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CÂMARA DE CUIABÁ | 31/12/2012 - 17:10

Grupo de Emanuel está "confinado" e coopta até vereadores do PSB e PTB

Romilson Dourado

-- Vereador diplomado Calil Faissal, do PSB, já se junta à chapa de João Emanuel    Vereadores que vão votar em João Emanuel (PSD), com grande possibilidade de elegê-lo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, estão "confinados" numa pousada na região de Barra do Bugres, de onde só vão sair, em bloco, nesta terça, 1º de janeiro, para participar da sessão de posse e, em seguida, da eleição da Mesa Diretora. Fontes asseguram que 14 dos 25 estão "escondidos", a maioria acompanhado de familiares. Um passa a vigiar o outro para evitar o que chamam de traição.

   O presidente Júlio Pinheiro (PTB) caminha para a derrota à reeleição, mesmo com peso da caneta de quem controla o duodécimo e que ainda tem apoio do prefeito Chico Galindo (PTB) e do sucessor Mauro Mendes (PSB), que até baixou resolução para "enquadrar" os 3 parlamentares do partido.

   Mauro se articulou mal e acabou brigando internamente com o presidente regional do PSB, deputado Valtenir Pereira, que se juntou ao presidente da Assembleia, deputado José Riva, em defesa da candidatura de Emanuel. O prefeito diplomado escalou para ajudar nos bastidores da campanha de Pinheiro à reeleição à Mesa o futuro secretário de Governo, Fábio Garcia, e o empresário Mauro Carvalho. As negociações empacaram por falta de habilidade política de ambos aliado ao desgaste da imagem de Pinheiro. Nesse caso, a base governista poderia ter aproveitado o vice eleito e que decidiu renunciar ao cargo, deputado João Malheiros (PR), que poderia desempenhar bem esse papel, afinal foi vereador por 4 mandatos e presidiu a Câmara.

    Na lista dos eleitores de João Emanuel, que conta com a articulação do sogro Riva, estão Calil Faissal e Onofre Júnior, vereadores eleitos pelo próprio PSB de Mauro, que rejeitou a proposta de apoiar a candidatura de Onofre. Os petistas Arilson da Silva e Allan Kardec também estão "confinados", assim como os peemedebistas Haroldo da Açofer e Domingos Sávio. Até mesmo os petebistas Cloves Hugueney, o Clovito, e Dilemário Alencar se juntaram à candidatura de Emanuel. Os demais são do próprio PSD, como Toninho de Souza e Emanuel, dois dos três eleitos pelo PSDB (Maurélio Ribeiro e Ricardo Saad), Juca do Guaraná (PT do B) e Marcrean dos Santos (PRTB). Há outros que, nos bastidores, prometeram adesão à chapa.

    Essa prática de "fuga" do assédio por voto da chapa adversária e, ao mesmo tempo, para se ter confiança e segurança na "unidade" do grupo é antiga no processo de escolha da presidência do Legislativo Cuiabano e se repetiu por muito tempo na briga pela Mesa da Assembleia Legislativa. O próprio Júlio Pinheiro "confinou" seu grupo na eleição passada.

   Nos bastidores, são fortes os comentários de negociações espúrias para conseguir "segurar" o grupo. A partir do acordo e do comprometimento em votar em tal candidato, o vereador aceita entrar no jogo do voto de cabresto.

   O confinamento se diferencia daquilo que se faz com gado de elite, que recebe tratamento vip em curral dentro dos preparativos para ir a leilão. No caso dos vereadores, é oferecida uma estadia luxuosa, com cardápio variado e direito a bebidas, como uísque.

A eleição para a Mesa ocorre a cada dois anos. Em Cuiabá, a disputa ganhou maior peso porque o vitorioso se torna substituto natural do prefeito Mauro Mendes, já que o vice Malheiros preferiu renunciar para continuar exercendo mandato de deputado estadual. Para 2013, a Câmara vai receber em média R$ 2,4 milhões mensais de duodécimo.

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CUIABÁ | 31/12/2012 - 17:00

Último ano da gestão Pinheiro na Câmara marcado por polêmicas

Glaucia Colognesi

Rodinei Crescêncio -- Vereador Júlio Pinheiro (PTB)   O ano de 2012 marca o fim da gestão de Júlio Pinheiro (PTB) na presidência da Câmara de Cuiabá. Antes de chegar ao posto máximo do Legislativo cuiabano, ele teve alguns dissabores, pois não conseguiu se eleger em 2008. Na suplência, ele assumiu por diversas vezes uma cadeira na Câmara com a licença médica de Clóvis Hugueney, o Clovito (PTB), no entanto, se efetivou na vaga do vereador cassado Ivan Evangelista (PPS).

   A administração Júlio no Legislativo foi marcada por decisões polêmicas e problemas pessoais que quase o enquadrou na Lei Maria da Penha, mas também por ações positivas. Repercutiu negativamente a suposta ameaça de agressão à mulher Gisely Carolina Lacerda Pinheiro, com um espeto de churrasco. A presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Janete Carvalho, pediu a cassação de Júlio por quebra de decoro parlamentar, mas a proposta foi arquivada pelos vereadores logo de início. O escândalo também foi contornado com a confissão de Júlio de ter problemas com bebidas alcoólicas, o que justificou a briga entre o casal e a retirada da queixa na delegacia por parte da esposa.

   Dentre as medidas impopulares do petebista houve o aumento de 61% no salário dos próprios vereadores de R$ 9,2 mil para R$ 15 mil e o aumento da verba indenizatória de R$ 8 mil para R$ 15 mil. Houve ainda a demissão de 350 servidores temporários das secretarias de Saúde e Assistência Social, quando ele atuava como prefeito interino da Capital. A decisão foi tomada sob orientação do Ministério Público em virtude do inchamento da máquina municipal.

   Quanto às ações positivas do vereador surge a economia de recursos na administração do Parlamento e com isso a devolução de R$ 5 milhões à prefeitura. Há ainda a reforma e adequação do prédio para acolhimento dos novos parlamentares. Nestas eleições, o número de vereadores em Cuiabá subiu de 19 para 25. Foi na gestão de Júlio Pinheiro que o duodécimo também teve um aumento significativo. Enquanto na gestão do antecessor Deucimar Silva (PP) houve uma redução de R$ 500 mil. No segundo ano de gestão de Júlio o duodécimo pulou de R$ 24 milhões para R$ 26 milhões.

   Ele também chamou a atenção por ter sido o único presidente de Câmara dos últimos anos que assumiu a Prefeitura de Cuiabá. Em fevereiro Pinheiro ocupou o cargo pela segunda vez para que Chico Galindo (PTB) pudesse tirar férias. Aproveitou para capitalizar na ausência do titular e deu aumento de salário aos funcionários públicos que ocupavam cargo de confiança, os chamados DAS.

