Quinta, 17 de Maio de 2012, 18:53 h

Comunicação | 02/01/2010 - 10:35

Época traz otimismo, mas lembra lei da barbárie

Adriana Nascimento

A última edição da revista Época, que chega às bancas no Estado neste domingo, vem cheia de mensagens de otimismo para o ano que se inicia. Mas, mesmo querendo inspirar pensamentos positivos, a capa não pôde deixar de citar o ataque no Suriname e o terror que volta a rondar os Estados Unidos com a tentativa de um nigeriano de explodir um vôo.

   Para a revista, um bom espírito ronda o Brasil. Empresários nacionais e estrangeiros apontam o país como um dos locais mais promissores para fazer negócios. "Analistas internacionais recomendam investir aqui, ganhamos o direito de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, passamos (pelo menos relativamente) bem pela maior crise mundial das últimas sete décadas", escreve a revista. Aos olhos do mundo, prossegue, voltamos a ser um paraíso: nosso presidente é “o cara”, nossa moeda está cara, nossas mazelas estão sendo curadas". O quadro é tão otimista que dá a impressão de que o Brasil está em via de se tornar o país do presente, não mais do futuro.

   Os leitores podem sabe ainda sobre como é a lei da barbárie. Um ataque a brasileiros no Suriname expõe a selvageria que domina e governa o mundo dos garimpos clandestinos na Amazônia lá e aqui. E também saber que, mais uma vez, o terror volta a levantar vôo. O nigeriano que quase explodiu um avião expõe as falhas no monitoramento de terroristas e faz a Casa Branca adotar medidas rígidas nos aeroportos.

Comunicação | 02/01/2010 - 10:05

IstoÉ enfatiza perspectivas do país pós-Lula

Adriana Nascimento

   Com o título "Yes, nós somos potência", IstoÉ desta semana discorre sobre a influência brasileira no mundo na era pós-Lula. Também aborda as pesquisas brasileiras sobre câncer e doenças cardíacas e cerebrais que colocam o país na vanguarda da medicina mundial e ainda o ataque aos brasileiros no Suriname.

   Com a democracia no Brasil consolidada, na análise da revista, não há mais espaço para aventuras grotestas fora dos pilares democráticos, como a inclusão de um terceiro mandato presidencial. Mas, se por um lado, o lado potência, o Brasil comparece com uma Justiça Eleitoral rigorosa que pune por abusos de poder econômico e artimanhas de compras de votos ou outros entraves à licitude do processo eleitoral, por outro, o lado do atraso, há um Congresso Nacional ainda longe de merecer a confiança e o respeito da opinião pública.

   Sobre os avanços da medicina brasileira, a matéria apresenta uma profusão de trabalhos científicos realizados dentro dos laboratórios brasileiros que inscrevem o país no primeiro time da medicina mundial. Alguns bons exemplos de projetos podem ser vistos na área do câncer.  A revista conta ainda que estima-se que 18 mil brasileiros vivam no Suriname, todos com a miséria no estômago e o delírio de encontrar ouro na cabeça. Disputam palmo a palmo com a população nativa a região do garimpo, ambos lados sabendo da ilicitude dessa atividade. Motivo da agressão a golpes de facões, paus e pedras: a disputa por empregos e pela exploração de ouro. Centenas de brasileiros ficaram gravemente feridos e muitos retornaram ao Brasil, tão pobres quando daqui partiram.

Comunicação | 02/01/2010 - 09:35

Esta edição explica o quanto o laser pode ajudar na medicina e o TCU na avaliação de obras pelo Brasil

Adriana Nascimento

   A edição de Veja que chega aos mato-grossenses neste domingo (3) tem como tema de capa a superutilidade do laser na medicina curativa e sobretudo na estética. Enfoca também o trabalho desenvolvido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que lista obra na BR-163, em Mato Grosso, como um dos projetos sob suspeita de superfaturamento. Outro assunto destacado pela revista é o massacre no Suriname, do qual brasileiros foram vítimas.

   No caso do laser, Veja o apresenta como “a invenção mais impactante do mundo moderno", na opinião do físico Nilson Dias Vieira Junior, superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Na medicina, o laser corta (com muita precisão e pouco sangue) músculos, pele e ossos. Na dermatologia, além de remover as manchas de pele e as linhas de expressão, a luz corta literalmente o mal pela raiz

   Quando a revista aborda as obras fiscalizadas pelo TCU, muitos Estados foram colocados na lista de obras suspeitas. O asfaltamento da BR-163 é o primeiro. A estrada, que liga o Pará a Mato Grosso, teve empreiteiras contratadas nos anos 90 pelo governo para asfaltá-la. Mas a obra foi paralisada por falta de recursos e só pôde ser retomada quase dez anos depois. Nesse interím, foram identificados pelo TCU um cipoal de problemas. Foram feitas várias emendas ao contrato original, o que levou a obra a ficar quatro vezes mais cara.

