Quinta, 24 de Maio de 2012, 11:07 h

SENADO | 03/04/2012 - 18:09

União com PTB reaproxima PR de governo; Maggi aguarda conversa

Laura Nabuco

Blairo Maggi, líder do PR no Senado     A convite do PTB, o PR voltou a se aproximar do governo Dilma Rousseff (PT). Nesta terça (3), o senador Blairo Maggi, líder do partido no Senado, se reuniu com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para comunicar a formação de um bloco com os petebistas, que fazem parte da base aliada. Embora a oposição republicana perca o sentido com a formação da aliança, Maggi ainda espera que um posicionamento do governo em relação ao PR.

     "A presidente Dilma já me chamou para que possamos voltar à discussão. Então, a situação do PR com o governo na verdade ainda não evoluiu, mas ao integrar esse bloco marcamos a reabertura de uma porta para voltar a conversar", ponderou o ex-governador.

     O PR abandonou a base do governo em meados de agosto do ano passado, após um escândalo acerca de susposto superfaturamento em obras no setor de infraestrutura rodoviária que resultou na exoneração do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e do ex-presidente do Dnit, Luiz Antônio Pagot. A reaproximação era "ensaiada" há meses. O próprio Maggi chegou a reconhecer que o partido, na realidade, nunca chegou a fazer oposição.

PR define até março se volta à base; vai depender do governo, diz Maggi

     Apesar do relacionamento diplomático que manteve durante este período com o governo, o PR ainda espera uma definição de qual será o espaço destinado ao partido dentro da gestão Dilma. A formação do bloco é encarada com uma forma de aumentar a força política das duas siglas no Congresso. “Como agora temos um bloco grande, vamos ver como ficaremos reposicionados. Mas, até agora estamos todos dispostos como partido, cada um com a sua independência”, destacou Maggi.

     A aliança deve influenciar na relatoria de projetos de lei e medidas provisórias. Compõem o bloco seis senadores pelo PTB, sendo eles Armando Monteiro (PE), Epitácio Cafeteira (MA), Fernando Collor (AL), Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PI); e outros seis do PR: Blairo Maggi (MT), Alfredo Nascimento (AM), Antonio Russo (MS), João Ribeiro (TO), Lauro Antonio (SE), Magno Malta (ES), Vicentinho Alves (TO).

CÂMARA FEDERAL | 18/02/2012 - 16:57

Republicano busca se antecipar a denúncias e nega ser "ficha suja"

Laura Nabuco

Wellington Fagundes, deputado federal     Diante da "avalanche" de acusações envolvendo diversos nomes públicos, ocasionada pela validação da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) esta semana, o deputado federal Wellington Fagundes (PR) resolveu se antecipar. Em nota encaminhada à imprensa neste sábado (18), o republicano enumera as condições que podem gerar inelegibilidade e ressaltar não estar incluído em nenhum dos casos.

     Em seu sexto mandato, Wellington, no entanto, deve figurar entre os "investigados" pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE), que pretende aproveitar o feriado de carnaval para elaborar uma lista com os fichas sujas do Estado. Acontece que em 2010 o deputado apareceu como "suspeito" no levantamento realizado pelo movimento.

     Por meio de sua assessoria, o republicano sustenta, todavia, que o único processo pendente contra si diz respeito a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público referente a construção de poços artesianos em Rondonópolis. Conforme Wellington, o caso não se enquadra na Ficha Limpa por se tratar de crime ambiental. Além disso, ele sustenta que só foi citado porque a promotoria desconhecia que a obra era responsabilidade da prefeitura.

     O republicano é cotado para disputar o comando de Rondonópolis, mas tem rejeitado a possibilidade. Ele já tentou se eleger ao cargo de prefeito duas vezes. Em 2008, chegou a tentar emplacar o nome de seu filho, João Antônio, como vice do então prefeito Adilton Sachetti (PDT), que buscava a reeleição. Ambos foram derrotados por Zé do Pátio (PMDB).

MCCE aproveita validação de Ficha Limpa e elabora lista visando 2012

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Senado | 15/02/2012 - 19:35

Maggi, Jayme e Taques assumem lideranças partidárias no Senado

Laura Nabuco

 Senadores Blairo Maggi, líder do PR, Jayme Campos, líder da minoria no Senado (DEM/PSDB), e Pedro Taques, vice-líder do PDT     Os senadores Blairo Maggi (PR), Jayme Campos (DEM), e Pedro Taques (PDT) assumiram esta semana a liderança de seus respectivos partidos no Senado. Na prática, a indicação dos mato-grossenses favorece a discussão de temas voltados ao Estado no Congresso. “É uma conquista de toda a bancada. É a região que representamos quem ganha. Temos condições de influenciar debates que nos importam e nos farão reconhecidos pela relevância política, econômica e social que temos”, avaliou o democrata.

     Enquanto Taques assumiu o posto de vice-líder do PDT e representa o partido durante a ausência do titular, Acir Gurgacz, Jayme foi eleito líder da minoria no Senado, contando com o apoio de democratas e tucanos. Já Maggi, substitui Magno Malta, na liderança do PR.

