Cuiabá, 31 de Agosto de 2016
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Judiciário | 27/09/2011, 12h:11 - Atualizado: 27/09/2011, 17h:44

Sinjusmat fica sem respaldo de greve; TJ espera TC sobre URV

Sinjusmat fracassa na tentativa de greve; Tribunal espera aval do TCE para pagar URV

Rubens de Oliveira   O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rubens de Oliveira, aguarda a conclusão do relatório de uma comissão técnica do Tribunal de Contas do Estado para saber, de fato, o montante das diferenças salariais derivadas da transição da Unidade Real de Valor (URV) para moeda Real, em 1994. Somente depois disso é que o Judiciário vai disponibilizar, com precisão e segurança, o que cada servidor tem direito a receber. A previsão é de que o relatório do TCE seja concluído até sexta (30). A URV foi um indexador que passaria a corrigir diariamente preços, salários e serviços, como uma espécie de moeda. Teve validade de março a julho de 94.

    Enquanto o TJ se diz empenhado em resolver o impasse, Rosenwal Rodrigues, em campanha pela reeleição no Sinjusmat e para demostrar empenho e conquistar a simpatia dos servidores, passou a liderar movimento por nova greve, mesmo já tendo levado a categoria a paralisar as atividades por 128 dias e retornado ao trabalho sem resultado satisfatório.

    A articulação é para cruzar os braços a partir de 3 de outubro. Rosenwal tem feito assembleias e, estrategicamente, deixado para colocar em votação a proposta de greve quando a maioria dos servidores deixa a reunião, restando para votar os seus aliados, como aconteceu em Rondonópolis nesta segunda. O sindicalista dispara críticas ao que chama de intransigência do presidente Rubens, que administra um quadro de 5 mil servidores cuja folha anual chega a R$ 430 milhões.

    Uma estratégia da Mesa Diretora do TJ tem anulado as ações políticas de Rosenwal. Rubens resolveu encaminhar para cada servidor uma carta explicativa acerca do pagamento da URV. Ele destaca no documento, sem citar nome, que há informações infundadas e inconsistentes disseminadas para os servidores e observa que isso pode gerar dúvidas quanto às ações que estão sendo desenvolvidas pela administração, visando atender a reivindicação da categoria.

    Embates

    O Sinjusmat obteve no ano passado decisão judicial favorável ao pagamento da URV aos servidores sindicalizados. Depois, esse direito foi estendido aos demais, por decisão administrativa do Conselho de Magistratura, referendada pelo Tribunal Pleno. Nesse caso, os sindicalizados que subscreveram a ação judicial podem receber a URV tanto pela via judicial quanto pela administrativa. Já os servidores que não são vinculados ao sindicato podem ajuizar ação ou aguardar o pagamento pela via administrativa.

    A presidência do TJ assegura que se comprometeu em disponibilizar R$ 11 milhões dos recursos orçamentários para pagamento parcial da URV e aguarda uma decisão do governo quanto à proposta de ampliar esse valor com recursos do Tesouro Estadual. Assegura que está sendo negociado diretamente pelo presidente do Sinjusmat, buscando fazer uma programação de pagamentos parciais. O Tribunal destaca que só conseguirá avançar mesmo quando receber do TCE os cálculos das diferenças salariais. Adianta para possibilidade de duas formas de pagamento.

    Pela via administrativa, seriam utilizados os R$ 11 milhões, com contrapartida do governo, se vier a ser concretizada, ampliando a capacidade de pagamento. A outra seria a via judicial, por meio de Requisição de Pequeno Valor (RPV), pela qual, após executada a sentença, os detentores dos créditos até o limite de R$ 9,2 mil poderão recebê-los de uma só vez, num prazo de 120 dias. Busca-se também negociação via precatório na ordem cronológica. Nesse caso, os credores maiores de 60 anos ou portadores de doença grave podem receber até 3 vezes o valor da RPV, ou seja, R$ 27,6 mil, com prioridade na ordem de pagamento.

    Na carta, Rubens de Oliveira diz que a administração tem se empenhado para encontrar mecanismos que assegurem o pagamento da URV e outros direitos dos servidores, assim como já feito em relação à liberação de R$ 300 a título de auxílio-alimentação. Cita ainda aumento de 16% e mais 6,7% de reposição salarial.

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Comentários (4)

  • Ronaldo | Terça-Feira, 27 de Setembro de 2011, 18h04
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    Primeiro o comentário do Professor Antonio Fagundes: Não coloque mão na cumbuca alheia, se está satisfeito com o seu sálario não teria feito greve, e o seu sindicato fez. Se não tem vale alimentação você está perdendo tempo peça ao seu gestor ou então vai fazer novela. Segundo comentário do Afonso Melo: Você hoje já tomou tanta porrada na página do enoque e não aprende, deixa de ser baba ovo, se atirar no s... do patrão acerta a sua boca. Emprego não se conquista dessa forma, se não deu faça outro concurso.

  • Maria José | Terça-Feira, 27 de Setembro de 2011, 15h28
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    pelo amor de Deus senhor presidente, pague aos servidores aquilo q lhes é de direito,ñ é justo que servidores qeue se aposentaram a três anos ñ receberam até hoje ñ só a URV mais tambem seus direitos, com ferias , licênça premio e tc... conheço gente que esta no limite .

  • antonio fagundes | Terça-Feira, 27 de Setembro de 2011, 13h58
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    Não conheço pessoalmente esse Presidente do Tribunal de Justiça, mas tenho acompanhado as noticias do Poder Judiciário e há muito tempo não vejo, uma administração tão tranquila, serena e realizadora como essa, por exemplo, eu nunca vi o judiciário metendo a cumbuca em questões de drogas, queimadas e saúde como tenho visto nesta gestão. Esse projeto realizado hoje no porto de cuiabá, é prova disso, quando que se viu falar em uma ação dessa grandeza em nosso Estado. Outra questão que tenho observado é o tratamento com o servidor, e prova disso, conforme a reportagem, são os aumentos salariais e o auxilio alimentação. Só para registrar, sou professor da rede estadual de ensino e não recebo esse auxilio alimentação.

  • Afonso Melo | Terça-Feira, 27 de Setembro de 2011, 12h51
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    Primeiramente confio em Deus, que a solução deste problema da URV, está próximo de ser resolvido. Segundo acredito nos homens de boa vontade, que trabalham honestamente e fundamentalmente com a verdade, pois tenho certeza q sua Excelência, o Presidente do Tribunal, não tem motivos, nem necessidade de mentir a seus servidores, e mais ele não disputa reeleição p/presidência do TJ, ao contrário dos politicos q a todo custo querem se manter no poder, mesmo q seja preciso mentir, ameaçar, enganar, chantagear, achando que os servidores são idiotas. Temos q relembrar todos os fatos anti e pós greve, para tomarmos uma decisão consciente.

| 31/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 26min atrás

Propaganda eleitoral tendenciosa

nestor fidelis texto interno e capa

Nestor Fernandes Fidelis

À luz da Constituição da República a administração pública deve dar publicidade aos seus atos em caráter educativo e informativo, sendo imprescindível que o próprio gestor, ou o Judiciário, na inercia daquele, estabeleçam e cumpram limites da publicidade governamental, a fim de que esta não seja utilizada de modo equivocado, sobretudo em período eleitoral, o que é proibido.

Não se permite publicidade institucional, por exemplo, que tenha o objetivo de promover o gestor, ainda que veladamente, ou a finalidade de fazer propaganda imoderada, tampouco de favorecer uma autoridade, mesmo que não seja candidato.

Mas também está em desacordo com o Direito a publicidade “institucional” em quantidade exagerada, quando veiculada a cada intervalo comercial dos programas transmitidos pelas emissoras de televisão e rádio, o que demanda gastos excessivos e, naturalmente, lesa as contas públicas, configurando abuso do poder econômico.

O excesso de informação já informada, de divulgação repisada o dia todo, principalmente em período eleitoral no qual o detentor momentâneo do poder já declarou apoio e exigiu que seus secretários também trabalhem na campanha eleitoral do seu candidato, deixa claro que a propaganda institucional deixou de ser meramente institucional, assumindo evidente conotação eleitoral.

Além disso, torna-se inevitável que se faça uma correlação entre o detentor do poder e seu candidato ao cargo de prefeito, considerando que tais propagandas “institucionais” massificadas são direcionadas ao eleitor do município que está em processo eleitoral.

O momento é de divulgação dos candidatos a vereador e a prefeito. Estes têm pouco tempo para levar seu nome e suas propostas aos eleitores, que tem natural dificuldade para escolher. Mas parece que nem neste momento se permite que as estrelas sejam os candidatos.

Impende notar que tais inserções do governo ocorrem em todos os intervalos comerciais da televisão e do rádio, inclusive nos ditos horários nobres e, o que é pior, acabam sendo veiculadas logo após a inserção do candidato do governo, cujos secretários são publicamente intimados a se engajarem na campanha eleitoral, conforme a imprensa já noticiou. 

Não é preciso ser muito inteligente (e as pessoas arrogantes adoram ironizar quem ouse discordar deles) para enxergar o que há abuso do poder político e econômico, quando a propaganda institucional do Estado está nitidamente sendo direcionada para influenciar a vontade do eleitor de determinado município, ainda mais quando em eventos oficiais, na função e uso de seus cargos públicos, o detentor momentâneo do poder direciona palavras pejorativas ao outro candidato. 

Não se trata de querer impedir o direito à manifestação político-eleitoral do Chefe do Poder Executivo. No entanto, faz-se mister impedir que os atos de governo continuem a ser utilizados, e divulgados, como meio de interferir irregularmente no processo eleitoral.

A lei eleitoral proíbe gastos com propaganda institucional, das unidades federativas envolvidas, nos três meses que antecedem o dia da eleição.

Por certo, não somente o gestor municipal está obrigado a se conter para não abolir a igualdade de oportunidades entre os candidatos, mas também o gestor estadual e o federal, porquanto não se justifica como sendo normal o volume repetitivo de propaganda “institucional” em período eleitoral.

Em verdade, atenta à moralidade o aumento de gastos supérfluos com publicidade institucional do Estado. Aqui em Mato Grosso, o governo do Estado gasta mais de R$ 70 milhões para fazer propaganda que nitidamente se assemelha às antigas (hoje proibidas) propagandas eleitorais das eleições pretéritas, com cenas de crianças, ou de idosos chorando para, com clareza solar, influenciar na vontade do eleitor.

De mais a mais, o limite legal de gastos com publicidade institucional em ano eleitoral não impedirá que o atual governador se utilize exageradamente do abuso do direito de divulgação de seus atos governamentais no ano de 2018, tendo-se em vista que a média dos três anos anteriores lhe conferirá larga margem para gastar dinheiro público “a granel” com sua publicidade.

E o pior é que faz isso em momento de crise financeira generalizada, quando grandes empresas deixam de anunciar como faziam antes, ou mesmo buscam recuperação judicial. 

Mas a Administração Pública Estadual parece estar vivendo num outro mundo, num outro período histórico, nada obstante use da crise financeira para não pagar valores constitucionalmente garantidos aos servidores públicos, como no caso da RGA das remunerações.

