A Veja desta semana traz uma reportagem especial de 10 páginas sobre Ernesto Guevara Lynch de la Serna, o Che, guerrilheiro esquerdista morto na Bolívia há 40 anos. A revista destaca que, apesar da ruína total do socialismo, a figura de Che permanece intocada no panteão dos mitos. "Para a juventude que quer mudar o mundo, o Che congelado na fotografia tirada por Alberto Korda em 1960, uma das imagens mais reproduzidas de todos os tempos, encarna os ideais de justiça e igualdade. Para os renitentes ideólogos do marxismo, o herói romântico Che é um instrumento facilitador da doutrinação que continuam a fazer em escolas e universidades".
A reportagem traz comentários polêmicos e, no fundo, desvenda um mito criado pelo sucesso da máquina de propaganda marxista. "O mito é particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante sua existência. Incapaz de compreender a vida em uma sociedade aberta e sempre disposto a eliminar a tiros os adversários, mesmo os que vestiam a farda dele". Segundo Veja apurou, Che foi responsável direto pela morte de 49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório no Bolívia. Considera que guerrilheiro foi visionário, decerto, um homem feroz que enxergava na violência um fim em si e não apenas um meio para atingir seus objetivos.
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Boa Noite
Como sempre perto da data da morte de Che Guevara as discussões a respeito dele fervilham.
Não preciso mencionar o fato, ja abordado pelo Luciano, do comprometimento da revista Veja, com a elite pseudo-intelectual brasileira e burguesa.
Vamos nos perguntar: Quem lê a VEJA?A que interesses ela serve?
Bem a resposta ja é conhecida.
A mídia, e essa elite brasileira e mundial, adoram rotular o Che de sanguinário, assassino.
Mas porque nunca fazem reportagens sobre os presidentes da Ditadura Brasileira??
Ou sobre as bombas de Hiroshima e Nagazaki?
Ou sobre todas as ações imperialistas, todas comprovadas documentalmente, dos EUA na América Latina, podemos citar várias: Cuba, Guatemala, Costa Rica, Bolívia, Panamá, entre outras!
Ou sobre a Coréia, um país que foi dividido por intermédio do Tio Sam!
Ou sobre o Vietnã?
Ou sobre o Congo??A morte de Lumumba apoiada pela CIA?
Todas as ditaduras latino americanas financiadas por Washington??
Bem isso só para começar, poderíamos encher páginas e mais paginas sobre os assassinatos cometidos pelos EUA e aliados?? E porque a VEJA não publica nada??
Todos os acontecimentos revolucionários são resultado da lei de Newton: Toda a ação gera uma reação! Prático, sem mais argumentos.
Os povos são explorados e eles respondem. As vezes na mesma moeda, ao exemplo de Che Guevara e Fidel Castro.
Enfim, a VEJA e seus parceiros, ISTOÉ, Globo, SBT, Band, Jornal "O Globo", a Folha, todos, envergonham o país.
Mas eles continuam sempre vendendo, pois o seu público, burgueses pseudo-intelectuais brasileiros, são as pessoas que tem poder aquisitivo para comprar revistas e jornais, pois o povo que não tem nem pão na mesa, vai comprar a VEJA na banca??Acho que não!!
E Che Guevara, nas palavras de Jean Paul Sartre foi "O ser humano mais completo do século XX"
Não precisamos falar mais nada.
Obrigado pelo espaço
Profº Juliano Baldassari Junior
"Portanto está comprovado que Che Guevara foi um mito, não pelas sua qualidades morais, ou por qualquer façanha, mas sim por fôrça da propaganda castrista apoiada pelos esquerdistas de plantão època, que cultuavam regimes como os da Russia , China e de Cuba,"
Oras, para formar sua opinião bastou uma reportagem da Veja?
Conhecimentos adquiridos anteriormente por inermédio de pesquisas também?
Fica uma dicotomia, ou o cidadão é marxista porque só leu doutrina da esquerda acerca do Tchê, ou o considera um comedor de criancinhas, porque leu mídia da direita...e agora, em quem acreditar?
Acho que esses mitos como são caracterizados realmente não são da forma que dizem ser, agora, desmerecer toda a luta que teve, é um absurdo e uma falta de imparcialidade esdrúxula. Essa opinião omitida pelo nobre colega é por demais parcial e mostra um lado da moeda.
Defeitos até os mitos tem, não vamos acreditar que uma revolução dos moldes como foi aquele de Cuba poderia ser realizada de forma diferente da que foi.
Por favor.
Nêste final de semana lí a materia da Veja, sôbre o Che Guevara, e o assunto não me trouxe nenhuma informação que já naõ era de meu conhecimento, agora espero que aqueles que carecem de cultura historica, parem de enaltecer um elemento nocivo que foi, como heroi, vestindo camisetas e outros adereços com a famigerada foto do sanguinario, bem como com o pensamento chula atribuido a êle, mais apropriado para um dramalhão de terceira categoria; Deixem somente pessoas sem principios como Maradona que é seu compatriota e Mike tyson com suas tatuagens de mau gosto, e a nossa modelo Gisele a gente perdoa pois além de estar trabalhando, não devia conhecer historia; mas esperamos que não torne no mesmo êrro agora que conhece a verdadeira historia do anti-heroi. Portanto está comprovado que Che Guevara foi um mito, não pelas sua qualidades morais, ou por qualquer façanha, mas sim por fôrça da propaganda castrista apoiada pelos esquerdistas de plantão època, que cultuavam regimes como os da Russia , China e de Cuba, mas nunca se transferiram de mala e cuia para êstes paises. Tomara que venham outras reportagens verdades, esmiuçando mais ainda a vida do vilão Guevara, bem como de guerrilheiros brasileiros, que posam de herois, mas já participaram de varias ações que pereceram inocentes, e até hoje não foram recompensados nem com uma missa siquer.
Che inegavelmente foi um idealista revolucionário que esteve sempre na linha de frente dos combates. Seria uma incoerência dizer q e acabou assassinado e ee

Com a chegada do período de chuva, muitos ainda precisam se virar para não se molhar devido à falta de abrigos nas paradas de ônibus de Cuiabá. O transtorno pode ser visto numa região considerada central, em frente ao terminal rodoviário Cássio Veiga de Sá. O ponto de ônibus, sentido Centro-CPA, está instalado em frente a dois hotéis. "Não aguento mais passar por este constrangimento que é ter que usar como abrigo do sol e da chuva, o toldo da entrada de um hotel, o proprietário fica muito mal humorado e o pior é que ele tem toda razão", disse Walter Silva.
Os gerentes dos hotéis Skala e Nacional reclamam e pedem mais atenção da administração municipal. "A falta de abrigo aqui atrapalha e muito. Se tem gente na entrada do hotel, a tendência é que os propensos hóspedes procurem outro hotel", disse Alcebíades de Freitas, gerente do hotel Skala. Para Freitas, a melhor saída é a instalação da cobertura para os usuários do transporte coletivo e até mesmo a mudança do ponto de ônibus.
Em junho deste ano, o prefeito Wilson Santos (PSDB)anunciou que 300 novos abrigos seriam implantados em vários pontos da cidade. Os usuários que embarcam no local aguardam um deles. (Simone Alves)
Aproveito a oportunidade pra reclamar da ausência de cobertura no segundo ponto da UFMT, de frente o instituto de ciências sociais... é um inconveniente só!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É realmente quando desativaram a estação Bispo não pensaram que os usuarios de onibus como eu, iriam passar por grandes problemas principalmente na época da chuva.Porque não fazem ou tentam fazer igual os pontos de ônibus que tem em Curitiba?Só assim teremos o prazer de pagar pela passagem!
Che
Há quarenta anos morria
o homem e nascia a farsa
"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas "el chancho", o porco, porque não gostava de banho e "tinha cheiro de rim fervido".