   Este ano também ganhou destaque a resposta das urnas. O eleitor cuiabano não aprovou os escândalos protagonizados pelos parlamentares nos últimos anos e a pífia atuação da maioria e aproveitou para destituir quase 2/3 dos legisladores. Só foram reeleitos 7 dos 19 parlamentares, e na leva que ficou de fora aparece até mesmo aquele que havia sido campeão de votos em 2008, o vereador Everton Pop (PSD). Vale ressaltar que 5 não disputaram a reeleição e, diante disso, a renovação foi de 50%.

   Apesar dos contratempos, os eleitores aprovaram o mandato de Júlio Pinheiro, pois ele conseguiu conquistar a reeleição com 3.426 votos. Ele também é um dos favoritos na disputa pela Mesa Diretora da próxima legislatura, eleição que também conta com as candidaturas de Adevair Cabral (PDT) e João Emanuel (PSD).

HOMENAGEM | 31/12/2012 - 16:34

Comissionados usam camiseta para homenagear Chico Galindo

Jacques Gosch

      Os reajustes do IPTU e da tarifa de ônibus, que pegaram os cuiabanos de surpresa às vésperas do final do ano, parecem não ter incomodado alguns comissionados e chefes de setor da Prefeitura de Cuiabá. Sem considerar o desgaste assumido pelo prefeito Chico Galindo (PTB) no “apagar das luzes” desta gestão, eles resolveram usar camisetas homenageando o petebista pela “valorização dos servidores” e “pelos investimentos em infraestrutura” . No último dia de expediente, uns estavam entusiasmados e outros aderiram por “livre e espontânea pressão” dos “puxa-sacos” mais afoitos. Quem assina as peças é um grupo denominado "Amigos de Cuiabá". Até estão dizendo que o prefeito diplomado Mauro Mendes (PSB) se comoveu com tamanha lealdade ao ponto de decidir mantê-los nos cargos. Será verdade?

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RETROSPECTIVA | 31/12/2012 - 16:14

Problemas com VLT e obras marcam preparativos para Copa

Nayara Araújo

Edson Rodrigues -- Estimativa de conclusão para a montagem das arquibancadas é janeiro de 2013   Os imbróglios jurídicos que rondaram a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, durante todo o ano, marcaram o início dos preparativos para o Mundial de 2014. As ruas da Capital começaram repentinamente a sentir a vinda da Copa em meados de setembro, com a interdição das avenidas Fernando Corrêa e FEB, em Várzea Grande, para o início das obras de mobilidade urbana.

   Posteriormente, cerca de 640 árvores chegaram a ser retiradas dos canteiros de ruas e avenidas para construção do VLT, que semanas depois, foi barrado pela Justiça. Até o mês de outubro, as obras chegaram a ser suspensas e, em seguida, liberadas por duas vezes. No início de agosto, após Ação Civil Pública ajuizada em conjunto pelo MPF com o Ministério Público Estadual (MPE), a 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso determinou a suspensão, que foi anulada ainda em meados daquele mês.

   Em setembro, a 1ª Vara voltou a suspender as obras após nova contestação por parte de MPE e MPF. Desta vez, a Procuradoria-Geral do Estado recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, com intuito de conseguir novamente liberar a execução das obras em Cuiabá e Várzea Grande. Um mês depois a Procuradoria Regional da República da 1ª Região (que atua na segunda instância) pediu nova suspensão por meio de agravo regimental. O procurador regional da República, Carlos Frederico Santos, reforçou os argumentos iniciais de que a execução das obras poderia acarretar em graves danos ao erário.

   O custo total é estimado em R$ 1,2 bilhão, mas R$ 423 milhões ficaram “empacados” durante todo o mês de fevereiro na Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Esse segundo valor já esta garantido para o Bus Rapid Transit (BRT), primeiro modal escolhido para o Estado ainda no governo Blairo Maggi (PR), que foi transferido para o metrô de superfície com a alteração da matriz de responsabilidade da FIFA. Silval conseguiu a liberação do recurso somente em 20 de abril, após inúmeras maratonas em Brasília.

   Após este último entrave na SNT, em 18 de junho, o Governo do Estado firmou outro contrato com a Caixa Econômica e financiou cerca de R$ 400 milhões restantes, antes de dar início ao processo licitatório. A segunda parcela proveniente da Caixa Econômica Federal veio na semana passada, com a liberação de R$ 723 milhões, totalizando R$ 1,2 bilhões.

   As primeiras interdições para receber a Copa ocorreram nas avenidas Fernando Corrêa em Cuiabá, e FEB em Várzea Grande. Tudo caminhava conforme o previsto, porém, um déficit de aproximadamente 300 homens fez com que duas obras atrasassem, sendo uma no bairro Verdão e outra no Santa Rosa. Segundo o secretário da Secopa, Maurício Guimarães, além de problemas na contratação de pessoas, interferência em redes de energias também dificultaram os trabalhos. “O atraso vai ser de 30 a 60 dias, o que já estava dentro do prazo”, amenizou.

   Arena Pantanal

   Em novembro, a área prevista para ser entregue em outubro de 2013, chegou a 50% da obra construída. Neste mês, boa parte da estrutura externa foi completada e os trabalhos internos iniciaram, como por exemplo, aterramento do antigo Verdão; instalação do sistema hidráulico e elétrico das arquibancadas; alvenaria do interior dos banheiros; camarotes e salas Vips. 

   Queda de Eder Moraes

   O ato 7.383/2012 foi assinado pelo governador em 19 de abril. O polêmico secretário assumiu a Secopa após a saída de Adilton Sachetti da então Agecopa, extinta para criação da pasta. Eder foi remanejado para a pasta com a responsabilidade de tocar os projetos que preparavam Cuiabá para a Copa do Mundo, mas foi exonerado após rumores de que teria feito denúncias à imprensa contra o então secretário Pedro Nadaf, da Indústria, Comércio, Minas e Energia, de que estaria provocando rombo milionário nos cofres públicos com concessão, sem critérios, de incentivos fiscais a empresas e também devido a uma suposta negociação de R$ 12 milhões para o conselheiro Alencar Soares deixar a cadeira no Tribunal de Contas em benefício do deputado estadual Sérgio Ricardo.

RETROSPECTIVA | 31/12/2012 - 14:20

Meraldo enfrenta em 2012 crises por atrasos e saída do cargo

Nayara Araújo

      Os atrasos dos repasses ao setor da Saúde em todo o Estado fez com que o presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) Meraldo de Sá (PSD) “suasse a camisa” para contornar a situação durante o ano todo. Desde janeiro, o social-democrata tem enfrentado um verdadeiro embate com o governador Silval Barbosa (PMDB) na briga pela regularização. Na época, ele prometeu adotar uma postura mais firme em relação ao assunto, já que muitos municípios chegaram a registrar falta de dinheiro para a manutenção de serviços tidos como básicos.

