Sábado, 04 de Fevereiro de 2012, 09:01 h

Articulação | 31/01/2010 - 22:09

PSDB confirma Antero ao Senado; Taques fica agora numa saia-justa

Romilson Dourado

Ex-senador Antero de Barros   A presidente estadual do PSDB, deputada Thelma de Oliveira, anuncia oficialmente até quarta o nome de Antero Paes de Barros como pré-candidato ao Senado. O tucanato tomou a decisão, com aprovação do próprio Antero, após a visita a Cuiabá do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE). A esperança dos tucanos agora é, mesmo com o ex-senador no páreo, não afugentar o procurador da República Pedro Taques, que está com sua filiação acertada no PPS para também concorrer ao Senado. Se não recuar, a tendência é que Taques e Antero, que já foi senador por oito anos, façam "dobradinha" na corrida às duas cadeiras que serão abertas no Congresso Nacional à representação mato-grossense e, de quebra, com o virtual candidato ao governo estadual, prefeito da Capital Wilson Santos, no mesmo palanque. Neste ano vencem os mandatos dos senadores Serys Marly e Gilberto Goellner.

    Na bolsa de apostas, uns acreditam que Taques deve desistir da composição com o tucanato, mesmo após ter negociado seu ingresso no PPS com o presidente nacional Roberto Freire (PE) e com o governador de São Paulo e presidenciável José Serra (PSDB). Pelo acordo costurado nos bastidores, Taques ingressaria na legenda socialista para concorrer ao Senado numa composição com os tucanos. O grupo já tem amarrado também o PTB e o DEM, embora o senador democrata Jayme Campos continue propagando sua pré-candidatura ao Paiaguás e na esperança de, se vier liderar as pesquisas, ter apoio de Wilson ao Paiaguás.

Procurador da República Pedro Taques    Há um complicador jurídico na relação de Taques com líderes tucanos regionais. Quando atuava como procurador em Mato Grosso, ele denunciou o então governador Dante de Oliveira, que faleceu em 2006, por atos de improbidade administrativa. Embora essa ação tenha sido arquivada, ficaram resquícios de uma convivência tensa e que pode dificultar uma "liga política". Thelma, viúva de Dante, se apressou em forçar o nome de Antero ao Senado para, no fundo, mandar recado a Taques, que atua hoje em São Paulo e está determinado a abandonar o cargo vitalício para entrar na disputa majoritária. Por outro lado, alguns tucanos entendem que as chapas majoritárias, com Wilson ao Paiaguás e Antero e Taques para o Senado, seriam ideal para contrapor o grupo que apresenta Silval Barbosa (PMDB) à sucessão estadual e, no mesmo palanque, Blairo Maggi à senatória.

   "campanha casada"

Aparecido Alves, do PSDB   Aparecido Alves, coordenador das Obras do PAC em Cuiabá e um dos membros da Executiva tucana, confirmou que Antero será lançado ao Senado e que essa foi uma exigência da cúpula nacional. Diz ainda que Taques deve se juntar ao grupo oposicionista à chamada turma da botina, capitaneada pelo governador Maggi. "O Blairo Maggi não tem vaga garantida de senador, não. Vai ter uma oposição forte em cima dele. As vagas para o Senado estão abertas", diz Cido, ao lembrar que, em 2002, o então governador Dante deixou o Paiaguás com a popularidade em alta e foi derrotado para senador. "Dante estava com prestígio alto e perdeu. Ele não tinha naquela época problemas na segurança pública como o Blairo tem hoje, com aumento, por exemplo, dos casos de homicídios", compara Cido, ex-presidente do Intermat na gestão tucana.

    "Quem apostar que Blairo tem vaga garantida está morto. O palanque do Blairo vai estar fragilizado", provoca Aparecido Alves. Ele revela que o tucanato trabalha com pesquisas qualitativas e quantitativas sistematicamente. Conta que, as amonstragens mostram que, quando se pergunta ao eleitor se votaria em Wilson se este tiver apoio de Serra, o nome do prefeito cuiabano cresce 4% nas intenções de voto. Já quando se faz a mesma relação de Silval, apoiado pela presidenciável Dilma Rousseff (PT) e por Maggi, o peemedebista não registra um percentual a mais. "Se o Silval não cresce é porque Maggi não transfere voto. Essa relação com as candidaturas nacionais é importante", diz Cido. Na sua avaliação, a hoje senadora Serys se elegeu em 2006 por causa da vinculação com Lula e não motivado por votos de protesto. "Essa turma da botina acha que a gente não trabalha com pesquisas. Eles estão enganados".

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Resgate Histórico | 31/01/2010 - 20:12

Jayminho e atuação light na AL

Romilson Dourado

   Jaime Marques Gonçalves foi deputado estadual de 91 a 94. Pertencia ao velho PFL (hoje DEM), mesma legenda do governador da época e xará Jayme Campos. Jayminho, como é conhecido até hoje, teve uma atuação light como parlamentar. Ele aparece na imagem acima quando ocupava cadeira na AL. Foi prefeito de Colíder por dois mandatos. Continua no DEM, mas entregue ao ostracismo político. Ele é pecuarista e dono de emissora de TV.
Foto: Demóstenes Milhomem

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CONCURSO | 31/01/2010 - 19:19

Aprovados serão chamados no início de março, diz secretário

Andréa Haddad

    O secretário de Administração, Geraldo de Vitto, acredita que os dois mil aprovados para os cargos de nível fundamental do concurso do Estado devam ser convocados no início de março. Neste domingo (31), em coletiva no Palácio Paiaguás, o secretário disse ter garantido ao governador Blairo Maggi (PR) que a convocação dos novos servidores será imediata. Com isso, apesar dos transtornos registrados na primeira tentativa, Maggi obterá parte dos “louros” da realização do do concurso. Ele renunciar ao cargo em 31 de março para disputar uma vaga no Senado.

