Quinta, 17 de Maio de 2012, 18:52 h

TRE | 05/11/2010 - 16:38

Após pleito, cadastro nacional de eleitores volta a funcionar

Laura Nabuco

   O Cadastro Nacional da Justiça Eleitoral, que ficou suspenso durante o período de campanha eleitoral do primeiro e segundo turno das eleições gerais, voltou a funcionar a partir desta quinta (4). Os cidadãos que precisarem fazer ou pedir a segunda via do título de eleitor ou mudar de domicílio eleitoral já podem procurar os cartórios.

   Em Cuiabá, as pessoas podem se dirigir à Central de Atendimento ao Eleitor, localizada na Casa da Democracia, ou no posto de atendimento no complexo do Ganha Tempo, no centro da cidade. O horário de atendimento é das 12 às 18 horas. O cadastro é unificado em todo o Brasil e contém informações do histórico de cada título, com dados como o não-exercício do voto, a convocação para trabalhar como mesário, quitação de débitos com a Justiça Eleitoral, entre outras.

JUARA | 05/11/2010 - 12:20

Prefeitura faz acordo com MP para ter mais vagas em creches

Laura Nabuco

   Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Juara, sob Alcir Paulino (PP), e o Ministério Público obriga o município a criar até o final de 2012 cerca de 1,4 mil novas vagas para a educação infantil. De acordo com o compromisso firmado, a prefeitura terá que construir quatro novas creches além de ampliar uma unidade já existente.

   O MP cobra também que a prefeitura conclua as obras de reforma e adaptação em 3 unidades de educação e que firme parcerias e convênios com entidades filantrópicas que possam oferecer novas vagas. No início do ano o MP chegou a ingressar com uma ação civil pública contra a prefeitura da cidade. O objetivo era obrigar a administração a atender a demanda de crianças de 0 a 3 anos de idade que não têm atendimento. Com o TAC a ação deve ser extinta. Para isso, a prefeitura terá que apresentar um relatório mensal sobre as medidas que vêm sendo tomadas.

   Caso não cumpra as determinações do termo, o prefeito será multado em R$ 20 mil por cada cláusula descumprida. O valor será revertido ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Juara já é a sexta cidade em que o MP interfere para a ampliação do número de vagas na educação infantil. Em Cuiabá e Rondonópolis outros TACs já foram assinados. Em Tangará e Campo Novo dos Parecis foi necessário a abertura de ações civis públicas e, em Sinop, estão sendo realizadas audiências e um inquérito para apurar as causas do problema.

Justiça dá liminar que garante criação de 4,3 mil vagas em escolas

RIBEIRÃO CASCALHEIRA | 05/11/2010 - 11:21

Justiça decreta validade da lei seca em eleição suplementar

Laura Nabuco

   O juíz eleitoral de Ribeirão Cascalheiras, Walter Tomaz da Costa, decidiu que durante a eleição suplementar da cidade, marcada para o próximo domingo (7), vai vigorar a chamada "lei seca". O objetivo da proibição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas é evitar transtornos no dia do pleito, que decidirá o sucessor do prefeito eleito, Francisco de Assis dos Santos (PT), o Diá, cassado por compra de votos e abuso de poder econômico.

   Disputam o cargo de prefeito e vice, respectivamente, Adário Carneiro Filho e Jair Barros Lima, pela coligação "Compromisso, Ação e Desenvolvimento, Quatro Anos em Dois", formada pelas siglas PR e DEM, e Antônio de Morais Pinto Júnior e Deusiano Ferreira dos Santos, pela coligação "Todos Juntos por Ribeirão Cascalheira", formado pelo PP e do PMDB.

Artigo | 05/11/2010 - 08:54

Eleições no Ministério Público

Ezequiel Borges de Campos e Edmilson da Costa Pereira

 Ezequiel Borges de CamposEdmilson da Costa Pereira   O Ministério Público vive processo eleitoral para escolha do procurador-geral de Justiça no biênio 2011/2013. Nesta eleição, promotores e procuradores indicam até três nomes para que o governador do Estado opte por um. A disputa atual se restringe a apenas dois nomes: o atual procurador-geral de Justiça Marcelo Ferra, que busca a reeleição, e o promotor de Justiça Roberto Aparecido Turin. Interessante, nesse caso, é que nenhum deles ocupa posição dentre os 14 promotores de Justiça mais antigos (critério adotado para promoções e remoções – 1/5 do total de membros da categoria).

   Trinta procuradores e 170 promotores de Justiça formam o atual quadro em atividade no Ministério Público que está presente em 73 comarcas do Estado de Mato Grosso. O processo eletivo no Ministério Público tem sido marcado, a nosso ver, por alguns equívocos. O primeiro deles é a falta de motivação dos quadros mais experientes da instituição em se habilitarem à concorrência. Note-se que o quadro mais experiente da instituição soma, ao todo, 44 membros entre procuradores e promotores de Justiça. Credita-se essa letargia à inapetência de alguns para as atividades administrativas e ao entendimento de muitos que a disputa tem, via de regra, forte viés associativo. Assim, a lista tríplice para remessa ao questionado crivo do chefe do Poder Executivo, sequer resta completada.

   É importante examinar porque isso ocorre. Os procuradores e promotores de Justiça ocupam o rol dos cargos de maior relevo da estrutura de Estado; dispõem de garantias constitucionais de irredutibilidade de vencimentos; vinculação ao subsídio pago aos ministros do STF; inamovibilidade, independência funcional e o orçamento da instituição é assegurado legalmente em parcela da arrecadação. Ao chefe da instituição incumbe, como gestor, viabilizar melhorias na estrutura e condições de trabalho e assegurar para que as garantias e prerrogativas constitucionais sejam respeitadas. Por isso, é razoável concluir que dentre seus pares, muitos estão preparados para o desafio.

