Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:12 h

ARTICULAÇÃO | 31/01/2007 - 12:10

Presidente do PMDB nega conspiração contra Pagot

Romilson Dourado

    Em nota, o presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra, assegura que esteja trabalhando contra a nomeação do secretário de Estado de Educação, Luiz Antônio Pagot, para a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). O deputado federa eleito observa que se reuniu recentemente com Pagot e que ficou acertado uma unidade da bancada e do próprio governador Blairo Maggi em torno da ocupação de espaços estratégicos  para Mato Grosso. “Temos agora é que unir forças e não apostar em divisões”, comenta Bezerra. Ele considera natural que os partidos da base de sustentação do governo façam indicações para ocupar espaços, mas ressalta que os interesses do Estado sempre precisam estar acima disso.

MINISTÉRIO PÚBLICO | 31/01/2007 - 11:27

Assessor de deputado está sob investigação

Romilson Dourado

    A promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco encaminhou esta semana expediente à presidência da Assembléia Legislativa. Quer saber onde está lotado o servidor Valdir Leite Cardoso, acusado de receptação. Valdir, que morava em Sinop e agora está fixando residência em Cuiabá, atua como assessor parlamentar no gabinete do deputado Dilceu Dal Bosco (PFL). Ganha cerca de R$ 2,5 mil mensais.

     O assessor parlamentar é um dos três denunciados pelo Ministério Público por envolvimento num esquema de venda de medicamentos da secretaria de Estado de Saúde. Os remédios estavam à disposição da Farmácia de Alto Custo. Além de Valdir Cardoso, são acusados o coordenador de logística farmacêutica da pasta da Saúde, Marcian José de Campos, denunciado por peculato, e Rubens Mauro Ribeiro, gerente de licitação da pasta.

LEGISLATIVO | 31/01/2007 - 11:07

Satélite não quer deixar gabinete na Assembléia

Romilson Dourado

   Dos 14 deputados que deixam a Assembléia Legislativa, somente um se recusa a deixar o gabinete: Pedro Satélite (PPS). Ele não se reelegeu, mas alega que, como no legislativo há 27 gabinetes para 24 parlamentares, não teria problema em continuar mantendo a estrutura onde está. Pelo sorteio, o gabinete ocupado por Satélite deve ficar à disposição para algum suplente.

    Os gabinetes estão distribuídos em dois pavimentos (2º e 3º) e oferecem conforto e privacidade. Cada um disponibiliza salas de recepção, do deputado, de reunião, de copiadora, de assessorias e oferece ainda 5 computadores. A Mesa Diretora fez sorteio dos gabinetes daqueles deputados que estão saindo da Assembléia.  A distribuição ficou da seguinte maneira: o petista Admir Brunetto ocupará o gabinete que era da colega de partido Vera Araújo. Juarez Costa (PMDB) fica no espaço do pefelista Zeca D\'Ávila. Chico Galindo (PTB) vai para o gabinete de Chico Daltro (PP) e Maksuês Leite (PP) ocupará, a partir de 1º de fevereiro, o gabinete que era de Sérgio Ricardo (PPS).

     O deputado eleito Airton Rondina, o Português (PP), fica com espaço de Eliene Lima (PP), eleito deputado federal. Chica Nunes (PSDB) ocupa o gabinete de Renê Barbour (PPS) e, Otaviano Pivetta, de Carlos Brito (PDT).  Adalto de Freitas (PMDB) vai ocupar o gabinete até agora reservado para Jota Barreto (PR); Wallace Guimarães (PFL) fica na vaga de Nataniel de Jesus (PMDB) e, Percival Muniz (PPS), de José Carlos de Freitas.

    O tucano Guilherme Maluf entrou em entendimento com seu colega de sigla e ocupará o espaço de Carlos Carlão. O gabinete do pefelista Joaquim Sucena será repassado para Walter Rabello (PMDB) e o de Cloves Roberto (PPS) para Zé Domingos. Já Gilmar Fabris, que mesmo sem mandato contava com estrutura dentro da Assembléia, continua com o mesmo gabinete.

