Blog do Romilson

| 30/06/2017, 00h:42 - Atualizado: 30/06/2017, 08h:50

O ódio de cada dia


ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Vejo a crise ardente do Pedro Taques em Mato Grosso e me assombra a capacidade que este político tem de ignorar os compromissos feitos com a cidadania e a ética, de criar problemas onde não existem (antes dele chegar!!) e de se beneficiar eleitoralmente do clima de medo e insegurança que espraiam sobre as pessoas. Lembro-me que o grande triunfo eleitoral que levou como troféu no ingresso à arena política foi a prisão do comendador Arcanjo, o bicheiro que tocava terror em Mato Grosso.

Mas ignorou os nomes dos 20 promotores de Justiça do MPE que atuaram no caso, dos mais de 100 policiais, vários deles integrantes da Polícia Militar e da Polícia Civil estadual, agentes que executaram as ordens de busca e apreensão e as diligências para instruir os inquéritos. É bom lembrar também que a primeira condenação de Arcanjo foi do ex-juiz federal Julier, as demais sentenças são oriundas da justiça estadual, inclusive pelas acusações de homicídio.

Então, a operação que desmontou a organização criminosa do “comendador” não foi de um homem só! Este só levou os louros da glória midiática para se projetar na carreira política.

Só que o clima de medo e insegurança, mesmo que seja artificial, é uma boa tática eleitoral, rende votos, ainda que seja baseada em mentiras e nada acresça à melhoria dos seres humanos. Recordo ainda que, uma das grandes mentiras recentes, que foi a criação do tal “kit gay”, uma armação de políticos conservadores, que ganhou ares de verdade, e que abortou uma série de medidas contra o ódio e discriminação que eram preparados pelo governo Dilma.

A iniciativa de um programa contra a discriminação e homofobia viera do Ministério Público e do Legislativo. O ministro de Educação na época, Fernando Haddad, buscou explicar à imprensa e às bancadas evangélica e católica do Congresso sobre o que se pretendia. Ocorre que, no mesmo período, começou a circular um material preparado pelo Ministério da Saúde e que se destinava à prevenção de DST/Aids. Tinha como público-alvo caminhoneiros e profissionais do sexo nas estradas de rodagem e, portanto, a linguagem era bem direta e escancarada.

Porém, o então deputado federal Anthony Garotinho, que seria preso alguns anos depois, pegou esse material de propaganda e disse que era o tal “kit gay” do MEC para as escolas brasileiras. Essa mentira foi o suficiente para que uma onda de ódio e discriminação se espalhasse pelo país sem que nada de real tivesse acontecido. Foi o poder da boataria se beneficiando do ódio latente contra as minorias, contra o “diferente”.

Nos Estados Unidos a Guerra ao terror é outro (mau) exemplo. O então presidente George Bush garantiu que Sadam Hussein possuiria armas de destruição em massa, o que semeou ódio anti-islâmico e permitiu a destruição do Iraque. As armas nunca foram encontradas porque simplesmente não existiam, mas um país inteiro foi destruído, mulheres e crianças sacrificadas. Os bombardeios não respeitaram escolas, hospitais e creches. Tudo foi destruído, e o motor da guerra eram o ódio e medo injustificados.

O atual mandante ianque, Donald Trump, se elegeu porque havia campanhas de mentira nas redes sociais existentes na internet, e ainda porque a candidata adversária, Hillary Clinton, era uma péssima opção eleitoral. Era despreparada como uma Marta Suplicy votando os projetos destrutivos do Michel Temer e do PSDB.

Temo pelo futuro do Brasil.

Nossa classe dominante é profundamente conservadora e egoísta. Há muita gente por aqui, com vontade de lamber botas de um ditador militar. Então, devemos gritar nas ruas e nas entidades sobre as pessoas mortas e torturadas da ditadura militar, dos retrocessos econômicos, inclusive lembrar que foi gestada pelos militares a impagável dívida externa, criada a partir de desgovernos que não foram votados pelo povo. O país era chefiado por pessoas da estirpe de Castello Branco, Costa e Silva, Médice (o mais sanguinário dos ditadores), Ernesto Geisel e Figueiredo, que odiava cheiro de suor do trabalhador e preferia o odor dos cavalos.

Os fascistas liderados pela mídia golpista, Fiesp, MBL e partidos políticos como PSDB, DEM, PMDB e PPS, que batiam panelas contra Dilma, não queriam combater a corrupção, o que os movia era o ódio de classe. Lembremos que os grandes esquemas de corrupção, ora descobertos, nasceram nos governos de José Sarney (que herdou contratos da Odebrecht assinado com os generais), se alastrou com Fernando Henrique Cardoso e chegou a era Lula/Dilma.

A sociedade brasileira é profundamente desigual, a concentração de renda é absurda, e a origem desse problema vem de várias fontes, gerando danos irreparáveis à sociedade, e isso vem se repetindo a mais de 500 anos. Nossa riqueza natural foi levada pelos colonizadores europeus, e aí eu menciono a madeira (Pau Brasil), o ouro e as pedras preciosas. E o que dizer da monstruosa ignomínia de trazerem seres humanos escravizados a partir da África, e estes, serem aqui tratados como “coisa”, sendo obrigados a trabalhar de sol a sol, levando chicotadas quando o “amo” assim desejasse? O escritor Gilberto Freyre mostra no livro “Casa Grande e Senzala” como a classe dominante se beneficiou da mão de obra escrava e nutre preconceito contra os empobrecidos.

