Blog do Romilson

| 31/12/2014, 09h:03 - Atualizado: 31/12/2014, 09h:12

Mortes de Walter Rabello, Vilceu Marchetti e ex-deputado Willian Dias marcam 2014


Em 2014, o cenário político mato-grossense foi marcado pela morte prematura do apresentador de TV e deputado estadual Walter Rabello (PSD). Aos 48 anos, o social-democrata faleceu vítima de problemas gástricos deixando esposa, cinco filhas e duas netas. 

Rabello apresentava o Cadeia Neles, programa televisivo de maior audiência em Mato Grosso, veiculado pela TV Record (canal 10). O bordão "raça infame", usado para caracterizar os criminosos mostrados nas reportagens, virou marca registrada do apresentador.

 Na política, havia sido reeleito para o terceiro mandato consecutivo na Assembleia  Além disso, foi o vereador mais votado da Capital em 2004, superando os 8 mil votos. Com a morte prematura, a vaga de Rabello na Assembleia será ocupada pelo correligionário Gilmar Fabris.  

 

Rdnews

Rabello e Vilceu

 Walter Rabello faleceu antes de assumir terceiro mandato na AL; Vilceu Marchetti foi assassinado

Em 7 de julho, o ex-secretário de Estado, Vilceu Marchetti, foi assassinado na sede de uma fazenda no Pantanal. Ele foi executado a tiros pelo  caseiro Anastácio Marafon, que foi preso em flagrante e alegou questões passionais.

  Militante do extinto PFL (hoje DEM), Vilceu Marchetti começou na vida pública como vereador por Primavera do Leste, onde residia, e chegou a presidir a Câmara Municipal. Depois se elegeu prefeito, cumprindo mandato de 1992 a 1996. Também comandou a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).

 No governo Blairo Maggi (PR), a partir de 2003, após coordenar a campanha do hoje senador, atuou como adjunto de Infraestrutura e, com a saída do comando da pasta de Luiz Antonio Pagot, se tornou titular. Continuou secretário até o início da gestão Silval Barbosa (PMDB). Envolvido no escândalo sobre compra de maquinário, com superfaturamento de mais de R$ 40 milhões, deixou o governo estadual sob forte desgaste. Virou réu na ação que tramita na Justiça e, a partir daí, saiu da cena política.

Willian Dias

 O ex-vereador por Rondonópolis e ex-deputado estadual Willian Rodrigues Dias faleceu 4 de agosto.  Aos 74 anos, o ex-parlamentar foi vítima da doença neuro-degenerativa Mal de Alzheimer.

William Dias nasceu em Bauru (SP) e, em Mato Grosso, morou inicialmente em Cuiabá, depois Coxim (MS), onde foi vereador, e mudou-se para Rondonópolis, onde também atuou por quatro mandatos como parlamentar, a partir de 1982. Polêmico e advogado criminalista mais requisitado da época, William ficou conhecido como "Advogado do Diabo". Atuava como espécie de defensor público não-remunerado, "roubava" a cena no Tribunal do Júri. Filiado ao PMDB, foi deputado estadual de 86 a 90.

Na Assembleia, foi líder do Governo Carlos Bezerra, da mesma legenda peemedebista.  O seu gabinete vivia lotado de pessoas em busca de apoio nas demandas jurídicas.  

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • marta | Quinta-Feira, 01 de Janeiro de 2015, 11h09
    2
    1

    walter rabello vai fazer falta....Deus tira com uma mao e , dá com outra....governador pedro taques...

OPOSIÇÃO | 23/02/2018, 15h:07 - Atualizado: 03h atrás

Wellington intensifica articulações, dialoga com partidos e procura se viabilizar para governador


O senador Wellington Fagundes (PR) está intensificando as articulações para se viabilizar como pré-candidato a governador da oposição. Por isso, mantém o diálogo com diversos partidos contrários à Gestão Pedro Taques (PSDB) e tem participado de reuniões com partidos políticos.

Quando questionado, Wellington não descarta entrar na disputa pelo Palácio Paiaguás. Ao mesmo tempo, faz diversas ponderações. “Candidatura não é projeto pessoal e nem projeto de um partido só. Temos uma situação de pluripartidarismo no Brasil e penso que ganhar as eleições é uma fase. O mais importante para alguém ganhar as eleições é ter condições de governar para melhorar as condições do Estado e da população. Você precisa fazer uma ampla coligação, que represente os anseios da sociedade, para ter condições de governabilidade”, afirma o republicano.

Reprodução

Wellington no gabinete da Janaina

Senador Wellington Fagundes em reunião com direção do PCdoB no gabinete da deputada estadual Janaina Riva

Wellington chegou a ser sondado para assumir o Ministério dos Transportes em substituição ao correligionário Maurício Quintella (PR-AL), que deixa o cargo em abril para ser candidato. No entanto, recusou compor a equipe do presidente da República Michel Temer (MDB) para focar na possibilidade de disputar o Governo do Estado. 

Ontem (22), Wellington esteve em Cuiabá e se reuniu com a direção do PCdoB. O encontro aconteceu no gabinete da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que é nora do senador.