   Sobre o massacre do Suriname, a revista conta como foram as horas de horror vividas pelos brasileiros, vítimas de ataque promovido por um quilombola. Para vingarem um assassinato cometido por um brasileiro, os assustadores maroons promoveram uma onda de saques, estupros e espancamentos.

Resgate Histórico | 02/01/2010 - 09:15

Solenidade em 82 junta Djalma, Ferraz e Thieres

Romilson Dourado

  Ex-deputados participam de uma discussão na sala da presidência da Assembleia, no prédio da Barão de Melgaço, onde hoje funciona a Câmara Municipal de Cuiabá. A foto é de 1982. Nela aparecem o então deputado Djalma Rocha (com as mãos no bolso), que se aposentou como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Benedito Alves Ferraz, que foi deputado de duas legislaturas e presidiu a Assembleia, e o ex-deputado Thieres Ferreira (de óculos), da região de Guiratinga (Sul). Hoje todos estão aposentados e fora da vida pública.
Foto: Demóstenes Milhomem

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Rumo a 2010 | 02/01/2010 - 06:53

Silval crê em transferência de votos de Maggi

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski 
 
Pré-candidato ao Senado, Blairo Maggi renuncia ao Paiaguás no final de março e Silval Barbosa, que conduzirá o Estado, espera contar com o efeito da transferência de votos para aumentar a chance de conquistar a cadeira
 

  Enquanto a oposição ganha força na corrida ao Palácio Paiaguás com a tríplice-aliança PSDB-DEM-PTB, conduzindo para o mesmo palanque Wilson Santos e Jayme Campos, o peemedebista Silval Barbosa assume a cadeira de governador daqui a três meses e aposta na tese da transferência de votos. Ele fará uma campanha "casada" com Blairo Maggi, pré-candidato a uma das duas cadeiras que serão abertas no Senado.

   Governistas sustentam a tese de que o governador Maggi renuncia ao mandato em 31 de março com a popularidade em alta. Garantem que o diferencial num comparativo com o que foi a gestão Dante de Oliveira é que "houve menos propaganda e mais realizações de Maggi", ou seja, "tem projetos e obras para mostrar em todo o Estado". O problema é que Dante (já falecido), já passou por esse mesmo processo. Em 2002, o tucano deixou o Paiaguás com cerca de 70% de aprovação popular e perdeu para o Senado. Agora, Maggi vai seguir o mesmo caminho eleitoral. Em sua cola está Silval, que começou na vida pública como prefeito de Matupá (Nortão), foi deputado por dois mandatos, presidente da Assembleia e, desde 2007, ocupa o cargo de vice-governador.

    Silval mapeou todas as principais realizações do governo Maggi nos 141 municípios. Será com esses dados nas mãos que percorrerá o interior, pregando a continuidade do governo da chamada turma da botina. Numa estratégia orientada pelo próprio Maggi, o secretariado tem colocado a máquina a serviço do nome do peemedebista, tudo para ajudá-lo a melhor o desempenho nas intenções de voto. Hoje, o prefeito cuiabano Wilson Santos lidera as pesquisas. Silval, o senador Jayme Campos e o empresário Mauro Mendes (PSB) surgem "embolados" nos vários cenários, oscilando entre segundo e terceira colocações. Com a força da máquina e empurrão de Maggi, Silval tem praticamente assegurado no arco de alianças  PMDB, PR, PT e batalha para cooptar PSB, de Mendes e Valtenir Pereira. Em verdade, vai jogar duro para atrair outras legendas, como o PP de José Riva e Pedro Henry, o PDT e o PPS dos deputados Otaviano Pivetta e Percival Muniz e tem esperanças de reconquistar o DEM.

   De um lado, o nome de Silval passa a ganhar maior visibilidade eleitoral, afinal terá o controle de uma máquina que controla quase R$ 9 bilhões de orçamento por ano e quase 100 mil servidores distribuídos em 22 secretarias, órgãos, empresas e autarquias vinculadas. De outro, enfrenta o contraponto daqueles que, motivado pelo tradicional discurso de sentimento de mudança, quer dar um basta nas urnas do grupo que comanda o Estado desde janeiro de 2003.

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Articulação | 01/01/2010 - 17:56

Henry adia licença; Daltro continua no staff

Romilson Dourado

    Pedro Henry (PP) decidiu empurrar para abril o seu pedido de licença por quatro meses do cargo de deputado federal. Com isso, o primeiro suplente Chico Daltro, que já tinha limpado as gavetas para deixar a secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia com vistas a estrear na Câmara, pediu ao governador Blairo Maggi para prosseguir no primeiro escalão. Quem se vê frustrada com essa decisão de Daltro é sua adjunta Adriana Correira da Costa Monteiro, que iria assumir o comando da pasta por alguns dias. Daltro sairá do governo junto com o próprio Maggi, que renunciará em 31 de março para concorrer à vaga de senador.

