Vereador Clóvis Hugueney, o Clovito (PTB), ao criticar presidente da sigla, Dilemário Alencar
A advogada e professora Ana Emília Iponema Brasil Sotero é a nova articulista do Blog do Romilson. Vai escrever às sextas-feiras, no lugar da também professora Rosângela Cadidé, que pediu uma trégua para se dedicar inteiramente a outros projetos. O contrato com Emília foi assinado nesta quarta, em princípio pelo período de um ano. Tê-la na equipe de colunistas, assim como foi em relação à Rosângela, é uma satisfação e representa um grande presente aos nossos leitores, especialmente às mulheres.
Aos 55 anos, casada com Carlos Alberto Sotero e 2 filhas (Chistiane e Nathália), Emília é gaúcha de Porto Alegre, mas mora em Mato Grosso desde 1972, antes da divisão territorial. Em Cuiabá são 18 anos de militância. Ela é um belo exemplo de luta por políticas públicas para as mulheres. Hoje doutoranda em ciências jurídicas e sociais, em defesa da tese "Violência de Gênero", Emília percorre municípios, inclusive de outros Estados, para levar informações e conhecimento sobre o que é violência contra a mulher, enfatizando a Lei Maria da Penha. Seu nome é tão respeitado, que constantemente é recebido por autoridades do governo federal e de outros países.
Para Emília, passar a escrever exclusivamente para este blog será "oportunidade ímpar" de divulgar o trabalho pela causa dos direitos humanos que vem desenvolvendo desde 2004 na militância em gênero e na defesa dos direitos das mulheres. Ela foi convidada para, em maio, em Londres, apresentar trabalho no Congresso Internacional da Associação de Juízas, com sede em Washington (EUA), e que no Brasil recebe o nome de Associação Nacional das Magistradas (ANM), sob a presidência da desembargadora aposentada mato-grossense Shelma Lombadi de Kato. Esse congresso acontece a cada dois anos.
Emília destaca que as políticas públicas de enfrentamento da violência contra a mulher de MT será o modelo brasileiro a ser apresentado para o mundo. Junto, apresentará ações da secretaria de Trabalho e Assistência Social, sob a primeira-dama Roseli Barbosa, que vai acompanhá-la. Já está programada também uma palestra de Emília, na África, no segundo semestre deste ano, quando levará a Lei Maria da Penha como modelo de legislação protetiva às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Então, a partir desta sexta, passe a acompanhar aqui no blog os artigos de Ana Emília. Ela se junta ao time de colunistas, composto pelo empresário André Belluci, que escreve todo sábado, à cirurgiã-dentista Jackelyne Pontes (domingo), ao professor universitário Vinícius de Carvalho (segunda), à acadêmica e cerimonialista Olga Lustosa (terça), à produtora cultural e escritora Inês Martins (quarta) e ao advogado José do Patrocínio (quinta).
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À professora Ronsângela Cadidé, que desde junho do ano passado escrevia às sextas, o nosso muito obrigado. Sob sua autoria, a exposição de fatos marcantes, curiosos, intrigantes e preocupantes vividos em sala de aula e as intervenções no sentido de pais, educadores e agentes públicos se unirem por educação de qualidade estão registrados na memória de todos e nos arquivos do blog, na editoria acima, do lado escrevo, onde está escrito Artigos.
Ana Emília Sotero é uma voz inquieta que denuncia, que se alarma, que não se cala diante da violência, dos desmandos sobretudo contra a mulher. Sinta-se acolhida pela família RDNews!
O governo acabou liberando mais uma verba para a cultura e nisso está a esperança de todos aqueles que estão aguardando, desde o ano passado, o fechamento da trilogia “Casos Lembrados, Casos Contados III”. Muitos já conhecem o projeto. Para aqueles que ainda não, digo que se trata de uma importante medida direcionada às pessoas com idade acima dos 60 anos.
Trata-se de um concurso literário, com regras publicadas no diário oficial, e que conta com uma equipe da área de escritores na seleção dos contos. O resultado é a edição do livro com os autores selecionados, além de um grande evento. Este seria o terceiro para se fechar o circulo. Como disse certa vez o ex-governador, hoje senador Blairo Maggi, num de seus discursos de despedida: “Todo circulo deve ser fechado, caso contrário fica sempre a sensação de que falta alguma coisa”. Por isso, nós dessa faixa etária, precisamos fechar esse circulo. Para isto, dependemos da secretaria estadual de Cultura. Que ela valorize aqueles que têm algo a dizer através da sua experiência e sabedoria.
Temos também uma lei em que determina que o idoso não deve enfrentar filas, tem prioridade. Me recordo muito bem de que, quando fazia parte do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (Comdipi), nosso atual governador, Silval Barbosa, foi quem enviou tal lei estadual, à época em fase de elaboração. Queria que ela fosse avaliada por nós conselheiros.
Então, na prática, a teoria não pode ser outra. Estamos atentas. Está surgindo um grande movimento cultural no momento cuja tendência é crescer. Geralmente, em ano eleitoral, parece que os políticos se lembram de tudo que estava na gaveta ou no fundo do baú. Talvez seja a esperança de realmente serem ouvidos.
Aproveito também para reivindicar aos parlamentares de plantão que acrescentem na lei uma porcentagem que deverá naturalmente ser direcionada aos projetos de inclusão das pessoas da terceira idade. Não como uma opção, mas sim uma regra a ser cumprida. O projeto “Casos Lembrados, Casos Contados III” é de valorização desta faixa etária. Voltado para a inclusão social e elevação da auto-estima. Ele é tão simples e eficaz que tem prefeituras que já estão incentivando a ideia. É o caso de Santa Rita do Trivelato que, inclusive, acaba de lançar uma proposta semelhantes, específica para receitas. Parabéns.
Enfim, qual é a definição mesmo de cultura? Para quem tem dúvidas aqui vai um lembrete: cultura popular pode ser definida como qualquer manifestação (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc.) em que o povo produz e participa de forma ativa. A cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração. Nosso projeto “Casos Lembrados, Casos Contados III” é a transmissão de conhecimentos e de sentimentos de uma geração, que, se não gritar para mostrar que ainda vive, será totalmente esquecida.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve neste espaço toda quarta-feira (www.vovoantenada.com.br)
P aciencia dona ines,que ate eu estou com alguns contos esperando que saia esse concurso para eu participar .Nos nao temos dinheiro para bancar o projeto por isso temos que ter paciencia.Acredito que tudo vai dar certo e que teremos uma grande festa como merecemos por tudo que ja plantamos nessa vida.Ë bom lembrar que ainda votamos,e tambem podemos pedir para os filhos e netos votarem.E em muitos casos somos ouvidos,pois tem familias que ainda respeita os idosos.Completar essa trilogia é muito bom.Tenho um amigo que participu desse segundo.
Parabéns pelo seu posicionamento. Nós conhecemos esse seu trabalho, principalmente para a terceira idade. Infelismente trata-se de uma categoria onde a inveja e a desunião tambem tem seu espaço. se fosse uma classe bem unida, não haveria ninguem capaz para fazer a terceira idade de "bobos da corte", achando que só querem dançar e fazer lanchinho. Esse seu projeto é conhecido de todos os cuiabanos e tambem de muitos matogrossenses, pois é do estado. ele mostra uma terceira idade que pensa, que usa suas lembranças e estimula o cérebro a pensar e escrever, e que quer se manifestar. Minha avó há muito, está com dois contos a espera do tal concurso. Esse projeto projeto e o evento , é realmente agurdado por muitos. Veja o movimento cultural que está surgindo, não demora vai atingir o estado que também está precisando de uns bons puchões de orelha, Diga-se de passagem.
O Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional independente, comprometida em melhorar o estado econômico e social do mundo através do engajamento de empresários, políticos, acadêmicos e outros líderes da sociedade, para a definição das agendas global, regional e industrial. O fórum é promovido por uma fundação suíça com status de consultora das Nações Unidas.
Tem seu encontro anual em Davos, na Suíça, onde as várias partes interessadas, incluindo os empresários e líderes políticos, se reúnem para discutir questões globais. Este ano, o fórum discutiu como o mundo lida com o abrandamento das atividades econômicas e a Europa em particular, que enfrenta uma grave crise.
O fórum é composto por debates de diversos assuntos. Entre os econômicos, destacam-se o impacto da globalização em mercados emergentes, a regulamentação dos mercados financeiros e as novas tecnologias. Tudo começou quando, em 1971, o professor Klaus Schwab, da Universidade de Genebra, reuniu líderes empresariais europeus numa estância de esqui para uma discussão sobre as práticas de gestão global americana. O conceito era reunir os principais atores do mundo dos negócios, universidades, artes e política para discutir as principais questões que afligiam o mundo naquele momento.
Pois bem, aqui no Brasil, em Porto Alegre, aconteceu na mesma data o Fórum Social Mundial, promovido por entidades ligadas ao pensamento de esquerda, idealizada a partir dos protestos contra a globalização e organismos financeiros internacionais dos últimos anos. "Outro mundo é possível" foi do encontro, que também pode ser chamado de Fórum Social Temático. Aconteceu como uma comunhão do ideal coletivo por uma sociedade mais justa. O processo sócio-econômico chamado de globalização, com suas consequências para a coletividade humana, foi o tema central dos debates e oficinas, que aconteceram ao mesmo tempo durante.
