Vereador Clóvis Hugueney, o Clovito (PTB), ao criticar presidente da sigla, Dilemário Alencar

Chica Nunes troca PSDB pelo DEM; Mauro Mendes sai do PR e vai para PSB, e Wallace Guimarães se desliga do DEM e adere ao PMDB
De olho nas eleições de outubro de 2010, líderes políticos e empresariais trocaram de partido no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. A mudança de legenda que provocou mais polêmica, até mesmo pela ousadia da iniciativa, foi a do empresário Mauro Mendes, que preside a Federação das Indústrias do Estado (Fiemt) e disputou e perdeu no segundo turno a Prefeitura de Cuiabá, em 2008.
Mendes saiu do PR do governador Blairo Maggi. Ingressou no PSB, partido presidido pelo deputado federal Valtenir Pereira, pré-candidato à reeleição. O empresário tenta construir projeto alternativo para governador. Quer contrapor às pré-candidaturas de Jayme Campos (DEM), Wilson Santos (PSDB) e Silval Barbosa (PMDB). Mendes tem incentivos de políticos de outras siglas, como dos deputados e presidentes do PDT e PPS, Otaviano Pivetta e Percival Muniz, respectivamente.
Se por um lado do PR perdeu Mauro Mendes, por outro ganhou as adesões dos secretários José Aparecido dos Santos, o Cidinho (Projetos Estratégicos) e Neldo Egon Weirich (Desenvolvimento Rural). Ambos deixaram o DEM. Theodoro Lopes, o Dóia, que preside o Detran, trocou o PSB pela legenda republicana. O PP, por sua vez, recebeu as fichas de filiação do empresário de Sinop, Roberto Dorner, e do suplente de deputado federal Neri Geller. O primeiro abandonou o PDT e, Geller, a legenda tucana. Ambos são pré-candidatos a deputado federal.
Também trocaram de legenda os deputados estaduais Wallace Guimarães e Chica Nunes. Enfrentam processo desgastante e até processo de cassação por infidelidade. Wallace abandonou o DEM, após divergências com os irmãos Júlio e Jayme Campos, e está agora no PMDB, pelo qual tentará a reeleição. Chica saiu do PSDB, onde estava ameaçada de expulsão e aderiu ao DEM. Também vai buscar novo mandato.
Que adianta trocar de partido se as caras são as mesmas? Infelizmente o povo não tem opção, ou vota no pior ou no menos pior. Complicado...
Entre todas as trocas, sem dúvida alguma, a mais esdrúxula foi a troca de Mauro Mendes. Ele deixa um partido "liberal" defensor do capitalismo e filia-se no PSB, partido socialista, que defende a socialização dos meios de produção. A incoerência é absurda. Infelizmente, este cidadão que surpreendeu nas urnas em 2008, só visa o poder nesta mudança. Começa portanto, errando feio e mostra-se um político comum.
a politica de não poder trocar de partido fortalece antigos coroneis.fazendo com que representantes fiquem a merce de suas vontades.a troca de partido não pode ser escandalosa como era mas tb não pode ser escrava como está agora.quem trocou teve seus motivos e provavelmente é por não aceitar ser manipulado por coroneis
A respeito da troca-troca de partido que os políticos fazem, que na verdade, que os partidos político no Brasil perderam a credibilidade e a responsabilidade com os seus filiados e hoje é uma instituição falida e vergonhosa, que só serve para fazer negociata em época de eleições. Os Presidentes Nacionais e Regionais são os verdadeiros mercadores, ou os filiados fazem o que eles querem senão são expulsos, desrespeitando o estatuto. As pessoas que atuam dentro do partido como candidato, nada mais é como mercadoria de troca nas mãos dos dirigentes partidários e isso eu PROTESTO. Obs: Eu Roberto Pereira, estou encabeçando um movimento para reforma política e partidária, não é possível que nós brasileiros continue aceitando a ANARQUIA dos atuais dirigentes partidários. Ressalva: A respeito da Chica Nunes, Mauro Mendes e o Dr. Walace, são desrespeitada pelo partido, mas, aclamado pelo povo que em si votaram, oras se são eleitos é porque tem mérito e a vontade do povo não pode ser desrespeitada por dirigente nenhum. A farra partidária que os Presidentes Nacionais e Regionais fazem desrespeita os filiados. (Isto eu PROTESTO). ROBERTO PEREIRA 9204-0133 Se alguém não gostou me ligue.