   Daltro vai concorrer de novo a federal. No pleito de 2006, ele ficou na primeira-suplência, com 49.949 votos, numa coligação PP/PFL que garantiu duas cadeiras, uma com a eleição de Eliene Lima e outra com a reeleição de Pedro Henry. Os dois parlamentares também buscam novo mandato. A chapa proporcional do PP é considerada um das mais fortes. Tem ainda no páreo o empresário de Sinop Roberto Dorner (ex-PDT) e o produtor rural e suplente de federal Neri Geller (ex-PSDB). Presidente regional do PP, Chico Daltro pertencia ao grupo do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), do qual fez parte como secretário de Agricultura. Bastou Maggi chegar ao poder que se aliou à chamada turma da botina. Está há praticamente dois anos no comando da Ciência e Tecnologia, único cargo do primeiro escalão sob indicação do PP.

   Pedro Henry tem Cáceres como principal base eleitoral. Ele foi vice-prefeito e teve o irmão Ricardo como prefeito. Neste final de ano, quando Daltro já estava de olho no paletó para a posse na Câmara, Henry o avisou que só sairá de licença a partir de abril para ter mais tempo na agenda de sua campanha à reeleição. Partirá para o chamado "tudo ou nada". Quer intensificar as visitas para superar o desgaste que atravessou nos últimos três anos com envolvimento de seu nome em escândalos, que quase custaram o seu mandato. Aliás, foi cassado sob acusação de ter cometido abuso de poder econômico no pleito de 2006, mas conseguiu se segurar no cargo graças a uma liminar obtida no TSE.

    Apesar das críticas que sofre da oposição, Henry continua com a popularidade em alta na região Oeste, sustentada por vereadores e prefeitos que o tem como principal referência. Seu trunfo são os recursos federais. Bem articulado politicamente junto aos Ministérios do governo do presidente Lula, Henry consegue não apenas apresentar emendas, mas liberá-las depois e, ainda, com cerca agilidade. Assim, contempla alguns municípios com recursos e, em moeda de troca, fecha composições políticas com lideranças locais, visando o pleito de 2010.

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Vale a Pena Acessar | 01/01/2010 - 17:45

Blog de Ester propaga divisão de conhecimento

Lislaine dos Anjos

   Falando de tudo um pouco, o blog Saber É Bom Demais vai conquistando, aos poucos, espaço na internet. O blog começou como um hobby para a paranaense Ester Hafemann. Esposa e mãe, a blogueira decidiu largar a advocacia e se dedicar aos filhos. Quando eles cresceram, Ester se viu com tempo livre e, ao invés de voltar para a rotina de escritório e fóruns, resolveu começar o projeto de um blog para falar das coisas que gosta.

   O que começou como um hobby tornou-se um canal de divisão de conhecimento. No canal, a blogueira comenta informações veiculadas pela mídia, indica outros blogs e sites, divulga campanhas e atos de solidariedade e fala sobre variedades. Mesclando informação e entretenimento com experiências pessoais, a paranaense está, aos poucos, ganhando a fidelidade do público.

    Clique aqui e confira a página que passa a fazer parte da seção Vale a Pena Acessar.

   O RDNews recomenda sites e blogs. Mandem suas sugestões para contato@rdnews.com.br. Desde já agradecemos a sua colaboração.

Confronto | 01/01/2010 - 13:09

Português não aceita Ezequiel na disputa a deputado; briga por candidatura racha PP

Romilson Dourado

  O deputado Airton Rondina, o Português, trava uma "guerra" dentro do PP contra Ezequiel Ângelo da Fonseca, que deixou o PR em setembro e voltou a se filiar na legenda progressista para ser candidato a deputado estadual, a convite dos caciques do partido, deputados José Riva e Pedro Henry. Português não aceita a pré-candidatura de Ezequiel, hoje secretário-adjunto de Infraestrutura Escolar do governo Blairo Maggi. Trata-se de uma briga paroquial. Ambos possuem base eleitoral em dois municípios vizinhos do Oeste mato-grossense. Português foi prefeito de Araputanga, enquanto Ezequiel comandou Reserva do Cabaçal e presidiu a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM).

   A briga entre os dois está provocando racha no PP. A tendência é que Ezequiel vença a queda-de-braço. Nos bastidores, Riva e Henry adotaram a estratégia de atender aos pleitos de Português para, no final, vetar seu projeto à reeleição. Dirão que o deputado precisa abrir espaço para Ezequiel porque já foram contemplados com indicação de cargos. A irmã de Português, Vanice Marques, por exemplo, assumiu a secretaria estadual do Desenvolvimento do Turismo. O deputado emplacou também o ex-prefeito de Mirassol D´Oeste Edivaldo Paiva na superintência do Consórcio Complexo Nascente do Pantanal. Foi uma indicação de Português, o que forçou o governo do Estado a exonerar Donizete Aparecido, ex-diretor do Detran, filiado ao PR e ligado aos deputados Pedro Henry e Homero Pereira.

