Quinta, 17 de Maio de 2012, 19:16 h

MARCELÂNDIA | 01/06/2009 - 17:34

Ex-prefeito é condenado a devolver R$ 1,5 mi ao erário

Romilson Dourado

   O juiz da Comarca de Marcelândia, Anderson Candiotto, condenou o ex-prefeito Geovane Marchetto (PSDB) a ressarcir o erário em mais de R$ 1,5 milhão. O tucano é acusado de cometer atos de improbidade administrativa. Marchetto teve ainda os direitos políticos suspensos por cinco anos, além de ter que pagar multa correspondente a 10 vezes sua remuneração mensal percebida à época dos fatos. Ele está proibido também de firmar qualquer tipo de contrato com poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

   Marchetto é acusado de não repassar as contribuições à Previlândia Social e ao INSS durante entre 2001 e 2004. Em sua decisão, o juiz Anderson Candiotto afirmou que uma auditoria realizada nas contas municipais apontou a falta de recolhimento ao ente previdenciário municipal. “Mais adiante, se denota de uma planilha de cálculos o valor do rombo atinente à ausência de recolhimento de verba previdenciária junto à Previlândia: R$ 1.541.684,12”, alertou o juiz, ressaltando que esse fato gerou ao atual prefeito, Adalberto Diamante, o parcelamento da dívida, que foi devidamente autorizado pela Lei Municipal 530/2005.

   Em uma outra ação, o Juízo da Comarca de Marcelândia também decretou a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito Geovane Marchetto, que deve devolver ainda R$ 5,2 mil ao município devidamente corrigido pelo INPC, mais juros de 1% ao mês desde a citação, pela emissão de 248 cheques sem provisão de fundos, dos quais 117 foram apresentados para desconto duas vezes e outros 131 cheques foram apresentados uma única vez. Os cheques foram emitidos entre setembro e dezembro de 2003. Por causa da devolução dos títulos, o município suportou danos materiais da ordem de R$ 5.288, referentes às despesas bancárias, confirmadas nos autos pela instituição bancária. (Flávia Borges)

COPA 2014 | 01/06/2009 - 15:55

CDL teme impacto de mudanças da Capital no comércio

Romilson Dourado

   Apesar de comemorar a vinda da Copa de 2014 a Cuiabá, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), José Alberto Vieira de Aguiar, se mostra preocupado com o impacto que a Capital sofrerá sendo uma da subsedes do maior evento esportivo do mundo. Para o dirigente, nos próximos cinco anos, Cuiabá vai se tornar um verdadeiro canteiro de obras. Isto afetará a prestação de serviços em vários setores, principalmente a do comércio. “Vai mudar muito a cidade”, afirma.

   Fazendo parte do Comitê pró-Copa, José Alberto aponta, por exemplo, o projeto de rebaixamento ao subterrâneo da rede de fiações elétricas e telefônicas do quadrilátero do centro comercial de Cuiabá, que abrange casarões tombados pelo Patrimônio Histórico do Estado, compreendendo as avenidas Tenente Coronel Duarte, Dom Bosco e Presidente Marques. A previsão é de investimentos na ordem de R$ 9 milhões somente para a realização dessa obra. Segundo José Alberto, não é só a questão do custo em si do projeto, mas a viabilidade das lojas localizadas na região funcionarem durante o andamento das obras. “Isso vai atingir os empreendimentos comerciais dessa área. Tudo isso tem que ser pensado”.

   Outra preocupação do presidente diz respeito à capacitação dos funcionários das lojas. Durante a Copa do Mundo, Cuiabá será visitada por muitos turistas. Além da parte de infraestrutura dos estabelecimentos, será necessário investir na qualificação dos profissionais, principalmente dos que lidam diretamente com o público. “No nosso caso são os atendentes. Pelo menos uns três por loja vão precisar falar inglês e espanhol”, salienta. O dirigente ainda diz que o governo do Estado deve convocar o setor para tratar do assunto.

