Cuiabá, 30 de Março de 2017
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| 23/12/2016, 00h:00 - Atualizado: 22/12/2016, 23h:21

Desvotar: expressão de cidadania

ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Em nosso sistema eleitoral não existe nenhuma previsão para que o eleitor traído possa retificar o voto na pessoa que elegeu e não cumpriu com o seu programa de propostas. Por aqui não prevalece o instituto do “recall”, existente em alguns países, que é chamar de volta para "reavaliação" popular um mandatário improbo, incompetente, inoperante, ou que tenha se revelado um déspota no exercício do mandato, dando aos eleitores a possibilidade de destituir o mandato do agente que foi eleito enganando a plateia no circo da campanha eleitoral.

Ao contrário do ato de votar, que é simples e rápido (leva-se apenas alguns segundos clicando algumas teclas da urna eletrônica), por não termos o “recall”, o processo de “desvotar” que venho praticando há algum tempo, pode ser longo, lento e doloroso, podendo durar os quatro anos do mandato, ou até a queda do traíra.

Por isso que, há anos, venho falando: “voto não tem preço, tem consequência”, e que é preciso refletir muito antes de votar. Tenho defendido até mesmo, se necessário, o voto nulo ou em branco, ou melhor ainda, a abstenção, a ausência às urnas, um boicote ao processo das eleições, enquanto os partidos políticos, juízes e legisladores não aperfeiçoarem o sistema eleitoral.

Já que não temos o instituto do “recall” para desvotar é preciso que o cidadão fiscalize, cobre e denuncie. Portanto, desvotar é: indignar-se, chutar o pau da barraca e pôr a boca no trombone! Nesse sentido, há quase dois anos, todos os dias, de manhã à noite, nas redes sociais, nos bairros, nas ruas, no trabalho e nos botecos, por me sentir enganado pelo candidato que votei, sigo desvotando, principalmente quando me atento para o que fazem as autoridades estaduais de Mato Grosso, seja aquele que eu votei, sejam aqueles que eu não votaria de jeito nenhum.

Thomas Jefferson, advogado, filósofo e o principal autor da declaração de independência dos Estados Unidos da América, dizia que: "A política é uma praga tal que eu aconselho todos a não se meterem nela". Creio que não devemos rejeitar a política, mas é nossa obrigação anular alguns políticos, desvotando, principalmente aqueles que, com nosso voto, ajudamos eleger e descumpriram os seus compromissos assumidos.

Quando vejo que nossas ruas estão esburacadas, sem iluminação adequada, os pontos de ônibus não oferecem o menor conforto, eu desvoto. Percebo que pagamos IPVA sobre a propriedade de carros, mas nenhuma parte desse valor parece que retorna para investimentos na qualidade da malha viária. De forma criminosa, o governo cobra imposto sobre a energia elétrica e a água que consumimos, todavia não há a contraprestação devida, que seria o fornecimento de escola de qualidade e postos de saúde com os insumos necessários para atender à população.

Reconheço que os recursos financeiros são limitados e as necessidades públicas não. Mas, então, por que roubam tanto, se o dinheiro existente é tão pouco?

E aí o meu desejo diário de desvotar aflora, e eu grito! Agora me vem a notícia de que autoridades mato-grossenses estão enroladas na tal Operação Lava Jato, e teriam recebido recursos desviados de atuações ilegais para bancar a eleição de 2014. A informação está contida em alguns dos mais de 900 depoimentos dos executivos da Construtora Odebrecht, apenas uma das empreiteiras que estão envolvidas no esquema.

Consta que executivos da Odebrecht mantinham relação com o grupo empresarial Cervejaria Petrópolis, que produz a cerveja Itaipava, e esta efetuava o pagamento de propina a políticos, a pedido da empreiteira. Os detalhes foram fornecidos pelo diretor-presidente da construtora, Benedicto Barbosa Junior, vulgo BJ. Com ele, a Polícia Federal apreendeu diversas planilhas de pagamentos a políticos que apontaram a relação com a Cervejaria Petrópolis.

Consta ainda, que a Odebrecht foi contratada para construir três fábricas da Cervejaria Petrópolis, na Bahia, Pernambuco e aqui em Mato Grosso. Em depoimentos, os acusados na Lava Jato contaram que as obras seriam moeda de troca para o pagamento de propina a políticos. Em vez de cobrar o custo real da construção da fábrica de cerveja em Rondonópolis, a Odebrecht pediu que o grupo Petrópolis repassasse propinas e abateria os pagamentos do valor contratado da obra.

Engenharia semelhante ao esquema da Seduc em Mato Grosso.