   Estuda-se até uma forma de antecipar a aposentadoria de Português, que caiu do cavalo durante uma cavalgada em Araputanga e ficou vários meses hospitaizado. Assim, abriria caminho para a candidatura de Ezequiel como principal representante do grupo na região da Grande Cáceres. Eleito em 2006 com 20.784 votos, Português resiste à ideia de se aposentar. Insiste no projeto de reeleição e não quer nem saber de Ezequiel, que foi para o PP com a garantia dos caciques de que seria candidato à cadeira na Assembleia Legislativa.

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Palácio Paiaguás | 01/01/2010 - 10:20

Jayme e Wilson afinam discurso de oposição

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski
 

 
Senador Jayme Campos e o prefeito de Cuiabá Wilson Santos fazem acordo para governador e unem DEM e PSDB

 Jayme Campos e Wilson Santos, que foram inimigos políticos históricos nas décadas de 1990, decidiram desde já bater o martelo sobre alianças majoritárias, principalmente para o governo do Estado, seguindo a conjuntura nacional que contempla DEM e PSDB no mesmo palanque na corrida à sucessão presidencial. A partir de agora, o senador e o prefeito de Cuiabá vão afinar o discurso como opositores ao Palácio Paiaguás e disparar críticas e ataques ao governo estadual. Esse contraponto, na tentativa de descontruir a gestão Blairo Maggi e atingir o vice Silval Barbosa, pré-candidato a governador pelo PMDB, vai se intensificar a partir de 31 de março, quando Maggi deixa a cadeira de chefe do Executivo para buscar projeto ao Senado.

    Com a máquina estadual sob seu controle, Silval partirá para a reeleição. Terá a seu favor uma estrutura com 24 secretarias, órgãos e empresas vinculadas e que empregam quase 100 mil servidores e um orçamento de quase R$ 9 bilhões. Se de um lado, o nome do peemedebista ganha visibilidade e deve aglutinar apoios de partidos governistas, como PT e PR, de outro, vai virar "saco" de pancada dos opositores. A dupla Jayme-Wilson já começou a agir nos bastidores. Seus principais assessores começaram a mapear o Estado, para detectar onde o nome de Silval tende a crescer, para entrarem em campo.

   Jayme e Wilson fecharam acordo para o nome que melhor pontuar nas pesquisas de intenção de voto, em pesquisa a ser feita entre fevereiro e março, vir a ser o candidato ao Paiaguás do grupo. Hoje, a vantagem seria do tucano. No geral, Jayme oscila entre segunda e quarta colocação. Alguns acham que a coligação PSDB-DEM trará desgaste para os dois grupos, que foram adversários no passado. Quando era deputado estadual nos anos 90, Wilson batia dura em Jayme, que ocupava a cadeira de governador pelo velho PFL (hoje DEM). Os dois só foram se aproximar nas eleições de 2002. Mesmo assim, as cúpulas tucanas e democratas acham que as rusgas do passado não vão enfraquecê-los e nem trazer desgaste junto ao eleitorado. Os dois possuem perfis similares. São populistas. Wilson se destaca pelo bom discurso, mas enfrenta problemas administrativos em Cuiabá por causa de projetos empacados, como alguns obras macro de infraestrutura, entre elas as avenidas das Torres e Rodoanel e os projetos do PAC, que devem receber R$ 238 milhões da União, com contrapartida do Estado na área de saneamento em geral.

   Jayme nada tem a perder. Ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador, o democrata tem o mandato de senador assegurado até 2014, ano em que Cuiabá será uma das 12 sedes da Copa do Mundo. Se vier a disputar o Paiaguás de novo e perder, Jayme tem a cadeira no Congresso Nacional garantida. Também correm por fora como alternativas ao governo do Estado o empresário Mauro Mendes (PSB) e o juiz federal Julier Sebastião da Silva, que tem até 4 de abril (6 meses antes das eleições) para decidir se será ou não candidato. 

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RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 09:20

Chica, Wallace e Mendes lideram troca-troca

Andréa Haddad


Chica Nunes troca PSDB pelo DEM; Mauro Mendes sai do PR e vai para PSB, e Wallace Guimarães se desliga do DEM e adere ao PMDB

   De olho nas eleições de outubro de 2010, líderes políticos e empresariais trocaram de partido no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. A mudança de legenda que provocou mais polêmica, até mesmo pela ousadia da iniciativa, foi a do empresário Mauro Mendes, que preside a Federação das Indústrias do Estado (Fiemt) e disputou e perdeu no segundo turno a Prefeitura de Cuiabá, em 2008.

   Mendes saiu do PR do governador Blairo Maggi. Ingressou no PSB, partido presidido pelo deputado federal Valtenir Pereira, pré-candidato à reeleição. O empresário tenta construir projeto alternativo para governador. Quer contrapor às pré-candidaturas de Jayme Campos (DEM), Wilson Santos (PSDB) e Silval Barbosa (PMDB). Mendes tem incentivos de políticos de outras siglas, como dos deputados e presidentes do PDT e PPS, Otaviano Pivetta e Percival Muniz, respectivamente.

