Quinta, 17 de Maio de 2012, 18:53 h

Eleições 2010 | 03/11/2010 - 10:00

Prefeitos não conseguem mostrar força ao apoiar Dilma

Laura Nabuco

   A exemplo do governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), que mesmo declarando apoio e trabalhando na campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) não conseguiu elegê-la em Mato Grosso, alguns prefeitos mato-grossenses que fazem parte da coligação da ex-ministra da Casa Civil também não conseguiram reverter a preferência da população pelo adversário tucano José Serra.  Eles fizeram vários atos políticos, conquistaram votos, mas não foi o suficiente para que a petista saísse vitoriosa das urnas no Estado.

   Entre as cidades que preferiram Serra no lugar de Dilma como chefe da Nação está Colíder, sob Celso Benazeski (PR). No município, o tucano conquistou 75,47% do eleitorado com 11.954 votos. Em Alta Floresta a prefeita pedetista Maria Izaura Alfonso também não conseguiu reverter a situação contrária à candidata de sua coligação. Lá, Dilma obteve 9.701 votos, 37,36% do total, ficando bem atrás de Serra que conseguiu 16.268 (62,64%).

   O coordenador da campanha da petista no Estado e diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, Luiz Antonio Pagot, chegou a culpar o prefeito de Sinop, Juarez Costa (PMDB), pela nova derrota de Dilma em Mato Grosso. Ele entende que se houvesse uma maior "força-tarefa", o quadro poderia ser diferente. A exemplo da disputa do dia 3 de outubro, quando Serra obteve uma vantagem de pouco mais de 1% sobre a oponente petista, o candidato tucano foi o preferido no Estado conseguindo uma soma de 51,11% dos votos enquanto Dilma ficou com apenas 48,89%.

Veja aqui as acusações de Pagot contra prefeitos e Silval

   Em Sinop, enquanto José Serra obteve 32.183 votos, 59,49% do total, Dilma ficou com 21.913 (40,51%). Já em Primavera do Leste o tucano conquistou 58,34% do eleitorado, com 14.533 votos, e a petista, 41,66%, com 10.378 votos. Mesmo sendo derrotada no Estado, a petista foi eleita a primeira presidente da história do Brasil.

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NOVA OLÍMPIA | 03/11/2010 - 09:25

Diretor da Previdência é multado pelo TCE por gastos ilegítimos

Laura Nabuco

   Apesar de ter aprovado as contas referentes ao exercício de 2009 do Fundo de Previdênbcia Social de Nova Olímpia, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) multou o diretor Adilson Alves Pessoa  em R$ 2,3 mil e determinou que ele restituísse aos cofres públicos em R$ 8,3 mil gastos com despesas ilegítimas. Ele terá o prazo de 15 dias para cumprir a sentença.

   Além das despesas, o atraso no envio de informações ao Tribunal foi um dos motivos dados pelo conselheiro relator do caso, Alencar Soares, para a aplicação da multa. O Pleno do Tribunal determinou ainda que o fundo divulgue por meio da internet as informações que sejam pertinentes aos assegurados, além das decisões do TCE sobre a gestão do órgão.

BRASÍLIA | 03/11/2010 - 09:10

MT mantém escritório em Brasília e atende até doentes em tratamento

João Negrão, de Brasília

   O Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília tem uma atuação intensa na capital federal, especialmente pelo atendimento ao governador, secretários de Estado e outros dirigentes públicos. O Ermat assegura apoio logístico, administrativo e institucional a todos que chegam para encaminhar assuntos de interesse do Estado, além de ter uma atividade própria, muito diversificada. De acompanhamentos de processos jurídicos de interesse do Estado em órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Contas da União (TCU), projetos nos ministérios e outros órgãos públicos até matérias de interesse do Congresso Nacional.

