Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:37 h

EXCLUSIVIDADE | 31/12/2010 - 20:40

Vuolo pede licença da Câmara para ser secretário de Estado

Romilson Dourado

Francisco Vuolo   O vereador Francisco Vuolo vai integrar o primeiro escalão do governo Silval Barbosa como secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte. Ele cuidará, em nome do Estado, dos projetos voltados à hidrovia e à ferrovia e de obras aeroportuárias. O blog apurou, com exclusividade, que a decisão em nomeá-lo partiu do governador Silval Barbosa nesta sexta (31), a um dia da posse de todo o staff. Agora, sobe para 22 o número de secretários.

   Como Vuolo precisa, antes de assumir efetivamente o cargo, se licenciar da Câmara Municipal, ele vai participar da solenidade de posse neste sábado pela manhã e até assinará o termo, que terá uma observação, segundo a qual a nomeação só poderá ter validade a partir de 3 de janeiro. Neste mesmo sábado, Vuolo ingressa com pedido de licença da cadeira de vereador. Para ser liberado, a Mesa Diretora fará uma segunda sessão extraordinária no período da tarde. A primeira será especialmente para empossar Júlio Pinheiro como presidente do Legislativo cuiabano.

   Filho do ex-senador Francisco Vuolo (já falecido), que foi também deputado estadual e federal e prefeito de Cuiabá e marcou época na luta pela ferrovia em Mato Grosso, Francisco foi o coordenador-geral da campanha à reeleição de Silval em Cuiabá, depois de ser barrado como candidato a deputado estadual por causa de falha de documentos.

   Agora, o Palácio Paiaguás resolveu prestigiá-lo no primeiro escalão por entender que domina e acompanha há alguns anos o projeto da ferrovia Ferronorte, tanto que é o presidente do comitê Pró-Ferrovia. Os trilhos avançam em solo mato-grossense. Alto Taquari e Alto Araguaia já vivem uma nova realidade com a chegada da ferrovia. O esforço agora é para o projeto avançar rumo a Rondonópolis e, depois, a Cuiabá.

   Como secretário e com salário de R$ 15 mil, Vuolo assume uma série de atribuições. Terá mais autonomia para conduzir os projetos e acompanhar os trâmites nas negociações com o governo federal e empresas privadas envolvidas. Ficará responsável também por toda demanda sobre hidrovias e vai trazer para si discussões sobre estruturas nos aeroportos, mesmo envolvendo a Infraero.

    Perfil

    Aos 44 anos, Francisco Vuolo é formado em administração de empresas. Ele já exerceu vários cargos. Na gestão Roberto França em Cuiabá foi assessor de Turismo (1997), subsecretário de Industria, Comércio e Turismo (1998-2000), secretário municipal de Cultura (2001-2003) e secretário de Indústria, Comércio e Turismo da Capital (2003-2004). Em 2004, se elegeu vereador com 4.301 votos e, quatro anos depois, garantiu a reeleição com 5.055 votos. Militou no PPS e está hoje filiado no PR.

Enquete
O que você achou de Francisco Vuolo na pasta de Logística Intermodal de Transporte do Estado?
  • Gostei - tem competência para o cargo
  • Discordo - será um fiasco
  • Tanto faz
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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UCMMAT | 31/12/2010 - 19:00

Gilvan diz continuar na disputa

Ana Adélia Jácomo

Gilvan Rodrigues    O vereador por São José do Rio Claro, Gilvan Rodrigues da Silva (PMDB), se articula junto aos vereadores das 141 Câmaras do Estado para assumir o comando da Ucmmat. Hoje existem sete candidatos, entretanto, nos bastidores haveria uma articulação do próprio presidente da instituição Aluízo Lima (PR) e do ex-presidente da Assembleia e deputado diplomado José Riva (PP) para que seja formada uma chapa de consenso.

    Riva e Aluízio estariam tentando convencer Gilvan e o vereador por Nova Mutum Unírio Schirmer, o Ratinho (PR), a se unirem para juntos comandar a Ucmmat. O problema é que ao menos por enquanto, nenhum dos dois quer ceder.

    “Estou firme no propósito de ser candidato. O Médio-Norte não tem nenhum representante. Já tenho uma chapa de oito membros e aguardo a definição dos outros candidatos para formarmos o nosso grupo”, enfatiza Gilvan. Nos próximos dias vai ocorrer uma reunião entre os candidatos para iniciar o debate para a concretização das chapas.

    As principais bandeiras do candidato são a inserção dos vereadores no plano do MT Saúde e o acréscimo do 13º salário. Gilvan garante que caso eleito, pretende lutar pelos interesses dos vereadores de Mato Grosso e filiar mais Câmaras à Ucmmat.

Quem pretende disputar a presidência da Ucmmat:
Ratinho (PR) - Nova Mutum
Marquinhos (PTB) - Água Boa
Gilvan (PMDB) - São José do Rio Claro
Vanilton (PR) - Vale de São Domingos
Jocasta (DEM) - Canarana
Miguelão (PTB) - Barra do Graças

SOLENIDADE | 31/12/2010 - 17:04

Com secretários, Silval participa de ensaio e conversa com Daltro

Romilson Dourado


Tendas cobrem o trajeto por onde vai passar o governador Silval, dentro do ritual da posse neste sábado

   Silval Barbosa se encontra no Centro de Eventos do Pantanal, desde às 15h30. Ele já participou do ensaio e da simulação do roteiro que terá de cumprir neste sábado, na solenidade de sua posse como governador. Vários secretários que também serão empossados acompanham-no. Primeiro, o governador e o seu vice Chico Daltro (PP) serão empossados na Assembleia, em sessão especial, às 9h. Depois, Silval e Daltro se deslocam para o Centro de Eventos, onde devem chegar por volta de 10h15.

    Acompanhado por um público de aproximadamente 3 mil pessoas, o governador passa por revista às tropas, circula por um corredor sob tendas e, já dentro do recinto, circula por tapete vermelho e concede entrevista coletiva. No dispositivo de autoridades, ele convoca cada secretário para assinar o termo de posse. A expectativa é de que a cerimônia termine ao meio-dia.

   Nesta sexta, Silval circulou pelo Centro de Eventos acompanhado do vice Daltro e de todos os secretários, entre eles Arnaldo Alves (Transporte e Pavimentação Urbana), Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia), Eder de Moraes (Casa Civil), Antonio Moraes (Casa Militar) e Nico Baracat (Cidades).

