Quinta, 24 de Maio de 2012, 11:14 h

RUMO ÀS URNAS | 23/04/2010 - 21:47

23 do PT se inscrevem; Vera, Juca e Lúdio disputam à AL

Romilson Dourado

  Vinte e três petistas se increveram oficialmente para concorrer à cadeira de deputado estadual, entre eles os já parlamentares Ademir Brunetto e Alexander Cesar e a ex-deputada Vera Araújo, derrotada à reeleição em 2006 e também para vice-prefeita de Cuiabá no pleito de 2008 na chapa de Mauro Mendes (ex-PPS e hoje no PSB). O vereador cuiabano Lúdio Cabral também apresentou seu nome. O blog teve acesso com exclusividade à relação.

    Pelas projeções internas, o PT deve garantir no máximo duas cadeiras, o que o manteria com o mesmo número de bancada de hoje. É que o quociente eleitoral de aproximadamente 65 mil votos exige bom desempenho eleitoral de todos concorrentes para ajudar nos votos de legenda. Ademais, o partido não terá candidatura própria a governador, o que enfraquece os concorrentes proporcionais.

   O prazo para apresentar pedido de pré-candidatura venceu nesta quinta (22). O partido exigiu alguns critérios para homologar as incrições, entre eles estar em dia com a contribuição financeira e obter assinatura ao menos de 15 membros do diretório estadual ou uma lista com no mínimo 250 filiados à agremiação. A partir dessa lista, o PT vai decidir no encontro de 23 de maio quem serão os candidatos. Está decidido que vai concorrer à Assembleia com chapa pura. O filiado que não fez inscrição, automaticamente está fora da disputa eleitoral. É o caso da senadora Serys Marly, que não se colocou no páreo. Ela está inconformada pela derrota nas prévias com vistas a definir o nome ao Senado. Ganhou o deputado federal Carlos Abicalil, presidente regional da sigla.

   De Cáceres, o PT quer disputar vaga na Assembleia com Alonso Batista dos Santos. Sonham também com cadeira de deputado Odorico Ferreira Cardoso, de Barra do Garças; Mauro Cesar, de Rondonópolis; Luiz Brás de Lima, de Juína; Sérgio Ricardo e Júlio César, ambos de Colíder; José Benildo, de Comodoro; e Elder Biazus, de Lucas do Rio Verde. Três petistas de Rondonópolis se inscreveram, sendo eles Jurandir de Souza, José Fernandes e o ex-vereador Juca Lemos. Da Capital, além de Lúdio, também quer concorrer Juscimaria da Cruz. Os demais inscritos são Vanderlei Martins (Confresa),
Adilson Soares Rocha e Dulcimar Cavalleti (ambos de Sorriso), Aparício de Siqueira (Diamantino), José Felipe Neto (Mirassol D’Oeste), Wilson Donizete Freitas (Pontes e Lacerda) e Zelandes Santiago (Várzea Grande).

Os inscritos do PT para deputado estadual
Luiz Brás de Lima - Juina
Sergio Ribeiro Araújo Ferreira – Colíder
Júlio Cesar Martins Viana - Colíder
José Benildo de Oliveira Marinho – Comodoro
Elder Biazus – Lucas do Rio Verde
Juscimaria Ribeiro da Cruz (Eletronorte) – Cuiabá
Alexandre Luis Cesar - Cuiabá
Lúdio Frank M. Cabral - Cuiabá
Ademir Antônio Brunetto – Alta Floresta
Alonso Batista dos Santos - Cáceres
Odorico Ferreira Cardoso Neto – Barra do Garças
Mauro Cesar Campos – Rondonópolis
Vanderlei Martins dos Santos – Confresa
Adilson Soares Rocha – Sorriso
Dulcimar Cavalleti – Sorriso
Aparício Valeriano de Siqueira – Diamantino
José Felipe Neto – Mirassol D’Oeste
Wilson Donizete Freitas Faria – Pontes e Lacerda
Zelandes Santiago dos Santos – Várzea Grande
Vera Lúcia Araújo - Cuiabá
Jurandir Alves de Souza – Rondonópolis
José Fernandes Santana - Rondonópolis
José Ferreira Lemos Neto – Rondonópolis

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VÁRZEA GRANDE | 23/04/2010 - 07:40

Murilo tira Nortec do Dae; Jayme pressiona para anular a licitação

Romilson Dourado

Prefeito Murilo Domingos e o senador Jayme Campos   Depois de romper contrato com a Nortec, que há 12 anos vinha faturando R$ 130 mil mensais do Departamento de Água e Esgoto (Dae) de Várzea Grande para cuidar da gestão comercial, o prefeito Murilo Domingos (PR) passou a ser pressionado pelo grupo do seu adversário político, ex-prefeito e senador Jayme Campos (DEM), para não homologar a licitação. Hoje completa exato um mês que o Consórcio Águas de Várzea, de São Paulo, venceu o certame. Nos bastidores, surgem comentários até de que estariam havendo ameaças e intimidações ao prefeito para não assinar a homologação.

   Alegando irregularidades, a Nortec, que faturou o Dae no decorrer de todos os mandatos de Jayme, recorreu à Justiça três vezes e não conseguiu anular a licitação. Assegura que vários itens do edital 07, de 2009, não foram cumpridos pelo consórcio vencedor, que conquistou o direito de cuidar da área comercial do Dae por cinco anos por R$ 33 milhões. O contrato com a Nortec estabelece pagamento de R$ 130 mil para a empresa fazer apenas o software e a leitura. Agora, com a nova empresa, a gestão comercial inclui implantação de programa de emissão de leitura e de conta simultânea, recadastramento comercial, geoprocessamento, implantação de hidrômetros, serviço de corte e religação de água e ainda pesquisa e ações para se evitar fraudes.

   A Nortec é ligada a Juarez Toledo Pizza e a João Olavarria de Pinho, o Jango. Quando Jayme foi prefeito, Juarez atuou alternando como secretário de Fazenda e na presidência do Departamento de Água e Esgoto. Jango foi diretor-administrativo e financeiro do órgão, que cuida do setor de saneamento de Várzea Grande e fatura em média R$ 1,5 milhão mensais e arrecada cerca de R$ 1,1 milhão. Com a saída de Jeverson Missias para concorrer a deputado estadual, o Dae está hoje sob João Carlos Hauer.

   São 60 mil consumidores ativos, embora o sistema aponte 67 mil, o que revela que aproximadamente 7 mil não pagam pela tarifa de água. Mesmo com o fim do mandato de Jayme da prefeitura, a Nortec continuou executando contrato com o Dae. A empresa vencedora tem a obrigação agora de cumprir uma meta de, em cinco anos, ampliar o faturamento para R$ 2,7 milhões e arrecadar pelo menos R$ 2,5 milhões num dos municípios que mais sofrem com a falta de saneamento, principalmente de água encanada, mesmo com as tão propagadas obras do PAC.

    Acuado pelo Ministério Público, que determinou nova licitação para evitar que o Dae continuasse fazendo contratos emergenciais com a Nortec há praticamente dois anos, Murilo se encorajou. Encarou o certame. Com isso, comprou briga com os Campos, que têm forte ligação com os donos da Nortec. A notícia tomou conta dos bastidores. Jayme, Juarez e Jango foram conversar com o prefeito no decorrer desta semana. O irmão de Murilo, empresário Toninho Domingos, aquele que atua como espécie de "prefeito paralelo", também participou da reunião. Houve bate-boca e ameaças.