  -- Meraldo Sá deixou AMM para assumir Sedraf   O cenário era tão delicado que ele chegou ameaçar, ainda no início do ano, a entrar na Justiça com intuito de pedir o bloqueio dos recursos do Governo, alegando que o repasse mensal feito para a saúde de atenção básica estaria atrasado desde agosto de 2011, para todos os 141 municípios. Meraldo ainda dizia que a dívida representava pelo menos R$ 30 milhões e que eram recursos que deveriam ser destinados aos Postos de Saúde da Família (PSFs), Pronto Atendimentos, policlínicas e farmácias populares. Um acordo com o governador foi feito no mês seguinte e ele desistiu de recorrer ao Judiciário.

    A convivência pacífica entre ambos não durou muito tempo, já que em agosto, a AMM auxiliou o Ministério Público na elaboração de uma ação civil pública para cobrar a atualização dos repasses. A entidade teria intermediado encontro entre os prefeitos e o MP para identificar o valor exato da dívida, que se aproximava de R$ 50 milhões. Outra situação que o gestor teve que contornar, foi a preocupação dos gestores de todo o Estado para que os recursos destinados às obras do Mundial de 2014, não se concentrassem somente em Cuiabá e Várzea Grande. Neste caso, ainda há embate entre os representantes das cidades do interior e Silval.

   Eleição na AMM

   Até o momento estão no páreo o prefeito eleito em Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT) e Chiquinho do Posto (PSD), de Juscimeira. Adair José Alves Moreira (PMDB), de Alto Paraguai; e Nilson Santos (PMDB), de Colíder ventilam os nomes como pré-candidatos. A eleição acontece ao final de janeiro, mas ainda não há definição quanto a data, mas a posse, já está agendada para 14 de fevereiro.

   O orçamento atual é de R$ 10 milhões provenientes do pagamento da contribuição que é calculada dependendo do tamanho da cidade, variando de 1% a 3% da arrecadação com ICMS. Após o afastamento de Meraldo no início do mês para assumir a secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), o prefeito de Chapada dos Guimarães, Flávio Daltro (PSD), estará responsável pela entidade até a posse do sucessor.

RONDONÓPOLIS | 31/12/2012 - 13:53

Para 2013, Pichioni teve que adequar Câmara aos vereadores

Lucas Perrone, de Rondonópolis

   2012 foi marcado em Rondonópolis pela volta do vereador Hélio Pichioni (PR) ao comando da Câmara Municipal. Pichioni já havia presidido o Legislativo no biênio de 2009/10 e retornou ao cargo em razão da renúncia do vereador Ananias Filho (PR), que deixou a presidência para assumir a prefeitura devido a cassação do prefeito Zé do Pátio (PMDB). O republicano era vice de Ananias na Câmara.

 -- Plenário da Câmara Municipal de Rondonópolis  A gestão de Pichioni  foi marcada por adaptações para a legislatura que começa em 1º de janeiro de 2013, quando a Câmara passa dos atuais 12 para 21 vereadores. Para isso,  foram construídos novos gabinetes e também aumentou o número de cadeiras no plenário para abrigar a demanda de parlamentares. A preocupação do presidente foi também garantir a construção do Instituto de Memória do Poder Legislativo de Rondonópolis. Além disso,  autorizou neste ano, o aumento escalonado dos salários dos parlamentares que devem passar de R$ 6,5 mil para R$ 10 mil nos próximos 4 anos.

   As obras da Travessia Urbana de Rondonópolis estiveram presente em boa parte do noticiário em 2012 em Rondonópolis. O problema mais grave na obra foi detectado em fevereiro deste ano, quando parte do pavimento de um trecho recém-entregue passou a apresentar problemas e se desfazer. A obra acabou ficando parada por alguns meses e um relatório técnico encomendado pelo DNIT apontou várias falhas na execução e também no projeto original. A situação ainda está sendo investigada pelo Ministério Público Federal e pelo senador Pedro Taques (PDT).

   A travessia urbana começou em 2009 e está orçada em R$ 54 milhões , sendo que R$ 27 milhões já foram pagos e outros R$ 18 milhões estão depositados numa conta da Prefeitura. A maior parte dos recursos, 90%, vem do Governo Federal. O trecho em obras tem 14 quilômetros e fica entre o córrego do Lourencinho na saída para o estado de Goiás e o Posto da Polícia Rodoviária, na saída para Cuiabá.

   O assunto também esteve em pauta na Câmara onde o parlamentar Milton Mutum (PSD) chegou a propor uma CPI para investigar a situação.  A proposta, no entanto, não prosperou e acabou sendo arquivada. No período eleitoral, a Objetiva, empresa que ganhou o processo licitatório acabou repassando a obra para a empresa paulista Equipav terminar.

RETROSPECTIVA | 31/12/2012 - 12:24

Fim da gestão Rui Ramos e Ficha Limpa causa aumento de ações

Patrícia Sanches

      O TRE teve muito trabalho em 2012, ao organizar a primeira eleição pós-validação da Lei da Ficha Limpa, aplicada em 36 casos. A legislação mais dura, aliada a solicitação de novos documentos, elevou em 23% o número de ações, numa comparação com 2008, saindo de 603 para 742. Entre os principais problemas estão à falta de quitação eleitoral, Ficha Limpa e filiação partidária fora do prazo.

Rodinei Crescêncio -- Pleno do TRE reunido para julgamento    O trabalho redobrado também foi provocado pela vigência da PEC dos Vereadores, que elevou o número de cadeiras e, consequentemente, o número de candidaturas que pulou de 8.466, em 2008, para 10.436 em 2012, num aumento de 19%. A eleição também foi marcada pelo uso das chamadas urnas biométricas em 8 cidades : Campo Verde, Jangada, Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Ponte Branca, Campo Verde, Vale do São Domingos e Acorizal. O Estado conta com 2,1 milhão de eleitores, sendo que 74 mil utilizaram o novo modelo, tido como mais seguro.

   Entre os avanços da Justiça Eleitoral neste ano está a implantação do Processo Administrativo Eletrônico, que permitiu mais celeridade no processo, que é eletrônico, desde a criação, passando ao protocolo, tramitação, formalização, despachos, decisões e arquivamentos. Assim, foi possível aumentar a produtividade,transparência, redução de custos em cerca de R$ 190 mil por ano.

   Este ano também marca o fim da gestão Rui Ramos. Ele encerra o mandato em 14 de abril, quando acontece a posse do substituto. Estão no páreo Juvenal Pereira da Silva e Maria Helena Póvoas. Eles foram escolhidos pelo Tribunal de Justiça e ocuparão o posto de presidente e vice. A ordem, no entanto, será definida pelo próprio Pleno do TRE.