Ora, direito de servidores, necessidades em saúde pública, educação e tantas outras áreas sensíveis deveriam motivar, espontaneamente, que o remanejamento legal de recursos financeiros para equilibrar as contas públicas sem sacrificar a população e os funcionários públicos.

Mas, ao contrário, aumentou-se absurdamente os gastos com publicidade “institucional”.

Em verdade, não há problema em querer um candidato se vincular ao seu governador cuja popularidade há tempos está desgastada. Contudo, não é moral, legal e constitucionalmente possível que se abuse do dever de informação para desequilibrar o pleito eleitoral.

Merece ressaltar que não se busca que o governo deixe de cumprir os contratos firmados com as empresas de comunicação, conquanto não se possa aprovar o volume exacerbado do gasto público, que, por certo, já deve estar sendo objeto de investigação pelo Ministério Público.

Porém, faz-se urgente que pelo menos neste período de campanha eleitoral, da qual o abuso de poder (logo de quem não se esperava) já graça todos os dias, o Poder Judiciário impeça a continuidade delitiva em prejuízo ao eleitor e aos demais candidatos registrados para o pleito.

Por fim, é claro que ataques ao que afirmamos virão. As pessoas têm lado e isso já é uma conquista. Ademais, ninguém é obrigado a concordar com opiniões nem a gostar de quem as manifesta. Mas é impossível, imparcialmente, não enxergar o exagero que está havendo; a não ser que se aprove a injustiça.

 Nestor Fernandes Fidelis é advogado e escreve exclusivamente para este Blog toda quarta-feira - nestor@nestorfidelis.adv.br

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Mesa Diretora | 30/08/2016, 17h:33 - Atualizado: 06h atrás

Nininho não desiste de 2ª secretaria e vai pressionar PSD contra chapa governista


Reprodução

nininho_pr.jpg

Nininho ficou na bronca porque 5 dos 6 do PSD indicaram Fabris para 1º vice na chapa Botelho/Maluf

O deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD) admite a possibilidade de pressionar o PSD para romper com a chapa que tem Eduardo Botelho (PSB) na presidência e o atual presidente Guilherme Maluf (PSDB) como primeiro-secretário caso a sigla não seja contemplada com duas vagas na composição. A estratégia do social-democrata seria compor com os sete parlamentares da oposição, enfraquecendo o grupo alinhado ao Palácio Paiaguás. 

Atual primeiro-secretário, Nininho ficou na bronca porque cinco dos seis integrantes da bancada do PSD indicaram Gilmar Fabris para primeiro-vice na chapa Botelho/Maluf. Com isso, passou a reivindicar a segunda-secretária que será ocupada por Max Russi (PSB). 

“O PSD vai trabalhar por duas vagas na Mesa haja vista que o PSB do deputado Max Russi já vai ficar com a presidência da Casa e o PSDB com a primeira-secretaria.  O  PSD, até porque é a maior bancada,  com seis deputados merece  a primeira-vice e a segunda-secretaria. Não abriremos mão”, declarou Nininho em entrevista ao .

Sobre a possibilidade de compor com a oposição, Nininho afirma que tudo é possível. Entretanto, lembra que o PSD ainda não deliberou sobre o assunto e reivindica reunião partidária. “Em eleição da Mesa, até os 45 do segundo tempo,  tudo é possível. Precisamos reunir o partido para tratar definitivamente desta questão. A vaga da segunda-secretaria pode causar polêmica, mas ainda creio no entendimento”, completou.

Ao romper com a chapa Botelho/Maluf, Nininho estará desconsiderando a orientação do vice-governador Carlos Fávaro. Presidente estadual do PSD, ele pediu reiteradas vezes para a bancada trabalhar pela unidade da base governista na Assembleia. 

Já Max Russi rechaça a possibilidade de abrir mão da segunda-secretaria para contemplar Nininho. “O acordo era que o PSD indicaria o primeiro-vice e cinco deputados da bancada escolheram o Gilmar Fabris. Não vou abrir mão de compor a Mesa. Não tenho culpa se Nininho foi preterido pelos correligionários”, pontuou. 

Enquanto isso, os sete deputados estaduais da oposição aguardam a definição de Nininho para se movimentar para as eleições que acontecem na próxima quinta (1º). O grupo pode compor chapa com o social-democrata, lançar Zeca Viana (PDT) à presidência ou votar em branco para protestar contra o que classificam de falta de independência perante o Executivo. 

Além de Zeca, o bloco de oposição inclui Janaina Riva (PMDB), Silvano Amaral (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Pery Taborelli (PSC), Sebastião Rezende (PSC) e Zé Carlos do Pátio (Solidariedade). 

Max não abre mão da segunda-secretaria da Mesa para atender Nininho

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| 30/08/2016, 10h:49 - Atualizado: 30/08/2016, 11h:13

Max não abre mão da segunda-secretaria da Mesa para atender pressão de Nininho


O deputado Max Russi (PSB) não abre mão da vaga de segundo-secretário da Mesa Diretora da Assembleia. A confirmação foi feita hoje (30) pelo próprio Max em entrevista à Rádio Capital FM. A afirmação se deve ao fato de o deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PSD) estar pressionando para ocupar a vaga que seria do socialista. Deputados da base governista empenhavam-se em convencê-lo a abrir mão para contemplar o colega, hoje primeiro-sercretário, e que não quer ficar de fora da Mesa. 

“Acredito que já está definido. Botelho preside com Guilherme (primeiro-secretário). A gente definiu a composição da Mesa, acredito que não haverá mudanças. Tenho compromisso tanto  com o Guilherme quanto com o Botelho, complentando a segunda-secretaria. Acredito muito que esse compromisso será mantido", disse.

Chapa Botelho-Maluf tenta atender Nininho para ganhar Mesa com folga

Fablicio Rodrigues/ALMT

max-russi.jpg

Deputado Max Russi diz não abrir mão de ocupar cargo de segundo-secretário na Mesa  Diretora

Segundo Max, até onde sabe, o deputado Nininho trabalha pela vice-presidência da Assembleia, que iria ficar com Gilmar Fabris (PSD), com aval do vice-governador Carlos Fávaro (PSD). “Na política tudo é possível, mas acredito, quero acreditar, que o compromisso feito, tanto pelo presidente como pelo secretário não vai mudar”, ressalva.

Dos cinco cargos da Mesa, por enquanto, três estão definidos, sendo a presidência com Botelho, a primeira-secretaria com Maluf e a primeira-vice-presidência com Fabris. No caso da 2ª secretaria, que especulava-se que  pode haver troca de Max por Nininho, embora o deputado do PSD só aceite entrar se for para assumir a primeira-vice-presidência.

 “Nininho é primeiro-secretário. Hoje exerce um cargo importante. Acho que ele pode fazer parte da Mesa, não necessariamente a segunda-secretaria”, comenta. 

A eleição da Mesa acontece nesta quinta, 1º de setembro. A chapa de Botelho teria o apoio de ao menos 16 dos 24 votos.

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| 30/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 29/08/2016, 22h:33

Confiança pode ser aprendida

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Olga Borges Lustosa

Haveria uma ingenuidade otimista em admitir que a confiança é uma habilidade que pode ser estimulada e aprendida? Ativar o botão para o modo “confiar” num momento de mudança política, leva a reflexão sobre a área que temos sido ativos, os valores que temos negligenciado, sobre as escolhas que temos feito e sobre quem temos prejudicado com nossas convicções e consciência tardia. Não há como corrigir o que já foi. Aprende-se.

Sem querer adotar uma opinião depreciativa, aprende-se que o homem contemporâneo não avalia as consequências de sua mente excitada e indolente. Aprende-se que a corrupção é rasteira e nem sempre dá sinal que está instalando-se.

Aprende-se que os governantes colocam os interesses pessoais acima dos interesses de todos os outros cidadãos, que sabem fazer uso do mal e que o povo nem sempre é moralmente bom e honesto e em muitos casos, aprecia ser seduzido. Aprende-se...por isso é difícil confiar no bom senso dos homens.

Aprende-se que o ideal de igualdade de oportunidades não é sempre um ideal atraente, pois o vulgo nos cobra acúmulo de riqueza, prazeres, boa posição, obediência às leis divinas. Sob muitos aspectos a vida cotidiana torna-se cada vez mais difícil. É grande a pressão e as formas de errar são abundantes. 

Nosso hábito tem sido a desconfiança, a alegação que as experiências vividas mais provocam do que aliviam o sofrimento. A sociedade contemporânea tem sido marcada por um contínuo esvaziamento de sentido e cada vez mais os indivíduos sentem-se desconfiados, motivados a isolar-se num sofrimento ético. Ainda assim, é preciso confiar.

Aprende-se a confiar como um caminho possível, ainda que entre suspiros e preocupações, mas as relações recíprocas são as únicas a assegurar condições nas quais podemos gozar de paz verdadeira e duradoura. Aprende-se a confiar lentamente, dependendo de exercícios e práticas a esse respeito. 

Entretanto, confiança não é instintiva. A vida com intencionalidade nos joga em algum nível de desconfiança, de insatisfação. A vida nos instiga a desconfiar do inesperado. São as agruras da própria existência humana. 

Então, uma relação de fato real devevislumbrar a confiança como a essência e o sentido da vida e mais do que uma questão de tempo, a confiança se estabelece não permitindo lacuna entre o que se deve ser e o que é.  E isso vale para todas as estâncias da vida.

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com  

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Comentários (1)

  • Edval da Silva Campos | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 08h42
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    " Minha amiga de fé irmã camarada." Muito obrigado pelo ensinamento.....Boas novas.

polêmica | 29/08/2016, 19h:20 - Atualizado: 30/08/2016, 14h:05

Tampinha dá golpe político e assume vaga na Câmara que estava reservada para Xuxu

Segundo-suplente chegou a renunciar candidatura de vice-prefeito de Sorriso na chapa de Lafin para estrear como deputado federal


Davi Valle/Rdnews

jose augusto curvo tampinha

José Augusto Curvo, o Tampinha, se antecipa e toma posse na Câmara Federal

José Augusto Curvo, o Tampinha (ex-PDT e hoje PSD), aos 67 anos, deu um golpe político nunca imaginado pelos colegas da bancada federal e já reassumiu provisoriamente cadeira em Brasília. Pelo acordo “costurado” entre eleitos em 2014 pela coligação Coragem e Atitude para Mudar I, Victório Galli (PSC) aceitou sair de licença por 121 dias.

E sua vaga deveria ser ocupada pelo segundo-suplente Ederson Dal Molin, o Xuxu, condicionante para este abrir mão da candidatura a vice-prefeito de Sorriso na chapa do tucano Ari Lafin. Alimentado pela expectativa de se tornar o primeiro federal de Sorriso, Xuxu viajou à Capital Federal com terno novo para a posse. Eis que descobriu nesta segunda que, para surpresa geral, Tampinha já tinha ocupado o espaço.

xuxu dal molin

De terno novo para a posse, Xuxu Dal Molin se frustra ao ver que Tampinha já ocupada a vaga

Este Blog apurou com exclusividade que Tampinha havia aceitado abrir mão da vaga, desde que os colegas da bancada mato-grossense ajudassem-no a ocupar algum cargo federal. Criou-se expectativa dele assumir a diretoria dos Correios, numa articulação junto ao presidente Michel Temer, capitaneada pelo deputado Nilson Leitão, um dos responsáveis pela desistência da candidatura de Xuxu em Sorriso. A articulação não deu certo. Foi oferecido, então, assessoria parlamentar a Tampinha. Apesar de ter muito apego a cargo, ele não aceitou, sob alegação de que seria “rebaixado” em grau de importância política.

