Cuiabá, 28 de Fevereiro de 2017
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| 04/11/2016, 00h:00 - Atualizado: 03/11/2016, 22h:50

Táxi 2.0

ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Até que enfim encerrou-se mais uma temporada do circo eleitoral das elites usurpadoras da República. Como já é de costume nesse período, milhares de eleitores atendem ao chamamento compulsório para participar de uma farsa que se convencionou chamar de “festa da democracia”.

Pelo menos nesse dia, ao participar da jogatina da “democracia” dos ricos, até as pessoas mais simples do povo têm a ilusão de estar exercendo a sua mais “plena cidadania”. É que nesse dia, como num passe de mágica, nem que seja só por alguns segundos, enquanto digita alguns algarismos na urna, é o único momento onde neste país das injustiças e das desigualdades, todas os “cidadãos”, dos mais pobres ao mais ricos, têm os mesmos direitos e o mesmo valor: o valor de um voto. A maioria não percebe que nessa falsa democracia a eleição é o mensalão dos ricos, e o voto a migalha dos pobres.

Mas já é visível que uma boa parcela da população, finalmente vem despertando para o fato de que o processo eleitoral não é panaceia para todos os males de uma sociedade hipócrita. Basta observar que no segundo turno, onde só havia dois candidatos em Cuiabá, um deles amargou o terceiro lugar, perdendo a segunda posição para a abstenção, votos nulos e brancos. É interessante lembrar que alguns golpistas mais afoitos e enfurecidos foram derrotados no seu próprio campo, como a Globo no Rio, Aécio em Belo Horizonte e Pedro Taques em Cuiabá.

Não me atrevo a comentar resultados eleitorais. Mas permito-me avaliar e sugerir ações e políticas públicas, principalmente no âmbito do Estado, cujas decisões afetam os 141 municípios.

O grande derrotado desse processo foi o governador Pedro Taques; sem trocadilho, ficou menor nesta eleição, o que sugere que deva “descer do caixote” que, de tão ofuscado pelo poder e embebido na egolatria, imagina ser um pedestal. Deve ainda esquecer a tática policialesca, mudar sua equipe, ajustar-se com o povo e garantir um descerramento menos vergonhoso do seu mandato, que já caminha para a parte final, se não quiser rolar muito mais ainda ladeira abaixo.

Se fala em reforma, ou rearranjo administrativo, e de fato, isso é urgente!

Ao trair o partido pelo qual foi eleito e dedicar todas as suas forças em defesa do golpe e dos interesses do PSDB, Taques abandonou a isenção necessária a um gestor que deve atender todas as cidades, sem distinção. Episódios como as vaias recebidas em palanque, inclusive na pacata e sempre respeitosa Rosário Oeste, onde bateu boca com manifestantes durante um comício, evidencia a extensão de seus erros políticos e administrativos.

O erro é humano, a reincidência nele mostra falta de juízo.

Uma reforma administrativa deve extinguir os penduricalhos conhecidos como gabinetes, são vários, mostrando inclinação pela economia e racionalização de recursos públicos. Não se admite um Gabinete de Comunicação com mais de 100 cargos (superior a algumas secretarias) e uma Casa Civil com 200 cargos comissionados e diversas secretarias adjuntas. E isso sem necessitar de concurso público.

Um ex-governador, atualmente “hospedado” no anexo do Pascoal Ramos, turbinou o seu chefe de gabinete com o status de secretário, mesmo que fosse simplesmente chefe de gabinete, com responsabilidade sobre a agenda da autoridade e contatos diários. A estrutura foi mantida, ainda que o atual chefe de gabinete não “necessite” do foro privilegiado (o anterior está preso também), e, por medida moralizadora, a função deveria retornar ao que era: chefia de gabinete com responsabilidade sobre a agenda do governador, sem mordomias, celular ilimitado e carro com motorista à disposição.

São observações breves, sem entrar no mérito da desnecessidade de estruturas luxuosas e caras, mantidas com recursos públicos, que deveriam ser aplicados nas atividades finalísticas do estado: escola, posto de saúde, lazer, segurança, entre tantas outras necessidades.

O gestor Pedro Taques nunca “desabrochou”, talvez porque logo após a eleição para o Senado se esqueceu da nobre missão que lhe foi conferida pelo povo e passou a dar ouvidos aos Bandeirantes (políticos do PSDB de São Paulo), e deixou de lado o interesse dos Bororos, nós mato-grossenses, que lhe outorgamos o poder de representação política.

Ao se eleger governador e se bandear para o partido dos quatrocentões paulistas, golpistas e corruptos na origem, Taques se esqueceu de que temos uma agenda apertada: a nossa dívida pública, cuja origem que deve ser investigada, consome parte substancial do orçamento estadual. Será que a privatização do Bemat (banco estadual), só para citar um esqueleto que está no armário de Mato Grosso, não escondeu dívidas não pagas que se transformaram em fazendas, aviões e riquezas de muita gente “debens” que “pagam” de honestos nas colunas sociais?

Em eventos do agronegócio, criticou os “vermelhos”, não se referindo ao Sport Clube Internacional de Porto Alegre ou ao Clube de Regatas do Flamengo. Taques não entende de futebol e nem de moda (para criticar camisas vermelhas), logo deveria estar se referindo a defensores de ideologias e partidos políticos de esquerda, que deveriam ser combatidos, disse ele. Esqueceu-se que alguns clientes do agrobusiness mato-grossenses são vermelhíssimos, e citamos, como exemplo, a China, simplesmente o país mais populoso do mundo, e a Rússia, que “churrasqueia” com carnes aqui produzidas.