A campanha de José Pedro Taques a governador de Mato Grosso em 2014 custou a bagatela de R$ 27.106.539,33, o que já é uma monstruosidade, porque ninguém gasta isso “de graça”, sem querer “almoço grátis”, como o próprio Taques, o campeão das frases de efeito, gosta de falar. Só para ter uma ideia, o gasto declarado (por dentro) de Taques é algumas centenas de vezes maior que as despesas do candidato do PSOL ao mesmo cargo, que declarou ter investido R$ 97.787,06 na eleição para o cargo de governador.

Pode ser que o tal Petrolão chegou aqui, e aí, paciência, eu tenho que desvotar!

Na prestação de contas da eleição 2014, o candidato Pedro Taques teria recebido da Cervejaria Petrópolis cerca de R$ 3 milhões, sendo R$ 1 milhão depositado no dia 25 de setembro de 2014 e outros R$ 2 milhões em 29 de outubro de 2014. Os demais adversários ao mesmo cargo não receberam dessa fonte envolvida na Lava Jato.

Deputados federais eleitos beberam da mesma fonte (e eu não falo da cerveja!). Nilson Leitão (PSDB), um crítico contumaz do Partido dos Trabalhadores, pelo envolvimento no escândalo recebeu a quantia de R$ 42.601,08 por meio de doação, em 4 de outubro daquele ano eleitoral. Está na prestação de contas. O mesmo fez seu colega Adilton Sacheti (PSB), que recebeu R$ 100 mil em 14 de outubro de 2010 diretamente da fábrica de cerveja. Até políticos de menor expressão receberam dessa fonte, segundo dados do TRE e dos autos da Lava Jato.

O suplente de deputado estadual Pery Taboreli (PV), em que pese criticar o modo de fazer política da família Campos, em Várzea Grande, também recebeu patrocínio da mesma fonte. Em 27 de outubro de 2014, por meio da campanha do governador, foi agraciado com R$ 20 mil. Sua colega Adriana Vandoni, recém-apeada do cargo de secretária de Combate à Corrupção, foi agraciada com R$ 19.033,52 em 1º de outubro de 2014. E, por fim, a Cervejaria Petrópolis, parceira da Odebrecht, patrocinou o pupilo da família Campos, candidato a deputado estadual Julio Campos Neto, declarou ter recebido R$ 19.431,04, em 4 de outubro de 2014.

Dá ou não vontade louca de desvotar?

Ah, declararam tudo isso à Justiça Eleitoral, que aprovou as contas de campanha. Mais um motivo pra desvotar!

E, quando vemos em Mato Grosso e pelo país afora aqueles que mais gritaram o “Fora Dilma” envolvidos na lista da Odebrecht, fica claro que suas intenções não eram o “combate à corrupção”, mas sim dá um golpe na democracia, retirar direitos dos trabalhadores, tirar dos pobres para entregar aos ricos, entregar nossas riquezas às multinacionais e, de sobra, se safarem dos processos. Com tudo isso, é ou não é para desvotar?

Enfim, em nosso tempo, desvotar pode vir a ser o mais relevante exercício de cidadania, muito mais do que simplesmente votar!

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (3)

  • João Luiz Pereira Tavares | Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2016, 06h30
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    Viva 2016! Em 2016 houve fato fabuloso sim, apesar de Vanessa Grazziotin falar que não, dessa forma assim: "O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas", diz Grazziotin. Mas, por outro lado, nem que seja apenas 1 fato positivo houve sim! É claro! Mesmo que seja, somente e só, um ato notável, de êxito. Extraordinário. Onde a sociedade se mostrou. Divino. Que ficará na história para sempre, para o início de um horizonte progressista do Brasil, na vida cultural, na artística, na esfera política, e na econômica. Que jamais será esquecido tal nascer dos anos a partir de 2016, apontando para frente. Ano em orientação à alta-cultura. Acontecimento esse verdadeiramente um marco histórico prodigioso. Tal ação acorrida em 2016 ocasionou o triunfo sobre a incompetência. Incrementando sim o Brasil em direção a modernidade, a reformas e mudanças positivas e progressistas. Enfim: admirável. Qual foi, afinal, essa ação sui-generis? Tal fato luminoso foi o: -- «Tchau querida!»* [(*) a «Coração Valente©» do João Santana; criada, estimulada e consumida. Uma espécie de Danoninho© 'vale por um bifinho'. ATENÇÃO: eu disse Jo-ã-o SAN-TA-NA]. Eis aí um momento progressista, no ano de 2016. Sem PeTê. Chega de po**a-louquice. A volta de decoro ao Brasil. Feliz 2017 a todos.