Na reunião, os comunistas afirmaram que são simpáticos ao nome de Wellington como pré-candidato a governador da oposição. Além disso, reafirmaram a pré-candidatura da ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), ao Senado e a disposição da sigla em compor a majoritária.

Além disso, o PCdoB se colocou à disposição para ajudar na reaproximação de Wellington com o PT. O republicano chegou a coordenar a campanha pela reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas acabou apoiando o impeachment quando a petista perdeu a governabilidade.

Defendemos a retomada de programa desenvolvimentista para MT baseado nos partidos do campo democrático, popular e progressista, mas ainda é cedo para definição de nomes

O presidente estadual do PCdoB Manoel Motta, que é o segundo suplente de Wellington no Senado, afirma que o partido é simpático à sua pré-candidatura a governador. No entanto, defende que não é momento de “fulanizar” a discussão e sim de debater um programa para Mato Grosso.

“Defendemos a retomada de um programa desenvolvimentista para Mato Grosso baseado nos partidos do campo democrático, popular e progressista, mas ainda é cedo para definição de nomes”, declara Manoel Motta, que estava acompanhado pelo vereador por Rondonópolis Silvio Negri, pelo dirigente partidário Miranda Muniz e pelo representante do Comitê Central do PCdoB Sérgio Benassi, que foi vereador em Goiânia por cinco mandatos.

Ainda ontem,  Wellington se reuniu com o PTB para debater o processo eleitoral. Nos próximos dias, também deve aprofundar as conversas com MDB, PTB, PV, PP, PDT, PSB, PT, e outras siglas nanicas que podem compor a aliança oposicionista. Ainda assim, o senador é considerado como Plano B da oposição.

Por enquanto, a oposição ainda mantém preferência pelo nome do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antonio Joaquim, que chegou a anunciar que recuaria em 20 de fevereiro, mas atendeu apelo do PTB e estendeu o prazo para início de abril.

Ocorre que Antonio Joaquim precisa se aposentar para se filiar ao PTB e aprofundar as articulações que podem viabilizá-lo como pré-candidato a governador. O problema é que Taques questionou a legalidade da aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF) justamente pelo afastamento por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção.

Por enquanto, Antonio Joaquim aguarda manifestação do STF. Entretanto, a demora o impede de se articular e faz a oposição perder tempo na viabilização da pré-candidatura para contrapor Taques.

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • Keops | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 18h00
    0
    0

    Cruz credo... PCdoB no meio estragou a brincadeira! Se o PT entrar, aí que o trem fica feio. Mato Grosso dirá não à esquerda, com fé em Deus!!!!

avalisado | 23/02/2018, 09h:53 - Atualizado: 04h atrás

Há 30 anos filiado, ex-prefeito Trentini deixa DEM para apoiar Bolsonaro e fortalecer eleição em MT


partido

O crescente apoio recebido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) entre os produtores rurais mato-grossenses pode resultar em mudanças significativas no cenário político-partidário. Existe uma articulação em curso para o ex-prefeito de Alto Garças e líder ruralista Roland Trentini deixar o DEM para se filiar ao PSL a fim de tomar a frente das movimentações políticas e coordenar a campanha eleitoral do candidato a presidente no Estado.

apurou que Roland Trentini e Bolsonaro já estão dialogando. As definições devem ocorrer nos próximos dias. Se a articulação prosperar, Roland deixará o DEM após mais de 30 anos no mesmo grupo político. Militou no antigo PFL que mudou de nome para Democratas em 2007 e é considerado como “discípulo” do já falecido senador Jonas Pinheiro, um dos principais defensores da agropecuária na política nacional.

A adesão ao projeto de eleger Bolsonaro contaria com o aval de lideranças da “velha guarda” do movimento ruralista. Entre eles, Antônio Galvan e Normando Corral, presidentes da Aprosoja e da Famato, respectivamente.

Reprodução

roland_trentini_capa.jpg

 Ex-prefeito de Alto Garças e líder ruralista Roland Trentini estuda deixar o DEM para se filiar ao PSL de Bolsonaro 

Também ruralista, o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato, que está aderindo ao grupo político de Bolsonaro para concorrer a governador, se animou com a possibilidade. Considera Roland Trentini um grande reforço para a campanha que deve ter perfil conservador.

Além de Rossato como candidato a governador, o palanque de Bolsonaro em Mato Grosso pode contar com o prefeito de Cáceres Francis Maris como candidato ao Senado. Apesar de permanecer no PSDB, o gestor almeja o Senado e sabe que a eventual candidatura pela sigla tucana é inviável e por isso já flerta com o PSL.

Outro apoiador de Bolsonaro em Mato Grosso é o deputado federal Victório Galli (PSC). O parlamentar é pastor da Igreja Assembleia de Deus e articula a inserção do presidenciável no segmento evangélico.

Bolsonaro ainda está no PSC, mas deve se filiar ao PSL em março. Seus apoiadores já estão assumindo o comando partidário em Mato Grosso e nos demais estados para preparar a adesão do presidenciável.

A proximidade de Bolsonaro com os produtores rurais já preocupa o PSDB, que costumava levar os votos do setor. O ex-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), deputado federal Nilson Leitão, admitiu que o presidenciável tucano Geraldo Alckmin precisa estar alerta com a situação.