   Ainda surpreso com o fato de Cuiabá ser uma das 12 capitais da Copa, José Alberto, diz que ainda não dá para mencionar, verdadeiramente, o tamanho do impacto na cidade. “Entendemos que a vinda da Copa vai mexer muito com a cidade, pelo menos nos próximos 20 anos. Seremos uma capital turística”. Se por um lado, a notícia divulgada neste domingo (31) pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) foi motivo de muita alegria, pela “ótica” empresarial, José Alberto confessa que provoca certa insegurança. “Se formos ver realmente, até assusta. É um compromisso muito grande”, admite. (Sandra Costa)

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VÁRZEA GRANDE | 01/06/2009 - 15:47

Prefeito Murilo cogita "enxugar" quadro de servidores

Romilson Dourado

   Preocupado com a “saúde financeira” de Várzea Grande, o prefeito Murilo Domingos (PR) estuda a possibilidade de enxugar a folha de pagamento, que atualmente consome nada menos que R$ 6,2 milhões mensais. “Fechamos o primeiro quadrimestre e agora devemos conceder um aumento salarial. O prefeito quer que façamos as devidas projeções e, dependendo do impacto na folha, teremos que reduzir o número de servidores”, explica o secretário de governo, Dito Loro, que desmente informações de que Murilo pretenda demitir 300 dos são 6.142 servidores.

   Os ajustes na folha salarial acontecerão para que Murilo não desrespeite a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que delimita teto máximo de 54% com gastos na folha. Segundo Dito Loro, atualmente 51% dos R$ 25,5 milhões mensais previstos no orçamento são gastos no pagamento dos salários dos servidores. O orçamento global deste ano é de R$ 306 milhões. Desde 2005, quando assumiu a Prefeitura de Várzea Grande, Murilo vem tentando enxugar a folha de servidores, mas as despesas com salário subiram 40,37% até o final do ano passado. O período mais crítico da gestão foi em 2006, quando o republicano teve as contas rejeitadas pelo TCE. Com 6.195 servidores, a prefeitura gastou 55,5% de suas receitas com o quadro de pessoal, chegando a R$ 172 milhões. Desde  então o republicano tem feito “ajustes” para que a folha de pagamento não ultrapasse o teto de 54% estabelecido pela legislação.

   Além do excesso de servidores, o prefeito do terceiro maior município do Estado estaria com dificuldades para pagar o 1/3 de férias. Alguns servidores estariam há três anos sem receber o benefício. “Não sei se existem funcionários que não recebem há tanto tempo, porque alguns recebem na data do aniversário, outros junto com as férias”, desconversa Dito. (Patrícia Sanches)

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EXECUTIVO | 01/06/2009 - 15:08

Após derrota, Sachetti vai para o 1º escalão de Maggi

Romilson Dourado

   Após sete meses da derrota sofrida nas urnas em Rondonópolis, o ex-prefeito Adilton Sachetti (PR), foi "acolhido" pelo governador Blairo Maggi (PR), que havia investido todas as fichas na reeleição do republicano no pleito do ano passado. Agora, Sachetti responde como secretário extraordinário de Apoio e Acompanhamento às Políticas Ambientais e Fundiárias (Seapafu). O ex-prefeito, que é presidente do diretório do PR de Rondonópolis e irmão do presidente estadual da sigla Moiséis Sachetti, saiu derrotado em 2008 pelo atual prefeito Zé do Pátio (PMDB).

   Mesmo com o apoio do governador, que tem o seu principal “curral eleitoral” no terceiro maior município do Estado e com a máquina pública nas mãos, o republicano obteve 45,1% dos votos, enquanto o peemedebista "abocanhou" 49,7%. Inconformado com a derrota, o republicano “bateu” duro em Pátio.  Acusou o prefeito eleito de crimes eleitorais e exigiu a cassação de Pátio. A briga tomou proporções astronômicas e chegou a provocar um “racha” na aliança de republicanos e peemedebistas.