  • Gilston | Sábado, 24 de Dezembro de 2016, 15h10
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    Concordem plenamente com tudo o que esta escrito no artigo do Sr. Calvalcante. A justiça eleitoral precisa ser mais rígido nas prestações de conta do candidato eleito ou não. A gente não sabe a origem do dinheiro doas a um candidato. Não sabemos se o dinheiro veio de caixa eletrônico estourado, ou se foi roubado de um banco. O que se sabe é que os políticos que tem o nome ou é citado em envolvido de dinheiro publico, roubalheira, ou caixa2, falam as mesma coisa" todo meu dinheiro de campanha foi declarada na justiça " . Creio que DESVOTAR, seria o cancelamento ou cancelar meu voto já computado na urna Exemplo pro Pedro Pedro Taques ou no ex-prefeito Mauro Mendes né. Diferente de não ir a Urna pra votar né. Desvotar ou não votar, já seria pra mim uma grande democracia nos dias de hoje, onde na campanha ele declara o servidores publico sua prioridade, e depois de eleito, servidores publico passa ser estorvo . http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2310782

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 23 de Dezembro de 2016, 09h08
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    Resumindo a Opinião do Antônio Cavalcante Filho, em miúdos para a gente entender, sobre os políticos: antigamente a gente ia nos mercadinhos populares, querendo comprar quilos de farinha; mas desconfiava a beça do comerciante. Sempre ficava com a pulga atrás da orelha. Será que esse produto é bom? A gente só via o saco e aquela caçambinha que ele metia dentro do saco e tirava o produto para pesar. Será que ele está medindo certo? Não está tapeando ninguém? E o comerciante, suspeitando que os fregueses estavam desconfiados, dizia com alta voz: NÃO SE PREOCUPEM, QUE TUDO É FARINHA DO MESMO SACO. Agora quase (pelo menos tem o quase) todos os políticos ficaram numa corda bamba, no fio da navalha...a qualquer momento pode aparecer um delator premiado e dizer: Esse? Pegou propina também. É quase tudo farinha do mesmo saco. E viva os delatores premiados! Por favor! CONTEM TUDO! SALVEM O BRASIL! Nem vai haver recesso no Supremo, pois o Ministro Teori convocou vários juízes para analisar em janeiro/fevereiro as 800 denúncias, feitas pelos 77 executivos da Odebrecht - quem será que eles vão denunciar, como propineiros? Parabéns ao Ministro! Esse é corajoso, não é acovardado nem aqui, nem na China.

| 30/03/2017, 11h:03 - Atualizado: 03h atrás

Botelho anuncia devolução de mais R$ 10 mi e valor será destinado à área da cultura


Maurício Barbant

eduardo botelho presidente da assembleia (5).jpg

Presidente da Assembleia Eduardo Botelho durante entrevista concedida ao Rdnews em seu gabinete

O presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB), que anunciou a devolução de R$ 80 milhões para o Governo investir em pavimentação asfáltica nos municípios, pretende ampliar o valor em R$ 10 milhões. Entretanto, novo recurso será aplicado em projetos na área cultural. 

A exemplo do programa de asfaltamento, que receberá contrapartida de mais R$ 80 milhões do  Executivo, o projeto na área da Cultura também contará com outros R$ 10 milhões do governo do Estado. Com isso, o investimento no setor chegará a R$ 20 milhões.

“Fiz uma proposta para o governador que disse estar de pleno acordo. Vamos destinar um valor para colocar na Cultura. Muitos prefeitos têm dificuldade e procuram o deputado e não temos como atender. Precisamos fomentar a cultura dos municípios então vamos colocar R$ 10 milhões e o governador mais R$ 10 milhões”, declarou Botelho. Além disso, o socialista afirmoa que o Legislativo continuará fazendo economia para que o valor devolvido à sociedade chegue a R$ 100 milhões. 

  Botelho afirma que economia de recursos que possibilita a devolução dos R$ 90 milhões  não resulta de engenharia financeira.  Segundo o socialista, os valores foram obtidos com a gestão correta dos recursos públicos. 

“Pagando os fornecedores em dia,  conseguimos reduzir os preços. É isso é que estamos fazendo, reduzindo os custo do Poder Legislativo. Todos os deputados estão contribuindo com a economia”, disse em entrevista ao

Uma das soluções encontradas para o corte de despesas foi a redução do número de audiências públicas fora da Assembleia. Cada um dos 24 deputados tinha direito a promover três eventos, mas o número foi reduzido para apenas um em comum acordo no Colégio de Líderes. 

 “O custo da audiência pública externa é alto. Com a redução, economizados dinheiro que retornará à população em forma de obras”, pontua.  

 Além disso, Botelho afirma que a Mesa Diretora determinou outras medidas que resultaram em economia de recursos. Entre elas, a redução dos gastos com  diárias pelos servidores e o corte de horas-extras. 

