Quinta, 17 de Maio de 2012, 19:04 h

EXECUTIVO | 29/01/2007 - 06:00

Maggi adia nomeação de Malheiros à Casa Civil

Romilson Dourado

      A nomeação do deputado João Malheiros (PPS) na cadeira de secretário-chefe da Casa Civil, programada para o próximo dia 15, foi adiada para março. O governador Blairo Maggi recuou porque o PFL não honrou o compromisso de promover rodízio na Assembléia. Pelo entendimento, seriam abertas duas vagas aos suplentes da coligação PPS/PFL, que elegeu 10 deputados. Enquanto Maggi ficou incumbido de abrir espaço no PPS - chegou a acertar com Malheiros a sua transferência para o Executivo -, a legenda pefelista deveria negociar com algum dos seus cinco titulares (Dilceu Dal Bosco, Wallace Guimarães, Humberto Bosaipo, Zé Domingos e Gilmar Fabris) esquema de licença. Assim, os suplentes Wagner Ramos, de Tangará da Serra, e Roberto França, de Cuiabá, seriam prestigiados. Ocorre que o PFL refluiu da idéia porque as 2 cadeiras a serem abertas não o contemplaria, mas sim o PPS. O pefelista Gilmar Fabris é o único que demonstra, até o momento, despreendimento quanto a sair de licença. Os demais resistem à idéia.

   A interlocutores, o governador disse que vai avaliar outras alternativas, mas não descarta a hipótese de, em março, nomear Malheiros à Casa Civil. Entende que o deputado cuiabano contribuiria para dar ao governo um perfil mais político, cumpriria o acordo estabelecido pós-eleição do rodízio na Assembléia e também proporcionaria a Tangará da Serra (médio-norte), única região que não elegeu um deputado, a ter representante na Assembléia, com Wagner Ramos.

VARIEDADES | 28/01/2007 - 07:47

Henry lista entre bens avião, empresas e relógio

Romilson Dourado

   O deputado federal reeleito e médico legista Pedro Henry (PP), que conseguiu salvar o mandato mesmo sob acusação de envolvimento nos esquemas do mensalão e do sanguessuga,  revela possuir um patrimônio inferior a R$ 500 mil. A declaração pública de seus bens chama atenção. Ele lista, por exemplo, um terreno em Mirassol D\'Oeste avaliado em apenas R$ 16,72. Entre os patrimônios do parlamentar que reside em Cáceres estão barco, imóveis, cotas de empresas, um relógio Rolex avaliado em R$ 21,5 mil, dinheiro em contas bancárias e até uma aeronave, que o deputado avalia em somente R$ 25 mil.

     Pedro Henry toma posse para o terceiro mandato na próxima quinta, 1º de fevereiro. Então líder do PP na Câmara, seu nome chegou a ser cotado para assumir ministério no governo Lula. Mas uma série de denúncias contra o parlamentar mato-grossense o colocou na berlinda. Foi investigado pela CPI do Mensalão e absolvido em plenário. Depois, enfrentou outra denúncia: envolvimento com a máfia dos sanguessugas. De novo, conseguiu salvar o mandato.

    Depois de revelar os bens de 5 dos 8 deputados federais eleitos e reeleitos - Homero Pereira (PPS), Thelma de Oliveira (PSDB), Carlos Bezerra (PMDB), Carlos Abicalil (PT) e Valtenir Pereira (PSB) -, o RDNews detalha abaixo o patrimônio oficial do pepista Pedro Henry, reeleito no ano passado com 73.312 votos, longe da votação de 2002, quando conquistou 120.840 votos. 