"Ele (Bolsonaro) fala o que o nosso pessoal quer ouvir. Depois de abril, Alckmin terá de engrossar o discurso. O brasileiro não gosta tanto de agressividade, mas precisa ter segurança jurídica para trabalhar”, declarou Leitão sobre a candidatura presidencial.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem dado amostras da força política entre os ruralistas ao discursar no Show Rural de Cascavel (PR), uma das maiores feiras agropecuárias do país. Bolsonaro prometeu criminalizar ações do MST e foi interrompido por gritos de "mito". Em Dourados (MS), onde foi recebido por mais de 43 mil pessoas, disse: “seu eu assumir, índio não terá mais 1 centímetro de terra”.

Reprodução

Na foto, Nelson Barbudo, Dilceu Rossato, Jair Bolsonaro e Rafael Ranalli

Ruralista Nelson Barbudo, ex-prefeito Dilceu Rossato, deputado Jair Bolsonaro e policial federalRafael Ranalli

Mato Grosso

Nos próximos dias, Bolsonaro deve visitar Sinop para acompanhar a colheita da soja. Agricultores do Nortão prometem fazer um tratoraço para recepcioná-lo.

No mês passado, produtores rurais que impediram a invasão de fazenda em Sorriso gravaram vídeo pedindo ajuda a Bolsonaro. O presidenciável respondeu nas redes sociais prometendo tratar os sem-terra como terroristas caso seja eleito.

Desde 2015, Bolsonaro já participou de diversos eventos do setor agrícola em Mato Grosso como Farm Show em Primavera do Leste e Parecis SuperAgro em Campo Novo dos Parecis. Em todas as visitas, reforçou o discurso agressivo contra movimentos sem-terra e chegou pregar o uso de fuzil contra o MST para proteger as propriedades rurais.

Postar um novo comentário

Comentários (2)

  • Jefferson de Andrade@bol.com.br | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 13h04
    0
    0

    Jefferson de Andrade@bol.com.br, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Ronaldo rodrigues campos | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 10h57
    7
    5

    Já Ganhou em 1º turno!

| 23/02/2018, 09h:16 - Atualizado: 23/02/2018, 09h:23

Intervenção militar ou ressaca de carnaval?


ceara artigo sexta 400 padrao

Antonio Cavalcante

Decididamente, não sou um “folião-raiz”, nunca compreendi muito bem essas batalhas entre escolas de samba, ainda que reconheça o trabalho social feito por algumas delas, como a Estação Mangueira, por exemplo, tendo na pessoa de Dona Zica uma inspiradora nessa prática em defesa das comunidades carentes. Essa mulher batalhadora é retratada por Tom Jobim na letra da música “Menino da Mangueira”.

Outro lado interessante do carnaval, que reconheço, está no plano da preservação cultural, uma vez que se trata de uma festa popular que envolve muitas pessoas mantendo todas as características do Brasil, seu povo e as diversas regiões. Os muitos Brasis, do sul, do nordeste, da paulicéia, amazônico, têm seu carnaval. O Rio de Janeiro se notabiliza pela grandiosidade da festa que se transformou em produto cultural de consumo, e, pelo que vi, agora também é palco de reflexão contra o Golpe.

Quem diria que, em pleno Carnaval 2018, logo após a vinheta da Globogolpe, apareceriam na tela da TV os “patos da FIESP” dançando animadamente na avenida (me lembra a dancinha ridícula do MBL!), a imagem marcante do Vampirão de Direita e os Manifestoches. Estes últimos são aqueles midiotas que vestiam a camisa da CBF, assistiam dia e noite a Globonews (isso quando não tinha Big Brother Brasil), e depois corriam para as ruas “lutar contra a corrupção” e fazer self com a “puliça”. Pediam intervenção militar e o “golpítima” de Dilma por causa da tal pedalada.

Só que a coisa não ficou só nisso.

Incomodado com a nudez real, o consórcio Rede Globo/Michel Temer manobrou para que os foliões do Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti não vencessem a disputa, mas não conseguiram impedir a segunda colocação. A repercussão do protesto da escola foi mundial, e o povo brasileiro, animado no ritmo do samba, ecoou nos mais diversos sotaques o “Fora Temer! ”.

Os muitos Brasis, do sul, do nordeste, da paulicéia, amazônico, têm seu carnaval.

Pra se defender, o clepto/plutocrático/antissocial chamou o Exército. E foi assim, que, no embalo do samba e na ressaca carnavalesca, com a cabeça ainda encharcada da “manguaça”, a organização criminosa da “Casa Grande” declarou guerra ao crime organizado da senzala. Se o crime organizado do Rio, como dizem os golpistas, está fora de controle, o que diremos da quadrilha que tomou de assalto o poder no Brasil?

O Decreto de intervenção número 9.288 foi publicado na sexta, 16 de fevereiro de 2018. Na ementa, vemos que o objetivo é a “intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, com a “finalidade” de pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública”. Só que limita a duração da intervenção federal que vai até 31 de dezembro de 2018, depois diz que se reduz apenas à área de segurança pública.