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Foto Antonio Nunez Jimenez/AFP![]() |
| ÀS VÉSPERAS DO GOLPE Che em Caballete de Casas, em Cuba, em 1958: exceto na revolução cubana, sua vida foi uma seqüência de fracassos. Como guerrilheiro, foi derrotado no Congo e na Bolívia |
Essa é a realidade esquecida. No mito, sempre lembrado, ecoam as palavras ditas ao tenente boliviano Mário Terán, encarregado de sua execução, e que parecia hesitar em apertar o gatilho: "Você vai matar um homem". Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais que a própria vida. Ambas as frases foram relatadas por várias testemunhas e meticulosamente anotadas pelo capitão Gary Prado Salmón, do Exército boliviano, responsável pela captura de Che. Provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito. Che tem um apelo que beira a lenda entre os jovens dos cinco continentes. Como homem de carne e osso, com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível. "Ele era adepto do totalitarismo até o último pêlo do corpo", escreveu sobre ele o jornalista francês Régis Debray, que por alguns meses conviveu com Che na Bolívia.
Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro. Entre a captura e a execução de Che na Bolívia, passaram-se 24 horas. Nesse período, o governo boliviano e os americanos da CIA que ajudaram na operação decidiram entre si o destino de Guevara. Execução sumária? Não para os padrões de Che. Centenas de homens que ele fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários cujas deliberações muitas vezes não passavam de dez minutos.
VEJA conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas. Seu retrato clássico – feito pelo fotógrafo cubano Alberto Korda em 1960 – é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos. O mito é particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante sua existência. Incapaz de compreender a vida em uma sociedade aberta e sempre disposto a eliminar a tiros os adversários – mesmo os que vestiam a mesma farda que ele –, Che é, paradoxalmente, visto como um símbolo da luta pela liberdade. Guevara é responsável direto pela morte de 49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia. Eles foram mobilizados para defender a soberania de sua pátria e expulsar os invasores cubanos, sob cujo fogo pereceram. Tendo ajudado a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, Che agora é apresentado como um símbolo de justiça social. Politicamente dogmático, aferrado com unhas e dentes à rigidez do marxismo-leninismo em sua vertente mais totalitária, passa por livre-pensador.
O regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permanecem em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha oficial. Por isso, apesar do rancor que pode apimentar suas lembranças, os exilados cubanos são vozes de maior credibilidade. O movimento que derrubou o ditador Fulgencio Batista, em 1959, não foi uma ação de comunistas, como pretende Fidel Castro. Boa parte da liderança revolucionária e dos comandantes guerrilheiros tinha por objetivo a instauração da democracia em Cuba. Mas foi surpreendida por um golpe comunista dentro da revolução. Acabaram presos, fuzilados ou deportados. Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro. Na versão mitológica, Che era dono de um talento militar excepcional. Seus ex-companheiros, no entanto, lembram-se dele como um comandante imprudente, irascível, rápido em ordenar execuções e mais rápido ainda em liderar seus camaradas para a morte, em guerras sem futuro no Congo e na Bolívia.
The New York Times![]() |
| A "MALDIÇÃO DE SATURNO" Com Fidel em Havana, em 1959: "Que esta revolução não devore seus próprios filhos", dizia Fidel. Ele fez o contrário. As últimas transmissões de rádio de Che na Bolívia foram ignoradas em Havana |
Huber Matos, que lutou sob as ordens do argentino em Cuba, falou a VEJA sobre o fracasso de Che como comandante: "A luta foi difícil na primavera de 1958. A frente de comportamento mais desastroso foi a de Che. Mas isso não o afetou, porque era o favorito de Fidel, que nos impedia de discutir abertamente o trabalho pífio de seu protegido como guerrilheiro". Pouco depois do triunfo da guerrilha, ao perceber os primeiros sinais de tirania, Huber renunciou a seu posto no governo revolucionário e informou que voltaria a ser professor. Preso dois dias depois, passou vinte anos na cadeia. Vive hoje em Miami. À moda soviética, sua imagem foi removida das fotos feitas durante a entrada solene em Havana, em que aparecia ao lado de Fidel e Camilo Cienfuegos, outro comandante não comunista desaparecido em circunstâncias misteriosas nos primórdios da revolução.
Nomeado comandante da fortaleza La Cabaña, para onde eram levados presos políticos, Che Guevara a converteu em campo de extermínio. Nos seis meses sob seu comando, duas centenas de desafetos foram fuzilados, sendo que apenas uma minoria era formada por torturadores e outros agentes violentos do regime de Batista. A maioria era apenas gente incômoda.
Napoleon Vilaboa, membro do Movimento 26 de Julho e assessor de Che em La Cabaña, conta agora ter levado ao gabinete do chefe um detido chamado José Castaño, oficial de inteligência do Exército de Batista. Sobre Castaño não pesava nenhuma acusação que pudesse produzir uma sentença de morte. Fidel chegou a ligar para Che para depor a favor de Castaño. Tarde demais. Enquanto dava voltas em torno de sua mesa e da cadeira onde estava o militar, Che sacou a pistola 45 e o matou ali mesmo com balaços na cabeça. Em outra ocasião, Che foi procurado por uma mãe desesperada, que implorou pela soltura do filho, um menino de 15 anos preso por pichar muros com inscrições contra Fidel. Um soldado informou a Che que o jovem seria fuzilado dali a alguns dias. O comandante, então, ordenou que fosse executado imediatamente, "para que a senhora não passasse pela angústia de uma espera mais longa".
Em seu diário da campanha em Sierra Maestra, Che antecipa o seu comportamento em La Cabaña. Ele descreve com naturalidade como executou Eutímio Guerra, um rebelde acusado de colaborar com os soldados de Batista: "Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no lobo temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Seus bens agora me pertenciam". Em outro momento, Che decidiu executar dois guerrilheiros acusados de ser informantes de Batista. Ele disse: "Essa gente, como é colaboradora da ditadura, tem de ser castigada com a morte". Como não havia provas contra a dupla, os outros rebeldes presentes se opuseram à decisão de Che. Sem lhes dar ouvidos, ele executou os dois com a própria pistola. Essa frieza e a crueldade sumiram atrás da moldura romântica que lhe emprestaram, construída pelos mesmos ideólogos que atribuíram a ele a frase famosa – "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás". Frase criada pela propaganda esquerdista.
Como o jovem aventureiro que excursionou de motocicleta pelas Américas se tornou um assassino cruel e maníaco? O jornalista americano Jon Lee Anderson, autor da mais completa biografia de Che, escreveu que ele era um fatalista – e esse fatalismo aguçou-se depois que se juntou aos guerrilheiros cubanos. "Para ele, a realidade era apenas uma questão de preto e branco. Despertava toda manhã com a perspectiva de matar ou morrer pela causa", afirma Anderson.
Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em 14 de maio de 1928, em uma família de esquerdistas ricos na Argentina. Sofreu de asma a vida inteira. Antes de se formar em medicina, profissão que nunca exerceu de fato, viajou pela América do Sul durante oito meses. Depois de terminada a faculdade, saiu da Argentina para nunca mais voltar. Encontrou-se com Fidel Castro no México, em 1955, onde aprendeu técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do desembarque em Cuba do pequeno contingente de revolucionários. Depois de dois anos de combates na Sierra Maestra, Fidel tomou o poder em Havana. Che ocupou-se primeiro dos fuzilamentos e, depois, da economia, assunto do qual nada entendia. José Illan, que foi vice-ministro de Finanças antes de fugir de Cuba, contou a VEJA que o argentino "desprezava os técnicos e tratava a nós, os jovens cubanos, com prepotência". No comando do Banco Central e depois do Ministério da Indústria, Che começou a nacionalizar a indústria e foi o principal defensor do controle estatal das fábricas. "Che era um utópico que acreditava que as coisas podiam ser feitas usando-se apenas a força de vontade", diz o historiador Pedro Corzo, do Instituto da Memória Histórica Cubana, em Miami. Como resultado de sua "força de vontade", a produção agrícola caiu pela metade e a indústria açucareira, o principal produto de exportação de Cuba, entrou em colapso. Em 1963, em estado de penúria, a ilha passou a viver da mesada enviada pela então União Soviética.
