Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:28 h

RUMO ÀS URNAS | 31/03/2010 - 19:15

Maggi e Taques polarizam ao Senado; PT vive clima de racha

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Blairo Maggi (PR), que deixou o Paiaguás, e Pedro Taques (PDT), que saiu do MPF, estão definidos como candidatos ao Senado, enquanto os petistas Serys Marly e Abicalil são incógnitas, assim como os tucanos Soares e Antero

   As pré-candidaturas ao Senado de Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT) passaram a polarizar o debate sobre assento às duas cadeiras que vão estar em jogo no pleito de 3 de outubro para representação de Mato Grosso no Congresso Nacional. Os petistas Carlos Abicalil e Serys Marly, que travam disputa interna pela vaga, assim como os tucanos Luiz Soares e Antero Paes de Barros, nem se mostram mais tão animados pelo projeto majoritário.

   Embora não admita publicamente, Abicalil comentou para assessores mais próximos que poderá até abrir mão do Senado. Sabe que o páreo será duro e deve concorrer à reeleição. Como a senadora Serys insiste pela recandidatura, mesmo patinando nas pesquisas de intenção de voto, a tendência é que o bloco de Abicalil, que comanda o petismo no Estado, passe agora a incentivá-la.

   No tucanato, a situação é similar. Luiz Soares, que ensaiou pré-candidatura, argumenta agora que seu nome foi vetado pela cúpula, tudo para sair da disputa. Derrotado duas vezes seguidas para governador, ambas para Maggi, Antero, por sua vez, não quer concorrer de novo ao Senado. Tenta convencer a direção do partido para se candidatar a deputado estadual. Enquanto tucanos e petistas batem-cabeça sobre quem lançar para o Senado, Maggi e Taques polarizam a discussão.

   Pedro Taques demonstrou audácia e despreendimento ao pedir exoneração do cargo vitalício de procurador da República para buscar o Senado. Maggi fez igual ao renunciar ao mandato de governador na esperança de se eleger a uma das duas vagas no Congresso Nacional. Na bolsa de aposta, os comentários são de que ambos reúnem chances reais de êxito nas urnas. A dois meses das convenções, o quadro sobre candidaturas majoritárias começa a se afunilar, com sinais de brigas acirradas tanto para senador quanto para governador.

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Descontração | 31/03/2010 - 17:43

João Donato canta Bananeira

Lislaine dos Anjos

   João Donato é um instrumentista, arranjador, cantor e compositor brasileiro. Nascido em uma família de músicos, ele ganhou o primeiro acordeão ainda na infância. Com ele compôs sua primeira música, a valsa "Nini", aos oito anos. O cantor se profissionalizou aos 15 anos, quando provou ter mais intimidade com a música do que com os estudos regulares, que abandonou para se dedicar integralmente à carreira artística. Após esse episódio, o compositor passou a se dedicar ao violão.

   Foi na zona norte carioca que Donato construiu amizades importantes. O cantor passou a frequentar o círculo musical de alguns dos principais nomes do movimento bossanovista, como João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Johnny Alf. Porém, ao contrário dos amigos, era considerado um músico excêntrico, pois tocava apenas para si e não para os outros artistas que tentavam acompanhá-lo.

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Clique no play e confira o sucesso de João Donato

SOLENIDADE | 31/03/2010 - 16:23

Jornalistas sofrem para cobrir coletiva de Maggi em evento

Patrícia Sanches

   O evento de posse do governador Silval Barbosa (PMDB) foi marcado por muita emoção, festa, brilho, mas também teve suor derramado, empurra-empurra, desorganização e transtornos. Em meio a um evento tão grande e histórico, jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas sofreram para conseguir acompanhar as solenidades, principalmente as que ocorreram no Centro de Eventos Pantanal. Bastava conversar com os colegas da imprensa para saber que o descontentamento era geral.

  O ápice dos “solavancos” ocorreu na coletiva com o ex-governador Blairo Maggi (PR). Num espaço pequeno, cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas se acotovelavam em busca da melhor imagem e das declarações do republicano. Era praticamente impossível não levar um empurrão em meio à confusão que acabou armada. Mesmo diante do transtorno, o ex-chefe do Paiaguás foi atencioso e respondeu a todas as perguntas dos profissionais com tranquilidade. Era um alento diante da situação no mínimo incômoda.

Blairo Maggi   No meu caso, a fim de não atrapalhar os demais colegas, tive literalmente que ajoelhar em determinados momentos para poder ouvir Maggi, afinal o lugar era pequeno demais para tantos profissionais. Foram minutos de intenso cansaço e estresse que podiam ser vislumbrados nos olhos de todos os jornalistas presentes. Após uma maratona de perguntas e respostas, muito suor, enfim foi encerrada a coletiva com Maggi. Veio Silval e a situação não melhorou muito, mas foi mais calma porque o novo governador já havia feito uma pequena coletiva na Assembleia, após o ato que o oficializou como chefe do Paiaguás.

   Depois de toda essa confusão, todos entraram para a solenidade de posse dos novos secretários estaduais e a calma voltou a reinar. Uma chuva de papéis picados caiu sobre Maggi e Silval, que discursaram emocionados para milhares de pessoas. Tanta emoção superou os incidentes e garantiram o sucesso do evento.

SOLENIDADE | 31/03/2010 - 15:02

Posse atrai 3 mil; 60 rádios e 22 TVs transmitem as 2 solenidades

Romilson Dourado

    As duas solenidades desta quarta que marcaram a despedida de Blairo Maggi do comando do Estado e a posse de Silval Barbosa como governador, tanto na Assembleia quanto no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, foi bastante concorrida. Reuniu cerca de 3 mil pessoas. Sem ônus para o Estado, a secretaria de Comunicação disponibilizou o sinal, via satélite, o que permitiu, através da TV Assembleia, transmissão ao vivo dos dois eventos por 60 emissoras de rádio e 22 de TVs.

