Blog do Romilson

| 30/06/2017, 00h:42 - Atualizado: 30/06/2017, 08h:50

O ódio de cada dia


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Antonio Cavalcante

Vejo a crise ardente do Pedro Taques em Mato Grosso e me assombra a capacidade que este político tem de ignorar os compromissos feitos com a cidadania e a ética, de criar problemas onde não existem (antes dele chegar!!) e de se beneficiar eleitoralmente do clima de medo e insegurança que espraiam sobre as pessoas. Lembro-me que o grande triunfo eleitoral que levou como troféu no ingresso à arena política foi a prisão do comendador Arcanjo, o bicheiro que tocava terror em Mato Grosso.

Mas ignorou os nomes dos 20 promotores de Justiça do MPE que atuaram no caso, dos mais de 100 policiais, vários deles integrantes da Polícia Militar e da Polícia Civil estadual, agentes que executaram as ordens de busca e apreensão e as diligências para instruir os inquéritos. É bom lembrar também que a primeira condenação de Arcanjo foi do ex-juiz federal Julier, as demais sentenças são oriundas da justiça estadual, inclusive pelas acusações de homicídio.

Então, a operação que desmontou a organização criminosa do “comendador” não foi de um homem só! Este só levou os louros da glória midiática para se projetar na carreira política.

Só que o clima de medo e insegurança, mesmo que seja artificial, é uma boa tática eleitoral, rende votos, ainda que seja baseada em mentiras e nada acresça à melhoria dos seres humanos. Recordo ainda que, uma das grandes mentiras recentes, que foi a criação do tal “kit gay”, uma armação de políticos conservadores, que ganhou ares de verdade, e que abortou uma série de medidas contra o ódio e discriminação que eram preparados pelo governo Dilma.

A iniciativa de um programa contra a discriminação e homofobia viera do Ministério Público e do Legislativo. O ministro de Educação na época, Fernando Haddad, buscou explicar à imprensa e às bancadas evangélica e católica do Congresso sobre o que se pretendia. Ocorre que, no mesmo período, começou a circular um material preparado pelo Ministério da Saúde e que se destinava à prevenção de DST/Aids. Tinha como público-alvo caminhoneiros e profissionais do sexo nas estradas de rodagem e, portanto, a linguagem era bem direta e escancarada.

Porém, o então deputado federal Anthony Garotinho, que seria preso alguns anos depois, pegou esse material de propaganda e disse que era o tal “kit gay” do MEC para as escolas brasileiras. Essa mentira foi o suficiente para que uma onda de ódio e discriminação se espalhasse pelo país sem que nada de real tivesse acontecido. Foi o poder da boataria se beneficiando do ódio latente contra as minorias, contra o “diferente”.

Nos Estados Unidos a Guerra ao terror é outro (mau) exemplo. O então presidente George Bush garantiu que Sadam Hussein possuiria armas de destruição em massa, o que semeou ódio anti-islâmico e permitiu a destruição do Iraque. As armas nunca foram encontradas porque simplesmente não existiam, mas um país inteiro foi destruído, mulheres e crianças sacrificadas. Os bombardeios não respeitaram escolas, hospitais e creches. Tudo foi destruído, e o motor da guerra eram o ódio e medo injustificados.

O atual mandante ianque, Donald Trump, se elegeu porque havia campanhas de mentira nas redes sociais existentes na internet, e ainda porque a candidata adversária, Hillary Clinton, era uma péssima opção eleitoral. Era despreparada como uma Marta Suplicy votando os projetos destrutivos do Michel Temer e do PSDB.

Temo pelo futuro do Brasil.

Nossa classe dominante é profundamente conservadora e egoísta. Há muita gente por aqui, com vontade de lamber botas de um ditador militar. Então, devemos gritar nas ruas e nas entidades sobre as pessoas mortas e torturadas da ditadura militar, dos retrocessos econômicos, inclusive lembrar que foi gestada pelos militares a impagável dívida externa, criada a partir de desgovernos que não foram votados pelo povo. O país era chefiado por pessoas da estirpe de Castello Branco, Costa e Silva, Médice (o mais sanguinário dos ditadores), Ernesto Geisel e Figueiredo, que odiava cheiro de suor do trabalhador e preferia o odor dos cavalos.

Os fascistas liderados pela mídia golpista, Fiesp, MBL e partidos políticos como PSDB, DEM, PMDB e PPS, que batiam panelas contra Dilma, não queriam combater a corrupção, o que os movia era o ódio de classe. Lembremos que os grandes esquemas de corrupção, ora descobertos, nasceram nos governos de José Sarney (que herdou contratos da Odebrecht assinado com os generais), se alastrou com Fernando Henrique Cardoso e chegou a era Lula/Dilma.

A sociedade brasileira é profundamente desigual, a concentração de renda é absurda, e a origem desse problema vem de várias fontes, gerando danos irreparáveis à sociedade, e isso vem se repetindo a mais de 500 anos. Nossa riqueza natural foi levada pelos colonizadores europeus, e aí eu menciono a madeira (Pau Brasil), o ouro e as pedras preciosas. E o que dizer da monstruosa ignomínia de trazerem seres humanos escravizados a partir da África, e estes, serem aqui tratados como “coisa”, sendo obrigados a trabalhar de sol a sol, levando chicotadas quando o “amo” assim desejasse? O escritor Gilberto Freyre mostra no livro “Casa Grande e Senzala” como a classe dominante se beneficiou da mão de obra escrava e nutre preconceito contra os empobrecidos.