Cuiabania: Este é o primeiro comentário que estou fazendo neste ano da graça do Senhor, no qual desejo a todos os cuiabanos e aqueles que vivem aquí um Novo ANO cheio de saúde, e, acima de tudo, humildade e cidadania. Mas voltando ao troca-troca de partidos políticos eu fico pensando, cá com os meus botões, Será que Chica Nunes, não bate bem da cuca? Pois, tentar reeleição é um direito dela, aliás estamos num pais democrático, até demais, entretanto é preciso ter ÉTICA, vergonha na cara e, antes de tudo é preciso ter IDEOLOGIA.

No ano em que o governador Blairo Maggi (PR) figurou entre as personalidades mais influentes do mundo no ranking da revista Forbes, o republicano também acumulou o desgaste por causa do fiasco do que seria o maior concurso público do país, que teve as provas canceladas por desorganização e suspeita de vazamento de gabarito. O certame adiado para este 2010, a ser aplicado em três etapas, conta com 271 mil candidatos inscritos para 10.086 vagas no serviço público.
Em 2009, o acionista do Grupo Amaggi conseguiu reverter a fama de devastador do meio ambiente e passou a receber até mesmo elogios dos ambientalistas, como do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que já foi um dos inimigos de Maggi.
Mato Grosso continua desmatando, mas caiu para a terceira colocação no ranking dos Estados da Amazônia Legal. A gestão Maggi acumulou pontos positivos por viabilizar financiamento para máquinas do tipo pá carregadeira, escavadeira hidráulica e motoniveladora e caminhões para atender os municípios dentro do plano de consórcios na recuperação de estradas. Deu prosseguimento ao plano de entregar 60 mil unidades habitacionais por meio de alguns programas, entre eles o Meu Lar. O governador criou o subprograma Uma Casa Por Hora e entregou 17.520 unidades em 2009. Avançou em obras de pavimentação asfáltica.
Se ele um lado Maggi conta com elogios, principalmente por ações na infraestrutura e no setor econômico, de outro enfrenta críticas, em especial de quem considera que ele "militarizou" o governo, e também entre os políticos, por entenderem que Maggi deveria ser menos técnico e se articular mais. Há reclamações de que o governador deixou de ouvir os partidos da base aliada. São críticas endossadas em grande parte pelo senador Jayme Campos (DEM), que se uniu com o prefeito cuiabano Wilson santos (PSDB), já pensando nas eleições de outubro. Maggi, por sua vez, se transformou em cabo eleitoral do seu vice, o peemedebista Silval Barbosa, que assume o governo em 31 de março e buscará a reeleição.
A interrupção no fornecimento de gás natural da Bolívia para o Estado também trouxe desgaste para a gestão Maggi. Ele foi um dos principais entusiastas da ideia de motoristas fazerem a conversão para rodar seus veículos com gás natural. Depois, faltou o produto. O transporte do gás do país vizinho até a usina Governador Mário Covas, em Cuiabá, empacou por falta de licença ambiental que precisa ser concedida pelo governo boliviano de Evo Morales. Agora a termelétrica corre o risco de ser desativada. O ex-vereador Helny de Paula, que preside a MTGás, e o vice Silval Barbosa conseguiram contornar provisoriamente o problema com a prorrogação do fim do fornecimento para este ano.