   O peemedebista cumprimentou várias pessoas, principalmente equipe de técnicos e produtores que estão organizando o evento, e ficou um bom tempo conversando a sós com Daltro. Ambos gesticulavam muito, enquanto os secretários, à distância e numa roda, acompanhavam a encenação. Daltro não está nada contente. Ele queria por tudo reassumir a secretaria de Ciência e Tecnologia. O PP, mesmo presidido por ele no Estado, acabou indicando para o cargo o deputado federal Eliene Lima para, dessa forma, abrir vaga na Câmara ao suplente Neri Geller.

   Silval tem se esforçado para contemplar os principais aliados. No caso do seu vice, ele apresentou algumas propostas. Ofereceu a Daltro, por exemplo, a função de acompanhar as principais obras do governo. Para amenizar a crise e evitar ruptura, inclusive antes mesmo de iniciar a nova administração, Silval passou a fazer rasgados elogios a Daltro, para quem é uma "pessoa experiente, gestoras e que pode atuar na administração em qualquer função".



Pavilhão onde será acomodado o público e onde o governador dará posse aos secretários já está decorado
Fotos: Laice Souza

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Descontração | 31/12/2010 - 16:00

Brasileira, Lisa Ono faz sucesso com bossa nova no mundo todo

Laura Nabuco

   Apesar de sua família ter migrado para o Japão quando ainda tinha 10 anos de idade, a cantora Lisa Ono não se afastou da música brasileira. Aos 15 anos começou a tocar violão e cantar. Se apresentava no restaurante de comida brasileira que seu pai abriu no país, o Saci Pererê. Tempos mais tarde emplacou a música “Your So Unique” e passou a difundir a bossa nova no Japão.

   Além de cantar em seis idiomas diferentes (português, japonês, inglês, italiano, espanhol e francês), Lisa ficou conhecida por adaptar músicas de outros ritmos transformando-as em bossa nova ou jazz. Seu primeiro disco, "Catupiry", foi lançado em 1989. Desde então, a cantora gravou uma média de um álbum por ano. Apesar dos 10 primeiros álbuns terem sido compostos totalmente em português, apenas o disco "Esperança", de 1994, foi lançado também no Brasil.

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Clique no play e confira "Corcovado" na interpretação de Lisa Ono

SECRETARIADO | 31/12/2010 - 13:34

Mantido secretário, Jilson vibra com a recusa do DEM por cargo

Romilson Dourado


Recuo do DEM em integrar staff abre para Jilson Francisco continua à frente do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar ao menos pelos próximos 6 meses; adjuntos e presidentes da Empaer, Indea e Intermat serão mantidos
Foto: Guilherme Filho

   Jilson Francisco de Oliveira nunca torceu tanto para o DEM continuar distanciado do Palácio Paiaguás como agora. A recusa do partido em comandar Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar abriu chance para ele continuar à frente da secretaria. O deputado estadual reeleito José Domingos fez uma série de exigências, entre elas de ter a pasta de "porteira fechada". O governador Silval Barbosa topou, mas exigiu que o DEM fizesse a solicitação. Foi a partir daí que o partido não chegou a um acordo. Silval decidiu, então, manter Jilson como secretário e pediu que o Democratas, que na campanha foi adversário, avalie a possibilidade de virar aliado para poder ocupar a pasta em meados deste ano.

    Era tudo que Jilson queria. Ele tem 44 anos e é produtor rural. Atuou como presidente do sindicato dos Produtores de Pontes e Lacerda, como diretor de Política Agrícola e Crédito Rural da Fetagri, da qual também foi presidente por dois mandatos e exerceu ainda quatro anos de mandato como diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores. Está na administração estadual desde 2003, com o governo Blairo Maggi. Era adjunto de Agricultura Familiar, depois assumiu posto de secretário, ainda na gestão Maggi com a saída de Otaviano Pivetta. Desde então, comanda a secretaria.

   Enquanto o DEM mantém distância do Palácio Paiaguás, ele segue conduzindo uma secretaria que terá R$ 147 milhões no exercício de 2011. Por enquanto, mudanças só mesmo na nomenclatura. O Desenvolvimento Rural passou a agregar Agricultura Familiar. Mesmo assim, a secretaria continuará com um adjunto de Agricultura Familiar e, ao nome, será acrescentado Irrigação. Para este cargo continua o advogado e militante histórico do PMDB Clovis Cardoso, ex-superintendente do Incra-MT. Luiz Carlos Alécio será mantido como adjunto de Política Agrícola e Agronegócio, assim como Edson Paulino no Núcleo Sistêmico de Agricultura.

   Os presidentes da Empaer, do Indea e do Intermat, empresa e órgãos vinculados à secretaria, estão se articulando nos bastidores para serem mantidos. Embora seja criticado por causa da gestão pífia, o ex-sindicalista Enock Alves dos Santos segue à frente da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa e Extensão Rural. No Indea (Defesa Agropecuária) prossegue na presidência Valney Souza Correa, da mesma forma que Afonso Dalberto no Instituto de Terras (Intermat).

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CÂMARA FEDERAL | 31/12/2010 - 13:00

Dorner não esconde empolgação e quer atuar em várias frentes

Ana Adélia Jácomo

Roberto Dorner   Eleito como 1º suplente, o empresário Roberto Dorner (PP) vai sentir o gostinho de assumir uma vaga na Câmara Federal logo no início da próxima legislatura. Ele vai ser beneficiado por uma articulação feita por lideranças do PP para que os não eleitos também atuem na Assembleia e como deputados federais. No caso de Dorner, ele assume o posto depois que o titular Pedro Henry (PP) foi escalado para comandar a pasta da Saúde. Ele pondera que pretende exercer um bom mandato e não esconde a empolgação. “Essa foi a minha primeira candidatura. Vou me esforçar ao máximo para agradar o povo”, salienta.

   O maior embate do empresário foi em Sinop, sua base eleitoral. Ocorre que o ex-prefeito Nilson Leitão (PSBD) também disputou uma vaga na Câmara Federal, dividindo os votos da região. Dorner acredita que teria vencido caso Leitão não fosse candidato. “O Leitão é um candidato muito forte politicamente. Se ele não disputasse eu teria me elegido com grande votação. Ninguém acreditava em mim. Em Sinop ninguém acreditava em mim, mas consegui e agora serei deputado”. Nas eleições deste ano, o progressista obteve 50.480 votos, enquanto Leitão ficou com 70.958 votos.