   Se por um lado do PR perdeu Mauro Mendes, por outro ganhou as adesões dos secretários José Aparecido dos Santos, o Cidinho (Projetos Estratégicos) e Neldo Egon Weirich (Desenvolvimento Rural). Ambos deixaram o DEM. Theodoro Lopes, o Dóia, que preside o Detran, trocou o PSB pela legenda republicana. O PP, por sua vez, recebeu as fichas de filiação do empresário de Sinop, Roberto Dorner, e do suplente de deputado federal Neri Geller. O primeiro abandonou o PDT e, Geller, a legenda tucana. Ambos são pré-candidatos a deputado federal.

    Também trocaram de legenda os deputados estaduais Wallace Guimarães e Chica Nunes. Enfrentam processo desgastante e até processo de cassação por infidelidade. Wallace abandonou o DEM, após divergências com os irmãos Júlio e Jayme Campos, e está agora no PMDB, pelo qual tentará a reeleição. Chica saiu do PSDB, onde estava ameaçada de expulsão e aderiu ao DEM. Também vai buscar novo mandato.

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RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 09:00

Fiasco do concurso atingiu governador

Andréa Haddad

   No ano em que o governador Blairo Maggi (PR) figurou entre as personalidades mais influentes do mundo no ranking da revista Forbes, o republicano também acumulou o desgaste por causa do fiasco do que seria o maior concurso público do país, que teve as provas canceladas por desorganização e suspeita de vazamento de gabarito. O certame adiado para este 2010, a ser aplicado em três etapas, conta com 271 mil candidatos inscritos para 10.086 vagas no serviço público.

   Em 2009, o acionista do Grupo Amaggi conseguiu reverter a fama de devastador do meio ambiente e passou a receber até mesmo elogios dos ambientalistas, como do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que já foi um dos inimigos de Maggi.

    Mato Grosso continua desmatando, mas caiu para a terceira colocação no ranking dos Estados da Amazônia Legal. A gestão Maggi acumulou pontos positivos por viabilizar financiamento para máquinas do tipo pá carregadeira, escavadeira hidráulica e motoniveladora e caminhões para atender os municípios dentro do plano de consórcios na recuperação de estradas. Deu prosseguimento ao plano de entregar 60 mil unidades habitacionais por meio de alguns programas, entre eles o Meu Lar. O governador criou o subprograma Uma Casa Por Hora e entregou 17.520 unidades em 2009. Avançou em obras de pavimentação asfáltica.

   Se ele um lado Maggi conta com elogios, principalmente por ações na infraestrutura e no setor econômico, de outro enfrenta críticas, em especial de quem considera que ele "militarizou" o governo, e também entre os políticos, por entenderem que Maggi deveria ser menos técnico e se articular mais. Há reclamações de que o governador deixou de ouvir os partidos da base aliada. São críticas endossadas em grande parte pelo senador Jayme Campos (DEM), que se uniu com o prefeito cuiabano Wilson santos (PSDB), já pensando nas eleições de outubro. Maggi, por sua vez, se transformou em cabo eleitoral do seu vice, o peemedebista Silval Barbosa, que assume o governo em 31 de março e buscará a reeleição.

   A interrupção no fornecimento de gás natural da Bolívia para o Estado também trouxe desgaste para a gestão Maggi. Ele foi um dos principais entusiastas da ideia de motoristas fazerem a conversão para rodar seus veículos com gás natural. Depois, faltou o produto. O transporte do gás do país vizinho até a usina Governador Mário Covas, em Cuiabá, empacou por falta de licença ambiental que precisa ser concedida pelo governo boliviano de Evo Morales. Agora a termelétrica corre o risco de ser desativada. O ex-vereador Helny de Paula, que preside a MTGás, e o vice Silval Barbosa conseguiram contornar provisoriamente o problema com a prorrogação do fim do fornecimento para este ano.

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RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 08:38

Câmara de Cuiabá cassa Ralf e Lutero

Andréa Haddad


Ralf Leite e Lutero Ponce viveram "inferno astral" e se tornaram os primeiros vereadores por Cuiabá cassados

   Dois vereadores por Cuiabá foram cassados em 2009. Trata-se de algo inédito na história do Poder Legislativo não só da Capital, mas de Mato Grosso. O primeiro a perder o mandato por quebra de decoro parlamentar nos 282 anos de funcionamento da Câmara foi Ralf Leite (PRTB), que havia assumido o posto em janeiro.

   Ralf foi flagrado por policiais militares com um travesti menor idade no Posto Zero, em Várzea Grande. No episódio, também foi acusado de subornar os PMs. Acabou enquadrado na lei de desacato à autoridade e detido. A Câmara Municipal instaurou um procedimento de investigação. Quando as articulações de bastidores apontavam que tudo acabaria em pizza, Ralf, o garoto problema do Legislativo, como ficou conhecido, foi denunciado pela ex-namorada Cristiane Gentil por agressão física. Devido à pressão popular, ele acabou cassado por 16 votos a 2 na sessão de 6 de agosto.