    Ex-vice-prefeito no último mandato de Jayme (2000-2004), Toninho agora se vê no muro, pois, ora incentiva o irmão a homologar o resultado, ora defende que o prefeito postergue a decisão para a Nortec continuar aumentando seu faturamento com a prestação de serviços precários junto ao Dae. Enquanto eles brigam pela fatia financeira de um setor tão sucateado, a população continua com sede e à espera de água na torneira.

(10h) - Juarez nega interesse de Jayme no contrato e vê irregularidades na licitação

   O ex-secretário de Fazenda de Várzea Grande na gestão Jayme Campos, Juarez Toledo Pizza, assegura que o senador não tem qualquer interesse pessoal no contrato da Nortec com o Dae-MT. "Jayme não tem participação em nada. Ele não está fazendo pressão. Está alheio a esse processo", enfatizou. Juarez afirma que não é sócio da Nortec, mas sim a sua esposa Elaine Luíza Moraes, que conduz a empresa junto com Jango. Confessa que, por conta disso, já sofreu investigação do Ministério Público e que, ao final, o processo foi arquivado porque comprovou-se que ele (Juarez) não tem envolvimento contratual com o órgão.

   Segundo Juarez, a Nortec mantem contrato de mais de R$ 100 mil mensais com o Dae há cerca de 12 anos. Perguntado sobre a nova licitação, o ex-secretário afirma não ter autoridade para falar sobre o assunto, mas observa que "trata-se de um processo antigo e marcado pelo cancelamento de 3 licitações e que, neste novo certa, existe irregularidades". Uma das falhas que, na opinião de Juarez, poderia ensejar a nulidade é o fato de apenas uma empresa ter participado do pregão. "Quando se tem um concorrente, o pregão deve ser declarado vago para remarcar nova data e isso não aconteceu. É um erro grave", diz Juarez Pizza.

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RUMO ÀS URNAS | 21/04/2010 - 08:45

Wilson "cola" em Serra, propagar feitos e desqualificar os adversários

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Wilson parte para 'ou tudo ou nada', disposto a patrolar adversários, com ênfase aos feitos de quando foi prefeito

   Wilson Santos (PSDB) começou a participar de reuniões móveis nos municípios, dentro do cronograma estabelecido pela equipe de marketing. Sua estratégia é, gradativamente, desqualificar as ações do governo que hoje é representado por Silval Barbosa, um de seus principais adversários, "colar" no pré-candidato à sucessão presidencial José Serra, incorporar nas propostas ideias que deram certas de quando foi prefeito de Cuiabá e tentar apagar da memória do eleitorado promessas não cumpridas. Começa também a montar dossiê.

    Ex-vereador e ex-deputado estadual e federal, o tucano tomou uma decisão corajosa. Renunciou ao mandato de prefeito da Capital faltando mais de dois anos para concluí-lo para concorrer ao Paiaguás. Está hoje sem cargo pela primeira vez nos últimos 20 anos. Mesmo sob desgaste na cidade onde administrou por cinco anos e três meses, Wilson figura nas primeiras colocações. Ele começou a fazer oposição dura à gestão Silval, sucessor do governador Blairo Maggi, que também renunciou para buscar cadeira de senador.

   Nas reuniões, Wilson tem "massacrado" a administração estadual. Para cada setor, ele enaltece feitos da era Dante de Oliveira, que foi governador por praticamente 8 anos (1995 a 2002) e critica o sucessor Maggi. Ele direciona o discurso conforme a conveniência e o público presente. As maiores críticas são quanto às políticas de incentivos fiscais e à carga tributária. Para provocar a ira do eleitor, Wilson costuma dizer, por exemplo, que enquanto o empresário Mauro Mendes, outro forte pré-candidato a governador, usufrui do privilégio de não pagar milhões em impostos, por força da lei dos incentivos, a maioria dos comerciantes se vê excluída do benefício. Nesse caso, o tucano conta o que muitos chamam de meia-verdade. Omite, por exemplo, que, como prefeito, também concedeu incentivos fiscais para atrair indústrias para Cuiabá.

    Outro discurso do tucanato em busca do voto aponta para a educação. Wilson tem comparado o piso salarial que instituiu na Capital mato-grossense com o praticado pelo Estado para, ao final, dizer que sua gestão valorizou mais os profissionais da área. Critica também os índices de violência e problemáticas no meio ambiente e na saúde do Estado. Quando questionado sobre o caos na saúde vivida por sua gestão, o ex-prefeito atribui culpa aos governos estadual e federal. Para tudo Wilson tem argumento.

    Seu maior desafio é desmentir a propagação que ganhou corpo em praticamente todos os municípios de que não cumpre promessas e que, como administrador, seria um "desastre", considerando a experiência à frente do Palácio Alencastro. Com ajuda de assessores, Wilson buscou trunfos para justificar, por exemplo, obras não concluídas em sua gestão, como as avenidas das Torres, rodoanel e os projetos do PAC, que continuam empacados. De um lado, o tucano vai criticar os governos Maggi e Silval, com sugestões do que poderia melhorar e, de outro, tentará justificar aquilo que prometeu e que não deu certo por alguma razão.

    O eleitor vai estar diante de três nomes fortes para o governo do Estado: Wilson, Silval e Mendes. Cada um apresenta perfil diferente. A sinalização é de um embate eleitoral duro. Pelo visto, vai ser inevitável a disputa de dois turnos ao Paiaguás pela primeira vez em Mato Grosso.

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PALÁCIO PAIAGUÁS | 20/04/2010 - 07:49

Éder é escalado para blindar Silval

Romilson Dourado

  Fernando Ordakowski

    O governador Silval Barbosa, pré-candidato à reeleição, já escalou o seu secretário-chefe da Casa Civil, Éder de Moraes, para responder aos ataques da oposição, principalmente do tucanato, que aposta todas as fichas no ex-prefeito da Capital Wilson Santos para reconquistar o Palácio Paiaguás. Éder tenta copiar o estilo trator do ex-secretário do governo Maggi, Luiz Pagot, hoje diretor-geral do Dnit, e quer blindar a gestão de todas as formas. Já avisou que para cada ataque haver reação.

   Ex-presidente do MT Fomento e ex-secretário de Fazenda, Éder já tem em seu poder números de todos os setores da administração estadual e está buscando dados da gestão Wilson. Quer confrontá-los. Com respaldo de Silval, o porta-voz do Palácio Paiaguás vem agindo sem papas na língua quando entra em discussão questões político-partidária. Já trombou com o senador Jayme Campos, que levou o DEM para os braços de Wilson, e tem disparado sua metralhadora verbal contra o ex-prefeito da Capital toda vez que este critica os governos Maggi e Silval.

   Na Casa Civil, Éder se transformou em espécie de segundo governador. As principais demandas administrativas passam pela sua análise. Interfere até na agenda do governador. Seu maior esforço é cuidar das ações dos adversários e também tentar segurar a rebeldia de alguns deputados na Assembleia, principalmente nesta fase em que eles começam a se envolver de forma mais intensa no clima de campanha e a escolher o lado de onde vão ficar. Dos 24 parlamentares, somente Ságuas Moraes (PT) deve concorrer a deputado federal. Os demais buscam a reeleição. Governistas ou não, todos miram o Paiaguás, seja com apresentação de pleitos, seja como opositores, com críticas mais duras.