   O coordenador do Ermat, o administrador de empresas Eduardo Adelaria Vizotto, explica que o escritório possui sete funcionários, a maioria de carreira do Estado, que mantém funcionando toda a parte administrativa que assegura o atendimento. Inclusive uma sub-procuradoria de Mato Grosso, vinculada à Procuradoria-Geral do Estado.

   Dois motoristas – esses contratados em Brasília – garantem o atendimento aos dirigentes estaduais no transporte para os órgãos federais, desde o traslado do aeroporto aos hotéis e vice-versa. São eles que também conduzem o veículo que faz o atendimento a pacientes de Mato Grosso em tratamento médico no Distrito Federal.

   Esse é um dos serviços prestados pelo Ermat. Uma atividade pouco conhecida do escritório, originada de um convênio entre secretaria de Estado de Saúde e Hospital Sara Kubitschek, chamado Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Pelo TFD, pacientes são trazido para tratamento no hospital, que garante ainda hospedagem para os eventuais acompanhantes.

   “É um serviço que eu acho da maior relevância. O Hospital é uma referência no mundo na área de ortopedia. Funciona da seguinte forma: a secretaria de Saúde comunica ao Ermat que tem um paciente vindo para ser atendido no Sara (Kubitschek). O motorista do escritório pega a pessoa no aeroporto e leva ao hospital. Quando o paciente recebe alta o levamos de volta ao aeroporto”, explica o coordenador.

   O Ermat tem status de secretaria adjunta, vinculado à Casa Civil, inclusive com orçamento repassado pela pasta. O escritório ocupa a metade do 7º andar (salas 71 a 74) do edifício JK, na Quadra 1 do Setor Comercial Sul. O governo não paga aluguel. A sede é permutada com um órgão federal, que por sua vez ocupa outro espaço em prédio do governo estadual em Cuiabá.

   Vizotto assumiu o Ermat em Brasília em dezembro do ano passado. Nascido em São José do Rio Preto (SP), mora na capital federal desde 1995, quando veio assessorar o senador e ex-governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho.

   Em Brasília, manteve contatos com pessoas de Mato Grosso e acabou sendo chamado pelo ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Aparecido dos Santos, o Cidinho, para assessorá-lo em Brasília. Cidinho, em seguida, abriu o escritório da associação em Brasília e o convidou para ocupar a gerência.

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PARANATINGA | 03/11/2010 - 08:05

Prefeito Pires se identifica como policial e agride ambulante; veja BO

Romilson Dourado

Prefeito Vilson Pires  O pecuarista e prefeito de segundo mandato de Paranatinga (a 370 km de Cuiabá), Vilson Pires (PRP), gaúcho de Catuípe, foi denunciado e deve enfrentar investigação por falsidade ideológica e agressão. Ele se passou por policial e deu um tapa no rosto do vendedor ambulante Cícero Gomes de Araújo.

    O Boletim de Ocorrências número 599 foi registrado no último dia 10. O blog teve acesso ao documento. Como o prefeito é tido como coronel e tem costume de intimidar quem o incomoda, nem mesmo os vereadores querem comentar o assunto.

  Com exceção do presidente da Câmara Municipal Valdecir Donizete (PTB), os demais, ao invés de pedir apuração do caso, se articulam para abafá-lo. Donizete é o único dos 9 parlamentares opositor à administração. Ele disse que, em nome do Legislativo, solicitou à polícia cópia do BO para avaliar a situação, mas não recebeu o documento ainda. Fez o pedido há 8 dias. "A Delegacia não me informou nada. Quero dar uma olhada no BO primeiro para saber que providência no âmbito da Câmara a gente pode tomar", comentou o petebista para, em seguida, dizer que sofre perseguição por ser oposição. Ele nem quis opinar sobre a administração. "Estão com muita marcação comigo. Eu já fiz várias denúncias no Ministério Público por causa de irregularidades".