    Maggi encabeçou o grupo que defendia Sachetti, enquanto o cacique do PMDB, Carlos Bezerra sustentava que a turma da botina não sabe perder . Sete meses depois o clima é de harmonia e tanto o PMDB quanto o PR “namoram” a possibilidade de lançar a candidatura do vice-governador Silval Barbosa (PMDB) ao Palácio Paiaguás. Adilton, que se manteve afastado dos holofotes, volta a ganhar destaque. Ele é um dos nomes lembrados para o cargo de deputado federal nas eleições de 2010. (Patrícia Sanches)   

(19h30) - Sachetti assume e "rasga" elogios às políticas ambientais da gestão Maggi

Adilton Sachetti   O governador Blairo Maggi (PR) empossou, na tarde desta segunda (1º), o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti (PR), no cargo de secretário extraordinário de Apoio e Acompanhamento às Políticas Ambientais e Fundiárias (Seapafu). A solenidade ocorreu no plenário Clovis Vettorato, no Palácio Paiaguás. À platéia lotada de parentes, amigos e correligionários de Rondonópois, Sachetti "rasgou" elogios a Maggi, aliado político de primeira hora. "Vamos mostrar ao resto do país que Mato Grosso tem, sim, políticas públicas voltadas para o Meio Ambiente", disse.

   Segundo ele, Maggi foi extremamente criticado ao assumir o cargo pela imprensa nacional, mas conseguiu reverter o desgaste na área de Meio Ambiente. "É incrível o tanto que se bateu neste Estado e como as coisas ficaram melhores com as políticas do governador Blairo Maggi", avaliou. Segundo ele, em comparação com os demais Estados, Mato Grosso tem excelentes políticas voltadas à preservação. "Se compararmos nosso Estado com qualquer outra, vamos constatar que as melhores políticas são as realizadas em Mato Grosso".

   Sachetti reconheceu, por outro lado, que o Estado conta com elevado passivo ambiental. "Sabemos que este passivo é grande, mas vamos diminuí-lo. Trata-se de um desafio, mas a nossa vida é feita de desafios. Vim para somar junto com as equipes da Sema e do Ibama", disse. (Andréa Haddad)

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EM CHAPADA | 01/06/2009 - 14:59

Ralf Leite nega versão de manicure em depoimento

Romilson Dourado

   O vereador por Cuiabá, Ralf Leite (PRTB), negou nesta segunda (1º), em depoimento ao delegado de Chapada dos Guimarães João Bosco de Barros, ter ouvido a manicure Maria José Aparecida (33), que acusada o vereador Domingos Sávio (PMDB) de tê-la exposto a perigo de vida, dizer que não queria entrar no Lago do Manso. "Ele confirmou que ela estava bastante assustada, mas disse que não a ouviu dizer que não sabia nadar, muito menos que não queria entrar na água", informou Bosco ao RDNews. O vereador também negou ter visto Maria José se afogando - saiba mais aqui. Segundo ele, depois que Domingos Sávio saiu para comprar bebida, começou a chover, as ondas ficaram intensas, e eles ficaram distantes na água.

   No depoimento, Ralf aponta que, após emprestar o colete salva-vidas a Maria José, a manicure teria sido afastada pelas ondas, ficando ao lado de um amigo de Domingos Sávio, identificado até o momento apenas como Augusto. Ele deverá ser interrogado na manhã desta terça (2), junto com outro rapaz que estava com o grupo, conhecido por Mauro. "Estou com dificuldades em encontrá-los", explicou o delegado.

   Bosco disse que gostaria de ouvir as demais testemunhas do episódio - os dois rapazes e as três amigas de Maria José -, antes de interrogar Sávio. "Como ainda não foi instaurado o inquérito policial, preciso que as testemunhas confirmem a versão da manicure para, posteriormente, questionar o vereador que está sendo acusado. Até o momento, não foi constatado crime algum", ressaltou, lembrando que Ralf foi interrogado apenas como testemunha.

   No depoimento, o vereador do PRTB confirmou que passou a madrugada do dia 5 de janeiro em uma boate da Capital, com o vereador Domingos Sávio e dois amigos do peemedebista, identificados apenas como Mauro e Augusto. Ao amanhecer, eles decidiram andar de lancha no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães. "O Ralf disse que a cerveja acabou quando estavam no lago e o Domingos Sávio se ofereceu para buscar mais", informou o delegado. Na versão da manicure, o vereador do PMDB demorou quase duas horas para retornar. Após ter quase afogado, ela teria sido ofendida verbalmente por ele. Ralf Leite, por outro lado, disse no depoimento que Domingos Sávio demorou, no máximo, uma hora. "Segundo o Ralf, Sávio deve ter perdido a visibilidade devido à chuva e, por isso, demorou", disse o delegado. O peerredebista negou ter oferecido carona à manicure e disse que ela retornou a Cuiabá no mesmo carro que Domingos Sávio. Segundo ele, ela nunca chegou a procurá-lo para pedir auxílio ao suposto tratamento psiquiátrico a que teria sido submetida após o episódio.

