Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:38 h

RDNEWS EM BRASÍLIA | 31/10/2010 - 22:35

Dilma conclama união do povo pelo desenvolvimento do país

João Negrão, de Brasília

 
Dilma Rousseff chega no Hotel Nauom, em Brasília, neste domingo, para 1º pronunciamento como presidente eleita

 Num pronunciamento carregado de emoção, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff falou à imprensa agora a pouco, na Central de apuração do Comando Geral de sua campanha, no Hotel Nauom, em Brasília. O que era para ser uma entrevista coletiva acabou se resumindo a um discurso lido pela petista.

  Dilma comentou o resultado da eleição, falando da “missão mais importante que recebi na vida”. E exaltou o fato de, pela primeira vez na história do Brasil, o povo escolher uma mulher para dirigir o país. “Gostaria que os pais e as mães pudessem, a partir de agora, olhar nos olhos de suas meninas e dizer ‘sim, elas podem’”, diz  Dilma, ressaltando o fato de que sua eleição valoriza a liderança das mulheres no país.

Dilma com lideranças, entre elas Marta Suplicy   Reafirmou compromissos de campanha, frisando “valorizar a democracia em toda a sua dimensão e zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa e de culto religioso”. Prometeu observar “criteriosamente os direitos humanos, desde o direito à liberdade de expressão até os direitos sociais e zelar pela Constituição”. Dilma falou também sobre a confiança e esperança que o povo brasileiro lhe deu durante a campanha, observando “a sua capacidade de ao mesmo tempo agarrar uma oportunidade e construir um mundo melhor. "É incrível a capacidade de o povo criar e empreender”.

    Em várias partes de seu discurso, Dilma enfatizou a sua principal meta de governo, a erradicação da miséria no Brasil. Mas ressaltou que essa “meta não será só a vontade do governo, mas um chamado à nação, aos empresários, aos trabalhadores, igrejas, entidades civis, governadores, prefeitos e imprensa". "A erradicação da miséria é uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente a ajuda de todos”.

   Dilma enfatizou ainda que sua meta não é apenas teórica, “mas que pela experiência e a imensa mobilidade social do governo Lula”, será possível concretizá-la. Para isso, no entanto, ela frisou diversas vezes a necessidade de dar continuidade ao projeto de desenvolvimento do Brasil iniciado pelo governo Lula. “Reconheço que eu e meu vice Michel Temer teremos um duro trabalho para edificar o desenvolvimento”.

    A presidente eleita se pronunciou ainda sobre economia e macroeconomia, assegurando a prioridade de concentrar forças na capacidade interna, sem “fechar o país ao mundo”. Teceu comentários sobre a crise econômica mundial, que impôs desafios ao país, e da inflação, a qual o “povo não mais aceita”. Reafirmou seu compromisso com a lisura na administração pública, com a melhoria da qualidade do gasto público a qualificação dos serviços públicos, descartando, no entanto, a visão de ajustes que impedem os ”necessários investimentos para o país”.

     Comprometeu-se ainda com a busca do “desenvolvimento de longo prazo, zelando pela poupança pública, a excelência do serviço público” e com a criação de “mecanismos para estimular a capacidade empreendedora, o micro empreender individual, ampliando os limites do super-simples”. Assegurou que todos os grandes temas de seu plano governamental serão levados ao debate com a sociedade e se comprometeu com a estabilidade, os contratos firmados e as conquistas estabelecidas.

   Meio ambiente e Lula

   Ela se pronunciou ainda sobre o meio ambiente, o pré-sal e as riquezas naturais. “Trataremos os recursos naturais sempre com pensamento de longo prazo”, assegurou. E se comprometeu a priorizar os recursos do pré-sal com as realizações sociais. “Definitivamente não alienaremos nossas riquezas e não deixaremos para nosso povo só a migalhas”, acrescentou. Em seu pronunciamento, ela fala também brevemente sobre sua equipe de governo. “Nomearei ministros e equipes de qualidade para realizar esse trabalho, mas acompanharei pessoalmente. Registro que construirei um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a dedicação ao país serão os critérios fundamentais”, enfatizou.

   Ao final, Dilma agradeceu aos eleitores brasileiros que nela votaram, a sua equipe e lideranças dos partidos que a apoiaram, além de outros dirigentes partidários e personalidades. Agradeceu ainda a imprensa nacional e estrangeira, tecendo comentário sobre o seu descontentamento com alguns veículos. Mas ressalvou: “Prefiro o barulho da imprensa ao silêncio das ditaduras”. Ela agradeceu ainda “aos que votaram em outros candidatos e fizeram valer a festa da democracia.

   E, por fim, dedicou seu agradecimento ao presidente Lula, se emocionando em diversos momentos ao mencionar a sua confiança a ela depositada e a “honra de seu apoio e o privilégio de sua convivência”. Ressaltou ainda a “qualidade do presidente” como um “governante justo e líder apaixonado pelo seu país e sua gente, um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora”, conclui a presidente eleita.


Dilma Rousseff destaca, em discurso, compromisso com as riquezas naturais e faz uma série de agradecimentos
Fotos: João Negrão

Eleições 2010 | 31/10/2010 - 22:05

Tucanos ignoram apuração

Cristiane Gomes

   Desanimados, os tucanos de Mato Grosso preferiram acompanhar os resultados das urnas de casa, pois nenhum deles compareceu ao Centro de Eventos do Pantanal, onde aconteceu a apuração dos votos neste domingo (31). Nem mesmo a presidente regional do PSDB, Thelma de Oliveira, esteve no local. Mesmo assim, o candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB), obteve 762,905 votos (51,11%) contra 729.747 da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). O tucano comprovou a preferência que teve no Estado durante o primeiro turno, quando teve 18.843 votos a mais que a petista.

   Durante a campanha eleitoral, o presidenciável tucano contou com o apoio de vários políticos de Mato Grosso, entre eles o senador Jayme Campos (DEM), que coordenou a campanha do tucano na Baixada Cuiabana, do ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), que disputou sem êxito o governo do Estado, e do ex- senador Antero Paes de Barros (PSBD).

