Dorileo Leal, pré-candidato a prefeito, ao refutar possibilidade de ser vice de Mauro Mendes
O governador Blairo Maggi e o seu secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, resolveram fazer barulho com a convocação para posse de 354 candidatos aprovados no concurso público da Polícia Judiciária Civil. Marcaram uma solenidade para sexta (30), às 14h, no Hotel Fazenda Mato Grosso.
Na cerimônia, será assinado o termo de posse de 51 novos delegados de polícia, entre eles seis portadores de necessidades especiais, 153 escrivães e 150 investigadores, um deles portador de necessidades especiais.
Em princípio, o ato estava marcado para a Associação dos Delegados de Polícia (Amdepol), no CPA I. O governo decidiu, porém, mudar o local da cerimônia para um espaço físico mais amplo e, assim, poder receber mais convidados. Quer mostrar que está investindo num setor que, devido ao alto índice de violência, tem sido bastante cobrado pela sociedade quanto à prioridades do poder público.
O governo do Estado já definiu os 10 integrantes do Conselho Estadual de Cultura, sendo cinco titulares e cinco suplentes, para mandato no biênio 2007/2008. Cabe ao Conselho aprovar projetos e definir toda a política cultural de Mato Grosso. O secretário de Estado de Cultura, João Carlos Vicente Ferreira, que comanda um orçamento anual de R$ 13 milhões, é um dos titulares e representantes da área governamental do Conselho.
Outros dois secretários integram a equipe como titulares: Waldir Teis (Fazenda) e Pedro Nadaf (Desenvolvimento do Turismo). Também são titulares Everaldo José de Farias e Edilene Lima Gomes de Almeida.
Os cinco suplentes do Conselho são: José Rodrigues da Rocha, Ana Cristina Moreira dos Santos, Joel Delatorre Dias, Emanoel Gomes Bezerra e Albanir Wanderley Silva.
Acabou aquele velho sonho de, uma vez aprovado no vestibular, já se teria o futuro praticamente assegurado, como médico, advogado ou juiz de direito. A situação é hoje bastante diversa.
Mudaram a universidade, o mercado de trabalho e os estudantes. Infelizmente, muitos compram inadvertidamente a ilusão de que o diploma é condição necessária e suficiente para o sucesso profissional.
A proliferação dos cursos universitários entre os anos 1990 e 2000 é sintoma e causa dessas mudanças. Estamos num mercado de mercado de trabalho cada vez mais exigente, pois passou a cobrar maior titulação dos jovens profissionais. Com isso, aumentou a oferta de cursos e caiu a qualidade.
O fenômeno da multiplicação das faculdades e do declínio da qualidade acadêmica foi especialmente intenso no campo do direito. Trata-se, afinal, de uma carreira de prestígio, cujo ensino é barato. Na maioria das faculdades não exige nada além do professor, livros, lousa e o giz. Existem hoje quase 800 cursos jurídicos no país. Em 1993, eles eram 183. Menos de 30% são considerados "nihil obstat", considerando exames de credenciamento de bacharéis.
A universidade é a unidade da produção do capital humano e, como tal, exerce um papel extremamente relevante no processo do desenvolvimento sustentável de um país. É preciso, então, que essa instituição e as nossas organizações empresariais trabalhem em parceria para efetivarmos o elo entre o ensino teórico e o prático.
A indústria, o comércio, a agroindústria, os bancos e outras atividades exercidas pela iniciativa privada ou pública devem emprestar realismo à universidade, inserindo-a no contexto social. No plano prático, a integração do mundo do saber (as universidades) com o universo do fazer (as empresas) ocorre por intermédio do estágio e do treinamento dos estudantes. Precisamos buscar caminhos para inserção no mercado de trabalho. Assim, estaremos contribuindo para acabar com tantas frustrações de pessoas que, mesmo com o diploma debaixo do braço, continuam desempregadas. E a culpa é de quem? Em verdade, nenhum país do mundo é constituído apenas por advogados, médicos e engenheiros.