Em outra obra igual, o escritor registra que as propagandas dos jornais da época mostravam seres humanos à venda, e o tratamento dispensado era o mesmo que se dedicava aos cavalos. Atributos como dentes perfeitos, fala mansa e falta de orelhas eram comuns nos anúncios de compra e venda de escravos e comunicados de fuga. “Vende-se uma preta muito moça, com cria”, dizia um. “Vende-se uma negra de 38 anos com um filho de 3 anos de cor clara, e compra-se uma negrinha de 10, 12 anos” era o texto de outro anúncio.

O fato é que a pressão capitalista europeia ajudou na libertação legal dos escravizados no Brasil, mas a lei apenas os jogou na rua, sem casa, sem terra para plantar e sem comida. Mulheres, crianças e idosos se aboletaram nas matas, criando os espaços de resistência que se chamam Quilombos.

Ainda outro dia, o deputado Nilson Leitão (PSDB/MT) apresentou uma proposta de lei na Câmara dos Deputados que praticamente ressuscitava o período escravagista, em que os trabalhadores eram tratados como coisa e trabalhavam em troca de casa e comida. Parece que só o Blairo Maggi apoiou o tal projeto.

É evidente que foi o ódio da “elite” contra os despossuídos, que no século XXI começou a entrar no mercado formal de trabalho, comprar casa própria e carro financiado, que passou a frequentar shopping center, matricular filhos na faculdade e transitar por aeroportos, que fez aumentar mais ainda a ira da “Casa Grande”, que, histérica, batendo panelas do alto dos seus luxuosos edifícios gritava: “quero o meu país de volta!”. Daí, para a deflagração do golpe de 2016, foi apenas um passo.

O brasileiro médio é profundamente mal informado (graças à Rede Globo e suas congêneres televisivas, radiofônicas e impressas) e analfabeto político. Uma pesquisa recente mostra que o eleitor mais conservador, e com tendência fascista, se identifica em todas as classes, inclusive entre os letrados de ensino superior, possuindo capacidade intelectual. Desses, 100% são movidos pelo medo e pelo ódio. São boçais que acreditam no “perigo comunista”.

Só para fechar o tormentoso raciocínio e dizer da tendência de termos a estruturação do ensino militar e educação para o trabalho em nossas escolas, (parece ser esse o desejo de Pedro Taques em Mato Grosso), é criar alunos submissos e obedientes, que se submeteriam às ordens de um “chefe”, e quem sabe, se prontifiquem até mesmo “grampear” adversários políticos. Eu já falei isso antes e recebi, algumas críticas e rasgados elogios. O segundo veio como fundamento e os primeiros como impropérios verbalizados por coxinhas, que repercutem o que diz o jornalismo de esgoto, que, além de escravagista, é antinacionalista, antirrepublicano e elitista.

As empresas brasileiras gastam com treinamentos de empregados a média de R$ 518 por funcionário, e os donos de grandes empresas querem economizar esse dinheiro, que pode chegar a R$ 1,38 milhão anuais por empresa com mais de 500 funcionários. Com isso em mente, os donos de bancos e executivos de grandes empresas estão convencendo o governo golpista a implantar o ensino para o trabalho e as escolas em tempo integral.

Nada de ensinar esporte, música, teatro, filosofia e história para nossas criancinhas. Nossos alunos receberão educação para o trabalho, serão preparados para a subserviência, para o capitalismo, serão os escravos modernos, sem licença para pensar.

Será que a Senzala vai aceitar pacificamente o que nos impõe a Casa Grande, ou teremos uma guerra civil em um futuro bem próximo? Parece ser isso o que nos reserva essa “política das elites” que alimenta o ódio de cada dia.

Antonio Cavalcante Filho é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (4)

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 16h34
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    Ih! A esquerda não é exemplo pra ninguém...é só ver o exemplo da Venezuela...inflação de 700% ao ano; desabastecimento; militarismo...e o compadre Maduro quando o povo, que fez mais de 2 Milhões da assinaturas pra fazer Referendum e tirar o cara, não deixa...diz que É GOLPE. A Record fez 5 matérias intituladas CAIXA PRETA DO BNDES, onde mostrou o cara daqui emprestando BILHÕES pro Chavez, pra fazer ponte lá na Venezuela, e os jornalistas de Record foram presos porque comprovaram que torraram mais de 2 BILHÕES, e não tinha ponte nenhuma. O Ministro do Chavez que fez toda a negociação da ponte foi o MADURO (nem sabia que ele já tinha sido ministro). Sabe qual a empreiteira que tocou a ponte e outras obras? Começa com Ode e termina com brecht. Com o dinheiro do BNDES lavaram a égua. Cadê a abrir a CAIXA PRETA do BNDES agora?

  • Ademir | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 15h31
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    Mortadelinha que fala nada com nada!!! Acabou mamata, acabou "jeitinhos", aprenda a trabalhar e a escrever, não fale tanta asneira, só militontos petistas que vivem de fazer manifestação em horário de trabalho, nas sextas feiras, com os patrões sindicatos que são enriquecidos com a corrupção desenfreada do PT que abasteceu os mesmos com muita mortadela!!! Aprendam a trabalhar, aprendam a ter alguma vocação, não só para corrupção, cargos, poder, e propinas com favores!!