   Geraldo de Vitto disse que conversou por telefone com o governador, pouco antes da coletiva, e foi cobrado sobre a data da convocação. Maggi está em Rondonópolis. “Vamos chamar o mais rápido possível. Acredito que no começo do mês que vem. Conversei com o governador há pouco e ele me questionava exatamente sobre isso”, revelou o secretário. Segundo ele, o gabarito da prova de nível fundamental será divulgado nesta segunda (1º).

   Pela legislação, não se pode realizar concurso e nem nomear os aprovados dentro dos seis meses que antecedem às eleições gerais, que acontecem em outubro. As próximas etapas do certame só ocorrem em 21 de fevereiro, para o nível médio, e em 21 de março, quando os candidatos de nível superiores farão as provas.

   Diante disso, Maggi calcula que não estará mais no cargo quando os aprovados nas demais etapas forem chamados. O republicano espera ao menos receber os concursados do nível fundamental. Após a saída dele, as demais convocações certamente vão gerar bônus eleitoral para o vice-governador Silval Barbosa (PMDB).

Artigo | 31/01/2010 - 17:07

Comunista diz que polarização mata 3ª via e vê Silval mais viável

Romilson Dourado

   O presidente regional do PCdoB, Miranda Muniz, considera que, pelo desenho do quadro eleitoral, a disputa presidencial deverá ter caráter plebiscitário. Observa que o eleitor terá de decidir pela candidatura que vai simbolizar a continuidade do ciclo das mudanças iniciado em 2002, com a eleição de Lula à Presidência, representada nessa caso pela petista Dilma Rousseff, ou pelo que chama de candidatura das forças neoliberais, com o tucano José Serra.

   Já em âmbito estadual, o comunista "puxa sardinha" para o peemedebista Silval Barbosa, um dos pré-candidatos a governador. Entende que a polarização nacional sepultou a tese da terceira via, que seria com Mauro Mendes (PSB). Em artigo, ele escreve que "a realidade vem demonstrando que o vice Silval é o candidato mais viável". Em seguida, explica o porquê: "foi o candidato lançado pelo govenador Blairo Maggi, tem apoio quase que irrestrito do PMDB (salvo o prefeito Zé do Pátio, até agora) e do PR, tem simpatia do PT e de expressivos segmentos do PP e até do DEM, possui equilíbrio, ponderação e tem demonstrado ser um bom articulador político, qualidades indispensáveis a quem pretende comandar essa grande empreitada".

                              Eis, abaixo, a íntegra do artigo assinado pelo presidente do PCdoB/MT

Miranda Muniz    Pela unidade das forças mudancistas!

   Diferentemente das eleições de 2008, onde os interesses locais eram a tônica, na disputa de 2010 deve prevalecer os interesses nacionais, simbolizados pelas candidaturas à presidência e seus projetos para o Brasil. Pelo andar da carruagem a disputa presidencial deverá ter caráter plebiscitário, onde o povo brasileiro terá que decidir pela candidatura que vai simbolizar a continuidade do ciclo das mudanças iniciado em 2002, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representada pela candidatura Dilma, ou pela candidatura das forças neoliberais, representada pela candidatura Serra.

   É em consonância com essa conjuntura nacional que as secções estaduais dos diversos partidos celebrarão suas alianças, salvo raras exceções, em que pese não mais existir a famigerada e esdrúxula figura da “verticalização.”

   A exemplo do quadro nacional, aqui em Mato Grosso a disputa eleitoral caminha para uma polarização entre o conjunto de forças aliadas aos dois projetos políticos em disputa nacionalmente, com possibilidade de alguma variação em virtude de interesses regionais. É que a polarização nacional praticamente sepultou, aqui em Mato Grosso, a possibilidade da chamada “terceira via” (ou primeira como diziam alguns). Indecisões do pretenso candidato Mauro Mendes e do presidente estadual do PSB também contribuíram para isso.

   Assim, o caminho a ser trilhado pelas forças mudancistas deverá ser a busca da unidade, evitando a dispersão, já no primeiro turno. Tal agrupamento político deverá ter como força motriz os partidos da base governo Lula (PMDB, PR, PT, PP, PSB, PCdoB, PDT, PRB, PMN e outros), sob um programa que avance muito mais em relação ao atual governo estadual, em especial nas áreas da saúde, segurança pública, educação e que possibilite a abertura de efetivos canais de participação da população na definição dos rumos da nova administração.

  Nessa equação, há duas incógnitas a serem resolvidas: primeira, o candidato a governador; segunda, os espaços a serem ocupados pelos partidos da aliança. Quanto ao candidato, a realidade vem demonstrando que o vice Silval é a mais viável: foi o candidato lançado pelo govenador Blairo Maggi, tem apoio quase que irrestrito do PMDB (salvo o prefeito Zé do Pátio, até agora) e do PR, tem simpatia do PT e de expressivos segmentos do PP e até do DEM, possui equilíbrio, ponderação e tem demonstrado ser um bom articulador político, qualidades indispensáveis a quem pretende comandar essa grande empreitada.