1)      Um terreno em Mirasol D’Oeste – R$ 16,72

2)      Saldo em conta corrente na CEF – R$ 95,46

3)      1/3 de um lote em Cáceres – R$ 332,30

4)      Um terreno em Cáceres – R$ 356,90

5)      Quotas da empresa H. L. A. Incorporações Ltda – R$ 600,00

6)      Saldo em conta corrente e VGBL no Banco do Brasil – R$ 841,25

7)      1/3 de um lote de terreno em Cáceres – R$ 1,050,16

8)      1/3 de dois lotes de terrenos com prédio comercial – R$ 3,6 mil

9)      Saldo em caixa poupança em nome da esposa na CEF – R$ 9,2 mil

10)  50% de um barco Acury com 14 metros – R$ 15 mil

11)  Quotas da empresa Imec. de Cáceres – R$ 21,1 mil

12)  Um relógio Rolex Mixto – R$ 21,5 mil

13)  Uma aeronave PT-KNL – R$ 25 mil

14)  Saldo em conta corrente em VGBL no Banco do Brasil – R$ 42,7 mil

15)  Um veículo Honda Civic LX – R$ 49 mil

16)  Um apartamento em Cáceres – R$ 54,3 mil

17)  Um veículo Toyota Corolla – R$ 55 mil

18)  Um apartamento em Cuiabá – R$ 63,3 mil

19)  Saldo em caixa – R$ 150 mil

LEGISLATIVO | 28/01/2007 - 06:12

Políticos são desonestos e mentirosos, diz Ibope

Romilson Dourado

   A Veja desta semana traz resultado de uma pesquisa do Ibope em que os políticos são classificados, entre outros adjetivos, como desonestos, insensíveis e mentirosos. Clique aqui é leia a reportagem completa.
VARIEDADES | 28/01/2007 - 00:15

Edivá se despede de secretaria com festa

Romilson Dourado

    Edivá Alves (PSDB), que cede lugar à Celcita Pinheiro, antecipou para este sábado (27) a sua despedida da pasta de Desenvolvimento e Assistência Social da Capital. Reuniu amigos e alguns servidores da secretaria numa confraternização, com direito a churrasco e cerveja. O encontro aconteceu na chácara de Aparecido Alves, secretário-geral do PSDB-MT, em Santo Antônio de Leverger.

    Com a eleição da vereadora Chica Nunes para deputada estadual, Edivá, então suplente, se torna titular na vaga. Será o líder do prefeito na Câmara Municipal. Outro que também se despede do primeiro escalão é o secretário interino de Educação, Roosevelt Coelho, nomeado há um mês para substituir João Valente até Carlos Carlão assumir o posto, no próximo dia 2 de fevereiro.

Artigo | 28/01/2007 - 00:02

Espelho, espelho meu, existe alguém?

Romilson Dourado

    A economista Adriana Vandoni, articulista de A Gazeta, escreve neste domingo (28) sobre a queda-de-braço entre o deputado estadual Zeca D'Ávila e o presidente da MT Fomento, Éder de Moraes. Confira

     Ah!, a vaidade ... se é benéfica quando razoável e racional, quando desmesurada faz a pessoa cometer loucuras, extrapolar a sensatez e cair na comédia. A ânsia de alguns por estar na mídia impressiona pela forma desenfreada que os levam a perder a noção da realidade e a subestimar a capacidade de percepção alheia.

    Existem vários níveis e tipos, desde aquela que criou um batalhão de mulheres esqueléticas e repuxadas, doentes e eternas descontentes, até a que faz o indivíduo colocar uma melancia na cabeça e ir ao shopping. Mas de todas as espécies de vaidade a pior é aquela vaidade que no lugar de cremes quer holofotes, manchetes e de quebra, e pior, votos. Sim, agora vocês entenderam, estou falando da vaidade e da histeria por mídia do político, ou do pretenso político.

   Venho acompanhando o embate entre o presidente da MT Fomento com o deputado estadual Zeca D"Ávila por causa de uma alteração na lei que trata da constituição e funcionamento da MT Fomento.

   Luzes, luzes e luzes! Zeca parece ter sido escolhido a dedo para ser o trampolim de um palco. Nada mais que isso. A alteração feita pelo deputado, e questionada pelo presidente da MT Fomento, não proíbe o acesso ao crédito a pessoas físicas, como insistentemente o atual presidente da MT Fomento vem dizendo. O propósito da emenda do deputado Zeca D"Ávila apenas amarra a Agência à sua razão de ser, isto é, um instrumento de transformação social. Assegura que empréstimos sejam concedidos "exclusivamente às micro e pequenas empresas, bem como aos mini e pequenos produtores rurais e suas cooperativas e outras formas de produção associativa".

   Eis o ponto de controvérsia. Em hipótese alguma a emenda cerceia a MT Fomento de conceder crédito à pessoa física, ela apenas vincula a pessoa física a alguma associação, entidade de classe, cooperativa, enfim, estimula a organização da sociedade e tenta corrigir distorções tais como as já cometidas durante esses tão poucos anos de existência. Empréstimos foram concedidos a grandes empresas que tranquilamente teriam acesso a bancos comerciais. Transparência seria nomear as recebedoras de empréstimos, assim como uma satisfação à sociedade. Portanto, essa leitura de que a emenda prejudica a população, pode até ser considerada um simples equívoco quando feita por um leigo, mas, em se tratando do presidente da MT Fomento, um conhecedor do mercado financeiro, que fez sua carreira em instituições financeiras, interrompida nem sei por qual motivo e agora candidato a político, só posso entender como uma incontida e "pato-vaidosa" ânsia por notícia.

