Quinta, 09 de Fevereiro de 2012, 06:28 h

RESGATE HISTÓRICO | 30/04/2010 - 22:00

Em 72, Fragelli recebe em Cuiabá a visita do ministro Cavalcanti

Lislaine dos Anjos


José Manuel Fontanilas Fragelli, que faleceu nesta sexta (30), gravou seu nome na política nacional com uma extensa carreira política. De deputado estadual (1947-1950 e 1950-1954) a presidente da República interino (28 a 30 de setembro de 1986), Fragelli conquistou o carinho dos mato-grossenses e o respeito de seus colegas políticos. A imagem acima é de meados de 1972, quando Fragelli (à direita) ocupava o cargo de governador de Mato Grosso (70-74). A foto retrata a espera de Fragelli pelo então ministro do Interior, José Costa Cavalcanti (69-74), durante o governo de Emílio Garrastazu Médici. Acompanhado de Bento Porto (ao centro), então diretor do Departamento de Planejamento e que veio a ser deputado federal, e do ex-prefeito de Cáceres, coronel Luiz Ambrósio (à esq.), Fragelli foi o responsável pela construção do Verdão, em Cuiabá. O estádio ganhou seu nome em 73, mas a obra foi concluída somente em 76, já na administração José Garcia Neto (já falecido).

FESTIVAL DE PESCA | 30/04/2010 - 21:44

Zé Ramalho é a grande atração do 8º dia do FIP deste sábado

Lislaine dos Anjos

Zé Ramalho   O 30º Festival Internacional de Pesca (FIP) está movimentando Cáceres e prova que a edição deste ano foi feita para agradar a "gregos e troianos". Neste sábado (1º de maio), o show de Zé Ramalho deve "sacudir" as margens do rio Paraguai. O cantor de renome na MPB é uma das atrações mais esperadas desta edição, que reuniu cinco apresentações nacionais. No domingo, o último dia do evento vai ser marcado pelo show do grupo de pagode Raça Negra, marcando a volta da banda aos palcos. O prefeito Túlio Fontes (DEM) acredita que até este sábado cerca de 150 mil turistas terão passado pela praça central.

   Nesta quinta (29), o público que compareceu ao show da banda de forró Calcinha Preta foi considerado o maior de todas as edições do FIP. Coincidentemente, os mais de 50 mil "forrozeiros" puderam apreciar o show e comemorar, da melhor maneira possível, o Dia Mundial da Dança. Já nesta sexta (30), a animação fica por conta do Skank, banda nacional de pop rock, que vem ocupando as "paradas" das rádios desde a década de 90.

   O FIP deste ano custou R$ 900 mil, entre recursos dos governos federal e municipal, além da iniciativa privada. Somente em emendas parlamentares, foram investidos cerca de R$ 500 mil, com contribuição dos deputados Carlos Abicalil (PT), Homero Pereira (PR) e Valtenir Pereira (PSB). Já o patrocínio do evento ficou "nas mãos" da rede privada, com o apoio da Rede/Cemat, Petrobrás, Unimed, Crystal, do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

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INFRAESTRUTURA | 30/04/2010 - 19:50

Ex-secretário chora e vai para campanha de Maggi; veja vídeo

Simone Alves e Andréa Haddad

Vilceu Marchetti  Foto: Josinei Moreira   O anúncio do pedido de exoneração do secretário estadual de Infraestrutura, Vilceu Marchetti (PR), foi marcado por emoção e, até mesmo, lágrimas. “Tenho convicção de que faço e fiz o melhor em quase cinco anos de atuação no governo”, disse, sem conter o choro. Em coletiva nesta sexta (30), ele antecipou que vai trabalhar nas campanhas de Blairo Maggi, ao Senado, e Silval Barbosa à reeleição ao Palácio Paiaguás. “Entrego o cargo. A partir de segunda (3) já não estarei mais na pasta. Vou para a campanha com Maggi e Silval”.

   O fato de Marchetti atuar na campanha eleitoral demonstra que o governo está respaldando ele e os demais secretários envolvidos no processo de licitação de maquinários distribuídos aos municípios. O secretário de Administração, Geraldo De Vitto, também é citado no escândalo que ganhou repercussão nacional. Marchetti fez questão de defender sua equipe de assessores e adjuntos. “Tenho certeza que minha equipe trabalhou em perfeita conformidade na compra destas máquinas”, disse, ao evitar apontar culpados.

   Ao comentar o superfaturamento de R$ 26 milhões na compra de caminhões e máquinas para o programa “MT 100% Equipado”, ele reconheceu que o Estado foi onerado pelos empresários, mas ponderou que a culpa não foi dos gestores públicos. “O Estado foi onerado por não receber propostas vantajosas das empresas”, sustentou. Indagado sobre os culpados pelo sobrepreço, Marchetti disse que cabe à Justiça apontá-los.

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"O Estado foi onerado por não receber
propostas vantajosas das empresas"
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Vilceu Marchetti   Foto: Josinei Moreira   Segundo o secretário, apenas o Ministério Público pode dizer se houve ou não pagamento de propina. “Não tenho essa informação. Se houve, esse dinheiro não caiu na minha conta, nem conta da minha mãe, nem dos meus filhos”, defendeu-se. Ele também descarta a possibilidade de sobrepreço nas aquisições. “Eu não vejo sobrepreço. Todo o processo foi feito naturalmente, dentro do pregão presencial, com um termo de referência (relatório com preços de caminhões no mercado repassados pelas empresas).