  • Lima | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 14h31
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    Vc faz uma barafunda de argumentos e se afunda neles... vc é um contador de "estórias". Me admira alguém te pagar para escrever...

  • marcos gonçalves | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 10h39
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    sai fora petista quem é você para dar pitaco toma vergonha esses petista são idiotas mesmo pensam que o povo acredita no que eles dizem acabaram com o brasil agora ficam querendo dar lição de moral tiveram muito tempo no poder e nada fizeram para o bem estar do povo entregaram um país arrasado com 14 milhões de desempregados e muitos problemas sociais saúde quebrada sem falar no mar de corrupção o maior rombo da história do brasil de todos os tempos nunca antes o brasil foi tão roubado como na era petista.

| 25/02/2018, 19h:19 - Atualizado: 14min atrás

A apneia do sono desequilibra todo o organismo


rosario medico

Rosário Machado

Estamos discutindo um assunto que é banalizado por ser comum, mas passa desapercebido muitos problemas em consequência, como a energia vital que temos recarregada durante o sono.

Um milionário sem energia vital é um pobre coitado, não consegue sair da cama. Na inspiração com o ar passando pelas narinas que tem uns receptores nervosos que anuncia ao organismo ao entrar ar e dá à pessoa uma saciedade e tranquilidade emocional um certo equilíbrio no organismo, batimento cardíaco, circulação e funcionamento dos órgãos.

Veja que no Yoga se usa a respiração para controlar o corpo e a mente. Mas tem que passar o ar pelo nariz. Você que está lendo, procure tampar uma narina e inspirar pela outra. Sentirá apenas o pulmão respirando no lado da narina livre. Agora procure inspirar apenas pela boca, como causa um vazio, uma certa aflição, parecendo que não está entrando ar.

Para aqueles que possuem algum impedimento de fechar os lábios espontaneamente e absolutamente, a boca ao relaxar se abre e ela que domina a respiração.

O nariz é passivo e a boca é ativa. Quem manda na respiração é a boca e caso ela que respira o nariz fica doente, pois a cavidade nasal é um “porão úmido” de uma casa que se não transitar o vento o ar fica mofado.

No caso o nariz fica doente e as amigdalas farão o papel do nariz que é filtrar. Só que amígdalas e adenoides inflamam, hipertrofiam, infeccionam, tudo em busca de deixar o ar mais limpo para entrar nos pulmões, mas não é o suficiente. Sempre fica vulnerável a bactérias, vírus, fungo, ácaros, poeira e poluição.

Por isto os tratamentos, todos com raras exceções, devem ser realizados pelo nariz e boca. Odontologia funcional (não é ortodontia, principalmente em crianças) e otorrinolaringologista. Se a boca não fechar o nariz sempre tende a adquirir doenças, como sinusite, rinite, inflamação na garganta, nas crianças, amigdalite, otite, hipertrofia de adenoides.

Quem manda na respiração é a boca e caso ela que respira o nariz fica doente

Durante o sono a respiração quando o ar não passa pelo nariz, o corpo fica sempre tendendo a vigília superficializando o sono e com a presença de apneia ou hipopnéia no momento em que se dorme, mais profundo onde ocorre o relaxamento total dos músculos. A garganta afrouxa também tornando mais vulnerável ao colabamento dos tecidos moles e por isto acontece o bloqueio da passagem do ar.

A energia vital fica fraca e o indivíduo acorda cansado, mesmo achando que está bem, mas poderia ser muito melhor. Com isso, todo desempenho que ele teria para a vida, tais como o aprendizado, o desenvolvimento para crianças, fica comprometido. Outro problema importantíssimo está na produção de hormônios que podem sofrer alterações e comprometer o organismo.

Por incrível que pareça quem sofre mais não é o companheiro (a) de quarto, mas sim o roncador mesmo. Os tratamentos são muito variados, mas a maior parte é apenas para resolver o ronco e a apneia paliativamente, mas tem-se tratamentos definitivos que resolvem sem a necessidade de aparelhos para dormir.

Vale lembrar que, com o envelhecimento, fica pior e ainda diante de um organismo mais debilitado com facilidades de adquirir doenças facilmente principalmente as respiratórias.

O importante é o paciente com este mal ouvir opiniões de diferentes profissionais para escolher o melhor para a individualidade e sua vida.

Por alguns anos pensava-se de forma muito simples sobre estes problemas. A otorrinolaringologia recebia os pacientes e realizava nos adultos uma cirurgia chamada de uvuloplastia (reduzia o tamanho da campainha da garganta), mas na maioria dos casos continuava o mesmo problema.

Hoje se sabe que as indicações exclusivas da cirurgia da úvula esta por volta de apenas 25% e em 70% dos casos os problemas estão na língua, que se posiciona caída na garganta, considerando que este passa a ser um problema da odontologia, ocasião em que se omitiu deste conhecimento focado apenas nos dentes e deixando a cavidade oral. A medicina teve que assumir esta responsabilidade todo este tempo.

Mas um pequeno grupo de estudo de dentistas trouxe da Europa um conhecimento integrando a boca e o organismo, trazendo este complemento que faltava na odontologia brasileira chamada de Ortopedia Funcional dos Maxilares, que trabalhamos aqui no Instituto Machado.