   Sobre os planos para o mandato de deputado federal, Dorner não esconde os interesses pela agricultura e garante que lutará pelos interesses do setor em Mato Grosso junto à Câmara Federal. Entretanto, afirma que reconhece as deficiências da saúde, educação e segurança e promete atuar em todas as áreas.

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Articulação | 31/12/2010 - 09:14

Deputado "segura" Dóia no Detran

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Teodoro Lopes, o Dóia, continua à frente do Detran no novo governo Silval, graças ao padrinho Mauro Savi (PSB)

    Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, deve entrar para a história do Detran-MT como a pessoa que mais tempo fora mantida no cargo de presidente. Ele conduz o órgão há seis anos, desde meados do primeiro governo Blairo Maggi, e tende a continuar até dezembro de 2014. Ao final, terá completado 10 anos à frente de um dos órgãos que mais arrecadam. No exercício de 2009, último apreciado pelo TCE, o Detran registrou uma receita de R$ 69,7 milhões e arrecadou R$ 71,5 milhões. Para este 2010, deve chegar a R$ 90 milhões.

   Dóia, que saiu do posto de diretor e assumiu a presidência com a saída de Moisés Sachetti, surgiu como indicação do PSB, seu antigo partido. Hoje ele está no PR. Em reunião na semana passada, o seu padrinho político, presidente da Assembleia Mauro Savi, que também já foi da legenda socialista e hoje milita no PR, exigiu a permanência de Dóia no órgão. Alguns parlamentares da bancada republicana defenderam uma outra indicação, principalmente Sebastião Rezende, mas Savi bateu duro. Por fim, levou o pleito para o governador Silval Barbosa e, com aval de uma banda do PR, Dóia está confirmado como presidente na nova administração peemedebista.

   O presidente é daqueles que trabalham sem alarde. Isso o ajudou a ser preservado no cargo, mas o que mais agradou o Palácio Paiaguás é o fato de não ter se envolvido em escândalo e conseguido equilibrar receitas e despesas num órgão identificado por muitos como "mina de dinheiro". Dos quase R$ 70 milhões do orçamento, executou apenas R$ 66,3 milhões.

    Nos últimos dois meses, o Detran tem sido alvo de críticas por causa de erros estratégicos na implantação do novo projeto de informatização. O sistema chegou a ficar fora do ar por alguns dias, trazendo transtorno a milhares de usuários e motoristas, principalmente na hora de pagar taxas e solicitar licenciamento. Até hoje funcionários batem-cabeça como a nova plataforma.

    O Detran acumula arrecadação com serviços de trânsito em geral. Só de multa por infração "engordou" o caixa do Estado em R$ 67,2 milhões no decorrer de 2009. Cobra por veículos apreendidos e fatura nos leilões e com várias taxas. Está vinculado hoje à secretaria de Transporte e Pavimentação. Do bolo das receitas, 34% devem ser destinados a investimentos na área de segurança pública e até 10% para o Corpo de Bombeiros. Da receita de multas por infrações às normas do trânsito, 60% também vão para o caixa da pasta da Segurança.

   Com 5 na diretoria (presidente, 3 diretores e um corregedor), o órgão conta com uma grande estrutura. São 62 ciretrans espalhadas nos municípios. O que chama atenção é o número de ocupantes de cargos comissionados. São 224. Entre os DAS estão 73 gerentes e 10 coordenadores. Dos efetivos, há 660 agentes, 67 técnicos e 33 auxiliares de trânsito.

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SECRETARIADO | 31/12/2010 - 09:00

Deputado diz que quantidade de pastas é reflexo da força do PR

Laura Nabuco

Wellington Fagundes   O deputado federal Wellington Fagundes afirmou que o PR conseguiu um maior número de secretarias no governo Silval Barbosa (PMDB) porque foi o partido que teve mais representatividade no pleito deste ano. "Somos o partido com maior número de eleitos na Assembleia, na Câmara e emplacamos um senador. Por esses e outros motivos conseguimos maior representação nas pastas", ressaltou. Ao todo, o PR assumirá cinco secretarias. São elas: a Casa Civil, com Eder Moraes, Administração, com Cézar Zílio, Transporte e Pavimentação Urbana, que ficará sob Arnaldo Alves, Meio Ambiente, com Alexander Maia, Cultura, com João Malheiros, e Indústria, Comércio, Minas e Energia que continua com Pedro Nadaf.

   Nas eleições gerais realizada em 3 de outubro o partido elegeu seis dos 24 deputados estaduais que vão compor a AL na próxima legislatura. Entre eles o deputado Sérgio Ricardo, que com o aval de 87.407 eleitores, foi o segundo mais votado de Mato Grosso. Já na Câmara Federal o partido foi o único a conquistar mais de uma vaga, reelegendo o próprio Wellington e Homero Pereira. Ambos ocuparam o primeiro e segundo lugar em quantidade de votos, respectivamente. Para o Senado, a sigla confirmou o nome do ex-governador Blairo Maggi, que com mais de 1 milhão de votos, ficou à frente do segundo colocado, o ex-procurador da República Pedro Taques (PTD).

   Diante das vitórias do PR, Wellington chegou a afirmar que o partido teria cedido a candidatura ao Palácio Paiaguás para Silval. "Nós podíamos ter lançado um candidato próprio ao Governo", afirmou. O apoio do PR ao peemedebista, no entanto, já estava acertado antes mesmo de Maggi se afastar da administração do Estado para disputar uma das duas vagas no Senado, deixando o Paiaguás sob a responsabilidade de Silval, que exerceu a função de vice-governador no segundo mandato dele.

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SECRETARIADO | 30/12/2010 - 21:31

Domingos aceita, mas DEM não assina indicação; Jilson fica no staff

Romilson Dourado

Deputado José Domingos   O deputado estadual reeleito para o segundo mandato José Domingos aceitou o convite para assumir a secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, o suplente Gilmar Fabris, de olho na vaga na Assembleia, reforçou o pleito junto ao governo Silval Barbosa, mas a cúpula do DEM resolveu endurecer a conversa. Não quer oficializar a indicação como sendo partidária. O partido argumenta que seria constrangedor para uma legenda que saiu das eleições como oposição e, dois meses depois, já se tornar aliado de carteirinha do Palácio Paiaguás.

