por sua vez, visitaram a casa da genitora, ora indiciada, que deu uma desculpa esfarrapada de que a sua filha havia se machucado brincando com a irmã gêmea. Além das conselheiras, aos familiares a investigada dizia as mesmas lorotas, sempre encobrindo as agressões praticadas por seu companheiro, com o qual se relacionava háapenas 05 meses. Tudo levava a crer que a genitora encobria os malfeitos de seu comparsa para que este não a abandonasse.

No dia do crime a vítima, sua irmã gêmea e o irmão mais velho, com cerca de 03 anos, brincavam e, num dado momento, a vítima começou a chorar, impedindo o padrasto de continuar assistindo a um jogo de futebol que passava na TV. Irritado, o mesmo agrediu a pequena violentamente na região do estômago, provavelmente com um chute, levando-a a um quadro de choque hipovolêmico.

Os réus, após combinarem uma história sobre o que havia acontecido, levaram a criança para o hospital, informando aos profissionais de saúde que a menina havia caído da cama ao disputar uma boneca com a irmã gêmea.

Não preciso dizer que a história não convenceu os médicos plantonistas que acionaram a Polícia Civil, que prendeu o casal em flagrante delito.

A criança faleceu após alguns dias, mesmo tendo recebido toda assistência médica necessária. Com esse panorama probatório e fático denunciei o padrasto por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Já a genitora fora acusada de homicídio qualificado pelo meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, na forma do artigo 13, §2º, letra “a” c.c art. 29, todos do Código Penal.

Chegando-se no plenário do Tribunal do Júri, passei a imaginar qual seria a melhor estratégia para convencer os jurados a condenarem uma mãe pela morte da própria filha. O desafio era grande porque, a princípio, não era a genitora a agressora de fato, mas sim a cuidadora que não exerceu seu mister, permitindo, com sua omissão, que sua prole ficasse sujeita ao talante assassino de seu companheiro.

A defesa certamente se valeria da tese do perdão judicial, brandindo aos sete ventos que a morte da filha já era a maior pena que poderia ser imputada a acusada. Tambémera linha defensiva a versão de que a genitora sofria maus-tratos e vivia sob constante ameaça de seu companheiro, omitindo-se, então, culposamente, e não, dolosamente.

Caberia, portanto, ao parquet convencer os juízes de fato de que uma vida inocente fora perdida em razão do egoísmo da genitora que colocou seu próprio interesse, qual seja, seu relacionamento com o agressor, acima do bem-estar de sua prole, merecendo, por isso, severa punição, além, é claro, de afastar a tese de violência doméstica.

Por sua vez, a defesa do padrasto tinha como tese principal, até então, a negativa de autoria e subsidiariamente a desclassificação do crime de homicídio para o de maus-tratos com resultado morte.

Nessa toada, caberia ao MP apresentar aos jurados provas suficientes para ligá-lo à agressão sofrida pela criança, que fora sua causa mortis, o que também não seria fácil, já que as únicas testemunhas oculares eram a irmã gêmea da vítima, que não conseguia falar em razão da tenra idade e o irmão mais velho com apenas 03 anos.

Pois bem, a instrução realizada perante os jurados foi extremamente favorável ao Ministério Público, eis que ficou cabalmente demonstrado, através da oitiva das testemunhas,que o suposto acidente com a boneca - que acreditamos nunca tenha ocorrido - jamais seria suficiente para causar o tipo de lesão encontrada no corpo da criança.

O depoimento dos policiais civis que participaram das investigações e dos profissionais de saúde que trabalharam no atendimento da vítima não deixaram dúvidas de que um tombo da cama da criança que, aliás, teve sua altura medida, não teria o condão de causar o tipo de lesão encontrada na pequena e, ainda, jamais uma criança da idade dosirmãos da vítima teriam força suficiente para agredi-la com tal severidade.

Nessa linha de pensamento, ficou evidente que a lesão que fora a causa determinante da morte da vítima foi causada por um adulto e, principalmente, foi dolosa, jogando por terra a versão do réu de que houve um simples acidente em razão da disputa de uma boneca.

De outra banda, os depoimentos das conselheiras tutelares, servidoras da creche e familiares deixaram evidente que a ré teve inúmeras oportunidades de levar aoconhecimento dos familiares e autoridades as agressões praticadas por seu companheiro, mas preferiu mentir e encobrir os malfeitos, tudo para que não tivesse rompido seurelacionamento.

Momento crucial da instrução, a meu ver, foi o depoimento da madrinha das crianças, que revelou que um mês antes do crime os menores estiveram em sua companhia para um final de semana e, nesta oportunidade, verificou os inúmeros sinais de agressão pelo corpo das crianças, além da situação de desleixo na higiene dos infantes.

A madrinha afirmou que ao entregar os menores para a acusada, alertou-a sobre os hematomas e disse-lhe, abraçando-a, para que cuidasse melhor de seus filhos, o que deixou evidente para os jurados que a genitora tinha cabal conhecimento de tudo o que acontecia com sua prole e se omitiu dolosamente.

A madrinha, por fim, jogando uma “pá de cal” na defesa da acusada, deixou claro que a presenciou, poucos dias antes do crime, chorando desesperada porque acreditava queseu companheiro a deixaria, desconstituindo, portanto, a versão de que a ré vivia sob cárcere privado e numa relação de medo.

Importante consignar que as fotos tiradas pela madrinha nesse final de semana emocionaram a todos os presentes, já que demonstraram a situação que as crianças se encontravam, com evidentes hematomas pelo corpo, impossibilitando, como dito alhures, à defesa alegar que a genitora não tinha conhecimento dos espancamentos.

As oitivas dos familiares também demonstraram uma família sem amor, os avós da criança depuseram sem qualquer emoção, parecia que estavam falando sobre uma partidade futebol e não sobre o assassinato brutal de uma criança inocente. A mãe, em seu interrogatório, chorava, como era de se esperar, mas aquelas lágrimas não eram de arrependimento, de alguém que perdeu uma filha e estava dilacerada pelaculpa e pela dor, mas sim de alguém que lutava com todas as suas forças para escapar do cárcere.