A partir daí, passou a se movimentar em silêncio. Esperou Victório oficializar a licença e, respaldado juridicamente, se apresentou à Mesa Diretora na última sexta e tomou posse. O caso só veio a público nesta segunda, quando Xuxu apareceu para reivindicar a vaga e descobriu o golpe político.

Xuxu, que teve 3.567 votos a menos que Tampinha (30.542 a 34.109 votos) permanece em Brasília, mas dificilmente conseguirá tirar Tampinha da vaga. Ele era vice-prefeito de Sorriso, comandado por Dilceu Rossato, de quem se tornou adversário político. Renunciou a vice para se tornar deputado, o que não se concretizou.

Victório, por sua vez, buscou informações para saber se poderia anular o pedido de licença, mas isso não é possível, ou seja, terá de permanecer afastado pelos quatro meses previstos.

Esta e a terceira vez que Tampinha ocupa vaga na Câmara. Ele foi federal de 91 a 94. Depois caiu no ostracismo político. Nas urnas de 2014, ficou na suplência. Em abril deste ano, após deixar o PDT e se filiar ao PSD, ocupou cadeira do titular Ezequiel Fonseca (PP), também por 121 dias. Na época, Ezequiel tentou, sem êxito, antecipar o retorno para votar no processo de impeachment da presidente Dilma. Agora, Tampinha reassume, desta vez no lugar de Victório e "queimado" politicamente com os colegas federais e com a credibilidade e confiança "arranhadas".

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Comentários (26)

  • Darcy | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 17h17
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    Darcy, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Lais | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 17h16
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    Golpe seria se o tal do Xuxu assumisse na vaga que por direito é do Tampinha. Muito tendenciosa. Eu teria vergonha disso. Mas ai tem ....o Romilson é o dono..... do RDNews. Ai tem ....

  • Darcy | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 17h11
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    Darcy, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Paulo Mattos | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 15h59
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    Tampinha é um Deputado muito apetitoso. Talvez por ser médico alimenta-se com moderação nos comestíveis naturais. Mas quando se trata da manutenção do poder, do exercício de um cargo, de uma boquinha saudável aos seus interesses, as coias mudam de figura. E ele corre atrás. Igual o Usain Bolt, só que com finalidades diferentes.

  • Neila Curvo | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 15h57
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    Em tempo: Mto me admira uma pessoa como o Romilson avalizar uma barbaridade como esta materia. E alguns comentarios aqui sao ridiculos, como o Observacao (que nem sequer tem coragem de mostar o nome) dizer para o governador pedir a cabeça dele. Cara o Governador nao tem autoridade para pedir cabeça de deputado. Teria se ele fosse secretario ou funcionario do governo . O governador tem é que manter a situação correta, sem interferir, pois nao é alçada dele e ele teve na familia aliados e eleitores. Se Nilson Leitao fez acordo com XUXU, ele que se licencie e de a sua vaga.o.

  • Neila Curvo | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 14h39
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    Chocada com tanta asneira. Segue a resposta: A respeito das informações publicadas pelo site RD News nesta segunda-feira (29), o deputado federal José Augusto Curvo, Tampinha (PSD), vem esclarecer que: - Não houve qualquer acordo firmado entre os deputados e suplentes da Coligação Coragem e Atitude para Mudar I para a realização e rodízio parlamentar; - O deputado federal Victório Galli (PSC) licenciou-se do cargo na última sexta-feira (29) devido a motivos de saúde, uma vez que precisará realizar uma cirurgia no joelho; -Seu licenciamento, portanto, não possui qualquer relação com um possível esquema para beneficiar qualquer suplente da coligação; - As tratativas para indicação de Tampinha para assumir um cargo no governo federal, no caso, a presidência da Postal Saúde, foram encabeçadas pelo presidente da executiva nacional do PSD, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, e pelo senador José Medeiros (PSD), tratando-se, portanto, de ação partidária e não da coligação que envolvesse um rodízio parlamentar; - Conforme as regras eleitorais, em caso de licenciamento de parlamentar da coligação, quem assume é o primeiro suplente do grupo, sendo cedido espaço ao segundo suplente somente em caso de impossibilidade do primeiro ocupar o cargo; - Tampinha foi procurado pelo deputado federal Nilson Leitão (PSDB) para discutir a possibilidade de abrir mão de uma eventual vagal na Câmara dos Deputados há pouco mais de um mês, época em que as tratativas acerca de sua indicação para o cargo federal não estavam encerradas; - Em nenhum momento foi realizada qualquer reunião entre os integrantes para debater a estratégia de rodízio; - Tanto é que, antes de se licenciar, Victório Galli procurou Tampinha para informá-lo sobre a vaga; - Tampinha não utilizou qualquer meio jurídico ou tratativas sorrateiras para tomar posse, assumindo o cargo em razão da sucessão natural prevista na legislação brasileira.

  • Lucas Pedro | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 13h30
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    José Augusto Curvo é gente séria e competente, melhor para Mato Grosso. Já xuxu, bom, vindo de sorriso, muito provavelmente tá cheio de agrotóxico.

  • Odette Catherine Louise Trechaud | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 11h35
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    O Dr.José Augusto Curvo, o Tampinha primeiro suplente de Deputado Federal,tem sim o direito de assumir a vaga deixada pelo Deputado Federal que obteve mais votos que ele nas eleiçõesde 2014. Golpe? Palavra pesada para este caso .Há algo de agressivo e estúpido nessa matéria . Deve ser do Comitê da Maldade !

  • Mônica Curvo | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 11h14
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    Essa postagem e totalmente irresponsavél , não sei o motivo que fez esse jornalista publicar isso, Checar a veracidade e a exatidão das informações antes de ter seu texto postado e uma obrigação de um site para que ele tenha credibilidade ,se houve algum acordo politico feito com o segundo suplente Xuxu, o mesmo não foi feito com o meu esposo alias ele se quer foi consultado ,so veio a saber disso no momento de assumir a câmara , se o seu nome foi envolvido nisso foi muita falta de respeito e consideração com o mesmo , acho um desrespeito com a sua pessoa , outra inverdade e dizer que foi uma surpresa nesta segunda , desde sexta feira todos já estavam ciente da posse , o compromisso que o meu esposo José Augusto Curvo , tem e com o seu eleitor, Fazer favor com chapéu alheio sempre é fácil.

  • varzeagrandense | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 10h26
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    Esperar o que desse Senhor Tampinha?? Para quem bem lembra ele é médico que recebendo um alto salário Federal, ficou cedido para a Previdência de Várzea Grande é recebendo novamente. Lembram também que trabalhava só 3 horas por semana?? Quando aposentou queria receber verbas rescisórias do Municípi, como não conseguiu, começou a ameaçar. Está tudo registrado aqui na nossa Várzea Grande.

| 29/08/2016, 16h:31 - Atualizado: 29/08/2016, 16h:39

Alienações Machadianas

adamastor martins de oliveira artigo

Adamastor Martins

As devastadoras delações (Sérgio Machado, Odebrecht, Léo Pinheiro, Camargo Correa, etc..) já não merecem mais tanto alarde, pois começam a demonstrar cabalmente o que todo mundo já sabia, mas apenas não queriam admitir por força de uma cegueira seletiva e criminosa que tomou conta dos derrotados no pleito de 2014.

Os tempos de justiçamento nonsense da “República de Curitiba”, após atingirem criteriosamente apenas um lado, sem saída por conta da avalanche de delações, começam a incomodar o lado B do disco, o lado dos golpistas derrotados, e nos faz trazer à colação a grande obra, de pura psicanálise literária ou libertária “O Alienista”, do inigualável Machado de Assis, nosso mulato nada inzoneiro.

Então, tendo em conta obra machadiana, entendemos que, quando o golpista Renan Calheiros diz que o Senado da República se transformara num hospício, errou duas vezes. Erra, em primeiro lugar, por considerar que apenas o Senado teria se tornado um grande hospício, pois o Senado nada mais é do que um pedacinho do Brasil representado por 81 senadores, e erra, em segundo lugar, porque parte desses representantes não age como loucos, mas age de forma consciente, age simplesmente como age parte da sociedade brasileira que não aceitou a derrota de 2014 e atua no sentido de aceitar, de forma alienada, aí no sentido machadiano, a conspiração, a traição, a farsa, o engodo, a injustiça, ou seja, o golpe, apenas porque não aceita a derrota ou, em muitos casos, porque perderam privilégios seculares, a exemplo da impunidade seletiva, muito personificada na atualidade pela figura fúnebre de Sérgio Moro.

O problema é que os alienados se esquecem que uma vez aceitando que o alienista tome as rédeas de suas vidas, todos passarão de aliados a vítimas dele, como bem lecionou Machado.

Os juízes passaram a achar normal interpretar a norma como bem entender, desde que isso lhe traga alguma vantagem ou não lhe traga prejuízo, pois quem liga?

Os parlamentares, nos três níveis, passaram a achar normal substituir a vontade popular pelas suas vontades, pois isso não é o normal? A traição, a farsa, a perfídia serão coisas corriqueiras, pois os fins não justificam os meios?

Silenciar, neste momento, significa compactuar com o golpe, significa recolher-se conscientemente ao manicômio repleto de farsantes comandado por Simão Bacamarte disfarçado de Eduardo Cunha, ventríloquo do boneco Michel Temer.

Não nos iludamos, quem estiver aderindo a essa pantomima farsesca, ou simplesmente silenciando-se diante dela, estará ajudando a jogar o Brasil de volta nas trevas antidemocráticas, cujos resultados são totalmente imprevisíveis no tempo.

É uma ilusão achar que estaremos resolvendo as coisas no Brasil, fechando os olhos para esse descalabro que ocorre no Congresso Nacional e que àqueles que têm plena consciência do que lá está ocorrendo, simplesmente acordarão no dia seguinte agindo como se nada estivesse ocorrendo, pois as fendas, as feridas, as fraturas estarão expostas! Como acreditar nas instituições brasileiras, como acreditar em julgamentos justos doravante? Como acreditar em farsantes e em quem com eles compactua?

Adamastor Martins de Oliveira é engenheiro e advogado em Cuiabá. E-mail: adamastormyahoo.com.br

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Comentários (2)

  • Davi Cáceres | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 15h23
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    Quando percebemos que as pessoas estudam tanto para defenderem a todo custo uma ideologia político-partidária, desmerecendo os valores morais e o interesse público, como o autor da matéria, é hora de repensarmos o modelo educacional em voga. Uma educação que não educa, adestra criando um exército de alienados defensores de lideranças populistas corruptas, moldadas em uma espécie de caricatura em desuso em lugares um pouco mais desenvolvidos. A corrupção tem que ser combatida, não importa de onde venha e o MPF cumpriu com sua missão indiciando centenas de políticos de diversos partidos. Acusá-lo de ser seletivo é de uma leviandade sem tamanho, que o diga o arquirrival da Dilma, Eduardo Cunha. Entrementes, não se pode esquecer que o PT está no poder há mais de 13 anos e que por esta razão a corrupção no governo federal passou pela sua aquiescência e controle e não se pode eximir de sua responsabilidade perante a nação brasileira.