  Quanto aos espaços a serem ocupados, parece não haver resistências à destinação das vagas ao senado (uma para o PR, com Blairo Maggi, e outra ao PT, com Abicalil ou Serys) e que a vice estrategicamente deveria ser ocupada por alguma liderança da “Baixada Cuiabana” filiada a outro partido coligado. Um desprendimento na discussão e definição das suplências dos candidatos a senadores também seria fator facilitador da construção desse amplo arco de alianças.

   Miranda Muniz é engenheiro agrônomo, bacharel em Direito, oficial de Justiça, avaliador federal e presidente estadual do PCdoB em MT

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Descontração | 31/01/2010 - 16:00

Em canção, Oswaldo canta e encanta sobre ato de amar

Lislaine dos Anjos

   Ao lado da flautista Madalena Salles, o cantor e compositor Oswaldo Montenegro cria trilhas sonoras para peças teatrais, balés, cinema e televisão. Juntos, eles compõem uma das parcerias mais sólidas da MPB. Casado com a atriz Paloma Duarte, Oswaldo marcou-se como um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música, sempre foi influenciado por ela e chegou a vencer um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro.

   A decisão de se tornar um músico profissional ocorreu com a mudança para Brasília (DF), em 1971, quando começou a ter contato com festivais e grupos de teatro e de dança infantis. Os primeiros shows aconteceram quando tinha 17 anos, e a decisão de viver somente da música tornou-se definitiva. Autodidata, começou a devorar livros sobre história da música e a frequentar concertos de música erudita. Oswaldo solidificou algumas parcerias de sucesso, entre elas as realizadas com Zé Ramalho, Roberto Menescal e Alceu Valença.

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Clique no play e ouça o sucesso de Oswaldo Montenegro 

SECRETARIADO | 31/01/2010 - 15:12

Avanço da Sema se deve ao bom trabalho dos técnicos, diz leitor

Andréa Haddad

   O dilema vivido pelo vice-governador Silval Barbosa (PMDB) de manter ou não o secretário Luís Henrique Daldegan no comando da Sema divide opiniões. Leitores defendem que o peemedebista mantenha o gestor na pasta após a renúncia do governador Blairo Maggi (PR) para a disputa ao Senado. Outros avaliam que Silval deve aproveitar e inovar também na Sema. É o que defende, por exemplo, o leitor Edson Nogueira, ao comentar a matéria “Silval sofre pressão de deputados para exonerar Daldegan da Sema”.

   No comentário, Nogueira defende que o rigor nas multas aplicadas pelo órgão ambiental se deve à atuação dos técnicos de carreira que, na opinião dele, carregam a Sema nas costas. Ele alerta que 95% das penalidades acabam anuladas, apesar do esforço dos profissionais. Ele também pondera que a redução no desmatamento foi causada pela crise econômica internacional, que levou os proprietários rurais a não investir na redução da área plantada. “É preciso lembrar que na gestão de Daldegan o governador foi humilhada com o título de motosserra de ouro e que também foi processado pelo juiz Julier em 2008 durante a fumaceira das queimadas que tomou conta de Cuiabá”, reclama.

   O leitor Antonio Miranda diz que os técnicos da Sema têm medo de serem presos pela Polícia Federal ao emitir um parecer. “Os processos para emissão da LAU andam a passo de tartaruga”. Ele conta que ingressou com um pedido em 2006, mas até o momento o processo continua em análise, apesar dos técnicos já terem vistoriado o imóvel e comprovado o estado de preservação ambienta. “Já paguei todos os tipos de taxa que se possa imaginar”, reclama.

   Formado em turismo e ex-aluno de Daldegan, o leitor Hosan Luiz Monteiro avalia que Daldegan é um bom secretário, apesar de ter sido indicado pelos piores políticos que o Estado já teve; “Ressalto ainda que devemos reconhecer o trabalho dos funcionários da Sema, em conjunto com o secretário, que é um bom entendedor da área”.

   Na avaliação de Cesário Gonçalves, Silval terá inteligência para manter pessoas inteligentes como Luís Daldegen no staff. “O secretário já mostrou sua capacidade de gestão, ao colocar Mato Grosso como um estado respeitado na área do meio ambiente. É isso ai Silval, mantenha o Daldegan que o meio ambiente estará muito bem protegido”, defende. Confira aqui a matéria "Silval sofre pressão de deputados para exonerar Daldegan da Sema".

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VÁRZEA GRANDE | 31/01/2010 - 09:52

Falta de infraestrutura é de serviços são maiores problemas

Romilson Dourado

Ester Scheffer, secretária de Planejamento   Mesmo com uma série de dificuldades por falta de equipe técnica e estrutura, a secretária de Planejamento de Várzea Grande, Ester Scheffer, vez um levantamento inédito junto a todos os 140 bairros e constatou que problemas simples de resolver são ignorados pelo poder público. O trabalho se estendeu por três anos. Ela percorreu todas as regiões, com reuniões com moradores e líderes comunitários. Foram os próprios habitantes quem apontaram as principais necessidades. Os dados foram entregues ao prefeito Murilo Domingos, que intimou seus secretários a atenderem os pleitos. O problema é que nem todos levaram o trabalho a sério.

   Dos problemas detectados pela equipe do Planejamento, 19,9% são de infraestrutura. Os moradores cobraram água, rede de esgoto, implantação de meio-fio e asfalto. No geral, querem abertura e duplicação de ruas, calçadas, calçamento, aterro e patrolamento, manutenção de boca-de-lobo, ciclovia, expansão da rede elétrica, construção de pontes, patrolamento e encascalhamento, manilhamento em córrego, construção de centros comunitários e colocação de lixeira, rotatória. Reclamam também de obras inacabadas.