ARTICULAÇÃO | 31/01/2007 - 11:04

Governador procura Muniz para amenizar crise

Romilson Dourado

  

    Blairo Maggi revelou que vai conversar com o deputado estadual eleito Percival Muniz no tentativa de convencê-lo a trocar o PPS pelo PR. Ambos estão em rota de colisão. Para o governador, Muniz, ex-prefeito de Rondonópolis por dois mandatos, é aliado do governo, o ajudou na eleição e reeleição e defende que ambos estejam juntos. "Não vejo motivo para ele (Muniz) fazer oposição. Ele participa do governo", destacou Maggi, em entrevista pela manhã, no seu gabinete.

     Presidente regional  do PPS, Percival Muniz, resiste à idéia de deixar a sigla. Promete uma posição de independência da Assembléia e fala em construir projeto alternativo de poder. Admite até disputar o Palácio Paiaguás, em 2010. Muniz passou a se distanciar de Maggi desde quando o governador estreitou a relação política com o deputado federal Wellington Fagundes, um dos responsáveis por levá-lo à filiação no PR. O que está em jogo é a sucessão em Rondonópolis para o próximo ano. Agora, Fagundes se uniu ao prefeito Adilton Sachetti, que vai aderir ao PR, enquanto Muniz 'colou' no PMDB dos deputados Zé do Pátio (estadual) e Carlos Bezerra (federal).

EXECUTIVO | 31/01/2007 - 11:00

Maggi quer inserir MT no debate nacional

Romilson Dourado

   O governador Blairo Maggi (ex-PPS) disse nesta quarta (31) pela manhã, em entrevista coletiva no Palácio Paiaguás,  que optou pelo filiação ao Partido da República para conseguir inserir Mato Grosso no contexto político nacional. "Queremos estar mais perto das decisões do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional", diz Maggi, dois dias após pôr fim à novela sobre seu futuro partidário.

      Maggi destaca que num partido como o PR, que começa a receber várias lideranças - na terça recebeu de uma só vez 17 deputados federais -, terá respaldo e apoio para revindicar projetos para Mato Grosso. Ele lista obras macro e prioritárias, como a conclusão do asfaltamento das rodovias BRs-163 (Cuiabá-Santarém) e 158 (Araguaia), a duplicação do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, a construção de uma BR ligando Sorriso a Água Boa, o avanço dos trilhos da ferrovia até Rondonópolis e da hidrovia Paraguai-Paraná. Reivindica também um aeroporto em Cuiabá.  "Vou formar um grupo político. Tenho intenção de estar inserido no contexto nacional para facilitar a viabilidade dessas obras", enfatiza Maggi. Ele descarta eventual candidatura à presidência da República.

      Segundo o governador, Mato Grosso precisa ter porta-vozes no Congresso Nacional. "Lá no Congresso parece tudo muito bonito. Aprovam-se os projetos e mandam para os Estados sem contrapartida. Quero que MT seja ouvido". Maggi observa que no primeiro mandato não teve um membro da bancada federal mato-grossense capaz de representar o governo no Congresso Nacional. Agora, propõe integração para, com isso, consolidar ações e projetos. 

   Maggi explica que o PR, que nasce da fusão do PL com Prona, terá uma bancada forte na Câmara, com ao menos 45 deputados. Na Assembléia, ele prevê o ingresso de ao menos quatro: Sérgio Ricardo, Sebastião Rezende, João Malheiros e Mauro Savi, com quem vai conversar nesta quarta.

Artigo | 31/01/2007 - 10:21

PAC: vale a pena apoiá-lo

Romilson Dourado

     Para o ex-ministro Antonio Delfim Netto, as críticas ao PAC que exigem a mudança imediata daquelas condições são absolutamente irrelevantes e extemporâneas. Leia seu artigo publicado na Folha de S. Paulo desta quarta (31) e reproduzido abaixo.