    Éder deve se transformar num saco de pancada do governo e demonstra estar pronto para revidar. Silval decidiu remanejá-lo da Fazenda para a Casa Civil já para o secretário cumprir esse papel. Queria que Éder fosse o interlocutor da convergência e mais pacificador para, assim, aglutinar novos aliados em torno do projeto da reeleição. O problema é que a postura do novo secretário, com reações afoitas, tem provocado é divergências.

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ARTICULAÇÃO | 19/04/2010 - 08:14

Após derrotar Serys nas prévias, Abicalil tenta evitar debandada

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

   Depois de passar no teste das prévias deste domingo, com vitória sobre a senadora Serys Marly, o deputado federal Carlos Abicalil tem agora a difícil missão de contornar a crise interna. Precisa juntar os cacos do que sobrou de um PT que perde forças cada vez mais por causa de envolvimento de filiados em escândalos e de posições contraditórias. Abicalil recebeu duro recado de correligionários de Serys. Na bronca, eles adiantaram que não vão apoiá-lo. Um grupo de vereadores, sob argumento de que Serys foi boicotada no direito de concorrer à reeleição, ameaça pedir desfiliação em massa.

   De todo modo, Abicalil, patrolando ou não as outras tendências do petismo, ganhou nas urnas o direito de concorrer à senatória. Em verdade, seu nome aparece com melhor pontuação nas intenções de voto se comparado a Serys, que vinha patinando como "lanterna". Seu grupo sempre foi majoritário e vai conduzir o partido para aliança com o PMDB em apoio à reeleição do governador Silval Barbosa. Abicalil está no segundo mandato na Câmara, já disputou e perdeu em 98 para governador para Blairo Maggi e, agora, com o próprio ex-governador vai fazer uma dobradinha na briga pelas duas cadeiras no Congresso Nacional. A disputa será tão acirrada quanto para governador. Além de Abicalil e Maggi, estão no páreo para o Senado o ex-procurador da República Pedro Taques (PDT) e ainda um nome que deve surgir do PSDB, ou Antero de Barros ou Luiz Soares.

   O risco é de parte do PT seguir outro caminho. Um vereador petista declarou neste domingo, após o resultado das prévias, que vai apoiar o tucano Wilson Santos para governador. Adianta que consultará Serys sobre a ideia de deixar a legenda. Outros petistas querem declinar adesão ao nome do empresário Mauro Mendes (PSB). Abicalil, por sua vez, acha que o clima de confronto logo passa e que levará o PT integralmente para o palanque onde já estão peemedebistas e republicanos e se vê a caminho o PP dos deputados Pedro Henry e José Riva.

   Esta será a primeira vez nos últimos 12 anos que o PT não lançará candidatura própria ao Paiaguás. De 2002 para cá, já disputou e perdeu com Abicalil, Alexandre Cesar e Serys. A candidatura de Abicalil ao Senado motiva o ex-secretário estadual de Educação, médico e deputado estadual Ságuas Moraes, a concorrer à Câmara Federal. Ele quer fazer uma campanha "casada" com Abicalil. O grupo do presidente regional do PT aposta também na eleição de Alexandre Cesar, que ficou na suplência e hoje atua como deputado no lugar de Ságuas, que continua licenciado.

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RUMO ÀS URNAS | 18/04/2010 - 07:15

Mendes e Taques fazem campanha "casada" e preocupa os adversários

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Mauro Mendes e Pedro Taques correm por fora e tumultuam processo com as suas pré-candidaturas majoritárias

  A forma audaciosa até no jeito de "fazer política" da dupla Mauro Mendes e Pedro Taques não só está assustando como deixa os adversários preocupados. Numa pré-campanha casada ao governo e ao Senado, respectivamente, eles surgem "do nada" nos eventos, inclusive em solenidades privadas e tentam "roubar" a cena. No megaleilão realizado neste sábado pelo pecuarista e prefeito Maurício Tonhá, o Maurição, em Água Boa, por exemplo, Mendes e Taques marcaram presenças, o que deixou o governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição com apoio do PR de Maurição, um tanto deslocado. Alegando compromissos oficiais, Silval ficou pouco tempo no município. Até então, em meio a pecuaristas e várias autoridades convidadas, o peemedebista, ao lado do ex-governador e pré-candidato ao Senado Blairo Maggi, se sentia em casa e com a sensação de que ali estava tudo dominado eleitoralmente.

    Quando Mendes e Taques chegaram, o clima de pré-campanha aflorou ainda mais no ambiente. Ali estavam os principais pré-candidatos ao Paiaguás e ao Senado. Antes, os grupos políticos se encontraram também em Ribeirão Cascalheira, durante audiência pública sobre regularização fundiária da região. Desta vez, não só Mendes e Silval se fizeram presentes, mas também o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, que concorre à sucessão estadual pelo PSDB e com apoio do DEM e PTB.

    Mendes corre por fora num processo eleitoral até agora polarizado entre Silval e Wilson. Ele disputou e perdeu no segundo turno para prefeito da Capital em 2008 e, após trocar o PR de Maggi pelo PSB, entrou na corrida majoritária e considera essa decisão um caminho sem volta. A inserção do nome do empresário tende a provocar, pela primeira vez, eleição de dois turnos para governador. O bloco se reforça com a decisão corajosa de Taques, de abandonar a carreira de procurador da República, com salário superior a R$ 20 mil, para encarar disputa de senador pelo PDT. Seu principal adversário é Maggi.

   Os postulantes a cargos majoritários mantêm intensa agenda antes mesmo das convenções, que acontecem entre 10 e 30 de junho. Aos poucos, com definição de rumo dos partidos, o quadro começa a se desenhar. São três nomes fortes para governador e a tendência é que a briga pelas duas cadeiras representativas de Mato Grosso no Congresso Nacional também seja acirrada.

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VÁRZEA GRANDE | 17/04/2010 - 08:30

Zaeli assume Infraestrutura e ainda emplaca esposa na área social

Romilson Dourado

   Fernando Ordakowski

Numa gestão compartilhada e capenga sob Murilo, o empresário Tião da Zaeli volta a reassumir o posto de supersecretário, agora na nova pasta de Infraestrutura, e ainda terá a esposa Miriam na Promoção Social

   Depois de vários confrontos e da ameaça de romper com a administração, o vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli aceitou reassumir o posto de supersecretário. Ao invés do prefeito Muilo Domingos, que enfrenta forte desgaste popular e até movimento pelo impeachment, carregar Zaeli, os papéis agora devem ser inverter. Com visão empresarial, Zaeli fará uma gestão paralela e promete dar "um choque de gestão". O problema e que, em meio a remanejamentos e fusões de pastas, ele já recomeça dentro da prática do nepotismo.

    Miriam Hazama Gonçalves, esposa do Zaeli, vai assumir na próxima terça a secretaria de Promoção Social, no lugar do vereador licenciado Hilton Coelho, o Hiltinho, que conduz agora a Educação. O vice-prefeito, por sua vez, passa a comandar a nova secretaria de Infraestrutura, que nasce da fusão de Serviços Públicos com Viação, Obras e Urbanismo. Zaeli já esteve à frente da Educação e Esporte e Lazer.

    Mesmo com a transformação de duas pastas em uma sobre a liderança de Zaeli, nenhum integrante do primeiro escalão vai ficar desempregado. Dito Pinto, que acumula Desenvolvimento Econômico e Serviços Públicos, toma posse na terça como secretário de Governo. O ex-vereador João Bulhões, hoje atuando no Governo, conduzirá a pasta de Desenvolvimento Econômico.

