Quinta, 17 de Maio de 2012, 18:52 h

PALÁCIO ALENCASTRO | 06/04/2010 - 09:20

Aray pressiona servidores na busca de voto para deputado

Romilson Dourado

Aray da Fonseca, pré-candidato a deputado    O ex-secretário de Saúde de Cuiabá Aray Carlos da Fonseca Filho, pré-candidato a deputado estadual, passou a explorar o fato do PTB ter assumido o comando do Palácio Alencastro, sob Chico Galindo, para pressionar servidores a votar nele. Os mais acuados são ocupantes de cargos comissionados, que vêm recebendo até ameaça de exoneração. Aray tem propagado que a prefeitura hoje não é mais do PSDB, que ficou sob Wilson Santos por cinco anos e três mês, mas sim do PTB.

   O curioso é que o prefeito Galindo não tem freado a investida de Aray. A maior influência do ex-secretário é na pasta da Saúde, onde encontra brecha para autar diante da omissão do titular Maurélio Ribeiro. Aray concentrou sua pré-campanha junto aos servidores públicos da Capital. Ele já programou uma série de reuniões com coordenadores e chefes de setores. Esses encontros não são nada democráticos. Aray rasga o verbo. Chega a dizer que tem poder de influência junto a Galindo que pode até determinar a exoneração do secretário. Empresário do ramo da saúde, Aray adiantou para correligionários que "dinheiro para a campanha não será problema".

   Ele foi o primeiro secretário de Saúde da gestão tucana. Ficou no cargo de janeiro a outubro de 2005. No ano passado, Aray havia trocado o PTB pelo PDT. Sua intenção seria assumir a presidência regional da legenda e reforçar o pré-projeto para deputado federal. Tentou atropelar o processo e foi vetado pelo dirigente pedetista, deputado Otaviano Pivetta. Aray resolveu, então, retornar ao partido de origem, já vislumbrando ganhar poder com Galindo na Prefeitura de Cuiabá.

   O PTB não quer coligação na proporcional. Vai lançar mais de 30 candidatos com potenciais entre 3 mil a 5 mil votos. A meta principal é eleger Aray, daí a sua estratégia de "colar" em Galindo, que comanda a legenda pedetista no Estado, para ser espécie de porta-voz desse novo grupo político. Aray não terá uma missão fácil. Projeções apontam para um quociente eleitoral de aproxidamente 65 mil votos para cada vaga de deputado por partido e/ou coligação. Hoje o PTB não tem uma cadeira no Legislativo mato-grossense. Em 2006, elegeu Galindo com menos de 12 mil votos. Com sua renúncia para assumir o posto de vice-prefeito, o partido perdeu espaço na Assembleia.

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INFRAESTRUTURA | 06/04/2010 - 08:16

Vilceu tenta se manter no governo; Nilton de Brito é cotado para Sinfra

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

   Vilceu Marchetti está com os dias contados na secretaria estadual de Infraestrutura. Vai ser substituído por Nilton de Brito, servidor de carreira e que já exerceu várias funções dentro da pasta, entre elas de diretor de Manutenção. Hoje, Brito atua como assessor em Brasília do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot. O comentário no Palácio Paiaguás é que Vilceu seja exonerado até o final deste mês. Sua permanência contraria o próprio governador Silval Barbosa (PMDB).

   O ex-prefeito de Primavera do Leste e ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios se "segurou" no cargo por causa de articulação dele próprio junto ao então governador Blairo Maggi. Para não criar conflitos, Silval decidiu mantê-lo no primeiro escalão por alguns dias. Nilton de Brito já fora comunicado que vai conduzir a Infraestrutura. Há um temor no âmbito do governo, principalmente nesta fase de pré-campanha eleitoral em que Silval se prepara para buscar a reeleição, sobre a quanto anda a gestão Vilceu. Há suspeitas de irregularidades na secretaria, inclusive na aquisição de maquinários. Houve, por exemplo, coincidências de preços em parte dos equipamentos. Para evitar confusão e crise, assessores preferem propagaram que Vilceu deve sair para ajudar na coordenação da campanha de Maggi ao Senado.

    Conflitos antigos

    Ademais, Vilceu já confrontou Silval em 2007. Na época, Maggi convidou o peemedebista e então vice-governador para assumir a Infraestrutura. Nos bastidores, Vilceu reagiu para não perder o cargo. Chegou a espalhar que, se "caisse", apresentaria espécie de dossiê contra Pagot, que conduziu a pasta por mais de quatro anos. Maggi recuou e ofereceu a Educação para Silval. Eis que surge o PT e, nas negociações para ampliação do arco de alianças, Blairo Maggi abre espaço para o partido e nomeia Ságuas Moraes, tirando de Silval a chance de virar supersecretário na época. Agora como chefe do Executivo, Silval decidiu esperar por alguns dias para exonerar Vilceu, antes que a oposição "estoure" alguma bomba para o lado da Infraestrutura, o que espalharia respingo em todo Palácio Paiaguás.