   Somente o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, principal coordenador da campanha de Dilma no Estado, acompanhou até o final a apuração. Apesar de ir ao local, Pagot não escondeu a preocupação já que a petista perdeu pela segunda vez em Mato Grosso com uma diferença de 33.158 mil votos para Serra.
 

 

 

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Eleições 2010 | 31/10/2010 - 21:00

Serra é o mais votado em MT

Sissy Cambuim

    O candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB) foi o mais votado pelos eleitores de Mato Grosso. Ele conquistou 762.905 votos (51,11%), contabilizando 33.158 votos a mais que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), que obteve 729.747 (48,89%). O tucano comprovou a preferência que teve no Estado durante o primeiro turno, quando teve 18.843 votos a mais que a petista.

   Mesmo liderando a votação nos maiores colégios eleitorais de Mato Grosso, Dilma não conseguiu superar seu adversário, que teve uma campanha considerada modesta até mesmo por lideranças nacionais, como o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), que foi um dos entusiastas da campanha de Serra no Estado durante a corrida pelo segundo turno.

   Pela manhã, o senador Jayme Campos (DEM), que disse que não era o coordenador da campanha regional, mas sim um dos colaboradores do colegiado que definia as ações pró-Serra, já mostrava sinais de desânimo e chegou a dizer que os partidos que compõem a base tucana não se engajaram o suficiente. Contudo, durante a apuração, quem não estava nada satisfeito era o coordenador estadual da campanha de Dilma, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot. “Mato Grosso tem muito o que explicar sobre essa derrota”, disse.

   A revolta foi tamanha que ele chegou a disparar contra o Governo do Estado, dizendo que o excesso de burcoracia da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) foi um dos três fatores que contribuiram para a derrota da presidente do no Estado. Ele também atribuiu aos gestores de alguns municípios, como Primavera do Leste, Sinop e Matupá, a responsabilidade pela vantagem tucana. “Um dos problemas foi ter deixado a campanha nas mãos dos prefeitos”, criticou.

   De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) as eleições foram avaliadas de forma positiva. Neste domingo (31) foram registradas apenas três ocorrências pela Justiça Eleitoral, que não incluiu nenhum crime de boca de urna. Segundo o secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, o fato se deve ao feriado prolongado.

   A situação também promoveu uma votação rápida e sem filas para os eleitores que fizeram questão de votar. A abstenção foi de 545.646 eleitores, chegando a 26,06%. Votos brancos e nulos representam a opção de 35.725 mato-grossenses que foram às urnas. O total de votos válidos em Mato Grosso foi de 1.492.652.

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RUMO AO 2º TURNO | 31/10/2010 - 20:13

Dilma entra para história como 1ª mulher a presidir o Brasil

Flávia Borges

Dilma Rousseff (PT)
Dilma Rousseff é matematicamente eleita presidente do Brasil com mais de 55% dos votos válidos

   A petista Dilma Rousseff é, matematicamente, a nova presidente do Brasil. Ela foi eleita neste domingo (31), após o adversário José Serra (PSDB) conseguir arrastar a disputa para o segundo turno. Dilma, primeira mulher a comandar o país, teve mais de 54 milhões de votos, o que representa mais de 55% dos válidos. O tucano ficou recebeu o aval de cerca de 42 milhões de eleitores, representando mais de 44% do total. O índice de abstenções chega a 21% no país.

   Dilma venceu na maioria dos Estados brasileiros: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. Já Serra venceu no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Acre.

   De guerrilheira na década de 1970 a participante da administração pública em diferentes governos, Dilma tornou-se uma figura pragmática, de importância central no governo Lula. Em 20 de fevereiro de 2010, durante o 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, Dilma foi aclamada pré-candidata do PT à Presidência da República. Em 31 de março, obedecendo à lei eleitoral, afastou-se do cargo de ministra-chefe da Casa Civil.

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RUMO AO 2º TURNO | 31/10/2010 - 18:14

Centro-Oeste é primeira região a definir governadores no 2º turno

Sissy Cambuim

    Em dois Estados da região Centro-Oeste onde a disputa ao Governo foi decidida no segundo turno, os nomes dos novos governadores já são conhecidos. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) foi eleito com 875.612 votos (66,1%) e, em Goiás, Marconi Perilo (PSDB) já é considerado matematicamente eleito com 1.532.169 votos válidos (53,01%).

   Por causa do fuso horário, a apuração continua nos outros sete Estados onde a decisão foi para o segundo turno. Continuam indefinidos os governadores de Alagoas, Paraíba, Piauí, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima. Sendo que nestes dois últimos a votação terminou somente às 19h (horário de Brasília).

Às 19h10 - Mais dois Estados já definiram governadores

   Apesar de ainda não ter encerrado a apuração, já são conhecidos os representantes do Amapá e da Paraíba, onde os governadores já são considerados matematicamente eleitos. Os paraibanos elegeram Ricardo Coutinho (PSB), com 1.025.260 votos (53,61%). No Estado da região Norte, Camilo Capiberibe (PSB) foi eleito com 166.389 votos (53,68%).

Às 19h43Apenas Roraima ainda não definiu governador

   Entre os oito Estados e o Distrito Federal que tiveram segundo turno para escolha do governador, apenas Roraima não concluiu a apuração. No Pará, Simão Jatene (PSDB) conquistou 1.767.653(56,15%), em Rondônia, o governador eleito foi Confúcio Moura (PMDB), com 400.034 votos (58,96%) e no Piauí, quem comandará o Estado pelos próximos quatro anos é Wilson Martins (PSB), que teve 832.308 votos (58,29%).