Ao concluir seus trabalhos, o Fórum Social Mundial focou na preparação de uma ação que pretende erguer a voz contra a Conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável, o Rio+20, a ser realizado em junho, no Rio de Janeiro. Os organizadores do convocaram um grande protesto global contra “o capitalismo e a economia verde”, para o dia 5 de junho.
Os dois fóruns correm paralelos, mas há um caminho longo entre Porto Alegre e Davos, em todos os sentidos. O Fórum Econômico tem talento especial para atrair manchete nos jornais, devido a presença de astros da música e do cinema, além de belas ativistas que tiram as roupas para protestar. Ninguém acredita que os líderes inteligentes em Davos encontrarão a solução para os problemas mundiais e nem tampouco crêem que a solução venha das discussões em Porto Alegre. Mas segundo comentários de vários articulistas internacionais, o Fórum Social é um meio para esvaziar o comportamento arrogante dos homens de Davos. Os dois fóruns possuem agendas distintas; veja:
Fórum Social Mundial
Produção de riqueza e reprodução social;
A sociedade civil e a esfera pública;
O acesso à riqueza e sustentabilidade;
O poder político e ética na nova sociedade;
Como pode a sociedade civil ter acesso aos processos de tomada de decisão?
Desigualdades e as novas tecnologias da informação;
A responsabilidade social do setor privado e tributação dos fluxos financeiros;
Um outro mundo é possível?
Fórum Econômico Mundial
Preparando-se à reação contra a globalização;
Empresas e organizações não-governamentais;
A tecnologia pode aliviar a pobreza?
A empresa e o público;
Como a globalização pode entregar a mercadoria?
Aproveitando a oportunidade digital global;
A forma de corporação no século 21;
A evolução e os benefícios da globalização econômica.
Ironicamente foi justamente a globalização, e como transformá-la num projeto lucrativo, que constituiu o centro da discussão em Davos. Mas os debates sobre a democracia e seus problemas estavam pautados para Porto Alegre. Ou inverteram os temas, ou as pessoas estavam nos fóruns errados. O padrão atual de globalização não é apenas a exclusão digital. É mais democracia para o desenvolvimento e o Fórum Social abordou precisamente esta dimensão sócio-política inevitável do desenvolvimento. Daí o papel central da sociedade civil na possibilidade de mudar a mente dos poucos que governam o mundo.
Os movimentos populares terão de unir os novos movimentos sociais, as ONGs ambientais e de desenvolvimento; associações de direitos humanos; ativistas pela paz; alianças de combate à pobreza com os movimentos mais antigos, especialmente, porque não é apenas a sociedade civil que se torna importante no processo de governança global, mas a sociedade civil global. No Fórum Social Temático, ligado ao processo do Fórum Social Mundial, os governos participam como convidados. A presidente Dilma Rousseff, preferiu Porto Alegre a Davos e o Brasil foi representado no Fórum Econômico por alguns de seus ministros brasileiros.
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
No artigo da semana passada citei o plano estratégico “Rio Pós-2016: O Rio mais integrado e competitivo” como uma referência para Cuiabá. Uma das áreas mais trabalhadas no plano, em função do perfil do município do Rio de Janeiro, é a chamada “indústria criativa” ou “economia da cultura”. Este setor vem ganhando destaque no mundo inteiro, em conjunto com as áreas de lazer e turismo. Elas compõem o que alguns autores denominam de Sociedade da Informação, em substituição à Sociedade Industrial.
Este novo conceito foi gerado pelas mudanças tecnológicas implantadas a partir da década de 1970, centrado na automação acelerada, robotização e informatização. Os trabalhadores migraram então para o setor de serviços ou “indústrias limpas”, como aquelas mencionadas aqui.
De acordo com a Unesco, neste setor estão incluídas as áreas mais tradicionais como espetáculos, artes visuais, artesanato, patrimônio natural, livros e periódicos. Mas há também atividades correlatas, como turismo, esporte e lazer e o chamado patrimônio imaterial.
Dada a crescente importância do segmento e suas implicações, o próprio Ministério da Cultura (Minc) constituiu uma secretaria de Economia Criativa, com o respectivo plano para o período 2011-2014. No diagnóstico de tal plano, o setor movimentou R$ 104,37 bilhões em 2010, equivalendo a 2,84% do PIB brasileiro. O seu crescimento médio nos últimos 5 anos foi 6,13%, superior ao conjunto da economia. Os trabalhadores com carteira assinada no setor ampliado representaram 8,54% do total, sendo 1,96% para as atividades tradicionais. Quer dizer, para cada emprego gerado neste setor, são criados mais 3 nos outros. A renda média dos empregados do setor é de R$ 2.2 mil, 44% superior ao mercado de trabalho.
Outras fontes trabalham com o conceito mais amplo de “Indústria Criativa”, que inclui o chamado Núcleo Criativo e também atividades relacionadas e de apoio. Conforme relatório produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a “Indústria Criativa” colaborou com 16,35% para a formação do PIB brasileiro em 2006, sendo 2,59% para o núcleo criativo, 5,37% para atividades relacionadas e 8,39% para apoio. A distribuição do emprego seguiu este padrão, com 18,42% do total em 2006, sendo 1,82% para o núcleo criativo, 8,3% para atividades relacionadas e 11,6% para apoio.
O plano da secretaria de Economia Criativa do Minc traz como um dos vetores de sua atuação a institucionalização de “territórios criativos”, que são bairros, pólos, cidades e bacias criativas. Neles são desenvolvidas, de forma coordenada, várias políticas públicas setoriais como esportes, indústria, comércio exterior, ciência e tecnologia, turismo, desenvolvimento urbano, comunicações e outras.
Os atributos de uma “cidade criativa” seriam a forte incidência de inovações tecnológicas, sociais e culturais; as conexões entre as diversas áreas (público e privado, entre regiões da cidade, local e global); e a contribuição da cultura para os chamados setores não-culturais. Cuiabá, assim como o Rio de Janeiro, tem forte potencial para desenvolvimento da “indústria criativa” e criação de territórios criativos.
Algumas regiões da cidade, como o centro mais antigo, avenidas com vida noturna mais intensa (Praça Popular, Getúlio Vargas, Rubens de Mendonça), além de bairros como o Porto, São Gonçalo e mesmo Bonsucesso, em Várzea Grande, são candidatos a receberem projetos desta natureza. Para tanto, serão necessários investimentos em capacitação, projetos, tecnologia, fomento a atividades empresariais e outras. Desta forma será possível dinamizar a economia cuiabana e da região, além de gerar mais e melhores empregos à população, superando o quadro atual.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com
Prezado Vinícius, Há cerca de dois meses li os documentos do MinC sobre a recém criada Secretaria a que você se refere bem como a um estudo do IPEA sobre o mesmo assunto. Concordo inteiramente com você sobre esse assunto e fico feliz de saber que você está tão bem informado sobre as mudanças conceituais e sobre as inovações em políticas públicas que estão acontecendo no país. Parabéns pelo excelente artigo!
Quando optei pela profissão de cirurgiã-dentista, em 1991, os tempos eram outros. Os profissionais trabalhavam (e muito) em seus consultórios; a única faculdade particular estava se estruturando (e digo isso sem exagero, pois lembro-me de assistir aulas num galpão no final da Avenida Beira Rio); a primeira turma estava ainda no segundo ano de estudos; e tudo era muito novo, com muitos erros e acertos, mas todos comprometidos com a escolha profissional feita.
Ainda nesta época, o perfil do cirurgião-dentista era outro. Como não havia faculdades no Estado, os pais que queriam que o filho estudassem odontologia tinham que transferí-los, geralmente para o Rio de Janeiro ou São Paulo. Os profissionais trabalhavam apenas nos seus consultórios particulares e os que optavam pela carreira pública a tinham como um “bico”, mero complemento de sua renda. As agendas eram lotadas e era possível ter um bom padrão de vida, trabalhando honestamente.
Hoje esse quadro mudou drasticamente. Temos mais faculdades de odontologia formando inúmeros profissionais por ano, saturando o mercado de trabalho e, muitas vezes, frustrando as expectativas do recém formado. Levando em consideração que o profissional não pode mais simplesmente formar-se e trabalhar, sem uma preocupação em se atualizar, devemos lembrar que os gastos com os cursos de especialização, mestrado e doutorado devem ser contabilizados. Hoje o cirurgião-dentista não pode apenas abrir um consultório, tem que ter uma visão empresarial, fazendo um estudo prévio do mercado, traçando um perfil de seus futuros pacientes e colocando metas a serem cumpridas.
Aquela visão de que o mundinho do cirurgião-dentista eram as quatro paredes do consultório caiu por terra. Até porque as normas de vigilância sanitária não preconizam consultórios com quatro paredes. A estrutura deve ser mais ampliada e devidamente adequada aos padrões de biossegurança, o que é mais que correto.