   A decisão é importante porque caberá ao novo presidente organizar a eleição de 2014, que acontece quase que simultaneamente com a Copa de 2014. Há uma preocupação com isso, justamente pelo fato dos principais parceiros (Polícia Federal, Governo, Exército e perfeituras) estarem envolvidos com os jogos mundiais.

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RETROSPECTIVA | 31/12/2012 - 11:15

Aude é eleito presidente após tensão e clima de denuncismo

Patrícia Sanches

Rodinei Crescêncio -- Stábile será sucedido por Maurício Aude no comando da OAB   Clima tenso e troca de acusações marcaram a eleição do novo presidente da OAB/MT para o triênio 2013/2016. A eleição para a sucessão de Cláudio Stábile foi atípica, sendo que o denuncismo ficou ainda maior nos últimos dias do pleito que aconteceu em 23 de novembro. O que se viu foi um festival de ações na Juistiça, em confronto protagonizado por Maurício Aude, José Moreno e Pio da Silva.

    Na reta final, enquanto a chapa encabeçada por Moreno acusava Aude, então vice-presidente da Ordem, de uso da máquina, o situacionista disparava que o adversário queria ganhar o pleito no “tapetão”. Representante do grupo do atual gestor, Cláudio Stábile, Maurício Aude venceu com ampla vantagem. Ele teve 2.870, uma diferença de 843 votos para o segundo colocado José Moreno, com 2027; Pio da Silva obteve 177. Caberá a Aude conduzir os trabalhos da ordem, por exemplo, na eleição da Copa, em 2014.

   O grupo está no comando da Ordem há 14 anos, tendo sido representado até agora por Ussiel Tavares (1998 – 2003); Francisco Faiad (2003 – 2009); Cláudio Stábile (2009/2012). Entre as bandeiras levantadas pela Ordem neste ano estão o fortalecimentos das comissões temáticas; defesa das prerrogativas, especialmente no interior; 4 subsedes (Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra e Alta Floresta e Primavera do Leste); além de encampar a luta pelo fortalecimento Conselho Nacional de Justiça. A OAB/MT representa cerca de 11 mil advogados, tendo a sua disposição um orçamento de R$ 4 milhões.

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA | 31/12/2012 - 10:21

Presidente acaba com racha no TJ; Perri vence eleição e assume tribunal

Patrícia Sanches

      Em 2012, o presidente do Tribunal de Justiça Rubens de Oliveira colocar um “ponto final” na crise pela qual o Judiciário passou. Assim, conseguiu unir os desembargadores, que ainda estavam divididos em grupos, além de recuperar de vez a imagem da instituição em relação ao escândalo relativo a suposto devido de recursos, bem como respigo da Operação Asafe, que apura suposta venda de sentenças. A harmonia é tanta que Orlando Perri foi eleito presidente do Tribunal.

Rodinei Crescêncio -- Desembargadores Rubens de Oliveira e Orlando Perri    Acontece que foi justamente devido à denúncia feita por ele, à época como corregedor-geral, que Conselho Nacional de Justiça aposentou compulsoriamente 10 magistrados no chamado escândalo da Maçonaria. Na lista estavam 3 desembargadores: José Ferreira Leite, Mariano Alonso Ribeiro Travassos e José Tadeu Cury, o que provocou um racha. O imbróglio só chegou ao fim em junho neste ano quando, meses após terem conseguido uma liminar, o STF manteve a decisão do CNJ. Com a definição, Perri conseguiu o número de votos necessários para chegar ao comando do TJ. A posse será em março.

   No lugar dos aposentados assumiram Rondon Bassil Dower Filho e José Zuquim Nogueira e Maria Aparecida Ribeiro. A alteração na composição do Pleno também foi provocada pela aposentadoria de membros. Neste caso, se enquadra a promoção de Marilsen Adário para a cadeira deixada por Teomar de Oliveira Correia. Agora, a única vacância é a cadeira deixada por José Silvério Gomes. A definição acontece em 2013. O Pleno não está completo, no entanto, graças a afastamento dos desembargadores Evandro Stábile e José Luiz de Carvalho, investigados na Operação Asafe.

   O Tribunal de Justiça, a exemplo, o TCE também se ajustou às determinações da Lei de Acesso à Informação, disponibilizando dados relativos aos salários de todos os servidores, inclusive os magistrados. Até a criação da nova regra, os dados eram divulgados, mas sem revelar a identidade dos funcionários. O maior subsídio é pago ao presidente R$ 57,7 mil, sem considerar os descontos de R$ 19,7 mil referentes ao imposto de renda e previdência social.

   Os demais desembargadores recebem R$ 24 mil. Outro avanço do Judiciário mato-grossense foi a implantação do projeto piloto do Processo Judicial Eletrônico (PJE), que acelera o trâmite das ações e permite maior transparência. Rubens também buscou ampliar o corpo técnico do tribunal, dando posse para 43 novos juízes substitutos, além da realização de concurso para agente da infância e juventude (41 vagas), contador e partidor (47 vagas) e oficial de justiça (88), totalizando 176 vagas para 68 comarcas do Estado.

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RETROSPECTIVA | 31/12/2012 - 09:30

Transição entre Alencar e Sérgio e reprovações marcam 2012

Patrícia Sanches

     O ano de 2012 foi marcado por condenações históricas de gestores no TCE, especialmente no balancete da secretaria estadual de Saúde sob Vander Fernandes; pela aposentadoria polêmica de Alencar Soares e posse de Sérgio Ricardo. Alencar deixou o Pleno sob justificativa de que voltaria à vida pública, disputando a eleição de Barra do Garças. Não conseguiu viabilizar no PSD, onde se filiou. Beto Farias não só venceu a disputa interna como se consagrou prefeito da cidade-pólo.

Marcos Bergamasco -- Pleno do TCE realizando sessão    Assim, Alencar teve que se contentar com a aposentadoria no cargo vitalício, que lhe rende um salário de R$ 23 mil. No lugar dele assumiu Sérgio Ricardo, após confusão envolvendo suposta venda da cadeira. A situação teria provocado, inclusive, a queda do, até então, intocável secretário da Copa Eder Moraes. Ele foi acusado de ter “plantado” as informações para derrubar Sérgio e conseguir viabilizar sua ida para o TCE.

   Sob o comando do presidente do TCE, José Carlos Novelli, o TCE emitiu sentenças que tiraram o sono de gestores. Avalizou, por exemplo, relatório do conselheiro Luiz Henrique Lima que aplicou a maior multa da história ao deputado federal e ex-secretário de Saúde Pedro Henry (PP), 9.337 UPFs, e a Vander, em 4.563 UPFs. Apenas no Fundo de Saúde foram encontradas 135 irregularidades.