Este avanço ajudou muito a fonoaudiologia crescer no conhecimento da motricidade oral. Deu uma nova visão nos tratamentos das crianças respiradoras bucais, indo contrário à ortodontia causando até conflitos entre profissionais, pois a ortodontia busca apenas tratar dos dentes e desconhece as funções bucais, encaminhando para a fonoaudiologia para resolvê-las.

Há poucos anos passou a realizar no Brasil a polisonografia e evidenciou a apneia nos adultos, e o conhecimento nos tratamentos respiratórios das crianças foi transferido para os adultos com apneia e ronco.

Rosário Casalenuovo Júnior, é diretor clínico do Instituto Machado de Odontologia – Brasília (DF), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT); co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; presidente da ABOR-MT ; membro da Academia Libero-Latino-Americana de Disfunção Crâneo-mandibular e Dolor Facial; membro da Academia Libero Latino Americana de Estética Médica e Interdisciplinar. Especialista em Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM; Formação no Conceito Castillo Morales de Reabilitação; autor do Conceito Arquitetura da Face; autor do Conceito Ortodontia Funcional e Estética. Email: dr.rosario@institutomachado.com.br

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| 25/02/2018, 18h:13 - Atualizado: 47min atrás

Após PPS e SD, Taques luta para "amarrar" o PSD

Governador tem planos para esvaziar PSD, caso Fávaro se torne adversário


Francisco Alves

pedro taques governador 345

Governador Pedro Taques (PSDB) joga nos bastidores para atrair lideranças à reeleição, nem que tenham de mudar de sigla

Após “laçar” o PPS para o seu arco de composições na corrida à reeleição, numa "costura" nacional, o governador Pedro Taques já conseguiu, na mesma toada, puxar o Solidariedade do prefeito rondonopolitano Zé do Pátio, que administra o terceiro maior colégio eleitoral do Estado. Essas legendas, somando-se ao PSDB, se firmam como tripé para a pré-largada da recandidatura do tucano. E, na trincheira, Taques monitora a movimentação de outras agremiações.

Este Blog apurou que, se perceber que perderá alguns partidos, como PSD, PP e DEM, o governador vai agir com a força de quem detém o poder da máquina para motivar desfiliações e arrastar esses aliados para o seu palanque. A janela partidária deste mês de março terá esse ingrediente a mais, contribuindo para o troca-troca, envolvendo principalmente deputados estaduais.

Na dúvida se terá o PSD, cujo presidente regional e vice-governador Carlos Fávaro vive flertando com líderes que caminham para oposição, o governador montou um plano que prevê enfraquecimento do partido. Caso Fávaro rompa mesmo com Taques, este tem pretensão de tirar parlamentares do PSD, como Wagner Ramos, Nininho, Leonardo Albuquerque, Gilmar Fabris e Pedro Satélite. Praticamente acabaria com a bancada social-democrata na Assembleia. E esses deputados migrariam para, por exemplo, o SD.

O governador tem mantido diálogo nessa linha com a cúpula nacional e até recebeu em seu gabinete recentemente o presidente nacional, deputado Paulinho da Força. O reflexo desse entendimento tem vindo nas palavras de alguns deputados, como Leonardo, Fabris e Satélite, que defendem o PSD dentro do projeto de reeleição do governador tucano.

A cinco meses para as convenções, o cenário à sucessão estadual se tornou uma incógnita. Alguns nomes são mencionados como virtuais candidatos, mas nem todos assumem essa condição, a exceção de Taques, como o senador Wellington Fagundes (PR), o ex-prefeito da Capital Mauro Mendes, que deve trocar o PSB pelo DEM, o vice Fávaro, o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato (PSL), o deputado estadual Zeca Viana (PDT) e o conselheiro afastado do TCE Antonio Joaquim, que deve se filiar ao PTB.

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Comentários (1)

  • Davi | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 18h36
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    Qual PSD, o do Fávaro ou o do Neurillan Fraga, que levará mais da metade do partido pro PR. O PPS saíram todos os nomes importantes e assumiram os inexpressivo e incompetentes secretários desta gestão (não elege um). Solidariedade é representado pelo Zé Carlos do Pátio que se tornou prefeito por acaso porque o Taques colocou o Rogério Sales do PSDB para dividir votos com o Percival Muniz. Este arco de aliança é uma fraude, não elege um senador, muito menos um governador.

| 25/02/2018, 08h:37 - Atualizado: 25/02/2018, 08h:38

Líder aguarda recomposição das comissões na AL para solicitar apreciação das contas de Taques


O líder do governo na Assembleia, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), aguarda a oficialização dos blocos parlamentares e a recomposição das 13 comissões permanentes para solicitar que as contas do governador Pedro Taques (PSDB) no exercício 2016 sejam apreciadas. O balancete recebeu parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou 13 falhas graves, mas recomendou a aprovação.

Os deputados estaduais se organizaram em três blocos. São eles, Integração (14 membros), Independente (seis membros) e Oposição (quatro membros).

O bloco Integração terá direito a indicar três dos cinco membros de cada comissão permanente. Os blocos Independente e de Oposição, um integrante cada.