   O LANÇAMENTO do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi recebido com frieza por alguns setores que se pensam portadores da verdade "científica". A despeito de tudo o que se afirma, o desenvolvimento é um estado de espírito apoiado em condições materiais adequadas. O velho Adam Smith já disse há 250 anos que ele depende: 1º) da paz interna e externa; 2º) de uma tributação leve; e 3º) de uma tolerável administração da Justiça. É preciso reconhecer a precariedade de três condições no Brasil de hoje: 1º) a paz interna nas grandes aglomerações urbanas é discutível; 2º) a tributação é a maior do mundo para países com o nosso nível de renda per capita; e 3º) a Justiça (principalmente a do Trabalho) deixa a desejar.
     Como deveria ser óbvio, tal situação não pode ser debitada ao atual governo. E, o que é mais dramático, não há a menor possibilidade de alterá-la a não ser a pouco e pouco, quando riscos iminentes produzirem ataques de "racionalidade" que permitam corrigir a Constituição Cidadã.
    As críticas ao PAC que exigem a mudança imediata daquelas condições são absolutamente irrelevantes e extemporâneas. O que o PAC se propõe é muito menos ambicioso do que sugerem os "cientistas" (medidas imediatas de regulação, reforma tributária, previdenciária etc.), mas não menos importante.
    É a aposta na criação de um "estado de espírito" favorável a uma aceleração do crescimento (acima dos ridículos 2,4% dos últimos 12 anos). O presidente reconheceu isso quando disse que "o governo pode tomar iniciativas, pode criar os meios, mas, para que qualquer projeto amplo tenha sucesso, é preciso o engajamento de todos. Temos que ver o PAC não como um conjunto de medidas, mas como um foco de novas atitudes".
     Da mesma importância é a idéia que não se quer "qualquer" desenvolvimento. O "correto" é condicionado: 1º) à diminuição das desigualdades pessoais e regionais, com aumento da qualidade de vida (alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde e segurança); 2º) ao equilíbrio fiscal, com a redução da relação dívida/PIB e da vulnerabilidade externa; 3º) à redução da inflação sem controle de preços, com um banco central autônomo; e 4º) à ampliação das liberdades civis e dos direitos democráticos.
     Marca-se, assim, um claro distanciamento do delírio andino que ameaça parte da América Latina.
Tais compromissos podem ser assumidos porque o governo conquistou credibilidade fiscal e monetária e dispõe de mecanismos de correção, a tempo, de qualquer desvio. A taxa de crescimento será a maior possível, dentro das condições existentes e da colaboração do setor privado.


dep.delfimnetto@camara.gov.br

JUDICIÁRIO | 31/01/2007 - 03:33

Em 2006, TJ gastou R$ 249,5 mi com folha

Romilson Dourado

  

     O Tribunal de Justiça, sob a presidência do desembargador José Jurandir de Lima, atingiu, de janeiro a dezembro do ano passado, o limite de 5,65% das receitas correntes líquidas do Estado com despesas de pessoal. Nesse período foram consumidos R$ 249,5 milhões com a folha, R$ 246,7 milhões com os da ativa e R$ 38,6 milhões com aposentados e pensionistas. Conforme o Artigo 71 da Lei de Responsabilidade Fiscal, o máximo de despesas com pessoal no Judiciário é de 6%, o que representaria R$ 265,1 milhões. Até  o limite de 5,7% (R$ 251,9 milhões), o Tribunal de Justiça considera prudente.

LEGISLATIVO | 31/01/2007 - 03:03

TCE consome R$ 63,6 mi com pessoal

Romilson Dourado

      No ano passado, o Tribunal de Contas do Estado, presidido pelo conselheiro José Carlos Novelli, teve uma despesa bruta com pessoal de R$ 63,6 milhões. Desse montante, gastou R$ 48,9 milhões com a folha dos servidores ativos e R$ 14, 6 milhões com inativos e pensionistas. O TCE recebe de duodécimo o correspondente a 1,7% das receitas correntes líquidas do Estado.
EXECUTIVO | 31/01/2007 - 02:36

Bomdespacho é o mais votado na Empaer

Romilson Dourado

    Após intensa articulação de bastidores, o presidente demissionário da Empaer, Aréssio Paquer, conseguiu transformar o atual diretor de Operações, Jaime Bomdespacho, no nome mais votado entre os ocupantes de cargos comissionados com vistas à indicação para o comando da empresa. Por meio de uma carta-enquete distribuída a diretores, coordenadores regionais e chefes de campos, 290 dos 693 DAS e estagiários votaram. Destes, 202 sugeriram o nome de Bomdespacho para a presidência, o que representa a maioria.

