Cuiabá, 29 de Maio de 2016
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VÁRZEA GRANDE | 22/09/2013, 19h:49 - Atualizado: 23/09/2013, 07h:34

Quem trabalha incomoda, afirma Waldir sobre possível destituição

Quem trabalha incomoda, diz Waldir a colegas que querem destituí-lo

   -- Presidente da Câmara de VG, Waldir Bento O presidente da Câmara de Várzea Grande, Waldir Bento (PMDB), tem sido tachado de autoritário e ditador por alguns vereadores, que preferem manter o anonimato. Há rumores até de que alguns parlamentares tentam, de alguma forma, tirá-lo da presidência, por conta da conduta adotada durante as sessões semanais. Contrário aos burburinhos políticos, o peemedebista diz que o clima é harmonioso e que é apenas sério. “É diferente ter seriedade e ter autoritarismo”, justifica.

   Em tom calmo, mas inquieto, Waldir diz que pelo fato dos vereadores não conhecerem bem o Regimento Interno acham que ele está sendo radical na forma de se expressar ou de agir. Como que com um “tapa de luva”, o presidente diz que recebe elogios pelo serviço prestado, diferente dos colegas de mandato.

   Quanto a possibilidade de complô para ser retirado da presidência, o peemedebista diz não acreditar nos boatos, que ele mesmo confessa ter conhecimento. Isso porque acredita ter um bom relacionamento com os vereadores e se os rumores forem reais, alguns parlamentares devem estar agindo com falsidade.

   O presidente da Câmara diz que só vai dar credibilidade aos rumores quando o assunto for levado ao seu gabinete, onde questionaria os parlamentares e funcionários. “Primeira coisa que vou fazer com minha diretoria: você está alegando o quê? Descontentamento? De quê? De regimento? Eu sigo o regimento”. Waldir ainda alfineta os colegas dizendo que quem trabalha incomoda.

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articulações | 29/05/2016, 11h:43 - Atualizado: 01h atrás

Pátio diz não ser filho de pai assombrado, garante apoio de 10 siglas e disputar pleito

Deputado, ex-prefeito da cidade, é um dos cotados para a disputa


O deputado estadual Zé do Pátio (Solidariedade) afirma que o partido compõe um bloco de 10 legendas para lançar um pré-candidato à Prefeitura de Rondonópolis. Pátio é o principal cotado. “Agora, qualquer decisão será do Fórum dos 10 partidos, vamos reunir e discutir qual melhor nome e abrir o debate em cima do melhor programa de governo”, explica ao .

Pátio comandou o município após vencer as eleições de 2008. Entretanto, seis meses antes de terminar o mandato, em 2012, o ex-prefeito foi cassado pela Justiça Eleitoral em razão de não ter declarado na prestação de contas a utilização de 200 camisetas. No ano passado, o parlamentar foi inocentado pelo TSE, por unanimidade.

Diante disso, ressalta que a cidade não aceitou a cassação, haja vista que a maioria de votos que conseguiu se eleger para a Assembleia foram de Rondonópolis. “Eu não sou filho de pai assombrado, a candidatura será discutida no momento exato. Me preocupa o quadro que o país passa economicamente. É preciso ter calma para conduzir o processo”, salienta.

Marcos Lopes/AL

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    Zé do Pátio é um dos cotados por bloco de 10 partidos para disputar sucessão de Percival Muniz

Pátio é um dos cotados para concorrer ao cargo de prefeito. Além dele, nos bastidores, comenta-se que o atual prefeito Percival Muniz (PPS) também cogita disputar à reeleição, mas até o momento não admite a possibilidade. É cotado ainda o Adilton Sachetti e Ibrahim Zaher (PSD), que é vereador e inclusive já foi lançado como pré-candidato. O senador José Medeiros foi cogitado, mas não disputará, uma vez que já declarou apoio a Ibrahim.

Absolvição

O deputado afirma que não “engoliu” até hoje a perda do mandato. Explica que o Ministério Público Estadual o denunciou, mas que o então prefeito Adilton Sachetti (PSB), hoje deputado federal, sequer declarou suas prestações de contas, “e não fizeram nada". "No TRE mudaram o voto. Me estranha o voto do juiz Pedro Francisco da Silva tirando meu mandato, mas absolveu o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), com 5 mil camisetas que tinha nome e número dele”, ressalta.

Em agosto do ano passado, Pátio foi absolvido da acusação de crime eleitoral. À época, disse que a decisão contraria “elite dominante” que quis sua saída da prefeitura, numa referência ao grupo político ligado a Blairo, que na época apoiava Sachetti, candidato à reeleição. 

Para inocentar Pátio, o TSE levou em consideração os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e presunção, tendo em vista que as camisetas foram feitas para fiscais.

Pátio é inocentado na Justiça Eleitoral e culpa elite dominante por cassação

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Comentários (1)

  • joaoderondonopolis | Domingo, 29 de Maio de 2016, 20h26
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    Os bons ventos sopram pro lado do Adilton Sachetti para prefeitura de Rondonópolis e sem Adilton Sachetti no páreo a população aprova Zé do Pátio.

| 29/05/2016, 09h:46 - Atualizado: 02h atrás

Deputado repercute no Facebook nota de repúdio de professores contra o Sintep


Facebook

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    Deputado Victório Galli ironiza Sintep, após matéria publicada no

O deputado federal Victório Galli (PSC) repercutiu nas redes sociais matéria divulgada pelo , na sexta (27), sobre nota de repúdio produzida por professores da rede estadual contra o Sintep-MT, trazendo à tona uma ação sindical com o único objetivo de pedir o retorno da presidente Dilma Rousseff (PT) ao poder.

No Facebook, Galli a matéria e foi seguido por comentários de várias pessoas, inclusive professores. Ao público, o deputado ironizou a ação do sindicato. "Bonito, ein! Tudo aparelhado em favor do petismo (sic)". Nos comentários, os professores endossaram o discurso e falaram sobre a ação do Sintep, que, segundo eles, tem usado alunos como massa de manobra e levando-os a ocupar escolas com objetivos políticos.

"Cada dia mais me decepciono com os professores! Onde eram para ensinar as matérias, ficam politicando nas escolas, depois a educação é privatizada, vão chorar o leite derramado!", disse uma internauta.

A ação política do Sintep já havia sido denunciada pelo governador Pedro Taques, que lembrou que as invasões de escolas só estão acontecendo em Estados governados pelo PSDB. “Está evidente que se trata de uma ação coordenada. Em Várzea Grande, os estudantes reclamam até do fato de que adotamos um uniforme igual para todos. Ora, se é uniforme, tem que ser igual mesmo. Descabido isso”, justificou.

Repúdio

Um grupo de professores que prefere não se identificar para não sofrer represálias apontam que os trabalhadores da educação aprovaram a “Moção de Repúdio ao Governador Pedro Taques”, nesta semana, com a omissão da pauta petista da mobilização nacional.

O documento contestado pelo grupo de professores foi aprovado em assembleia-geral, na última segunda (23), e está disponível no site do Sintep e na página do sindicato nas redes sociais. O manifesto não reconhece o governo do presidente Michel Temer (PMDB), classificando-o como “ilegítimo”.

Vários professores do Estado repudiaram a atitude na página do Facebook do Sintep. “Vocês nos enganaram e esconderam a verdade. E só através dessa moção de repúdio na internet que estamos tomando ciência. Sintep não tem que apoiar partido algum e sim os direitos dos servidores públicos”, disse uma professora. "Isso é um abuso do Sintep, falar em nome dos professores, o que não foi discutido. Nós não queremos a volta de Dilma”, afirmou outra docente na página.

Professores denunciam manobra do Sintep-MT para defender volta de Dilma

Reconhecimento

Em nota, o sindicato dos Trabalhadores de Ensino Público do Estado admite que foram colocadas em pauta, por um dos grupos de trabalho e apresentado para o debate em plenário, duas moções de repúdio.

Uma se referiu às atitudes do Governo Pedro Taques, especialmente sobre a não concessão imediata do RGA aos servidores devido à crise e as dificuldades de caixa e, outra, referente ao presidente interino Michel Temer, cujo teor encontra-se publicado no site da entidade. 

Em nota, Sintep admite documento pelo retorno da petista Dilma à Presidência

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Comentários (3)

  • Carlos Eduardo | Domingo, 29 de Maio de 2016, 19h35
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    Há muito venho dizendo que o Sintep transformou os professores, um dos maiores formadores de opinião e de cultura do pais em massa de manobra dos petralhas. E eles, os professores, estão tão fanatizados que não conseguem ver a situação econômica falida do país. Quando normalmente, em situação normal, até pela cultura técnica que tem, saberiam enxergar isto.

  • João | Domingo, 29 de Maio de 2016, 18h45
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    Se o presidente quer fazer política partidária que ele faça na sua casa e não no sindicato, afinal Dilma perdeeu em Mato Grosso o PT não ganha uma em Mato Grosso porque aqui nõ tem bobó xera xera...

  • JEDIEL RIBEIRO LEMES | Domingo, 29 de Maio de 2016, 16h07
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    O sintep não representa todos os professores de Mato Grosso!

entrosamento | 29/05/2016, 08h:04 - Atualizado: 29/05/2016, 08h:08

Presidente da AL cobra do governador e secretários mais articulação entre Poderes


Reprodução

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   Deputado Maluf cobra mais entrosamento entre Poderes

O presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) cobra do Governo uma articulação mais política com o Legislativo. Para o tucano, esta é uma reivindicação recorrente entre os parlamentares. “O Executivo tem que se aproximar mais do Legislativo”, ressalta.

