Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:16 h

MEIO AMBIENTE | 29/02/2008 - 23:01

Dados equivocados do Inpe agora são corrigidos

Romilson Dourado

  O equívoco dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento em Marcelândia e Peixoto de Azevedo estão sendo corrigidos. Conforme a Folha de S. Paulo, uma equipe de fiscalização da secretaria estadual de Meio Ambiente detectou que todos os índices apontados pelo Inpe como recentes são, em verdade, referentes a desmatamentos antigos. Houve uma interpretação equivocada das imagens de satélite ou mesmo inexistentes.

   Outras 47 equipes continuam verificando os dados em municípios do Nortão. Ao todo, 79 pontos foram verificados nos dois municípios. A maior parte das áreas, de acordo com a Sema, havia sofrido queimadas. Outras já tinham sido contabilizadas como abertas em anos anteriores. Há registros de casos em que imagens da ação de uma praga de pastagens, a cigarrinha, foram interpretadas como sendo novas derrubadas. (Pollyana Araújo)

  • Clique aqui e veja a reportagem ou aqui (para assinante Folha)
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HUMOR | 29/02/2008 - 21:21

Lula prefere cantar a responder questionamentos

Romilson Dourado

  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu raras entrevistas desde quando assumiu o poder central, em janeiro de 2003. Prefere mandar recado e respostas às críticas em seus discursos e pronunciamentos. Assim, fala o que quer e evita constrangimento público diante de questinamentos sobre tantos escândalos que abalaram a gestão petista. Nesta charge animada de Maurício Ricardo, Lula despista e, ao invés de permitir abertura para perguntas, opta por cantar.

        Clique no play e confira.

VARIEDADES | 29/02/2008 - 21:02

Novo salário mínimo já vale a partir deste sábado

Romilson Dourado

   O novo salário mínimo ficou mesmo em R$ 415 e começa a valer a partir deste sábado (01), conforme  medida provisória assinada pelo presidente Lula. O novo valor representa um reajuste de 9,21% sobre o mínimo atual, de R$ 380. Durante a semana, a expectativa era de que o valor ficasse em R$ 412,40. No entanto, técnicos dos ministérios da Fazenda e do Planejamento discutiram e avaliaram que seria possível dar um aumento um pouco maior.

   No projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional, a previsão para o mínimo era de R$ 407,33. Porém, com a definição da reestimativa de receitas do governo e da inflação do ano passado, o valor seria reajustado para um valor em torno de R$ 412.  O projeto de lei estabelece que, até 2011, o salário mínimo receberá correção da inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulada desde o último aumento, acrescido de percentual idêntico ao do crescimento real do Produto Interno Bruto de dois anos antes, no caso, 3,75%.

   O texto, acordado entre governo e centrais sindicais, define ainda que o mês do reajuste do mínimo será antecipado em um mês a cada ano até chegar em 2010, quando o aumento deve ocorrer no dia 1º de janeiro.

   Apesar do novo valor entrar em vigor em março, o reajuste só começa a ser sentido no final do mês ou início de abril, quando os benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, entre outras remunerações, são pagos. As prefeituras e os governos estaduais também terão impactos na folha.

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SOLENIDADE | 29/02/2008 - 20:34

Governador pede prioridade aos novos artistas

Romilson Dourado


Maggi cumprimenta o novo secretário de Cultura, Paulo Pitaluga
Foto: Edson Rodrigues/Secom

   O governador Blairo Maggi disse nesta sexta à noite, durante solenidade de posse do novo secretário de Cultura, Paulo Pitaluga, no Palácio da Instrução, que os novos artistas terão prioridades nos projetos bancados pelo Fundo Estadual de Cultura. Segundo Maggi, os "antigos" artistas, como são chamados, "já estão estabilizados". “O Fundo deve buscar novos artistas, novos valores, para que se olhem os que estão chegando”, disse. O governador afirmou que essa vai ser uma das cobranças que fará ao novo secretário, que substitui João Carlos Vicente Ferreira.

   Pitaluga é o terceiro a comandar a pasta da Cultura desde o início da gestão Maggi, em janeiro de 2003. O governo do rei da soja começou com Benedito (Dito) Paulo, hoje prefeito de Jangada. Depois, o substituiu por João Carlos, que agora abre espaço para Pitaluga. A pasta conta com um orçamento para este ano de R$ 14,1 milhões.