Já dizia um velho adágio popular "uma mentira dita repetidas vezes parece ser verdade", e assim é a afirmação desta reportagem (e outras já publicadas pelo mesmo site) de que blairo maggi teria se transformado em "queridinho" dos ambientalistas. Essa assertiva é pura balela, engodo mesmo, uma vez que apenas uma meia dúzia de ONGs é que tem legitimado essa nefasta politica ambiental do governo do estado de mato grosso. a grande maioria das ongs de matogrosso e do brasil têm é um grande aversão ao governo da turma da botina, que usa o meio ambiente apenas como marketing ambiental. a politica ambiental do governo maggi é fraco, atrelado ao setor agrícola e aos interesses de parlamentares que buscam desmontar a legislação ambiental no estado de mato grosso. Portanto, meu caro Romilson, não continue propagando essa falsa idéia de que as ongs apoiam a desastrosa politica ambiental da turma da botina, isso não existe e é fruto da imaginação dessa turma que brinca em fazer gestão ambiental.
O Blairo foi o único culpado, foi ele que colocou o Devito e foi Devito que convocou a UNEMAT. Eu sei que a alma humana é conservadora, resiste às mudanças...Mas com o tempo a gente se habitua com o nosso site RDNEWS...Ficou todo modernoso...vôte!!!
Adrea vc foi leve ao dizer sobre o desgaste do Governo. Não disse nada com relação ao caos da segurança, da Educação e da Saude. Um governo que tinha tudo para fazer o melhor e não fez nada.. vai sair sem dizer a que veio.......... E este site depois que mudou ficou horrivel. Igual a todos. Antes era gosto de ler, agora não acha as materias.

Ralf Leite e Lutero Ponce viveram "inferno astral" e se tornaram os primeiros vereadores por Cuiabá cassados
Dois vereadores por Cuiabá foram cassados em 2009. Trata-se de algo inédito na história do Poder Legislativo não só da Capital, mas de Mato Grosso. O primeiro a perder o mandato por quebra de decoro parlamentar nos 282 anos de funcionamento da Câmara foi Ralf Leite (PRTB), que havia assumido o posto em janeiro.
Ralf foi flagrado por policiais militares com um travesti menor idade no Posto Zero, em Várzea Grande. No episódio, também foi acusado de subornar os PMs. Acabou enquadrado na lei de desacato à autoridade e detido. A Câmara Municipal instaurou um procedimento de investigação. Quando as articulações de bastidores apontavam que tudo acabaria em pizza, Ralf, o garoto problema do Legislativo, como ficou conhecido, foi denunciado pela ex-namorada Cristiane Gentil por agressão física. Devido à pressão popular, ele acabou cassado por 16 votos a 2 na sessão de 6 de agosto.
A medida, porém, não foi suficiente para acabar com a sensação de impunidade e com a mancha deixada pelas gestões mal-sucedidas da Mesa Diretora, marcadas por denúncias de desvios milionários. Segundo o Ministério Público Estadual, a hoje deputada Chica Nunes (DEM) teria desviado R$ 6,6 milhões dos cofres da Casa. A gestão Lutero, que sucedeu Chica na Mesa, também foi acusada de corrupção.
O histórico de desvio de recursos ganhou novos capítulos quando a Delegacia Fazendária detectou novo rombo, desta vez de R$ 7,4 milhões. O esquema, segundo a denúncia, fora comandado pelo ex-presidente Lutero. A mulher dele, Ana Maria das Neves, também acabou indiciada. O peemedebista deixou o Legislativo, mas conseguiu emplacar a instalação de uma Comissão Processante para investigar o atual presidente, Deucimar Silva (PP). Contudo, o relatório não constatou irregularidades e o processo foi arquivado.
SINCERAMENTO FOI UMA GRANDE INJSTIÇA CASSAR ESSE VEREADOR RALF LEITE, ELE APENAS SAIU COM UM TRAVESTI E FOI MANDADO EMBORA DA CAMARA, ENQUANTO MUITOS POLITICOS ROUBAM NOSSO DINHEIRO E CONTINUAM AI. É PRECISO MORALIZAR DE MANEIRA CORRETA. QUEM ROUBA TEM MAIS MORAL DE QUEM APENAS SE AUTO PREJUDICOU. SE EM MT EXISTE JUSTIÇA, QUE ELA SEJA FEITA.
