Quinta, 17 de Maio de 2012, 18:59 h

ARTICULAÇÃO | 03/02/2009 - 08:35

Maggi estuda tirar Sachetti e Pinheiro da cúpula

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski
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Emanuel Pinheiro e Moisés Sachetti conduzem hoje o PR-MT

  Após a bronca de três deputados que sentiram-se excluídos por não terem sido chamados para uma reunião de cúpula do PR, Blairo Maggi decidiu ampliar o número de convidados. Preferiu agir assim do que cancelar o encontro de sábado (7), em sua fazenda em Sapezal (a 473 km de Cuiabá). Principal "estrela" do novato Partido da República, o governador mato-grossense pretende tomar algumas decisões polêmicas.

   Estuda-se, por exemplo, tirar da presidência regional o seu próprio indicado Moisés Sachetti. De quebra, cairia também o ex-deputado Emanuel Pinheiro, secretário-geral da Executiva estadual. Maggi vem recebendo reclamações sobre a falta de "traquejo" político e de habilidade de Sachetti em conduzir a legenda. Um dos nomes cotados para vir a presidir o PR é do deputado federal Homero Pereira, que vem se articulando nos bastidores nesse sentido.

   Com a desistência de Luiz Antonio Pagot, ex-secretário de três pastas do governo Maggi e hoje diretor-geral em Brasília do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), Maggi procura alternativa para disputar à sucessão estadual. Antes de anunciar apoio a virtuais candidatos de outros siglas aliadas, o governador tentará emplacar nome do PR.

  Ele chamou para a reunião as bancadas estadual e federal do partido. Assim, vão estar presentes os deputados federais Homero e Wellington Fagundes e estaduais, como Sérgio Ricardo e Mauro Savi, além daqueles que inicialmente tinham sido excluídos (João Malheiros, Wagner Ramos e Jota Barreto).

   Maggi chamou também os candidatos a prefeito derrotados no ano passado, Adilton Sachetti, de Rondonópolis, e Mauro Mendes, de Cuiabá; os dirigentes do partido Moisés Sachetti e Emanuel Pinheiro e o prefeito de segundo mandato de Água Boa, Maurício Tonhá, o Maurição. Pagot, que abandonou o barco, confirmou presença.

   Opções

   Maurição sonha com candidatura a governador, mas ainda não tem respaldo da cúpula, assim como Sérgio Ricardo, agora primeiro-secretário da Assembléia. Maurição será provocado a assumir o projeto. Mauro Mendes é um dos quadros do PR que mais agradam o governador, mas o partido o tem como um problema jurídico, já que este foi considerado inelegível.

  De todo modo, os republicanos que conduzem o maior partido do Estado continuam "batendo cabeça" quanto à definição de uma candidatura ao Palácio Paiaguás que venha agregar representatividade, poder de articulação e de ampliação de alianças e, o mais importante, aceitação população. A tendência é que a cúpula incentive filiados a lançar pré-candidaturas a governador para, gradativamente, selecionar o "melhor nome".

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LEGISLATIVO | 02/02/2009 - 19:50

Vuolo quer a criação da secretaria de Agricultura

Romilson Dourado

 O vereador Francisco Vuolo disse que concorda com a proposta do prefeito Wilson Santos de criar cinco novas secretarias. Apesar disso, defende que é preciso modificar o projeto de lei que instituirá a secretaria de Regularização Fundiária. "Vou pedir para que seja Regularização Fundiária e Agricultura. Nós precisamos de uma pasta que cuide das questões agrárias e o prefeito Wilson Santos sabe disso", afirma. Os projetos sobre novas pastas serão encaminhados à Câmara na próxima semana, após essa fase de euforia por causa da visita programada para esta terça e quarta da comitiva da Fifa e da CBF a Cuiabá. Mesmo assim, os vereadores já começaram a discutir as mensagens acerca da ampliação da estrutura do primeiro escalão do Palácio Alencastro.

  O presidente da Câmara, vereador Deucimar Silva (PP), disse que aguarda a chegada dos projetos para iniciar, de fato, o debate. Acredita que não haverá divergências. Já o vereador e apresentador de TV Toninho de Souza (PDT) voltou a impôr resistência e a questionar sobre novas secretarias. "Precisamos discutir muito este assunto. O PDT não quer cargos, quer o que for melhor para a cidade", disse Toninho, que teve seu discurso acompanhado atentamente pelo prefeito tucano.

  Nesta terça (3), na primeira sessão ordinária do ano, serão definidos os membros das comissões temáticas, entre elas de Constituição Justiça e Redação e de Economia e Finanças. Cada uma deve ser composta por três titulares e três suplentes. (Patrícia Sanches)

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UCMMAT | 02/02/2009 - 19:37

Aluízio comemora e atribui vitória às benfeitorias

Romilson Dourado


Vitorioso, Aluízio agradece participação do adversário
Foto: Lisânia Ghisi

   Eleito pela terceira vez para a presidir a União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), o vereador por Salto do Céu, Aluízio Lima (PR), atribui sua vitória às benfeitorias que realizou durante seus dois mandatos anteriores. "Arrumamos a casa. A instituição está fortalecida, isso foi o principal motivo da minha vitória", disse, em meio a comemorações e aplausos no início da noite desta segunda (2).