 

RUMO AO 2º TURNO | 31/10/2010 - 18:00

TRE inicia apuração dos votos em MT

Sissy Cambuim e Cristiane Gomes

   O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já deu início à apuração das urnas no Estado. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só começará a divulgar a parcial das eleições a partir das 18h (horário local), já que em quatro Estados, a votação ainda não foi encerrada. Com fuso horário de duas horas em relação a Brasília, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima serão os últimos a finalizar o pleito.

   Conforme avaliação do TRE, as eleições ocorreram do forma positiva em Mato Grosso. Apenas um menor de idade foi detido em Cuiabá ao tentar fotografar a tela da urna de votação. No entanto, nenhuma denúncia foi recebida pelo serviço telefônico da Justiça Eleitoral. Em Mato Grosso, houve queda de energia em três municípios, mas não alterou o andamento da votação. Duas seções de Vila Bela da Santíssima Trindade inciaram a votação somente às 10h em função da queda de uma ponte.

   Estima-se que até o momento, apenas 4% das urnas do Estado já tenham sido apuradas. A expectativa é de que o nome do próximo presidente do Brasil seja conhecido nas próximas horas. De acordo com o TSE, o resultado deverá ser divulgado a partir das 21h deste domingo (31). Em todo o país, já foram apuradas metade das urnas.

Às 18h20Apuração deve ser encerrada às 22h em MT

   O presidente do TRE, desembargador Rui Ramos, que avaliou como positiva a votação no segundo turno, estimou que a apuração das urnas de Mato Grosso seja encerrada até às 22h. “O esquema do TRE funcionou muito bem, assim como no primeiro turno”, destacou. De acordo com ele, foram registradas poucas ocorrências. Segundo o levantamento da Justiça Eleitoral, 60 urnas foram substituídas devido a problemas de queda de energia e apenas uma urna eletrônica precisou ser trocada por uma de lona, utilizando votos em cédula.

Às 18h23 Com 60% dos votos apurados, Serra lidera em MT

   O candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), lidera a votação no Estado com 469.649 votos (52,76%), enquanto sua adversária, Dilma Rousseff (PT) acumula 420.504 votos (47,24%). Até o momento já foram apurados os votos de 1.258.942 eleitores mato-grossenses (60,12%) e o índice de abstenção no Estado chega a 16,05%, totalizando 336.015 abstenções.

Às 18h31 - Três ocorrências são registradas durante votação

   Em uma eleição classificada como tranquila pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, apenas três ocorrências foram registradas em todo o Estado. Em Cuiabá, uma adolescente foi detida em uma seção eleitoral no bairro do CPA ao tentar fotografar a tela da urna e outro detenção aconteceu por desacato ao mesário. O terceiro caso foi registrado em Alto Araguaia por transporte irregular de eleitores. “Pela primeira vez Mato Grosso não registra uma ocorrência de crime de boca de urna durante uma eleição”, destacou o secretário. De acordo com Diógenes, a calmaria no pleito deve-se, principalmente, ao feriado prolongado que coincidiu com a data da votação.  

Às 18h41 - Aumenta vantagem de Serra sobre Dilma

   Ao contrário do que acontece na apuração geral, no Estado candidato tucano começa a ampliar a vantagem sobre Dilma. Dentre os 1.468.146 votos já apurados (70,11%), 503.784 eleitores (48,29%) apostaram em Serra. Desta forma, ele tem até o momento 49.467 votos a mais que a petista, que conta com 454.317 votos (43,55%).

Às 18h52 - Vantagem de Serra sobre Dilma ultrapassa 70 mil votos

   Faltando 426.940 votos (20,39%) a serem apurados, Serra já tem 70.354 votos a mais que sua adversária em Mato Grosso. O presidenciável segue na liderança, com 616.669 votos (51,92%). Já Dilma, tem o apoio de 571.174 eleitores mato-grossenses (48,08%). O índice de abstenção no Estado é de 451.288 eleitores (21,55%). Votos brancos e nulos somam a opção de 46.055 eleitores.

Às 19h03 - Com 82% dos votos apurados, Serra segue na liderança

Se dependesse dos eleitores de Mato Grosso, o candidato tucano seria o próximo presidente da República. Ele já detém 638.850 dos votos (51,71%), enquanto sua adversária conta com 596.569 (48,29%). Até o momento foram contabilizados os votos de 1.732.762 eleitores no Estado (82,74%).

Às 19h52 - Eleita, Dilma não supera Serra em MT

   Mesmo tendo sido a mais votada nos três maiores colégios eleitorais de Mato Grosso, a presidente eleita não conseguiu superar Serra em Mato Grosso. Enquanto o tucano acumula 746.382 votos (51,11%), do total de 2.046.909 já apurados (97,75%), Dilma obteve o apoio de 714.005 eleitores (48,89%).
 

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RDNEWS EM BRASÍLIA | 31/10/2010 - 16:13

Acompanhe aqui os bastidores direto do coração da campanha

João Negrão, de Brasília


Jornalistas montam estrutura para cobertura do resultado das eleições no comando da campanha de Dilma
Foto: João Negrão

  Estou na sala de Imprensa da central montada pelo Comando Geral da campanha de Dilma Rousseff, no Hotel Naoum, para acompanhar a apuração, daqui de Brasília. Cerca de 200 jornalistas, entre repórteres, repórteres-fotográficos e repórteres-cinematográficos estão presentes na cobertura. Boa parte deles da imprensa estrangeira, especialmente da América Latina, mas também da Europa, Ásia, Estados Unidos e Al Jazira, do Kuat.

   São franceses, italianos, português, argentinos, uruguaios, venezuelanos, chilenos, mexicanos e até russos. A CNN, dos Estados Unidos, está fazendo cobertura ao vivo. Todos os veículos da imprensa nacional também estão presentes.

   O Comando Geral da campanha de Vip para os convidados especiais e sala do próprio comando da campanha. A grande expectativa neste momento é para a chegada de Dilma e dos dirigentes da campanha. Por enquanto, somente os jornalistas e alguns parlamentares estão no local. No hall do hotel, dezenas de jornalistas ainda aguardam para entrar. Outros esperam por credenciamento de última hora.