A mãe não foi hábil, ainda, em demonstrar aos jurados que, de fato, vivia submissa ao lado do corréu. Pelo contrário, as respostas às perguntas formuladas evidenciaram que o medo de perder o companheiro foi colocado acima do bem-estar de seus filhos e que a tragédia que recaiu sobre sua filha foi anunciada com antecedência.

O réu, sempre frio, limitou-se a negar qualquer agressão contra a criança. A defesa abandonou, em plenário, a tese da desclassificação para maus-tratos com resultado morte. Iniciados os debates, lembro-me como ontem que no início de minha fala, extremamente emocionado e tocado com a tragédia que saltava aos meus olhos, tive grande dificuldade para iniciar a exposição, necessitando, confesso, de um copo de água e alguns minutos para dar início a árdua tarefa que me esperava.

Ao final, os jurados reconheceram as responsabilidades dos Réus e os condenaram nos termos da denúncia. À acusada foi imposta pena de 16 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, e ao corréu reprimenda de 17 anos de reclusão, também em regime inicialmente fechado.

Apesar do sentimento de dever cumprido e de que, à luz da nossa legislação, a justiça foi feita, nada apaga da memória este júri, que ficou gravado em meu coração e minhamente.

Milton Mattos é promotor de Justiça em MT

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disputa | 21/08/2016, 09h:54 - Atualizado: 21/08/2016, 09h:57

Lucimar é a única candidata nascida em VG; Taborelli é único com nível superior


Mário Okamura

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 Além de Lucimar, Taborelli e Miltão, ainda ingressou na disputa Alan da Top Gás

A prefeita Lucimar Campos (DEM), que disputa a reeleição em 2 de outubro, é a única nascida em Várzea Grande entre os três candidatos a prefeito. Com 62 anos, também é a mais velha que concorre à chefia do Executivo.  

Lucimar, que tem como candidato a vice o empresário José Hazama (PRTB), estreou em cargos eletivos em 7 de maio do ano passado, quando assumiu a Prefeitura de Várzea Grande, após o titular Walace Guimarães (PMDB) ter sido cassado pela Justiça Eleitoral por suposto caixa 2 na campanha de 2012. Esposa do ex-senador Jayme Campos (DEM), marcou época como primeira-dama do município e do Estado, sempre engajada em atividades de cunho assistencial. 

Nascido em Cuiabá, o candidato Pery Taborelli  (PSC), que tem como vice a vereadora Mirian Pinheiro (PMB), tem 54 anos. Coronel da Polícia Militar na reserva, Taborelli promete livrar Várzea Grande do que chama de “jugo da família Campos” e defende reforços na segurança pública. 

 Atualmente, Taborelli exerce mandato de deputado estadual. Para assumir o cargo na Assembleia, renunciou à cadeira de vereador que conquistou em 2012. Na Câmara, se destacou fazendo oposição sitemática contra Walace Guimarães.

Milton Dantas de Oliveira, o Miltão (PSOL), por sua vez, tem como vice Jocimar Wagner, nasceu em Pindaí, na Bahia, e está com 58 anos. Empresário do ramo da construção civil, também concorreu à prefeito de Várzea Grande, em 2012, e acabou na última colocação. 

 Escolaridade

Taborelli é o único que declarou à Justiça Eleitoral possuir o ensino superior completo. Já Lucimar e Miltão interromperam os estudos no ensino médio. 

Desistência

Nesta sexta (19), o empresário William Cardoso anunciou a desistência da disputa em busca do Paço Couto Magalhães. Ele teria sido obrigado a deixar a candidatura após “exigência” feita pelo governador Pedro Taques (PSDB) e outras lideranças partidárias no município.

As especulações em torno de uma possível renúncia de Cardoso ganharam força na última semana. Mas, até então, o tucano negava e chegou a protocolar candidatura na segunda (15).  Antes disso, Willian já tinha decido renunciar ao cargo de presidente do diretório do PSDB no município justamente devido às pressões.

Após o anúncio, a coligação “Várzea Grande de todos nós” (PSDB, PTC, REDE, PSDC, PV, Pros, PT, SD, PMN, PT do B e PRB) escolheu o empresário Alan Rener, o Alan da Top Gás (PV), para concorrer à prefeitura.

William desiste de pleito; recuo teria sido por exigência do governador

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Comentários (9)

  • alexandre | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 11h45
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    cidadão de bem, não fica de madrugada na rua pois tem que trabalhar cedo, na época dele VG era mais tranquila e bandido tinha medo de policia...

  • alexandre | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 10h20
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    a 1 dama não gosta de VG, por ela moraria em SP... acordem..

  • luciano | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 10h11
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    Alguém aqui já viu esse tal de taborreli andando pelas ruas de VG a não ser em época de eleições ou quando ele perturbava cidadães de bem pelas ruas e avenidas de VG ? Não né , pois é esse é um oportunista nato !

  • cleo | Segunda-Feira, 22 de Agosto de 2016, 10h09
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    o taborelli é pau rodado e é muito ruim como gestor de alguma coisa , peça ruim não quebra , deveria ser candidato em Cuiabá.

  • bobó cheira cheira | Domingo, 21 de Agosto de 2016, 20h26
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    A candidata Lucimar Campos nasceu em Avaré - Estado de São Paulo e é licenciada em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso. Vive em Várzea Grande desde a sua chegada, ainda criança, em terras mato-grossenses, onde criou seus filhos e os educou. Há necessidade de se refazerr a matéria, pois esse veículo possui muita credibilidade junto aos seus milhares de leitores.

  • Jacinto | Domingo, 21 de Agosto de 2016, 19h56
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    Esta informaçao estaa errada, pois a prefeita e candiodata a reeleicao e do Estado de Sao Paulo

  • José Carlos | Domingo, 21 de Agosto de 2016, 17h54
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    Acho bom pesquisar melhor, acho que Lucimar nasceu em Sao Paulo, da uma olhada ai

  • joaoderondonopolis | Domingo, 21 de Agosto de 2016, 14h32
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    Dona Lucimar tem mais idade, portanto, sabe mais das coisas que a população precisa, se dona Lucimar fez muito em 5 meses, já pensou em mais 4 anos. A população de VG não pode deixar passar esta oportunidade de reelegê-la. Parabéns prefeita.