   Aluízio, que recebeu apoio do governador Blairo Maggi (PR), do deputado José Riva (PP) e dos senadores Jayme Campos (DEM) e Serys Marli (PT), além de outros parlamentares, disse que as acusações de seu adversário Marquinhos Mendonça (PTB), sobre supostas ameças sofridas por sua chapa o que teria culminado em sua derrota, foi resultado de mentiras. "Não existe complô. Ele foi mal assessorado. As pessoas estão mentindo para ele", retruca o republicano.

   O presidente disse ainda que as portas da instituição estarão sempre abertas a todos os vereadores do Estado e que os projetos iniciados por ele terão continuidade. "Vou continuar meu trabalho, mas a principal meta agora é fortalecer a política regional. Quero ensinar os novos vereadores e assim poder cobrar futuramente", conta. 

   Aluízio garante que a participação de Marquinhos na disputa "foi de grande valor" e ainda agradeceu ao adversário derrotado nas urnas. "Quero agradecer o candidato Marquinhos, que teve grande participação na disputa, mas, se ele bate forte, nós também batemos". (Lisânia Ghisi)

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 Clique no play e veja a vitória e o discurso de Aluízio

UCMMAT | 02/02/2009 - 19:12

Marquinhos chora e diz que chapa foi ameaçada

Romilson Dourado


Marquinhos Mendonça, derrotado, diz que quem mais perdeu com a reeleição de Aluízio foram os próprios vereadores
Foto: Lisânia Ghisi

   Inconformado com a derrota pela presidência da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), o vereador de quarto mandato por Água Boa, Marcos Junior Mendonça, o Marquinhos (PTB), afirmou que a maior derrota não é a dele, mas sim daqueles que resolveram persistir no erro. Ele se refere à vitória de seu único adversário e reeleito pela terceira vez consecutiva à frente da Ucmmat, Aluízio Lima (PR). "Eu não perdi as eleições. Os meus votos são meus. Quem perdeu foi a classe (dos vereadores), que optou em seguir um modelo antigo que visa benefício próprio", atacou o petebista, em meio a lágrimas, após divulgação do resultado das urnas.

   Marquinhos perdeu por apenas 12 votos de diferença. Ele atribui a derrota ao que chama de chantagem dos aliados de Aluízio, feita, segundo ele, aos vereadores que fizeram parte de sua chapa. O petebista diz que a menos de 48 horas do pleito, vários parlamentares o apoiavam. "Os vereadores que estavam do meu lado me disseram que receberam ligações de deputados que os amedrontaram, caso não votassem na chapa de Aluízio".

   O petebista garante que houve um "complô" e citou os nomes dos deputados estaduais Mauro Savi (PR) e José Riva (PP), do federal Pedro Henry (PP) e também do governador Blairo Maggi (PR). "Essas ameaças foram prova de que a chapa do meu adversário estava com medo de perder as eleições".

    Marquinhos declarou não ter sido apoiado por nenhum cacique político, ao contrário do que aconteceu com seu adversário. Ele completou dizendo que eleições limpas são aquelas em que não existem apoio de outras lideranças. "Acredito que as eleições são limpas quando os amigos apoiam e acreditam". O vereador disse que o resultado foi apenas um "pedacinho" do que pode acontecer futuramente e que a democracia existe para ser exercida. (Lisânia Ghisi)

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 Clique no play e veja as declarações de Marquinhos

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JUDICIÁRIO | 02/02/2009 - 18:37

DAE atrasa pagamentos e Cemat aciona Justiça

Romilson Dourado

   A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça acolheu parcialmente recurso interposto pela Centrais Elétricas Matogrossenses S.A (Cemat) contra o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), que pleiteava na Justiça o direito de não ter a energia elétrica cortada por falta de pagamento. O DAE possui débitos de junho a dezembro de 2003 e de fevereiro de 2004 a junho de 2008. Estes débitos estão sendo questionados na Justiça, o que não acontece com as dívidas relativas ao período de julho de 2007 a junho de 2008.

   Diante da ameaça de ter o fornecimento de energia suspenso, o DAE  conseguiu liminar para que a Cemat não efetuasse o corte ou suspendesse o fornecimento de energia elétrica, argumentando a necessidade da continuidade de prestação dos serviços essenciais e da discussão judicial do débito.