   Todos os 24 deputados se fizeram presentes na sessão solene na Assembleia. Os oito federais também compareceram. Entre outras autoridades estavam o secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo, senadores, prefeitos e ex-prefeitos. Muitos enfrentaram fila e se acotovelavam para chegar no ex-governador e no novo chefe do Executivo para registro de fotografia.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 31/03/2010 - 13:22

Silval vira chefe do Executivo e promete não falar sobre política

Adriana Nascimento

   O novo governador Silval Barbosa não conseguiu assinar o termo de posse, situação exigida pela Constituição, mas que não ficou pronto. Sobrou ao peemedebista apenas a ata de posse, assinada às 9h18. Desde então, Silval é oficialmente o novo chefe do Executivo mato-grossense. Seu discurso foi marcado pela emoção e, segundo ele, saiu do “coração” já que o que havia preparado para a ocasião não teria a mesma naturalidade para descrever a importância de poder fazer o Estado  crescer. Na ocasião agradeceu a Deus e à família por estar vivendo este momento e pediu aos deputados estaduais que continuem apoiando seu governo assim como fizeram com Blairo Maggi (PR).

   Após a solenidade de passagem da faixa de governo, o peemedebista apresentou o secretariado, que já havia sido divulgado com antecedência pelo RDNews - veja aqui. Nesta quinta, 1º de abril, já está marcada a primeira reunião com o novo staff. Silval afirmou ainda que pretende dar continuidade às ações executadas por Maggi nos últimos 7 anos de governo e que sua marca será o crescimento com a sustentabilidade em todas as áreas.

   Num discurso curto, que durou 18 minutos, o peemedebista mandou recado aos mato-grossenses dizendo que, quanto ao futuro, “podem ficar tranquilos”. Ele se comprometeu a dedicar todo seu tempo para dar continuidade ao bom legado deixado. Sua marca, segundo o governador, será sempre a lisura, a transparência e a eficácia traduzidas numa gestão moderna.

   "A política de governo continua a mesma com projetos estabelecidos para Mato Grosso, principalmente nas áreas de habitação e infraestrutura com os recursos do Fethab e da Fifa que fará repasses para a execução de obras para a Copa do Mundo de 2014. Mas tudo depende do aumento de receita", salientou. Silval reconheceu que a saúde será um grande desafio. No entanto se comprometeu a fazer investimentos permanentes para minimizar o problema da estruturação do setor.

    Pré-candidato ao Palácio Paiaguás em 2010, Silval garantiu que não vai falar de campanha política em momentos em que estiver como atuando como governador. Sua campanha será feita, conforme ele, aos finais de semana e à noite. 

 

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SOLENIDADE | 31/03/2010 - 12:53

Maggi agradece Poderes e diz não ter mágoa; confira discurso

Romilson Dourado

   A exemplo de Silval Barbosa, que assumiu o comando do Estado nesta quarta, Blairo Maggi também se emocionou no discurso de despedida e reservou a maior parte do tempo para os agradecimentos. Falou para centenas de pessoas na solenidade de transmissão do cargo no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

   Para cada Poder e seus órgãos vinculados, Maggi fez comentários e lembrou dos incentivos políticos recebidos para entrar na vida pública. Quanto à Assembleia, se mostrou agradecido e citou o nome do presidente José Riva por algumas vezes em tom de agradecimento. Disse que o Legislativo foi parceiro e que o seu governo soube reconhecer o trabalho dos deputados. Sobre o Judiciário, comentou que houve avanço, tanto que em 2003, quando assumiu o comando do Estado, existiam 30 comarcas e hoje são mais de 60. Destacou que a visão do governo é de que o social se faz não apenas com doação de cestas básicas, mas com oportunidades às pessoas de acesso à Justiça para buscar resolução dos problemas.

   Maggi enfatizou que teve boa parceria com o Ministério Público, para quem atua com independência e dentro das responsabilidades de cada um. Na avaliação do ex-governador, a Defensoria Pública avançou, principalmente quanto ao orçamento, saindo de R$ 2 milhões para R$ 50 milhões nos últimos sete anos. "Quando eu assumi, a Defensoria Pública praticamente não existia e hoje está presente em todas as comarcas. O defensor é o representante do Estado e, às vezes, age contra o próprio Estado na defesa da sociedade. A Defensoria recebeu o pulso necessário".

   Considera que o Tribunal de Contas se modernizou e tem buscado orientar os gestores a terem maior controle dos gastos públicos. Lembrou que o TCE constituiu o Ministerio Público de Contas, com abertura de concurso público. Maggi considera que tomou decisão correta quando reuniu, no começo do mandato, representantes dos Poderes e estabeleceu critérios fixos para repasse dos duodécimos e, a partir daí, cada um se organizou para trabalhar dentro de seus limites orçamentários. "Conseguimos a harmonia porque conversamos". O ex-governador fez agradecimentos aos ex-prefeitos e atuais prefeitos, para quem foram parceiros do Paiaguás.

   Destacou que não guarda mágoa e nem rancor de ninguém e que, agora fora do governo, já programou curtir a Páscoa com familiares e os amigos com mais calma. Pré-candidato a senador, Maggi já marcou o primeiro encontro. Será neste final de semana na região do lago de Manso, em Cuiabá.

 

Veja trecho do discurso de despedida de Maggi

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SOLENIDADE | 31/03/2010 - 09:48

Na AL, Silval chora e conclama confiança geral; veja discurso

Romilson Dourado

   Em seu discurso na sessão solene da Assembleia, marcando a transmissão de posse como governador, Silval Barbosa ficou no campo dos agradecimentos, prometeu empenho e dedicação para fazer uma boa gestão e, ao dizer que estava emocionado e que o coração falava mais alto, não conseguiu segurar as lágrimas. Nos agradecimentos não esqueceu de ninguém.