(Às 17h) - Começa a apuração em Brasília

  Começou a apuração no Distrito Federal. Com 48% das urnas apuradas, o candidato do PT Agnelo Queiroz aparece com 67,33% dos votos válidos. Weslian Roriza (PSC) computa 32,67%. O petista também está sendo aguardado aqui na Central de Apuração do Comando Geral da campanha de Dilma Rousseff, no hotel Naoum, em Brasília.

(Às 17h05)Marco Aurélio critica campanha tucana

   O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, coordenador do Plano de Governo da candidatura de Dilma Rousseff, acaba de chegar à Central de Apuração do Comando Geral da campanha petista. Falando aos jornalistas, Garcia fez uma breve avaliação da campanha e criticou o presidenciável José Serra. “Ele levou a campanha para uma natureza de submundo, com calúnias e difamações, que tirou votos de Dilma no primeiro turno”.

    Garcia também foi especulado sobre um futuro ministério do governo de Dilma. Mas se esquivou de responder, alegando que é muito cedo ainda. “É muito cedo para falar sobre isso. A votação ainda nem terminou”.

(Às 17h12) - Paim crê em vitória com 10% de diferença

   O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou em entrevista exclusiva para o RDNews que a vitória de Dilma Rousseff será de uma diferença em torno de 10%. “Acho que vamos ganhar com no mínimo 10% de diferença. Mas vamos aguardar as apurações”, afirmou.

  Há um clima de vitória entre os dirigentes petistas e da coligação de Dilma Roussef batizada de "Para o Brasil Seguir Mudando". No entanto, ninguém se arrisca a declarar ganha a eleição sem antes saber do resultado das apurações. Não há clima de euforia, mas de muita cautela, especialmente depois que, no primeiro turno, as pesquisas de intenções de votos não foram confirmadas nas urnas. Paulo Paim, assim como outros deputados e senadores presentes à Central de Apuração do Comando Geral da campanha de Dilma, disse não preferir entrar o no clima de vitória. “Temos esperança de ganhar, mas é preciso um pouco de cautela”, acrescentou.

(Às 17h16)Petista Agnello já está eleito governador

  O candidato do PT ao governo de Brasília está praticamente eleito. Com quase90% das urnas apuradas, ele aparece com 66,47%. A candidata do PSC, Weslian Roriz, contabiliza 33,53%. Com esse resultado, não há mais condições de a candidata Weslian Roriz alcançar Agnelo.

(Às 17h21) - Dilma já está em Brasília e pode chegar a qualquer momento

  A candidata do PT Dilma Rousseff já está em Brasília e pode chegar à Central de Apuração do Comando Geral de sua campanha a qualquer momento. Ela votou em Porto Alegre (RS) na companhia de dirigentes do PT e do PDT, como Olívio Dutra e Alceu Colares, respectivamente.

  A sua chega está sendo aguardada por cerca de 500 pessoas que lotam o auditório da Central de Apuração e o hall do Hotel Nauom, em Brasília. A candidata vai conceder uma entrevista coletiva assim que chegar.

 Como são quase 200 jornalistas presentes na Central de Apuração, a assessoria de imprensa da campanha está com dificuldades para organizar a coletiva. Neste momento está sendo feito um sorteio entre os veículos de comunicação para a coletiva. Diante do tumulto causado, a assessoria de imprensa está organizando o contato da imprensa coma candidata em duas etapas, assim que ela chegar ao hotel.

(Às 18h05) - Renato Casagrande diz que Dilma promoverá a unidade nacional

   O senador Renato Casagrande (PSB), governador eleito do Espírito Santo, disse, ao chegar à Central de Apuração do Comando Geral da campanha de Dilma Rousseff, que, se eleita, a petista promoverá a unidade nacional. “A candidata Dilma entende que é preciso a construção da unidade nacional para que o Brasil tenha condições de continuar promovendo a justiça social e o desenvolvimento econômico”, afirmou Casagrande.

   Para ele, a maioria que a base aliada conquistou no Congresso Nacional permitirá a Dilma promover a unidade nacional. “Ela terá muito apoio no Congresso e também muito apoio da sociedade. Isso é um ponto muito importante para o governo de unidade nacional que irá fazer”, acrescentou. Indagado sobre a comemoração da vitória, Renato Casagrande também preferiu não falar que já ganhou. “Temos que aguardar o resultado das apurações. Não é hora de pensar em festa”, afirmou ele, embora acredite que a presidenciável Dilma Rousseff será eleita.

(Às 18h10) - Dilma já está no Hotel Nauom

   A candidata do Partido dos Trabalhadores à Presidência já está na Central de Apuração do Comando Geral de sua campanha, no Hotel Nauom, no Setor Hoteleiro Sul, de Brasília. Dilma chegou sem que fosse percebida pelos repórteres. Mas o ministro da Articulação Política, Alexandre Padilha, revelou ao RDNews que ela já está no hotel, numa sala reservada para governadores, senadores, ministros e dirigentes dos partidos da base aliada num andar superior do hotel.

  O presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, também confirmou a presença de Dilma. Ele e o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), foram chamados para esta sala reservada. Tão logo sejam concluídas as apurações dos votos, Dilma descerá para a Central de Apuração para conceder uma entrevista coletiva.

(18h18) - Eleição tem quase 70% apuradas; TSE espera fechar urnas em 3 Estados

   Quase 70% dos votos para presidente da República já foram apurados, mas os resultados ainda não puderam ser divulgados porque a eleição estava ocorrendo ainda em Mato Grosso, Rondônia, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre. Somente agora, depois das 19 horas (horário de Brasília), é que começam a aparecer os primeiros números. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral, Dilma Rousseff aparece com 54%. O tucano José Serra conta com 46% dos votos válidos.