Em outra obra igual, o escritor registra que as propagandas dos jornais da época mostravam seres humanos à venda, e o tratamento dispensado era o mesmo que se dedicava aos cavalos. Atributos como dentes perfeitos, fala mansa e falta de orelhas eram comuns nos anúncios de compra e venda de escravos e comunicados de fuga. “Vende-se uma preta muito moça, com cria”, dizia um. “Vende-se uma negra de 38 anos com um filho de 3 anos de cor clara, e compra-se uma negrinha de 10, 12 anos” era o texto de outro anúncio.

O fato é que a pressão capitalista europeia ajudou na libertação legal dos escravizados no Brasil, mas a lei apenas os jogou na rua, sem casa, sem terra para plantar e sem comida. Mulheres, crianças e idosos se aboletaram nas matas, criando os espaços de resistência que se chamam Quilombos.

Ainda outro dia, o deputado Nilson Leitão (PSDB/MT) apresentou uma proposta de lei na Câmara dos Deputados que praticamente ressuscitava o período escravagista, em que os trabalhadores eram tratados como coisa e trabalhavam em troca de casa e comida. Parece que só o Blairo Maggi apoiou o tal projeto.

É evidente que foi o ódio da “elite” contra os despossuídos, que no século XXI começou a entrar no mercado formal de trabalho, comprar casa própria e carro financiado, que passou a frequentar shopping center, matricular filhos na faculdade e transitar por aeroportos, que fez aumentar mais ainda a ira da “Casa Grande”, que, histérica, batendo panelas do alto dos seus luxuosos edifícios gritava: “quero o meu país de volta!”. Daí, para a deflagração do golpe de 2016, foi apenas um passo.

O brasileiro médio é profundamente mal informado (graças à Rede Globo e suas congêneres televisivas, radiofônicas e impressas) e analfabeto político. Uma pesquisa recente mostra que o eleitor mais conservador, e com tendência fascista, se identifica em todas as classes, inclusive entre os letrados de ensino superior, possuindo capacidade intelectual. Desses, 100% são movidos pelo medo e pelo ódio. São boçais que acreditam no “perigo comunista”.

Só para fechar o tormentoso raciocínio e dizer da tendência de termos a estruturação do ensino militar e educação para o trabalho em nossas escolas, (parece ser esse o desejo de Pedro Taques em Mato Grosso), é criar alunos submissos e obedientes, que se submeteriam às ordens de um “chefe”, e quem sabe, se prontifiquem até mesmo “grampear” adversários políticos. Eu já falei isso antes e recebi, algumas críticas e rasgados elogios. O segundo veio como fundamento e os primeiros como impropérios verbalizados por coxinhas, que repercutem o que diz o jornalismo de esgoto, que, além de escravagista, é antinacionalista, antirrepublicano e elitista.

As empresas brasileiras gastam com treinamentos de empregados a média de R$ 518 por funcionário, e os donos de grandes empresas querem economizar esse dinheiro, que pode chegar a R$ 1,38 milhão anuais por empresa com mais de 500 funcionários. Com isso em mente, os donos de bancos e executivos de grandes empresas estão convencendo o governo golpista a implantar o ensino para o trabalho e as escolas em tempo integral.

Nada de ensinar esporte, música, teatro, filosofia e história para nossas criancinhas. Nossos alunos receberão educação para o trabalho, serão preparados para a subserviência, para o capitalismo, serão os escravos modernos, sem licença para pensar.

Será que a Senzala vai aceitar pacificamente o que nos impõe a Casa Grande, ou teremos uma guerra civil em um futuro bem próximo? Parece ser isso o que nos reserva essa “política das elites” que alimenta o ódio de cada dia.

Antonio Cavalcante Filho é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (4)

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 16h34
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    Ih! A esquerda não é exemplo pra ninguém...é só ver o exemplo da Venezuela...inflação de 700% ao ano; desabastecimento; militarismo...e o compadre Maduro quando o povo, que fez mais de 2 Milhões da assinaturas pra fazer Referendum e tirar o cara, não deixa...diz que É GOLPE. A Record fez 5 matérias intituladas CAIXA PRETA DO BNDES, onde mostrou o cara daqui emprestando BILHÕES pro Chavez, pra fazer ponte lá na Venezuela, e os jornalistas de Record foram presos porque comprovaram que torraram mais de 2 BILHÕES, e não tinha ponte nenhuma. O Ministro do Chavez que fez toda a negociação da ponte foi o MADURO (nem sabia que ele já tinha sido ministro). Sabe qual a empreiteira que tocou a ponte e outras obras? Começa com Ode e termina com brecht. Com o dinheiro do BNDES lavaram a égua. Cadê a abrir a CAIXA PRETA do BNDES agora?

  • Ademir | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 15h31
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    Mortadelinha que fala nada com nada!!! Acabou mamata, acabou "jeitinhos", aprenda a trabalhar e a escrever, não fale tanta asneira, só militontos petistas que vivem de fazer manifestação em horário de trabalho, nas sextas feiras, com os patrões sindicatos que são enriquecidos com a corrupção desenfreada do PT que abasteceu os mesmos com muita mortadela!!! Aprendam a trabalhar, aprendam a ter alguma vocação, não só para corrupção, cargos, poder, e propinas com favores!!

  • Lima | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 14h31
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    Vc faz uma barafunda de argumentos e se afunda neles... vc é um contador de "estórias". Me admira alguém te pagar para escrever...