   O delegado adiantou ao RDNews que já conversou informalmente com o proprietário do Bar do Altair, no Lago do Manso, onde Domingos Sávio comprou as bebidas. Ele informou que o peemedebista pediu 16 latinhas e retornou imediatamente ao barco. "O dono do bar disse que o Domingos desceu rápido, colocou as 16 latinhas em um isopor e depois retornou em direção aos amigos. Mas, assim que partiu, começou um temporal que provavelmente deve tê-lo atrapalhado no percurso", disse Bosco. O delegado lamenta não conseguir mais entrar em contato com a manicure. "Não consigo mais falar com a Maria José Aparecida. Preciso entrar em contato com ela, para poder intimar as três amigas como testemunhas", explicou.

   Embora o episódio tenha ocorrido em 5 de janeiro, a manicure só registrou boletim de ocorrência no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) em 7 de abril. Ela alegou que perdeu o emprego devido ao traume sofrido no Lago de Manso. O delegado de plantão responsável que atendeu a manicure, Richard Damaceno Ferreira Laje, disse que ela pediu sigilo nas investigações. (Andréa Haddad)

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BASTIDORES | 01/06/2009 - 13:42

Murilo "pula" na Taça, Santos bate e Yuri beija Maggi

Romilson Dourado

   A festa de comemoração pela escolha de Cuiabá como uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, na praça do Choppão, levou políticos e o público em geral ao delírio. Aos 67 anos, o várzea-grandense Murilo Domingos, o mais velho entre os 141 prefeitos mato-grossenses, se empolgou tanto, assim que a Fifa anunciou o nome de Cuiabá, que pulou como um gato na réplica da Taça da Copa. Em seguida, no meio do empurra-empurra, saiu desfilando com o troféu. Enquanto o prefeito se divertia, o médico Jorge Lafetá o acompanhava passo-a-passo. Assessores ficaram apreensivos, afinal, Murilo já sofreu dois infartos recentemente. Os políticos de um modo geral, principalmente os pré-candidatos às eleições de 2010, tentaram tirar proveito do evento.

   O secretário de Desenvolvimento do Turismo, Yuri Bastos, presidente do Comitê Pró-Copa, se atirou nos braços do governador Blairo Maggi. A satisfação era tanto que, em agradecimento ao chefe, quase o beijou. O prefeito cuiabano Wilson Santos, enquanto discursava batia nas costas de Maggi numa sequência gradativa e cada vez mais dura, no ritmo da empolgação. Santos cantou, fez elogios, agradecimentos e se autovalorizou. Enquanto isso, o secretário de Cultura, Paulo Pitaluga, brigava com seguranças, que barraram-no na entrada. E, assim, os cuiabanos se divertiram, como torcedores em comemoração ao título conquistado pelo time do coração. (Romilson Dourado)

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Prefeito Santos dá tapa no ombro do governador, no ritmo do seu discurso, neste domingo na festa Pró-Copa
Fotos: Lisânia Ghisi e Raiane Soares

   Cada um a sua maneira, o cuiabano comemorou a decisão da Fifa de incluir a capital mato-grossense como uma das sedes do Mundial daqui a cinco anos. Uma estudante fez questão de pintar o rosto com as palavras "Cuiabá", "Brasil" e "Copa 2014". Outros levaram para a manifestação na praça do Choppão a réplica da Copa do Mundo, enquanto políticos de todas as cores partidárias se uniram em torno da festa.




