Sábado, 04 de Fevereiro de 2012, 09:05 h

RUMO ÀS URNAS | 03/02/2012 - 07:30

Mendes quer repetir 2008 e atrair PT com Serys de vice; bloco de Abicalil é contra

Romilson Dourado

Pré-candidato a prefeito Mauro Mendes e a ex-senadora Serys Marli    Mauro Mendes (PSB) está se movimentando nos bastidores para transpor barreiras e fechar composição com o PT, a exemplo das eleições de 2008, quando concorreu a prefeito de Cuiabá com a ex-deputada Verinha Araújo e perdeu no segundo turno para o tucano Wilson Santos. O empresário até já tem um outro nome feminino de preferência para a chapa majoritária, o da ex-senadora Serys Marli. O pré-candidato socialista já fez uma sondagem, reuniões e conta com apoio de duas alas do petismo. No caso de Serys, ela disse sim à proposta de imediato.

   Líder absoluto desde o ano passado nas pesquisas de intenção de voto feitas pelo instituto Mark e publicadas aqui no blog com exclusividade, Mendes pode até reconquistar o PT, mas não será tarefa fácil. O bloco liderado pelo trio Carlos Abicalil-Ságuas Moraes-Alexandre Cesar está afinado com o governador Silval Barbosa, que tem como pré-candidato a prefeito da Capital o peemedebista Dorileo Leal, inclusive dentro de um acordo da cúpula nacional. Por isso, se os petistas fecharem aliança com Mendes, o reflexo no Palácio Paiaguás será imediato, com possibilidade de perder o comando da Educação, maior pasta da estrutura da máquina estadual, além de outros cargos que vão de segundo a quarto escalões. Ademais, um outro grupo defende projeto próprio, com o vereador Lúdio Cabral.

   Foco em 2014

   De todo modo, Mendes insiste. Ele tem como certa a aliança com os petistas e aposta em apoio do PDT do senador Pedro Taques, do PV e do PPS e quer atrair outras siglas, como o PSDB do virtual candidato ao Palácio Alencastro, deputado Guilherme Maluf. Nesta fase de conjecturas e de avaliação de pré-candidatos, o empresário que disputou e perdeu duas eleições seguidas, a de prefeito e para governador em 2010, continua com foco também na sucessão de 2014.

   Nas primeiras conversas informais com petistas, Mendes adiantou que, se Serys vier a ser a vice e a chapa sair vitoriosa, ele poderia renunciar ao mandato para concorrer ao Palácio Paiaguás, abrindo chance para a petista se tornar prefeita, a exemplo do que fez Wilson em relação ao hoje chefe do Executivo municipal Chico Galindo. Uma acordão desse traria, no entanto, outras implicâncias. Não seria aceito, por exemplo, pelo senador Pedro Taques, que também está de olho na cadeira de governador.

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Articulação | 01/02/2012 - 08:10

Em 2º lugar, Sérgio é fiel da balança, rejeita Mendes e deve ir com Dorileo

Romilson Dourado

Sérgio Ricardo   O deputado Sérgio Ricardo (PR), primeiro-secretário da Mesa Diretora e próximo presidente da Assembleia, se tornou espécie de fiel da balança na corrida à Prefeitura de Cuiabá. Embora muitos chamados formadores de opinião o desprezem como líder político, definindo-o como "populista e sem conteúdo", Sérgio carrega um peso eleitoral suficiente para eleger o próximo prefeito, tanto que figura entre os melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto, mesmo já tendo anunciado que não concorrerá às eleições. Na amostragem feita pelo instituto Mark nos últimos dias 28 e 29, em parceria com o RDNews, Sérgio surge como principal ameaça à liderança do pré-candidato do PSB, empresário Mauro Mendes, líder disparado. O resultado, com vários cenários, saiu nesta terça - confira aqui.

   Com Sérgio no páreo, Mendes aparece com uma vantagem menor. Já sem o deputado republicano, o empresário amplia tanto os percentuais que hoje conquistaria o Palácio Alencastro no primeiro turno. Por conta de rusgas políticas das últimas eleições, Sérgio não apóia Mendes. Curiosamente, ambos já foram candidatos a prefeito de Cuiabá e não obtiveram êxito nas urnas.

    Fora Mendes, aparecem como virtuais concorrentes o empresário Dorileo Leal (PMDB), o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), os petistas Lúdio Cabral e Serys Marli, o ex-prefeito Roberto França (DEM) e provavelmente o prefeito Chico Galindo (PTB). Qual deles, então, Sérgio deve apoiar? Seus eleitores ou aqueles simpáticos à pré-candidatura do republicano seguiriam orientação para votar neste ou naquele candidato?

    A tendência hoje seria de Sérgio pedir voto para Dorileo, com quem mantém diálogo permanente e se mostra mais próximo. Atenderia também, com isso, pleitos do governador Silval Barbosa, que é do PMDB e se tornou o principal cabo eleitoral do empresário, e ainda do aliado na Assembleia, deputado José Riva (PSD), que se mostra compromissado em reforçar o palanque de Dorileo. O deputado passou a ser "assediado" pelos virtuais candidatos. Matreiro, ele aproveita a boa fase para se cacifar, pensando nas próximas eleições.

   Sérgio vem de uma carreira "meteórica". Começou na vida pública como vereador e está no terceiro mandato de deputado. Nesse interím, foi candidato a prefeito, presidiu a Assembleia e até ocupou a cadeira de governador por uma semana. É bem articulado e tem ampliado base eleitoral usando programa de TV como espécie de palanque eletrônico.