   Um dos responsáveis pelo processo licitatório de R$ 241 milhões para a compra das máquinas, Marchetti revelou que o cronograma do governo previa a liberação do pagamento pelo BNDES, via Banco do Brasil, em 180 dias. Ele não soube explicar o fato da instituição financeira disponibilizar o recurso antes do prazo previsto. “Não sei o porquê desse pagamento diferenciado, talvez seja pela credibilidade do governo”, ponderou.

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"Se houve propina, o dinheiro não caiu na
minha conta, nem na conta dos meus filhos"

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    O demissionário também não soube explicar porque não se atentou à diferença de preços entre o cobrado pelas concessionárias e o negociado com as empresas. “O processo ocorreu normalmente. O pregão está ai para ser assistido por quem quiser. Faço um apelo para que as pessoas acompanhem as licitações”, declarou.

   Briga com empresários

Vilceu Marchetti  Foto: Josinei Moreira   Segundo Marchetti, das nove empresas vencedoras do pregão, cinco já concordaram em devolver o valor sobreposto. Outras quatro não devolveram”. Diante da negativa das empresas, Marchetti entregou à Procuradoria-Geral do Estado um relatório com as informações de quem colaborou ou não com o Estado.

   O empresário Pérsio Briante, proprietário da Extra Caminhões e do jornal semanário Circuito Mato Grosso, é um dos que não aceitaram devolver o dinheiro. Conforme Marchetti, primeiramente Pérsio se recusou a receber o ofício em que o governo solicitava o recurso referente ao superfaturamento. Diante disso, ele e o secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, procuraram o empresário. “Assim como procuramos as demais empresas para pedir o dinheiro”, admitiu.

 

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Clique no play e confira a entrevista de Marchetti à TVCA

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 30/04/2010 - 19:23

Vilceu cai, Geraldo está na "corda bamba" e Eder é mantido no governo

Romilson Dourado

Ex-secretário Vilceu Marchetti    O governador Silval Barbosa decidiu, após ouvir seu conselho político, que vai manter Eder de Moraes na Casa Civil, mesmo fragilizado politicamente. Ele tenta convencer agora Geraldo de Vitto, da Administração, a seguir o rumo de Vilceu Marchetti, que anunciou seu desligamento da pasta da Infraestrutura. O Palácio Paiaguás passou o dia avaliando estratégias para superar o desgaste e o estrago causado pelo escândalo das máquinas superfaturadas no final do governo Blairo Maggi. Com recursos financiados pelo BNDES, o Estado adquiriu 705 equipamentos ao custo de R$ 241 milhões. As máquinas foram repassadas aos municípios. Com menos de um mês depois, estoura a denúncia de que houve superfaturamento em mais de R$ 25 milhões.

   Como as pastas de Infraestrutura, Fazenda e Administração foram responsáveis por todo trâmite licitatório, a "bomba" estourou para o lado de Vilceu, Geraldo de Vitto e Eder, que, com a posse de Silval como governador, foi remanejado para a Casa Civil. Na avaliação de Silval, Eder deve continuar no primeiro escalão porque só pagou a conta e não seria responsável pelo processo licitatório. Sendo assim, mesmo sob desgaste, o secretário continuará atuando como um dos principais interlocutores do peemedebista, que buscará a reeleição.

   A situação se agravou mais para o lado de Vilceu que, não aguentou a pressão, e pediu exoneração. Trêmulo, o ex-prefeito de Primavera do Leste derramou lágrimas dos olhos, durante entrevista coletiva nesta sexta, quando comunicou seu afastamento do staff. Ele pertencia ao DEM (ex-PFL) e migrou para o PR para se aproximar do então governador Blairo Maggi e, assim, se manter no cargo. Com a saída de Maggi, Vilceu se articulou nos bastidores e, mesmo sob contrariedade de Silval, foi confirmado no primeiro escalão. Para os assessores mais próximos do governador, Vilceu sai tarde demais e, agora, com muitas explicações para dar ao Ministério Público, à Justiça e à sociedade.

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EXCLUSIVO | 30/04/2010 - 17:42

Após escândalo, Marchetti deixa governo para evitar desgastes

Andréa Haddad e Simone Alves

Vilceu Marchetti    O secretário de Infraestrutura, Vilceu Marchetti (PR), anunciou nesta sexta (30) a exoneração do cargo devido ao escândalo do superfaturamento superior a R$ 26 milhões na compra de caminhões e máquinas do programa “Mato Grosso 100% Equipado”. O republicano confirmou a saída do staff do governador Silval Barbosa (PMDB), em coletiva na sala de reuniões da secretaria de Infraestrutura (Sinfra). O nome mais cotado para substitui-lo é o de Nilton de Brito, assessor do Dnit, em Brasília, e funcionário de carreira da Sinfra.

   Marchetti disse que comunicou a decisão a Silval, por telefone, minutos antes de fazer o anúncio. Ele ressaltou que pretendia deixar o cargo em 31 de março, junto com o ex-governador Blairo Maggi (PR), mas optou por continuar no posto para ter certeza que a investigação do superfaturamento seria levada adiante. Marchetti decidiu deixar o primeiro escalão para se preservar e evitar questionamentos de falta de transparência na investigação instaurada pela Delegacia Fazendária.  Ele também disse temer desgastes à imagem de Silval, pré-candidato à reeleição.

    A notícia do superfaturamento caiu como uma “bomba” no Palácio Paiaguás, pois pode comprometer os projetos políticos de Maggi e Silval. Diante disso, membros da cúpula do PR passaram a pressionar Marchetti a deixar o governo. O processo licitatório de R$ 241 milhões foi realizado pela Sinfra e secretaria estadual de Administração, comandada por Geraldo De Vitto. A expectativa é que o próprio De Vitto também seja obrigado a “abandonar o barco”.