    Das reivindicações, 14,2% pedem coleta de lixo regular e iluminação pública. Há problemas sérios na área da educação, devido à falta de creches e escolas. Dez por cento dos moradores pedem prioridade no trânsito e transporte. Reclamam da falta de linhas de ônibus, do excesso de velocidade e querem quebra-molas e cobertura dos abrigos nos pontos de ônibus.

   Na saúde pública, constam-se falta de médicos das unidades, de exames e mal atendimento. Segundo os moradores, são poucos agentes comunitários para atender a demanda. Enfrentam problemas com agendamento para dentista, falta ambulância e querem atendimento 24 horas nas policlínicas. Há falhas administrativas até mesmo quanto à identificação de policlínica e postos de saúde sem nomes.

   Cinco por cento dos pedidos, conforme levantamento da secretaria municipal de Planejamento, são por água potável. Os várzea-grandenses se mostram indignados porque a água encanada, quando chega às residências, é de má qualidade. A secretária Ester observa que, a partir desse estudo, cada secretaria e seus órgãos vinculados tem condições de definir prioridades para atender as reivindicações num município com 240 mil habitantes, o segundo maior do Estado.

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Divergências | 31/01/2010 - 08:20

Brigas políticas entre governador e prefeito prejudicam Rondonópolis

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski

Governador Blairo Maggi (PR) e prefeito rondonopolitano Zé do Pátio (PMDB) se estranham e voltam a trocar farpas

   O governador Blairo Maggi e o prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio voltaram a se estranhar, após alguns meses de tentativas de reaproximação.  Desta vez, a briga foi motivada pelo cancelamento de duas obras que o governo estadual, em parceria com o município, pretendia inaugurar na última sexta, sendo a entrega de 277 títulos de regularização fundiária urbana e o monitoramento eletrônico no centro, com 27 câmeras. Maggi anunciou as inaugurações e, Pátio, por sua vez, mandou cancelá-las, sob alegação de que os projetos não estão totalmente finalizados.

     A briga do Palácio Paiaguás, sede do governo estadual em Cuiabá, com o Palácio da Cidadania, que abriga a prefeitura, está prejudicando o terceiro maior município mato-grossense, com 181,9 mil habitantes, conforme estimativa do IBGE de 2009, e detentor de um orçamento de  R$ 412 milhões para este ano. O curioso é que Maggi e ao menos quatro de seus secretários residem em Rondonópolis. O governador vê o que chama de politicagem nas ações do prefeito, tido como populista. Reclama que Pátio omite o que o Estado tem investido a partir de 2009, período em que o peemedebista tomou posse. Menciona, entre as obras, a construção da rodovia do Peixe, com 23 km ligando o centro a uma região com 15 bairros da Vila Salmen e a 100 sitiantes que vivem às margens do rio Vermelho, aumento do repasse de recursos para a saúde e melhora na estrutura do hospital regional, canalização do córrego Canivete com emenda federal e contrapartida do Estado, inauguração de casas populares e também de uma base comunitária.

    Pátio, por sua vez, acusa o governo de não priorizar mais Rondonópolis como na época do prefeito Adilton Sachetti, tudo para prejudicar sua administração. Esse discurso vem desde o ano passado, quando o peemedebista tomou posse, após derrotar nas urnas de 2008 o projeto de reeleição de Sachetti, afilhado político de Maggi. Pátio reforça o argumento ao anunciar que o Estado praticamente bloqueou os convênios com a prefeitura em 2009, já que fez repasse de apenas R$ 531, praticamente um salário mínimo.

    Desde quando era deputado estadual, Pátio já apresentava a certa resistência à chamada turma da botina, grupo de Maggi, mesmo o PMDB fazendo parte da administração com o vice-governador Silval Barbosa. Ele não apoiou Maggi à reeleição e se reelegeu em 2006 num palanque separado. Quatro anos depois, ambos continuam agindo como inimigos políticos. Para azedar ainda mais a relação nesta fase de uma nova campanha eleitoral, Pátio avisou que não apóia Silval para governador, mesmo se tratando de um colega do próprio PMDB. Silval tem Maggi como principal cabo eleitoral e assume o Paiaguás em 31 de março. O pré-candidato do prefeito é o tucano Wilson Santos. É mais um sinal de que Silval, como governador, enfrentará a mesma queda-de-braço com Pátio. Se não houver maturidade política, os grupos vão continuar prejudicando Rondonópolis.

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RELIGIÃO | 30/01/2010 - 21:37

Expulso, pastor acusa bispo; Mundial fatura R$ 1 mi em MT

Romilson Dourado

Bispo Sidney Furlan   Aumenta a corrente de denúncias contra a conduta e postura do bispo da Igreja Mundial do Poder de Deus em Mato Grosso, Sidney Furlan, que explora quase toda a programação da TV canal 8 na Grande Cuiabá, que antes retransmitia a Bandeirantes e agora está arrendada pela Igreja do missionário Valdomiro Santiago. Neste sábado, Furlan expulsou da igreja o pastor Emanoel Alves, sob acusação de falta grave. Revoltado e no desespero por não ter onde morar, o ex-pastor nega ter cometido qualquer irregularidade e anuncia que, junto com outros dois que também foram "escurraçados" da Mundial, sendo eles Ailson Santos Correia e Edmiran Mendes da Silva, vão denunciar o bispo junto ao Ministério Público. Acusa Furlan que promover um esquema de lavagem de dinheiro e de forçar pastores a proporcionar lucros à igreja, por meio de ofertas e dízimos, sob pena de virem a ser expulsos e ainda de serem acusados de roubo.

