Quinta, 17 de Maio de 2012, 19:21 h

PALÁCIO PAIAGUÁS | 01/07/2009 - 15:13

Silval promete asfaltar trecho da 130 e diz ter autonomia

Romilson Dourado


Vice-governador Silval Barbosa faz discurso, define obra e autoriza secretário Vilceu a tomar providências

    A poucos meses de assumir a cadeira de governador, o vice Silval Barbosa (PMDB) tem obtido junto a Blairo Maggi cada vez mais respaldo para tomar decisões administrativas. No último sábado, por exemplo, ele prestigiou o ato em Paranatinga (a 370 km de Cuiabá), organizado por políticos, produtores e empresários em defesa da pavimentação de um trecho da MT-130 e, em discurso, prometeu executar a obra. Silval garantiu que o governo vai pavimentar os quase 300 km que restam para integrar a rodovia do Sul ao Norte do Estado, pelo chamado corredor central.

   Perguntado se o Estado vai mesmo cumprir a promessa, já que ainda exerce cargo de vice e assumiu compromisso com os segmentos, Silval Barbosa argumentou que tem tomado decisões, inclusive, sem consultar o governador Maggi e que este aprova a sua iniciativa. Alega que faz apenas um comunicado que, em geral, é bem visto pelo chefe do Poder Executivo. "O governador Blairo Maggi tem me dado muita autonomia". Sobre sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás, o peemedebista afirma que trata-se de um projeto político independente ou não da saída antecipada do republicano do comando do Estado. "Minha pré-candidatura não depende da saída de Blairo. Isso é um projeto do partido, o PMDB, e não do Silval".

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"Minha pré-candidatura não
depende da saída de Blairo.
Isso é um projeto do partido,
o PMDB, e não do Silval" 
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   Apesar disso, Silval Barbosa reconhece que a eventual renúncia de Maggi fortalece o seu nome à sucessão estadual porque, nesse caso, estaria na condição de governador. "Dá visibilidade, mas também dá muito trabalho impeditivo. No cargo de governador, algumas ações eu não poderei realizar". Em verdade, Maggi tem aberto cada vez mais as portas do governo para seu vice. Decidiu, por exemplo, sair de licença por 14 dias, a partir do próximo sábado (4). Silval assume a cadeira de governador pela terceira vez.

   Em Paranatinga, Silval adiantou que o governo vai pavimentar nos próximos meses um trecho de 100 km da MT-130, do entroncamento de Paranatinga com a MT-242, que segue em direção a Nova Ubiratã (a 532 km de Cuiabá). O vice-governador conta que nesta segunda (29), três dias após o discurso, autorizou o secretário de Infraestrutura Vilceu Marchetti a iniciar a elaboração do projeto para, depois, fazer a licitação. Disse ainda que até o distrito de Sete Placas a obra já foi licitada, compreendendo 47 km. Salienta que ainda é possível calcular o custo total do projeto, mas que será executado à medida que haja dinheiro em caixa.

    "Vai beneficiar uma região altamente produtiva. Será uma rota alternativa que ligará a região Sul com o Nortão do Estado, em direção a Sorriso", enfatiza Silval. Ele considera ainda uma opção ao tráfego pesado de caminhões, que hoje têm como opção somente a BR-163. "Vamos tirar o transporte pesado dessa rodovia, além de economizar mais de 200 km até Rondonópolis".

    Ao ser questionado sobre a liberdade nas decisões, Silval afirma que se esforça para contribuir. "Alguns vão interpretar como promoção. Mas é a relação que eu tenho dentro do governo. Eu estou por dentro dos acontecimentos e estou aqui para ajudar e ele (Maggi) tem acatado as decisões que tomo". O peemedebista começou a ter mais visibilidade na sua atuação política desde o final do ano passado quando assumiu as discussões dos núcleos sistêmicos, que administra os investimentos e orienta a aplicação dos recursos das secretarias. Coube a Silval, por exemplo, manter o contigenciamento orçamentário, devido ao impacto da crise econômica mundial. "Seguramos com mão de ferro os recursos até o final de maio deste ano".