    Na Saúde, Murilo e Zaeli optaram por nomear, por enquanto, o odontólogo Renato Tetilla, assessor do deputado estadual Wallace Guimarães (PMDB). A ex-secretaria de Promoção Socal e segunda suplente do PR, Cely Almeida, que se articulava para voltar ao primeiro escalão, será contemplada com vaga na Câmara Municipal.

    As mudanças foram exigências de Zaeli junto ao prefeito, na esperança de dar novo ânimo à administração, que segue capenga. Murilo está no seguno mandato. Para o projeto se reeleição, em 2008, fez um pré-acordo para Zaeli aceitar ser candidato a vice. Se comprometeu, em caso de reconquista do mandato, avaliar a possibilidade de renunciar dois anos depois e, assim, abrir espaço para o companheiro de chapa administrar o segundo maior município mato-grossense. Agora, Murilo recuou. Decidiu que não sai. Por causa disso, ambos entraram em conflitos em várias reuniões, até que esta semana chegaram a um entendimento. Zaeli passa a ter maior influência na administração. No fundo, nem Zaeli e nem Murilo adminstram. Quem manda mesmo é Toninho Domingos, irmão do prefeito.

Como fica o secretariado de Murilo a partir da próxima terça
Marcos José da Silva - Administração
Paulo Sá - Comunicação
Tião da Zaeli - Infraestrutura
Rachid Mamed - Fazenda
Ester Scheffer - Planejamento
Geraldo de Oliveira - Procuradoria-Geral
Wilton Coelho - Educação
Dito Pinto - Governo
Eudes Souza - Esporte e Lazer
Dito Pinto - Governo
Promoção Social - Miriam Hazama Gonçalves
Pedro Elias - Assuntos Estratégicos
Lucineide Lago - Meio Ambiente e Agricultura
Renato Tetilla - Saúde
Dito Loro - Agência de Habitação e Regularização Fundiária

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RUMO ÀS URNAS | 16/04/2010 - 07:27

Maggi admite não disputar o Senado

Romilson Dourado

Blairo Maggi, ex-governador    O empresário Blairo Maggi disse, em entrevista ao blog 15 dias após renunciar ao mandato de governador, que não tem certeza ainda se será mesmo candidato a senador. Ele admite "jogar a toalha" se o grupo, do qual faz parte o seu sucessor no Palácio Paiaguás Silval Barbosa (PMDB), assim entender. Na avaliação do ex-governador, é preciso buscar uma composição mais forte em torno do projeto de reeleição de Silval e que se a conjuntura apontar para a necessidade de abrir mão da pré-candidatura não vê nenhum problema em sair do páreo. Essa insegurança de Maggi enfraquece a pré-candidatura de Silval.

   "Não tem problema nenhum em eu desistir. Já falei isso para o Silval. A candidatura minha não é só de vontade própria, mas sim se a conjuntura mostrar isso". Maggi não comentou mas, no fundo, o bloco governista quer atrair o empresário Mauro Mendes, que trocou o PR de Maggi pelo PSB e vem costurando a chamada terceira via. Mendes já disse não ao convite do grupo para ser vice da chapa de Silval. Ele aceita, mas na condição de ser o cabeça-de-chapa. As insinuações de Maggi podem ser interpretadas até como uma senha de que sairia fora da corrida ao Senado para apoiar Mendes, se este se juntar à chamada turma da botina.

   De acordo com o ex-governador, a definição só sairá mesmo nas vésperas das convenções, que acontecem entre 10 e 30 de junho. Até lá, pondera, vão ocorrer muitas negociações. Maggi comandou o Estado por sete anos e três meses. Garantiu os dois mandatos no primeiro turno. Deixou o Paiaguás em 31 de março com uma das mais altas popularidades já registradas a um governador mato-grossense. Como deixou o "trono", a tendência agora é que Maggi, bombardeado de críticas, venha a perder parte dessa aprovação popular.

   Ele disse que nem montou equipe para campanha. Perguntado sobre nomes para as duas vagas de suplência ao Senado, Maggi, um dos acionistas do gigante Grupo Amaggi, afirmou considerar cedo para qualquer definição. Observa que, em princípio, queria que os dois nomes fossem escolha pessoal, mas agora não descarta a descarta a hipótese de abrir para indicações partidárias. "Se as vagas para suplente de senador tiver que entrar nas composições para o grupo ficar mais forte, não tem nenhum problema. Estou pronto para colaborar".

   Para Maggi, o ideal seria que seus companheiros de chapa fossem escolhidos por afinidade e que tivessem perfil similar ao seu, ou seja, mais técnico que político. "Não tenho nenhum compromisso com qualquer pessoa (sobre Senado). Como não tenho nem certeza de que serei candidato, se eu fizer qualquer movimento para escolher os suplentes e depois não disputar ou as coisas tomarem outro rumo, aí fica ruim".

   Além de Maggi, figuram no páreo como pré-candidatos as duas vagas ao Senado o ex-procurador da República Pedro Taques (PDT), os petistas Serys Marly e Carlos Abicalil e os tucanos Antero de Barros e Luiz Soares.

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TRANSPORTE | 15/04/2010 - 09:15

Deputado tenta impedir licitações

Patrícia Sanches

  Fernando Ordakowski

O deputado democrata Dilceu Dal Bosco, que possui relação estreita com a Real Norte, que explora a concessão do transporte intermunicipal no Nortão, lidera movimento contra novas licitações e até propos uma CPI contra a Ager

 O deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) é um dos parlamentares mais empenhados em impedir a licitação das linhas do transporte intermunicipal de Mato Grosso. Ele “bate duro” durante às sessões e nos bastidores. Tenta impedir o cancelamento dos contratos vigentes e a realização do novo certame. Como possui estreita relação com a Real Norte, um das empresas que exploram linhas de ônibus na região de Sinop (Nortão), o democrata é acusado de agir com interesse pessoal.

    Alheio às críticas, o deputado se tornou opositor ferrenho da gestão Márcia Vandoni, que está na segunda gestão como presidente da Agência de Regulação de Serviços Delegados do Estado (Ager). Dal Bosco chegou até a ameaçar abrir CPI para investigar a Agência. Disse que contaria com 11 das 24 assinaturas dos colegas parlamentares. Por fim, desistiu. Desde o ano ano passado, quando Márcia Vandoni anunciou que havia finalizado o projeto que permite a licitação das linhas, Dal Bosco, com a ajuda de outros parlamentares, como Sérgio Ricardo (PR), começou investida contra as novas licitações. Fizeram lobby e conseguiram “boicotar” três audiências públicas que debateriam a proposta.

    Tentam evitar o debate porque este seria o último passo antes do lançamento do edital. A proposta de reestruturação de  todo o transporte intermunicipal do Estado. A Ager agendou para o próximo dia 27 uma audiência pública. Na última tentativa, foi cancelada um dia antes. Para justificar a resistência à implementação do novo modelo, Dal Bosco reclama que a Ager não consegue fiscalizar as empresas existentes e que os passageiros estão sendo prejudicados. Argumenta também que não há necessidade de licitar todas as linhas, mas apenas algumas delas e que os empresários que hoje atuam no mercado ficarão no prejuízo vindo a ser excluídos.