Hoje também temos que fazer jornadas duplas e, por vezes, triplas para conseguirmos pagar as contas, que são implacáveis no final do mês. Os boletos não perguntam se o seu consultório teve um bom movimento ou se o seu gestor público, seja ele estadual ou municipal, pagou o salário, que é baixo, diga-se de passagem. Além disso, a carreira pública não é mais emprego, é profissão, e a concorrência para os concursos públicos é altíssima. Sinal de novos tempos.
Outras opções de carreiras na área da odontologia, no entanto, se mostram. Além do consultório, há a área acadêmica, a administrativa, a empresarial (responsável técnico), a carreira hospitalar. Enfim, temos que ser empreendedores, criativos e ousados. O caminho é inovar e enxergar a graduação não como o fim, mas como o início de tudo, o “onde”. Depois disso tudo o que não muda é o amor a profissão, disso eu tenho certeza. É o que nos estimula a optarmos pela odontologia e a continuarmos nesta nobre profissão, neste sacerdócio voluntário.
Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com
O Problema não é esse, não existe tantos profissionais assim. O que deveria ser questionado é que todos os profissionais sempre optam e insistem em fixar residência e abrir os seus negócios nas capitais e nos grandes centros. Ai vem a maxima "LEI DA OFERTA E DA PROCURA", se todos querem morar e montar os seus consultorios no mesmo lugar. Ocorre a tal saturação de profissionais. Abram as suas mentes e migrem para o interior, aqui falta profissional. O que vcs devem fazer é ter coragem de largar a barra da saia da mamãe, e ganhar o mundão.
O Mercado está saturado de maus profissionais!Para os bons o mercado nunca foi tão amplo!!!
Conta uma fábula que um ganso que estava arrancando capim num campo se sentiu ofendido com a presença de um cavalo que se alimentava perto dele; e, num tom sibilante, falou: “sou certamente um animal mais nobre e perfeito do que você, pois todo âmbito e extensão das suas faculdades se limitam a um elemento. Eu posso pisar no solo, como você; além disso, tenho asas com as quais posso me alçar aos ares; e quando me apraz, posso nadar em tanques e lagos e me refrescar nas águas frias. Tenho diferentes poderes como um pássaro, um peixe e um quadrúpede”. O cavalo, resfolegando com desdém, retrucou; “é verdade que você habita três elementos, mas não faz bela figura em nenhum deles. Você voa, de fato, mas o seu vôo é tão pesado e deselegante, que você não pode se considerar no mesmo nível da cotovia e da andorinha. Você pode nadar na superfície das águas, mas não pode viver nela como os peixes; você não pode encontrar comida naquele elemento, nem deslizar suavemente no fundo. E quando você caminha, ou melhor, bamboleia no chão com os seus pés largos, seu pescoço comprido esticado, assobiando pra quem passa, você provoca risos. Eu confesso que fui feito para andar só no chão. Como sou gracioso! Como meus membros são bem torneados! Como todo o meu corpo é bem acabado! Como sou forte! Como é surpreendente a minha velocidade! Prefiro estar limitado a um elemento, e ser admirado por isso, do que ser um ganso em todos os outros!”
Depois de ler esta fábula, as primeiras perguntas que eu fiz para mim foram: “E aí, você é um ganso ou um cavalo?”. É obvio que não se tratava apenas da semelhança com os animais, mas sim da minha capacidade de fazer algo de forma focada e com perfeição. Comecei a analisar minhas atividades do dia a dia e se aquilo que eu fazia de forma genérica estava rendendo bons resultados. Assim, cheguei as seguintes percepções:
1 - No início da carreira talvez você precise ser generalista, portanto, você não passa de um ganso. Pode caminhar por várias áreas de conhecimento, até decidir qual é mais interessante e seguir um caminho que trará melhores resultados e realização.
2 - Uma vez escolhido o caminho, trabalhe focado, afinal é comum conhecermos advogados, engenheiros, médicos ou qualquer outra profissão que a especialidade faz a diferença nos resultados alcançados. Pode até acontecer, mas não é comum um paciente com câncer na cabeça desejar ser tratado por um cardiologista sem especialização na área.
3 - Você pode decidir ser um generalista pelo resta da vida, só não pode reclamar da sua remuneração e do reconhecimento, principalmente quando comparada aos especialistas, afinal, o valor cobrado por eles tem embutido horas a mais de estudo e dedicação.
Este mesmo conceito se aplica às formas de liderança. Apesar de nunca pensar que ia dizer isso, de certa maneira, ser um cavalo pode ser bom. Afinal, um líder com essa natureza entende que precisa de especialistas ao seu lado para que o desempenho da equipe seja melhor. A especialidade dele passa a ser a coordenação dos processos e, assim, surgem bons resultados. Portanto, procure ser especialista em algo. Nada te impede de ter mais de uma especialidade, porém, dose de forma que uma habilidade não comprometa o desempenho da outra, assim você ganha o respeito e a credibilidade de todos que te cercam.
André Luiz Bellucci é empresário, trainer da Dale Carnegie Training em Cuiabá e escreve neste blog todo sábado - engbellucci@uol.com.br
CARO AMIGO, OBRIGADO PELA BELA METÁFORA, ESTOU EM PROCESSO DE DEIXAR DE SER GANSO CONFESSO QUE É BEM MAIS INSTIGANTE, COM AFETO ANA RITA
De quando podíamos contar com uma boa secretária do lar. Não há tanto tempo assim, podíamos planejar um almoço para amigos, uma visita ao salão de beleza, um chá da tarde e tantas outras coisas, por podermos contar com essa mao de obra. Lembro-me perfeitamente que na época de quando vim para Mato Grosso, em 1972, como era normal as famílias de tradição terem muitas pessoas ajudando na lida doméstica.
É certo de que quase ninguém tinha carteira assinada, como também é certo que ninguém passava fome. Os filhos não fumavam craque e não se ouvia falar em roubo. Normalmente os patrões cuidavam da saúde e, para aqueles que precisavam e tinham boa vontade para estudar, ajudavam na educação.
Tudo evoluiu. Hoje o governo assumiu para si todos os deveres de um país civilizado. Promete acabar com a pobreza e a miséria. Palmas para o objetivo louvável, resta-nos agora deixar de termos saudade e enfrentarmos a realidade, pois trata-se de um caminho sem volta. Vamos admitir que todo momento de transição é difícil, como este está sendo para nós, donas de casa de classe média, que agora precisam trabalhar duplamente para dar conta do recado.
A cooperação nos trabalhos domésticos deve ser daqui para frente algo comum. Filhos arrumando suas camas, seus quartos. Marido colaborando e assim vamos nos tornando modernos. Enquanto isso, os políticos vão mexendo nas leis. Quase nunca somos ouvidas. E lei que dá voto? Oba vamos aprovar, o resto que se dane...
Nada contra a lei das domesticas. Sempre considerei como uma profissão de grande importância e necessidade. Eu mesma, há uns 15 anos, já havia sugerido isso a um deputado federal. Mas daí a nós, patroas, sermos proibidas de em caso de suspeito furto não podermos verificar a bolsa da trabalhadora, já é interferência demais.
Do mesmo jeito que existem pessoas de boa índole, que precisam do trabalho, tão digno como qualquer outro, existe também o oposto. Aquelas que se aproveitam da ausência e da facilidade para confiscar algum bem dos seus patrões. Enfim, há muito ainda o que se fazer para que essa convivência seja equilibrada, pois ser uma secretaria do lar e tão ou mais digno do que muitas outras profissões.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve neste espaço toda quarta-feira (www.vovoantenada.com.br)
Qdo trabalhava em loja de roupas minha gerente sempre olhava nossa bolsa antes de irmos embora. Todo dia! Eram ordens da empresa.Nao entendo porque domesticas e babas tem esse privilgegio. Quem nao deve nao teme...
FALA SÉRIO INÊZ, VAI LAVAR PRATO QUE VC SAI NO LUCRO!!!!!
Isto mesmo, minha avo tinha muitas pessoas em nossa casa.Eram pessoas sem escola, sem saude que o vovo ia deixandi ficar em casa.Depois mandava para a escola. existia gratidao e respeito, coisa que hoje nem sabem o que é.Era tudo simples, mas ninguem morria de fome e nem se drogava.Tomara agora, que a profissao foi regulamentada, que a encarem com seriedade,sem preconceitos e sem demagogia, pois tem empregada que está ganhando mais do que uma professora. A professora nao come e nem toma cafezinho no emprego e as domesticas muitas vezes, se alimentam melhor do que suas patroas que tambem saem cedo para o trabalho e deixa a casa livre para elas reinarem.Enfim, é um trabalho digno e necessario cuja convivencia tem que ser aceita dos dois lados, é como um casamento que o governo nao deve dar palpite.Gostei da materia.