A agenda golpista quebrou o país, e um rearranjo administrativo - e de práticas políticas - pode salvar ao menos 1% do que ainda resta da biografia de Pedro Taques. Ao ser derrotado nas eleições municipais, o mesmo vira presa fácil de políticos espertalhões, que de tudo farão para entrar (ou voltar) no comando dos combalidos cofres estaduais.

O governador não deve ter medo de taxar o agronegócio, cuja bonança dura (talvez) mais umas duas décadas, enquanto o solo e a água em terras tapuias são atraentes e fomentam uma criminosa acumulação capitalista. Passado esse período, restará um solo frágil, água escassa, pobreza generalizada e mais encargos ao estado assistencial.

Não se intimide com o agronegócio, governador, ele já desembarcou do táxi. Apoiou em peso as candidaturas que derrotaram o PSDB e seus partidos satélites nesta eleição municipal.

Espera-se uma guinada para “Taques 2.0” nesta última metade do mandato. Porém, faça o que fizer, mude o que mudar, arrependa-se, peça perdão ao povo, mas a pecha de golpista ficará para sempre marcada em sua testa, pois o golpe não foi contra Dilma, Lula ou o PT. O golpe foi contra o Brasil e o seu povo!

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

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Comentários (10)

  • Fagundes | Terça-Feira, 08 de Novembro de 2016, 11h48
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    Quem és tu, "cara pálida", defender o indefensável e "babujar" palavras pra legião de desinformados e analfas ainda é teu norte, nè?

  • Dalto | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 18h17
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    Com exceção da confusão que fez entre a atuação contra a corrupção no governo federal e os erros pessoais do governador disse grandes verdades. Os equívocos de Taques nada tem a ver com o seu partido e sim com o isolamento que criou e com a má escolha de seus orientadores: Wilson (réu no caso Rodoanel), Paulo Taques (ex-advogado do Humberto Bosaípo) e Fávaro (representante de um só seguimento, o agronegócio). Cada qual em busca de seus próprios interesses (Wilson ser prefeito, Paulo Taques senador e Fávaro idem) não tiveram a isenção e a sensibilidade de buscar o diálogo com os servidores, com o povo e até mesmo com a classe política. Taques apoiou o impeachment e depois boicotou o partido do Presidente Temer que ajudou a colocar no poder. Sua insistência em apoiar Wilson Santos, um candidato desgastado ao invés de apoiar o próprio Emanuel Pinheiro lhe afastou definitivamente do centro do poder, inclusive de Blairo Magi.

  • junior | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 15h43
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    Eta! Parabéns pelo Texto...demonstrou conhecimento aprofundado!!

  • Josi | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 14h52
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    Parabéns que esta voz seja ouvida e acatada pelos destinatários.

  • Carla | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 13h03
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    Golpista!!! Sei. Mas Dilma e cia. lutavam pela democracia no passado. É ridícula a leitura histórica de mentes zumbificadas.

  • Willian | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 10h46
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    Muito bom artigo.

  • ROBSON JOSÉ | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 09h12
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    Vejo que é possível utilizar um jornal e fazer comentários de temas políticos com sensatez, com coerência e sem fazer sensacionalismo. O comentário do Sr Antonio Cavalcante é perfeito. Parabéns!

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 09h11
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    Complementando meu comentário anterior: se não fosse o PT, a Dilma, terem arregaçado a Economia Brasileira; se tivesse havido ótima Gestão, Política Econômica Correta, Prioridade acertada na mosca, e HONESTIDADE ABSOLUTA...não teria crise nenhuma agora, ou teria? Claro que não. Agora é só efeito do desgoverno. Quem vai pagar o pato é o povo brasileiro, como sempre. Mas os culpados são os que geraram essa crise toda. Na última campanha eleitoral a MARINA SILVA tentou alertar que a vaca da Economia já estava indo pró brejo, mas ninguém quis ouvir; a Dilma dizia que estava tudo uma maravilha. Pois é, a marolinha do cara virou foi um tremendo tsunami. Tem que ir atrás de quem arregaçou a Economia.

  • Regis | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 08h49
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    Extraordinário esse texto... aplaudindo em pé...

  • Carlos Nunes | Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2016, 08h23
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    Pois é, o PT, a Dilma, arregaçaram a Economia Brasileira, causando o desemprego de 12 milhões de trabalhadores...Má Gestão, Política Econômica Errada, Prioridade Equivocada, além de uma ROUBALHEIRA DESGRAÇADA, debaixo do nariz de todos eles. Agora, vai ser o "pega pra capar": os executivos da Odebrecht já fizeram a delação premiada, e 300 lobos em pele de cordeiro serão desmascarados. E olha que o Sarney na gravação que vazou disse que...a delação da Odebrecht seria igual uma ponto100, errou é ponto300. Até o cara denunciaram, disseram que os pagamentos foram feitos numa conta no Uruguai - a essa altura todo mundo já está correndo pra lá, para ver se é verdade ou é mentira. Essa crise nacional gerou, e vai gerar muito mais, um efeito cascata nos Estados e Municípios, o negócio vai piorar, pois o caixa dos governos estão vazio, e o bolso do povo vazio e endividado; e ainda não inventaram passe de mágica para fazer dinheiro aparecer. Então, caixa vazio continua vazio. Já vivemos a época das vacas magras, do dinheiro curto, da pindaíba financeira; mas para muita gente a ficha(realidade) não caiu ainda. O ôba-ôba da Copa 2014, onde parecia que dinheiro dava em árvores ou caia do céu, era ilusão, era só para enganar bobó cheira-cheira trouxa. Mas alguém deve ter enchido os bolsos até fofar com tudo isso, ou não? Até a FIFA corrupta implodiu por aqui, presidente e secretário geral foram até expulsos por corrupção.