   Ao todo, foram comprados mediante processo licitatório 408 caminhões e quase 300 máquinas para recuperação e manutenção de estradas. O dinheiro foi obtido por meio de um empréstimo contraído com o BNDES. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, os empresários já devolveram R$ 6 milhões aos cofres públicos. Ele reforça que o próprio Maggi, à época em que ainda governava, solicitou à Auditoria-Geral do Estado a apuração dos indícios de sobrepreço. Após tomar posse, Silval prosseguiu o trabalho de investigação. 

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EXCLUSIVO | 30/04/2010 - 16:52

Marchetti vai pedir exoneração; Nilton deve assumir secretaria

Andréa Haddad

Vilceu Marchetti   Considerado um dos pivôs do escândalo do superfaturamento de R$ 26 milhões na compra de máquinas e caminhões pelo governo do Estado, o secretário estadual Vilceu Marchetti (PR) deve pedir exoneração nesta sexta (30), em coletiva às 17h, na sala de reuniões da pasta. O nome mais cotado para substitui-lo é Nilton de Brito, assessor do Dnit, em Brasília, e funcionário de carreira da Sinfra.

   Marchetti vai deixar o comando da Infraestrutura por pressão da executiva do PR, que teme desgaste na imagem do ex-governador Blairo Maggi (PR), pré-candidato à reeleição. As máquinas foram compradas durante a gestão do republicano. Também há temor de que o escândalo comprometa o projeto de reeleição de Silval Barbosa (PMDB) ao Palácio Paiaguás.

   Nilton de Brito já recebeu convites para assumir a Sinfra. A pedido de Maggi, porém, Marchetti foi mantido no cargo após a posse de Silval. Agora o peemedebista tenta superar o episódio com a exoneração dos secretários diretamente envolvidos na compra.

   A expectativa é que o governador também pressione Geraldo De Vitto a deixar a secretaria de Administração (SAD). Coube ele e a Marchetti conduzir o processo licitatório para a aquisição de R$ 241 milhões em máquinas do tipo pá-carregadeira, escavadeira hidráulica e motoniveladora e caminhões basculante e cavalo-mecânico. Ao todo, 705 equipamentos foram comprados, mediante financiamento do BNDES, e distribuídos as 141 prefeituras do Estado.

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MIRASSOL D´OESTE | 30/04/2010 - 12:00

Assaltantes invadem casa de promotor e aterrorizam família

Marcia Matos

   Cinco homens fortemente armados invadiram na noite desta quinta (29) a residência do promotor de Justiça Milton Pereira, em Mirassol D´Oeste (a 300 km de Cuiabá). De acordo com o delegado Mario Rezende, foram levados dois veículos, sendo um Cross Fox e uma caminhonete Toyota Hilux, além de pertences da família, que estava na casa durante o assalto. O promotor, sua esposa e filha foram amarrados e amordaçados pelos assaltantes, durante a ação.

   Ele teria conseguido se soltar e acionar a polícia local. As polícias Civil e Militar já atuam na busca dos assaltantes desde a noite desta quinta. As autoridades também acionaram o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) para ajudar nas buscas. O principal desafio dos oficiais é a proximidade com a fronteira da Bolívia, o que facilita a fuga dos criminosos. 

   O assalto chocou a cidade, que tem aproximadamente 25 mil habitantes. A PM de Mirassol declarou que o crime aparentemente não tem ligação com o fato da vítima ser promotor de Justiça da cidade. Para o delegado, o principal interesse dos assaltantes era os veículos, já que na região é comum o roubo de carros que são atravessados para a Bolívia.
 

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Artigo | 30/04/2010 - 11:23

Ironia do destino com Fragelli

Humberto Frederico

Humberto Frederico   Mato Grosso amanheceu de luto nesta sexta-feira (30). Recebemos a notícia de falecimento do ex-governador José Fragelli, por causas naturais, em sua casa, na cidade de Aquidauana. E que ironia... Fragelli faleceu na mesma semana em que o estádio que leva o seu nome e é carinhosamente chamado de Verdão começou a ser demolido.

   Há algumas semanas, o doutor Gabriel Novis Neves trouxe a público uma conversa que teve com a esposa de Fragelli, dona Lourdes, em que ela mostrava toda a sua indignação e a do próprio ex-governador com a demolição do estádio.

   Políticos como Fragelli não surgem mais. Ele era um visionário. Na época da construção do Verdão ele foi muito criticado pelo dinheiro empregado no projeto. Hoje, todos reconhecem que foi com o estádio que aquela região começou a crescer. Outra obra importante do ex-governador foi o Centro Político Administrativo (CPA). A região, que antes era repleta de chácaras, hoje é de extrema importância para o funcionamento do Estado.

   Fragelli amava Cuiabá e o nosso Estado. Apesar de ser de Corumbá, Mato Grosso do Sul, sempre repetia aos amigos mais próximos que tinha mais identificação com a nossa Capital. Tanto amor fazia com que ele sempre fosse lembrado pelos mato-grossenses.

   Com a venda de terras públicas no município de Aripuanã, todo o dinheiro foi depositado no Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat), em uma conta que só podia ser movimentada pelo governador. Fazendo as contas, Fragellli achou coerente investir Cr$ 1,2 milhões (moeda da época), para que o Verdão se tornasse uma realidade. Com o restante do dinheiro, financiou a construção de todo o complexo do Centro Político Administrativo (CPA), que hoje emprega milhares de pessoas na Capital.

   Uma pena que tudo isso foi esquecido devido à rixa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, acirrada ainda mais após a disputa para ser sub-sede da Copa do Mundo. Mesmo assim, ele nunca foi esquecido. O seu falecimento, na mesma semana em que o estádio que ele construiu começou a ser demolido, jamais será esquecido.