   O caso foi considerado tão grave que os conselheiros exigiram que o governador Silval Barbosa (PMDB) demita o secretário. Outros que não passaram pelo crivo do TCE foi o petista Ságuas Moraes, que comanda a Educação; e o defensor-geral afastado André Prieto. A situação de Prieto é mais complicada, tendo sido apontadas irregularidades no que tange a compra de combustíveis, viagens aéreas e fretamento de veículos. Foi determinada a tomada de contas, que serão concluídas até 15 de maio, para apurar o tamanho do “rombo”, a fim de que o erário seja restituído.

   Outro que se viu em apuros é o ex-secretário da Secopa Eder de Moraes, condenado a restituir o erário em R$ 3,1 milhões devido irregularidades no escândalo conhecido como o das Land Rovers. Também vão pagar, de forma solidária, os então diretores da extinta Agecopa Yênes Magalhães e Jeferson Carlos de Castro, além da Global Tech. Neste caso, o balancete da Agecopa foi reprovado e o da Secopa aprovado.
Os 141 prefeitos, no entanto, comemoraram bons resultados. Apenas 23 contas de gestão e/ou governo não passaram pelo crivo do Pleno. Situação similar foi vista entre os presidentes de Legislativos, só 6 foram reprovados.

   Foi em 2012 ainda o primeiro ano em que o TCE divulgou a lista com os nomes dos "fichas sujas", tendo influenciado até mesmo a emissão dos registros de candidaturas. Além da postura mais dura, ao cobrar gestões em que não haja desperdício de dinheiro e/ou desvio, o TCE também deu o exemplo ao lançar o Serviço de Informação ao Cidadão, o SIC online, destinado a divulgação de informações relacionadas o tribunal, como subsídios pagos, lotacionograma, licitações, contratos, bem como legislações vigentes e orçamento do órgão. Assim, o TCE é o primeiro órgão em MT a se adequar a Lei de Acesso à Informação. Neste ano Novelli também lançou o Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado (PDI), busca fomentar a prática do planejamento estratégico, transparência e avanço tecnológico.

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DEFENSORIA PÚBLICA | 31/12/2012 - 08:15

Prieto viveu inferno astral; crise na Defensoria é pior da história

Glaucia Colognesi

   O ex-defensor público-geral André Luiz Prieto viveu o seu inferno astral em 2012. Ele foi "ao céu" com sua nomeação para comandar a instituição em 2011 e ao martírio com uma enxurrada de denúncias de superfaturamento de contratos para fretamento de aeronaves e aquisição de combustíveis, além do afastamento do cargo por decisão judicial.

  Rodinei Crescêncio -- André Prieto, ex-defensor Prieto foi o primeiro defensor-geral em Mato Grosso a ser tirado do cargo e a Defensoria em sua gestão viveu uma enorme crise institucional com o Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério Público. Diversos embates foram travados por Prieto com Executivo e Legislativo por aumento de orçamento e criação de cargos e com o MP por conta das ações impetradas contra ele.

   O defensor também ganhou a pecha de retroceder na oferta da assistência jurídica gratuita, pois fechou as portas de unidades da Defensoria em diversos municípios do interior sob alegação de falta de recursos. Não bastassem tantos problemas, ele também teve as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

   O ano de 2012 também foi marcado pela eleição de Djalma Sabo Mendes, que já havia ocupado o cargo em 2009 e 2010. Depois de enfrentar Clodoaldo Queiroz e André Rossignolo no pleito interno, Djalma foi o mais votado da lista tríplice e por isso foi nomeado pelo governador Silval Barbosa (PMDB) que quiz respeitar a vontade da maioria. A volta de Djalma no comando da instituição será no dia 2 de janeiro de 2013.

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Artigo | 31/12/2012 - 00:00

Profissionalização da política - parte I

Vinicius de Carvalho

   Um dos temas mais abordados nas eleições municipais foi o da renovação. As esperanças de boa parte do eleitorado foram alimentadas com a ampliação de vagas nos legislativos municipais e, no caso específico de Cuiabá, em função do desgaste sofrido pela Câmara Municipal na legislatura que se encerra. Nesta etapa de fechamento das equipes dos prefeitos que assumirão em 01/01/2013 surgiram também alguns comentários sobre os nomes escolhidos. Muitos apontam para a repetição de nomes que já fizeram parte de outras equipes, como uma das principais barreiras à inovação da administração pública. Mas o que causa este fenômeno?

   Primeiro é importante destacar como se dá o relacionamento Executivo-Legislativo no Brasil, já denominado de presidencialismo de coalizão. Nele o titular do Poder Executivo precisa montar uma maioria no Poder Legislativo correspondente para garantir o apoio dos parlamentares. Uma das formas de se operacionalizar este mecanismo épor meio da nomeação deles para secretários municipais, que tem ainda a vantagem colateral de organizar a fila de suplentes. Por isto, o prefeito tem que observar o suporte político de cada um dos seus secretários, de modo a ampliar o que a imprensa gosta de denominar de “governabilidade”. Portanto, a montagem de um secretariado é uma intrincada obra de engenharia política, que ainda tem que considerar pressões das mais variadas corporações e a distribuição regional das forças políticas.

   Além disto, não é fácil atrair quadros de fora dos grupos políticos para a administração pública. Ser gestor público é hoje uma tarefa muito mais complexa do que há 15 ou 20 anos atrás, graças à lenta reforma do Estado que presenciamos. O crescimento do controle, tanto social quanto formal, a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário e as cobranças da imprensa impõem grandes desafios à gestão pública. Quando se observa o nível salarial oferecido aos cargos de alto nível de uma prefeitura, como secretário, subsecretário e assessoria, compreende-se a resistência de muitos profissionais de fazerem esta opção.

   Os salários são, em muitos casos, inferiores àqueles pagos por órgãos estaduais e federais a seus servidores, sem toda a carga de pressão e responsabilidade de áreas críticas como educação, saúde e trânsito, por exemplo. Acrescente-se a isto a instabilidade política, que reduz sobremaneira a possibilidade daqueles que não compõem as máquinas partidárias de construírem carreiras, a exemplo do que acontece como servidor efetivo de órgãos públicos, funcionário de empresas privadas, empresário ou mesmo autônomo/profissional liberal.

   Uma alternativa é trabalhar com os servidores do próprio quadro da prefeitura, a exemplo do que acontece nas melhores burocracias do mundo. Aqui esbarramos com o problema das baixas capacidades institucionais dos municípios, que ainda trabalham com profissionais temporários ou terceirizados em carreiras típicas de Estado e investem relativamente pouco na valorização do servidor, seja na forma de bons salários e capacitação adequada para o exercício da função. Portanto, a realidade da maior parte dos municípios revela grande uma dificuldade para montar bons quadros, excetuando algumas áreas consideradas como “ilhas de excelência”, como procuradorias, fiscalização, saúde, educação, etc. Nestes casos muitas vezes a ocupação de cargos comissionados não interessa aos servidores efetivos, pelas razões anteriores.