   A relatora do processo, juíza Clarice Claudino da Silva, afirmou em seu voto que o serviço de energia elétrica é prestado mediante a cumprimento de obrigações do usuário, de modo que a ausência de pagamento ensejaria como regra, a possibilidade de interrupção do seu fornecimento. Ela pondera, no entanto, que a suspensão do fornecimento de energia se daria na sede administrativa do DAE, órgão municipal que presta serviço essencial à população e “não se mostra razoável e sensato permitir o corte no fornecimento de energia, puro e simples, ainda que seja apenas em sua parte administrativa, levando-se em consideração a preservação do interesse maior, que é o da coletividade”. (Flávia Borges)

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EMBATE JURÍDICO | 02/02/2009 - 18:32

Novo presidente enfrenta mais de 100 processos

Romilson Dourado

  O novo presidente da Assembléia, deputado José Riva (PP), responde a mais de 100 processos na Justiça por supostos atos de improbidade administrativa. Mesmo assim, ele tomou posse nesta segunda (2) pela quarta vez para o comando do Legislativo mato-grossense. O assunto foi destaque na coluna eletrônica de Cláudio Humberto - confira aqui.


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Em solenidade bastante prestigiada, Riva recebe cumprimentos do seu colega deputado Sérgio e do governador Maggi

  Exímio articulador político, Riva foi prestigiado por autoridades de todos os Poderes, como o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Lessa, o  procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Prado, chefe do MPE que tem movido ações contra o deputado; pelo governador Blairo Maggi, pelo presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Antonio Joaquim; e pelo governador Blairo Maggi.

   Ex-prefeito de Juara e deputado pelo quarto mandato, José Riva é tão bem articulado que motivou a presença no evento até do secretário-executivo do Ministério das Cidades, o mato-grossense de Cuiabá Rodrigo Figueiredo, que prestigiou a solenidade sob orientação do ministro Márcio Fortes, do PP, mesmo partido do novo presidente da AL. A sessão foi bastante concorrida. O plenário ficou lotado.

   Sobre os processos envolvendo o nome de Riva, ninguém tocou no assunto. Ficam arquivados, enquanto ele usufruir de foro privilegiado, mesmo com a criação de varas especializadas. Em discurso, o deputado discorreu sobre desenvolvimento, justiça social, parcerias e pediu ajuda dos colegas parlamentares com a seguinte frase: "não posso errar".

   Riva recebeu também elogios do governador. Aliás, ambos já começaram a "costurar" uma "dobradinha" na corrida para o Senado em 2010, quando serão abertas duas das três vagas destinadas à representatividade de Mato Grosso.


Após a posse, o novo presidente Riva posa para fotografia ao lado do governador Maggi e do presidente do TJ, Paulo Lessa
Fotos: Maurício Barbant

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UCMMAT | 02/02/2009 - 17:50

Por 12 votos, Aluízio se reelege para 3º mandato

Romilson Dourado

   Numa disputa apertada, o vereador por Salto do Céu Aluízio Lima (PR) venceu novamente as eleições para a presidência da União das Câmaras Municipais do Estado (Ucmmat), por uma diferença de apenas 12 votos. Ele assume o terceiro mandato frente à entidade. Aluízio conquistou 290 dos 568 votos nesta segunda (2). Seu único adversário, vereador de quarto mandato por Água Boa, Marcos Junior Mendonça, o Marquinhos (PTB), obteve 278 votos.

   Visando permanecer no poder, Aluízio chegou a criar no estatuto da Ucmmat cargo de superintendente para vir a exercê-lo, caso perdesse a reeleição e com direito a receber salário de aproximadamente R$ 7 mil. Em seu projeto pela reeleição, Aluízio contou com o apoio das principais lideranças políticas do Estado, como o governador Blairo Maggi (PR), o deputado José Riva, os senadores Jayme Campos (DEM) e Serys Marli (PT) e os deputados federais Wellington Fagundes e Homero Pereira, ambos do PR. A Ucmmat sobrevive da contribuição das câmaras municipais, que mensalmente repassam à entidade entre R$ 400 e R$ 500. (Flávia Borges)

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RUMO À COPA DO MUNDO | 02/02/2009 - 17:42

Secretário diz que MT já tem R$ 100 mi em caixa

Romilson Dourado


Yuri Bastos apresenta índios que farão recepção à comitiva
Foto: Guilherme Filho

   O secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo Yuri Bastos Jorge, presidente do Comitê Pró-Copa em Cuiabá, o governo estadual já tem R$ 100 milhões em caixa para investir em obras de infra-estrutura. Isso se a comissão da Fifa e da CBF "bater o martelo" quanto à escolha de Cuiabá como uma das subsedes do Mundial de 2014. A capital mato-grossense disputa a vaga com Campo Grande (MS). Caso contrário, provavelmente os mato-grossenses não verão tais investimentos.