     Na reunião de líderes, realizada nesta terça (14), foram sentidos os primeiros reflexos da indicação dos mato-grossenses. Maggi, Jayme e Taques defenderam que assuntos como a distribuição dos royalties do pré-sal, a redistribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a revisão do Pacto Federativo sejam destaque na pauta do Senado em 2012.

     O republicano destacou a necessidade do retorno do FPE à pauta de votações, sob o argumento de que o assunto envolve setores como a saúde, educação e infraestrutura. “Quando governador, entrei com um processo no STF arguindo a forma como eram repassados os recursos federais aos estados. Ganhamos e acredito que esse tema deve ser novamente retratado, visto que tem validade somente até dezembro de 2012”, ressaltou.

     Taques, por sua vez, lembrou a proposta de criação de uma comissão especial para revisão do Pacto Federativo, apresentada por ele próprio. O assunto é concenso entre os senadores, por isso, a tendência é que seja apreciado. Outro assunto ressaltado pelo pedetista foi a segurança pública. "Precisamos debater não só melhorias para os trabalhadores do setor, como também estudar mecanismos para reverter quadros de desigualdade social e o aumento da violência”, frisou.

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Governo federal | 14/02/2012 - 20:13

PR define até março se volta à base; vai depender do governo, diz Maggi

Laura Nabuco

Senador Blairo Maggi, líder do PR no Senado     O PR deve definir até 15 de março se voltará a fazer parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) ou não. O prazo limite foi estabelecido nesta quarta (14), após uma reunião entre os líderes do partido no Senado, o ex-governador Blairo Maggi, e na Câmara Federal, o deputado Lincoln Portela. "Estamos dispostos a volta à base do governo, de onde, na verdade, nunca saímos. Mas queremos saber que posição podemos assumir. A bola agora está com o governo", disse o senador.

     Conforme Maggi, a definição deve ser anunciada num encontro com Dilma e o presidente do partido, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. A audiência está sendo intermediada pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Apesar de participar das negociações, o senador ressalta que a maior "ansiedade" por uma definição parte da Câmara e não do Senado.

     O rompimento do PR com a base do governo Dilma ocorreu em meados de junho do ano passado, quando um escândalo acerca de susposto superfaturamento em obras no setor de infraestrutura rodoviária resultou na exoneração de Nacimento, do Ministério dos Transportes, e de Luiz Antônio Pagot, do Dnit. À época, Maggi, padrinho político de Pagot, foi um dos republicanos que defenderam que o partido deveria adotar uma postura mais independente.

     O próprio senador reconheceu, no entando, que a iniciativa de se afastar das decisões do governo não surtiu tanto efeito quanto o esperado. "Com raras excessões, o partido tem acompanhado o governo em todas as votações depois que saiu do ministério", afirmou.

     Agora o partido já estuda a possibilidade de retornar à base de Dilma e até de reassumir o posto que perdeu. Segundo Maggi, representantes do partido na Câmara já têm indicações de nomes para o cargo. O ex-governador pondera, no entanto, que o Senado não deve interferir na discussão. "Primeiro tem que se definir qual o espaço o governo está disposto a nos dar. Depois vem a escolha dos nomes. Mas, como eu disse, a inquietação é muito maior na Câmara do que no Senado", ressaltou.

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Congresso | 27/12/2011 - 08:30

Mesmo de recesso, Júlio articula apoio para aprovação de projeto

Kamila Arruda

Júlio Campos (DEM), deputado federal     O deputado federal Júlio Campos (DEM), mesmo em recesso, está se articulando para que o projeto de emenda constitucional que pretende instituir 2% das receitas correntes líquidas dos Estados para atender as Defensorias Públicas seja apreciado em regime de urgência urgentíssima. Assim a matéria entraria em pauta logo nos primeiros dias de trabalho da Câmara, que volta do recesso somente em fevereiro.

     Para ele, a Defensória é um órgão de extrema importância para a sociedade e, por isso, deve ser mais incentivada. “Ao retornar vou procurar as lideranças políticas partidárias para tentar incluir esse projeto na pauta de votação”, afirma. 

     O projeto de lei já foi aprovado no final de novembro pelo Congresso, mas precisa passar por uma nova votação. Ele garante autonomia orçamentária das Defensorias Públicas, além de regulamentar a Emenda Constitucional 45/04. A proposta muda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois as despesas do Poder Executivo com o pagamento de pessoal seriam reduzidas de 49% para 47% da Receita Líquida Corrente. 

     Essa diferença de 2% passaria então a ser o teto da Defensoria Pública. Desta forma, esses órgãos teriam mais autonomia, sendo sujeitos, no entanto, às regras de responsabilidade fiscal.

     O democrata ressalta que a Defensoria é um dos órgãos mais procurados pela população, principalmente a parcela mais carente. Entre os serviços mais solicitados está, em especial, a busca para assegurar atendimento médico como cirurgias ou qualquer outro procedimento. 

