Sábado, 04 de Fevereiro de 2012, 11:32 h

EDUCAÇÃO | 31/05/2007 - 20:00

Governador proíbe Ságuas de exonerar o primo

Romilson Dourado

   Valeu o grau de parentesco. O governador Blairo Maggi disse "não" a seu secretário de Educação, o petista Ságuas Moraes, que já havia decidido exonerar Noí Borges Scheffer do cargo de assessor especial da Seduc. Detalhe: Noí é primo de Maggi.

   Agora, o petista se vê obrigado a recuar e manter no quadro Noí Scheffer, que já foi adjunto e até assumiu a pasta por alguns meses durante a gestão de Ana Carla Muniz. O primo de Maggi também integrou o segundo escalão quando a secretaria estava sob Luiz Antônio Pagot até o mês passado - clique aqui e leia mais sobre o assunto.

    Antes mesmo de assumir a condução da maior secretaria da máquina estadual, o deputado licenciado Ságuas Moraes ouviu do governador que poderia promover as mudanças de equipe que bem entendesse. O PT "pegou corda". Passou então a colocar membros do seu grupo nos principais cargos da Saúde, entre eles Antonio Carlos Ióris, que o assessora, como braço-direito e responsável pela questão financeira, desde a década de 1990.

   O problema é que agora o novo secretário de Educação encontrou o primeiro obstáculo ao tentar "derrubar" o primo do governador. Com aval do primo, Noí Scheffer continuará na Seduc. Ságuas, por sua vez, "engole seco".

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INVESTIGAÇÃO | 31/05/2007 - 14:02

Jonas nega ter recebido "mimos" de empreiteiro

Romilson Dourado

   O senador Jonas Pinheiro (DEM) divulgou nota em que tanto ele quanto a esposa, ex-deputada Celcita Pinheiro, negam qualquer envolvimento com o empresário Zuleiro Veras, da Gautama, construtora acusada de cometer fraudes em licitações com superfaturamento de obras e pagamento de propina a políticos. O nome do democrata, segundo reportagem na Folha online, aparece numa relação de 225 pessoas, entre parlamentares, ex-deputados, governadores, ex-governadores, prefeitos, ex-prefeitos, ministros de estado e do Tribunal de Contas da União que supostamente teriam sido “agraciados” pela Gautama - clique aqui e leia mais sobre o assunto.

    "Não conheço o empresário Zuleido Veras e que, portanto, nunca fiz nenhum negócio com empresas dele, muito menos com a Gautama, nem tive qualquer contato com integrantes daquela empresa", afirma o senador. "Quero registrar também o meu inconformismo por ver meu nome inserido nessa lista de agraciados com mimos da empresa".

Confira a íntegra da nota assinada pelo senador Jonas Pinheiro

"Fui surpreendido com a matéria do articulista Kennedy Alencar, da Folha de São Paulo, veiculada na Folha Online, e com outras de igual teor, divulgadas por jornais e por portais eletrônicos do estado de Mato Grosso, nas quais é apresentada uma lista de pessoas que teriam sido “presenteados” pela Gautama, empresa que está sendo acusada de estar envolvida em esquema de superfaturamento de obras e de fraudes em licitações governamentais.
As matérias relatam que foram identificadas pela Polícia Federal, na lista da empresa Gautama, 225 pessoas, entre governadores, ex-governadores, prefeitos, ex-prefeitos, ministros de estado e do Tribunal de Contas da União, deputados federais e ainda dezoito senadores.
Quando tomei conhecimento dessa notícia, a minha surpresa foi muito grande, tanto quanto a minha indignação.
Não entendo como o meu nome possa integrar uma lista de “agraciados” pela empresa Gautama, quando jamais tive relacionamento com ela e jamais auferi qualquer vantagem dela. Também não me consta que meu Gabinete no Senado Federal tenha recebido algum brinde, como canetas, gravatas ou bebidas daquela empresa, como foi sugerido nas notícias.
Mesmo com a ressalva feita pelos autores das matérias de que o fato de o nome fazer parte dessa lista não significa que a pessoa seja suspeita, creio que a divulgação dessas acusações, sem uma comprovação, é leviana, é desrespeitosa e é, principalmente, tendenciosa. Alguém se regozija ou ganha prestígio ou tem outra espécie de compensação para disseminar esse tipo de notícia na imprensa.
A responsabilidade por esse ato cabe, primeiramente, a quem fornece essas notas à imprensa e que são chamadas por ela de “fontes”; pessoas que divulgam informações, conseguidas sabe-se lá como, para os veículos de comunicação, com interesses escusos, muitos dos quais, suponho, até inconfessáveis.
É lamentável, porque, na prática, a imprensa divulga uma matéria acusatória dessa natureza com todo o estardalhaço, e, depois de apurados os fatos e inocentados os acusados, ela noticia esse resultado numa matéria lacônica e breve e num espaço infinitamente menor.
Assim, o que fica marcado para sempre na mente e no espírito dos que recebem essas notícias é a imagem denegrida pela primeira informação: aquela que acusa e que denigre.
A contestação do acusado, mesmo que consistente, por ficar em segundo plano, não corrigirá o estrago que já foi feito. O estrago político e, mais que tudo, o moral, que acaba alcançando a nossa família, e enodoa e prejudica nossos filhos e netos.
Deixo registrado e bem evidente que não conheço o empresário Zuleido Veras e que, portanto, nunca fiz nenhum negócio com empresas dele, muito menos com a Gautama, nem tive qualquer contato com integrantes daquela empresa, seja aqui em Brasília, seja em Mato Grosso, meu estado, seja em qualquer outro lugar. Quero registrar também o meu inconformismo por ver meu nome inserido nessa lista de “agraciados” com “mimos” da empresa Gautama ou com vantagens de qualquer natureza por ela distribuída. E mais: quero que fique registrada ainda a minha profunda repulsa a essa divulgação leviana."
JONAS PINHEIRO
Senador da República

CORRUPÇÃO | 31/05/2007 - 12:50

Manifesto em MT cobra zelo com a coisa pública

Romilson Dourado

        Em audiência pública realizada no auditório da OAB nesta quarta (30), 21 entidades assinaram manifesto público com a finalidade de "limpar" o nome de Mato Grosso. O debate durou quase três horas. Indignadas com a onda de corrupção no país envolvendo quase sempre governantes e instituições de Mato Grosso, os representantes anunciaram apoio ao projeto de autoria do vereador Dilemário Alencar (PSB) pela criação do Conselho Municipal de Combate à Corrupção e à Impunidade em Cuiabá.