   No começo do seu discurso de improviso, o peemedebista prometeu competência administrativa e pediu confiança aqueles que eventualmente tenham demonstrado dúvida quanto ao novo governo. Destacou que Blairo Maggi foi um governador parceiro, tanto que o permitiu assumir o comando do Palácio Paiaguás por 9 vezes, e que "conhece a fundo" os problemas do Estado. Discorreu sobre sua vida e trajetória. Lembrou que é oriundo do Paraná e que está em Mato Grosso há 30 anos e que foi um dos colonizadores do Nortão. Ex-prefeito de Matupá, Silval fez agradecimentos a Maggi, de quem foi eleito vice no pleito de 2006, aos deputados e aos Poderes constituídos. Disse que são Poderes independentes, mas que precisam ter convivência harmônica.

   Silval pediu apoio de todos. Mencionou a bancada federal, composta de 8 deputados e 3 senadores, a Assembleia e seus 24 parlamentares, o Tribunal de Contas, o Ministério Público, o Judiciário e agradeceu os secretários de Estado. Destacou o papel da imprensa e dos segmentos organizados no acompanhamento e fiscalização da gestão pública. Disse também contar com apoio do seu partido, o PMDB, que vai ajudá-lo a fazer um mandato sem erros. "Vamos trabalhar com eficiência dentro de uma gestão moderna".

   Por fim, o novo governador observou que demorou uma semana para escrever o discurso a ser lido na solenidade de posse no Centro de Eventos do Pantanal e que nem sabia se iria lê-lo porque o coração expõe uma emoção maior e mais forte. Nesse momento, Silval vê descer lágrimas nos olhos. Foi bastante aplaudido.

 

Clique no play e confira discurso de Silval na Assembleia

 

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ESTADO | 31/03/2010 - 09:15

Autoridades se "acotovelam" para acompanhar posse de Silval

Flávia Borges


Novo governador Silval Barbosa promete utilizar cada minuto de sua vida para dar continuidade às ações de Maggi
Foto: Jupirany Devillart

  O presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), deu início à cerimônia de posse de Silval Barbosa (PMDB) como novo governador do Estado, sob os olhares atentos de centenas de pessoas. Compõem a Mesa, além dos deputados, o presidente regional do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra, o secretário-executivo do Ministério das Cidades Rodrigo Figueiredo, a senadora Serys Marly (PT), o presidente da Câmara de Cuiabá  Deucimar Silva, os presidentes do TCE, Valter Albano, do TRE desembargador Evandro Stábile, do TRT, desembargador Osmair Couto, do TJ, desembargador José Silvério Gomes, o procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra, o defensor público-geral Djalma Sabo Mendes, o prefeito de Cuiabá Wilson Santos e o presidente da AMM,  Pedro Ferreira. Blairo Maggi não estava presente.

   Autoridades e políticos mato-grossenses se "acotovelam" no plenário da Assembleia Legislativa para participar da solenidade. Ônibus vindos do interior do Estado com lideranças e eleitores não param de chegar à AL. Silval foi recebido sob aplausos. Músicos da Polícia Militar tocaram o Hino Nacional para mais de 300 pessoas.

   Silval entregou ao primeiro-secretário Sérgio Ricardo seu diploma e a declaração de bens, conforme determina a Constituição Estadual e o Regimento Interno da Assembleia. A declaração de bens será encaminhada ao TCE, para fins de registro. Sérgio Ricardo atestou a regularidade da documentação e, assim, Silval foi empossado no cargo.

   "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição da República e do Estado, observar as leis, promover o bem geral e desempenhar com zelo e lealdade as funções de governador do Estado". Com esta frase, Silval é oficialmente o novo governador de Mato Grosso.

(9h40) - Riva aproveita para alfinetar Alexandre Cesar e lembra do ZSEE

   Ao dar posse a Silval, Riva aproveitou para lembrar que todos os deputados estaduais estão preocupados em trazer melhorias ao Estado. "Este é o caso do projeto do Zoneamento Sócio-Econômico e Ecológico (ZSEE).  Mesmo aqueles que são contraditórios, como o deputado Alexandre Cesar, estão empenhados em realizar um bom papel e melhorar a qualidade de vida dos mato-grossenses", disse o presidente.

(9h46) - Silval fala pela primeira vez como governador do Estado

   As primeiras palavras do novo governador Silval Barbosa foram de agradecimento. Ele agradeceu a Deus e a todas as autoridades presentes. O peemedebista aproveitou para lembrar que recebeu muito incentivo e ajuda dos servidores da Assembleia e deputados, quando fazia parte da Casa. Ele foi presidente do Legislativo antes de ser vice-governador. Foi também prefeito de Matupá por dois mandatos.

   Em meio a lágrimas, Silval agradeceu a família e disse que este é um momento ímpar em sua vida. "Com certeza muitos de vocês estão preocupados pelo fato de eu ser filho de agricultores, ter vindo do Paraná ainda jovem. Quando o governador Blairo Maggi me deu a oportunidade de aprender, eu mergulhei de cabeça. Prometo que vou dedicar cada minuto da minha vida para dar continuidade às ações de Maggi. Preparei um discurso para ler lá no Centro de Eventos do Pantanal, mas agora, quero dizer que não há nada melhor do que agir e falar com o coração", disse Silval, em meio a aplausos.

   Ele aproveitou também para parabenizar Maggi por todas as suas ações. "Não quero desmerecer nenhum ex-governador, como Júlio Campos, Moisés Feltrin e tantos outros. Mas o fato é que Maggi fez muito por Mato Grosso", disse o peemedebista.