     A intenção de Paquer agora é levar o pleito ao governador Blairo Maggi. A decisão de Paquer contraria o PFL, do qual é filiado. Acontece que o partido já havia indicado ao governador o nome de Leôncio Pinheiro para a presidência da Empaer. O fato do conteúdo da carta-enquete ter se tornado público aqui no RDNews expôs toda a estratégia de pressão interna armada por Aréssio Paquer. Para os servidores, o presidente da Empaer acabou \'dando um tiro no pé\'. Não conseguirá emplacar Bomdespacho como seu sucessor na direção da empresa e ainda será visto com desconfiança pela cúpula do PFL, principalmente pelo senador Jonas Pinheiro, irmão de Leôncio, que deve assumir o cargo.

EXECUTIVO | 31/01/2007 - 01:59

Mendes posterga candidatura; Éder avança

Romilson Dourado

   O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), empresário Mauro Mendes (PPS), voltou a dizer, em entrevista ao programa Terceiro Mundo, da TV Record Canal 10, nesta terça à noite, que pode disputar a Prefeitura de Cuiabá, mas se recusa a colocar o assunto na pauta nesse momento. Para ele, articular candidatura faltando praticamente dois anos para as eleições representa 'política fora de hora'. Perguntado sobre o fato do presidente da MT Fomento, Éder de Moraes, do mesmo grupo político do governador Maggi, já estar trabalhando a pré-campanha ao Palácio Alencastro, Mendes despistou: "Respeito a liberdade de cada um".

     Éder de Moraes, que assistiu a entrevista com Mauro Mendes, reafirmou que é pré-candidato a prefeito da Capital. "Um projeto dessa envergadura não se constrói no afogadilho e tampouco no atropelo. Tem etapas que precisam ser vencidas. A vida é um exercício político e não existe vida fora de hora". Ele disse que está construindo espaço de forma consistente e tem a humildade de procurar as lideranças politicas da Baixada Cuiabá para debater o projeto.

   Num recado indireto a Mauro Mendes, eventual concorrente interno, Éder dispara: "O que talvez não esteja bem assimilado é que estou construindo minha candidatura através do alicerce e não pelo telhado. Essa construção leva tempo. Sou homem decidido. Tomo minhas decisões e assumo as consequências delas. Não fico escondendo o jogo da sociedade para ser canndidato de última hora".

     O presidente da MT Fomento assegura que sua pré-candidatura já tem apoio de 15 entidades e garante levar consigo para o partido que se filiará ao menos 5 mil pessoas. Observa que a tendência é acompanhar o destino partidário de Maggi e aderir ao PR. Ele se considera 'fato novo na política'. "Vou disputar espaço para prefeito. Acho que tenho esse direito como qualquer cidadão", destaca Éder, que tem mantido conversações com os deputados federais Homero Pereira e Wellington Fagundes, com o governador Maggi, com o secretário de Educação, Luiz Pagot, com o vereador Helny de Paula e com o ex-deputado Emanuel Pinheiro.

LEGISLATIVO | 31/01/2007 - 01:47

Valtenir quer presidir a CCJ da Câmara

Romilson Dourado

    O deputado federal eleito Valtenir Luiz Pereira disse nesta terça à noite, durante reunião do PSB em Brasília, que vai pleitear a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, considerada a mais importante da Câmara. Ele espera, como ponto de partida, que o PSB o indique à CCJ. O partido terá uma bancada com 27 cadeiras na Câmara e vai fazer parte do maior bloco que tende a se formar. Se juntará ao PC do B (com 13 parlamentares), PAN (1), PMN (3), PDT (24), PV (13), PHS (2) e, provavelmente, ao PSC (9). Juntos, estes oito partidos têm 92 deputados, o que levaria o bloco a ultrapassar o PMDB, maior partido da Câmara, que elegeu 89 deputados na eleição do ano passado. O prazo final para a formação de blocos termina nesta quarta (31), às 12 horas.