      No manifesto foram pontuados temas relacionados à fiscalização do poder público e à necessidade de criar sistemas de organização que possam cobrar das autoridades e dos políticos a aprovação de medidas de interesse sociais, como, por exemplo, a reforma política. Segundo o manifesto, o povo mato-grossense “se sente em demasia envergonhado com as atitudes de seus representantes eleitos, com seus nomes sempre presentes nas grandes operações nacionais”.

   De acordo com o presidente da OAB/MT, Francisco Faid, o manifesto tem um tom de convocar a sociedade e serve também como alerta aos políticos.

Entidades que assinam manifesto anti-corrupção

Ordem dos Advogados do Brasil
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura
Conselho Regional de Corretores de Imóveis
Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil
Associação dos Docentes da UFMT
Sindicato dos Trabalhadores  no Ensino Público
Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público – Subsede Cuiabá
Rotary Club Internacional
Rotary Club Bandeirantes
Sindicato dos Serviços Farmacêuticos de MT
Sindicato das Farmácias de MT
Sindicato dos Médicos de MT
Loja Maçônica Grande Oriente
Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral
Ouvidoria-Geral de Cuiabá
Federação do Comércio de MT
Federação das Indústrias de MT
Instituto Focus
Instituto de Fiscalização contra Corrupção
União Cuiabana das Associações de Moradores de Bairros
Sindicato dos Contadores de MT
Caixa de Assistência dos Advogados de MT

Vereadores
Dilemário Alencar
Francisco Vuolo
Enelinda Scala

Deputado
Alexandre Luiz César

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EDUCAÇÃO | 31/05/2007 - 12:29

Secretário Ságuas exonera primo do governador

Romilson Dourado

    O PT assumiu a Educação do Estado de "porteira fechada". Após obter do governador Blairo Maggi a garantia de autonomia total, o novo secretário Ságuas Moraes está promovendo uma série de mudanças nos cargos de segundo e terceiro escalões. O próximo que ele "derrubará" será o próprio primo do governador, o ex-secretário-adjunto Noí Borges Scheffer, que hoje ocupa cargo de assessor especial desde o início do ano, quando o secretário era Luiz Antônio Pagot. Antes, o primo de Maggi foi secretário-adjunto e chegou a comandar a pasta no período em que a titular Ana Carla Muniz. esteve licenciada para se dedicar à campanha do marido, o hoje deputado estadual Percival Muniz, e também ao projeto à reeleição do governador Maggi.

    Deputado licenciado, Ságuas Moraes determinou também a exoneração do advogado Jonas Teixeira Motta Júnior e de Gleidison dos Santos. Ambos estavam na assessoria especial.

    Há menos de um mês no cargo, Ságuas mudou todos os adjuntos, à exceção de Ezequiel Ângelo da Fonseca, que continua na Estrutura Escolar. O novo secretário substituiu a adjunta de Política Educional Marta Maria Pontin Darsie por Rosa Neide Sandes de Almeida, servidora de carreira havia 26 anos.

    Também exonerou o ex-vereador Yuri Bastos Jorge, ex-presidente da MT Saúde. Na vaga de adjunto administrativo financeiro nomeou seu antigo assessor Antonio Carlos Ióris. Substituiu também o ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho, que respondia pela Gestão de Pessoas, pela ex-deputada estadual Vera Araújo PT), então opositora ao atual governo.

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LEGISLATIVO | 31/05/2007 - 12:10

Lei obriga assentos especiais em bancos

Romilson Dourado

       É comum presenciarmos lugares reservados a gestantes, idosos e deficientes físicos sem assentos suficientes para atender os clientes. Às vezes, os assentos ditos especiais nem mesmo existem na fila bancária. Mas, agora, há lei que determina que estabelecimentos bancários de Mato Grosso tenham assentos e, em número suficiente.

       De acordo com a Lei Nº 8.655 de autoria do deputado Dilceu Dal Bosco (DEM), a quantidade de assentos será determinada pelos próprios bancos, levando-se em conta o fluxo diário de pessoas nas filas especiais. Quem não cumprir tal determinação está sujeito a pagar multa diária. O prazo para adequação é até o dia 27 de julho.

       A "lei da fila" ainda causa polêmica e a cada dia exige mais das instituições bancárias. No mês passado, numa decisão inédita em Mato Grosso, o juiz  Yale Sabo Mendes, títular do Juizado Especial do Planalto de Cuiabá,  condenou o banco HSBC S/A a pagar R$ 4 mil, a título de indenização por danos morais ao advogado Leonardo Reis Bregunci.

       A instituição não cumpriiu  a Lei Municipal 4.069, de 2001, que estipula prazo máximo de 15 minutos para atendimento aos clientes.

CUIABÁ | 31/05/2007 - 11:03

Oscar continua no topo da lista como pior secretário

Romilson Dourado

    O empresário Oscar Soares Martins continua no topo como "pior" secretário da gestão Wilson Santos. É o que detecta a segunda rodada da pesquisa Mark, feita nos últimos dias 27 e 28. A rejeição ao nome de Oscar pode estar relacionada a seu perfil mais técnico que político e à polêmica em torno do transporte coletivo, que culminou com o aumento da tarifa de R$ 1,85 para R$ 2,05, após vários meses de embates políticos e jurídicos.

    Foram feitas 598 entrevistas em 100 bairros de Cuiabá. Os pesquisadores fizeram a seguinte pergunta: "Na sua opinião, qual o pior secretário da gestão Wilson Santos? Dos entrevistados, 16,7% citaram o nome de Oscar Soares. Na pesquisa feita entre 24 e 26 de fevereir, o nome de Oscar aparecia com rejeição menor: 14,1%.