   Ele concluiu seu discurso de posse pedindo para que todos as pessoas presentes à cerimônia na Assembleia possam ir ao Centro de Eventos do Pantanal, aonde acontece a solenidade de transmissão de cargo.

(10h32) - Autoridades se encaminham para o Centro de Eventos

   A maioria dos presentes na cerimônia de posse de Silval na Assembleia Legislativa já estão seguindo rumo ao Centro de Eventos do Pantanal, local em que será realizada a solenidade de transmissão de cargo. Blairo Maggi já está no local com a faixa que será repassada ao peemedebista e, em clima de tranquilidade, aguarda a chegada do novo chefe do Executivo.

(10h40) - Silval recebe a faixa das mãos de Blairo Maggi

   Silval é oficialmente o 4º vice-governador de Mato Grosso a tomar posse como titular desde a divisão do Estado, em 1979. Maggi lhe entregou a faixa de governador e ambos acompanham agora o desfile da Guarda de Honra do Estado. 

(10h47)Maggi e Silval seguem para interior do Centro de Eventos para dar posse aos secretários de Estado

   O ex-governador Blairo Maggi e o atual Silval Barbosa se preparam para dar posse ao novo secretariado. Conforme adiantou o RDNews, alguns membros do staff do republicano continuam compondo a lista.

(11h11) - Maggi e Silval concedem entrevista à imprensa e novo staff aguarda posse

   O republicano, que vai tentar o Senado nas eleições deste ano, e Silval, que ganhou de "presente" um ano no comando do Estado e que vai tentar se reeleger neste pleito, concedem uma entrevista coletiva à imprensa. Maggi faz espécie de balanço de sua gestão e o peemedebista fala das metas que deve cumprir em seu mandato.

   Diógenes Curado (Justiça e Segurança Pública), Eder Moraes (Casa Civil), Antonio Roberto Monteiro de Moraes (Casa Militar), Arnaldo de Souza (Planejamento), Edmilson dos Santos (Fazenda), José Botelho (Auditoria-Geral), Kamil Fares (Saúde), Jilson Francisco (Desenvolvimento Rural), Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia), Roseli Barbosa (Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social), Vanice Marques (Desenvolvimento do Turismo) Vilceu Marchetti (Infraestrutura), Rosa Neide (Educação), Geraldo de Vitto (Administração), Osmar de Carvalho (Comunicação Social), Dorgival Veras de Carvalho (Procurador-Geral do Estado), Alexander Maia (Meio Ambiente), Laércio de Arruda (Esporte e Lazer), Oscemário Daltro (Cultura), Ilma Grisoste (Ciência e Tecnologia), Reinaldo Loft (Projetos Estratégicos), Flávia Nogueira (Apoio às Políticas Educacionais) e Vicente Falcão (Políticas Ambientais e Fundiárias) serão empossados em instantes.

(11h26) - Centro de Eventos não comporta número de pessoas presentes

   O local escolhido para a transmissão de cargo entre Maggi e Silval e a cerimônia de posse do novo secretariado, o Centro de Eventos do Pantanal, não comportou todas as pessoas que foram ao local para participar da solenidade. Muitos curiosos ficaram para fora e se contentam em assistir a cerimônia por meio de um telão.

(11h45) - Novo secretariado é empossado e lista divulgada com antecedência pelo RDNews é confirmada

   Os secretários que vão compor o staff de Silval Barbosa foram escolhidos a dedo e a lista com os nomes, conforme adiantou o RDNews - veja aqui, só foi fechada definitivamente nesta semana.

(11h52) - Maggi faz seu primeiro discurso como ex-governador de Mato Grosso

   Maggi agradeceu o apoio recebido nestes últimos 7 anos, período em que comandou o Estado, e lembrou o início de sua gestão, em 2002, quando foi eleito pela primeira vez para ocupar um cargo eletivo. "Agradeço a todos os meus companheiros na pessoa do meu companheiro Pedro Henry, que é porta-voz para levar os agradecimentos a todos os companheiros que estiveram conosco em 2002. Quero agradecer também a todos os eleitores e aos servidores públicos". O republicano afirmou ainda que investiu muito na área social. "Fazer o social não é dar cestas básicas à sociedade", disse ele.   

(12h07) - Maggi chora e agradece família e amigos

   Maggi chorou ao agradecer sua família que, segundo ele, sempre esteve ao seu lado, especialmente sua esposa Terezinha Maggi. "Ela é muito mais política do que eu. Acorda e dorme pensando em política", brincou.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 31/03/2010 - 08:28

Wilson diz em carta-renúncia que foi a decisão mais difícil da vida

Romilson Dourado

   Em carta-renúncia encaminhada ao presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva, o tucano Wilson Santos escreve que a decisão de deixar o mandato de prefeito da Capital foi a mais difícil de sua vida. "(...) a renúncia ora comunicada causou-me sentimento de grande pesar e, sem dúvida alguma, foi a decisão mais difícil por mim tomada na vida, dado a minha grande identificação e amor por Cuiabá (...)". Comenta que, onde estiver, continuará "sempre lutando a favor do progesso e do desenvolvimento da Capital".

    Wilson deixa o Alencastro para concorrer à cadeira em outro Palácio, o Paiaguás. Sonha em ser governador. Vai enfrentar uma campanha dura. Tem como principais adversários o peemedebista Silval Barbosa, que toma posse como governador nesta quarta, e o empresário Mauro Mendes (PSB). Com seu estilo populista, o tucano assumiu o cargo de prefeito em janeiro de 2005. Foram cinco anos e dois meses de administração. Antes, exerceu os mandatos de vereador, de deputado estadual e federal. Militou no PDT, PMDB e hoje está no PSDB.