  • Sampaio | Domingo, 21 de Agosto de 2016, 11h31
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    Eu conheço candidato ai que se tiver o primário tem muito...

| 21/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 19/08/2016, 15h:50

Sindicalize-se!

jackelyne_artigo_domingo

Jackelyne Pontes

Sindicato é uma associação de trabalhadores que lutam para defender os interesses e direitos de seus pares, onde os trabalhadores são livres para se juntarem ao grupo de filiados.

A Constituição  Federal de 1988 reconhece o direito à sindicalização, à greve, à luta pela dignidade, e em seu artigo oitavo, inciso terceiro, reza que “ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas"

Cabe ao sindicato negociar coletivamente, intervir legalmente em ações judiciais e participar da elaboração da legislação laboral, tratando dos problemas coletivos que surgem decorrentes do exercício da profissão e se preocupa também com a condição social do trabalhador enquanto cidadão.

Por exemplo: se o local de trabalho não tem condições adequadas, faltam equipamentos ou a manutenção destes é ineficiente, cabe ao sindicato informar a gestão sobre o ocorrido, e esta tomar as devidas providências para que o problema seja solucionado. É comum confundirmos ações sindicais e ações de gestão.

As ações do sindicato de classe contribuem não apenas para a defesa do próprio interesse do seu filiado como para o desenvolvimento da sociedade. Muitos trabalhadores pensam em sindicalizar-se quando estão em situação de problemas concretos, porém, nestes casos, pode ser tarde demais. Ações isoladas formam ideias vagas, distorcidas e equivocadas diante dos problemas da classe e as posições a serem tomadas por este profissional, acaba por prejudicá-lo e a toda a sua categoria.

Sindicalizar-se significa fortalecer-se com vista à defesa de seus interesses, sendo estes individuais e coletivos, levando em conta que o sindicato lhes faz chegar informações preciosas, que o trabalhador nunca terá acesso se estiver caminhando individualmente. É um investimento individual e coletivo.

Cabe ao sindicato, por exemplo, negociar acordos coletivos, auxiliar juridicamente o seu sindicalizado em homologações das recisões contratuais, receber e encaminhar denuncias trabalhistas, como em casos de assédio moral, perseguição, atividade ilegal da profissão, precariedade de vínculo empregatício, negociar com o gestor em casos de demandas relativas a movimentos grevistas, jornada de trabalho, proteção aos diretos adquiridos, enfim, o sindicato representa o seu filiado.

Reparemos que mesmo em situações em que achamos que o sindicato não está fazendo o seu papel, inconscientemente sabemos que ele está atuante, pois é mais fácil tomarmos uma postura anti-sindical onde criticamos o nosso sindicato bradando aos quatro ventos que “ele não faz nada” ou mesmo que “ele não presta”, do que nos envolvermos com a causa, tomarmos pé dos problemas, participarmos das assembléias e contribuirmos para a evolução da classe.

Envolver-se com a causa  demanda tempo, comprometimento, estudo e, por vezes, deixarmos de lado nossos projetos pessoais para colaborar com o coletivo.

Metaforicamente o sindicato é uma faísca, que transforma-se em chamas, é aquele fogo subterrâneo, persistente, que um ou outro isoladamente tenta apagar em vão. Nunca é demais ressaltar que uma categoria com representatividade é uma categoria unida, faça a sua parte: sindicaliza-se!

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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em cuiabá | 20/08/2016, 08h:51 - Atualizado: 20/08/2016, 11h:18

Aos 71 anos, Serys é a mais velha entre os 6 candidatos a prefeito - confira os perfis


Mario Okamura

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  Nestas eleições, cuiabanos devem escolher 1 entre os 6 candidatos a prefeito

Aos 71 anos, a ex-senadora Serys Slhessarenko (PRB) é a mais velha entre os seis candidatos a prefeito de Cuiabá. O “caçula” é o historiador Renato Santtana (Rede Sustentabilidade), que tem 41 anos. Neste ano, todos os postulantes possuem ensino superior completo. Somente dois são nascidos em Cuiabá.

O candidato Emanuel Pinheiro (PMDB), que apresenta como vice Niuan Ribeiro (PTB), é cuiabano e tem 51 anos. Advogado e especialista em Direito Constitucional, exerce atualmente mandato na Assembleia. Como deputado estadual, Emanuel tem se destacado pela oposição sistemática ao Governo. Através do mandato, faz a defesa contundente da retomada e construção do VLT e da intervenção da Força Nacional de Segurança Pública para conter a violência na Capital.

Natural de Chapada dos Guimarães, o candidato Julier Sebastião (PDT), que tem Jusci Ribeiro (PT) como vice, está com 47 anos e atualmente exerce a advocacia. Em 2014, abriu mão do cargo de juiz federal para tentar se viabilizar na disputa pelo Governo pelo PMDB. Entretanto, acabou preterido pela cúpula partidária e, por isso, migrou para o PDT. 

Figura carimbada nas eleições, o Procurador Mauro, que concorre com José Roberto (ambos do PSOL) como vice, é natural de Cuiabá e tem 41 anos. Procurador da Fazenda Nacional, costuma se licenciar do cargo a cada processo eleitoral para marcar posicionamento contra os políticos tradicionais e as coligações que considera fisiológicas. Em 2014, foi candidato a deputado federal e obteve mais de 84 mil votos, no entanto, não se elegeu porque a sigla não obteve o quociente exigido pela legislação. 

Com 40 anos, Renato Santtana, que tem como vice Salvy Bosco de Rezende, tambpem do Rede Sustentabilidade, é o mais novo dos candidatos a prefeito de Cuiabá. Nascido em Coxim (MS), é historiador. Esta é a primeira vez que disputa eleições e também propõe ruptura com a política tradicional. 

  Serys Slhessarenko (PRB), por sua vez, concorre ao lado do vice Fabian Martinelli (PRB), está com 71 anos e possui longa trajetória política, a maior parte dela pelo PT. Chegou a exercer o cargo de senadora, quando apresentou o projeto de lei que resultou na instituição da delação premiada no Brasil. Após deixar as fileiras petistas por conflitos internos, passou pelo PTB e acabou se acomodando no PRB, onde viabilizou a candidatura.