  • Carlos Nunes | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 09h35
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    Pois é, e pensar que o autor intelectual do Impeachment é um patriota, mais de 90 anos, corajoso, que enfrentou o esquadrão da morte; foi um dos fundadores do PT, aonde ficou filiado por mais de 20 anos...o Dr. HÉLIO BICUDO. Ele não fundou o PSDB, ou o PMDB, fundou o PT. Teria que fazer uma matéria, uma reportagem, um entrevista, com ele, para narrar: por que não aguentou mais esse partido e esse governo? O pessoal da velha guarda, quando o fio de bigode ainda valia, não aguenta ver tanta barbaridade, irregularidade...eles não aceitam isso de jeito nenhum - dizem que tudo isso é uma tremenda inversão de valores. O cara erra, e diz, o outro errou lá atrás, como se um erro justificasse o outro. Ontem o Aécio questionou a Dilma, e ela mais uma vez se referiu ao governo de Minas, aonde ele cometeu uma irregularidade...ora, num pais sério os dois seriam penalizados; um a nível federal e outro no estadual. Por que dizem que o FHC, o Lula, deram ou não deram pedaladas fiscais...a Dilma pode dar? O midianews publicou, na seção Política, a opinião do Dr. Sydney Sanches, 83 anos, ex-presidente do Supremo, que presidiu o Impeachment do Collor em 92. Diz o Dr. Sanches: Eu acho que há crime de responsabilidade. Dilma violou a Constituição, violou a lei de responsabilidade fiscal, violou a lei orçamentária. Ela usou de expedientes maliciosos para manipular informações de interesse geral, e criou uma crise econômica dessa ordem, opinou o ex-presidente do Supremo. Ih! igualzinho o que pensou o Dr. HÉLIO BICUDO, da velha guarda. Ontem também um senador disse à Dilma: depois do Impeachment da senhora, nunca mais um presidente vai passar por cima da Constituição, lei da responsabilidade fiscal, etc. Se passar...Impeachment nele.

Comando da Assembleia | 29/08/2016, 11h:18 - Atualizado: 29/08/2016, 11h:40

Chapa Botelho-Maluf quer incluir Nininho para ganhar com folga de votos Mesa à AL


Gilberto Leite

nininho mesa

Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), não aceita ser excluído da chapa à Mesa Diretora e cobra espaço

A chapa encabeçada por Eduardo Botelho à presidência da Assembleia, com Guilherme Maluf (PSDB) de primeiro-secretário, será eleita na quinta, 1º de setembro, com ao menos 16 dos 24 votos. Este Blog apurou que o grupo tende a conquistar novos apoios, mas hoje o processo está "travado" por causa de Ondanir Bortolini, o Nininho, que não aceita ficar fora da Mesa Diretora.

Para tentar resolver o imbróglio, deputados governistas abriram negociação com Max Russi (PSB), que fora definido como segundo-secretário da futura Mesa. Tentam convencê-lo a abrir mão desse cargo para contemplar Nininho, hoje ordenador de despesas da Assembleia, que recebe mensalmente duodécimo de R$ 36,7 milhões (R$ 441,4 milhões/ano) e conta com 24 deputados, cada um deles com salário de R$ 24 mil e mais verba indenizatória de R$ 65 mil.

Para a primeira-vice-presidência, o PSD do vice-governador Carlos Fávaro avançou nos entendimentos com o nome de Gilmar Fabris. Dos cinco cargos da Mesa, por enquanto, três estão definidos, sendo a presidência com Botelho, a primeira-secretaria com Maluf e a primeira-vice-presidência com Fabris. No caso da 2ª secretaria, pode haver troca de Max por Nininho, embora o deputado do PSD só aceite entrar se for para assumir a primeira-vice-presidência. Nesta chapa Botelho-Maluf estão ainda indefinidos nomes daqueles que vão ocupar postos de segundo-vice e também de terceiro-secretário.

O mandato é de dois anos. O voto é secreto. Na reunião de quarta do Colégio de Líderes serão definidos os encaminhamentos para a eleição na sessão da próxima quinta. Maluf, que hoje preside a Casa, passará a ser ordenador de despesas da próxima Mesa. Botelho, por sua vez, sairá de primeiro-vice para presidente.

Enquanto governistas apostam na vitória e propagam ter respaldo do governador Pedro Taques, parlamentares de oposição estão usando argumento de que o Palácio Paiaguás pouco importa com o Legislativo, tanto que suspendeu a liberação das emendas parlamentares, para tentar formar uma chapa pelo comando da AL. Esse grupo é liderado por Janaína Riva (PMDB) e Zeca Viana (PDT).

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| 29/08/2016, 09h:10 - Atualizado: 29/08/2016, 15h:58

Taques nega racha do MT Muito Mais e afirma que Percival que mudou de grupo


Eleito governador do Estado em 2014 pelo mesmo arco de alianças formado no início de sua trajetória política em 2010, quando saiu vitorioso do pleito para o Senado Federal, Pedro Taques (PSDB) discorda do posicionamento do prefeito de Rondonópolis e candidato a reeleição, Percival Muniz (PPS), de que a coligação MT Muito Mais teve seu último ato há dois anos.

Em 2014, o bloco que até então era formado pelo PDT, PSB, PPS e PV teve a adesão de mais oito siglas e para Percival, o MT Muito Mais cumpriu seu papel e cada partido seguiu caminhos distintos.

“Percival é meu amigo só que os partidos que estão com ele não são partidos do nosso arco político, nós estamos no mesmo grupo de 2010, mesmo grupo de 2014, o Percival que não está. Está com o PT e PMDB”, respondeu Pedro Taques, ao discordar do ex-aliado.

Em Rondonópolis, Percival segue para a reeleição pela coligação Seguindo em Frente, em uma composição de quatorze partidos (PPS, PMDB, PRB, PDT, PT, PSL, PSC, PR, PTC, PV, PRP, PPL, PCdoB, PTdoB). Enquanto o PSDB, de Taques, lançou Rogério Salles (PSDB) para a disputa pela coligação Rondonópolis Merece Mais com seis siglas (PSDB, PSB, DEM, PROS, PSD, PP).

Secom/MT

percival muniz e pedro taques.jpg

Pedro Taques garante que grupo que caminha junto desde 2010 não rachou, mas Percival que saiu

Outro indicativo do enfraquecimento do MT Muito Mais foi a recente decisão do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), de não disputar a reeleição. O grupo que foi criado no início da trajetória política de Taques foi o mesmo arco de alianças que elegeu Mauro.

Em 2012, o então senador Pedro Taques (PSDB) apoiou Mauro Mendes a prefeito de Cuiabá e Otaviano Pivetta (PDT) em Lucas do Rio Verde. Percival deixou a Assembleia para concorrer à Prefeitura de Rondonópolis, também sob adesão de Taques. Todos conseguiram êxito.

Diferente de Cuiabá e Rondonópolis, em Lucas do Rio Verde o MT Muito Mais manteve a composição dos quatro partidos iniciais e ampliou a aliança com mais oito siglas e Taques conseguiu manter o apoio ao prefeito e candidato à reeleição Otaviano Pivetta, mesmo tendo deixado o PDT no ano passado, mas Pivetta segue em grupo contrário ao do vice-governador Carlos Fávaro (PSD). “Em Lucas é Pivetta, o PSDB está com Pivetta”, garantiu o líder tucano.

A ideia era tentar unificar as candidaturas de Pivetta e Floris Luis Binotti (PSD), já que o governador e o vice vinham mantenho as siglas unidas para as eleições municipais, porém em Lucas não foi possível, o que tem sido encarado com naturalidade até pelo presidente do PSD no Estado.

“Eventualmente não conseguimos fazer essa coligação caminhar junto em todos os municípios. Temos que ter sabedoria e deixar os candidatos trabalhar e cada um apoia o candidato do seu partido e após a eleição é da base aliada, abraçamos e seguimos com mandato”, considerou Fávaro.

Tempo diluiu coligação MT Muito Mais que elegeu Percival, Mauro, Pivetta e Taques

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  • Nilma | Segunda-Feira, 29 de Agosto de 2016, 10h51
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    Esse primo de Taques é cria do Humberto Bosaipo e com ele aprendeu muita coisa, menos como fazer política.

| 29/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 28/08/2016, 16h:49

Impeachment, o último ato

Sandra Alves articulista texto e capa

Sandra Cristina Alves

Diversas frases impactaram os primeiros dias do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff: a) “Julgamento tem prazo para começar, mas não tem prazo para terminar”; b) “O sujo falando do mal lavado, a lata e o lixo”; c) “Nós não vamos transformar o Senado numa feira do passarinho”; d) “Não empurra, que baixaria”; e) “Tinha uma cracolândia dentro do seu gabinete”; f) “Ladrão, Lava-Jato”; g) “O Senado da República não pode ser uma casa de doidos”; h) “A burrice é infinita”.

O difícil é concluir se se trata de um verdadeiro julgamento político jurídico ou de um teatro previamente orquestrado para uma população inocente.

A ansiedade pelo depoimento desta segunda (29) é inevitável. Dilma discursa: “eu vou ao Senado na segunda, eu vou defender a democracia, o projeto político que eu represento”.

Mais uma vez a fala é intrigante e relembramos alguns discursos da presidente que se referem ao seu projeto político: 1) estoque de ar citado na cúpula da ONU; 2) Plano Safra que atenda os bodes (Bolsa Bode no Ceará nas complicações da seca de 2014); 3) Outra parte da maioria nos crimes de feminicídio (“as mulheres eram a maioria, mas a outra parte, a outra parte da maioria, era integrada por homens, todos eles provenientes de uma mulher”); 4) Saudando a mandioca; 5) Mulheres sapiens; 6) Roraimada; 7) Dobrar a meta, etc. Pode-se esperar de tudo nesta segunda.

E, ao olhar friamente para o julgamento, existe um teatro completo e montado. Os personagens seguem o script. Um jogo jogado com posições demarcadas. A senadora Gleisi Hoffmann afirma que o Senado não tem moral para julgar uma presidente porque é investigado por crimes na Operação Lava-Jato.

A gota d’água para o presidente do Senado, que figura como uma única pessoa que mantinha diálogo com os grupos formados, tomar o microfone e criticar a senadora Gleisi dizendo “que o presidente do Senado conseguiu no Supremo desfazer seu indiciamento feito pela Polícia Federal”. Trata-se de um triste espetáculo com reprises na seara internacional. Sem falar, claro, nas cenas protagonizadas para os documentários que estão sendo produzidos durante o julgamento.

Afora o espetáculo que será o depoimento desta segunda (29), com direito a posições emotivas, choro e muita baixaria, possivelmente tudo se desenrole no sentido do afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Restará ao país um Michel Temer, um presidente da República que não tem aprovação popular (pesquisas de opinião recentes); que não tem uma solução para a economia e que possui uma base parlamentar numerosa, mas não tão disposta a aprovar questões polêmicas (pacote fiscal, previdência social e reforma trabalhista).