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| CASADO COM SI PRÓPRIO Che com sua segunda mulher, Aleida March, no dia de seu casamento, em Havana, em 1959. Elas não podiam competir com o "chamado da aventura" |
Não havia mais o que Che pudesse fazer em Cuba. Era ministro da Indústria, mas divergia de Fidel em questões relativas ao desenvolvimento econômico. De maneira simplista, ele acreditava que incentivos morais tinham maiores probabilidades de estimular o trabalho. Che também se tornou crítico feroz da União Soviética, da qual o regime cubano dependia para sobreviver. Não por discordar do Kremlin, mas porque julgava os soviéticos tímidos na promoção da revolução armada no Terceiro Mundo. Para se livrar dele, Fidel o mandou como delegado à Assembléia-Geral das Nações Unidas em 1964. No ano seguinte, Che foi secretamente combater no Congo, à frente de soldados cubanos. Ali, paralisado por incompreensíveis rivalidades tribais, derrotado no campo de batalha e abatido pela diarréia, Che propôs a seus comandados lutar até a morte. Mas foi demovido do propósito pela soldadesca, que não aceitou o sacrifício numa guerra sem sentido.
Daí em diante o argentino tornou-se uma figura patética. Em Havana, Fidel divulgara a carta em que ele renunciava à cidadania cubana e anunciava sua disposição de levar a guerra revolucionária a outras plagas. Pego de surpresa pela leitura prematura do documento, Che ficou no limbo, sem ter para onde voltar. "Sua vida foi uma seqüência de fracassos", disse a VEJA o historiador cubano Jaime Suchlicki, da Universidade de Miami. "Como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas em matar por causas sem futuro." Na falta de opções, Che escolheu a Bolívia para sua nova aventura guerrilheira. Ele lutaria em território montanhoso e inóspito, imerso na selva, sem falar o dialeto indígena dos camponeses bolivianos. O plano original era adentrar, pela fronteira, a província argentina de Salta. Mas um contigente exploratório foi aniquilado rapidamente pelo exército daquele país. A missão boliviana era, de todos os pontos de vista, suicida. Ainda assim, Fidel a apoiou, a ponto de designar alguns soldados de seu exército para o destacamento guerrilheiro. O ditador cubano também equipou e financiou a expedição, com a qual manteve contato até que seu fracasso se tornou evidente.
Além da falta de apoio do povo boliviano, que tratou os cubanos chefiados por Che como um bando de salteadores, a expedição fracassou também pela traição do Partido Comunista Boliviano. VEJA perguntou a um de seus mais altos dirigentes dos anos 60, Juan Coronel Quiroga: "O PCB traiu Che Guevara?". Resposta de Quiroga: "Sim". A explicação? "Nosso partido era afinado com Moscou, onde a estratégia de abrir focos de guerrilha como a de Che estava há muito desacreditada." Quiroga era amigo pessoal do então ministro da Defesa da Bolívia e conseguiu que as mãos do cadáver de Che Guevara fossem decepadas, mantidas em formol e entregues a ele. "Por anos guardei as mãos de Che debaixo da minha cama em um grande pote de vidro. Um dia meu filho deparou com aquilo e quase entrou em pânico", conta Quiroga. Anos mais tarde, coube a Quiroga a missão de entregar o lúgubre pote com as mãos de Guevara à Embaixada de Cuba em Moscou.
A morte de Che foi central para a estabilização do regime cubano nos anos 60, de acordo com o polonês naturalizado americano Tad Szulc, na sua celebrada biografia de Fidel. O fim do guerrilheiro argentino ajudou o ditador a pacificar suas relações com Moscou e ainda lhe forneceu um ícone de aceitação mais ampla que a própria revolução. O esforço de construção do mito foi facilitado por vários fatores. Quando morreu, Che era uma celebridade internacional. Boa-pinta, saía ótimo nas fotografias. A foto do pôster que enfeita quartos de milhões de jovens foi tirada num funeral em Havana, ao qual compareceram o filósofo francês Jean-Paul Sartre – que exaltou Che como "o mais completo ser humano de nossa era" – e sua mulher, a escritora Simone de Beauvoir. A foto de 1960 só ganhou divulgação mundial sete anos depois, nas páginas da revista Paris Match. Dois meses mais tarde, Che foi morto na selva boliviana e Fidel fez um comício à frente de uma enorme reprodução da imagem, que preenchia toda a fachada de um prédio público cubano. Nascia o pôster.
Três fatos ajudaram a consolidar o mito. O primeiro foi a morte prematura de Che, que eternizou sua imagem jovem. Aos 39 anos, ele estava longe de ser um adolescente quando foi abatido, mas a pinta de galã lhe garantia um aspecto juvenil. O fim precoce também o salvou de ser associado à agonia do comunismo. A decadência física e política de Fidel Castro, desmoralizado pela responsabilidade no isolamento e no atraso econômico que afligem o povo cubano, dá uma idéia do que poderia ter acontecido com Che, que era apenas dois anos mais jovem que o ditador.
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| PARA IMPRESSIONAR "IKE" Guevara e Fidel em jogo-treino de golfe para disputar uma partida, que nunca houve, com Eisenhower em Washington: "Fidel ganhou, mas Che o deixou ganhar" |
O segundo fato foi a ajuda involuntária de seus algozes. Preocupados em reunir provas convincentes de que o guerrilheiro célebre estava morto, os militares bolivianos mandaram lavar o corpo e aparar e pentear sua barba e seu cabelo. Também resolveram trocar sua roupa imunda. Tudo isso para poder tirar fotos em que ele fosse facilmente identificado. O resultado é um retrato com espantosa semelhança com as pinturas barrocas do Cristo morto de expressão beatificada. A terceira contribuição recebida pelos esquerdistas na construção do mito veio do contexto histórico. Che morreu às vésperas dos grandes protestos em defesa dos direitos civis, da agitação dos movimentos estudantis e da revolução de costumes da contracultura – turbulências que marcaram o ano de 1968. Era um personagem perfeito para ser símbolo da juventude de então, que se definia pela "determinação exacerbada e narcisista de conseguir tudo aqui e agora", como escreveu o mexicano Jorge Castañeda, em sua biografia de Che. A história, no entanto, mostra que o homem era muito diferente do mito. Mas quem resiste? Neste mês, nos Estados Unidos, o cubano Gustavo Villoldo, chefe da equipe da CIA que participou da captura do guerrilheiro, vai leiloar uma mecha de cabelo de Che.
Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara. Ele morreu e foi santificado antes que seu narcisismo suicida e os crimes que decorreram dele pudessem ser julgados com distanciamento, sob uma luz mais civilizada, que faria aflorar sua brutalidade com nitidez. Pobre Fidel Castro. Enquanto Che foi cristalizado na foto hipnótica de Alberto Korda, ele próprio, o supremo comandante, aparece cada dia mais roto, macilento, caduco, enquanto se desmancha lentamente dentro de um ridículo agasalho esportivo diante das lentes das câmeras da televisão estatal cubana. O método de luta política que Guevara adotou já era errado em seu tempo. No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas. Está passando da hora de essa muralha cair.
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A FRASE MAIS FAMOSA ATRIBUÍDA A GUEVARA É... ...OUTRAS MENOS CONHECIDAS REVELAM SUA REAL PERSONALIDADE:
"Fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta até a morte."
"O ódio intransigente ao inimigo (...) converte (o combatente) em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm de ser assim."
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O mundo tomou outro rumo
CHINA COMUNISMO VIETNÃ |
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"A ordem de execução veio pelo rádio"
Felix Rodríguez foi uma das últimas pessoas a conversar com Che Guevara. Mais do que isso, foi ele quem recebeu e transmitiu a ordem para que o guerrilheiro fosse executado. Cubano exilado nos Estados Unidos, ele era o operador de rádio enviado à Bolívia pela CIA para auxiliar na caçada e, também, para ajudar a identificar Guevara. Veterano da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, Rodríguez vive hoje em Miami, aos 66 anos. Ele falou ao repórter Duda Teixeira. COMO CHEGOU A ORDEM PARA MATAR CHE? COMO FOI SUA ÚLTIMA CONVERSA COM ELE? COMO FOI O SEU PRIMEIRO CONTATO COM CHE GUEVARA? COMO FORAM SUAS CONVERSAS COM CHE? COMO FORAM AS RELAÇÕES DE CHE COM A POPULAÇÃO NA BOLÍVIA? POR QUE O SENHOR FOI ENVIADO À BOLÍVIA?