Enquete
Na sua opinião, quem Sérgio deveria apoiar entre os pré-candidatos a prefeito de Cuiabá?
  • Chico Galindo (PTB)
  • Dorileo Leal (PMDB)
  • Mauro Mendes (PSB)
  • Guilherme Maluf (PSDB)
  • Roberto França (DEM)
  • Nenhum deles acima
  • Deve ficar neutro
Chart?chd=s:mitpo9v&chl=deve+ficar+neutro+%286

Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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RUMO ÀS URNAS | 30/01/2012 - 08:24

Pré-candidatos, Mendes e Júlio Neto já promovem encontros em bairros

Laura Nabuco

     A cinco meses das convenções que definirão oficialmente quem serão os candidatos de cada partido às eleições municipais, o empresário Mauro Mendes (PSB) e Júlio Neto (DEM), filho do deputado federal Júlio Campos (DEM), já se antecipam aos eventuais concorrentes nos pleitos de Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente. Enquanto a maior parte dos pré-candidatos ainda se preocupa em "esconder" as intenções de se lançar à corrida eleitoral, desde o ínicio do ano, Mendes e Neto fazem visitas aos bairros mais carentes das duas maiores cidades do Estado, onde promovem encontros com a população.

     Nenhum dos dois chega a pedir voto. Não se furtam, no entanto, de tecer críticas às atuais administrações. O caso mais explícito é o de Júlio Neto, que chegou a elaborar um site para expor as dificuldades que os várzea-grandenses enfrentam. Sob o título de "Várzea Grande Esperança", a página revela as críticas da população a problemas como falta água, má qualidade no atendimento médico, coleta de lixo deficiente.

     Apesar de soar como propaganda fora de época, Júlio Neto, por meio de sua assessoria, garante não se tratar de desrespeito à legislação eleitoral, visto que o site não o mostra como candidato. O próprio democrata afirma visitar os bairros em busca de ouvir a população. O objetivo, segundo ele, contudo, é verificar quais são as maiores demandas do município, berço eleitoral da família Campos, para, junto com professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), elaborar um projeto de desenvolvimento para a cidade que se aplique pelos próximos 20 anos.

     Em Cuiabá, Mendes também já promoveu pelo menos três encontros com a população de diferentes bairros da Capital. O argumento do socialista para as visitas, entituladas "Caravana 40" é a busca por novos filiados ao partido. Presidente do diretório municipal do PSB, durante o último encontro, no bairro Jardim Vitória, ele chegou a afirmar, inclusive, já ter atingido a meta de mil filiações. O partido trabalha agora para dobrar a quantidade.

     Enquanto Mendes é, até o momento, a única opção do PSB para a disputa pelo Alencastro, Júlio Neto ainda vai precisar disputar internamente com o empresário Wilson da Grafite o título de pré-candidato pelo Democratas ao Paço Couto Magalhães. A pesquisa de intenção de voto deve ocorrer até março. Até o limite do prazo dado pela Justiça Eleitoral para apresentação do candidato, no entanto, ele ainda é "ameaçado" por uma eventual candidatura do tio, o senador Jayme Campos (DEM).

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OAB | 29/01/2012 - 08:13

Stábile avalia reeleição ao comando da OAB; oposição quer Scaravelli

Andréa Haddad

     Presidente de 1º mandato da OAB no Estado, Claúdio Stábile ameaça recuar da candidatura natural à reeleição, sob argumento de dificuldade em conciliar as atribuições do cargo às do escritório de advocacia, mas na reta final deve acabar cedendo e encampando o projeto de seu grupo, há 18 anos à frente da entidade.

     Mesmo ponderando que ainda não discutiu o assunto com demais membros da diretoria, Stábile deve participar da eleição por mais 3 anos na presidência, o que lhe garante visibilidade e currículo para, posteriormente, pleitear a vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional da ordem, a exemplo da ex-presidente Maria Helena Gargaglione Póvoas, hoje no Tribunal de Justiça.

     A OAB conta com 29 subsecções. Na diretoria não há cargos remunerados, mas o orçamento é de R$ 4 milhões. Parte da verba é usada na contratação de serviços terceirizados. Fora isso, a maioria dos cargos é ocupado por indicações. As últimas campanhas pela presidência da entidade, que representa os cerca de 7,5 mil advogados do Estado, têm sido marcadas por debates acirrados e grandes estruturas, similares até às dos candidatos a prefeito e deputado.

     Do total de membros que a OAB congrega, apenas cerca de 4,5 mil votaram na eleição de 2009, quando Stábile derrotou o candidato do grupo da oposição, João Vicente Scaravelli, que volta a figurar entre os possíveis postulantes ao comando da entidade, assim como Paulo Taques e o ex-juiz no TRE, João Celestino Correa da Costa Neto.

     Já Stábile é ligado ao grupo dos antecessores, Ussiel Tavares e Francisco Faiad, respectivamente. Ambos exerceram 2 mandatos cada. Apesar de considerado o candidato natural à reeleição, Stábile diz que as reuniões com lideranças do seu grupo vão ter início apenas em maio. A definição sobre o nome do cabeça-de-chapa deve sair em julho. Ele pondera que existem outros nomes, como o do vice-presidente Maurício Aude, e o de Leonardo Pio da Silva Campos, conhecido como "Léo Capataz", responsável pela Caixa de Assistência da OAB.

     Ex-prefeito por Alta Floresta, Faiad também figura como virtual candidato. Ele não descarta a possibilidade de concorrer, mas analisa o convite do PMDB para disputar as eleições a vereador em Cuiabá. O ex-presidente já coordenou a banca de advogados da campanha do governador Silval Barbosa, do mesmo partido. 

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Comunicação | 28/01/2012 - 09:58

Veja mostra participação do PT em mensalão

Patrícia Sanches

     A revista Veja, que chega nas bancas de Mato Grosso neste domingo (29), traz novas informações sobre a operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009 e que apura a distribuição ilegal de recursos à base aliada do governo. O caso ficou conhecido como o mensalão do DEM. Intitulada: O PT por trás da Operação Caixa de Pandora, a reportagem revela detalhes sobre a ligação do partido com o caso.

    Veja também desvenda os segredos do melhor professor do mundo, revelando como funciona o cérebro no processo de aprendizagem. Trata-se de Salman Khan, ex-aluno de MIT e Harvard, tido como o professor fantástico. Ele tem ajudado a inovar o jeito como se dá aula, com uma forma didática e simples. Ficou conhecido após colocar os conteúdos no YouTube, tudo de graça. O projeto voluntário teve muita aceitação e ele ganhou U$ 10 milhões do Google para traduzir suas aulas para outras línguas.