| 28/02/2017, 00h:00 - Atualizado: 27/02/2017, 19h:38

Sambam no Congresso todos os dias

Olga_200_fora

Olga Lustosa

Não é verdade que o Carnaval encobre atos escusos do Congresso Nacional e dos políticos em geral em esferas abaixo. Divertir-se não exclui a possibilidade de continuar exercendo marcação cerrada na tramitação de assuntos relevantes para o bem-estar da nação.

Não há como colocar samba na economia, na falta de segurança, na reforma educacional em andamento. Acontece que o Carnaval se estabeleceu no país assim como os problemas acima citados e uma coisa não deve tirar o foco da outra.

O samba desce a avenida aqui nos trópicos e a vida segue seu ciclo inexorável com os progressivos registros de ataques do Aedes Aegypti, transmitindo dengue, zika e chikungunya e a novidade do surgimento de muitos casos de febre amarela, sobretudo em Minas Gerais, mortes por excesso de velocidade, condução sob influência de álcool e outras substâncias, mas sob a ótica do turismo e não da cultura, é preciso deleitar o mundo com a imagem das mulheres seminuas! 

Pode não ser este um momento de ensinar ou aprender, mas nem é tampouco um momento de sentir-se seduzido só porque não resistiu e assim como eu, foi espiar a festa pagã. Ao fazermos uma leitura racional sobre o Carnaval, não podemos simplesmente assimilar a falação sobre a perda de produtividade do país no período porque estamos diante de um evento colocado pelos turistas, no nível de eventos esportivos globais, como as Olimpíadas.

Além disso, o carnaval gera uma imensidão de empregos temporários, no ano passado, algo em torno de 250 mil pessoas, entre costureiras, bordadeiras,cenógrafos foram contratados pelas escolas de samba e blocos para produzir o show.

Na representação do teatro da vida, sigamos lutando com equilíbrio entre informação e ação, trabalhando entre ética e estética, o tolerável e o intolerável. Gostar ou não de Carnaval, não importa a ninguém senão a si mesmo, portanto, não se debulhe em críticas vãs, tampouco se perca a ponto de desconectar-se da realidade.

Nenhum ser perde a noção do meio termo, do equilíbrio e bom senso somente porque é carnaval. Alguns perdem essas noções básicas de civilidade porque bebem.

Depois do carnaval seremos sacudidos pela votação da reforma da previdência e suas pequenas maldades, que deve elevar o valor da contribuição e a idade mínima para o cidadão aposentar, além disso, o tempo de contribuição deve subir para míseros 49 anos. Tranquilo, né?

Também em pauta, o pacote anticorrupção, votado misteriosamente numa manobra no meio da noite e ainda reforma do ensino médio. Diante do sinistro que nos espera, saibamos que a imagem que o carnaval sustenta no exterior principalmente, é fruto das plantações da mídia brasileira, que ora endeusa e veste a fantasia, ora  excomunga os foliões e a desordem. 

Na Orla do Porto de Cuiabá, a mágica batida dos tamborins do grupo Olodum não deixou ninguém ficar profetizando ou filosofando se em tempo de carnaval os brasileiros são malandros ou heróis.

Olga Borges Lustosa é socióloga, cerimonialista pública e escreve exclusivamente neste Blog toda terça-feira - olgaborgeslustosa@gmail.com e www.olgalustosa.com

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| 27/02/2017, 21h:46 - Atualizado: 27/02/2017, 22h:02

Diversidade e a gafe histórica do Oscar

caio moussalem artigo 400

Caio Moussalem

Wow... faz um bom tempo que não nos surpreendemos tanto com uma cerimônia do Oscar. Foi com grande prazer e alegria que vimos o sólido Moonlight levar pra casa o prêmio de melhor filme, vencendo o favoritismo de La La Land. Mas sem dúvida ninguém esperava que fosse de uma forma tão estupefaciente e dramática em meio à maior gafe da história do Oscar.

Faye Dunaway e Warren Beatty (os eternos Bonnie & Clyde), depois de um momento de embaraço aparentemente inocente, anunciaram La La Land como o grande vencedor. Ninguém estranhou - até porque era o que se esperava da Academia - e os produtores, juntamente com todos os principais envolvidos no filme, subiram ao palco e começaram seus discursos de agradecimento. Poucos segundos depois a confusão se instalou no palco e logo percebemos que algo de muito errado acabara de acontecer... todos entraram em transe até que o produtor de La La Land, Jordan Horowitz, anunciou de forma muito respeitosa que houve um problema com os envelopes e na verdade o vencedor da noite era Moonlight.

Temos a convicção de que esse momento jamais será esquecido, assim como, por se tratar de um erro da própria organização do evento, cabeças irão rolar. Mas vamos ignorar por um momento esse final inesperado e falar do evento como um todo. Este ano a Academia fez dois grandes esforços que se mostraram acertados.