Para ajustar o relacionamento, o governador Pedro Taques (PSDB) jantou com 16 deputados e membros do secretariado, na última terça (24). Na mesa, foram colocados assuntos sobre a crise econômica, pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) e reforma administrativa.

Num segundo momento do encontro, dessa vez em reunião com o primeiro escalão do Governo, Taques pediu reflexão aos secretários sobre os apontamentos feitos pelos parlamentares. Afirmou que a boa condução das políticas de governo depende da sintonia dos trabalhos da equipe técnica com os deputados.

Taques ouve deputados e manda 1º escalão aprimorar condução

Maluf explica que o líder do governo na Assembleia, deputado Wilson Santos (PSDB), tem trabalhado no sentido de aproximar os Poderes, assim como encontros periódicos entre Executivo e Legislativo. “Wilson também entende que não basta você ter um governo extremamente técnico, há necessidade de o governo somar com a classe política”, ressalta.

Ocorre que alguns deputados estaduais têm subido à tribuna reclamando de secretários que não retornam às ligações e, até mesmo, de não serem avisados sobre a ida de um gestor na base dos parlamentares.

Em abril, por exemplo, o vice-líder do Governo na Assembleia, Leonardo Albuquerque (PSD), usou a tribuna para reclamar que tomou “chá de cadeira” e sequer foi atendido pelo presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), delegado Fausto Freitas, quando procurou o órgão para apresentar demandas dos estudantes da Unemat de Cáceres.

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| 29/05/2016, 07h:53 - Atualizado: 29/05/2016, 07h:59

Um governo que não governa

edesio do carmo artigo 400

Edésio Adorno

Acossado pelas carpideiras do impeachment, refém de uma bancada de apoio atolada na Lava Jato, cercado de colaboradores investigados pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, o governo Michel Temer tem razões de sobra para tremer na base. Para se equilibrar no poder e espantar o fantasma da presidente afastada que ronda a esplanada é preciso dividir o queijo com a ratazana faminta e fisiológica que controla o congresso nacional.

Se avançar nas reformas de conteúdo amargo e moralizador, perde apoio da base sem moral e sem pudor; se fraquejar perde apoio popular e protestos podem eclodir Brasil afora. Esse é o dilema de Temer.

O PMDB, partido de Michel Temer, é a mais organizada e poderosa máquina de corrupção do país. Não à toa, é considerada a prostituta chefe do bordel instalado em Brasília desde a redemocratização.  Seus expoentes de proa frequentam com assiduidade as páginas policiais e abrilhantam polos passivos de ações penais pelos quatro cantos do país. Parece que o pressuposto oculto para ser peemedebista é ser expert na arte de pilhar o erário.

Mais que dominar o vernáculo e fazer o emprego correto da mesóclise, o presidente Michel Temer precisa dominar a inflação, conter o desemprego, estancar a corrupção, reduzir a máquina, privatizar empresas públicas, atrair investimentos externos, priorizar a saúde, a educação e a segurança pública. Para o povo parar de sofrer, o Brasil precisa voltar a crescer!

O ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, Sérgio Machado, guindado ao cargo pela cúpula do PMDB, temendo ser preso pelo juiz Sérgio Moro, traiu seus comparsas, se tornou araponga e fez bombásticas e comprometedoras gravações. Os áudios vazados provocaram verdadeira hecatombe no meio político.

O ex-presidente José Sarney disse que a delação de Marcelo Odebrecht seria equiparada a uma metralhadora ponto 100.  O vetusto político estava equivocado. A delação de Sérgio Machado, para ficar no campo bélico, pode ser comparada a um letal Rifle Sniper DSR 50 de fabricação alemã.

O primeiro a ser abatido foi o senador Romero Jucá que foi obrigado a vazar fora do ministério do planejamento. O presidente do senado, Renan Calheiros, cambaleia no cargo e sua sobrevivência é incerta. Quando a delação de Sergio Machado ganhar publicidade, muitos outros corpos serão expostos à execração popular.

Enquanto a política entra em ebulição, a Lava Jato avança célere desmascarando corruptos e corruptores, o governo Michel Temer vacila sem segurança para promover as mudanças que o país reclama. Mal sabe ele que o Brasil tem pressa.

Enquanto Dilma alimenta a esperança de voltar ao cargo, Michel Temer receia ser traído pelos senadores, abandonado pela fisiológica base na Câmara dos Deputados e torpedeado pela grande imprensa. É preciso negociar, distribuir cargos e benesses. Governar, mesmo, somente depois de sacramentado o impeachment da presidente afastada. Até lá, Temer finge que governa, o Brasil finge que tem presidente e tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.

Edésio Adorno é advogado militante em Mato Grosso, mora em Tangará da Serra e escreve exclusivamente neste Blog aos domingos. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (4)

  • Jefferson Hugo | Domingo, 29 de Maio de 2016, 10h04
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    Sem o maniqueísmo que caracteriza a discussão política do momento, o articulista Edesio oferece uma análise mais real. Os defensores de Temer dizem que o Brasil já melhorou; os adeptos de Dilma, ao contrário, afirmam que tudo piorou. A verdade é que o governo federal está paralisado, imobilizado pelas denúncias de corrupção e pela espera da concretização do Impeachment de Dilma. Haja paciência!

  • Luiz Gomes | Domingo, 29 de Maio de 2016, 10h01
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    Essa é a dura realidade...E o voto popular? Vale apenas um voto...

  • Luiz Gomes | Domingo, 29 de Maio de 2016, 09h56
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    Essa é a dura realidade...Enquanto isso, o voto popular...vale um voto.

  • Carlos Nunes | Domingo, 29 de Maio de 2016, 09h53
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    Depois que o governo do PT estropiou a Economia Brasileira, causando o desemprego de 12 Milhões de trabalhadores...o governo Temer só tinha uma missão: fazer um plano econômico emergencial (2016/2018), para levar o barco da Nação até 2018, quando ocorre a eleição presidencial, no mínimo tem é que fazer um "feijão com arroz bem feito", com Honestidade. Reformas estruturais, mexida em Previdência, direitos trabalhistas, aumento de impostos, CPMF, só a partir de 2018, quando os candidatos a presidente, nas campanhas eleitorais, apresentarão suas propostas para 2019/2022...e nós, os eleitores, os verdadeiros donos do Poder, vamos analisar todas as propostas, verificar qual é a melhor, a mais criativa, e votar no candidato que a apresentar. As grandes questões nacionais não devem ser discutidas em governo de transição...agora só interessaria o curto prazo 2016/2018, pois o futuro a DEUS pertence. Aí você vê um telejornal dizer: olha vai ter que mexer na Previdência agora, alterando, por exemplo, a idade mínima de aposentadoria da Mulher, passando de 60 anos para 65 anos, em 2050 não vai ter condições de pagar aposentado nenhum. Ora bolas, 2050 está longe a beça, pode aparecer um candidato a presidente, em 2018, que estudando a questão, apresente uma ideia criativa. Aquela época do Collor, aonde ele confiscou a poupança do brasileiro, e disse que só tinha essa bala na agulha do revólver, foi mentirosa...os mais famosos economistas dizem sempre que: sempre tem várias alternativas, e o problema pode ser analisado de vários ângulos. Minha vó dizia: tem jeito prá tudo, só não tem prá morte.

| 29/05/2016, 00h:00 - Atualizado: 28/05/2016, 20h:12

Faça-se ouvir!

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Jackelyne Pontes

Em 1988, a Constituição Federal do Brasil passou a definir saúde como um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação (artigos 196 e 198).

Sendo assim, é interessante que estudantes, comunidade e líderes comunitários, gestores, trabalhadores, professores, representantes sindicais e todos os envolvidos direta e indiretamente no processo democrático sejam estimulados a pensar a saúde como um conceito dotado de diversas vertentes que não só a ausência de doença, pois o conceito de saúde é ditado pela realidade do povo, sendo assim estão impregnados nele as emoções, as relações sociais, fatores econômicos e educacionais, históricos, familiares, políticos e também de acesso à saúde.

Não se pode pensar a saúde sem a participação social, sem o envolvimento dos indivíduos que ao expressarem suas necessidades de segurança, educação, alimentação, cultura, acabam por trazerem à tona suas aspirações e contribuem para a constante modificação deste conceito, fazendo valer a democratização e ajudando a construir novos caminhos.

Muitas vezes, nos perguntamos onde e como podemos nos  fazer ouvir. Um dos instrumentos legítimos colocados à disposição da população são as ouvidorias, e devemos lançar mão desse valioso recurso. Mas muitos desconhecem o seu significado.

Ouvidoria é um canal de comunicação. As secretarias estaduais e municipais de saúde possuem esse serviço onde a população pode sugerir, reclamar, denunciar, reivindicar e porque não elogiar, colaborando efetivamente como cidadãos, seja por telefone, internet ou mesmo pessoalmente. Porém, a ouvidoria deve ser um canal não burocratizado, fácil, ágil, democrático, ético, imparcial.