    Silval deu trégua para o partido até esta sexta (31), um dia antes de tomar posse e de anunciar oficialmente o nome dos 22 novos secretários. Se o DEM não formalizar o nome de Domingos para o primeiro escalão, o governador não nomeará o deputado democrata no primeiro escalão. Nesse caso, continuará à frente da pasta Jilson Francisco da Silva. O governador já mandou, inclusive, Jilson preparar o terno para a posse.

    No DEM, o que mais resiste à ideia de reaproximação do Paiaguás é o deputado estadual Dilceu Dal Bosco, derrotado como vice-governador da chapa do tucano Wilson Santos, que ficou em terceiro lugar. 

    As demais secretarias já estão com seus gestores definidos. Nove entram pela primeira vez no staff. Silval criou três pastas, a das Cidades, para a qual nomeará o colega peemedebista Nico Baracat, e de Justiça, que ficará sob o desembargador aposentado Paulo Lessa, e a extraordinária de Governo, que ficará com Djlama Mendes, que se afastará do cargo de defensor-público-geral para integrar o Executivo.

   Cézar Zílio estreia como secretário de Administração, o deputado João Malheiros conduzirá a Cultura, enquanto o deputado estadual Antonio Azambuja conduzirá o Esporte e Lazer e os federais Pedro Henry e Eliene Lima (ambos do PP) a Saúde e a Ciência e Tecnologia, respectivamente.

   Dos 12 partidos que saíram vitoriosos nas urnas com o projeto de reeleição de Silval, somente quatro vão ter filiados em posto de secretários: PR, PMDB, PP e PT. A dúvida, por enquanto, é o DEM (ex-PFL), que concorreu ao governo pela oposição.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 18:00

Silval é reeleito; Wilson e Mendes amargam derrota já no 1º turno

Patrícia Sanches

Silval Barbosa (PMDB)    O governador Silval Barbosa (PMDB) tem muito o que comemorar neste ano. No final de março ele assumiu o comando do Paiaguás e conseguiu costurar uma ampla coligação, que o ajudou a se reeleger ainda no primeiro turno. O feito era tido como difícil por muitos tendo em vista a força política do empresário Mauro Mendes (PSB) e do ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), que também estavam no páreo.

    O peemedebista conseguiu liquidar a fatura em 3 de outubro após obter 759.805 votos. Ao vencer no 1º turno, Silval manteve uma tradição. Foi assim com os últimos cinco governadores que foram submetidos à eleição direta, sendo eles Júlio Campos (DEM), Carlos Bezerra (PMDB), Jayme Campos (DEM), Dante de Oliveira (PSDB) e Blairo Maggi (PR), os dois últimos reeleitos.

   Assim, Wilson, que renunciou ao comando da Prefeitura de Cuiabá para disputar a vaga, amargou a derrota e ficou sem mandato. Hoje o Palácio Alencastro está sob Chico Galindo. Mendes, por sua vez, teve de “engolir” mais uma derrota. O empresário entrou na vida política em 2008, quando disputou, sem êxito, a prefeitura da Capital. Desta vez, estava convicto que ao menos chegaria ao segundo turno, mas “morreu na praia”.

   Já na Câmara Federal, 2010 marcou a saída de cena de algumas figuras, que já eram tidas como favoritas a uma das 8 vagas destinadas à bancada mato-grossense. A viúva de Dante de Oliveira, Thelma de Oliveira (PSDB), havia ficado apenas com a primeira suplência de sua coligação que, em princípio, elegeu Júlio Campos (DEM) e Nilson Leitão (PSDB), mas horas antes da diplomação o ex-prefeito de Sinop dormiu eleito e acordou sem o “trono”, por isso, ela amargou a 2º suplência.

   Se entre os tucanos o clima era de tristeza, já que o partido encolheu ainda mais em Mato Grosso, no PP todos comemoraram as decisões favoráveis a Pedro Henry. Ele conseguiu homologar o seu nome descongelando seus votos e assim, assegurou mais um mandato. Entre as principais lideranças petistas, o único a comemorar foi o ex-secretário de Educação, Ságuas Moraes, que garantiu definitivamente a sua vaga após a saída de Leitão da lista de eleitos.

   Ocorre que se a Justiça descongelasse os votos do tenente Willian Dias (PTB), o petista perderia a cadeira. Já a senadora Serys Marly e o deputado federal e presidente do PT Carlos Abicalil morreram abraçados neste pleito. No início do ano, eles se degladiaram para decidir quem disputaria a senatória. Abicalil levou a melhor e Serys chegou a avisar que deixaria a vida pública. Por fim, concorreu à Câmara Federal, mas não pediu votos para o seu desafeto. O resultado do racha interno pode ser vito nas urnas, nenhum dos dois se elegeu.

    Apesar dos democratas não terem muito o que comemorar, já que participaram da coligação de Wilson, eles conseguiram emplacar Júlio Campos, que após ser conselheiro do TCE e disputar sem êxito a Prefeitura de Várzea Grande, conseguiu mostrar a sua força no Estado. Outro cacique que conseguiu permanecer no poder, mesmo entrando mudo e saindo calado de seus programas eleitorais, foi Carlos Bezerra. Ele é o mais velho da bancada mato-grossense que toma posse na Câmara Federal em fevereiro e durante a corrida eleitoral utilizou o tempo destinado a ele nas TVs e rádios para exibir jingles que contavam a história de sua vida, mas não apresentou nenhuma proposta. Wellington Fagundes, por sua vez, foi o vais votado e conseguiu emplacar o seu sexto mandato com 145.460 votos. Dos 7 deputados federais, que buscaram a reeleição, apenas Thelma foi reprovada nas urnas.

    No Senado, a surpresa foi a eleição do ex-procurador da República Pedro Taques, que nas primeiras pesquisas de intenção de voto figurava como quarto colocado. Na época perdia para Antero Paes de Barros e para Abicalil, mas no final acabou desbancando os dois. Com 708.440 votos assegurou uma das duas vagas. Já o ex-governador Blairo Maggi (PR) teve 1.073.039 e se sagrou como o senador mais votado da história de Mato Grosso.

RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 17:00

9 nomes estreiam na Assembleia; Araguaia fica sem representante

Patrícia Sanches

   

   A região Norte, que é a que mais se desenvolve economicamente no Estado, saiu fortalecida das eleições deste ano. Por outro lado, o Araguaia, que já é conhecido como o Vale dos Esquecidos, não tem o que comemorar e ficará sem nenhum porta-voz na Assembleia Legislativa. Até fevereiro, o representante da região é Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), que foi reprovado nas urnas na tentativa de reeleição. O Nortão, por sua vez, terá a ajuda de 7 parlamentares estaduais nos próximos 4 anos.