Apenas uma elite chega a formar-se nesses cursos. No Brasil, contudo, criou-se a ilusão de que a faculdade abre todas as portas. Assim, alunos sem qualificação acadêmica para seguir essas carreiras pagam para obter diplomas que não lhes serão de grande valia. Creio ser mais sensato limitar os cursos e zelar por sua excelência.
Assim, evitaríamos paliativos como o exame da ordem, que é hoje absolutamente necessário para proteger o cidadão de advogados incompetentes, o que só confirma as graves deficiências do sistema educacional.
Romilson Dourado é jornalista, editor de Política e escreve neste espaço às segundas-feira
Em artigo em A Gazeta deste domingo (25), o professor e cientista político Alfredo da Mota Menezes discorre sobre a crise política entre o senador Jaime Campos (PFL) e o governador Blairo Maggi. Leia abaixo
Será que Jaime Campos vai mesmo para a oposição ao governo Maggi? Diferente do que supunha esta coluna, acontecimentos recentes sugerem que ele quer criar logo a cara de oposição ao atual governo. Se vai dar certo ou não é outra história.
Ele já trilhou antes esse caminho. Parece que quer repeti-lo. O PMDB foi ao governo em março de 1987 com Carlos Bezerra. Júlio Campos era o líder da oposição. Ele não gostava de dar espaço político a ninguém.
Falava-se até que ele poderia ser outra vez candidato a governador em 1990. Mas saíra desgastado do governo. Pessoas do grupo político dele conseguiram, com algum esforço, que ele abrisse mão para uma futura candidatura do Jaime em 1990.
Nascia o slogan "Pedra 90". Ele, Jaime, fez campanha durante quatro anos para aquela eleição. Talvez queira repetir aquilo. Começar cedo seu trabalho rumo à eleição de 2010. Merece algumas considerações.
O governo Bezerra teve alguns problemas. Em cima dos erros, o Jaime fez dura campanha. Quer repetir a dose agora.
Se o atual governo não destrambelhar administrativamente será um pouco mais difícil para o Jaime usar seu estilo de ataques para fazer campanha. É que, como mostram alguns estudos, se a agricultura for bem o governo pode ter recursos para não ficar tão mal na fita.
Se, hipoteticamente, o governo Lula ajudar o Blairo, o espaço para o estilo Jaime de fazer política, como fez na época do PMDB no governo, pode não funcionar. Ficaria pior ainda para ele se o Luís Pagot fosse para o Dnit. Se isso tudo acontecer, vai ter gente do grupo do Jaime o aconselhando a modificar sua maneira de atuar politicamente. O duro é controlar esse seu estilo.
Mas, por outro lado, o Jaime não tem outra opção a não ser ir para a oposição mesmo. Se ficar atrelado ao governo perde espaço político, não cria cara de alternativa de poder. E, ao mesmo tempo, o PR é que se iria fortalecendo para o pleito de 2010. Frente a essa situação, o entrevero político parece que já começou e vai aumentar em 2008. Depois desta eleição os estilingues serão disparados.
Se o Jaime assumir o papel de oposição ao governo, não adianta o grupo no poder dizer que o ajudou a se eleger e também a outros do grupo dele. E que agora recebe essa espécie de ingratidão. Besteira.
Um grupo usou o outro. Não há inocentes nesse jogo. Pare enfrentar Dante de Oliveira juntaram-se todos. Passado isso, as garras começam a ser mostradas. Talvez mais cedo do que se esperava.
Outra pergunta do momento é saber se o estilo Jaime Campos de bater duro no adversário, seja publicamente ou em conversas particulares, funcionaria hoje. Antes funcionava. Será que as pessoas no estado aceitam ainda essa maneira de atuação política?
Na verdade, o Jaime atua melhor politicamente se for no ataque. Sua escola foi essa. O que não se sabe é se isso funciona agora como funcionou antes.
Será interessante observar também como vai reagir Blairo Maggi aos ataques do Jaime e de outras lideranças. Até agora, ele navegou em águas tranqüilas na política estadual. Seu teste político é agora. Será que tem embocadura para receber e dar pancadas nos adversários? Ou se recolhe e, por baixo do pano, tenta miná-los? Será que este estilo também funciona?
Acho que ele não tem estrutura para enfrentamento político público quase que cotidianamente. Vai se recolher e tentar comer o Jaime de outra forma.