Cabe aqui resgatar o significado da palavra ouvir, que é muito diferente de escutar. Escutar está ligado ao sentido da audição, e ouvir é escutar criticamente, entendendo, elaborando e principalmente percebendo a ação.

Temos que nos fazer ouvir! A ouvidoria introduz a nossa voz, a voz do usuário, no sistema de saúde. E nós usuários temos esse poder de fazer com que as ações que nos beneficiem passem da teoria para a prática e seja real, basta que tenhamos conhecimento de como faze-lo e principalmente que o façamos.

Quanto a mim, na incansável, apaixonada, punjante e porque não dizer utópica vontade de colaborar insisto: manifestemo-nos!

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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| 28/05/2016, 09h:11 - Atualizado: 28/05/2016, 09h:20

Novo pacto federativo e os reflexos positivos e diretos no setor produtivo

jose medeiros artigo

José Medeiros

A história do Brasil começa a ganhar um novo capítulo com o afastamento de Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer. Se antes estávamos apreensivos, angustiados e pessimistas com os rumos da política e da economia do país, hoje começamos a retomar o caminho da confiança, da esperança e do otimismo com os novos ares instalados na República. Sai de cena o desgoverno do Partido dos Trabalhadores, entram os anseios dos brasileiros por dias melhores.

Quando votei pelo afastamento da presidente, observei que o processo não era a melhor solução para o País; porém, se ele não acontecesse não se teria solução alguma. Entendo que esse processo de impeachment é traumático e triste para a Nação. É preciso deixar isso bem claro. O impedimento é, tal como uma cirurgia, apenas o melhor desfecho de um cenário essencialmente gravoso.  Desfecho que acabou por se tornar inevitável diante do enorme rol de erros comandos pelo Executivo nos últimos anos. Entretanto, deve-se lembrar que o processo ainda não acabou. Agora se inicia no Senado Federal o julgamento de mérito, comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski.

Sobre o presidente em exercício Michel Temer, seu pouco tempo de exercício já é suficiente para nos transmitir serenidade. Deveras, ver o país começar a ser comandado por alguém equilibrado, legalista e, sobretudo, disposto a colocar o Brasil nos trilhos, tudo isso nos renova a esperança. É bem verdade que ele terá algumas missões pela frente e precisará agir com sabedoria, aproveitando o otimismo que toma conta do povo brasileiro e, sobretudo, do Congresso Nacional, para realizar as reformas que a presidente afastada não teve competência para fazer.

Uma delas, Michel Temer já sinalizou em seu discurso de posse. Trata-se de um novo pacto federativo. Hoje, governadores e prefeitos de todo o Brasil sentem as agruras de um bolo tributário muito mal distribuído. Tamanho descompasso entre União, Estados e Municípios tem levado algumas unidades da Federação à verdadeira falência. Nossas cidades, em sua quase totalidade, sofrem o pão que o diabo amassou. Os mandatários municipais e estaduais mostram-se justificadamente apreensivos com o crescente desequilíbrio que vem abalando suas contas.

O Estado de Mato Grosso é um claro exemplo da injustiça nessa divisão. Portanto, aproveitando o discurso do presidente em exercício e a situação vivida pelo estado que represento, peço insistentemente que uma nova distribuição das receitas tributárias leve em conta o fato de que Mato Grosso, além de liderar o ranking mundial de produção e exportação de açúcar, etanol, algodão e trigo, é, acima de tudo, o segundo maior estado em termos de faturamento com as vendas externas do complexo da soja, aí compreendidos o grão, o farelo e o óleo.

Nesse sentido, cumpre lembrar que Michel Temer também defendeu o agronegócio e a agricultura familiar. Nesse ponto, Mato Grosso se sentiu prestigiado. De vocação agrícola, o estado tem condições de contribuir ainda mais com o Brasil e com o mundo. Segundo as projeções do Ministério da Agricultura, até o ano de 2030, um terço dos produtos comercializados no mundo será proveniente do Brasil. Isso em função da crescente demanda dos países asiáticos por alimentos.

Outro ponto significativo para o setor produtivo e para o estado foi a escolha do senador Blairo Maggi para a pasta da Agricultura. A meu ver, Michel Temer acerta em cheio. Parece-nos real o desejo do presidente em viabilizar melhores condições de infraestrutura para o escoamento e comercialização da substanciosa produção mato-grossense de grãos. Produção que tem reclamado, entre outras coisas, especial atenção no que concerne ao planejamento estratégico e de logística, fazendo desse mercado um importante competidor com países como os Estados Unidos.

Para a exportação de nossos produtos, Michel Temer e Blairo Maggi têm o desafio de substituir o insistente, penoso e oneroso sistema rodoviário, constituído em infindáveis estradas esburacadas, pela utilização de outros sistemas modais de transportes, como o ferroviário e o hidroviário. Alinhar os três modais parece uma opção natural, à luz da lógica e do bom senso. Os desafios são grandes e exigem uma atuação firme, de forma a permitir a recuperação, expansão e interligação desses diferentes modais. Com o que se possibilitará uma integração capaz de contribuir para solapar gargalos e permitir a correção de distorções históricas associadas à precariedade da infraestrutura e ao predomínio do transporte rodoviário.

Como senador da República, estou convicto de que uma nova repactuação tributária terá reflexos positivos e diretos no setor produtivo, na infraestrutura e na logística. Portanto, o presidente, o ministro da Agricultura e o Congresso Nacional, todos temos a missão de fazer com que o produto da arrecadação tributária seja melhor distribuído. Decisiva forma de fazer justiça a estados como Mato Grosso, que há anos tem cumprido exemplarmente o seu papel.

José Medeiros é professor, policial rodoviário federal e senador da República por Mato Grosso

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Comentários (2)

  • Jorge | Sábado, 28 de Maio de 2016, 10h55
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    Por que será que estão dando tanta trela a esse inútil? quais seriam os interesses de RD em publicar tanto besteirol desse vontríloquo do Aecioporto? Será que está rolando uma graninha extra?????

  • Celso | Sábado, 28 de Maio de 2016, 10h25
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    Na perspectiva desse novo governo, com apoio de Eduardo Cunha, Renan, Jucá, Sarney e outros que há décadas sempre estiveram no poder, mesmo que indiretamente, mas sempre perceptíveis nos porões do comando, qual a esperança? No artigo do senador Medeiros, há uma grande preocupação com agronegócio, empresários, escoamento de produção , etc. , mas um vazio tremendo aos mais humildes e que agora definitivamente vivem nos sonhos das migalhas dos golpistas. Governo que tirou 35 milhões da miséria não há contraditório.

articulações | 28/05/2016, 08h:32 - Atualizado: 28/05/2016, 08h:36

Fábio diz que bancada se mobiliza em prol de MT e vê nova oportunidade em Temer


O deputado federal Fábio Garcia (PSB), coordenador da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, afirma que todos os parlamentares têm a responsabilidade de ajudar o governador Pedro Taques (PSDB) diante da crise financeira que afeta o Brasil, com reflexos nos Estados e municípios. “A bancada tem sido bastante atuante, principalmente os que integram a base aliada. Nossa ação já encaminhou a liberação do FEX, garantindo quase R$ 900 milhões em dois anos. Vamos seguir defendendo os pleitos do Estado”, diz em entrevista ao Rdnews.

O socialista também garante que a bancada de Mato Grosso está atenta à renegociação das dívidas do Estado, para que o pagamento seja efetuado com juros simples, e ao debate sobre o Pacto Federativo para assegurar a distribuição mais justa dos recursos arrecadados. “Ainda tem uma parcela do FEX que carece de liberação. Como Mato Grosso é um Estado exportador, estamos pleiteando a compensação das perdas da Lei Kandir. Não vamos nos furtar de defender os interesses do cidadão mato-grossense”.

Reprodução

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Fábio Garcia diz que entre temas que a bancada de MT se atenta está renegociação da dívida estadual

Fábio ainda avalia que o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB), constituído a partir do afastamento de Dilma Rousseff (PT) pelo Senado, representa uma nova oportunidade para o Brasil. Ressalta que o país estava paralisado e agora existe a perspectiva de retomada dos investimentos. “Agora, existe pelo menos a esperança que novos recursos e créditos serão liberados. O papel da bancada é ajudar na interlocução com o governo federal”.

Bancada

A bancada de Mato Grosso é formada por oito deputados federais e dois senadores. Somente quatro integrantes são oposição a Taques. Além de Fábio Garcia, compõem a base aliada do governador, os deputados federais Nilson Leitão (PSDB), Adilton Sachetti (PSB), Ezequiel Fonseca (PP) e Victório Galli (PSC). Os oposicionistas são Ságuas Moraes (PT), Carlos Bezerra (PMDB) e Valtenir Pereira (PMDB).

 Os senadores Cidinho Santos (PR) e José Medeiros (PSD) são pró-governador. O único na oposição é Wellington Fagundes (PR). 

Bancada de MT se reúne com ministro e FEX 2015 pode ser pago no 1º semestre

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| 28/05/2016, 08h:16 - Atualizado: 29/05/2016, 09h:49

Em nota, Sintep admite documento pelo retorno da petista Dilma à Presidência


dilma 340

Sintep-MT aproveita mobilização salarial, "manobra" pauta e sai em defesa pública do retorno à Presidência da petista Dilma Rousseff

O sindicato dos Trabalhadores de Ensino Público do Estado admite, em nota, que foram colocadas em pauta, por um dos grupos de trabalho e apresentado para o debate em plenário, duas moções de repúdio.