Mas nem tudo é ruim. Existe um som fúnebre que preocupa os artistas do show, são os acordes da Operação Lava-Jato. A investigação que começou em 17/03/2014 levou a descoberta de desvios milionários (Petrobrás). Até agora, são 666 buscas e apreensões; 181 conduções de suspeitos para oitiva; 92 prisões temporárias; 76 prisões preventivas, 61 acordos de delação premiada; e nomes de empresários, políticos e agentes públicos de todas as Cortes. Uma doce melodia para cada cidadão honesto deste país.

Que este julgamento que não tem prazo para acabar termine logo, o espetáculo é chato e deprimente. Que os senadores se afastem dos convenientes episódios de loucura, da casa de doidos e da burrice infinita. Que os documentários estejam bem produzidos com tanto material, talvez até para a utilização em futuras etapas da Operação Lava-Jato. Vamos ao show.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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  • Carlos Nunes | Segunda-Feira, 29 de Agosto de 2016, 10h25
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    Tomara que a história do Impeachment seja contada, daqui a uns 200 anos, tal como aconteceu realmente. Tudo começa quando um brasileiro patriota, com mais de 90 anos, não aguentou mais ver tanta barbaridade, e começa a formular intelectualmente o pedido do Impeachment. Afinal de contas ele era corajoso a beça, havia enfrentado o esquadrão da morte, foi um dos fundadores do PT, aonde ficou filiado por mais de 20 anos...nem ele aguentou mais o partido e esse governo. O midianews publicou na parte Politica, a Opinião de um ex-presidente do Supremo, Dr. Sydney Sanches, 83 anos, que em 92 dirigiu o Impeachment do Collor. Diz esse Jurista: "eu acho que há crime de responsabilidade. Dilma violou a Constituição, violou a Lei de Responsabilidade Fiscal, violou a lei orçamentária. Ela usou de expedientes maliciosos para manipular informações de interesse geral, e criou uma crise econômica dessa ordem.", opinou o ex-presidente do Supremo. A opinião desse senhor de 83 anos, bateu com a opinião do senhor de mais de 90 anos, que formulou intelectualmente o pedido de Impeachment, desenvolvidos pela Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal...o Dr. HÉLIO BICUDO. Tinha que fazer entrevistas, matérias, reportagens, com o Dr. BICUDO, para ele contar um pouco da história do Brasil...e mostrar em que momento ele viu que, para salvar o Brasil, só com o Impeachment mesmo.

| 28/08/2016, 10h:39 - Atualizado: 28/08/2016, 12h:56

PSDB é o partido com mais candidatos em MT, seguido de PSD e PMDB veja quadro


Empurrado pelo governador Pedro Taques, o PSDB é a sigla que mais tem candidatos a prefeitos no Estado. Nos 141 municípios, 74 candidatos vão disputar as prefeituras, o que representa um percentual de 52,5%. No total, a legenda possui  1.159 candidatos, divididos entre prefeitos,  vice-prefeitos vereadores. 

 Destaque para Cuiabá, uma vez que a sigla tem como cabeça de chapa Wilson Santos, que disputa o Palácio Alencastro pela terceira vez. A capital tem 414.461 eleitores. A legenda também se destaca nos municípios de  Rondonópolis, com a candidatura do vice prefeito e ex-governador Rogério Salles (PSDB) e Tangará da Serra, onde Vander Masson (PSDB) – filho do deputado estadual Saturnino Masson - disputa o pleito. Nas cidades de Jaciara, Cáceres, Chapada dos Guimarães e Nobres também têm tucanos na disputa. 

A sigla tucana não terá um representante  no segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso, Várzea Grande, por conta do recuo de Willian Cardoso, que desistiu após falta de apoio político e, segundo William, por exigência do próprio governador, este nega interferência

Em segundo lugar aparece o PSD que tem a maior bancada da Assembleia  com 6 deputados e conta com a liderança do vice-governador Carlos Fávaro. A legenda tem 56 candidatos a prefeito. O partido possui 823 candidatos, contando com os vereadores.  A principal cidade com representante do partido é Sinop,  que tem Roberto Dorner como cabeça de chapa. 

Mário Okamura/Rdnews

prefeitospartidos.jpg

 

Em terceiro lugar, aparece o PMDB com 49 candidaturas. O partido do ex-governador Silval Barbosa tem 4 deputados na Assembleia, empatando com o PSDB e PSB.  A sigla tem candidato em Cuiabá, com Emanuel Pinheiro, que conta com o apoio dos servidores públicos do Executivo, por conta do imbróglio com da Revisão Geral Anual (RGA).

Outras cidades em que PMDB tem candidato são Primavera do Leste, com o doutor Paulo Bersch, que  concorre contra Getúlio Viana (PSB). A dupla já disputou a prefeitura do município  há 12 anos. Á época, o eleito pela população foi o irmão do deputado estadual Zeca Viana (PDT).  O município de Alta Floresta tem o peemedebista, doutor Azeil  na disputa a reeleição. Em Barra do Garças tem Roberto Farias, também pela reeleição. 

Já o PSB, partido do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, tem 44 candidaturas. Atualmente, a sigla tem 4 parlamentares no Legislativo estadual.  Depois vem o DEM com 25 candidatos a prefeitos, PR com 20, PDT  19,  PV 14, PSC 13, PP 11.

São 10.168 mil candidatos em todo o estado. Prefeitos somam 382, vice-prefeitos 383 e 9.403, tentam uma vaga como vereador.

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Salles e wilson candidatos do PSDB

 PSDB é o partido com mais candidatos e tem enre os cabeça de chapa Wilson Santos e Rogério Salles

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| 28/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 27/08/2016, 11h:41

Importância da primeira consulta

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Jackelyne Pontes

Quando você visita o seu dentista, ele te enche de perguntas sobre a sua saúde, seus hábitos e sua história pregressa? Pois deveria. O exame clínico, ou anamnese (do grego ana, trazer de novo e mnesis, memória), é de extrema importância, pois é através dessa conversa inicial onde o vínculo entre o profissional e o paciente é iniciado, e o sucesso do tratamento depende e muito dessa primeira consulta.

É nesse momento que as informações de saúde geral são levadas em consideração e as doenças são identificadas através de sinais e sintomas citados.

Além de seus dados como nome, endereço, profissão, idade, estado civil, gênero, e queixa principal, saber sobre a sua história pregressa de doenças já instaladas, ou alergias, podem interferir na prescrição de alguns medicamentos.

O sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, pode ser fator de predisposição para determinadas doenças.

Após esse exame clínico, o exame físico deve ser feito de maneira cuidadosa. Uma inspeção visual, seguida de palpação e ausculta , precedida de exames complementares como raio x, tomografia, fotografias, trazem uma visão global do paciente.

Alguns cuidados devem ser tomados pelo profissional, para, por exemplo, não direcionar a resposta do paciente. As perguntas devem ser simples e diretas, e se for possível o vocabulário deve ser adaptado ao paciente, que tem as suas particularidades como por exemplo nível de cultura e educacional, regionalismos, e até tradições.

Outro detalhe é escolher um ambiente privado para que essa entrevista seja feita, e que não haja interrupções. Algumas pessoas sentem-se constrangidas em relatar a sua vida em ambientes onde outras pessoas circulam, que não seja o profissional que os atendem.

Procedimentos realizados sem uma anamnese bem feita podem provocar alterações no estado sistêmico dos pacientes ou que podem agravar doenças pré-existentes. É um perigo iminente. A primeira consulta é importante pois o acolhimento e a empatia faz com que o paciente sinta-se a vontade, isso diminui a tensão natural e a ansiedade que  uma consulta ao dentista pode trazer. 

O ideal seria ter um ambiente propício para a primeira consulta: uma poltrona confortável, ambiente com cores acolhedoras, sem a interferência de outros sons, e com tempo suficiente para escutar. E mais uma vez insisto na importância da escuta qualificada. Ouvir é simplesmente perceber o som, escutar é dar um significado ao som, prestar atenção, interpreta-lo.

Uma grande discussão é criada em torno da cobrança ou não da primeira consulta. Eu particularmente penso que esta nunca deve ser gratuita, pois o profissional dedica-se e investe em sua formação e isso deve ser valorizado. Além disso, a não cobrança avilta a profissão e fere as normas estabelecidas pelo código de Ética Profissional.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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| 27/08/2016, 21h:00 - Atualizado: 27/08/2016, 21h:13

Desafios aos futuros prefeitos

juacy silva artigo

Juacy da Silva

As eleições deste ano, como já demonstrado em artigo anterior, deverão acontecer em um contexto totalmente diferente do que foram as eleições de 2012. Naquela época a aliança capitaneada nacionalmente pelo Governo Dilma tinha como núcleo central o PT, PMDB, PP, PSD, PR, PDT, PC do B, PSOL e quase duas dezenas de partidos que compartilhavam/mamavam nas tetas do governo petista.
Atualmente, com o PT,  Dilma/Lula e seus principais financiadores de campanha em desgraça, com exceção do PDT, PC do B, PSOL e Rede, todos lhes viraram as costas e os deixaram como ratos que abandonam o barco quando o mesmo começa afundar, razão pela qual o PT deverá minguar de tamanho e terá que enfrentar inúmeros problemas futuros.
Outro aspecto que marca essas eleições municipais é que as mesmas devem ocorrer balizadas pela nova legislação que proibiu o financiamento empresarial de campanha, para, segundo o espírito da lei, evitar caixa dois, que sempre foi crime, mas era tratado com vistas  grossas; e também, evitar ou pelo menos reduzir a corrupção e acertos que sempre são cobrados após os eleitos tomarem posse, tudo na forma de propina e superfaturamento de contratos e obras, licitados de forma fraudulenta.
Além disso, todos os candidatos a prefeito, tanto os que não querem deixar o osso para continuarem roendo os recursos minguados das prefeituras, quanto os novatos, que imaginam que o Brasil ainda está em um período de bonança e que as prefeituras têm recursos humanos, técnicos, orçamentários e financeiros para “resolverem” todos os problemas que a população enfrenta.
A primeira coisa que um candidato deve ou deveria fazer, antes mesmo de apresentar seu “plano” de governo, que geralmente é um amontoado de ideias gerais, muitas totalmente irrealizáveis, sem condições financeiras para serem iniciadas e concluidas, como acontece com milhares de obras públicas, federais, estaduais e municipais paralizadas, mal feitas ou realizadas em total desrespeito às normas técnicas e legais, volto a dizer, a primeira coisa que um candidato deveria fazer é uma análise da conjuntura brasileira, da conjuntura de seus estados e, aí sim, uma análise da conjuntura política, econômica, orçamentária e financeira de seu município.
Nesta análise não pode esquecer que os municípios são os primos pobres, quase miseráveis do país, a prova disso são as “marchas” de prefeitos, ultimamente também imitadas pelos governadores, quando os alcaides, numa demonstração de quase subserviência aos parlamentares federais, senadores e deputados federais  e ministros, tentam conseguir algumas migalhas de recursos oriundos de convênios ou de políticas públicas que o governo federal tenta realizar.
Neste contexto também essas marchas tentam sensibilizar o governo federal para liberar as emendas parlamentares, espécie de moeda de troca entre o apoio que o Executivo federal precisa e que os  parlamentares utilizam como moeda de troca ou numa linguagem mais direta, compra e venda de votos no Congresso.
Normalmente as eleições municipais servem para debates entre os candidatos, mas a maior parte do tempo, tanto nas manifestações dos mesmos nos meios de comunicação, principalmente na TV, nas rádios, nos jornais, na internet e também nos comícios servem mais para atacar os adversários, acusações, muitas das quais totalmente descabidas, sem fundamentos ou provas concretas, enfim, muito fuxico, baixarias que banalizam as eleições.
Em lugar dessas demonstrações de baixo nível caberia aos candidatos, partidos e coligações apresentarem suas propostas, demonstrarem conhecimento da cidade ou do município que pretendem administrar e, mais importante, apresentarem planos viáveis  com dimensionamento de políticas públicas que são realmente de competência dos municípios, planos setoriais com objetivos, metas  de curto prazo, ou seja, que possam e devem ser realizadas dentro dos quatro anos do mandato do futuro prefeito e o que deve  ser feito a médio e longo prazo para a continuidade das ações em curso.
Mais importante ainda, esses planos precisam demonstrar quanto vão custar tais ações e de onde virão os recursos, a começar pelos parcos e minguados recursos da fonte 100; os chamados recursos próprios, oriundos dos tributos de responsabilidade dos municípios: IPTU, ITBI  e ISS. Os demais são transferências dos Estados, como quota parte do ICMS ou da União, do FPM e convênios. Empréstimos nem pensar, pois praticamente todos os municípios estão falidos.
Portanto, se os candidatos e futuros prefeitos querem a compreensão e participação da população e também dos servidores públicos municipais para enfrentarem dias mais difíceis, precisam jogar limpo, com transparência, sem mentiras e demagogia e mais do que isto, terem competência e estarem rodeados de gente com competência e zelo pela coisa pública, jamais de ratos e corruptos  como aconteceu com o Governo Dilma/Temer que levou o Brasil a este caos em que nos encontramos!
Juacy da Silva é professor universitário aposentado pela UFMT, mestre em sociologia e articulista. E-mail: professor.juacy@yahoo.com.br