(Às 18h24) - Seleção para coletiva é rigorosa; RDNews vai participar

   A seleção dos repórteres para participação da entrevista coletiva com a candidata Dilma Rousseff  foi muito rigorosa. Diante do grande número de jornalistas (cerca de 200), a assessoria de imprensa da candidata se viu obrigada a fazer uma seleção rigorosa, escolhendo apenas um repórter por veículo, mesmo assim só de eletrônicos (rádio e TV) e jornais.

  Os sites de notícias, bem como as revistas semanais, ficaram de fora. Credenciado como correspondente do site RDNews, este jornalista quase ficou de fora. Teve sorte porque a assessoria de Dilma Rousseff decidiu contemplar o único correspondente de um veículo fora do eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte presente na Central de Apuração.

(Às 18h42) - Michel Temer chega à Central de Apuração e mostra cautela

Michel Temer, vice de Dilma   O deputado federal e presidente licenciado da Câmara, Michel Temer, candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, acaba de chegar à Central de Apuração do Comando Geral da campanha. Ele falou com os jornalistas e se mostrou cauteloso quanto à vitória, diferente do senador José Sarney, que se declarou seguro quanto à eleição da petista. “Pelos números já divulgados podemos falar numa vitória. Um pouco apertada, mas creio que será irreversível”, comemorou o peemedebista.

(Às 19h10) - Militância já grita "Dilma Presidente!"

  A militância presente na Central de Apuração do Comando Geral da campanha petista e até mesmo jornalistas já gritam; “Dilma Presidente!”. Com quase 90% dos votos apurados, a candidata aparece com mais de 55% dos válidos, enquanto José Será está com menos de 45%.

  Ao anunciar esse resultado pela TV, os organizadores colocaram no som a música de campanha da candidata e os presentes na Central de Apuração imediatamente começaram um carnaval, cantando e dançando. A qualquer momento a candidata deve descer da sala reservada para a Central de Apuração. Cerca de 500 pessoas já lotam o local. Outras 300 pessoas estão no hall do Hotel Nauom e pelo menos 500 outras pessoas estão fora, não conseguindo entrar. Com a confirmação da vitória, a militância já prepara festas em vários pontos de Brasília.



Militantes e jornalistas se misturam na Central de Apuração da campanha de Dilma, já considerada de presidente

(Às 19h56) - Vai começar a 1ª coletiva de Dilma como presidente eleita

 

 

   A coletiva da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, vai começar em instantes. Os jornalistas já estão todos a postos no salão onde a petista falará com a imprensa. Ministros de Estado, presidentes de partidos da base aliada, senadores, deputados, governadores e dirigentes da campanha ocupam quase um terço do local.

   Presentes repórteres de veículos nacionais e internacionais. Um tumulto foi localizada na entrada do local da entrevista coletiva. Muitos jornalistas que não foram credenciados protestaram querendo participar da entrevista. Mas foram barrados pelos seguranças e assessores da candidata. Eu estou dentro.

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HORA DO VOTO | 31/10/2010 - 15:42

Valtenir se junta em Brasília aos dirigentes na central pró-Dilma

João Negrão, de Brasília

   O deputado federal reeleito Valtenir Pereira (PSB) vai acompanhar a apuração do resultado das eleições, em Brasília, diretamente do Comando de Campanha da presidenciável Dilma Rousseff. Por enquanto, o socialista é o único parlamentar mato-grossense a se fazer presente no QG.

   Após votar em Cuiabá, por volta das 10 horas, numa escola no bairro Pedregal, o parlamentar se deslocou a Brasília. Ele e outras lideranças dos partidos aliados foram convidados para acompanhar juntamente com a candidata a apuração e divulgação do resultado das eleições. Foi montado um espaço no hotel Nauom, no Setor Hoteleiro Sul, especialmente para dirigentes dos partidos aliados e personalidades.

  "Importante estar presente aqui em Brasília neste momento em que teremos a definição do próximo presidente da República. O fortalecimento dessa parceria é importante para Mato Grosso. O alinhamento da atuação parlamentar com o governo Dilma vai trazer bons resultados para o nosso povo. Minha presença aqui é fortalecer essa relação política para ajudar a nossa gente”, diz o ex-vereador por Cuiabá e que tomará posse em fevereiro do próximo ano para o segundo mandato na Câmara Federal.

   A candidata Dilma Rousseff está sendo aguardada a qualquer momento aqui na central montada pelo comando de sua candidatura. Ela votou em Porto Alegre (RS), seu domicílio eleitoral, e está se deslocando para Brasília, segundo informou Valtenir.

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POCONÉ | 31/10/2010 - 12:40

Ornella é oficializada candidata; Euclides deixa PSDB; 6 na disputa

Romilson Dourado


Vereadora Ornella Falcão tem nome homologado pelo PSDB como candidata, em substituição a Euclides Santos

   Um dia após a convenção do PSDB que formalizou o nome da vereadora Ornella Falcão para a disputa à sucessão municipal em Poconé, em eleição suplementar marcada para 5 de dezembro, o ex-prefeito Euclides Santos protocolou na Justiça neste domingo o seu pedido de desfiliação da agremiação tucana. Ele se mostra revoltado, principalmente com o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, que perdeu para governador nas urnas de 3 de outubro. Foi Wilson, de quem Euclides se dizia amigo pessoal desde a década de 1980, quem orientou a presidente regional, deputada Thelma de Oliveira, a dissolver o diretório municipal, nomear Ornella na presidência da comissão provisória e a lançá-la como candidata, num boicote velado a Euclides. A cúpula alega que o ex-prefeito poconeano, que foi diretor do Hospital e Pronto-Socorro da Capital e secretário de Infraestrutura da gestão Wilson, "fez corpo mole" na campanha e não apoiou candidaturas da sigla tucana.

   Euclides ficou menos de um ano no PSDB. Ele havia deixado o PMDB, do qual era militante histórico, para entrar no bloco tucano em apoio a Wilson na corrida ao Palácio Paiaguás. Agora fica sem partido e impedido de disputar novamente a prefeitura, mesmo na condição de favorito.