Uma se referiu às atitudes do Governo Pedro Taques, especialmente sobre a não concessão imediata do RGA aos servidores devido à crise e as dificuldades de caixa e, outra, referente ao presidente interino Michel Temer, cujo teor encontra-se publicado no site da entidade. Essas discussões foram abertas na reunião no Conselho de Representantes nos dias 21 e 22 últimos.

A nota foi uma reação à matéria no intitulada "Professores denunciam manobra do Sintep-MT para defender volta de Dilma", em que educadores denunciam omissão de pauta em meio à mobilização salarial no Estado para, numa manobra, aprovar moções de repúdio e ainda defender o retorno à Presidência da República da petista afastada Dilma Rousseff.

Dezenas de comentários na página do Facebook do sindicato apontam omissão e manobra.

O sindicato, por sua vez, argumenta que "o Conselho de Representantes é uma instância deliberativa estatutária do Sintep/MT, que todas as propostas oriundas dos debates da base e apresentadas por qualquer um dos conselheiros, independente de suas convicções políticas, são submetidas ao referendo da plenária, se aprovadas, seguem para conhecimento público, bem como encaminhadas aos destinatários".

A publicação da nota na página do Sintep não estancou a revolta de professores que se manifestaram. “Um absurdo nos usar dessa forma, sindicato partidário e que esconde a verdadeira intenção! Revoltada!”, disse uma internauta. “Ninguém votou moção de repúdio nas subsedes então ninguém tinha carta branca para votar isso no Conselho de Representantes”, afirmou outro internauta.

Confira aqui a íntegra da nota do Sintep-MT.

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Comentários (8)

  • João Mineiro | Domingo, 29 de Maio de 2016, 20h10
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    Concordo com o João do Bar do Jão: Foram 6 milhões segundo cálculos da PM nas manifestações contra a PresidANTA Dirma do chefe...O Temer assumiu e logo mostrou que mesmo ele, foi capaz de mostrar competência e como se governa. A diferença com essa retardada da Dilma foi brutal, incomparável. Não sou fá do PMDB, mas mesmo o Temer já me deu esperança nesse país falido. Lula pegou o Real pronto e acabado e levou mais de um mandato para deixar o Brasil nessa M. Agora quem sabe o Temer dá uma arrumada e devolve pra incompetenta foder com o país novamente...No entanto, nariz não tem palma, a mão é que tem palma e 5 dedos e não 4, a maioria que tem 4 dedos é por colocar a mão onde não é devido e isso Lula fez com o Dinheiro do povo. Pra colocar Pão com Mortadela na boca de uns aí assalariados em cargos de confiança pois não tem competência pra passar em concurso público, a não ser que este seja arranjado..... http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/04/exclusivo-stf-homologa-delacao-que-cita-plano-de-dilma-e-lula-para-melar-lava-jato.html

  • João | Domingo, 29 de Maio de 2016, 18h42
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    Conselho fiscal é figura decorativa na mnaioria dos Sindicatos, na maioria dos sindicatos o presidente decide sozinho qual a posição vai tomar...O pior dos sindicatos são eido político, além do presidente ter que roubar pra comprar fazenda, ainda tem a parte que tem que dar pro partido.

  • Angelo | Domingo, 29 de Maio de 2016, 15h06
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    E os coxinhas acham que um Sindicato de Profissionais da Educação iria se posicionar a favor de um governo golpista e ilegítimo ou a favor de um partido de historicamente defendeu os trabalhadores? Acordem coxinhas ...

  • Professor | Domingo, 29 de Maio de 2016, 12h13
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    Tribunal de Contas e Ministério Público neste Sindicato dos Professores. Pois tem um grupo que só sabe falar dos outros.

  • Paulo | Sábado, 28 de Maio de 2016, 18h49
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    já passou muito da hora destes sindicatos serem fiscalizados. Falam e esbravejam exigindo fiscalização pros outros. Mais e a fiscalização dos sindicatos? Quem fiscaliza? Desconheço sindicato que não tem ranço do PT. Daquele PT antigo esquerdista que acabou virando direitista e que hoje acha que não teve corrupção nenhuma o que tem é GOLPE.

  • Professor indignado | Sábado, 28 de Maio de 2016, 18h18
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    Verdade... Esse Presidente do SINTEP já está com alvará vencido... Burrada em cima de burrada fizeram dele um PTista chinfrin, mais chinfrin do que os PTistas tradicionais, tipo Lula e Dilma. Fora, Henrique... Vá trabalhar !

  • alexandre | Sábado, 28 de Maio de 2016, 10h46
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    SINTEP é CUT que é PT, quem contribue para o sindicato é o PT ou os professores? . misturar interesses de liderança sindical com a vontade da categoria é ruim, existe direcionamento em assembléia que não foi discutido nas bases.

  • mario marcio da costa e silva | Sábado, 28 de Maio de 2016, 09h47
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    Gostaria de saber porque todos querem ficar nesta teta dos sindicatos? As contas dos sindicatos quem fiscaliza?Tem sindicato como o da antiga Cemat que tem gente a mais de 30 anos. O Ministério Publico a Receita Federal tem que que dar uma varredura nos membros dos ocupantes tem muita gente com fazenda e outros bens incompatíveis com suas rendas e ai?

| 28/05/2016, 07h:06 - Atualizado: 28/05/2016, 07h:15

A mulher e o respeito

akio materia estreia colunista

Akio Maluf Sasaki

Diferente do que muitos homens pensam, as mulheres não merecem serem respeitadas, afinal quem merece faz algo em troca e a mulher não tem que fazer, ser, vestir ou fazer para ter respeito. O respeito deve imperar independente de quaisquer circunstâncias ou condições.

Pode até parecer estranho, mas não deveria existir a palavra feminismo, tampouco o movimento, pois deveria ser normal uma mulher ser respeitada e tratada da melhor forma possível e, os que fossem diferentes deste modelo, é que seriam os sexistas.

Apesar do respeito ser essencial, da defesa da mulher precisar ser algo contínuo, não posso concordar que vivemos em uma sociedade que possui uma cultura de estupro.

Dizer que vivemos em uma cultura de estupro quer dizer que a sociedade não se comove, que os jornais não noticiam e que o Estado não se importa, bem, sabemos que não ocorre desta maneira, pois os jornais cobrem de forma correta, a sociedade se comove e o Estado protege.

Diferente do exposto acima, concordo que vivemos uma cultura de Machismo e Impunidade, sendo que somadas criam animais que cometem atrocidades como as que ocorreram no Piauí ano passado e nesta semana no Rio de Janeiro.

A pior das culturas, sem dúvidas, é a de impunidade, pois é ela que permite que os “animais” (não são homens no meu conceito) possam agir desta maneira; como por exemplo publicar as provas do abuso online no Twitter e ter a “certeza” de que não vai acontecer nada com eles.

Tive o desprazer de verificar diversos comentários denegrindo a vítima do Rio de Janeiro, apresentando imagens que ela fazia apologia ao crime e outras mais, mas nenhuma delas justifica a violência sofrida e nenhum argumento vale para reverter essa situação.

Devemos lutar todos os dias, sejamos nós homens ou mulheres, pela igualdade, pelo respeito mútuo e pela libertação das mulheres.

Por fim, não tente dizer que a nossa sociedade cultiva uma cultura de estupro e vamos tentar reverter a cultura de machismo e impunidade, pois com um sério trabalho poderemos resolver vários problemas sociais de uma vez, seja o que diz respeito as mulheres ou até mesmo a corrupção, pois a cultura da impunidade não atinge somente os crimes sexuais.

Akio Maluf Sasaki é acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio@pontodeapoioturismo.com.br

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Articulação | 27/05/2016, 11h:00 - Atualizado: 27/05/2016, 11h:48

Wilson diz que ingresso de Leitão garante experiência e agilidade ao staff de Taques


O líder do Governo na Assembleia, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), vê com entusiasmo a possível ida do correligionário e deputado federal  Nilson Leitão para compor o staff do governador Pedro Taques (PSDB). “Se o Nilson resolver ir eu não tenho dúvida que vai dar velocidade e qualidade ao Governo”, declara.

Wilson afirma que Leitão tem experiência como deputado federal, além de ter sido por dois mandatos prefeito de Sinop. Embor o Governo não admita oficialmente, o  deputado federal é cotado para assumir a chefia da Casa Civil no lugar de Paulo Taques que, nos bastidores, acumula diversos desgastes e estaria com “prazo de validade” vencido no primeiro escalão.

Arquivo

capa Wilson e Leitão

 Nilson Leitão e Wilson Santos, junto com Thelma de Oliveira e Guilherme Maluf,   militam no PSDB

Além disso, Wilson lembra também que a inclusão de secretários-políticos foi uma das reivindicações dos 16 deputados que estiveram presentes na reunião da última terça (24), com o governador e parte dos gestores. “Há consenso que a média de idade precisa aumentar, e colocar gente de cabeça branca e careca no governo”, exemplifica.

Para o deputado, os colegas defendem a inclusão de políticos e ex-prefeitos para dar velocidade nas decisões e agregar experiência. Segundo Wilson, há pessoas ocupando cargos públicos pela primeira vez na Gestão Taques. “Há muito receio de decidir, é um secretariado muito técnico”, pontua.