    "Vejo chance de ser indicado para a CCJ", destaca Valtenir, apostando na reeleição à presidência da Câmara do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). Para o deputado mato-grossense, defensor público e vereador por Cuiabá, há um precedente perigoso na disputa pelo poder entre PT e PSDB. Segundo Valtenir, se a sigla petista sair vitoriosa com a eleição de Arlindo Chinaglia, corre-se o risco de haver facilidade na Câmara para o governo Lula. Já se o PSDB, com o candidato Gustavo Fruet, conquistar a Mesa Diretora, pode haver problema de governabilidade. Nesse caso, o socialista conclui que o nome de Rebelo representa o equilíbrio desses interesses. Valtenir renuncia nesta quarta ao mandato de vereador e se licencia da defendoria pública para poder tomar posse no dia seguinte na Câmara Federal.

VARIEDADES | 31/01/2007 - 01:31

Prefeito atrasa agenda por empurrar carro oficial

Romilson Dourado

     O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), se viu obrigado a descer e empurrar, por duas vezes esta semana, o veículo Santana, modelo 2000, que faz questão de utilizá-lo como carro oficial. A cena chega a ser constrangedora para o prefeito, no comando do Palácio Alencastro desde janeiro de 2005. Ele, porém, não demonstra a mínima preocupação com isso. Empurra o carro e ainda sinaliza positivamente para os curiosos, que param o trânsito para presenciar melhor o esforço físico de Santos na tentativa de fazer o veículo funcionar na banguela.

   O problema é que, devido a problemas mecânicos do velho Santana, de cor prata e placas 5628, dirigido por Jangada, Wilson Santos tem chegado atrasado em alguns compromissos. O Santana de quatro portas é o mesmo que foi utilizado pelo ex-prefeito Roberto França durante quatro anos.

EXECUTIVO | 31/01/2007 - 01:16

Ricarte assume escritório de MT em Brasília

Romilson Dourado

     O governador Blairo Maggi já acertou a nomeação do deputado federal Ricarte de Freitas (PTB) para conduzir a representação do escritório de Mato Grosso em Brasília. O presidente da legenda petebista, derrotado à reeleição, substituirá o ex-senador Louremberg Nunes Rocha, que já deixou o escritório regional desde o início do mês.

    O entendimento saiu de um almoço nesta terça (30) no apartamento de Ricarte, em Brasília. O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, amigo pessoal de Ricarte, também participou do encontro com Maggi e o deputado. Os três conversaram sobre o desgaste político enfrentado por Ricarte devido ao envolvimento do seu nome na máfia dos sanguessugas. O parlamentar, que conclui o mandato nesta quarta, jurou inocência e deu tranquilidade ao governador. Assegurou que, no escritório de Mato Grosso em Brasília, cumprirá a contento as atribuições de acompanhar o governo nas audiências nos ministérios, de articular projetos e reuniões e ajudar na viabilização de recursos.  

       Maggi aproveitou a reunião e convidou o ministro para aderir ao Partido da República. Mares Guia admite a possibilidade de deixar o PTB e se juntar ao governador mato-grossense na nova legenda.

INFRAESTRUTURA | 31/01/2007 - 00:00

Serys e Bezerra não aceitam Pagot no Dnit

Romilson Dourado

   As articulações para a sucessão estadual de 2010 devem complicar a indicação de Luiz Antônio Pagot, principal assessor do governador Blairo Maggi, para a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). Em conversa na semana passada, a senadora Serys Marly e o deputado federal eleito Carlos Bezerra, presidentes regionais do PT e PMDB, respectivamente, combinaram articulação conjunta para bloquear avanço de Pagot rumo ao Dnit. Os dois vão fazer de tudo para o atual secretário de Estado de Educação não ocupar o cargo federal. A preocupação é com a pré-campanha de Pagot ao governo do Estado. Eles acreditam que, se o afilhado político de Maggi assumir o Dnit, que tem um orçamento anual de R$ 12 bilhões enquanto o do Estado de MT é de R$ 1,6 bilhão, se fortaleceria de tal modo que 'engoleria' a oposição.