   Os recursos do Fundo Estadual de Cultura sempre geraram questionamentos quanto à análise e seleção dos projetos que pleiteiam financiamento. Conforme prevê o Programa Estadual de Apoio a Cultura (Proac), o teto máximo para aprovação por projeto cultural apresentado por pessoas físicas ou jurídicas é de R$ 150 mil. A limitação do valor, porém, não se aplica aos programas e projetos de política pública de cultura desencadeados e administrados pela secretaria.

   Maggi também está depositando expectativa nas conclusões de obras, como, por exemplo, a do Cine Teatro, que está sendo restaurado e revitalizado há pelo menos 4 anos. “Parece um sapo enterrado aquele lugar”, disse o governador.

    Promessa

   O governador frustrou a expectativa de muitos ao deixar claro na solenidade de posse que o orçamento da Cultura continuará o mesmo. Já o novo secretário Pitaluga prometeu ousadia, dinamismo e maior abertura às conversações com representantes do meio cultural. “Temos que sonhar realizações, mas esse orçamento tem que ser respeitado”, diz.. Pitaluga é escritor e historiador e já prestou serviços em pastas consideradas estratégicas, como Casa Civil e a Educação. Afirma que pode contribuir "muito" para com o desenvolvimento à cultura, sob alegação de que "conhece bem" o Estado e suas características culturais. (Simone Alves)

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INFRAESTRUTURA | 29/02/2008 - 20:02

Éder já reativa postos Flávio Gomes e do Lagarto

Romilson Dourado

Éder de Moraes, secretário de Fazenda  O novo secretário de Estado de Fazenda, Éder de Moraes, decidiu reativar os postos fiscais Flávio Gomes, na BR-364 (saída para Rondonópolis), e o do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, no entrocamento das BRs-070 e 163. Essas unidades de fiscalização tinham sido desmontadas pelo ex-secretário Waldir Teis, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. "Vamos combater a sonegação com mão de ferro", avisa Éder. O Flávio Gomes desativado em outubro do ano passado após duas décadas de funcionamento já volta a funcionar na segunda (3).

   Éder de Moraes começa a percorrer os postos fiscais para conhecer a realidade de cada um. Está disposto a levar estrutura. Neste sábado, por exemplo, o secretário vai fazer inspeção no Posto Corrente, situado na divisa com Mato Grosso do Sul; depois se desloca à unidade em Alto Araguaia e, em seguida, a uma outra em Barra do Garças, onde promete resolver um gargalho histórico. São desses três postos que saem cerca de 80% da arrecadação de ICMS do Estado, que detém um orçamento anual de R$ 6,8 bilhões.

    Em Barra, o posto fiscal sob a Sefaz está instalado dentro da cidade. Isso inibe um operação sistemática porque provoca congestionamento do trânsito. A proposta de Éder é montar dois postos fixos, uma na entrada e outra na saída da cidade. "Na região de Barra do Garças estão as portas de entrada de produtos, principalmente do setor atacadistas, e essas novas estruturas vão ajudar no trabalho de fiscalização", destaca o secretário.

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BARRA DO GARÇAS | 29/02/2008 - 19:30

Fagundes é 1º à senatória; Antero mais rejeitado

Romilson Dourado

  O deputado federal de quinto mandato Wellington Fagundes (PR) detém 45,9% de preferência em Barra do Garças na corrida rumo ao Senado. Ele reside em Rondonópolis, mas possui negócios em Barra. É dono, por exemplo, de uma emissora de TV. O nome do governador Blairo Maggi, do mesmo PR, vem em segundo lugar e bastante distanciado de Fagundes. O rei da soja figura com 18,5%. É o que aponta a pesquisa Mark dos dias 25 e 26 deste mês. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos. A amostragem está registrada na 9ª Zona Eleitoral, sob número 001/2008.

  O terceiro nome preferido hoje dos barra-garcenses para uma das duas vagas à senatória em disputa no pleito de 2010 é do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), que figura com 7,9%. O deputado federal Carlos Abicalil (PT) detém 5,2%, uma situação melhor se comparado ao da senadora petista Serys Marly, lembrada por 2,4%. Outro virtual candidato a senador é o deputado estadual José Riva (PP), que surge na amostragem, mas como lanterna. Seu nome tem preferência de apenas 1,2%. Os indecisos somam 15,8%. Votariam em branco ou anulariam o voto 3%.