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| 27/08/2016, 11h:00 - Atualizado: 27/08/2016, 11h:03

Candidatos apostam nos apelidos para conquistar votos; cientista vê equívoco


Mário Okamura/Rdnews

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Todos os anos pessoas investem na divulgação de apelidos diferentes para buscar voto da população

Como em todos os anos, candidatos com apelidos engraçados vão se apresentar aos  eleitores apostando no inusitado para conquistar votos. Alguns já são conhecidos por ter disputado eleições anteriores enquanto outros tentam pela primeira vez obter vaga na Câmara de Cuiabá. 

Entre os conhecidos estão o Break Prateado e o Compadre Banga. Ambos foram candidatos em 2012, mas foram reprovados nas urnas. 

Neste ano, também não faltam Djs e MCs querendo legislar na Capital, o que  inclui DJ Saci, MC Banana Pedro 90, amboso do PTB,  e MC Dentinho (PTdoB). Ainda relacionados à música disputam o Dito Lambada, Derica Flash Back e Zezinho Stilus ex-Erre Som. 

Representando os desportistas estão o goleiro Heverton Perereca e o Edson Lutador de Boxe. Também estão na disputa figuras como Koringa, Cenoura, Elias Veneno e Evaneide, a Gata. 

O cientista político João Edisom Souza lembra que os candidatos com  apelidos engraçados surgiram na década de 1980, como protesto contra a ditadura militar, que permitia a realização de eleições proporcionais, mas nomeava os ocupantes de cargos majoritários como prefeitos, governadores e o presidente da República. “No Rio de Janeiro, o candidato foi o Macaco Tião, que teve votação histórica devido ao momento que o país estava passando”, explica.

Na atualidade, segundo João Edisom, houve o fenômeno do Tiririca. O palhaço conseguiu capitalizar a insatisfação popular usando o bordão “pior que tá não fica” e obteve votações consagradoras para deputado federal. 

 “Em Mato Grosso, este tipo de postura serve apenas para chacota. Denigre a democracia e descaracteriza o processo democrático no momento em que a população deve exercer a cidadania com máxima seriedade. São candidatos fora de época e fora de propósito”, conclui João Edisom.

Mário Okamura/Rdnews

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Em Cuiabá em todas as eleições a vereador existem apelidos estranhos, alguns chegam a ser eleitos a exemplo de 2012, quando Juca do Guaraná, Chico 200, Wilson Kero Kero tiveram aprovação nas urnas

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| 27/08/2016, 08h:44 - Atualizado: 27/08/2016, 08h:57

Legal ou moral?

akio materia estreia colunista

Akio Maluf Sasaki

Em ápice eleitoral, no auge do calor, a Lei da Ficha Limpa tem impactado a candidatura de muitos políticos, situação que obrigou o Supremo Tribunal Federal a se manifestar sobre a possibilidade das decisões dos Tribunais de Contas impedirem a candidatura ou não de alguém.

Em decisão histórica, relatada pelo ministro Gilmar Mendes, entendeu a corte que o Tribunal de Contas apenas emite parecer de caráter opinativo e que cabe as Câmaras e Assembleias a decisão final quanto ao assunto, pois somente eles poderiam dar a estes pareceres força jurídica.

O Tribunal de Contas é, por determinação na Constituição, um órgão auxiliar do Poder Legislativo, ou seja, pode apenas auxiliar seus trabalhos e não deliberar por eles, retirando desta maneira o caráter jurídico de suas decisões.

Tanto não são jurídicos que no Estado, isso mesmo, no “nosso TCE”, um dos conselheiros já disse em sessão e em entrevistas que os julgamentos são políticos e não jurídicos, motivo pelo qual muitas vezes se aprovam contas com certas irregularidades.

Tanto é que o próprio STF reconheceu a natureza precária do parecer, passível de aprovação ou rejeição, em decisão definitiva. Situação esta que pode alterar toda uma situação política.

É legal toda essa situação? 

Sim, é totalmente legal, reconhecida pela mais alta corte do país, pode até ser controverso, mas é totalmente cabível e legal.

É moral?

Talvez sim, talvez não, mas só o tempo poderá dizer, mas é preciso lembrar que a lei e a moral nem sempre caminham juntas e que até que se digam o contrário a lei é o que deve vigorar.

Mas e quanto a omissão do Poder Legislativo? Isso não gera força ao parecer?

Não, pois o parecer é apenas técnico/opinativo e não vincula nada, não proíbe nada e, por isso, não pode restringir a candidatura de ninguém. Com isso, é possível concordar com o STF quando diz que quem tem competência para analisar é o Legislativo e não seu auxiliar.

Mas o que acontece quando existe uma grande omissão por parte da casa?

Bem, basta que nosso amado Ministério Público intervenha e pugne pela efetiva análise das contas em atraso.

Sim, o Ministério Público tem um grande papel neste caso, desde para evitar a prescrição tanto quanto para obrigar que os presidentes das casas legislativas a colocar em votação as contas públicas, a fim de que sejam efetivamente julgadas e possam afetar a carreira política de alguém.

Por fim, que cobremos do Ministério Público, seja ele Estadual ou Federal, para que cobre do Legislativo a votação das contas e que, apesar de atualmente ilegal, alguém edite uma lei para que os pareceres possam impossibilitar alguém de se candidatar.

Assim como entendo ser legal a não aplicação da lei da Ficha Limpa, mas, ao mesmo tempo, entendo ser imoral a sua não aplicação, pois normalmente o TCE demonstra desvios e erros de gestão, situação que não queremos e não esperamos de nossos governantes.

Akio Maluf Sasaki é acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atua em cooperação internacional do turismo e escreve neste Blog todo sábado - akio@pontodeapoioturismo.com.br

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História | 26/08/2016, 14h:00 - Atualizado: 26/08/2016, 14h:19

Leonardo minimiza dia em que Wilson teria feito ex-governador Dante chorar


Com o início da campanha eleitoral, começou a circular nas redes sociais o artigo de autoria do jornalista Auro Ida (já falecido) denominado O dia em que Dante Chorou. O texto publicado em 25 de julho de 2010 afirma que o ex-governador, morto em 2006, chorou após ter sido humilhado e desprezado por Wilson Santos (PSDB) quando disputou a Prefeitura de Cuiabá pela primeira vez, ainda em 2004. (leia aqui

 

Arquivo

wilson Dante

 Wilson ao lado do túmulo do ex-governador Dante de Oliveira, um dos maiores líderes do PSDB 

O artigo de Auro Ida relata que  diferente dos dias de hoje, quando Wilson tenta retornar à chefia do Executivo através da coligação denominada Dante de Oliveira e tendo o vereador Leonardo Oliveira (PSB), sobrinho do ex-governador como vice, em 2004 o tucano foi impedido de subir no seu palanque por ter sido derrotado ao disputar o Senado. A promoter Carlina Jacob foi  a responsável direta pelo episódio.  

"O pessoal acha bom o senhor não subir, porque será vaiado", avisou a promoter, completando: "é melhor o senhor ficar fora da campanha, porque só vai prejudicar a candidatura de Wilson Santos". O fato ocorreu antes do comício realizado no CPA. 

Hoje candidato a vice de Wilson, Leonardo presenciou a cena. Ele estava acompanhando o tio que pretendia ter usado o espaço para se defender das críticas que estava sofrendo do então governador Blairo Maggi (PP), que o sucedeu no Palácio Paiaguás. No entanto, o próprio familiar minimiza o episódio. 

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Leonardo de Oliveira

Leonardo diz que amizade entre Dante e Wilson jamais foi abalada pelo episódio

Leonardo atribui o episódio a algo de momento que não foi iniciativa de Wilson. Além disso, afirma que não influenciou a relação do hoje candidato com Dante.  “Isso acontece entre amigos e Wilson cresceu dentro de casa, tanto que em 2008 usou o nome de Dante em sua coligação, com as bençãos da família e hoje repete o fato, inclusive tendo eu como candidato a vice em sua chapa", pontuou. 

 De acordo com Leonardo, o episódio também não abalou a relação de Wilson com a família de Dante.”Wilson é muito querido por toda família, que fez questão de prestigiar a nossa convenção e tem atuado firmemente na busca de votos para o bem da nossa querida Cuiabá”, completou.

 O relato de Auro Ida ainda diz que Dante deixou o local com os olhos lacrimejando. Foi para um barzinho, tomar seus conhaques,  resignado. 

 No artigo, o próprio Leonardo Oliveira conta que foi a única vez que viu o tio chorar por causa da política. “Sem dizer mais nada, ele entendeu que não era mais considerado a liderança do grupo. Estadista, com curriculo invejável, aceitou com parcimônia a decisão de seus liderados e foi embora sem reclamar”, relatou Auro Ida. 

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Comentários (7)

  • WILLIAN BRAZ OLIVEIRA | Terça-Feira, 30 de Agosto de 2016, 18h55
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    Wilson Rei da Demagogia

  • Edson Junior | Segunda-Feira, 29 de Agosto de 2016, 07h42
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    Tudo pelo poder, tudo pelo dinheiro, afinal o cara já está morto e não pode chorar novamente.