   A comitiva capitaneada pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chega nesta terça (3), às 18h23, no aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, para inspecionar as duas cidades. Yuri afirma que três pontos são primordiais e devem ser repassados à equipe que percorre 17 cidades que concorrem às 12 vagas para sediar os jogos da Copa. O primeiro ponto refere-se à unidade política. "Todos têm que ver que existe união entre os governos daqui e que tanto o governador como os prefeitos trabalham em conjunto", diz Yuri.

   O segundo ponto citado pelo secretário é a organização das cidades. Já a terceira e mais polêmica questão é a capacidade financeira do Estado. Segundo Yuri, o governo Maggi disponibilizará R$ 1 bilhão para tornar Cuiabá uma das cidades-sedes. São projetos macro, como implantação de metrô, construção de avenidas, reforma do aeroporto e a demolição e reconstrução do estádio José Fragelli, o Verdão. "Fizemos o dever de casa. Caso não haja parcerias, o governo estadual tem a capacidade de arcar com todas as despesas sozinho. Temos capacidade de endividamento, já que ao longo destes oito anos em que Maggi está comandando o Estado, nunca fizemos dívidas", ressalta.

   Agenda

   Após o desembarcar em VG, a comitiva será recebida no hangar do Governo pelos chefes dos três Poderes, além dos prefeitos de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB) e de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR) e dos caciques Raoni e Megaron. Logo em seguida, a equipe assiste a uma apresentação de dança indígena e parte para o Centro de Eventos do Pantanal, para um jantar de boas-vindas. Já na quarta (3), a comitiva se divide em duas partes. A primeira, formada por Thierry Weil, Dick Wiles, Fulvio Danilas e Carlos de La Corte , fará um sobrevôo de helicóptero, com duração de 30 minutos, por Cuiabá e VG. Os demais membros da comitiva vão ao para o Palácio Paiaguás visitar o governador. Às 10h, toda a equipe se reúne novamente para assistir à apresentação do projeto "Cuiabá 2014 - A Copa do Pantanal".

   Da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vão estar em Cuiabá o seu presidente Ricardo Teixeira, João Havelange, Rodrigo Paiva (assessor de Imprensa), Mário Rosa, Carlos Geraldo Langoni, Alexandre Silveira e o consultor de estádio, Carlos de La Corte. Como representantes da Federação Internacional de Futebol visitam o diretor de Marketing, Therry Weil; o gerente da Fifa e responsável pelo projeto Copa do Mundo Fifa Brasil-2014, Fulzio Danilias; e o representante da empresa Natch, Dick Wilies.

   A imprensa não terá qualquer contato com membros da comitiva. Ricardo Teixeira deve falar somente na quarta, quando deixa a capital rumo a Rio Branco (AC). A intenção é que não sejam dadas pistas sobre as impressões dos membros da comitiva sobre Cuiabá.

   Uma verdadeira "rixa" vem sendo travada entre Cuiabá e a capital do Mato Grosso do Sul, já que apenas uma delas será escolhida. A comitiva vai estar em Campo Grande nesta terça. De lá, se desloca a Cuabá. Yuri Bastos, que tinha disparado críticas aos sul-mato-grossenses, agora prefere não entrar mais na polêmica. "Não quero falar sobre briga. Só quero reforçar que estamos elevando características para termos um belíssimo desempenho", diz. (Flávia Borges) 

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LEGISLATIVO | 02/02/2009 - 16:55

Maluf vê Jayme "no muro" e teme PSDB isolado

Romilson Dourado

  O deputado Guilherme Maluf (PSDB) disse temer um isolamento do PSDB nas eleições de 2010. Ele criticou ainda a postura do cacique do DEM, senador Jayme Campos, sobre uma possível aliança entre democratas e tucanos. Em uma análise sobre possíveis coligações para o pleito de 2010 o parlamentar não tem boas expectativas. Entende que o PMDB e o DEM não devem compor alianças com o PSDB, que deve lançar o prefeito cuiabano Wilson Santos na corrida ao Palácio Paiaguás.

  Para o tucano, o senador Jayme está "em cima do muro". Diz que, por posições como essas, não é possível saber o que vai acontecer. "Jayme fala que apóia Wilson, mas não abandona a base governista. Talvez o PSDB fique isolado", prevê o parlamentar. Segundo Guilherme Maluf, há uma aproximação do DEM com PP e PR. Por outro lado, o deputado acredita que se houver verticalização das candidaturas, o DEM e o PMDB podem compor chapa com Santos. "Tudo vai depender dessas discussões. Só sei que lá em cima a disputa está entre José Serra e Aécio Neves. Acho que Serra é mais articulado", avalia. 