Segundo Dilmar, a definição sobre a votação das contas de Taques depende principalmente da recomposição da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) presidida por Zé Domingos Fraga (PSD). O relator das contas foi Jajah Neves (PSDB).

Reprodução

dilmar dal bosco

Líder na AL, Dilmar Dal Bosco diz que apreciação das contas de Taques depende da recomposição de comissões

“Vamos aguardar as novas comissões que serão montadas a partir dos blocos, mas não está descartado votar de acordo com o parecer da antiga composição. Se mudar o presidente e o relator da Comissão de Orçamento, eles podem utilizar o relatório já produzido. A decisão caberá aos novos membros”, explica.

Sobre a informação de que o oposicionista Zeca Viana (PDT) produziu relatório paralelo recomendando que as contas de Taques sejam reprovadas, Dilmar diz que o conteúdo precisa ser analisado. A eventual reprovação pode resultar até mesmo no afastamento do governador.

As contas de Taques deveriam ter entrado em pauta na convocação extraordinária de janeiro, mas os deputados preferiram não colocar em votação. Nos bastidores circulou a informação de que a pendência foi utilizada para pressionar pela liberação de emendas parlamentares.

Blocos

Líder do bloco Integração, Dilmar anunciou a composição com 14 membros, incluindo o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB), Baiano Filho (PSDB), Jajah Neves (PSDB), Saturnino Masson (PSDB), Adriano Silva (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Leonardo Albuquerque (PSD), Pedro Satélite (PSD), Adalto de Freitas, o Daltinho (Solidariedade), Sebastião Resende (PSC), Wancley Carvalho (PV) e Wagner Ramos (PSD). A composição agrega os parlamentares que permanecem leais a Taques.

Já o bloco Independente, que pretende manter perfil de independência ao Executivo sem fazer oposição sistemática, será liderado por Oscar Bezerra (PSB). Os membros são Mauro Savi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB), Romoaldo Júnior (MDB), Silvano Amaral (MDB) e Zé Domingos Fraga (PSD).

O bloco de Oposição continua inalterado. Sob a liderança de Janaina Riva (MDB), agrega Zeca Viana (PDT), Allan Kardec (PT) e Valdir Barranco (PT).

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articulações | 25/02/2018, 08h:16 - Atualizado: 25/02/2018, 08h:17

Zeca diz que candidatura de Ciro à presidência resgata legado de Brizola e destaca compromisso


Presidente do PDT em Mato Grosso e pré-candidato a governador, o deputado estadual Zeca Viana defende que a candidatura de Ciro Gomes (PDT-CE) à Presidência da República servirá para resgatar o legado de Leonel Brizola. Afirma que a exemplo do líder político falecido em 2004, Ciro tem compromisso com o desenvolvimento nacional e educação.

“Não vejo ninguém mais preparado para disputar a Presidência do Brasil. É um nome fortíssimo para fazer as mudanças que o país precisa. Ciro vai promover o fortalecimento da economia através da industrialização e não do rentismo e investir na educação em tempo integral”, diz em entrevista ao .

Reprodução

zeca viana e ciro gomes

Zeca Viana defende a pré-candidatura dele ao governo de MT e de Ciro Gomes à Presidência da República

Zeca também destaca que Ciro tem 38 anos de vida pública sem nenhuma condenação por improbidade administrativa ou envolvimento em escândalos de corrupção. Entre os cargos que o pedetista ocupou estão de prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro da Fazenda e da Integração Nacional nos governos FHC e Lula, respectivamente.

“Ser ficha limpa é orgulho para quem é sério na política, mas a honestidade não é virtude e sim obrigação. Tenho orgulho de apoiar o Ciro que, depois de 38 anos na vida pública, não teve a reputação manchada pela corrupção”, completa.

De acordo com Zeca, os indicadores da saúde e educação deixados por Ciro no Ceará comprovam sua capacidade para presidir o Brasil. Pontua que 77 das 100 melhores escolas públicas do país estão naquele estado, além de quatro hospitais públicos considerados referências no país.

Sobre a educação em tempo integral, o deputado afirma que servirá, inclusive, para despertar a consciência política dos brasileiros. Considera ainda como instrumento para acabar com a corrupção.

“O momento é de resgatar o legado de Brizola. Focar educação como prioridade no país. Precisamos de escola em tempo integral. Com educação, podemos sair dessa condição de subdesenvolvimento. Povo bem educado não elege corruptos”, conclui.

Além da industrialização e educação, Ciro também fala em valorizar a agricultura. Quando visitou Mato Grosso em novembro do ano passado, reconheceu que a região “tem carregado o Brasil nas costas” e prometeu investir pesado em infraestrutura viária para escoamento da produção.

Reprodução

ciro gomes leonel brizola

Ciro Gomes é pedetista, partido fundado pelo político falecido em 2004 Leonel Brizola

Legado de Brizola

Falecido em 2004, Brizola era um político de idéias nacionalistas. Foi governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro por duas vezes. Em 1989, ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência da República.

Ganhou notoriedade nacional em 1961, quando como governador do Rio Grande do Sul pelo PTB comandou a chamada Campanha da Legalidade, que garantiu a posse constitucional de João Goulart na Presidência, após a renúncia de Jânio Quadros. Depois do golpe militar de 1964, se exilou no Uruguai e retornou somente com a anistia em 1979 para fundar o PDT.