Acredito que o decreto do Temeroso foi redigido por alguém com ressaca, e atordoado com o sucesso do enredo e alegorias dos foliões da Paraíso do Tuiuti, que, confuso, tal quais os manifestantes da extrema direita (militontos, midiotas e nazi-doiodos), acabou produzindo um texto que nos lembra o “Samba do Crioulo Doido”, de Stanislaw Ponte Preta, lançado em 1966.

Se Stanislaw fosse vivo, com tamanha confusão de um decreto sem nexo, sem sentido, beirando à insanidade, não sabendo ao certo, se é uma Intervenção Federal, se é um Estado de Defesa, ou se trata de um Estado de Sítio, ou ainda de uma intervenção apenas na área de segurança pública, iria compor hoje o “Samba dos Coxinhas Loucos”.

Na prática, depois de refletir sobre a mais nova bobagem, que é mais uma qualificadamente golpista, começaram a fazer negações sobre a situação da segurança pública no estado do Rio de Janeiro. Resumindo: a “coisa” foi mais ou menos assim: magoados com as críticas da população, Temer, que é odiado por 97% dos brasileiros, e seus assessores redigiram um decreto de intervenção, que depois não era mais intervenção federal (mesmo que seja isso que está no texto). Era só uma intervenção na área de segurança pública, disseram.

E olha a barrigada: a Constituição do Brasil diz lá no artigo 60, parágrafo primeiro, que não pode ser votada matéria constitucional quando houver intervenção federal. Tropeçaram na própria torpeza, porque, ao menos por enquanto, não podem destruir a aposentadoria dos nossos velhinhos, com aquela rapidez que planejavam.

O mesmo Congresso onde mais da metade dos parlamentares responde a algum procedimento investigatório no Supremo Tribunal Federal (STF). Os mesmos trezentos picaretas com anel de doutor, que vivem de lobbys, respiram conchavos, bebem propinas e comem jetons. Os mesmos que roubaram mais de 54 milhões de votos ao afastarem uma presidente sem crime de responsabilidade, foram também os mesmos que aprovaram a “Intervenção Federal do Usurpador”.

Agora, a intervenção militar pode chegar a outro nível, uma vez que é possível estendê-la para todo o país, diminuindo as garantias da população que já são poucas, e acirrar ainda mais os índices de violência. Se, para os golpistas, loucura pouca é bobagem, vejam só o que estão pretendendo: um mandado coletivo, que, na prática, é uma licença para invadir, por varejo e no atacado, uma casa, uma rua, ou uma comunidade inteira, sem a necessidade de apresentar qualquer justificativa.

Uma coisa já é certa: seguindo um roteiro traçado impiedosamente nas alcovas da Casa Grande pela elite do atraso, se antes, com o golpe, já estávamos vivendo num estado de exceção, agora marchamos a passos largos para um estado policialesco

Visivelmente, o país está quebrado. Temer e seus amigos congelaram os gastos com saúde durante vinte anos, na tal PEC dos gastos, e o aumento de crianças com microcefalia e a volta da febre amarela são os primeiros resultados dessa pedalada criminosa. Este é um governo de banqueiros, que engolem mais de 40 por cento do orçamento, para pagamento de uma tal dívida pública que já foi paga muitas vezes. Só que a culpa das coisas malfeitas (pelos políticoides) está sendo jogada para as costas dos trabalhadores. Com isso, as novas gerações certamente viverão num país em pé de guerra, já que em estado de exceção nos encontramos desde 2016, com o golpe midiático/parlamentar/judicial apelidado de impeachment.

Enfim, começando pelo Rio de Janeiro, quando os tambores, as cuícas e os tamborins dos foliões já se calavam nas avenidas, veio a tal intervenção militar acompanhada da censura ao “Vampirão” da Tuiuti, cujas consequências ainda são imprevisíveis, podendo terminar em tragédia e ainda desemborcar em outra ditadura militar. Mas isso só o tempo dirá.

Uma coisa já é certa: seguindo um roteiro traçado impiedosamente nas alcovas da Casa Grande pela elite do atraso, se antes, com o golpe, já estávamos vivendo num estado de exceção, agora marchamos a passos largos para um estado policialesco, que logo mais se pautará na censura e na violência, genuinamente característico de um governo antidemocrático, antipovo, lesa-pátria e fascista.

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Postar um novo comentário

Comentários (3)

  • alexandre | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 15h28
    2
    2

    14 anos de populismo, eca, direitos dos manos, tornozeleiras, instalaram o caos social no pais. creio que um discurso do lula, acalme as balas perdidas...e a extrema violencia no RJ.

  • JEFERSON MATOS | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 11h53
    5
    3

    Guri, tu não sabe o que fala. Temer fez o que tinha que fazer, a intervenção é mais do que necessária num lugar onde a bala come solto a qualquer hora. Queria ver se tu morasse lá numa favelona feia, na senzala como tu diz, se ia achar que a intervenção é bobagem midiática. Os militares vão retomar o controle da situação. Em tempo : NÃO HOUVE GOLPE, CONSERTARAM A BOBAGEM QUE FOI COLOCAR LULA/DILMA NO PODER.