    O governador Silval Barbosa (PMDB) se vê num fogo cruzado. Não pode se indispor com o deputado, embora este integre a um partido (DEM) que caminha para a oposição e, por outro lado, se vê obrigado a cumprir o TAC assinado pelo então governador Blairo Maggi, que se comprometeu em licitar todas as linhas do Estado depois que perdeu 10 ações civis públicas na Justiça. Outras nove vão ser julgadas se Silval não regularizar a situação e, como trata-se do mesmo problema a tendência é que o Estado seja condenado nas outras também. As punições das primeiras ações foram suspensas depois que Maggi assinou TAC. O problema é que o prazo para a realização da licitação expirou. O governo corre risco de pagar R$ 270 milhões em multas. Além disso, para cada dia que o TAC não for cumprindo existe haverá multa de R$ 60 mil, que já soma R$ 900 mil.

    Pela proposta da Ager, o Estado será dividido em oito mercados e as linhas poderão ser exploradas por uma empresa ou consórcio vencedor por até 25 anos. A expectativa como o novo sistema haja uma redução de até 20% nas tarifas, além do aumento nas conexões e viagens e o fim das chamadas sobreposições de linhas. Hoje 20 empresas exploram as linhas convencionais (ônibus de linha) e outras 20 atuam com micro-ônibus.

Enquete
Deve ou não haver novas licitações das linhas de ônibus intermunicipais?
  • Sim
  • Não
  • Tanto faz
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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INVESTIGAÇÃO | 14/04/2010 - 10:10

MPE investiga decreto que dá direito a ex-governador ter seguranças

Romilson Dourado

Ex-governador Blairo Maggi   Treze dias após Blairo Maggi deixar o cargo de governador, o procurador-geral de Justiça do Estado Marcelo Ferra decidiu instaurar procedimento para apurar indícios de que a Lei 8.966, aprovada pela Assembleia em agosto de 2008, seria inconstitucional. Ela garante a ex-governadores segurança pessoal e patrimonial pelo Estado. Como Maggi exerceu dois mandatos, tem direito até a seis policiais militares para ficar a sua disposição durante seis anos. O ex-governador, que regulamentou a lei em janeiro deste ano, já usufrui desse privilégio. Se a lei não for derrubada, Maggi, um dos maiores empresários do país, continuará com seguranças bancados pelo Estado até 2016.

    Ferra foi nomeado por Maggi e com ele manteve relação cordial e conseguiu, inclusive, "reforçar" o duodécimo do Ministério Público. Curiosamente, o chefe do MPE tomou a decisão de mandar apurar se a lei que proporciona privilégios a ex-chefes do Executivo é ou não inconstitucional após a saída de Maggi do Palácio Paiaguás. Marcelo Ferra determinou, como providência inicial, que a Mesa Diretora da Assembleia seja notificada e que apresente cópia do processo acerca da elaboração da Lei Estadual 8.966.

   Maggi é o primeiro ex-governador mato-grossense a ter seguranças, embora seus antecessores, de uma forma ou de outra, contem com policiais à disposição. Coube a ele  próprio fazer escolha dos oficiais para acompanhá-lo na vida particular no sentido de manter sua integridade física. Essa mensagem, mesmo polêmica, foi aprovada sem muita discussão na Assembleia. O decreto estabelece todas as prerrogativas, incluindo recebimento de diárias e passagens. A Casa Militar é quem deve providenciar os meios e recursos necessários para o cumprimento do decreto. Esses policiais têm a missão de fazer planejamento, coordenar, controlar e zelar pela segurança patrimonial e pessoal do ex-governador.

   De acordo com o decreto, "O Estado promoverá a segurança e apoio pessoal após o término do mandato do ex-governador que tiver exercido por prazo igual ou superior a 3 anos a chefia do Executivo Estadual". Como permite somar o tempo em caso de reeleição, Maggi, eleito em 2002 e reconduzido ao Paiaguás em 2006, terá a garantia de ficar com uma equipe de seguranças por 6 anos. Quem já ocupou o posto de governador não contará com o mesmo privilégio, assim quem exerceu mandato de vice-governador. Em seu artigo 2º, o projeto destaca que a segurança e apoio pessoal (...) será prestada através da Casa Militar".

     A solicitação para ter segurança após o exercício do mandato partiu do próprio Maggi e não houve resistência dos deputados em aprovar o projeto no ano passado. Alegou que, no exercício do cargo, governador tem direito a todas as formas de segurança e apoio pessoal possível "para ter tranquilidade necessária com vistas a desenvolver seu trabalho em prol da sociedade, sem segundas preocupações no campo pessoal". Depois, sustenta que "o cargo de governador leva ao desgaste pessoal, principalmente quando contraria interesses econômicos, pessoais ou de grupos organizados que visam lesar o erário público".

    Diz ainda que "a figura do governante confunde-se, para muitos, com a figura da pessoa que exerce o cargo, sendo cobrado muitas vezes após o término do mandato, com reações ásperas e até muitas vezes agressivas por parte daqueles desprovidos de bom-senso, o que deixa a pessoa dos ex-governadores expostas à possibilidade de reações agressivas ou até mesmo represálias que atentem contra sua vida".

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RUMO ÀS URNAS | 13/04/2010 - 09:07

Serra e Dilma com 2 palanques cada

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Percival Muniz leva PPS para apoio a Serra para poder fechar com Mauro Mendes, enquanto Otaviano Pivetta seguir orientação nacional do PDT aderir à campanha de Dilma e poder estar no palanque do empresário

  O quadro que se desenha para as composições majoritárias em Mato Grosso apresenta situações curiosas e inusitadas. O dirigente regional do PPS, deputado Percival Muniz, está disposto a concorrer até ao Senado para construir, por exemplo, um novo palanque para o presidenciável José Serra, tudo para cumprir a resolução que determina apoio incondicional ao tucano. Agindo assim, Percival não se indispõe com o presidente nacional da legenda socialista Roberto Freire e fica livre para consolidar a aliança com Mauro Mendes, pré-candidato do PSB à sucessão estadual.

   Serra já conta com o palanque oficial, conduzido pelo ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, que está no páreo na corrida pelo Palácio Paiaguás. Nesse caso, o ex-governador de São Paulo vai ter apoio no Estado não apenas do bloco formado pela candidatura de Wilson, que seria PSDB, PTB e DEM, mas também do PPS. Estas duas siglas apoiam Mendes para governador.

   O PDT, sob Otaviano Pivetta, para também cumprir resolução da Nacional e orientação do presidente do partido, ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego), começa a construir um palanque para a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Assim, poderá apoiar Mauro Mendes. Curiosamente, nessa costuma estadual em sintonia com a nacional, o empresário vai ter no palanque lideranças que se dividirão entre apoios a Serra e Dilma. Mendes deve mesmo conseguir fechar a tríplice-aliança (PSB, PDT e PPS), com o ex-procurador da República, pedetista Pedro Taques, como candidato ao Senado.

   Enquanto Serra terá apoio do grupo do tucanato e do PPS, Dilma vai contar com respaldo da palanque oficial, formado pelo PMDB, PT, PR e PP e ainda do PDT. Em síntese, a petista vai ter também dois palanques, o do governador Silval Barbosa (PMDB), que busca a reeleição, e do PDT.

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Estratégia | 12/04/2010 - 09:14

Maggi tenta agradar 2 candidatos

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Blairo Maggi parece a "Tereza da Praia" da canção de Jobim e é cortejado por Mendes e Silval devido à dubiedade

   A estratégia do ex-governador Blairo Maggi (PR) de ficar numa posição dúbia sobre quem apoiar para a sucessão estadual pode trazer prejuízos a seu projeto ao Senado. Publicamente, ele anuncia que trabalha pela reeleição do peemedebista Silval Barbosa mas, nos bastidores, não demonstra tanta consistência nos argumentos e, de quebra, mantem diálogo com Mauro Mendes, que deixou o PR e está em pré-campanha para o governo pelo PSB. Com esse posicionamento de ter dois candidatos a governador, Maggi corre risco de comprometer sua candidatura, principalmente agora que tem como um dos concorrentes o ex-procurador da República Pedro Taques (PDT).