   Outro equívoco é o de achar que a indicação do Procurador-Geral de Justiça importa apenas aos quadros da instituição, como se aquela autoridade fosse dirigente de sindicato ou associação de classe. Não é. O procurador-geral de Justiça é quem detém, dentre outras, a atribuição de propor ação direta de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais frente à Constituição Estadual; representar para fins de intervenção do Estado em municípios, promover a ação civil pública para proteção do patrimônio público quando a autoridade reclamada for o governador, o presidente da Assembleia Legislativa ou presidente de Tribunais e ajuizar as ações penais originárias de competência do Tribunal de Justiça.

   Incumbe-lhe, ainda, o papel de coordenar e liderar, pelo exemplo, quadros que gozam de independência funcional para engajamento nas questões macros relacionadas à defesa dos interesses da sociedade e oferecer as condições de pleno exercício das tarefas definidas na legislação em relação às funções essenciais à Justiça.

   Hoje, além da capacidade técnica, o procurador-geral precisa ter interlocução social; conhecer a máquina administrativa (nos três Poderes e nos seus três níveis) e não se acanhar em discutir abertamente as inúmeras ações desencadeadas pelos membros do Ministério Público, em todas as áreas. É sabido que em regra geral tanto a ousadia irresponsável como a leniência e a apatia indesejada não se coadunam com o papel da instituição. Somos agentes marcados pelo embate de ideias, quer no ambiente forense, administrativo ou político. Por isso é essencial que o procurador-geral tenha a verve do promotor de Justiça mas saiba, porém, que o cenário de atuação exige, além da firmeza de postura, a razoabilidade na contraposição entre os conflitos de interesses que, não raro, se apresentam no cotidiano.

   Assim, o cargo de procurador-geral de Justiça importa muito para os integrantes da instituição, porém, importa muito mais à sociedade. É a partir do posicionamento pessoal dele em assumir com eficiência as suas obrigações legais, adotando medidas efetivas para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, que todos os integrantes da instituição assumem esse objetivo com o mesmo denodo.

   Visto assim, o procurador-geral incorpora, no dia-a-dia, a própria instituição e, pelo exemplo, pelo conhecimento tácito assimilado e difundido, com as definições estratégicas prioritárias, conduz os rumos institucionais em perfeita harmonia com o Estado de Direito e sintonia com a sociedade. Por isso, é imperiosa a reflexão pelos quadros mais experientes do Ministério Público sobre a inapetência à habilitação para concorrência e assunção ao encargo de procurador-geral de Justiça e, pelo conjunto de seus integrantes, sobre a dimensão da função, respondendo com isenção de propósitos, qual o perfil do procurador-geral de Justiça nos importa.

   Como temos apenas dois candidatos, é a eles que nos dirigimos. É importante que a sociedade e os candidatos que se habilitaram à lista para escolha do próximo procurador-geral saibam que queremos um chefe que desperte para a gravidade da situação enfrentada pela nossa gente no atendimento público às ocorrências de doença e na construção de alternativas viáveis para a saúde. Que esteja antenado e desfralde a bandeira, juntamente com a plêiade de promotores de Justiça comprometidos com essa luta, pela falta de estrutura para recuperação de adolescentes perdidos no vício e praticantes de atos infracionais. Que almeje mudança radical no esgotado modelo de segurança pública existente e que não traz tranquilidade ao meio social, colocando-se como agente ativo qualificado dessa mudança.

   Queremos que o dirigente do Ministério Público, ressalvada a independência funcional de seus pares, seja audacioso o bastante para intentar medidas inovadoras contra a leniência dos setores público e privado em adotar ações preventivas para controlar e evitar as reiteradas devastações e queimadas de matas, cerrados e campos produtivos, imprimindo um ritmo de vida insalubre aos habitantes das cidades pela fumaça, queimando-as, inclusive. Que tenha posicionamentos contrários ao uso da máquina pública para benefício pessoal ou de grupo, animando e incentivando os agentes responsáveis pelas iniciativas, em todas as instâncias e que não se acanhe em assumir o papel de agente responsável para correção dos rumos equivocados de setores públicos e privados.

   Enfim, queremos um procurador-geral que se poste ao lado da sociedade, empunhado a bandeira da legalidade, diante de anomalias em qualquer dos três poderes de Estado, quer pela omissão ou por práticas danosas de seus integrantes e que saiba, tal qual a referência da música de Milton Nascimento e Fernando Brant, homenageando o saudoso Teotonio Vilela, falar em “rebelião como se fala em amor para a moça no portão”, despiciendo de quem seja o interlocutor.

   É indispensável que a sociedade saiba que o perfil moderno do promotor de Justiça – em todas as suas áreas de atuação – é o daquele agente comprometido com o fim das mazelas sociais e apaixonado por esses desafios, lançando mão de suas garantias para promover (judicial e extrajudicialmente), diálogo produtivo com a sociedade e autoridades. Não somos percursores de nenhuma causa nova, somos apenas incumbidos de defende-las. Foi para isso que construímos uma instituição com tamanha penetração em todos os setores da vida cotidiana. E o procurador-geral é, sem dúvida, o promotor de Justiça número um e precisa incorporar esses valores e perseguir, de forma incessante esse objetivo, derrubando, inclusive, eventuais interpretações equivocadas sobre seu papel.

   Por isso é importante que integrantes do Ministério Público, componentes do seu quadro de apoio – servidores, estagiários e clientes da instituição – a sociedade em geral - conheçam a visão dos candidatos a procurador-geral em relação à administração pública, cidadania, meio ambiente, segurança pública, juventude, sistema carcerário e aos demais temas atinentes ao trabalho da instituição.

   Só assim será possível saber se ele tem uma leitura justa do estágio dessa sociedade que assume defender e a consciência que há, em relação às políticas públicas, diferença abissal entre o ideal, o possível e o real mas que, com todas as deficiências e carências existentes, é indesculpável que não se opere dentro da ética e da legalidade. Que digam e ouçam os candidatos e que os avaliem a sociedade e os qualificados eleitores que indiretamente, têm a responsabilidade de defendê-la.