  • Benedita da Silva | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 09h36
    7
    4

    Sugiro ao articulista ir às comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e Sesi milicianos, perguntar se foi ressaca do carnaval, se voltar vivo faça uma resenha do que viu e ouviu. Mistura casa grande, senzala, democracia, vampiro, num samba do chamado antigo samba do crioulo doido do Stanislaw Ponte Preta, se é que você sabem de quem estou falando. A intervenção mecanismo constitucional e com aval do desgoverno do Estado do Rio de Janeiro, foi decretada em função cada guerra civil deflagrada na capital, aproveite e vai no dr google e busque "A hipocrisia da Tuiuti" e verá quanta bobeira foi escrita neste espaço. Críticas aos governos só acontecem em estado democrático de direito e não em ditadura bolivarianas. Isso acontece no Rio de Janeiro desde 1889.

| 23/02/2018, 00h:00 - Atualizado: 23/02/2018, 09h:13

Mauro critica Taques e defende novos caminhos


edesio do carmo artigo 400

Edesio Adorno

A aposentadoria de Blairo Maggi (PP) da vida pública pode atrapalhar os planos do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes de disputar o governo.

Em entrevista à Rádio Capital, na manhã desta quinta-feira, Mauro afirmou que a saída de Maggi do processo força uma reavaliação do quadro político para saber se terá “condições e disposição” para se jogar no processo eleitoral.

Quais condições seriam essas?

O dicionário define o substantivo condição como sendo o estado em que algo ou alguém se encontra.

Já disposição é um conceito adotado pela psicologia para designar ânimo permanente, propensão de comportamento estável no tempo diante de determinadas situação.

A condição ou situação de saúde, ou financeira da pessoa, influência negativa ou positivamente sua disposição – tesão – para executar o que se pretende. Isso explica tudo.

Sem condição e sem disposição, Mauro deve recuar do projeto de disputar o governo, mas avisa: “seremos capazes de escolher e criar novos caminhos e alternativas para as composições e para montar, nesse Estado, as alternativas que podem comandar Mato Grosso”, disse. 

O termo alternativa, empregado várias vezes pelo ex-prefeito, significa opção entre duas ou mais possibilidades. Se a intenção, ainda que minúscula, fosse permanecer com Taques, o verbete alternativa não ocuparia lugar privilegiado em seu vocabulário. Novos caminhos evidencia ruptura, distanciamento crescente. 

Novos caminhos evidencia ruptura, distanciamento crescente

Mauro Mendes, em outro ponto da entrevista, faz implícita, porém ferina crítica ao governador Pedro Taques (PSDB), quando diz que reeleição é um plebiscito para aferir o grau de satisfação do eleitor para com o governante e acrescenta que um governador ou prefeito, que vai para a reeleição, depende muito mais do bom trabalho feito e da avaliação da população.

Se ele apregoa alternativa é porque não considera boa a gestão de Taques e acredita que o tucano tenha grande índice de rejeição popular. Conclui-se: Mauro pode não ser candidato a governador, mas definitivamente não vai apoiar eventual reeleição de Taques.

Edésio Adorno é advogado em MT e escreve exclusivamente para este Blog toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

Postar um novo comentário

Comentários (1)

  • denivaldo dos santos | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 09h12
    5
    4

    o mauro em vez de querer ser candidato deveria preocupar com suas dividas de suas empresas que deixou muito a ver navios, pessoas assim que não passam confiança não poderiam estar na politica já provou que é incapaz de gerir a administração publico todo mundo sabe que esta querendo só fazer negocio com certeza não é para o bem de mt.

em pleno carnaval | 22/02/2018, 16h:26 - Atualizado: 22/02/2018, 16h:31

1ª dama visita bebê nascido na Orla e doa enxoval


A primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, visitou o bebê Maxsuel, nascido durante o Carnaval da Orla do Porto, no último dia 10. A mãe, Débora Costa da Cruz, teve o parto realizado com o auxilio de policiais da Cavalaria da Polícia Militar, em meio a 70 mil pessoas, durante o show do Chiclete com Banana, nas festividades de Carnaval da Prefeitura de Cuiabá.

Assessoria

Márcia Pinheiro bebê

  Primeira-dama Márcia Pinheiro visita bebê Maxsuel, leva enxoval e posa para foto com os pais Débora e Jonathan

A criança nasceu prematuramente, com pouco mais de dois quilos, ficou internada alguns dias mas já está em casa e passa bem.

A visita foi registrada na rede social da primeira-dama quando aproveitou a ocasião para levar um kit de enxoval completo, além de fraldas e uma banheira para o bebê. Márcia ainda desejou toda felicidade para a criança bem como aos pais, Débora e Jonathan.