     O segundo pior apontado nesta nova amostragem é o deputado licenciado Guilherme Maluf, que assumiu o comando da pasta da Saúde há menos de três meses. Maluf é rejeitado por 10,9%. Depois, com 8,7%, vem Euclides Santos, que recentemente assumiu a Infra-Estrutura no lugar de Andelson Gil do Amaral, hoje secretário de Governo.

   O ex-deputado Carlos Carlão do Nascimento, secretário de Educação da Capital, é o quarto pior secretário na avaliação de 4,3% dos entrevistados. O pedetista Ricardo Siqueira que está deixando a Defesa e Cidadania, que será fundida com Esportes e Lazer, enfrenta rejeição de 2,5%.

   Também recém-empossado, Guilherme Muller (Planejamento, Orçamento e Gestão) é tido como pior secretário para 1,8%, seguido do jornalista Pedro Pinto (Comunicação), com 1,7%. O secretário de Finanças, José Carlos Carvalho, o Zé do Nordeste, é rejeitado por 1,5%. Dois integrantes do primeiro escalão figuram com 0,8%: Celcita Pinheiro (Assistência Social) e Éden Capistrano (Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). Mário Olímpio (Cultura) é citado por 0,7%, seguido de Andelson Amaral (Governo) e João Vieira (Trabalho, Indústria e Turismo), ambos com 0,5%. O nome do jornalista Eduardo Ricci (Ouvidoria Geral) é tido como pior para 0,3%.

   Perfil administrativo

   A Mark perguntou aos cuiabanos como definiriam a gestão do prefeito Santos. Para 26,9%, o governo municipal está sendo decepcionante. Outros 21,1% entendem que a administração é lenta e, 20,4% consideram que está sendo como todas as outras. Já na concepção de 11,2%, Santos faz uma gestão moderna e 11,1% entendem que trata-se de um prefeito polêmico. A gestão é ágil para 7,9%.

Na sua opinião, qual o pior
secretário
da gestão Wilson Santos

 
Oscar Soares Martins Trânsito e Transporte 16,7%
Guilherme Maluf Saúde 10,9%
Euclides Santos Infra-Estrutura 8,7%
Carlos Carlão Educação, Desporto e Lazer 4,3%
Ricardo Siqueira Defesa e Cidadania 2,5%
Guilherme Müller Planejamento e Orçamento 1,8%
Pedro Pinto Comunicação 1,7%
José Carlos Carvalho Finanças 1,5%
Celcita Pinheiro Assistência Social 0,8%
Éden Capistrano Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano 0,8%
Mario Olímpio Cultura 0,7%
Anderlson  Amaral Governo 0,5%
João Vieira Trabalho e Turismo 0,5%
Eduardo Ricci Ouvidor Geral 0,3%
ns/nr   46,3%
nenhum deles   1,8%

Fonte: Mark Instituto de Pesquisa e Opinião.
Amostragem realizada em Cuiabá
nos dias 27 e 28 de maio de 2007

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CONVENÇÃO DO PR | 31/05/2007 - 10:05

Lúdio teria reeleição garantida, revela pesquisa

Romilson Dourado

    Se as eleições fossem hoje, o vereador Lúdio Cabral (PT) seria reeleito, revela pesquisa espontânea Mark, realizada em Cuiabá no domingo (27) e segunda (28) desta semana. Em tese, o nome do petista aparece como o mais preferido com 1,7% das intenções de voto, já que o deputado Walter Rabello (PMDB), que figura com 2,8%, não tem qualquer intenção de concorrer a vereador, mas sim a prefeito, inclusive, aparece na liderança também rumo ao Palácio Alencastro.

    O segundo colocado é o vereador de terceiro mandato Luiz Marinho (DEM), que figura com 1%. A amostragem, que apresenta margem de erro de 3% para mais ou para menos, serve apenas de indicativo sobre os nomes preferenciais hoje, mas não é capaz de, a partir desse levantamento, assegurar os possíveis eleitos. O quadro de pré-candidaturas está completamente indefinido. A 16 meses para as eleições municipais, o índice de indecisos chega a 81,1%. O legislativo cuibano dispõe de 19 cadeiras de vereador.

   Dois nomes aparecem com 0,7% de preferência para vereador: Chico 2000 (PR), que hoje já atua como parlamentar, e de Éden Capistrano (PSB), licenciado da Câmara e secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano da Capital. Outros dois vereadores estão com 0,5%: Permínio Pinto (PSDB) e Luiz Poção (sem partido). O ex-vereador Caio Cesar (PP) é citado por 0,3%, assim com a ex-vereadora e hoje deputada Chica Nunes (PSDB) e a vereadora Lueci Ramos (DEM). Estão com o mesmo percentual o vereador Clovito Hugney  (PTB), o presidente da Câmara, Lutero Ponce (PP), o também vereador Marcus Fabrício (PP), a ex-vice-governadora Iraci França (sem partido) e outros nomes até então desconhecidos do meio político, como Gasolina e Odilon.

   Treze nomes são lembrados espontaneamente pelo eletorado cuiabano, só que por apenas 0,2% dos entrevistados pelos pesquisadores da Mark. São eles: o ex-prefeito Roberto França (sem partido), Celso Henrique, Abadio, o deputado Sérgio Ricardo (PR), Ozéas, o ex-vereador Dito Labamba (PDT), Paulo Brother, Arnaldo Padilha, Pastor Emanoel, Rezende, Natanael e os vereadores Levi de Andrade e Dilemário Alencar (PSB) - confira os dados no quadro.  