   Conforme consta no BO,  Wilson e Cícero foram parar no 12º Batalhão de Polícia Militar. Cícero conta que o prefeito se identificou como policial e exigiu que apresentasse nota fiscal das mercadorias que estava vendendo e também autorização da prefeitura para tal. Em resposta, o ambulante disse que não tinha nota e nem alvará. Segundo o autônomo, nesse instante Vilson o xingou de vagabundo, partiu em sua direção e tentou retirá-lo de dentro do seu veículo. Chegou a puxá-lo pela camiseta e deu um tapa no seu rosto. Já o prefeito argumenta que Cícero se encontrava em situação irregular, pois vendia mercadoria sem autorização.

    Esse jeito truculento de agir do prefeito o tem transformado em um político polêmico. Se tornou até habitual a sua infiltração em blitz policiais. A agressividade de uma das principais autoridades do município para com as pessoas tem aumentado e, diante disso, alguns segmentos estão se organizando para pedir o seu impeachment. O problema, porém, é ter coragem de encará-lo publicamente. Além do comportamento anormal, Vilson Pires enfrenta também uma série de denúncias por atos de improbidade. Ele até já foi cassado, mas recorreu e, sob liminar, reassumiu o posto de prefeito.

Veja abaixo o que registra o BO sobre a briga do prefeito com um vendedor ambulante

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Descontração | 02/11/2010 - 17:55

Exemplo de superação, Seu Jorge se torna uma revelação da MPB

Laura Nabuco

   Jorge Mário da Silva teve uma infância pobre na cidade de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Chegou a morar na rua durante três anos. O convite do clarinetista Paulo Moura para que ele fizesse um teste para um espetáculo musical de teatro o transformou em ator, cantor e compositor. Virou o Seu Jorge que o Brasil conhece atualmente. Depois de aprovado para a primeira experiência nos palcos, ele participou ainda de outras 20 peças teatrais com o Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, onde desenvolveu as habilidades que desempenha até hoje.

   Por volta de 1998 formou a banda Farofa Carioca, que misturava ritmos negros de várias partes do mundo, como samba, reggae, jongo, funk e rap. A partir daí a carreira como cantor da nova MPB começou a ascender. Em 2001 Seu Jorge lançou o seu primeiro álbum solo, "Samba Esporte Fino". Desde então foram mais 5 discos e 4 DVDs. Na carreira de ator, ele fez participação em programas de televisão e em 13 filmes. O trabalho mais recente foi a interpretação do personagem "Beirada" no recém-lançado "Tropa de Elite 2".

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Clique no play e confira o sucesso de Seu Jorge "Carolina"

POCONÉ | 02/11/2010 - 12:40

Ex-prefeito evita críticas, avalia quem apoiar e disputará em 2012

Romilson Dourado

 Euclides Santos  Euclides Santos, impedido pela cúpula do PSDB de concorrer às eleições suplementares em Poconé, se diz decepcionado, mas prefere fazer qualquer pronunciamento acerca do boicote e do seu futuro político somente após o pleito de 5 de outubro, que definirá o novo prefeito do município. Ele rompeu amizade de 3 décadas com o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, derrotado a governador neste ano. Apesar de evitar fazer comentários sobre o assunto, Euclides não esconde o abalo emocional com a decisão da legenda tucana, de substituir sua candidatura pela da vereadora Ornella Falcão. O argumento do comando partidário, sob influência de Thelma de Oliveira, Aparecido Alves e Wilson, é de que Euclides "fez corpo mole" no pleito deste ano, pois não apoiou as candidaturas da legenda. O ex-prefeito de Poconé por dois mandatos oficializou seu desligamento do PSDB e já anunciou que escolherá um partido que lhe dará respaldo para concorrer à sucessão municipal de 2012. Por enquanto, ele evita críticas. "Amanhã há de ser um outro dia e o caminho de Deus é perfeito”.