     A única preocupação do deputado com a proposta é quanto a base de sustentação do governo federal. De acordo com Júlio, que compõe a oposição, a base da presidente Dilma Rousseff (PT) tem agido de forma dura e, como foi vetado qualquer aumento, seja no poder Executivo ou Legislativo, ele não sabe como vai ser a aceitação dos demais parlamentares quanto ao projeto.

     O democrata garante, no entanto, que irá fazer o possível para viabilizar a votação da proposta e se mostra esperançoso, pois a medida foi defendida por outros partidos.

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CÂMARA FEDERAL | 22/12/2011 - 10:00

Cabo Juliano embarca em polêmica de CPI contra privatizações de FHC

Kamila Arruda

Cabo Juliano Rabelo (PSB), que ocupa a vaga do deputado federal licenciado Valtenir Pereira (PSB)     O cabo Juliano Rabelo (PSB), que ocupa a vaga na Câmara federal do deputado licenciado Valtenir Pereira (PSB), está convencido a não deixar sua estada no Legislativo passar em branco. Nesta quarta ele manifestou seu apoio assinando a proposta de abertura de uma CPI para investigar as privatizações realizadas durante o Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

     O caso ganhou repercussão nacional depois que o jornalista Amaury Ribeiro Jr escreveu o livro "Privataria Tucana". A publicação relata os escândalos envolvendo a violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB na época em que vários serviços públicos foram terceirrzados no país. O requerimento da CPI foi apresentado pelo deputado por São Paulo Protógenes Queiroz (PTdoB).

     Entre as 185 assinaturas recolhidas, sete não conferiram e cinco estavam repetidas. De acordo com a secretaria-geral da Mesa Diretora não é mais possível incluir ou retirar assinaturas do requerimento, mas a quantidade mínima necessária (171) foi atingida. A expectativa de Prótogenes era que 206 colegas o apoiassem.

     A decisão de criar ou não a comissão está agora nas mãos do presidente da Câmara, Marco Maia (PT). Cabe a ele analisar se há ou não algum fato a ser investigado. O presidente, por sua vez, solicitou que a secretaria-geral emita um parecer à respeito antes de se manifestar. A decisão só deve sair no próximo ano.

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BRASÍLIA | 29/11/2011 - 18:50

Policial de 6 mil votos assume a cadeira de Valtenir na Câmara

Gabriela Galvão

   O deputado Valtenir Pereira (PSB) se afasta da Câmara Federal por quatro meses a partir da próxima terça (6). Ele disse que optou pela licença para contribuir com o esquema de rodízio entre suplentes e, assim, contemplar o cabo PM Juliano Rabelo (PDT), que teve somente 6.923 votos.

   Houve acordo entre os dois primeiros-suplentes, empresário Eduardo Moura (PPS) e o vice-prefeito de Cáceres Wilson Kishi (PDT), todos da coligação Mato Grosso Muito Mais, para abrir mão da vaga para Rabelo, que mora em Cuiabá.

   Segundo Valtenir, que está no segundo mandato e comanda o PSB estadual, apesar da licença, continuará atuando como parlamentar durante os 121 dias. “Vou continuar na Câmara, dialogando com outros deputados e principalmente com os relatores do orçamento, a fim de conseguir a liberação dos recursos que solicitamos nas emendas ao Orçamento Geral da União para 2012”, declarou. O socialista quer se dedicar também aos cursos de formação da militância nos municípios, visando as eleições do próximo ano.

     Valtenir diz que ficará à disposição de Juliano. “Ele (Juliano) pretende fortalecer a área de segurança pública, trabalhar as atividades nas fronteiras, valorizando os profissionais. Vai trabalhar no combate ao crime organizado e à corrupção e eu estarei à disposição para auxiliá-lo e ajudá-lo a levantar as demandas”, pontuou. Quanto às comissões das quais Valtenir faz faz parte, passa automaticamente para Juliano Rabelo, que são as de Constituição e Justiça e a Mista de Orçamento.

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Comunicação | 29/11/2011 - 10:09

Bezerra é alvo do CQC por liderar lista de processos; tem 13 ações

Laura Nabuco

     Mato Grosso é o Estado com o maior número de deputados federais que respondem a processos na Justiça, com 69%. Os dados são da ONG Transparência Brasil e foram divulgados pelo programa CQC desta segunda (28). O recordista entre os parlamentares mato-grossenses é o peemedebista Carlos Bezerra. Conforme a reportagem, o cacique, que já atuou como governador, responde a 13 ações judiciais.

     A exemplo de outros deputados entrevistados pelo CQC, Bezerra preferiu não responder as perguntas da repórter Mônica Lozzi. A atitude foi ressaltada pelo chefe da bancada do programa, o jornalista Marcelo Tas. A "deselegância" de Bezerra também foi alvo de chacota. O deputado estava com uma camisa roxa e um terno branco.