 “Estamos entendendo o momento de dificuldade do Estado que sofre com escassez de recursos e estamos dando nossa contribuição. O dinheiro do povo  tem que ser devolvido para ele”, concluiu Botelho.

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| 30/03/2017, 07h:39 - Atualizado: 06h atrás

Aquele 1% vagabundo

maria rita colunista

Maria Rita Uemura

Força de vontade, determinação, foco e fé. Como tem hashtag por aí propagandeando os pilares motivacionais do momento. Tem problema nisso? Nenhum, pelo contrário. Nunca na história deste país se falou tanto em criar uma versão melhorada de si mesmo. 

Somos uma geração (digo entre os 30 anos e 40 anos) que cresceu achando que era especial e que de alguma forma iria se destacar. O tempo foi passando, nos graduamos, temos empregos medianos, mas lá no fundo falta alguma coisa.

Parece que logo chegará o dia que as coisas irão realmente decolar, pois esta é a promessa da vida. Mas, somente uma parte das pessoas vão realmente chegar lá. Sabe por quê? As pessoas que realmente fazem sucesso estão dispostas a fazer coisas que as demais não estão.

Não é falta de vocação, de conhecimento ou aptidão. É outra coisa, uma vontade. Noites de sono sem dormir, a certeza de que é possível e 1% de vagabundagem. Eu explico. Este verão produziu um hit sertanejo que afirmava que o rapaz tinha um caráter 99% bom moço, mais 1% é vagabundo e “elas gostam”.

Realmente elas gostam. Não só elas, todos. Claro que aqui faço apenas uma analogia. Quero dizer que para fazer sucesso uma pessoa precisa ter qualidade, mas sem uma pitada de ousadia e irreverência não se destaca.

Para ser um grande empresário, uma cantora, atleta ou vendedor de churros, o sujeito não pode ser como os outros. Tem que ser mais criativo, se diferenciar, dar a cara a tapa e não ter medo de críticas. Fácil né? É por isso que o sol nasce para todos, mas só parte das pessoas se destaca.

Imagine um homem apaixonado por literatura. Já leu todos os grandes romances. Conhece decor o enredo dos principais clássicos. Discorre sobre estilos e dá uma aula de gramática. Está trabalhando num romance há anos. Nunca está pronto. Na verdade está, mas não está. Pode melhorar, sempre pode. Ninguém nunca leu, pois não está pronto.

Este homem com seu super ego mega estruturado não vai ter coragem e ousadia de mostrar o que produziu. É difícil se desnudar. Aceitar ser julgado e ouvir o que as pessoas realmente pensam de um produto seu. Olha para o mundo hoje, minha leitura é essa: o mundo é liderado por aquele 1% “vagabundo” e elas gostam.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

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Obras da Copa | 29/03/2017, 17h:41 - Atualizado: 29/03/2017, 18h:53

Oscar teme que CPI "termine em pizza" e pede votação do relatório feito há 5 meses


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Oscar Bezerra cita que a CPI trabalhou mais de 1 ano, gastou R$ 3 mi e não pode "terminar em pizza"

O deputado Oscar Bezerra (PSB) teme que a CPI das Obras da Copa “termine em pizza”. Por isso,  pede que o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB) coloque o relatório em votação para que possa ser encaminhado aos órgãos de controle como Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF).

 O relatório, que foi concluído em outubro do ano passado, sugere o indiciamento de sete agentes políticos, 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e sete consórcios de empresas. Além disso, indica a devolução de R$ 541,1 milhões aos cofres públicos.

“A CPI trabalhou 1 ano e 3 meses e gastou mais de R$ 3 milhões em dinheiro público. É errado gastar e não dar em nada. Sempre disse que a CPI das obras da Copa não acabaria em pizza e fiz minha parte. Entreguei todo relatório com apontamentos e espero que a Mesa faça a parte dela”, declarou Oscar.

Botelho, por sua vez, não colocou o relatório da CPI das Obras da Copa em votação alegando questão estratégica. Nos bastidores, comenta-se que a apreciação está sendo postergada para não prejudicar a retomada e construção do VLT que está sendo articulada pelo Governo.

Para Oscar, o presidente da Assembleia tem autonomia para não colocar o relatório da CPI das Obras da Copa em pauta. Entretanto, afirma que ele não pode ignorar os fatos apontados pelo relatório. “A CPI pode atravancar o reinício imediato da obra do VLT, mas existem fatos que não podemos jogar para baixo do tapete. Realmente aconteceu direcionamento, jogo de planilhas. Tudo precisa ser esclarecido”, defendeu o socialista.

Oscar também lembra que existe a opção de encaminhar o relatório aos órgãos de controle independente da apreciação em plenário. O procedimento foi adotado pela sua esposa, a ex-deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), com a CPI do MT Saúde e resultou no indiciamento e bloqueio de bens dos ex-gestores.