Veja aqui que o PSDB lançou Ornella como candidata no lugar de Euclides

   O ex-peemedebista e ex-tucano não definiu oficialmente quem apoiar nesta eleição fora de época, convocada pela Justiça Eleitoral por causa da cassação do prefeito Clovis Martins (PTB), punido por compra de votos. Nos bastidores, o comentário é de que Euclides deve apoiar o ex-vereador Pedro Fontes (PR). Euclides já exerceu vários cargos públicos. Foi vereador, prefeito duas vezes e presidiu a Associação dos Municípios Turísticos do Estado, além de atuar como secretário de Infraestrutura e como diretor do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá na gestão Wilson Santos. Como ele era o favorito e foi excluído da disputa, os principais partidos decidiram lançar projeto próprio, mas ainda estão batendo cabeça para fechar composição, mesmo após as convenções.

   O PSDB empurrou Ornella como candidata. O prefeito em exercício Nei Rondon (PTB) busca a reeleição. Pedro Fontes concorre pelo PR. No PMDB há dois nomes, o do ex-vereador Odenil do Carmo, o Chindão, e o vereador Emir Lucas, o Arrepiado. O prefeito cassado Clovis Martins não apoia Nei Rondon, embora seja do mesmo partido, o PTB. A tendência é de fechar com o democrata Tico de Arlindo, ex-secretário de Infraestrutura.

Enquete
Quem você acha que Euclides deveria apoiar para prefeito de Poconé?
  • Nei Rondon (PTB)
  • Ornella Falcão (PSDB)
  • Pedro Fontes (PR)
  • Odenil do Carmo, o Chindão (PMDB)
  • Emir Lucas, o Arrepiado (PMDB)
  • Tico de Arlindo (DEM)
  • Nenhum deles
  • Sei lá!
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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Estratégia | 02/11/2010 - 08:48

Ao menos 9 dos 24 deputados eleitos devem tentar prefeitura em 2012

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Os reeleitos Percival (Rondonópolis), Nilson (Colíder), Domingos (Sorriso) e Wagner (Tangará) já pensam em 2012

   Ao menos 9 dos 24 deputados que tomam posse em 1º de fevereiro já estão pensando em concorrer às eleições para prefeito, em 2012, quando vão estar na metade do mandato na Assembleia. Um dos mais afoitos é Percival Muniz (PPS), que comandou Rondonópolis por duas vezes e monta estratégias para tentar novo mandato. Embora, no geral, tenha conseguido metade dos votos nestas eleições, se comparado ao pleito de 2006, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez, Percival foi o mais votado em Rondonópolis. Dos 26.178 garantidos em todo o Estado, 19.850 foram de eleitores rondonopolitanos. O segundo mais votado no município foi Jota Barreto (PR), com 11.560.

   O radialista em Colíder Nilson Santos, que garantiu a reeleição após se tornar titular na Assembleia com a cassação do então peemedebista Walter Rabello, se tornou a principal aposta do PMDB para a prefeitura. Terá um confronto direto com o grupo do prefeito Celso Banazeski (PR). José Domingos, reeleito pelo DEM, também se movimenta para concorrer em Sorriso. Ele já foi prefeito por três vezes. Domingos "arrebentou" de votos em seu município, onde teve 10.227 dos 26.431 assegurados em todo o Estado.

   Em Tangará da Serra, ganha força o nome do deputado reeleito Wagner Ramos (PR), outro radialista que se tornou titular na AL com a renúncia de Humberto Bosaipo. Ele obteve boa votação neste pleito. Foram 32.270, dos quais 20.349 somente em Tangará da Serra.

   Há outros parlamentares empolgados com projetos de concorrer à sucessão municipal. O petista Ademir Brunetto mira a Prefeitura de Alta Floresta, onde reside. Já tentou, sem êxito, a cadeira de prefeito e agora, com novo mandato no Legislativo mato-grossense, entende que terá maior força política para entrar no páreo com chance de ser eleito. O curioso é que há outro deputado eleito de olho na mesma prefeitura. Trata-se de Romoaldo Júnior (PMDB), que já comandou o município e retorna à AL nesta nova legislatura. Antonio Azambuja (PP), também reeleito após assumir a vaga de Campos Neto, pretende disputar em Pontes e Lacerda, onde foi vereador.

