Quinta, 17 de Maio de 2012, 19:02 h

CONFRONTO | 02/11/2008 - 22:10

Antero ataca governo Maggi e membros do MPE

Romilson Dourado

  O polêmico jornalista e ex-senador Antero de Barros, marqueteiro do prefeito reeleito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB), disparou sua metralhadora verbal contra o governador Blairo Maggi, que o derrotou duas vezes seguidas na disputa ao Palácio Paiaguás. O palco para os ataques desta vez foi o programa Ponto de Vista, da TV Rondon (Rede TV!), apresentado neste domingo à noite pelo jornalista Onofre Júnior, militante do PSDB e derrotado para vereador por Cuiabá.

  Entre vários assuntos abordados no programa, Antero e Onofre discorreram sobre licitações na secretaria de Estado de Administração. Colocaram sob suspeição processo de fornecimento de combustíveis pelo Estado. Antero disse que houve distribuição de combustível em troca de votos em Sinop, onde o PR do governador apoiou o prefeito eleito Juarez Costa (PMDB).

   O ex-senador questionou o fato de Maggi não ter tomado providências quanto à denúncia feita pela revista Época, que exibiu gravações de vídeos no site, mostrando pessoas ligadas à administração e ao candidato a prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PR), numa suposta compra de apoio de concorrentes derrotados do PRTB. Para ele, Maggi, que prometeu um novo jeito de fazer política e quebra de paradigmas, corre risco de virar  um pigmeu da política de Mato Grosso.

  Antero considerou também que membros do Ministério Público estão agindo com parcialidade em Rondonópolis, quando investigam o prefeito eleito Zé do Pátio (PMDB) sobre suposta compra de votos e menosprezam denúncias sobre crimes eleitorais envolvendo o prefeito derrotado à reeleição Adilton Sachetti (PR).

Veja no play três momentos do programa em que dois tucanos, o apresentador Onofre e o ex-senador Antero, comentam sobre licitação no governo Maggi, denúncias sobre compra de filiados do PRTB e o processo contra Zé do Pátio.

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DIVERGÊNCIA | 02/11/2008 - 21:07

Prefeito do DEM critica idéia de se aliar ao PSDB

Romilson Dourado

Cidinho diz que Jayme precisa agir como pacificador,  quer aliança com PR e diz que seu partido se decepcionará se fizer comparativo com governo Maggi, para quem é o melhor dos últimos 20 anos

  O presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), José Aparecido dos Santos, o Cidinho (DE), prefeito de Nova Marilândia e gestor do MT Regional, que cuida dos consórcios de Desenvolvimento Regional e das patrulhas rodoviárias do governo Blairo Maggi, criticou o seu partido por, desde já, sinalizar para composição com o PSDB e se opôr à administração estadual. O recado de Cidinho foi direto para o cacique do DEM, senador Jayme Campos, em que pese tê-lo elogiado e o mencionado como "grande liderança política".

  Para Cidinho, o DEM não deve romper com o PR do governador Maggi. Entende que o Democratas está equivocado quando defende aliança com o PSDB, pensando nas eleições gerais de 2010. Lembra que o antigo PFL passou por dificuldades durante 8 anos em oposição ao tucanato, quando Dante de Oliveira (já falecido) foi governador. Cidinho diz que o grupo político representado pelo DEM hoje ajudou a eleger e a reeleger Maggi, para quem é orgulho para Mato Grosso e o Brasil por desenvolver uma administração séria e de resultados.

   Na avaliação do prefeito de Nova Marilândia, se o DEM, na investida rumo ao Palácio Paiaguás, fizer comparação com o atual governo, "vai perder porque Maggi, em 6 anos de administração, fez mais do que os últimos 20 anos de vários governos, nas áreas de educação, pavimentação asfáltica, de patrulhas rodoviárias e no acesso às pessoas ao governo". "No governo do PSDB, por exemplo, não se conseguia falar com secretários. Tinha que marcar audiência com uma semana de antecedência. Agora, não! O governador está sempre presente no interior, recebe a todos e não vê cor partidária".

   Para Cidinho, o DEM precisa pensar num programa de governo e não partir para o comparativo. "Se for fazer comparativo, o DEM vai se decepcionar". O presidente da AMM disse que já conversou com Jayme acerca do futuro do partido e sugeriu que este defenda a manutenção da aliança com o PR. Lembra que dessa aliança foram eleitos dois senadores do DEM, sendo Jonas Pinheiro (já falecido) em 2002 e o próprio Jayme, em 2006. Lembra também que o DEM possui cargos num governo que "é bem avaliado". "Tem que haver reconhecimento de que nós do DEM somos governo. As questões pontuais acerca das eleições são naturais e, passando esse processo, o entendimento precisa continuar".