Alexandre Maia e Eumar Novacki, ex-ajudantes de Ordens do governador, viram secretários e são promovidos
O governador Blairo Maggi (PR) promoveu em 2009 dois membros do primeiro-escalão aos mais altos postos da carreira militar. Em solenidade realizada em abril, o republicano elevou a patente do então major Eumar Novacki para tenente-coronel. Neste 2010, o militar permanece até 31 de março no comando da Casa Civil, responsável pela articulação política do Palácio Paiaguás. Deixa a administração junto com Maggi, que será candidato a senador.
O secretário-chefe da Casa Militar, Alexander Maia, foi promovido ao posto de coronel. Ele e Novacki simbolizam a influência e o prestígio dos militares na gestão Blairo Maggi. Em sete anos de governo, o republicano autorizou a promoção de 1,6 mil homens e mulheres da PM. O posicionamento do governador divide opiniões. Muitos criticam-no por achar que sua gestão militarizou o quadro do primeiro escalão. Ao assumir o comando do Estado em 2003, Maggi elevou a militar Lilian Tereza Vieira ao posto de coronel. Hoje ela é comandante-geral-adjunta da PM. Em dezembro deste ano, foi a vez do republicano promover a coronel o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar de Rondonópolis, Pery Taborelli.
Clodoaldo! Quem se importa com o que vc aceita ou deixa de aceitar?
Quando eu fôr gente grande quero ser militar, vou entrar Office Boy e sair Tenente Coronel!
OH PSEUDO INTEGRANTE DAS FFAA CLODOALDO ARRUDA , FAZ O SEGUINTE MUDE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, POIS, ASSIM AS POLICIAS MILITARES DEIXARÃO DE SEREM MILITARIZADA. AH JÁ QUE VC ENTENDE BEM DO MILITARISMO, PARA SER MILITARIZADO, BASTA USAR FARDA, TER INSIGNIAS, TER REGULAMENTO DISCIPLINAR E ESTATUTO PRÓPRIO. POR EXEMPLO OS CARABINEIROSDO CHILE, A GENDARMERIE FRANCESA, A POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL. VÁ ESTUDAR?
Com todos esses policiais no staff, a nossa PM deveria ser uma das melhores do pais... Mas esses pseudo militares(como o Sr Clodoaldo quer... rsrsr), temos uma policia mal preparada, mal remunerada, insatisfeita! Sou PM e sei que este órgão é maior e dará sua contribuição a sociedade, mesmo com esses desinteressados contra nós... Blairo Maggi, ótimo gestor na mídia, na realidade um péssimo gestor que só privelegia os seus apaniguados...
Esse Sr Clodoaldo deve estar com inveja, pois a PM tem seu lugar na sociedade, e as forças armadas fazem o que? O Exercito nao vigia as fronteiras, o Gefron faz isso, a aeronautica, deixa os avioes andarem as cegas e baterem uns contra os outros, a marinha, sabe-se la o que tem feito! Grande coisa ser militar no Brasil hoje, nao tem reconhecimento algum, é exetamente por nao exercer nenhum papel social!!!


Políticos se juntam a milhares de pessoas, na praça 8 de Abril, para comemorar escolha de Cuiabá
Em 2009, o fanatismo pelo futebol e a rivalidade com Campo Grande foram as únicas ações que uniram politicamente o governador Blairo Maggi (PR) e o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB). Ao contrário da confusão sobre as obras do PAC, motivo de ferrenhas trocas de farpas entre tucanos e republicanos, a luta para emplacar Cuiabá como uma das sedes do Mundial de 2014 motivou o tucano a se colocar à disposição do governo para auxiliar nas obras de infraestrutura exigidas pela Fifa.
Tanto o tucano como Maggi demonstraram descontentamento com as críticas da imprensa à falta de leitos nos hospitais e de condições de trafegabilidade nas ruas e avenidas da Capital. Também se uniram contra o governador sul-mato-grossense André Puccinelli (PMDB), que sempre ressaltava em entrevistas os pontos negativos do Estado vizinho. A disputa entre Cuiabá e Campo Grande reativou a rivalidade dos anos 1970, quando houve a divisão territorial do Estado.