    A deputada eleita Luciane Bezerra passa a ser opção do PSB à disputa em Juara, caso o seu marido, ex-prefeito Oscar Bezerra, da mesma sigla, não consiga derrubar até lá a condenção por inelegibilidade. O reeleito Walace Guimarães (PMDB) se articula para concorrer novamente em Várzea Grande. Da primeira vez, em 2004, disputou pelo DEM, em meio a brigas com os Campos, e perdeu para Murilo Domingos.

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AGENDA | 01/11/2010 - 21:10

Mendes curte ilha em Angra dos Reis e não comparece para votar

Romilson Dourado

Empresário Mauro Mendes   Enquanto os eleitores voltaram às urnas no último domingo para eleger nome à Presidência da República, o empresário Mauro Mendes, segundo colocado na disputa ao governo mato-grossense, não votou. Foi uma demonstração de que não estava nem aí para quem seria escolhido para comandar o país e muito menos para creditar o seu voto à petista Dilma Rousseff, presidente eleita.

   Mendes é dono da Bimetal, fundada em Cuiabá em 89 e uma das principais indústrias brasileiras no segmento de estruturas metálicas. Atua nas áreas de telecomunicações, energia e construções. Possui clientes até no exterior.

   No seu livre direito, ele preferiu se divertir com a família na Pousada Pier, na Praia de Fora, na Ponta Leste, a 20 km do centro de Angra dos Reis (RJ), um recanto restrito e tranquilo com praia de águas claras e mansas. Ali ele deixou seu iate atracado. Angra dos Reis tem 2 mil praias, mas é em alto-mar que o glamour e a fama da cidade estão ancorados. É o lugar no Brasil onde boa parte do PIB nacional se encontra para curtir e onde transporte é sinônimo de lancha e não de carro e onde a beleza e a privacidade das ilhas desertas atraem turistas bilionários de todo mundo.

   O posicionamento político de Mendes, que explorou na campanha para prefeito de Cuiabá e de governador, ser um empresário de sucesso,  tem sido marcado por algumas contradições. No primeiro turno, por exemplo, ele "roubou" a cena ao forçar uma recepção no aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, à então candidata Dilma, depois desta fazer campanha em Rondonópolis na companhia dos aliados do palanque oficial, Silval Barbosa e Blairo Maggi, reeleito e eleito governador e senador, respectivamente. Naquele momento, Dilma estava liderando as pesquisas de intenção de voto e Mendes, recorrendo ao fato do PSB fazer parte do arco de alianças do governo do presidente Lula, tentou "colar" em Dilma. Explorou o fato no horário eleitoral.

   Já no início do segundo turno, o empresário ensaiou, junto com o seu candidato a vice derrotado Otaviano Pivetta, anunciar apoio a José Serra, na fase em que o tucano demonstrava subida nas intenções de voto e ameaçava a liderança da candidata governista. A dupla alugou até um avião para se deslocar a São Paulo, especialmente para declarar adesão ao nome de Serra. Como a coordenação da campanha do presidenciável ponderou, por telefone, que o tucano faria uma visita a Mato Grosso, Mendes e Pivetta ficaram no aguardo. Quando Serra apareceu em Cuiabá já havia despencado nas pesquisas e a dupla nem apareceu para recepcioná-lo. Por fim, Mendes não votou nem em Serra e nem em Dilma. E viva a democracia!

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SAÚDE | 01/11/2010 - 16:03

Em estado grave, Clovis Roberto deixa a UTI e continua internado

Romilson Dourado

  É grave o quadro clínico do apresentador de TV, radialista e jornalista Clovis Roberto. Aos 63 anos, vítima de câncer no pulmão, ele está internado no hospital São Mateus, em Cuiabá, desde o último sábado. Deu entrada e foi levado direto para a Unidade de Terapia Intensiva. Nesta segunda, ele deixou a UTI e foi para o quarto 103. Os médicos não estão permitindo visitas, a não ser de membros da família.