   Ele quase acertou! A polêmica chama a atenção e dá notícia, mas não sem a observância do princípio da razoabilidade. A vaidade não pode sobrepor ao bom senso, é preciso que haja discernimento.

   Aos desejosos de entrar na vida pública, um lembrete: se queres mesmo ser um candidato a político não esqueça que a vaidade exacerbada e incontida é um veneno letal ao político, porque se por um lado ela se alimenta do poder de forma incomensurável, de outro impede a objetividade e induz à irracionalidade, e mostra aos espectadores o despropósito e contra-senso dos seus atos. O sociólogo alemão Max Weber dizia que a vaidade leva à auto-embriaguez de quem se diz exclusivamente a serviço de uma causa e é o caminho mais curto que se tem para chegar à demagogia.

   Ah, e tem outra, quando um ocupante de cargo público desejar distribuir release para contar, por exemplo, que "adotou como eixo de sua gestão o trabalho formiguinha e que isso demonstra responsabilidade, coragem e transparência blablablá", peça aos jornais que troquem as palavras. Não pega bem. Além de virar piada, fica na cara que a matéria vem da assessoria da instituição pública para promoção pessoal.

   Aos novos parlamentares fica a esperança de que esta nova legislatura consiga fornecer à sociedade de Mato Grosso respostas a situações dúbias que ficaram pra trás, como por exemplo, a CPI da Oficina Única. A transparência é um direito do cidadão.

  Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. E-mail: avandoni@gmail.com Blog: www.argumentoeprosa.blogspot.com Cuiabá - MT

Artigo | 28/01/2007 - 00:00

Crescimento e esperança

Romilson Dourado

   Para o economista Vivaldo Lopes, o PAC apresenta aspectos positivos e alguns riscos para a estabilidade macroeconômica do país. Confira detalhes no artigo publicado neste domingo (28) no Diário de Cuiabá.

    O pacote de medidas para acelerar o crescimento econômico do país finalmente tornado público pelo presidente Luiz Inácio da Silva e muito mal explicado pelos ministros Guido Mantega e Dilma Rusself apresenta aspectos positivos e alguns riscos para a estabilidade macroeconômica do país.
     O fato positivo do Programa de Aceleração do Crescimento é partir do diagnóstico de que os investimentos em infra-estrutura econômica e social (energia, transporte, saneamento e habitação) são fundamentais para elevar o patamar do crescimento econômico do Brasil. Enquanto a economia mundial convive com cenário positivo e cresce a taxas médias superiores a 5% a vários anos consecutivos (a China cresce à média anual de 10%, a Índia a 9%, a Argentina a 8%), a taxa média anual de crescimento do Brasil na última década foi de 2,3%. Elogiável também a iniciativa do presidente de colocar na agenda política da nação o debate sobre a necessidade do país acelerar o seu desenvolvimento, sob o risco de perdermos a locomotiva da economia mundial crescente. Para um governo que passou os quatro anos do seu primeiro mandato defendendo-se de escândalos de corrupção, mensalões, dossiês, desvios éticos e aparelahamento partidário das instituições públicas, iniciar o segundo mandato com uma agenda positiva no campo econômico já é motivo para comemorações.
     Como fator de risco vejo que o presidente Luis Inácio da Silva não tirou proveito do imenso capital político conquistado nas últimas eleições e deixou passar a oportunidade de iniciar a modernização do retrógrado arcabouço da legislação trabalhista, reduzir os gastos previdenciários e mexer na relação juros-câmbio. Outro fator perigoso é o retorno da indexação dos salários. Consta entre as medidas do plano que os salários dos servidores públicos federais serão recompostos anualmente pela inflação passada mais um ganho real limitado ao máximo de 1,5%. Isso pode induzir os sindicatos dos trabalhadores da iniciativa privada, dos servidores públicos estaduais e municipais a exigirem a indexação dos salários à inflação passada, ocasionando um efeito cascata que pode reavivar o monstro da inércia inflacionária. O plano demonstra também completo desprezo do governo federal com a redução dos seus gastos correntes. Sem a redução dos gastos correntes públicos será inócuo qualquer esforço para a diminuição da elevada carga tributária brasileira. O plano sustenta-se em alguns pressupostos quase irrealizáveis, como o de que a economia vai crescer 4,5% em 2007 e 5% nos anos seguintes. Prevê também uma alta motivação das empresas para aumentar seus investimentos em infraestrutura. Dos R$ 504 bilhões de investimentos previstos nos próximos quatro anos, apenas R$ 67 bilhões sairão do orçamento federal. Os demais R$ 437 bilhões deverão ser investidos pelas estatais e pelas empresas privadas, mesmo num ambiente de hostilidade financeira ( juros altos e tributação sobre investimentos ), ambiental e insegurança regulatória. O tal PAC prevê que 3,2 mil kilômetros de rodovias serão pavimentadas ou modernizadas através da concessão de suas operações à iniciativa privada, mas algumas semanas atrás o governo federal cancelou a licitação para as concessões de importantes trechos rodoviários do país. O plano prevê, por exemplo, para Mato Grosso, a extensão dos trilhos da Ferronorte até Cuiabá. Essa é uma obrigação da concessionária, América Latina Logística (ALL)e não do governo federal. Se a ALL ainda não anunciou a decisão de construir a ferrovia até Cuiabá não foi por falta de crédito(os controladores da ALL são os mesmos da AMBEV, Casas Americanas, Submarino). Foi porque não quis. Que ação mágica o governo fará para fazer com que a ALL construa os trilhos até 2010?
   Sob o ponto de vista macroeconômico, fica a impressão de que o PAC não terá nenhum efeito sobre o crescimento em 2007 e impacto reduzido a partir dos anos seguintes. Aos esperançosos, posso citar Heráclito: “Se não tiveres esperança, não encontrarás o inesperado”. Os mais céticos podem recorrer a Millôr Fernandes: “A esperança é a última que morre. Mas morre”.