Como governador do Rio de Janeiro, Brizola juntamente com Darcy Ribeiro implantou 500 escolas em tempo integral. No entanto, a experiência educacional acabou sendo desmontada pelos sucessores.

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Comentários (2)

  • Carlos | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 13h28
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    O primeiro beneficiou o tráfico de drogas, o outro é a favor da liberalização das drogas. Parecem duas partes do mesmo. Cabe a sociedade decidir qual projeto político quer para este país.

  • Benedita da Silva | Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, 10h47
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    Legado do Brizola? Ciro Gomes não tem 0,1% do capital político de Leonel Brizola, este deve estar dando pulos na cova, ao ser comparado com Gomes. Quanto aos Vídeos a ideia era boa, mas a logística não, por isso deu errado, logo o tráfico encampou os prédios na maioria dos municípios do RJ.

| 25/02/2018, 00h:00 - Atualizado: 25/02/2018, 01h:36

Segurança nas unidades de saúde: o que foi feito?


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Jackelyne Pontes

Em julho de 2011, quando iniciei escrevendo os artigos semanais aqui no , um dos primeiros temas foi a segurança nas unidades de saúde. De lá para cá pouco foi feito para que a situação fosse resolvida. Entra gestor e sai gestor e o quadro é o mesmo: insegurança.

Se fizermos uma pesquisa rápida sobre o tópico encontraremos: assalto a mão armada, tiroteio e furto. Trabalhadores e usuários sendo vítimas e, consequentemente, se tornaram mais um número na estatística da violência urbana.

Agora, nem mesmo os centros de saúde estão livres dessa ameaça. Lembro de ler que um usuário que aguardava para ser atendido, na recepção, sofreu uma tentativa de furto do seu celular e, ao reclamar o seu bem, foi mordido pela senhora que tentou subtrair o objeto.

Há pouco ocorreu um tiroteio em uma das Unidades de Pronto Atendimento, em uma Clínica Odontológica um indivíduo entrou armado, rendeu os funcionário e roubou os seus pertences.

É sabido que todos estamos à mercê da violência urbana e que esse retrato de medo e insegurança por parte dos trabalhadores e usuários das unidades de saúde é generalizado, ou seja, a situação caótica não acontece somente na nossa Capital, e sim no país inteiro.

É sabido também que temos direito à segurança, assegurado pela Constituição Federal. Me pergunto: “a implantação de segurança armada e monitoramento das unidades de saúde em todos os turnos é uma solução para esse problema crônico?”

Se percebermos, a segurança nas unidades de saúde é feita por zeladores que, por muitas vezes, são senhores despreparados física e psicologicamente, e que pouco ou nada podem fazer em situações de revés.

A segurança armada na área externa reduz o índice de ocorrências, e se houver câmeras de monitoramento e vigilância armada dentro da unidade, muito melhor. Porém, deve-se qualificar a mão de obra deste servidor para exercer tal função, e este, por sua vez, deve adotar uma postura preventiva. Concomitantemente, deve-se instalar de uma unidade de segurança próxima a unidade de saúde.

A segurança armada na área externa reduz o índice de ocorrências

Seja qual for a medida tomada deve haver um amplo debate envolvendo a secretaria de Segurança, o Ministério Público, as secretarias estadual e municipal de Saúde, a tríade: gestores, trabalhadores e a comunidade usuária do SUS, a Comissão de Direitos Humanos, e os demais setores competentes. O que não podemos mais é suportar calados e inertes o fato de que situações de violência estão se tornando cada vez mais comuns. Usuários e profissionais vivem sobressaltados.

Sugiro e apoio sempre amplo debate sobre os temas de interesse comum, cada um de nós podemos, seja no seio da família, no trabalho, nos grupos comunitários, nas entidades de classe ou mesmo nos meios que estão disponíveis, como este site, assumirmos o papel de fomentadores do pensar cidadão, sempre com responsabilidade e respeito, analisando os fatos e propondo soluções.
Calando-nos, aceitamos a situação.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, diretora do Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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| 24/02/2018, 10h:55 - Atualizado: 24/02/2018, 10h:57

Em disputa acirrada, Medeiros será eleito o novo coordenador da bancada de MT no Congresso


O senador José Medeiros (Podemos) deve se tornar o novo coordenador da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, na próxima terça (27). A disputa seguia empatada entre o parlamentar e o deputado federal Valtenir Pereira (PSB) – cada um computava quatro votos – mas o voto de minerva do ocupante do cargo, deputado federal Victório Galli (PSC), definiu a questão.

A escolha ocorrerá a partir das 18h, no gabinete do senador Cidinho Santos (PR), que possui uma sala ampla. Nos bastidores, brincam dizendo que não vai faltar pão de queijo para saciar a fome dos oito deputados federais e três senadores que irão definir o novo coordenador.

Galli, que também coloca o nome à disposição pela reeleição, admite que é preciso dar oportunidade aos parlamentares do Senado que ainda não foram coordenador. “Acho que vai ficar pra eu decidir, tem que ficar para o Senado”, analisa, dizendo que Cidinho colocou o nome no páreo apenas se Medeiros recuar.