  Durante as duas semanas em que comandará o Estado, Silval já tem agendado uma reunião em Brasília, no próximo dia 8, com o ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel, e com o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart. Vai tentar por um fim no impasse envolvendo posseiros da fazenda Bordolândia, próximo a Bom Jesus do Araguaia (a 1.030 km de Cuiabá). Eles foram despejados, após vários anos na área e, durante protesto numa rodovia, entraram em conflito com camioneiros e dois foram mortos - saiba mais aqui. Já no dia 14, Silval volta a Brasília, desta vez para uma reunião com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para tratar de assuntos pertinentes à pasta. (Sandra Costa)

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CÂMARA DE CUIABÁ | 01/07/2009 - 15:09

Após HC, Lutero "cria coragem" e já promete coletiva

Romilson Dourado

   Um dia após conseguir um habeas corpus para responder em liberdade ao inquérito que apura o suposto desvio de R$ 7,5 milhões dos cofres do Legislativo cuiabano, o ex-presidente da Mesa Diretora, vereador Lutero Ponce (PMDB), resolveu marcar uma coletiva para esta quinta (2), às 9h, no auditório da Câmara de Cuiabá. A informação foi divulgada pelo assessor jurídico de Lutero, Paulo Taques. Ele adiantou que o peemedebista vai participar da sessão ordinária desta quinta, após falar com a imprensa. “Conversei rapidamente com ele hoje, por telefone, e ele demonstrou estar bastante tranquilo e confiante. Tanto que vai participar normalmente dos trabalhos na Câmara”, disse Taques.

   Perguntado sobre o depoimento de Lutero aos delegados fazendários que apuram o suposto rombo na Câmara, Taques respondeu que vai entrar em contato ainda nesta quarta com a responsável pela coordenação do trabalho de investigação, delegada Lusia de Fátima Machado, para marcar a data em que o peemedebista será ouvido. “Vou reforçar o pedido, que já havíamos encaminhado no último dia 16, para que o Lutero colabore com as investigações, já que, antes do pedido de prisão ser expedido, ele se colou a disposição para prestar esclarecimentos, mas nunca chegou a ser chamado”, reclamou. O advogado disse que vai encontrar com Lutero no final da tarde desta quarta para conversar sobre as investigações da Delegacia Fazendária e a coletiva desta quinta.

   Uma das delegadas responsáveis pela investigação, Maria Alice Amorim, disse que só falta o depoimento do Lutero para que o inquérito seja finalidade e, posteriormente, enviado ao Ministério Público Estadual e à Justiça. “O trabalho está praticamente encerrado, só estamos aguardando o depoimento do Lutero”, apontou.

   Após a conclusão das diligências, Lutero deverá ser denunciado pelo MPE por suposto envolvimento no desvio de recursos e formação de quadrilha. Além de passar de indiciado a réu em um processo judicial, ele deverá enfrentar novo desgaste político na Câmara de Cuiabá. O coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, já antecipou ao RDNews que pretende ingressar com novo pedido de instalação de uma CPI no Legislativo para apurar os indícios de desvio de recursos durante a gestão do peemedebista. Ceará disse que vai procurar na segunda (6) a delegada Maria Alice para pegar uma cópia do inquérito. “Nossa assessoria jurídica avaliará os documentos e, ainda na semana que vem, vamos ingressar com um novo pedido de cassação do mandato do Lutero”, assegurou. (Andréa Haddad e Patrícia Sanches)

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PAC | 01/07/2009 - 15:00

Dilma retorna a MT para visitar obras e fazer palestras

Romilson Dourado

  A ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, visita Mato Grosso no final de agosto. A ministra irá proferir uma palestra sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) além de visitar as obras. O convite partiu do governador Blairo Maggi (PR) e foi formalizado pela senadora Serys Marly (PT). Dilma deve jantar com os representantes dos partidos que compõem a base aliada do governo estadual. Na oportunidade, será feito um balanço a respeito dos investimentos do governo federal em rodovias, ferrovias, aeroportos, saneamento básico. O encontro deve selar de vez a aliança entre PT e PR com vistas a 2010.

    Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá foram beneficiados com obras de ampliação da rede de esgoto e água por meio do PAC. Somente na Capital, serão investidos R$ 238 milhões. As obras devem ser aceleradas pela Prefeitura de Cuiabá, sob Wilson Santos (PSDB), já que o prazo para conclusão é setembro de 2010. Há uma grande expectativa em torno das obras na Capital porque elas foram permeadas por muitas polêmicas, denúncias, atrasos e até mesmo bloqueio de recursos após a Controladoria Geral da União detectar 14 irregularidades. Após diversas reuniões, o prefeito conseguiu sanar as falhas e agora aguarda a liberação dos recursos. Já em Várzea Grande, estão previstos investimentos na ordem de R$ 98,6 milhões enquanto em Rondonópolis, terceiro maior município do Estado, serão investidos R$ 165 milhões. (Patrícia Sanches)

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 01/07/2009 - 14:25

Maksuês diz que proibição da Sejusp cria "monstros"

Romilson Dourado

   O deputado e apresentador de TV Maksuês Leite (PP) criticou a portaria da secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública, a Sejusp, publicada no último dia 24, que proíbe a divulgação de imagem de suspeitos detidos pelas polícias Civil e Militar. Segundo o parlamentar, a nova normativa contribui para a criação de “monstros” e a disseminação do sentimento de impunidade entre os criminosos. “Isso é uma verdadeira piada. O bandido prende o marido, estupra a mulher, e ainda não podemos mostrar a cara dele. Tudo porque ele está sob a tutela do nosso primoroso sistema penitenciário”, ironizou. 

   Conforme a portaria, fica autorizada apenas divulgação de retrato falado e imagem de pessoas foragidas da Justiça com ordem de prisão decretada ou com a necessidade de exposição fundamentada pelo condutor do inquérito policial. “Tem muitas vítimas que veem a cara dos bandidos na TV e vão à delegacia denunciar. Assim, a pena é elevada. Agora ninguém mais vai saber o que está acontecendo direito”, argumenta o progressista.

   A portaria da Sejusp foi publicada depois que o Ministério Público Estadual determinou, por meio do promotor titular, Alexandre Guedes, que em 45 dias a Sejusp impedisse a divulgação das imagens dos detentos, sob pena de ser proposta medida judicial pertinente. Segundo o MP, o cidadão preso, inocente ou culpado, está apenas sob acusação. “É preciso lembrar que essas pessoas presas têm pais, filhos, irmãos e amigos”, argumenta o promotor. Já Maksuês afirma que o MP está equivocado e, por isso, quer discutir o assunto na Assembleia Legislativa. “Vamos reunir jornalistas e o MP para debater o assunto”, afirma.

  Já o deputado Carlos Brito (PDT), que assumiu após a licença do titular Otaviano Pivetta, discordou das colocações do progressista. “Eu acho que a mídia muitas vezes destrói a imagem dessas pessoas. Uma nota de esclarecimento não é o suficiente para reverter a exposição”, argumenta Brito, que viu seu filho envolvido em um assassinato no ano passado. (Patrícia Sanches)

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EMBATE JURÍDICO | 01/07/2009 - 12:10

Deputado critica Judiciário pelo "vai-e-vem" de prefeitos

Romilson Dourado

   O deputado e presidente estadual do PPS, Percival Muniz, disparou críticas na sessão ordinária desta quarta, 1º de julho, à Justiça mato-grossense. Ele se mostrou irritado com a “dança das cadeiras” nos municípios, devido a várias cassações de prefeitos e de vice e posse de presidentes de câmaras municipais e também daqueles que ficaram em segundo lugar nas eleições. Muniz atacou ainda o fato do juiz José Arimatéia ter acatado o pedido de prisão do ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Lutero Ponce (PMDB) e, um dia depois, revogá-la. O deputado reclamou do que chama de “maleabilidade” das decisões. "Se tem motivo para prender que prenda. Mas essa história de ser preso e solto pelo mesmo juiz não é correto”.

   Muniz lembrou também da confusão jurídica acerca do mandato do prefeito sinopense Juarez Costa, que, há uma semana teve o registro cassado e, um dia antes do presidente do Legislativo Mauro Garcia ser empossado, conseguiu uma liminar junto ao TRE para continuar na cadeira até que os recursos sejam julgados. “O mesmo juiz que cassa, coloca no cargo de novo. O mesmo magistrado que prende manda soltar. A sociedade fica confusa”, disparou o ex-prefeito de Rondonópolis, da tribuna, numa referência tanto ao caso Lutero quanto à liminar concedida ao peemedebista Juarez.

   Lutero se vê acuado. Inquérito policial sob a Delegacia Fazendária apontou que sua gestão, enquanto presidente da Câmara, deixou um rombo superior a R$ 7,5 milhões. No caso de Juarez, houve cassação em primeiro e segundo graus, sob acusação de abuso de poder econômico, com agravante de distribuição de tickets-combustíveis. Mesmo assim, o ex-deputado conseguiu reverter a situação e se mantém no posto de chefe do Executivo da cidade-pólo do Nortão.