* VIVALDO LOPES é economista, especialista em Gestão Financeira de Empresas pela FIA/USP e consultor da Fundação Getúlio Vargas - FGV (
vivaldo@uol.com.br)

EXECUTIVO | 28/01/2007 - 00:00

Derrotados, Celcita e Carlão viram secretários

Romilson Dourado

 Pefelista e tucano tomam posse no próximo dia 2    

   A pefelista Celcita Pinheiro toma posse no próximo dia 2 como secretária de Desenvolvimento e Assistência Social de Cuiabá, junto com o tucano Carlos Carlão do Nascimento, que assume a pasta da Educação. Celcita encerra o mandato de deputada federal na próxima quarta (31), assim como o estadual Carlão. Ambos foram derrotados à reeleição.

   A esposa do senador Jonas Pinheiro encara o novo desafio em meio a um desgaste político sem precedentes. Acusada de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, Celcita acaba de ser indiciada pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como secretária da gestão do prefeito Wilson Santos, ela tentará reconquistar espaço político. O marido-senador se compromete a ajudá-la com apresentação de emendas junto ao Orçamento da União na área social para Cuiabá. Celcita assume lugar de Edivá Alves (PSDB), que retorna à Câmara Municipal.

EXECUTIVO | 28/01/2007 - 00:00

Prefeito revoga 2 decretos sobre preço da tarifa

Romilson Dourado

    Preocupado com o desgaste junto à opinião pública,  o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), anuncia nesta segunda (29) que não vai mais recorrer à Justiça para tentar derrubar a nova liminar que impediu reajuste da tarifa do transporte coletivo. Ele tornará sem efeito os dois decretos, um que elevou a passagem para R$ 2,05 e o outro que congelou esse valor para os próximos dois anos. A Procuradoria-Geral, cuja missão é de atuar como advogada do município, tinha conseguido junto ao Tribunal de Justiça tornar seus efeito quatro liminares que estavam bloqueando o aumento da passagem de ônibus de R$ 1,85 para R$ 2,05. O problema é que nem deu tempo comemorar e a Justiça deferiu outra liminar, impedindo, de novo, o reajuste, que entraria em vigor à zero hora deste domingo (27). Dessa forma, o preço se mantém em R$ 1,85.

    Wilson Santos percebeu que a briga na Justiça para fazer valer o aumento da tarifa está prejudicando a imagem de sua administração. A partir dessa conclusão, desistiu do embate jurídico. Caberá agora os empresários do transporte coletivo entrar na briga. Se até março, quando terá completado um ano do último aumento da passagem, os donos das empresas de ônibus não conseguirem êxito, o conselho municipal de transporte, composto por 19 entidades, voltará a se reunir para definir novo valor da tarifa.

EXECUTIVO | 28/01/2007 - 00:00

Baracat rompe e vai enfrentar prefeito Murilo

Romilson Dourado

    Nico Baracat, vice-prefeito de Várzea Grande, deve ser o candidato do PMDB à sucessão estadual no próximo ano. A sinalização saiu da primeira reunião do partido na última quinta. Baracat, que já está distanciado do prefeito Murilo Domingos (PPS), deve anunciar ruptura oficialmente a partir de março. Desde já ele tenta construir candidatura de oposição.