    Emanoel Alves estava "chorando as mágoas" numa praça no centro de Cuiabá, localizada em frente à igreja da qual foi expulso. Enquanto isso, Furlan, a 200 metros dali, pregava para mais de mil evangélicos. O ex-pastor conta que estava na Mundial havia sete meses e, sob orientação da igreja, mudou-se de Nova Brasilândia para a Capital há cerca de dois meses. Disse que durante este período não recebeu salário e que, sem razões aparente, Furlan o expulsou. Conta que não estava com um centavo no bolso e, para piorar, não tem onde morar. Naquele momento, recebia apoio e solidariedade de Ailton, irmão de Ailton Santos, outro pastor expulso da Mundial.

    Eles disseram que a regra imposta aos pastores é dura. Recebem orientação para "até vender tudo que possui" para, por exemplo, difundir e criar estrutura da igreja nos municípios. Se a investida não for bem-sucedida, ficam no prejuízo, acabam expulsos e se vêem em condições humilhantes. Pela previsão dos ex-pastores, Sidney Furlan controla uma arrecadação por meio de doações dos fiéis em Mato Grosso próximo de R$ 1 milhão, sendo mais de R$ 100 mil somente em Cuiabá. Em todo país a Mundial possui mais de mil igrejas.

    Reação

   O bispo foi procurado insistentemente para comentar as denúncias feitas pelos três ex-pastores. Seus assessores fizeram espécie de jogo de empurra-empurra. Por fim, Sidney Furlan não deu retorno aos recados. O ex-vereador por Cuiabá Milton Rodrigues se identificou como espécie de assessor de imprensa da Igreja. Ponderou que iria tomar conhecimento dos fatos para apresentar uma versão oficial, o que não ocorreu.

   Sempre cercado de até quatro seguranças, Sidney Furlan costuma reagir às acusações atacando e, junto aos fiéis, se posa de vítima. Costuma dizer que sofre perseguição. Prega milagres com o poder da fé, pede ajuda financeira e, nas entrelinhas, faz pré-campanha eleitoral. A Igreja Mundial trabalha dois nomes para deputado estadual, a do ex-parlamentar Nataniel de Jesus, que já foi da Igreja Universal do Reino de Deus, e o missionário conhecido pelo prenome de Brito.

(31/jan - às 8h40)Pastor foi expulso por situação grave, reage porta-voz de Furlan

Milton Rodrigues, da Igreja Mundial  Milton Rodrigues, ex-vereador que atua como assessor de imprensa do bispo Sidney Furlan, argumenta que Emanoel Alves foi expulso da Mundial depois de cometer a terceira falta grave. Afirma que, antes, o pastor atuava em Nova Brasilândia e, ignorando as regras e conduta imposta pela igreja, fechou o templo e foi passear na casa de parentes em outra cidade. Emanoel foi alertado e recebeu uma nova chance para voltar a comandar a igreja. Depois que passou a trabalhar como pastor em Cuiabá, diz Milton, Emanoel vinha conduzindo cultos de orações de forma irresponsável e foi acusado até de furto de dinheiro de ofertas. Garante também que o bispo Furlan não se negou a pagar passagem para Emanoel voltar à cidade de origem, que seria Barra do Garças. O problema, segundo ele, é que o ex-pastor exigia passagem para Brasília. "Não foi esse o combinado", diz Milton Rodrigues.

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Concurso | 30/01/2010 - 11:35

Edivá promete "colaborar"; VG terá guardas municipais nas ruas

Flávia Borges

   O secretário da Casa Militar Alexander Maia, responsável pelo Comitê de Acompanhamento do concurso público do Estado, enviou ofício à secretaria de Trânsito e Transporte Urbano, sob Edivá Alves, solicitando que mais ônibus sejam disponibilizados neste domingo (31) para não prejudicar os candidatos que farão as provas de nível fundamental. “Informamos que as linhas de ônibus que atendem aos bairros de maior concentração de inscritos serão reforçadas, bem como as linhas em que a frota escalada para o domingo foi considerada insuficiente para atender a demanda prevista”, afirmou o diretor de transportes da SMTU, Antônio Gabriel das Neves Muller, em resposta ao pedido do governo estadual.

   No ofício, a SMTU também confirmou os oito locais em que os agentes de trânsito irão atuar no dia do concurso. Eles estarão presentes nas avenidas Mato Grosso (Escola Presidente Médici), Tenente Coronel Duarte (Salesiano São Gonçalo e Afirmativo), General Mello (ICE), Rotatória da Miguel Sutil (ICEC), Marechal Deodoro (CEFET), Fernando Corrêa (Salesiano Santo Antônio) e Genaral Valle (Cesário Neto). Os demais pontos de conflito no trânsito, serão monitorados pela Policia Militar.

   Conforme a operação especial montada pela SMTU, a saída dos ônibus será concentrada entre as 10h e 13h, e a partir das 16h. Os agentes de regulação e fiscalização de transporte e trânsito coordenarão a operação das empresas em conjunto com os fiscais operacionais das concessionárias, visando priorizar o transporte coletivo.