   Para Percival Muniz, que também está com o registro cassado e só continua deputado porque obteve uma liminar no TSE, "o grande número de decisões contraditórias da Justiça, que coloca e tira do poder os prefeitos eleitos, é na verdade o samba do crioulo doido”. Na opinião do deputado, a população é a maior prejudicada. “Desse jeito o povo terá que reivindicar os seus direitos com pelo menos três pessoas. As reuniões terão que ser feitas com o prefeito eleito, com o segundo colocado e com o presidente da Câmara. Assim não dá”, rechaça. 

  O deputado Carlos Brito (PDT) “pegou carona na discussão” e criticou o “troca-troca” de prefeitos, mas avaliou como positiva a mudança de decisões dos magistrados. “Muitas vezes, o juiz só vê o lado do denunciante e, ao tomar conhecimento da defesa, muda de opinião”, pondera o pedetista, que substitui na Assembleia o titular Otaviano Pivetta. (Patrícia Sanches)

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INVESTIGAÇÃO | 01/07/2009 - 11:50

Delegada aguarda ex-presidente Lutero para depoimento

Romilson Dourado

   A delegada fazendária Maria Alice Amorim disse nesta quarta, 1º de julho, um dia após o ex-presidente da Câmara da Capital Lutero Ponce (PMDB) conseguir revogar o pedido de prisão, que o advogado do parlamentar Paulo Taques ainda não procurou oficialmente os delegados para dizer quando o seu cliente prestará depoimento. “Eu acho que a imprensa é que vai tomar o depoimento do vereador, porque o advogado só disse isso aos jornalistas. Nós ainda estamos aguardando”, ironiza a delegada. Maria Alice afirma ainda que a coleta de depoimento de Lutero será imediata. “Estamos apenas esperando que ele se apresente. Assim que vier, vamos ouvi-lo”, afirma.

   O parlamentar é apontado pela Delegacia Fazendária como o chefe de uma quadrilha que causou prejuízos de pelo menos R$ 7,5 milhões ao erário. A Justiça chegou a decretar sua prisão, mas o peemedebista, após vazamento de informação, fugiu e, na trincheira, conseguiu a revogação da prisão. Ficou como foragido da Justiça por um dia. O parlamentar se comprometeu a seguir todas as instruções processuais, a não atrapalhar o trâmite das investigações e/ou coagir testemunhas e a comparecer a todos os interrogatórios, mas até agora os delegados que, na conclusão do inquérito, pediram sua prisão, não foram contatados para o depoimento do ex-presidente do Legislativo cuiabano. A tendência é que Lutero se apresente à polícia nesta quarta.

   Além de Lutero, outras dez pessoas tiveram prisões decretadas pela Justiça. Dois empresários saíram da cadeia após também obterem o chamado HC. Ainda segundo Maria Alice, o inquérito será finalizado até esta sexta (3). “Queremos entregar tudo o mais rápido possível”. Todos os envolvidos serão indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e público, além de peculato e crime de fraude à licitação. (Patrícia Sanches)

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MÚSICA | 01/07/2009 - 11:35

Baden Powell entra no embalo com Canto de Ossanha

Romilson Dourado

  Baden Powell, um dos símbolos do bossa nova que criou os afro-sambas, teve que implorar por autorização do Juizado de Menores para começar a carreira profissional aos 15 anos, época em que tocava em boates da zona sul do Rio de Janeiro.

   Aos 18, ele integrou o trio do pianista Ed Lincoln, que tocava na boate Plaza, em Copacabana, revela o jornalista e escritor Rui Castro. Em 1956, Powell já era figura conhecida e foi convidado por Altamiro Carrilho a gravar o disco "Turma da gafieira nº 2".

   Nessa gravação conheceu Sivuca, com quem formou um duo. Chegou a tocar na Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional, na qual era o violonista preferido do maestro Guerra Peixe. Acompanhou cantores como Alaíde Costa, Lúcio Alves, Ângela Maria, Ivon Curi, Sylvinha Telles, Maysa Matarazzo, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Elis Regina e Elizeth Cardoso.