 O possível ingresso de Leitão  no primeiro escalão de Taques já foi tratado em diversas reuniões. Entretanto, o assunto é guardado "a sete chaves", com recomendação de evitar o vazamento para não comprometer a estratégia. O tucano, no entanto, não admite publicamente a possibilidade 

Partidos

Taques iniciou o mandato com três secretários filiados a partidos, mas sempre ressaltando que todas as nomeações seguiram critérios técnicos. Permínio, do PSDB, assumiu a Educação enquanto Suelme Evangelista, do PSB, ficou no comando da pasta de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária. Já Adriana Vandoni, que era do PDT e acompanhou Taques na migração para o PSDB, foi a escolhida para o Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção.

 Permínio caiu em 3 de maio, diante do escândalo de corrupção que eclodiu com a Operação Rêmora - que apura supostas fraudes em processos de licitação do estado. Suelme, por sua vez, segue firme com trabalho discreto, mas eficiente.  Ao contrário, Vandoni não foge das polêmicas e sempre contrapõe os adversários do governador.

Taques fortalece articulação política e deve nomear Pivetta e Leitão  

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Comentários (2)

  • ELEITOR | Sábado, 28 de Maio de 2016, 09h10
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    Se é verdade mesmo o afastamento do Paulo Taques, seria bom um substituto experiente politicamente: Júlio ou Jaime Campos.

  • José Pedro Dias | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 12h10
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    Nilson Leitão e um bom nome para assumir a articulação política na casa civil, seria um secretário com amplos poderes políticos nas demais secretarias, mas tem que acontecer ações de governo com resultados, tá passando da hora disso acontecer, caso contrário governo taques vai ser dos piores da história.

| 27/05/2016, 09h:55 - Atualizado: 28/05/2016, 13h:31

Dilmar alerta que proposta de taxação das commodities prejudica 255 mil empregos


 “O futuro econômico e social de Mato Grosso corre sério perigo caso o Governo decida interferir na economia e aumentar a tributação do agronegócio”. A afirmação é do deputado  Dilmar Dal  Bosco (DEM), que destacou que possíveis mudanças na cobrança dos impostos do setor colocam em risco  255,6 mil empregos gerados pelo segmento. 

 De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia da Agropecuária (Imea),  os salários do setor agropecuário somam R$ 5,5 bilhões anuais. Com isso,  movimentam a economia no interior e garantem o desenvolvimento do Estado.

Marcos Lopes/ALMT

dilmar dal bosco.jpg

 Dilmar Dal Bosco faz defesa do agronegócia e diz que taxação coloca em risco empregos no setor 

 Para o parlamentar, a economia tem sido ampliada graças a produção agrícola. “Temos municípios se transformando com o agronegócio, como é o caso de Poconé, uma cidade que via sua economia em situação delicada com o declínio do garimpo e agora volta a oferecer oportunidades para população. São estes empregos que estão sob ataque com novas tributações”, pontuou.  

 Dilmar  defendeu o perfil social do plantio de grãos, afirmando que existem dois Mato Grosso, sendo um deles um Estado pobre e dependente das grandes economias nacionais, e outro, que se consolidou nos últimos 30 anos com a entrada de grãos.“Temos um Estado produtor, competitivo e respeitado pelos mercados interno e externo. Cidades como Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde, sem nenhuma expressão no cenário estadual no passado, hoje se destacam não só pelo fator econômico, mas também pela qualidade de vida  oferecida aos seus munícipes, possuem um Índice de Desenvolvimento Humano acima da média nacional, com educação e saúde pública exemplares”, afirmou.

 Tributação

Atualmente, 50% do Produto Interno Bruto (PIB) é originado na agropecuária, sendo que a atividade contribui com os mesmos 50% da arrecadação do ICMS, principal imposto do Estado. Pelos dados do Imea, dos R$ 7,9 bilhões arrecadados com ICMS em 2015, R$ 4 bilhões tiveram origem no agronegócio. 

 “Esta contribuição leva em conta apenas o ICMS, porém o agronegócio também traz receitas ao Estado por outras fontes, como o Fundo de Apoio das Exportações, o FEX. O Fisco está recebendo neste ano de 2016 o FEX de 2015, no valor de R$ 425 milhões. O agronegócio ainda paga o Fethab, que arrecadou R$ 860 milhões em 2015. Somando tudo o agronegócio pagou R$ 5,3 bilhões ao Fisco de Mato Grosso”, destacou Dilmar. 

 Para o democrata,  a sugestão em debate, ou seja, a limitação da quantidade que o produtor pode exportar,  é uma interferência direta no negócio e representa um sério risco a sustentabilidade da produção e crescimento do Estado.

 “Engana-se quem pensa que Mato Grosso oferece grandes vantagens para quem aqui produz. Existe limitação legal para exploração da área para o plantio, que é de 20% na floresta e 65% no cerrado, sem contar que nossa logística é bastante desfavorável,  pois estamos geograficamente mal situados. A ausência de portos, hidrovias,  estradas, ferrovias e outros meios para escoamento do grão aqui produzido nos coloca em uma situação difícil em relação aos outros estados produtores, o que ficaria ainda mais complicado com a taxação de commodities e a limitação da exportação”, argumentou. 

Em carta aberta, Famato e Aprosoja se posicionam contra novo imposto

 O possível aumento do taxação do agronegócio será debatido pelo deputado estadual junto ao governador   Pedro Taques (PSDB). “O governador já disse para imprensa ser contra este aumento. Vamos trabalhar para mostrar os números que o agronegócio adiciona a nossa economia, a geração de emprego e renda, e os riscos que mudanças representam”, concluiu.

Deputado defende tributação dos commodities para enfrentar crise econômica 

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Comentários (5)

  • Urbanista | Sábado, 28 de Maio de 2016, 13h55
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    O pobre em Mato Grosso deveria gozar também do benefício de não pagar imposto. Se o cidadão tem carrinho velho com mais de 15 anos de uso, o governo do estado jamais isenta esse cidadão do pagamento do IPVA e Licenciamento. O carro pode estar a carcaça que mesmo assim é obrigado a pagar imposto. Você acha justo o privilégio dos grandes fazendeiros de nunca pagar imposto??

  • Thompson | Sábado, 28 de Maio de 2016, 13h44
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    Acredito que o maior beneficiado com a taxação das commodities é justamente o agronegócio. O governo do estado precisa de recursos para melhorar a infraestrutura para o escoamento da produção agrícola. Sem recursos ele não terá como investir na conservação das rodovias e muito menos na criação de novas ferrovias que é a forma ideal para o transporte de cargas. O governo do Mato Grosso do Sul (que é do PSDB) resolveu taxar o agronegócio e mesmo assim a produção agrícola daquele estado aumentou substancialmente, sem provocar nenhum tipo de crise.

  • João | Sábado, 28 de Maio de 2016, 02h52
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    !0% não vai matar ninguém de fome, basta desses produtores só ganhar e ganhar, as riquezas do solo devem ser distribuidas pelo Estado...

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 14h32
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    Complementando o comentário do Edu Brito...pois é, Goiás já taxou, com isso o custo de plantio aumentou, e o produto de Goiás passou a ser o mais caro do país. Não sei se essa cobrança aqui é MT é para agradar compadres (Goiás e MT são do PSDB); só para não deixar Goiás na mão, sozinho na enrascada. Agronegócio é a galinha dos ovos de ouro do Brasil...tem garantido até o superávit na balança de pagamentos nacional, às vezes. A estória infantil não acabou bem...nela o dono da galinha cresceu os olhos e quis saber da onde vinha o ouro; aí matou a galinha, quando abriu, verificou que era uma galinha comum - só que botava um ovo de ouro todo dia. Teria é que avaliar até que ponto o aumento do custo de plantio, motivado pelo taxação das commodities, vai atrapalhar a competitividade no mercado internacional...muito, pouco, mais ou menos? Tem aúfa de país louco para comercializar soja, e todos os produtos agrícolas de MT, no mercado internacional...só estão esperando uma oportunidade. Se inviabilizar o negócio, os próprios produtores de soja poderão até mudar de atividade e plantar outra coisa mais lucrativa.

  • Edu Brito | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 10h44
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    O governo de Goiás publicou um decreto no fim de janeiro criando limites para exportações de grãos e uma regra que permite cobrar ICMS sobre 30% das compras feitas por tradings e 40% sobre o que é processado pelas indústrias. Na prática, as tradings só poderão levar para fora do País volume equivalente a 70% do que comprarem dentro do Estado; os 30% sobre os quais deverão pagar ICMS terão de ser direcionados para o mercado goiano. Com isso a arrecadação do Estado será ampliada significativamente. Os grandes homens do agronegócio (não me refiro ao pequeno e médio produtor) possuem muitos representantes no Congresso e nas assemvleias legislativas e através desses representantes mantem desonerações do setor. Na prática o que contribuem não paga as rodovias, pontes e áreas degradadas. Só resta para a população a poluição e o achatamento salarial para a MANUTENÇÃO DE PRIVILÉGIOS. É isso que está acabando com Mato Grosso.

| 27/05/2016, 08h:35 - Atualizado: 27/05/2016, 08h:40

Queremos um governo de frases de efeito?

ceara artigo sexta 400 padrao

 Antonio Cavalcante

Creio que muito tardiamente o governador de Mato Grosso se afastou dos holofotes que o cegavam, desviou os olhos para a máquina administrativa emperrada e percebeu que há um caos no setor de segurança pública, com um grupo de policiais matando pessoas inocentes mediante pagamento, e a população indefesa escondida em suas casas, em face da insegurança que é pública e só não vê quem não quer (ou alguém que viaje o tempo todo).