   O Comitê do Concurso também enviou ofício pedindo a atuação da Guarda Municipal de Várzea Grande durante o domingo. Em resposta, a GM afirma que estará com 25 agentes de trânsito nas vias para garantir a fluidez de veículos que estarão se dirigindo para os estabelecimentos onde as provas serão realizadas. “A Guarda Municipal estará nos pontos de maior concentração de veículos como Avenida da FEB no trevo da Ponte Nova e Zero Km, Trevo do Senai no Cristo Rei, na Avenida Júlio Campos nas imediações do Banco do Brasil e na Avenida Filinto Muller, próximo ao supermercado Big Lar”, confirmou o secretário-comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Alonso Lemes.



Ofícios da SMTU de Cuiabá e da Guarda Municipal de VG prometem colaboração para êxito na aplicação do concurso

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Comunicação | 30/01/2010 - 10:04

Veja alerta sobre saúde dos brasileiros

Adriana Nascimento

   A saúde do presidente Lula é capa da edição que chega às bancas do Estado neste domingo (31) da revista Veja. A publicação diz que a internação no Real Hospital Português de Beneficência, no Recife, afirma que as pessoas costumam superestimar nossos limites físicos e emocionais e subestimar os sinais de alerta emitidos pelo organismo. O ritmo alucinante empreendido pelo presidente logo que voltou das férias contraria o que a maioria dos médicos recomenda nesses casos. O mais correto é começar a embalar um pouco na última semana de férias e ir com calma na retomada do expediente. O presidente entrou na arena administrativa e eleitoral como quem embarca em um automóvel a 100 quilômetros por hora. O único que parecia não notar os sinais (evidentes) do desgaste era o próprio presidente.

   A boa receptividade do filme Avatar e o lançamento do novo brinquedo de Steve Jobs, o Ipad, são outros destaques da revista. Veja traz ainda a queda da máscara do Movimento do Sem Terra (MST), no momento em que invasores foram presos com material roubado. Outro assunto é o que influencia na decisão das corregedorias. No âmbito internacional o destaque vai para a Venezuela, com as novas investidas de Chávez contra a democracia e, nos Estados Unidos, os apuros de Barack Obama com Osama Bin Laden.

   Veja aborda, na área da saúde, as vantagens do cloreto de magnésio. Em turismo, apresenta os viajantes da classe C. O patrimônio sacro brasileiro é alvo da matéria “O precioso acervo de órgãos barrocos nas igrejas”. Na área ambiental destaca o novo golpe dos traficantes de pássaros que vêm sendo aplicado no Brasil.

 

COMUNICAÇÃO | 30/01/2010 - 09:39

Gilmar Mendes quer mandar até no TSE

Adriana Nascimento

   O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro mato-grossense Gilmar Mendes, volta a ser alvo de críticas da mídia. Dessa vez, a revista Carta Capital garante que, não bastassem as seguidas investidas nas searas do Legislativo e do Executivo, Mendes agora tenta entrar também em áreas do Judiciário fora de seu campo de atuação. A matéria conta que, na semana passada, causaram desconforto dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as declarações de Mendes cobrando rigor no julgamento das representações feitas pelo PSDB, DEM e PPS em que o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff são acusados de fazer campanha eleitoral antecipada.

   O TSE é presidido atualmente por Carlos Ayres Britto e possui outros dois membros do STF em sua composição, os ministros Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia. Embora não integre a Corte, Mendes se comportou praticamente como juiz eleitoral, ou, no caso, advogado de uma das partes, ao insinuar que as representações deveriam ser aceitas pelo TSE. Ayres Britto, em viagem, não respondeu ao colega de STF. Já o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, discordou publicamente de Mendes, afirmando que existe, sim, um padrão nos julgamentos, que está sendo preservado.

   Como matéria de capa a IstoÉ traz o dilema do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que se viu diante de uma saia-justa nesta semana com um áudio de sete minutos que circulou no último fim de semana pela internet. Para complicar, a rede Al Jazira divulgou como uma mensagem atribuída ao terrorista Osama Bin Laden, mas não mereceu resposta do presidente Obama.

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COMUNICAÇÃO | 30/01/2010 - 09:09

Brasileiros desejam funcionalismo público

Adriana Nascimento

   A revista IstoÉ que chega a Mato Grosso neste domingo (31) traz os concursos públicos como destaque. A publicação conta que, depois de quase três décadas de sucateamento, baixos salários e contínuo desprestígio, o serviço público brasileiro renasceu. Antes ignorado pela classe média, que via como sinônimo de sucesso uma vida profissional forjada na iniciativa privada, em especial em grandes multinacionais, hoje os empregos estatais transformaram-se em objeto de cobiça dos melhores cérebros do país. A razão para esse crescente interesse em trabalhar para o Estado não encontra mais explicação no velho estereótipo do funcionário que pouco trabalha, muito toma da nação e por décadas foi a representação do servidor público. O que move milhões de brasileiros é a promessa de polpudos salários, uma valorização cada vez maior da carreira pública e, claro, a certeza de estabilidade e uma aposentadoria difícil de ser equiparada no setor privado.

   O problema de saúde apresentado pelo presidente Lula na última semana também é abordada por IstoÉ. Apesar de mal, ao lado da ministra Dilma Rousseff, inaugurou unidades de atendimento à saúde. Diante da crise de hipertensão, o médico do presidente entrou em contato com o cardiologista Roberto Kalil Filho, do Incor, que proibiu o presidente de seguir viagem e recomendou exames no Hospital Real Português do Recife. A revista avalia que o baque na saúde de Lula acontece no momento em que ele desfruta de popularidade recorde e tem conquistado plateias muito distintas.