   Seu primeiro grande sucesso como compositor foi "Samba Triste", parceria com Billy Blanco em 1956 e lançada na voz de Lúcio Alves. Seu primeiro disco, "Apresentando Baden Powell e Seu Violão", foi gravado pela Philips em 1959. Foi nessa época que conheceu na boate Arpége, em Copacabana seu grande parceiro musical, Vinícius de Moraes. O primeiro trabalho como arranjador foi no disco "Alaíde, Jóia Moderna", de Alaíde Costa, de 1960.

   Powell se apresentou-se nos Estados Unidos ao lado de Stan Getz, de quem se tornou amigo. Nos anos 70 conquistou o mercado fonográfico japonês e nos anos 80 morou na França e na Alemanha. No final dos anos 1990, voltou definitivamente ao Brasil. Em 1999, apresentou-se no show "Vivendo Vinícius", que homenageou seu parceiro. Em 2000, gravou seu último disco, "Lembranças".

RUMO A 2010 | 01/07/2009 - 11:00

Júlio diz que não pode perder e quer ser deputado federal

Romilson Dourado

   Júlio Campos (DEM) admite que deve concorrer a deputado federal no pleito de 2010. Ele se aposentou prematuramente do cargo de conselheiro do TCE no ano passado para disputar cadeira de prefeito de Várzea Grande e acabou derrotado. Ele já ocupou vários cargos eletivos, como de prefeito, de deputado federal, de senador e de governador. Considerado um dos caciques do DEM junto com o irmão-senador e ex-governador Jayme Campos, Júlio admite também que, se não conseguir viabilizar projeto à Câmara Federal, vai encarar projeto de estadual. “Os dois cargos são importantes e é o partido quem decide, mas gostaria de tentar uma vaga na Câmara Federal”.

     O ex-senador reconhece que uma nova derrota, o que seria a terceira consecutiva (já perdeu para governador em 1998 e para prefeito em 2008), complicaria de vez seu futuro político. "Não posso mais entrar numa disputa para perder”. No ano passado, Júlio Campos teve 45.688 votos e foi derrotado pelo prefeito Murilo Domingos (PR), reeleito com 72.519 mil votos. Isso enfraqueceu os Campos politicamente. O irmão de Júlio e então prefeito de Jangada, Dito Paulo (DEM), não conseguiu a reeleição. Agora, quanto ao pleito de 2010, Júlio sonha com projeto a federal, enquanto Jayme se articula de olho na candidatura a governador, cargo já ocupado de 91 a 94.

   Para Júlio, o resultado das urnas de 2008 não influencia no processo eleitoral do próximo ano. “Cada eleição é uma eleição”, pondera para, em seguida, completar: “tem gente que não votou pra mim quando eu era candidato a prefeito, mas agora vota para deputado. Tudo é relativo”. Ainda com vistas às eleições gerais, o democrata acredita numa aliança envolvendo PSDB, PPS, PP, PRTB e PV e até o PDT. “Vamos conversar com todos os partidos. Espero que tenhamos uma boa aliança”. Sobre a pré-candidatura majoritária de Jayme, o ex-senador ressalta que o irmão está bastante entusiasmado. "Ele (Jayme) está muito empolgado e vamos lutar para que a sua candidatura se consolide". (Patrícia Sanches)

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COPA 2014 | 01/07/2009 - 09:59

Íntegra da lei que concede incentivos fiscais sob efeitos da Copa-2014

Romilson Dourado

RUMO À COPA DO MUNDO | 01/07/2009 - 08:48

Maggi "controla" Copa com agência e mandato de até 6 anos

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski
Clique na imagem para ampliação
Prestes a deixar o mandato, governador Blairo Maggi cria agência reguladora com 5 diretores que terão mandato de 5 a 6 anos e tira autonomia do sucessor sobre as ações de infraestrutura da Copa de 2014

   Prestes a concluir o mandato, o governador Blairo Maggi (PR) prepara a criação de uma agência reguladora com amplos poderes para gerir mais de R$ 6 bilhões de recursos a serem aplicados na Grande Cuiabá por conta da Copa do Mundo de 2014, quando a capital mato-grossense será uma das 12 subsedes. A agência terá presidente e ao menos quatro diretores, entre eles o administrativo-financeiro, planejamento e infraestrutura. O secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo, Yuri Bastos Jorge, presidente do Comitê Pró-Copa em Cuiabá, se articula nos bastidores para vir a presidir a agência.