   Pacificador

  Cidinho diz considerar Jayme um grande líder político e nome forte para concorrer ao governo Estado. Observa, porém, que o senador precisa assumir papel de pacificador porque há muitos prefeitos eleitos e reeleitos do DEM descontentes com a direção da legenda, assim como aqueles que foram derrotados nas urnas deste ano devido à falta de apoio na campanha.

  Conta que Jayme se concentrou em Várzea Grande, num esforço em defesa da candidatura do irmão Júlio, e não pôde estar presente em todos os municípios. Isso, diz o prefeito democrata, deixou muitos magoados. Enfatiza que o ex-senador Jonas Pinheiro fez falta tanto na campanha quanto após o pleito porque prestigiava a todos os candidatos independente deste ter ou não chance de êxito nas urnas. Destaca que, apesar "do grande trabalho" do presidente regional do DEM, Oscar Ribeiro", o partido precisa abrir espaço a novas lideranças, reunir prefeitos e vereadores e discutir ações unificadas.

   Segundo Cidinho, caso o DEM caminhe para projeto próprio visando ao pleito de 2010, o nome mais forte é de Jayme Campos. Se este recue, ele defende como alternativas para concorrer a governador os deputados estaduais José Domingos e Dilceu Dal Bosco, para quem são "lideranças jovens e emergentes". A segunda opção defendida por Cidinho seria consolidar aliança com o PR.

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Artigo | 02/11/2008 - 19:22

Colunista cria 5 expectativas aos novos prefeitos

Romilson Dourado

 O veterano jornalista Roberto Pompeu de Toledo destaca, no seu artigo em Veja desta semana, esperar que os novos gestores e aqueles que se reelegeram gostem de ser prefeitos. Ele lembra, por exemplo, que o prefeito do Rio Cesar Maia é um prefeito infeliz. "Político que ganha uma prefeitura é tentado a pensar que prefeitura é pouco para seus talentos e merecimentos. Seria apenas uma escala na viagem, o purgatório a aturar antes de galgar ao céu do governo estadual, talvez mesmo à Presidência (...) ou no mínimo às delícias de uma deputação ou uma senatoria."

   O colunista elenca 5 expectativas em torno nos novos gestores, que tomam posse em 1º de janeiro do próximo ano. Além do gostar de ser prefeito, Pompeu cita que é preciso que o gestor permaneça no cargo até o fim; que se atente para a grandeza e a complexidade da cidade, da qual se deriva "cidadão" e "cidadania"; que se dê bem com os governadores; e, como quinta proposta, que não tenha como horizonte apenas seus quatro (ou oito) anos de mandato.

   Intitulado "O que esperar dos prefeitos", o artigo de Roberto Pompeu está postado na seção Artigos, logo acima, à esquerda. Se preferir, confira aqui em Veja (para assinante)

DESCONTRAÇÃO | 02/11/2008 - 19:20

Gilberto Gil encanta o público com "Tenho Sede"

Romilson Dourado

   Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil é baiano, músico da MPB e ex-ministro da Cultura. Formado em administração de empresas, teve seu primeiro emprego nesta área, em São Paulo. Em relação à música, nos anos 70, acrescentou elementos novos da música africana, norte-americana e jamaicana (reggae) em suas composições.

   Sendo um dos líderes do movimento "Tropicalismo" foi exílado em Londres, que segundo alguns fãs, foi a melhor fase de sua vida, no setor artístico. Compondo em língua inglesa, conquistou o público europeu, onde o artista que estava livres da repressão, deixava fluir toda sua criatividade com os sons e letras. Volta para o Brasil em 1972, onde seu sucesso tem continuidade. Suas composições e lançamentos de discos são desde 1967 até os dias de hoje.