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) entrou na disputa, alegando ter recebido de Deus a segunda chance para concluir o trabalho que deixou, em 2010, ao renunciar para concorrer ao Governo, quando acabou derrotado. Aos 55 anos e natural de Dracena (SP), o tucano almeja o terceiro mandato na Prefeitura de Cuiabá. Apoiado pelo governador Pedro Taques (PSDB) e pelo prefeito Mauro Mendes (PSB), tem como vice o vereador Leonardo Oliveira (PSB).

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Comentários (2)

  • ANTONIO | Terça-Feira, 23 de Agosto de 2016, 09h01
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    Sou Carlos da Lunotica 43003 e Emanuel 15.

  • Elias Pereira da Silva | Sábado, 20 de Agosto de 2016, 15h34
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    Elias Pereira da Silva, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 20/08/2016, 07h:24 - Atualizado: 20/08/2016, 07h:30

Tatuagens e o tabu

akio materia estreia colunista

Akio Maluf Sasaki

Apesar de notório nesta semana, ainda é muito complicado o universo daqueles que optam por realizar modificações corporais e o emprego. O preconceito era tão grande que saia da esfera privada e esbarrava até mesmo em concursos públicos, situação que a partir de agora vai ser diferente.

Desde a última quarta (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que tatuagens não podem obstar a contratação pública para qualquer carreira, situação que sanou uma grande dúvida, um grande problema e até mesmo um grande anseio de boa parte da população brasileira.

O julgamento foi baseado no recurso de um candidato que foi impedido de assumir uma vaga de bombeiro por possuir uma tatuagem na perna, sem que a mesma fizesse qualquer tipo de apologia a crimes ou situações imorais.

O argumento utilizado pela banca e, posteriormente, pelo tribunal que impediu a sua nomeação foi de que o edital do concurso previa que seriam eliminados os candidatos tatuados em locais visíveis, pensamento pequeno, preconceituoso e incompatível com a atual sociedade brasileira.

Já o STF entendeu diferente, de forma coerente, que o simples ato de ser tatuado não muda o caráter, capacidade profissional, honra, respeito as instituições ou diminui a sua competência, mudando desta forma um paradigma de preconceito institucional.

Ocorre que, apesar do entendimento quanto a possibilidade, o Supremo afirmou que se ela  fizer referência a crimes ou for contra valores constitucionais o candidato pode ser eliminado. Sendo assim, tatuagens racistas como “Queime os Índios”, “Morte aos Gays”, “171” e “PCC” serão consideradas e ensejarão a eliminação do candidato.

Uma vez sanada a situação no serviço público, vamos torcer para que os empresários no setor privado passem a contratar os jovens tatuados e levem em consideração a capacidade, currículo e certificados na hora de contratar, não aquele piercing, o cabelo azul ou a tatuagem no braço.

É preciso acabar com a cultura de que profissional bom é aquele de corpo limpo, barba feita, sem tatuagem, cabelo curto para trás, o mercado precisa aprender que a capacidade não está na aparência e nem na indicação, mas nos diplomas e certificados.

Por fim¸ elogio a postura do Supremo Tribunal Federal ao analisar esta matéria e deixo meus votos para que o mercado aprenda com a decisão dos ministros e entenda que não é uma tatuagem que irá mudar a capacidade, discernimento ou comprometimento de ninguém com seu trabalho.

Assim como espero que o mesmo se aplique para aqueles que tingem seus cabelos de cores fora do padrão “loiro-moreno-ruivo", que possuam piercings e qualquer outra modificação corporal.

Akio Maluf Sasaki é acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio@pontodeapoioturismo.com.br

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sindicalistas | 19/08/2016, 16h:56 - Atualizado: 19/08/2016, 17h:09

Dirigente polemiza e afirma que dar apoio a Emanuel é postura ridícula e anti-ética


Reprodução

Gauchinho Emanuel

 Gauchinho critica postura dos integrantes do Fórum Sindical

O apoio dos integrantes do Fórum Sindical ao candidato a prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB), que se destacou na Assembleia defendendo o pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28% aos servidores do Estado, está causando polêmica no movimento sindical. O presidente do Sinterp Gilmar Brunetto, conhecido Gauchinho, classificou como “ridículo e anti-ético” o compromisso dos sindicalistas com a candidatura do peemedebista. 

No Facebook, Gauchinho lembrou que Emanuel Pinheiro recebe benefício do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP). Além disso, destaca que o PMDB apoia o PLP 257, em trâmite no Congresso Nacional,  que congela gastos dos Estados e proíbe realização de concursos públicos  em troca da renegociação das dívidas com a União.

No caso do FAP, Emanuel Pinheiro recebe o benefício que chegou a R$ 25,3 mil desde a década de 1990. Entretanto, o pagamento foi suspenso no início deste mês após o Pleno do Tribunal de Justiça considerá-lo inconstitucional. 

Segundo o Gauchinho, está faltando coerência aos colegas sindicalistas. “Não estão percebendo que o Emanuel Pinheiro fez barulho sobre a RGA com interesses eleitoreiros, mas não abre mão do privilégio de receber o FAP e já votou contra os servidores na Assembleia. Sou favorável ao movimento sindical promover o debate com os candidatos, mas não declarar apoio a nenhum. Isso depõe contra nossas lideranças”, declarou em entrevista ao

 O Fórum Sindical  é composto por 32 entidades. Destas, dirigentes de cerca de 20 estiveram reunidas com Emanuel Pinheiro no último dia 16.   Durante o  encontro, ficou decidido que sindicalistas serão incorporados à coordenação da campanha. 

Deputados e ex-deputados perdem pensão de até R$ 25 mil do FAP

 Hoje (19), mais cinco entidades sindicais anunciaram apoio ao candidato do PMDB. São eles: Sindicato dos Empregados nos Comércios Hoteleiro e Similares, Turismo e Hospitalidade de Cuiabá, Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre de Mato Grosso,  Sindicato dos Engenheiros do Estado de Mato Grosso, Sindicatos dos Empregados em Edifícios e Condomínios Residenciais e Comerciais de Cuiabá e do Sindicato dos Empregados em Empresas de Limpeza da Capital.  

Sindicatos tentam alinhar apoio à candidatura de Emanuel a prefeito

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Comentários (5)

  • Carlos | Sábado, 20 de Agosto de 2016, 07h49
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    Conselho de graça, quantas prefeituras de mt são comandadas pelo pmdb, dessas todas receberam o rga, se não chamem o Emanuel RGA, ou seria Emanuel FAP.