     Na editoria de Cidades, a revista revela detalhes sobre a tragédia envolvendo o desabamento de três prédios no Rio de Janeiro. Até agora, já foram encontrados 17 corpos.

VÁRZEA GRANDE | 28/01/2012 - 07:45

Sem relação com escândalos em VG, Wallace pode ser "zebra" do pleito

Laura Nabuco

       Com a indefinição a respeito da candidatura do senador Jayme Campos (DEM) e a rejeição ao nome do prefeito Tião da Zaeli (PR), o deputado estadual Wallace Guimarães (PMDB) aparece mais uma vez como opção de voto aos varzea-grandenses no pleito de outubro. O peemedebista, entretanto, ainda precisa vencer o colega de partido, secretário estadual de Cidades, Nico Baracat, para se consolidar como candidato. As chances de conseguir, tanto isso quanto a vitória nas urnas, podem crescer devido ao histórico de crises administrativas que se instalou na segunda maior cidade do Estado.

      Enquanto Nico e Tião têm suas imagens diretamente relacionadas a do prefeito cassado Murilo Domingos (PR), tendo atuado como vice do republicano, em 2004 e 2008, respectivamente, Jayme e o "clã" dos Campos são responsáveis por boa parte da história do município, tendo rejeição de uma parte da população que busca algo novo. Neste contexto,Wallace aparece como uma opção de mudança.

     O deputado estadual, que em 2010 conquistou 25.129 votos, dos quais 11.343 apenas na cidade industrial, já disputou o comando do Paço Couto Magalhães em 2004 e chegou perto de conquistar a cadeira. A diferença dele para Murilo foi de pouco mais de 580 votos.

     A época, Wallace, então filiado ao antigo PFL, hoje DEM, entrou tarde na disputa. Em 2008, travou uma dura disputa interna com o deputado federal Júlio Campos. Mesmo tendo chances reais de ser eleito, Wallace perdeu a queda de braço partidária para Júlio, que disputou, sem sucesso, o comando do município. O clima entre os dois azedou, Wallace não pediu votos para Júlio e, nos bastidores, atuou no palanque de Murilo. Insatisfeito com o DEM, migrou para o PMDB, do governador Silval Barbosa.

     Hoje o deputado corre contra o tempo para se organizar com antecedência. Apesar de ter que esperar por uma decisão do PMDB sobre seu nome ou de Nico, já dá os primeiros passos da campanha. A definição deve ocorrer por meio de pesquisa de intenção de voto.

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ELEIÇÕES 2012 | 27/01/2012 - 08:20

Pleito expõe brigas de deputados em bases; Riva e Luciane travam "duelo"

Gabriela Galvão

     As eleições municipais devem expor divergências políticas de deputados na Assembleia, o que pode transformar o Parlamento num verdadeiro ringue. Acontece, que eles mantém uma relação saudável no Legislativo, mas travam duros embates em suas bases eleitorais. Assim, ao menos 10 dos 24 integrantes da Casa disputarão voto a voto na tribuna livre e nos corredores do parlamento, seja para si ou para seus apadrinhados. O presidente da Assembleia José Riva e a deputada Luciane Bezerra, que já vem se estranhando desde o início do ano passado, devem travar uma queda de braço ainda mais acirrada.

     Acontece, que em 2008, o marido de Luciane, o então prefeito de Juara Oscar Bezerra (PSB), que disputava à reeleição, perdeu para o concunhado de Riva, José Alcir Paulino (PSD). Oscar saiu derrotado por uma diferença de apenas 12 votos. Neste ano, os dois prometem reviver o mesmo cenário eleitoral. Desta vez, enquanto Alcir buscará o segundo mandato, com apoio de Riva, Oscar vai tentar retomar o poder, tendo a ajuda da esposa.

     Outra disputa que promete esquentar os ânimos na Assembleia é pelo comando da Prefeitura de Sorriso. Mesmo licenciado do Legislativo para chefiar a secretaria estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, José Domingos Fraga (PSD), não esconde a animosidade com o deputado Mauro Savi (PR). O social-democrata é um dos nomes mais influentes do município que já administrou por três mandatos e que lhe proporcionou mais de 10 mil votos na eleição para deputado. Zé Domingos diz não ser candidato, entretanto, deve apoiar o atual prefeito e candidato á reeleição Chicão Bedin (PMDB), enquanto Savi surge como oposição ferrenha ao peemedebista. O republicano também não admite candidatura, mas garante que o partido vai disputar o pleito com nome próprio.

     O clima continua tenso entre os deputados que pertencem a Alta Floresta, Romoaldo Júnior (PMDB) e Ademir Brunetto (PT). O petista já começou a pedir voto para sua esposa Lucimara Brunetto (PT), ao passo que Romoaldo pode disputar a prefeitura. Já em Rondonópolis a briga será entre Percival Muniz, pré-candidato a prefeito pelo PPS e Ondanir Bortolini, o Nininho, pelo PR. Os republicanos ainda discutiam a possibilidade de Jota Barreto estar na disputa, mas o deputado abriu mão, deixando a definição do partido entre Nininho e o presidente da Câmara Municipal, Ananias Filho.

     Zeca Viana (PDT) e Luizinho Magalhães (PSD), ambos com base em Primavera do Leste, devem protagonizar outro embate na Assembleia, talvez ainda mais intenso. Hoje o município é comandado pelo irmão do pedetista, Getúlio Viana (PR), que em seu segundo mandato não pode ir à reeleição. Os irmãos Viana, contudo, devem fazer de tudo para se manter no poder. Já o social-democrata fez acordo para apoiar o ex-prefeito por três mandatos, Érico Piana (DEM), que tem conseguido agregar várias lideranças políticas, inclusive, da cúpula estadual, como o presidente da Assembleia José Riva, cacique político do recém-criado PSD.