Notou que os hospitais estão lotados, não há leitos de UTI, crianças e idosos sofrem com as ameaças de dengue e do tal vírus influenza que em alguns casos é fatal, e constatou que o “turismo de ambulância” como programa de saúde ainda impera em nosso estado. Prefeituras sucateadas despacham seus pacientes para as unidades de emergência em Cuiabá e Várzea Grande, por falta de recursos locais, e a compra de ambulância (“ambulancioterapia”) ainda é a grande “política pública” para este setor.

A situação dos servidores públicos também é caótica, o estado que cobra seus tributos de acordo com a inflação, que passou longe dos 11% oficiais, se recusa a fazer a recomposição do salário de acordo com as perdas verificadas no ano passado, que corroeu os vencimentos das categorias.

O governador finalmente toma contato com a realidade. E onde ele esteve neste período? O que andou fazendo durante todo esse tempo?

Ora, como ele próprio disse, foi o primeiro (e único) governador a apoiar publicamente o golpe contra a Constituição, para permitir a instauração de um “processo sem crime” contra a presidenta da república. E não é de hoje que venho chamando a atenção para o caráter fascista, reacionário, de extrema direita e criminoso desse golpe disfarçado de impeachment.

E enquanto o governador viajava país afora, fazendo propaganda e defesa do tal “impeachment”, que a mídia no mundo todo vem chamando de “complô de bandidos”, Mato Grosso ficava a deriva. E ao lado de quem o governador viajava? Ao lado de pessoas “inocentes” como Aécio Neves, aquele que será “devorado” pela Operação Lava Jato, como disse o mais recente delator à justiça (na verdade é o quinto réu que acusa o mesmo corréu).

Sabe-se que o plano do golpe começou a ser executado logo após a eleição de 2014.

Essa decisão de fomentar um golpe dos ricos contra os pobres, um “complô de criminosos” que querem se blindarem dos processos que terão que responder, é um carimbo que fica na testa de Pedro Taques, para tristeza de quem viu o político nascer como grande defensor do Estado Democrático de Direito e da Constituição Federal, a história lhe cobrará a coerência perdida. A sua credibilidade e capacidade até o momento ainda não foram posta à prova para resolver os dramas da educação pública, da cultura e da carência das pesquisas científicas em Mato Grosso. Somos 141 municípios, a maioria deles abaixo do aceitável em índices de desenvolvimento humano, todavia não existe nenhuma solução para esse drama e para a busca da igualdade.

O político Pedro Taques se deixou usar por grupos políticos descompromissados com o Estado Democrático de Direito, com o bem estar-social e coletivo, ou teve maus conselheiros. Querer combater a corrupção combatendo a democracia, além de um erro pra lá de grosseiro, é agir de má-fé.

A realidade bate à sua porta e o obriga a algumas decisões urgentes, a primeira delas é permitir a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a corrupção na Secretaria de Educação (SEDUC), e de outras unidades administrativas que já se apresentam como alvos do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Dizer que o roubo na SEDUC foi “menos do que disse o GAECO” em nada ajuda para recuperar a imagem arranhada.

Deve conceder o pagamento das perdas da inflação aos servidores estaduais, para isso exonerando os 3.000 cargos comissionados (pessoas indicadas por políticos) e extinguindo os cabides de emprego que criou (no estacionamento em frente ao palácio há vaga reservada até mesmo para um tal Gabinete de Articulação Internacional!!).

E por fim deixar de fazer política do jeitão tradicional, já condenado pela sociedade. Trazer aquele deputado federal para o governo, apenas para o sujeito “fugir” do julgamento do Supremo Tribunal Federal (que se aproxima) é usar a mesma tática adotada ao longo pelo tal “braço político do crime organizado”.

A realidade é dura, mas é melhor aceitá-la do que aos elogios dos vassalos. Não interessam os selfies do político comendo marmitex ou em passeatas dos coxinhas e militontos nazi-doidos contra a democracia. Sem frases de efeito, por favor, dizer que na próxima campanha eleitoral irá “dirigir carro de som e pregar cartaz em poste” não ajuda, e ainda revela um crime: usar patrimônio público (poste de iluminação pública) para colar propaganda eleitoral.

Por um governo com mais ação e menos frases de efeito.

Antonio Cavalcante Filho, cidadão de Mato Grosso, escreve às sextas-feiras neste blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (4)

  • Antonio benedito de Assunção | Sábado, 28 de Maio de 2016, 09h44
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    Cuiabania: O governador Pedro Taques gosta de holofotes e luzes. Gosta de se sentir o arauto da moralidade. Gosta de se sentir o salvador da patria. Só não gosta de ser humilde . Fala muito!

  • rutinha | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 13h32
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    vai ter que trabalhar cearáaaa

  • A MAMATA ACABOU | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 11h17
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    ACABOU A BOQUINHA, CEARÁ! E afundaram junto esse movimentosinho pelêgo que combate a corrupção seletiva e ESQUECE DO PT...que perpetrou o MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DA HUMANIDADE! Agora, terão wue trabalhar!

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 09h42
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    Os estados e municípios brasileiros, incluindo MT, agora somente sofrem os efeitos do governo do PT, que afundou a Economia Brasileira, viramos uma espécie de Grécia. Com isso a arrecadação caiu drasticamente...os primeiros sinais disso começaram no pujante estado do Rio Grande do Sul, ano passado quando o Sartori pegou o governo, descobriu que não tinha dinheiro: ou pagava funcionários e aposentados ou pagava a dívida do Estado - preferiu pagar os funcionários e dar o calote à dívida. Aí os 3 juristas entraram com o pedido de Impeachment pelo crime de responsabilidade...mas vendo o buraco em que o país afundou, principalmente pelo desemprego de 12 Milhões de brasileiros, houve foi crime de IrResponsabilidade. Mentiram descaradamente na última campanha eleitoral, só para ganhar a eleição. A Marina até que tentou, na campanha, nos debates, mostrar que o Brasil já estava afundando, mas era interrompida pela Dilma e pelo Aécio, que queriam ganhar a eleição de qualquer jeito. Foi a mais lúcida na campanha. Pois é, quando a Economia Nacional afunda, há um efeito cascata e afundam também a dos estados e municípios...o Taques é só vítima disso, como é qualquer governador ou prefeito. Só existe um conselho prá dar prá ele: pare de fazer promessas e mais promessas que não vai cumprir, porque NÃO TEM DINHEIRO...pegue tudo o que conseguir arrecadar e aplique só nas VERDADEIRAS PRIORIDADES. Já vivemos a época das vacas magras...ninguém sabe nem o tamanho dessa crise, nem quando tempo ela vai durar.

| 27/05/2016, 00h:00 - Atualizado: 26/05/2016, 20h:45

Faculdades e as taxas de serviços

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Elga Figueiredo

A cobrança de taxas pelas instituições de ensino é uma queixa recorrente dos alunos de unidades privadas e, em alguns casos, até públicas. As Instituições de Ensino Superior têm, nessas taxas, verdadeiras fontes de receita que, em muitas vezes, superam a própria mensalidade dos alunos, que deveria ser a única fonte de receita das instituições.

No caso das faculdades privadas, paira a premissa de que o vínculo celebrado destas com os alunos é, em sua essência, um contrato de direito privado, regulado pela Lei nº 9870/1999 e pelas regras contidas no Código Civil.

Desta feita, a relação entre as partes se encontra disciplinada no contrato celebrado entre as partes. Assim, se no contrato se encontra previsto a cobrança de taxas para os serviços ditos excepcionais, tal cobrança se mostra legal.

Portanto, escoradas nesta suposta relação particular e legal, as instituições de ensino privadas mantêm a cobrança de taxas em valores muito superiores ao efetivo custo dos serviços prestados, bem como a liberação de documentos.

De acordo com a Constituição brasileira e a lei 8.170/91, que rege o setor educacional, apesar de serem instituições privadas, as instituições de ensino superior prestam um serviço público e, portanto, estão proibidas de cobrar do cidadão quaisquer taxas para expedição de documentos necessários à defesa de direitos ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. 

Além disso, o Conselho Nacional de Educação determina que as mensalidades são a única remuneração possível por todos os custos referentes à educação ministrada e pelos serviços diretamente vinculados. 

Entrementes, compartilho do entendimento de que, com exceção de diplomas, documentos necessários para transferência de alunos, ou por emissão, em primeira via, de quaisquer documentos destinados à informar ou comprovar a situação acadêmica dos alunos, as instituições particulares de ensino superior podem cobrar taxas para emissão, desde que a cobrança limite-se ao valor do custo do serviço.

Entendo dessa forma, na medida em que acredito que a cobrança de taxas específicas não pode incidir sobre os serviços considerados regulares, quais sejam, aqueles indissociavelmente ligados à atividade educacional e, desta forma, prestados de forma geral e indistinta a todos os estudantes da instituição, tais como, por exemplo, a emissão de histórico escolar uma vez em cada período letivo, ou do diploma de conclusão do curso, porquanto são documentos emitidos para todos os alunos, independentemente de solicitação individual.