Minutos após o anúncio da escolha de Cuiabá, Wilson Santos respondeu às críticas de Puccinelli. Do palanque, o prefeito declarou: "o governador de Mato Grosso do Sul e o prefeito de Campo Grande (Nelson Trad) devem estar chupando uma bela manga bourbon cuiabana". Em seguida, o governador emendou: “Enquanto eles se preocupavam em nos criticar, nós trabalhávamos”. A comemoração pela escolha de Cuiabá levou milhares de pessoas às ruas, principalmente do CPA e nas proximidades da praça 8 de Abril, em frente ao restaurante Choppão.
Maggi já liberou R$ 14,2 milhões para a empresa GCP Arquitetura Ltda elaborar o projeto de reestruturação e reforma do novo estádio Governador José Fragelli, o Verdão, dentro dos preparativos para Cuiabá sediar a Copa do Mundo daqui a cinco anos. A empresa ficou responsável por definir e elaborar todas as questões para a reforma, como, por exemplo, estudo de solo, parte elétrica, hidráulica e de engenharia. Após a entrega do relatório, o projeto será licitado e a empresa vencedora será incumbida apenas de executar as obras. Um outro contrato fechado pelo governo refere-se à empresa Deloitte Touche Tohmatsu Ltda, especializada em consultoria. O valor é de R$ 4,2 milhões.
Com a aprovação pela Assembleia, o governo criou a Agecopa, autarquia executora dos projetos visando à Copa de 2014. Tem como presidente Adilton Sachetti. Os demais membros da Diretoria Colegiada são Yênes Magalhães (Planejamento e Gestão), Jefferson da Costa (Orçamento e Finanças), Carlos Brito de Lima (Infraestrutura), Agripino Bonilha Filho (Articulação Institucional), Yuri Bastos Jorge (Assuntos Estratégicos) e Roberto França (Comunciação e Marketing).
A Fifa exige uma série de obras nas cidades que vão sediar o Mundial nas áreas de saneamento, transportes, hotelaria, indústria do lazer, portos e aeroportos, saúde, segurança e telefonia. O BNDES vai disponibilizar um teto de R$ 400 milhões para construir estádios no conceito de sustentabilidade. A expectativa é que o Ministério do Turismo invista US$ 2 bilhões em infra-estrutura urbana, aeroportos, metrôs, linhas exclusivas para ônibus e rede hoteleira. No total, o governo federal deve investir US$ 5 bilhões. A Grande Cuiabá deve receber mais de R$ 6 bilhões de investimentos públicos e privados por causa do "efeito Copa".
Doze secretarias passaram por mudanças de comando ao longo de 2009 na gestão do prefeito de Cuiabá Wilson Santos. Na pasta de Governo, por exemplo, foram três trocas. Primeiro estava Andelson Gil do Amaral, que saiu para o prefeito acomodar o suplente de senador Osvaldo Sobrinho (PTB), primo do próprio Wilson. Em setembro, o petebista deixou a pasta e foi empossado por quatro meses no Senado no lugar do titular Jayme Campos (DEM). Assume Moisés Dias.
Em fevereiro, Wilson Santos empossou o engenheiro civil Arquimedes Pereira Lima (PV) na secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Ele substitui Osmário Daltro, que passou a conduzir a pasta do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo no lugar de Moisés Dias. Este, por sua vez, passou a exercer a função de adjunto de Governo e, depois, foi para o primeiro escalão.
Em março, foi a vez do advogado João Emanuel Moreira Lima ser nomeado para a Agência Municipal de Habitação Popular, no lugar de João Vieira, que passou a comandar as obras do PAC em Cuiabá e, depois, se desligou da administração tucana. Na coordenadoria das obras do PAC, o prefeito iniciou com João Vieira e, depois, nomeou para a vaga o ex-presidente do Intermat Aparecido Alves, o Cido.