  Sobre sua postura de ficar "no muro" sobre o governo Blairo Maggi, assim como sua colega de partido Chica Nunes, Maluf argumenta que agora fará oposição propriamente dita. Segundo ele, o partido já promoveu reuniões no sentido de orientar a bancada a fazer oposição dura. "Tudo tem que ser decidido partidariamente". (Patrícia Sanches)

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RUMO À COPA DO MUNDO | 02/02/2009 - 16:40

Ampliação do aeroporto começa neste semestre

Romilson Dourado

   Nesta quarta (4), às 10h, o superintendente do aeroporto internacional Marechal Rondon, de Várzea Grande, Sérgio Kenned Soares, apresenta o projeto de reforma e ampliação para a comitiva da Fifa e da CBF. Ele disse nesta segunda, em entrevista ao RDNews, que as obras vão começar neste primeiro semestre. Vão custar R$ 30 milhões. O objetivo da reunião é provar que Cuiabá tem condições de subsediar a Copa do Mundo em 2014, principalmente quanto às questões logísticas de transporte.

   Cuiabá disputa com Campo Grande (MS) a vaga de subsede. A briga se acirrou, motivada por críticas mútuas disparadas pelos dois Estados - saiba mais aqui.

   Segundo Sérgio Kenned, o projeto a ser apresentado deve ser executado mesmo que Cuiabá não venha a sediar a Copa. Ele explica ainda que durante a reunião será apresentada uma segunda proposta, que garantirá ampla reforma do aeroporto em caso de confirmação da capital mato-grossense como uma das subsedes. "Com a execução do projeto, teremos uma infra-estrutura internacional inquestionável". A primeira etapa da reforma do aeroporto vai durar 18 meses.

  Será construído o setor B de desembarque doméstico e internacional, além da reforma do setor A. Já na segunda etapa está prevista a construção de uma segunda pista com 3 km de extensão, além de outra de outro terminal de embarque e desembarque. "Já estamos fazendo estudos de demanda para verificar a real necessidade de ampliação do número de pistas, mas todo o necessário será feito e não teremos nenhum tipo de problema", afirma. 

  Números oficiais revelam que no ano passado cerca de 1,3 milhão de pessoas embarcaram ou desembarcaram no aeroporto Marechal Rondon. Foram mais de 45 mil pousos. A atual estrutura abriga lanchonetes, locadoras e um setor de embarque e desembarque. Entre as empresas que pousam e decolam diariamente estão Gol, TAM, Trip e Ocean Air. "Temos outras empresas e aviões particulares que também pousam em nossas pistas". (Patrícia Sanches)


Projeto em 3 D mostra, com a ampliação e reforma, mostra como ficará a estrutura do aeroporto internacional Marechal Rondon

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RUMO À COPA DO MUNDO | 02/02/2009 - 16:15

Toninho volta a criticar Puccinelli; Santos reforça

Romilson Dourado

   Em sua primeira sessão como vereador nesta segunda (2), o apresentador de TV Toninho de Souza (PDT) reforçou as críticas ao governador André Puccinelli (MS), que fez ataques a Mato Grosso ao considerar que trata-se de um dos Estados campeões em desmatamento na Amazônia e em índice de violência do país e que não possui infra-estrutura capaz de sediar uma subsede da Copa do Mundo de 2014. Os ataques de Puccinelli são motivados pela rivalidade entre os dois Estados concorrentes à subsede do Mundial.

  Segundo o parlamentar pedetista, a rixa entre os dois Estados tem origem cultural e histórica. Vem desde o processo de divisão territorial, no final da década de 1970. Puccinelli optou por uma campanha agressiva contra MT. Para ele, quem deve ficar com a subsede é Campo Grande. Toninho contesta o peemedebista - saiba mais aqui.

  "Eles baixaram o nível. O governador nunca poderia ter feito essas comparações. Foi irresponsável. Não conhece a nossa realidade", afirma o parlamentar. Para Toninho, que prepara Moção de Repúdio ao governador sul-mato-grossense, as rixas devem ser deixadas de lado. O vereador acredita que Cuiabá vencerá dentro de critérios técnicos. "Não adianta debochar como estão fazendo. O que vale são os critérios técnicos".

  O prefeito Wilson Santos (PSDB) também criticou o posicionamento de Puccinelli. Para ele, as antigas rivalidades foram reacesas, mas devem ser solucionadas. "Isso vem desde a divisão do Estado. O problema é que baixou o nível, não podíamos ter entrado nessas picuinhas", afirma o prefeito, que defendeu Cuiabá dizendo que o município é privilegiado já que encontra-se próximo à bacia pantaneira, com águas termais e enfatiza ainda a proximidade com a cidade turística de Chapadas dos Guimarães. "Além disso temos estrutura para sediar a Copa", garante o prefeito.

  Santos chega a dizer que está unido com o seu adversário político, governador Blairo Maggi (PR), em defesa da vaga da subsede da Copa para Cuiabá.  "Estamos muito unidos e tenho certeza que dará certo", diz o tucano. (Patrícia Sanches)

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   Clique no play e veja as declarações do prefeito Wilson Santos e do vereador Toninho de Souza acerca da campanha pela subsede da Copa do Mundial em Cuiabá

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CÂMARA FEDERAL | 02/02/2009 - 15:31

Com larga vantagem, Temer ganha a presidência

Romilson Dourado

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Michel Temer discusa, sob olhar dos colegas parlamentares
Foto: Elton Bomfim

  Com 304 dos 509 votos, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), apoiado por um bloco de 14 partidos, conquistou nesta segunda a presidência da Câmara Federal para mandato de dois anos. A exemplo do peemedebista José Sarney no Senado, Temer chega ao comando da câmara tamgém pela terceira vez. Ele esteve no cargo nos períodos de 1997 a 999 e de 1999 a 2001.