   Por causa disso, os principais partidos se animaram. Lançaram 6 candidatos, incluindo o PMDB que ainda conta com duas opções. Na convenção neste sábado, o prefeito "tampão" Nei Rondon oficializou seu nome à reeleição. Por enquanto, conta com apoio do PDT e do PP. O curioso é que o prefeito em exercício não tem respaldo do cassado Clovis Damião Martins, da mesma legenda petebista. A briga entre os dois começou por causa de uma declaração de Nei ao RDNews. Na entrevista, ele comentou que seria candidato porque Clovis estava inelegível. A esposa do ex-prefeito Maria Izabel, a Belinha, cobrou a briga. Em oposição a Nei, a ex-secretária e ex-primeira-dama anunciou que seu candidato será o democrata Tico de Arlindo, ex-secretário de Infraestrutura da gestão Nei.

   O PMDB "amarrou" em ata duas situações. Primeiro, quer o ex-vereador Odenil do Carmo, o Xindão, como candidato à sucessão municipal. Se este não topar, o partido deve concorrer com o vereador Emir Lucas, o Arrepiado. Já o PR aposta todas as fichas em Pedro Fontes, também ex-vereador e que pode contar com apoio do grupo de Euclides.

   Mesmo após as convenções e a 35 dias da eleição suplementar, convocada pela Justiça Eleitoral por causa da cassação de Clovis, punido por causa de compra de votos, os partidos não definiram oficialmente as composições, tudo por causa da reviravolta com a exclusão do ex-prefeito Euclides da disputa e também do impedimento de Clovis de concorrer. Desde abril, Nei Rondon comanda o município. Ele era presidente da Câmara Municipal. Até a próxima semana devem haver novas composições, o que reduziria o número de candidatos.


Prefeito em exercício Nei Rondon vai à convenção do PMDB tentar acordo e, sob resistência, busca reeleição, mas...

...o petebista não tem apoio de Maria Izabel, a Belinha, esposa do prefeito cassado e inelegível Clovis Martins

Ex-vereador Pedro Fontes posa para fotografia ao ser lançado em convenção do PR candidato a prefeito de Poconé

Enquete
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  • Tico de Arlindo (DEM)
  • Emir Lucas, o Arrepiado (PMDB)
  • Odenil do Carmo, o Xindão (PMDB)
  • Pedro Fontes (PR)
  • Ornella Falcão (PSDB)
  • Nei Rondon (PTB)
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Eleições 2010 | 31/10/2010 - 11:38

Silval foi mais votado entre presos no 1º turno em MT

Sissy Cambuim

   No primeiro turno destas eleições, 662 presos provisórios e reeducandos puderam votar para escolher os candidatos aos cargos eletivos. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) montou uma estrutura com sessões eleitorais em 20 unidades prisionais e centros socioeducativos de 16 municípios do Estado.

   Entre eles, o candidato mais votado, assim como nas demais zonas eleitorais de Mato Grosso, foi governador reeleito, Silval Barbosa (PMDB), que contou com 137 votos daqueles que aguardam sentença ou cumprem medida provisória. Mauro Mendes (PSB), ficou em segundo lugar, com 69 votos. Wilson Santos (PSDB) recebeu 47 votos e Marcos Magno (PSOL), 3.

   O maior colégio eleitoral para o voto de presos foi a penitenciária Doutor Osvaldo Florentino Leite Ferreira, “Ferrugem”, em Sinop, com 108 eleitores aptos a votar. Na Capital, a votação foi realizada em quatro unidades diferentes: Centro de Ressocialização, Centro Socioeducativo e penitenciárias Ana Maria do Couto e Pascoal Ramos, totalizando 245 eleitores.

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RUMO AO 2º TURNO | 31/10/2010 - 11:18

40 urnas apresentam problemas

Flávia Borges

   O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informa que neste domingo (31), só no período da manhã, já foram substituídas 40 urnas que apresentaram problemas logo nas primeiras horas de votação. Os equipamentos foram substituídos por outros reservados justamente para este tipo de imprevisto e a votação no Estado segue totalmente eletrônica.

   A partir das 17 horas, quando as urnas são encerradas, o TRE dará inicio à totalização dos votos. A central de divulgação dos resultados oficiais funcionará no Centro de Eventos do Pantanal, onde vários telões exibirão os resultados do Estado e do país.

RUMO AO 2º TURNO | 31/10/2010 - 10:59

TRE não registra prisões em MT

Flávia Borges

   Balanço do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aponta que nenhuma prisão foi efetuada nos municípios que compõem a Baixada Cuiabana até as 10h deste domingo, dia em que os mato-grossenses vão às urnas para escolher o novo presidente da República. Na Capital, o cadeião, local para onde são levados infratores em flagrante delito no dia do pleito, está fixado na Casa da Democracia, anexo ao TRE.

   A eleição presidencial em Mato Grosso iniciou sob um clima ameno, com temperatura abaixo da média registrada nessa época do ano. O gabinete de gerenciamento das eleições tem acompanhado a ocorrência de fortes chuvas em algumas cidades do Estado, mas mesmo assim, não registrou nenhum fato que possa atrapalhar o andamento da votação.
 

PALÁCIO PAIAGUÁS | 31/10/2010 - 08:52

Governador estuda a criação de 3 novas secretarias e fusão de outras

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Silval Barbosa avalia várias mudanças na estrutura do 1º escalão e pretende concluí-las até meados de dezembro

   O governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) decidiu fazer cortes, com fusão e extinção de secretarias e órgãos, mas, ao mesmo tempo, ampliar algumas delas. Pretende promover essas mudanças até 15 de dezembro, de modo a ter aprovação da Assembleia e já empossar a nova equipe em 1º de janeiro.