   Rejeição

   O ex-senador Antero de Barros é o mais rejeitado pelos barra-garcenses, aponta pesquisa Mark. Se as eleições para o Senado fossem realizadas hoje, 14% disseram que não votariam de jeito nenhum no tucano. Riva aparece com a segunda rejeição (12,5%) e, Abicalil, com 10%. Serys detém 9,1%, Maggi aparece com 4,6% e, Fagundes, com a menor rejeição: 2,4%.

BARRA DO GARÇAS | 29/02/2008 - 18:24

Com 46%, Jaime aparece em 1º para governador

Romilson Dourado

  O senador Jaime Campos seria eleito governador hoje se dependesse único e exclusivamente dos eleitores de Barra do Garças (a 500 km de Cuiabá). Pesquisa estimulada do instituto Mark, realizada nos últimos dias 25 e 26, aponta o nome do cacique do DEM como o preferido por 46,5% das intenções de voto num cenário com outros seis possíveis candidatos. Simulações feitas em outros municípios também apontam Jaime na frente.

   O segundo nome mais cotado entre os barra-garcenses para o Palácio Paiaguás é do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), que aparece com 11,6%. Em seguida, vem a senadora Serys Marly (PT), que disputou e perdeu o governo em 2006, e, com 3,3% o atual vice-governador Silval Barbosa, que já é cotado pelo PMDB como virtual candidato a governador em 2010.

   Ex-secretário de Estado de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educação, Luiz Antonio Pagot, hoje na direção-geral do Dnit em Brasília, é lembrado por 1,5%, assim como os deputados estaduais Percival Muniz (PPS) e Otaviano Pivetta (PDT), ambos com 1,5%. O universo de indecisos soma 21%. Já numa outra simulação com seis possíveis concorrentes e sem a presença de Pagot,  Jaime também lidera. Chega a 45,9%. O segundo colocado é Santos (11,9%), seguido de Serys (8,8%), Silval (3%), Pivetta (1,8%) e Muniz (0,8%).

   Rejeição

   Quanto à rejeição para governador, três nomes aparecem empatados tecnicamente como os mais rejeitados pelos eleitores de Barra do Garças: Wilson Santos (7,6%), Jaime Campos e Serys Marly (os dois com 7,3%). Pagot é o quarto que enfrenta maior resistência. Se as eleições fossem hoje, 6,7% dos barra-garcenses não votariam no afilhado político do governador Blairo Maggi de jeito nenhum. Muniz e o prefeito rondonopolitano Adilton Sachetti (PR) detêm 4,9% de rejeição. Com 4,6% estão Pivetta e Silval.

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Artigo | 29/02/2008 - 15:12

Miranda reforça portaria que pune desmate

Romilson Dourado

  Em artigo, o agrônomo e militante do PC do B, Miranda Muniz critica a posição do governo estadual frente à aprovação da Portaria 28 do Ministério do Meio Ambiente, que trata de punições aos 32 municípios campeões de desmatamento no país. Destes, 19 são mato-grossenses. Segundo Muniz, lideranças políticas do Estado agem erroneamente ao questionar a ação do governo federal.

  "Infelizmente, ao invés de apoiar a ação do governo Lula no sentido de  coibir a sanha dos devastadores da floresta, as "autoridades locais" (Blairo Maggi, Riva, prefeitos e vereadores e até deputado do PT) preferem culpar os dados do INPE para tentar reverter as medidas adotadas pela esfera federal, na prática, fazendo o jogo sujo dos grandes devastadores", cutuca Miranda Muniz.

    Intitulado Reação à "reação delinquente", o artigo está postado logo acima, à esquerda, na sessão Artigos.

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CUIABÁ | 29/02/2008 - 15:10

2 grupos se dividem pelo Conselho da prefeitura

Romilson Dourado

    A eleição do Conselho de Recursos Fiscais da Prefeitura de Cuiabá será realizada no próximo dia 6. Duas chapas participam da disputa. A primeira, a chamada chapa independente, é composta por Rosbeck Bucuair, do Conselho Regional de Economia (Corecon) e o seu vice, Luís Garcia, da Federação das Indústrias (Fiemt).