O primeiro foi apostar numa cerimônia mais leve e divertida comandada com muita competência pelo comediante Jimmy Kimmel, que surpreendeu turistas com uma visita surpresa ao Dolby Theater, fez balas e doces cairem do céu, infernizou a vida de Matt Damon e em diversos momentos deu umas boas cutucadas no presidente americano Donald Trump.

O segundo grande esforço da Academia foi apostar na diversidade. Vários dos principais filmes do ano lidam com as questões que estão na linha de frente das tensões atuais no mundo e nos EUA, tais como raça, gênero e o medo do "outro".

Seguindo essa linha, o primeiro premiado da noite, Mahershala Ali (Moonlight), fez história ao se tornar o primeiro ator muçulmano a ganhar um Oscar (ator coadjuvante); a espetacular Viola Davis foi finalmente premiada como melhor atriz coadjuvante; o vencedor de Melhor Filme Estrangeiro (O Vendedor) viu o seu genial diretor iraniano, Asghar Farhadi, boicotar a cerimônia por conta do inescrupuloso veto contra cidadãos de 7 países muçulmanos (incluindo o Irã) por parte do governo de Trump; e Moonlight - que conta a história de um jovem negro e gay em direção à vida adulta - levou o Oscar de melhor roteiro adaptado e o de melhor filme. Nem parece a mesma Academia que foi intensamente acusada - com um alto grau de veracidade - de racismo no ano passado.

La La Land ganhou merecidamente em seis categorias - Direção (Damian Chazelle), Atriz (Emma Stone), Fotografia, Trilha Sonora, Design de Produção e Canção Original (City of Stars) - e saiu como o maior vencedor da noite em número de prêmios, seguido por Moonlight e seus 3 Oscars. Um outro filme que merece uma menção honrosa é o maravilhoso Manchester À Beira-Mar que levou 2 prêmios de imenso prestígio: melhor roteiro original e melhor ator para Casey Affleck, que fez um trabalho impecável, nos passando toda a dor e o tormento de seu personagem em um dos filmes mais marcantes do ano.

Sem dúvida a cerimônia desse ano será eternamente lembrada pela gafe inexplicável em torno da entrega do prêmio de melhor filme, mas deveríamos dar mais atenção talvez às duas maiores razões pela qual ela realmente deveria ser lembrada.

Primeiramente pela já mencionada mensagem social de que se deve dar mais importância à diversidade e, em seguida, pela fundamental mensagem artística de que filmes menores e ousados têm espaço no labirinto frequentemente superficial, conservador e comercial de Hollywood.

Que este seja o sinal definitivo de novos tempos.

Caio Moussalem é sociólogo, cinéfilo, cantor e mora em Lisboa (Portugal). E-mail: caiomoussalem@gmail.com

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| 27/02/2017, 12h:36 - Atualizado: 27/02/2017, 12h:46

Galli diz que pesquisas são prematuras, crê na prisão de Lula e vitória de Bolsonaro


Membro da Bancada Evangélica na Câmara dos Deputados, o deputado federal Victório Galli (PSC), avalia que a pesquisa espontânea CNT/MDA divulgada na semana passada, que coloca o ex-presidente Lula em primeiro lugar nas intenções  não reflete a realidade.  "É muito cedo ainda. A eleição é ano que vem. Não adianta ficar em cima de especulação. Tem gente que está com  o nome forte para presidente e nem sabe se vai ser preso ou não”, declarou se referindo ao petista.

O candidato mais lembrado espontaneamente depois de Lula foi o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), correligionário de Galli. Neste caso, o parlamentar acredita na possibilidade de vitória. “Acredito que a candidatura do Bolsonaro é viável e tem chance de vencer. Tenho certeza que ele não vai ser preso e possui a melhor qualidade que um político pode ter, que é não ser ladrão”, completou. 

Conhecido por declarações com forte conteúdo de  direita e contra a forma como organizações de direitos humanos atuam, Bolsonaro arregimentou 6,5% das intenções de voto, colocando-se atrás de Lula  que somou 16,6%. O social-cristão  se posiciona à  frente de políticos tradicionais e que já disputaram outros pleitos, como Aécio Neves (PSDB), que tem 2,2%,  e Marina Silva (Rede), com 1,8%. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 138 municípios nas 25 unidades federativas, das cinco regiões, entre os dias 8 e 11 de fevereiro.

Para Galli, a tendência de polarização entre Lula e Bolsonaro reflete a mesma tendência conservadora que resultou na eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos. A exemplo do republicano, o virtual candidato à presidência  da República pelo PSC defende pautas conservadoras  semelhantes adaptadas à realidade brasileira. A lista inclui revogação do Estatuto do Desarmamento e criminalização do aborto,  além de ser contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo (hoje é permitida a união estável) e a legalização da maconha.

“A tendência é que nosso Brasil tenha um presidente conservador e de direita, mas ainda é cedo para discutir candidaturas. Deixa o Moro terminar o serviço dele. Quem não tiver de tornozeleira, vai disputar”, concluiu Galli lembrando da Operação Lava Jato. 

Apesar da torcida de Galli por Bolsonaro, o presidenciável busca filiação em outro partido. Ele rompeu com o presidente do PSC, pastor Everaldo Pereira, por ter feito aliança com PCdoB, no Maranhão, em outubro.

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vitorio galli e jair bolsonaro.jpg

Deputado federal Victório Galli torce pela eleição como presidente do Brasil do colega Jair Bolsonaro

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Comentários (8)

  • Silas lino de Oliveira | Terça-Feira, 28 de Fevereiro de 2017, 07h38
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    Na prisão do Lula todos nós acreditamos e esperamos, na vitória do Bolsonario, aí é brincadeira.