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ARAGUAINHA | 05/04/2010 - 18:33

Polícia prende presidente da Câmara por ameaça e peculato

Simone Alves

   Policiais civis prenderam nesta segunda (5) o presidente da Câmara de Araguainha (a 415 km ao Sul de Cuiabá), Valdeir Divino Cruz de Oliveira (PP). O vereador coleciona acusações de calúnia, porte ilegal de arma de fogo, peculato, entre outras. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 2ª Vara Cível da Comarca de Alto Araguaia. O magistrado sustentou que o acusado ameaçou testemunhas, o que coloca em risco a ordem pública.

   Segundo o juiz, Valdeir pediu empréstimo de R$ 5 mil a um policial militar para comprar um Jet Sky, que seria utilizado num festival náutico de Alto Araguaia. A transação teria ocorrido em setembro de 2009 e, conforme a denúncia, o parlamentar usou um cheque caução em nome da Câmara como garantia do pagamento.

   Ao ser informado da instauração do inquérito, o progressista foi à delegacia e registrou um boletim de ocorrência supostamente falso, em que detalha o furto do cheque pelo próprio policial e por um irmão do agente. Além da “manobra”, Valdeir teria coagido testemunhas com telefonemas anônimos.

   Para Plaza Machado, a liberdade do acusado poderia implicar em perda de provas, pois o cargo e a influência possibilitam que Valdeir destrua documentos guardados na Câmara de Araguainha.
 

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RUMO ÀS URNAS | 05/04/2010 - 18:05

Dilma rasga elogios a MT, mas Maggi deixa de prestigiar evento

Simone Alves

Dilma Rousseff e Alfredo Nascimento Foto: Valter Campanato   O PR declarou nesta segunda (5) apoio oficial à pré-candidatura da Dilma Rousseff (PT) à presidência da República. Ex-ministra-chefe da Casa Civil, ela rasgou elogios aos republicanos mato-grossenses. Adjetivos suntuosos também não faltaram ao novo presidente nacional da legenda, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes. O evento foi realizado, durante a tarde, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília. O PR é o primeiro partido a oficializar apoio ao projeto eleitoral do PT.

    Segundo o deputado federal e presidente do diretório em Mato Grosso, Wellington Fagundes, o apoio a Dilma é um caminho natural devido o bom relacionamento entre as duas siglas. Mais de 100 mato-grossenses republicanos acompanharam a solenidade. “Estamos numa grande caravana. Não poderia ser de outra maneira, já que Mato Grosso, durante o governo do PR (Blairo Maggi), teve abertura para levantar recursos federais a muitas obras”, destacou.

   Apesar de ser citado e elogiado, o presidente de honra da nacional, ex-governador Blairo Maggi não prestigiou a solenidade. Reconhecido como fundador do partido no Estado, ele abriu mão do evento para descansar e se dedicar à família. Tanto Dilma quanto o senador Alfredo falaram da parceria entre o governo de Mato Grosso e o governo do presidente Lula (PT). “Maggi fez falta, mas foi bem representado e lembrado merecidamente”, disse Wellington.

   Além do presidente da legenda do Estado, estiveram na solenidade o diretor-geral do Dnit, Luiz Pagot, o deputado federal Homero Pereira, bem como prefeitos e vereadores republicanos.

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Descontração | 05/04/2010 - 16:00

Lô Borges canta ao vivo e envolve público

Lislaine dos Anjos

   Quando Salomão Borges Filho decidiu investir na carreira musical, adotou o nome artístico de Lô Borges. O cantor e compositor mineiro foi um dos fundadores do Clube da Esquyina, um grupo de artistas que marcou presença na música popular das décadas de 1970 e 1980. Lô Borges foi co-autor, junto com Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina (1972), que se tornou um marco na MPB.

   O cantor é considerado um dos compositores mais influentes do país. Elis Regina, Flávio Venturini, Milton Nascimento são alguns dos nomes de peso que já gravaram suas composições, além de ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skak e Nando Reis. Entre seus maiores sucessos estão "Paisagem da Janela", "Para Lennon e McCartney" e "O Trem Azul".

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Clique no play e confira o som de Lô Borges

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 05/04/2010 - 12:09

Consultoria contratada por Riva analisa ZSEE antes da 2ª votação

Patrícia Sanches

  O projeto do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE) passa por análise da Comissão de Constituição e Justiça presidida pelo deputado Sebastião Rezende (PR) e deve ser levado a plenário para segunda votação nos próximos dias. O projeto é tido como um dos principais legados da gestão Blairo Maggi, que renunciou ao governo na semana passada para disputar o Senado sem conseguir aprovar a proposta na Assembleia Legislativa. Por enquanto, o substitutivo do ZSEE votado apenas em primeira votação e sob muita polêmica.