  • DEVAIR VALIM DE MELO | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 19h11
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    APOIO O FÓRUM SINDICAL, MAS QUANDO VEJO UM ELEMENTO PERNOSTICO COMO ESTE GAUXINHO DANDO OPINIÃO E ATÉ NOJENTO, QUEM VÊ O PASSADO DO GAUXINHO TEM ATÉ VERGONHA DE TER O CONHECIDO., QUEM E ESSE CIDADÃO PARA FALAR DE ALGUÉM.. O POVO E LIVRE PARA VOTAR, ESCUTAR UM CIDADÃO DESTE E QUEIMAR O VOTO..CRUZES..QUEM TEM JUÍZO VOTA NO EMANUEL PINHEIRO POIS ESSE CIDADÃO GAUXINHO GANHÁ PARA FALAR MAL DOS OUTROS. Quem dúvida??

  • Davi Cáceres | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 18h01
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    A famigerada PL 257 foi criada pelo ex-ministro do planejamento de Dilma Rousseff Waldir Simão. A então presidente não conseguiu passar a matéria no Congresso porque não possuía mais o apoio necessário para aprová-la. Com as mudanças aplicadas pelo atual governo os direitos serão menos afetados do que previa o projeto original. O que demonstra que não existe esquerda ou direita no Brasil, já que o dito Partido dos Trabalhadores retirou diversos direitos trabalhistas e deixou como legado a tal PL 257 no Congresso. É pouco ou quer mais?

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 17h17
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    O negócio é que uma parte do tal Fórum Sindical lançou vários candidatos a vereador, junto com o EP, na fiúza do não pagamento da RGA; que gerou revolta nos servidores públicos, com razão. Mas recentemente o PMDB do EP, quase deu uma rasteira em todos os servidores do Brasil...queria congelar seus salários por 2 anos; aí que RGA ia sumir mesmo; a Câmara rejeitou a proposta - parabéns para a Câmara. Depois da eleição, vem aí as MEDIDAS IMPOPULARES do Temer, que vão deixar os trabalhadores, os servidores públicos, de cabelo em pé de susto...vão mexer na Previdência, nos direitos trabalhistas, e vão Terceirizar vários Órgãos. Depois que acontecer tudo isso, o não pagamento da RGA vai ser o menor dos problemas; vai ter coisa muito pior. Seria bom o EP do PMDB, nos debates, relatar todas as medidas impopulares do Temer, tintim por tintim, para a gente tomar o susto antes da eleição. Bem, na hora em que estivermos de cara com a urna eletrônica, aí a gente pensa: Ih! vou votar nesse vai me ferrar depois da eleição. Parece que o presidente do Sinterp, Gilmar Brunetto, o gauchinho, acordou a tempo de pesadelo que vai ser depois.

  • otavio | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 17h11
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    Ridiculo e Anti-etico é apoiar pedro taxi e depois levar uma naba como ele levou, pq ele viva agarrado no Sa..., do taxi quando ele era candidato, vivia ali no nosso buteco como taxi babando ovo, agora ta ai levando o troco no RGA, perdeu uma oportunidade de ficar calado.

| 19/08/2016, 09h:17 - Atualizado: 19/08/2016, 09h:27

Prefeito deve passar dados ao sucessor


voce sabia eleicoes 2016 blog notas

 

A transmissão de mandato é o processo que objetiva propiciar condições efetivas para que os administradores públicos sucessores possam receber dos antecessores todos os dados e informações necessários à implementação do novo programa de gestão.

Por isso é fundamental que o gestor atual e sua equipe passem todas as informações ao novo gestor, independente de viés político, para que o eleito prepare a execução do seu projeto de governo. Sendo assim, a transmissão deve ser pautada pelos princípios da continuidade administrativa, boa fé, transparência e probidade administrativa. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto.

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| 19/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 18/08/2016, 23h:00

Robin Hood às avessas

ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Duvido que você, caro leitor, não conheça ou nem tenha ouvido falar no lendário Robin Hood, o herói clássico da literatura, cinema e gibis, que “aliviava” os ricos do excesso de riqueza para entregá-las aos conterrâneos empobrecidos.

Famoso em obras literárias, foi pioneiro das telonas, transformado em personagem cinematográfico pela primeira vez em 1922 (com Douglas Fairbanks no papel principal) e a mais recente aparição foi em 2010 (com Russel Crowe). Há quem diga que Robin Hood possa ter existido de verdade.

Segundo narra a lenda, Robin era hábil em se apossar das riquezas da nobreza, dos coletores de impostos e entregar os produtos aos empobrecidos das redondezas. Teria vivido no século XIII na Inglaterra, nos tempos do Rei Ricardo Coração de Leão, no período das grandes Cruzadas. Era um az no manejo de arco e flecha, habitava a floresta de Sherwood e recebia auxílio de um grupo de amigos inseparáveis: João Pequeno, Frei Tuck, Allan Dale e Will Scarlet entre tantos vizinhos moradores do bosque.

Segundo uma das muitas versões que buscam explicar a origem da lenda, Robin Hood se chamaria Robert Locksley e serviu ao lado do Rei Ricardo Coração de Leão em uma grande Cruzada. Quando retorna ao lar encontra seu feudo devastado pela tirania do Rei João Sem Terra, irmão de Ricardo, que tomara o poder através de uma manobra golpista, tal como o criminoso de colarinho branco, Eduardo Cunha, e Michel Temer fazem no Brasil contemporâneo, com o apoio do PSDB/PMDB/DEM/PPS/SD, Rede Globo e FIESP. O rei golpista criara leis abusivas e também retirou direitos da população, inclusive a proibição da caça como sustento ao homem comum e provoca um brutal aumento na carga de impostos.

Tudo a ver com nossa realidade atual.

O cidadão Robin, ou melhor, Robert Locksley, se recusa a aceitar a situação, é declarado fora da lei e aproveitando seu conhecimento em cavalaria, arquearia e combate adquirido na guerra, chama o grupo de amigos e inicia um combate à tirania da nobreza, tirando dos ricos para dar aos pobres, agindo com o nome de Robin. O sobrenome Hood vem da pena que ornava seu chapéu.