   Outra polêmica ocorrida na última semana é a operação de redução de estômago para emagrecimento, que continua permitida pelo Conselho Federal de Medicina e que foi feita pelo apresentador Fausto Silva, o Faustão. Na sexta (29), porém, completavam-se 48 horas de sua proibição para controle da diabetes – ordem da Justiça de Goiás, uma vez que o CFM ainda não a aprovou para esse fim. A diferença entre as duas está no deslocamento do íleo (final do intestino): em contato direto com a alimentação, ele pode produzir insulina (carente no diabético).

 

COMUNICAÇÃO | 30/01/2010 - 08:45

Mulheres chegam ao poder e são destaque

Adriana Nascimento

   A revista Época que chega às bancas do Estado a partir deste domingo (31) traz como matéria de capa uma reportagem sobre as mulheres e sua relação com o dinheiro. Conforme a publicação, elas chegaram ao poder com alguma violência, por um caminho nada cor-de-rosa e precisaram de duas guerras mundiais para que o século XX reconhecesse o valor de sua força de trabalho. Agora, um número crescente de mulheres pode ou precisa decidir por si só o próprio futuro financeiro. Delas dependem cada vez mais famílias e empresas.

   A edição também destaca a era do Ipad, lançado por Steve Jobs. Depois de reinventar os computadores, a música e os celulares, Jobs quer agora redefinir o mundo do entretenimento com seu novo brinquedo. Traz ainda um infográfico sobre a arquitetura que resiste aos tremores. Há ainda discussão sobre a saúde do presidente Lula. Já quanto ao presidente Hugo Chávez, a revista aborda como ele silencia a mídia opositora e detona uma onda de protestos.

    Na 40ª edição do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, a China concentra as atenções dos participantes do encontro. E para quem quer se livrar do alcoolismo, uma boa notícia. Um cardiologista francês conta num livro como se curou desse mal usando um remédio comum contra espasmos musculares.
 

PALÁCIO PAIAGUÁS | 30/01/2010 - 08:02

Silval sofre pressão de deputados para exonerar Daldegan da Sema

Romilson Dourado

  Silval Barbosa, que assume a cadeira de governador em 31 de março, começa a sofrer pressão política para mudar o comando do Meio Ambiente, que está sob Luís Henrique Daldegan há quatro anos. Um dos que mais fazem lobby para indicação de cargo numa das mais complexas e problemáticas pastas da máquina estatal é o empresário da região de Barra do Garças e deputado Adalto de Freitas, o Daltinho, do PMDB, mesmo partido de Silval. O parlamentar recebeu uma multa milionária por desmatamento e tenta de todas as formas anulá-la. Tem interesse direto na nomeação de um outro secretário. Seus emissários acham Daldegan um tanto radical nas negociações para perda da multa.

Luís Daldegan, secretário de Meio Ambiente   A bancada do PP, sob o cacique e presidente da Assembleia José Riva, também bate duro pela queda de Daldegan. Mesmo assim, Silval, que toma posse como governador e buscará a reeleição, sinaliza pela permanência do secretário. Depois de tentar "colar" sua imagem no governador Blairo Maggi e até de convidar a primeira-dama Terezinha para continuar na área social da administração, o peemedebista percebeu que precisa mudar conceitos, principalmente numa área tão técnica e emblemática como o meio ambiente. A tendência é de não se vincular tão sistematicamente a Maggi e de resistir às pressões políticas. Cabe à Sema fiscalizar ilícitos ambientais, licenciamentos de empreendimentos em propriedades rurais e implementar política de recursos hídricos, já que busca avaliar a qualidade de projetos, como de irrigação, e ainda monitorar a água dos principais rios.

    Por mais que a oposição vive contrapondo números, o fato é que, com Daldegan, a pasta do Meio Ambiente conseguiu tirar Mato Grosso das piores estatísticas. Reduziu os índices de desmatamento e queimadas e não é mais o campeão em desmatamento na Amazônia. Pará assumiu o topo. Embora não tenha regulamentado, já que depende de amarrações a leis federais, o governo criou o Programa Mato-Grossense de Legalização Ambiental Rural, que disciplina as etapas do processo de licenciamento ambiental de imóveis da zona rural. Na prática, o MT Legal sugere mapear e restaurar os passivos ambientais e fazer a preservação de áreas que compõem as matas ciliares e nascentes. Maggi saiu da condição de "estruprador da Amazônia", como era batizado internacionalmente, para "gestor preocupado com as questões ambientais". É homenageado hoje até por Ongs.

    Em meio a tantos desgaste e operações policiais, que resultaram em prisões de servidores e de madeireiros, a Sema, com um quadro de 800 pessoas e um orçamento anual de R$ 76 milhões, iniciou uma fiscalização mais dura. Embargou várias áreas, além de aplicar multas milionárias. O governo continua, porém, enfrentando problemas, mesmo com o discurso de que a secretaria de Meio Ambiente é hoje a mais estruturada dos Estados da Amazônia. Há, por exemplo, uma insegurança jurídica e documental, o que "trava" principalmente as propriedades rurais. Às vezes, o proprietário ingressa com pedido de Licença Ambiental Única (LAU) e surgem questionamentos sobre desmate feito há algum tempo. Torna-se necessário, nesse caso, fazer toda uma checagem, inclusive em áreas consolidadas, o que empurra por alguns meses a conclusão da análise processual.