   Clique no play e veja o sucesso de Gilberto Gil

Artigo | 02/11/2008 - 19:14

O que esperar dos prefeitos

Romilson Dourado

"Que eles tenham em mente a grandeza e a
complexidade deste invento humano que é a cidade,
anterior, e mais engenhoso, aos da província e do país"

   A primeira coisa a esperar dos novos prefeitos, ou dos antigos que conseguiram renovar o mandato, é que gostem de ser prefeitos. Se o leitor estranha tão singelo desejo, pense no infeliz prefeito Cesar Maia, entediado até o fundo da alma, o gabinete de chefe do Executivo municipal a pesar-lhe como cela de prisioneiro, o laptop em que batuca o seu blog a servir-lhe de consolo para o infortúnio como o violão ao menestrel desiludido. Prefeito que não gosta de ser prefeito é caso mais freqüente do que se pensa. Político que ganha uma prefeitura é tentado a pensar que prefeitura é pouco para seus talentos e merecimentos. Seria apenas uma escala na viagem, o purgatório a aturar antes de galgar ao céu do governo estadual, talvez mesmo à Presidência (por que não, para quem acaba de ganhar a eleição numa grande capital?) ou no mínimo às delícias de uma deputação ou uma senatoria.

    A segunda coisa a esperar, decorrente da primeira, é que permaneçam no cargo até o fim do mandato. Político está sempre pensando no próximo lance, como se sabe. Aliás, mais do que político, o analista político está sempre pensando no próximo lance. Mais se viu na imprensa artigo sobre o efeito do resultado da eleição municipal no quadro partidário ou na eleição presidencial do que naquilo que interessa, ou seja: na cidade. Muito se fala na febre de previsões que assola os economistas, mas a de que sofrem os comentaristas políticos a supera. O político, açulado pelo analista político, tende a ser tomado pela volúpia de querer mais, e com tal urgência que no meio do mandato já deixa o município para tentar a sorte num âmbito maior.

    Ou melhor: supostamente maior. A terceira coisa a esperar dos novos prefeitos é que atentem para a grandeza e a complexidade deste invento humano que é a cidade, anterior, e muito mais engenhoso, aos da província e do país. A cidade surge no momento em que a espécie humana é assaltada pela necessidade de viver em vizinhança e empreender atividades dependentes umas das outras. Não é à toa que da palavra "cidade" derivem "cidadão" e "cidadania", e que de "civitas", a ancestral latina de "cidade", decorram "civilidade" e "civilização". Um velho documento da história do Brasil, o diário de viagem de Martim Afonso de Sousa, afirma que esse oficial da coroa portuguesa criou duas vilas no que viria a ser o território paulista, de forma que seus habitantes pudessem "viver em comunicação das artes" e usufruir de "uma vida segura e conversável".

     Eis resumidos, na graça da linguagem quinhentista, alguns dos fundamentos da vida em cidades. Por "comunicação das artes", devem-se entender o inter-relacionamento entre os vários ofícios e o intercâmbio de serviços e mercadorias daí decorrente. Na referência à vida "conversável", "conversar" equivale a "conviver", mas não deixa de ter também o sentido que hoje emprestamos a "conversar" quando se tem em conta que conviver é falar com o outro. A cidade, lembra-nos esta palavra "conversável", tão bonita, ao modo em que está inserida no texto, é o lugar em que as pessoas se falam umas com as outras.

     A quarta coisa a esperar dos prefeitos é que se dêem bem com os governadores. Esse item é dedicado em especial (talvez se devesse dizer em exclusividade) aos prefeitos das capitais. Uma capital estadual é lugar pequeno demais para abrigar um prefeito e um governador com turmas e ambições divergentes, e, quanto maior e mais importante for a capital, menor será para esse fim. Os espaços de atuação do prefeito da capital e do governador são tão próximos que às vezes se confundem. Movem-se, um e outro, a um passo do curto-circuito. A hostilidade entre ambos, tão comum na história brasileira, pode resultar fatal para as cidades como o bombardeio por uma força inimiga.

     A quinta coisa talvez seja a mais utópica, mas vá lá: espera-se dos prefeitos que não tenham como horizonte apenas seus quatro (ou oito) anos de mandato. Político gosta é de inaugurar, e se não tem a inauguração ao alcance do mandato tende a pensar duas vezes antes de iniciar a empreitada. Esse é um dos motivos pelos quais as grandes cidades brasileiras estão tão atrasadas na mais crucial das obras para a questão do trânsito – a montagem de uma capilar rede de metrô.

   Roberto Pompeu de Toledo é colunista de Veja

CURIOSIDADE NA NET | 02/11/2008 - 16:11

Curta-metragem Reflexão expõe dura realidade

Romilson Dourado

   Nos dias de hoje vemos crianças se divertindo na frente de computadores, vídeo-games, com celulares na mão e até indo ao shopping com amigos. Esse cotidiano distoa da realidade da maioria das crianças brasileiras. Milhares de crianças vivem famintas, sem lar e abandonadas pelos pais. São vítimas das desigualdades sociais.