   Humberto Frederico é jornalista em Cuiabá

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RESGATE HISTÓRICO | 30/04/2010 - 08:15

"Aluno" de Roberto Campos, Simonsen visita Cuiabá em 1980

Lislaine dos Anjos

Ex-ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen
Considerado um dos homens mais inteligentes da sua geração, o engenheiro civil Mário Henrique Simonsen iniciou sua carreira política em 1964, colaborando com o então ministro do Planejamento, Roberto Campos. Ele alcançou o auge em 1974, quando foi convidado a assumir o Ministério da Fazenda. Na época, sua gestão foi marcada pela racionalidade econômida e contenção de gastos. A imagem acima é da década de 80. Mostra o ex-ministro assinando um documento, durante visita a Cuiabá. Quando o general João Figueiredo assumiu a Presidência da República, Simonsen decidiu mudar de pasta e foi para o Planejamento. Mesmo após deixar a vida pública, em 79, e até a sua morte, em fevereiro de 97, Simonsen era consultado frequentemente por ministros da Fazenda subsequentes. Ele faleceu de insuficiência respiratória 10 dias antes de completar 62 anos.
Foto: Eurípedes Andreatto (Nenê)/Misc

RUMO ÀS URNAS | 30/04/2010 - 07:01

"Efeito caminhões" da gestão Maggi pode "patrolar" reeleição de Silval

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Secretários Vilceu Marchetti e Eder de Moraes estão no olho do furacão por causa das denúncias de sobrepreço

   O "estouro" do escândalo do sobrepreço na aquisição milionária de máquinas pesadas e o envolvimento direto no processo licitatório dos secretários Vilceu Marchetti (Infraestrutura), Eder de Moraes (ex-Fazenda e hoje Casa Civil) e Geraldo de Vitto (Administração) podem prejudicar o projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB). Todo trâmite começou no final de 2009 e foi concluído no final do mês passado, às vésperas de Blairo Maggi renunciar ao mandato para concorrer ao Senado.

   Com financiamento do BNDES e sem emendas parlamentares, o governo comprou por R$ 241 milhões máquinas do tipo pá-carregadeira, escavadeira hidráulica e motoniveladora e caminhões basculante e cavalo-mecânico. Ao todo foram 705 equipamentos. O maquinário foi repassado às 141 prefeituras mato-grossenses.

    Agora, com a denúncia já comprovada pela Auditoria-Geral do Estado de que houve superfaturamento, o efeito que surgiu de forma muito positiva para a imagem e popularidade da gestão Maggi, começa a sofrer revés e deve provocar estragos políticos, a exemplo do que aconteceu em 2002, quando Dante de Oliveira, depois de oito anos, deixou o Palácio Paiaguás e passou a conviver com a acusação de que teria deixado rombo milionário nas contas públicas. Na época, o próprio recém-empossado Maggi classificou os passivos não contabilizados ou dívidas podres de "caixa preta". O desgaste foi tanto que acabou tendo reflexo na campanha de Dante ao Senado. Ele havia saído com a popularidade em alta e se viu frustrado com a derrota ao Congresso Nacional.

    Embora estivesse na condição de vice, Silval, empossado como governador no último dia 31, não teve envolvimento no processo licitatório "viciado" conduzido pela Infraestrutura e respaldado pela Administração, que promoveu o pregão, e pela Fazenda, que mandou pagar a conta. Mesmo assim, o peemedebista passou a ter dor de cabeça por causa do escândalo. Está agora diante do dilema sobre manter ou não os três secretários, que viraram vibraça da oposição.

    Eder de Moraes, que foi remanejado da Fazenda para a Casa Civil, é o interlocutor do governo. Tinha sido escalado pelo próprio Silval para responder as críticas e ataques dos opositores, principalmente do tucanato, que busca ganhar "pluma" com Wilson Santos na corrida ao Paiaguás. Eder se transformou, então, num trator e vinha patrolando quem provocasse os governos Maggi e Silval. Como a polêmica deve continuar na pauta de debate até que o Ministério Público e a Delegacia Fazendária venham concluir as investigações, coincidindo com o período da campanha eleitoral, Eder fica um tanto fragilizado. É por isso que Silval já foi aconselhado pelos aliados mais próximos e pela equipe de marketing a exonerar os três.

    A situação se agravou com a afirmação do empresário Pérsio Briante, dono da Extra Caminhões Ltda, que declarou ter sido procurado por Vilceu e Eder para que devolvesse R$ 800 mil que teriam sido pagos a mais pelo Estado a sua empresa na aquisição de máquinas pesadas. Segundo ele, os dois secretários disseram que a administração havia feito "mau negócio" e que seria necessário a devolução de parte do dinheiro. Uma auditoria do governo já comprovou que houve sobrepreço. Embora a gestão Maggi tivesse pago à vista, as empresas faturaram notas com juros de 1,9% ao mês. Na compra de 408 caminhões e 297 máquinas, as concessionárias acabaram recebendo indevidamente R$ 26,5 milhões. Há denúncias de que o faturamento a maior seria para divisão de propina.

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EXECUTIVO | 29/04/2010 - 20:37

Empresário diz que Vilceu e Eder pediram devolução de R$ 800 mil

Romilson Dourado

Empresário Pérsio Briante   O empresário Pérsio Briante, dono da Extra Caminhões Ltda e do jornal semanário Circuito MT, disse que foi procurado pelos secretários estaduais Vilceu Marchetti (Infraestrutura) e Éder Moraes (ex-Fazenda e hoje Casa Civil) para que devolvesse R$ 800 mil que teriam sido pagos pelo Estado a sua empresa na aquisição de máquinas pesadas a título de juros. Pérsio vendeu 95 caminhões para o governo estadual, com faturamento de R$ 23,3 milhões. No total, a gestão Blairo Maggi comprou no ano passado 408 caminhões e quase 300 máquinas pesadas. Todo maquinário foi repassado para as prefeituras no mês passado, às vésperas de Maggi renunciar ao mandato. Foram gastos R$ 241 milhões, oriundos de empréstimos junto ao BNDES.