Praça do Choppão fica lotada de pessoas que, no ritmo de shows artísticos, acompanham o anúncio da Fifa
Fotos: Marcos Vergueiro/Edson Rodrigues/Ednilson Aguiar

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São José do Rio Claro | 01/06/2009 - 11:15

Ex-presidente da Câmara, Iraceldo é preso por pedofilia

Romilson Dourado

   O ex-presidente da Câmara de São José do Rio Claro (a 311 km de Cuiabá), vereador Iraceldo Luiz Cezaro, o Gauchinho (PDT), foi preso nesta segunda 1º, por volta das 7h30, sob acusação de crime de pedofilia. Três policiais participaram da prisão. O parlamentar, que estava na rua, não reagiu. De acordo com o Ministério Público, o vereador, reeleito com 297 votos, teria explorado sexualmente várias adolescentes. Uma delas teria 16 anos. Além do ex-presidente, foram presos também o empresário Antônio Henrique José, o Toquinho, Cleonice Camargo de Souza e Vera Rosa de Lima, que teriam praticado o mesmo crime.

   As investigações tiveram início há um ano, após denúncias de populares à Promotoria de Justiça. Com o auxílio da polícia, o promotor César Danilo Ribeiro de Novais monitorou os passos dos acusados e após conseguir provas, obteve na Justiça um mandado de prisão. Segundo levantamentos, feitos por meio do projeto "Pacto de Ordem Social", que iniciou um raio X  no munícípio em 22 de abril de 2008, a prostituição infantil é um dos principais problemas de São José do Rio Claro, que tem 14,1 mil habitantes. Além de processos criminais em que pode ser condenado a uma pena de 4 a 10 anos, Iraceldo Luiz Cezaro deve responder a processo disciplinar na Câmara por quebra decoro parlamentar, que pode culminar na perda do seu mandato. 

    Este é o segundo caso registrado de parlamentares envolvidos em crimes de exploração sexual somente em 2009. O vereador cuiabano Ralf Leite (PRTB) foi detido em 6 de fevereiro sob a mesma acusação. Ele teria praticado ato libidinoso com um travesti menor de idade. (Sandra Costa e Patrícia Sanches)

(13h20) - Vereadores vão pedir cassação de parlamentar acusado de exploração sexual

   Ao menos quatro dos nove vereadores da Câmara de São José do Rio Claro devem ingressar com pedido de cassação do mandato de Iraceldo durante sessão plenária da próxima sexta (5). O parlamentar, que teve o pedido de prisão temporária decretado nesta segunda pela juíza Melissa Araújo, é acusado de participar de uma rede de exploração sexual de adolescente. Segundo informações, uma das acusadas, a Cleonice, que também foi presa, é dona de um bar no município onde três menores trabalhavam como garotas de programa. O ex-presidente seria um dos clientes. Ele deve permanecer preso por até 90 dias.

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MÚSICA | 01/06/2009 - 11:15

Ritchie Valens canta sucesso de gerações "La Bamba"

Romilson Dourado

  A música La Bamba faz sucesso até hoje. Apresenta a releitura de uma canção folclórica mexicana do mesmo nome e interpretada por Ritchie Valens. Aliás, a vida da lenda do rock and roll Richie Valens explode no celebrado filme musical que conta com interpretações de Lou Diamond Phillips, no papel de Richie, e Esaí Morales como o seu meio-irmão Bob.

   La Bamba narra a meteórica carreira de um mexicano-americano de 17 anos, que deixa de ganhar a vida no campo para o estrelato do rock. Acompanhado pelas canções mais populares de Valens, interpretadas por Los Lobos (vencedores de um Grammy) e por canções clássicas dos anos 50, La Bamba recria o início do rock and roll e homenageia um artista cuja música atravessou todas as fronteiras.

  • Veja aqui a letra traduzida e clique no link abaixo para ouvir La Bamba
INVESTIMENTO | 01/06/2009 - 10:43

Governo planeja agora construção da "Cidade da Copa"

Romilson Dourado

   O governo do Estado e as prefeituras de Cuiabá e de Várzea Grande têm pouco mais de quatro anos para provocar uma revolução em projetos macro. A comissão responsável pelo planejamento e execução das obras pretende construir literalmente a “Cidade da Copa”. Vai haver toda uma concentração da parte administrativa e organizacional do evento. “Já definimos o local, mas ainda é segredo. Vamos criar um grande ambiente para receber os patrocinadores e controlar os projetos”, comenta o secretário estadual de Desenvolvimento do Turismo Yuri Bastos Jorge, presidente do Comitê Pró-Copa. Apesar de não revelar onde será construído o novo espaço, a tendência é que o governo adquira uma área nas proximidades do estádio Verdão, já que a Fifa exige que todo o complexo seja próximo do local onde serão realizados os jogos. A reconstrução do estádio Verdão também está entre as prioridades. Segundo o secretário estadual de Esporte e Lazer, Baiano Filho, ainda serão feitos alguns “ajustes” no projeto antes da abertura do processo licitatório. “Apesar de já estar praticamente finalizado, existem algumas modificações. Vamos sentar com os projetistas para terminar os ajustes, confeccionar o edital de licitação e aí, sim, iniciar as obras”, conta Baiano.