   O vídeo "Reflexão" retrata vidas distintas, mas comum no mundo atual. O curta-metragem é uma produção de Ziro Falcão, um estudante que tinha como objetivo tratar em seu trabalho de faculdade argumentos baseados no Estatudo da Criança e do Adolescente.

   Clique no play e confira o vídeo "Reflexão"

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HUMOR | 02/11/2008 - 13:00

Eleitor-patrão agora precisa enquadrar os eleitos

Romilson Dourado

  Já que a campanha institucional do TSE propagou que você, enquanto eleitor, é o patrão dos políticos eleitos, se prepara então para cobrar resultado. Resta saber se terá autonomia para demití-los, principalmente os parlamentares que já estão com mais de três anos de mandato, ou será que vai esperar a próxima eleição para dar o troco nas urnas.

   De todo modo, vale a pergunta: "qual decisão você, caro leitor-eleitor, tomaria se os políticos que detêm mandatos fossem seus funcionários? Demitiria-os ou selecionaria alguns deles para continuar atuando em sua empresa? E na vida pública, qual o conceito que você tem deles? Estão honrando a votação e o cargo que ocupam?

      Clique no play e curta a charge de Maurício Ricardo

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EXECUTIVO | 02/11/2008 - 12:51

Secretário busca voluntários para fiscalizar obras

Romilson Dourado

   O secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, montou uma equipe de voluntários, composta por comunitários, moto-taxistas, taxistas, feirantes, segmentos de classes, religiosos, entre outros, para, ao menos uma  vez por mês aos sábados, ajudar na fiscalização das obras de grande porte que apresentam recursos alocados do governo estadual.

   Ele entende que essa iniciativa não fere e nem choca com atribuições de outras secretarias. Enfatiza que a intenção é uma só: "proporcionar ao governador Blairo Maggi o reconhecimento da gestão imparcial e voltada para os cidadãos de Mato Grosso." "A sociedade será mantida muito bem informada sobre as obras cuja paternidade é o governo Blairo Maggi ou, que pela proporcionalidade de recursos aplicados, o Estado tem a maioria”, diz o secretário de Fazenda que cuida do caixa do Estado.

  Segundo Eder, está sendo implementado um calendário para percorrer, por exemplo, todos os trajetos da avenida das Torres e do rodoanel de Cuiabá, ou seja, periodicamente a equipe fará visitas, até para agradecer ao governador pelos investimentos na Baixada Cuiabana.

   Éder diz que passou a convidar toda a sociedade e parlamentares que quiserem acompanhar a missão cívica e sem cores partidárias. Destaca que trata-se de uma atividade cívica e de boa convivência. "A partir de agora, a participação do Estado nos investimentos em Cuiabá e região, além de reconhecer os recursos de emendas parlamentares que os nossos deputados destinam a obras em todos os municípios mato-grossenses que, muitas vezes, não são bem divulgados".

  Éder afirma que, como secretário de Fazenda, sente-se na obrigação de "zelar e verificar a aplicação dos recursos dos cofres estaduais".

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POXORÉU | 02/11/2008 - 09:30

Cassado critica juíza e diz que Jane não assume

Romilson Dourado

  O vice-prefeito eleito de Poxoréu, Osmar Resplandes de Carvalho (PR), disse que vai recorrer da decisão da Justiça, que cassou o seu registro e também do prefeito eleito Ronan Figueiredo Rocha (PMDB) por crime eleitoral. "Nosso advogado deve finalizar a nossa defesa neste final de semana. Nesta segunda-feira entraremos com uma ação na Justiça", afirma.

  Os registros de Ronan e Osmar foram cassados na  quinta (30) pela juíza eleitoral Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto. É o primeiro caso de eleitos neste ano que perdem o "trono" antes mesmo da diploma. A magistrada entendeu que as provas apresentadas no processo comprovam compra de votos durante o pleito eleitoral. Além de cassar os registros, a magistrada estabelece multa de 5 mil UFIRs -  saiba mais aqui.

   Na avaliação do republicano cassado, a juíza foi parcial."Não existe nenhuma prova cabal contra nós, apenas depoimentos contraditórios do senhor João da Mata e seus filhos. Acho muito estranha a decisão da juíza. Ela disse apenas que estava convencida da compra de votos", retruca o vice eleito e já cassado. Osmar assegura ainda que as testemunhas do processo se contradizem e que seus depoimentos não podem ter validade já que são extremamente ligados a sua única adversária derrotada Jane Maria Sanchez Lopes (PP), esposa do ex-prefeito Lindbergue Nunes Rocha.