  • Gilmar | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 22h00
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    Dante morreu, mas assim como Taques, era um peso negativo. Saiu do governo e perdeu o senado. Taques segue a trajetória de seu mestre.

  • Tabita Kina | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 19h34
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    Difícil saber quem é mais sem vergonha e sem caráter...o titular, ou o vice!

  • renato@hotmail.com | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 17h08
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    Nao falta mais nada mesmo... ressuscitaram o Auro, que era funcionario da casa civil para falar que Wilson brigou com Dante. Todo mundo sabe que Dante e Wilson sempre foram unha e carne.

  • alexandre | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 17h07
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    Pode se contar o acontecido, mas não se muda a História.... WS fez Dante de Oliveira chorar isso é fato...agora usa o nome dele....

  • alexandre | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 15h24
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    Agora WS fala de dante.... é pra acabar...

| 26/08/2016, 00h:01 - Atualizado: 26/08/2016, 00h:09

Não vote em golpistas

ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

A nossa jovem Constituição Federal, documento que encerra o acordo celebrado entre as pessoas que habitam este continente chamado Brasil, de promover a convivência pacífica entre os divergentes, o respeito ao estado democrático de direito, e que veicula a regra de que todo poder emana do povo, nos traz uma série de princípios e normas de natureza objetiva. É o nosso contrato social, instrumento abstrato que obriga a cada um de nós a renunciar um pouco da nossa individualidade e destinarmos nossos esforços para o bem comum.

Infelizmente, essa nossa Constituição está sendo rasgada e a democracia assassinada por uma conspiração de politicoides canalhocratas que se uniram num conluio para tomar o poder, de assalto, ao imporem um golpe midiático-parlamentar-judicial contra a presidenta legitimamente eleita. E aí, me parece bastante contraditória, a postura de alguns setores da política em acreditar que uma nova eleição, ou uma eleição municipal, possa juntar os cacos quebrados de nossa democracia.

Sempre acreditei que o voto nulo é uma das formas mais legítimas de protesto, ainda que não tenha efetividade em mudar a direção da política ou escolher as melhores pessoas por meio do processo de eleição. O voto nulo seria uma espécie de não-eleição. O voto nulo é uma forma eficiente do eleitor dizer que, os partidos políticos que negligenciaram em seu papel de escolher os melhores candidatos e candidatas não foram dignos da missão que lhes foi dada.

É claro que ao me verem pregando o voto nulo, muitos me acusarão de agir contra a democracia, e que tal postura desmotivaria as pessoas (eleitores) a contribuírem para a melhoria do processo eleitoral, mas isso não tem fundamento. Aos partidos políticos e candidatos é dado o poder de mudar o estado de coisas, de oferecer alternativas por meio de projetos de governo e cujo processo de aprovação é uma eleição. Se os legitimados negligenciam, cabe ao povo dizer “não, não aceito esse estado de coisas, não aceito esses projetos, não aceito esses candidatos, a eles nego o voto que legitimaria a farsa”.

Bem isso.

E nas eleições de 2016 há um novo e grave componente: o golpe! O golpe contra a democracia, o golpe contra as conquistas sociais, enfim, o golpe contra a maioria dos brasileiros e dos verdadeiros interesses da soberania nacional.

O Eduardo Cunha (vulgo Caranguejo), deputado ídolo da bancada federal de Mato Grosso, deu um tremendo golpe ao ingressar na presidência da Câmara Federal e direcionar a pauta das votações aos projetos de seu interesse. Entre eles esse remendo na lei eleitoral (Lei 9.504/97), que somente agora começa a ser criticada pelos setores envolvidos.

Então, essa eleição ruim (de 2016) está sendo regida por regras ruins. A única boa notícia é o fim do patrocínio de campanhas por empresas, o que ocorre graças à decisão do Supremo Tribunal Federal, a partir de processo proposto pelo Conselho Federal da OAB.

No entanto, por outro lado, continua em curso o criminoso golpe contra a jovem democracia com o endosso de diversos partidos políticos, que desde 2014, vêm gerando um caos no país, se valendo de processos judiciais e de denúncias fantasiosas bancadas por setores da mídia, impedindo assim que a gestão pública caminhasse livremente.

Nesse momento, o Brasil é refém de ações golpistas que estão acabando com o programa nuclear, negando o pré-sal que destinaria 100% dos recursos paras as áreas de educação e saúde pública e avançam, com celeridade, contra os projetos de programas sociais de distribuição de renda, de moradia e de geração de empregos.

Os partidos políticos que estão patrocinando o golpe, e os candidatos que se apresentam por essas legendas estão cometendo uma heresia contra a democracia e os trabalhadores: ora, se estão a cassar uma presidenta eleita pela maioria dos eleitores, sem que ela tenha cometido crime algum, por que razão estariam agora pedindo os nossos votos por meio de um sistema (eleitoral), se nem eles mesmos respeitam as regras do tal “jogo democrático”?

Sinceramente, os golpistas estão nos lançando em um longo e tenebroso inverno cinzento, do qual sairemos em data não prevista, causando danos irreparáveis (e permanentes) ao povo brasileiro.

Assim, aos inúmeros amigos que tenho deixo dois recados: primeiramente, um “Fora Temer”, e que não votem em candidatos e partidos golpistas de modo algum, eles fazem um mal terrível ao processo democrático. E, em segundo lugar, avaliem a possibilidade de anular o voto, se nenhum candidato e nenhum partido político lhes apresentarem confiáveis e dignos de falarem em nome do eleitor.

Não votem em golpistas!

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (11)

  • Willian | Sábado, 27 de Agosto de 2016, 00h36
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    Não sei porque defendem partido "Y" ou "Z". A verdade é só uma, o partido que estiver, sempre alguém irá querer tirar vantagem. Não se enganem que é só PT que quer isso. Acham que com o PMDB, ou como é em nosso Estado, o PSDB, ninguém está tirando vantagem de ficar "relativamente encostado"? Por favor, são todos farinha do mesmo saco, cada um quer puxar a sardinha para sua brasa. Deixem de ser b.....

  • Quintino | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 17h05
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    Só não é um idiota perfeito porque ninguém é perfeito.

  • joao cuiabano | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 16h41
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    Dá até dó de gente como o senhor. Dó!

  • João Santos | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 14h24
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    Esse aí tá num desespero. Sabe ele que, com a extinção do PT e seus puxadinhos, vai acabar o aparelhamento do Estado, Chupins com ele, terá que arrumar um trabalho para sobreviver, não mais poderá viver 'as custas de sindicatos e ONGs que só serve mesmo é para empobrecer cada vez mais o povo brasileiro, que paga a mais carga tributaria do mundo e o retorno é praticamente zero. Esses comunistas que vivem pendurados em empregos e cargos públicos não sabem o que é plantar um pé de alface.

  • Charlles | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 13h07
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    Concordo em gênero, número e grau. Mas não há excludentes para o PT, nem para o PMDB e PSDB. São todos ladrões, enganadores. Os políticos de hoje fazem Bertolt Brech se revirar no caixão e se arrepender do texto "O Analfabeto Político". Defensores do PT estão equivocados, o PT se prostituiu. E os direitistas de plantão, ainda estão delirando, embriagados com essa falsa vitória estúpida que abalou os alicerces da Democracia. Não voto. Não ouço argumentos de candidatos, já são culpados só por estar concorrendo a uma cargo eletivo. Não importa o partido, o sistema é podre, e eles querem manter assim. Quem, em sã consciência, acredita que um candidato (ou partido) gaste milhões numa campanha e não vai querer tirar de volta com lucros astronômicos? Só os idiotas...

  • Sebastião A. Dias | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 12h03
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    Oh seu bosta fascista, coxinha, PSDBIsta, Aecista, Cunhista,Temerista, Morista, integrante DA CAMBADA CORRUPTA DOS GOVERNOS QUE ASSALTARAM O PAÍS E VENDERAM ESTATAIS A PREÇOS DE BANANA DURANTE OS DESGOVERNOS DO FHC, do PSDBosta, CALA A SUA BOCA SEU TROUXINHA CAFAJESTE ! O Ceará é gente que merece todo o nosso respeito.

  • LUIZ CARLOS | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 10h47
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    Esse Ceará é um fanfarrão!!! Sempre viveu às custas do PT e às sombras do poder que o partido tinha até então. Rapaz acorda, acabou a mamata, vai trabalhar. Criança que perde a mamadeira, não se conforma... chora o tempo todo. Pior, é que essa figurinha carimbada é do "movimento de combate à corrupção" e nunca vi ou ouvi ele escrever uma linha sobre operação lava jato ou qualquer outra corrupção do PT. É um fisiologista descarado. Não tem credibilidade, infelizmente!!! MATEUS 23: "1 Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: 2 «Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3 Por isso, vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam. 4 Amarram pesados fardos e os colocam no ombro dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. "

  • Dener Além | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 10h02
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    Lamentável que o RDNews abra espaço para essa "ladainha" de golpe. Todos os lulo-petistas, inclusive o infeliz articulista, votaram no Temer; a maioria dos membros do STF foi indicada pelo PT; a Dilma, ao contrário dos adversários de Fidel e Maduro, está tendo amplo direito de defesa. Vá fazer algo de útil cidadão!

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 09h19
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    Pois é, o midianews publicou uma matéria sobre a Opinião do ex-presidente do Supremo, Dr. Sydney Saches, que presidiu o Impeachment do Collor em 92. Qual é a sua opinião sobre o Impeachment da Dilma? Esse senhor, hoje com 83 anos de idade, diz: Eu acho que há crime de responsabilidade. Dilma violou a Constituição, violou a Lei de Responsabilidade Fiscal, violou a lei orçamentária. Usou de expedientes maliciosos para manipular informações de interesse geral, e criou uma crise econômica dessa ordem. Ih! Igualzinho o que pensa o Dr. HÉLIO BICUDO, autor intelectual do Impeachment, que tem mais de 90 anos de idade. É, a velha guarda não aceitava, um pingo fora dos is; não aceitava inversão de valores. O Brasil ficou anarquizado do jeito que está, porque esculhambaram tudo, trocaram alhos por bugalhos. Aceitaram até o cara chamar o presidente do Senado e da Câmara de f...; e os membros do Supremo de acovardados. No mínimo o Supremo era para ter chamado o cara, e lhe dado um puxão de orelha, por querer desmoralizar as duas Instituições Democráticas do Brasil: o Congresso Nacional e o Supremo.

  • alberto | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 08h49
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    Primeiro Sr. Não existe o cognominado GOLPE que vcs BRADAM aos ventos, segundo para o bom português também não existe PRESIDENTA... o sr. com todo o respeito, quando fala midiático é uma forma subliminar de desmerecer a DEMOCRACIA e o contraditório. Outra buscam sensibilizar os menos afortunados políticos e de conhecimento de que existem realmente o tal golpe, que sabemos que não existe. A constituição prevê o IMPEDIMENTO, como o PT e seus o fizeram no evento de COLLOR não é mesmo? fico em minha intimidade pensando o porquê que continuam nessa ladainha...mas estamos em uma democracia e faz parte.

| 26/08/2016, 00h:00 - Atualizado: 25/08/2016, 21h:31

Uma decisão equivocada

edesio do carmo artigo 400

Edésio Adorno

Lideranças do movimento comunitário de Cuiabá hipotecaram apoio ao candidato a prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB). O evento foi anunciado com alardes. Uma decisão equivocada. O peemedebista não tem histórico de atuação junto aos bairros e a Capital que ele conhece é a que fica da banca de cá da perimetral.