 Além do relatório final da CPI das Obras da Copa, outros dois ainda aguardam apreciação. São os relatórios da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal e da CPI dos Frigoríficos. 

Relatórios de 3 CPIs estão emperrados para votação e travam envio ao MPE  

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Comentários (3)

  • CLOVIS | Quinta-Feira, 30 de Março de 2017, 10h47
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    CLOVIS, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • CLOVIS | Quinta-Feira, 30 de Março de 2017, 10h46
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    ALGUÉM TEM DUVIDA Q ESSA CPI ACABA EM PIZZA, SÓ PRA ENGANAR TROUXA, NINGUÉM VAI SER PUNIDO.

  • Carlos Nunes | Quarta-Feira, 29 de Março de 2017, 19h55
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    Bem, de acordo com o Botelho, que foi publicado nos sites, esse Relatório caprichado recomenda a Paralisação da Obra do VLT...e não votaram porque querem mudar essa parte. Descobriram que, durante 15 anos, o VLT dará um prejuízo de até 70 Milhões de reais por ano; que será coberto pelo Estado. Fazendo as contas 70 Milhões em 15 anos dá mais de 1 BILHÃO DE REAIS de prejuízo. Pergunta Básica: Quem é tolo bastante para fazer Obra que vai dar prejuízo? A gente só faz obra que dá lucro, ou não? Talvez essa seja uma das vezes que a Assembleia fez um Relatório bem feito...mas querem mudar as conclusões, agora? Nas vésperas de uma eleição importante para Governador, 2 senadores, deputados federal e estadual...esses 600 Milhões que vão emprestar da Caixa pro VLT, não vão dar nem pro cheiro. Será nova pegadinha, igual aquela onde o Silval aparecia todo dia na TV, dizendo: podem deixar que, com 1 BILHÃO E 400 MILHÕES, termino o VLT antes da Copa começar. Pegadinha de novo, não!

Aproximação | 29/03/2017, 10h:00 - Atualizado: 29/03/2017, 10h:29

Em jantar, governador "apara" arestas com bancada federal; oposição é convidada


O governador Pedro Taques (PSDB) se reúne com a bancada federal na noite desta quarta (29), na residência do deputado federal Fabio Garcia (PSB), em Brasília - ex-coordenador da bancada. Atualmente, o grupo é liderado por Victório Galli (PSC), que tem feito críticas à postura da administração estadual.

O cardápio principal será o debate acerca das demandas do Estado. Além disso, o chefe do Executivo estadual prestará contas ao parlamentares acerca das ações desenvolvidas em Mato Grosso. A reunião também busca aproximação com os oito federais e três senadores, que cobram mais diálogo com o tucano. 

O governador revela, em entrevista concedida no fim da noite de ontem (28), durante jantar com 110 dos 141 prefeitos, que todos os parlamentares da oposição foram convidados, sendo os deputados federais Ságuas Moraes (PT), Valtenir Pereira e Carlos Bezerra (ambos do PMDB); e o senador Wellington Fagundes (PR). “São bem vindos a discutir Mato Grosso”, disse o tucano durante o jantar com 110 dos 141 prefeitos. A ala oposicionista critica, sistematicamente, o fato de Taques não os chamar para as reuniões e "ignorar" a sua força política.

No último encontro realizado com a bancada, em dezembro passado, para anunciar R$ 168 milhões de emendas impositivas ao Estado, o governador também havia convidado os oposicionistas. Entretanto, apenas o senador Wellington compareceu à reunião.

Gilberto Leite

Pedro Taques

Governador Pedro Taques busca aproximação com a bancada federal. Oposição também foi chamada

A relação entre parlamentares da oposição e Taques rompeu de vez quando partidos, liderados pelo PMDB e PR, se reuniram para anunciar ofensiva à Gestão Taques e articulação ao governo em 2018. Além dessas siglas, conversam com o bloco o PSC, PCdoB, PTB, PDT e PT. O presidente estadual do PP, deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), apesar de ter classificado a administração como fracassada, admitiu pedir desculpa ao governador caso realize ações na Região Oeste. O PSC também admite manter o diálogo com Taques.

Presença

O deputado Ságuas afirmou que tem um compromisso até 22h, mas que deverá comparecer na reunião da bancada. A assessoria do senador Wellington, por sua vez, afirma que o republicano, apesar de estar com gripe, deverá ir ao encontro. Já Carlos Bezerra ainda não havia confirmado presença. O deputado Valtenir não retornou às ligações da reportagem.

Situação

Os parlamentares da base do governo são os deputados federais Adilton Sachetti e Fábio Garcia (ambos do PSB), Ezequiel Fonseca (PP), Nilson Leitão (PSDB), Victório Galli (PSC); e o senador José Medeiros (PSD). O senador Cidinho Santos (PR), apesar do partido ser da ala contra Taques, se diz neutro.