Ele vai ter que se acostumar também com as traições ou defecções políticas. Depois da eleição de 2008, quando todos já estarão de olho na de 2010, começarão as mudanças no seu grupo. A classe política olha para o governador que vai entrar e não para o que vai sair.
Será até divertido observar como vai se comportar o Blairo e seu grupo frente a uma nova e diferente situação política.
Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta às terças, quintas e aos domingos (pox@terra.com.br)
O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony afirma, em artigo na Folha de S. Paulo deste domingo (25) que considera Lula e Collor caras-de-pau ao se apresentarem como aliados. Confira abaixo
O encontro de Lula com Collor no gabinete presidencial espantou e irritou a muitos, que consideraram exibição de cara-de-pau dos dois, uma vez que foram adversários e um deles, Collor, foi varrido da Presidência sob sérias acusações de corrupção.
Apesar de ter seus direitos políticos cassados, o Supremo o absolveu por falta de provas, levando em consideração o clima de exaltação política da época. De qualquer forma, ele cumpriu sua pena e voltou à vida pública com um mandato de senador.
Fez bem em procurar o ex-adversário que, como presidente da República, convidou outros representantes do PTB para o encontro. E Lula fez bem em não discriminá-lo. O resto ficou por conta da cordialidade que não faz mal a ninguém. Afinal, a pena a que Collor foi condenado não era perpétua, que equivaleria a uma pena de morte política.
No crime comum, cumprida a pena, espera-se que o condenado tenha aprendido a lição e seja absorvido pela sociedade, em igualdade de situação perante outros cidadãos. Na vida prática, costuma haver reincidência, daí que se discute atualmente uma alteração no Código Penal, abrindo espaço para a pena de morte e para a prisão perpétua. Não é o caso, pelo menos não é o caso de Collor.
O encontro deixou irritados aqueles que consideram uma falta de caráter nacional o seu retorno à vida pública. Como se a vida pública fosse constituída de vestais imaculadas. Não vem ao caso citar nomes, mas, no que diz respeito ao ex-presidente, condenado que foi pelo seu passado, no presente e no futuro ele será julgado pelo que agora fizer.
Lula foi, além de adversário de Collor, um dos líderes da campanha pelo impeachment. Ao menos neste episódio, deu sinal de grandeza política e pessoal.
Carlos Heitor Cony é jornalista e escritor
Senadora se distancia das massas e é destaque em inauguração de boutique em Brasília
A senadora Serys Marly (PT), divorciada, mudou o seu perfil político. Não é mais aquela parlamentar combativa de quando ocupou cadeira de deputada estadual. À época, liderava as massas junto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra na luta pela reforma agrária e junto com as minorias. Da tribuna na Assembléia Legislativa, ela denunciava o governo do Estado, apresentava dossiê, cobrava reivindicações da classe operária e partia para o ataque a qualquer crítica que recebesse.
Primeira mulher a ser eleita senadora por Mato Grosso, em 2002, quando obteve 574.563 votos, Serys Slhessarenko que, após a separação de Leonardo Slhessarenko, passou a usar Marly no sobrenome, se distanciou das bases. Está mais presente na burguesia, expressão muito utilizada nos movimentos de esquerda quando se referem aos abastados.
A senadora mato-grossense, derrotada ao governo estadual no ano passado, foi, por exemplo, uma das 1,5 mil personalidades convidadas entre as mulheres mais ricas para a inauguração, na última terça, do novo prédio da butique Magrella, a Daslu de Brasília.
A Folha de S. Paulo deste domingo (25) traz a reportagem sobre o assunto e destaca a presença de Serys. Clique aqui (para assinante) ou leia reprodução abaixo da matéria com o título 'Mulheres mais ricas da corte desfilam chanéis em butique'.
Mulheres mais ricas da corte desfilam chanéis em butique
Festa de loja multigrife em Brasília reúne 1.500 personalidades da alta roda
Nova sede de 3 andares e 1.500 m2 da Magrella, considerada a Daslu do Distrito Federal, tem bar, champanheria, bistrô e café
PAULO SAMPAIO
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
Como retrato de uma época, a festa de inauguração do novo prédio da butique Magrella, a Daslu de Brasília, dá de dez a zero em "Maria Antonieta", o filme de Sofia Coppola que ganhou o Oscar de figurino.