   Ezequiel Borges de Campos é promotor de Justiça e Edmilson da Costa Pereira, procurador de Justiça

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POCONÉ | 05/11/2010 - 07:30

2 ex-prefeitos são barrados; Clovis tenta impedir eleição suplementar

Sissy Cambuim

 Fernando Ordakowski

Os ex-prefeitos Euclides Santos, agora sem partido, e Clovis Martins (PTB) estão excluídos do processo eleitoral

   Com seis candidatos, devendo chegar a sete, os eleitores de Poconé vão voltar às urnas neste ano para a escolha do novo prefeito e, desta vez, não têm a oportunidade de votar nos dois candidatos mais votados nas eleições regulares de 2008, os ex-prefeitos Euclides Santos e Clovis Martins. O primeiro foi barrado pelo seu novo partido, o PSDB, que preferiu lançar o nome da vereadora Ornella Falcão. Já Clóvis, reeleito há dois anos, foi punido com a perda do mandato por crime eleitoral e teve também os direitos políticos cassado, portanto, está inelegível. A eleição está marcada para 5 de dezembro. A exclusão dos dois motivou as principais legendas a entrar no páreo e, por isso, há uma "inflação" de candidaturas. Foram registrados seis concorrentes e ainda existe o caso do PMDB, que briga internamente para escolher um dos três postulantes.

   Clovis perdeu o "trono" por ter comprado votos e por abuso de poder econômico. Sua cassação levou o TRE a determinar uma nova eleição fora de época. Euclides, que já exerceu dois mandatos e perdeu para o petebista por uma diferença de 726 votos, era considerado favorito e o boicote a seu nome pela cúpula tucana ganhou repercussão estadual. Na bronca, principalmente com o velho aliado Wilson Santos, derrotado ao governo estadual neste ano, Euclides se desfiliou oficialmente do PSDB.

   Clóvis não se dá por derrotado. Ele ingressou com uma medida cautelar junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último dia 29. Pleiteia suspender a eleição suplementar. Em verdade, o recurso é contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que cassou o seu mandato. Se a eleição fora de época for realizada, os recursos ainda não foram apreciados pelo TSE perdem seu objeto, já que a intenção do petebista é tentar provar que não teve ligação com compra de votos e, assim, poder reassumir o comando do município.

   De acordo o advogado contratado Ronan de Oliveira, a realização do pleito suplementar antes da apreciação dos recursos interpostos pelo ex-prefeito fere a própria Constituição Federal, já que a legislação assegura o direto a ampla defesa e o princípio do contraditório. Ele ainda ressalta que a defesa está confiante na suspensão do pleito, baseado no fato de que, em casos semelhantes, o TSE tem concedido liminar.  A cautelar pode ser apreciada a qualquer momento pelo ministro-relator Hamilton Carvalho, que poderá proferir, em decisão monocrática, a suspensão ou não das eleições suplementares.

    Enquanto isso, os candidatos começam a pedir votos. O prefeito em exercício Ney Rondon (PTB) busca a reeleição. A vice-prefeita cassada Nilce Mary Leite (PT) também está no páreo, assim como o presidente da Câmara, Rodemilson Gonçalo Barros (PDT), a vereadora Ornella (PSDB), o ex-vereador Pedro Fontes (PR) e o ex-secretário de Infraestrutura na gestão de Ney, Arlindo Márcio Morais, o Tico de Arlindo (PDT). O PMDB apresenta três opções, entre elas a candidatura do vereador Emir Lucas, o Arrepiado.

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PEIXOTO DE AZEVEDO | 04/11/2010 - 19:28

Justiça determina perda dos direitos políticos de ex-prefeita

Flávia Borges

    A ex-prefeita de Peixoto de Azevedo, Cleuseli Missassi Heller, foi condenada por improbidade administrativa pelo juiz da Segunda Vara do município, Tiago Nogueira de Abreu. A pena prevê a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios, pelo mesmo período.

   A denúncia que culminou na condenação foi feita pelo Ministério Público Estadual e inclui o ex-secretário de Administração do Município, Edmar Koller Heller, o empresário Arley Vidal, e a empresa Arley Vidal & Cia Ltda. Conforme o magistrado, a irregularidade ocorreu durante uma tomada de preços que não observou o procedimento legal. Conforme o processo, a empresa venceu a licitação mesmo tendo apresentado proposta com valor de quase R$ 47 mil superior aos demais orçamentos.

   Ainda conforme o constante dos autos, foram verificadas outras irregularidades como falta de pedido de autorização para abertura do procedimento licitatório; não indicação dos recursos orçamentários; além da ausência dos competentes editais de abertura, de aviso de resultado, de homologação e de adjudicação de serviço, entre outros.

   No julgamento, o magistrado acolheu parcialmente o pedido do MP, que requeria, além da condenação dos acusados, o ressarcimento integral do dano e a perda dos bens ou valores que teriam sido acrescidos ilicitamente ao patrimônio. “Não obstante, entendo que o município de Peixoto de Azevedo, por intermédio de procedimento administrativo específico, não só poderá como deverá, conforme ficou convencionado no TAC, apurar eventual prejuízo suportado pelo Erário e buscar o ressarcimento através da ação judicial cível cabível”, asseverou o magistrado.

Descontração | 04/11/2010 - 17:55

Oswaldo Montenegro relembra primeiro sucesso "Bandolins"

Laura Nabuco

   Sem nunca ter estudado música regularmente o cantor e compositor Oswaldo Montenegro conseguiu se torna uma referência quando o assunto é MPB. Nascido no Grajaú, Rio de Janeiro, ele cresceu ouvindo o piano de sua mãe e o violão de seu pai. Ainda adolescente resolveu morar em Brasília para se profissionalizar na música. Lá iniciou seu contato com os festivais e grupos de teatro e dança, para quem mais tarde escreveria peças e trilhas sonoras.

   Pouco tempo depois ele resolveu voltar ao Rio de Janeiro. Foi aí que sua carreira realmente teve início. Logo nos três primeiros anos Oswaldo lançou três discos e em seguida foi o vencedor do festival da extinta TV Tupi com o seu eterno sucesso "Bandolins". Para comemorar os 20 anos de carreira, completados no ano 2000, ele lançou um projeto inédito: a série "Só Pra Colecionadores" com vários CDs independentes, de tiragem limitada e vendidos apenas por meio da internet.