     Segundo a reportagem, o partido que possui mais filiados acionados na Justiça é o PR. 52% dos políticos republicanos respondem a algum processo. Já o PSD, recém-criado, está em terceiro lugar se forem considerados apenas os membros que atuam na Câmara Federal. O deputado federal Eliene Lima é um exemplo dos sociais-democratas com pendências judiciais.

Confira a íntegra da reportagem do CQC

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Congresso | 03/10/2011 - 16:46

RDNews e RDTV trazem ao vivo entrevista com senadores de MT

Romilson Dourado

     Pela primeira vez na história, o Senado reune nesta segunda (3), em Brasília, os três senadores mato-grossenses Blairo Maggi (PR), Pedro Taques (PDT) e Jayme Campos (DEM) para um debate, ao vivo, pela TV Senado.

    Eles vão discorrer sobre temas e assuntos macro que interessam ao país, especialmente a Mato Grosso. A mesa redonda começa às 20h30 (horário de MT).

      O RDNews e o RDTV farão cobertura ao vivo.

     * Na capa do portal vai ser aberto um espaço para permitir o acompanhamento em tempo real da entrevista dos parlamentares.

     * O RDTV vai receber os sinais da TV Senado - para acompanhar a transmissão ao vivo basta entrar em www.tv.rdnews.com.br

    O programa "Assunto de Estado" terá uma hora e meia de duração. Se estende até às 22h. A editora Andrea Haddad fará as atualizações em tempo real para o RDNews. Já do estúdio da tv web, a editora-adjunta Patrícia Sanches fará abertura e acompanhamento da longa entrevista e, ao final, apresentará um resumo dos principais assuntos debatidos.

   Os assuntos centrais que vão estar na pauta são agronegócio e desenvolvimento. Entrarão também em discussão o Código Florestal, a hidrelétrica Teles Pires, entre Mato Grosso e Pará, escoamento da produção agrícola, desenvolvimento econômico, diversificação da economia num Estado com pouco desenvolvimento industrial e com alta capacidade de produção de matéria-prima.

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DNIT | 15/07/2011 - 12:30

Substituto de Pagot é afastado por ministro e vai ser investigado

Laura Nabuco

     O cargo do diretor-geral afastado do Dnit, Luiz Antônio Pagot (PR) está vago mais uma vez. O ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos assinou nesta sexta (15) uma portaria que determina o afastamento temporário de José Henrique Sadok de Sá. Ele é diretor executivo do departamento e estava substituindo Pagot na direção-geral desde que o republicano entrou em férias.

     A decisão de afastar Sadok, segundo o Estado de S. Paulo, teria sido embasada em denúncias veiculadas pelo próprio jornal nesta sexta. Segundo a reportagem, a esposa do diretor seria dona da construtora Araújo Ltda, que assinou uma séria de contratos que somariam cerca de R$ 18 milhões em obras em rodovias federais entre 2006 e 2011. Além do afastamento, Passos instaurou uma comissão para investigar as denúncias. O resultado do inquérito pode culminar na demissão definitiva do diretor.

Leia a reportagem na íntegra

     Enquanto isso, o senador Blairo Maggi (PR) pressiona a presidente Dilma Rousseff (PT) a definir o mais rápido possível o futuro de Pagot. Conforme o jornal, o ex-governador e padrinho político do republicano classificou como um "desrepeito" a demora em anunciar uma decisão que já estaria tomada. A presidente não teria se pronunciado ainda devido à lei não permitir que funcionários em férias sejam demitidos. Maggi, por sua vez, alega que o caso de Pagot é uma questão política e não jurídica.

Confira a matéria sobre o "ultimato" de Maggi a Dilma

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DNIT | 12/07/2011 - 19:55

Maggi sai em defesa de "afilhado político" durante audiência

Laura Nabuco

Blairo Maggi     Padrinho político do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, o senador Blairo Maggi (PR) tomou as dores do colega de partido durante a audiência realizada nesta terça (12), no Senado. Na ocasião, Pagot prestou esclarecimentos sobre as denúncias de esquema de corrupção envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes e o PR, publicadas pela revista Veja.

     Ex-governador do Estado por dois mandatos, Maggi lembou o início da carreira de Pagot à frente da Casa Civil e "colocou a mão no fogo" pela postura do republicano. "Ele (Pagot) desempenhou um excelente trabalho", garantiu. Maggi, que chegou a ser convidado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para comandar o Ministério dos Transportes, reforçou as afirmações do próprio Pagot.

     O senador apontou a fiscalização pela qual o Dnit passa constantemente. Ele ainda tentou justificar os indícios de suposto superfaturamento em obras do departamento devido às eventuais alterações nos projetos. "Todas as dúvidas em relação a sobrepreço foram devidamente esclarecidas", disse.

     Pagot depôs nesta terça (12) depois que o senador Aluízio Nunes (PSDB/SP) e o próprio Maggi protocolaram um requerimento solicitando as explicações. As denúncias de que havia superfaturamento nas licitações e de que o PR receberia propina para beneficiar empresários partiu da revista Veja, em edição que circulou no início do mês.