Outra versão sobre a origem de Robin Hood é do escritor Howard Pyle, distribuída em oito livros diferentes e sequenciais, em que o herói era “apenas um rapaz anglo-saxão” (parafraseio o “rapaz latino americano sem dinheiro no bolso” do cantor Belchior) que se dirigia a um concurso de arco-e-flecha na cidade de Nottingham, se envolveu na briga com guardas reais e acabou matando um deles, se tornando um foragido. No livro de Howard Pyleo jovem Robin Hood reúne um bando de homens alegres, que só atacavam nobres arrogantes e clérigos abastados, nada dizendo sobre a tirania do rei golpista.

Se existiu de fato, Robin Hood viveu durante o século XIII d.C., provavelmente entre 1250 e 1300, na cidade de Nottingham, região central da Inglaterra e que serve de cenário à maioria das aventuras iniciais. E ali ele continua a existir. Além de estátuas, há ruas batizadas com o seu nome e um festival anual que lhe rende homenagens.

Por aqui em terras tapuias temos o nosso Robin Hood, mas ao contrário do original anglo-saxão a versão tapuia retira direitos dos empobrecidos e transfere benefícios ilimitados aos ricos, o que o tornaria um anti-herói, com ações pouco nobres.

A começar pela recusa em conceder o chamado Reajuste Geral Anual (RGA) que trata de simples atualização dos valores dos salários corroídos pela inflação de seus mais de 100.000 súditos, digo, trabalhadores espalhados por todo o “reino” e que prestam os serviços públicos nas áreas de saúde, educação, segurança e representam materialmente o estado de uma forma geral.

O “nosso” Robin Hood também possui seu grupo de diletos amigos: a blogueira Vandoni, que diminui seu tempo de Facebook para se justificar perante o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público); o arquiteto Chiletto, que para assumir o cargo de secretário de Estado saldou uma dívida antiga que possuía com o erário mato-grossense, mas se “esqueceu” de uma parte do débito que, atualizada e ainda “espetada” no lombo do contribuinte, se aproxima de R$ 1 milhão; e o primo Taques, que após longo período de defesa judicial bem sucedida de Humberto Bosaipo assume uma secretaria, tenta gerar boas notícias ao governo do primo, mas não tem tido muito sucesso.

Logo os perfis dos ajudantes do “nosso” herói em nada se assemelham ao do grupo que auxiliava o mítico anglo-saxão Robin Hood.

Uns outros amigos do anti-herói se encastelaram na secretaria de educação e instalaram um propinoduto que drenou recursos das criancinhas de Mato Grosso “sem dó” e nem piedade, e o esquema só foi inibido porque flagrado por órgãos de controle e da polícia. Alguns amigos do “nosso” Robin Hood (assim digo por que foi eleito com ajuda do meu voto!) estão abrigados no Centro de Custódia da Capital, mas não existe esperança de que devolverão à viúva o recurso desviado.

É o dinheiro da educação escoado para empresários ricos e poderosos.

E há a mais grave de todas as injustiças: o “perdão” de impostos aos barões do agronegócio (inclusive multinacionais, vide Decreto nº 661, de 17 de agosto de 2016), que decorre do aumento de incentivos fiscais de até 130% em 2015 em comparação com o período anterior. Ou seja: não há dinheiro para conceder o RGA de 11,28% na atualização do salário dos empobrecidos, mas o estado amplia os benefícios dos mais ricos.

A delicadeza no trato com o empresariado, principalmente do agronegócio, ofende as condições econômicas do estado de Mato Grosso. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 prevê R$ 2,4 bilhões em renúncia fiscal.

Em 2016 o setor de produtos alimentícios e bebidas deixou de recolher R$ 559.358.342,19 em impostos estaduais, e os frigoríficosdeixaram de repassar aos cofres públicos quase R$ 190 milhões de reais. A “graça” é feita por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

Isso sem contar que, só do governo federal, o agronegócio recebeu este ano cerca de R$ 185 bilhões de reais – grande parte destinada aos produtores de Mato Grosso, o que nos dá a certeza de que o governo ilegítimo de Temer e aliados estaduais agem tal qual o rei João Sem Terra, que perseguiu o Robin Hood original, aumentando impostos e atacando os empobrecidos, ao mesmo tempo beneficiando os mais ricos.

Por fim registremos que o falso liberal João Doria Junior (PSDB/SP) também pegou seu quinhão do erário mato-grossense, já que o recebeu dinheiro do governo para promover evento nos Estados Unidos. O convescote ocorreu no mês de maio de 2015 no Council of the Américas, em Nova York. Para aderir ao “Lide Business Breakfast” foram pagos U$$ 130 mil dólares, o que gerou um custo total de mais de R$ 520 mil.

Se fosse liberal orgânico, pregador do estado mínimo conforme o “coxinha-mor” Adam Smith, João Doria Jr. não poderia receber dinheiro público, sua grande fonte de renda.

Ainda bem que sempre é possível mudar a política, basta querer atender aos empobrecidos e fazer distribuição de renda, e isso só depende de vontades políticas!

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (9)

  • marsofo | Sábado, 20 de Agosto de 2016, 09h06
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    Uma das principais dádiva da democracia, e bastante necessária, é poder conhecer a leviandade e burrice de quantos as tenham.

  • Ademir | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 17h06
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    E porque o PT não fez isso "grande Antônio Cavalcante"?? Porque deu trilhões de graça para países pobres ao redor do mundo, como Venezuela, Cuba, Paraguai, e não acabou com a diferença da pobreza, endividou todos, desempregou todos, e vivem na luxúria os cabeças do PT com a organização criminosa de corrupção pelo poder, deu trilhões para construtoras, escondeu dinheiro fora, aumentou nestes 13 anos de gestão petista a pior educação de décadas, sucateou a saúde, quebrou a Petrobrás, entre milhares de problemas e nada de acabar com distribuição de terra no país.

  • nicolas tavares | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 14h23
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    Chora petista ..acabou a boquinha em algum lugar né?

  • Wilson | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 14h23
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    Então... aqui nos comentários tem quem defenda Ladrão de pobre e ladrão de rico. Que feio! Esta cultura de corrupção nem tão cedo será éxtinta desses cidadãos brasileiros.

  • Lularápio | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 11h27
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    E o grande amigo LULADRÃO???? Esse é o verdadeiro Robin Hood???? Se enriqueceu às custas da miséria do povo nordestino e brasileiro, vendendo uma felicidade que até hoje não existe.