  • marcos gonçalves | Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 10h39
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    sai fora petista quem é você para dar pitaco toma vergonha esses petista são idiotas mesmo pensam que o povo acredita no que eles dizem acabaram com o brasil agora ficam querendo dar lição de moral tiveram muito tempo no poder e nada fizeram para o bem estar do povo entregaram um país arrasado com 14 milhões de desempregados e muitos problemas sociais saúde quebrada sem falar no mar de corrupção o maior rombo da história do brasil de todos os tempos nunca antes o brasil foi tão roubado como na era petista.

| 21/11/2017, 12h:41 - Atualizado: 21/11/2017, 12h:52

Criticado por aliado, Taques diz que aprendeu a ter paciência e classifica como boatos saída do PSDB


Gilberto Leite/Rdnews

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Governador Pedro Taques no evento do Circuito Itinerante da Ciência

O governador Pedro Taques (PSDB) evitou polêmica com o correligionário e deputado federal Nilson Leitão, que atribuiu à gestão Taques o caos na saúde, principalmente, no Hospital Regional de Sinop, onde fica sua base eleitoral.

O chefe do Executivo disse apenas que respeita a opinião do aliado. “Três coisas que eu aprendi na política, ter paciência, paciência e paciência. Toda crítica é bem vinda notadamente na democracia”, disse o tucano após coletiva nesta terça (21), para lançamento do Circuito Itinerante da Ciência, anexo ao Ginásio Aecim Tocantins.

Para Leitão, durante entrevista Rádio 93 FM de Sinop, Taques falhou com a população ao não resolver os problemas da saúde. Disse que o município tem sofrido constantemente com a falta de recursos para a Fundação Comunitária de Saúde, que administra a unidade.

Os atritos no ninho tucano começam vir à tona, após divergência acerca da eleição do ano que vem. O deputado defende que o PSDB trabalhe com a possibilidade de concorrer ao Senado e ao governo. O governador, por sua vez, acredita que essa conjuntura dificultaria na busca de alianças que sustentem sua reeleição ao Paiaguás. Publicamente ambos negam qualquer problema.

Após o conflito, foi cogitado também que Taques possa trocar de sigla para tentar viabilizar a reeleição. Ao , o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que convidaria o colega para aderir ao partido. Outro partido que poderia convidá-lo seria o Podemos, do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), mas este colocou a decisão nas mãos do senador José Medeiros, que, por sinal, ocupa vaga que era do tucano no Senado.

O governador classifica essas divergências e a possibilidade de deixar o partido como boatos. Segundo ele, eleição de 2018 só será discutida no ano que vem. “Não tenho disposição em tratar de eleição agora. Quero administrar o Estado. Se eu começar a mexer com política, eu não administro”, conclui.

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Comentários (2)

  • Saulo | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 21h41
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    Se eu começar a mexer com política não administro o estado, essa é a piada do dia.

  • Mario | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 14h17
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    Até que enfim um choque de realidade do nosso governador. Sou militante do PSDB e sinceramente se for realizada uma pesquisa nos diretórios municipais a maior parte é a favor de lançarmos o Nilson Leitão ao senado e apoiarmos o Mauro Mendes ao governo (pelo PR ou pelo PP). O PPS sabiamente não aceitou o Pedro Taques no partido. Nível de rejeição altíssimo, sem compromisso com a base, arrogante com os correligionários e com os servidores, sem força política para a reeleição.

| 21/11/2017, 12h:02 - Atualizado: 21/11/2017, 12h:12

Controle interno “para inglês ver”


angelo artigo

Angelo Oliveira

De acordo com o dicionário Português Houaiss, a expressão “para inglês ver” pode ser definida como “ação ou efeito de aparência, sem efetividade”. Tal expressão teria surgido no Brasil Imperial 1822-1889, período que as nações europeias, em especial a Inglaterra, por intermédio de acordos e tratados, que tinham como objetivo pressionar os agentes públicos brasileiros para o fim do tráfico de escravos. Neste contexto, as autoridades da época passaram a editar leis e normas “para inglês ver”, dissimulando, dizendo por meio do ordenamento uma coisa e, na prática fazendo outra.

o que se verifica são leis e normas editadas a base do “CTRL + C, CTRL +V”, inovando ao serem elaboradas “para o TCE ver” em substituição do histórico “para inglês ver”

Passados quase dois séculos, lamentavelmente o sentido desta expressão pode ser verificado no âmbito da Administração Pública Municipal do Estado de Mato Grosso, quando o assunto é Controle Interno. Embora a efetiva implantação dos Sistemas de Controle Interno seja uma exigência expressa nos Artigos 31, 70 e 74 da Constituição Federal de 1988, nos Artigos 191 e 206 da Constituição do Estado de Mato Grosso, exigência indispensável para todas as Leis Orgânicas dos 141 Municípios desta unidade da federação, o que se verifica são leis e normas editadas a base do “CTRL + C, CTRL +V”, inovando ao serem elaboradas “para o TCE ver” em substituição do histórico “para inglês ver”.

Essa triste constatação pode ser verificada a partir da leitura da Resolução 01/2007 publicada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso – TCE/MT, que aprova o “Guia de implantação do Sistema de Controle Interno na Administração Pública” e determina aos Poderes e órgãos do Estado e dos Municípios de Mato Grosso, que ainda não tenham implantado o sistema de controle interno, que o façam até 31 de dezembro de 2007 e que o Manual de Rotinas Internas e Procedimentos de Controle fosse concluído até 2011. Na opinião do autor, a Resolução 01/2007 do TCE/MT repercutiu em meio aos gestores municipais, em sua maioria, como se fosse o tratado (Brasil-Inglaterra), que na época proibia o tráfico de escravos, demandando a edição de leis e normas “para Inglês ver” e no caso contemporâneo “para o TCE ver”, aparentando atender as determinações constitucionais, fragilizando os Sistemas de Controle Interno, criando um ambiente propício a proliferação atos ilegais e ineficiência da Administração Pública.