Artigo | 31/05/2007 - 09:20

É campeã! É o grito da família cacerense

Romilson Dourado

     É campeã! É campeã! Enfim o torcedor cacerense pode gritar, pela primeira vez em pouco mais de 30 anos de participação de uma equipe profissional nos campeonatos estaduais promovidos pela Federação Mato-grossense de Futebol.
     O Cacerense Esporte Clube, conquista pela segunda vez consecutiva, eventos de nível estadual, a Copa Mato Grosso (ou Copa Governador), em 2006, e agora o Estadual de 2007. Mas, acima de tudo, conquistou, não só os desportistas de Cáceres, na essência, conquistou os corações da família cacerense.
     Uma equipe formada, desde 2006, na sua maioria, por jogadores considerados “prata da casa”, unindo com a experiência de jovens valores de outras regiões deste Estado, resultou na formação de um time humilde, combativo, determinado sob o comando de um técnico que soube transmitir aos seus comandados, a importância de uma participação digna de respeito aos cidadãos desta cidade.
     E pela dignidade e honra que cada um dos atletas demonstraram neste campeonato, a torcida cacerense compareceu no estádio e passou a acreditar nessa brava e honrada equipe. O sonho de ser "Campeã", que alimentava os cacerenses há vários anos, era questão de tempo. Esse dia chegou no último domingo. Um dia lindo com o Geraldão recebendo uma lotação nunca visto, chamando a atenção inclusive de torcedores de outros municípios desta região. O Cacerense venceu a aguerrida equipe do Grêmio de Jaciara por 2 x O, prevalecendo a melhor campanha entre todos os participantes.
     Nos campeonatos anteriores de uma equipe profissional de Cáceres, os torcedores que compareciam ao Geraldão, devem ter notado a diferença que venho pregando. Antes tínhamos os desportistas cacerenses no estádio. Hoje temos a família cacerense indo ao Geraldão. São pessoas de todos os sexos, nível social, idade, etc. O Cacerense Esporte Clube mexeu com a auto-estima dos cacerenses e o esporte mais uma vez provou que deixa de lado as desigualdades sociais existentes hoje em dia.
     Registramos também, que a “Fera da Fronteira”, como é conhecido o Cacerense, foi o responsável pela melhoria das estruturas físicas do Estádio Luiz Geraldo da Silva. Faço essa afirmativa com uma pergunta que deixo no ar: “Será que o Geraldão receberia melhoria na ampliação das arquibancadas de concreto se o Cacerense não fosse Campeão da Copa Mato Grosso? Será que as autoridades teriam se articulado para conseguir recursos financeiros para tal finalidade?” Pois é meus amigos cacerenses, temos que agradecer em muito o presidente Clóves Alves dos Santos por colocar uma equipe competitiva que deu e com certeza dará muitas alegria a todos nós.
     O Campeonato Brasileiro da Série C neste segundo semestre e a Copa do Brasil no início de 2008, será uma prova de fogo para o "Cacerense" mostrar, já na sua estréia em eventos nacionais, uma participação também inédita, registrando como o melhor desempenho de um representante de Mato Grosso em campeonatos promovidos pela CBF. Se depender da família cacerense, chegaremos lá.

Wilson Kishi é vereador por Cáceres

PESQUISA MARK | 31/05/2007 - 09:09

Aceitação do governo Santos cai 3 pontos

Romilson Dourado

    O índice de aceitação do governo Wilson Santos (PSDB) caiu 2,8 pontos percentuais nos últimos três meses. Na pesquisa Mark feita entre 24 e 26 de fevereiro, a administração do tucano contava com aprovação de 62,2%. Agora, na simulada realizada nos últimos dias 27 e 28, a gestão aparece com 59,4%. O percentual de reprovação subiu de 33,9% para 38,1%.

   Dos 598 cuiabanos que opinaram nesta última pesquisa, 5% disseram que Santos faz uma ótima gestão. Há três mês, eram 5,6%. Os que classificam a administração como boa somam 24,1%, contra 28,3% na sondagem de fevereiro. Já o universo dos que consideram que o desempenho do prefeito é regular positivo subiu de 28,5% para 30,3%. Esses índices totalizam hoje uma aprovação de 59,4%, o que representa 2,8 pontos percentuais em relação a pesquisa de fevereiro, quando o desempenho positivo registrava 62,2%.

    Reprovação

    Já na avaliação de 7,5%, Santos, que está com dois anos e quatro meses de mandato, apresenta um governo regular negativo, contra 6,9% da pesquisa de fevereiro. Treze por cento afirmam que a administração é ruim. Antes eram 9,7%. Wilson Santos faz um governo péssimo para 17,6%, mesmo índice registrado na amostragem feita há três meses.

ARTICULAÇÃO | 31/05/2007 - 08:18

Maggi cria Conselho para ajudá-lo a governar

Romilson Dourado

Seguindo o exemplo do presidente Lula, Blairo Maggi resolveu criar o Conselho de Governo. Será uma forma de chamar outros segmentos à responsabilidade de governar. Preocupado com as constantes crises pelas quais a sua administração vem passando, o governador buscou respaldo na Constituição Estadual para instituir o tal Conselho, que terá participação de outros Poderes, dos partidos políticos e de segmentos sociais e empresariais.
     Maggi também decidiu descentralizar o poder. O seu vice Silval Barbosa será espécie de um governador paralelo. Terá a missão, por exemplo, de resolver os "pepinos" diretamente com os secretários e de se aprofundar nas articulações junto aos deputados. Assim, Maggi fica mais "solto" para se dedicar às discussões em âmbito nacional. Como governador, o rei da soja não tem mais o ânimo e empolgação vivenciado no primeiro mandato.

    Os maiores problemas administrativos enfrentados estão na segurança pública, educação e meio ambiente. Apesar de haver a sensação pública de que o governo patina, Maggi contrapõe, ao afirmar que já deu arrancada e que estão ocorrendo avanços. Não deixa, porém, de demonstrar preocupação com o baixo nível escolar registrado na rede pública de ensino. Também busca melhorar a imagem ruim do Estado, inclusive no exterior, por causa do alto índice de desmatamento.

     Por fim, vem a segurança, abalada com as últimas operações desastrosas da Polícia Militar. Primeiro, PMs agrediram e torturaram trabalhadores durante uma ação de desarmamento em fazendas na região do Araguaia. Depois, matou um menor e deixou vários feridos durante uma simulação de combate a sequestro no Jardim das Flores, em Rondonópolis.

   Diante de toda complexidade de tocar uma máquina lenta, burocrática e marcada por falta de recursos para investimentos, o governador concluiu que é preciso chamar os Poderes e os segmentos organizados para opinar.  Como a solução para a maioria dos problemas passa pelo caixa, tudo indica que o governo continuará no mesmo ritmo.

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Artigo | 31/05/2007 - 03:27

O deboche dos privilegiados da USP

Romilson Dourado

     "Se os estudantes uspianos não estão satisfeitos com as medidas implementadas pelos legítimos defensores do poder público, que dialoguem ou peçam transferência para escolas privadas" . Confira reprodução abaixo.