   A segunda chapa é encabeçada por Jessé Rodrigues de Arruda Barros, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e Hugo Antônio Pedroso, da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. A chapa independente propõe atuar sem amarras com a gestão municipal. "Sem ter um funcionário público totalmente ligado ao prefeito, nossa chapa pode atuar livre de amarras e interesses", disse Rosbeck.

    O Conselho é formado por 14 conselheiros, 7 deles representam as secretarias municipais e outros 7 representam os contribuintes. Além do Corecon, Fiemt e Crea, o conselho congrega diversas entidades de classe. O grupo é ligado administrativamente ao gabinete do prefeito e tem como finalidade distribuir a justiça fiscal na esfera administrativa. O conselho se divide em dois grupos que se reúnem às terças e quartas. As sessões plenárias são realizadas às quintas. (Simone Alves)

Artigo | 29/02/2008 - 15:00

Reação à "reação delinquente"!

Romilson Dourado

     Os dados colhidos pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo  Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), demonstram que entre agosto e dezembro de 2007 foram desmatados na Amazônia  3.235 quilômetros quadrados, sendo que 1.786 ocorreram em Mato Grosso,  revertendo uma alvissareira tendência de queda ocorrida no ano anterior.

    Isso levou o Governo Federal a agir prontamente.      Primeiro, divulgando, através da Portaria n. 28 do Ministério do Meio  Ambiente, a relação dos 32 municípios campeões de desmatamento (sendo que  19 desses em Mato Grosso). Nesses municípios ocorrerão ações preventivas  para o controle dos desmatamentos, contidas no Plano de Prevenção e Combate  ao Desmatamento na Amazônia – PPCDAM, um programa nacional que envolve 11  ministérios.

    Segundo, implementando uma série de medidas de cunho preventivo e  punitivo. Uma das preventivas é a obrigatoriedade do cadastro  georeferenciado dos imóveis (para facilitar a fiscalização), sob pena do  proprietário não ter acesso a crédito público e de não poder realizar  nenhuma transação que envolva o imóvel, tais como venda, arrendamento,  desmembramento, transmissão em herança, etc. Também está previsto o embargo  agropecuário das áreas desmatadas ilegalmente, vedado ao infrator a  comercialização do produto da área embargada, proibição de obtenção de  crédito em instituição oficial, cancelamento de seus registros em órgãos  ambiental, fiscais (Receita Federal) e sanitários, multa cujo valor será o  dobro (e cumulada) à aplicada para o desmatamento ilegal e inclusão do  imóvel em uma "lista suja" de infratores florestais.

    As mesmas sanções serão aplicadas a quem adquirir intermediar,  transportar ou comercializar produto ou subproduto de origem animal ou  vegetal produzido na área objeto do embargo. Por outro lado, os municípios que mantiverem mais de 80% do seu  território (exceto unidades de conservação e terras indígenas) com imóveis  georeferenciados e taxas de desmatamento inferiores às estabelecidas  receberá incentivos (públicos e de mercado). A União priorizará em seus  planos, programas e projetos voltados à região amazônica os municípios  nessas condições, e ofertará incentivos visando a produção florestal, agro  extrativista e agropecuária sustentáveis.

     Além dessas medidas já previstas, seria de bom alvitre que o governo  federal implementasse uma série de outras propostas apresentadas pelos  servidores da fiscalização do IBAMA-MT, contadas em carta enviada  recentemente às autoridades públicas, tais como: "criação da carreira  específica de Fiscal Ambiental Federal; definição urgente da nova divisão  estrutural do IBAMA, ocasionada como fruto da criação do ICMBio; realização  de concurso público para novos servidores na função de Analistas e Técnico  Ambientais e Administrativos; criação de uma Academia de Práticas de  Fiscalização Ambiental, visando garantir o aprofundamento necessário das  práticas de combate ao crime ambiental; melhoria das condições salariais  dos servidores do órgão e a adoção de uma política de Recursos Humanos  eficiente e transparente".

     Infelizmente, ao invés de apoiar a ação do Governo Lula no sentido de  coibir a sanha dos devastadores da floresta, as "autoridades locais"  (Blairo Maggi, Riva, prefeitos e vereadores e até deputado do Partido dos 
Trabalhadores) preferem "culpar" os dados do INPE para tentar reverter as  medidas adotadas pela esfera federal, na prática, fazendo o jogo sujo dos  grandes devastadores.