O descaso e a inobediência aos ditames constitucionais na perspectiva da efetividade do Sistema de Controle Interno tornam-se cristalinos quando consideramos o prazo para efetiva implantação dos Sistemas de Controle Interno (SCI), estabelecido pela Resolução 01/2007 do TCE/MT, expirado no ano de 2011, e transcorridos dez anos, ainda exista municípios em Mato Grosso com inexistência ou precária atuação do SCI.

Neste cenário, a falta de punição (impunidade) dos agentes públicos que praticam atos ilegais, ou dissimulam “para o TCE ver”, cria incentivos negativos, passando sinais confusos a sociedade e fragilizando as instituições do Estado.

Em meio a uma procrastinação generalizada, estimulada pela impunidade, vale ressaltar que o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso editou em 2014 uma nova Resolução Normativa nº 26/2014, que estabeleceu requisitos mínimos para estruturação e funcionamento dos Sistemas de Controle Interno (SCI), determinando aos Prefeitos Municipais que na implementação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo devem ser atendidos 100% dos requisitos prescritos no Anexo III desta Resolução até dezembro de 2017, os quais serão considerados para efeito da apreciação das respectivas contas anuais.

Espera-se que a ilegibilidade decorrente de reprovação de contas no TCE/MT, gere incentivos positivos aos Prefeitos Municipais para que se comprometam para efetiva implantação e operacionalização dos Sistemas de Controle Interno, dotando a Administração Pública Municipal de mecanismos que assegurem, entre outros aspectos, o cumprimento das exigências legais, a proteção do patrimônio e a otimização na aplicação dos recursos públicos, garantindo maior tranquilidade aos gestores e melhores resultados à sociedade.

Angelo Oliveira é controlador interno da Prefeitura de Rondonópolis/MT, mestre em Administração Pública (UFMS), especialista em Gestão Pública Municipal (UNEMAT) e em Organização Socioeconômica (UFMT) e graduado em Administração (UFMT). E-mail: aso.angelo@terra.com.br

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  • Contribuinte de Mato Grosso | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 20h51
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    Pesquisando sobre o tema encontrei uma publicação do TCE/MT que avaliou recentemente os Sistemas de Controle Interno nos municípios de Mato Grosso. O alarmante é que o resultado revelou que maioria dos nossos municípios realmente possuem precários Controles e estão expostos a diversos riscos como, por exemplo: aquisição de medicamentos e insumos por preços acima dos praticados no mercado (sobrepreço); vencimento precoce do prazo de validade de medicamentos e insumos, por falhas na gestão de estoques; incompatibilidade entre as ações governamentais e as necessidades da população, entre outros. Para ter acesso a integra da avaliação realizada pelo TCE acesse: https://www.tce.mt.gov.br/conteudo/show/sid/73/cid/44073/t/Projeto+Aprimora+do+TCE-MT+fortalece+o+controle+interno+dos+munic%EDpios+de+MT

  • Cidadã de Rondonópolis | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 14h57
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    O controle interno pode ser considerado o instrumento mais eficaz, dentre todos, no combate à corrupção. Ademais, sua existência e funcionamento, previstos constitucionalmente, simplesmente são ignorados por muitos Chefes de Poderes, tanto Executivo quanto do Legislativo, mormente em nível municipal. Em defesa das boas práticas, espera-se que o TCE-MT cobre com rigor a pronta institucionalização do controle interno nos municípios do Estado de Mato Grosso e, mais do que isso, a sua atuação eficiente e eficaz, devidamente estruturada, com a pertinente valorização dos servidores dessa tão importante carreira.

  • ELVIS Aguiar | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 13h43
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    Conheço este grande profissional, competente e determinado, uma grande conquista para o município de Rondonópolis.

  • Gizelly Pinho | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 12h41
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    Que orgulho em dizer que fui sua aluna professor Angelo, e hoje posso dizer que colho frutos deste período das aulas na Fundação Bradesco, um exemplo de que basta ter foça de vontade, estudando chegamos onde quisermos chegar. tenho toda certeza que fara a diferença não só na Prefeitura de Rondonópolis, todo o estado de Mato Grosso será beneficiado com seu profissionalismo e competencia.

| 21/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 21/11/2017, 07h:27

A cor da sua pele não deve determinar seu futuro


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Olga Lustosa

Esta é uma semana em que muito se fala sobre as questões raciais, rendem homenagens aos negros mas é impressionante como o preconceito tem se mantido latente ao longo dos séculos.

Foi estabelecido a data de 20 de Novembro como dia nacional de Zumbi e Consciência Negra. A data é uma homenagem póstuma à Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do Brasil Colonial, o quilombo dos Palmares, no Estado de Alagoas.

E, por muitos anos, Zumbi foi o comandante da resistência dos negros contra a escravidão. No Senado não deram relevância a figura de Zumbi e a data foi aprovada apenas para comemoração e não para entrar na relação de feriados nacionais.

Mato Grosso, desde o final do ano de 2002, através de uma lei de autoria das lideranças partidárias determina feriado em todos os municípios, talvez porque o Estado conhece bem a história de quilombos e quilombolas desde que Vila Bela da Santíssima Trindade foi a Capital do Estado e abrigou talvez o mais destacado dos quilombos; o do Quariterê, construído numa área escondida e longe da cidade; abrigava os escravos que fugiam das senzalas, subsistiam de plantações e era governado pela rainha Teresa de Benguela que exercia forte influência sobre negros e índigenas contra a escravidão.

O quilombo do Quariterê foi invadido num cerco militar, famílias foram assassinadas e os sobreviventes levados presos para serem torturados em Vila Bela. Teresa suicidou-se no caminho.