   O novo complexo esportivo custará R$ 350 milhões. Terá capacidade para abrigar 48,4 mil pessoas sentadas. A expectativa, segundo Baiano, é de que as obras iniciem no segundo semestre deste ano. “Vamos derrubar tudo. Somente o gramado será o mesmo”, disse, entre risos, numa referência ao Verdão, que será desativado após 30 anos em funcionamento.

   Em 18 de junho deve ser realizado o jogo que marcará a despedida do Verdão. O presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), Carlos Orione, articula junto com o governo do Estado para que a Seleção Brasileira Sub-20 jogue a última partida amistosa no gramado do "Governador José Fragelli". Especula-se que o jogo será entre Flamengo ou Corinthians. O amistoso será uma das atrações do megaevento, que terá shows regionais e nacionais. A programação deve ser fechada nesta segunda, 1º de junho.

    Repercussão

   Além de Cuiabá, foram definidas como sedes do Mundial de 2014 as capitais Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE), Natal (RN), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Manaus (AM) e Fortaleza (CE).

Elaine Taizzi   O clima na capital mato-grossense ainda é de euforia pela escolha.  “Somos um ponto estratégico para o turismo, a população é receptiva  e tenho certeza de que será uma linda festa”, enfatiza Elaine Parizzi, gaúcha, mas que reside em Cuiabá há mais de 20 anos. Ela foi à praça do Choppão, neste domingo, acompanhar o anúncio oficial das cidades que vão sediar os jogos do Mundial. Elaine pondera que serão necessárias mudanças, principalmente no setor de transporte e infraestrutura, dentro dos preparativos para receber visitantes de todo o mundo. “Temos algumas falhas que precisam ser sanadas, mas acredito que com estes investimentos previstos entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões isso não será problema”.

    O Ministério das Cidades prevê, dentro do PAC da Mobilidade, R$ 500 milhões para obras estruturais em Cuiabá, revela o secretário-executivo Rodrigo Figueiredo. "São investimentos em corredores urbanos de ônibus, duplicação de avenidas e em saneamento e habitação", explica o braço-direito do ministro Márcio Fortes. Estão programados ainda a reforma do aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, ampliação da rede hoteleira, de restaurantes, de hospitais e até construção de metrô superficial. (Patrícia Sanches)

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ARTICULAÇÃO | 01/06/2009 - 10:18

Lobby político de Maggi define Cuiabá na Copa, diz Folha

Romilson Dourado

JUCA KFOURI
Acabou a farsa 
 

Fez-se de conta que é a Fifa quem escolhe as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e não a dona CBF

O PRESIDENTE da CBF acredita que vive num país de néscios, razão pela qual passou meses repetindo que a Fifa é quem escolhe as cidades-sede da Copa do Mundo.

Verdade que há ex-jornalista em atividade que repete a falácia na TV, apesar de saber que o formal não existe no futebol, só existe o informal e a politicagem.

Mas vale saudar a escolha de quatro cidades do Nordeste, região que mais tem a ganhar com a Copa.

E lamentar a escolha de Cuiabá, no Mato Grosso do governador "motosserra de ouro", título dado a Blairo Maggi pelo Greenpeace, em homenagem ao maior produtor de soja do mundo e um dos maiores desmatadores do país.


Para uma Copa que se pretende ecológica, nada menos apropriado, embora Maggi tenha bem mais de um milhão de razões para influenciar decisões no mundo do futebol.

Tão natural como a escolha de Manaus para representar a espoliada Amazônia, apesar de Belém ter mais tradição futebolística, teria sido a de Campo Grande para mostrar as belezas do Pantanal.