  • Gaspar | Terça-Feira, 28 de Fevereiro de 2017, 07h23
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    Belos comentários! Ainda bem que vivemos numa democracia e ofensas gratuitas como os lulopetistas fazem são liberadas. Também não votaria num torturador, mas também não voto em um comunista. Leiam a história real da nossa ditadura. Foi guerra, os revolucionários no Araguaia mataram militares e também camponeses que se posicionaram contra o comunismo. Bolsonaro é a única opção, salvo se o atual prefeito de São Paulo se candidatar. Melhor bater panela do que comer pão com mortadela roubado dos cofres públicos.

  • João de Deus | Terça-Feira, 28 de Fevereiro de 2017, 07h09
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    O deputo Galli é uma piada. Fraco, insignificante e inespressivo. Se reelegeu por ser evangélico. O povo obediente da igreja que o fez deputado. Quanto a defesa de Bolsanaro ser presidente é menosprezar a inteligência dos brasileiros. Esse terorista não serve para ser presidente nem de bairro. Acorda Galli, você é tão louco quanto ao Bolsanaro.

  • MEDEIROS | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 21h02
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    Sou cristão. Eu não voto em quem defende a tortura.

  • Valdir | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 19h09
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    Esse Victorio Galli é muito fraco, um péssimo deputado, entrou por falta de alternativas e certamente não será reeleito. Não tem nenhum projeto relevante e pelo visto o seu trabalho é alisar, remodelar o penteado. E custa mensalmente ao povo de Mato Grosso mais de R$ 130 mil... Vamos aprender a votar gente!

  • Jp | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 17h50
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    Somente eleitores retardados dão moral para esse deputado Victorio esse cidadão não tem caráter nenhum e vive pregando a mentira por onde anda ... Já o Mito se realmente for candidato a presidência terá a resposta a altura da sua prepotência arrogância ....

  • Pedro | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 16h31
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    Olha só o que restou para os golpistas batedores de panelas! Bolsonaro....quáquáquáquá.

  • Fagner raione | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 14h58
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    Será que o Sr., se reelege para Deputado, pq meu voto e nem da minha família VC não tem mais!

| 27/02/2017, 01h:36 - Atualizado: 27/02/2017, 01h:50

Segurança, nós e as portas giratórias

fernando assun��o 400 artigo

 Fernando Assunção

Vivemos cada vez mais dilemas sobre aquilo que desejamos, aquilo que precisamos e aquilo que enfrentamos. Foco aqui no assunto de relacionamento da segurança do cliente bancário e do sistema necessário para termos esta segurança.

Como cliente, muitas circunstâncias peculiares já ouvi, vi e vivi sobre as famosas portas giratórias com detectores de metal. O fato claro é que, em que pese elas as vezes serem um incômodo para nós usuários, são elas que ajudam a garantir a nossa segurança nas agências bancárias, seja a cidade do tamanho que for.

Veja o caso da tentativa de assalto ao banco na última semana em Sinop, o que reacende um assunto polêmico, necessário e vital para simplesmente salvar vidas e garantir integridade física e emocional a todas as partes. O ocorrido, amplamente divulgado, teve como “mocinho” o vigia e, como “vilão”, o bandido, que ao enfrentar a força a porta giratória com travamento, veio a tentar sacar a arma e foi baleado, vindo a óbito. Estamos diante de um divisor de águas cultural, o uso das portas giratórias serão utensílios cada vez mais presentes na sociedade.

O caso coloca de forma forte e com visibilidade na integridade física dos clientes e funcionários. Digo isto, pela questão do necessário uso rígido da porta giratória com detector de metal e que, muitas vezes, é mal compreendido pelos clientes.

Este incômodo mecanismo de segurança pode evitar e muito a prática de assaltos e é necessária uma ampla e profunda conscientização de todos de que a porta salva vidas. Remédios preventivos como este evitam planejamento de crimes e protegem as pessoas.

Peço licença para trazer o tema, pois todos clientes utilizamos as agências bancárias diariamente e há situações que geram tensão nas portas e também certo clima de chateação, para o sentimento dos clientes, mas precisamos moderar e compreender que este equipamento é simplesmente para nos proteger.

Nossa cultura precisa amadurecer e entender que o princípio rege que todos somos iguais perante a lei e que detectores de metais salvam vidas, seja no embarque do avião, seja na entrada do banco, serão segundos que preservam vidas. Por isso, se eu for ao banco, mudanças básicas de comportamento precisam ocorrer, ou seja: não levar notebook, não levar bolsas grandes, mochilas, sacolas, caixas e etc.

Precisamos enfrentar esse tema e compreender que se queremos segurança, também temos que aceitar os mecanismos de segurança, neste caso, nas unidades bancárias. Vamos fazer uma reflexão. Obrigado por seu tempo!

Fernando Assunção é ex-vereador por Sinop, articulista político e consultor empresarial

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| 27/02/2017, 00h:00 - Atualizado: 26/02/2017, 13h:38

Hipócritas

Sandra Alves articulista texto e capa

Sandra Alves

Nas reuniões de trabalho ou de lazer, os hipócritas são os maiores detentores da razão. Persistem no julgamento e aconselhamento impondo as penas mais cruéis aos transgressores das regras que, internamente, é o maior pecador. E nesse sentido a frase que mais chocou o mundo na última semana foi do Papa Francisco “é melhor ser ateu do que católico hipócrita”. 