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Comentários (1)

  • José | Quarta-Feira, 29 de Março de 2017, 13h35
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    Eu fico a observando a atitude dos blogueiros de esquerda em taxar o Bolsonaro de "péssimo", sendo que a internet é livre, pelo menos por enquanto! Querem colocá-lo na vala comum dos corruptos e chamar quem o apoia de radical. Como vemos a atitude já não cola, as pessoas estão mais ligadas e não querem mais do mesmo, a boquinha acabou!!!!

| 29/03/2017, 08h:55 - Atualizado: 29/03/2017, 09h:00

Covinha nas costas é febre entre mulheres

benedito figueiredo cirurgiao

Benedito Figueiredo

Muitas mulheres estão procurando o consultório para saber como é possível conseguir as famosas "covinhas" nas costas.  A novidade veio do Reino Unido, onde as mulheres estão buscando a tendência da “Barbie back”, ou “costas da Barbie” ou as covinhas iguais de Kim Kardashian com fundo puramente estético, no sentido de dar um charme a mais na silhueta.

De qualquer forma, as covinhas não têm funcionalidade no corpo, a não ser um fetiche de sensualidade. Aqui no Brasil em geral quando é feita a lipoaspiração que retira gordura das costas, as covinhas são feitas no mesmo pacote, visto que o resultado é melhor.

Contudo  com a grande procura, alguns profissionais cirurgiões plásticos já estão fazendo somente o procedimento que consiste na remoção da gordura e modela as costas com a tecnologia Vaser, ou seja, tem que ser feita a retirada da gordura das costas, o que é um tipo de lipoaspiração para conseguir o efeito "covinhas em V" que nas mulheres é conhecida como "Covinhas de Vênus" e nos homens "Covinhas de Apollo".

Por isso é importante que a cirurgia plástica seja feita com um profissional que tenha registro no Conselho Regional de Medicina( CRM), Registro de Qualificação de Especialização(RQE) e ainda faça parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP, para que ele possa te orientar sobre os procedimentos que deseja realizar de maneira segura.

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. E-mail: drbeneplatica@gmail.com

 

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| 29/03/2017, 00h:00 - Atualizado: 29/03/2017, 16h:04

A sabedoria Arendt

lenine povoas artigo 400 texto e capa

Lenine Póvoas

O que guia a maior parte dos comportamentos são os valores culturais de uma determinada época. Quanto mais o sujeito se deixar levar por questões sociais momentâneas, maior a chance de se cometer atos desprovidos de racionalidade, mesmo porque boa parte dessas condutas são “fabricadas” por interesses e influência dos monopólios econômicos, tecnológicos, dos veículos de comunicação, de políticas nefastas, entre outros. A ausência de reflexão do comportamento de forma individualizada possuí reflexos perigosíssimos (niilismo).

A falta de discernimento faz a pessoa ser manipulada. Ela gosta, repudia e age dessa ou daquela forma de acordo com o que lhe ensinaram. É comum vermos as pessoas comemorando ou sofrendo por aquilo que nem mesmo elas sabem ao certo as razões pelas quais admiram.

As vezes simplesmente aprenderam isso desde cedo e apenas dão seguimento a aspectos culturais sem muito sentido. A veneração de alguns esportes que o digam. Já ironizava Nietzsche em Gaia Ciência: “Viva na ignorância daquilo que seu tempo considera mais importante”.

A filósofa Hannah Arendt (1906-1975) sintetizou isso muito bem. Ela afirmou que os inúmeros atos dos Nazistas durante a 2ª Guerra Mundial apenas seguiram uma orientação cultural daquele momento, oportunidade em que líderes políticos disseminaram na sociedade que era “normal” fazer testes, torturar e matar negros, judeus e homossexuais.

A ignorância por falta de senso crítico fez com que o povo Alemão idolatrasse os que cometiam atos daquela natureza e repudiasse os que assim não o faziam. Hoje todos veem aquilo como inaceitável, mas se vivessem naquela época e não tivessem análise crítica talvez teriam feito igual. A capacidade que os valores “culturais” têm de preordenarem o comportamento social é surpreendentemente grande, seja ele positivo ou negativo.

Se não há reflexão, o que for ensinado como “certo” será executado como “normal”, independente do que se trate. Naquela época houve aceitação coletiva da banalização do mal, isto é, a falta de senso da população foi generalizada a ponto de permitirem perversidades inimagináveis. Isso nada mais era do que uma concretização da cultura vigente na época.