    Eis que agora a aquisição do maquinário se transforma em escândalo por causa da descoberta de superfaturamento. Pérsio afirma que já havia recebido quase todos os R$ 23 milhões pela venda dos caminhões quando Vilceu e Éder bateram a sua porta. Eles pediram-no que devolvesse R$ 800 mil. "Disseram que o governo tinha comprado mau os caminhões e solicitaram que eu devolvesse o valor referente aos juros". O empresário discorda. Diz que não cometeu irregularidade. Nega superfaturamento. Garante que só vai devolver dinheiro ao erário se a Justiça assim determinar. "Eu não tenho condições de devolver nada e também porque não fiz nada errado", diz Pérsio, em entrevista à TV Centro América (Rede Globo), nesta quinta à noite.

    Uma auditoria realizada a pedido do governo constatou que, de fato, houve sobrepreço. Embora a administração Maggi tenha pago à vista, as empresas faturaram notas com juros de 1,9% ao mês. Aponta que as concessionárias receberam indevidamente R$ 26,5 milhões. Pérsio Briante admite que sua própria concessionária vende o mesmo caminhão por um custo menor. Hoje sai por R$ 176 mil.

    Todo o processo licitatório foi conduzido pela Infraestrutura, sob Vilceu. Coube à Administração, liderada por Geraldo de Vitto, fazer o pregão e, a Fazenda, que tinha Eder como secretário, aferir o pagamento. Pérsio afirma que "o governo não quis vender apenas para uma empresa" e chama atenção para o fato de, mesmo com a descoberta de sobrepreço, a administração ter prosseguido nos pagamentos pela compra das máquinas.

    O Estado corre risco de ser penalizado pelo BNDES, que, diante das irregularidades, pode exigir que todo financiamento seja pago de uma só vez e ainda deixar negativo o cadastro do governo mato-grossense. O governador Silval Barbosa afirma que, assim que seu antecessor Maggi recebeu denúncia de que teria havido superfaturamento, pediu apuração dos fatos pela Auditoria-Geral e pela Procuradoria-Geral do Estado.

Enquete
Você acha que o governador deveria afastar os secretários Vilceu, Eder e Vitto?
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Descontração | 29/04/2010 - 19:05

Thalma De Freitas encanta com homenagem a Noel Rosa

Lislaine dos Anjos

   Filha do pianista, compositor e maestro Laércio de Freitas, Thalma cresceu em meio a músicas de todos os tipos. Em 1992, fez sua estréia na carreira profissional como cantora e atriz no espetáculo "Noturno" da Cia. dos Menestréis, dirigido por Oswaldo Montenegro. Daí em diante, ela começou a participar de musicais e novelas. De Freitas, como ficou conhecida no meio musical, já se apresentou em duetos com o pai e como convidada de artistas renomados, como Seu Jorge e Wax Poetic.

   Em 2004, a cantora lançou o primeiro CD solo, homônimo. Nele, De Freitas faz interpretações únicas para canções clássicas como "Doce de Coco" e "Cordeiro de Nanã". Esta última chegou a integrar a trilha sonora da novela "Senhora do Destino". Em 2007, a artista participou de uma homenagem feita a Noel Rosa pela orquestra Imperial. Na apresentação do Especial Som Brasil da rede Globo, De Freitas interpretou "Não Tem Tradução".

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Clique no play e ouça o som de Thalma de Freitas

ARTICULAÇÃO | 29/04/2010 - 16:20

Ex-secretário desconversa sobre convite para ser o vice de Silval

Romilson Dourado

    A antecipação da notícia de que Chico Daltro deve ser o vice da chapa do peemedebista Silval Barbosa na disputa ao Palácio Paiaguás, no destaque do dia no blog e ilustrada com charge, levou a cúpula do PP a se reunir às pressas para debater o assunto. Ao invés de confirmar, a direção do partido, sob o próprio Daltro, preferiu negar que a composição esteja fechada. "Eu estou trabalhando a pré-candidatura a deputado federal. Não fui convidado para ser vice", reage o ex-secretário dos governos Dante de Oliveira e Blairo Maggi.

    Embora Daltro negue, alguns de seus correligionários e um secretrário de Estado confirmam que, de fato, o governador Silval o convidou para ser companheiro da chapa situacionista. A estratégia do PP é postergar ao máximo o anúncio. A legenda está fechada com o Paiaguás, mas prefere esperar o quadro majoritário se afunilar para oficializar aliança. As outras opções dos progressistas seriam apoiar o empresário Mauro Mendes (PSB) ou o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB).

    Chico Daltro se reuniu nesta quinta com os principais caciques da legenda, deputado estadual José Riva e o federal Pedro Henry. Eles unificaram o discurso para só anunciar quem apoiar a governador no próximo mês. Daltro diz que sua prioridade é nova candidatura à Câmara Federal, depois de ficar como suplente no pleito de 2006. Aposta que o PP conta com "nomes fortes" e acha que o partido vai garantir 3 das 8 cadeiras de federal e até 7 das 24 de estadual.