  Na última terça (29) o projeto foi votado e aprovado com maioria simples, ou seja, metade mais um, já que apenas 14 dos 24 deputados se encontravam no plenário apesar do painel registrar que 20 estavam em sessão. Alexandre Cesar (PT) foi o único a se posicionar contrário ao ZSEE, sob alegação de que houve falta de zelo com a matéria – veja aqui. O ZSEE é fundamental para a reformulação da legislação ambiental e vai alterar significativamente as bases ambientais no Estado, mas precisa ser cuidadosamente feito e votado para que não seja questionado pelos órgãos federais como Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

  Caso o Conama não concorde com o que está aprovado, pode “barrar” a proposta, fazendo cair por terra todos os esforços, audiências, recursos investidos e estudos para viabilizar a criação do Zoneamento. Diante da polêmica o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), já anunciou que vai contratar uma consultoria para esmiuçar o substitutivo aprovado e dar seu parecer. Isso deve ocorrer dentro de 20 dias e deve ser determinante para eliminar as dúvidas sobre o substitutivo aprovado.

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RUMO ÀS URNAS | 05/04/2010 - 11:07

Taques critica baixarias e prevê "puxões de tapete" na campanha

Patrícia Sanches

  O ex-procurador da República e pré-candidato ao senado Pedro Taques (PDT) prevê ataques apócrifos e “puxões de tapete” durante a campanha eleitoral deste ano, mas se diz tranquilo e acredita no trabalho da Justiça. “Para esse tipo de nível, vídeo de internet e fotos alteradas, existe a lei e a Justiça. Baixaria não é o meu nível”, respondeu ao ser perguntado nesta segunda se vai responder aos ataques, durante entrevista à Rádio CBN, no programa CBN Cuiabá, apresentado pelo analista político Alfredo Menezes e pelo jornalista Davi de Paula. Ele aproveitou a oportunidade para falar das ameaças que já recebeu. Enfatizou que nenhuma delas foi contra a sua vida ou integridade física, mas sim contra a sua moral. “Não foi ameaça de morte. Recebi um ou dois telefonemas de pessoas que disseram que vão colocar rabo em mim, mas estou tranquilo”, ponderou o ex-procurador.

  O pré-candidato criticou ainda o clima de “já ganhou” em torno de alguns candidatos. “Dizem que já existem pessoas eleitas, mas eu não penso assim. Não acredito que o jogo possa terminar antes de acabar”, enfatizou Taques, numa referência ao clima de euforia em torno da candidatura do ex-governador Blairo Maggi (PR), que deixou o Paiaguás com mais de 90% de aprovação. "Históricamente já vi governadores saírem do poder com mais de 80% de aprovação e não vencer", disse Taques, fazendo analogia ao caso do ex-governador Dante de Oliveira (falecido em 2006), que disputou sem êxito a senatória.

   Muitos analistas entendem que o ex-procurador da República seria uma espécie de opção para o segundo voto de grande parte do eleitorado. Entendem que por ele ser mais neutro conseguiria cativar eleitores de todos os lados. “Seria muita pretensão e soberba dizer que sou o segundo o voto. A melhor pesquisa é a das eleições”, ressaltou. O pré-candidato ao Senado acredita ainda que os eleitores não querem mais ouvir baixaria. “É o momento de expor o nosso trabalho”, reforçou. Ao avaliar as possibilidades que terá de se eleger e os riscos que corre ao ter deixado o MPF, o ex-procurador pondera que viver é muito perigoso, e que se ficar pensando nisso não vai fazer nada.

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CONFUSÃO | 05/04/2010 - 08:00

Em parecer, Vilela aponta falhas de delegados e provoca crise na Civil

Romilson Dourado

   O corregedor-geral da Polícia Judiciária Civil, Paulo Rubens Vilela, cotado para o cargo de diretor-geral, expõe negativamente a instituição quando, em um parecer assinado em 10 de fevereiro deste ano, aponta uma série de deficiências, como a falta de delegados nos plantões ou, quando presentes, deixam para escrivães de polícia elaborar auto de prisão em flagrante e ainda acusa um delegado de realizar trabalho pífio (o nome está sendo preservado por este blog). O parecer é sigiloso, mas acabou distribuído para diversos segmentos plantonistas, como nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania, o que vem gerando crise e conflitos entre Vilela e os delegados.

 Fernando Ordakowski

Diógenes Curado, secretário de Justiça e Segurança Pública, indica à Diretoria-Geral da Polícia Civil o corregedor-geral Paulo Vilela, que enfrenta resistência dos delegados; desgaste pode levar governador a recuar da nomeação

   O secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, já havia sugerido ao novo governador Silval Barbosa o nome do corregedor-geral para o comando da Civil. A tendência é que o Palácio Paiaguás, para evitar desgaste, venha a recuar da nomeação. Hoje o diretor-geral é Lindomar José da Costa, que se articula para ocupar cargo na Agecopa, autarquia que cuida dos projetos preparativos de Cuiabá para sediar a Copa do Mundo de 2014.

   Em 31 de dezembro do ano passado, o delegado Marcelo Felisbino Martins, titular da Delegacia Especializada de Repreensão a Entorpecentes de Cuiabá, encaminhou à Corregedoria-Geral uma consulta. Sugeriu um estudo sobre a possibilidade do delegado plantonista justificar o seu entendimento toda vez que optar por prisão em flagrante por droga. Colocou em discussão a Lei 11.343, de 2006, que exige que a tipificação por tráfico seja fundamentada no relatório final, eximindo a autoridade policial do despacho fundamentado na autuação do flagrante.