   "Eles estão comemorando. Achavam que ela (Jane) iria assumir. Isso não vai acontecer. Mesmo que perdamos em última instância, ela (jane) não sairá vitoriosa. No máximo teremos nova eleição". Ronan foi eleito com com 5.863 votos (49,9%). Jane obteve 5.237 (44,7%). Caso a decisão da Justiça seja mantida, a cidade de Poxoréu terá novo pleito. "Estamos confiantes que tudo isso se resolva logo". (Patrícia Sanches)

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CUIABÁ | 02/11/2008 - 09:20

Salão "muda" de Ponce de Arruda para Vettorato

Romilson Dourado


Governador Maggi descerra placa em homenagem a Vettorato
Foto:Edson Rodrigues

   O novo salão nobre do Palácio Paiaguás recebe o nome de Cloves Felício Vettorato, que faleceu em 18 de abril deste ano, aos 64 anos. Vettorato era amigo pessoal do governador Blairo Maggi. O decreto do governador acabou anulando um outro, o que denominava o ambiente de "Auditório Governador Ponce de Arruda". Com isso, Maggi substitui homenageados, uma decisão um tanto polêmica.

   Vettorato atuou como consultor e secretário das pastas de Projetos Estratégicos e de Desenvolvimento Rural. Na última quinta (30), quatro dias antes do feriado deste domingo em alusão ao Dia de Finados, Maggi decidiu inaugurar o novo salão nobre. Descerrou a placa ao lado de secretários e da viúva de Vettorato.

  A inauguração se deu junta com homenagem do governo aos “Guardiões do Paiaguás”. Oitenta militares, ex-militares e personalidades públicas ganharam uma honraria que leva o desenho do artista plástico Humberto Espíndola, autor do painel do prédio do Palácio Paiaguás, retratando a importância da pecuária para Mato Grosso. “Fizemos um reconhecimento a essas pessoas que deram o seu máximo pelo Estado”, diz Maggi. O governador recorda que Vettorato tinha facilidade para encontrar pessoas capazes de realizar mudanças nas ações de governo. “O Vettorato era um brasileiro muito apaixonado pelo seu país”.

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FAMILIOCRACIA | 02/11/2008 - 08:14

Irmãos Santos e família Farias dirigem 4 cidades

Romilson Dourado

Fernando Ordakowski


Wilson se reelege em Cuiabá e o irmão vira vice em Chapada dos Guimarães, enquanto Wanderlei Farias volta à Prefeitura de Barra do Garças e o sobrinho comanda Novo São Joaquim

 Os irmãos Wilson e Elias Santos e Wanderlei e o seu sobrinho Leonardo Farias se elegeram em chapas majoritárias nas eleições deste ano em Mato Grosso. Em Cuiabá, o prefeito Wilson Santos (PSDB) assegurou a reeleição no segundo turno com 60,47% dos votos válidos (175.038 votos) sobre o republicano Mauro Mendes (PR), que atingiu a 39,53% dos válidos (114.432 votos).

   Já o irmão do prefeito cuiabano, Elias Santos, que trocou o PDT pelo PMDB, venceu o pleito na vizinha Chapada dos Guimarães como vice-prefeito de Flávio Daltro (PP). A chapa teve 56,03% dos válidos (6.085 votos) contra o prefeito Gilberto Mello (PR).

   O ex-prefeito de Barra do Garças, Wanderlei Farias (PR) está de volta. Ele ganhou com 50,64% dos votos válidos (14.849 votos) num embate contra o prefeito Zózimo Chaparral (PC do B) e Maria do Mercado (PMDB). O seu sobrinho Leonardo Farias conquistou a Prefeitura de Novo São Joaquim com 2.845 votos (66,71% dos válidos), enquanto o único concorrente Antonio Augusto Jordão (PMDB) ficou com 1.420 votos (33,29%).