   Maggi seria a Tereza da Praia, composição de Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco. A letra da música desperta atenção, quando os cantores Lúcio e Dick, que seriam, transportando para o cenário político mato-grossense, Silval e Mendes, travam disputa por Tereza, que seria Maggi. Ambos brigam por Tereza, cortejam e fazem elogios a ela e, no final, concluem que Tereza não é de ninguém, mas sim da praia - clique aqui e ouça Tereza da Praia.

   O ex-governador tem feito discurso em defesa do nome de Silval, com quem vai estar no palanque. Em outros momentos, comenta que Mendes é um candidato forte. Constantemente se reune com o empresário e também com o porta-voz de Mendes, o deputado Percival Muniz, presidente regional do PPS. Essa ligação com o pré-candidato do PSB tem deixado os aliados de Silval com uma certa desconfiança de que, no fundo, para Maggi tanto faz o peemedebista ou o socialista ir para o segundo turno das eleições. Maggi tenta construir um palanque independente, embora numa maior sintonia com Silval. Sua equipe de marketing, por exemplo, está sendo montada em separado.

   Ele parece copiar a estratégia do então petebista, ex-governador de Minas Hélio Garcia, que em 98 concorreu ao Senado. Na época a briga era por uma vaga. Hélio tentou ser candidato de todos os grupos. "Colou" em Itamar Franco, que disputava o governo mineiro e também em Eduardo Azevedo, que buscava a reeleição. Eis que surge José Alencar, apoiado por Itamar, enquanto Azeredo tinha como candidato oficial Hélio Costa para o Senado. Hélio Garcia pagou caro por não tomar partido. Desistiu da disputa ao Senado. A cadeira ficou com Alencar, enquanto Itamar se elegeu governador.

    Como o ex-governador mato-grossense acaba se manifestando nos bastidores como se tivesse dois candidatos, há risco de perder apoio dos dois lados e ainda de ser chamado de traidor. A tranquilidade de Maggi por ter deixado o Paiaguás com a aprovação em alta e por liderar as pesquisas ao Senado, numa disputa com duas vagas, pode trazer pesadelo ao republicano se este não abraçar uma só candidatura.

Enquete
Quem você acha que Maggi apoia para governador
  • Mauro Mendes (PSB)
  • Silval Barbosa (PMDB)
  • Nenhum dos dois
  • Sei lá!
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Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. Resultado sem valor científico.

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RUMO ÀS URNAS | 11/04/2010 - 07:47

Wilson prepara discurso de oposição; Mendes oscila e Silval segue light

Romilson Dourado

  A pré-candidatura a governador de Mauro Mendes (PSB), combatida tanto pelo Palácio Paiaguás quanto pelo Alencastro, transformou o quadro eleitoral numa incógnita, alimenta a expectativa de disputa de dois turnos e deve tornar a campanha majoritária mais cara, não apenas para o bolso do empresário, mas também para o governador Silval Barbosa, que busca a reeleição pelo PMDB, e para o ex-prefeito cuiabano Wilson Santos, pré-candidato do PSDB. Nas trincheiras, eles já esboçam discurso, preparam munição e argumentos para os enfrentamentos.

   Fernando Ordakowski

Wilson Santos (PSDB), Silval Barbosa (PMDB) e Mauro Mendes (PSB) esboçam discurso para a corrida ao Paiaguás

   Mendes é visto como político com histórico similar ao de Blairo Maggi, um empresário que entrou na campanha de 2002 faltando apenas três meses para as eleições, pregou honestidade, novo jeito de fazer política e quebra de paradigma e ganhou no primeiro turno. De quebra, Maggi ainda se reelegeu quatro anos depois, também no primeiro turno. A estratégia de Mendes, que trocou o PR do ex-governador para o nanico PSB, é no sentido de "herdar" parte do eleitorado da chamada turma da botina que, em tese, apoia o projeto de reeleição de Silval. O problema é que, para atrair alguns segmentos, como o que ele próprio representa, que é o empresariado, Mendes ora bate no governo, o que atinge a gestão Maggi, ora escala correligionários para agir como opositores. As críticas mais duras são contra a carga tributária.

   Nas viagens aos municípios em pré-campanha, Mendes evita críticas ao ex-companheiro de partido quando percebe que naquela região Maggi deixou marca, com obras e outros projetos. Nesse caso, o pré-candidato do PSB, para não perder aliados, tem sempre alguém pronto para cutucar o Paiaguás. Ele resolveu fazer acordo sobre discurso com o ex-procurador da República Pedro Taques, do PDT, principalmente quando é para bater no ex-governador. Mendes e Taques devem consolidar dobradinha majoritária, na corrida ao governo e ao Senado, respectivamente.

   Wilson, por sua vez, tem discurso de oposição definido. A exemplo dos demais pré-candidatos, o tucano é teleguiado por imposição das pesquisas qualitativas, o que tira as virtudes de cada um. Discursa, apresenta ideias e projetos conforme mostram os indicativos das pesquisas e não mais a partir da impressão que tem junto aos eleitores. O ex-prefeito vai manter a linha dura contra o governo porque sabe que, conforme as amonstragens, o universo de descontentes se aproxima de 50%.

   Com o poder da máquina, Silval permanece na mesma toada. Assumiu a vaga de Maggi e, discretamente, fez algumas mudanças de secretários de modo a não causar tanto impacto. O peemedebista prega a continuidade e, a dois meses das convenções e a cinco das eleições gerais, se prepara para contrapor uma série de críticas e denúncias que certamente surgirão. Silval tem esperança de boa fatia dos eleitores do governo do presidente Lula (PT) e do seu antecessor Maggi, com quem fará dobradinha na majoritária, reforçar o seu nome à reeleição.

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INVESTIGAÇÃO | 10/04/2010 - 09:20

Assessores presos "mancham" líderes

Romilson Dourado

   Eles não têm envolvimento com fraudes em licitações e obras mas, devido a prisões de seus fortes aliados e assessores diretos na Operação Hygeia, acabam recebendo, nesta fase de pré-campanha, o respindo político que podem até comprometer projetos eleitorais. O presidente regional do PMDB, deputado Carlos Bezerra, por exemplo, está com dois correligionários presos, sendo eles o sobrinho José Luís Gomes Bezerra, filho de Manoel Bezerra e pré-candidato derrotado a vereador por Rondonópolis, e Carlinhos Miranda. A Polícia Federal levou também para a cadeia junto com outras 30 pessoas Rafael Bello Bastos, aliado do ex-vereador cuiabano Totó Parente, hoje assessor do ministro Alexandre Padilha (Assuntos Institucionais) e afilhado político de Bezerra.

 Fernando Ordakowski

O presidente regional do PMDB, deputado Carlos Bezerra, e o afilhado político Totó Parente: "relações perigosas"

   O desgaste político cai também sobre os ombros de outros políticos, como do deputado federal Carlos Abicalil (PT), que viu ser preso pela segunda vez o "aloprado" Valdebran Padilha, de quem é aliado, embora negue publicamente essa "relação perigosa". Os acusados atuavam como lobistas, segundo aponta investigação do Ministério Público Federal. A "bomba estourou" num momento delicado do ponto de vista estratégico para a campanha majoritária. É a fase em que marqueteiros e assessores dos principais pré-candidatos a governador Wilson Santos (PSDB), Silval Barbosa (PMDB) e Mauro Mendes (PSB) buscam "rabos" da concorrência e/ou até dossiês nos preparativos para a guerra eleitoral.A tendência é que muitos políticos passem a campanha se defendendo de acusações.