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Limparam Che para a foto
No dia de sua morte, amarrado ao esqui de um helicóptero militar, Che Guevara foi levado do local da execução para um vilarejo chamado Vallegrande. A brasileira Helle Alves, repórter, e o fotógrafo Antonio Moura, então trabalhando para o Diário da Noite, de São Paulo, viram a chegada do corpo, que foi levado para a lavanderia do hospital local (acima). Ali, Moura foi o único jornalista a fotografar o corpo de Guevara ainda sujo, vestido de trapos e calçado com o que sobrou de uma botina artesanal de couro (abaixo). Moura conseguiu fotografar o corpo antes da limpeza e da arrumação. "Che usava um calço em um dos calcanhares, provavelmente para corrigir uma diferença de tamanho entre uma perna e outra", lembra Helle. Ela contou pelo menos dez marcas de tiro no corpo do argentino. "Os moradores tinham raiva dele e invadiram a lavanderia, mas, quando viram o corpo, passaram a dizer que ele parecia Jesus Cristo." Começara o mito.
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Ele está em toda parte
O retrato de Che feito por Alberto Korda em 1960 é agora uma imagem de múltiplos significados: é pop no biquíni da Cia. Marítima vestido por Gisele Bündchen e uma manifestação de truculência e mau humor nas tatuagens de Maradona e Mike Tyson |
Se Che era mesmo tão sanguinário, era algo inerente a sua vocação militar. A função do soldado em tempos de guerra é fazer a guerra... matar. Quanto a tentativa de argumentar que ouvir o outro lado da história é ouvir a "ladainha"(palavra do autor) do regime cubano, então não há argumento pois esta é a opnião pessoal do jornalista e ela não deveria ser veiculada se a matéria fosse séria e imparcial. Agora proponho que entrem numa área de ocupação, do MST ou do MTST, e retratem de maneira imparcial as condições e as histórias das famílias que lá vivem... vcs conseguem entender-las? Che conseguiu...
Deputado disputará presidência do PT/MT, defende retomada das raízes e diz que a atual direção não sabe, sequer, o quadro de vereadores
O deputado federal Carlos Abicalil decidiu oficialmente disputar a presidência estadual do PT e aponta falhas na atual gestão, conduzida pela senadora Serys Marly. A definição por candidatura saiu neste sábado, durante encontro da corrente Unidade na Luta no colégio Nilo Póvoas, em Cuiabá. Agora, o ex-Campo Majoritário, que congrega lideranças como os deputados estaduais Alexandre Cesar e Ságuas Moraes, que hoje responde pela secretaria de Estado de Educação, vão se unir contra o grupo da senadora Serys, que também será candidata a novo mandato. A eleição concomitante para os diretórios municipais, estadual e nacional acontece em 2 de dezembro.
"Assumi o compromisso de candidatura para resgatarmos a história do PT. Estamos agora trabalhando a composição da chapa", diz Abicalil, em entrevista neste domingo ao RDNews. A chapa, com 60 membros para o diretório regional, deverá ser registrada dentro do prazo de inscrição, que vai até 9 de outubro. Na avaliação de Abicalil, o PT precisa ter o pragmatismo e a capacidade de iniciativas para uma relação íntima com a sociedade.
O candidato à presidência estadual da legenda petista criticou à atual gestão, sob Serys, para quem não promove reuniões da militância, mesmo o partido estando presente em 54 administrações municipais. "É inacreditável que em 54 administrações o PT esteja presente e nunca se discutiu isso". Abicalil observa que em 2004 o partido elegeu 105 vereadores e hoje o comando regional não sabe, de fato, quantos compõem o quadro e nem promove encontro entre os parlamentares. "A vida partidária precisa ser retomada".
Críticas
Perguntado sobre como avalia o mandato de Serys, sua concorrente na disputa interna, o deputado Abicalil disse que a senadora fez uma gestão de trânsito". "Ela (Serys) ganhou num momento de crise e não deu conta de cumprir o que prometeu e o PT precisa retomar as raízes, ter unidade de ação e respeito a todas as decisões majoritárias e que dê mais atenção à militância".
Abicalil entende que o PT precisa se fortalecer para o pleito do próximo ano e também para 2010, quando o partido enfrentará a primeira eleição sem Lula. "O PT precisa ter o pragmatismo político e isso deve ser adquirido nos Estados, como Mato Grosso, para serem puxadores de votos".
O deputado diz esperar que ocorra uma campanha de alto nível. Sobre política de alianças, observa que, dentro das características da corrente Unidade na Luta, propõe a busca do crescimento, preservando o pragmatismo e as alianças em torno do governo do presidente Lula. O ex-Campo Majoritário, pertencente a Abicalil, teve o comando partidário interrompido por Serys. Até então, vinha "abocanhando" todas as eleições. Nas últimas, ganhou com Nelson Borges, Girlene Ramos e Alexandre Cesar.
Estrutura
O deputado contesta a matéria do RDNews, intitulada "Abicalil convoca grupo para discutir candidatura", em que aponta uso político do Sintep no seu trabalho de mobilização dos militantes para este final de semana. Segundo o deputado, jamais recorreu a entidade que representa os profissionais da educação da rede estadual com interesse político-eleitoreiro e muito menos a estrutura do Sintep. Abicalil assegura que o calendário do Sintep para encontro em Cuiabá já estava agendado há 60 dias e não foi em função da reunião dos simpatizantes da tese Construindo um Novo Brasil. "A matéria foi injusta também para com o Sintep".
Deputado Federal Carlos Abiclil, o mais votado da história de Mato Grosso, é o melhor nome para admnistrar qualquer instituição. Como Diretor de Escola, eleito no primeiro processo democrático para as direções de escola, fez a melhor gestão escolar que já tive a oportunidade de trabalhar. Merece nosso respeito. Além disso, ABICALIL é nome reconhecido internacionamente pela sua capacidade e sabedoria. O PT irá ganhar em qualidade e certamente irá crescer como cresceu o SINTEP, que mesmo sem recurso, vale lembrar que o governo Jaime havia retido os recursos financeiros da entidade sindical, mesmo assim o SINTEP passou a ser referência sindical na América Latina e até internacional. Como petista agradeço a disposição do Deputado em trabalhar pelo meu querido PT.
ja a muito tempo o pt dexou de ser um partido.dos cuiabanos agora e equiparados a dos coruptos como esses que estao ai.
Esse abicalil so fala besteira em cuiaba.....em brasilia não trabaçlha por mt e so para abafar escandalos
O grupo do deputado Carlos Abicalil, jogou pra trás a história do PT, de oposição ferrenha a gestão do governador Blairo Maggi, que é a pessoa q mais desmata a floresta amazônica, que deixou na mão o estado, e principalmente a capital, por esses motivos vou votar na senadora, para que ela continue na presidência do PT de Mato Grosso.
Este grupo protege a turma do dossiê e tem membros do caixa dois. Cuidado Maggi.
A cantora Rita Lee disse que foi expulsa dos Mutantes. Em sua última declaração pública sobre a ruptura com a banda brasileira formada em 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), a própria Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais), ela disparou: “Recebi um comunicado de que eu não tinha o virtuosismo para instrumentos e que estava fora (...). Eu chorei tanto, xinguei tanto. E eis-me aqui achando hoje que foi um presente dos deuses ter sido expulsa dos Mutantes".
Em 2006, os Mutantes são convidados pelo centro cultural londrino Barbican a se apresentarem em uma exposição dedicada à Tropicália. Rita não aceita. A banda se apresenta assim mesmo com Zélia Duncan nas partes vocais que seriam de Rita. A primeira apesentação dos novos Mutantes se realizou com grande êxito em Londres. Zélia Duncan se tornou integrante fixa da banda. Mas, no mês passado, ela anunciou saída dos Mutantes, assim como o tecladista Arnaldo Baptista. Zélia disse que vai continuar sua carreira solo, que estava parada desde a sua entrada na banda. Arnaldo quer escrever sua autobiografia e tem projeto de lançar dois álbuns da Patrulha do Espaço, sua banda pós-mutante, e ainda, uma exposição com suas pinturas e esculturas. Sérgio Dias, ao lado de Dinho Leme, garante que a banda vai continuar e gravar um disco de inéditas
Saiba mais aqui sobre os Mutantes e clique no play duas vezes para conferir a últma apresentação da banda, sob pitada bem humorada do chargista Maurício Ricardo.
O acadêmico de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Thiago Stuchi Reis de Oliveira, mato-grossense de Alta Floresta, apresenta uma abordagem diferente do episódio envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro parlamentar e absolvido, em votação secreta. Em artigo, Thiago discorre sobre o conjunto de relações que se estabelecem na sociedade brasileira e cita comportamentos dentro e fora de casa.