  Confira no link abaixo a íntegra da carta-renúncia do prefeito Wilson Santos

Wilson_renuncia.jpg
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PALÁCIO ALENCASTRO | 31/03/2010 - 08:00

14 anos depois da derrota em SP, Galindo assume Prefeitura de Cuiabá

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

   Catorze anos depois de disputar e perder a Prefeitura de Presidente Prudente (SP), o empresário Chico Galindo sai da cadeira de vice e assume outra prefeitura, a de Cuiabá. Sua posse acontece nesta quarta (31) à noite, com a vacância da vaga devido à renúncia de Wilson Santos (PSDB), pré-candidato a governador. O petebista tem a missão árdua de ajustar a máquina que ainda continua inchada. São mais de 10 mil servidores, cuja folha consome R$ 274 milhões por ano, já dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal de gastar 54% das receitas com pessoal.

     Sob Wilson, a maior prefeitura do Estado previa arrecadar em 2008, por exemplo, R$ 974,3 milhões e fechou o ano com R$ 820,7 milhões. De receitas próprias foram somente R$ 187 milhões. Acuado pelos órgãos de fiscalização, o tucano teve de tomar algumas medidas para equilibrar receitas e despesas. Acabou cancelando até R$ 40,2 milhões, sendo R$ 30,9 milhões de restos a pagar, empurrando despesas para o exercício seguinte.

   Chico Galindo promete uma gestão austera. Ele terá dois anos e sete meses de administração. Quer concluir projetos e obras tocadas até agora aos trancos pelo aliado tucano. Em princípio, quer promover poucas mudanças para não contrariar Wilson. Após as eleições de 3 de outubro, deseja impor a sua marca. Galindo começou a trajetória política no extinto PFL (hoje DEM). Pelo partido que em Mato Grosso é dominado pelos irmãos e ex-governadores Júlio e Jayme Campos, concorreu, em 1996, à Prefeitura de Presidente Prudente e perdeu por apena 4.316 votos de diferença. Seu único adversário foi Mauro Bragato (PSDB), que conquistou a cadeira com 49.853 votos. Antes, de 93 a 94, Galindo presidiu a Prudenco, companhia que cuida dos serviços de saneamento de Presidente Prudente. Acabou enfrentando problemas jurídicos. O Ministério Público o denunciou por suposto atos de improbidade motivado por contratação de servidores sem concurso e por quebra de contrato da empresa responsável em manter a limpeza pública no município. Dos 13 processos, três estão pendentes.

     Em 2006, Galindo se elegeu deputado estadual com 11.329 votos, pelo PTB. No pleito de 2008, integrou a chapa vitoriosa à reeleição do tucano Wilson Santos. Atuou como secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão e, agora, passa a comandar o Palácio Alencastro num Estado onde reconstruiu sua trajetória empresarial e política.

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VÁRZEA GRANDE | 30/03/2010 - 22:39

Maggi admite impasse; Zaeli desconversa sobre acordo

Simone Alves

   O governador Blairo Maggi (PR) reconheceu nesta terça (30) o impasse entre o prefeito Murilo Domingos (PR) e o vice Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli (PR). “Precisam definir quem de fato é o prefeito. Várzea Grande não pode sofrer. Eles têm que entrar num consenso”, disse o republicano, no ato de homologação para a construção da nova Arena Multiuso, que ocorreu no próprio estádio governador José Fragelli, o Verdão. Maggi admitiu que não tem conversado muito com o prefeito republicano. Demonstrou falta de ciência sobre as últimas negociações entre o gestor e o empresário.

   Ao chegar ao evento, Zaeli foi logo abordado pelo vereador por Cuiabá, Francisco Vuolo (PR), que disse apoiá-lo numa possível candidatura a deputado federal. “Zaeli sabe que tem meu apoio”, disse o parlamentar. Outra possibilidade é lançar o vice à Assembleia Legislativa. Desconversando sobre qualquer opção, o vice-prefeito respondeu que "é uma situação a se pensar".

   Embora convites para que busque cadeira de parlamentar tenha surgido, o empresário vislumbra mesmo o comando do Paço Couto Magalhães. Ele esperava assumir de vez o Executivo municipal com a eventual saída de Murilo para disputar cargo de deputado federal. O prefeito decidiu ficar na prefeitura. Zaeli teve então que se contentar com a promessa de receber apoio para se candidatar a prefeito em 2012.

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Palácio Paiaguás | 30/03/2010 - 19:52

Silval é o 3º vice pós-divisão a assumir cadeira de governador

Romilson Dourado


Silval Barbosa, que toma posse em solenidade nesta quarta, é mais um vice que vira governador por 8 meses
Foto: Josinei Moreira

   Silval Barbosa, que completa 50 anos de idade no próximo dia 26, é o 11º a ocupar a cadeira de governador e o terceiro vice que assume a condição de chefe do Executivo para conclusão do mandato nos últimos 30 anos, desde o processo de divisão territorial, que se efetivou em 1979 com o surgimento do vizinho Mato Grosso do Sul. Nestas três décadas, Mato Grosso esteve sob Frederico Campos (79/83), que foi nomeado, e os eleitos Júlio Campos (83/86), Carlos Bezerra (87/90) e Jayme Campos (91/94) e ainda os eleitos e depois reeleitos Dante de Oliveira (1995/2002) e Blairo Maggi (2003/2010). Nesta quarta, Silval toma posse como governador. Terá oito meses de mandato e sonha em continuar no cargo, já que disputará a reeleição. É o segundo peemedebista a conduzir um Estado que hoje possui cerca de 3 milhões de habitantes distribuídos em 141 municípios. O primeiro foi Bezerra.