   O deputado Ciro Nogueira (PP-PI) ficou em segundo na eleição, com 129 votos. O ex-presidente da Câmara, comunista Aldo Rebelo (SP), do bloco PCdoB-PSB-PMN-PRB e Psol, foi o terceiro colocado, com 76 votos. Não houve votos em branco e nulos.

   Michel Temer já toma posse de imediato e conduzi a apuração para os demais cargos da Mesa Diretora. Ele tem 68 anos. O peemedebista cravou um feito histórico ao eleger-se presidente da Câmara pela terceira vez. Antes dele, no período republicano, somente dois homens conseguiram a mesma proeza: o também paulista Ulysses Guimarães e o piauiense Flávio Marcílio.

   Advogado pela tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), casado pela segunda vez e pai de quatro filhos, Michel Temer sempre teve uma atuação no meio jurídico paralela à vida política. Mestre e doutor em Direito, deu aulas na PUC de São Paulo e na Faculdade de Direito de Itu (SP). É autor de quatro livros, sendo que o mais recente, sobre Direito Constitucional, está na 22ª edição.

   Começou na vida pública aos 60 anos, como oficial de gabinete de seu ex-professor Ataliba Nogueira, um intelectual conhecido na área jurídica, secretário de Educação do governo Adhemar de Barros. A partir daí, Temer ocupou diversos cargos, como o de procurador-geral do Estado de São Paulo e de secretário de Segurança Pública. A estreia no Congresso ocorreu em 1987, como deputado constituinte. De lá para cá foram seis mandatos, sempre pelo PMDB, partido que preside desde 2001.

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SENADO | 02/02/2009 - 15:28

Sarney tem 17 votos de frente sobre Tião Viana

Romilson Dourado


Após a vitória, José Sarney cumprimenta seu adversário Viana
Foto: J. Freitas

  O ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) conquistou mesmo o comando do Senado. Ele teve na eleição desta segunda (2) 49 votos, enquanto o petista Tião Viana (AC) obteve 32. Dos três senadores mato-grossenses, os democratas Gilberto Goellner e Jayme Campos, que chegou a iniciar articulação para ser primeiro-secretário, mas depois recuou, votaram em Sarney. Já Serys Slhessarenko acompanhou a bancada petista em defesa da candidatura de Viana.

Jayme e Goellner vencem com
Sarney; Serys perde com Viana

  Aos 78 anos, Sarney vai substituir no comando do Congresso Nacional Garibaldi Alves (PMDB-RN). Esta é a terceira vez que ele preside o Senado. Antes, exerceu o cargo entre 1995 e 1997 e entre 2003 e 2005. O Senado conta com 7,2 mil funcionários, incluindo ativos e ocupantes de cargos de confiança. O orçamento anual é de R$ 2,7 bilhões, quase a metade do orçamento-geral de Mato Grosso, que é de R$ 7,7 bilhões.

    Consequência

   A vitória de Sarney do PMDB, dono da maior bancada no Senado, pode abalar a base aliada do governo do presidente Lula. Acontece que ele rompeu um acordo entre o governo e o PMDB, que previa a troca de apoio nas eleições da Câmara e o Senado e que vinha da legislatura anterior.

   Em 2007, o PMDB apoiou a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara em troca do apoio do partido na eleição de Garibaldi à presidência do Senado. Com a maior bancada na Câmara e no Senado, o partido resolveu não ceder a vaga pacificamente ao PT.

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DESCONTRAÇÃO | 02/02/2009 - 13:43

Chico Science e Nação Zumbi encantam o país

Romilson Dourado

  Nordestino, Chico Science desde menino já se afeiçoava com o hip-hop, chegando até participar do grupo "Legião Hip-Hop", uma das principais gangues de rua de Recife. Em 1987 dá início a sua carreira artística. Formou sua primeira banda, a "Orla Orbe", porém mais tarde cria o grupo "Loustal". As canções eram uma mistura de soul, funk, hip-hop e rock dos anos 60.

   No início dos anos 90 conheceu o bloco afro "Lamento Negro", que agitava o público com o gênero afro-reggae. Chico se encantou com o trabalho e o que acreditava ser mistura musical passou a ter novo conceito. O maracatu, côco de roda, caboclinho, ciranda, samba e embolada passaram a ser os ritmos do mais novo grupo, o "Nação Zumbi".