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DNIT | 12/07/2011 - 19:32

Pagot respondeu "sem rodeios ou subterfúgios", considera Homero

Laura Nabuco

Homero Pereira     O deputado federal Homero Pereira (PR) utilizou o Twitter para mostrar seu apoio ao diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, do mesmo partido. Segundo o parlamentar, o colega foi convincente na explanação feita nesta terça (12), durante a audiência pública no Senado.

     Pagot foi convidado a prestar esclarecimentos sobre as acusações de que haveria um esquema de corrupção envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes em benefício de lideranças do PR, conforme denunciado pela revista Veja no início do mês.

     Após a sabatina, Homero diz ter conversado com senadores da oposição, que declararam estar satisfeitos com as explicações do republicano. "Pagot respondeu aos questionamentos sem rodeios ou subterfúgios", publicou o deputado no Twitter.

     Os senadores Álvaro Dias (PSDB) e Pedro Taques (PDT) foram os que mais "pegaram no pé" de Pagot. Logo no início, o tucano interrompeu o primeiro pronunciamento do diretor-geral para "lembrá-lo" de que o convite fora feito para que se defendesse das denúncias. Contudo, Pagot usou a maior parte do tempo para explicar procedimentos interno do Dnit.

     Taques, por sua vez, optou por expor as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em contratos firmados pela autarquia federal. O pedetista foi duro e comparou a influência do PR em setores do governo federal à máfia italiana.

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DNIT | 12/07/2011 - 19:16

Taques "aperta" Pagot em sabatina com relatórios do TCU

Laura Nabuco

     O senador Pedro Taques (PDT) “encurralou” nesta terça (12) o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot (PR), durante a sabatina no Senado. Antes mesmo de iniciar os questionamentos, o pedetista acusou o PR de "assenhorar" do Ministério dos Transportes. Ele chegou a comparar a influência do partido em órgão do Governo à atuação da máfia na Itália.

     O ex-procurador da República "bateu tão duro" que Pagot, conhecido pelo apelido de "trator" durante o tempo em que atuou na Casa Civil, no governo Blairo Maggi (PR), "afinou" o discurso e apelou até para os elogios. "Como mato-grossense tenho muito orgulho de ver o senhor sentado aqui no Senado", desconversou.

     Os principais questionamentos do pedetista foram quanto às irregularidades apontadas em relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU). Enquanto Pagot negava desvios de verba, Taques lia trechos que apontavam para danos aos cofres públicos. "Os relatórios mostram que há irregularidades e o senhor vem aqui e diz que está tudo bonito, tudo certinho. Quem está errado?", disparou o senador.

     Pagot chegou a se mostrar perdido ao responder às perguntas de Taques. Ao final, admitiu que algumas falhas podem ter ocorrido devido à quantidade de obras que o Dnit administra. "Sempre afirmei que os órgãos de controle são verdadeiros anjos da guarda. Então, não digo que não é tudo lícito, mas sim que trabalhamos para corrigir o que é ilícito", ponderou.

Taques não deve "alisar" Pagot

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ESPECIAL - BRASÍLIA | 10/07/2011 - 10:38

MT se articula para ter mais força política; Wellington une bancadas

João Negrão, de Brasília

Wellington Fagundes     A bancada de Mato Grosso tomou uma iniciativa importante para se fortalecer no Congresso Nacional. Seu coordenador, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), mobilizou-se, junto aos demais líderes de bancada de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal para criar outro colegiado, a Bancada do Centro-Oeste.

     Historicamente os congressistas se organizam por suas bancadas estaduais e se articulam também por regiões. Sobretudo as regiões com menos peso político no Congresso Nacional e no governo federal, se mobilizam em bloco em todos de questões afins e afeitas aos seus Estados. É o caso do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste.

      Ocorre que o Centro-Oeste nunca teve uma atuação de peso, como as demais regiões tidas como periferias, ou seja, fora dos grandes aglomerados de poder que são o Sudeste e o Sul do país. Esta realidade pode ser mudada a partir do empenho dos congressistas mato-grossense, tendo à frente Wellington, no fortalecimento da sua bancada regional.

     Em entrevista ao RDNews, Wellington fala sobre a importância da organização da Bancada do Centro-Oeste e dos desafios que tem pela frente.

     RDNews – Quais as tarefas da bancada do Centro-Oeste?
     Wellington Fagundes - Nossa tarefa é fazer todos os deputados e senadores da região se interagir, discutirmos os problemas estruturantes da região, os problemas macros e buscar soluções conjuntas. Queremos buscar cada vez mais a união de todos da bancada. Nós (os Estados do Centro-Oeste) temos problemas muito semelhantes. É uma região com características econômicas, sociais e políticas muito parecidas. Além
disso, agora nós temos também um grande instrumento, uma grande oportunidade, que é a recriação da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste)

     RDNews – Qual será seu papel frente à coordenação dessa bancada?
     Wellington
- Eu tenho a honra de agora está como cordenador da bancada de Mato Grosso e também do Centro Oeste. O meu gande papel, que eu quero trabalhar, é exatamente para que a gente crie uma conciência regional. Todos os nosso problemas se interagem, um Estado divide com outro, os problemas sociais, os problemas de saúde, segurança. Todos eles, são muito parecidos. As fronteiras são únicas. Na verdade é um rio que liga, é uma estrada que liga. Na verdade não estamos separados pelo Araguaia. Ele nos une e as rodovias BR-364, 163 e 070 nos ligam.