   Dos anos 80 para cá, somente Jayme concluiu o mandato integralmente. Três vice foram privilegiados com a posse de governador devido à renúncia dos titulares para pleitear outros cargos eletivos. Wilmar Peres de Farias (já falecido), por exemplo, concluiu o mandato de Júlio. Edison de Freitas assumiu com a missão de finalizar a gestão Bezerra, mas sofreu acidente de ultraleve e se afastou do cargo a 30 dias de conclusão do mandato. Com isso, coube ao então presidente da Assembleia, assumir a cadeira no Palácio Paiaguás. Outro vice que virou governador foi Rogério Salles, que concluiu 8 meses do mandato de Dante. Agora, Silval fará o mesmo em relação ao governo Maggi.

  Depois de ocupar por 9 vezes a cadeira de governador, Silval se efetiva como chefe do Executivo. Ele é bacharel em Direito e empresário. Começou na vida pública há 18 anos, quando se elegeu prefeito de Matupá (a 695 km ao Norte de Cuiabá), município que surgiu com a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém. Ele participou do processo de colonização de algumas cidades da região. Ainda pelo PTB, se elegeu deputado estadual em 98 e se reelegeu, em 2002, pelo PMDB, com discurso em defesa de nova divisão territorial de Mato Grosso. Exerceu os cargos de primeiro-secretário e de presidente da Assembleia. No pleito de 2006, saiu das urnas como vice-governador.

Governadores de MT antes e pós-divisão territorial
Antônio Maria Coelho (General) - 1889/1891
Frederico de Sampaio Ribeiro (Coronel) - 1891
José da Silva Rondon (vice-governador) - 1891
João de Medeiros Mallet (coronel) - 1891
Manoel José Murtinho - 1891/1898
Antônio Corrêa da Costa - 1895/1898
Antonio Cesário de Figueiredo - 1898/1899
Antonio Leite de Figueiredo - 1899
Antônio Pedro Alves de Barros - 1899/1903
Antônio Paes de Barros (coronel) - 1903/1906
Pedro Leite Osório (Vice-presidente) - 1906/1907
Generoso Ponce (Coronel) - 1907/1908
Pedro Celestino Corrêa da Costa (Vice-presidente) - 1908/1911- 1922/1924
Joaquim Costa Marques - 1911/1915
Caetano Albuquerque (General) - 1915/1917
Camilo Soares - 1917
Cipriano da Costa Ferreira - 1917/1918
Francisco de Aquino Correia (Bispo) - 1918/1922
Estevão Alves Correia (Vice-presidente) - 1924/1926
Mário Correia da Costa - 1926/1930
Aníbal de Toledo - 1930
Sebastião Leite (Major) - 1930
Antônio Mena Gonçalves - 1930/1931
Arthur Macial - 1931/1932
Leônidas Mattos - 1932/1934
César de Mesquita Serva - 1934/1935
Fenelon Müller - 1935
Newton Deschamps Cavalcanti (General) - 1935
Mário Correia da Costa - 1935/1937
Manuel Ary Pires (General) - 1937
Júlio Muller - 1937/1945
Olegário Moreira de Barros - 1945/1946
José Marcelo Moreira - 1946/1947
Arnaldo Estevão de Figueiredo - 1947/1950
Jary Gomes - 1951
Fernando Corrêa da Costa - 1951/1956- 1961/1966
João Ponce de Arruda - 1956/1961
Pedro Pedrossian - 1966/1971
José Fragelli - 1971/1975
José Garcia Neto - 1975/1978
Cássio Leite de Barros - 1978/1979
Frederico Campos - 1979/1983
Júlio Campos - 1983/1986
Wilmar Peres (Vice-governador) - 1986/1987
Carlos Bezerra - 1987/1990
Edison Freitas (Vice-governador) - 1990/1991 (afastou-se do cargo por 30 dias devido a um acidente de ultraleve)
Moisés Feltrin (presidente da Assembleia) - 1991
Jayme Campos - 1991/1995
Dante Martins de Oliveira - 1995/2002
Rogério Salles - 2002
Blairo Maggi - desde janeiro de 2003
Silval Barbosa - a partir deste 31 de março

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Descontração | 30/03/2010 - 16:32

Paulinho da Viola encanta com sambas de sucesso há 45 anos

Lislaine dos Anjos

   Com 27 álbuns de sambas e choros já lançados no país, Paulinho da Viola já conquistou milhares de fãs ao longo da carreira. Filho do violinista César Faria, do conjunto de choro Época de Ouro, foi natural para o cantor seguir no meio artístico do pai. Talentoso por natureza, Paulinho já foi parceiro de nomes ilustres do samba carioca, como Cartola, Candeia e Elton Medeiros. O artista também se destacou no meio musical como compositor e violinista, ganhando o posto de um dos mais talentosos representantes da Música Popular Brasileira.

   Ele nunca escondeu a paixão pela Escola de Samba Portela, uma das mais tradicionais e conhecidas do carnaval carioca, pela qual desfila anualmente. Algumas das canções de Paulinho que se tornaram sucesso são "Foi um rio que passou em minha vida" , "No pagode do Vavá" e "Amor à Natureza". Para os críticos, o cantor é um exemplo de maturidade e sofisticação no meio musical brasileiro.

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Clique no play e confirao sucesso de Paulinho da Viola

CUIABÁ | 30/03/2010 - 15:39

Wilson muda de ideia e agenda transmissão do cargo para 4ª

Simone Alves

Wilson Santos   O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), bate cabeça para conseguir agendar a solenidade de transmissão do cargo ao vice Chico Galindo (PTB). Agora ele resolveu que vai passar a faixa ao petebista nesta quarta (31), às 20h, na Câmara Municipal.