"O mesmo brasileiro que, em ´casa´, no círculo familiar, se mostra cordial, amável e seguidor dos bons costumes, não demonstra (...) atitudes tão valorosas quando está fora dela, na ´rua´, onde joga lixo e desobedece às regras de trânsito, por exemplo". Em seguida, o acadêmico de Direito transporta essa reflexão para a política. "Como os políticos brasileiros se comportam ao lidar com questões que dizem respeito a toda a população? Atuam eles como se estivessem em ´casa´ ou na ´rua´? Pautam as suas ações no cuidado e na cordialidade ou no descaso e no desrespeito?".
Intitulado Efeito Renan Calheiros, o artigo de Thiago Stuchi está imperdível. Vale a pena conferir. Está postado logo acima à esquerda, na seção Artigos.
Parabéns Thiago pela dissertação. Seus comentário não me surpreende, prinipalmente por ser filho de Profissional do direito que sempre atua no combate as mazelas existentes na politica do norte-matogrossense, isso reforça o velho e redundante ditado, filho de peixe, peixinho é.
Por isso, quero compactuar com sua idéia, e reforçar, que, homens e mulheres desprovidos de caráter, informação e principalmente de berço, não podem nos representar politicamente. Sendo assim, ficaremos na torcida para que a sociedade se conscientize, e escolha nas próximas eleições, políticos com copetência para administrar, e representar a população.
Apresso-me em tecer algumas considerações acerca do título. Não, caro (a) leitor (a), não se está diante de mais um artigo enfadonho a tratar da inacreditável absolvição de Sua Excelência, o senador Renan Calheiros. Não é o caso, aqui, de mais uma daquelas opiniões políticas sem propósito que enchem a página de um jornal, a caixa de entrada do nosso e-mail e a nossa paciência. O acontecimento protagonizado pelo nobre parlamentar nos tem estimulado à reflexão – daí “Efeito”, no título. Ele funcionará apenas como pretexto, desta vez, para que abordagem mais ampla seja feita. Senão, vejamos.
Recentemente, li um livro interessantíssimo do antropólogo brasileiro Roberto DaMatta, intitulado “A Casa & A Rua : Espaço, Cidadania, Mulher e Morte no Brasil”. Por meio de tais espaços geográficos, Casa e Rua, DaMatta analisa, com talento e habilidade costumeiros, o conjunto de relações que se estabelecem na sociedade brasileira. O mesmo brasileiro que, em ´casa´, no círculo familiar, se mostra cordial, amável e seguidor dos bons costumes não demonstra, às (muitas) vezes, atitudes tão valorosas quando está fora dela, na ´rua´, onde joga lixo e desobedece às regras de trânsito, por exemplo. A partir disso, o autor não coloca “casa” e “rua” como lugares, meramente, mas como “categorias sociológicas”, ou seja, “esferas de ação”, entidades que despertam certos modos de agir no brasileiro.
Em última análise, a ´casa´ se identifica, percebam, com a noção de privacidade, com o que é privado. A ´rua´ se ajusta, por sua vez, com a idéia do que é público. Torna-se nítida, assim, a forma contraditória de o brasileiro, geralmente, se comportar, num e noutro local: no lar, revelam-se gentileza, educação, bons modos e cuidado com o que é propriedade nossa, e só nossa; fora dele, é patente e comum o descaso, o desrespeito ao que é de todos nós, à res publica (coisa pública, em latim. Daí “República”).
Permitam-me especificar um pouco mais esse raciocínio. Transportemos esta reflexão para a política. Para tanto, indagações se fazem necessárias: Como agem os representantes do povo, quando no exercício de suas atividades públicas? Digo, como os políticos brasileiros se comportam ao lidar com questões que dizem respeito a toda a população? Atuam eles como se estivessem em ´casa´ ou na ´rua´? Pautam as suas ações no cuidado e na cordialidade ou no descaso e no desrespeito? Calma leitor (a), não nos exaltemos. Banho de água fria em nós. Abordem-se, friamente, as perguntas, afinal, as armadilhas estão por toda parte, sobretudo em se tratando de política. Em um primeiro momento, é notório que nossos homens públicos, no desempenho da representação, conduzem-se como se na ´rua´ estivessem, por motivos mais que explícitos, comprovados pelo desprezo recorrente às necessidades do povo. Porém, isso não é tudo. Como se não bastasse, qual é a nossa surpresa ao perceber que eles também se comportam como se estivessem em ´casa´ – o que se prova pela famigerada corrupção, apropriação privada do que é público, em uma execrável confusão que mistura o que é deles com o que pertence a nós, ressalvadas sempre as devidas e existentes exceções. Talvez esteja aí a origem da expressão ´Casa´Legislativa...
A situação é crítica, todos sabemos. No entanto, é possível reverter tal quadro? Sem titubear, é claro que sim. Mecanismos para controlar e fiscalizar os políticos brasileiros existem. Citem-se o Ministério Público, o Poder Judiciário e as próprias eleições. Todavia, é oportuno frisar que há alternativas a isso. Nota-se que o Estado é freqüentemente ineficaz no cumprimento de suas tarefas. Devo dizer, então, que cabe a nós também esse papel. Caro (a) leitor (a), interesse-se pela rua da mesma forma com que se interessa pela sua própria casa.
Thiago Stuchi Reis de Oliveira, 20, mato-grossense de Alta Floresta, é acadêmico de Direito da Universidade de São Paulo -USP (thiagostuchi@hotmail.com)
O PSDB perdeu mais um prefeito: Manoel Messias Sales, de Feliz Natal. Ele se desfiliou da sigla tucana e migrou para o PR do governador Blairo Maggi para concorrer a reeleição. Messias argumenta a seus aliados que tomou a decisão por causa de uma decisão imposta pelo ex-presidente regional do partido, Antero de Barros, que vetava aliança com PT e PR. O problema é que essa resolução nem está valendo mais. Foi revogada.
Os tucanos Rudimar Nunes Camasola, de Santa Carmem, e Altamir Kurten, de Cláudia, também vão para o PR. Assim, de cinco prefeitos mato-grossenses do PSDB, são vão restar dois: Wilson Santos, em Cuiabá, e Nilson Leitão, em Sinop. Santos tentará um novo mandato, enquanto Leitão, que está no segundo mandato, não pode mais concorrer pela terceira vez consecutiva ao mesmo cargo.
O PSDB é conduzido hoje pelo ex-governador Rogério Salles. Há duas semanas, o ex-senador Antero ficou na bronca com a derrubada de sua resolução e renunciou à presidência. Assim, a legenda tucana caminha para o esfacelamento de vez. Nem parece que, em 2002, quando comandava o Estado com Dante de Oliveira (já falecido), contava com 55 dos 141 prefeitos. O partido perdeu poder, filiados e espaço.
Tudo por dinheiro é essa, á ideología dos profissionáis da politica.

Os assessores Luiz Antonio Pagot e Jairo Rocha já foram escalados para agirem como tratores nas costuras políticas visando as eleições de 2008 e sem perder de vistas também o pleito de 2010. Pagot é da executiva do PR e subordinado direto do governador Blairo Maggi, presidente regional da legenda. Jairo é assessor da senadora Serys Marly e dirigente do PT da Capital. Nas discussões internas, ambos são radicais e tentam patrolar a todos.
Os dois porta-vozes já tiveram uma primeira reunião na última terça. Apresentam o mesmo discurso e têm interesse direto nas próximas eleições. Pagot, que vive expectativa de assumir o cargo federal de diretor-geral do Dnit, sonha em chegar ao governo do Estado. Jairo quer ser vereador. A determinação é construir a aliança PR-PT, com prioridade para Cuiabá. Isso quer dizer que o candidato a prefeito do grupo pode ser algum republicano (Sérgio Ricardo, Mauro Mendes ou Carlos Brito) ou o petista Carlos Abicalil. Como as articulações envolvem 2010, a ação política a ser executada pelos dois tratores mira para coligação preferencial PR-PT e, por outro lado, exclusão do PP dos deputados José Riva e Pedro Henry e do DEM dos senadores Jaime Campos e Jonas Pinheiro.