     RDNews – A expectativa com o retorno da Sudeco é muito grande. Como vocês pretendem utilizar esse instrumento para de fato promover o desenvolvimento da região?
     Wellington – Por meio da Sudeco nós podemos fazer uma política desenvolvimentista para a região. Buscar diminuir a desigualdade , criar uma política que possa solucionar nossos problemas macro e promover o desenvolvimento harmônico. Por que não adianta você construir os grandes intrumentos que nós temos, como é o FCO (Fundo Constitucional Centro Oeste) e não pensarmos na harmonia, na oportunidade para todos. Por exemplo, aprovar a contrução de uma fábrica só nas grandes cidades, só nas grandes lugares mais produtivos, e esquecer
de outras regiões que necessitam de oportunidades para se desenvolver. Portanto, vamos buscar também essas cidades que estão distantes, que também precisam de investimentos para se desenvolverem. Nossa ideia, é pensar também, pegando o exemplo de Mato Grosso, nas cidades que outrora foram ricas na extração de ouro e diamente e hoje estão sucubindo. Então, é necessário levar fábricas também para Poxoréo, para Nortelândia, para outros lugares. É preciso pensar no desenvolvimento de todos e não apenas de alguns lugares, para gerar renda, empregos, mover a economia dessas regiões menos favorecidas. Nós temos que valorizar também o talento das pessoas, criar um fundo de aval para que o pintor, o artista, um artesão, todos tenham oportunidade de acessar esse crédito, através de cooperativa. Nós queremos mudar a forma de aplicação no FCO.

     RDNews – O que podemos esperar do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Fudeco)?
     Wellington
– É outro fundo importante que nós. Vamos trabalhar
no orçamento para colocar recursos. Também queremos, por meio da Sudeco, beneficiar projetos de prefeitura, principalmente aquelas que não têm dinheiro para fazer projeto, que é um grande problema dos munucipios pequenos. O prefeito fica na dúvida: “Eu vou pagar os salários dos servidores ou eu vou gastar o dinheiro com o projeto?” Como não tem dinheiro para duas coisa, é melhor pagar a folha, o custeio da máquina. E
aí a cidade não tem projeto, não tem como acessar o recurso. Por exemplo, a área de saneamento e habitação. Têm recursos do governo federal, mas como o prefeito não tem como elaborar os projetos para acessar esses recursos, a prefeitura perde e perde os cidadãos daquele município. Então, eu acho que a Sudeco deve se voltar também para os municípios. Nós
vamos defender isso, porque quanto menor o município, quanto mais pobre, mais difícil é a vida dele. Esse é o verdadeiro instrumento que nós queremos transformar a Sudeco.

     RDNews – Se fala na criação de um banco de desenvolvimento do Centro-Oeste. O senhor acha que é possível?
     Wellington – Sim, é possível. E nós, da bancada do Centro- Oeste, já estamos trabalhando para isso. Exatamente para ter a política desenvovimentista. Um banco de desenvolvimento do Centro-Oeste vai ajudar a concretizar tudo isso que estamos pensando.

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Comunicação | 05/07/2011 - 09:22

Deputados são "reprovados" no CQC; Júlio "ganha" até pirulito

Laura Nabuco

     Depois da estreia do deputado federal Homero Pereira (PR) no quadro "Controle de Qualidade" do programa CQC, exibido pela Rede Bandeirantes, foi a vez dos parlamentares Roberto Dorner (PP) e Júlio Campos (DEM) serem "testados" pela repórter Mônica Iozi. Eles, no entanto, não se saíram tão bem quanto o republicano.

Homero dribla o CQC

     Júlio "enfrentou" o CQC de frente, mas não obteve sucesso. Ele não soube responder à repórter o que significa a sigla COI (Comitê Olímpico Internacional). Apesar de até corrigir a pergunta de Iozi, ele respondeu "Comissão Organizadora do Esporte" e foi reprovado. O democrata ainda "ganhou" da produção do programa um chapéu, um pirulito e uma gravata em animação gráfica.

     Dorner, por sua vez, até tentou fugir da pergunta, mas, mesmo "correndo", foi seguido e quase acertou quais os nomes dos dois novos Estados que podem ser criados a partir da divisão do Pará. A matéria foi votada recentemente no Congresso. Os deputados decidiram fazer um plesbiscito, agendado para dezembro. Nele, os moradores terão que responder se concordam ou não com a separação. Se a maioria for à favor, serão criados os Estados de Tapajós e Carajás. O Pará continuará existindo.