   O curioso é que, de tanto evitar a coincidência, a solenidade será realizada no mesmo dia em que o também pré-candidato ao governo, vice Silval Barbosa (PMDB), assume o comando do Paiaguás, em substituição a Blairo Maggi (PR), que renuncia para disputar a senatória. O evento do peemedebista está previsto para as 10h30.

   Para se ter uma ideia, o prefeito tucano mudou a data da posse por quatro vezes. Após rejeitar o dia 31, pulou para 2 de abril, Feriado de Sexta-Feira da Paixão. A escolha não contou com o aval dos vereadores. Wilson remarcou então a solenidade para o sábado (3), data-limite no prazo eleitoral para a desincompatibilização. No mesmo dia, estava prevista a inauguração da reforma e ampliação do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

   Contudo, nesta terça (30) ele repensou e deixou o cerimonial em polvorosa ao anunciar que o ato será nesta quarta mesmo. A nova agenda do prefeito tucano e do vice já foi informada à Câmara. Tão logo Wilson entregue a carta de renúncia, será realizada a solenidade de posse de Galindo, em sessão extraordinária.

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Entrevista | 30/03/2010 - 13:17

Promotor pede que governador enterre motosserra e retire ZSEE

Adriana Nascimento

   O promotor de Justiça Domingos Sávio solicitou na manhã desta terça (30), em entrevista ao programa Cidade Independente da Rádio Cidade, que o governador Blairo Maggi (PR) faça um último "ato bonito" em defesa do Meio Ambiente antes de sair do cargo. Pede que retire o projeto de Zoneamento Sócio-Econômico e Ecológico (ZSEE) da pauta da Assembleia. Ele classifica o projeto como uma fraude altamente prejudicial para a área ambiental pelo fato de não atender integralmente o que foi solicitado pela sociedade em 15 audiências públicas e beneficiar quase em sua totalidade o setor rural em detrimento da preservação ambiental. “É hora de enterrar, definitivamente, a motosserra de ouro que tentaram entregar a ele (Maggi). Seria um bom ato se retirasse o projeto e colocasse para ser votado após o período eleitoral”, argumentou.

   Sem citar nomes, ele criticou alguns deputados que promovem “abraços” ao rio Cuiabá e “jogam peixinhos” (atos feitos pelo deputado Sérgio Ricardo), mas que, quando podem mudar realmente o cenário ambiental, se esquivam de fazê-lo. “Esses que posam aqui fora como ambientalistas e que dizem se preocupar com a sustentabilidade são os que não se rebelam contra o projeto de zoneamento que não é favorável ao meio ambiente de Mato Grosso”, disparou.

   Sávio explicou que caso o governador faça “corpo mole” e não o retire da pauta mesmo sabendo que já está tudo certo para ser aprovado, o MPE vai entrar imediatamente com ações na Justiça para reverter o quadro. Além disso, o promotor acredita que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) não vai aprovar do jeito que está. “Ontem, conversei com (Alexander) Maia (chefe da casa Militar e futuro secretário estadual de Meio Ambiente) e ele foi taxativo em dizer que vão aprovar esse projeto e, se o governador vetar, será apenas para inglês ver porque sabe que o veto será derrubado. No entanto, se ele tiver responsabilidade com Mato Grosso para evitar isso, deveria retirar”, comentou.

   Para o promotor e grande parte dos que conhecem o ZSEE, o projeto proposto pelo deputado estadual Alexandre Cesar (PT) é o absolutamente adequado à realidade. “O projeto de Cesar está lá para ser analisado pelos deputados. Mas, tirando o voto dele, sei que os outros 23 devem votar no outro que está lá e que é uma fraude”, desabafou. O projeto de Alexandre, segundo ele, é o verdadeiro resultado das Audiências Púlbicas e atende ao ponto de vista da equipe técnica da Assembleia e do governo federal em consenso. O que não é o outro projeto que está para ser votado. “Só tem um ou outro que defende esta proposta atual. A coordenadoria jurídica do governo e os técnicos do governo também não aprovam porque não representam as propostas vindas da sociedade”, concluiu.

   O deputado petista afirma que o substitutivo do projeto de ZSEE “não pode prosperar por desconsiderar a importância estratégica dos recursos hídricos existentes no Estado, fundamentais para a América do Sul, a partir dos arcos das nascentes das bacias Amazônica, Platina e Araguaia-Tocantins, bem como o elevado potencial florestal e seu peso para a economia madeireira (a terceira economia do Estado), além da importância para as políticas de conservação e pagamentos de serviços ambientais”.

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Conheça aqui o projeto criticado pelo promotor Domingos Sávio

Clique no play e confira entrevista de Domingos Sávio à Rádio Cidade

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POLÊMICA | 30/03/2010 - 12:08

Confirmando racha no PPS, Ivan detona Mendes, Percival e Maggi

Patrícia Sanches

Mauro Mendes, Percival Muniz e Blairo Maggi  O presidente municipal do PPS, vereador Ivan Evangelista, classificou o comandante estadual da sigla Percival Muniz como um caititu que está traindo o partido. Ele assegura que Percival nunca deixou o palanque do governador Blairo Maggi (PR) e que a saída do empresário Mauro Mendes do PR para o PSB foi arquitetada pelo chefe do Paiaguás, Mendes e Percival. “Tudo isso não passou de uma estratégia para tirar votos de Wilson (Santos) na Baixada Cuiabana”, acusa Ivan. Assim, segundo ele, Silval Barbosa (PMDB) angaria votos no interior do Estado e Mendes disputaria com Wilson os votos da Baixada. 