Apesar de negar publicamente, Maggi já está decidido que no pleito de daqui a três anos será candidato a senador. Como haverá duas vagas, quer fazer uma composição para ter como companheiro de chapa o petista Abicalil. Por isso, a idéia de juntar os dois partidos desde já. A Prefeitura de Cuiabá será o ponto de partida. Há dois "prefeitáveis" preferidos do governador: Mauro Mendes e Abicalil. O resto, na visão da turma da botina, que procure outro rumo.
(Atualização às 14h40) - Jairo Rocha, presidente do PT de Cuiabá, afirma que não se considera um trator porque "atua democraticamente". Cita, como exemplo, a decisão partidária de "liberar" o vereador Lúdio Cabral quando da votação à presidência da Câmara Municipal em que o parlamentar votou em Lutero Ponce. "Não aceito é a ditadura da minoria, como tentam impor alguns da Unidade na Luta", reage Jairo. Ele nega candidatura a vereador e, quanto ao DEM e ao PP, comenta que o PT aceita apoio dos dois partidos na disputa à Prefeitura de Cuiabá.
Grande coisa, um recebeu R$ do senado irregularmente outro nao tem servico prestado.
Um é trator traçado com Lâmina e outro é girico.
O prefeito de Aripuanã (a 860 km ao Norte de Cuiabá), Edmilson Luiz Faitta se mostra revoltado com o processo de exclusão dentro do PP e deve se filiar no PR até terça (3). O prazo-limite para mudança de sigla ou de domicílio eleitoral para quem pretende disputar o pleito de 2008 vence na próxima sexta, 5 de outubro.
Edmilson está trabalhando a reeleição, mas não conta com apoio do cacique do partido, o deputado estadual José Riva, que resolveu apoiar a candidatura do ex-prefeito, o médico Agostinho Carvalho Teles. Para criar ambiente favorável a Agostinho, Riva montou uma comissão provisória municipal. Edmilson ficou de fora.
Agora, o prefeito resolveu bater a porta do PR. Na segunda-feira ele estará em Cuiabá. Quer abertura de espaço na legenda republicana a partir de uma negociação pessoal com o governador Blairo Maggi, presidente estadual do partido. Assim, deseja buscar à reeleição pelo PR num confronto com Agostinho, que terá Riva no palanque.
A exemplo do refrega político em Aripuanã, em outros municípios estão ocorrendo também focos de conflitos entre prefeitos e antecessores nesta contagem regressiva para mudanças partidárias e acomodações. Em Jauru, o prefeito Pedro Ferreira também resolveu deixar o PP devido a divergências internas. Foi para o PR do governador.
Outro prefeito que mudou de legenda de última hora é Manoel Messias Salles, de Feliz Natal. Ele abandonou o PSDB e migrou para o PR. Em Alto Garças, o prefeito Júnior Pitucha trocou o DEM também pelo PR e tentará um novo mandato. De cooptação em cooptação, o Partido da República se tornou o maior do Estado. Tem quase 80 dos 141 prefeitos filiados.
O ato de filiação promovido por membros da Executiva Municipal do DEM neste sábado, em Cuiabá, reuniu meia-dúzia de pessoas. Ao invés de discurso, preferiram mudar a agenda para um almoço, uma forma de animar os presentes, atraindo-os pelo estômago. O cardápio, ao som de pagode, foi boi no rolete, arroz branco e salada, tudo para tentar impulsionar a pré-candidato a prefeito de Anildo Lima Barros, um dos poucos a achar que tem chance de eleição.
A festa estava preparada para receber pelo menos 300 militantes, entre eles 20 pré-candidatos a vereador, segundo Anildo, ex-prefeito "biônico" da Capital. O senador democrata Jaime Campos apenas passou no local para cumprimentar a cúpula que defende a pré-candidatura de Anildo. O senador Jonas Pinheiro também prestigiou rapidamente o evento. O vereador Luiz Marinho se acomodou sob árvores e fora do diretório. "As filiações ainda nem começaram e o pagode não tem hora para acabar", destacou Anildo.
Tudo indica que á dupla profissionais da politica BOMBA BOMBA e GALINHO vão estar no mesmo palanque.E os prejúizos socialisados entre os usuários da: saúde e o transporte coletivo.
o povo adora candidato a político que da churrasco, cerveja e baile; se ele der toda semana um dia alegre como o de hoje com certeza o povo vai comer, beber e dançar, mas no final das contagens dos votos ele vai bailar sozinho...
O Ministério Público Federal em Mato Grosso encaminhou nesta quinta (27) uma recomendação ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (MAPA), Silas Brasileiro, recomendando a imediata suspensão do trâmite (homologação, nomeação e posse) do concurso público para os cargos de agente de inspeção sanitária e industrial, e, em cinco dias úteis, a anulação integral do concurso.
Cerca de 651 mil candidatos estavam inscritos para a prova que foi realizada no dia três de junho deste ano. Um mês depois, o concurso foi parcialmente anulado pelo Mapa, apenas para os candidatos com deficiência, conforme edital publicado no dia 4 de julho, no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a anulação parcial implicou a redução indevida do acesso dos candidatos com deficiência apenas para as 21 vagas reservadas a eles.
O MPF considera que, ao anular parcialmente o concurso público, o próprio Mapa reconheceu a gravidade das irregularidades ocorridas no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas), em Brasília (DF), as quais decorreram única e exclusivamente da atuação falha da empresa realizadora do concurso, a Assessoria em Recursos Humanos e Organização de Concursos Públicos (AOCP).
Além desse incidente, vários outros fatos ocorridos no dia da aplicação da prova foram relatados por candidatos à Procuradoria da República em Mato Grosso, como a permissão para que apenas alguns candidatos anotassem suas respostas em detrimento de outros candidatos; a duplicidade em números de inscrição de diversos candidatos; as informações equivocadas sobre os locais onde inúmeros candidatos prestariam as provas e a realização de provas mediante "termos condicionais" que não estavam previstos no edital do concurso.
Devido a essas irregularidades, o MPF recomendou que seja determinada a realização de uma nova prova para todos os inscritos e que sejam tomadas as providências para que os candidatos portadores de deficiência possam disputar em ampla concorrência as 333 vagas oferecidas, e também, em concorrência restrita, às 21 vagas reservadas para eles.
Preso há 14 dias em Mônaco na Itália, o ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola espera voltar para a Europa. Mas há aqueles que pensam na possibilidade de sua extradição para o Brasil que é visto por muitos como o país da impunidade e dos amigos do empresário. Cacciola era dono do banco Marka e foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 13 anos de prisão, em 2005. Ele praticou os crimes de peculato ao utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro e gestão fraudulenta do banco em 1999.
O governo brasileiro teve um prejuízo de R$ 1,6 bilhão no episódio, quando injetou dinheiro no Marka e no banco FonteCindam sob a justificativa de evitar uma crise de todo o sistema bancário. Cacciola estava foragido desde 2000. O Ministério da Justiça providencia o pedido de extradição do ex-banqueiro, que será analisado pelas autoridades de Mônaco.
O chargista Maurício Ricardo montou um cenário animado, onde Cacciola canta a idéia de voltar ao Brasil, onde ele possui muitas amizades.
Clique no play duas vezes e divirta-se.
com certeza ele não levou essa bolada sozinho ainda mais que teve a chance de sair do país, tem que ser trazido e fazer ele falar tudo da podridão desse partido assim como foi desmascarado o pt..
O ex-vereador por Brasnorte (a 580 km a Noroeste de Cuiabá), Iracino Fernandes de Oliveira, foi condenado a quatro anos e oito meses por ter praticado ato de racismo e ofendido a honra e a imagem de uma juíza eleitoral. Em 20 de dezembro de 2002, quando era vereador, inconformado com uma decisão da juíza, ele disparou acusações contra a magistrada durante sessão na Câmara. “Cassaram nossa chapa! Enquanto não matar uns dez aqui, isso não vai mudar. Aquela juizinha, negrinha fedida, cassou nossa chapa, conseguiram comprá-la”, disse Iracino.
A condenação foi proferida nesta quinta (27) pelo juiz Francisco Ney Gaíva, titular da Comarca de Brasnorte. Conforme a denúncia do MP, as palavras do vereador, além de constituir injúria com nítido ato de racismo, também ofenderam a honra da juíza. Isso porque as declarações de Iracino tinham o intuito de induzir os presentes a pensar que a juíza teria sido subornada.