A história da humanidade é pautada dessa forma. Algumas instituições enfiam “goela abaixo” o comportamento e as crenças sociais, e quanto mais alienado for o individuo, mais ele fica vulnerável e suscetível a essas influências.

Spinoza, em sua magnífica obra “Ética”, ponderou: “Nós nos esforçaremos, igualmente, por fazer tudo aquilo que imaginamos que os homens veem com alegria e, contrariamente, abominaremos fazer aquilo que imaginamos que os homens abominam. Só por imaginarmos que alguém ama uma coisa, amaremos, por esse motivo, essa mesma coisa (...) por imaginarmos que alguém abomina alguma coisa, nós a abominaremos (...) cada um ser esforça, tanto quanto pode, para que todos amem o que ele próprio ama e odeiem também o que ele próprio odeia (...) cada um, por natureza, deseja que os outros vivam de acordo com a inclinação que lhe é própria. (...) Cada um necessariamente apetece ou rejeita, aquilo que julga ser bom ou mau” (págs. 197, 199, 201 e 289).

A falta de referência positiva ou leitura crítica das coisas podem levar às pessoas a cometerem atos carentes de valores éticos e nefastos à coletividade e a humanidade.

Nem tudo o que é “bonito” aos olhos da sociedade é o mais sensato a ser feito. Como já diria Krishnamurti: “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade profundamente doente”.

A educação técnica, que permite aos indivíduos conseguirem seu sustento, é fundamental para a manutenção da vida. Todavia, é imprescindível que as pessoas tenham uma formação paralela para que enxerguem com clareza o real sentido de algumas posturas com as respectivas consequências.

O problema é que o mundo atual, descrito por sociólogos e filósofos como “a sociedade do espetáculo na era do consumismo”, nos remete a supervalorização do material, impossibilitando uma formação para além do capital, inviabilizando o senso crítico e estrangulando perspectivas.

Felizes os que conseguem uma leitura analítica da época em que vivem, mesmo porque, via de regra, a contaminação é tanta que as pessoas ficam cegas, inclusive repudiando àqueles que se propõem a isso. É essa a razão pela qual algumas coisas apenas são “descobertas” por gerações futuras. 

LENINE PÓVOAS é Advogado, Procurador Geral da Câmara Municipal de Cuiabá/MT, Professor, Pós-Graduado em Direito Administrativo pela PUC/SP, em Direito Eleitoral e Improbidade Administrativa pela FESMP/MT e Pós-Graduando em Direito Processual Civil pela UFMT. Fundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), comentarista da Rádio Capital FM (Cuiabá/MT) e escreve exclusivamente neste espaço toda quarta-feira. www.povoasdeabreu.adv.br --- lenine@povoasdeabreu.adv.br 

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Comentários (2)

  • Edmar | Quarta-Feira, 29 de Março de 2017, 14h03
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    Carece o artigo de uma compreensão de que em sociedade complexas, diferentes concepções ideológicas, políticas, culturais e éticas concorrem entre si, a todo tempo. Esse fato, mais do que instaurar um relativismo, exige daqueles que pretendem pronunciar-se publicamente, que detalhem os conteúdos de suas crenças e premissas, bem como o detalhamento preciso dos objetos aos quais se referem as manifestações, sob pena de promoverem a ocultação ao invés da comunicação. Este artigo incorre neste equívoco, infelizmente, impedindo os leitores de posicionar-se favorável ou contrariamente ao autor, porque ele pode estar referindo-se a qualquer coisa, escondendo a análise crítica ou a leitura analítica às quais se referiu como saudáveis e desejáveis.

  • Marcelo | Quarta-Feira, 29 de Março de 2017, 10h26
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    Excelente texto e reflexão Dr. Lenine! Parabéns...

| 28/03/2017, 17h:52 - Atualizado: 28/03/2017, 18h:03

Jayme afirma que Luiz Soares vai melhorar Saúde de MT como fez em Várzea Grande


Secom VG

Jayme Campos

Na inauguração da reforma do PS, Jayme diz que Saúde está 500 mil vezes melhor na gestão Lucimar

O secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM), comemora a ida do ex-deputado e ex-senador Luiz Soares para a Secretaria de Estado Saúde no governo Pedro Taques (PSDB). Para o democrata, Soares vai melhorar a Saúde de Mato Grosso, como  melhorou a do município. 

“Ele (Luiz Soares) é bom gestor que, sem sombra de dúvida, deixou aqui a Saúde em situação bem melhor do que nós achávamos. É uma pessoa comprometida com a saúde pública, do Estado e do Brasil e com apoio do governador Pedro Taques ele vai melhorar a de todo o Mato Grosso”, disse Jayme durante a inauguração da recepção e urgência e emergência do Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande, nesta segunda (27). 