Mas, de tudo, o que mais salta aos olhos é a indefinição sobre quem fará a abertura da Copa.

Claro está que Ricardo Teixeira esperará quanto tempo puder para se definir entre São Paulo e Minas Gerais, ou melhor, entre José Serra e Aécio Neves, além de guardar Brasília como uma terceira hipótese, mais para constar e disfarçar o que está, de fato, em jogo.

Não fosse a dúvida sobre qual dos dois será o candidato tucano à sucessão de Lula e o cartola já teria se resolvido pelo ungido, embora seu coração penda claramente para Neves, seu amigo e mais parecido com o yuppie Fernando Collor -até pelo silêncio que impõe à imprensa mineira, como se fosse a alagoana-, a quem o ex-genro de João Havelange chamava de "meu presidente".

Se ele pudesse ver José Serra pelas costas já estaria vendo, também pela presença de José Luís Portella no governo paulista, alguém que Teixeira desgosta tanto que ameaçou não entrar na cerimônia de lançamento do Museu do Futebol, no Pacaembu, quando soube da presença do atual secretário dos Transportes Metropolitanos no local.

Portella, lembremos, foi o arquiteto do Estatuto do Torcedor.

A fragilidade do primeiro projeto de reforma do Morumbi foi a senha para justificar a dúvida, embora até o mais ignorante dos cartolas da Fifa saiba que São Paulo é a principal cidade do país, palco óbvio, ao menos, para a abertura da Copa.

Que o Mineirão é mais agradável que o Morumbi ninguém pode negar.

Só que como nada justifica a construção de uma arena para a Copa em São Paulo, a não ser a ganância dos de sempre, a festa inaugural tem de ser mesmo na casa tricolor.

De resto, é bom dizer que orgulha trabalhar num jornal que tenha feito o editorial que esta Folha fez, no sábado, sobre a miséria de nosso futebol.

E tenha dado a cobertura que deu, ontem, sobre a escolha das sedes, revelando quem é quem na Fifa e suas folhas corridas.

Em vez da celebração acrítica que cabe aos publicitários e aos donos da bola, o dedo nas feridas.

E não porque a CBF discrimina a Folha, mas porque o jornal não bajula a CBF para ter furos.

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INVESTIGAÇÃO | 01/06/2009 - 08:33

Bosaipo é acusado de fraude e se alia a Prado em processo

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski
Clique na imagem para ampliação
Paulo Prado, ex-chefe do MP, e conselheiro do TCE Humberto Bosaipo arquivam denúncia contra Scaloppe

 Depois de expor o Tribunal de Contas do Estado por causa de sua posição parcial em defesa do ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Lutero Ponce (PMDB), que teve balancete de 2007 aprovado mesmo com várias irregularidades, o ex-deputado e conselheiro Humberto Bosaipo toma mais uma decisão polêmica. No processo em que o procurador de Justiça do Estado Luís Alberto Esteves Scaloppe é acusado de receber ilegalmente três salários por acúmulo de funções durante dois anos (2003 a 2005) e do parecer do Tribunal de Contas da União e do Procuradoria-Geral do Estado, então sob Paulo Prado, Bosaipo aplicou segredo de Justiça no processo onde não poderia haver, já que não se trata de natureza urgente, não publicou a pauta de julgamento e, por fim, conseguiu arquivá-lo, por unanimidade dos membros do Pleno. O conselheiro responde a vários processos e, mesmo assim, é relator fixo das contas do Ministério Público.

  Indignado, o procurador de Justiça Mauro Viveiros ingressou com uma representação junto ao corregedor-geral do TCE, conselheiro Valter Albano. Ele denuncia e pede instauração de processo administrativo e procedimento disciplinar acerca da conduta de Scaloppe e do ex-chefe do MPE Paulo Prado. Viveiros afirma ainda que Bosaipo, ao criar pauta suplementar exclusiva para o processo, sem justificativa legal, deturpou e distorceu os fatos, de modo a induzir a Corte a erro, a partir de informações prestadas por Prado, que alegou um suposto erro administrativo na PGJ. Ele enfrenta embate jurídico na esperança de condenar Scaloppe a devolver o correspondente hoje a R$ 300 mil aos cofres do MPE.