    Felizmente, nessa queda de braço, parece que o Governo Lula está  determinado em defender a floresta e punir os criminosos, inclusive com o  desencadeamento da terceira maior operação da Polícia Federal na região, a  partir do dia 21 de fevereiro.
Nesse sentido, os setores lúcidos da sociedade mato-grossense que  defendem um desenvolvimento em bases sustentáveis, também precisam  manifestar em apoio às medidas adotadas pelo Governo Lula e reagir à "reação delinqüente" do tipo movimento "Reage Nortão", que fala até em  "desobediência civil" e tenta insuflar a população ordeira do norte à  praticar hostilidades contra os agentes públicos envolvidos na operação.

   Miranda Muniz é Agrônomo, Bacharel em Direito, Oficial de Justiça Avaliador  Federal e Presidente Estadual do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

JUDICIÁRIO | 29/02/2008 - 14:33

Juiz Yale passa a integrar Comitê do Sistema CNJ

Romilson Dourado

  O juiz mato-grossense Yale Sabo Mendes, tutular do Juizado do Planalto, em Cuiabá, é um dos novos membros do Comitê Gestor Nacional do Sistema CNJ. Tomou posse nesta quinta, no plenário do Conselho Nacional de Justiça. O comitê, composto por magistrados e servidores do Judiciário, é presidido pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha.

   O grupo pretende promover a modernização do Judiciário. Para tanto, criará instrumentos como elaboração de normas, consultoria, desenvolvimento de projetos e ações. Dentre elas, está a capacitação de colaboradores, servidores e magistrados na área de tecnologia da informação. Para Yale, a criação do comitê representa um marco para a modernização do Judiciário. "Esse comitê gestor é um órgão extremamente democrático, composto por desembargadores, juízes e técnicos que vão discutir maneiras de desenvolver cada vez mais o Poder Judiciário Nacional em prol do jurisdicionado. E isso só vem trazer a paz social, que é o fim do direito e da Justiça", disse.

  • Confira aqui os componentes do Comitê, criado a partir da Portaria 211.
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VARIEDADES | 29/02/2008 - 14:09

Bombeiros prendem capivara depois de 2 horas

Romilson Dourado

   Uma capivara deu trabalho nos bombeiros de Rondonópolis (a 210 km ao Sul de Cuiabá). O animal passeava pelo pátio de uma escola na zona rural e acabou dando dribles em quem tentou capturá-lo. Os bombeiros levaram duas horas para prender a capivara. Conclusão: virou destaque na TV Globo.

         Clique na imagem e confira.

EMBATE JURÍDICO | 29/02/2008 - 13:43

Servidores da Sefaz criticam contrato do Siprotaf

Romilson Dourado

 Obrigação de firmar termos de doação, descontos e consultoria prejudica aqueles com direito à quotas remuneratórias

   A decisão do Sindicato dos Profissionais de Tributação, Arrecadação e Fiscalização do Estado (Siprotaf) de intermediar o pagamento das quotas remuneratórias vem causando polêmica e protesto de alguns servidores por causa de uma série de descontos, inclusive com obrigação de doar contribuições ao próprio sindicato, e ainda compromisso junto a uma empresa de consultoria. O saldo de quotas vem sendo acumulado desde 1994 por cerca de 1,5 mil servidores. É resultado de auto de infrações. O valor global é de R$ 30 milhões. Houve, então, um acordo com o governo estadual e esse montante não chega hoje a R$ 500 mil.

   Os contratos feitos com anuência do sindicato "amarra" os servidores de tal forma que exclui do direito ao benefício trabalhista aqueles que não são sindicalizados, ou seja, ficam sem receber a tal carta de crédito. Um grupo de servidores considera o ato inconstitucional e vem fazendo vários questionamentos.

  • Confira aqui a reprodução do conteúdo do contrato que condiciona recebimento do direito de quotas à sindicalização.

   Um dos problemas está no fato do Siprotaf ter firmado um termo de adesão com a JBF Consultoria Tributária Ltda. Conforme o contrato, essa empresa ficou responsável por apurar os créditos referentes ao saldo de quotas. O serviço deveria ser feito pela própria Sefaz. A JBF também tem direito de receber contratualmente parte do valor da cota, através de um termo de doação onde cada servidor se vê obrigado a assinar.