    Clã

    E assim as famílias Santos e Farias vão ampliando suas bases de poder na vida pública, a exemplo do que ocorreu com os irmãos Pivetta em Lucas do Rio Verde, com o hoje deputado Otaviano Pivetta, e em Nova Mutum, com Adriano Pivetta no exercício de 2000 a 2004. Fora esses casos de irmãos e primos candidatos ao mesmo tempo e com resposta positiva nas urnas, há várias situações de políticos que já ocupam mandatos e que elegeram membros da família, como a deputada Chica Nunes (PSDB), que terá agora o marido Marcelo Ribeiro (PP) prefeito de Barão de Melgaço; e o também deputado José Riva (PP), com o concunhado Alcir Paulino (PP) na Prefeitura de Juara.

(Às 12h15) - Farias tem também um primo prefeito

  Wanderlei Farias, eleito prefeito de Barra do Garças e tido como um dos coronéis da política na região do Araguaia, não elegeu somente o sobrinho Leonardo Farias prefeito de Novo São Joaquim, mas também reelegeu o primo Walter Farias (PR) em Canarana, conforme enfatiza o leitor João Lara, em comentário postado nesta matéria. Walter ganhou com 52,14% dos votos válidos (5.138 votos) do progressista Evaldo Diehl, que chegou a 47,86% dos válidos (4.716 votos).

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JUDICIÁRIO | 02/11/2008 - 08:10

Magistrados voltam a receber o auxílio-moradia

Romilson Dourado

(Atualizado às 10h)

   Os magistrados das Comarcas de Cuiabá e Várzea Grande voltam a ter a "ajudinha" financeira. O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Lessa, determinou na sexta (31) que seja efetuado o pagamento do valor correspondente à verba de auxílio-moradia àqueles da ativos, inativos e pensionistas. A suspenção do benefício tinha sido feita após resolução do Conselho Nacional da Justiça. A medida previa ainda a restrição do pagamento aos magistrados da ativa em entrância especial. O auxílio-moradia não beneficia os magistrados do interior.

   Hoje há juízes e desembargadores de Mato Grosso que recebem salário de R$ 24,5 mil, apesar do teto estabelecido ser de R$ 22 mil. A alegação da Mesa Diretora do TJ é que o valor é considerado insuficiente para os magistrados pagarem suas despesas e, por isso, restabeleceu o auxílio-moradia. Os magistrados vinham pressionando nesse sentido.

   A determinação de Lessa está embasada na decisão do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu os efeitos da decisão do CNJ e, portanto, reestabelece o pagamento a um pequeno grupo de magistrados. O presidente do TJ determinou à Coordenadoria de Magistrados que cálcule o valor devido aos magistrados que não receberam o benefício. O desembargador expediu ainda um ofício ao ministro relator do STF, Ricardo Lewandowski, comunicando a retomada do pagamento do benefício aos magistrados integrantes do Poder Judiciário de MT.

  Em 1987 foi declarada, pelo STF, a inconstitucionalidade do parágrafo 3º do artigo 65 da lei, que fixava o cálculo do auxílio-moradia em 30% do vencimento. Depois desta decisão, a concessão do benefício ficou sem base de cálculo, que tem sido estabelecida com diferentes critérios país afora. Em fevereiro deste ano, o relator do processo, conselheiro do CNJ, Rui Stoco, disse, em sua decisão, que a intenção é moralizar o benefício previsto na Lei Orgânica da Magistratura. Para ele, 10% sobre o salário seria o ideal. (Patrícia Sanches)

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RESGATE HISTÓRICO | 01/11/2008 - 22:01

Após título, Jorilda é recebida por Spinelli e Chico

Romilson Dourado

Clique na imagem para ampliá-la
Em 1986, o então presidente da Assembléia, Ubiratan Tom Spinelli, acompanhado do colega deputado Chico Monteiro (à esq.), recebe a visita da sorridente Jorilda Sabino que, com apenas 15 anos, franzina e correndo descalço, sagrou-se vice-campeã da Corrida de São Silvestre, em São Paulo. Foi batizada de “Cinderela Negra”, uma menina pobre que gravou seu nome na história do atletismo brasileiro e no coração da torcida cuiabana. Hoje, Jorilda, que se dedicou ao atletismo durante 10 anos e competiu em países como Japão, Coréia, África do Sul e Venezuela, reside em Corumbá (MS)
Foto: Demósteles Milhomem

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CONFRONTO | 01/11/2008 - 21:34

Jayme não sabe onde fica Iraque, reage Novacki

Romilson Dourado

Porta-voz do governo Maggi reage às críticas do senador, diz que segurança avançou e condena quem "vira casaca após eleições"

  O secretário-chefe da Casa Civil, major Eumar Novacki, reagiu com ironia às críticas do senador Jayme Campos à administração Blairo Maggi, principalmente quanto à questão da segurança pública. O democrata disse que o índice de criminalidade está tão alarmante que se compara ao que vem ocorrendo no Rio de Janeiro e foi além. Ligou Mato Grosso ao Iraque.