Um trecho da República de Platão, a "Alegoria da Caverna" é um comentário clássico sobre a condição humana. É uma história que mostra como a verdadeira realidade nem sempre é o que parece ser na superfície. A alegoria da caverna é um diálogo fictício entre Sócrates e Glaucon, irmão de Platão. Três prisioneiros foram acorrentados no interior de uma caverna durante muito tempo. Eles foram acorrentados com a cabeça virada contra a parede. Tudo o que podiam ver e ouvir eram as sombras estampadas pelos objetos carregados por aqueles que passavam às suas costas, à frente de uma grande fogueira, e os ecos dos ruídos vindos do mundo exterior. Esta era a única realidade que eles conheciam.
Então um dia, um prisioneiro consegue libertar-se. Ele está cego pela luz fora da caverna e espantado ao ver uma realidade completamente nova de pessoas, animais e objetos que ele nunca conheceu. Ele volta a caverna para contar aos amigos prisioneiros a notícia, mas para seu espanto eles não acreditam que existe outra vida lá fora e para eles o mundo das sombras é a única realidade. A alegoria da caverna serve supostamente para explicar como algumas pessoas ainda vivem acorrentadas numa caverna e o que podemos fazer para nos libertar da escuridão e alcançar o entendimento e a verdade e como podemos escolher entre ser um homem sem dote ou o rei das sombras.
Nesta alegoria da caverna, Sócrates insinuou que nossa tragédia reside simplesmente na nossa recusa em reconhecer que vivemos em uma certa condição de prisão perpétua, agarrando-nos às imagens e sons das sombras e fechando os olhos para a realidade. A alegoria inteira poderia ser interpretada em múltiplas dimensões; misticamente, psicologicamente e politicamente. A consciencia é o primeiro passo no processo de compreender os fatos. Sair da escuridão e enfrentar o mundo real com posicionamento, sem negligência. Ao nos libertarmos das ilusões que cegam, passamos a existir dentro dos princípios que acreditamos válidos.
À medida que as decisões dos outros afetam ou beneficiam nossas vidas, devemos procurar entendê-las. Esse entendimento nos dá a oportunidade e liberdade para mudarmos as coisas que queremos mudar. Não devemos viver fora do âmbito da comunidade e dos governos da nossa cidade. Mas para tomar decisões e fazer escolhas, temos que ter certa percepção do mundo. Percepção realista do mundo de hoje inclui todos os sinais de alerta. Não devemos ter medo de sermos inadequados. Não devemos temer o poder dos outros. Não podemos permitir que nossa luz nos assuste.
E você, como está percebendo o mundo? O que está acontecendo a sua volta? Você sente as ações do governo no sua vida cotidiana? Percepção, em termos simples, é a compreensão ou a consciência de algo por meio de um ou mais dos sentidos - visão, audição, tato, paladar e olfato. Você pode, por exemplo, perceber a presença de uma pessoa em uma sala, porque você testemunhou com seus próprios olhos, ouviu passos ou sentiu a vibração de alguém andando pelo chão. Essa seria uma percepção básica do nosso mundo físico.
Mas além deste significado tradicional, há muito mais para a percepção do que os sentidos. Nossos dias são preenchidos com percepções que governam o modo como entendemos e conduzimos nossas vidas. Assim, suas percepções gerais não são apenas sobre como você percebe o mundo ao assistir notícias, mas como você está respondendo ao mundo que você percebe através das notícias.Você está vendo e respondendo ao mundo com bondade, sem julgamento, respeito e compaixão ou através da lente da insegurança, preocupação, resignação, medo ou raiva?
É importante compreender o estado do mundo neste momento sem negatividade. Compreender os diferentes aspectos a fim de avançar, porque com ou sem a nossa contribuição, o mundo segue mantendo homens aprisionados aqui e alí. Portanto sair da caverna é aceitar a luz da percepção, compreender o mundo, aprender o funcionamento da estrutura básica dos negócios, da política e da vida. Porque o que aprisiona o homem é a incerteza diante do descortinar do novo dia. O que aprisiona o homem é a não deliberada vontade de romper, de seguir um rumo, de ser livre. O homem aprisionado não vê adiante, não rompe com conceitos estreitos. Fica lá, furtivo e silencioso, olhando a vida através da sombra estampada na parede da caverna.
Em seu discurso de posse, Nelson Mandela clamou que fazer menos do que você pode não serve para o mundo. Não há nada luminoso no fato de você se encolher para que outras pessoas se sintam seguras. Nós nascemos para nos manifestar. À medida que nós nos libertamos do nosso medo de participar, nossa presença automaticamente liberta os outros a participarem também.
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
Numa série de artigos publicada aqui no Blog do Romilson, intitulada “Vazio na política cuiabana” busquei analisar as razões econômicas para a atual situação da Capital. Ao observar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e alguns de seus principais municípios, pude identificar que Cuiabá está evoluindo num ritmo muito inferior à média.
Após um período em que o PIB municipal cresceu acima do estadual, nas décadas de 1970 e 1980, Cuiabá desacelerou e reduziu sua participação em Mato Grosso de 35,79% em 1996 para 17% em 2008. O crescimento aconteceu num momento em que havia projeto estratégico para o município, elaborado e implantado pelo regime militar. Sem problematizar aqui o conteúdo de tal projeto, vale dizer que ele reservava para Cuiabá a função de grande centro logístico, comercial, financeiro e de serviços não apenas de Mato Grosso, mas de toda a Amazônia Ocidental. Além disto, havia também a produção fabril a ser concentrada no maior distrito industrial do Estado.
Este projeto, entretanto, está esgotado. Para acompanhar o crescimento do Estado, é preciso que Cuiabá defina um novo rumo estratégico, centrado nas mesmas funções de outrora, só que num patamar tecnológico e de qualidade bem mais elevado. Vale lembrar que Mato Grosso apresenta altos índices de produtividade na pecuária e em várias culturas agrícolas, como algodão e soja. Isto acontece porque as unidades de produção adotam tecnologia de vanguarda em nível global, gerando vantagens competitivas que compensam os custos com a logística e crédito, por exemplo.
Uma hipótese é que, com a globalização cada vez mais acentuada, os consumidores do Estado estejam comprando bens e serviços em outras regiões do país ou mesmo importando do exterior. De outro lado, o interior continua enviando usuários de serviços públicos para a Capital sem a devida engenharia financeira e de políticas públicas que possam absorvê-los com a eficácia esperada. Esta inequação, cujo resultado é negativo, está na raiz de boa parte dos problemas atuais enfrentados por Cuiabá.
Houve algumas tentativas recentes de formulação de planos estratégicos para a Capital, como o “Pró-Cuiabá 300 anos”. Entretanto, eles não tiveram a devida repercussão e influência na orientação das políticas públicas dos três níveis da federação no município. Uma referência nesta matéria é o recém lançado Plano Estratégico da Prefeitura do Rio de Janeiro, intitulado “Pós 2016: Rio mais integrado e competitivo”. Cuiabá e Rio de Janeiro têm muitas semelhanças e vínculos históricos, pela condição de Capitais, forte presença da igreja, exército e o envio de estudantes universitários. Num período mais próximo, ambas sediarão megaeventos, como a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016.
O referido documento traz oito objetivos centrais do Governo, detalhados em 10 áreas de resultado e 37 iniciativas estratégicas. O que me chamou a atenção foi o destaque dado na área de emprego e renda para iniciativas como ambiente de negócios, indústria criativa, moda e design, audiovisual e turismo. Há também iniciativas na área de ordem pública, esporte, lazer, cultura, gestão e finanças públicas.
São caminhos que Cuiabá deve buscar para harmonizar suas relações e retomar o desenvolvimento apresentado outrora. É preciso um novo pacote de investimentos para que ela torne-se referência nas áreas que já lhe são reservadas, como saúde, educação, administração pública, bancos, indústria de alimentos, comércio e serviços de forma geral. Estes são apenas alguns dos desafios que Cuiabá terá que enfrentar em breve, caso queira manter seu papel de destaque no cenário regional.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com
Controle social é uma terminologia relativamente atual que passou a ser aclamada a partir do fim do governo militar na década de 1980, quando se deu a redemocratização do país. Durante a Ditadura, e até o seu fim, não se falava em controle social, pois o antagonismo entre o autoritarismo e a participação popular estava presente.
O controle social é a integração da sociedade com a gestão pública, contribuindo no sentido de apontar os problemas e soluções mais eficientes. É um instrumento da democracia em que a participação da comunidade avalia as políticas públicas adotadas, criando metas a serem alcançadas e só é possível porque notamos um crescente interesse da população em solucionar as deficiências encontradas nos mais diversos setores da administração pública, descentralizando as ações do Estado, com amparo legal e constitucional.
Esse poder pode ser exercido diretamente pela população por meio de associações, fundações, sindicatos, e através de órgãos do Poder Público como Procon e Ministério Público, que orientam a tomada de decisão administrativa para que a gestão adote medidas que realmente atendam os interesses públicos e dando a oportunidade para que o Estado preste contas de sua atuação.