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Várzea Grande | 29/01/2010 - 21:08

Para agradar Zaeli, Murilo estica férias e só volta após o Carnaval

Romilson Dourado

Tião da Zaeli, prefeito em exercício   O prefeito de Várzea Grande Murilo Domingos resolveu prorrogar o período de licença por mais 45 dias. Só reassume o cargo após o Carnaval. Ele fez o comunicado nesta sexta ao vice Tião da Zaeli, que está prefeito em exercício, no mesmo dia que venceu os primeiros 45 dias do afastamento. Alegou que precisa descansar mais um pouco e que há questões particulares ainda por resolver. Outro trunfo com a decisão é para agradar Zaeli, que está chateado porque o prefeito não renunciará ao mandato.

  Murilo é empresário e entrou no sexto ano de administração. Ele enfrenta problemas de saúde. Este é o seu terceiro afastamento do Paço Couto Magalhães, o que abriu espaço para Zaeli conduzir a gestão. Apesar das problemáticas e do acordo firmado nos bastidores com o vice ainda na campanha à reeleição de 2008, o prefeito resiste em renunciar ao mandato. Quer continuar na cadeira até 2012. Aliados da Zaeli pressionam e chegam a defender o prefeito para disputar cargo de deputado federal ou senador, o que o obrigaria a deixar a prefeitura até 3 de abril, seis meses antes do pleito. Um dos conselheiros do prefeito é o próprio irmão Toninho Domingos, que não admite nem a hipótese de Murilo dialogar com o vice-prefeito sobre a hipótese de sair de vez do cargo.

    Para amenizar a crise interna, Murilo está disposto a abrir mais ainda a administração para o vice, assim que reassumir o cargo. Hoje Tião da Zaeli responde como supersecretário. Acumula as pastas de Educação e Esportes e Lazer. Murilo já ofereceu a ele mais uma, a de Desenvolvimento Econômico, sob o ex-deputado Dito Pinto. O prefeito em exercício, por sua vez, não aceita. Deseja mesmo é ocupar de vez o posto de chefe do Executivo. Acha que se não for desta vez poderá ocorrer  em 2012, quando enfrentará as urnas como candidato a prefeito. Zaeli já tinha preparado o terno da posse para substituir Murilo daqui a dois meses, mas, para sua surpresa, o prefeito mandou avisá-lo que não sairá.

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Descontração | 29/01/2010 - 16:16

Cazuza pede ideologia para viver

Lislaine dos Anjos

   Agenor de Miranda Araújo Neto ficou conhecido por toda a nação como Cazuza. Apesar de sua passagem relâmpago pelo mundo, em apenas nove anos de carreira, o cantor e compositor deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes, como Cássia Eller, Ney Matogrosso, Sandra de Sá e Leoni. Cazuza faleceu em julho de 1990, pouco mais de um ano após ter declarado publicamente ser soropositivo. Já debilitado, o cantor compareceu de cadeira de rodas ao Prêmio Sharp daquele ano, quando recebeu os prêmios de melhor canção para "Brasil" e de melhor álbum para "Ideologia".

   Após sua morte, seus pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, que visa proporcionar uma vida melhor à crianças soropositivas por meio de assistência à saúde, educação e lazer. Várias homenagens póstumas ocorreram. Entre elas, o álbum Veneno AntiMonotonia, da cantora Cássia Eller. Lançado em 1997, o trabalho trazia somente composições de Cazuza. Algumas de suas composições, até hoje, fazem sucesso. Entre elas, "Ideologia", "Exagerado", "Codinome Beija-Flor" e "O Tempo Não Pára" são as mais lembradas.

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Clique no play e ouça o sucesso de Cazuza 

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Concurso | 29/01/2010 - 11:08

Comissão tenta pagar servidores

Adriana Nascimento

   A dois dias de uma nova tentativa de realização do maior concurso público do Estado, a comissão do certame ainda busca contato com 3.964 colaboradores que trabalharam no dia 22 de novembro e não receberam. Uma lista de 38 folhas com todos os nomes e motivos pelo não pagamento foi divulgada nesta sexta (29), no site da secretaria de Estado de Comunicação - veja aqui. A orientação para quem está nesta situação é que entre em contato com a comissão do concurso.

   Conforme informações da Comissão de Pagamento da Unemat, a falta de pagamento ocorreu por inconsistências de dados bancários, CPF, PIS, falta de assinatura de recibo, dados pessoais com equívocos ou erros de digitação. Para finalizar o pagamento dos colaboradores do dia 22 de novembro, a comissão entrou em contato com os prestadores de serviço para corrigir os dados e realizar o pagamento. Na lista consta o pólo, estabelecimento onde trabalhou, nome do colaborador, função, motivos de incorreção dos dados e contato para regularizar a situação.

   Neste domingo (31), onde 75.131 mil candidatos de todo o Estado e também de outras regiões do país concorrerão a 2 mil vagas para o nível fundamental, já há número de fiscais definidos entre servidores do governo e contratados. A assessoria de imprensa da secretaria de Administração ainda não tem o número total de quantos destes colaboradores são contratados e receberão R$ 60,00, e quantos são servidores voluntários, que ganharão dia de folga como pagamento. A informação é que isto seja divulgado no fim desta primeira etapa.  A primeira prova do concurso será realizada no domingo, às 13h, em 162 estabelecimentos de ensino de 17 cidades de Mato Grosso. Desse montante, 68 estabelecimentos estão localizados na capital e 29 em Várzea Grande.  

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