  • alexandre | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 09h51
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    pra fazer populismo e jogar dinheiro fora chame o PT....

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 09h12
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    A esquerda brasileira está vendo o Poder escapar pelo vão dos dedos, com o Impeachment da Dilma...vai deixar como herança o afundamento da Economia Brasileira com mais de 12 Milhões de brasileiros desempregados. E não toma jeito. Outro dia entrei no Correio, e apareceu uma senhora com a camisa do MST (nem sei se era integrante do MST, mas vestia a camisa)...e ela esbravejava: a culpa de não ter reforma agrária é o FHC. Como ele dizia isso perto de mim, entrei na conversa e lhe disse: "minha senhora, faz mais de 13 anos que FHC não é mais presidente...nesse tempo todo mandaram o Lula e a Dilma, o PT. Eu também não votaria no FHC nem pra porteiro de cemitério, mas, me desculpe, FHC não tem nada a ver com isso...ele é passado." Aí a conversa acabou, e eu sai. Puxa vida, como a esquerda tem a mania que ficar olhando o passado, lá atrás, cada presidente deu a sua contribuição para o avanço do Brasil. O que interessa agora são os últimos 13 anos, aonde um partido, um governo, tomaram conta. Eles ficam só olhando no espelho retrovisor. Agora na crise deram a maior rasteira no trabalhador brasileiro - no momento de maior DESEMPREGO, dificultaram a beça o pagamento do Seguro-Desemprego, reduzindo as parcelas, diminuindo o tempo de registro na carteira, dificultando o tempo de recebimento - antes em um mês, depois do pedido, o trabalhador já recebia a primeira parcela; aí inventaram um tal cruzamento de informações, aonde para receber demora meses. Isso é que foi puxar o tapete do trabalhador, no momento em que ele mais precisa.

  • JEFERSON MATOS | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 07h55
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    Talvez Robin Longstride tenha existido, talvez não, mas a analogia com o atual governo do Estado é válida em alguns pontos. Mas pare com essa neura de "golpe" pois a defunta será enterrada em 29/08/2016. Não há golpe, o que há é a reparação de um grave erro: a subida do PT ao poder.

  • Pedro João | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 07h18
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    Pq n incluir LULA e a turma do PT nesse rol? Francamente, de última esse texto jornalístico, limita-se a reconhecer os pecados do adversário, mas nega em reconhecer o caos causado pela turma do PT.

| 19/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 18/08/2016, 20h:50

Emanuel e o exemplo França

edesio do carmo artigo 400

Edésio Adorno

O primeiro mandato de Roberto França como prefeito de Cuiabá foi considerado positivo para os cuiabanos, tanto que garantiu com facilidade a reeleição. O mesmo não se pode dizer sobre o segundo governo do “Gordo”. 

Falta de recursos financeiros, dificuldades de relacionamento com o governo Dante de Oliveira, atraso no salário dos servidores, entre outras questões, empurraram a popularidade do então prefeito para índices baixíssimos. 

Sem aprovação popular, Roberto França não conseguiu nem levar seu candidato a prefeito, Sérgio Ricardo, para o segundo turno.

O que explica a ascensão e queda do político Roberto França perante a opinião pública a ponto de perder uma eleição para deputado estadual? Dante de Oliveira, então governador, alimentava o sonho de eleger Antero Paes de Barros seu sucessor.

 Para materializar esse sonho era preciso se livrar de França. O “Gordo” foi desidratado. O governo Dante sufocou a gestão França, cortando todo tipo de ajuda financeira.

Sem dinheiro em caixa, com a capacidade de endividamento parcialmente comprometida, os investimentos em obras estruturantes foram reduzidos; serviços essenciais perderam qualidade ou foram interrompidos; os salários dos servidores foram atrasados. Enfim, Roberto França conheceu o inferno de Dante.

Esse exemplo nos obriga a refletir com mais profundidade a candidatura de Emanuel Pinheiro a prefeito de Cuiabá. Se eleito, dificilmente vai conseguir se reconciliar com o governador Pedro Taques e Pedrinho é o homem que detém a caneta e a chave dos cofres do tesouro estadual em mãos. 

Sem ajuda do governo, o futuro prefeito de Cuiabá não terá combustível suficiente para fazer a cidade avançar. O retrocesso será inevitável. Quem se dispõe a correr esse risco?

Edésio Adorno é advogado em MT, reside em Tangará da Serra e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (15)

  • Julio | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 18h10
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    Vejo diferente. Com a desistência de Mauro Mendes Taques precisa urgentemente ampliar sua base política, caso contrário JAMAIS irá se reeleger. Nesse sentido precisa mais de Emanuel Pinheiro do que o contrário. Além do mais, não obstante uma aparente neutralidade o governo federal fará todo o esforço necessário para ajudar Cuiabá a concluir as obras inacabadas com um prefeito do partido do Presidente da República.

  • Davi Cáceres | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 18h05
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    Seguindo o mesmo raciocínio devemos eleger Emanuel Pinheiro, pois Mauro Mendes será o novo governador e pelo que tudo indica irá migrar para o PMDB com a benção do Presidente Michel Temer.

  • bobó cheira cheira | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 17h39
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    Mesmo preso é obrigação do povo cuiabano reconhecer o grande trabalho realizado pelo Governador Silval Barbosa pela cidade de Cuiabá. Infelizmente a maioria das obras não foram concluidas e estão aguardando a boa vontade de uma equipe governamental que pouco se interessa pela nossa Capital. E o atual mandatário o que faz? Onde estão as obras prometidas que ninguém vê, ninguém sabe? Este cidadão não conhece a nossa realidade, reside em Tangará da Serra e quer dar palpites em nossas vidas? Vai procurar seu bando que certamente não é o nosso. Um velho cuiabano, pescador e filósofo popular já dizia: "CADA POVO TEM SEU USO, CADA ROCA TEM SEU FUSO..." Não dê opinião sem ser consultado. Caminho de gente feia e por onde veio...

  • alexandre | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 15h38
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    Usando a mesma linha de raciocínio do Edésio, não devemos votar no WS galinho RGA, pois o alinhamento deveria ser com o governo Federal que é PMDB, quem tem a chave do cofre...