Postar um novo comentário

Comentários (2)

  • TUKINHA NETTO DE CUIABÁ-MT | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 10h12
    3
    0

    As pessoas não sabe como Primeira Dama Tem um Coração Gigante . Sim ações deste modo sempre foram feitas a mais de 20 anos , junto com a sua família . Natural do estado do Paraná , mas de Coração Mato Grossense . Primeira Dama sempre discreta , e com uma paciência espetacular e liderança nato aonde atua e sempre apresenta o resultado positivo . A frente da Assistência Social De Cuiabá e Região , Juntamente com Secretario WILTON e Adjunta Marlene e Servidores daquela secretaria Municipal , tem feito a diferença Positiva em Projetos e outros Serviços Prestado a sociedade . Desafios sempre noticiado pela impressa , com resposta legal e clara sempre respeitado o cidadão e as leis . Mais uma vez nós sociedade de bem parabenizamos a senhora Márcia Pinheiro e Prefeito Emanuel Pinheiro e todos os servidores municipal de Cuiabá -MT . Estamos juntos em 2018 , com muito trabalho para 2019 . Como sempre Deus no Comando

  • João Lucidônio | Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2018, 17h54
    0
    1

    João Lucidônio, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

Cenário Eleitoral | 22/02/2018, 10h:54 - Atualizado: 22/02/2018, 12h:44

Mauro crê que desistência de Blairo para reeleição ao Senado não tem volta e deve acirrar disputas


O ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) acredita que a decisão do ministro da Agricultura Blairo Maggi (Progressistas) em não disputar a reeleição ao Senado não tem mais volta. Segundo Mauro, os argumentos para sair de cena são maduros. “É decisão para valer e que infelizmente para Mato Grosso estará fora do processo eleitoral deste ano”, disse Mauro em entrevista à Rádio Capital, nesta quinta (22).

Blairo sinaliza que não pretende disputar a reeleição ao Senado nem qualquer outro cargo nas eleições de outubro. Por isso, deve se manter à frente do ministério até 31 de dezembro, quando encerra o mandato do presidente Michel Temer (MDB). O ministro deve convocar uma coletiva na semana que vem para anunciar se vai mesmo “pendurar as chuteiras”. Contudo, vale ressaltar que em todas as suas disputas à reeleição, Blairo dizia que não iria concorrer.

Mauro conta que tem conversado com frequência com o ministro nos últimos meses e que sempre externou o desejo de ficar mais perto da família e voltar a dedicar-se ao setor privado. “Essa decisão a gente tem que respeitar. Não tem como provavelmente mudar mais, embora ele venha a sofrer alguns pedidos de grupos políticos partidários, lideranças”, analisa.

Gilberto Leite/Rdnews

 blairo maggi

Ministro da Agricultura Blairo Maggi está sempre entre os preferidos do eleitorado para eleição ao Senado

Uns que tentam demovê-lo da decisão é o presidente estadual do Progressistas, deputado federal Ezequiel Fonseca. O parlamentar tem ponderado a importância do ministro para o Estado e a necessidade dele contribuir mais uma vez com Mato Grosso, apesar de admitir que Blairo está cansado.

Apesar de acreditar na decisão sacramentada, O ex-prefeito pondera que a única coisa que não tem como voltar atrás é a morte. Acrescenta que é da natureza humana mudar de ideia. “Mas conheci um pouco os argumentos e ponderações e sei que ele me pareceu no diálogo que tive com ele, uma decisão muito madura”, explica Mauro recordando da sua decisão de também não disputar a reeleição à Prefeitura de Cuiabá, em 2016, de última hora.

Essa decisão a gente tem que respeitar. Não tem como provavelmente mudar mais, embora ele venha a sofrer alguns pedidos de grupos políticos partidários, lideranças

Amigo do ministro, o empresário disse que fica feliz em vê-lo após 16 anos na vida pública “voltando para casa” com a família e retomando seus afazeres. “Ninguém nasceu político. É melhor sair por vontade própria do que ser rejeitado pelo voto das pessoas que não o querem mais”, analisa.

Ontem (21), na posse do novo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), quando deputado federal Nilson Leitão (PSDB) passou o bastão a colega Tereza Cristina (DEM-MS), Blairo desconversou sobre o assunto. Apenas limitou-se em dizer que a questão é tratada com a família há muito tempo acerca da vontade de voltar ao setor privado.

Cenário

A saída de Blairo, segundo ex-prefeito, vai mexer no tabuleiro das eleições deste ano, uma vez que o senador licenciado aparecia no topo das pesquisas divulgadas, tanto para Senado quanto para a disputa ao Palácio Paiaguás. “Blairo tinha praticamente uma vaga assegura ao Senado. Agora abrem-se duas, isso vai mexer nas articulações dos pré-candidatos ao Senado”, explica.

A decisão de não disputar a reeleição facilita a vida de outros postulantes ao Senado. Entre eles, o ex-senador Jayme Campos (DEM) e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

Por outro lado, Mauro acredita que a ausência de Blairo pouco muda para o possível candidato à reeleição ao governo Pedro Taques (PSDB). Justifica que tentar a reeleição no Executivo é enfrentar quase um plebiscito, pois a população irá avaliá-lo diante do que foi feito nos quatro anos que esteve à frente da máquina pública. “Entendo que não muda muito no cenário dele (Taques), mas sim das composições partidárias, e outros que possam querer disputar ao Senado”, sustenta.