  Ademais, existem mais alguns desincentivos à participação nas “máquinas políticas”, como o fechamento de alguns grupos, personalismos, favoritismo, oligarquização, centralização de decisões e desinteresse da juventude no processo político. Desta forma, a escolha fica limitada àqueles que compõem tais máquinas, que acabam circulando entre as suas diversas posições. Me deterei mais nisto no artigo da próxima semana.

  Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com

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RETROSPECTIVA | 30/12/2012 - 19:57

Em 59 anos, Rondonópolis tem 1º prefeito cassado pela Justiça

Lucas Perrone, de Rondonópolis

Rodinei Crescêncio/RDNews -- Prefeito Ananias Filho (PR) e gestor cassado Zé do Pátio (PMDB)   O ano de 2012 foi marcado por algo inédito na política de Rondonópolis, pois pela primeira vez em 59 anos de emancipação político-administrativa, um prefeito foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Trata-se de Zé do Pátio (PMDB), que teve seus direitos políticos anulados por gastos ilícitos de campanha.

   O Tribunal entendeu que o então prefeito cometeu irregularidade em distribuir 2.857 camisetas no dia das eleições de 2008, na qual venceu Adilton Sachetti que concorria à reeleição. Pátio foi cassado por 5 votos a 1 pelo Tribunal em 3 de abril, mas permaneceu no Poder até 15 de maio, quando o presidente da Câmara Municipal, Ananias Filho (PR), foi convocado para o cargo de prefeito até a realização do processo de eleição indireta ocorrido em 13 de junho, pela Câmara quando Ananias, com o apoio do PMDB, foi eleito prefeito.

   A esposa do vereador Manoel da Silva Neto (PMDB), que ensaiou disputar as eleições indiretas pelo partido, Valéria Beviclaqua foi indicada à vice de Ananias. Na disputa, onde apenas os 12 vereadores votaram, Ananias concorreu contra a chapa formada por Mohamed Zaher (PSD) e José Flávio Mathias, o Ceará (PSD); e Juca Lemos (PT) e Francisco Cordon (PT). O então presidente da Câmara venceu por 10 votos contra 2 de Mohamed e Juca não conseguiu votos nas indiretas.

   Ananias foi empossado logo em seguida e disse que a missão principal era implantar a secretaria municipal de Segurança Pública, bem como criar um Fórum Permanente de discussão do desenvolvimento de Rondonópolis. Menos de um mês depois, Ananias já estava com o nome colocado como candidato a prefeito repetindo a parceria com o PMDB.

   O prefeito cassado Zé do Pátio, por meio de uma liminar que garantiria o direito de ser candidato nas eleições de outubro, tentou colocar o nome à disputa, mas acabou sendo barrado pelo próprio partido que já havia fechado com Ananias. Pátio, sem alternativa, apoiou o republicano que acabou sendo derrotado nas urnas para Percival Muniz. Juca Lemos que também disputou as eleições ficou em terceiro lugar.

   Histórico

   A cassação de Pátio carimbou o PMDB de Rondonópolis como um partido onde os vencedores de eleições não terminam os mandatos. Em 1982, o atual deputado federal Carlos Bezerra foi eleito e antes do final do mandato renunciou para ser candidato a governador. Eleito novamente prefeito em 1992, Bezerra renunciou em 1994, para disputar uma cadeira no Senado.

   Em 1996, o médico Alberto de Carvalho foi eleito prefeito pelo PMDB e em 1998 renunciou em meio à uma crise administrativa e diante de uma série de denúncias de irregularidades. E Pátio, este ano, foi cassado sendo mais um peemedebista a não completar um mandato.

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EXECUTIVO | 30/12/2012 - 19:17

Crise política e financeira marca ano em VG; Walace pede trégua

Valérya Próspero

-- Ex-prefeito Tião da Zaeli (PSD) e prefeito tampão Maninho de Barros (PR)   O troca-troca na Prefeitura de Várzea Grande não cessou em 2012, mesmo sendo o último ano de mandato do gestor. O ex-prefeito Tião da Zaeli (PSD), depois de ter assumido o posto em agosto do ano passado em “definitivo”, devido à cassação de Murilo Domingos (PR), renunciou ao cargo no final de outubro deste ano.

   Tião corria o risco de ter o mandato cassado pela Câmara Municipal devido a denúncias do ex-procurador do município, Antônio Carlos Kersting Roque, na qual afirmava que Tião não havia se desincompatibilizado das empresas como deveria para ser empossado no Executivo. Com isso, a instabilidade política, que parecia ter se encerrado, voltou a assombrar a 2ª maior cidade do Estado.

   Desde 2008, quatro prefeitos diferentes assumiram o posto: Murilo Domingos (PR), Tião da Zaeli (PSD), vereador João Madureira (PSC) e o atual prefeito Maninho de Barros (PSD). Enquanto esteve à frente do Executivo, Tião trocou no mínimo oito secretários no intuito de ter uma equipe de confiança e que conseguisse reverter a rejeição junto à população. Os esforços, no entanto, não foram bem sucedidos. Tião perdeu a reeleição, ficando em terceiro lugar, com 30,63% dos votos, atrás do prefeito eleito Walace Guimarães (PMDB), que ficou com 35,14%, e de Lucimar Campos (DEM), 32,87%.

   A cidade vive uma intensa crise financeira. Para honrar com os compromissos, o prefeito tampão Maninho de Barros está tendo que demitir centenas de contratados e adotar medidas de arrocho fiscal. A situação é tão caótica que o secretário de Governo, Eder Moraes, já classificou de ridículo o PIB atual da cidade, a renda per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

   Segundo ele, a cidade tem uma renda per capita de R$ 432 enquanto em Cuiabá chega a R$ 13 mil e o IDH é pior que o de 80 cidades mato-grossenses. Além disso, a dívida ativa de Várzea Grande está estimada em R$ 500 milhões, incluindo débitos milionários com a Rede Cemat e o INSS.

   Para piorar a situação, o município teve recursos sequestrados pela Justiça em pelo menos três ocasiões. Na gestão Maninho de Barros, R$ 870 mil foram bloqueados pela Justiça em razão do não pagamento de precatórios. A Receita Federal também bloqueou R$ 1, 8 milhão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em razão do não pagamento de débitos antigos com a Previdência Social.

   Este ano também foi desencadeada Operação Furacão, pela Polícia Civil, na qual a funcionária lotada na secretaria de Saúde, Fernanda Cristina Dias Daltro, estava envolvida com quadrilha que agia no arrombamento de caixas eletrônicos em Rondônia e Tocantins. Na ocasião, Tião a exonerou do cargo.