   Em fevereiro, o delegado Carlos Cunha, corregedor-auxiliar, emitiu parecer acerca do assunto e que foi submetido à apreciação do corregedor-geral Paulo Vilela. Este, por sua vez, o acolheu e, por meio da própria Corregedoria-Geral, encaminhou o relatório aos Ciscs. No documento, marcado por erros gramaticais, Vilela afirma que "(...) a criação dos Ciscs e as condições de trabalhos (sic) dos plantonistas não é (sic) mais tão ruim (sic) assim (...)".

    Em seguida, cutuca: "(...) todos sabemos que, salvo 'alguns colegas mais zelosos' (...), muitos (...) nem se fazem (sic) presentes aos plantões ou, quando ali se encontram, deixam a elaboração do Auto de Prisão em Flagrante Delito exclusivamente para os escrivães de polícia (...)". Em outro trecho do parecer, Vilela ataca um delegado de polícia, para quem "possui como idiossincrasia a realização de um trabalho pífio, onde (sic) sequer são circunstanciados os fatos ocorridos nas oitivas de testemunhas, e o indiciado é orientado pelo próprio policial que preside (...), a manifestar-se apenas em juízo".

   No relatório em que expõe a má qualidade dos autos de prisão em flagrante, que são elaborados pelos colegas plantonistas nos pretórios policiais de Cuiabá, o corregedor-geral enfatiza que deve seguir a Instrução Normativa 01/2001, de caráter eminentemente interno, como se esta pudesse sobrepor a uma lei federal específica editada em 2006.

   Do parecer de Paulo Vilela não se sabe qual conclusão é pior. Se as ataques e críticas são verdadeiros e a Polícia Civil realiza um péssimo trabalho, a Corregedoria-Geral e os corregedores estão cometendo crime de prevaricação, considerando que nada estão fazendo para corrigir e punir os "infratores". Já, por outro lado, se os fatos forem mentirosos, pior ainda, pois os corregedores estão cometendo crimes de calúnia, injúria, difamação e denunciação caluniosa, já que atacam colegas e a própria instituição, a qual deveriam defendê-la.

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Confira no link abaixo o documento assinado pelo corregedor-geral Paulo Vilela

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Senado | 04/04/2010 - 19:27

Senadora descobre 6 faltas e manda "enquadrar" Vuolinho

Romilson Dourado

Assessor parlamentar Vicente Vuolo   A senadora Fátima Cleide (PT-RO) desmentiu, por meio de assessoria, o seu assistente técnico parlamentar Vicente Vuolo Filho, o Vuolinho, e mandou comunicar ao Departamento Pessoal do Senado que este faltou ao trabalho durante seis dias, de 12 a 19 de março. Seu gabinete constatou, por outro lado, que nos dias 15, 16 e 18 Vuolinho fez o registro de ponto. A parlamentar petista encaminhou nota ao RDNews, por meio do chefe de Gabinete Antonio Soares da Silva, por causa da suspeita de que o mato-grossense Vuolinho, filho do senador falecido em 2001 Vicente Vuolo e que está lotado em seu gabinete, estaria fazendo pré-campanha em alguns municípios do Estado em pleno horário de expediente. O escandalo veio à tona no site Congresso em Foco. Ganhou repercussão nacional.

   Fátima revela que pediu providências administrativas sobre a postura de Vuolo, que se diz  pré-candidato a deputado federal pelo PT. Ele passou a ser chamado de "candidato fantasma do Senado". Questionado pelo RDNews sobre o registro de ponto como se tivesse cumprindo expediente quando, em verdade, estava fazendo pré-campanha em alguns municípios, Vuolo reagiu contra-atacando. Disse que sua senha fora usada pelo gabinete da senadora Serys Marly, de quem foi assessor - saiba mais aqui, e insinuou perseguição. Serys avisou sua colega Fátima sobre a acusação do ex-servidor. A senadora por Rondônia chamou Vuolinho para uma coversa e cobrou explicações sobre a denúncia. Acuado, o assessor preferiu desconversar sobre o assunto. Na nota, Fátima assegura que o gabinete de Serys nada tem a ver com o episódio.

    Efetivado como servidor do Senado desde janeiro de 1983, Vuolinho, irmão do vereador cuiabano Francisco Vuolo (PR), foi beneficiado do chamado “trem da alegria” do Congresso Nacional, que incluiu entre os servidores do quadro permanente das duas Casas (Câmara e Senado) funcionários sem aprovação em concurso público. Antes de atuar no gabinete de Fátima Cleide, ele prestou serviços no de Serys.