   "Acredito que o senador se preocupa, sim, com o setor e que ele mudou sua concepção sobre a segurança que praticava no governo dele (91 a 94) e da realidade de hoje, que é muito diferente do que foi a gestão da época dele", diz Novacki, principal articulador do Palácio Paiaguás. Para o secretário, Jayme precisa mudar a equipe de assessores porque não estão informando-o dos fatos que ocorrem em MT de forma correta." Afirma que o senador tem atuação ativa em Brasília e a assessoria precisa informar o senador "o quanto o atual governo vem investindo em segurança e o quanto houve avanço na área". "A segurança não está perfeita, porque o governador Blairo Maggi pegou um Estado desestruturado e para colocar as coisas em ordem leva-se tempo".

  Em mais um recado a Jayme, que admite pré-candidatura ao governo em 2010, Novacki afirma que Maggi vai "continuar fazendo um governo com responsabilidade, respeito ao funcionalismo público, ao cidadão e não fica pensando em futuros eleições". "Tenho certeza de que o Jayme Campos, pela história política dele, está equivocado, principalmente quando se refere ao governo Blairo Maggi".

  Na avaliação do secretário, os dirigentes partidários precisam se preocupar com a sociedade, com projetos e em viabilizar ganhos na qualidade de vida às pessoas e, acima de tudo, com responsabilidade e "não fazer tiroteio e demagogia, brincando com coisa séria". Afirmou ainda, numa referência aos ataques do senador democrata, que "a pessoa não pode virar casaca a cada eleição".

    "Ainda bem que a consciência e a visão crítica da sociedade está cada vez mais aguçada. Ela não aceita mais essas pessoas que esperam passar a eleição para mudar de lado. Isso é um equívoco", reage Eumar Novacki. Sobre o fato de Jayme comparar MT ao Iraque, país que vive sob tensão e terrorismo mesmo após a condenação e morte do seu ditador Saddam Hussein,  o secretário-chefe da Casa Civil sorriu e disse: "Ele (Jayme) nem conhece o Iraque e nem MT, mas eu não culpo ele. É que a assessoria dele não passa as informações certas. Ele fica muito em Brasília".

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DESCONTRAÇÃO | 01/11/2008 - 20:35

Seu Jorge canta sucesso "Mina do Condomínio"

Romilson Dourado

   Jorge Mário da Silva, o Seu jorge é ator, compositor e cantor brasileiro da MPB, com um estilo voltado para o samba reggae. Desde adolescente já freqüentava rodas de samba cariocas, sempre acompanhando seu pai. Com a morte de um de seus irmãos, a família se desestrutura, fazendo com que Seu Jorge, por três anos, acabasse virando sem-teto.

   Sua vida tem um novo rumo, quando o clarinetista Paulo Maura, convida o artista para fazer um teste para um musical de teatro. Com seu talento, Seu Jorge é aprovado e acaba participando de mais de 20 espetáculos com o Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, como cantor e ator. Grava seu primeiro CD em 1998 e com seu talento, o sucesso é visível. 

   No play  veja o sucesso "Mina do Condomínio"

CURIOSIDADE NA NET | 01/11/2008 - 16:15

Vídeo mostra o que a curiosidade pode causar

Romilson Dourado

   O velho ditado, " Curiosidade mata", não pode ser levado tão a sério. Já que que esse tipo de "morte" não é sua maioria das vezes fatal. Morrer de vergonha, pode sim, ser um dos motivos resultantes da curiosidade em torno do desconhecido. O vídeo "Curiosidade" retrata de forma irônica, a vontade saber como é o diferente, que várias vezes para alguns é proibido.

   Clique no play e veja o que aconteceu com o "curioso"

INVESTIGAÇÃO | 01/11/2008 - 11:13

Não pode me punir por erros de outros, diz Ralf

Romilson Dourado


Vereador eleito Ralf Leite garante que seus colegas do PRTB envolvidos no escândalo da negociata vão ser punidos
Foto: Bárbara Mota

  O vereador eleito por Cuiabá, Ralf Leite (PRTB), disse que seu partido não pode responder pelos atos individuais de alguns membros. Ele se referiu à negociata financeira envolvendo Marcionei Curvo, Fernando Capilé e Pedro Moura, candidatos derrotados a vereador. Eles foram denunciados em gravações em vídeos. Teriam recebido dinheiro para apoiarem Mauro Mendes (PR) no segundo turno na disputa à Prefeitura de Cuiabá.