     Na Capital, os deputados Sérgio Ricardo (PR) e Guilherme Maluf (PSDB) são cotados para disputar o pleito. O primeiro ainda não admite que está na páreo, mas é o nome mais cotado do partido que defende com “unhas e dentes” uma candidatura própria. Maluf, por sua vez, tem propagado que vai concorrer à sucessão de Chico Galindo (PTB).

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RUMO ÀS URNAS | 26/01/2012 - 08:30

Tião, Pátio e Galindo engrossam lista dos 110 que poderão ir à reeleição

Patrícia Sanches e Glaucia Colognesi


Prefeitos Tião, Pátio e Galindo acumulam desgaste de imagem, mas sonham concorrer à reeleição em outubro

      Os prefeitos de Cuiabá Chico Galindo, de Várzea Grande Tião da Zaeli e de Rondonópolis Zé do Pátio, engrossam a lista de 110 dos 141 prefeitos mato-grossenses que podem disputar à reeleição no pleito de outubro. Apesar de negar que seja candidato, Galindo, que comanda a Capital desde abril de 2010 após o titular Wilson Santos (PSDB) renunciar para concorrer, sem sucesso, ao Governo, é considerado um dos nomes fortes para protagonizar a corrida pelo Palácio Alencastro.

     Ele tem tomado medidas polêmicas, que dividem a opinião pública, como à concessão da Sanecap, por outro lado também tem programas populares como o Poeira Zero, que apenas na primeira etapa, vai asfaltar 24 bairros. Outro que também se apegou ao cargo, mas não admite que buscará à reeleição, é Zé do Pátio. A gestão do peemedebista está desgastada junto à população, o que dificulta a captação de apoio eleitoral dentro do próprio partido. Por outro lado, com estilo populista, Pátio é tido como um candidato em potencial. Militantes acreditam que ele pode virar o jogo.

    Tião Zaeli, por sua vez, assumiu o comando do Paço Couto Magalhães em meio a uma grave crise política, provocada pelo prefeito cassado Murilo Domingos (PR). O empresário e o republicano protagonizaram duras brigas e “troca-troca” no comando do segundo maior município do Estado. Pouco mais de oito meses antes da sua primeira eleição como “cabeça-de-chapa”, ele já procura desvincular a sua imagem a do gestor cassado por improbidade administrativa. Ele conta com o apoio de um dos políticos mais articulados e experientes no Estado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD).

     O prefeito de Sinop Juarez Costa (PMDB), por sua vez, também aparece na lista dos que tem grandes chances de vitória. Porém, ele terá que enfrentar concorrentes com forte atuação no município, como o ex-deputado estadual Dilceu Dal'Bosco, presidente regional do DEM.

     O prefeito de Sorriso, Chicão Bedin (PMDB), também é outro que poderá e deverá tentar à reeleição. O peemedebista, recentemente, denunciou um esquema de cobrança de propina, que provocou a cassação de três vereadores: Gerson Luiz Frâncio, o Jaburu (PSB), Chagas Abrantes e Roseane Marques do Amorim, ambos do PR.

     Já o prefeito de Cáceres, Túlio Fontes (DEM) também lutará para voltar ao cargo em janeiro de 2013. Ele ficou em segundo lugar em número de votos em 2008 e só assumiu a prefeitura depois que Ricardo Henry (PP), irmão do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), foi cassado por captação ilícita de sufrágio, abuso da máquina e do poder econômico pouco antes de tomar posse. Túlio terá que desbancar o médico Leonardo Ribeiro Albuquerque (PSD), o empresário Sebastião Mário Giraldelli, o Tato (PMDB), e até mesmo o seu vice Wilson Kishi (PDT).

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Palácio Paiaguás | 25/01/2012 - 08:02

Presidente da Lemat tem missão de trazer recursos da União para Estado

Gabriela Galvão

      Com uma estrutura de apenas 4 funcionários e salários que variam de R$ 4 mil a R$ 7,5 mil, a recém recriada Loteria Estadual de Mato Grosso (Lemat) tem a missão de trazer para o Estado a arrecadação que hoje vai diretamente para os cofres da União. Nos bastidores, a informação é de que apenas no primeiro ano de funcionamento, as “raspadinhas” e “mega-sena” podem rechear o erário mato-grossense, que hoje vive um arrocho sem precedentes, com um montante superior a R$ 3 milhões em arrecadação.

     Mesmo com uma estrutura enxuta, entretanto, o presidente da loteria, Manoel Antônio Garcia Palma, o Toco Palma, filho de Rodrigues Palma, 2º suplente do senador Blairo Maggi (PR), garante que com a ajuda de servidores da secretaria estadual de Fazenda, a qual é vinculada, a Lemat já está com todo seu planejamento estratégico concluído e em breve o Termo de Referência e o edital do processo licitatório estarão prontos para serem lançados no mercado. A expectativa é de que até junho a iniciativa privada já esteja disputando a concessão da loteria de Mato Grosso, com sede no Aecim Tocantis, no lugar onde funcionava a extinta Agecopa.

     A Lemat, que surge como uma alternativa de arrecadação para o Estado, cujo objetivo em 2012 é sanar o déficit de R$ 1,1 bilhão do erário, contará com 4 modalidades de jogos e os números indicam que este talvez realmente seja um bom "plano b" para, pelo menos, ajudar a impulsionar a arrecadação da máquina estadual, já que os mato-grossenses parecem gostar de fazer uma “fézinha”. Em 2010, apenas em loterias da Caixa Econômica, Mato Grosso apostou cerca de R$ 53 milhões. Acontece que, deste total, somente R$ 2,3 milhões ficaram no Estado, o restante foi diretamente depositado nos cofres da União. Agora, com a implantação da loteria estadual, todo o dinheiro arrecadado será investido no Estado.

     A prioridade de investimento de tudo que for arrecadado será o fundo de desporto, que ficará com 7% da fatia para manutenção de estádios, atendimento de clubes de futebol e outras modalidades esportivas. Já outros 3% serão destinados à área social, de preferência para construção e manutenção de creches, centros comunitários, casas de amparo e de recuperação e financiamentos de programas sociais. “Mato Grosso está seguindo o exemplo de outros 12 Estados e a vantagem é que além dos empregos diretos que a loteria estadual vai gerar, pela contratação de funcionários em todos os pontos de jogos, todo o dinheiro será investido aqui”, enfatiza Toco Palma.