    A medida, porém, não foi suficiente para acabar com a sensação de impunidade e com a mancha deixada pelas gestões mal-sucedidas da Mesa Diretora, marcadas por denúncias de desvios milionários. Segundo o Ministério Público Estadual, a hoje deputada Chica Nunes (DEM) teria desviado R$ 6,6 milhões dos cofres da Casa. A gestão Lutero, que sucedeu Chica na Mesa, também foi acusada de corrupção.

   O histórico de desvio de recursos ganhou novos capítulos quando a Delegacia Fazendária detectou novo rombo, desta vez de R$ 7,4 milhões. O esquema, segundo a denúncia, fora comandado pelo ex-presidente Lutero. A mulher dele, Ana Maria das Neves, também acabou indiciada. O peemedebista deixou o Legislativo, mas conseguiu emplacar a instalação de uma Comissão Processante para investigar o atual presidente, Deucimar Silva (PP). Contudo, o relatório não constatou irregularidades e o processo foi arquivado.

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RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 08:34

Com Maia e Novacki, Maggi militariza gestão

Andréa Haddad

  
Alexandre Maia e Eumar Novacki, ex-ajudantes de Ordens do governador, viram secretários e são promovidos

  O governador Blairo Maggi (PR) promoveu em 2009 dois membros do primeiro-escalão aos mais altos postos da carreira militar. Em solenidade realizada em abril, o republicano elevou a patente do então major Eumar Novacki para tenente-coronel. Neste 2010, o militar permanece até 31 de março no comando da Casa Civil, responsável pela articulação política do Palácio Paiaguás. Deixa a administração junto com Maggi, que será candidato a senador.

     O secretário-chefe da Casa Militar, Alexander Maia, foi promovido ao posto de coronel. Ele e Novacki simbolizam a influência e o prestígio dos militares na gestão Blairo Maggi. Em sete anos de governo, o republicano autorizou a promoção de 1,6 mil homens e mulheres da PM. O posicionamento do governador divide opiniões. Muitos criticam-no por achar que sua gestão militarizou o quadro do primeiro escalão. Ao assumir o comando do Estado em 2003, Maggi elevou a militar Lilian Tereza Vieira ao posto de coronel. Hoje ela é comandante-geral-adjunta da PM. Em dezembro deste ano, foi a vez do republicano promover a coronel o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar de Rondonópolis, Pery Taborelli.

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RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 08:25

Campanha pró-Copa une Maggi e Wilson

Andréa Haddad


Políticos se juntam a milhares de pessoas, na praça 8 de Abril, para comemorar escolha de Cuiabá 

Em 2009, o fanatismo pelo futebol e a rivalidade com Campo Grande foram as únicas ações que uniram politicamente o governador Blairo Maggi (PR) e o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB). Ao contrário da confusão sobre as obras do PAC, motivo de ferrenhas trocas de farpas entre tucanos e republicanos, a luta para emplacar Cuiabá como uma das sedes do Mundial de 2014 motivou o tucano a se colocar à disposição do governo para auxiliar nas obras de infraestrutura exigidas pela Fifa.

   Tanto o tucano como Maggi demonstraram descontentamento com as críticas da imprensa à falta de leitos nos hospitais e de condições de trafegabilidade nas ruas e avenidas da Capital. Também se uniram contra o governador sul-mato-grossense André Puccinelli (PMDB), que sempre ressaltava em entrevistas os pontos negativos do Estado vizinho. A disputa entre Cuiabá e Campo Grande reativou a rivalidade dos anos 1970, quando houve a divisão territorial do Estado.

     Minutos após o anúncio da escolha de Cuiabá, Wilson Santos respondeu às críticas de Puccinelli. Do palanque, o prefeito declarou: "o governador de Mato Grosso do Sul e o prefeito de Campo Grande (Nelson Trad) devem estar chupando uma bela manga bourbon cuiabana". Em seguida, o governador emendou: “Enquanto eles se preocupavam em nos criticar, nós trabalhávamos”. A comemoração pela escolha de Cuiabá levou milhares de pessoas às ruas, principalmente do CPA e nas proximidades da praça 8 de Abril, em frente ao restaurante Choppão.

   Maggi já liberou R$ 14,2 milhões para a empresa GCP Arquitetura Ltda elaborar o projeto de reestruturação e reforma do novo estádio Governador José Fragelli, o Verdão, dentro dos preparativos para Cuiabá sediar a Copa do Mundo daqui a cinco anos. A empresa ficou responsável por definir e elaborar todas as questões para a reforma, como, por exemplo, estudo de solo, parte elétrica, hidráulica e de engenharia. Após a entrega do relatório, o projeto será licitado e a empresa vencedora será incumbida apenas de executar as obras. Um outro contrato fechado pelo governo refere-se à empresa Deloitte Touche Tohmatsu Ltda, especializada em consultoria. O valor é de R$ 4,2 milhões.