    Bezerra argumenta nos bastidores que o PMDB tem influência no Ministério dos Transportes e está disposto a pedir interferência da cúpula nacional para vetar Pagot. Já Serys começou atuar em outra frente. Para contrapor o indicado de Maggi, ela lançou para o mesmo cargo o seu assessor parlamentar Odinarte Borges, que já atuou por vários anos na pasta do Transportes.

      Diário Oficial

     O governador conversou com o presidente Lula, de quem recebeu sinalização sobre a nomeação. Pagot foi até chamado para uma reunião em Brasilia, nesta terça, para discutir o assunto. Blairo Maggi observa, porém, que o processo é lento. Explicou que Lula só vai discutir cargos após a eleição da Mesa Diretora da Câmara e do Senado. "Vamos esperar o Diário Oficial, mas o caminho é esse (de nomeação de Pagot para o Dnit), com muito respaldo para poder trabalhar", enfatizou o governador, um tanto cauteloso e disposto a só comemorar após ver oficializado o nome do aliado.

ARTICULAÇÃO | 30/01/2007 - 23:00

Governador promete ato de filiação em Cuiabá

Romilson Dourado

   O governador Blairo Maggi (ex-PPS) declarou nesta terça à noite, em entrevista exclusiva a Roberto França, apresentador do programa Resumo do Dia, da TV Rondon (afiliada da Rede TV!), que pretende fazer um grande ato em Cuiabá para marcar sua filiação no PR junto com uma série de lideranças. Maggi participou de uma reunião ampliada com a cúpula do novo partido, em Brasília, quando fez filiação simbólica junto com o deputado federal eleito Homero Pereira. "A minha filiação vai acontecer em Cuiabá porque quero conversar com os companheiros deputados, vereadores, prefeitos, enfim, com cada um, para fazer o convite de filiação conosco", comentou Maggi, por telefone. Ele deve levar para o PR mais de 40 prefeitos, cerca de 5 deputados estaduais, além do federal Homero e dezenas de vereadores. Também articula em nível nacional para cooptar deputados federais, governadores e senadores.

   Maggi adianta que fará questão de explicar o porquê da opção pelo PR, que nasceu da fusão do PL com Prona, e que benefício Mato Grosso terá com essa movimentação política. O governador disse que as lideranças do Partido da República 'estão felizes e contentes' com a sua adesão à sigla. "Eles sabem que vamos reforçar o partido".

    Conta que já fez o convite ao governador Ivo Cassol (PPS-RO), de quem é amigo pessoal, para ingressar no PR. Também está quase convencendo o petebista Walfrido Mares Guia, ministro do Turismo, a trocar o PTB pelo novo partido. Assessores do governador asseguram que ele vai realizar o ato de filiação no próximo dia 22. Mas, nesta primeira entrevista concedida após a reunião com o PR, Maggi, que deixou o PPS após divergência com o presidente nacional Roberto Freire, preferiu não oficializar uma data. "É um trabalho demorado, vai de 15 a 20 dias. Não é uma coisa rápida e não tem necessidade disso".

    Empolgados com a adesão de Maggi, membros da cúpula nacional adiantaram que vão trabalhar a construção da candidatura do governador mato-grossense à Presidência da República para 2010. O governador concede entrevista coletiva nesta quarta pela manhã, no Palácio Paiaguás, para falar de sua nova filiação.

MINISTÉRIO PÚBLICO | 30/01/2007 - 17:54

Prado é único inscrito e continuará na chefia do MPE

Romilson Dourado

    Paulo Prado, que há dois anos enfrentou quatro concorrentes, agora será reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça do Estado, sem qualquer obstáculo. As inscrições para a disputa encerraram nesta terça (30) e só houve um inscrito: Prado, atual procurador-geral. É a primeira vez que isso acontece nos últimos 19 anos, desde a Constituição de 88.

    Até mesmo o promotor de Justiça, José Antônio Borges, virou cabo eleitoral de Paulo Prado. Nos últimos pleitos, Borges chegou a recorrer à Justiça para garantir o direito a concorrer à cadeira de chefe do MPE. A eleição será na próxima sexta, 2 de fevereiro. Votam promotores e procuradores de Justiça. A posse acontece em 13 de abril.