  Ainda conforme Ivan, os três teriam cogitado a filiação do empresário no PPS, mas ficaram com medo de intervenção nacional de Roberto Freire, que não possui uma boa relação com Maggi desde que ele saiu do partido e foi para o PR. “Recuaram e Mauro Mendes acabou ficando no PSB, mas antes ele bateu na porta do PPS. Ele (Mendes) foi criado por Maggi e nunca deixou o palanque do governador. Mendes não passa de um jogo de Maggi”, alfineta, Ivan, que pertence a ala que defende “com unhas e dentes” uma coligação do PPS com o DEM e PSDB de Wilson.

  Argumenta que assim o PPS fortalecerá o projeto político nacional onde o PPS apoia a pré-candidatura do governador de São Paulo José Serra (PSDB) à Presidência da República. “A única forma para podermos ajudar o partido é oferecendo espaço para o Serra. Acho que não devemos apoiar Ciro Gomes e Blairo Maggi, que traíram o PPS”, argumentou Ivan. Uma decisão final deve ocorrer durante uma reunião no dia 9 de abril entre os membros da executiva nacional do PPS. “Não descarto uma intervenção da nacional não. Acho que há espaço para debates, mas Percival age como um coronel que impõe as coisas”, reclama Ivan.

  Outro lado

  O deputado Percival Muniz foi procurado para comentar as declarações de Ivan, mas está no interior e não foi localizado. A sua assessoria de imprensa, entretanto, garante que o deputado não vai entrar em um debate desqualificado, pois a maioria do partido está com o projeto Mato Grosso Muito Mais. Mauro Mendes e o governador Blairo Maggi também não foram localizados.

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RUMO ÀS URNAS | 30/03/2010 - 11:51

Serys não quer prévias e vê disputa acirrada com Taques

Patrícia Sanches

  A senadora Serys Marly acredita num entendimento com o deputado federal Carlos Abicalil, ambos do PT, para que os dois disputem a reeleição e não hajam prévias no partido. Ela conta que os diretórios municipais de Cuiabá, Várzea Grande e de Rondonópolis já encaminharam documentos pedindo que as prévias não sejam realizadas em 18 de abril e que Serys e Abicalil consigam chegar a um denominador comum. “Devemos nos reunir nos próximos dias para discutir o assunto. Entendo que a melhor definição seria eu ir ao Senado e Abicalil à Câmara Federal”, pontua a petista que tem “batido duro” nos bastidores para assegurar a chance de disputar a reeleição.

  A parlamentar e o presidente estadual do PT entraram em “rota de colisão” depois que ele decidiu pleitear a vaga de pré-candidato ao Senado. Por enquanto os dois se mostram irredutíveis e a realização de prévias parece quase inevitável. “O problema é que os militantes sentem dificuldades em escolher entre duas lideranças fortes e preferem o consenso”, pondera Serys.

  Serys, que está no Congresso há quase oito anos, entende que a disputa pelas duas vagas no Senado neste ano será extremamente complexa e difícil. Analisa que é não pode prever o que vai acontecer, principalmente depois que o ex-procurador da República Pedro Taques decidiu se lançar pré-candidato a uma das vagas. “Será bastante disputado. Tudo é possível”, declarou. A petista classifica como “interessante” a entrada de Taques na disputa, pois segundo ela, ele é uma referência no Estado, uma pessoa com história construída, que dará maior peso à disputa. Além de Taques, Serys e Abicalil, se posicionam cogitados para entrar na disputa ao Senado o governador Blairo Maggi (PR) e o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB).

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JUDICIÁRIO | 30/03/2010 - 08:13

Sob escândalos, Pleno do TJ terá renovação de 33% só em 6 meses

Andréa Haddad

 Fernando Ordakowski

Desembargador José Silvério, presidente do Tribunal de Justiça, que tem vacâncias de cadeiras jamais registradas

   Os escândalos que abalaram recentemente o Judiciário mato-grossense, aliados aos pedidos de aposentaria voluntária, proporcionam uma renovação jamais vista no Tribunal de Justiça, hoje sob o desembargador José Silvério Gomes. Para se ter uma ideia, das 30 cadeiras do Pleno, sete estão em aberto, o equivalente a 23%. O percentual de renovação deve chegar a 33% até o meio do ano, com as aposentadorias de Leônidas Duarte Monteiro, que completa 70 anos em 2 de junho, Jurandir Florêncio de Castilho, em 29 de junho, e Antônio Bittar Filho, que chega à idade da compulsória em 17 de julho.

   Com isso, apenas no primeiro semestre de 2010, terão ocorrido mudanças na titularidade de 10 cadeiras. A expectativa é de que este número aumente com os desdobramentos do processo em tramitação no STJ que apura suposta venda de sentenças no TJ. Apesar das atuais sete vagas em aberto, o presidente José Silvério não pode realizar novas eleições até que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgue o pedido de suspensão da posse como desembargador do juiz Fernando Miranda Rocha. A apreciação deve ocorrer em 30 dias. Eleito para ocupar a cadeira de Díocles de Figueiredo, aposentado em setembro do ano passado, Fernando não pôde assumir por responder a processo disciplinar na Corregedoria do próprio TJ.

   Depois disso, em 24 de fevereiro, o CNJ “penalizou” com a aposentadoria três desembargadores e sete juízes por suposto desvio de R$ 1,4 milhão do TJ. Foram afastados e "punidos" com aposentadoria os desembargadores José Ferreira Leite, Mariano Travassos e José Tadeu Cury. No último dia 9, foi a vez do desembargador José Jurandir de Lima ter o mesmo destino. Ele foi acusado de empregar dois filhos no gabinete, entre 2007 e 2009. Eles, segundo a denúncia, não cumpriam expediente. Além das “punições” do Conselho, que abriram três vagas no TJ, os desembargadores Paulo Lessa e Donato Fortunato Ojeda solicitaram aposentadoria voluntária.

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