     A lei de criação de Lemat é de 1953, quando o Estado ainda era governado por Fernando Corrêa da Costa. A loteria, contudo, só foi ativada no governo Júlio Campos (1983 a 1986) e acabou desativada pelo mesmo governador. Sua reativação foi proposta em 2007 pelo deputado estadual José Riva (PSD). A nova regulamentação da autarquia, por sua vez, só foi publicada em novembro do ano passado.

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Cáceres | 24/01/2012 - 08:00

"Ficha suja", Ricardo Henry busca brecha em lei para disputar pleito

Andréa Haddad

     Acusado de compra de votos, uso da máquina pública e abuso de poder econômico, o ex-prefeito de Cáceres Ricardo Henry (PP), cassado por 6 vezes, se articula nos bastidores para a “revanche” contra Túlio Fontes (DEM). O democrata perdeu o pleito de 2008 por uma diferença de cerca de 500 votos para Ricardo, que depois do esforço da campanha se viu longe do poder e, de quebra, com prejuízos. Contudo, no último ano, a vitória ao 5º mandato consecutivo de Pedro Henry a deputado federal, bem como a posterior nomeação dele no comando da secretaria estadual de Saúde, alçou o irmão Ricardo à condição natural de pré-candidatura do grupo de oposição a Túlio.

     A pedra no sapato do ex-prefeito é a Lei da Ficha Limpa, que passa a valer a partir destas eleições. Ricardo deve alegar, porém, que teve os políticos cassados por apenas 3 anos, com a inelegibilidade expirando em 3 de outubro de 2011.

      Por outro lado, há juristas que apontam o impedimento do registro da candidatura de políticos que tenham sido condenados por órgão colegiado, nos últimos 8 anos. Na avaliação destes advogados, Ricardo seria enquadrado na condição de “ficha-suja” por ter a perda do mandato decretada pelos membros do TRE e não cumprido imediatamente a decisão, o que o deixaria inelegível, a menos que o STF julgue a legislação como inconstitucional.

     A apreciação da matéria no Supremo é aguardada com expectativa por pré-candidatos a vereador e a prefeito. Enquanto isso, os ministros correm contra o tempo para resolver as polêmicas envolvendo o CNJ, que tem prerrogativas questionadas na Corte, bem como o julgamento dos réus do mensalão, entre eles Pedro Henry. Só depois disso, o STF deve apreciar a legalidade da Lei da Ficha Limpa, e artigos que tratam do período a partir do qual seus efeitos passam a vigorar.

     Com perfil mais comedido, Ricardo Henry enfrenta resistência do próprio grupo pelos processos que acumula e acabam respingando no irmão. Por outro, é considerado uma liderança que agrega, num contraponto à personalidade forte do secretário de Saúde. De todo modo, consegue herdar os votos do irmão na região Oeste, além de propagar a tese de ter sido injustiçado por uma decisão do TRE, que alega ter tido viés político. Ricardo corre por fora e representa séria ameaça aos projeto de reeleição de Túlio.

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Justiça Eleitoral | 23/01/2012 - 07:11

Processo contra Luizinho no TRE faz Deucimar sonhar com cadeira na AL

Patrícia Sanches


Deucimar Silva comemora investigação contra 1º suplente Luizinho e volta a sonhar com vaga na Assembleia

       A possível cassação do mandato do primeiro suplente de deputado estadual Luizinho Magalhães (PSD), investigado por compra de votos, conforme o RDNews adiantou com exclusividade, reacende o sonho do vereador por Cuiabá Deucimar Silva (PP) assumir uma cadeira na Assembeia. Assim, numa cajadada só, Deucimar não só ampliaria a sua força política no Estado, como sairia da Câmara antes do término das investigações da CPI, que apura superfaturamento de R$ 1 milhão na reforma feita pelo ex-presidente. Ele não admite publicamente, mas nos bastidores teme ser cassado pelos colegas de parlamento.

TRE acata denúncia e investiga Luizinho pela compra de votos

     O progressista se articula para assumir a cadeira de deputado desde o ano passado. Acontece, que a relação dele com os demais vereadores ficou desgastada devido ao fato dele ter batido de frente com muitos colegas, tendo feito uma administração polêmica, marcada pela cassação dos mandatos de Ralf Leite (PRTB) e Lutero Ponce (PMDB). Na busca por uma das 24 cadeiras na Assembleia, Deucimar tem esbarrado no fato de não ter a garantia de que, ao renunciar o mandato na Câmara, terá vaga garantida graças a um esquema de rodízio e/ou a saída de um parlamentar para o staff estadual, a exemplo do que aconteceu com Luizinho.

      O ex-vereador por Primavera do Leste, que teve 16.558 votos em 2010, ocupa o lugar de Carlos Azambuja, secretário estadual de Esportes e Lazer. Já Deucimar obteve o apoio de 15.781 eleitores, amargando a segunda suplência e não conseguiu convencer os deputados, eleitos por sua coligação, a formalizarem um calendário de licenças. A situação ficou pior após a criação do PSD, quando o PP passou a contar apenas com Ezequiel Fonseca no parlamento estadual.

     Agora, entretanto, devido a possível decretação da perda de mandato de Luizinho, Deucimar volta nutrir o sonho. Entende, que neste caso, poderia se tornar deputado sem que seja feito um novo “arranjo” político, o que é praticamente impossível no cenário atual. O ex-vereador por Primavera do Leste é acusado de ter comprado votos no pleito de 2010 por meio de tickets de combustível. O processo tramita no TRE e deve ser julgado ainda no primeiro semestre.