Vila Bela, uma cidade que visitei várias vezes, tem a maioria da população declarada negra, resistiu ao ostracismo quando a capital mudou-se para Cuiabá e marcou sua história na cultura das festas de origem africanas, como o chorado e congo, que atraem multidões para assistir os ritos dramáticos, os cantos lúgubres que homenageiam os santos católicos.

De Vila Bela ao complexo territorial de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, uma comunidade onde vivem desde o ano de 1800 cerca de 300 famílias descendentes de escravos. Os quilombolas vivem em eterna vigilância, pois são constantemente ameaçados por fazendeiros da região.

E agora, em outubro passado, a comunidade de Pequizeiro, dentro da região quilombola de Mata Cavalo foi invadida pela Polícia Federal para promover o despejo (que chamaram de ação de desocupação de área) em favor de ação movida por fazendeiros. As famílias arrancadas da área recorreram.

Houve manifestação significativa favorável à permanência dos quilombolas na área, porque afinal, Mata Cavalo é a casa de Seo Antônio Mulato, um senhor apaixonante de mais de 110 anos de idade, que adora contar “causos”. das brigas que empreendeu para que os filhos e outras crianças pudessem frequentar a escola.

Lugar exato onde conheci Seo Antonio Mulato no dia da inauguração da escola na comunidade, que homenageava a filha dele, a professora Tereza Conceição Arruda, falecida.

Campo para exercer o preconceito racial não deveria existir em Mato Grosso, um Estado onde 60% da população é negra e parda e Cuiabá é uma Capital com maioria da população também negra, mas trata esses filhos como o resto do país: os negros são os mais atingidos pelo desemprego, a quem são oferecidos os menores salários exatamente por ter escolaridade mais baixa que os brancos; quase todas as empregadas domésticas são negras, moram nas periferias onde a saúde pública, a educação e a segurança não chegam. É muito difícil ascender social e financeira nesse universo de desigualdades, fruto de políticas públicas tendenciosas, senão preconceituosas.

Olga Borges Lustosa é socióloga, cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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isolamento | 20/11/2017, 15h:53 - Atualizado: 20/11/2017, 15h:56

Max defende Taques e compara que governador e Bezerra são como água e óleo e não se misturam


O secretário-chefe da Casa Civil Max Russi (PSB) reforça a tese levantada pelo presidente estadual do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra, de que o governador Pedro Taques (PSDB) procurou se afastar do peemedebista durante a gestão do Estado. “São igual água e óleo. O governador Pedro Taques não tem interesse em fazer gestão política com Bezerra”, dispara numa referência ao fato de o cacique ter sido aliado de primeira hora e conselheiro do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Gilberto Leite

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Secretário Max (Casa Civil) confirma que Taques não quis aproximar de peemedebista

Ocorre que Silval deixou Estado em meio a um caos e Taques foi eleito justamente dizendo que combateria as ingerências feitas por este grupo. Nesta linha, Max reforça que governador nunca teve interesse em se aproximar de Bezerra, visto que Taques ganhou eleição dizendo que faria diferente de Silval.

O secretário reconhece que Mato Grosso vive um momento “difícil e ruim”, mas torna a atribuir o cenário ao caos econômico em que o tucano recebeu a Administração. “Estamos tomando medidas para minimizar e começar resolver isso, vamos passar por essa dificuldade”, garante, em entrevista ao .

Entre as ações citadas por Max estão a PEC do Teto, que deve ser aprovada essa semana após um acordo firmado com o presidente da Assembleia, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB). Além disso, há dois decretos baixados por Taques, um com intuito de realizar cortes no custeio da máquina pública e o outro visando repactuar contratos com os credores do Estado.

O vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), que comandou o Estado durante a viagem de Taques à China, também editou decretos, um visando a contenção de despesas públicas para o Executivo estadual que inclui, entre outras medidas, redução de 10% do consumo de água, energia elétrica e limpeza e de 25% em telefonia, e outro que determina, entre outras coisas, a repactuação dos contratos vigentes.

Max diz que o mês mais difícil tem sido novembro, mas acredita que começará a desenrolar a situação. Em relação às criticas à saúde, o secretário aponta que é uma questão financeira. “Quando se pensa em estrutura, que era problema sério, avançamos muito com construção de UTIs, e o Estado ainda tenta vencer dívidas, muitas delas de 2009”, finaliza.

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Comentários (5)

  • jose alves silva | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 09h55
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    Para Quem é Inteligente Basta ler Só Isso,O Estado hoje está enfrentando dificuldades gravíssimas", diz o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Mauro Curvo. "Elas vêm da roubalheira, do endividamento das obras da matriz da Copa e da gestão. Só não é pior porque, por mais que haja recessão econômica,a população convive diariamente com quilômetros de trilhos abandonados do VLT, obra da Copa que já consumiu R$ 1,066 bilhão. Desse total, R$ 18 milhões são propina, segundo delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), homologada em julho pelo STF (Supremo Tribunal Federal).Ao todo, o grupo de Barbosa desviou cerca de R$ 1,03 bilhão, segundo levantamento da Controladoria-Geral do Estado baseado nas informações da delação. É o equivalente a quase oito anos de orçamento do pronto-socorro, que custa cerca de R$ 11 milhões/mês.

  • Ex- eleitor de Taques | Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, 18h51
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    Este Secretario esta defendo é o cargo porque no fundo para os eleitores os dois são óleos usados que não tem muita serventia.... Taques e Bezerra nunca mais.... Em 2019. serão ex-e deputados e ex- Governador.

  • Said Joseph | Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, 18h40
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    Secretário Max Russi não tendo como justificar o péssimo governo de Pedro Taques, fica cantando o samba de uma nota só: blá-blá-blá, mi-mi-mi, nhém-nhém-nhém.