O hipócrita é aquele que finge agir de forma lídima, correta, virtuosa. É o que denuncia uma conduta condenando-a, enquanto realiza a mesma ação. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). E se os atores gregos usavam máscaras para representar, os seres humanos se apresentam hoje com enorme desenvoltura nesta arte, sem precisar de qualquer disfarce. 

No lar, um dos cônjuges passa a tarde no motel com sua amante enquanto exige da companheira conduta ilibada. Nesse sentido diria Abraham Lincoln: “se você tivesse duas caras, estaria usando esta?”. Pudera o ser humano sobreviver sem a hipocrisia, manter a capacidade de indignação ante as hipocrisias do mundo, revigorar diuturnamente a energia necessária para o combate a este mal. 

Milhões são destinados às folias carnavalescas enquanto postos de saúde fecham; escolas seguem um sistema falido, com bibliotecas sucateadas; trabalhos efetivos em memória da cultura se perdem por falta de publicação. Isso sem falar no absurdo valor orçamentário gasto para o convencimento do trabalhador que para ele será melhor pagar uma contribuição maior e aposentar-se mais tarde. Hipócrita! 

Hipócritas os que não se importam com os investimentos em festejos ou ausente sua capacidade de compreender os fatos, uma questão que gera inquietude. Em pesquisa realizada pelo Ibope, a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (4ª edição, 2016), houve aumento dos percentuais de leitura no país em relação à última edição. Entretanto, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Daqueles que leem, a média anual é de 4,96 livros por ano – desses, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. 

Vale pensar sobre a existência de relação entre esta falta de interesse com a leitura e as opções que denomino exemplos de hipocrisia. Hipócrita o que condena a falta de saúde e educação, mas compactua com gastos efusivos em festejos de carnaval. Hipócrita aquele que reclama os vícios e corrupção na classe política, mas que vende seu voto “religiosamente” a cada dois anos. 

E de volta ao ponto religioso, aqui, inicial. Chocou a sociedade o enunciado do Papa Francisco pois, buscando a Igreja Católica a reconquista de seus fiéis, como conceber sua manifestação para afastar uma série deles. Por certo o fortalecimento de qualquer instituição necessita volume humanitário, mas não desguarnecido de essência, da vivência da fé. Assim, de que serviriam católicos hipócritas?! 

Emanuel Wertheimer, filósofo Alemão (10 de maio de 1846 // 24 de agosto de 1916), defendia que “a hipocrisia pode conseguir tudo, excepto ser moderada”. Desta forma, na segunda-feira de carnaval onde as leituras são fortemente abandonas, deixo a provocação aos que se julgaram hipócritas na medida necessária à manutenção da sociedade: lembrem-se da frase de Wertheimer!

  Sandra Cristina Alves é defensora pública do Estado, escritora e escreve exclusivamente neste Blog toda segunda (sandrac.alves@terra.com.br)

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Comentários (1)

  • Carlos Nunes | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 12h11
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    São os famosos "lobos em pele de cordeiro"...até aparecer um delator premiado e dizer: esse? pegou propina também. Como dizem que tem uma fila enorme de pessoas que vão fazer delação premiada, talvez não sobre político pra contar estórias - vai ser um "pega pra capar" danado; com acusações e mais acusações. Pra facilitar essa estória, seria bom colocar em todos os delatores premiados aquele moderno aparelho, que o Sílvio Santos e a Luciana Gimenez já mostraram em seus programas - o Detector de Mentiras, que, além da pessoa ficar atrelada a inúmeros fios, também analisa o timbre de voz, para saber se dizem a verdade, ou mentem descaradamente. Se o aparelho não apitar, tudo o que disseram É VERDADE, mas se apitar, é uma grande mentira. Seria a prova dos nove da delação premiada, onde só interessa uma coisa: A VERDADE, NADA MAIS DO QUE A VERDADE; seja político de qual partido for.

| 26/02/2017, 12h:25 - Atualizado: 26/02/2017, 14h:08

Por falta de verba à saúde, prefeitos vão ficar sem paciência e parar, diz Neurilan


Gilberto Leite

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Presidente da AMM Neurilan Fraga diz que prefeitos podem perder a paciência com a falta de repasse

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD), espera que o governo estadual encontre de forma rápida a solução dos atrasos do repasse da saúde aos municípios, que em alguns casos chegam a seis meses. “Acredito que se isso não for resolvido nos próximos dias, pelo menos parte ser paga, dificilmente vamos conseguir com que os prefeitos tenham calma e paciência”, explica o social-democrata.

O montante a ser quitado apenas da saúde básica, segundo Neurilan, atinge R$ 23 milhões. Se acrescentar alta e médica complexidade o valor sobe para R$ 150 milhões. O governo está fazendo o levantamento desses atrasos para elaborar um cronograma de pagamento dos débitos com os municípios.

Para Neurilan, os prefeitos ainda compreendem a crise financeira que atravessa o Estado, no entanto, pontua que é impossível realizar políticas públicas voltada à saúde sem recursos em caixa. “Mas precisamos encontrar caminho logo porque daqui a pouco será inviável e os prefeitos vão ter que cruzar os braços. Sem recurso financeiro não tem como tocar a saúde”, sustenta.

Uma das saídas que o governo estuda para quitar com municípios é destinar o recurso do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para a saúde. O governo afirma, no entanto, que essa possibilidade ainda está em fase embrionária e que será discutida com os setores envolvidos, diga-se o agronegócio, antes de tomar qualquer medida.