   Com a aprovação pela Assembleia, o governo criou a Agecopa, autarquia executora dos projetos visando à Copa de 2014. Tem como presidente Adilton Sachetti. Os demais membros da Diretoria Colegiada são Yênes Magalhães (Planejamento e Gestão), Jefferson da Costa (Orçamento e Finanças), Carlos Brito de Lima (Infraestrutura), Agripino Bonilha Filho (Articulação Institucional), Yuri Bastos Jorge (Assuntos Estratégicos) e Roberto França (Comunciação e Marketing).

   A Fifa exige uma série de obras nas cidades que vão sediar o Mundial nas áreas de saneamento, transportes, hotelaria, indústria do lazer, portos e aeroportos, saúde, segurança e telefonia. O BNDES vai disponibilizar um teto de R$ 400 milhões para construir estádios no conceito de sustentabilidade. A expectativa é que o Ministério do Turismo invista US$ 2 bilhões em infra-estrutura urbana, aeroportos, metrôs, linhas exclusivas para ônibus e rede hoteleira. No total, o governo federal deve investir US$ 5 bilhões. A Grande Cuiabá deve receber mais de R$ 6 bilhões de investimentos públicos e privados por causa do "efeito Copa".

RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 08:13

Wilson troca comando de 12 secretarias

Andréa Haddad

   Doze secretarias passaram por mudanças de comando ao longo de 2009 na gestão do prefeito de Cuiabá Wilson Santos. Na pasta de Governo, por exemplo, foram três trocas. Primeiro estava Andelson Gil do Amaral, que saiu para o prefeito acomodar o suplente de senador Osvaldo Sobrinho (PTB), primo do próprio Wilson. Em setembro, o petebista deixou a pasta e foi empossado por quatro meses no Senado no lugar do titular Jayme Campos (DEM). Assume Moisés Dias.

   Em fevereiro, Wilson Santos empossou o engenheiro civil Arquimedes Pereira Lima (PV) na secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Ele substitui Osmário Daltro, que passou a conduzir a pasta do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo no lugar de Moisés Dias. Este, por sua vez, passou a exercer a função de adjunto de Governo e, depois, foi para o primeiro escalão.

   Em março, foi a vez do advogado João Emanuel Moreira Lima ser nomeado para a Agência Municipal de Habitação Popular, no lugar de João Vieira, que passou a comandar as obras do PAC em Cuiabá e, depois, se desligou da administração tucana. Na coordenadoria das obras do PAC, o prefeito iniciou com João Vieira e, depois, nomeou para a vaga o ex-presidente do Intermat Aparecido Alves, o Cido.

   Agripino Bonilha assumiu a secretaria extraordinária para Assuntos da Copa de Cuiabá e, com sua saída para integrar a diretoria da Agecopa, a cadeira ficou com Pedro Shinohara, ex-secretário municipal de Esportes. Na Comunicação, o jornalista Maurélio Menezes pediu exoneração. Para a vaga foi nomeado o também jornalista Flávio Garcia. Já na Saúde, o secretário Luiz Soares enfrentou a ira dos médicos e, já no final do ano, pediu exoneração. Ele tentou voltar, mas as negociações não deram certo. O médico Maurélio Ribeiro assumiu a Saúde.

   Considerado até então um dos “intocáveis” da gestão Wilson Santos, o procurador-geral de Cuiabá José Antônio Rosa "caiu", após ser preso na Operação Pacenas sob acusação de envolvimento em fraudes nas licitações das obras do PAC. No seu lugar o prefeito nomeou o ex-presidente da OAB e presidente municipal do PSDB Ussiel Tavares. Outro “intocável” que deixou o primeiro escalão em 2009 foi o secretário de Cultura Mário Olímpio (PV). Ele se tornou um dos assessores diretos do prefeito, enquanto a Cultura está sob o vereador licenciado Adevair Cabral. Osmário Daltro deixou o Meio Ambiente para gerir o Desenvolvimento Econômico e Turismo. A pasta era ocupada por Moisés Dias. Por fim, Celcita Pinheiro pediu exoneração do comando da área social. Está aguardando o prefeito chegar de licença de 15 dias para deixar a pasta de vez.

RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 08:10

6 suplentes são empossados; 2 viram titulares

Andréa Haddad

   Seis suplentes foram empossados ao longo de 2009 na Câmara de Cuiabá. Dois deles se tornaram efetivos. Primeiro suplente do PRTB, o líder comunitário Totó César assumiu a vaga aberta com a cassação de Ralf Leite por quebra de decoro parlamentar. Já o empresário Arnaldo da Penha foi empossado no cargo de vereador com a perda do mandato do ex-presidente da Mesa Diretora, Lutero Ponce, acusado de desviar R$ 7,4 milhões do erário.