Eis, a nota assinada pelo gabinete da senadora Fátima Cleide

Com relação ao noticiário da imprensa matogrossense referente ao servidor do Senado Federal, Vicente Vuolo Filho, lotado no Gabinete da Senadora Fátima Cleide, temos a esclarecer o seguinte:
1. O servidor se ausentou do trabalho durante seis dias úteis – 12, 15, 16, 17, 18, e 19. Verificamos que nos dias 15, 16 e 18 seu ponto foi registrado;
2. Ao tomarmos conhecimento do ocorrido, encaminhamos as providências administrativas cabíveis de responsabilidade deste gabinete;
3. Os registros de freqüência feitos indevidamente serão desconsiderados no momento oportuno que será quando faremos o atesto de freqüência mensal; e
4. Não tem procedência a denúncia de que haja algum envolvimento do gabinete da Senadora Serys Slhessarenko no episódio.
Brasília, 01 de abril de 2010
Antônio Soares da Silva
Chefe de Gabinete da senadora Fátima Cleide

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Descontração | 04/04/2010 - 16:00

Marina faz versão de Beija-Flor

Lislaine dos Anjos

   Dividindo o tempo entre a música e a televisão, Marina Lima conquistou fãs por todo o país. Com mais de 30 anos de carreira, a cantora e compositora brasileira teve a primeira canção, "Meu Doce Amor", gravada por Gal Costa, em 1977. Com o irmão e poeta Antônio Cícero firmou uma parceria de sucesso. Depois de passar a infância e parte da adolescência nos Estados Unidos, voltou ao Rio de Janeiro e lançou seu primeiro LP, "Simples Como Fogo" (1979). O curioso é que ela só começou a assinar os trabalhos com o sobrenome Lima a partir dos anos 1990.

   Com mais de 20 álbuns disponíveis ao público, entre compilações e originais, Marina já emplacou hits nas rádios do país. "Fullgás", "Nada Por Mim" e "Eu Te Amo Você" são canções que alcançaram projeção nacional. Mesmo o período de depressão e problema vocal, enfrentados após a morte do pai, no início da década de 1990, não a impediu de continuar trabalhando. Foi nesse momento conturbado que a cantora lançou um dos álbuns mais bem quistos. O CD, "Registros à Meia-Voz" (1996), contém versões de Marina para letras de Paulinho da Viola, Zélia Duncan e Roberto Carlos.

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Clique no play e confira o talento de Marina Lima

RESGATE HISTÓRICO | 04/04/2010 - 13:46

Na década de 70, Filinto Muller em entrevista em Cuiabá

Lislaine dos Anjos

Filinto Müller, em entrevista dada em Cuaibá, na década de 1970
Ex-senador pelo PSD e ex-presidente do Congresso Nacional, o militar e advogado Filinto Muller é lembrado por muitos como personalidade mato-grossense que marcou época. Ele foi senador por Mato Grosso por quatro mandatos (47/73)Militar e político, Filinto é apontado até hoje por alguns historiadores como o "patrono das armas" dos torturadores do Brasil. outros defendem-se como personalidade que defendeu os interesses do Estado. Muller engajou-se no movimento armado, em 1930. Essa investida resultou na chegada à Presidência de Getúlio Vargas. O mato-grossense se tornou chefe de Polícia do Distrito Federal no Estado Novo (32-42). A imagem acima é da década de 1970, no momento em que Filinto Muller concedia entrevista em Cuiabá. Ele se formou em Direito. Morreu em 1973, num acidente áereo no aeroporto de Orly, em Paris.
Foto: Eurípedes Andreatto/Misc

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CUIABÁ | 04/04/2010 - 09:18

Galindo só recorda de 3 das 14 prioridades elencadas ao staff

Simone Alves e Andréa Haddad

Chico Galindo Foto: Josinei Moreira   Apesar elencar 14 prioridades de gestão no encontro com o secretariado, o recém-empossado prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), só conseguiu recordar de três delas durante a visita às obras de reforma e ampliação do Hospital e Pronto-Socorro (HPSMC), neste sábado (3). Talvez o petebista tenha citado ao staff 14 pontos essenciais apenas por superstição. O número coincide com o cadastrado do partido no Tribunal Regional Eleitoral.

   Na inspeção ao HPSMC, Galindo destacou como prioridades a retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a efetiva implantação da Guarda Municipal e do Projeto de Revitalização do Córrego Gumitá. O novo prefeito mostra que ainda precisa se organizar melhor. Ele tem 33 meses para demonstrar serviço e precisa correr a fim de consolidar a pretensão de se reeleger na eleição de 2012.

   No momento, dar continuidade às ações implantadas nos últimos cinco anos e três meses pelo ex-prefeito e pré-candidato a governador, Wilson Santos (PSDB), é a missão que Galindo passou ao secretariado, em especial nas áreas de Educação, Saúde e Social. Ele pretende consolidar o programa de Educação Integral em todas as escolas e ampliar o projeto Siminina, que atende mais de 1,5 mil meninas com idade entre 07 e 14 anos.