Votar e escolher de quatro em quatro anos seus representantes também é uma maneira de controle social, assim como acompanhar de perto o mandato do seu "escolhido". É um direito assegurado pela Constituição Federal chamado de princípio da publicidade, que nada mais é do que determinar que os políticos prestem conta do que fazem e como fazem. É um dever do representante público. Quanto mais bem informado o cidadão, maiores são as suas condições de participar de forma efetiva nos processos decisórios. Isso chama-se transparência.
Controle social é direito e dever, é cidadania, é democracia, é uma parceria eficaz entre Estado e comunidade diminuindo desigualdades, assegurando acesso a bens e serviços àqueles que necessitarem. E por fim, quero ser mais clara: nós podemos opinar, apontar defeitos e soluções. Nós podemos exigir serviços mais adequados e dinâmicos, com qualidade e economicidade. Então, que prestemos atenção nos acontecimentos: enquanto o Estado vai cedendo espaço à organizações sociais colocando-as como acionistas majoritárias de suas estatais (leia-se privatizações), a tendência é transformar-se em um mero expectador do sofrimento público. Temos que nos apossar de nosso poder de voz.
Os conflitos sociais diminuem quando a comunidade está esclarecida, motivada e preparada para agir de modo participativo para reparar os seus conflitos sociais, afinal, quem sofre com os problemas é que pode opinar com propriedade buscando o caminho da melhor solução, reparando conflitos e deficiências, sendo assim sociedade e Estado atuam em conjunto, compartilhando responsabilidades.
Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com
Dra. Jackelyne, Mais um artigo escrito com seus costumeiros conhecimentos e senso de responsabilidade que nos chama a realidade!! Precisamos nos dar conta de nossos direitos e deveres enquanto cidadãos brasileiros. Necessitamos estudar sempre e mais para que estejamos constantemente inteirados do poder que nos comete na democracia brasileira!! Tenho fé que novas épocas chegarão, nas quais nossos "escolhidos" gestores não precisarão realizar tratamento médico em bons hospitais fora de nosso estado, pois creio que todos eles (os "escolhidos"), juntamente com o auxílio do controle social, se comprometerão em garantir excelentes hospitais funcionando por aqui... Melhor: uma saúde, em todos os seus níveis de atenção, de qualidade inegável!!!
Certa vez, um jovem de 16 anos, que estava começando sua carreira, conversava com o seu tio sobre as possibilidades que se abriam para ele na empresa que trabalhava. Depois de escutar um pouco o que o jovem dizia, o tio resolveu compartilhar com ele algumas experiências e um pouco do seu conhecimento também. Disse para ficar atento, porque na vida encontraria diferentes tipos de líderes e que no mundo corporativo existia muita política e ele, ainda que jovem, deveria procurar se proteger da malícia alheia. Depois de relatar alguns casos, fechou dizendo que, se ele desejasse galgar cargos em qualquer empresa, não poderia faltar um componente importantíssimo:
– “Você terá que aprender a engolir alguns sapos”
O jovem ficou pensativo por um instante e questionou:
– Quer dizer que eu tenho que ficar quieto?
E o tio, em sinal negativo com a cabeça, explicou melhor. Disse que na verdade não se tratava de ficar quieto ou ser omisso, mas em algumas situações era melhor engolir a crítica mesmo que tivesse sido feita na frente de todos. Dizia ele, que tudo poderia ser dito ao diretor ou gestor da empresa mais tarde, numa sala fechada, de maneira que você evitasse qualquer exposição. Assim, ficaria mais fácil dar qualquer justificativa ou fazer com que a outra pessoa entendesse o seu ponto de vista.
Durante a minha formação profissional me lembrei dessa história varias vezes. Dizia para mim mesmo: "André, engole o sapo, depois, com mais calma você argumenta". Percebi que, em muitas vezes, evitei conflitos desnecessários com a gestão das empresas que trabalhei ou com os meus clientes. Tenho que confessar a vocês, alguns desses sapos ficaram entalados na garganta por muitos dias, mas serviram para que eu pudesse fazer uma reflexão do que estava certo ou errado na minha forma de proceder e, em quase 100% dos casos, resultaram em novas ideias e crescimento profissional.
Houve casos que não fui capaz de digerir e acabei entrando em algumas discussões, perdi credibilidade e clientes. No final me senti com a razão, mas não fui feliz. Mais tarde, através do treinamento "Dale Carnegie" e das técnicas de amortecedor, descobri que poderia argumentar de uma maneira mais inteligente, mesmo assim, é comum ainda ter que me calar para argumentar num momento mais propício.
Não estou dizendo para aceitar o que as pessoas nos dizem por comodismo. A expressão “engolir sapos” não deve ser levada ao pé da letra a ponto de se tornar omisso em suas opiniões. Você deve fazer isso temporariamente, até que possa estar junto à pessoa novamente para tratar do seu ponto de vista. Uma vez que você não é mais capaz de fazer isso, ou ainda, não encontra formas de dialogar com o diretor da empresa ou cliente sobre aquilo que fere os seus valores, é chegada a hora de decidir se você encerra ou não a sua atividade no local.
Então, se você esta começando a sua carreira ou quer melhorar o seu desempenho em negociações, aprenda a engolir alguns sapos. Decida você mesmo quantos, assim você se protegerá e em momentos difíceis conseguirá expor as suas opiniões sem colocar em risco o seu crescimento profissional.
André Luiz Bellucci é empresário, trainer da Dale Carnegie Training em Cuiabá e escreve neste blog todo sábado - engbellucci@uol.com.br
Parabéns amigo, por mais um ano de vida, saúde e muito sucesso.
É difícil acreditar que a “ditadura”, que deveria existir apenas nos livros de história, ainda exista em alguns governos, como é o caso do município de Rondonópolis, representado pelo prefeito José Carlos do Pátio. Algumas gestões governamentais disfarçam o autoritarismo em suas decisões, utilizando-se de uma pseudo-democracia, que não é o caso na nossa cidade. Aqui as decisões normalmente são tomadas do jeito que o prefeito quer, não levando em conta os anseios da população, fazendo com que o descontentamento seja constante. Se fossemos citar exemplos escreveríamos livros e livros.
O descontentamento mais recente diz respeito ao atraso do início do ano letivo. As aulas que deveriam começar em fevereiro, ficaram para março sem que houvesse a participação dos pais e servidores da educação na tomada da decisão, já que estes estariam diretamente envolvidos com o atual problema. Sobre esta questão, fui procurada por muitos pais e colegas de profissão, que manifestaram sua indignação em relação a mais uma atitude anti-democrática do atual prefeito.
A secretária de Educação, nas entrevistas concedidas para alguns meios de comunicação, justificou o motivo afirmando não se tratar de um atraso, mas sim de adiamento do início do ano letivo. Segundo ela, a troca seria para fazer reparos e reformas em algumas unidades de ensino, ter tempo para empossar os concursados, fazer exames seletivos e, principalmente, para não ter calendários divergentes - todas as unidades começariam em março. Além disso, frisou que o novo calendário irá manter os 200 dias de aula, tendo apenas quatro sábados letivos, o que não geraria problema, já que quando há greve as reposições são feitas também aos sábados.
Quero lembrar a secretária, que ela passou por algumas greves quando atuava como professora no município e é sabedora de que a greve é o último recurso, usada apenas quando o prefeito não ouve a categoria, isto é, pode ser evitada. São situações completamente diferentes, portanto esse argumento não procede e só mostra à população a falta de planejamento que há em nosso município nessa gestão.
É claro que qualquer cidadão concorda com a realização de reformas e reparos nas instituições municipais, uma vez que muitas têm colocado em risco a integridade física de alunos e funcionários, fato, inclusive, relatado neste Blog por mim num artigo do ano passado. Mas é sabido que esta reforma ocorrerá apenas em algumas escolas e creches da rede. Além do mais, se cada instituição obedecer o que a Lei detemrina, ou seja, cumprir os 200 dias letivos, ter mais de um calendário não representaria problemas. Pelo contrário, seria a solução para muitos pais, principalmente, os que têm filhos em creches de período integral e que hoje estão com um “abacaxi” nas mãos, pois precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos.
Quanto a ter mais tempo para empossar os concursados e fazer exames seletivos, trata-se apenas de mais uma prova da falta planejamento de um ano para outro. Agora me pergunto: qual concurso? Porque, pelo que eu saiba, no último concurso realizado, a prefeitura não abriu vagas para todas as áreas, principalmente no setor educacional, já que havia um grupo de aprovados do concurso de 2005. Essas pessoas eram representadas pelo advogado Pedro Pereira Campos, uma vez que se viram obrigadas a entrar com mandato de segurança para requerer o que é de direito, a vaga ofertada. Na época, o atual prefeito negou este direito preferindo fazer contratações.
A pergunta é, por quê? Estava claro que as vagas existentes eram suficientes para empossar os concursados e ainda não atendederia a demanda, possibilitando a abertura de um novo concurso. Será que agora ele vai usar o bom senso e resolver esta situação sem esperar a decisão judicial?