   O resultado dessa equação deve ser aumento em pelo menos mais 80 cargos comissionados na estrutura do governo. O peemedebista vai criar a secretaria das Cidades. Trata-se de promessa de campanha. Já inclusive sondou o ex-secretário de Projetos Estratégicos e ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios, José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), para assumir a nova pasta. Cidinho, por sua vez, não demonstrou interesse. Empresário e eleito primeiro-suplente de senador de Blairo Maggi, o ex-prefeito de Nova Marilândia disse ao governador que, por enquanto, pretende se dedicar aos negócios particulares. Pelos estudos, o MT Regional, que cuida dos arranjos produtivos e dos consórcios intermunicipais, deve ficar vinculado a Cidades.

   Na pasta de Desenvolvimento Rural a intenção é transformá-la em duas, uma delas com nome de Agricultura Familiar, ou mesmo mudar a nomenclatura para secretaria de Desenvolvimento Rural e de Agricultura Familiar. A Sejusp vai ser transformada em duas, a de Justiça e a secretaria de Segurança Pública. Outra proposta sob a mesa do governador é a de fundir a Auditoria-Geral, Ouvidora e Corregedoria numa única estrutura, que passará a se chamar Controladoria-Geral do Estado. Avalia-se também mudanças na Infraestrutura e a criação da pasta de Habitação.

    Outras pastas, como a Comunicação Social, vão passar por alguns ajustes. O governador está atraindo também para si a responsabilidade da gestão da Agecopa. Por isso, vai apresentar um projeto de readequação da autarquia instituída no ano passado com sete diretores e outros 80 cargos para conduzir os projetos preparativos da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá.

    Hoje são 23 secretarias, fora órgãos e autarquias vinculados à máquina estatal. A previsão orçamentária para 2011 de R$ 11,2 bilhões, 26,9% sobre os R$ 8,8 bilhões do exercício deste ano. Diante dessas mudanças, a tendência é que a Lei Orçamentária (LOA-2011) seja devolvida da Assembleia para o Executivo para ajustes. Se por um lado o Paiaguás será criticado por ampliar a estrutura, o que resulta em mais despesas, de outro vai argumentar que as mudanças vão ajudar a vencer a burocracia, deixando o Estado menos "engessado" e dinâmico em suas ações e mais seguro quanto ao aspecto jurídico.

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COMUNICAÇÃO | 30/10/2010 - 23:29

Google aponta 109 mil acessos em 5 dias; 241 são registrados nos EUA

Romilson Dourado

   Relatório do Google Analytics revela que, nos últimos cinco dias, o RDNews e o Blog do Romilson tiveram 109.164 visitas por IP de computador ou 250.280 visualizações de páginas. Desse total, 108.578 acessos foram feitos no Brasil. O restante veio de 38 outros país ou territórios.

   Na segunda (25) foram 25.124 registros de visitas por IP. No dia seguinte (26) o número caiu para 24.274, depois para 22.749 na quarta (27) e manteve na casa dos 22 mil na quinta (28). O relatório fechou a sexta apontando 14.990 visitas.

   Dos Estados Unidos, 241 internautas visitam o portal ou o blog entre segunda e sexta últimos. De Portugal foram 95; da Bolívia, 32; e, do Canadá, 28. Em seguida, entre outros países, constam Itália (21) e França (17). Veja mais detalhes no quadro abaixo. Obrigado a todos.

ANÁLISE | 30/10/2010 - 19:52

Para leitor, classe média ganhou com Lula e ainda continua raivosa

Romilson Dourado

  Joaquim Ventura, um dos centenas de leitores que comentam matérias e notas no portal e no blog, levantou uma discussão interessante acerca da postura do eleitor de classe média nesta disputa presidencial entre a petista Dilma e o tucano Serra. Em comentário postado à matéria deste sábado intitulada "Brasil deve eleger 1ª presidenta", Ventura instiga historiadores e analistas políticas a avaliar o posicionamento da classe média, para quem está sendo muito raivosa e não conseguiu apresentar nesta campanha um discurso político convincente. Ele observa que o segmento nada perdeu com o governo do presidente Lula e, mesmo assim, resiste em apoiar o nome de Dilma, que representa a continuidade.

   Eis, abaixo, a íntegra do comentário do leitor Joaquim Ventura

  "Nesta eleição tem um fato interessante, que, posteriormente, os historiadores e analistas políticos poderão analisar com mais acuidade. O Fato é que temos uma classe média raivosa, com muita raiva mesmo, mas não consegue ter um discurso político convincente. A classe média não perdeu nada com Lula, pelo contrário, manteve o poder de compra e o status social. Mas por que tanta raiva?
    Em primeiro lugar, penso que é pelo fato de um operário, sem diploma superior, ser respeitado pelos países que controlam a política econômica em âmbito internacional. Outra questão seria que parte da classe média não admite que os trabalhadores tenham acesso a bens e meios de lazer que antes era praticamente impossível. Por exemplo, viajar de avião, era algo impensável. Hoje o trabalhador, seja de qual setor, pode viajar pela primeira vez de avião. Há certo preconceito, evidentemente que não podemos generalizar, ou seja, pobre no meio da classe média parece que não soa bem, faz parte da cultura política do Brasil de que lugar de operário é na senzala.
    A Dilma, tudo indica, será a primeira mulher presidente do Brasil, não podemos esquecer que ainda somos um país machista. Nessa eleição as questões políticas ficaram na periferia do debate e afloram a questão moral religiosa que não tem nada com a eleição presidencial. Mas, infelizmente, dominou o cenário no primeiro turno e só desapareceu depois que a mulher do Serra foi denunciada por uma estudante de que havia praticado aborto na década de 70."

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ANÁLISE | 30/10/2010 - 18:15

Dilma vai ganhar, mas não em MT

Romilson Dourado

  É fato que Luiz Antonio Pagot, ex-trator do governo Blairo Maggi, do qual foi secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação e que está no comando do Dnit em Brasília há mais de dois anos, conseguiu conquistar neste segundo turno mais eleitores para a presidenciável Dilma Rousseff. Como coordenador da campanha da petista em solo mato-grossense, ele se esforçou ao máximo. Aliás, nem poderia ser diferente. É que, se for confirmada mesmo a vitória de Dilma, como sustentam os números das pesquisas de intenção de voto, é bem provável que Pagot seja recompensado com a permanência na direção-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, uma das autarquias mais cobiçadas da máquina da União. Possui um orçamento de R$ 15 bilhões, muito além dos R$ 8 bilhões previstos anualmente pelo governo de Mato Grosso.