Agripino Bonilha assumiu a secretaria extraordinária para Assuntos da Copa de Cuiabá e, com sua saída para integrar a diretoria da Agecopa, a cadeira ficou com Pedro Shinohara, ex-secretário municipal de Esportes. Na Comunicação, o jornalista Maurélio Menezes pediu exoneração. Para a vaga foi nomeado o também jornalista Flávio Garcia. Já na Saúde, o secretário Luiz Soares enfrentou a ira dos médicos e, já no final do ano, pediu exoneração. Ele tentou voltar, mas as negociações não deram certo. O médico Maurélio Ribeiro assumiu a Saúde.
Considerado até então um dos “intocáveis” da gestão Wilson Santos, o procurador-geral de Cuiabá José Antônio Rosa "caiu", após ser preso na Operação Pacenas sob acusação de envolvimento em fraudes nas licitações das obras do PAC. No seu lugar o prefeito nomeou o ex-presidente da OAB e presidente municipal do PSDB Ussiel Tavares. Outro “intocável” que deixou o primeiro escalão em 2009 foi o secretário de Cultura Mário Olímpio (PV). Ele se tornou um dos assessores diretos do prefeito, enquanto a Cultura está sob o vereador licenciado Adevair Cabral. Osmário Daltro deixou o Meio Ambiente para gerir o Desenvolvimento Econômico e Turismo. A pasta era ocupada por Moisés Dias. Por fim, Celcita Pinheiro pediu exoneração do comando da área social. Está aguardando o prefeito chegar de licença de 15 dias para deixar a pasta de vez.
Seis suplentes foram empossados ao longo de 2009 na Câmara de Cuiabá. Dois deles se tornaram efetivos. Primeiro suplente do PRTB, o líder comunitário Totó César assumiu a vaga aberta com a cassação de Ralf Leite por quebra de decoro parlamentar. Já o empresário Arnaldo da Penha foi empossado no cargo de vereador com a perda do mandato do ex-presidente da Mesa Diretora, Lutero Ponce, acusado de desviar R$ 7,4 milhões do erário.
A maior bancada da Casa, a do PSDB, registrou apenas uma alteração. Edivá Alves foi reeleito, mas pediu licença para assumir a secretaria de Trânsito e Transporte Urbano. Ele é responsável pelos projetos de intervenção urbana nas ruas e avenidas da cidade para contemplar as exigências da Fifa com vistas aos jogos da Copa de 2014. No lugar de Edivá assumiu o primeiro suplente do PSDB, Roosevelt Coelho.
No PDT, o vereador Adevair Cabral ingressou com pedido de licença para assumir o cargo de secretário de Cultura no lugar de Mário Olímpio. Na cadeira do titular assumiu o professor Sérgio Cintra. Já o vereador Clovis Hugueney, o Clovito, entrou de licença médica, abrindo espaço para Júlio Pinheiro (PTB), ex-vereador e ex-diretor da Agência de Habitação da Capital.
Ao longo de 2009, o governador Blairo Maggi (PR) alterou o comando de sete secretarias. Foram 13 mudanças, entre solenidades de posse e exonerações. A primeira ocorreu em fevereiro com a nomeação do ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Nova Marilândia por dois mandatos José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), como secretário Extraordinário de Projetos Estratégicos. O cargo estava vago desde a morte de Cloves Vettorato, em abril de 2008.
O secretário de Comunicação, jornalista José Carlos Dias, que estava no posto desde a metade do primeiro mandato da gestão Maggi, pediu exoneração em abril. Foi substituído pelo coronel Eumar Novacki, que já respondia pela Casa Civil. Depois, Novacki deixou a pasta para assumir, há duas semanas, o jornalista Osmar de Carvalho. Na mesma solenidade, Vicente Falcão tomou posse como secretário de Apoio e Acompanhamento a Políticas Fundiárias e Ambientais, em substituição ao ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, nomeado para a presidência da Agecopa.