  • Leia aqui os termos do contrato firmado entre o Siprotaf e a JBF.

    Por esse contrato, os servidores argumentam que ficam prejudicados em função dos descontos, que reduzem o valor em mais de 50%. Além disso, o servidor ainda tem de renunciar parte do montante em favor do Estado. Por exemplo: um servidor da Sefaz que, em tese, tem direito a receber R$ 150 mil, acaba ficando com cerca de R$ 35 mil líquidos. Além disso, há ainda desconto de 27% do Imposto de Renda. O mais grave, de acordo com o grupo de servidores que estão questionando a estratégia do Siprotaf,  é que depois de todos as reduções, o sindicato ainda tem a autonomia para comercializar as cartas de crédito, o que também pode causar uma diminuição do valor.

  • Confira aqui o termo de doação ao Siprotaf.

    Os servidores reclamam ainda que a contratação do JBF Consultoria não foi discutida em assembléia e nem houve um consenso. Para atuar como seus procuradores, eles foram praticamente obrigados a assinar documentos dando poderes ao Siprotaf e à JBF para ceder, alienar e receber o valor referente ao crédito salarial oriundo da certidão de crédito.

   Com isso, usando o nome do servidor, os procuradores podem assinar escrituras, inclusive de ratificação, receber, passar recibos, quitar, concordar, discordar, transigir, prestar esclarecimentos e ainda representá-lo junto ao Tribunal de Justiça, à Procuradoria-Geral do Estado, até mesmo na Sefaz e repartições públicas. Também podem tratar de qualquer assunto e requerer o que for preciso.

Advogado argumenta que contrato é com Estado

   O presidente do Siprotaf, Étore Zóccoli Sobrinho, não foi localizado nesta sexta pelo RDNews para comentar a polêmica. Sua secretária informou que o sindicalista está viajando. Já Mário Prates, advogado do sindicato, argumenta que foi o Estado quem contratou a JBF, apesar das provas documentais revelarem ao contrário. Ele argumenta ainda que "quem está fazendo o levantamento das quotas é a Sefaz e não o Siprotaf"". (Pollyana Araújo)

VARIEDADES | 29/02/2008 - 11:46

Termo exige que Servidor faça doação ao Siprotaf

Romilson Dourado

VARIEDADES | 29/02/2008 - 11:25

Contrato exige que Servidor da Sefaz seja sindicalizado

Romilson Dourado

VARIEDADES | 29/02/2008 - 11:25

Contrato firmado entre Siprotaf e JBF Consultoria Tributária

Romilson Dourado

LEGISLATIVO | 29/02/2008 - 11:01

Deputados ganham poltronas até com massagem

Romilson Dourado


AL começa a trocar cadeiras por poltronas elétricas, de couro e com controle remoto para permitir massagens aos deputados 

  Sem alarde e com o propósito de fornecer mais conforto, comodidade e privilégio a seus deputados, a Mesa Diretora da Assembléia comprou 32 cadeiras elétricas, com mil combinações de massagens, revertidas de couro e de controle remoto. Essa ostentação está orçada em mais de R$ 400 mil. Cada uma teria custado cerca de US$ 6 mil.

    A negociação não foi divulgada. O caso veio à tona por acaso. Durante a sessão ordinária desta quarta (27), o deputado Percival Muniz (PPS), em meio a um pronunciamento da tribuna, deixou escapar o seguinte comentário: "Com essa cadeira, eu estou sentindo massagem na bunda". Em seguida, demonstrou um certo desconforto com aquela situação privilegiada.

   Apesar da Assembléia, que recebe um duodécimo mensal superior a R$ 13 milhões, ser composta por 24 deputados, foram adquiridas 32 poltronas. Elas começaram a ser instaladas no plenário a partir de terça. Aos poucos, vão substituindo as cadeiras "velhas". Um técnico veio de fora para realizar os serviços. As poltronas importadas permitem, por meio de controle remoto, massagem simultânea em várias regiões do corpo, como nas costas, pernas, coxas, etc. Assim, os deputados  participam da sessão literalmente relaxados.