Cuiabá experimentou, nas décadas de 1980 e início dos anos de 1990, intensa luta pela moradia. Diante ao enorme déficit habitacional então existente, dezenas de bairros surgiram da mobilização popular.

Dante de Oliveira e Wilson Santos enfrentaram a fúria de latifundiários urbanos e apoiaram diversas ocupações. Citar os bairros que surgiram deste movimento é desnecessário. Quem conhece Cuiabá, conhece sua história.

Emanuel Pinheiro, então jovem vereador do extinto PFL, se mantinha à distância e não se envolvia com as lutas populares. Ele sempre representou a fina flor da burguesia cuiabana. Na Assembleia ou nos cargos que já ocupou nunca dialogou com o movimento comunitário.

Estranhamente e sem debater com as comunidades, alguns presidentes e ex-presidentes de associações de moradores, capitaneados por dirigentes da Femab, manifestam apoio a uma candidatura que nasceu sob o signo da traição e da incoerência política.

Emanuel Pinheiro, ao amanhecer, rasga elogios ao prefeito Mauro Mendes; ao anoitecer, detona pesas criticas. Incoerência? Não. Incoerência é apoiar um incoerente.

O movimento comunitário que defendeu renovação e moralização na política; que foi as ruas e combateu o governo Dilma Rousseff agora, ao abraçar o mais fervoroso e apaixonado aliado do presidiário Silval Barbosa, perde legitimidade, se torna mero instrumento político e avança rumo ao descrédito popular. Uma decisão equivocada.

As associações de moradores de bairros são importantes instrumentos de luta e de reivindicação de obras, serviços e melhorias na qualidade de vida da população. Quando seus dirigentes se tornam meros cabos eleitorais e se lançam em campanhas políticas de candidatos divorciados com os reais interesses dos bairros periféricos comete um grave erro e um gritante desvio de rotas.

O líder comunitário precisa reconquistar seu protagonismo social e essa conquista passa longe do servilismo a candidatos como Emanuel Pinheiro que sempre desprezou ou tratou com indiferença as lutas travadas pelo movimento comunitário.

Apoiar Emanuel Pinheiro é desmerecer a profícua gestão Mauro Mendes, é favorecer o retrocesso e aceitar passivamente os desmandos perpetrados pelo ex-governador Silval Barbosa. Certo fizeram as lideranças que não embarcaram nesta canoa que conduz ao passado de triste memória de Barbosa e seus pupilos. 

Edésio Adorno é advogado em MT, reside em Tangará da Serra e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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Comentários (13)

  • Chico Spinelli | Sábado, 27 de Agosto de 2016, 10h48
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    Interessante a opinião do advogado tangaraense Edésio Adorno, falar sobre deficit de moradia. habitação e invasão de terra. Quem mais incentivou a GRILAGEM de terra,as invassões, na Grande Cuiabá, a troco de demagogia politica e votos foram justamente os falecidos politicos Dante de Oliveira, Gilson de Barros, e outros menos falados. Quem se preocupou realmente pra valer em resolver o problema habitacional da Grande-Cuiabá, e do interior de Mato Grosso, foram os Governos de Frederico Campos (1979-83), do Dr.Julio Campos, de 1983-a-87, e do seu irmão Jaime Campos,de 1991-94, todos do antigo PFL,hoje DEM, tido como politico de centro-direita. Frederico ,construiu o CPA I e II e iniciou o Tijucal e a Morada do Ouro, obras que foram concluidas e inauguradas pelo JULIO, e que fez ainda o CPA 3 e 4, bem como o Santa Amália, o Loteamento Popular Osmar Cabral, 4 conjuntos habitacionais em V.Grande, o Projeto João de Barro(feito pela PROSOL sob comando da falecida dona Isabel Campos).,além disso mais de 10.000 casas populares no interior. Já o Governador Jaime, alem construir casas populares em todo estado, adquiriu e loteou para o povo o PEDRA 90, Jardim Florianopolis, ets. O resto é e só foi demagogia e conversa fiada pra boi dormir, e voce sabe disso, pois acompanhava sempre o trabalho dos CAMPOS lá de Tangará da Serra. Faça-se Justiça.

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 14h40
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    Tá difícil escolher em quem votar para prefeito...se o voto não fosse obrigatório, fosse facultativo, provavelmente 50% dos eleitores não iam votar, era melhor pescar. Alguns candidatos representam só Grupos Políticos, que só estão de olho nas próximas eleições para Governador, Senador, etc, em 2018; sabem que, quem ganhar nos grandes Centros, como Cuiabá, Várzea Grande, etc, conseguem dar uma arrancada de votos, pois estarão tomando contas das máquinas públicas municipais. Então, sobraram para a gente escolher: Serys, procurador Mauro e Renato Santtana. Vamos examinar bem de perto as propostas da Serys (PRB); parece que agora o Celso Russomanno do mesmo partido, agora vai ser eleito prefeito de São Paulo. Cuiabá nunca teve uma mulher como prefeita, apesar que quase 52% dos Eleitores são Mulheres. Quais seriam as propostas para as Mulheres da Serys? Alguém sabe? Outro dia estava conversando com um Ginecologista, sobre Mioma de Útero; e ele dizia: enquanto ainda estão fazendo uma cirurgia muito agressiva, para retirar o mioma, inclusive muitas vezes até retirando o útero; já existe em São Paulo, uma nova tecnologia, um aparelho, que faz só um furinho, introduz e suga todo mioma - precisaria que esse método fosse utilizado, detectando o problema quando ele estivesse aparecendo, ou bem no início. Aí indaguei: mas Dr. por que o SUS não tem ainda esse aparelho? Resposta: porque Saúde não é prioridade coisa alguma. Quantas mulheres em Cuiabá, em MT, será que tem mioma no útero, e podia serem beneficiadas com uma tecnologia mais moderna como essa? Ninguém está preocupado com a Saúde coisa alguma? Estão mais preocupados em retomar a obra fracassada do Silval, o VLT, que vai consumir Milhões ou Bilhões de reais para fazer, e depois uma dinheirama para manter.

  • bobó cheira cheira | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 14h18
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    Engraçado este cidadão querer opinar sobre Cuiabá, sua gente e sua história. Dante de Oliveira e Wilson Santos foram os grandes incentivadores da indústria da grilagem em nossa cidade, razão pela qual a cidade não se modernizou como pretendiam os seus dirigentes à época. A implantação do Projeto Cura, a estruturação de inúmeros loteamentos, o surgimento de vários conjuntos habitacionais, distante do velho centro são testemunhas dessa nova política que deveria ser implantada, no entanto, havia também aqueles que incentivavam as invasões, a fim de obter o voto para as próximas eleições. Os comunitários que deram apoio ao candidato Emanuel Pinheiro são aqueles que vivem em Cuiabá e conhecem as dificuldades do seu dia a dia, não esse cidadão quem nem conhece os nossos bairros periféricos, onde vive a grande maioria da população. Se ele é um grande cidadão por que não se candidata em sua cidade? Deixe de dar palpite onde não é chamado...

  • Debora Cristina | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 11h56
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    Como pode um cidadão de Tangará da Serra saber o que é melhor pra nós Cuiabano? Também não entendo ,pessoa que critica Dilma e apoia Wilson Santos.Movimento comunitário de bairro não está a serviço do que você acha cidadão, mas sim das causas sociais que tão de perto vivenciamo.

  • Debora Cristina | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 11h53
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    Como pode um cidadão de Tangará da Serra saber o que é melhor pra nós Cuiabano? Também não entendo ,pessoa que critica Dilma e apoia Wilson Santos.Movimento comunitário de bairro não está a serviço do que você acha cidadão, mas sim das causas sociais que tão de perto vivenciam.

  • José Licubrino | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 10h00
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    Tem uma música de samba que diz "Se gritar pega ladrão não sobra um meu irmão". O melhor é escolher o Zero e confirma.

  • js@hotmail.com | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 09h35
    0
    2

    js@hotmail.com, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • alexandre | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 09h15
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    movimentos comunitários são todos de esquerda, vão defender o governo que dá tudo de graça, quem paga a conta da festa (direita) que não concorda, o populismo tem um preço caro: 12 milhoes de desempregados e 10% de inflação...

  • Jose Cuiabano | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 08h33
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    Na realidade, quem foi as ruas para manifestar contra o Governo Dilma, não foram os movimentos comunitários, e sim, a Direita Elitizada que nunca aceitaram as classes menos favorecidas terem oportunidades no Brasil.

  • Paulo | Sexta-Feira, 26 de Agosto de 2016, 08h25
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    Tendencioso demais esse texto.

Mesa Diretora | 25/08/2016, 14h:40 - Atualizado: 25/08/2016, 15h:02

Fávaro nega que Nininho tenha rompido com base e diz que 5 no PSD votam Fabris


 Presidente estadual do PSD, o vice-governador Carlos Fávaro rechaçou os boatos de que o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho, esteja deixando a base governista por descontentamento com a condução das articulações para a Mesa Diretora da Assembleia. Segundo ele, não existe a possibilidade do correligionário deixar de apoiar o governador Pedro Taques (PSDB) por conta de divergências relacionais com a eleição marcada para 1º de setembro. 

Reprodução

Fávaro e Nininho

 Nininho estaria descontente por ter sido preterido na chapa Botelho-Maluf, mas Fávaro nega ruptura

“Não procede essa conversa que Nininho saiu da base. Ontem, ele estava em Sinop junto com o governador Pedro Taques. Os deputados Pedro Satélite e Wagner Ramos também estavam no ato político”, declarou Fávaro se referindo ao ato de lançamento da candidaturao do empresário Roberto Dorner (PSD) à Prefeitura daquele município. 

Os rumores da ruptura de Nininho com a base governista surgiram após dialogar com os sete deputados estaduais da oposição sobre a possibilidade de formar chapa alternativa. Ainda hoje (25), o social-democrata deve se reunir com Zeca Viana (PDT), Janaína Riva (PMDB) e outros oposicionistas para tratar do assunto. 

Nininho está descontente por ter sido preterido na chapa que terá Eduardo Botelho (PSB) na presidência e o atual presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) como primeiro-secretário. O PSD, que deve indicar o primeiro-vice, optou por Gilmar Fabris. 

Segundo Fávaro, o assunto foi tratado em jantar com a bancada do PSD e cinco dos seis integrantes decidiram pela indicação de Fabris. São eles  Wagner Ramos, Pedro Satélite, Zé Domingos Fraga, Leonardo Albuquerque e o próprio indicado.

Em campanha a Dorner, Taques cita alinhamento e o apoio de Temer 

O vice-governador também reafirmou o pedido para que os integrantes da bancada do PSD escolham candidatos da base aliada e mantenham a unidade. “Não acredito em racha. Conversando, que faz  parte da boa política, chegaremos ao entendimento. Tenho certeza que os seis deputados do PSD votarão unidos”, concluiu. 

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