   "Na minha opinião, o partido não pode ser punido por causa de atos do candidato A ou B. Nunca vi isso no Brasil". No fundo, Ralf teme perder o mandato, já que o promotor eleioral Marcos Henrique Machado estuda pedir a cassação dos votos da legenda por causa do escândalo - meia mais aqui. O PRTB elegeu dois vereadores na Capital. O mais votado foi Néviton Fagundes Moraes, com 3.789 votos. Ralf ficou com 3.115 votos.

   Filho do presidente do PRTB da Capital, coronel Edson Leite, o vereador eleito disse ainda que todos os investigados serão punidos com os rigores do estatuto. "Os presidentes do partido tanto municipal quanto  regional estão analisando o estatuto e os envolvidos serão punidos", assegura. Ralf garante ainda que cumprirá seu mandato de 4 anos e descarta a possibilidade de ser presidente da Câmara ou concorrer a qualquer outro cargo da Mesa Diretora. "É o meu primeiro mandato e quero cumpri-lo até o final e adquirir experiência", diz.

  Já sobre seus projetos, Ralf Leite disse que vai atuar forte na área da saúde e promete articular para conseguir a ampliação e reestruturação da Guarda Municipal. "Hoje um cidadão demora até 7 meses para ser atendido. Precisamos mudar isso. Além disso, sou militar e quero contribuir para que a Guarda Municipal funcione melhor". (Patrícia Sanches)

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CONJECTURAS | 01/11/2008 - 10:58

Jayme dispara críticas e compara MT ao Iraque

Romilson Dourado

   O cacique do DEM (ex-PFL) no Estado, senador Jayme Campos, afirmou neste sábado ao RDnews que o partido saiu fortalecido e revigorado destas eleições. Para ele, seu nome não sofreu desgaste diante da derrota de seus dois irmãos, o ex-governador Júlio Campos (DEM), que entrou na "briga" pela Prefeitura de Várzea Grande e perdeu para Murilo Domingos (PR), e o prefeito Dito Paulo (DEM), que não conseguiu se reeleger em Jangada. "As pessoas têm que entender que cada eleição é uma eleição. Em 1998, Júlio perdeu a disputa para governador. Todos acharam que nós tinhamos sucumbido na vida política. Ao contrário do que muitos achavam, eu fui eleito em 2000 como prefeito de Várzea Grande e em 2006 tive quase 800 mil votos para senador", exemplifica.

   Ele destaca que o DEM obteve 305 mil votos nas eleições deste ano em todo o Estado e "abocanhou" 24 prefeituras. Segundo o senador, o DEM foi o segundo partido mais votado no Estado, em que pese a soma do eleitorado conforme os eleitos nos municípios apontar o Democratas em quarto lugar, atrás do PP, PMDB e do PR.

   Sobre a possibilidade de disputar o governo estadual, Jayme desconversa. Diz não saber sobre o futuro. "Ainda é muito cedo para falar do futuro. Temos muitos nomes, além do meu, como do senador Gilberto Goellner, e dos deputados Dilceu Dal Bosco e Zé Domingos." Enfatiza que reuniões vão definir os próximos passos do DEM em MT, mas assegura que "o partido não irá andar na garupa de ninguém".

   Governador de 91 a 94, Jayme Campos afirma que a administração Blairo Maggi peca em áreas algumas áreas, uma delas a segurança pública. "Mato Grosso está pior do que o Rio de Janeiro. Os índices de homicídios e assaltos no Estado se parecem com os da guerra do Iraque", dispara o parlamentar. Ainda segundo o senador, "o atual governo tem que parar de misturar o público com o privado". "O governo tem que ver o lado do povo. Essa é a visão da sociedade atualmente".

   Para o senador, sua gestão na década de 1990 foi melhor se comparado ao atual governo. "Quando eu era governador trouxe diversas benfeitorias para o Estado. Um exemplo disso é a implantação da Unemat, feita em meu governo". Ele assegura que sempre pensou nas gerações futuras e que todo seu plano de governo foi feito em cima deste fato. "Seria muita arrogância dizer que tudo foi feito em apenas um governo. Todos os governadores contribuíram de alguma forma. Mas tenho certeza de que eu também fiz muito por Mato Grosso", avalia. (Flávia Borges)

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