  • Saulo | Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, 17h24
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    Você ta equivocado secretário,vc também não tem experiência nenhuma, política em prol do estado e do povo não se olha a sigla partidária, o momento é de unir todas as forças políticas para trazer benefícios para o povo, quem acaba pagando a conta por as picuinhas políticas de vcs e a população, deixa de ser arrogante e prepotente que nem seu chefe, vai trabalhar em prol do povo, porque mandato quando vencer o de vcs não vão ter mais.

  • joaoderondonopolis | Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, 16h29
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    Governador de um mandato só. Repito, o PSDB não vai querer a reeleição do governador. Mesmo aprovada a PEC, os servidores podem questionar na justiça requerendo aumento salarial, iguais os servidores do DNIT vão aumento em 2018 e 2019, contrariando a MP 805 do governo federal.

ingredientes da crise | 20/11/2017, 09h:38 - Atualizado: 20/11/2017, 15h:59

Bezerra diz que falta de planejamento, capacidade executiva e política geram caos na Gestão Taques


O presidente estadual do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra, afirma que a crise no Estado se deve à falta de planejamento, de capacidade executiva e política do governador Pedro Taques (PSDB). “Esses são os ingredientes que geraram essa confusão generalizada”, dispara após encontro com prefeitos na semana passada.

Gilberto Leite

Carlos Bezerra

Bezerra considera que Taques sempre fez questão de manter a oposição “isolada”

Bezerra diz ainda que Taques sempre fez questão de manter a oposição “isolada”. Durante a campanha de 2014, o peemedebista esteve ao lado de Lúdio Cabral (PT) principal adversário do atual governador. O deputado conseguiu ainda emplacar a sua esposa Teté Bezerra (PMDB), como vice do petista. “Não sou aliado, nós não votamos no Taques. Ele fez questão de nos manter longe dele. Mantivemos distantes do governo, não houve diálogo nenhum. Zero”, dispara o cacique do partido.

Diante disso, Bezerra afirma que os problemas e o fracasso do governo são problemas deles. E que a oposição precisa trabalhar para encontrar alguém diferente dessa gestão. “Esse problema do Estado é desde cedo. O nosso é encontrar projeto adequado para Mato Grosso, diferente do que está aí”, rebate.

As divergências entre Taques e Bezerra se intensificaram após gestão Silval Barbosa (PMDB), quando o deputado tinha participação ativa no governo. O governador atribui a crise às irregularidades cometidas pelo grupo do antecessor. Bezerra, por sua vez, faz severas críticas ao governo.

Em 2018, ambos estarão em lados opostos. Enquanto Taques tenta viabilizar disputa a reeleição, Bezerra diz que apresentará algo diferente do que está aí. Elenca a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Nerder (PC do B), e cogita também apoiar o conselheiro afastado Antonio Joaquim, que articula para concorrer ao governo.

Justiça

O ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques e Bezerra bateram boca via imprensa. Paulo disse que nos últimos dias da gestão Silval, o deputado ficou acampado na Sefaz e que apenas as paredes e cortinas da secretaria poderiam dizer o que estaria fazendo ali. Em resposta, o deputado disse que só tem emprego por ser primo do governador. As trocas de farpas ressultaram em interpelação na Justiça contra Paulo.

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Comentários (1)

  • jose alves silva | Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017, 10h13
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    Para Quem é Inteligente Basta ler Só Isso,O Estado hoje está enfrentando dificuldades gravíssimas", diz o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Mauro Curvo. "Elas vêm da roubalheira, do endividamento das obras da matriz da Copa e da gestão. Só não é pior porque, por mais que haja recessão econômica,a população convive diariamente com quilômetros de trilhos abandonados do VLT, obra da Copa que já consumiu R$ 1,066 bilhão. Desse total, R$ 18 milhões são propina, segundo delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), homologada em julho pelo STF (Supremo Tribunal Federal).Ao todo, o grupo de Barbosa desviou cerca de R$ 1,03 bilhão, segundo levantamento da Controladoria-Geral do Estado baseado nas informações da delação. É o equivalente a quase oito anos de orçamento do pronto-socorro, que custa cerca de R$ 11 milhões/mês.

| 20/11/2017, 01h:28 - Atualizado: 20/11/2017, 01h:39

Elegância cultural do negro


“Os soldados estavam dançando com as mulatas e índias ao belo luar, e faziam música com sanfona, pratos e garfos, - expansão de alegria em toda parte.” Karl Von Den Steinen, l940,).

graci ourives de miranda artigo

Graci Ourives

A população de cidadão negros foi e é de extrema importância tanto para o Brasil como para Mato grosso. Manchas do passado, foram os “poderes” terem negado acesso culturais aos negros, para que seus direitos fossem adquiridos. Assim teríamos na atualidade um mundo com mais justiça social e paz mundial.

A população de pele diferenciada foi observada e descrita pelo médico alemão Steinen (1940) e pelo etnólogo Claude Lévi-Strauss (9136-38). Estes cientistas viveram nas densas florestas entre: negros e índios.

Conforme Claude Lévi-Strauss (2007). “Depois de se haver fartado de ouro, o mundo teve fome de açúcar, mas o açúcar também consumia escravos. (...) a abolição da escravatura, enfim uma procura mundial crescente (...). De amarelo, depois branco, o ouro se torna negro. (..)mercados dos bairros populares eram mantidos por negros. (....)” . 

O cidadão negro, além de produzir com qualidade e perfeição, sempre foi hábil comunicador, sensato e dotado de esperanças. Notar-se-á que os cidadãos negros são agregadores. Os negros sempre transmitem seus saberes para seus camaradas. Nas florestas as ‘precatas’ eram ‘sandálias’ que foram “introduzidas pelos negros”. (STEINEN, 1940).