Apesar da iminência dos gestores perderem a paciência com o governo, Neurilan ressalta que o governador Pedro Taques tem tratado com transparência quando o assunto é saúde. “O governador tem a vantagem de ser transparente, tem conversado com prefeitos e AMM falando da situação grave que o Estado passa”, reforça.

Cuiabá 

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) se reuniu com Taques, na última quinta (23), para tratar dos repasses da saúde. Na ocasião, pactuaram o cronograma para o governo concluir o repasse dos R$ 50 milhões, incluindo os R$ 15 milhões já repassados, que serão investidos no novo pronto-socorro.

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Comentários (9)

  • Justino | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 10h40
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    Por falta de verbas à saude;prefeitos vão ficar sem paciência e parar!...bom;lá em Dom Aquino(sudeste de MT) já se cunpre a 'profecia'...o 'Grande Prefeito";o Josair Jeremias Lopes:a secretaria de saude municipal,com relação aos móveis está tudo deteriorado,e remedios nos postos,tbem.Projeto de ter ume quipamento de Raio-X;'neca',tbem!Mas,isso não é falta de recursos,até porque o dinheiro que vem do Estado e estava no 'caixa'...da prefeitura;o que aconteceu?!O "prefeito-PÃO E CIRCO";faz una "gastança"desacerbada só com ffestas..."e a saude do municipio;êle não está nem aí"!...(ver/facebook-luciano claudio:luciano é vereador atual;hj,de Dom Aquino).

  • Lucas | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 09h16
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    Nao sou oposicao ao Taques e nunca quero ver o PT governar Mato Grosso. Mas cá pra nós... é totalmente inadmissível esses atrasos nos repasses para a saúde. Nada justifica isso, que vem ocorrendo desde início do governo. Taques tem que assumir essa responsabilidade e resolver isso imediatamente.

  • Justino Freitas | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 08h39
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    Prezados Jornalistas-RD NEWS NOTICIAS...na verdade;às vezes vcs nã querem enxergar êsse 'prefeito' de Dom Aquini:por favor;acordem..."o que será dêsse municpio e,com relação à essas verbas"...êle;é o "maior gastador" das verbas que chegan ao municipio e gasta só "com pão e circo"!É isso que tentei explicar à vcs e ao Pres./AMM...agora;se vcs,da imprensa não querem se 'informar corretamente'...paciência!!

  • Marcio Natal | Segunda-Feira, 27 de Fevereiro de 2017, 01h51
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    Eu não consigo entender esse governo, se não esta havendo corrupção? Aonde esta indo o dinheiro?

  • CÍCERO JÚNIOR | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 19h14
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    Esse neurilan só crítica e não vai a traz de recursos para Mato Grosso.

  • alexandre | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 17h10
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    é só tirar dinheiro que vai pros Vereadores e aplicar na saúde....

  • alexandre | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 16h01
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    Todo o dinheiro do Estado vai pra repasses pros Poderes e ainda teve reajuste na LOA, e o Agronegócio nada paga de impostos..

  • Carlos Nunes | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 15h40
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    Como sempre a Saúde não é prioridade do Governo...aí fica uma Saúde SALVE-SE SE PUDER. E essa situação tudo indica que vai piorar ainda mais; brevemente a prioridade número 1 desse Governo vai ser a retomada do VLT. É, o VLT vai ficar mais importante do que a Saúde; vai ganhar de goleada. Pena que nenhuma composição do VLT possa se transformar numa UTI, e salvar vidas dos milhões de mato-grossenses que vivem nos 141 municípios. Vai continuar o SALVE-SE SE PUDER mesmo, irmã gêmea da Segurança SALVE-SE QUEM PUDER - bandido armado até os dentes, e cidadão honesto desarmado, tem que correr mesmo e gritar: Salve-se Quem Puder...se não levar uma bala pelas costas, é claro.

  • Justino | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 15h34
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    Justino, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

| 26/02/2017, 08h:18 - Atualizado: 26/02/2017, 12h:43

Não tenho por quê puxar saco, diz Ezequiel sobre relação turbulenta com governador


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 Deputado federal Ezequiel Fonseca com o governador Pedro Taques

O deputado federal Ezequiel Fonseca, que causou polêmica ao se reunir com a oposição liderada por PMDB e PR, ainda aguarda convite do governador Pedro Taques (PSDB) para dialogar e “acertar os ponteiros” após ter declarado que o Governo do Estado fracassou em diversas áreas.  Segundo o progressista, é prudente que o chefe do Executivo o chame para conversar. 

 “O governador ainda não me chamou, mas estou à disposição. Acho prudente que o governador faça isso. O que vou dizer para ele, com todo respeito, é o que escuto quando ando pelo Estado. Não tenho por quê puxar saco”, declarou Ezequiel  em entrevista ao

 A intenção de conversar em separado com Ezequiel Fonseca foi anunciada pelo  presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, após reunião das 12 siglas que sustentam Taques. O PP, que acabou não participando do encontro, ainda está sendo contabilizado como aliado pelo dirigente tucano. 

Presidente do PP em Mato Grosso, Ezequiel também nega que pretende levar a sigla à oposição. Explica que o partido ajudou a eleger Taques em 2014, inclusive indicando o vice Carlos Fávaro, que acabou migrando para o PSD no ano seguinte,  da mesma forma que apoiou Emanuel Pinheiro (PMDB) para prefeito de Cuiabá.