O acusado negou a prática durante a fase de investigação, mas várias testemunhas que assistiram à cena confirmaram os fatos em depoimento. “Não resta dúvida de que o acusado incorreu nos crimes previstos nos artigos 138 e 140 do Código Penal. Isso porque, publicamente, e com nítida intenção de ofender a reputação da vítima, afirmou que a mesma havia sido comprada”, destacou o juiz Francisco Gaíva.
Iracino terá que cumprir dois anos de detenção e dois anos e oito meses de reclusão.
gostaria de pedir a esse autor desta materia a rdws a propria, que antes de publicar qualquer materia procure saber da verdadeira noticia, incluzive quando se trata de politico, ouvir os dois lado demostra que este veiculo de cumunicação tem idoniedade e seriedade, e respeito com seu leitores. o meu nome aparece ai no dia 29/09/2007 como condenado em um prossesso de crime, cujo o qual não respeitarão o meu direito de recurso, que eu tenho meu direito guarantido por lei com forme o codico penal brasileiro. portanto essa imprensa não sei porque não quis saber a verdade do tatal julgamento, e foi logo publicando sem ao menos saber do que se tratava. portanto Sr. diretor desta impreza por varias vezes entrei em contato com sua empreza, mais infelismente não fui atendido. portanto gostaria que o Sr. que se diz ser uma pessoa de grande valia no estado. VENHO ATRAVES DETE PEDIR ENCARECIDAMENTE O DIREITO DE RESPOSTA SOBRE ESSA CONDENAÇÃO PUBLICADA E QUE FUI JULGADO PELO STJ, E POR UNANIMIDADE DERÃO PROVIMENTO DE ARQUIVAMENTO DO MESMO. CONFORME SERTIDÃO DE INTEIRO TER. DA COMARCA DE BRASNORTE-MT.
Não questionando a pena em si, mas será que se a ofendida fosse uma empregada doméstica haveria condenação?
Que isso sirva de exemplo para os racistas, e espero que todo e qualquer cidadão de bem que se sentir ofendido tenha o mesmo exito desta juiza e quero acreditar também que, está condenação não tenha acontecido apenas pôr a parte ofendida ser uma juiza de direito.
Parabêns pela condenação!!!
Ter a alma lavada é para poucos. É para quem tem consciência do dever cumprido. Eu tenho.
Acompanho pela internet tudo o que diz respeito ao Pantanal. Vejo que, em Mato Grosso do Sul, tanto o Governo do Estado quanto a FAMASUL, bem como, os Sindicatos Rurais da região do Pantanal, estão cônscios dos seus compromissos com o homem pantaneiro e com o Pantanal.
Vejo, Manoel de Barros, expoente da cultura e do SER PANTANEIRO, dizer, que “O homem do pantanal é a continuação de suas águas”. Diz que “se não bastasse a desestruturação fundiária e o empobrecimento das fazendas, que hoje interferem na fixação desse nativo, a implantação de um velho modelo de conservação, a RPPN (....), está expulsando o pantaneiro e o boi em nome da intocabilidade do recurso natural”.
Que bom saber que muitos pensam como nós. Sim, porque Manoel de Barros é um retrato nu e original do Pantanal e do Ser Pantaneiro.
Pude verificar que nessa matéria, gerada a partir da Rádio Grande FM, encontro o eco de minhas ações e pensamentos. Encontro Pantaneiros que, como eu, estão decididos a lutar pelo Pantanal. Isso não é mera poesia, é realidade, é garra, é amor à região. Ser pantaneiro é dádiva reservada a poucos.....Não basta nascer lá.
Na mesma matéria, manifestou-se o Presidente do Sindicato Rural de Corumbá: “Leis restritivas e a presença sistemática de Ongs com capital estrangeiro aumentando seu patrimônio e controle sobre o ecossistema, o Pantanal pode acabar antes de 40 anos, previsão para sua existência devido ao aquecimento global”. “Estão querendo engessar o Pantanal, tirando a pecuária Aqui, nosso bombeiro, é o boi”.......
Enquanto isso, um ambientalista arrogante e desconhecedor do que é ser Pantaneiro e do que É o Pantanal, o Sr. Sandro Menezes, “gerente” da Ong. Conservação Internacional, “dona” da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Rio Negro, disse à Revista Terra que não “teme os incêndios”. Perguntado: e o Pantanal? Respondeu: ” Não vamos mudar de posição por causa das críticas. Há meios de controlar e prevenir o fogo. Nós queremos mostrar como melhorar o manejo de incêndios do Pantanal”, disse o “ambientalista” à revista. Presunçoso e arrogante.
Com toda falta de respeito que merece, essa gente, tais quais esses ditos homens públicos que vemos por aqui, deveriam responder: Quem são vocês para falar sobre o Pantanal? Nunca tivemos incêndios. Vocês os causaram com os interesses de suas mentes “iluminadas” e suas Instituições demagógicas, mantendo o pantanal intocado, como se essa fosse a solução. Deu no que deu. Nós pagamos, mas vocês receberão o troco.
Com satisfação, vejo que meus pensamentos não são solitários e que eles refletem um povo guerreiro e lutador, que sobreviveu às intempéries do tempo e dos interesses políticos e politiqueiros que tentaram e tentam nos sobrepujar.
Estou com a alma lavada, porque a Comissão Temática não sei do que, da Assembléia Legislativa,composta inclusive por dois Ex-Deputados (Paulo Moura e José Lacerda), eleitos pelo povo Pantaneiro de Poconé e de Cáceres, que nada fizeram de concreto pela região, NÃO REPRESENTAM ABSOLUTAMENTE NADA, são meros figurantes, ou pelo menos tentam ser, do processo político que envolve o Pantanal.
Não estou só. Tenho o Quarto Poder, a imprensa, ao lado desse ideal e, junto com ela, Pantaneiros anônimos ou não, que erguem a espada da luta, da resistência, da persistência, do destemor e da coragem. Gente, que não teme dizer a Verdade, como farei, no Programa homônimo, neste Sábado. O Programa Verdade, que só teme, quem nada tem a dizer ou tem medo de dizer.
VENCEMOS, todos nós, verdadeiros pantaneiros, porque o pantanal é uno e único. É de todos e de ninguém. Aliás, é apenas daqueles que sabem amá-lo e contemplá-lo. Somos um povo honrado e jamais seremos capacho de ninguém.
Aos pantaneiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que lutam com ardor e coragem por essa região, posso dizer: NÃO DESISTIREMOS NUNCA. Que desistam os políticos desonestos e mal intencionados e os ambientalistas interesseiros.
Oriana Paes de Barros é procuradora federal aposentada e pecuarista
Nesta semana, a Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT voltou a ser notícia em alguns veículos de comunicação. Alunos de diversos municípios, com apoio de professores e técnicos, armam barracas e acampam em frente ao prédio da Reitoria em Cáceres. Eles reivindicam melhores condições de ensino, transparência na gestão e política de apoio aos estudantes.
No geral, mereceu curtas menções em notas de pé de página do caderno Cidades de um ou outro jornal. Nada do apelo jornalístico mais intenso. Modestas notas, curtas referências para um problema que passa quase despercebido pela sociedade mato-grossense: a peleja de uma universidade estadual.
No fluxo intenso de produção de fatos e notícias, num mundo que se move à velocidade nauseante, não é fácil perceber as questões que perenizam, agonizam sem solução, sem os holofotes da mídia. A velha discussão sobre a Universidade, seu papel na produção e elevação da cultura, parece algo anacrônico, desinteressante aos ávidos olhos e ouvidos em busca de notícias tempestivas, fáceis, descartáveis. A sociedade mato-grossense segue ao ritmo de um turbilhão de acontecimentos que, muitas vezes, não permitem uma reflexão mais profunda sobre a silenciosa subtração que se processa: nega-se a ela, produtora de grãos e consumidora de tecnologia, o direito de produzir conhecimento, formar com qualidade seus cidadãos. Nega-se o direito à Universidade Estadual.