   Para o vice-prefeito, a gestão Murilo representa continuidade do governo Jaime Campos (PFL). "Tentamos discutir mudanças em Várzea Grande, mas não isso não ocorreu. A atual gestão representa continuidade. É o modelo do que estava". Crítico ferrenho dos Campos, que comandaram Várzea Grande por cerca de cinco décadas, Nico Baracat conta que tentou ajudar o prefeito com uma gestão com maior participação popular e projetos de fortalecimento econômico do município. Não encontrou respaldo. A partir daí, passou a se distanciar. Mesmo no cargo de vice, é visto pela administração como opositor.

    A última vez que o PMDB concorreu à Prefeitura de VG foi em 1992, com Sarita Baracat, mãe de Nico. À época, ela, que já tinha sido prefeita na década de 80, foi derrotada nas urnas. A legenda peemedebista está sob comando da família Baracat. O presidente do diretório local, Jazon Baracat, é irmão do pré-candidato Nico.

       Concorrentes

      Há três grupos se articulando para lançar projeto próprio em VG. Além do PMDB, com Nico Baracat, e do bloco de Murilo que o lançará à reeleição, o PFL já apresenta três opções na tentativa de reconquistar o poder. Por enquanto, o candidato natural é o deputado estadual eleito Wallace Guimarães. O problema é que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Campos, ex-prefeito de VG, deputado federal, governador e senador, está disposto a entrar no páreo. Ele pensa, inclusive, em se aposentar a partir de julho deste ano para ganhar condições políticas legítimas. Outro nome citado pelo PFL é do empresário Cláudio Bruenmueller, dono do Grupo Marajá.

EXECUTIVO | 28/01/2007 - 00:00

Para Goellner, Neldo tem perfil para Seder

Romilson Dourado

    Mesmo não conhecendo o empresário Neldo Egon Weirich, novo secretário de Desenvolvimento Rural, o suplente de senador e também empresário Gilberto Goellher elogia a escolha. "Não o conheço, mas tenho informações dos companheiros do PFL que ele (Neldo) é bem quisto na região do Araguaia e tem perfil que combina com a função que vai desempenhar", argumenta Goellner, que chegou a ser nomeado para o mesmo cargo e, 10 dias depois, pediu exoneração, antes mesmo de ser empossado.

    Goellner estava neste sábado no Paraná, junto com o secretário interino da Seder, Rodrigues Palma, e com o adjunto Jilson de Oliveira. Os três cumpriam agenda do programa MT Regional. Estavam conhecendo novas técnicas nas cooperativas voltadas à verticalização com pequenos produtores. O empresário promete ser um parceiro do novo secretário da Seder. "O Neldo terá condições de atender o Araguaia, região que precisa desenvolver a agricultura familiar. O governador nomeou a pessoa correta, com perfil excelente", atesta Gilberto Goellner, mesmo nunca tendo falado com o secretário Neldo Egon, que conduzirá um orçamento de R$ 8,9 milhões por ano e terá sob sua tutela empresas e órgãos como Empaer, Indea e Intermat.

MEIO AMBIENTE | 28/01/2007 - 00:00

Levi sai e Menegatti deve ser confirmado

Romilson Dourado

   O vereador Levi de Andrade (PMDB) deixa a secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá e reassume cadeira na Câmara Municipal no próximo mês. Disposto a abrir espaço para composições politicas, o prefeito Wilson Santos acatou pedido do secretário, que desde antes de sair de férias, em dezembro, havia pedido exoneração.

    O nome mais cotado à pasta é do advogado Gelson Menegatti. Foi indicado pelo deputado Sérgio Ricardo (PPS), que deve se eleger presidente da Assembléia Legislativa na próxima semana. Menegatti trabalha no Tribunal de Justiça, é considerado um técnico conhecedor da legislação ambiental e tem ligação também com a área de esportes.

   Nomeando Menegatti no staff, o prefeito 'abate' mais um iminente adversário nas urnas de 2008: Sérgio Ricardo. O deputado, derrotado pelo próprio Santos em 2004, trabalhava candidatura ao Palácio Alencastro em 2008 e só recuou porque será 'presenteado' com o cargo de presidente da Assembléia pelos próximos dois anos.