“Como deputado federal e amigo, preciso dizer a verdade para o governador Pedro Taques.  Não vejo nada de errado nisso e não se discute oposição ou situação. O PP só tem um lado, que é o lado de Mato Grosso e dos municípios”, completou o progressista. 

  Além disso, Ezequiel também considera como naturais as declarações do ministro da Agricultura Blairo Maggi e do sojicultor Eraí Maggi em relação ao Governo Taques. Os correligionários se colocaram à disposição para ajudar e sinalizaram a possibilidade de apoiar a reeleição em 2018. “O PP é um partido de diálogo e não tem dono. Conversamos quase todo dia. Eu, Blairo, Eraí, e também Neri Geller.   Todos expõem suas ideias e sãos respeitados”, concluiu. 

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Comentários (3)

  • José Antônio | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 13h21
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    Os maggi não receberam que gastou na campanha e tem medo de perderem os insentivos fiscais, e Pedrinho não vai pagar sendo assim ficam amarrados !

  • Carlos Nunes | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 10h57
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    Já dizia lá na Grécia o velho filósofo Plutarco: "os inimigos tem uma utilidade, mostram-nos os defeitos e nos dizem verdades...são mestres a que não pagamos". Pobre do Governante que vai na conversa dos puxa-sacos. Puxa-saco sempre vai dizer que tudo está uma beleza. Congelar o salário dos servidores é uma maravilha; tirar direito adquirido do trabalhador é sensacional; mexer na Previdência e nos direitos trabalhistas então é espetacular. Aí, tem eleição, e o Governante não ganha, e ele fica procurando chifre na cabeça de cavalo, para ver o que aconteceu. Medidas Impopulares tem um preço caríssimo - VAI PERDER A ELEIÇÃO.

  • joaoderondonopolis | Domingo, 26 de Fevereiro de 2017, 09h41
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    Iraí disse que o partido PP não tem dono, mas acabou de confirmar que as decisões que são respeitadas, são dele, Blário e Neri Geller, então tem dono.

| 26/02/2017, 00h:00 - Atualizado: 26/02/2017, 13h:26

O beijo no carnaval

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Jackelyne Pontes

Indubitavelmente o carnaval é a minha época preferida do ano. Gosto de tudo: da folia, das fantasias, das músicas. Tive uma infância recheada de lindas fantasias e matinês no clube social da cidade.

Noto que, neste ano em especial, o movimento do carnaval de rua está voltando com tudo em nossa Capital. Inúmeros blocos se organizando e programando desfilar pelas ruas. A parte boêmia, como a Praça da Mandioca, torna-se palco da maior festa popular do planeta.

Diante deste preâmbulo alerto para o beijo na boca durante o carnaval. Devemos zelar do nosso corpo durante o ano todo, mas em época de folias de Momo sabemos todos que os hormônios afloram, e o beijo na boca é prática quase que obrigatória, principalmente nas micaretas, as pessoas beijam desenfreadamente e sem critérios, aleatoriamente.

Beijar na boca é bom, mas temos que lembrar que durante o beijo são trocados mais de 250 tipos de microorganismos - entre eles bactérias, vírus e fungos - e que você pode transmitir ou contrair doenças.

A boca é povoada de bactérias, tanto da flora normal quanto as que podem trazer enfermidades, e temos que levar em consideração que durante os dias de festa o folião fica sem uma rotina de descanso, com a alimentação desregrada, desidratado, portando com a imunidade baixa, com o organismo debilitado e suscetível a agravos.

O beijo pode transmitir cárie, herpes, mononucleose, gengivite, candidíase, tuberculose, hepatite, sífilis, gonorréia, meningite, HPV, gripe A, entre outras. O risco é maior em pessoas que usam piercing como acessório na língua ou lábios e não houve cicatrização ou há sangramento no local da inserção, e o mesmo se aplica quem usa aparelho ortodôntico pois a mucosa da boca pode sofrer pequenos ferimentos.

A mononucleose é conhecida como a “doença do beijo” transmitida pelo vírus Epstein-Barr e muitas vezes as pessoas tem o vírus mas não sabem, e transmitem a doença para outras.

O vírus pode ficar incubado no organismo de 30 a 45 dias e não tem cura, uma vez contaminado carrega-se o vírus para o resto da vida, e quando há sintomas os principais são fadiga, dor de garganta, tosse e inchaço dos gânglios.

Já a herpes é transmitida mesmo que o parceiro não tenha nenhum sinal da doença na boca ou em outras partes do corpo, que são facilmente identificados, pois se manifestam em forma de pequenas bolhas que quando se rompem formam uma ferida, e esta tem um ciclo de cura de aproximadamente 7 dias. Porém a exemplo da mononucleose, herpes também não tem cura.

Uma vez contaminada a pessoa carrega a doença para o resto da vida, e que se manifesta geralmente em períodos de baixa imunidade e alto estresse.

Recomenda-se então a prática de higiene diária, fazendo a escovação após cada refeição, sem esquecer o uso do fio dental.

Os bochechos com colutórios bucais, que são líquidos anti-sépticos bacteriológicos, coadjuvantes na limpeza da boca, mas que de forma alguma substituem a ação da escova e do fio dental, são apenas um complemento. Fique atento aos sinais de doenças como: boca seca, com gosto amargo e sangramento.Todos têm o direito à diversão, o que importa é ser responsável e prudente.

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, mestre em Saúde Coletiva, diretora do Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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