A UNEMAT, única universidade estadual, desde sua fundação em 1993 tem sido palco das mais intestinas disputas políticas. A abertura de novos cursos, novos campi, apesar de significar a democratização do ensino superior; tem sido objeto de barganha entre líderes políticos de toda natureza, dentro e fora da universidade. Difícil encontrar um candidato ao executivo, por exemplo, que não tivesse no seu discurso ou plataforma de governo, a ampliação da “cobertura” da universidade em municípios onde ela ainda não tinha presença. Para o Legislativo, a história não é diferente. Levar um curso superior ao seu eleitorado se tornou um feito político de proporções nada desprezíveis e, transformou a administração da universidade em gerente de um negócio politicamente lucrativo. Os custos orçamentários e financeiros desta verdadeira odisséia, não foram devidamente calculados e, quando a fatura é apresentada aos sucessivos governos e ao parlamento, a UNEMAT é vista como o filho perdulário de um Estado austero. O filho pródigo não é bem vindo. E a aliança tácita, antes feita nos palanques; sofre revés.
No final dos anos 90, a universidade conquistou a vinculação de 4,2% do ICMS para seu financiamento. Ao longo do período de 2002 a 2005, isso significou mais que o triplo dos recursos para a Universidade. Mas, desde que foi implantada em 1993, a média de criação de cursos é de quase 05 novos cursos por ano. Há exceções episódicas de períodos curtos em que não foram criados cursos ou campi.
É preciso considerar que jamais houve uma situação em que o financiamento público da universidade tenha permitido condições adequadas para o seu funcionamento. Lembro-me do que ficou conhecido Brasil a fora como “Movimento das Barracas”, em 1996. Aquele momento mereceu a presença e o apoio do saudoso mestre Paulo Freire, em Cáceres. A figura lendária do educador maior deste país veio conhecer a universidade que se fazia em barracas de palha, num protesto radical de professores, estudantes e técnicos contra a indignidade das condições de ensino e pesquisa. E tantos outros episódios desta luta poderia aqui relembrar.
Hoje, a comunidade acadêmica continua a se rebelar, se nega a aceitar a condição de subalternidade no campo educacional, científico e cultural. Deseja de fato uma universidade, se nega a emudecer diante daquilo que tem sido o simulacro do ideal de universidade: Democrática, Universal, do mundo, para mundo e transcendendo o mundo. Também o governo, as elites políticas deste estado devem se negar a continuar ignorando a Universidade, a tratá-la, muitas vezes, como um mal irremediável.... Mato Grosso pode e deve ser muito mais que um estado agrícola. O nível de complexidade a que chegamos, os problemas ambientais que enfrentamos, a diversidade étnica que compõe o mosaico cultural desta região, o acelerado crescimento econômico, tudo isso impõem a ampliação de nossos horizontes, a necessidade de tomarmos como tarefa a compreensão desta realidade, criando oportunidades de soluções futuras. Mato Grosso não pode, em termos de universidade, se comportar como uma sociedade primitiva, coletora de frutos silvestres, onde a produção do conhecimento seja tão exótica quanto “desnecessária”.
Um dos pontos de reivindicação da comunidade acadêmica da UNEMAT é a realização do Congresso Universitário, talvez este se constitua num bom momento para se elaborar um mínimo de consenso sobre a Universidade que queremos em Mato Grosso e aí, quem sabe, possa fazer com que os interesses sejam colocados e debatidos no espaço público e que os atores assumam suas responsabilidades frente ao desafio de construção desta universidade.
Abraçar a causa de ampliar o espaço público para discutir um projeto para a universidade estadual, sem suprimir divergências, me parece uma boa notícia para o presente e para o futuro.
Edna Luzia Almeida Sampaio é professora da UNEMAT
Uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste sábado (29) mostra que a maioria dos brasileiros rejeita o foro privilegiado, pelo qual as autoridades só podem ser julgadas por determinado tribunal (79,8%), e acha que os políticos que respondem a processo deveriam ser proibidos de disputar eleições (94,3%), segundo pesquisa divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros. A pesquisa revela que uma pequena parte dos entrevistados confia nas instituições políticas, como a Câmara (12,5%), os partidos (16,1%) e os políticos (11,1%). Para 95,4%, a reforma política é importante.
Por André Petry
Em março de 2005, o catador de papelão José Machado Sobral foi preso por engano em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Confundido com um suspeito de tentativa de homicídio, ele foi levado para uma delegacia. Sem documentos, que perdera numa enchente, e sem dinheiro para pagar advogado, acabou sendo conduzido a um presídio. Ficaria dois anos e meio preso por um crime que não cometeu.
(Na mesma data, o senador Renan Calheiros rompeu sua sociedade secreta com o usineiro João Lyra em uma rádio e um jornal – é aquela sociedade selada com contrato de gaveta, uso de laranjas e pilhas de dinheiro vivo.)
Em junho de 2006, o catador de papelão já completava um ano e três meses de cadeia e, como ninguém conseguia confirmar sua identidade nos arquivos de seu estado natal, Pernambuco, um juiz mandou libertá-lo. Mas a burocracia não emitiu o alvará de soltura, e o catador de papelão ficou na prisão. A essa altura, dividia a cela com vinte presos.
(Na mesma data, tal como previam seus planos, Renan Calheiros ficou encantado com a agilidade da burocracia do Ministério das Comunicações: ganhou a concessão de nova rádio FM para operar em Alagoas. Meses depois, a concessão seria aprovada em sessão do Congresso, presidido pelo próprio Renan Calheiros.)
No dia 6 de setembro passado, finalmente exibiram uma foto do catador de papelão à vítima em Pernambuco. A vítima disse que a foto não era do assassino. O catador de papelão era negro. O assassino, branco. O catador de papelão tem 54 anos. O assassino, uns 40. Estava desfeita a confusão, mas José Sobral seguiria preso. Nem o juiz de Guarulhos nem o de Pernambuco tinham autoridade para soltá-lo.
(No mesmo dia, os jornais noticiaram que o Conselho de Ética do Senado decidira, por 11 votos contra 4, pedir a cassação do mandato de Renan Calheiros. O pedido de cassação não se devia ao laranjal da sociedade clandestina em rádios e jornais, mas ao uso de um lobista para pagar suas despesas pessoais. O senador disse aos repórteres: "Vamos ganhar. É ter calma". Ganhou mesmo.)
No dia 21 de setembro, Renan Calheiros perdeu seu advogado, Eduardo Ferrão. Dono de um dos escritórios mais caros de Brasília, Ferrão alegou que estava farto do assédio de repórteres e fotógrafos. Achava que o tumulto estava prejudicando outros clientes. Renan compreendeu. Afinal, com a absolvição no caso do lobista, o advogado cumprira a missão.
(No mesmo dia, depois de dois anos e meio preso por engano, o catador de papelão foi libertado, graças ao empenho de um defensor público, Bruno Lopes de Oliveira. Em entrevista ao repórter Rogério Pagnan, do jornal Folha de S.Paulo, José Sobral disse: "Eu não tinha ódio nem revolta. O ódio que está dentro de mim é terrível. Imagina ficar numa cadeia tanto tempo sendo inocente. Como você ficaria?".)
Entre documentos perdidos numa enchente e contratos de gaveta, entre um advogado abastado que parte e um defensor público que chega, entre a punição injusta e a impunidade aberta, entre um catador de papelão e um senador da República, temos a crônica de dois Brasis. Isso é triste.
Comentar? comentar o quê? A vergonha deste Brasil? ou vergonha de ser brasileiro? Infelizmente vivemos em um país que só produz absurdos. Se não fosse pela iniciativa privada, adeus Brasil.
Desejo e deixo nestas poucas palavras sinceros votos de muita SABEDORIA, CONHECIMENTO, ENTENDIMENTO e principalmente DISCERNIMENTO em todos os seus caminhos. Acabei de depositar na conta de cada um de vocês a importância de muitos DIAS, SEMANAS, MESES E ANOS DE FELICIDADE E PROSPERIDADE, SAÚDE, PAZ, AMOR e que Deus estenda às mãos sobre vocês e toda sua família e acrescente 100 por cento de juros em cima de tudo isso. “A MAIOR RECOMPENSA PELO TRABALHO NÃO É O QUE A PESSOA GANHA, MAS O QUE ELA SE TORNA ATRAVÉS DELE.” DESEJO SUCESSO! PAULO SOLUÇÃO www.paulinhosolucao.blogspot.com paulinhosolucao@gmail.com paulo.1470@hotmail.com S a l t o / S P
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