Postar um novo comentário

Comentários (2)

  • EMIDIO DE SOUZA PSL e Futuro Senador de | Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2018, 12h01
    1
    11

    mudança já na política de MT, Emidio de Souza, um dos fundador do PSL MT, em 1997, junto com Luciano Bivar, Romeu Tuma, Edison Tuma , Acredito que Brairro nao sera candidato a senado, e sim federal, Emidio de Souza sim e pré candidato a senador de MT, acredita que, e muito Bem vindo, o prefeito cacerense Francis Maris, vamos disputar em convenção partidária, conforme estatuto partidário, mais com certeza o aprovado, grande chance de vitória....

  • EMIDIO DE SOUZA PSL e Futuro Senador de | Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2018, 11h26
    0
    11

    eu Emidio de Souza PSL, próximo senador de MT, acredito que o PSL vai eleger presidente da republica jair Bolsonaro, senador Emidio de Souza,e 2 a 3 deputado estadual, 2 deputado federal.

| 22/02/2018, 08h:15 - Atualizado: 22/02/2018, 08h:16

7 razões para você sair do asfalto e ir para a trilha


maria_rita_artigo_quinta

Maria Rita Uemura

Atividade física é tudo de bom. Passamos por fases na vida em que ela está mais presente e em outros momentos mais distante. Quando somos jovens o exercício é obrigatório nas escolas, mas depois vem a adolescência e o período de graduação.

Este início de vida adulta possui tantas novas atribuições e novas descobertas que, na maioria das vezes, deixamos de praticar esportes para encontrar amigos e sair à noite.

Mais tarde, e por razões diversas, voltamos a caminhar, correr e pedalar nos parques e no asfalto. O tempo passa, a quilometragem aumenta, mesmo assim você sente falta de novos desafios. É este o momento em que a trilha entra na sua vida. O roteiro pode até não ser bem esse, mas o final feliz é garantido de qualquer forma.

Para te provocar a fazer algo novo, criei esta lista com as razões para incluir mais trilhas na sua vida esportiva:

1- Ar puro. Não há dúvidas de que a prática da atividade física na natureza possibilita encher os pulmões com mais vontade. Sem o perigo de inalar um combo de monóxido de carbono e outros gases produzidos nos grandes centros. Ir para a trilha é garantir 100% de qualidade no ar que se respira.

O roteiro pode até não ser bem esse, mas o final feliz é garantido de qualquer forma

2- Sair da rotina. A trilha é uma oportunidade única de fazer algo diferente. Longe dos treinos monótonos do asfalto onde não há muita variação de terreno. A trilha te obriga a estar focado no momento presente, pois a todo instante surge um obstáculo natural como galhos ou piso úmido.

3- Fazer novos amigos. A trilhas é lugar de solidariedade. A todo instante as pessoas se ajudam e dão força umas as outras. Na natureza a pegada da competitividade dá espaço a novos sentimentos. É um ambiente propício para fazer novos amigos.

4- Conhecer lugares diferentes. As trilhas oferecem a oportunidade de te levar a lugares que se não fosse pela atividade física jamais iria visitar. É um turismo diferente e motivado pelo esporte.

5- Descobrir novos músculos no corpo. Subidas, descidas e até escaladas. A trilha mexe com o corpo de uma maneira diferente do asfalto. É comum num primeiro contato com as trilhas sentir músculos que nunca haviam sido provocados. E isso é bom!

6- Superar os limites. Depois de fazer uma trilha dá um baita orgulho saber que vencemos obstáculos. A natureza permite uma viagem interior e através delas descobrimos que somos capazes de coisas que nunca havíamos imaginado.

7- ULTRAMACHO. Mato Grosso possui uma das maiores organizadoras de eventos multiesportivos do Brasil. É uma oportunidade única desfrutar do serviço de uma empresa que possui um padrão elevado e em sintonia com os principais requisitos que este tipo de atividade exige.

Maria Rita Ferreira Uemura é jornalista, empresária, diretora da empresa de eventos de aventura ULTRAMACHO e escreve exclusivamente toda quinta-feira neste Blog (www.ULTRAMACHO.com.br) - e-mail: ferreirauemura@gmail.com

Postar um novo comentário

| 21/02/2018, 18h:13 - Atualizado: 21/02/2018, 18h:26

A mulher e seu papel em 2018


tania matos artigo colunista

Tânia Matos

O eleitorado feminino no Brasil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), corresponde a 53% do total de eleitores, sendo superior à masculina em quase todas as faixas etárias. O primeiro voto feminino brasileiro foi o da professora Celina Guimarães Viana, em 25 de novembro de 1927, moradora no Rio Grande do Norte, sendo o Estado o pioneiro em reconhecer o direto do voto feminino. Esse voto teve papel fundamental, fortaleceu a luta por espaços e direitos para as mulheres.

O Código Eleitoral de 1932 traz com clareza o que a primeira Constituição brasileira, a de 1824, não explicitava quanto aos direitos políticos das mulheres, o direito de votar e ser votada. A partir desse momento a mulher começou a ter voz ativa.

Em 1933, após 100 anos de luta, iniciada em meados do século XIX, ocorreu o primeiro ato que consolidou esse direito, quando pela primeira vez a mulher pôde ser votada e votar; isso aconteceu na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte. Na segunda Constituição da República, de 1934, dois anos depois do Código Eleitoral, é que os direitos políticos das mulheres foram efetivados. Porém havia ainda nesse momento restrições para que as mulheres pudessem votar. Elas precisavam necessariamente exercer função pública remunerada. Essa condição foi superada com o Código Eleitoral atual, de 1965.