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jose medeiros

Senador José Medeiros deve ser eleito novo coordenador da bancada de MT em reunião na próxima terça

Nos três primeiros anos, a coordenação da bancada federal ficou apenas entre os membros da Câmara. Em 2015, o cargo foi conduzido pelo deputado federal Ezequiel Fonseca (PP). No ano seguinte, passou o bastão para o colega Fabio Garcia (DEM). E agora por último Galli. Entre as funções do coordenador estão acompanhar o governador Pedro Taques (PSDB) em agendas com o governo federal e buscar a liberação das emendas conjuntas.

A definição era para ter saído na última terça (13), quando alguns parlamentares chegaram a se reunir. No entanto, faltaram ao encontro os deputados Nilson Leitão (PSDB), Ezequiel e Carlos Bezerra (MDB), que está em Cuiabá se recuperando de problemas de saúde. Adilton Sachetti (sem partido) retorna do tempo de licença.

Fabio, que era contabilizado indeciso, afirma que entre Medeiros e Valtenir vota no senador, pois não tem confiança em alguém que trabalha pelas costas. “Quem muda emenda de bancada sem comunicar, não tem condição e confiança para ser coordenador”, disse.

Valtenir foi acusado, em outubro do ano passado, de articular a alteração da destinação da emenda conjunta da bancada sem anuência dos demais membros. O parlamentar argumenta que foi um mal entendido. Além de Galli e Fabio, os federais Sachetti, Leitão, e o senador Cidinho votam em Medeiros. Já Ezequiel, Bezerra, Ságuas Moraes (PT) e o senador Wellington Fagundes (PR) têm a preferência por Valtenir.

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OPOSIÇÃO | 23/02/2018, 15h:07 - Atualizado: 23/02/2018, 15h:49

Wellington intensifica articulações, dialoga com partidos e procura se viabilizar para governador


O senador Wellington Fagundes (PR) está intensificando as articulações para se viabilizar como pré-candidato a governador da oposição. Por isso, mantém o diálogo com diversos partidos contrários à Gestão Pedro Taques (PSDB) e tem participado de reuniões com partidos políticos.

Quando questionado, Wellington não descarta entrar na disputa pelo Palácio Paiaguás. Ao mesmo tempo, faz diversas ponderações. “Candidatura não é projeto pessoal e nem projeto de um partido só. Temos uma situação de pluripartidarismo no Brasil e penso que ganhar as eleições é uma fase. O mais importante para alguém ganhar as eleições é ter condições de governar para melhorar as condições do Estado e da população. Você precisa fazer uma ampla coligação, que represente os anseios da sociedade, para ter condições de governabilidade”, afirma o republicano.

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Wellington no gabinete da Janaina

Senador Wellington Fagundes em reunião com direção do PCdoB no gabinete da deputada estadual Janaina Riva

Wellington chegou a ser sondado para assumir o Ministério dos Transportes em substituição ao correligionário Maurício Quintella (PR-AL), que deixa o cargo em abril para ser candidato. No entanto, recusou compor a equipe do presidente da República Michel Temer (MDB) para focar na possibilidade de disputar o Governo do Estado. 

Ontem (22), Wellington esteve em Cuiabá e se reuniu com a direção do PCdoB. O encontro aconteceu no gabinete da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que é nora do senador.

Na reunião, os comunistas afirmaram que são simpáticos ao nome de Wellington como pré-candidato a governador da oposição. Além disso, reafirmaram a pré-candidatura da ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), ao Senado e a disposição da sigla em compor a majoritária.

Além disso, o PCdoB se colocou à disposição para ajudar na reaproximação de Wellington com o PT. O republicano chegou a coordenar a campanha pela reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas acabou apoiando o impeachment quando a petista perdeu a governabilidade.

Defendemos a retomada de programa desenvolvimentista para MT baseado nos partidos do campo democrático, popular e progressista, mas ainda é cedo para definição de nomes

O presidente estadual do PCdoB Manoel Motta, que é o segundo suplente de Wellington no Senado, afirma que o partido é simpático à sua pré-candidatura a governador. No entanto, defende que não é momento de “fulanizar” a discussão e sim de debater um programa para Mato Grosso.

“Defendemos a retomada de um programa desenvolvimentista para Mato Grosso baseado nos partidos do campo democrático, popular e progressista, mas ainda é cedo para definição de nomes”, declara Manoel Motta, que estava acompanhado pelo vereador por Rondonópolis Silvio Negri, pelo dirigente partidário Miranda Muniz e pelo representante do Comitê Central do PCdoB Sérgio Benassi, que foi vereador em Goiânia por cinco mandatos.

Ainda ontem,  Wellington se reuniu com o PTB para debater o processo eleitoral. Nos próximos dias, também deve aprofundar as conversas com MDB, PTB, PV, PP, PDT, PSB, PT, e outras siglas nanicas que podem compor a aliança oposicionista. Ainda assim, o senador é considerado como Plano B da oposição.

Por enquanto, a oposição ainda mantém preferência pelo nome do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antonio Joaquim, que chegou a anunciar que recuaria em 20 de fevereiro, mas atendeu apelo do PTB e estendeu o prazo para início de abril.

Ocorre que Antonio Joaquim precisa se aposentar para se filiar ao PTB e aprofundar as articulações que podem viabilizá-lo como pré-candidato a governador. O problema é que Taques questionou a legalidade da aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF) justamente pelo afastamento por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção.