ARTICULAÇÃO | 28/01/2007 - 00:00

PMDB é excluído de cargos; Pátio fica livre na AL

Romilson Dourado

Deputado ganha liberdade e se une a Muniz para derrotar Sachetti em Rondonópolis     

     O deputado reeleito para segundo mandato Zé Carlos do Pátio é o único peemedebista que está contente com o fato do seu partido não ter sido convidado para assumir secretaria no governo Blairo Maggi. Assim, ele fica livre tanto para atuação independente na Assembléia quanto para fazer oposição ao prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, seu provável adversário nas urnas de 2008. Sem atrelamento ao Palácio Paiaguás, o parlamentar não precisa ficar 'no muro' ou assumir posição isolada e criar divergências dentro do PMDB.

      Zé do Pátio é forte candidato a prefeito de Rondonópolis, segunda economia no ranking estadual. Na eleição de 2004, ele foi considerado a grande surpresa. Perdeu por falta de estrutura financeira. Com 26.133 votos (30,3% dos válidos), o peemedebista ficou em terceiro lugar, mas com diferença de apenas 1.798 votos de Wellington Fagundes (PR), segundo colocado com 27.931 votos (32,4%), e 4.799 do vencedor, o atual prefeito Adilton Sachetti (PPS), que conquistou 30.932 votos (35,9%).

   Agora, Pátio se uniu ao ex-prefeito e também deputado estadual eleito Percival Muniz (PPS) para contrapor Sachetti, aliado do governador Maggi (ex-PPS). O bloco PMDB/PPS articula adesão do PT, Psol e PC do B. O grupo aposta nas forças populares para contrapor o que chama de candidato da elite, numa referência ao prefeito-empresário Adilton Sachetti. A possibilidade mais concreta é de Pátio encabeçar a chapa com a ex-secretária de Estado de Educação, Ana Carla Muniz, de vice. Carla é esposa de Percival, que está praticamente rompido politicamente com o atual prefeito.

    Já Sachetti, com respaldo de Maggi, se uniu ao ex-adversário Wellington Fagundes. Ele vai jogar todas as fichas na reeleição porque tem um desafio ainda maior. Quer ser candidato a governador em 2010 com apoio da turma da botina. A tendência é Sachetti ter como candidata a vice a empresária Mariene, esposa do deputado Fagundes. Mesmo a mais de um ano das eleições municipais, as principais lideranças políticas começam a se juntar a dois grupos. Por conta dessa polarização e do cenário que se desenha para a eleição de governador, o pleito em Rondonópolis, onde Maggi reside, deve se tornar o mais importante de todos os 141 municípios do Estado, até mais do que o processo eleitoral em Cuiabá.

EXECUTIVO | 28/01/2007 - 00:00

Mendes admite disputar Prefeitura de Cuiabá

Romilson Dourado

    O empresário Mauro Mendes, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), disse que não está articulando pré-candidatura a prefeito de Cuiabá, mas não descarta a hipótese de entrar na disputa. Admite que tem mantido conversas reservadas sobre o assunto com o governador Blairo Maggi, de quem é amigo pessoal. "As pessoas cobram (candidatura) porque vê em mim um perfil de administrador, um empresário que assumiu posição de destaque, mas hoje não existe projeto nesse sentido", enfatizou Mendes,  dono da Bimetal, uma das principais empresas no segmento metal-mecânico de construção metálica e infra-estrutura para Telecomunicações e Energia.

    Mauro Mendes observa que não pode afirmar com convicção que estará fora da disputa ao Palácio Alencastro. A candidatura, destaca, pode acontecer em 2008, nas eleições seguintes ou nunca. "Particularmente, não estou conversando sobre esse projeto político. Agora, todo cidadão em pleno gozo dos direitos eleitorais pode ser candidato e eu não posso dizer nem que sim e nem que não".

    Em 2004, o empresário, que está filiado ao PPS, chegou a ensaiar candidatura a prefeito. Enfrentou divergências internas e acabou recuando. Foi um dos coordenadores da campanha derrotada de Sérgio Ricardo. No ano passado, Mendes atuou também na coordenação financeira, desta vez na campanha à reeleição de Maggi, que ganhou no primeiro turno.

Artigo | 27/01/2007 - 08:11

Os quatro tempos da administração pública

Romilson Dourado

 "A cada etapa, o administrador tem uma cara", comenta o professor Gaudêncio Torquato, em artigo intitulado \'Os quatro tempos da administração pública\', neste sábado (27), em A Gazeta. Confira reprodução abaixo.