De outra banda, aqueles serviços tidos como pessoais, atendendo a uma situação especifica, como: revisão de provas, fornecimento de grade curricular, atestados, requerimentos, isenção e dispensa de disciplinas, segunda chamada de provas, abono de faltas e emissão de segunda vias de documentos, a cobrança é legal,  desde que não abusiva, uma vez que é necessário para a manutenção das atividades educacionais.

Elga Figueiredo é empresária e advogada, especialista em direito do consumidor e escreve exclusivamente neste Blog toda sexta - e-mail: elgafigueiredo@hotmail.com

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Comentários (1)

  • James | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 03h22
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    Discordo. A cobrança só pode ser legal se estipulada antes da assinatura do contrato, ou seja em uma tabela e não posteriormente ser imposta ao alvedrio da instituição...

| 26/05/2016, 20h:20 - Atualizado: 26/05/2016, 20h:53

Professores denunciam manobra do Sintep-MT para defender volta de Dilma

Nota de Repúdio ao Governo Taques foi aprovada em assembleia-geral numa omissão da pauta petista da mobilização nacional


Rdnews/arquivo

Henrique Lopes

Henrique Lopes, presidente do Sintep-MT, que inclui pauta pela volta de Dilma

Professores da rede estadual de ensino de Mato Grosso denunciam o que chamam de manobra da direção do Sintep-MT, entidade que congrega a categoria e é presidida por Henrique Lopes do Nascimento, por utilizar a mobilização salarial no Estado para pedir o retorno de Dilma Rousseff (PT) à presidência do país.

Um grupo de professores que prefere não se identificar para não sofrer represálias apontam que os trabalhadores da educação aprovaram a “Moção de Repúdio ao Governador Pedro Taques”, nesta semana, com a omissão da pauta petista da mobilização nacional.

Uma das educadoras disse que o debate era sobre PPP e RGA, mas incluíram discussão em defesa do retorno da presidente petista afastada. Afirma ter se sentido usada. A professora, que leciona numa das escolas ocupadas por estudantes em Várzea Grande, assegura que "estão usando da tática do terrorismo para convencer alunos e pais de que o governo vai cobrar mensalidade nas escolas estaduais ainda neste ano", o que não procede. 

O documento contestado pelo grupo de professores foi aprovado em assembleia-geral, na última segunda (23), e está disponível no site do Sintep e na página do sindicato nas redes sociais. O manifesto não reconhece o governo do presidente Michel Temer (PMDB), classificando-o como “ilegítimo”.

“Nós, profissionais da educação, presentes na assembleia-geral do Sintep-MT, realizada no dia 23 de maio de 2016, posicionamos pelo reestabelecimento da democracia em nosso país, e em defesa dos direitos dos/as trabalhadores/as. Por isso, não reconhecemos o governo ilegítimo que assumiu o poder em âmbito federal em 12 de maio. Vamos nos empenhar na luta pela retomada da democracia, exigindo a volta da presidenta eleita democraticamente. Assim, faremos frente a qualquer ataque aos direitos dos/das trabalhadores/as e da sociedade em geral, conforme o anúncio do projeto político e econômico do governo que assumiu à revelia da democracia brasileira”, diz o documento.

No texto aprovado na assembleia, o Sintep também cobra do Governo de Mato Grosso o pagamento do RGA mais o ganho real da carreira. Acontece que, conforme anunciado em abril deste ano, o Estado já assegurou o pagamento dos 7% aos professores.

Vários professores do Estado repudiaram a atitude na página do Facebook do Sintep.  “Vocês nos enganaram e esconderam a verdade. E só através dessa moção de repúdio na internet que estamos tomando ciência. Sintep não tem que apoiar partido algum e sim os direitos dos servidores públicos”, disse uma professora. "Isso é um abuso do Sintep, falar em nome dos professores, o que não foi discutido. Nós não queremos a volta de Dilma”, afirmou outra professora na página.

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Comentários (31)

  • Anderson | Sábado, 28 de Maio de 2016, 09h14
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    Muito me estranha essa reportagem do RD News pegando comentários de alguns na página do Facebook do Sintep,oras lógico que teremos uma minoria da categoria que irá se colocar contra a moção do Sintep é outra não confunda moção com o documento feito após a assembleia geral aquele sim é o documento oficial que foi posto para todas as escolas,e outra pessoa que não quer se identificar não merece nem ibope pois mostra que é uma pessoa sem caráter e que nao conhece o que é O PPP.E Pessoal cuidado com.essa reportagem tendenciosa

  • José da rocha filho | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 18h27
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    Sr. Homero, quando se fala em baixa qualidade da educação, eu tenho que concordar. Veja o seu caso, por exemplo. Não conseguiu extrair uma mensagem simples e clara de um texto de 3 linhas. Onde o senhor viu cunho homofóbico no meu comentário? A minha referência é ao cérebro do Alexandre Frota, a sua capacidade de contribuir com a educação brasileira. Parece-me que carapuça serviu, mas não tive a intenção. Até porque sou da opinião de que cada um tira o prazer de onde consegue e eu não tenho nada com isso. Parece-me que carapuça serviu, mas não tive a intenção.

  • Homero | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 14h55
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    Sr. José da Rocha Filho, usando do mesmo cunho homofóbico que vc citou, discriminando as opções de Alexandre Frota e a atenção do novo Ministro da Educação, que vc me diz das várias "mulheres" ao redor da Dilma, ela mesma do mesmo naipe ?

  • Marli | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 14h45
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    Na nota do Sintep, aprovada na assembléia geral da categoria, não consta a defesa de nenhum partido e sim da Democracia. Nesse contexto e presidente Dilma voltará sim porque só o seu governo é legítimo, foi eleita pela maioria do povo brasileiro.

  • José da rocha filho | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 13h35
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    Sra Marli, bela fala. A nossa luta é apartidária. Lutamos pelo que é nosso de direito. Ao sr. Roberto Renato, informo que os problemas citados estão com os dias contados. Afinal, Mendonça como ministro da Educação, seguindo as orientações de Alexandre Frota, logo seremos um Finlândia.

  • Mateus Lucas | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 13h17
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    Galera "esquerdóides", petistas que não gostam de trabalhar e sim em mamar eternamente nas tetas do Estado, que não produzem NADA para a sociedade, o processo contra sua presidANTA TAMBÉM foi por meio de VOTAÇÃO, sendo assegurado o CONTRADITÓRIA e a AMPLA DEFESA (devido processo legal), como muitos alienados comentaram em relação a mais uma baixaria do pseudo-sindicato chamado SINTEP....

  • Alberto | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 12h49
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    Isto é a maior fraude Sindical, o Sindicato não é e nem pode ser uma facção Politica Partidária, o Sindicato existe para defender os interesses da categoria, quando um Sindicato se envereda pelo campo da Politica partidária a tendência é o enfraquecimento, pois dentro de um Sindicato existem várias correntes e ideologia que devem ser respeitadas, é uma pena que os professores deixem seu Sindicato seguir neste direção...

  • Edna Bernardo | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 12h46
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    Covardes se omitem e pior se escondem como esses que denunciam a inverdade. Pior é a imprensa reproduzir a mentira!

  • olmedo | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 12h26
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    Estratagema da velha política do Wilson Santos e o comitê da maldade. Joga um contra o outro e acaba em nada a discussão. Esse PSDB, morto, ainda respira.

  • Neemias | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 11h29
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    Pessoal esse sitio eletrônico chamado RDNEWS faz parte do PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA. e não trará nenhuma informação de interesse dos trabalhadores, muito menos da educação. Nós de 116 municipios estávamos lá, participamos do conselho de representantes e assembleia geral em Cuiabá. Votamos conscientemente depois de muito debate sobre a pauta apresentada. Duvido muito se tem mesmo esses professores alienados que a reportagem falou aí que votou enganado. Se tem precisa ser politizados, participar do debate e defender suas convicções nas assembleias. Se querem continuar enganados pelo Ze Pedro aTaques que assuma isso.

| 26/05/2016, 16h:18 - Atualizado: 26/05/2016, 16h:30

Servidores, façamos a diferença!

Luciano artigo

Luciano de Arruda

Inicio essas linhas com o significado de servidor: aquele que serve a alguém ou a uma instituição; servo, servente, empregado; obsequiador, serviçal. Servidor Público, funcionário do Estado.

Diante de tal palavra importante me veio à mente a Bíblia, mais precisamente o Evangelho de Mateus escrito por Mateus em Jerusalém para Comunidade de Judeus Cristãos (70 d.C). No Evangelho no capítulo 20, versículo 28, Mateus, fala sobre Jesus Cristo, as seguintes palavras: “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. Que exemplo maravilhoso. Jesus Cristo viveu e morreu servindo às pessoas. Jesus Cristo fez a diferença no mundo.

Quero então compartilhar o ensinamento do Mestre Jesus Cristo que está no capítulo 7, versículo 12 de Mateus: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”. O Mestre ensina que devemos fazer o bem a todos, porque fazendo isso todos nós seremos beneficiados.