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INFRAESTRUTURA | 29/04/2010 - 11:57

Sob escândalo, Vilceu deve "cair"; Alexandre e Sampaio vão juntos

Romilson Dourado

Vilceu Marchetti, da Infraestrutura   O escândalo sobre compra superfaturada de 408 caminhões e quase 300 máquinas pesadas no governo Blairo Maggi, ao custo de R$ 241 milhões, deve levar o governador Silval Barbosa a exonerar todo o staff da secretaria de Infraestrutura, antes mesmo do desgaste complicar sua pré-campanha à reeleição. A tendência é que o secretário Vilceu Marchetti "caia" até a próxima semana, assim como o adjunto Alexandre Correa de Mello e o superintendente de Manutenção e Operação de Rodovias Valter Sampaio. Foi a pasta de Infraestrutura quem montou todo o processo, com discriminação de equipamentos, quantidades, marcas e valores. Coube à Administração, sob Geraldo de Vitto, promover o pregão, enquanto a Fazenda, então conduzida por Eder de Moraes, providenciar o pagamento, inclusive à vista.

    Silval já conversou com Nilton de Brito, servidor de carreira e que já exerceu várias funções dentro da Infraestrutura, para vir a substituir Vilceu. Ex-diretor de Manutenção, Brito trabalha hoje na assessoria em Brasília do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot. O Palácio Paiaguás está preocupado com o desgaste gerado pelos indícios de irregularidades do processo milionário conduzido por Vilceu e equipe. A denúncia de superfaturamento de maquinário ganhou destaque em todo país. O Jornal Nacional, da TV Globo, por exemplo, deu ênfase ao assunto no seu telejonal desta quarta (28). O Ministério Público já entrou nas investigações. Enquanto a oposição começa a propagar o escândalo como uma arma para desconstruir o governo Maggi e tentar atingir Silval, que busca a reeleição, o Paiaguás argumenta que o ex-governador já tinha acionado a Auditoria-Geral e a Procuradoria-Geral do Estado para apurar indícios de irregularidades e pedir apuração dos fatos ao MP.

     Ex-prefeito de Primavera do Leste e ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios, Vilceu se vê acuado. Busca justificativas, enquanto passou a ser visto com desconfiança tanto por Maggi, que o nomeou na época em substituição a Pagot, quanto por Silval, que o manteve por causa de um pedido pessoal do próprio ex-governador. O clima na Infraestrutura é de tensão.

   O maquinário foi adquirido pelo Estado a partir de empréstimo de quase R$ 300 milhões junto ao BNDES. Depois, os equipamentos foram entregues todas as 141 prefeituras mato-grossenses. Para o MPE, os preços foram superfaturados. O que chamou atenção no documento da licitação, por exemplo, é que quatro fornecedores cobraram o mesmo preço por cada caminhão: R$ 246.315, mas, nas concessionárias, um caminhão do mesmo modelo custa bem menos. Numa outra loja, o preço é ainda mais baixo. A própria auditoria feita pelo governo estadual constatou que a diferença de preços ultrapassa os R$ 26 milhões. A Delegacia Fazendária também abriu inquérito para investigar os indícios de crimes de fraude à licitação e peculato.

    Propina

   Há denúncias de que as empresas vencedoras da concorrência pública teriam que aumentar o valor para compensar o que gastariam com suposto pagamento de propina. Eder de Moraes, agora na Casa Civil, admitiu que o valor que o Estado pagou a mais está sendo devolvido pelas empresas. Diz já ter sido recuperado aos cofres públicos mais de R$ 6 milhões.

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CONFRONTO | 29/04/2010 - 11:13

Sob crise, Cintra assume Cultura; Mário deixa o comando do PDT

Romilson Dourado

Mário Márcio Torres, do PDT    Mesmo sob resistência de setores do PDT, o professor e suplente de vereador Sérgio Cintra assume oficialmente nesta sexta (30) a pasta da Cultura da Capital. A solenidade está prevista para as 9h, no Clube Feminino. Em entrevista ao RDNews nesta quinta, o radialista Mário Márcio Torres, que foi reconduzido à presidência da comissão provisória da Capital e já pedirá renúncia do cargo, disse que a decisão de sacramentar o nome de Cintra é do prefeito Chico Galindo (PTB).

   Segundo ele, a direção pedetista havia aprovado a indicação de Paola Reis, mas esse procedimento surgiu tarde demais, porque, numa articulação antes junto ao Palácio Alencastro, Galindo tinha aceitado Cintra como futuro secretário, em substituição a Adevair Cabral, que retorna à Câmara. Quem mais se articulou para emplacar Cintra não foram nem os pedetistas, mas sim o médico e ex-secretário de Saúde da Capital na gestão Wilson Santos, Aray da Fonseca, pré-candidato a deputado estadual pelo PTB, mesmo partido de Galindo. Aray fechou acordão com Cintra para este apoiá-lo na corrida à Assembleia e, em moeda de troca, emplacá-lo como secretário. E, assim, bateram o martelo, com aval do prefeito.

    Mário Márcio disse que o seu nome está sendo usado indevidamente por colegas pedetistas e, por isso, decidiu que nesta sexta vai protocolar junto à Justiça Eleitoral o seu afastamento da presidência do diretório municipal. Ele argumenta que não concorda com a intransigência de alguns, que querem até expulsão dos vereadores do partido e rompimento com a gestão Galindo. "Quem tem o poder da caneta é o prefeito e o partido não pode vetar companheiro do partido", enfatiza o dirigente, acerca da escolha pelo Alencastro do nome de Cintra em detrimento do de Paola. "Vou deixar a presidência do partido porque não quero me indispor com ninguém. Tem muita gente falando por mim".