   Á frente do Palácio Alencastro, Galindo terá outra grande missão: buscar parcerias com o setor privado com vistas a estruturar a Capital para sediar jogos da Copa de 2014. Em relação ao Rodoanel, que prevê uma nova perimetral em substituição à avenida Miguel Sutil, ele avalia que a obra depende mais dos recursos do Governo Federal do que da própria prefeitura.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 04/04/2010 - 07:18

PR reduz para 16 lista de pré-candidatos e quer chapão com PMDB e PT

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Deputado João Malheiros é um dos nomes na corrida à reeleição por um PR que acabou tendo alguns desfalques

   O maior partido do Estado em número de ocupantes de cargos eletivos - são 33 prefeitos, 17 vice, 228 vereadores, 6 deputados estaduais e 2 federais -, não conseguiu fechar a chapa completa para deputado estadual. Em princípio, o Partido da República apresentava lista com 26 virtuais concorrentes. Agora, restaram 16. No processo de depuração, recuaram da disputa três prefeitos, sendo eles Júlio Ladeia (Tangará da Serra), que se recupera de um acidente automobilístico; César Maggi (Sapezal) e Fernando Gurgen (Querência) e o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato. Sem chapa pura, o partido do ex-governador Blairo Maggi defende a formação de um chapão junto com PMDB e PT. Os republicanos sabem que, diante de um quociente eleitoral que deve chegar a 65 mil votos, dificilmente vão conseguir manter a bancada de hoje de seis parlamentares.

   Como surgiu pós-eleições de 2006, o PR recebeu filiados de diferentes partidos, empurrados pela força da máquina estadual. Assim, se tornou o maior. Agora sem Maggi no Palácio Paiaguás, a tendência é da legenda perder quadros de filiados e também representatividade no Executivo e no Legisaltivo. Os seus deputados João Malheiros, Sérgio Ricardo, Mauro Savi, Wagner Ramos, Sebastião Rezende e Jota Barreto vão à reeleição. Ex-vereador e ex-secretário-chefe da Casa Civil do governo Maggi, Malheiros concorre pela Baixada Cuiabana. Dentro do PR ele disputa base com Sérgio, com o ex-deputado Emanuel Pinheiro e com o vereador Francisco Vuolo. Rezende e Barreto são da Grande Rondonópolis (Sul), enquanto Savi e Wagner buscam reforço no Médio-Norte.

    O blog teve acesso à lista de pré-candidatos, que está em poder do presidente regional, deputado federal Wellington Fagundes. Figuram como virtuais concorrentes à Assembleia quatro vereadores: Vuolo (Cuiabá), Hélio Pichioni (Rondonópolis), Benedito Moreira Brito, o Dito (Colíder), Manoel da Silva, o Branquinho (Nova Xavantina) e o ex-vereador por Sorriso Éderson Dalmolin (PR), o Xuxu. Quem já atua no Legislativo, como é o caso de vereador, não precisa renunciar ao mandato e muito menos se licenciar, o que motiva muitos parlamentares a disputar as eleições.

     O PR aposta todas as fichas nas candidaturas à cadeira de deputado dos ex-secretários de Estado José Aparecido, o Cidinho (Projetos Estratégicos), e Neldo Egon (Desenvolvimento Rural), que deixaram o DEM. Cidinho foi prefeito de três mandatos de Nova Marilândia e presidiu a Associação Mato-Grossense dos Municípios por dois mandatos. Neldo é da região do Araguaia e já disputou e perdeu para deputado estadual. Outro nome forte do partido é do ex-prefeito de Itiquira e produtor rural Ondanir Bortolini, que já montou grande estrutura para campanha. Completa a relação o ex-vice-prefeito de Lucas do Rio Verde. Osvaldo Martinello.

Os pré-candidatos do PR a deputado estadual
Mauro Savi
Sérgio Ricardo
João Malheiros
Sebastião Rezende
Wagner Ramos
Jota Barreto
Francisco Vuolo
Hélio Pichioni
Ondanir Bortolini, o Nininho
Emanuel Pinheiro
José Aparecido, o Cidinho
Manoel da Silva, o Branquinho
Neldo Egon
Benedito Moreira, o Dito
Osvaldo Martinello
Éderson Dalmolin, o Xuxu

(Às 13h30)Missias, Nardes e Guse são incluídos na relação de pré-candidatos

    A direção do PR acabou deixando de incluir três nomes na lista de virtuais candidatos a deputado estadual. A reclamação partiu dos próprios postulantes à cadeira na Assembleia e de leitores, em comentários postados nesta matéria. O pecuarista José Nardes, por exemplo, trabalha candidatura pelo PR. Ele é da região de Primavera do Leste e tem como cabos eleitorais o prefeito Getúlio Viana e o ex-prefeito Vilceu Marchetti, que comanda a secretaria estadual de Infraestrutura. O ex-prefeito de Conquista D´Oeste Waldemir Guse, presidente da Federação das Entidades Apícolas do Estado, também está no páreo, assim como Jeverson Missias, ex-secretário de Comunicação e ex-presidente do Dae de Várzea Grande.

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REPERCUSSÃO | 03/04/2010 - 11:30

Rumo ao Senado, Maggi e mais oito governadores renunciam

Simone Alves

  De olho na disputa pelas cadeiras do Senado, oito governadores deixaram os cargos para se candidatar nas eleições deste ano. É o que informa o site G1, em notícia veiculada neste sábado. Blairo Maggi é citado na matéria como um dos que transmitiram os cargos aos vices.