A seguir veremos como esse ensinamento é considerado na Teologia, na Psicologia e na Antropologia, vejamos: A palavra para esse ensinamento na Teologia é Ágape, palavra grega, amor sublime, mais alto, esta palavra descreve um amor desinteressado, de alguém que se dispõe a dar de si mesmo sem esperar receber nada em troca. É o amor que leva alguém a oferecer a sua própria vida para salvar a outros.

A palavra para esse ensinamento na Psicologia é empatia, capacidade para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo – amor e interesse pelo próximo – e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.

A palavra para esse ensinamento na Antropologia é alteridade, qualidade ou estado do que é outro ou do que é diferente. Um dos princípios fundamentais da alteridade é que o homem na sua vertente social tem uma relação de interação e dependência com o outro. Por esse motivo, o "eu" na sua forma individual só pode existir através de um contato com o "outro". Quando é possível verificar a alteridade, uma cultura não tem como objetivo a extinção de uma outra. Isto porque a alteridade implica que um indivíduo seja capaz de se colocar no lugar do outro, em uma relação baseada no diálogo e valorização das diferenças existentes.

O Mestre fala de lei. E acabo de ter uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. O servidor e a administração pública não vivem sem o Artigo 37, em que diz: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

Tenho certeza que todos nós servidores podemos e queremos fazer a diferença no Estado. Pois nascemos e vivemos para servir as pessoas como a própria palavra analisada nos diz. Com amor ao serviço e a lei seguimos avante. Com essas linhas termino dizendo: servidores, façamos a diferença!

Luciano Souza de Arruda é analista de desenvolvimento econômico e social, advogado, filósofo e teólogo. E-mail: direitooabmt@gmail.com

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  • alexandre | Quinta-Feira, 26 de Maio de 2016, 18h12
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    na verdade nós servimos pra arrecadar e dar todo o dinheiro para os Poderes e MPE. enquanto o executivo passa fome, os bestas acordaram e vão pra guerra..., chega dos favaros enriquecer a nossas custas, greve geral

Assembleia | 26/05/2016, 08h:15 - Atualizado: 26/05/2016, 08h:22

Fabio diz que PSB não interfere na eleição da Mesa Diretora da AL, mas recomenda que bancada busque unidade governista


O presidente do PSB de Mato Grosso, deputado federal Fabio Garcia, garantiu que não pretende interferir nas eleições da Mesa Diretora da Assembleia.  Apesar de admitir que os quatro integrantes da bancada estão em lados opostos nas articulações, o dirigente só recomenda que mantenham a unidade da base do governador Pedro Taques (PSB). 

Rodinei Crescêncio

Fábio Garcia

 Fabio Garcia afirma que eleição da Mesa Diretora não é processo partidário e não pretende interferir

“É uma eleição interna da Assembleia e os deputados estaduais são os protagonistas. O diálogo deve ser para que o processo seja salutar para a base do governador Pedro Taques, que une a maioria dos parlamentares. O PSB não fará interferência,  não é um processo partidário”, explicou Fabio Garcia em entrevista ao Rdnews

Dos quatro integrantes da bancada do PSB, pelo menos dois podem ser adversários nas eleições da Mesa Diretora previstas para setembro. Enquanto o deputado estadual Eduardo Botelho tenta se viabilizar como candidato à presidente, Oscar Bezerra articula para ser primeiro-secretário na chapa que deverá ser presidida pelo oposicionista Emanuel Pinheiro (PMDB). 

Já Max Russi entrou no chamado Grupo dos Nanicos, formados por deputados estaduais dos partidos com menor representatividade na Assembleia. O bloco que ainda conta com Sebastião Rezende (PSC), Pery Taborelli (PSC), Wancley Carvalho (PV) e Zé Carlos do Pátio (Solidariedade) se unificou para debater com os virtuais candidatos e buscar espaço na Mesa Diretora. 

Mauro Savi, por enquanto, está afastado das articulações da Mesa Diretora. O parlamentar que migrou do PR na última janela já foi presidente e primeiro-secretário da Assembleia, mas deve ficar fora de qualquer composição neste ano. 

Deputados de partidos nanicos se unem para disputar espaço na Mesa

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  • Edu Brito | Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016, 00h59
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    Fabio Garcia apoie a independência dos deputados do PSB, pois vc assim como o Mauro Mendes são nomes fortes na eleição para governador. Taques teve seu governo manchado pela corrupção na Seduc e Seges e pelo golpe contra o RGA dos servidores. Oriente os deputados do PSB para estar do lado dos servidores e para cobrar providências contra a corrupção no governo.

| 26/05/2016, 07h:15 - Atualizado: 26/05/2016, 12h:50

Se colocar no lugar do outro

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Maria Rita

A gravidez é um fenômeno que nos leva a viver novas experiências mesmo. Uma situação muito rica é a de pertencer temporariamente ao grupo dos que têm preferência em atendimento de filas e estacionamento. Antes, tal situação, para mim, era quase imperceptível, mas dada a necessidade de me deslocar bem acima do peso normal fiquei muito feliz em poder exercer este direito.

Por conta disso, chega a ser ainda mais natural me colocar no lugar dos que não apenas em caráter temporário necessitam de tais preferências. É muito importante as conquistas dos diversos direitos e benefícios que os idosos, portadores de necessidades especiais e gestantes possuem. 

Esta semana eu estava numa fila preferencial de uma loja de departamentos e ao chamarem o próximo cliente a ser atendido um rapaz me olhou e, sem a menor cerimônia, passou na minha frente. Fiquei até constrangida com a falta de educação do jovem, mas pouca coisa no Universo me tira do sério e achei melhor relevar.

A moça, que estava atrás do rapaz na fila normal, não pensou como eu. Em alto e bom som disse que havia uma gestante na fila preferencial com o direito a ser atendida primeiro e em dois segundos surgiu uma caixa para me atender.

Agradeci ao gesto da moça e ligeiramente constrangida fui pagar minhas compras. Constrangida do quê, né? Acho que de mim mesma, rs. Pois exercer um direito não é mendigar nada ou ainda transgredir alguma lei. É justamente o contrário, é exercer a cidadania.

Em outro momento estava eu estacionando o carro numa área destinada a este grupo preferencial quando vi um rapaz sozinho estacionando o carro. Enrolei um pouco para ver o porquê de ele estar ali. Não estava “grávido”, aparentemente não possuía nenhuma deficiência e era jovem para estar acima dos 60 anos.

Eu o julguei muito mal, se não fosse este meu constrangimento natural teria feito um barraco. Pois me senti indignada. Mas eis que rapidamente me arrependi do julgamento, pois já na calçada uma mulher grávida em estado adiantado o esperava para juntos entrarem no estabelecimento.

Poderia ser ainda pior o meu julgamento. O rapaz poderia sofrer de alguma deficiência mais difícil de diagnosticar fisicamente, como uma incontinência, e tivesse que estacionar correndo para ir ao banheiro. Afinal ninguém é obrigado a se explicar ao estacionar numa vaga preferencial.

Bom, este texto não tem caráter conclusivo. São pensamentos diversos que me surgiram neste contexto único. Uma situação que não é comum a grande maioria, mas que possibilita um exercício diferente e te ajuda se colocar no lugar dos outros. Muito enriquecedor vivê-la.

Talvez se outros passassem por isso ainda jovens e sem qualquer tipo de deficiência valorizariam mais o que direito alheio. Evitando estacionar onde não deve e também não julgando sem saber.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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renúncia e sonegação | 25/05/2016, 19h:50 - Atualizado: 25/05/2016, 19h:54

Deputado nega recurso de presidente da JBS e exige presença em oitiva no dia 7

Wesley Batista faltou 2 vezes e pode ser conduzido coercitivamente


O presidente da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, Zé do Pátio (Solidariedade), nega o pedido feito pela defesa do proprietário da JBS, Wesley Batista, que pretendia responder aos questionamentos da Comissão por escrito, na oitiva marcada para o próximo dia 7.

Para Pátio, a presença do empresário é essencial a fim de que sejam confrontados todos os indícios de sonegação de impostos, supostamente, cometidos pela JBS, que é investigada pelo uso indevido de incentivos fiscais, concedidos pelo Prodeic. “Queremos que ele (Wesley) responda todas as perguntas para tirarmos as dúvidas a respeito das investigações”.

Gilberto Leite

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   Presidente da CPI, Zé do Pátio diz que se for preciso pedirá condução coercitiva de Wesley Batista

O deputado ainda ressalta que se Wesley faltar à reunião poderá solicitar a condução coercitiva. “Wesley faltou às oitivas marcadas, em abril e maio. Em uma delas, a defesa nos informou que o empresário não compareceu porque estava cumprindo ‘agenda’ em outros países da Europa e Ásia. Até entendemos, mas desta vez não vamos admitir uma nova falta”.

Pátio também lembra que em abril negou outro pedido da defesa de Wesley, no qual o documento determinava que a oitiva fosse realizada a portas fechadas. Neste sentido, o parlamentar explica que até poderia acatar o requerimento, contudo, a decisão teria que ser feita durante a reunião, com consentimento dos demais membros da CPI.

JBS

A convocação de Wesley Batista aconteceu após os membros da CPI ouvirem o diretor de Tributos da JBS, Valdir Boni, em fevereiro. Entretanto, Boni não prestou esclarecimentos necessários que atendessem à comissão. Além disso, Pátio afirma que o diretor entrou em contradição várias vezes. (Com Assessoria)

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