Sachetti saiu do governo em novembro, junto com os então secretários Yênes Magalhães (Planejamento) e Yuri Bastos (Turismo), assim como o economista Jefferson Castro Ferreira Júnior, que deixou o escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília. Eles passaram a atuar na Agecopa. No lugar de Yênes assumiu Arnaldo Alves de Souza Neto, que tem o perfil mais técnico. Irmã do deputado estadual Airton Português (PP), Vanice Marques comanda a pasta do Desenvolvimento do Turismo, da qual era secretaria-adjunta. Para conduzir os trabalhos no escritório de Brasília no lugar de Jefferson, Maggi nomeou Francisco de Assis da Silva Lopes. Chico Daltro deixou, nesta virada do ano, o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia.

Assessores que deixaram staff do governo Maggi, Jefferson de Castro (Escritório de Brasília), José Carlos (Comunicação), Adilton Sachetti (Políticas Ambientais e Fundiárias), Yênes Magalhães (Planejamento) e Chico Daltro (Ciência e Tecnologia)

Garcia Neto foi radicalmente contra processo de divisão territorial, mas não conseguiu "segurar" surgimento de MS

O ano em que mato-grossenses e sul-mato-grossenses retomaram a velha rivalidade por causa da disputa por uma das 12 vagas de sede dos jogos da Copa do Pantanal de 2014, também foi marcado pela morte do ex-governador José Garcia Neto. Ele comandou o Estado em 1978, antes da divisão territorial. Mato Grosso do Sul se transformou em Unidade da Federação e se separou de Mato Grosso efetivamente em 1979.
A maior consternação com a perda de Garcia se percebeu em Mato Grosso, especialmente na Grande Cuiabá. De Mato Grosso do Sul não houve manifestação de pesar, nem mesmo do governador André Puccinelli (PMDB).Indicado pelo ex-presidente Ernesto Geisel para comandar o Estado, Garcia Neto sempre foi contra a divisão do Estado. Sustentava que seria invíavel. Ele costumava lembrar que a divisão foi feita em contraposição ao desenvolvimento tecnológico, que deu aos gestores efetivas condições de governador regiões de elevado porte geográfico, como era o caso de Mato Grosso. Também destacava que os dois Estados teriam crescido mais economicamente se não tivessem sido divididos.
Filiado à UDN e, depois, à Arena, Garcia Neto foi nomeado para comandar Mato Grosso pelos militares em 1975 e permaneceu no cargo até 1978. Ele nasceu em Sergipe, onde se formou em Engenharia Civil e chegou a Mato Grosso em 1945. Além de ter sido governador, foi prefeito de Cuiabá e deputado federal por duas gestões. Em 20 de janeiro, os mato-grossenses acordaram com a triste notícia de falecimento do ex-governador. Morreu aos 87 anos. Teve derrame. Garcia Neto deixou a esposa e três filhos.

Erival Capistrano (Diamantino); Faustino Dias (Leverger) e Ricardo Henry (Cáceres) ganharam, mas foram cassados
Vinte dos 141 prefeitos eleitos foram cassados em primeira instância pela Justiça Eleitoral ao longo de 2009. O percentual de cassações, que chega a 14%, é o mais alto da história e condiz com um posicionamento mais rígido dos juízes contra crimes eleitorais, em especial sobre abuso de poder econômico, compra de votos e propaganda irregular.
A maioria dos prefeitos cassados, porém, conseguiram reaver a situação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e também no TSE. Dos 20 condenados à perda do cargo, 12 tiveram os recursos deferidos em segunda e/ou terceira instâncias e reassumiram os postos. São os casos dos prefeitos de Barão de Melgaço, Marcelo Ribeiro (PP), marido da deputada estadual Chica Nunes (DEM), e de Sinop, Juarez Costa (PMDB). O mesmo ocorreu em Cláudia, Nova Olímpia, Parantinga, Poxoréu, Tangará da Serra, Canarana, Poconé, Alto Paraguai, Novo Mundo e Curvelândia.
Outros oito prefeitos não conseguiram reverter as cassações. Nessa situação entram o reeleito em Cáceres, Ricardo Henry, irmão do deputado federal Pedro Henry, ambos do PP; e o eleito em Diamantino, Erival Capistrano (PDT). Devido a essas cassações, Túlio Fontes (DEM), segundo colocado nas urnas de 2008, virou prefeito. O mesmo aconteceu com Juviano Lincoln (PPS), em Diamantino. Os municípios de São Pedro da Cipa e General Carneiro também são comandados pelos segundos colocados.