    Para cumprir 76 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão temporária, sendo 17 deles contra servidores públicos, a Polícia Federal deflagrou a operação em Mato Grosso e outros quatro Estados. Desmontou três esquemas de fraude em licitações e obras que podem ter desviado cerca de R$ 200 milhões do erário. De acordo com a PF, as quadrilhas atuavam em núcleos independentes dentro de prefeituras e também na superintendência da Funasa. As fraudes envolviam obras de engenharia e abrangiam até atendimento à saúde indígena, segundo apontam auditorias da Controladoria-Geral da União.

     Carlos Bezerra, presidente do PMDB regional há quase duas décadas, já enfrenta forte desgaste e agora, com a prisão de assessores, corre risco até de ter a reeleição comprometida. Sua esposa, ex-deputada federal Teté Bezerra, está em pré-campanha a estadual. O casal tem Totó como um dos articuladores do projeto. Nos bastidores, o ex-vereador se mostra habilidoso. Tentou, sem êxito, "colar" no governador recém-empossado Silval Barbosa. Sugeriu até o nome de Rafael para ocupar a secretaria de Planejamento. Não encontrou nenhum respaldo do Palácio Paiaguás. Totó tentou, então, emplacá-lo como assessor de Clovis Cardoso, novo secretário-adjunto da secretaria de Desenvolvimento Rural. O problema é que a "casa caiu" antes. Rafael foi preso nesta semana. Ele aparece nas interceptações telefônicas fazendo lobby para liberação de recursos.

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VÁRZEA GRANDE | 09/04/2010 - 07:45

Após discutir, Zaeli entrega carta-renúncia, mas documento é rasgado

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

Tião da Zaeli e o prefeito Murilo Domingos, ambos do PR, trombam numa reunião tensa na quarta, ao ponto do empresário apresentar carta-renúncia do mandato de vice-prefeito; tendência é dos 2 grupos romperem de vez

  Azeda a relação política entre o prefeito várzea-grandense Murilo Domingos e o seu vice, empresário Tião da Zaeli, ambos do PR. Eles tiveram uma discussão tão tensa na quarta (7) pela manhã, no gabinete do prefeito, que Zaeli retirou de um dos bolsos uma carta-renúncia e entregou nas mãos de Murilo. O ex-deputado Emanuel Pinheiro, secretário-geral do PR estadual e que estava presente na reunião, interveio e, de imediato, rasgou o documento. A reunião a portas fechadas demorou quase duas horas. Estavam presentes também o secretário de Assuntos Estratégicos e sobrinho de Murilo, Pedro Elias, o empresário e irmão do prefeito, Toninho Domingos, o ex-vereador Dito Loro, da Agência de Habitação e Regularização Fundiária, e ainda Jeverson Missias, que deixou a Comunicação e o Dae para concorrer a deputado estadual.

   Após "lavar roupa suja", o grupo fez um pacto para a notícia não "vazar" para a imprensa. Duas fontes, porém, que estavam na reunião, contaram detalhes sobre as discussões e troca de farpas. Zaeli se mostrava nervoso. Voltou a cobrar de Murilo o compromisso da campanha de 2008, que seria, em caso de reeleição, vir a renunciar para o vice concluir o mandato. Esse acordo não está sendo cumprido. Murilo já avisou que não deixa a prefeitura e propôs ao vice uma gestão compartilhada. Agora, Zaeli reclama que, na prática, a tal gestão conjunta não funciona, pois não tem qualquer autonomia.

   O vice-prefeito sugeriu uma série de mudanças e troca de secretários. Defende, por exemplo, a exoneração dos secretários Dito Loro e Dito Pinto, que acumula as pastas de Serviços Públicos e Desenvolvimento Econômico. Cobra mais espaço, embora tenha deixado as secretarias de Educação e Esportes e Lazer. Tião da Zaeli ponderou que a administração precisa fazer uma série de ações, sob pena de não conseguir concluir o mandato, tamanho o desgaste político e rejeição da população várzea-grandense. Ao mesmo tempo que propaga que o vice possui autonomia e liberdade para tomar as decisões, Murilo o impede de agir.

   Num determinado momento do bate-boca, Toninho Domingos contestou Zaeli sobre acordo da campanha de 2008. Disse que na época não houve comprometimento de Murilo para renunciar, mas sim uma possibilidade de avaliar futuramente se deixaria ou não o mandato. Zaeli retrucou. Disse que se sentia usado e preterido e questionou: "Quero saber o que vocês têm contra mim. Eu fui convidado para ser candidato a vice pelo governador (ex-governador Blairo Maggi) e por várias pessoas. Eu não pedi para entrar na disputa. Quero que vocês me respeitem".

    Bastante irritado, o empresário deu um murro na mesa e, em seguida, enquanto o grupo se afastava e Murilo já estava se encostando na parede, Zaeli retirou do bolso a carta-renúncia do mandato de vice. "Está aqui a minha renúncia". Emanuel Pinheiro interferiu e pegou o documento das mãos do prefeito, que se mostrava assustado com a decisão do seu vice. "Esse mandato é seu Tião, foi conquistado com ajuda do povo. Esse mandato não pode ser jogado fora assim. Calma, vamos conversar", declarou Pinheiro que, em seguida, rasgou o documento.

   Depois de muita confusão, os ânimos se acalmaram. Para não ganhar mais repercussão negativa sobre a relação entre prefeito e vice do segundo maior município mato-grossense, houve um "pacto do silêncio" para a informação não ganhar o noticiário. A tendência é que Zaeli venha romper mesmo com o prefeito, a exemplo do que fez o vice-prefeito de Murilo do primeiro mandato, ex-deputado Nico Baracat (PMDB).

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INFRAESTRUTURA | 08/04/2010 - 08:46

Acuado, Silval vai licitar transporte intermunicipal; projeto é 1ª bomba

Romilson Dourado

  O RDNews e o blog passam a produzir uma série de matérias acerca do projeto do transporte intermunicipal. Vai revelar quais as vantagens e as teses favoráveis e contrárias. Hoje as empresas atuam de forma irregular, criaram monopólios e oferecem transporte de péssima qualidade e com tarifa elevada. Alguns deputados e empresários fazem boicote; pela 5ª vez, Ager tentará realizar audiência pública no dia 27

 Fernando Ordakowski
 
Silval Barbosa assume "pepino" do governo Maggi, que, através da Casa Civil, engavetou o projeto sobre as licitações e agora deve efetivá-las, sob pena de ficar desmoralizado e o Estado pagar R$ 500 mil de multa por dia

   O governador recém-empossado Silval Barbosa se depara com a primeira "bomba" administrativa: efetivar, através da Ager, as licitações para concessão do transporte intermunicipal em todo Mato Grosso. O Estado já está condenado pela Justiça por não fazê-lo por causa de pressão de políticos que expõem nas discussões interesses pessoais e ainda devido a alguns empresários do setor. Eles temem, na concorrência que deve atrair empresas do país, perder o direito de explorar linhas de ônibus. O prazo para regularizar o setor, conforme Termo de Ajustamento de Conduta sobre interferência do Ministério Público, venceu no último dia 31. Se o TAC não for prorrogado, o governo estadual, além de ficar desmoralizado, ainda terá de pagar, desde já, R$ 50 mil por dia por cada linha não licitada, o que somaria R$ 500 mil diariamente considerando que são 10 ações. Além disso, corre risco de arcar com mais R$ 30 mil referentes à multa por descumprir o TAC.