   Nos palcos, Owaldo Montenegro já estreou mais de 15 musicais, entre eles "Léo e Bia", que este ano ganhou as telonas do cinema. No tempo de carreira dedicado à música foram cerca de 40 álbuns, o último deles "Canções de Amor", lançado em 2010.

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Clique no play e confira o sucesso de Oswaldo Montenegro 

Justiça Eleitoral | 04/11/2010 - 16:30

Acusação contra Silval é julgada improcedente por juízes TRE

Laura Nabuco

   O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou improcedente a ação movida contra o então candidato à reeleição ao Governo do Estado, Silval Barboba (PMDB), por uso indevido de veículo de comunicação. Silval havia sido acusado pela coligação "MT Melhor Pra Você", de seu oponente Mauro Mendes (PSB), de ter feito propaganda por meio de uma matéria publicada no jornal "Expressão", que circula na região de Cáceres (a 250 km de Cuiabá).

   A reportagem de capa dizia que Silval havia "vencido" um debate realizado por uma emissora de rádio da cidade e apresentava uma entrevista com o candidato em que ele apresentava suas propostas de ação para o governo. De acordo com a coligação de Mendes, esta edição do jornal teria sido distribuída gratuitamente, o que casou um desiquilíbrio na disputa eleitoral.

   A decisão do Pleno do TRE foi unânime e seguiu o voto do relator do caso, desembargador Márcio Vidal, que não viu abuso nas informações contidas no texto. Além disso, os juízes ressaltaram que por não se tratar de uma concessão pública, mas sim de uma empresa privada, não há nenhum tipo de restrição para veículos de comunicação impressos. “Ao jornal impresso é possível até mesmo a divulgação de apoio a determinada candidatura”, comentou o juiz Samir Hammoud.

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SANTO ANTONIO DO LESTE | 04/11/2010 - 15:25

TCE encontra 53 irregularidades e reprova contas de prefeitura

Laura Nabuco

   O prefeito de Santo Antônio do Leste, Reinaldo Coelho Cardoso (PPS), terá que devolver aos cofres da cidade R$ 63,5 mil devido a pagamentos sem comprovação realizados durante o exercício de 2009. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) durante o julgamento do banço financeiro da prefeitura. Ao todo foram encontradas 53 irregularidades, que culminaram na reprovação das contas.

   Além da devolução, o Pleno do Tribunal aplicou uma multa de R$ 12,5 mil ao prefeito devido ao atraso na entrega de documentos. O caso foi relatado pelo conselheiro, Antonio Joaquim, que determinou que uma tomada de contas especial seja instaurada no prazo de 60 dias para apurar a possível necessidade de novas restituições.

   Entre as determinações está ainda a realização de uma apuração do débito do município com o Ministério e o Fundo Municipal de Previdência Social, já que ficou constatado que cerca de R$ 278 mil não foram recolhidos entre os segurados. O prefeito também foi acusado de ter pago R$ 124 mil em diárias sem comprovação e de fragmentação de despesas de aproximadamente R$ 190 mil para evitar licitações. A auditoria encontrou ainda indício de desvio de recursos que podem chegar a R$ 24 mil.

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RONDONÓPOLIS | 04/11/2010 - 14:00

Ananias é eleito presidente; Mohamed "entrega" liderança

Patrícia Sanches

  Após muita polêmica entre alguns membros do PR, que se sentiram traídos, o vereador Ananias Filho (PR) foi eleito novo presidente da Câmara de Rondonópolis e vai suceder o colega de partido Hélio Pichioni. Os únicos a votarem contra Ananias, foram os também republicanos Mohamed Zaher e Olímpio Alves, que se sentiram traídos com a manobra dele e preferiram se manter fora do grupo dos 10, que o elegeu.

  Indignado com a situação, Mohamed , inclusive, deixou a liderança do PR na Câmara e vai ser substituído por Milton Mutum. “Vou liderar quem? Eles são vereadores muito independentes. Traíram uns aos outros, por isso, preferi me afastar”, afirmou Mohamed, em entrevista ao RDNews Tido como um ótimo articulador, Ananias, que já presidiu a Casa, conseguiu “costurar” a sua vitória contemplando praticamente todos os partidos que compõem o Legislativo.

   Integram a chapa “Determinação e Confiança”, que saiu vitoriosa da eleição realizada nesta quarta (3), o Pichioni, que vai assumir o posto de vice-presidente, o progressista Cido Silva, que será o 2º vice-presidente. Além dos peemedebistas Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô e Mariúva Valentim, que a partir de 2011 serão 1º e 2º secretários, respectivamente. “Eu poderia ter impedido a eleição, mas em respeito aos familiares dos vereadores, preferi não fazer nada”, ponderou Mohamed.

Mesa Diretora para o biênio 2011/2012
Presidente - Ananias Filho (PR)
Vice-presidente- Hélio Pichioni (PR)
2º Vice-presidente - Cido Silva (PP)
1º secretário - Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB)
2ª secretária - Mariúva Valentim Chaves (PMDB)

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VARIEDADES | 04/11/2010 - 12:48

Jaime Campos tem restaurante nordestino badalado em Brasília

João Negrão, de Brasília

 

  Um dos restaurantes mais badalados da periferia de Brasília é de propriedade de Jaime Campos. Especializado em gastronomia nordestina, o Restaurante do Campos fica no Mercado do Núcleo Bandeirantes, uma das cidades-satélites do Distrito Federal. É um lugar simples, cujas mesas estão espalhadas pelos corredores do espaço público. Os pratos ali servidos, no entanto, são os atrativos para uma vasta clientela que reúne funcionários públicos de alto escalão da capital federal, jornalistas, artistas, executivos e gente simples do povo, que apreciam a forte culinária do Nordeste.