  • Rita | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 14h35
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    Nossaaaaaaaaaa, que artigo direcionado !!! Affffffffffffffff

  • Maria | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 13h22
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    Infelizmente seu comentário foi um pouco infeliz na minha opinião, porque acredito que esse tempo já foi, ficou pra trás, hoje a visão do povo é outra, não concentra em partidos e sim em que o gestor faz na administração de sua gestão,a população que dá o seu voto é a favor de ação na coletividade, pro bem do povo, felizmente eu particularmente vou tentar o novo.

  • Kesia S Lima | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 13h06
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    Engraçado como algumas pessoas reagem a pensamentos divergentes. O Rdnews é um veículo plural, democrático e aberto a todos os segmentos da sociedade e pensamentos políticos. O Ceará é ferrenho crítico do governo Taques e aqui ele opina livremente. Edésio, como qualquer outro pensador, tem o direito de defender o que quiser e o leitor tem o direito de questionar, de concordar, de discordar, de elogiar ou de criticar. Assim se faz uma imprensa livre. Adoro os posicionamentos e teses sustentadas pelo articulista edesio.

  • Edval da Silva Campos | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 10h54
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    Interessante avaliação.

  • Observador | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 10h30
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    Há controvérsias. Pedro Taques jamais abandonaria Cuiabá. Aliás, se Emanuel Pinheiro for o vencedor, tem afinidades políticas que mais aproxima do que repulsa do governo estadual, a começar por Mauro Mendes, o mais próximo de Pinheiro do lado do governador. Há de ressaltar que meu candidato é o Wilson Santos, pois ele tem capacidade de administrar, conhece a máquina pública executiva, conhece os problemas de Cuiabá, herdaria uma boa gestão de Mendes, e , como ele mesmo disse, dará continuidade, tem capacidade de diálogo com vários segmentos opostos e câmara, além de ser parceiro do governador e, por tabela, o PSDB lá em Brasília agora é governo, então vejo mais desenvolvimento e capacidade administrativa no Wilson do que no Emanuel, que participou dos rombos do governo passado, e que está muito, mas muito mal acompanhado com Bezerra, Turma do Silval e Família Riva.

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 10h12
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    Bem, nesse ponto discutido sobre o segundo mandato do Roberto França...tem que dar o mérito ao Wilson Santos. RF fez os servidores da prefeitura emprestarem dinheiro no banco para pagar os próprios salários - coisa inusitada no Brasil; aí o Wilson Santos assumiu a prefeitura e quitou a folha em pouco tempo. Por que o RF não conseguia fazer isso, e o WS conseguiu? Será que pagar salários era uma questão de prioridade ou não? Também depois disso, o RF nunca mais ganhou eleição nenhuma. Tem que dar a César o que é de César...nessa o WS acertou em colocar o salário dos servidores em dia.

Mesa Diretora | 18/08/2016, 17h:07 - Atualizado: 18/08/2016, 18h:53

Ciente da derrota, Janaína aceita liderar disputa à presidência da AL pela oposição


Marcos Lopes/ALMT

janaina riva 2.jpg

 Janaína vai liderar chapa criada para marcar posição em negociação pela Mesa Diretora do legislativo

A deputada estadual Janaína Riva (PMDB) aceitou disputar a presidência da Assembleia pela chapa que está sendo articulada pelos sete integrantes do bloco oposicionista. Entretanto, a peemedebista admite que não tem condições de vencer a eleição marcada para 1º de setembro  e pretende utilizar a candidatura para marcar posição em defesa da independência do Poder Legislativo perante o governador Pedro Taques (PSDB). A articulação está sendo conduzida por Zeca Viana (PDT), que atua como porta-voz da oposição. 

 “Na minha opinião, o candidato ideal seria  o deputado Zeca Viana, que está no segundo mandato e se destaca fazendo o contraponto ao Governo do Estado. Aceitei disputar a pedido do grupo, que defende meu nome  como representante da chapa independente. Sabemos que não vamos vencer, mas o foco é marcar posição”, declarou Janaina em entrevista ao

Os oposicionistas se articulam para fazer contraposição à chapa que será presidida por Eduardo Botelho (PSB) e terá o atual presidente da Assembleia, Guilherme Maluf (PSDB), como primeiro-secretário. Ainda existe acordo para que a primeira-vice-presidência seja indicada pelo PSD, sendo que os deputados estaduais Gilmar Fabris e Ondanir Bortolini, o Nininho, almejam o cargo. 

Com número limitado de votos, o lançamento da chapa oposicionista também coloca o grupo dos sete em posição mais confortável para compor com a base governista. Botelho já ofereceu a segunda-vice-presidência ou a segunda-secretaria para os parlamentares não alinhados com o Palácio Paiaguás. 

Oposição

Além de Zeca Viana e Janaina Riva, a oposição conta com Emanuel Pinheiro (PMDB), Sebastião Rezende (PSC), Silvano Amaral (PMDB) , Zé Carlos do Pátio (Solidariedade) e Pery Taborelli (PV). 

Emanuel Pinheiro disputa a Prefeitura de Cuiabá. Já Taborelli é candidato a prefeito de Várzea Grande, enquanto Pátio concorre à chefia do Executivo rondonopolitano.  

Mesa Diretora

A atual  Mesa Diretora é composta por Maluf na presidência, Botelho de primeiro-vice e Nininho na primeira-secretaria. O segundo-vice é Pedro Satélite (PSD), o segundo-secretário é Wagner Ramos (PSD), o terceiro-secretário é Max Russi (PSB) e o quarto-secretário é Baiano Filho (PSDB).  

Zeca defende Janaina na presidência; mas estratégia é espaço na chapa da situação

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Comentários (2)

  • Carlos | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 09h47
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    Depois que tudo o que aconteceu com o pai (corretamente/cana), você tem essa coragem tentando esconder como oposição, sei lá, é Brazzzil.

  • louca | Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2016, 07h05
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    Vai em Frente deputada Janaina, acredite tudo pode acontecer, desde que acreditem . Com disse o pmdb na presidencia , o psd na 1 secretaria e a 1 vice presidência para o psb. os demais podem distribuir. Nada contra a atual mesa , mais ninguem gosta de imaginar ser manipulado ou estar manipulado sem ter suas benécias

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