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RUMO ÀS URNAS | 22/01/2012 - 08:31

Com 3 opções, DEM cobra Jayme e Lucimar, mas resiste a Júlio Neto

Laura Nabuco

     Faltando ainda 3 anos para o termino de seu mandato, que se conclui em 2014, o senador Jayme Campos tem se visto pressionado por lideranças democratas a assumir a pré-candidatura à Prefeitura de Várzea Grande mesmo contra a própria vontade. Acontece que uma ala do DEM acredita que o partido só sairá vencedor do pleito de outubro se Jayme estiver encabeçando a chapa.

     Ex-prefeito e ex-governador, ele tem reduto eleitoral e grande apelo junto a população da cidade industrial, comandada há mais de 20 anos pelos Campos. Por lá, além do próprio senador, passaram os Júlios Campos, pai e filho. Caso Jayme desista, a alternativa que vem se apresentando hoje é Júlio Campos Neto.

     Antes de disputar o voto dos várzea-grandenses, no entanto, Campos Neto precisa conquistar os próprios democratas. Além de ser considerado um nome que desagrega o partido, devido ao seu perfil polêmico, parte dos democratas teme que a candidatura seja minada por um simples questionamento: a profissão.

     Acontece que o escolhido do DEM vai disputar o comando do Paço Couto Magalhães com nomes como o do atual prefeito, Tião da Zaeli (PSD), empresário que antes de ser eleito já vinha investindo na cidade, ou o do deputado Walace Guimarães (PMDB), médico. Além disso, o próprio Jayme questiona o nome do sobrinho. Embora negue publicamente, os rumores são de que o senador não deve defender a pré-candidatura de Campos Neto. O "plano C" dos democratas neste caso é a esposa do senador, Lucimar Campos.

     A ex-primeira-dama tem tudo o que as lideranças do partido sonham. Perfil forte e discreto, simpatia dos eleitores e, o que eles consideram principal, o apoio incondicional de Jayme. Só um detalhe pesa em desfavor dela: o senador não quer que Lucimar dispute.

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RUMO ÀS URNAS | 21/01/2012 - 08:35

PT protela decisão e Lúdio fica mais longe de candidatura

Patrícia Sanches

     Único petista a colocar oficialmente seu nome como pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, o vereador Lúdio Cabral enfrenta dura resistência e vê cada vez mais distante a possibilidade de disputar a cadeira. Acontece que os mais de 4,5 mil militantes estão divididos. O grupo Articulação de Esquerda, ligado a ex-senadora Serys Marly, defende o nome dela e/ou do empresário Mauro Mendes (PSB), enquanto que o grupo Construindo um Novo Brasil ligado a Carlos Abicalil (PT), que integra o governo Silval Barbosa (PMDB), tende a endossar o nome de Dorileo Leal (PMDB).

    Hoje o vereador, tem apoio das chamadas correntes minoritárias, que representam cerca de 20% da legenda. Como a definição final depende de um colegiado formado por 185 delegados, que serão eleitos em 15 de abril, Lúdio se articula para emplacar o maior número possível de aliados.

     A decisão acontece em 22 do mesmo mês no Encontro Municipal Tático Eleitoral. Na oportunidade, será definido se o PT terá candidato ou não. Depois disso, o partido ainda terá até 10 de junho para escolher quem será o candidato próprio ou que político de outra legenda, da base da presidente Dilma Rousseff, terá seu apoio.

    Desde o ano passado, Lúdio, que é o único petista com mandato na Capital, tem avisado que não vai disputar à reeleição. Ele tenta conquistar aliados para disputar à sucessão de Chico Galindo (PTB), mas esbarra em algumas dificuldades. Entre elas está o fato do comando da legenda no Estado está sob o grupo de Abicalil, que, por sua vez, se vê numa “saia-justa”.

    De um lado algumas lideranças como Alexandre César e o secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes, não “engolem” o nome de Dorileo devido duras críticas do Grupo Gazeta, tanto em 2004, quando Alexandre disputou, sem êxito, o comando do Palácio Alencastro, acusado de fazer caixa 2, quanto em 2010, quando Abicalil concorreu ao Senado e se viu no olho do furacão ao ser apontado como defensor do aborto. Por outro lado, eles integram a base de Silval, comandando a pasta de Educação, sob Ságuas. Ela é uma das mais importantes do staff do peemedebista.

    Já o grupo de Serys tende a encampar o projeto de Mendes. Em 2008, o empresário teve o PT em seu arco de aliança. Na época, a ex-deputada Verinha Araújo era candidata a vice do empresário. Ambos foram derrotados por Wilson Santos (PSDB), reeleito. Serys, por sua vez, também posterga a definição se vai ou não entrar na briga. De todo modo, caso o PT resolva disputar o pleito com candidatura própria, terá a missão de conquistar os cuibanos, já que nunca conseguiram emplacar nenhum prefeito em Cuiabá.

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RUMO A 2012 | 20/01/2012 - 08:10

Ao menos 7 ex-vereadores entram na lista de pré-candidatos em Cuiabá

Andréa Haddad

Roosivelt Coelho e Luiz Poção    Pelo menos 7 ex-vereadores por Cuiabá, entre eles o secretário municipal de Cultura, Luiz Poção (PSD), e o suplente Roosevelt Coelho (PSDB), que legislou por 2 anos, engrossam a lista de pré-candidatos ao Legislativo cuiabano. A partir deste ano, o quadro de parlamentares na Capital será ampliado, de 19 para 25. A abertura de mais 6 vagas tende a "inflacionar" o quadro de concorrentes. Cálculos preliminares apontam que ao menos 400 devem concorrer a vereador.

   Eleito em 2004 pelo nanico PMN, com 2.296 votos, Poção não conquistou à reeleição em 2008, quando recebeu apenas 1.955 votos, já no PP. Ele tem base eleitoral no bairro homônimo, na região central. Poção fez barulho na Câmara ao longo do primeiro mandato, na condição de 1º secretário da Mesa Diretora, à época presidida por Lutero Ponce (PMDB), posteriormente cassado. Depois, caiu no ostracismo e, agora, como secretário de Cultura, busca reconquistar espaço, agora pelo PSD.