   A Baixada Cuiabana também perdeu espaço durante as eleições, mas, mesmo assim, em 2010 emplacou 6 dos 24 parlamentares. A região Sul terá 4 e a Oeste 3. Outro fato que chama a atenção na lista de eleitos é que apenas 8 parlamentares nasceram em Mato Grosso. Seis são de São Paulo, quatro do Paraná, dois de Santa Catarina, dois do Espírito Santo. Um veio do Rio Grande do Sul e outro de Mato Grosso do Sul. O mais velho do grupo é o cuiabano João Malheiros, que assumirá o comando da secretaria estadual de Cultura. 

   O PR do ex-governador Blairo Maggi conseguiu manter a maior bancada na Assembleia e 6 parlamentares, seguido pelo PP e PMDB, que elegeram 5, cada um. Já o PT, que neste ano viveu uma crise interna por causa da briga da senadora Serys Marly com o deputado federal Carlos Abicalil, encolheu e só conseguiu reeleger Ademir Brunetto. Em 2006, a sigla havia emplacado dois nomes: Brunetto e Ságuas Moraes, que assumiu a secretaria estadual de Educação, favorecendo Alexandre César. Neste ano, Ságuas foi eleito deputado federal e o colega de partido não obteve êxito.

   Nas eleições de 2010, o índice de de renovação na Assembleia foi de 37,5%. Dos 24 deputados estaduais eleitos, 9 são novatos, mas já possuem alguma trajetória política. São eles: os ex-prefeitos de Reserva do Cabaçal, Ezequiel da Fonseca (PP), e de Alta Floresta, Romoaldo Júnior (PMDB), o ex-secretário estadual de Esportes, Baiano Filho (PMDB), a ex-deputada federal e esposa do deputado federal reeleito Carlos Bezerra, Teté Bezerra (PMDB), o irmão do deputado estadual Dilceu Dal Bosco (DEM), Dilmar Dal Bosco (DEM), que disputou sem êxito o posto de vice de Wilson Santos (PSDB) na corrida ao Paiaguás, o irmão do prefeito de Primavera do Leste Getúlio Viana (PR), Zeca Viana (PDT), a esposa do ex-prefeito de Juara, Oscar Bezerra (PSB), Luciane Bezerra (PSB), o ex-vereador por Cuiabá, Luiz Marinho (PTB) e o ex-deputado cassado por infidelidade partidária, Walter Rabello (PP).

    Luciane, inclusive, é a mais jovem com 36 anos e a mais rica tendo um patrimônio de R$ 15,1 milhões. Dos 24 eleitos, 4 não vão legislar no próximo ano porque vão integrar o staff do governador Silval Barbosa (PMDB). José Domingos Fraga vai para a pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familia eTeté assume o Turismo. Já Malheiros ficará na Cultura e Antônio Azambuja foi destacado pelo PP para ficar à frente da secretaria de Esportes e Lazer.

   Como a disputa por uma vaga na Assembleia é bastante acirrada, os trabalhos na Assembleia foram comprometidos e os deputados diminuíram o número de sessões.Preocupados com a eleição, eles dedicaram grande parte de seu tempo para buscar votos, mas também tiveram tempo para aprovar projetos polêmicos, como o que implementa o Zoneamento Sócioeconômico e Ecológico no Estado. A proposta era tida como a “menina dos olhos” do ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR), mas é alvo de muitas críticas de ambientalistas porque o documento final, apreciado pelos parlamentares, beneficiaria apenas os ruralistas. A proposta é discutida desde 2008 e até agora o governador Silval Barbosa (PMDB) não sancionou o projeto, que pode ser vetado.

   Outra votação que causou bastante alvoroço ocorreu no apagar das luzes e elevou em 61% o salários dos deputados estaduais, num efeito cascata devido ao reajusta aprovado por deputados federais e senadores. Além de aumentarem seus subsídios para de R$ 13,5 mil para R$ 20 mil, os parlamentares elevaram os salários do governador Silval Barbosa (PMDB), do seu vice Chico Daltro (PP), e todos os secretários de Estado para R$ 15 mil. Em 2010, os deputados analisaram 1.158 proposições, sendo que 502 de resolução, 2.644 de lei, 230 leis complementares e 579 requerimentos.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 16:00

Maggi deixa Paiaguás; Silval assume em meio à turbulência

Patrícia Sanches

   O ano de 2010 marcou o fim da gestão republicana de Blairo Maggi e o início da era Silval Barbosa (PMDB). Após ficar quase 8 anos à frente do Paiaguás e deixar o cargo com um alto índice de aprovação, o republicano resolveu trilhar novos caminhos e, ao obter 1.073.039 votos, se consagrou como o senador mais votado da história do Estado. Com estilo mais técnico que político, Maggi fez história e conquistou os mato-grossenses, principalmente, devido ao alto investimento na pavimentação e recuperação de estradas e construção de casas.

   Em 31 de março, ele deixou o comando do Estado numa solenidade acompanhada ao vivo por milhares de mato-grossenses. A cerimônia foi marcada pela emoção e tanto Maggi quanto Silval não esconderam as lágrimas. O ex-prefeito de Matupá entrou para a história como o 11° a ocupar a cadeira de governador e terceiro vice a assumir a condição de chefe do Executivo para conclusão do mandato nos últimos 30 anos, desde o processo de divisão territorial, que se efetivou em 1979 com o surgimento do vizinho Mato Grosso do Sul. Meses mais tarde, em 3 outubro, foi reeleito ainda no primeiro turno e vai comandar Mato Grosso pelos próximos 4 anos.


Blairo Maggi deixa o comando do Palácio Paiaguás em 31 de março e passa a missão a Silval Barbosa

   Em meio à transição dos governos “estourou” o escândalo do maquinário, apontado como o mais grave dos governos Maggi e Silval. Em fevereiro deste ano Maggi entregou 705 máquinas referentes ao programa “Mato Grosso 100% Equipado”. Com financiamento do BNDES e sem emendas parlamentares, o governo comprou por R$ 241 milhões 705 máquinas do tipo pá-carregadeira, escavadeira hidráulica e motoniveladora, caminhões basculante e cavalo-mecânico.