   No ciclo da vida administrativa que se inicia, sob o signo de renovadas esperanças, convém falar dos quatro anos que teremos pela frente nos 27 Estados da Federação. Como se sabe, a vida de uma administração - federal, estadual ou municipal - se assemelha a um carro de quatro marchas. Cada ciclo corresponde a uma marcha. A primeira dá o empuxo do carro na largada. O motorista testa o ambiente, olha para a frente e para os lados, fazendo o mesmo diagnóstico dos governantes, no início do mandato. Na segunda marcha, o carro avança com mais velocidade, correspondendo ao segundo ano da administração, quando os governantes praticamente começam a governar, depois de sanear o Estado e colocar a casa em ordem. A terceira marcha é a decolagem, com o carro andando solto e a administração, de modo equivalente, cumprindo uma bateria de obras aceleradas. Na quarta marcha, o carro, muito veloz, faz ultrapassagens, queimando etapas. O governante, aqui, seleciona o que mais lhe convém politicamente.

   A cada etapa, o administrador tem uma cara. Na primeira sentada de cadeira, a cara é a do menino que ganhou um brinquedão. Ingressa num mundo de fantasias. Passa longo tempo fruindo as delícias do poder da caneta. Surpreendendo-se com a força do cargo, vai testando as capacidades de mandar, solicitar, nomear, desnomear, receber atenção. Nessa primeira foto, o governante tem cara de anjo, ainda é modesto, ouve muito, aceita conselhos. Torna-se, de certo modo, cúmplice dos interlocutores. A segunda cara é a de despachante. Passa a atender um sem-número de pessoas, por dia, assina toneladas de papéis, adensa a burocracia. Dorme contando carneirinhos, aliás, pedintes que entraram e saíram pela porta do curral, ou melhor, salão de despachos.

   A terceira cara é a do artesão-obreiro. Cansado da rotinite dos papéis, sai do confinamento dos palácios e prefeituras, corre para canteiros de obras, lambuza-se de poeira, visita cidades, dá incertas em hospitais, despacha nas ruas. Imagina-se com a idéia do povo aplaudindo as obras. O governo é um território delimitado por placas, frases de efeito e logomarcas. As fotos de um governante suorento e trabalhador (símbolo do obreirismo faraônico) inundam redações para transmitir a imagem de uma administração transformada em canteiro de obras. A quarta cara é a de César, imperador romano. Queixo apontando para a testa do interlocutor, rodeado de áulicos, em profusão de elogios e falsas versões, diminui o ritmo da fala, aumenta os espaços da articulação de bastidor e a circunferência da barriga. É claro, nessa fase áulica e festiva, a comilança invade as noites, sob os aplausos de uma galera bem selecionada e distante do povo. Neste ponto, o governante refugia-se na articulação política. E refestela-se no marketing.

   As caras dos mandatários expressam o próprio ciclo de vida da administração. Da simplicidade, da primeira fase, à arrogância, da última fase, eles retratam a incultura política do país. Entram como inquilinos dos espaços públicos e saem como proprietários de feudos. A coisa pública (res publica), para muitos deles, se transforma em fazenda particular. Muitas vezes, a falta de preparo do governante torna-o refém de um grupo de donatários, que faz a partilha do governo, distribuindo cargos, benesses e posições. Os programas de assistência social se transformam em moeda de troca do fisiologismo paroquial. "Aos amigos, tudo, aos inimigos, os rigores da administração". A mediação político-administrativa é, geralmente, feita por um restrito grupo de assessores-secretários técnicos, posicionados na administração para elevar o perfil de qualidade do governo. É o verniz cosmético da seriedade.

   Para piorar as coisas, os governantes não lavam a cara para tirar a cera que cobre as protuberâncias da pele. Impregnam-se de onisciência e onipotência. Em muitos Estados, vestem-se de Deus. Mas o povo, que não é bobo, consegue distinguir se os deuses que se apresentam, nesse início de 2007, não são apenas diabos cosmetizados, interessados em vender gato por lebre.

  Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP, consultor político e escreve em A Gazeta aos sábados

VARIEDADES | 27/01/2007 - 07:22

Com processo na mão, Tut pede ajuda em culto

Romilson Dourado

    O ex-deputado estadual por três mandatos e empresário e pecuarista Amador Tut, dono de empresas como a Tut Transportes, passou a frequentar agora cultos evangélicos. Com os direitos políticos cassados por conta de uma série de processos, o que o impediu de disputar as eleições do ano passado, o ex-parlamentar apareceu nesta quinta (26) no programa evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus. De pé, com os olhos fechados, Amador Tut se concentrava em suas orações e mantinha levantado a capa de um processo. A câmera manteve no ar as imagens de Tut, em close especial, por vários segundos, enquanto ele segurava o documento.