     Outro pré-candidato é Roosevelt, que obteve 3.572 votos no último pleito. Ele foi vereador por 2 anos no lugar de Edivá Alves, que atuou como secretário na época. Assim como Poção e Roosevelt, há outros 5 que foram vereador e que sonham com reconquistar da cadeira. São eles: Dilemário Alencar, hoje secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico e que saiu do pleito de 2008 como primeiro suplente; o médico dermatologista Benedito Cesarino, que saiu do PSDB e está no nanico PT do B, assim como Sérgio Cintra (ex-PPS e ex-PDT). Também se articulam por vaga na Câmara os ex-parlamentares Zito Adrien (ex-PPS), hoje no PV, o presidente da Fundação Educacional de Cuiabá (Funec), Mário Nadaf.

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Assembleia Legislativa | 19/01/2012 - 08:29

Após acionar Dorner na Câmara, PP quer tirar Luizinho; Deucimar na fila

Laura Nabuco


Os suplentes de deputado federal e estadual, respectivamente, Roberto Dorner e Luizinho Magalhães, trocaram o PP pelo PSD

    A decisão da Executiva Nacional do PP, de requerer as vagas no Legislativo de titulares licenciados que estiverem sendo ocupadas por suplentes que migraram para o PSD, pode "ressuscitar" o sonho do vereador por Cuiabá, Deucimar Silva (PP), de conseguir ingressar na Assembleia. Segundo suplente, ele deve conseguir o respaldo dos progressistas para requerer o direito de substituir o deputado licenciado Carlos Azambuja (PP), secretário estadual de Esporte.

    A vaga de Azambuja é ocupada hoje por Luizinho Magalhães, que, a exemplo de Walter Rabelo e Airton Português, decidiu acompanhar o presidente da Assembleia José Riva para o PSD. Se para os colegas a decisão fora estratégica, para Luizinho pode custar o mandato. É que o ex-vereador por Primavera do Leste e apresentador de TV é o único dos 4 que estão legislando na Assembleia que não é titular. A tendência é que Deucimar, que se vê na condição de primeiro-suplente do PP, já que Luizinho foi para o PSD, venha requerer a vaga, considerando a regra eleitoral, segundo a qual o mandato pertence ao partido e não à pessoa. Curiosamente, Deucimar até se articulou para ingressar no recém-criado PSD, mas foi barrado por Riva.

   No ano passado, Deucimar chegou a anunciar que iria renunciar ao mandato de vereador para ocupar cadeira na Assembleia, dentro de um acordo de rodízio com os titulares da coligação. As negociações não avançaram, principalmente depois do surgimento do PSD, que esfacelou a legenda progressista. Na Câmara Municipal, logo após o recesso, ele vai enfrentar uma CPI, que pode resultar na cassação do mandato. As investigações são baseadas em parecer do Tribunal de Contas, que apontou irregularidades no balancete de 2010, época em que Deucimar presidiu a Câmara.

   Lá e cá

   Em âmbito nacional, o PP e o suplente Neri Geller ingressaram com mandado de segurança, com pedido de liminar, junto ao Supremo. Geller entende que deve ficar com a cadeira ocupada por Roberto Dorner, que legisla no lugar do titular Pedro Henry, secretário estadual de Saúde. Dorner trocou o PP pelo PSD, enquanto Geller permanece na agremiação progressista. O deputado Ezequiel da Fonseca, secretário-geral do PP no Estado, afirma que não promoverá "caça às bruxas" no sentido de tirar o mandato daqueles parlamentares que deixaram o partido. Apesar disso, no fundo, quer dar o troco aos sociais-democratas, que ajudaram a diminuir o PP em número de lideranças e de espaço em cargos eletivos.

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Tribunal de Justiça | 18/01/2012 - 09:24

2 se aposentam este ano: promoção por antiguidade tem 3 investigados

Romilson Dourado

Teomar de Oliveira e José Silvério    Os desembargadores Teomar de Oliveira e José Silvério Gomes, que já presidiu o Tribunal de Justiça e o TRE-MT, se aposentam neste ano. O primeiro deixa a toga em 2 de abril, quando completa 70 anos, abrindo vaga para promoção pelo critério de merecimento. Silvério pedirá aposentadoria em 16 de novembro e, curiosamente, a promoção para a cadeira será por antiguidade, embora ele tenha chegado ao Pleno por merecimento. Outras aposentadorias só devem ocorrer em 2013, quando vão completar 70 anos José Luiz de Carvalho, em 2 de janeiro; Gerson Ferreira Paes, em 22 de maio; e Manoel Ornellas, no dia 18 de julho, todos pela magistratura. Cada desembargador ganha R$ 22 mil e usufrui de regalias e privilégios. Tem papel de solucionar embargos, ou seja, os problemas de ordem jurídica que surgem na sociedade.

   E quem são os juízes de entrância especial com chances reais de conquistar as duas cadeiras de desembargador neste ano? A movimentação interna já começou. Por antiguidade, o primeiro seria Fernando Miranda Rocha, que enfrenta denúncia formulada pelo Ministério Público. Ele chegou a ser promovido desembargador, mas o Conselho Nacional de Justiça anulou o ato por existência de "vício formal" na convocação da sessão que marcou a escolha.

    A segunda mais antiga é Graciema Ribeiro de Caravellas, que em 2010 foi punida com aposentadoria compulsória pelo CNJ junto com outros 9 do Judiciário por conduta incompatível com a magistratura. Ela foi acusada de integrar um suposto esquema que desviou dinheiro do TJ para salvar uma cooperativa de crédito ligada a uma maçonaria. Círio Miotto, o terceiro mais antigo, está afastado do cargo por decisão do Superior do Tribunal de Justiça, após ser apontado como integrante de suposto esquema de venda de sentenças. No quadro de mais antigos vem depois, pela ordem, Rondon Bassil Dower Filho, José Zuquim, Adilson Polegato e Sebastião Barbosa Farias.