   Dias depois começou a ser ventilada a possível existência de irregularidades e, após a conclusão de uma auditoria encomendada pelo republicano, pouco antes de deixar o Paiaguás, foi revelada a existência de um superfaturamento de R$ 44 milhões. Em meio às investigações caíram dois secretários: o de Administração, Geraldo De Vitto, e o de Infraestrutura, Vilceu Marchetti. Ambos vieram a ser denunciados com mais empresários pelo Ministério Público na esfera criminal e a promotora Ana Cristina Bardusco analisa toda a documentação e perícias para propor as ações criminais cabíveis.

   Deflagrada em 5 de maio, a Operação Jurupari também causou problemas à gestão Silval. Ocorre que entre os presos estavam o seu chefe de gabinete Silvio Corrêa, o ex-secretário de Meio Ambiente Luiz Henrique Daldegan e o ex-adjunto de Desenvolvimento Florestal da pasta de Desenvolvimento Rural Afrânio Migliari. Todos foram apontados como membros de uma quadrilha que praticava crimes ambientais no Estado. Diante da situação delicada, Silval teve de exonerar os servidores envolvidos. Além deles, figuras como a esposa do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PP), Janete Riva, e o ex-deputado federal e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Ubiratan Tom Spinelli, também foram presos.

   Após o maquinário, a Jurupari e conseguir a reeleição, Silval passou a costurar o seu secretariado. A missão era complexa tendo em vista o grande arco de alianças que se formou ao redor dele. Até mesmo o DEM, que foi oposição durante o pleito, apoiando a candidatura de Wilson Santos (PSDB), conseguiu ficar com uma cadeira. O escolhido foi o deputado José Domingos Fraga, que assume a pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, beneficiando o 1° suplente Gilmar Fabris que, mesmo sem mandato, vai legislar.

   Durante todas as articulações o maior debate ocorreu entre os líderes do PP que acabaram por indicar o deputado federal Eliene Lima à pasta de Ciência e Tecnologia. A confusão interna ocorreu porque o vice de Silval, Chico Daltro, “bateu duro” para ficar com a vaga. A estratégia do PP, entretanto, era beneficiar o máximo de suplentes possível, por isso, além de Eliene, foi indicado à Saúde o também deputado federal Pedro Henry. Com a saída deles, ganharam a chance de assumir uma cadeira na Câmara Federal Roberto Dorner e Neri Geller.

   A surpresa final do secretariado de Silval ocorreu no final da tarde desta quarta (29), quando o defensor-geral Djalma Sabo Mendes foi anunciado como secretário Extraordinário de Governo. Ele passa a integrar o staff de Silval, após tentar, sem êxito,  a reeleição ao cargo. Por fim, foi derrotado por André Prieto. A escolha dele pôs fim ao emaranhado de articulações para a formação do novo staff de Silval. O PR que possui a maior bancada na Câmara Federal com 2 deputados, 1 senador, além de 6 deputados estaduais, conseguiu indicar seis secretários. Já o PMDB de Silval ficou com uma cota de 4 pastas, enquanto o PP de Chico Daltro, indicou 3 nomes. O PT e o DEM emplacaram Rosa Neide na Educação e Domingos Fraga na de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, respectivamente.

RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 15:00

MT perde Fragelli e Bento Porto

Patrícia Sanches

Ex-governador José Fragelli e ex-deputado federal Bento Porto  Neste ano Mato Grosso lamentou a perda de duas figuras políticas históricas. O primeiro foi o ex-governador José Manuel Fontanilas Fragelli. Ele faleceu aos 95 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, em 30 de abril, na cidade de Aquidauana, Mato Grosso do Sul.

  Fragelli comandou o Estado, foi deputado estadual, federal, chegando ao ápice político como presidente do Senado. Na época, ele deu posse interinamente ao vice-presidente José Sarney, devido à doença de Tancredo Neves, como presidente da Nova República. Em 1973, numa homenagem ao ex-governador, o estádio Verdão, em Cuiabá, recebeu o seu nome. Neste ano, a arena esportiva foi implodida para a construção de um novo palco esportivo, que sediará alguns jogos da Copa de 2014.

   Além de Fragelli, faleceu neste ano o ex-deputado federal Bento Porto em decorrência de um câncer de próstata. Nascido em Poxoréu, o ex-parlamentar morreu em 19 de setembro aos 68 anos. Durante a sua trajetória política, Porto foi secretário de Planejamento e de Saúde nas gestões dos governadores Garcia Neto e José Fragelli, respectivamente. Já como deputado federal, ele foi considerado um dos mais engajados de Mato Grosso, tendo apresentado projetos como a implantação de um Fundo Nacional para o Primeiro Emprego.

RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 14:00

Suplente, Pinheiro assume vaga e é eleito o presidente da Câmara

Patrícia Sanches

Júlio Pinheiro    De suplente a presidente da Câmara de Cuiabá. Esta foi à trajetória relâmpago, em 2010, do petebista Júlio Pinheiro, que viu a sua vida mudar completamente da noite para o dia. Em princípio, Pinheiro vinha legislando devido a um rodízio com o colega de partido Clovito Hugueney. Ele se efetivou no início de agosto, quando Ivan Evangelista (PPS) foi cassado por compra de votos, praticada em 2008.

   Na época, o socialista era candidato a Assembleia Legislativa e era o principal articulador da candidatura de Adevair Cabral (PDT) a presidência da Mesa Diretora. Sem Evangelista, o pedetista perdeu força na costura de apoios e Pinheiro ganhou o espaço que precisava. Ele iniciou uma verdadeira corrida contra o tempo para cooptar o número de vereadores necessários para vitória e o que se viu foi uma sequência de fatos polêmicos.

   Os parlamentares brigaram entre si, o presidente da Casa Deucimar Silva (PP) chegou a afirmar que existiria um vídeo mostrando a compra de apoio político, mas, por fim, os ânimos se acalmaram e em 1° de setembro Pinheiro se sagrou o novo presidente da Casa ao obter 13 dos 19 votos.

   Desde então, Pinheiro e Deucimar travam uma briga interna e silenciosa. O progressista, que encerra seu mandato de 2 anos à frente da Casa em 31 de dezembro, reforça que conseguiu recuperar a imagem da Câmara, reformou o prédio e que as contas estão em dia. Já Pinheiro prefere a política da boa vizinhança e promete fazer uma gestão conciliadora. O progressista responde administrativamente pela Casa até sexta (31), mas desde o último dia 23, deixou seu gabinete.