     A invasão da reitoria da USP por um grupo de estudantes, que já dura mais de vinte dias, é um dos retratos mais acabados das várias mazelas que continuam a condenar o nosso país ao atraso.
     Começa pela rendição dos interesses de estado às demandas privadas. Os alunos da Universidade de São Paulo (USP) são os mais afortunados do país. Estudam gratuitamente naquela que provavelmente é a melhor universidade brasileira, mesmo quando oriundos de famílias dotadas de amplíssimas condições de pagar por seus estudos – nos cursos concorridos, como medicina, direito, arquitetura, administração e engenharia, a média de renda familiar do alunado que adentrou a USP em 2007 é de mais de 6 000 reais mensais, ou quatro vezes maior do que a média da população brasileira. Não bastasse esse subsídio direto, ainda contarão com as benesses oriundas da posse de um diploma de ensino superior em um país de iletrados: a taxa de retorno a um ano de estudo universitário no Brasil está entre 18% e 20%. Cada ano que uma pessoa cursa de universidade aumenta seu salário por essa magnitude, e aqueles que freqüentam uma boa universidade provavelmente obtêm retornos maiores ainda. Além disso, os alunos da USP contam com todo tipo de facilidade para que sua estada na torre de marfim, financiada pelos impostos desembolsados por todos aqueles que pagam o ICMS paulista (o que provavelmente quer dizer toda a população brasileira), seja o mais amena possível: contam com subsídios para moradia, alimentação, estacionamento e até xerox. Ademais, só precisam dividir cada professor com quinze colegas, havendo também um funcionário técnico-administrativo para servir a cada cinco alunos (nas universidades particulares, para se ter idéia do desperdício, a relação de funcionários é de um para 23 alunos).
     Seria de esperar que os recipientes de tamanhos benefícios se sentissem compungidos a procurar maneiras de retribuir à sociedade pela generosidade dispensada em sua formação intelectual. Ocorre o oposto. Abastecidos há tanto tempo de tamanhas mordomias, os alunos da USP finalmente se sentem donos da instituição, a ponto de invadir sua reitoria, como forma de protestar a busca de maior transparência do governo de São Paulo, mantenedor da instituição. Investimos tanto na formação de doutores, esperando que pudessem usar suas ferramentas dialéticas para convencer-nos da justeza de sua causa pela via da argumentação e do debate, e colhemos como resultado uma manifestação de brucutus, que recorrem à força física e ao desrespeito às leis para se fazer ouvir. Trata-se do braço livresco do MST, com a agravante de que não servem nem para capinar uma roça e precisam que a mãe lhes traga abrigos para evitar o frio. Alguém deveria lembrar aos nossos bacharéis que a USP não é propriedade dos alunos, nem dos professores, nem dos funcionários: é do povo de São Paulo. Povo esse que elege democraticamente seus representantes para fazer cumprir a sua vontade. Em um regime democrático, apenas esses representantes é que têm a soberania para ditar os rumos da universidade.
     Confundiu-se autonomia administrativa com autarquização, como se a USP fosse isenta de prestar contas à comunidade que a mantém e de agir na defesa dos interesses dessa coletividade. Imaginar que os estudantes possam ditar os rumos de uma universidade pública é como aceitar que a política carcerária seja ditada para atender aos interesses dos presos, que a política fiscal seja conduzida por empresários ou que o planejamento urbano seja ditado por motoristas. O compromisso da USP não é para com seus alunos, mas para com o bem público. Se os estudantes uspianos não estão satisfeitos com as medidas implementadas pelos legítimos defensores desse poder público, que dialoguem com ele. Se não ficarem satisfeitos com o resultado desse diálogo, que transfiram sua matrícula para uma universidade privada, em que os clientes do serviço prestado são apenas os alunos, e não a sociedade.

Gustavo Ioschpe é economista

 

ARTICULAÇÃO | 30/05/2007 - 19:53

Em nota, direção do PMDB critica governo Maggi

Romilson Dourado

Partido diz lamentar que "este governo não trabalha com partidos, mas com pessoas"

   Numa "Nota à População" com oito tópicos, que será publicada nesta quinta (31) nos principais jornais impressos do Estado, a direção estadual do PMDB, presidida pelo deputado Carlos Bezerra, faz críticas ao governador Blairo Maggi (PR). Contesta as declarações de Maggi de que o partido cobrou cargos. "O PMDB jamais cobrou qualquer cargo no atual governo. Aguardou ser chamado institucionalmente para discutir sua participação na atual administração, o que não ocorreu", destaca um dos trechos da nota.

     O partido lembra que Maggi declarou publicamente que ofereceu duas secretarias à legenda, a Educação e, depois, a Infra-Estrutura. Depois alfineta: "O PMDB lamenta a declaração de que este governo não trabalha com partidos, mas com pessoas (...)". Mesmo tendo Silval Barbosa na cadeira de vice-governador, a cúpula do PMDB ensaia posição de independência em relação à gestão Maggi. Confira abaixo a nota na íntegra..

"NOTA À POPULAÇÃO:
PMDB NÃO PEDIU CARGOS AO GOVERNO

Em função de recente declaração do governador Blairo Borges Maggi na edição do jornal A Gazeta, de 27/05 (pág. 8), de que “o PMDB queria cargos para o partido” e ele teria dito “não”, distanciando o partido do governo, o PMDB de Mato Grosso vem a público fazer os seguintes esclarecimentos:


1)     O PMDB jamais cobrou qualquer cargo no atual governo. Aguardou ser chamado institucionalmente para discutir sua participação na atual administração, o que não ocorreu;
2)     O que existiu de fato foi que governador, em público e em pelo menos duas ocasiões, disse que iria oferecer inicialmente a Secretaria de Estado de Educação e, posteriormente, a Secretaria de Infra-Estrutura, para o partido;
3)     Os motivos que levaram o governador a recuar das propostas são de inteira e exclusiva responsabilidade sua, não devendo repassá-la ao PMDB ou qualquer dirigente do partido;
4)     O PMDB lamenta a declaração de que este governo não trabalha com partidos, mas com pessoas. A assertiva vai na contramão de tudo o que se discute no país hoje em termos de reforma política, como a fidelidade partidária e a implementação de uma política que resgate a credibilidade da população nas instituições partidárias; 
5)     O PMDB reafirma que ajudou a eleger o atual governo e que sempre se colocou a disposição para contribuir com a efetivação de políticas públicas que vão ao encontro das propostas programáticas historicamente defendidas pelo partido;
6)     O PMDB reitera o que já dissera antes mesmo da coligação “Mato Grosso Unido e Justo” ser efetivada, em 2006: que o partido sempre esteve à disposição para ajudar o Estado a superar os graves problemas que enfrenta, como a falta de uma política de saneamento básico e a falta de uma política fiscal justa, que atraia investimentos e não penalize o cidadão;
7)     O partido também sempre se colocou a disposição para ajudar o Estado a melhorar seu desempenho em áreas como saúde, regularização fundiária, educação e segurança pública;
8)     Se ao atual governo não interessa esta contribuição, cabe ao PMDB manter-se na trincheira de suas bandeiras e, principalmente, na continuidade da defesa dos interesses maiores da população de Mato Grosso, como sempre esteve".

Cuiabá, 30 de Maio de 2007.
Diretório Regional do PMDB

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LEGISLATIVO | 30/05/2007 - 18:35

Efeito cascata eleva salário dos deputados de MT

Romilson Dourado

   Na surdina, o plenário do Senado aprovou nesta quarta os projetos de decreto legislativo que reajustam em 28,5% os salários dos parlamentares, ministros, presidente e vice-presidente da República, retroativo a 1º de abril.

    O senadores Jefferson Peres (PDT-AM) e José Nery (PSOL-PA) foram os únicos a registrarem voto contrário ao reajuste. Como os projetos já foram aprovados pela Câmara, seguem agora para promulgação do Congresso e passam a ter vigência imediata.

     Basta a assinatura do presidente do Senado, Renan Calheiros, e a publicação no Diário Oficial para entrarem em vigor. Por se tratarem de projetos de decreto legislativo, sobre assuntos internos do Congressom, as propostas não precisam de sanção presidencial.

    Efeito cascata

   O reajuste provocará efeito cascata, resultando no aumento dos salários de deputados estaduais e vereadores. O vencimento dos federais e senadores vai passar dos atuais R$ 12.847 para R$ 16,5 mil. Em Mato Grosso, cada um dos 24 deputados estaduais, que hoje recebe R$ 9.635, terá o salário elevado para R$ 12.380. Com isso, a folha somente dos parlamentares sobe de R$ 231,2 mil para R$ 297,1 mil ou R$ 2,7 milhões por ano.

    Além dos atuais R$ 9,6 mil de salário, cada parlamentar tem direito a uma série de outras vantagens financeiras, como verba indenizatória de R$ 15 mil, controle dos R$ 30 mil da verba de gabinete, dos R$ 15 mil de material de consumo, cortesias de passagens áreas é um veículo Clio à disposição do gabinete.

Como ficarão os salários

Presidente da República R$ 8.885 para R$ 11.420
Vice-presidente R$ 8.362 para R$ 10.748
Deputado federal R$ 12.847 para R$ 16.512,09
Senador R$ 12.847 para R$ 16.512,09
Deputado estadual em MT R$ 9.635 para R$ 12.380
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TRANSPORTE COLETIVO | 30/05/2007 - 16:44

Sob descrédito, CLTP volta a protestar nesta 5ª

Romilson Dourado

     O  Comitê de Luta pelo Transporte Coletivo (CLTP), coordenado pelo jornalista Gibran Laschowski, volta às ruas nesta quinta (31) para protestar contra o aumento da tarifa. O novo valor, que saltou de R$ 1,85 para R$ 2,05, está em vigor há quase um mês. Um grupo de estudantes, motivados pela dispensa das aulas, devem  se aglomerar na praça Alencastro, em frente ao Palácio Alencastro, para esculhambar o prefeito Wilson Santos (PSDB), para quem é o grande responsável pela elevação da passagem.

    A manifestação, porém, já perdeu seu sentido social. Ganhou conotação político-eleitoral, influenciado até por questões pessoais. Ligado ao PT, Gibran está sendo motivado a disputar candidatura de vereador nas urnas do próximo ano. Se juntou aos parlamentares oposicionistas Lúdio Cabral, Luiz Poção e ao deputado federal Valtenir Pereira (PSB), pré-candidato a prefeito da Capital. O grupo está disposto a "sugar" o prefeito Santos, na tentativa de miná-lo no projeto à reeleição.

     O empresariado do transporte coletivo se mostra incomodado com a situação porque o debate, que deveria ser norteado por questões meramente técnicas, se transformou em briga política.

    Tudo tem limite. É de se observar que o prefeito Santos cometeu erro grave quando, no final do ano passado, sob pressão das empresas, assinou decreto para aumentar a tarifa sem observar o princípio da anualidade. Pagou caro por isso. Com apoio do Ministério Público, segmentos organizados recorreram à Justiça e conseguiram derrubar o aumento. A partir daí, travou-se uma guerra de liminares, ora pelo aumento, ora pela derrubada do reajuste.

    Há cerca de 15 dias, o Conselho Municipal do Transporte Coletivo se reuniu. Por maioria, aprovou a elevação da tarifa. O prefeito, por sua vez, assinou o decreto. Seria mais prudente agora que o CLTP recorresse à Justiça contra o aumento da passagem ao invés de, influenciado por meia-dúzia, liderar movimento merante com conotação político-eleitoral. Se continuar assim, logo cairá no descrédito, comprometendo até entidades sérias e engajadas nas lutas pelas causas sociais.

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Artigo | 30/05/2007 - 10:58

Serra é bonitinho!