   É fato que o uso das máquinas, principalmente dos governos estadual e federal, "patrola" qualquer tucano que apareça pela frente, a fim de contrariar o projeto da eleição de Dilma. O grupo que garantiu a reeleição do governador Silval Barbosa e a eleição de Blairo Maggi ao Senado é forte e, a favor, ainda tem o peso da estrutura do Estado. Todos se uniram pela candidatura de Dilma, com argumento de que a administração estadual precisa estar afinada com a Presidência da República para facilitar consolidação de grandes projetos, como os que prevêem avanços dos trilhos da Ferronorte (Alto Taquari-Rondonópolis-Cuiabá) e da Centro-Oeste (Uruaçu-GO a Lucas do Rio Verde-MT), das rodovias e outras obras de infraestrutura, principalmente numa época em que o Estado vive expectativa de receber mais de R$ 6 bilhões de investimentos por causa da Copa de 2014, que terá Cuiabá como uma das 12 sedes.

   É fato, porém, que, mesmo com esses esforços dos governistas, Dilma será derrotada por José Serra junto ao eleitorado mato-grossense, assim como foi no primeiro turno. No último 3 de outubro, o tucano conquistou 678.614 votos (44,16% dos válidos), enquanto a petista ficou com 659.771 (42,94%). Serra ganhou na maioria das cidades do Estado, mesmo com diferença pequena. Em Cuiabá, por exemplo, obteve 2.654 votos a mais que Dilma: 119.076 a 116.422. Já a ex-ministra-chefe da Casa Civil foi vencedora em pólos, como Várzea Grande e Rondonópolis.

   É fato que Dilma enfrenta resistência de diferentes segmentos em Mato Grosso, um Estado que tem sua locomotiva econômica tocada pelo agronegócio e que não aceita jogadas petistas de apoio, mesmo que camuflado, de invasão de terra, greves e outros tipos de protestos nem sempre justificáveis, tanto que o PT nunca conquistou cadeira de governador. Como é governo, Dilma vê pesar sobre os ombros o que cada mato-grossense considera falho na gestão Lula. As operações da Polícia Federal que fecharam diversas madeireiras, principalmente no Nortão, podem ter sido medidas necessárias, mas trouxeram desempregos e quebradeira a centenas de pessoas. Prova disso foi o resultado do primeiro turno em Sinop, cidade-pólo do Norte. Serra teve 30.548 votos (55,86%), enquanto Dilma ficou com 19.540 (35,84%). São fatos que levam o eleitor a pesá-los na balança e é por isso, que, seguindo a tendência de outros pleitos, inclusive com Lula como candidato, a oposição tende a ganhar, ao menos em Mato Grosso.

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Comunicação | 30/10/2010 - 10:11

IstoÉ faz raio X dos governos FHC e Lula para mostrar como seria gestão de Dilma e Serra

Laura Nabuco

    Para ajudar o eleitor a definir o voto no segundo turno das eleições gerais, que acontecem neste domingo (31), a revista IstoÉ traz na capa uma retrospectiva da gestão dos últimos dois partidos políticos que governaram o país e que agora, são representados pelos presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A reportagem aponta para o eleitor as principais diferenças entre os dois presidentes, que atuaram durante os últimos 16 anos como uma  espécie de prévia do que poderia ser o governo de Serra ou Dilma.

    A edição desta semana aborda ainda a suposta fraude na licitação das obras do metrô paulista. De acordo com a reportagem, haveria um acordo prévio entre o governo de São Paulo e as construtoras para definir quais seriam os vencedores da disputa pelo contrato de R$ 4 bilhões. Também ganha destaque na revista uma entrevista exclusiva com Dilma Rousseff. No texto, IstoÉ esclarece que o também presidenciável José Serra preferiu não resposnder as mesmas 15 perguntas que foram feitas a Dilma sobre temas relevantes para o país como educação e geração de empregos.

    Na editoria internacional a revista traz uma reportagem sobre a trajetória política do ex-presidente da Argentina, Nestor Kirchner, que faleceu na última quarta (27) vítima de um infarto. A Indonésia também ganha espaço nas páginas de IstoÉ depois que um tsunami e a erupção de vulcão atingiram simultaneamente o país. Sistemas de alerta evitaram a repetição da catástrofe de 2004, quando outra onda gigante matou milhares de pessoas.

Comunicação | 30/10/2010 - 09:50

Leitores de Época sabatinam presidenciáveis

Laura Nabuco

   Época chega às bancas mato-grossenses neste domingo (31) trazendo como reportagem de capa o resultado da entrevista que seus leitores puderam fazer com os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Da sabatina, a revista destaca o assunto das privatizações. Enquanto Dilma argumenta que o governo Lula não retomou para o país as estatais vendidas durante a gestão de FHC por respeito aos contratos firmados, Serra diz que sua meta é reestatizar a Petrobras.

   Veiculada no dia da eleição, a revista mostra aos brasileiros quais os limites do poder do presidente da República. De acordo com a reportagem, apesar do chefe máximo do Brasil ter mais poder do que presidentes de outros países que seguem o mesmo regime político, as decisões do sucessor de Lula terão que ultrapassar a barreira da burocracia para entrar em vigor.

   A edição também aborda a questão da Ficha Limpa e mostra como andam as decisões do Superior Tribunal Federal (STF) a respeito dos casos dos políticos que foram "enquadrados" pela nova lei. Época traz ainda uma reportagem especial sobre as incertezas políticas que o falecimento de Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina, abre no país a pouco mais de um ano para as novas eleições.



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