    Por mais dois anos, Paulo Prado comandará um orçamento que hoje está fixado em R$ 27 milhões. Sob sua tutela há uma grande estrutura de pessoal. Cabe ao procurador-geral de Justiça designar ou nomear o diretor-geral, chefes de departamentos e de gabinetes, designar promotores auxiliares da PGJ e nomear coordenadorias, como do Meio Ambiente, dos Direitos Difusos, da Cidadania, do Combate à Sonegação Fiscal e do Centro de Aperfeiçoamento Operacional, além do Gaeco.

ARTICULAÇÃO | 30/01/2007 - 17:41

Maggi se filia e articula bloco do Centro-Oeste

Romilson Dourado

    Blairo Maggi anunciou, em Brasília, ao paticipar do ato de sua filiação simbólica no PR, que em breve o governador de Rondônia, Ivo Cassol , que foi eleito  pelo PSDB e migrou para o PPS, também vai para o Partido da República. O governador mato-grossense articula a formação de um bloco do Centro-Oeste com ramificações em Estados do Norte. 

    Ao se referir às reivindicações para Programa  de Aceleração do Crescimento (PAC),  Maggi afirmou que os governadores ‘não colocaram a faca no pescoço' do presidente Lula. Destacou que, independente de qualquer coisa, os governadores apóiam o PAC porque significará melhoria para o país.   Na reunião, a bancada reafirmou apoio à candidatura do deputado Arlindo Chinaglia  (PT-SP) à presidência da Câmara. O candidato, que estava presente à reunião,  agradeceu o apoio. Outro que se filiou ao PR foi o senador Expedito Junior,  de Rondônia.

   A bancada do PR deveria definir na noite desta terça o novo líder na Câmara. A disputa estava entre o atual líder, Luciano Castro (RR), e o ex-líder Sandro Mabel (GO). O PR, novo 'endereço' do governador mato-grossense, já aumentou sua bancada para 35 deputados federais, com a filiação  de 10 parlamentares. Entre os que aderiram à nova sigla está Homero Pereira.

EXECUTIVO | 30/01/2007 - 12:47

Brunetto vê postura autoritária do presidente da Empaer

Romilson Dourado

   O agente técnico da Empaer, Gilmar Brunetto, classifica de 'autoritária, interesseira e direcionada', a carta-enquete encaminhada pelo presidente demissionário da Empaer, Aréssio Paquer, aos ocupantes de cargos comissionados. Na expectativa de convencer o governador Blairo Maggi a nomear na presidência da empresa o atual diretor de Operações, Jaime Bomdespacho, Paquer enviou um comunicado aos diretores e chefes de escritórios, sugerindo que votassem em algum nome do quadro efetivo. Ele não mencionou nome no documento, mas, nos bastidores, articula para emplacar Bomdespacho em detrimento de Leôncio Pinheiro, irmão do senador Jonas Pinheiro e indicado pelo PFL.

    Para Brunetto, ex-presidente do Sindicato do Sistema Agrícola, Agrário e Pecuário de MT, a forma como Aréssio Paquer agiu o deixou desacreditado e impotente para fazer indicação técnica. "Se o processo é democrático porque não estabeleceu normas. Temos muitos nomes na extensão rural com bastante experiência e capacidade de assumir a presidência, mas, pelo visto, tudo foi por água abaixo". Gilmar Brunetto questiona também o despreendimento de Paquer pela indicação de Bomdespacho, que já está aposentado. "Hoje, ele (Bomdespacho) é diretor. Nada tenho contra ele, mas ficou esse tempo todo acatando ordem ditatorial do presidente".

    Ex-presidente da Federação dos Trabalhadores de Extensão Rural do Brasil, Brunetto destaca que os técnicos precisam de enquadramento na área fim e critica a atual diretoria, para quem passou dois anos sem atender as reinvindicações da categoria e, de quebra, ainda cortou direitos, como licença-prêmio. Ele cobra também uma posição do sindicato da Empaer.



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