   Diante de tamanha crise política e financeira, o prefeito diplomado Walace Guimarães chegou a pedir uma trégua nos primeiros 100 dias de gestão aos irmãos Jayme e Júlio Campos (DEM), senador e deputado federal, respectivamente, para tentar resolver ou amenizar os problemas mais graves da cidade. Para se ter ideia, nem coleta de lixo está sendo realizada por falta de pagamento.

RETROSPECTIVA | 30/12/2012 - 16:03

Mauro e Walace têm vitória após 2ª tentativa e encaram percalços

Jacques Gosch

Rodinei Crescêncio/RDNews -- Prefeitos diplomados de Cuiabá e Várzea Grande, Mauro Mendes e Walace Guimarães   Após a tentativa frustrada de conquistar o comando do Palácio Alencastro em 2008 e o Governo do Estado em 2010, o ano de 2012 foi marcado pela tão sonhada vitória eleitoral do empresário Mauro Mendes (PSB), que venceu em 2º turno a disputa pela Prefeitura de Cuiabá. Em Várzea Grande, o médico Walace Guimarães (PMDB) também foi vitorioso na segunda tentativa de comandar o Paço Couto Magalhães, conquistando a maioria dos votos na eleição considerada como a mais acirrada na história da chamada “Cidade Industrial”.

   Mauro foi eleito prefeito de Cuiabá, em 2º turno, com 169.688 votos, alcançando 54, 65% na preferência do eleitorado. Liderando a coligação “Um Novo Caminho para Cuiabá” formada por PSB/PR/PDT/PPS/PV, o empresário impôs derrota ao petista Lúdio Cabral que conquistou 140.798 votos, representando 45,35% dos válidos.

   Walace, por sua vez, venceu com 47.338 votos, ou seja, 35,14%. O peemedebista superou nas urnas a candidata Lucimar Campos (DEM), que representava a força política da tradicional família Campos, além do então prefeito Tião da Zaeli (PSD). Os outros dois adversários Miltão (PSOL) e Edson Ribeiro (PPL) tiveram votações inexpressivas.

   Antes de assumir os mandatos, tanto Mauro como Walace já enfrentaram percalços. O empresário enfrentou a renúncia do vice João Malheiros (PR) 48 horas após a diplomação, enquanto o peemedebista assistiu a lisura do pleito ser questionada pelos adversários, que denunciavam fraude eleitoral.

   Malheiros, que comprou brigas internas no PR renunciou ao cargo de vice-prefeito alegando que poderia fazer mais por Cuiabá como deputado estadual. A desculpa foi o artifício encontrado para não trocar o salário de R$ 20 mil e as verbas de gabinete e indenizatória recebidas na Assembleia Legislativa, pelo ordenado de “apenas” R$ 13 mil que receberia no Executivo Municipal.

   Em Várzea Grande, a família Campos alegando que os “mortos votaram” em 7 de outubro, questionou a legitimidade da vitória de Walace. A ação judicial patrocinada pela candidata derrotada Lucimar foi considerada improcedente pela Justiça e acabou arquivada. Mauro assume a Prefeitura de Cuiabá em 1º de janeiro de 2013, às 19h30, em solenidade que será realizada no Centro de Eventos do Pantanal. Walace toma posse às 10h, no Hotel Hitz Pantanal, em Várzea Grande.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2012 - 11:39

Em 2012, Ucemmat elege pela 1ª vez na história presidente mulher

Nayara Araújo

Rodinei Crescêncio -- Presidente eleita Ismaili Donassan (PSD) -- Ex-presidente Unírio Schirmer, o Ratinho (PSD)   O ano de 2012 foi histórico para a União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucemmat), que elegeu no dia 5 de dezembro, pela primeira vez na história, uma presidente mulher. Trata-se de Ismaili Donassan (PSD), vereadora por Colíder, advogada e aliada do presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD). Os 246 vereadores que votaram na social-democrata acreditaram em propostas que incluem articulação junto aos deputados para aumento da verba da União de R$ 60 mil, valor considerado “pífio” por Ismaili, bem como a não extinção da verba indenizatória nas Câmaras. Ela assume o comando da entidade em 23 de março.

   Além de Riva, durante a corrida eleitoral, a sucessora de Unírio Schirmer, o Ratinho (PSD), contava com outros apoios de “peso” para vencer a eleição. Entre os que pediram votos e se articularam junto a então candidata, estavam os deputados Mauro Savi (PR), Dilmar Dal Bosco (DEM), Emanuel Pinheiro (PR), Antonio Azambuja (PP), Eliene Lima, Homero Pereira, ambos do PSD e Valtenir Pereira (PSB). Segundo Ismaili, o prefeito eleito de Colíder Nilson Santos (PMDB) também estava em seu arco de aliança.

   Somente outra chapa protocolou candidatura e também era representada por uma mulher, encabeçada pela vereadora de 6º mandato Edileuza Ribeiro (PTC), de Guarantã do Norte. Suas propostas, que incluíam a integração dos 141 municípios à entidade, lhe renderam apenas 159 votos. Entre os apoiadores de Edileuza estavam os deputados Ezequiel Fonseca (PP), Zeca Viana (PDT), o presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra, e o senador Pedro Taques (PDT).

   Aproximadamente 900 parlamentares compareceram das 9h às 17h ao local de votação. Como somente duas urnas foram disponibilizadas no prédio da Ucemmat, em Cuiabá, os parlamentares tiveram que sair de suas cidades e vir até a Capital para exercer a cidadania. A Comissão da mesa receptora dos votos e de apuração foi composta por servidores da entidade e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), sendo que cada uma das candidatas indicou quatro fiscais.

   Ratinho

   Eleito em 24 de fevereiro de 2011, Unírio Schirmer, o Ratinho (PSD) que também é afilhado político de Riva, comandou a União das Câmaras enfrentando desgaste e crise no orçamento. À época, a entidade contava com 12 funcionários e atribuições de R$ 40 mil mensais, o que gerava uma renda anual de R$ 500 mil. Eram 141 câmaras em todo o Estado, mas nem todas contribuíam. Apenas 80 estavam filiadas. Hoje, das 141 Câmaras existentes, 92 estão credenciadas à instituição.

RETROSPECTIVA | 30/12/2012 - 10:03

De Dom Aquino, Josair é eleito com maior votação propocional

Jacques Gosch

   Josair Jeremias Lopes (PSD), de Dom Aquino, no Vale do São Lourenço, é o prefeito eleito no Estado com a maior votação proporcional. Com apoio de 7 partidos, ele conquistou o mandato com 80,84% dos votos válidos.

   O segundo mais votado proporcionalmente em Mato Grosso é Maia Neto (PR), que retorna ao poder em Alto Araguaia pela quarta vez, consagrado por 80,72% na preferência do eleitorado.