Santo Antônio do Leverger e Ribeirão Cascalheira, onde os eleitos tiveram mais de 50% dos votos, são tocados pelos presidentes das câmaras municipais até que haja um entendimento da Justiça Eleitoral sobre a realização de novas eleições. Faustino Dias Neto (DEM) conseguiu se reeleger em Leverger, mas, por causa da cassação, o prefeito hoje é Harrisson Benedito Pinto (PSDB). Já em Araguainha e Novo Horizonte do Norte, a Justiça Eleitoral foi mais célere e realizou novo pleito e foram eleitos, respectivamente, José Ocifarne Ferreira, o Zezinho (PPS), e João Antônio de Oliveira, o João do Mercado (PMDB).
Políticos, empreiteiros e servidores de prestígio das administrações Wilson Santos e Murilo Domingos foram parar atrás das grades em 2009. Onze pessoas ficaram presas por uma semana com a Operação Pacenas, deflagrada em 10 de agosto, para apurar possíveis fraudes nas licitações das obras do PAC em Cuiabá e Várzea Grande. Militares ligados à gestão Blairo Maggi também acabaram presos, desta vez com a deflagração da Operação Pluma, sob acusação de cometerem crimes de grilagem de terras na região do Vale do Araguaia. Em outra operação, apelidada de Bengala, servidores do INSS passaram à condição de suspeitos de fraudes no esquema de concessão de licenças médicas.
Na Pacenas, o então procurador-geral José Antônio Rosa foi um dos presos. Teve que pedir exoneração. Foi enquadrado como um dos suspeitos de fraudes nas licitações do PAC. As primeiras suspeitas da PF surgiram em agosto de 2007, quando o TCU apontou existência de cláusulas restritivas nos certames que, no entendimento do MPF, direcionariam o processo para a escolha do Consórcio Cuiabano, composto pelas construtoras Três Irmãos, Gemini, Concremax, Encomind e Lúmen Engenharia. Sócio-proprietário da Três Irmãos, o ex-secretário do governo Dante de Oliveira e primeiro suplente do PSDB na Assembleia, Carlos Avalone, foi preso junto com o irmão Marcelo Avalone.
O ex-prefeito de Cuiabá Anildo Lima Barros também foi parar atrás das grades, assim como o proprietário da Concremax, Jorge Pires de Miranda, e o ex-presidente do Sinduscon-MT, Luiz Carlos Richer. Em meio aos recursos e brigas jurídicas, os 11 acusados foram libertados e, por último, todo o inquérito arquivado. Acontece que as gravações de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal e que serviram de provas para a decisão judicial de quebra de sigilos, de bloqueios de bens e de recursos e das prisões, foram consideradas nulas.
Já na Operação Pluma, foram presos o ex-comandante da PM, coronel da reserva Adaildon Evaristo de Moraes Costa, o também coronel Elierson Metello de Siqueira, o sub-tenente Adalberto da Cunha de Oliveira, os capitães Robson Oliveira Curi e Antônio de Moura Neto e o major Wlamir Luis da Gama Figueiredo. A denúncia do MPF aponta que a quadrilha era chefiada por Gilberto Luiz de Rezende, com ajuda de Adário Carneiro Filho. A denúncia aponta que eles extorquiam dinheiro de fazendeiros em troca de segurança privada, que incluía violência física, psicológica, ameaça e até mortes contra sem-terra. Eles também teriam invadido áreas ao custo de até R$ 150 mil cada.

Operação Pacenas "desgraçou" a vida dos empresários Carlos Avalone e Jorge Pires, do advogado José Rosa e do ex-prefeito Anildo Lima (à esq.), enquanto a Pluma levou à cadeia os coronéis Adaildon Evaristo e Elierson Metello
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2011:
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2010:
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2009:
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2008:
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2007:
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2006:
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