   Por causa de denúncias e punições envolvendo juízes que estão na fila para ser promovidos, o processo de escolha por antiguidade não será tarefa fácil dos membros do Pleno. Das 30 cadeiras, 2 estão vagas por causa do afastamento, imposto pelo CNJ, aos desembargadores Evandro Stábile e José Luiz de Carvalho, acusados de venda de sentença. Desse modo, atual efetivamente hoje 28.

   Merecimento

  Quanto à disputa da vaga por merecimento, Marilsen Adário é a mais cotada. Ela já figurou na lista por duas vezes consecutivas e, se entrar pela terceira vez, tende a ser promovida, embora o Pleno tenha de avaliar os últimos 24 meses de atuação e a nota pode mudar, levando em consideração que 4 novos desembargadores vão votar desta vez. Na última disputa por merecimento, Marilsen ficou em segundo lugar. Perdeu para José Ferreira Filho, que foi promovido.

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Articulação | 17/01/2012 - 08:14

Governador recorre a Sérgio para conter rebeldia de defensor-geral

Gabriela Galvão

André Prieto   O governador Silval Barbosa (PMDB), com seu estilo light e de não partir para o enfrentamento, recorreu ao primeiro-secretário da Assembleia, deputado Sérgio Ricardo (PR), para conter a rebeldia do defensor-público-geral André Prieto, que está na bronca por ter sido barrado pelo Executivo na tentativa de ampliar o quadro de pessoal. Sérgio é forte aliado de Prieto, tanto que respaldou sua nomeação ao cargo, embora a escolha tenha que passar pelo crivo eleitoral dos defensores.

   A preocupação do Palácio Paiaguás é no sentido de pôr fim à polêmica iniciada com o veto dos 65 cargos, com altos salários, criados a partir do projeto encaminhado por Prieto à Assembleia. Desses postos, 40 são de assistentes jurídicos para as defensorias da capital, 20 de assistentes para as defensorias dos demais municípios e 5 de assistentes técnicos da área Meio. Silval sustenta que o veto é necessário porque os novos postos elevariam a folha de pagamento da Defensoria em R$ 20 milhões por ano e espera agora que o legislativo estadual o mantenha. O problema é que, se Prieto continuar instigando a discórdia, inclusive com críticas ao governo, o assunto pode se transformar em nova crise.

    O governador, que conduz orçamento de R$ 13 bilhões, tem dito que não discrimina a Defensoria, tanto que o orçamento do órgão aumentou para R$ 62 milhões em 2012, contra os R$ 56,5 milhões do ano passado. Também lembra que seria um contrasenso elevar os gastos da defensoria, enquanto acaba de estabelecer como regra geral mais cortes nas despesas em todas as secretarias, órgãos e empresas da estrutura da máquina estadual. Esse corte em 20011 foi de 15%.

    Silval já solicitou ao líder do governo na Assembleia, deputado Romoaldo Júnior (PMDB), que faça a intermediação com os colegas, de modo a não enfrentar resistência na manutenção do veto. Com Sérgio e o presidente do Legislativo, José Rica (PSD), ele mantém contato direto.

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BASTIDORES | 16/01/2012 - 09:29

Maggi condena postura de Fagundes e Pinheiro no PR e "namora" o PMDB

Romilson Dourado


Blairo Maggi, que começou na vida pública no PP (ex-PPB), depois passou pelo PPS e está no PR, avalia filiação no PMDB, motivado por crises  com dirigentes da sigla republicana, entre elas os deputados Wellington Fagundes e Emanuel Pinheiro

     O senador Blairo Maggi não admite publicamente, mas, nos bastidores, demonstra contrariedade com a postura dos dirigentes do PR no Estado, especialmente com o presidente Wellington Fagundes e com o secretário-geral Emanuel Pinheiro. Numa operação "fogo amigo", eles não deram respaldo a Maggi nos ataques disparados pela oposição assim que este deixou o cargo de governador e estariam, inclusive, alimentando dossiês de supostas falhas da gestão.

    O descontentamento é tanto que Maggi abriu diálogo com a cúpula nacional do PMDB e não descarta deixar o Partido Republicano, do qual foi o fundador em Mato Grosso. Por outro lado, teria de conviver no Estado com figuras, como o cacique Carlos Bezerra. Maggi começou na vida pública no PP (ex-PPB) e, quando assumiu o Senado por 4 meses em 1999, na vaga do então titular Jonas Pinheiro, migrou para o PPS, pelo qual conquistou cadeira de governador, em 2002. No pleito de 2006, já pelo PR, garante a reeleição. Depois, pula para o PR.

    Assim que deixou o Palácio Paiaguás, em 31 de março de 2010, Maggi passou a ser criticado por lideranças que até então se mostravam aliadas. Até pessoas que atuaram como secretário estão agindo como opositores. Isso tem contrariado o senador. No caso dos escândalos do maquinário e das cartas de créditos, o PR, sob Fagundes, não se preocupou em reforçar a versão do governo Maggi. Ademais, Fagundes e Pinneiro não se articularam para "segurar" lideranças no PR, que perdeu o ranking de maior legenda do Estado. O recém-criado PSD já conta com 50 prefeitos, mais de 300 vereadores, 3 deputados e 2 federais, enquanto o PR caiu para o segundo lugar, de 33 para 24 prefeituras e, o PMDB, comanda 18 municípios.

    Interesses pessoais

    Integrantes da chamada turma da botina, grupo captaneado pelo ex-governador, avaliam que Fagundes, que tem forte apego ao poder, se aproximou mais do governador Silval Barbosa, apostando numa candidatura a senador ou a governador em 2014 com apoio da máquina, movida por um orçamento anual de R$ 13 bilhões e com quase 100 mil servidores. Fagundes não se contentou apenas em "encostar" em Silval, mas em "paquerar" outros líderes peemedebistas. Chegou a defender o nome do colega deputado Carlos Bezerra, de quem era adversário político, para disputa à Prefeitura de Rondonópolis neste ano. Assim, cada vez mais o presidente regional do PR vai isolando Maggi e a turma da botina, que o chama de traidor. Pela movimentação nos bastidores, Fagundes está levando a sério a velha máxima de "rei morto, rei posto!"

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