    Entre os pratos saborosos e mais requisitados está a buchada de cabrito. A diferença da original buchada de bode é só o bucho do animal mesmo, já que diferentemente do Nordeste é mais fácil encontrar cabritos do que bodes por essas bandas. No mais os ingredientes e recheios são os mesmos: as vísceras - bucho, tripas, fígado e rins. A outra suculenta iguaria é a carne do próprio cabrito. Tem ainda o sarapatel, a costela e a bisteca, tudo do bode jovem. No cardápio há também o jabá, a rabada e a feijoada. Para quem desejar algo, digamos assim, mais leve, é possível pedir a galinha caipira e o peixe. Tudo com o tempero e a experiência da mão mágica de dona Francisca, a cozinheira de Jaime Campos. Sempre avessa a dar entrevistas, essa maranhense e arretada “chef de cuisine” corre de uma máquina fotográfica que nem o diabo escapole da cruz.

   Como todo restaurante nordestino que possamos ter o devido apreço, o do Jaime Campos não poderia deixar de ter uma coleção das melhores cachaças do Nordeste. Com destaque para as paraibanas Serra Limpa e Rainha, que competem em pé de igualdade com as melhores mineiras, Seleta, Boazinha e Salinas. Não há quem resista. Principalmente para um repórter que é chegado em coisas da Paraíba. Para um lugar de gente sorridente e acolhedora, há que se destacar ainda o atendimento dos garçons e garçonetes. Sem falar no próprio Jaime Campos que recebe a todos com seu jeito simples, fazendo questão de ir às mesas e até servir, quando, não raro, tem que ficar no caixa fazendo os recebimentos e servindo as “marvadas” das alambiqueiras.


Auxiliar de cozinha e garçonete mostram rabada solicitada por um cliente     Muito embora toque um restaurante de comidas nordestinas há exatos 20 anos, Jaime Campos não é nordestino. E muito menos o senador por Mato Grosso, Jayme Veríssimo de Campos (DEM), como você que leu até aqui poderia ter imaginado. Jaime Barbosa Campos é goiano do pé rachado. Nasceu em São Luiz de Montes Belos, cidade de pouco mais de 30 mil habitantes localizada na região central de Goiás. Foi de lá que ele seguiu em 1958 junto com os pais que vieram trabalhar com comércio aproveitando o grande movimento com a construção de Brasília e as promessas futuras de prosperidade.

   Tinha na época 13 anos e, desde então, “o comércio está no sangue”, como ele próprio diz. Depois de muitos anos tocando um bar na super-quadra 916 Sul, no Plano Piloto, região central Brasília, Jaime Campos resolveu comprar o ponto no Mercado do Núcleo Bandeirantes. Antes de ter as placas trocadas para “Restaurante do Campos”, o lugar era conhecido por “Paulo do Pirão”, uma alusão ao antigo dono e a uma das especialidades do estabelecimento, mantida pelo atual proprietário.

   Leopino Barbosa, de 76 anos, é um frequentador desde a época em que Paulo assinava o “sobrenome” de Pirão. Funcionário público aposentado, Leopino “bate ponto” todos os sábados no restaurante do Jaime. É assim desde muitos anos e quando ainda trabalhava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vinha com os colegas almoçar quase todos os dias. “Aqui é um lugar onde muitos funcionários públicos saem do trabalho 11 horas e vêm almoçar. Comigo, só do meu trabalho, eu trazia mais de dez pessoas”, relembra. Morador da 416 Sul, o tradicional freguês diz que não troca nenhum dos bares e restaurantes sofisticados do Plano Piloto pelo Restaurante do Campos. “Sou um conservador. Gosto daqui e só aqui venho sempre”, declara. Baiano de nascimento, Leopino chegou ao Rio de Janeiro ainda criança e saiu de lá aos 26 anos para apostar em Brasília, recém-inaugurada. “Está no sangue gostar da comida nordestina. Por isso não saio daqui”.

Garçom, do restaurante de Jaime Campos   A atração pela culinária de sua terra é o que também faz o jornalista e designer gráfico pernambucano Sérgio Pedro freqüentar o restaurante de Jaime Campos. “Sou nordestino, gosto de comer do bom e do melhor e por isso venho aqui. É um ambiente simples, porém aconchegante. Lembra muito as feiras do Nordeste, aonde a gente vai para comer essas delícias que são servidas aqui e tomar uma cachacinha e cerveja gelada”, diz. O mesmo certifica o cearense Milton Lopes, amigo de mais de 40 anos de Jaime Barbosa Campos. Foi ele quem avisou ao dono do restaurante que conhecia Jayme Campos, ex-governador e atual senador da República. Milton morou em Cuiabá na década de 1990 e quando soube que Jayme Campos havia sido eleito senador, contou ao amigo que ele tinha um xará famoso.

“Tenho muita vontade de conhecer o senador. Depois que fiquei sabendo que tinha um xará senador, passei a acompanhar um pouco mais as coisas no Senado”, conta o homônimo do mato-grossense. “Espero que um dia ele venha aqui”. E o que você ofereceria para ele, se viesse?, indaga o repórter. “Peixe”, responde Jaime. Mas peixe ele já come muito lá em Mato Grosso, informo. “Buchada de cabrito, então”, responde ele. Acho que seria muito forte. Talvez ele não esteja acostumado, pondero. “Então, o que ele quiser”, decreta.

   Mundo nordestino

   Nada, porém, ganha da carne de sol. Em qualquer lugar que se vá em Brasília tem um bar ou restaurante que serve esse prato. Mesmo nos restaurantes frequentados no cotidiano de quem trabalha nas áreas mais movimentadas no Plano Piloto, lá está a carne de sol fazendo sua presença. Existem até restaurantes que estampam em suas fachadas: “Carne de Sol”, em letras garrafais.

   A iguaria nordestina é, por assim dizer, uma marca registra da presença do Nordeste na cidade. Sem falar dos sotaques paraibano, alagoano, pernambucano, baiano, cearense, potiguar... São eles que acabam construindo o sotaque de Brasília e do Brasil, apesar do preconceito forte de uma elite branca do Sudeste e Sul do país que se imagina superior, que esperneia a não aceitar: nosso mundo é nordestino.