   Com a atribuição de apresentar projetos e outros proposituras, além de fiscalizar os atos do Executivo, cada deputado recebe R$ 12,5 mil mensais. Tem direito ainda a R$ 15 mil de verba indenizatória, mais R$ 8 mil de subsídio, um veículo Corolla à disposição, ao menos 15 assessores e ainda controla R$ 30 mil de verba de gabinete.

Atuais 24 deputados na Assembléia:
Sérgio Ricardo (PR)
José Riva (PP)
Adalto de Freitas (PMDB)
Ademir Brunetto (PT)
Airton Rondina (PP)
Campos Neto (PP)
Chica Nunes (PSDB)
Chico Galindo (PTB)
Dilceu Dal Bosco (DEM)
Wallace Guimarães (DEM)
Guilherme Maluf (PSDB)
José Domingos (DEM)
Juarez Costa (PMDB)
Maksuês Leite (PP)
Mauro Savi (PR)
Otaviano Pivetta (PDT)
Pedro Satélite (PPS)
Percival Muniz (PPS)
Sebastião Rezende (PR)
Wagner Ramos (PR)
Walter Rabello (PMDB)
Zé do Pátio (PMDB)
Alexandre Cesar (PT)
Roberto França (sem partido)

(29/3 - às 8h45) - Mesa diz que só comprou 26 poltronas

   A Mesa Diretora vai emitir uma nota oficial nesta sexta para explicar as razões da aquisição das poltronas sofisticadas. Já adianta que não foram adquiridas 32, mas sim 26. Contesta também o valor global. Garante que foram gastos R$ 79,5 mil.

(Às 10h15) - Em nota, AL garante que custo foi menor

  Acerca da matéria acima, que vem ganhando repercussão e críticas, a Assembléia Legislativa, por meio da assessoria de imprensa, acaba de emitir uma nota. Eis a íntegra abaixo:

  "É preciso informar que ao contrário de R$ 400 mil, como noticiado, o investimento na compra de 26 poltronas (não 32) com corrente de indução eletromagnética (não de massagem) foi de R$ 79.508,00, a um custo unitário – portanto - de R$ 3.058,00. Na fábrica, esta mesma cadeira é vendida hoje por R$ 4.312,00. Segundo o secretário-geral da Assembléia, Edemar Adams, as antigas poltronas do plenário estão sendo reformadas e irão equipar os dois auditórios da sede."
   Secretaria de Comunicação da AL

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BARRA DO GARÇAS | 29/02/2008 - 10:40

Vereador Biroska teria novo mandato garantido

Romilson Dourado

 O vereador por Barra do Garças, Ailton Alves Teixeira, o Biroska (PPS), seria reeleito hoje. Seu nome aparece em primeiro lugar na preferência do eleitorado, com 5,2% segundo aponta a pesquisa espontânea Mark, realizada nos últimos dias 25 e 26. Nessa amostragem, o entrevistado cita o nome do candidato preferido sem ajuda de uma listagem. O ex-vereador, Miguel Moreira, o Miguelão (PTB), está em segundo lugar, com 2,7%. Se as eleições fossem hoje, o jornalista e vereador de primeiro mandato, Ronaldo Couto (PMDB), também seria reeleito com 2,1%. Na primeira pesquisa Mark, feita em abril do ano passado, Couto aparecia na liderança - confira aqui.

   A vereadora Antonia Jacob (PR) aparece em quarto lugar, com 1,5%. O ex-candidato a vice-prefeito, Zé Maria (PSDB), detém 1,2%. A vereadora Maria do Mercado (PMDB) vem em seguida com 0,9%. Com o mesmo percentual de intenções de voto estão o presidente da Câmara, Rodrigo Ragiotto (PP), o suplente de vereador Bira (PDT) e o ex-parlamentar Messias Dantas (PSB).

  O deputado estadual Adalto de Freitas, o Daltinho, que figura como pré-candidato a prefeito, também foi citado na pesquisa espontânea. Com 0,6%, figuram o ex-vereador Ailton Rocha (PSDB) e Gaúcho (PR). O secretário municipal de Obras, Jairo Marques (PDT), registra 0,3%, assim como o secretário de Urbanismo, Carlito (PDT) e o funcionário público João Pedro (PR).

    A espontânea foi realizada esta semana junto a 37 bairros. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Como o quadro de pré-candidaturas ainda está indefinido, a maioria (42,2%) se mostra indecisa. (Simone Alves)

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