Por enquanto, Antonio Joaquim aguarda manifestação do STF. Entretanto, a demora o impede de se articular e faz a oposição perder tempo na viabilização da pré-candidatura para contrapor Taques.

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Comentários (4)

  • marcos gonçalves | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 21h19
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    vai perder pro taques feio vai colocar cabelo denovo

  • marcos gonçalves | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 21h19
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    marcos gonçalves, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • marcos gonçalves | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 21h18
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    marcos gonçalves, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Keops | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 18h00
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    Cruz credo... PCdoB no meio estragou a brincadeira! Se o PT entrar, aí que o trem fica feio. Mato Grosso dirá não à esquerda, com fé em Deus!!!!

avalisado | 23/02/2018, 09h:53 - Atualizado: 23/02/2018, 15h:27

Há 30 anos filiado, ex-prefeito Trentini deixa DEM para apoiar Bolsonaro e fortalecer eleição em MT


partido

O crescente apoio recebido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) entre os produtores rurais mato-grossenses pode resultar em mudanças significativas no cenário político-partidário. Existe uma articulação em curso para o ex-prefeito de Alto Garças e líder ruralista Roland Trentini deixar o DEM para se filiar ao PSL a fim de tomar a frente das movimentações políticas e coordenar a campanha eleitoral do candidato a presidente no Estado.

apurou que Roland Trentini e Bolsonaro já estão dialogando. As definições devem ocorrer nos próximos dias. Se a articulação prosperar, Roland deixará o DEM após mais de 30 anos no mesmo grupo político. Militou no antigo PFL que mudou de nome para Democratas em 2007 e é considerado como “discípulo” do já falecido senador Jonas Pinheiro, um dos principais defensores da agropecuária na política nacional.

A adesão ao projeto de eleger Bolsonaro contaria com o aval de lideranças da “velha guarda” do movimento ruralista. Entre eles, Antônio Galvan e Normando Corral, presidentes da Aprosoja e da Famato, respectivamente.

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 Ex-prefeito de Alto Garças e líder ruralista Roland Trentini estuda deixar o DEM para se filiar ao PSL de Bolsonaro 

Também ruralista, o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato, que está aderindo ao grupo político de Bolsonaro para concorrer a governador, se animou com a possibilidade. Considera Roland Trentini um grande reforço para a campanha que deve ter perfil conservador.

Além de Rossato como candidato a governador, o palanque de Bolsonaro em Mato Grosso pode contar com o prefeito de Cáceres Francis Maris como candidato ao Senado. Apesar de permanecer no PSDB, o gestor almeja o Senado e sabe que a eventual candidatura pela sigla tucana é inviável e por isso já flerta com o PSL.

Outro apoiador de Bolsonaro em Mato Grosso é o deputado federal Victório Galli (PSC). O parlamentar é pastor da Igreja Assembleia de Deus e articula a inserção do presidenciável no segmento evangélico.

Bolsonaro ainda está no PSC, mas deve se filiar ao PSL em março. Seus apoiadores já estão assumindo o comando partidário em Mato Grosso e nos demais estados para preparar a adesão do presidenciável.

A proximidade de Bolsonaro com os produtores rurais já preocupa o PSDB, que costumava levar os votos do setor. O ex-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), deputado federal Nilson Leitão, admitiu que o presidenciável tucano Geraldo Alckmin precisa estar alerta com a situação.

"Ele (Bolsonaro) fala o que o nosso pessoal quer ouvir. Depois de abril, Alckmin terá de engrossar o discurso. O brasileiro não gosta tanto de agressividade, mas precisa ter segurança jurídica para trabalhar”, declarou Leitão sobre a candidatura presidencial.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem dado amostras da força política entre os ruralistas ao discursar no Show Rural de Cascavel (PR), uma das maiores feiras agropecuárias do país. Bolsonaro prometeu criminalizar ações do MST e foi interrompido por gritos de "mito". Em Dourados (MS), onde foi recebido por mais de 43 mil pessoas, disse: “seu eu assumir, índio não terá mais 1 centímetro de terra”.

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Na foto, Nelson Barbudo, Dilceu Rossato, Jair Bolsonaro e Rafael Ranalli

Ruralista Nelson Barbudo, ex-prefeito Dilceu Rossato, deputado Jair Bolsonaro e policial federalRafael Ranalli

Mato Grosso

Nos próximos dias, Bolsonaro deve visitar Sinop para acompanhar a colheita da soja. Agricultores do Nortão prometem fazer um tratoraço para recepcioná-lo.

No mês passado, produtores rurais que impediram a invasão de fazenda em Sorriso gravaram vídeo pedindo ajuda a Bolsonaro. O presidenciável respondeu nas redes sociais prometendo tratar os sem-terra como terroristas caso seja eleito.

Desde 2015, Bolsonaro já participou de diversos eventos do setor agrícola em Mato Grosso como Farm Show em Primavera do Leste e Parecis SuperAgro em Campo Novo dos Parecis. Em todas as visitas, reforçou o discurso agressivo contra movimentos sem-terra e chegou pregar o uso de fuzil contra o MST para proteger as propriedades rurais.

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Comentários (2)

  • Jefferson de Andrade@bol.com.br | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 13h04
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    Jefferson de Andrade@bol.com.br, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Ronaldo rodrigues campos | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 10h57
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    Já Ganhou em 1º turno!

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