   Em 1991, o grupo se apresentou pela primeira vez, em um show no Espaço Oasis, em Olinda. Com uma mistura de sons denominda mangue beat, o público se encantou com o Nação Zumbi. Dois anos mais tarde, após uma excursão por São Paulo e Rio de Janeiro, os "caranguejos nordestinos" foram descobertos e o sucesso nacional tinha seu início. Sues primeiros sucessos foram "Da lama ao caos", "A cidade" e "A praieira", que se tornou trilha sonora da novela global "Topicaliente".

   Talentosos e inovadores, o grupo musical sintetizou os ritmos e o sucesso foi inevitável. Mestre na arte de compor, Science deixou saudades e mesmo após sua morte, o Nação Zumbi ainda continua o "movimento mangue" com grande maestria. (Lisânia Ghisi)

   No play canções e depoimentos de Chico Science

CÂMARA DE CUIABÁ | 02/02/2009 - 12:21

Prefeito cuiabano "rouba" cena em sessão solene

Romilson Dourado


Os vereadores cuiabanos, em solenidade nesta 2ª, na Câmara
Foto: Lisânia Ghisi

   A sessão solene de abertura dos trabalhos da Câmara de Cuiabá começou com meia-hora de atraso e foi marcada por discursos longos, frases de efeito e muito cordialismo entre os Poderes Executivo e Legislativo. Após o Hino Nacional, o vereador Washington Barbosa (PRB) aproveitou seu posto de pastor para dar a benção aos novos vereadores. O prefeito Wilson Santos (PSDB) foi o primeiro a discursar e literalmente "roubou" a cena.

   O tucano falou por quase 1h30. Seu discurso foi permeado por referências históricas utilizadas para justificar a criação das secretarias de Promoção Racial e Cidadania e Política das Pessoas com Deficiência. Foi uma forma de tentar, desde já, convencer os vereadores, que serão os responsáveis por aprovar ou não a ampliação do quadro de pastas do primeiro escalão do Palácio Alencastro.

  Santos defendeu mais uma  vez o PAC,  falou de projetos e da expectativa de Cuiabá sediar a Copa do Mundo em 2014. No meio de seu discurso inflamado até o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi lembrado. No final, em tom cordial, o prefeito ressaltou a importância da Câmara e admitiu que não dialogou com os parlamentares em seu primeiro mandato. "Minha maior falha foi manter pouco diálogo com os vereadores, mas agora será diferente", afirma.

   Após Santos, o ex-vice-governador e secretário municipal de Governo Osvaldo Sobrinho pediu aos vereadores que sejam parceiros da administração tucana. Logo em seguida as lideranças dos partidos iniciaram os seus discursos. Um dos mais exaltados foi o ex-presidente do Legislativo cuiabano, vereador Lutero Ponce (PMDB), que aproveitou para mais uma vez se defender das críticas do novo presidente da Câmara, Deucimar Silva (PP). "Eu não consegui pagar as dívidas de outras administrações, mas durante a minha consegui deixar um caixa com R$ 1,8 milhão. Todas as minhas contas foram aprovadas e fiz muito por este Legislativo".

   Já Deucimar reafirmou que possui compromissos irremediáveis com a transparência e que, por isso, irá realizar as auditorias sobre a gestão passada. Lembrou que trata-se de promessa de campanha. "Somos passageiros, mas não podemos deixar de fazer o que nos comprometemos". Ele finalizou seu discurso enfatizando projetos, como o que institui o orçamento participativo, discussão do Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS) e anunciou ainda que não permitirá atraso no pagamento da folha salarial em referência ao não-pagamento do salário de dezembro da administração Lutero. (Patrícia Sanches)

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 02/02/2009 - 11:24

Maggi começa a discussão sobre "bolo tributário"

Romilson Dourado

Governador Blairo Maggi  Em discurso nesta segunda na sessão solene na Assembléia que marcou a quarta posse de José Riva na presidência do Legislativo mato-grossense, o governador Blairo Maggi (PR) partiu para os agradecimentos. Disse que a gestão do ex-presidente Sérgio Ricardo agiu em cooperação com o governo. Também parabenizou Riva. O governador falou sobre as missões do Legislativo mato-grossense. "Muitas vezes alguns setores da sociedade têm o desejo, a vontade e até mesmo a necessidade de mudanças. Mas muitas vezes também não é possível. Quem tem a missão de dizer não é esta Casa. Nas vezes que avançamos também devemos a esta Casa", enfatizou Maggi.

  O governador republicano lembrou da eleição na Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) na última sexta (30). Maggi avisa que já conversou com o novo presidente da entidade Pedro Ferreira e que está aberto às discussões sobre a divisão do bolo tributário aos municípios. "Senti que a maioria dos prefeitos desejam mudanças na divisão do bolo tributário. Disse ao Pedro que não tem dificuldades em mudanças, mas que devem ser realizadas aqui (na Assembléia). De minha parte estão abertas as discussões".