As relações sociais e qualidade dos trabalhos também foi observada pelo etnólogo: “(...) permitiu toda sorte de misturas- podiam-se aí distinguir os mestiços, cruzados de branco e negro, os caboclos, de branco e índio, os cafuzos, de índio e negro. Os produtos vendidos conservavam um estilo muito puro(...) (Lévi-Strauss 2007).

O tratamento do interior do Brasil era: “o homem, o camarada, o colega, o negro, o tal, fulano, Etc.,” Lévi-Strauss, 2007).

Os tradutores ocuparam funções relevantes junto às autoridades de Vila Bela, pois os negócios precisavam de relações interpessoais: língua africana, indígena e europeia. Conforme Virgílio Corrêa Filho (1944) tradutora da elite do período (1791), quando não trabalhava para seus donos, reunia-se com suas parceiras de cor negra “(...) a preta Vitória, crioula portuguesa sua cativa, que serve de língua (...) oficiais militares e mais principais pessoas (...) e a crioula Vitória sua cativa e intérprete, (...)”. Os negros tinham domínio de saberes.

A união de negros e índios sempre foi uma combinação perfeita

A união de negros e índios sempre foi uma combinação perfeita, exemplo disto citamos: o Jornalista Adão Rodrigues Oliveira, nasceu em Arenápolis-MT, 07 de julho de 1961, com a pele cor de ‘jambo’, é formado pela Universidade Federal de Mato Groso-UFMT, cursos: Geografia, Comunicação Social e graduando em Ciências Sociais. O pai garimpeiro, mãe-índia, descendente de “Parecis”. Casamento repleto de perfeições: negro (energia/intelectualidade) e índio (ecossistema/bravura).

Os descendentes de negro sentem ávidos para assimilar conhecimentos e viver no mundo dos iguais.

No cenário nacional temos o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que é considerado, além do posicionamento de vencedor, cidadão mais verde e amarelo do Brasil. Doutor Barbosa domina inglês, alemão, italiano e francês. Teremos mais elegância na humanidade quando a sociedade entender que; “reeleição é a mãe de todas as corrupções”, disse o ex-ministro em 9 de junho de 2014.

Sejamos céleres para labutar pelo mundo da elegância, que é a igualdade.

É estarrecedor em alguns órgãos existentes nota-se discriminação. Basta lançar um olhar nas autoridades que se estabelecem no poder e ainda evidenciam em querer continuar no poder. Elegância é distribuição de poder.

Graci Ourives de Miranda é professora aposentada, com especialização em História Social pela UFMT, voluntária, escritora com dois artigos científicos publicados, quatro livros e uma obra científica. Escreve exclusivamente neste espaço toda segunda-feira. E-mail: go.miranda@uol.com.br

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Comentários (2)

  • eduardo de paula barreto | Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, 10h29
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    . COISA DE PRETO . Isso é coisa de preto Só preto mesmo pra fazer isso Ganhar destaque vindo dos guetos Vencendo apesar do Estado omisso E ao ver os portões fechados Como barreiras para o aprendizado Invadir os templos do ensino Sendo levado nos corredores Na cabeça e mãos dos professores Como autor dos vários livros. . Isso é coisa de preto Só preto pra fazer uma coisa dessas Conviver há séculos com o preconceito Podendo andar sem abaixar a cabeça E virar referência nas artes literária, Cênicas, plásticas e na culinária E em tudo o que exige talento E despertar a análise crítica Através das matérias jornalísticas Como difusor do pensamento. . Isso é coisa de preto Tinha que ser preto mesmo Para estar no mundo desde o começo Sendo da humanidade o berço Tendo superado os séculos Mantendo o mesmo aspecto De quando vivíamos irmanados E tinha que ser coisa de branco Não admitir de modo franco Que somos pretos clareados. . Eduardo de Paula Barreto 11/11/2017 .

  • Carlos Nunes | Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, 09h38
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    O sangue da raça negra já corre na veia de quase toda a população brasileira. O brasileiro nato é feito do amalgama das 3 raças. Mas falando no Doutor JOAQUIM BARBOSA, abordado pela professora neste artigo...um site da Capital revelou que um partido político cogita lança-lo candidato a presidente da república, na próxima eleição de 2018. O Doutor BARBOSA é o arquétipo do brasileiro vencedor pelos seus próprios méritos (esforços) - de humilde engraxate na juventude, lutou, estudou, virou presidente do Supremo, e combateu a Corrupção. Demonstrou na prática que, da mais humilde classe social, com esforço, estudo, pode galgar os degraus e chegar ao topo. Se realmente ele for candidato a presidente da república, devemos ouvi-lo atentamente, apoia-lo se suas propostas forem boas pro POVO BRASILEIRO. Aí, a gente aproveita, vota no Doutor BARBOSA, e RENOVA o Congresso Nacional... colocando uma nova safra de pessoas que comecem a escrever uma nova página na história política do Brasil. Afinal de contas os políticos passam, e o Brasil, que é muito mais importante, fica. A importante é a pátria amada Brasil.

| 20/11/2017, 00h:00 - Atualizado: 19/11/2017, 23h:59

Perspectiva de uma nova geração


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Sandra Alves

É interessante observar uma mudança no conceito de viver das novas gerações. O objetivo de acumular riquezas materiais de outrora está sendo substituído gradativamente pela reunião de experiências, sensações, sentimentos em diversas atividades.

Será que o julgamento pessoal do “ser” ao invés do “ter” retorna ao conceito social para ficar?

A insatisfação é própria do ser humano e motiva sua eterna busca. Nesse sentido, buscar um sentido para sua existência consiste no maior acúmulo de experiências na vida.