De 1933 até o período atual, passados 85 anos desse fato inédito, somos a maioria dos eleitores brasileiros. Na eleição de 2016, pela primeira vez no Brasil, o eleitorado feminino foi maior que o masculino nos 26 Estados. O Brasil é feminino! Será?

A cada eleição, segundo os dados do TSE, o eleitorado feminino se amplia. Isso significa que estamos indo mais às urnas, estamos mais conscientes, queremos mudanças, somos cidadãs ativas e queremos um país melhor, porém, somos a minoria em representatividade nos poderes Executivo e Legislativo, tanto nas esferas municipais quanto estaduais e federal. Ainda somos um número muito pequeno na disputa por cargos eletivos. Na eleição de 2016 apenas 31% dos candidatos que concorreram às eleições eram mulheres.

O mundo tem um discurso pronto sobre direitos iguais, que na prática são tão desiguais que burla leis para obter espaços que deveriam ser ocupados por mulheres

Aí vem a pergunta: por que somos a maioria dos eleitores e a minoria ocupando cargos eletivos? O que acontece? As respostas são muitas: a pressão familiar que trazemos intrínseca em nosso ser, o instinto maternal consolidado em nós ainda na infância que induz que temos que cuidar da família, por isso não temos tempo para essas disputas, entre tantas outras razões que encontramos.

O mundo, um tanto quanto ainda muito machista, tem um discurso pronto sobre direitos iguais, que na prática são tão desiguais, que burla leis para obter espaços que deveriam ser ocupados por mulheres, nos limita, faz com que fiquemos acuadas e com dificuldades de irmos para o enfrentamento nos posicionar e lutar por mais igualdade. São tantas perguntas e tantas respostas que na maior parte das vezes acabamos recuando, porque é o mais fácil a se fazer.

Fazendo um levantamento do quadro de eleitos em 2016 nos dois maiores municípios da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, Cuiabá e Várzea Grande, temos um quadro desolador, mas que serve para que façamos uma reflexão de como podemos mudar essa situação. Na Câmara Municipal de Várzea Grande, dos 21 vereadores eleitos tem apenas uma vereadora. Cuiabá, capital de Mato Grosso, tem 25 vereadores e, pasmem: nós mulheres não temos nem uma representante. São exatamente 25 cadeiras e todas ocupadas por homens. É a única capital do Brasil que não elegeu nem uma mulher. No Estado de Mato Grosso apenas 13,46% dos vereadores eleitos são mulheres. O que acontece conosco? O Legislativo estadual é composto de 24 deputados e entre esses uma única deputada.

Temos em nosso Estado espalhadas pelos 141 municípios muitas mulheres de luta com trabalho prestado, que têm uma visão ampla, que concebem de forma coerente e clara a importância do papel da mulher, e da conquista desses espaços que dão autonomia para construir políticas públicas que podem melhorar a qualidade de vida não só das mulheres mas de todos os cidadãos. Várias mulheres estão aptas a contribuir de forma efetiva para que tenhamos um Estado mais justo e mais humanizado, melhor para se viver, e poderão colocar seus nomes para ser validados nas urnas em 2018. Vamos à luta! Juntas podemos muito!

Tânia Matos é arquiteta e urbanista, administradora, pós-graduada em Gerência de Cidades, mestranda em Ensino, presidente da Agência Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e escreve mensalmente neste Blog. E-mail: maristenematos@gmail.com

Postar um novo comentário

Comentários (2)

  • Oséas Machado | Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 00h21
    1
    0

    A mulher não precisa ter o mesmo cargo do homem para ter direitos iguais, as pessoas confundem tudo, os direitos iguais está relacionados ao respeito, ao tratamento, a obediência de um filho para com seus pais de igual modo, a dona de casa não precisa de deixar de ser dona de casa para ter direito digno de respeito, essa ideia de cargos funções iguais é frustração, é desumano e desrespeito com a mulher digna dona de casa, as mulheres não podem achar que para ter direito iguais tem que ter a mesmo função do homem, isto é desconsiderações com as demais. para reflexão.

  • Carlos Nunes | Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2018, 17h13
    1
    1

    Pois é, a gente esperava que a Juíza SELMA aposentasse...e fosse candidata a deputada federal ou senadora, na certa representaria muito bem Mato Grosso, e faria Leis que o Brasil precisa, pois entende dessa área. Mas a Juíza não aposentou...Quem será que poderia concorrer as vagas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa? Uma sugestão deveriam ser Mulheres que entendem a beça de Finanças Públicas, talvez uma professora universitária nessa área, pois o atual governo não fez as REFORMAS NECESSÁRIAS E GRADATIVAS que MT precisava, desde 2015. Por isso a vaca das Finanças Públicas do Estado foi parar no meio do brejo, atolada até o pescoço. Uma candidata que expusesse uma forma de sanear as Finanças SEM FERRAR O POVO, e conversasse com o eleitor numa linguagem popular, cativaria muitos votos. Sem blá, blá, blá.

INíCIO
ANTERIOR
1 de 2101