Romilson Dourado

     Não vou dar uma de Marilena Chauí que depois de uma reunião com Lula disse aos jornalistas: quando Lula fala uma luz se ascende. Exagero ou escuridão total à parte, ouvir Fernando Henrique Cardoso falando da postura ou descompostura oposicionista do PSDB, acalma minha impaciência. Ele criticou a "oposição simbólica" exercida pelo partido e relembrou alguns princípios que nortearam sua fundação.
     Sem nhenhenhém, Fernando Henrique falou da importância de retomar a discussão de políticas públicas, marca registrada do partido e que fomentou todas as ações dos governos tucanos. É preciso acabar com essa conversa de "nunca antes na história do Brasil", disse o ex-presidente referindo-se à balela retórica e reincidente de Lula.
     Aécio Neves falou logo depois de Serra. Aliás, justiça seja feita, o quadro de governadores do PSDB é de primeira, mas voltemos ao Aécio Neves. Ele discursou com a desenvoltura de quem foi criado em palanques, fez piadinhas com Serra como se grande amigo fosse e mesmo sem convencer disso, as piadinhas eram até engraçadas. O salão estava cheio. Do lado esquerdo estavam os jornalistas e do lado direito as autoridades passavam apressadas ao fim do seminário a caminho de outra reunião, que aconteceria do outro lado da rua. Todas as autoridades passaram pelo lado direito, menos Aécio, que foi para a platéia que reagiu tal qual as fãs de Jerry Adriani nos anos da Jovem Guarda. Repentinamente, quase que do nada, surgem três ou quatro mulheres e com semigritinhos se atracaram em Aécio para uma seção de fotos. Um assessor do governador, ao ver minha cara de espanto e graça, se apressou em comentar:
      - A mulherada não larga o Aécio, elas ficam loucas.
      - Entendo!, respondi e continuei: - Você é assessor dele, né?
      - Não, nem de Minas eu sou.
      - Entendo! Me diz uma coisa, é assim em todos os lugares que ele passa?, perguntei ao não assessor e não mineiro. Ele se empolgou e respondeu:
      - É, em todos os lugares onde a gente passa é assim, uai. A mulherada fica querendo chegar perto, pegar, tirar fotos. Deve ser o carisma.
     Não agüentei a mancada do não mineiro e disse já saindo sem esperar pela resposta:
      - Concordo. Deve ser o carisma, porque ele nem é tão bonitinho assim. Achei Serra mais charmoso.
     O pré-candidato à presidência Aécio é um dos melhores marqueteiros de si mesmo que já vi nos últimos anos. Ele está certo. Faz parte da política! Está tentando mostrar ao partido que ele é o nome ideal para ser o candidato em 2010. É bom administrador, isso é inquestionável. Ele sabe delegar funções e dividir atribuições, sem que seja necessário criar um primeiro-ministro estadual. Como deve ser a visão e postura do bom administrador público, que não centraliza a administração em suas mãos. Mas que foi meio apoteótica sua saída do seminário, isso foi.
     O PSDB está tentando tirar uma carteira de identidade, parece ter percebido que com carteirinha de estudante não pode freqüentar todos os lugares que deseja e só depois que conseguir isso, poderá vislumbrar a volta ao poder. Na verdade o partido nasceu poder e apesar da experiência dos fundadores, não atinaram para o fato de que a política é cíclica e que um dia o partido estaria longe das benesses do poder.
     Criado em 1988, fez por dois mandatos o presidente da República, teve a maioria dos governadores, prefeitos das principais cidades, infinitos vereadores, enfim, viveu na bonança, mas um dia Lula chegou. Uma revoada de tucanos foi vista migrando para qualquer lugar. O que ficou para o PSDB? Ficou um quadro de filiados da mais alta capacidade, estudiosos, bons gestores públicos, que diferente dos pensadores petistas, não viajam na "transcendência das convergências programáticas dos conceitos estruturais da massa". Isso ficou muito bem evidenciado durante a objetiva palestra da Dra. Ruth Cardoso sobre desigualdade social e sobre o novo foco que se deve dar para combater de forma efetiva a desigualdade de oportunidades que existe no Brasil.
    Não poderia fechar minha impressão do 3º seminário do PSDB, sem fazer um comentário. As qualidades administrativas de José Serra já são reconhecidas, nem preciso falar, mas, além disso, e apesar de não ter visto nenhuma luz se ascender tal qual a vista por Marilena Chauí, sabem que eu achei Serra bonitinho?


Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ, professora do curso de pós-graduação em Gestão de Cidades. Site: www.prosaepolitica.com


 