   A maior bancada da Casa, a do PSDB, registrou apenas uma alteração. Edivá Alves foi reeleito, mas pediu licença para assumir a secretaria de Trânsito e Transporte Urbano. Ele é responsável pelos projetos de intervenção urbana nas ruas e avenidas da cidade para contemplar as exigências da Fifa com vistas aos jogos da Copa de 2014. No lugar de Edivá assumiu o primeiro suplente do PSDB, Roosevelt Coelho.

   No PDT, o vereador Adevair Cabral ingressou com pedido de licença para assumir o cargo de secretário de Cultura no lugar de Mário Olímpio. Na cadeira do titular assumiu o professor Sérgio Cintra. Já o vereador Clovis Hugueney, o Clovito, entrou de licença médica, abrindo espaço para Júlio Pinheiro (PTB), ex-vereador e ex-diretor da Agência de Habitação da Capital.

RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 08:00

Governador faz 7 mudanças no 1º escalão

Andréa Haddad

  Ao longo de 2009, o governador Blairo Maggi (PR) alterou o comando de sete secretarias. Foram 13 mudanças, entre solenidades de posse e exonerações. A primeira ocorreu em fevereiro com a nomeação do ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Nova Marilândia por dois mandatos José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), como secretário Extraordinário de Projetos Estratégicos. O cargo estava vago desde a morte de Cloves Vettorato, em abril de 2008.

    O secretário de Comunicação, jornalista José Carlos Dias, que estava no posto desde a metade do primeiro mandato da gestão Maggi, pediu exoneração em abril. Foi substituído pelo coronel Eumar Novacki, que já respondia pela Casa Civil. Depois, Novacki deixou a pasta para assumir, há duas semanas, o jornalista Osmar de Carvalho. Na mesma solenidade, Vicente Falcão tomou posse como secretário de Apoio e Acompanhamento a Políticas Fundiárias e Ambientais, em substituição ao ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, nomeado para a presidência da Agecopa.

   Sachetti saiu do governo em novembro, junto com os então secretários Yênes Magalhães (Planejamento) e Yuri Bastos (Turismo), assim como o economista Jefferson Castro Ferreira Júnior, que deixou o escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília. Eles passaram a atuar na Agecopa. No lugar de Yênes assumiu Arnaldo Alves de Souza Neto, que tem o perfil mais técnico. Irmã do deputado estadual Airton Português (PP), Vanice Marques comanda a pasta do Desenvolvimento do Turismo, da qual era secretaria-adjunta. Para conduzir os trabalhos no escritório de Brasília no lugar de Jefferson, Maggi nomeou Francisco de Assis da Silva Lopes. Chico Daltro deixou, nesta virada do ano, o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia.


Assessores que deixaram staff do governo Maggi, Jefferson de Castro (Escritório de Brasília), José Carlos (Comunicação), Adilton Sachetti (Políticas Ambientais e Fundiárias), Yênes Magalhães (Planejamento) e Chico Daltro (Ciência e Tecnologia)

RETROSPECTIVA-2009 | 01/01/2010 - 07:40

MT lamenta morte de Garcia; MS ignora

Andréa Haddad


Garcia Neto foi radicalmente contra processo de divisão territorial, mas não conseguiu "segurar" surgimento de MS

 O ano em que mato-grossenses e sul-mato-grossenses retomaram a velha rivalidade por causa da disputa por uma das 12 vagas de sede dos jogos da Copa do Pantanal de 2014, também foi marcado pela morte do ex-governador José Garcia Neto. Ele comandou o Estado em 1978, antes da divisão territorial. Mato Grosso do Sul se transformou em Unidade da Federação e se separou de Mato Grosso efetivamente em 1979.

      A maior consternação com a perda de Garcia se percebeu em Mato Grosso, especialmente na Grande Cuiabá. De Mato Grosso do Sul não houve manifestação de pesar, nem mesmo do governador André Puccinelli (PMDB).Indicado pelo ex-presidente Ernesto Geisel para comandar o Estado, Garcia Neto sempre foi contra a divisão do Estado. Sustentava que seria invíavel. Ele costumava lembrar que a divisão foi feita em contraposição ao desenvolvimento tecnológico, que deu aos gestores efetivas condições de governador regiões de elevado porte geográfico, como era o caso de Mato Grosso. Também destacava que os dois Estados teriam crescido mais economicamente se não tivessem sido divididos.

   Filiado à UDN e, depois, à Arena, Garcia Neto foi nomeado para comandar Mato Grosso pelos militares em 1975 e permaneceu no cargo até 1978. Ele nasceu em Sergipe, onde se formou em Engenharia Civil e chegou a Mato Grosso em 1945. Além de ter sido governador, foi prefeito de Cuiabá e deputado federal por duas gestões. Em 20 de janeiro, os mato-grossenses acordaram com a triste notícia de falecimento do ex-governador. Morreu aos 87 anos. Teve derrame. Garcia Neto deixou a esposa e três filhos.



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