Jayme ainda alfinetou o ex-prefeito cassado Walace Guimarães (PMDB), que sempre quando questionado sobre a Saúde do município diz que a situação está calamitosa.  “Eu posso afiançar que a Saúde está 500 mil vezes melhor do que estava no passado. Vou citar aqui apenas  um exemplo, de 32% de atendimento da Atenção Básica, em 16 meses de mandado da gestão Lucimar, esse número subiu para 42% de sua cobertura”, destacou. Neste sentindo, Jayme ainda lembra que Várzea Grande ano passado  aplicou 26% da Receitas Correntes Líquidas no setor, "quando a legislação pede um mínimo de 15%".

Luiz Soares já foi secretário de Saúde de Cuiabá por seis anos, ocupou o mesmo cargo na prefeitura de Várzea Grande desde abril do ano passado e assumiu o comando da pasta estadual depois que  João Batista  pediu demissão no dia 14, alegando falta de recursos para área. No lugar Luiz Soares entrou Diógenes Marcondes, considerado nos bastidores o "braço direito" do novo gestor da Saúde Estadual. 

“Ele vai melhorar a Saúde de Mato Grosso, sobretudo, atendimento que compete ao Estado através dos hospitais regionais  e outra  função  que compete e cabe à Secretaria de Saúde. Eu particularmente, sou suspeito de  falar do Soares, na medida aqui que foi um extraordinário gestor e espero que essa mesma determinação ele faça à frente a Saúde do Estado”, finalizou. 

Atualmente, o Estado tem uma dívida em atrasos de repasses com Várzea Grande que chega a R$ 8 milhões.

 

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Comentários (1)

  • La Cabecita de Montecristo | Terça-Feira, 28 de Março de 2017, 20h44
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    ô se vai: http://www.rdnews.com.br/executivo/enfermeiros-reclamam-de-caos-no-metropolitano-e-farao-greve-na-6/82878

| 28/03/2017, 08h:52 - Atualizado: 28/03/2017, 08h:58

Líder reivindica reunião do governo com a base para discutir PLC do Teto de Gastos


Dilmar Dal Bosco (DEM), responsável pela interlocução do governo na Assembleia, reivindica que o governador Pedro Taques (PSDB) convoque os líderes dos partidos que integram a base governista para debater o Projeto de Lei Complementar (PLC) do Teto dos Gastos Públicos antes de enviar a mensagem ao Poder Legislativo. A  solicitação foi apresentada à Casa Civil na tarde desta segunda (27).

Apesar dos representantes dos servidores do Tribunal de Contas afirmarem, a partir de estudos técnicos,  que Mato Grosso não está em situação de grave desequilíbrio para se enquadrar no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal  proposto pelo governo federal, Dilmar defende que a situação seja avaliada com cautela.

“Não podemos avaliar somente o momento. Existem leis que garantem ganhos reais às categorias e que vão impactar o orçamento nos próximos anos. Não podemos deixar Mato Grosso chegar à situação do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esse é debate que precisa avançar”, completou.

Já o Governo do Estado promete enviar a PLC do Teto dos Gastos Públicos à Assembleia somente após 10 de abril. Antes, pretende debater as medidas com os Poderes. 

Existe a expectativa que o PLC do Teto dos Gastos Públicos determine congelamento às progressões de carreira e a reposição inflacionária, prevista na Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores do Executivo. Além disso, deve limitar  investimentos pelo menos nos  próximos  dois anos. 

Taques  busca o entendimento com  Assembleia, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas para que a PLC do Teto dos Gastos Públicos não atinja somente o Executivo. Dessa forma, o governo busca convencer os outros Poderes a adotar as mesmas medidas em relação aos próprios servidores e congelar os duodécimos sem prejuízo ao princípio da separação.

Fablicio Rodrigues

Dilmar Dal Bosco

Líder do Governo, Dilmar Dal Bosco, em discurso na tribuna durante uma das sessões da Assembleia

 

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Comentários (2)

  • Davi Cáceres | Terça-Feira, 28 de Março de 2017, 13h36
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    Primeiro o governador está aumentando os gastos correntes com a folha de pagamento, com cinco mil vagas para a SEDUC e duas mil e quinhentas para a Segurança Pública, depois ele alega que não tem receita para cobrir as despesas (neste caso as que ele mesmo criou) e que há necessidade de corte de gastos. Se eu fosse chefe de um dos Poderes não aceitaria. Aliás, não sei o que o forum sindical está fazendo que já não entrou com uma ação judicial paralisando os concursos em Mato Grosso.

  • Bruno | Terça-Feira, 28 de Março de 2017, 09h08
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    Vamos estudar melhor a lei deputado ...congelamento de progressão de carreira e inconstitucional o estado de mt nao podera mudar leis previstas na constituicao federal...

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