    A diretoria da Agência de Regulação de Serviços Delegados do Estado (Ager) sofreu boicote nas quatro tentativas de realizar audiência pública. Antes, conseguiu promover consultas públicas junto com eventos do programa MT Regional, o que atingiu a 82 dos 141 municípios. Nem mesmo a Assembleia Legislativa se esforçou para realizá-la. A Agência agendou agora uma audiência para o próximo dia 27, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. Essa discussão é importante porque, primeiro, é uma exigência da lei para lançamento do edital, que é discussão ampla com a sociedade. Segundo, será oportunidade de todos conhecerem o projeto, que só pode ser aberto na audiência. Se assim não o fizer, a Ager estará privilegiando uma classe. Empresários e deputados fazem pressão porque querem saber, primeiro, as regras do jogo. Uma das exigências para participar da licitação é não ter inadimplência. Esse é um dos temores das empresas, que estão atoladas em dívidas milionárias.

   Mercados

   O projeto busca regularizar o transporte intermunicipal com a realização de novas concessões. Divide o Estado em 8 regiões, chamadas também de mercados. Pela proposta, a população será melhor atendida e com tarifa com menor custo. O governo Blairo Maggi acabou "segurando" o projeto, principalmente a Casa Civil. No TAC assinado com o Ministério Público, a Ager ficou responsável por elaborar o projeto num período de dois anos e de montar um cronograma. Assim o fez. Reformulou também todo o arcabouço jurídico. Duas propostas foram encaminhadas à Casa Civil, então sob Eumar Novacki, sendo a lei sobre restruturação da Ager e da lei de transporte. Para a Assembleia foi enviada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) acerca das mudanças. O deputado Dilceu Dal Bosco (DEM), que se opõe ao projeto e que tem relações estreitas com a empresa Real Norte, uma das que exploram o transporte intermunicipal, se manifestou contra. Ele próprio é quem manteve o projeto engavetado.

    A bomba agora está nas mãos do governador Silval, que tem se mostrado bom articulador político. Ele precisará ter habilidade para convencer os deputados e parte do empresariado do setor a dar respaldo para abertura da concorrência pública e efetivação das licitações. Para ser ideia, o monopólio é tão forte que hoje 20 empresas exploram as concessões. Elas estão "diluídas" em seis donos.

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RUMO ÀS URNAS | 07/04/2010 - 08:10

Wilson tem irmão no auxílio da campanha na área de gestão pública

Romilson Dourado

  O pré-candidato ao Palácio Paiaguás pelo PSDB Wilson Santos escalou o irmão Elias Santos, vice-prefeito de Chapada dos Guimarães e filiado ao PMDB do opositor Silval Barbosa, para ser um dos facilitadores de sua campanha. Elias entra na área de gestão pública, assim como o secretário de Finanças da Capital, Guilherme Muller. O blog teve acesso a todo o planejamento estratégia da campanha tucana a governador, com slogan "Mato Grosso Solidário", o mesmo utilizado pelo tucano como prefeito de Cuiabá por cinco anos e três meses. Os documentos somam 42 páginas. Na primeira matéria de uma série de cinco, foram revelados que são 54 pessoas já definidas como facilitadoras, sendo 13 na área de infraestrutura - saiba mais aqui.

 Fernando Ordakowski

Wilson Santos, pré-candidato ao governo pela tríplice-aliança (PSDB-PTB-DEM) e seu articulador Mário Olímpio: estratégias

    Para ajudar na campanha com projetos e ações voltados à gestão pública, o plano lista sete pessoas. Esse planejamento foi montado pelo ex-secretário de Cultura da Capital Mário Olímpio. Elias figura na relação. Em princípio, o vice-prefeito chapadense atua nos bastidores, com sugestões e propostas para ser incluídas no plano de governo do irmão tucano. Elias não quer nem saber do seu colega de partido, governador Silval Barbosa, que busca a reeleição. Seu propósito é ajudar a conduzir o irmão ao Paiaguás. Também integram a equipe de gestão pública ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura de Cuiabá, como Luiz Mário de Barros, João Marcos Daldegan, Eder Galiciane, Oscar Amélito dos Santos, Arnaldo Enrique e o secretário Muller. Eles estão sendo "recrutados" para a campanha.

   A equipe orientou o pré-candidato a prometer controle dos gastos públicos, estabelecer data-base e manter salário dos servidores em dia, buscar os equilíbrios fiscal e previdenciário, implantar geoprocessamento e gestão eletrônica de documentos. Constam ainda nas propostas do bloco, que reune PSDB, DEM e PTB, a transferência para a administração estadual da Governança Integrada, implantada em Cuiabá pelo tucanato, uma forma de reunir todo o secretariado uma vez por semana para debater problemas e propor solução, e ainda modernização da gestão pública, de contratos e nota fiscal eletrônica. Wilson vai prometer criar, no âmbito da gestã pública, até loja de atendimento ao contribuinte.

  

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INFRAESTRUTURA | 06/04/2010 - 08:16

Vilceu tenta se manter no governo; Nilton de Brito é cotado para Sinfra

Romilson Dourado

 Fernando Ordakowski

   Vilceu Marchetti está com os dias contados na secretaria estadual de Infraestrutura. Vai ser substituído por Nilton de Brito, servidor de carreira e que já exerceu várias funções dentro da pasta, entre elas de diretor de Manutenção. Hoje, Brito atua como assessor em Brasília do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot. O comentário no Palácio Paiaguás é que Vilceu seja exonerado até o final deste mês. Sua permanência contraria o próprio governador Silval Barbosa (PMDB).

   O ex-prefeito de Primavera do Leste e ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios se "segurou" no cargo por causa de articulação dele próprio junto ao então governador Blairo Maggi. Para não criar conflitos, Silval decidiu mantê-lo no primeiro escalão por alguns dias. Nilton de Brito já fora comunicado que vai conduzir a Infraestrutura. Há um temor no âmbito do governo, principalmente nesta fase de pré-campanha eleitoral em que Silval se prepara para buscar a reeleição, sobre a quanto anda a gestão Vilceu. Há suspeitas de irregularidades na secretaria, inclusive na aquisição de maquinários. Houve, por exemplo, coincidências de preços em parte dos equipamentos. Para evitar confusão e crise, assessores preferem propagaram que Vilceu deve sair para ajudar na coordenação da campanha de Maggi ao Senado.

    Conflitos antigos

    Ademais, Vilceu já confrontou Silval em 2007. Na época, Maggi convidou o peemedebista e então vice-governador para assumir a Infraestrutura. Nos bastidores, Vilceu reagiu para não perder o cargo. Chegou a espalhar que, se "caisse", apresentaria espécie de dossiê contra Pagot, que conduziu a pasta por mais de quatro anos. Maggi recuou e ofereceu a Educação para Silval. Eis que surge o PT e, nas negociações para ampliação do arco de alianças, Blairo Maggi abre espaço para o partido e nomeia Ságuas Moraes, tirando de Silval a chance de virar supersecretário na época. Agora como chefe do Executivo, Silval decidiu esperar por alguns dias para exonerar Vilceu, antes que a oposição "estoure" alguma bomba para o lado da Infraestrutura, o que espalharia respingo em todo Palácio Paiaguás.

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