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 11 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas(CEAM) e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
PARABÉNS PROFESSORA ROSÂGELA, NÓS PAIS DE ALUNOS AGRADECE PELO SEU BELISMO ARTIGO E ESTA NA HORA DA POPULAÇÃO DAR UM SUSTO NESTAS ELEIÇÕES DE 2012 NESTES POLÍTICOS INCOMPETENTES IGUAL O PÁTIO E OUTROS, O QUE A POPULAÇÃO NÃO SABE É QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGATÓRIO HAVER NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA !!!Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, opleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos concorrentes são IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESTA NOVA ELEIÇÃO!!! É disso que o Brasil precisa: um susto nessa gente! VÃO TER O TROCO QUE MERECE. A GENTE FICA REVOLTADA COM ESSES ABUSOS DE PODER EM RONDONÓPOLIS.
Parabéns Rosangela, vejo que entre tantos como já fora mencionado no seu artigo que tem sido obrigados a receber e acatar como na época da ditadura. Louvavel que ainda exista pessoas como vc, que sai dos bastitores para anunciar o que aque sociedade Rondonopolitana em grande parte não tem a oportunidade de fazer. Rondonópolis já sabia a maneira a qual a atual administração tem feito ou melhor não tem feito, mas hoje penso que muitos que estavam alheio a tal situação passaram a enchegar o "trabalhar" do PMDB em nossa cidade. Sou uma das que estão no aguardo judicial da vaga que é de direito e espero que realmente muitos possam fazer como fizemos. Que não deixe o que é de direito passar, mais que venha se posicionar mostrando que o mesmo povo que elege é o mesmo que tem o poder de punir.
É de fato, eu também fico indignada, com determinadas falas, principalmente quando a secretaria de Educação disse que nas greves se pode repor as aulas nos sabados, e que agora numa situação de emergencia não querem? A historia não é bem esta...na ultima greve as escolas foram proibidas de repor aulas aos sabados, nosso calendário mesmo foi rejeitado pela secretaria com este argumento. Isso só demostra que s escolas tem uma suposta autonomia na qual é manipulada conforme os interesses da secretaria. Não somos responsaveis pela falta de planejamento do poder publico, mas acabamos pagando pela desordem. E a mais, qual o problema de se ter mais de um calendário no municipio, isso ja aconteceu outras vezes...A escola em que trabalho, ate o encerramento do ano não tinha recebido nenhuma visita do planejamento e infraestrutura com planos de reforma..e agora..se ve a necessidade da escola... É louvavel que se arrume e de condiçoes fisicas para que se desenvolva o trabalho nas unidades, mas teve todo o ano de 2010 para isso.. Também passou da hora de chamar os que passaram no concurso, e ja era sabido que as vagas oferecidas nao supririam de forma nenhuma a demanda de professores da rede... entao porque não fizeram isso em tempo abil..? Com certeza, estão perdendo o controle da situação, e quanto mais se tenta concertar mais se perde.... e eu temo por este ano...que ainda esta só começando...que Deus tenha piedade de nós...pois já vamos começar o ano num estres danado. Mas com certeza isso servirá para pensarmos nas eleições que estão por vir...é isso colegas... pensem e pensem muito e com calma para não cometer o mesmo erro duas vezes.
Temos de um lado um Ditador e de outro um bando de irresponsáveis, medrosos ou covardes. Cadê o Ministério Público? cadê a Câmara de Vereadores? Isso é caso de polícia. Um prefeito despreparado, sem rumo, não pode prejudicar o futuro das nossas gerações. Lamentavelmente não temos para quem recorrer, pois nossas autoridades são vergonhosamente covardes, outros são coniventes... o que esperar de um governo onde o executivo é um falastrão, o poder legislativo é representado por um comprador de calcinhas milionárias e o judiciário abarrota as páginas de jornal com escândalos.
Gente vamos falar a verdade, essa tragedia já era anunciada. Só o povo de Rondonoópolis que não viu. O Zé é e sempre foi um demagogo, travestido de popular ....mais na verdade ele é um incompetente e ditador. Enganou o povo direitinho com a sua fala de bonzinho, popular, humilde. Para ser prefeito de uma cidade precisa antes de mais nada conhecimento, preparo para a administração, sensibilidade e não demagogia. Aprendem a lição.
Não me passou despercebido um relato sensato feito por uma mulher de alta consideração, que fez algumas observações importantes sobre sua pesquisa de campo, a propósito dos cuidados recebidos por pacientes em grande parte dos hospitais brasileiros. O objeto da pesquisa era identificar as causas incidentes das infecções hospitalares, entendida esta por definição legal como qualquer infecção adquirida após a internação de um paciente em hospital e que se manifeste durante a internação ou mesmo após a alta.
O assunto não e novo. Já vem sendo tratado pela literatura especializada há muito tempo, mas as antigas e conhecidas causas ainda induzem – em pleno século XXI – uma grande mortalidade de pessoas abrangendo as diversas faixas etárias. As principais causas apontadas são a falta de adequada assepsia, sem contar outros fatores de contribuição, a exemplo de estrutura física hospitalar deficiente e irregular processamento dos artigos médico-hospitalares, máxime por recursos sem preparo suficiente.
Isso é muito grave. É a nossa vida que pode estar se finando, por outra causa que não é a original que nos leva a utilizar/contratar a prestação dos serviços hospitalares, público ou privado.
O que se pode dizer é que o tema infecção hospitalar não merecer um estudo mais aprofundado sobre a responsabilidade das instituições hospitalares, uma vez que cabe a tais entes, por dever legal, garantir a integridade física, moral e mental do paciente durante o tempo em que este estiver sob seus cuidados. Eles devem, sim, ser responsabilizados civilmente objetivamente, quando constatado a ocorrência de infecção no período de internação, só podendo ficar isento da obrigação de indenizar se demonstrar que o resultado lesivo provocado decorreu de comportamento culposo ou doloso da vítima.
Em que pese pensamento diferente, a jurisprudência nos tribunais pátrios já vem caminhando neste sentido, porquanto configurado presente o defeito na entrega de prestação de serviços, o mal funcionamento ou mesmo pela ausência ou demora do serviço pactuado entre as partes, provocando resultado lesivo no paciente, que poderia ser evitado caso adotasse rigorosamente as rotinas e recursos postos à disposição. Não cabe, portanto, a alegação de culpa exclusiva da vítima, uma vez que tais moléstias estão diretamente relacionadas à atividade da instituição, residindo somente no emprego de recurso ou rotinas próprias dessa atividade à possibilidade de prevenção.
Assim, assume o risco, a instituição hospitalar que negligência na entrega dos serviços oferecidos, seja em função da demora, da ausência da prestação ou por realizar um atendimento defeituoso, em contrariedade às orientações legais, cabendo assim ser responsabilizado para indenizar quem foi prejudicado pelo dano lesivo suportado.
José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br
“Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo”. Esse é um dos trechos de uma crônica do nosso grande escritor brasileiro, Luis Fernando Veríssimo, que circula nos meios de comunicação e com muito destaque na internet.
Nesse momento, cabe-nos aplaudir o homem escritor que nos brinda com uma crônica digna da nossa admiração e respeito. Não só pela maneira sábia de usar as palavras, mas principalmente por tirar também dos nossos corações nosso sentimento de indignação e transformá-lo numa belíssima crônica que lava enfim a nossa alma das sujeiras que temos que presenciar e ainda pagar a conta.
Sinceramente não dá para acreditar que grandes empresas ainda patrocinem tanto lixo, quando ainda há tanto para se fazer na área da educação, da saúde... Nós, que caminhamos para o primeiro mundo, precisamos mudar a nossa mentalidade, colocar nossos neurônios para trabalhar a nosso favor e não contra nós.
Quanto dinheiro desperdiçado, quando os verdadeiros heróis estão aqui, do lado de fora à espera de uma oportunidade para viver com mais dignidade.
Então, ainda diz ele: “Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna”. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar-nos de nossa eterna heroína Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganhar um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas R$ 16 para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo. Não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes. Não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um R$ 1,5 milhão. "Ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a 'entender o comportamento humano'. Ah, tenha dó!!!"
Como veem, é um apelo. Tenha dó! Tenham dó mesmo e lembrem quê o que reforça tudo isso, é a sua audiência.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve neste espaço toda quarta-feira (www.vovoantenada.com.br)
Como sugestão e muito Importante este espaço para Divulgação de trabalhos de todos os seguimentos organizada porque na maioria da imprensa não dar oportunidade. Emídio de Souza, Diretor presidente da Associação Comunitária de Habitação do município de Cuiabá-MT,Delgado Regional do PSL .
Adorei e pergunto:Quando é que esse povão brasileiro vai aprender a valorizar o que de fato vale a pena? E essas empresas que patrocinam esse descompasso que não passa nada de bom?Querem apenas o lucro. Poderiamos boicotar esses produtos. Só assim. mexendo no bolso e na audiência como afirma o artigo aliás ta bem escrito pelo nosso grande escritor; Erico Verissimo e enriquecido pelas observações da articulista.