  O curioso será o tempo do mandato: 5 a 6 anos. Com isso, Maggi, que deve deixar o comando do Estado até abril do próximo ano para o seu vice Silval Barbosa (PMDB) concluir os oito meses seguintes de administração, continuará ditando as regras, mesmo que indiretamente, nos projetos a serem executados por força do Mundial de futebol. Dessa forma, o governador a ser eleito, aquele que tomará posse em 1º de janeiro de 2011, não terá qualquer influência nas ações da Copa, afinal, os diretores da agência serão "intocáveis" com mandatos de ao menos cinco anos. Assim, Maggi "engessa" a Copa e atrai para si o bônus das obras milionárias de infraestrutura, como da construção do novo estádio de futebol, que custará R$ 430 milhões, dos quatro centros de treinamentos, de um metrô de superfície, de vias urbanas.

   Uma das regras para concorrer ao posto de diretor da futura agência é da pessoa não concorrer às próximas eleições. Yuri Bastos, filiado ao PP e que ensaiava pré-candidatura a deputado estadual, já recuou, tudo para ficar com a presidência da empresa que cuidará das ações da Copa do Mundo. Quem deve entrar em desespero são alguns líderes políticos e pré-candidatos a governador pela oposição, como o prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB) e o senador Jayme Campos (DEM), pois, quem se eleger para o comando do Estado não terá como influenciar na agência, que vai atuar como espécie de um governo paralelo. O projeto deve ser encaminhado à Assembleia para apreciação dos deputados até o próximo mês.

Clique na imagem para vê-la ampliada
Yuri Bastos decide não mais ser candidato a deputado, tudo na esperança de vir a presidir a agência

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COMUNICAÇÃO | 01/07/2009 - 01:32

Secom prorroga contrato até dezembro com as 5 agências

Romilson Dourado

 Enquanto o Sindicato das Agências de Publicidade do Estado (Sinapro), sob Luiz Gonzaga Rodrigues Júnior, o Brasa, briga na Justiça para o governo Blairo Maggi ampliar o número de contratos publicitários, chegando a conseguir no Tribunal de Justiça a suspensão do andamento da licitação, o Palácio Paiaguás resolveu cortar voltar por outro caminho. Com a predisposição de quem não tem tempo a perder, a secretaria de Comunicação, sob o militar Eumar Novacki, assinou aditivos, ampliando o prazo de vigência do contrato com as cinco agências que já atendem a administração para até 31 de dezembro deste ano. Pelo visto, não haverá nova licitação tão cedo para contratação de serviços publicitários. O Sinapro ficou a ver navio.

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Sindicato das Agências de Publicidade,
que recorreu à Justiça e conseguiu
suspender o andamento do processo
licitatório na briga por orçamento
de R$ 39 mi, agora fica a ver navio
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    Com um orçamento anual de R$ 39 milhões, a Secom, ao ver impedida de promover nova licitação, com o propósito de reduzir de 5 para 3 o número de agências contratadas, recorreu, então, ao dispositivo legal de prorrogar contratos. Com isso, quem continua faturando o governo do Estado são as seguintes agências: Casa D´Ideias Marketing e Propaganda Ltda, do publicitário Crispim Iponema Brasil; Época Propaganda Ltda, de Osmar Soares da Silva Júnior; Mix Comunicação Ltda, de Paulo Ribeiro Júnior; Invent Comunicação e Marketing Ltda, propriedade de Flávia de Figueiredo Vilela Camilotti; e AS&M Publicidade e Marketing Ltda, do jornalista e empresário Lúcio Sorje. Com as cinco empresas, o secretário Novacki, que tem como adjuntos Júlio Valmórbida (Publicidade e Marketing) e Onofre Ribeiro (Comunicação), assinou retificação do 5º termo aditivo dos contratos, estabelecendo a nova vigência desde janeiro deste ano a dezembro, ou seja, durante todo o exercício de 2009.

   O Sindicato das Agências conseguiu suspender a abertura dos envelopes da licitação um dia antes do prazo estabelecido no edital. Alegou que o processo licitatório estava viciado porque restringia a participação dos concorrentes e apresentava muitas exigências que acabariam por beneficiar grandes agências do país. A intenção seria eleva o número de vencedoras para atender ao menos 10 contas publicitárias de um governo cuja máquina consome um orçamento de R$ 7,7 bilhões por ano.

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