   Na divisão das receitas do bolo tributário, os municípios brasileiros ficam com a menor parte: 14%. Os Estados "abocanham" 25% e, o governo federal, 61%.

   Outro assunto lembrado por Maggi durante a posse de Riva foi a Copa de 2014. Ele disse que a comitiva da Fifa e da CBF visita o Estado nesta terça (3) e pede ânimo à população e aos deputados. Mato Grosso e o vizinho Mato Grosso do Sul brigam por uma das 12 vagas de subsedes da Copa. (Flávia Borges)

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Clique no play e confira trecho do discurso de Blairo Maggi

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 02/02/2009 - 10:27

Mesmo no 4º mandato, Riva liga Sérgio a Chávez

Romilson Dourado

José Riva, presidente da Assembléia Legislativa   O novo presidente da Assembléia, deputado José Riva (PP), assinou o Termo de Posse na manhã desta segunda (2) ao lado de várias autoridades que prestigiaram a solenidade. O governador Blairo Maggi (PR), o vice Silval Barbosa (PMDB), o presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Lessa, e o procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Prado, estiveram presentes. "A hora é de deixar a vaidade de lado e colocar em prática meu compromisso com a sociedade", diz Riva, em seu primeiro discurso. O progressista falou ainda sobre sua determinação em "ensinar municípios mais pobres a pescar".

   Além de Riva, foram empossados para compor a nova Mesa Diretora o deputado Mauro Savi (PR) como primeiro-vice-presidente; Chica Nunes (PSDB) como segunda-vice-presidente; Sérgio Ricardo (PR) como primeiro-secretário, Dilceu Dal Bosco (DEM) na segunda-secretaria; Ademir Brunetto (PT) como terceiro-secretário e; Adalto de Freitas (PMDB), como quarto-secretário.

   Brunetto não compareceu à cerimônia de posse porque houve atraso no vôo Pará-Cuiabá. Ele assinará o Termo de Posse assim que chegar à Capital. Riva brincou logo após ser empossado. Disse que se desesperou nesta segunda cedo. "Cheguei aqui (na Assembléia) às 7 horas e já liguei para Sérgio Ricardo. Ele me disse que estava em Poconé, por isso me desesperei. Achei que ele iria fazer como o Hugo Chávez", diz Riva, sorrindo e, ao mesmo tempo, insinuando que poderia haver conspiração por parte do antecessor, a exemplo das práticas do presidente venezuelano

    Riva destacou que acumula experiência à frente do Legislativo. "Sei da responsabilidade que é estar à frente da Assembléia. Ser presidente da AL é muito mais que ocupar um cargo público. É saber ouvir, mas ouvir muito, os clamores e anseios da sociedade. Tentar diminuir as desigualdades e injustiças que ainda existem em nosso meio social".

   O progressista se emocionou em seu discurso ao lembrar sua história de vida, especialmente quando falou sobre a morte do pai. "Eu tive uma vida difícil, com muitas privações. Quando terminei o segundo grau foi uma grande vitória para uma família tão humilde como a minha. Depois passamos pela pior privação que foi a morte de meu pai. Pai, dedico essas sábias palavras ao seu norteio", disse Riva, em meio a lágrimas. (Flávia Borges)

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Clique no play e veja discurso de Riva no ato de posse

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 02/02/2009 - 10:25

Sérgio fala sobre o trabalho difícil que enfrentou

Romilson Dourado

Sérgio Ricardo (PR)   O deputado Sérgio Ricardo (PR) faz seu último discurso como presidente da Assembléia Legislativa. O republicano ocupará a partir desta segunda (2) a primeira-secretaria da Casa, em uma troca de cargos com José Riva (PP),  presidente eleito para o biênio 2009/2010, pela quarta vez. Sérgio Ricardo falou sobre o "trabalho difícil enfrentado nos últimos dois anos" e agradeceu a "ajuda" de todos os parlamentares mato-grossenses. Não esqueceu sequer de Walter Rabello, único deputado cassado no Estado por infidelidade partidária. O republicano falou ainda sobre o futuro e lembrou o passado.

   Elogiou o governador Blairo Maggi (PR) que construiu centenas de casas populares, atendendo a demanda nacional. Sérgio e Maggi têm se "estranhado" nos últimos meses. O deputado pretende disputar o governo estadual em 2010, mas não conta com o apoio do governador, maior liderança do partido atualmente em Mato Grosso.

   Sérgio diz que o legislativo estadual tem o papel de atuar como alquimista. "A Assembléia deve agir como alquimista, transformando ferro em ouro. O Poder Legislativo tem que captar as vontades e anseios da sociedade", diz ele. Sobre seu sucessor, Sergio espera que Riva "esteja a serviço das utopias que virão" e que continue dando prosseguimento aos planos traçados até agora por ele. (Flávia Borges)

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Clique no play e veja trecho do discurso de Sérgio Ricardo

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