   Além de protagonizar muitas brigas, os parlamentares aprovaram projetos polêmicos como o.que obriga todos os sites, jornais e similares a exigir a identificação dos leitores que fazem comentários nas matérias, sob pena de serem multados em 500 UFIRs caso desrespeitem a lei municipal. Também trocaram nome de ruas, de praças, além da instituição do dia da reciclagem, o dia do moto-táxi, semana de bandas e fanfarras. O que mais causou alvoroço foi o que altera o nome da Avenida XV de Novembro. Conforme relatório da CCJ, o Legislativo recebeu 314 projetos, dos quais 26 ainda não foram à votação.

  Por outro lado, os vereadores levantaram um importante debate na Capital depois que o vereador Toninho de Souza (PDT) denunciou a existência de uma suposta máfia da seca. Após muita polêmica, o prefeito Chico Galindo (PTB) se comprometeu a sanar as irregularidades e os vereadores desistiram da instauração de uma CPI para investigar o caso. Além de Toninho, comandaram as investigações o tucano Antônio Fernandes e Chico 2000 (PR).

  O ano de 2010 definitivamente foi dos suplentes na Câmara de Cuiabá. Além de Pinheiro, que se efetivou na vaga, conseguiram sentir o “gostinho” de legislar o empresário José Maria Barbosa, o Juca do Guaraná (PP). Ele foi empossado em 16 de julho e permaneceu na Casa até setembro, conbindo licença médica do vereador Leve Levi (PP). Já o tucano Roosivelt Coelho conseguiu provocar uma cena inusitada. Ele está no parlamento desde o início de 2009, quando Edivá Alves (PSDB) assumiu o comando da pasta de Trânsito e Transporte Urbano.

  Ocorre que neste ano ele resolveu se licenciar por 121 dias para ajudar o ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB) na corrida ao Paiaguás. Como o afastamento dele foi para tratar de problemas particulares, Deucimar não convocou o segundo suplente Tiago Nunes (PSDB) e a Câmara ficou com 18 vereadores por um bom tempo. Roosivelt só conseguiu voltar mais cedo porque Edivá teve de retornar a Casa para ajudar Pinheiro a se eleger.

  Assim, ele reassumiu o posto em 14 de setembro. O último suplente a conseguir uma vaga no Legislativo foi o próprio Tiago. O sobrinho da deputada estadual Chica Nunes (DEM) conseguiu estrear em outubro depois que o vereador Paulo Borges (PSDB) assumiu o comando da secretaria municipal de Infraestrutura.

RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 13:00

Cassado, Riva é o deputado mais votado; Henry dá volta por cima

Patrícia Sanches

José Riva (PP)    No ano em que o cacique do PP José Riva foi o deputado estadual mais votado de Mato Grosso para a próxima legislatura, ele também enfrentou uma série de embates jurídicos e chegou a ter o mandato cassado. O ex-presidente da Assembleia Legislativa foi punido pelo TRE devido a suposto crime eleitoral cometido em 2006, mas conseguiu dar a volta por cima obtendo 93.594 votos nas eleições deste ano, superando o seu próprio recorde na eleição passada.

   Além dos embates com a Justiça eleitoral, Riva também “bateu de frente” com o juiz federal Juiler Sebastião, que mandou prender a esposa do progressista, Janete Riva, além de seu genro Carlos Antônio Azóia e seu assessor Adilson Figueiredo. Todos eram acusados de integrar uma quadrilha que cometia crimes ambientais. Recentemente conseguiram HC definitivo e o desbloqueio de seus bens. Eliene Lima (PP) também teve o mandato cassado no final deste ano, mas devido à burocracia conseguiu se manter na vaga até o final e como foi reeleito, poderá continuar no Legislativo federal, apesar de ser o mais cotado para asssumir novo secretário estadual de Ciência e Tecnologia na gestão Silval Barbosa..

   Outro parlamentar que viveu um ano difícil devido a problemas com a Justiça foi o deputado federal reeleito Pedro Henry. Ele chegou a ser enquadrado como “ficha suja” tendo a sua candidatura indeferida pelo TRE, devido a uma cassação por suposta compra de votos praticada em 2006, mas conseguiu reverter a situação adversa há poucas horas da diplomação. O processo de compra de votos no bairro Pedra 90, em Cuiabá, também envolvia a deputada estadual Chica Nunes, que apesar de ter sido inocentada, não conseguiu assegurar uma vaga na Assembleia.

   Henry, por sua vez, teve os seus mais de 80 mil votos descongelados, alterando a lista de eleitos no pleito deste ano. O ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), acabou perdendo o “trono”, se tornando o primeiro suplente da coligação “Jonas Pinheiro”, que elegeu apenas o ex-governador Júlio Campos na Câmara Federal.

   O deputado estadual Gilmar Fabris (DEM) não se reelegeu. Fabris atribui o fracasso, principalmente, ao fato do TRE também ter indeferido o seu registro por ser “ficha suja”. Ele também havia sido cassado por suposta compra de votos em 2006, mas foi inocentado recentemente. Com a decisão, os seus votos também foram descongelados, mas não foram o suficiente para ele ser eleito. Ficou como primeiro suplente.

   A reviravolta na vida política de Ivan Evangelista (PPS) foi ainda maior. Em meio a sua campanha de deputado estadual, ele teve o mandato de vereador cassado. Tentou voltar ao Legislativo cuiabano, mas não conseguiu. Desde então, Júlio Pinheiro (PTB) se efetivou na vaga e até foi eleito presidente da Câmara da Capital.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 12:00

Silval ignora pressão de ministro e escolhe Prieto; Ferra é reeleito

Patrícia Sanches

 

André Prieto   A escolha do novo defensor-geral de Mato Grosso foi marcada por muito lobby político e pressões, mas o governador Silval Barbosa (PMDB) decidiu respeitar a vontade da maioria dos defensores, nomeando André Prieto para o posto. Assim, o peemedebista colocou fim à era Djalma Sabo Mendes, que ficou à frente da Defensoria por dois anos.

   Djalma é primo do ministro do STF Gilmar Mendes, que nos bastidores “bateu duro” para que ele fosse reconduzido ao posto. Prieto, por sua vez, teve como principais padrinhos o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PP) e o deputado estadual Sérgio Ricardo (PR).

   Em meio a “queda-de-braço”, o governador decidiu não ceder às pressões de Mendes e nomeou Prieto ao cargo. Ocorre que Silval havia garantido que respeitaria a vontade da classe e não utilizaria da prerrogativa de escolher qualquer um dos indicados na lista tríplice.