A beleza e a estética ganham mercado, pois o desejo de se destacar entre a comunidade permanece, com conceitos muito são exigentes. Mas ter conteúdo, conhecimento, capacidade de driblar conflitos com outros seres humanos também é exigido.

Comidas, bebidas, festas, substâncias químicas, músicas, conexões ilimitadas com um novo mundo que seduz pela facilidade dos aplicativos. A compra de um tênis, a reserva de uma viagem, o pedido de um lanche ou um encontro para o início de um relacionamento, está tudo ao toque de alguns botões.

É o momento de dar um novo sentido ao que denominamos vida

O mar de tecnologia e as consequências de uma sociedade corrupta e voltada ao consumo, que colocou no ápice das honrarias carros de luxo, roupas e joias, coloca as gerações de hoje dispostas a experimentar a vida, ao invés de acumular coisas durante sua existência.

São jovens dispostos a não ter casa; trabalhar para adquirir o necessário; desfrutar de prazeres como festas, reunião de amigos, relacionamentos amorosos intensos, ainda que temporários. É o momento de dar um novo sentido ao que denominamos vida.

Constituindo ou não famílias, e família também tem um novo significado - porque os padrões foram rompidos e as formas de amor são livres - essa nova geração pensa no hoje, nos fins de tarde em parques, no sorvete artesanal cheio de sabor, nas cervejas que podem ser produzidas aos poucos.

O espírito é aventureiro, no sentido de libertar-se do que convencional. Retornar ao convívio com a natureza, saltando de paraquedas, mergulhando no mar, banhando-se em cachoeiras ou contemplando um luar. Não é o desprendimento ao conforto, estar conectado e ter acesso aos benefícios da tecnologia é essencial.

Talvez o termo empreendedorismo seja apto para qualificar melhor a visão apresentada. Na palestra que assisti de um jovem advogado (26 anos) dias atrás, este unia conhecimento, tecnologia e marketing, para mostrar os desafios de sua geração.

Sua mensagem é interessante - mostra a cara da geração - pois pretende parar de trabalhar para acumular bens aos 30 anos e dedicar-se, a partir daí, ao trabalho de educação e auxílio de pessoas carentes.

Transformação da sociedade e dos seres humanos, alterações de personalidade e seus modos de enxergar a vida, de gozar, de modificar o futuro. Uma nova geração, uma forma de viver interessante. Um modelo muito distante dos padrões atuais, mas se olhado sem preconceitos, bastante coerente e apaixonante.

Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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Podemos | 19/11/2017, 11h:37 - Atualizado: 19/11/2017, 11h:38

Senador avalia que ida de Taques ao partido não afeta sua candidatura porque reeleição é natural


O presidente estadual do Podemos, senador José Medeiros, garante que suas pretensões políticas não serão frustradas caso o governador Pedro Taques (PSDB) ingresse no partido. O parlamentar tentará a reeleição. “A candidatura é nata, tranquila. Tenho bom relacionamento com o presidente, não prejudicaria”, disse Medeiros.

Assessoria

 jose-medeiros-e-pedro-taques

Medeiros diz que não cogita Taques no Podemos, por que ele ainda integra o PSDB

A possibilidade de o governador mudar de legenda surgiu após atrito com o ex-presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão. Este quer disputar o Senado, o que inviabilizaria costura política de Taques para concorrer à reeleição. Diante disso, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) seria responsável para convidar o governador.

O intuito de Álvaro, que é pré-candidato a presidente da República, é criar palanque forte em todos os Estados para dar sustentabilidade À sua possível candidatura ao Palácio do Planalto.

Além do Podemos, Taques é sondado pelo PPS. O principal entusiasta dessa ideia é senador Cristovam Buarque (PPS-DF) que, em entrevista ao , disse que o convidaria assim que tiver oportunidade. Cristovam articula candidatura também à Presidência da República no ano que vem.

O curioso é que Medeiros deixou o PSD para ingressar no Podemos após considerar que uma candidatura seria inviável no partido ou até mesmo no grupo político, pois estava sem espaço. Caso Taques ingresse no partido, o senador poderia se ver na mesma situação.

Até por isso, Medeiros diz que não está participando da negociação. Sabe o que saiu na imprensa de que o governador seria convidado. “mas nem o governador me disse nada, nem lhe foi perguntado”, desconversa do senador.

O parlamentar diz que não cogita Taques no Podemos, uma vez que ele ainda é filiado no PSDB. Diz que conversou com Leitão, que disse que está tudo bem entre ambos. “É mais espuma do que chopp. Então nem vou conjecturar”, minimiza.

Podemos

Liderando o partido no Estado, Medeiros diz que a sigla tem atualmente 66 comissões provisórias em Mato Grosso. Na eleição do ano que vem, o Podemos pretende eleger de dois a três deputados estaduais em chapa pura. “Fizemos chapa muito equilibrada, não tem nenhum espanta chapa. Só não podemos citar nomes, pois o segredo do negócio é que mantém a empresa”, desconversa.

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Comentários (4)

  • joaoderondonopolis | Domingo, 19 de Novembro de 2017, 20h07
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    Só se for por causa de palanque, voto mesmo não vai ter.

  • ASSIS | Domingo, 19 de Novembro de 2017, 15h52
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    esse senador bionico deveria cair fora. péssimo .

  • Túlio | Domingo, 19 de Novembro de 2017, 14h45
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    Nenhum partido grande quer o rejeitado, sobra buscar pelos pequenos partidos.

  • Barreto | Domingo, 19 de Novembro de 2017, 13h20
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    Kkkk...piada prontaaaa !!! Pago pra ver...

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