Apresentador de TV, jornalista e radicalista Clovis Roberto, luta contra câncer no pulmão e é internado de novo

   Clovis é apresentador titular há 14 anos do Cadeia Neles, tradicional programa policial da TV Record Canal 10, e um profissional da comunicação polêmico. Entrou depois de Lino Rossi, com quem apresentou o programa por um bom tempo. Ele vinha apresentando também um programa diário da rádio CBN Cuiabá. Antes de se mudar para a capital, atuou em Rondonópolis como radialista por vários anos.

    O apresentador e vereador Toninho de Souza, que comanda o programa televisivo em substituição a Clovis, fez o comunicado público nesta segunda. Disse que o amigo jornalista estava internado, se encontrava numa situação difícil e pediu uma nova corrente de orações aos telespectadores. "O Clóvis tem sido um guerreiro na luta pela vida. Acredito que ele vai superar mais esse momento difícil", enfatizou Toninho.

   Esta não é a primeira vez que Clóvis é internado por causa do avanço da doença. Ele ficou 9 meses afastado do Grupo Gazeta de Comunicação para se dedicar ao tratamento, inclusive em São Paulo. Em 5 de maio deste ano, Dia da Comunicação, Clóvis voltou a apresentar o Cadeia Neles e foi recepcionado com festa pela direção e funcionários da emissora. No mês passado voltou a passar mal e saiu do ar. Ele se submeteu a sessões de radioterapia e essa carga forte o deixou debilitado.

    Clovis Roberto passou por experiência na vida pública. Em 2002, concorreu a deputado estadual pelo PSDB do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido). Obteve 14.324 votos. Ficou na suplência e assumiu cadeira na Assembleia por quatro meses. Depois foi para o PPS, que na época tinha o ex-governador Blairo Maggi como principal referência. Hoje Maggi, senador eleito, está no PR. Clovis acabou retornando para a sigla tucana. Nas eleições deste ano, o PSDB chegou a listá-lo como possível candidato a deputado estadual. Clovis optou por ficar de fora da disputa.

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Descontração | 01/11/2010 - 16:00

Em carreira solo, Frejat lança vídeo em formato de animação

Laura Nabuco

   A carreira musical de Roberto Frejat iniciou em 1981, quando ele, Maurício Barros e Guto Goffi fundaram o Barão Vermelho, uma das bandas de rock mais prestigiadas do Brasil. Com o ingresso de Cazuza no grupo, tempos mais tarde, os rapazes que até então só tocavam covers, passaram a compor suas próprias canções. Foi ao lado dele que Frejat fez uma das mais promissoras duplas de composição conhecidas no país. Os amigos foram os responsáveis por letras como "Bete Balanço", a música mais regravada da história da banda.

   Com o "empurrão" de Cazuza o Barão Vermelho chega ao cenário da música nacional. Quatro anos mais tarde, Frejat voltou a assumir a liderança da banda, quando o então vocalista resolveu se dedicar à carreira solo. Depois de 20 anos à frente do grupo foi a vez de Frejat iniciar o empreendimento na carreira individual. Em 2001, ele lançou o seu primeiro álbum, "Amor para Recomeçar", e inovou ao lançar o vídeoclipe da música "Segredos" em formato de animação tridimensional. Dois anos mais tarde vem o segundo trabalho, "Sobre Nós Dois e o Resto do Mundo" e em 2008 o disco "Intimidade entre Estranhos".

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Clique no play
e confira o vídeo clipe da música "Segredos" de Frejat

Santa Rita do Trivelato | 01/11/2010 - 11:21

Município tem menor índice de votos nulos e brancos do país

Sissy Cambuim

   Entre os eleitores de todo o país, os de Santa Rita do Trivelato foram os que menos optaram por anular seus votos no segundo turno. Dos 1.075 aptos a votar, apenas 10 votaram nulo, alcançando o índice de 0,91%. O segundo colégio eleitoral com menor número de votos anulados foi o de Westfália, no Rio Grande do Sul, onde a taxa foi de 0,94%.