   O ex-corregedor da Defensoria teve 84 votos na eleição junto à classe, enquanto que Djalma obteve 77. O novo defensor-geral terá à disposição em 2011 um orçamento de R$ 56,5 milhões. Além de Djalma e Prieto, Edson Wescheter também fez parte da lista tríplice.

   Enquanto a disputa pelo comando da Defensoria foi bastante acirrada, no Ministério Público já era dada como certa a recondução de Marcelo Ferra ao posto de procurador-geral de Justiça. A lista era composta por apenas 2 nomes: Ferra, que obteve 141 votos na eleição, e Roberto Turin, que recebeu o apoio de 65 membros do MP. Como o procurador-geral de Justiça conquistou a confiança do ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR) e agora de Silval, foi mantido no posto e continuará à frente do órgão, que tem como principal missão fiscalizar os atos irregulares nas gestões públicas.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 11:00

Wilson deixa cargo para disputar Paiaguás; Galindo vira prefeito

Patrícia Sanches

   A renúncia do tucano Wilson Santos (PSDB) à Prefeitura de Cuiabá, que disputou, sem êxito, ao Paiaguás, provocou uma verdadeira reviravolta no Palácio Alencastro. O então vice Chico Galindo (PTB) resolveu implementar um novo modelo de gestão que tem dado o que falar. Em abril deste ano, Wilson resolveu deixar o comando da Capital para disputar o Governo, mas acabou sendo derrotado pelo governador Silval Barbosa (PMDB). Hoje se dedica à vida pessoal e também trabalha como uma espécie de consultor político.

   Wilson deixou a prefeitura sob forte desgaste e logo nos primeiros meses de seu mandato Chico enfrentou a "crise do lixo". A Qualix, responsável pela coleta, resolveu fazer uma operação “tartaruga” e a população padeceu com toneladas de lixo esparramadas pelas ruas da Capital. Diante da situação delicada, Galindo resolveu rescindir o contrato com a empresa e em 16 de julho anunciou a contratação, em caráter emergencial, da carioca Delta.

Wilson Santos (PSDB)   Houve uma sensível melhora, mas o setor ainda é alvo de muitas críticas. Os trabalhos da empresa são fiscalizados pela secretaria municipal de Infraestrutura, que hoje é comandada pelo vereador licendiado Paulo Borges. Antes, a pasta estava sob o ex-prefeito de Poconé Euclides Santos, que deixou a Infraestrutura sob forte desgaste devido à suposta existência de muitas ingerências.

   Durante os últimos meses, ele também tentou retomar as obras do PAC, paralisadas desde agosto do ano passado, mas um fim para a novela envolvendo as antigas empreiteiras, que executavam as obras, parece estar longe do fim. Estão previstos investimentos de R$ 238 milhões e até agora apenas a ETA Tijucal foi concluída, ainda durante a gestão de Wilson.

Chico Galindo   Após enfrentar o caos do lixo, Galindo resolveu comprar outra briga e atualizou os valores da planta genérica. A ideia dele é ampliar a arrecadação do município, para que novas obras possam ser realizadas. A medida nada popular provocou a ira da CDL e de outras entidades, que iniciaram a coleta de assinaturas para derrubar o decreto de Galindo. Diante da pressão após uma lista com 9 mil nomes, o prefeito resolveu dar um desconto de 30% no novo valor do imposto.

   Além de aumentar o dinheiro no caixa do Palácio Alencastro, o petebista resolveu remodelar o modelo de gestão. Entre as mudanças está a criação da pasta de Turismo, de Gestão, de Fazenda e a fusão do Planejamento com a Finanças. Em meio aos “ajustes” no modelo de gestão, Galindo também teve que se preocupar com outro “abacaxi”: o sequestro de R$ 10 milhões referentes a um espólio de Clorinda Vieira dos Santos, de uma desapropriação de terrenos onde hoje existe o bairro Coophamil, que colocou em risco até o pagamento da folha e do 13º dos servidores. Por fim, o petebista deixou de pagar os credores e tenta equilibrar as finanças da gestão.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2010 - 10:00

Clima azeda entre Murilo e Tião

Patrícia Sanches

  

  O ano de 2010 definitivamente não vai deixar saudades para o prefeito de Várzea Grande Murilo Domingos (PR), que foi alvo de uma verdadeira avalanche de denúncias, uma crise interna com o seu vice Tião da Zaeli e forte desgaste de sua gestão junto à população. O republicano está num "inferno astral" que parece não ter fim.

   Neste ano, ele enfrentou uma briga sem fim com Tião, que cobrava sistematicamente o cumprimento de um acordo, em que Murilo renunciaria para ele pudesse assumir o comando do Paço Couto Magalhães. Murilo ignorou o combinado e foi declarada a guerra entre os dois. Tião, inclusive, chegou a ameçar renunciar ao posto, mas, após mobilização de lideranças do PR, a crise foi amenizada.

Murilo Domingos (PR)   Num anúncio de que pretendia levantar a “bandeira branca”, Murilo até criou a supersecretaria de Infraestrutura para seu vice. Além disso, a esposa dele Miriam Aparecida Hazama Gonçalves assumiu a pasta de Promoção Social. Agora, Tião volta a dar sinais de que pretende romper com Murilo. Ele já pensa em 2012, quando pretende disputar o comando da segunda maior cidade do Estado, e não quer carregar o desgaste do prefeito consigo.

   Além da crise com o vice, em 2010 Murilo foi alvo de denúncias feitas pelo ex-procurador Antônio Carlos Kersting Roque e pelo ex-secretário de Governo da cidade, Garcez Toledo Pizza. Os dois ingressaram com vários pedidos junto à Câmara para que Murilo fosse investigado, mas não obtiveram êxito. Os parlamentares preferiram “blindar” o gestor.

   Paralelo a isso, Murilo é investigado em várias ações interpostas pelo Ministério Público por supostos atos de improbidade administrativa. Neste ano, ele foi condenado em primeira instância pelo juiz Gonçalo Antunes de Barros, que chegou a determinar a saída dele e a perda dos direitos políticos de Murilo. Depois recorreu ao Tribunal de Justiça e, por isso, ainda continua no cargo. O republicano também teve as contas reprovadas pelo TCE e deve aproveitar suas férias até 10 de janeiro para repensar o seu modelo de gestão e tentar ter um 2011 mais leve. Enquanto isso, a prefeitura está sob Tião.

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