No ano 2000, representantes de 191 países assinaram, em conjunto com a Organização das Nações Unidas, a Declaração do Milênio. Um compromisso considerado importantíssimo para libertar a humanidade da extrema pobreza, do analfabetismo e da fome. Definiram então oito metas a serem alcançadas até o ano de 2015:
Erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir a meta universal de conclusão do ensino básico; promover a igualdade entre homens e mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar o atendimento a saúde materna; combater a AIDS, Malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e desenvolver parcerias globais para o desenvolvimento.
No relatório emitido em 2011, assinado pelo sub-secretário geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Relações Sociais, Sha Zukang, está o detalhamento da avaliação severa dos avanços ou cumprimento das metas. Ao ler o relatório, fica claro que muitas vidas foram salvas ou mudadas para melhor desde que os líderes mundiais assinaram a declaração, que ajudou a definir as prioridades nacionais e depois globais.
A miséria diminuiu em muitos países devido às intervenções focadas nas áreas críticas citadas. A meta estabelecida para 2015 é baixar a taxa de pobreza global para 23% e, com esforço redobrado, trabalhar com a possibilidade de 15%. Ser pobre, do sexo feminino e ainda viver em uma zona de conflito, aumenta a probabilidade de que a criança vai estar fora do sistema de ensino, entretanto a taxa de escolarização de crianças com idade para frequentar a escola primária subiu 7 pontos percentuais desde 1999.
As ações direcionadas conseguiram também reduzir a mortalidade infantil, sobretudo devido à melhora na cobertura das vacinas. As incidências de morte por malária foram reduzidas em 20% em todo o mundo. Essa meta foi atingida com intervenção rígida dos agentes comunitários de saúde, governos e parceiros. Novas infecções pelo HIV também estão diminuindo de forma constante, graças ao aumento dos valores destinados à pesquisas e do número de pessoas recebendo tratamento, o resulta na redução da quantidade de mortes relacionadas à AIDS.
O progresso tem sido desigual, no entanto, na melhoria do acesso a água potável. O esforço para garantir isso ainda não surtiu o efeito esperado. Muitos países e comunidades encontram-se vulneráveis. As oportunidades de emprego em setores produtivos continuam a castigar as mulheres. Os homens preencheram quase todas as vagas, especialmente no mundo em desenvolvimento. Já os avanços em saneamento ignoram os pobres, quando existem aproximadamente 828 milhões de pessoas no mundo vivendo na condição de favelados.
Os líderes mundiais que se reuniram em 2010 para a análise do documento reafirmaram o compromisso com a paz, igualdade, equidade e sustentabilidade. Além disso, chamaram a atenção para os desafios de estancar as desigualdades e assegurar o acesso de mulheres e meninas à educação básica, serviços de saúde e oportunidades de trabalho.
No site do Ministério das Relações Exteriores o assunto é tratado dentro do panorama internacional. O governo brasileiro mostra-se comprometido no cumprimento de tais metas e ainda enfatiza ser necessário mais empenho dos países ricos para ajudar os mais pobres a vencerem as mazelas da pobreza.
Faltando apenas três anos para findar o prazo estabelecido no documento, o Brasil anuncia que cumpriu a meta imposta pela ONU de reduzir em 50% o número de pessoas que passam fome. Agora o objetivo é erradicá-la.
A última década foi de transformação notável e de crises aparentemente intermináveis. Vimos milhares de pessoas saltarem da pobreza para as fileiras da classe média, mas enfrentamos problemas persistentes como as doença, pobreza, crises financeiras e guerras. Talvez precisemos mesmo de líderes que estejam dispostos a enfrentar esses desafios.
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça-feira - olga@terra.com.br
Parabêns pelo artigo de facíl leitura e principalmente sabendo que ainda tem gente que se preocupa com o proxímo . Parabêns a ésta grande mulher com conhecimento e visão e principalmente mostrando a verdade com o proxímo e melhor totalmente antenada com o mundo .
Quando nos do movimento sociais pelos sem teto Criticamos as nossas autoridades que fazem Vista grossa eles não estão nem ai em 1999 criou um sai-te da minha casa minha vida 107. Mil pessoas se Escreverão em Cuiabá e vazia Grande somente quatro. Mil pessoas foram sorteadas 40% receberam a casa popular e Brinca com nossa carra no mundo 828 milhões de pessoas no mundo vivendo na condição de favelados. Em reunião com Lecio Vitor monteiro da costa, secretario municipal de Infraestrutura disse que já esta autorizado a Reforma do Centro Comunitário do Novo Paraíso que também será contemplado no Projeto de Pavimentação Asfaltica da poeira zero II setor I, 100% setor II, 75% Emídio de Souza, Diretor presidente da Associação Comunitária de Habitação do município de Cuiabá-MT,Delgado Regional do PSL disse que o Bairro Novo Paraíso setor I e II , jd. Paraíso será devidamente Regularizado os Lotes através da Defensoria pública MT, os técnico da Se copa Garante que o terminal do Veiculo Leve Sobe Trile - VLT, e a Integração Central Norte serão no Bairro Novo Paraíso em Frente o comando Geral da policia Militar MT.
O Brasil vem atravessando um ciclo de crescimento econômico nos últimos anos, arrefecido um pouco pela crise de 2008/2009. Dentre os segmentos que mais se destacaram neste momento está a produção e exportação de commodities agrícolas e minerais, puxadas pela forte demanda chinesa. Além disto, há uma expansão de investimentos na construção civil e também no turismo.
Um dos empresários brasileiros que melhor aproveitou esta onda foi Eike Batista. Ele construiu um dos principais holdings empresariais em atividade no país, a qual nomeou EBX. A sigla traz as iniciais de seu nome acrescidas da letra que simboliza a operação de multiplicação.
As empresas reunidas pela EBX atuam nas mais variadas áreas, como petróleo, energia, logística, mineração, imóveis, hotelaria, serviço de bordo em aviões e trens, etc. Eike foi apontado pela revista Forbes como o 8º homem mais rico do mundo e seu patrimônio total estimado varia de R$ 30 a R$ 50 bilhões.
Esta presença em setores diversos tem levado muitos analistas a questionar se Eike Batista não desafia as modernas teorias da administração, que preconizam foco para alcançar o sucesso. De acordo com elas, o grande desafio para as organizações contemporâneas seria fazer uma leitura adequada do ambiente externo e formular um bom planejamento estratégico, alinhado a clareza do negócio a ser trabalhado.
Existem inúmeros casos narrados pela literatura de gestão e negócios apontando empresas que cresceram demais, perderam o foco e acabaram tendo problemas financeiros. Mas, como costuma-se dizer, em administração não há solução universal e tudo depende.
Existem autores e consultores, por exemplo, que afirmam ser possível trabalhar com vários negócios ao mesmo tempo, desde que se defina um deles como "negócio-âncora" ou core business. Ele é o negócio principal e os demais o fortalecem. Surgem problemas quando há pouca complementaridade ou sinergia entre eles e quando surge concorrência, o que acaba levando à autofagia e destruição da empresa.
No caso de Eike, o negócio-âncora é energia e logística, com destaque para mineração e petróleo. Ele pode estar trabalhando também como um investidor nas demais empresas, como diversos fundos que estão surgindo (private equities e venture capital). Ele investe nestas empresas e depois pode revender quando elas estiverem com valor de mercado maior. O seu próprio nome e a filiação à holding são, talvez, os principais ativos, sinalizando melhor para o mercado do que se fossem nomes desconhecidos. É como se fosse uma marca forte.
Em outras palavras, ele está aproveitando o momento de expansão de seus negócios-âncora para prospectar novas opções, a exemplo do que fazem todos os grandes grupos empresariais. Energia e logística são setores tradicionais que tendem a estabilizar a médio e longo prazo. Neste caso, o grupo busca empreendimentos com maior potencial de futuro e rentabilidade.
Eike lançou no final do ano passado o livro “X da questão”. Nele, conta um pouco de sua trajetória e explica o método que lhe ajuda a tomar decisões, chamado de “visão 360 graus”. Ele alega que toda empresa de seu grupo é avaliada em oito dimensões diferentes: engenharia de pessoas, financeira, jurídica, política, logística, ambiente e social, marketing e engenharia da engenharia.
A observação de todas estas dimensões ajuda a ampliar a visão e compreender os investimentos nas mais variadas áreas. Em pelo menos alguma delas, haveria encaixe com a estratégia da holding.
Aproveito para convidar todos os internautas a conhecerem meu blog, cujo endereço está ao final do artigo. Pretendo postar todos os meus artigos lá e também alguns comentários sobre os temas que abordo neste espaço.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com
Bem as técnicas de gestão adotada pelo Mister Eike não tem nada de novo. O que tenho curiosidade em saber é como funciona sua fabrica de dinheiro. Segundo a esquerda há duas maneiras de obter riqueza: 1) pela exploração da força de trabalho na iniciativa privada ou 2) no relacionamento com a Administração Pública. No segundo caso há controversas sobre a legalidade das operações. Outro aspecto refere-se a rede de controle mundial - segundo estudos que analisou mais de 43 mil empresas transnacionais traçando as conexoes do controle acionário entre elas, chegou-se a um nucleo central de 1318 empresas que em conjunto detem 20% das receitas globais. O refinamento dos dados revelou que das 1318 empresas, 147 intimamente inter-relacionadas controla 40% das riquezas daquele núcleo central - onde a maioria são bancos. Daí que as "falsas crises" assumem as proporçoes equivocadamente anunciada.