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PALÁCIO ALENCASTRO | 04/11/2010 - 08:10

Galindo não cede as pressões de Wilson e rejeita Carlão na equipe

Romilson Dourado

   Sem alarde, o prefeito Chico Galindo (PTB) deu mais uma demonstração de que o antecessor Wilson Santos (PSDB), derrotado ao governo estadual, não manda mais na administração. Após postergar ao máximo a resposta sobre possível retorno de Carlos Carlão do Nascimento à Educação, um pedido pessoal do ex-prefeito, o petebista mandou avisar que não substituirá o secretário Permínio Pinto. Entende que este realiza um bom trabalho. Sendo assim, Carlão, derrotado para deputado estadual, fica de fora do primeiro escalão do Palácio Alencastro. No governo Dante de Oliveira (1996/2002), ele foi presidente do Detran e secretário de Educação. Teve também atuação bastante influente com Wilson no cargo de prefeito da Capital. Agora, sem cargo eletivo e sem nomeação como DAS, Carlão cairá no ostracismo político.

   Foi mais uma derrota nos bastidores de Wilson na tentativa de conseguir emprego para velhos aliados do período de cinco anos em que esteve no comando da Capital. Ele queria a Educação por se tratar da maior pasta da estrutura da máquina, tanto em orçamento quanto em número de servidores. Galindo se sentia pressionado de todos os lados pelos tucanos, que queriam continuar no staff. Preferiu, porém, agir quieto e sem ampliar o leque de consultas sobre perfil de novos membros da equipe para não causar alarde. Aos poucos, está mudando a cara da equipe. Por outro lado, começa a desagradar os que se sentem excluídos.

    Wilson Santos, por exemplo, não o procura mais. Já comenta para os amigos que Galindo o traiu politicamente, mesmo tendo acertado com o então vice de os aliados continuariam na administração somente até as eleições de 3 de outubro. Nem mesmo Adriana Bussiki, esposa de Wilson e que presidiu o IPDU por muitos anos, o prefeito quis renomeá-la. Optou por colocar no Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano o antigo assessor Sílvio Fidélis.

    Algumas mudanças em secretarias foram anunciadas, como a nomeação do vereador licenciado Paulo Borges (PSDB) na Infraestrutura; de Julieta Domingues na Ação Social; de Moisés Dias no Esporte e Cidadania; de Antonio Carlos Ventura Ribeiro na presidência da Sanecap; de Lamartine Godoi, na secretaria de Governo; de Lécio Nogueira, no Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; de Dilemário Alencar, no Trabalho e Desenvolvimento Econômico; e de Carla Regina, no Planejamento, Orçamento e Gestão.

    Numa segunda etapa, prevista para janeiro, Galindo que abrir espaço para os partidos aliados. De todo modo, desde já excluiu da equipe pessoas que estavam muito ligadas a Wilson e que se tornaram "pedra do seu sapato", além de trazer embaraços ao Alencastro, como Carlão, Edivá Alves, Euclides Santos e Elismar Bezerra.

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Artigo | 03/11/2010 - 20:41

Meu amigo Clóvis Roberto

João Negrão, de Brasília

João Negrão O jornalista Clóvis Roberto é um desses amigos que ficam sempre ali na espreita e que a gente pensa que nunca vai embora. Vinicius de Moraes, em seu famoso poema sobre “Amigos”, falava deles, desses “amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles”.

    Eu não frequentava a casa de Clóvis, mal conhecia sua esposa e filhos, mas ele me era íntimo o bastante para lhe amar como um amigo.

    Um daqueles, prosseguindo com Vinícius, que “não procuro, basta-me saber que eles existem (..) Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles”.

  Talvez nunca tenha dito a Clóvis Roberto o quanto gosto dele, mas com certeza ele sabia. Uma das minhas primeiras convivências assim que cheguei a Rondonópolis nos idos de 1983, mais exatamente em maio, passou a ser Clóvis Roberto. Era o apresentador de um programa matinal na rádio Clube da cidade e eu, apaixonado por rádio, sempre o ouvia com frequência. Era um programa polêmico e de certa forma havia um direcionamento político dentro das conveniências dos donos da emissora, ali inclusos o próprio Clóvis e Hermínio Barreto, que viria a ser vereador, deputado estadual e prefeito da cidade, sempre com apoio da rádio e de Clóvis. Nesse contexto, a admiração mútua era invariavelmente abalada pelos nossos conflitos políticos e ideológicos.

   O carinho mútuo superou todas essas divergências e passamos a ser mais próximos quando Clóvis Roberto deixou Rondonópolis logo em seguida a mim e veio para Cuiabá. Havia rompido politicamente com aquele grupo com o qual estava umbilicalmente inserido décadas antes. Não sei por que cargas d’água isso aconteceu e nem quero saber. O fato, entretanto, é que Clóvis veio para o nosso lado e tive a grata satisfação de trabalhar com ele na coordenação de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá entre 93 e 94, com Dante de Oliveira. Clóvis era um de meus repórteres mais dedicados e, apesar de estar ali por uma indicação política, dava tudo de si por um bom trabalho, bem ao contrário de outros que nem se dignaram a ser “aspones”. Clóvis ganhou o meu respeito definitivo ali.

   Um pouco mais tarde, quando voltei para o jornal A Gazeta, Clóvis começou a fazer parte da equipe que implantaria a rádio Gazeta e depois e a TV Gazeta. Poucos anos depois, quando o Grupo Gazeta de Comunicação se unificou de fato numa mesma sede, na rua Tereza Lobo do bairro Consil, meu contato diário com Clóvis estreitou ainda mais nossa amizade. Nossos encontros pelos corredores, na cantina ou mesmo nos estúdios era para falar de política, de história – uma paixão de ambos – e de jornalismo.