Confira a íntegra do quadro "Controle de Qualidade"

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BRASÍLIA | 22/06/2011 - 15:40

Bancada mato-grossense vota a favor de alteração em licitações

João Negrão, de Brasília

Congresso Nacional     Os dois deputados federais e os senadores Blairo Maggi (PR) e Jayme Campos (DEM) são favoráveis ao RDC (Regime Diferenciado de Contratação), embutido na polêmica Medida Provisória (MP) 527. O RDC flexibiliza as licitações para as obras da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O fato de Cuiabá ser uma das cidades-sede da Copa pesou na decisão dos deputados federais, que votaram a favor da MP na semana passada.

     A votação do RDC na Câmara, aliás, foi por ampla maioria, mobilizando a totalidade da base aliada, tendo como contrária apenas a oposição, capitaneada pelo PSDB, DEM e PPS. Agora a medida vai para apreciação no Senado e deve encontrar forte resistência, sobretudo porque o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), já se posicionou contra. Junto com ele deve acompanhar, de Mato Grosso, somente Pedro Taques (PDT).

     O RDC não teve os votos de apenas dois dos oito deputados de Mato Grosso. Mas isso não significa que eles são contra. Não votou o deputado Valtenir Pereira (PSB), porque não pode participar da sessão que deliberou a matéria. “Sou favorável. Infelizmente não pude comparecer à sessão”, disse ele ao RDNews.

    O outro foi o deputado Júlio Campos (DEM) que se absteve de votar para não contrariar a orientação de seu partido. “Sou favorável à medida, porque é importante para desburocratizar o processo licitatório e porque vai beneficiar Cuiabá, uma das sedes da Copa”, disse Campos, conforme sua assessoria. Seu irmão, senador Jayme Campos, também é favorável à medida no aspecto que beneficia Cuiabá, segundo sua assessoria, mas disse que aguardará a posição do DEM no Senado para debater suas posições.

     A grande polêmica em relação ao RDC é o dispositivo que prevê sigilo do preço máximo das licitações. Este item está sendo visto como uma possibilidade de haver irregularidades nas contratações das obras e pela suposta falta de transparência. Valtenir Pereira afirma que essa dedução é equivocada. “Não há falta de transparência. Muito pelo contrário. O sigilo do preço máximo vai evitar que as empresas concorrentes não combinem preços que possa prejudicar os processos licitatórios”, afirmou ele.

   O senador Pedro Taques, único da bancada contrário ao RDC, alega, segundo sua assessoria, que a medida poderia ser melhor discutida antes de ir à votação. Ele defende que deva haver mudanças no processo licitatório como um todo, especialmente por conta da Copa. Mas critica o fato de o Brasil ter sido escolhido sede da competição faz três anos e só agora se discute a medida. De todo modo, a flexibilização das licitações da forma como está prevista, segundo sua assessoria, pode confrontar a transparência e das margem a irregularidades.

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BRASÍLIA | 10/06/2011 - 08:53

Brasil é cafofo de criminosos, afirma Taques sobre Battisti

João Negrão, de Brasília

Pedro Taques      O senador Pedro Taques (PDT) provocou um intenso debate na sessão desta quinta (9) sobre o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti. Ao apartear o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que fazia um pronunciamento sobre os avanços da economia nacional e elogiou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela decisão que permitiu a libertação de Battisti, Taques, disse que o Brasil está virando um "cafofo de criminosos".

“Imagina se o Bin Laden estivesse se refugiado no Brasil? O governo teria dado abrigo a ele e não extraditado”, comparou Taques. Suplicy retomou a palavra e, muito emocionado, rebateu as críticas do senador mato-grossense afirmando que a comparação com Osama Bin Laden não procede porque o saudita havia confessado que era o executor intelectual dos atentados contra os Estados Unidos. E complementou que Battisti fora vítima de um processo injusto na Itália.

       Momentos depois, Taques pediu a palavra e continuou sua crítica contra a libertação do ex-ativista italiano e o posicionamento de Suplicy. Para Taques, a decisão do STF é lamentável. “E, com todo o respeito aos seus ministros, foi uma decisão teratológica, do ponto de vista constitucional”, afirmou.

      Para o senador mato-grossense, a posição do governo foi política e ideológica e não observou a lei, ferindo o tratado com a Itália. E da parte de Suplicy ele ironizou o fato do petista ter se emocionado depois do aparte dele.

      Desta vez foi Suplicy quem aparteou Taques, mantendo seu posicionamento e rebatendo que ficara emocionado, sim, mas que esse fato não descredenciava seus argumentos em defesa de Battisti. “O ministro Gilmar Mendes falou por mais de três horas na sua defesa pela extradição e se emocionou mais ainda que qualquer um aqui de nós quando nos exaltamos”, disse Suplicy, se referindo ao membros do STF que defendeu a extradição do italiano.