O ano de 2008 não pode ser esquecido jamais,foi o ano que em a mascara caiu para o setor privado.Os esdados unidos teve que socorrer imobiliarias e bancos com dinheiro publico e isto acontece em toda parte do mundo.A "eficiência" do setor privado SÓ SOBREVIVE DANDO CALOTE NO SETOR ESTATAL.Getores pos modernos vocês são uma farsa.
Ao comentarista Sr. Altair Brazzo, O Antionio Hermínio de Morais também teve progenitor Ministro, portanto, ao que se espelha, não existe muito mistério em ser milionário e bem sucedido em nosso Pais. Basta fazer parte da Côrte.
Lembrando da origem das informações privilegiadas que o Eike obtera de seu pai, ministro de minas e energia que catalogou preciosas informações e dados sobre fontes de minerio e petroleo pelo país e, gentilmente, entregou ao filho prodígio que, claro, tem seus méritos. As empresas e comodites de Eike não geram empregos e ainda não produzem nehum tipo de combustível ou minério. Vale lembrar que o ídolo empresarial não é aquele que aparece e mostra tudo que tem e sim aquele que tem, é respeitado mas não precisa estar nas capas de revista ou forçar sua mulher a sair no carnaval com o seu nome em uma coleira. Estou me referindo ao grande e também milionário Antonio Ermirio de Moraes, Valter Farias e demais.
Somos um País de formação católica onde é pecado ganhar muito dinheiro, muita gente ganha e fica escondido pra não ser alvo dos invejosos de plantão e também, é claro, dos Fiscais, sequestradores e outros "inimigos". O Eike Batista deveria ser Presidente da República, talvez assim teríamos um referência política de sucesso empresarial e de eficiência, ao contrário do que sempre tivemos. Olhando a história, enxergo outro bom exemplo "Irineu Evangelista de Souza", o Barão de Mauá, que no século XVIII já fazia distribuição de lucros entre seus empregados enquanto a escravidão ainda existia no Brasil. Pena que estes exemplos ficam em segundo plano, engolidos pela politicagem.
Invariavelmente ouço essa afirmação da maioria das mães de meus pacientes, seja na rede pública ou particular, das diferentes classes sociais e formações escolares: “Meu filho tem os dentes fracos e cárie porque tomou muito antibiótico”. Esse é um dos grandes mitos da saúde bucal, propagado por gerações e tido como grande verdade por uma simples questão de falta de esclarecimento.
A verdade é que os antibióticos não são os verdadeiros causadores da cárie dental e muito menos são os responsáveis pelos “dentes fracos”. O que acontece é que a base desses medicamentos é açucarada para facilitar a ingestão por parte das crianças. Quando a criança fica doente, os pais focam a sua atenção na cura e deixam de lado a higiene bucal e, como sabemos, o açúcar é um dos grandes vilões quando o assunto é cárie, que surge como resultado da falta de escovação.
Esses medicamentos são prescritos para serem ingeridos de seis em seis ou de oito em oito horas e inclusive durante a madrugada, por um longo período de tempo, o que somado à escovação negligenciada aumenta a probabilidade de resultar na doença cárie. Se estes medicamentos fossem administrados em cápsulas, comprimidos ou injeções haveria menor risco de injúria ao dente.
Uma verdade é que o antibiótico tetraciclina causa manchas na dentição, que se apresentam na coloração marrom-acinzentada ou amarelada. Por isso, sua ingestão deve ser evitada no período da formação dos dentes, no caso dos dentes de leite (período da metade da gestação até os seis meses de vida da criança) e para os dentes permanentes (dos sete aos oito anos).
É importante ressaltar que a tetraciclina só causa manchas nos dentes quando for ingerida no período de sua formação, caso os dentes já estejam formados ou presentes na boca não há nenhum efeito.
Existem outros medicamentos que são ácidos e, por isso, podem causar desgastes na estrutura dos dentes. Já o sulfato ferroso também provoca manchas. A maneira de reduzir a ação deletéria do medicamento administrado em forma de suspensão é simples: realizar a higiene bucal após cada ingestão. No caso de bebês, deve-se limpar toda a cavidade oral (dentes, gengiva, língua) com uma fralda de tecido ou gaze umedecida em água filtrada.
Não existe, então, uma fórmula mágica para não sermos acometidos pela doença cárie. O que sugerimos é adotar uma alimentação saudável, rica em fibras e proteínas, com baixa ingestão de açúcar e hábitos de higiene satisfatórios. Vale a velha máxima: prevenir é, foi e sempre será, melhor que remediar!
Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com
Assunto importantíssimo, dra. Jackelyne.... Meu filho que hoje está com vinte e cinco anos sofreu pela minha falta de informação... tomou tantos antibióticos que perdeu todo o revestimento do seu dente de leite"... Se tivesse tido esse esclarecimento anteriormente, poderia ter evitado esse desconforto. Mas, nunca é tarde para aprender, posso ajudar meus netos, alunos, filhos de amigas, enfim... Achei esse artigo bastante rico e de grande valia... Assim, teremos mais crianças com dentição saudável... Porque ainda hoje, com flúor e tudo mais, é comum ver crianças com dentinhos cariados e até desdentadas por falta de informações como essas. Mais uma vez o artigo da senhora superou, dra, Jackelyne.
Em 1998, quando ainda cursava o curso de edificações na Escola Técnica Federal, tive um professor que tinha um método diferente de fazer uma crítica. Ele lecionava a matéria de Desenho Arquitetônico e depois de nos instruir a desenhar as plantas, ele circulava de mesa em mesa para ajudar os alunos na elaboração dos projetos. Todas as vezes que encontrava algo que não estava de acordo, ele simplesmente dizia: “Essa solução é pouco interessante, você poderia pensar em outra maneira de resolver este cômodo”, ou ainda, “Pense em uma maneira para que o projeto fique mais interessante”.
Desde a primeira vez que fui corrigido, admirei a forma como ele fazia. Durante todo aquele ano, não o vi discordar de nenhum aluno. Não houve nenhum episódio em que o professor dissesse que estava errado, isso ou aquilo, mesmo sabendo que aqueles nossos primeiros projetos não passariam hoje de um borrão. Ele cativou a turma durante todo o ano,e no fim, posso dizer que estava feliz por ter aprendido com ele.
Durante a faculdade, na primeira matéria de arquitetura, enfrentei o oposto da situação. O professor que a lecionava criticava qualquer detalhe que passasse despercebido. Dizia constantemente que estávamos errados, criando na sala um clima de revanchismo e desconforto. Lembro-me que logo os próprios alunos começaram a debochar do jeito que o professor falava e se movimentava. Foi um desastre em matéria de comando de sala e, ao fim do ano, todos estavam de alguma forma descontentes.
Escolhi esses dois casos porque, para mim, eles demonstram que, dependendo de como as coisas são ditas, podemos destruir a nossa liderança frente à equipe. O primeiro professor nunca se esquivou da crítica, até porque ele estava ali pra isso. Porém, ele arrumou uma maneira diferente de dizer que algo estava errado. Ele apenas dizia que era pouco interessante adotar aquela composição. Isso fazia com que nos sentíssemos motivados a fazer um projeto melhor.
Talvez esse professor já soubesse de algo que o escritor Dale Carnegie descobriu há quase 100 anos: o fato de que qualquer pessoa que, uma vez exposta pelo erro, irá procurar se defender como um leão acuado no canto de uma sala.
Um dos princípios de Dale é: nunca diga “você esta errado”. A palavra “errado” faz com que a pessoa que a recebe seja obrigada a reagir para defender a própria honra. E, neste momento, se iniciam as discussões. Uma vez iniciadas as discussões, perdemos toda a cooperação das pessoas envolvidas no processo de construção de uma equipe.
É necessário ao líder que, aos poucos, procure uma maneira indireta fazer com que os colaboradores percebam os próprios erros e, assim, possam se corrigir. Fazer perguntas neste caso pode ser uma boa solução. Perguntas como “Como você poderia fazer para que este projeto fosse mais interessante?”, ou ainda “O que você pode fazer para que esses relatórios fiquem mais legíveis?”, encorajam as pessoas a procurar uma solução por si só, sem necessariamente precisar usar o seu tempo discutindo o porquê disso ou daquilo.
Assim, se desejamos liderar equipes de uma maneira que ao fim do ano todos continuem gostando de fazer parte do grupo, devemos nos atentar a essas duas regras básicas que são: nunca dizer que outros estão errados e fazer perguntas para que todos possam encontrar melhores soluções para as suas vidas e para a empresa.
André Luiz Bellucci é empresário, trainer da Dale Carnegie Training em Cuiabá e escreve neste blog todo sábado - engbellucci@uol.com.br
O Pai do Pedro; você está absolutamente certo.
Isso é Dale Carnegie ....Excelente André; Parabéns pelos artigos...
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