   Seu conhecimento amplo sobre esses três assuntos era uma estímulo a nossas conversas sempre agradáveis. Continuei tento divergências ideológicas com Clóvis, especialmente sobre o trato em relação às abordagens no Cadeia Neles. E não foram raras as vezes que ele me convidava para um contraponto no rádio ou em seu programa, solicitando inclusive contraditórios. O que extraio disso é a consciência de um jornalista com muita opinião, mas nunca fechado às opiniões contrárias. Clóvis era um polemista por natureza, mas aberto, de coração e alma.

   Clóvis Roberto Balsalobre de Queiroz resolveu ir embora no final da tarde desta quarta-feira (3). Eu que acompanhei o seu drama e em vários momentos pude constatar o seu sofrimento e sua esperança em continuar vivendo tinha a plena certeza que ele continuaria entre nós por muitos e muitos anos. Sua força interior e sua vontade de superação me davam tal convicção. Mas acabou indo e contrariou esse sentimento de amigo que nunca imagina que esses caras se vão. Mas eles vão e, às vezes, nem se despedem da gente. Adeus, amigo.

  João Negrão é jornalista e correspondente do RDNews em Brasília

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TRAJETÓRIA | 03/11/2010 - 20:35

Clovis Roberto se opôs a Bezerra e projetou Wellington e Barreto

Romilson Dourado

  Clovis Roberto, que faleceu nesta quarta (3), era um comunicador polêmico, de credibilidade, corajoso e contava com milhares de admiradores. Antes de ter uma linha mais política, ele batia duro no poder público em defesa intransigente da sociedade. Por isso, sua imagem e discurso foram muito usados por políticos em época de campanha.

   Em Rondonópolis, Clovis foi responsável por exemplo, por ajudar a conquistar votos para os hoje deputados estaduais e federais Jota Barreto e Wellington Fagundes, respectivamente, nas várias eleições em que ambos disputaram. Barreto foi prefeito (89/91) e neste ano se elegeu deputado para o terceiro mandato. Fagundes perdeu para prefeito, na época em que Clovis não o servia mais como cabo eleiotral, e garantiu no último 3 de outubro o sexto mandato na Câmara Federal.

   Os dois políticos são sócios em Rondonópolis da rádio Clube AM, detentora de maior audiência da região sul do Estado. Foi na emissora que Clovis ganhou fama. Apresentava o programa "Rondonópolis Agora". A população não desgrudava do rádio, especialmente para ouví-lo. Quem não conhecia Clovis pessoalmente e o acompanhava pelas ondas do rádio, imaginava se tratar de um homem forte por causa do vozeirão e do timbre firme. Em verdade, era um profissional magro. Se dedicava ao máximo à profissão. Mostrava habilidade, inteligência e conhecimento na hora de discorrer sobre assuntos variados e conseguia prender a atenção do ouvinte.

   Nos palanques das campanhas eleitorais, o campeão de audiência arrastava centenas de eleitores. Os maiores comícios da dupla Wellington/Barreto eram animados por Clovis. Fazia discurso inflamado e pedia votos. Assim, nas costas de Clovis, eles conseguiram vitórias nas urnas. Quem sofreu muito na pele a linha opositora do radialista na época foi o hoje deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), principalmente no período em que respondeu como prefeito nos dois dos três primeiros mandatos.

   Clovis foi descoberto pelo jornalista e empresário João Dorileo Leal, que o convenceu a se mudar para Cuiabá. Assim, passou a fazer parte do Grupo Gazeta de Comunicação, como radialista da rádio Gazeta e depois CBN e como apresentador titular do Cadeia Neles e de outros programas regionais da emissora.

   Curiosamente, a sua decisão de disputar, pela primeira vez, cargo de deputado estadual o fez aproximar de Carlos Bezerra. Foi na campanha de 2002. Clovis concorria a deputado estadual e, Bezerra, ao Senado. Por imposição do seu partido, o PSDB, e por força da aliança com o PMDB, o apresentador gravou participação no horário eleitoral, em que aparecia pedindo voto para Bezerra. Fez aquilo contrariado. Como o discurso feriu sua linha crítica enquanto profissonal da comunicação, a mensagem pró-Bezerra não foi bem aceita. Acabou por trazer-lhe desgaste político. Muitos acham que Clovis só perdeu por causa disso. Ficou na suplência e, depois, veio a assumir cadeira na Assembleia por alguns meses.

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Descontração | 03/11/2010 - 17:06

Violeiro Almir Sater mostra talento na música e no palco

Laura Nabuco

   Violeiro desde os 12 anos, o cantor e compositor sul mato-grossense Almir Sater, ficou reconhecido no Brasil por resgatar a música regional popular para o gosto do grande público. Sua figura também ficou conhecida pelas interpretações de personagens em novelas famosas. Enquanto o primeiro disco foi lançado no início da década de 1980, a carreira como ator teve sua estreia 10 anos depois, na trama "Pantanal", exibida pela extinta Rede Manchete.

   Na música, as parcerias com Renato Teixeira e Sérgio Reis, com quem compôs grandes sucessos do cancioneiro brasileiro, foram as responsáveis pelo sucesso. Ao todo Almir Sater já lançou 10 álbuns solo, gravou participações em 4 discos e teve suas músicas incluidas nas trilhas sonoras de 3 novelas. O último trabalho foi o disco "7 Sinais", lançado no início de 2007. Como ator a última aparição foi na pele do personagem Mariano, na novela "Bicho do Mato", exibida pela Rede Record.

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Clique no play e confira a parceria de Almir Sater e Sérgio Reis

POCONÉ | 03/11/2010 - 15:05

Seis chapas disputam prefeitura

Laura Nabuco

   O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encerrou nesta terça (2) o prazo para o registro de candidatura para a eleição suplementar de Poconé, agendada para ocorrer no dia 5 de dezembro. O pleito decidirá quem serão os novos gestores da cidade pelos próximos dois anos. A eleição foi marcada depois que o prefeito eleito Clóvis Martins (PTB) e sua vice Nilce Meire Rodrigues Leite (PT) tiveram os mandatos cassados por suposta compra de votos e abuso de poder econômico.