   Governadores do Paraná, Rondônia, Amazonas, Piauí, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Norte também se afastaram para dar espaço ao vice. Já os chefes do Executivo que pretendem disputar a reeleição não precisam deixar os mandatos. Em Mato Grosso, o agora governador Silval Barbosa (PMDB) é um exemplo disso. O peemedebista almeja o mesmo cargo, sendo, portanto, considerado candidato à reeleição.

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Confira a integra da notícia aqui.

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COMUNICAÇÃO | 03/04/2010 - 09:04

Sob efeito do feriadão, acessos ao RDNews ficam em 69 mil

Romilson Dourado

   O número de acesso diário do portal e do blog aumentou no decorrer desta semana, se comparado ao da anterior, mas, na soma geral, ficou menor devido ao feriado desta Sexta-Feira da Paixão. Segundo relatório do Google Analytics, entre segunda (29) a esta sexta (2) foram 69.020 acessos por IP (Internet Protocol), especificação que permite a comunicação consistente entre computadores ou 195.681 exibições de páginas nos quatro dias.

   O recorde de acessos da semana foi na segunda (29), que chegou a 17.675. Na terça (30) ficou em 17.387 e, na quarta, em 16.375. Na quinta, já dentro dos efeitos do feriado prolongado, o número de visitas caiu para 10.636 e, nesta sexta, para 6.947 acessos. Na semana passada, o relatório apontou 80.124 visitas ou 225.397 exibições de páginas - confira aqui.


Extrato acima mostra relatório do Google Analytics sobre acessos diários do RDNews entre segunda e sexta desta semana

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Comunicação | 03/04/2010 - 09:00

Cuidar da saúde é extremamente caro no país

Flávia Borges

   A revista IstoÉ que chega ao Estado a partir deste domingo (4) mostra como é caro tratar da saúde no Brasil. A publicação mostra a história de uma família que já gastou mais de R$ 600 mil para cuidar do filho, que após uma hemorragia cerebral, não enxerga, escuta, fala ou anda. "Quando o médico indica uma cirurgia ou um exame mais complexo, os brasileiros torcem para que o plano de saúde cubra tudo ou que o tratamento seja feito na rede pública. Só está livre dessa agonia quem tem um seguro-saúde de alto padrão, que cobre todas as despesas. Os clientes dessa modalidade podem pagar uma cirurgia sem que isso arruíne o orçamento familiar. Mas são poucos os que se encaixam nessa categoria". IstoÉ também destaca que a resposta para entender os motivos que fazem com que a saúde no país tenha um custo tão elevado envolve uma intrincada cadeia de fatores que incluem desde a qualidade do primeiro atendimento recebido – se for equivocado, cria-se, por exemplo, a necessidade de recorrer a mais exames – ao uso excessivo da tecnologia. Eles se somam para encarecer os serviços.

   IstoÉ também mostra a "carona" dos partidos considerados nanicos nas eleições deste ano. "Pequenos no porte, mas grandes nos sonhos, os partidos nanicos não são tão inofensivos como parecem. Muito pelo contrário. Juntos, representam uma ameaça às grandes legendas, ao repartirem em muitas fatias o imenso bolo eleitoral. Podem interferir diretamente no resultado da eleição de outubro e até mesmo levá-la para o segundo turno. Depois dos pleitos de 2002 e 2006, esta será a primeira eleição sem a camisa-de-força da verticalização, que obrigava os partidos a repetir em todos os Estados a chapa presidencial. O resultado é a multiplicação dos pré-candidatos à Presidência: sete nanicos já lançaram nomes (PHS, PCO, PSDC, PSL, PSTU, PTdoB e PRTB)".

RUMO ÀS URNAS | 03/04/2010 - 08:45

Prefeitos de 14 dos 19 maiores municípios apoiam Silval

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Zé do Pátio (Rondonópolis) apoia Wilson Santos, enquanto Juarez Costa (Sinop) está com Silval Barbosa e, Maria Izaura (Alta Floresta) pode aderir à campanha de Mauro Mendes, dependendo da orientação da cúpula do seu PDT

  De 19 prefeitos dos maiores municípios mato-grossenses, 14 estão fechados em apoio ao projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB). Três vão fazer palanque para o tucano Wilson Santos e a tendência é ao menos dois fecharem com Mauro Mendes (PSB). Esse levantamento feito pelo blog pode mudar, haja vista que alguns gestores, dependendo da decisão de seus partidos, podem pular de palanque. Entram, por exemplo, dois prefeitos do indeciso PP na lista dos maiores municípios, sendo eles Newton Miotto, de Pontes e Lacerda, e Sinvaldo Santos Brito, de Peixoto de Azevedo. Em princípio, eles devem pedir votos para Silval, mas o PP pode vir a abraçar outra candidatura majoritária.