     A partir de então o assunto foi despertando a atenção do senadores, que começaram a pedir apartes e se posicionaram a favor e contra Taques. Primeiro a favor foi a senadora Ana Amélia, depois Waldemir Moka (PMDB-MS), Casildo Maldaner (PMDB - SC) e Ciro Nogueira (PP-PI). Além de Suplicy, ficaram contrários a Taques os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e João Pedro (PT-AM). O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que presidia a sessão quis interromper o debate, porque o tema e o tempo de Taques já tinham avançados os horários. Mas os senadores, em especial Demóstenes Torres (DEM-GO, intervieram para que o debate continuasse. Depois, falando pela liderança, Torres pediu desculpas à Itália pela libertação de Cesare Battisti.

     Foi a segunda vez que Taques e Suplicy se enfrentaram no Senado por causa de Cesare Battisti. A primeira foi justamente no dia da posse dos novos senadores.

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ESPECIAL - BRASÍLIA | 05/06/2011 - 09:00

Meta do PSDB é eleger mais de 800 prefeitos, defende Guerra

João Negrão, de Brasília

Sérgio Guerra     Reconduzido há uma semana à presidência nacional do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra tem como principal tarefa de agora em diante preparar o partido para as eleições municipais. Os tucanos têm como meta eleger no mínimo 800 prefeitos em todo o Brasil. A prioridade são as capitais (Cuiabá, inclusive) e as cidades que o partido já governa. Tudo faz parte de uma minuciosa estratégia de recuperação da legenda e alçá-la com condições de chegar em 2014 de eleger o senador Aécio Neves.

      O ex-governador de Minas Gerais, aliás, foi o grande vencedor da convenção nacional ocorrida no último sábado (28). Numa disputa com o ex-governador de São Paulo, José Serra, ele se saiu vencedor mantendo Guerra e Tasso Jereissati, na presidência do Instituto Teotônio Vilela. Serra queria e brigou até o fim por este cargo. No fundo a brigar era por espaço dentro da legenda o suficiente para trabalhar a candidatura em 2014.

     Apesar de pública, essa briga é negada por Sérgio Guerra na entrevista exclusiva que deu ao RDNews na última quinta (2). Na ocasião, ele recebeu o deputado estadual Guilherme Maluf, pré-candidato tucano à Prefeitura de Cuiabá, ao qual assegurou que a Capital mato-grossense está entre as prioridades do PSDB nacional.

       Este é um dos assuntos da entrevista a seguir. Confira:
      RDNews - Cuiabá vai ser prioridade para o PSDB nacional?
      Sérgio Guerra – Nós vamos ter candidatos nas principais Capitais, especialmente naquelas que governamos, então no caso de Cuiabá é compulsória a nossa candidatura. Estou viajando por várias Capitais e discutindo isso e nos próximos 30 dias nós vamos dar prioridade completa para as eleições municipais. No caso de Cuiabá não tem como discutir: nós vamos ter candidato. E o candidato, o deputado Guilherme Maluf, está aqui conosco e eu espero que a gente continue vencendo lá.

       RDNews - O PSDB em Mato Grosso está muito desestrutura, sobretudo por conta das derrotas nas duas últimas eleições estaduais. Os senhores estão pensando em alguma estratégia para recuperar o partido no Estado?
      Guerra – Discutir isso amplamente com os companheiros de lá. A estratégia é ouvi-los e apoiar os projetos que vierem de Mato Grosso. A gente não pode daqui definir o que pode ser feito lá. Ouvi o Guilherme, o Nilson (Leitão, presidente regional), a nossa companheira Thelma (Oliveira, presidente nacional do PSDB Mulher), que nós estimamos muito, enfim, todos os nossos companheiros dirigentes e militantes de lá. O que nós queremos é ir para frente e ganhar as eleições no Estado, especialmente na Capital.

      RDNews - O senhor poderia analisar o resultado da convenção nacional do PSDB?
     Guerra – Tudo mundo disse que a gente ia brigar, que ia atirar um no outro, que havia divisão. Não teve divisão nenhuma, está tudo em ordem , o partido está unido e seguindo em frente. O negócio nosso agora é ganhar eleições municipais. Nossa meta é eleger mais de 800 prefeitos no Brasil, especialmente os prefeitos das Capitais e naquelas cidades que nós governamos.

      RDNews – Qual será a função na prática do ex-governador José Serra na presidência do Conselho Político?
      Guerra – Orientar o partido. É uma instância que vai ser decisiva para saber se a gente faz fusão ou não, quais serão as nossas coligações nacionais, como vai se processar essas coligações, enfim, as questões mais gerais do partido serão submetidas ao Conselho Político. E o José Serra é o presidente do Conselho. Então esta será a função dele.

     RDNews – O caso Palocci. O PSDB vem tentando fazer o ministro dar explicações.
    Guerra – O Palocci é o caso que todo mundo entende. O cara ficou rico, muito rico, e não está explicando como isso aconteceu.

    RDNews – Qual é a estratégia do partido para fazer com que ele se explique?
    Guerra – Estão fazendo uma imensa proteção a ele. O governo, a Dilma, todo mundo está segurando ele. Mas é um escândalo que nós esperamos ver desvendado. A verdade um adia aparece. Hoje, amanhã ou depois.

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