   Em Salto do Céu, na região Oeste, Wemerson Adão, o Merson (PP), ganhou com 78,67% dos votos válidos. O produtor rural Miguel Brunetta (PDT) venceu em Santo Antonio do Leste, com 71,47%.

   Além destes, 32 gestores tiveram mais de 60% dos votos válidos nas eleições de outubro. Nos grandes municípios, se destacam os peemedebistas Nilson Santos (Colíder), com 66,81%; Juarez Costa (Sinop), reeleito com 61,12%, e Asiel Bezerra (Alta Floresta), com 60,98%.

   O prefeito eleito com menor votação proporcional no Estado foi Juviano Lincon (PSD), de Diamantino. O social-democrata obteve somente 33,88% dos votos válidos no município. Em segundo lugar está José Neves (PSDB), que venceu o pleito em Chapada dos Guimarães com percentual de 34,07%.

   Em seguida, vem Milton Toniazzo (DEM), de Terra Nova do Norte, com 34,17%. Raquel Coelho (PSD) com 34,73% dos votos. Elias Leal (PSD), de Mirassol d’Oeste, obteve 35,52%. Já João Cabeça Branca (PSD) ficou com 35,95% da preferência do eleitorado.

   Obviamente, o prefeito com maior número de votos foi Mauro Mendes, que venceu as eleições em Cuiabá, no 2º turno. O empresário obteve 169.688 votos, o que equivale a 54,65% do total de votos válidos.

   O prefeito eleito com o menor número de votos foi Zezé do Osmari (PR) em Araguainha. O republicano obteve apenas 384 votos, o que representa 45,66% dos votos válidos. Além da menor votação em Mato Grosso, o prefeito diplomado também foi o menos votado no Brasil.

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RETROSPECTIVA | 30/12/2012 - 08:01

PSD e PMDB elegem maioria de prefeitos e vereadores em 2012

Jacques Gosch

   Em 2012, o PSD elegeu o maior número de prefeitos em Mato Grosso, conquistando o comando de 39 municípios. A maioria das cidades, onde a legenda do cacique José Riva saiu vitoriosa, tem menos de 25 mil habitantes. Apesar de dirigir o maior número de municípios, a sigla obteve apenas16,39% dos votos válidos, ficando na posição de terceira força política no Estado.

   Em 2º lugar ficou o PMDB do governador Silval Barbosa, que comandará 29 prefeituras a partir desta terça (1º de janeiro). As principais conquistas dos peemedebistas foram Várzea Grande (Walace Guimarães) e Sinop (Juarez Costa). Mesmo assim, representa a maior força política do Estado com o apoio de 28,82% do eleitorado.

   O PR do senador Blairo Maggi conquistou 14 prefeituras. A vitória mais importante foi em Sorriso, onde o republicano Dilceu Rossato venceu o pleito com ampla vantagem nas urnas. O DEM dos irmãos Jayme e Júlio Campos asseguraram o comando de 11 cidades, a partir de janeiro. Desta, a mais importante é Primavera do Leste, que será comandada por Érico Piana pela quarta vez. Os republicanos são apenas 6ª força política, já que conquistaram pífios 5,17% dos votos.

   O PSB também vai governar 11 municípios mato-grossenses. O destaque é Cuiabá, que será comandada pelo empresário Mauro Mendes que obteve a vitória em 2º turno, após disputa acirrada contra o petista Lúdio Cabral. Embora o número de prefeituras não seja expressivo, graças à vitória na Capital consolidou os socialistas como 3ª força política em Mato Grosso, conquistando 21,17% da votação total.

   O PT conseguiu eleger 10 prefeitos. Nenhuma cidade-pólo, no entanto, será governada pelos petistas a partir de 2013. Ao contrário do grande peso político exercido em nível nacional, no Estado os petistas são apenas o 7º partido em número de votos com apoio de 4,33% do eleitorado. Já o PDT do senador Pedro Taques garantiu vitória em 7 municípios do Estado. Entre eles, estão Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, onde os irmãos Otaviano e Adriano Pivetta, respectivamente, saíram vitoriosos. O resultado coloca os pedetistas como 8ª força política, com 4,26% do eleitorado.

   O PPS, por sua vez, terá 6 chefes de executivos municipais. A principal vitória foi do deputado estadual Percival Muniz, que venceu as eleições em Rondonópolis. A conquista na segunda maior cidade do Estado garante ao partido a 4ª colocação, com 9,21% dos votos válidos em Mato Grosso. O PP do deputado Pedro Henry fez 5 prefeitos, todos de pequenos municípios, como Nova Olímpia, Vera e Salto do Céu, o que representa 1,60% do eleitorado. O PSDB só conseguiu assegurar 4 prefeituras, garantindo apenas 1,04% da votação total.

   O PTB do prefeito de Cuiabá Chico Galindo elegeu 2 prefeitos, sendo eles Pedro Ferronatto, de Ipiranga do Norte, e Fábio da Paranaense, de Campo Verde. O número significa apoio de 1,18 dos eleitores. Os nanicos PRP, PRB e PSC garantiram uma prefeitura cada e a votação individual das siglas não atingiu sequer um ponto percentual.

   O quadro dos vitoriosos, entretanto, pode mudar por intervenção do Judiciário. Nos municípios de Juara, Glória d’Oeste e Brasnorte serão realizadas eleições suplementares em 2013 porque os eleitos, que tiveram votação superior a 51%, enfrentam problemas na Justiça. Outros prefeitos podem ser cassados pela prática de crimes eleitorais.

   Mulheres

   As mulheres comandarão administrativamente 19 municípios de Mato Grosso. As c idades que terão mulheres na chefia do Executivo a partir de 1º de janeiro são Guarantã do Norte, Poconé, Comodoro, Sapezal, Poxoréu, Pedra Preta, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Jauru, Ribeirão Cascalheira, Castanheira, Lambari D´Oeste, Pontal do Araguaia, São José do Xingu, General Carneiro, Rondolândia, Glória D´Oeste, Nova Nazaré e Planalto da Serra.

   Vereadores

   O PSD também foi o partido que mais elegeu vereadores em 2012. Dessa forma, foram eleitos 276 parlamentares social-democratas. O PMDB, por sua vez, ficou em 2º lugar, com 180 vereadores eleitos.

   O PR, que ficou na 3ª colocação, vai ocupar 148 cadeiras em Câmaras de todo o Estado. Os democratas fizeram 121 vereadores, embora não tenham elegido nenhum parlamentar em Cuiabá. Já o PT emplacou 111 legisladores em todo o Estado e o PP fez 103 cadeiras. O PSB elegeu 83, enquanto 79 parlamentares serão tucanos e 72 pedetistas.

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