   Conforme o RDNews adiantou no último domingo (31), 6 chapas devem disputar a prefeitura. Pelo PR concorrem Pedro Fontes Filho e Aécio Dias de Arruda, pelo PT Nilce Mary Leite e Maria Rosa Rondon e pelo PDT Rodemilson Gonçalo Barros e Benedito Edimar Oliveira Sales. Já pela coligação "Avança Poconé" (PSDB e PTdoB) disputam Ornella Falcão e Wanderson Sebastião Barbosa Bastos, pela coligação "Poconé Mais Forte" (DEM, PPS, PSL, PSB e PV), Arlindo Márcio Morais e Cybelle Silva Gahyva Eubank, e pela coligação "Compromisso com Poconé" (PP e PTB), Ney Rondon Marques e Ademir Zulli.

RIBEIRÃO CASCALHEIRA | 03/11/2010 - 12:20

Urnas são lacradas; eleição suplementar é no domingo

Laura Nabuco

    O lacre das urnas eletrônicas que serão utilizadas na eleição suplementar de Ribeirão Cascalheiras, marcada para 7 de novembro, foi realizado nesta quarta (3). Na semana anterior os candidatos que concorrem ao cargo de prefeito e vice puderam conferir como suas fotografias, nomes e números serão exibidos aos eleitores no momento do voto.

    A eleição suplementar na cidade foi agendada depois que o prefeito eleito Francisco de Assis dos Santos (PT), o Diá, foi cassado por compra de votos cerca de dois meses depois do pleito que o elegeu. Duas coligações disputam a prefeitura da cidade. "Compromisso, Ação e Desenvolvimento, Quatro Anos em Dois", formada pelas siglas PR e DEM apresentou Adário Carneiro Filho para o cargo de prefeito e Jair Barros Lima para vice. Já a chapa do PP e do PMDB, "Todos Juntos por Ribeirão Cascalheira" lançou as candidaturas de Antônio de Morais Pinto Júnior e Deusiano Ferreira dos Santos, aos cargos de prefeito e vice, respectivamente.

   A eleição chegou a ter uma terceira coligação disputando a prefeitura, mas a candidata pela chapa formada por PSDC, PDT, PT e PPS, "Trabalho, Progresso e Cidadania", Patricia Vilella, desistiu do pleito. O candidato a vice era o atual presidente da Câmara Municipal, João Marcos Alves.

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POLÊMICA | 03/11/2010 - 11:12

Leitor defende Wilson e revela detalhes da "traição" de Euclides

Laura Nabuco

    Após a convenção do PSDB que oficializou o nome da vereadora Ornella Falcão para disputar a Prefeitura de Poconé em eleição suplementar em 5 de dezembro, o ex-secretário de Infraestrutura de Cuiabá, Euclides Santos, que pretendia disputar o cargo, passou a ser visto como vítima de um suposto complô liderado pelo amigo e ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB).

   Figura histórica do PMDB, Euclides já foi prefeito de Poconé por 2 mandatos e disputou sem sucesso as eleições municipais de 2008. Após a derrota ele deixou a sigla e aderiu ao PSDB num sinal de fidelidade a Wilson, mas acabou sendo colocado de lado. O primeiro atrito dele com a sigla ocorreu na corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia. Na época, chegou a ser pré-candidato, mas não conseguiu oficializar seu nome devido a problemas na sua filiação. Agora era considerado o favorito à vitória no pleito, que decidirá quem vai substituir o prefeito cassado Clovis Martins (PTB), mas teria sido deixado de lado pelo partido sob influência de Wilson por ter feito "corpo mole" durante a campanha eleitoral do tucano ao Governo.

   A revolta e vitimização do ex-prefeito, que chegou a pedir a desfiliação da sigla, fato exibido em uma matéria do RDNews pubicada no último domingo (31), no entanto, foram questionadas pelo leitor Otacílio Miranda, por meio de um comentário. Ele faz uma relação de argumentos que justificam a decisão do partido pelo não lançamento da candidatura de Euclides e diz que ele seria o verdadeiro "traidor" da história.

   Veja a matéria "Ornella é oficializada candidata; Euclides deixa PSDB; 6 na disputa"

   De acordo com Otacílio, Euclides teria sido o motivo para que Armando de Oliveira, irmão do ex-governador Dante de Oliveira (falecido em 2006) e financiador histórico das campanhas do PSDB, não apoiasse a candidatura, mais tarde fracassada, de Wilson ao Palácio Paiaguás. A decisão teria sido tomada depois que o tucano demonstrou apoio ao então secretário de Insfraestrutura quando ele foi acusado de perseguir o diretor da pasta, Leonardo de Oliveira, filho de Armando.

   Além de Leonardo, Euclides é acusado pelo leitor de ter perseguido outros membros da secretaria. O ex-secretário pretendia, segundo Otacílio, retirar da pasta os indicados por Wilson e escolher os próprios colegas de trabalho. Na ocasião, o afastamento do ex-prefeito de Poconé do cargo chegou a ser cogitado, mas logo foi evitado para não prejudicar ainda mais a campanha de Wilson. A "cabeça" dele, inclusive, foi pedida várias vezes por vereadores e nos bastidores comenta-se que após saber que deixaria mesmo a pasta, teria "abandonado" a secretaria. Assim, quando o seu sucessor Paulo Borges assumiu o comando da pasta encontrou uma verdadeira bagunça, a começar pela coleta de lixo, que em muitos bairros não ocorria há 3 semanas.

   Otacílio também acusa Euclides de ter abandonado a candidatura do ex-prefeito ao Governo. O ex-secretário, figura influente em Poconé, não teria atendido as ligações do então candidato dias antes de sua visita à cidade em busca de votos, assim como não compareceu aos atos pró-Wilson no município. Mesmo tento todos os motivos para prejudicar Euclides, segundo o leitor, Wilson não teria sido o "mandante" da indicação de Ornella no lugar dele. A decisão partiu de uma reunião com membros da regional do PSDB.

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