    O PDT vive uma situação emblemática, principalmente quanto ao diretório da Capital. Esteve recentemente sob comando do vereador Toninho de Souza, que deixou a direção para Mário retornar ao posto. Agora, o radialista também pede para sair. Por causa de brigas internas, a legenda tem perdido quadros e representatividade. Chegou a ter duas secretarias no Alencastro, mas ficou sem Esporte e Cidadania, hoje sob o vereador licenciado Néviton Fagundes (PRTB). Só restou a Cultura.

    Com Wilson

    Mário Márcio tomou a decisão de deixar a presidência por outras razões. É que o seu candidato a governador é o ex-prefeito da Capital Wilson Santos, de quem é velho amigo, enquanto o PDT está fechado com Mauro Mendes (PSB). Argumenta que já tinha adiantado para os colegas que em junho iria pedir afastamento para fazer campanha para o tucano. Ele fez alusão à frase de efeito "Quem conhece Brizola, vota Brizola", usada na campanha presidencial de Leonel Brizola (já falecido), em 1989, para, emendar: "Eu conheço Wilson e voto Wilson".

    Para o pedetista, o tucano "é um cara de valor". "Ele (Wilson) vai superar o desgaste porque tem capacidade e nos debates vai mostrar os feitos de quando foi prefeito de Cuiabá", enfatiza Mário Márcio. Diz ainda não ter contra os demais pré-candidatos mas, por laços de amizade, vai trabalhar pela eleição de Wilson a governador. Já o seu candidato ao senador será o pedetista Pedro Taques. Adianta que apoiará também os candidatos proporcionais do partido.

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RUMO ÀS URNAS | 29/04/2010 - 10:45

Freire descarta aliança com o PT e afirma que já avisou Percival

Patrícia Sanches

  O presidente nacional do PPS, Roberte Freire, afirmou que a executiva do partido não vai admitir que a sigla sirva de palanque para a presidenciável Dilma Rousseff (PT) em nenhum Estado brasileiro. A prioridade é fortalecer a candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). "Se o PSB coligar com o PT em nível nacional, poderá utilizar o espaço de campanha de Mato Grosso, mesmo que o PPS não esteja com oo petistas. Nós não vamos dar espaço para a Dilma em nenhum canto do Brasil", enfalizou Freire. Ainda conforme o presidente, não haverá intervenção, mas a decisão tomada no encontro nacional do PPS deve ser respeitada.

  Assim, deve cair por terra o sonho do presidente estadual do PPS Percival Muniz em apoiar a candidatura de Mauro Mendes ao governo. Em um efeito "dominó", a saída do PPS do projeto Mato Grosso Muito Mais, também composto por PDT, PSB e PV, deve provocar estragos e pode inviabilizar a candidatura do empresário. Percival é tido como um dos mentores da saída de Mendes do PR para o PSB. O parlamentar é cotado, inclusive, para ser vice do empresário, mas sofre pressão por parte de militantes da sigla, que querem apoiar o nome do ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), na disputa pelo Palácio Paiaguás.

   Além de Mendes e Wilson, figura como pré-candidato o governador Silval Barbosa (PMDB), que tentará a reeleição. Entre os que defendem Wilson com "unhas e dentes" está o presidente municipal do PPS da Capital, vereador Ivan Evangelista. Ele tem sido categórico ao afirmar que a sigla deve permanecer com o tucano para fortalecer o nome de Serra no Estado. "Cada um pode até votar em quem quiser de acordo com a sua consciência, mas o partido não vai aprovar nenhuma aliança que apoie Dilma", pontuou Freire.

  Para o presidente nacional do PPS, a situação deve ficar ainda mais insustentável em Mato Grosso caso o PT componha com Mendes. Neste caso fica descartada qualquer possibilidade de apoio ao empresário. "Fica ainda mais evidente a inconsequência desta aliança. A direção não vai permitir apoio a Dilma", reforçou Freire. Perguntado se haverá nova reunião com Percival para discutir a temática, o presidente do PPS é entático. "Ele (Percival) está sabendo disso, já que é pública a decisão do partido".

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 29/04/2010 - 08:54

Deputados garantem que são contra licitação do transporte

Simone Alves

  A maioria dos deputados estaduais defendem o adiamento das licitações para implantação do novo projeto do sistema de transporte coletivo intermunicipal de passageiros e classificam que a presidente da Ager, Márcia Vandoni, está sendo precipitada. Flávio Gomes (PT) é um dos que defendem os empresários e ainda a realização de audiências públicas em diversos pólos regionais no Estado. “As empresas atuantes em Mato Grosso estão nesse mercado desde o início da implantação das linhas rodoviárias. Não tenho muito conhecimento do projeto, mas sei que ele não favorece em nada os empresários”, declarou o petista.

   Segundo ele, a Ager precisa fazer adequações no setor e não excluir as empresas. “Elas estão aqui (no Estado) desde quando não havia asfalto. São merecedoras de continuar”, sustenta. Ao mesmo tempo em que defende outra forma de contrato entre a agência de regulação e as empresas do ramo de transporte coletivo intermunicipal, Flávio reconhece que existe deficiência no atendimento aos usuários de ônibus. “Sei que entre Cuiabá e Peixoto de Azevedo a distância é de 700 quilômetros e que, as vezes, esse trajeto é feito em dois dias, quando se poderia fazer em muito menos de um”, admite.


Deputados Sérgio Ricardo, Flávio Gomes e Wagner Ramos unificam discurso em defesa dos empresários

   O primeiro-secretário da Assembleia, deputado Sérgio Ricardo (PR), prefere não dar “pano para a manga”. Emitiu sua opinião e buscou logo encerrar o assunto ao ser questionado pelo RDNews. “Entendo que o debate sobre o setor é de extrema importância, contudo é necessário se discutir melhorias no atendimento ao usuário no Estado de ponta a ponta. Defendo que as audiências públicas devem ser realizadas em 10 pólos regionais e não só em Cuiabá”, declarou.