  Mauro Viveiros observa que a representação remetida pelo TCU ao TCE-MT foi julgada procedente e consistia no exame de legalidade e/ou constitucionalidade da acumulação de remuneração, por Scaloppe, no cargo de procurador de Justiça com os vencimentos que recebeu no Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade) durante 2 anos, e também com os rendimentos de professor universitário da UFMT. Acusa ainda o colega procurador de ter falsificado declarações de servidor quando, ao assumir suas funções junto à autarquia federal, declarou não exercer outro cargo, emprego ou função pública.

   Em sua representação, Viveiros desanca Bosaipo. Ele cita que o conselheiro, "seguindo as pegadas da falaciosa defesa feita por Paulo Prado (ex-procurador-geral de Justiça do Estado) a favor do amigo político, desviou-se verticalmente da única questão a ser decidida: a legalidade/ilegalidade da acumulação de remunerãção de cargos públicos e induziu os seus pares à crença de que se devia decidir sobre um mero erro administrativo sobre auxílio moradia".

   De acordo com Viveiros, a apropriação indevida de cerca de R$ 300 mil dos cofres do MPE sumiu da discussão. Lamenta que o TCE tenha dado a Scaloppe um atestado de idoneidade, isentando-o de qualquer reparação ao erário, quando o TCU, examinando os autos, julgara procedente a representação e o MP junto àquela Corte considerou-os de "evidente ilegalidade e imoralidade. "O relator Bosaipo (...) não dispõe de mínimas condições jurídicas para atuar como magistrado nessa Corte de Contas, notadamente para julgar as contas, contratos e atos que envolvam o Ministério Público", dispara Viveiros. Disse que falta imparcialidade ao conselheiro e lembra que este responde a 8 ações penais, a 50 atos de improbidade e deveria devolver R$ 97 milhões aos cofres estaduais, além de 140 inquéritos civis por improbidade que tramitam na PGJ.

  • Veja aqui o conteúdo da representação de Viveiros ao corregedor-geral do TCE


Trecho da representação de Viveiros, que denuncia manobra de Prado e Bosaipo para inocentar Scaloppe

  A "bomba" agora está nas mãos do corregedor-geral Albano, que deve emitir seu parecer sobre a representação de Mauro Viveiros. Em seu parecer consultivo sobre o processo apreciado por Bosaipo, a própria procuradora do TCE Dulce Rossana Capitula, aponta uma série de erros no julgamento, inclusive do ex-chefe do MPE, Paulo Prado, que ignorou completamente a tríplice acumulação de salários. Ela sugere que o TCE determine ressarcimento.

   Paulo Prado alegou que não houve qualquer irregularidade e que Scaloppe, a quem chama de atuante procurador, ocupou cargo de conselheiro do Cade, em Brasília, após indicação do presidente Lula e que teve o nome aprovado pelos senadores. De um lado, o ex-chefe do MPE afirma que não houve acumulação de cargos mas, de outro, admite que houve pagamento indevido de 2 meses de auxílio moradia de R$ 7,9 mil, mas que Scaloppe fez o ressarcimento depois. Por fim, Prado, que chegou a ser "intimado" pelo TCU para notificar Scaloppe a optar por um dos cargos mas não o fez, requer ao conselheiro Bosaipo que o processo seja arquivado. Bosaipo seguiu a "ordem" do ex-procurador-geral que o denunciou em vários processos quando o hoje conselheiro era deputado. Nesse processo, nota-se réu que se torna juiz do acusador.

  • Confira aqui o que diz Prado, ex-chefe do MPE, acerca do processo contra Scaloppe

  Em seu parecer, Bosaipo muda o foco para o auxílio moradia que Scaloppe recebeu indevidamente e já devolveu ao erário e não entra no mérito da representação feita por Mauro Viveiros. "(...) fica afastado o vício de irregularidade ou qualquer indício que macule a disponibilização do doutor procurador de Justiça (Scaloppe) e seus respectivos recebimentos face aos trabalhos frente ao Cade", escreve Bosaipo.

  • Confira aqui o relatório de Bosaipo, que acolhe a versão de Prado e inocenta Scaloppe
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MENSAGEM DA SEMANA | 01/06/2009 - 06:00

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Romilson Dourado



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