Artigo | 30/05/2007 - 10:56

A casa pode cair

Romilson Dourado

     Há pouco afirmei em artigo, que o calcanhar-de-aquiles do governador Blairo Maggi é a Segurança Pública. Não que eu seja "adivinhão", "bidu", ou coisa que o valha. São os fatos. Contra fatos não existem argumentos.
     Tortura e pistolagem no Araguaia, praticados por policiais. Em Cuiabá e Várzea Grande, policial militar assaltante de banco. Em Rondonópolis esta tragédia, que pelo despreparo, irresponsabilidade e descaso, tira a vida de uma criança de 11 anos, fere mais nove pessoas, podendo fazer mais uma vítima fatal, a professora que foi baleada no rosto, atingida no olho.
     Por questão salarial, cujos projetos estão tramitando na Assembléia Legislativa, da a entender que a hierarquia está sendo quebrada, criando uma turbulência na corporação com desdobramentos imprevisíveis.
     Pelos fatos ocorridos na região do Araguaia trocou-se o comando estadual da Polícia Militar. Acompanhei algumas entrevistas do novo comandante. Se teorias ajudassem a eliminar bandidos, diminuir a violência e a criminalidade, o governador teria nomeado o oficial adequado para a função.
     No entanto, na prática a coisa é diferente. Basta ver o desnorteamento em que se encontra o secretário Carlos Brito. Nada pessoal contra o secretário. Trata-se apenas de analisar sua atuação administrativa. Carlos, "puxa seu carro daí". Você não é do ramo. Se o governador quer lhe prestigiar, que lhe dê uma função para qual você tenha aptidão e conhecimento, caso contrário, você sairá do governo mais "frito do que lambari para tira-gosto".
     No que se refere à tragédia de Rondonópolis, Carlos Brito disse que houve no mínimo negligência, que os fatos serão apurados e os responsáveis punidos. Santa ingenuidade! Negligência. E a vida da criança, da professora, das pessoas aterrorizadas como é que fica? Que assistência receberão do governo? Os traumas, as seqüelas. Quem pagará por isso? São feridas que não se cicatrizam. Os cinco meses do segundo mandato da "turma da botina", está atingindo um nível de desfavorecimento ao governo, que não enxerga ou finge não enxergar, que a continuar, não resta outra alternativa a não ser caminhar rumo ao cadafalso. Se descambar "a casa pode cair".
     O governo Maggi tem convivido com fatos negativos que acabam desbancando a "áurea" de governo sério, governo de visão, quebrador de paradigmas, que se acreditava ser verdadeira.
     Na questão do entrevero com o Poder Legislativo, afirmou: "Walter Rabello e Zé Carlos do Pátio não podem ver um banquinho ou um caixote que querem subir para discursar". Será que esse tipo de declaração do chefe maior do Poder Executivo contribui em alguma coisa?
     Na Sema, secretaria cuja agilidade é de suma importância para o desenvolvimento, o clima é de instabilidade e incerteza no seio de todo quadro de funcionários. No Detran, acusações de que um diretor usa o carro oficial para suas horas de lazer na sua chácara.
     No Cepromat, o Ministério Público Estadual denuncia que a administração estadual está pagando mais de 100% que as empresas privadas pagam a empresas de telecomunicações. O que cheira (ou fede) a superfaturamento e corrupção, com dispensa de licitação. O presidente do órgão, segundo consta, até então é homem de confiança do governador.
     Todos estes fatos estão tirando o sono da "turma da botina", requintado ainda, com o labirinto percorrido por Luiz Antônio Pagot, na busca de assumir o comando nacional do Dnit. Uns dizem que está garantido, outros não acreditam.
     Imagino eu que o povo que escolheu o empresário, cidadão, político, quer que Blairo Maggi assuma o governo, defina as regras, respeite a independência e a harmonia entre o Legislativo e o Executivo, sem "fugir da raia", passando a bola para o vice.
     O êxito ou fracasso do seu governo depende única e exclusivamente de suas atitudes e decisões. Se deixar o desgaste descambar a "casa pode cair" e o fim será melancólico, para o grupo que fez o discurso de que iria mudar Mato Grosso, recebendo por duas vezes a confiança do eleitorado mato-grossense.

José Arimatéia é ex-deputado estadual

INVESTIGAÇÃO | 30/05/2007 - 10:21

Deputado Henry é vinculado a dono da Gautama

Romilson Dourado

   De novo, ele se envolve em escândalo. O deputado federal mato-grossense Pedro Henry (PP), que já conseguiu salvar o mandato após ligação do seu nome ao esquema do mensalão e à máfia dos sanguessugas, agora é vinculado à máfia das fraudes em obras públicas. Ele é acusado de ter sido um dos articuladores para que a Gautama, do empreiteiro baiano Zuleido Veras, ganhasse licitação para construir rede de esgoto em Sinop (a 500 km ao Norte de Cuiabá).

    Os indícios são apontados pela Polícia Federal, que grampeou telefonema de Zuleido. Na conversa, o empresário diz que "é mais fácil conseguir recursos" com o deputado Henry . Os recursos eram para "um novo projeto" em Sinop, revela reportagem da Folha online, publicada nesta quarta (30) pela manhã - confira aqui.

   Segundo a reportagem, a conversa foi captada em 23 de março. Quatro dias antes, Zuleido assinara com o prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), que foi preso na Operação Navalha e foi liberado depois, um contrato de R$ 48 milhões para rede de esgoto local. A PF diz que Zuleido pagou R$ 200 mil de propina a Leitão para obter a obra.

    Leitão nega. Disse que procurou Henry para que o deputado pressionasse pela obtenção de R$ 62 milhões do PAC destinados à uma segunda etapa de obras de esgoto.

    De acordo com a Folha, quando citou Henry, Zuleido conversava com Jair Pessine, ex-secretário de Leitão e que presidiu a comissão de licitação, da qual saiu vitoriosa a Gautama, para fazer esgoto em Sinop. Segundo a PF, Pessine recebeu a propina para o prefeito.

     Diz o relatório da PF sobre a escuta: "Zuleido fala que está ótimo, diz que o prefeito falou com ele para pensarem em um novo projeto. Pergunta como Jair vê essa possibilidade. Jair diz que está vendo bem, com grande otimismo, (...) fala que esteve com ele (Nilson Leitão) no Pedro Henry e vê isso com grandes possibilidades. Zuleido diz que "com Pedro Henry é mais fácil conseguir recursos".

  O financiamento da primeira fase da obra de esgoto, no valor de R$ 38,2 milhões, foi suspenso pelo BNDES após a Operação Navalha, que prendeu Leitão e Zuleido. O dinheiro não chegou a ser liberado.

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CUIABÁ | 30/05/2007 - 07:41

Sem Walter Rabello, prefeito se reelege hoje

Romilson Dourado

     A pesquisa Mark dos últimos dias 27 e 28 mostra  uma tendência de disputa acirrada pela Prefeitura de Cuiabá entre quatro virtuais concorrentes: os deputados e apresentadores de TV,  Walter Rabello e Sérgio Ricardo, o prefeito Wilson Santos e o deputado federal Carlos Abicalil. Os quatro aparecem com os melhores desempenhos. Outra situação curiosa é que, sem o peemedebista Rabello, o tucano Santos reconquistaria o Palácio Alencastro.

    Se as eleições fossem hoje e a corrida sucessória envolvessem somente Santos, Sérgio e Abicalil, o prefeito tucano se reelegeria com 30,9%, apesar da condição de empate técnico com o pré-candidato do PPS, que aparece com 27,3% (ver quadro 01). Abicalil ficaria em 14,7%. Numa outra situação, com a entrada no páreo de Rabello e sem Sérgio Ricardo, a vantagem é do peemedebista, que, com 35,5%, derrotaria o prefeito (28,3%) e o petista (13,5%) - confira os dados no quadro 02.

   Já sem Rabello e sem Sérgio Ricardo e tendo como concorrentes Abicalil e o deputado Valtenir Pereira (PSB), Santos venceria com 36,1%, enquanto o petista ficaria com 19,4% e, Valtenir, 8,5%. Nesse caso, 14,4% se revelam indecisos, ao passo que 21,6% adiantam que anulariam o voto.



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