   O deputado Wagner Ramos (PR) repetiu o argumento de Flávio e de Sérgio. Ponderou que, ao defender a realização de mais audiências, não está defendendo nenhum grupo de empresários. “A princípio sou contra fazer a licitação neste momento. É preciso ouvir a sociedade e entender quais são as reivindicações dos empresários que desbravaram o setor”, avaliou. “Eles chegaram aqui quando não tinha asfalto. Fazer a licitação agora, quando os pequenos empresários estão quebrados, é deslealdade”, acrescentou. O republicano disse ainda que os serviços estão satisfatórios. “Pelo menos na minha região, em Tangará da Serra, não tenho ouvido reclamações”, defendeu.

  Consultas públicas
  
   A Ager informou durante audiência pública, realizada nesta terça (27), que o novo sistema de transporte intermunicipal a ser implantado após a licitação, também está baseado em consultas públicas realizadas em diversos municípios da Baixada Cuiabana, como Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger, Rosário Oeste, Jangada e Acorizal. Para a agência, nestas consultas foram apontadas as principais demandas da população. Além disso, foi realizado um estudo de viabilidade para mudanças no sistema. A análise foi feita em parceria com a UFMT e o Centro de Excelência em Engenharia de Transporte (Centran), um órgão ligado ao Ministério da Defesa. Também informou que uma pesquisa de campo foi realizada nos 141 municípios mato-grossenses, em que se analisou o sobe e desce dos passageiros. O projeto básico foi elaborado em cima destes estudos.

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RUMO ÀS URNAS | 29/04/2010 - 07:28

Silval fecha com PP; Daltro será vice

Marcia Matos e Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Ex-deputado e ex-secretário de Maggi, Chico Daltro, que passou por várias siglas, compõe chapa majoritária

  O ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia Chico Daltro, que comanda o PP no Estado, deve ser o vice da chapa à sucessão estadual encabeçada pelo governador Silval Barbosa e pré-candidato à reeleição. A dobradinha PMDB-PP já está praticamente definida. O convite a Daltro partiu do próprio peemedebista. Com isso, ele atrai a legenda progressista dos deputados José Riva, Pedro Henry e Eliene Lima. Apesar disso, a direção do PP, por razões estratégicas, vai manter o discurso de que só vai definir quem apoiar no próximo mês.

    O que mais pesou na decisão do Palácio Paiaguás em atrair o PP foi o poder de articulação do presidente da Assembleia José Riva. Mesmo enfrentando embates jurídicos, devido a processos na Justiça, o que gera desgaste junto aos chamados formadores de opinião, Riva tem apoio de grande parte dos prefeitos e vereadores e até de colegas deputados. Essa base construída em torno do nome do parlamentar deve reforçar o palanque de Silval. Desde o ano passado, o PP já sinalizava para permanência no arco de alianças do qual fazem parte PMDB, PR e PT. Os progressistas, sob orientação de Riva e Henry, se distanciaram do pré-candidato a governador Mauro Mendes (PSB) por causa da decisão do ex-procurador da República Pedro Taques, pré-candidato a senador pelo PDT, se juntar ao empresário para uma dobradinha majoritária. Com Wilson Santos (PSDB), que também concorre ao Paiaguás, o PP não conseguiu avançar devido a divergências de membros da cúpula com o ex-prefeito cuiabano.

    Restou ao PP fechar aliança pró-Silval. Cabe ao próprio Daltro oficializar a aliança porque é ele quem preside a legenda. Daltro já ocupou vários cargos públicos. É daqueles que não conseguem fazer oposição. Foi deputado estadual pelo PDT e depois migrou para o PSDB. No governo Dante de Oliveira (1995/2002) atuou como secretário de Agricultura do Estado. Com a chegada de Blairo Maggi ao poder, Daltro mudou de partido e grupo político. Aderiu ao PP e se tornou secretário de Ciência e Tecnologia, após perder para deputado federal, em 2006. Até agora ele vinha mantendo projeto de concorrer à Câmara Federal de novo mas, com a nova proposta, deve fazer parte da chapa de Silval.

    O peemedebista avalia outras possibilidades dentro do PP, como o nome do ex-prefeito da Capital e ex-deputado Rodrigues Palma. Apesar disso, Silval acabou recuando porque alguns aliados pontuaram a ele que Palma não representa mais tanto peso político como no passado. No caso de Daltro, acha que este tem condições de representar na chapa a Baixada Cuiabana, uma forma de contrapor os adversários que possuem base eleitoral em Cuiabá, como Mendes e Wilson.

    Mendes, por sua vez, deve ter o deputado Percival Muniz como vice. Percival foi prefeito de dois mandatos de Rondonópolis, vereador e deputado federal constituinte. Passou por várias legendas, como PMDB, PSB e hoje comanda o PPS estadual. Em princípio, o empresário sondou o prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, também do PPS, que recusou o convite.

   Já o tucano Wilson ainda bate cabeça quanto à definição do nome para vice. Seu desejo pessoal seria que fosse a ex-primeira-dama do Estado e de Várzea Grande, Lucimar Sacri de Campos, estratégia para atrair o DEM (ex-PFL) por inteiro para a campanha por causa do senador Jayme Campos, marido de Lucimar. O ex-prefeito fez convite formal também para o ex-prefeito de Primavera do Leste Érico Piana, que pediu uma trégua para decidir pelo "sim" ou pelo "não". Também são lembrados como possíveis vice do tucanato os democratas e deputados estaduais Dilceu Dal Bosco e José Domingos, além do prefeito de Alto Garças Roland Trentini.

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