   A quantidade de votos em branco no município mato-grossense foi ainda menor, totalizando a opção de apenas oito eleitores. A maioria compareceu às urnas para apoiar o candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), que teve 655 votos, enquanto a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), contabilizou 420.

   No Mato Grosso, 35.725 eleitores anularam seus votos no segundo turno, o que representou 2,31% do total de votos válidos no Estado. Votos brancos representaram a opção de 20.082 mato-grossenses (1,3%) que compareceram às urnas neste domingo (31). Como aconteceu em meio a um feriado prolongado, outros 545.645 eleitores se abstiveram da votação.

Estratégia | 01/11/2010 - 09:02

Por cargos e apoio, aliados vão justificar a Dilma derrota em MT

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

Presidente eleita Dilma e os principais aliados no Estado Maggi, Pagot, Silval Barbosa, Rodrigo Figueiredo e Abicalil

    Líderes políticos mato-grossenses que se declaram aliados do Palácio do Planalto começam agora a fase do lobby e da política do convencimento junto à presidente eleita Dilma Rousseff na esperança de serem mantidos nos cargos ou, no caso de quem está de fora, conseguir espaço na administração central, e ainda buscar parcerias em nome do Estado. O resultado da eleição, porém, pode ser um dos obstáculos. O tucano José Serra obteve a maioria dos votos dos mato-grossenses tanto no primeiro quanto neste segundo turno. Desta vez chegou a 762.905 votos (51,11% dos válidos), enquanto Dilma contabilizou 729.747 (48,89%).

     Havia promessa dos aliados de, num amplo arco de alianças que reuniu até lideranças que vivem no Estado em conflitos, como as do PP e do PT, conseguir reverter a desvantagem eleitoral da petista, o que não se concretizou nas urnas. Um dos que estão preocupados com esse resultado é o executivo Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Seu cargo está sob ameaça. Pagot foi o coordenador-geral da campanha de Dilma no Estado neste segundo turno. Se empenhou no projeto muito mais do que se dedicou à campanha à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB).

   Sua intenção seria apresentar um relatório à presidente eleita, com uma votação maior, de modo a provar que o esforço político teria dado resultado. Agora, Pagot dirá que se dedicou ao máximo, mas que, num Estado tido como conservador, com a economia movida pelo agronegócio e com conflitos no campo e no meio ambiente, situações que trazem desgaste para o governo, fora muito difícil convencer a maioria do eleitorado a mudar de candidatura à presidência. Ademais, entende que Serra "é muito forte no Estado".

    O secretário-executivo do Ministério das Cidades, cuiabano Rodrigo Figueiredo, também vai se articular pela continuidade no cargo. Ele tem aval da cúpula do PP, do senador eleito Blairo Maggi e do governador reeleito Silval. Maggi, por sua vez, tende recorrer os mesmos argumentos de Pagot nas ponderações que fará a Dilma, assim como Silval. Eles podem não admitir mas, na prática, com exceção de Pagot, fizeram "corpo mole". Em reunião com a então candidata, em Brasília, no início da campanha do segundo turno, Maggi e Silval prometeram criar comitês suprapartidários em cidades-pólos mato-grossenses para reforçar o nome da petista, o que, na prática, não aconteceu.

   O deputado federal Carlos Abicalil, derrotado ao Senado, é um dos que sonham com um cargo federal. Seu padrinho nessa empreitada é nada menos que o presidente Lula. E, assim, se movimentam os líderes pró-Dilma. Buscam argumentos que sejam para eles convenientes, na tentativa de convencer a presidente eleita a contemplá-los na máquina a partir de 2011, mesmo sabendo que o resultado junto ao eleitorado mato-grossense não foi tão satisfatório.

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