EXECUTIVO | 27/01/2007 - 06:43

Para Bezerra, Maggi precisa ser mais político

Romilson Dourado

  Peemedebista entende que o perfil técnico tem que estar subordinado ao político    

     O deputado federal eleito Carlos Bezerra, presidente regional do PMDB, disse que Blairo Maggi precisa de competência política para governar o Estado. "Tem que saber abrir os canais, discutir e debater. O técnico tem que estar subordinado ao político. Ser apenas técnico não vai a lugar nenhum por melhor intencionado que a pessoa esteja". Na avaliação do líder peemedebista, o governador Maggi tem pontos positivos, como na questão da aplicação do dinheiro público de forma correta e também por descentralizar mais a administração. Considera que Maggi inegavelmente tem seus méritos. "Ele é de boa-fé, honesto, um empresário e bem intencionado". Considera que o atual governo 'está olhando para o interior do Estado', algo que, na sua interpretação, estava abandonado.

    Para Bezerra, ex-prefeito de Rondonópolis, deputado estadual, federal, governador e senador, a administração Maggi precisa avançar nas áreas da educação, saúde, agricultura familiar e no saneamento. Segundo ele, quem faz projeto hoje na área de saneamento básico são os municípios com apoio da AMM. Nesse caso, compara a gestão Maggi com a do antecessor Dante de Oliveira (já falecido), que comandou o Estado por dois mandatos (1995 a 2002).

   Sobre o fato do PMDB não ter emplacado nenhum nome no primeiro escalão, exceto o vice-governador Silval Barbosa, o deputado eleito disse que o partido precisa ser convidado e que não vai insistir na briga por cargos. "Queremos, com o governador, ajudar o Estado. Não vamos agir com interesse pessoal, como muitos políticos por aí".

EXECUTIVO | 27/01/2007 - 06:14

Jaime deflagra pré-campanha para governador

Romilson Dourado

    Jaime Campos nem tomou posse como senador e já está em pré-campanha para o governo do Estado.  O cacique pefelista não esconde mais esse desejo pessoal. Com seu estilo folclórico, carismático e populista, ele faz questão de, desde já, colocar o bloco da rua. Para espalhar a notícia da sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás, o ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador adotou a estratégia de comentar o assunto e até pedir voto para ao menos 70% das pessoas com quem ele conversa.

       Na última quinta (25), durante churrasco de confraternização em sua mansão na Várzea Grande, Jaime anunciou para os 16 deputados estaduais presentes que vai compartilhar com eles as emendas parlamentares junto ao Orçamento Geral da União. Será uma forma do líder do PFL atrair para si a maioria dos deputados e, com isso, fortalecer sua base eleitoral em todo Estado.

     Jaime Campos toma posse no Senado na próxima semana para um mandato de oito anos. Como conquistou assento no Congresso Nacional para até 2014, nada tem a perder na eleição de 2010, quando concorrerá à sucessão estadual. Por conta desse projeto político, a tendência é do grupo de Jaime se distanciar, gradativamente, da turma da botina, composta de aliados do governador Blairo Maggi. Pecuarista e empresário, Jaime foi eleito senador no ano passado com 781.182 votos (61,1% dos válidos).

JUDICIÁRIO | 26/01/2007 - 22:23

Celcita é indiciada pela PF e vira destaque no JN

Romilson Dourado

    A futura secretária de Bem-Estar Social de Cuiabá, deputada Celcita Pinheiro (PFL), foi destaque no Jornal Nacional (Rede Globo) desta sexta (26) não por algum projeto ou ação positiva, mas porque foi indiciada pela Polícia Federal junto com o senador  Ney Suassuna (PMDB-PB) pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os dois são acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.

    No Congresso Nacional, Celcita foi absolvida, após constar do relatório final da CPI que investigou o envolvimento de parlamentares no esquema de compra superfaturada de ambulâncias. O indiciamento da parlamentar mato-grossense foi solicitado pela força tarefa da PF que investiga a máfia. Como a pefelista e esposa do senador Jonas Pinheiro não foi reeleita, o processo serão enviado à justiça comum.

    A acusação

     Contra Celcita pesa o fato do empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam, ter revela à Justiça Federal que, em 2002, deu R$ 50 mil a deputada como espécie de ajuda na campanha eleitoral. A doação, de acordo com Vedoin, fora feita por meio de dois cheques de R$ 25 mil da empresa Santa Maria, da família Vedoin.

     A Planam, que funcionava em Cuiabá,  vendia para prefeituras ambulâncias a preços superfaturados que eram compradas com dinheiro do Orçamento da União. Os recursos eram destinados pelos parlamentares que apresentavam emendas para beneficiar prefeituras integrantes do esquema em troca do pagamento de propina.



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