  A pedetista Maria Izaura, de Alta Floresta, é outra que está aguardando uma posição partidária. A cúpula já está em pré-campanha pela candidatura do empresário Mendes, mas há risco de haver intervenção da direção nacional com vistas a levar o partido para os braços de Silval, seguindo a conjuntura nacional de aliança com partidos que fazem parte da base do governo Lula (PT). No arco de alianças pró-Silval estão o PMDB, o PR do ex-governador Blairo Maggi e o PT.

   Silval pode até ter seus méritos, mas o poderio da máquina às suas mãos e a transferência de força política da gestão Maggi ajudam-no a atrair a maioria dos prefeitos, que entram como cabos eleitorais importantes numa candidatura a governador. Ávidos por recursos do Estado para tocar suas administrações, muitos preferem aderir a campanha à reeleição do peemedebista para não correr risco de boicote ou de sofrer pressão política.

   Wilson tem menos prefeitos, mas acaba ganhando força política porque em Cuiabá, onde administrou por cinco anos e três meses, e em Rondonópolis, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, os prefeitos são seus aliados. Chico Galindo é do PTB, que está fechado com o tucano. O rondonopolitano Zé do Pátio, embora seja do PMDB, também apóia Wilson. Os dois municípios representam quase 30% do eleitorado. Graças à aliança com o DEM, Wilson terá apoio de Túlio Fontes, de Cáceres, outro município que entra no quadro dos 19 maiores.

   Já petistas tendem a defender o nome de Silval, como os casos de Altir Peruzzo, de Juína, e de José Jaconias, de Tangará da Serra. Em Lucas do Rio Verde, Marino Franz não sabe ainda quem apoiar. Pela costura do diretório estadual, o seu PPS deve seguir com Mendes. Já a orientação nacional é para fechar com o tucanato, o que implicaria em adesão à candidatura de Wilson. Existe ainda o desejo pessoal de Marino de apoiar Silval.

   Gestores do PR, como Murilo Domingos (Várzea Grande), Getúlio Viana (Primavera do Leste), Wanderlei Farias (Barra do Garças), Celso Banazeski, Max Russi (Jaciara) e Dimorvan Alencar (Campo Verde) seguem orientação da direção estadual em apoio a Silval. Os peemedebistas Juarez Costa (Sinop), Chicão Bedin (Sorriso), Chico do Garimpão (Guarantã do Norte) e Lírio Lautenschager (Nova Mutum) já pedem votos para manter o colega de partido no comando do Paiaguás.

Maiores municípios, população, prefeitos e seus partidos

Cuiabá - 527.913 habitantes - Chico Galindo (PTB)
Várzea Grande - 230.466 - Murilo Domingos (PR)
Rondonópolis - 172.471 - Zé do Pátio (PMDB)
Sinop - 105.762 - Juarez Costa (PMDB)
Cáceres - 84.158 - Túlio Fontes (DEM)
Tangará da Serra - 76.655 - José Jaconias (PT)
Sorriso - 55.121 - Chicão Bedin (PMDB)
Barra do Garças - 53.242 - Wanderlei Farias (PR)
Alta Floresta - 49.116 - Maria Izaura (PDT)
Primavera do Leste - 44.757 - Getúlio Viana (PR)
Juína - 38.497 - Altir Peruzzo (PT)
Pontes e Lacerda - 38.095 - Newton Miotto (PP)
Guarantã do Norte - 30.497 - Chico do Garimpão (PMDB)
Lucas do Rio Verde - 30.781 - Marino Franz (PPS)
Colíder - 30.685 - Celso Banazeski (PR)
Peixoto de Azevedo - 28.917 - Sinvaldo Santos Brito (PP)
Campo Verde - 26.056 - Dimorvan Alencar (PR)
Jaciara - 25.028 - Max Russi (PR)
Nova Mutum - 24.368 - Lírio Lautenschager (PMDB)

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Comunicação | 03/04/2010 - 08:43

Viajar de avião no Brasil é martírio, diz Veja

Adriana Nascimento

   A revista Veja que chega às bancas mato-grossenses a partir deste domingo (4) traz como matéria de capa a falta de infraestrutura nos aeroportos brasileiros. O que fazer para que os terminais, pátios e pistas acompanhem o progresso da aviação. Para os passageiros, torna-se quase insuportável o direito de voar. Mesmo com passagens baratas, jatos modernos e mais destinos, viajar de avião no Brasil ainda é um martírio por causa do acanhamento dos aeroportos.

   Outro destaque de Veja é a saída do ex-governador de São Paulo José Serra e da ex-ministra da Casa Civil Dilma Roussef para disputar o cargo de presidente nas próximas eleições. Ainda em Veja o desenrolar do caso Bancoop. A matéria informa que a CPI criada para averiguar os problemas constatou que o tesoureiro do PT, João Vaccari, confessou ter tido contato com um doleiro.

   Na área da ciência, Veja destaca o êxito na experiência dos cientistas com o acelerador de partículas que reviveu a criação do mundo com um mini Big Bang. Já a matéria em destaque na seção de economia traz explanações acerca da riqueza que está em jogo com os royalties do petróleo.

 



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