A festa, realizada na terça-feira, não pode ser encarada como excentricidade de cineasta ou visão particular de um artista: aquilo é vida real.
Sem constrangimento de declarar, peça por peça, as grifes que estão usando, as mulheres mais ricas da corte desfilam seus chaneizinhos pelos 1.500 metros quadrados do prédio de três andares, bar, bistrô, champanheria, café, tudo muito clean, e gargalham descontroladamente entre um canapé e um grito de "Olá, querida!".
Uma senhora cinqüentona, a boca repuxada mais para o lado esquerdo, cabelos longos como os de uma menina de 12 e um minivestido balonê colorido, explica que não é difícil adivinhar quem assina seu brinco composto por duas coruscantes bolotas pingentes:
Olha só, diz ela, tem um C e um D grandes: Christian Dior.
A Magrella existe há 35 anos e tem esse nome porque sua dona, a empresária Cleuza Ferreira, 60, tinha 47 kg (para 1,60 m) quando a inaugurou.
"Na época, as mulheres eram mais encorpadas", lembra.
Cleuza gosta de dizer que nasceu "simples", se desfez de um Fusca para se capitalizar e, no começo, vendia roupas "importadas" do Rio.
Seu primeiro negócio foi uma franquia da então bombada butique carioca Company; depois vieram lojas da Zoomp, Forum, Le Lis Blanc e Armani, um total de 11 -além da Magrella, a única (e poderosa) sobrevivente.
"Há três dias que eu só choro!", diz a empresária, para dimensionar sua felicidade.
"Chora sim, querida, chora que você merece", diz a atriz Marianne Vicenthini, mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PD, antigo PFL).
Alguém ali ao lado solta um "hum!" e diz que ela, Marianne, sim, tem motivo para chorar de verdade. Conta que leu em uma notinha cifrada de jornal que Arruda estaria para deixá-la por uma amante.
A reportagem vai checar com a primeira-dama.
"Que jornal? Daqui de Brasília?", quer saber Marianne, rindo muito, meio surpresa. "Está tudo bem, tudo bem."
Um top, R$ 10.000
Tornada uma instituição na cidade, Cleuza hoje trabalha com marcas como D&G, Armani, Lanvin e Prada, além de ainda representar a Les Lis Blanc e vender Reinaldo Lourenço, Walter Rodrigues, Ricardo Almeida e mais de 30 estilistas nacionais caros. Um modelo exclusivo ali pode custar R$ 15 mil, mas, informa sua assessoria, a média é R$ 5.000.
Perto da champanheria, Tatiana Monteiro de Barros, representante da grife italiana La Perla, conta que no Brasil só existem três tops iguais ao que ela está usando. "Um foi vendido em São Paulo [ela não diz o nome da proprietária], o outro está aqui na Magrella."
Quanto custa?
"Dez mil... Mas tem 3.500 cristais Swarovski!", justifica.
Lia Socha, braço direito de Cleuza há 31 anos, explica que existe um controle na venda das peças duplicadas.
Em geral, Socha pergunta à cliente em que festa ela pretende ir com a peça, para evitar o fenômeno das "peruas gêmeas". Só vende um modelo igual depois que a primeira compradora usa o dela pela segunda vez.
"Também não dá para segurar a roupa pra sempre", diz Socha, que agora estendeu o controle ao Rio e a São Paulo.
Nada a temer
Apesar de não revelar os números de seu negócio, Cleuza afirma ser "um exemplo de cidadã em dia com o fisco".
"Não tenho o que temer", ela garante, quando alguém lembra o tombo da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, acusada pela Receita Federal de fraude em importação, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
"Amo essa cidade. Você conhece outra igual?", pergunta Cleuza em voz alta, como uma atriz de teatro, enquanto sobe mais um degrau da escadaria que leva ao segundo andar. Um casal chega perto, e ela diz, olhando para a reportagem.
"Eles são milionários e vêm aqui só pra me dar um abraço. Não é fantástico?"
Entre os 1.500 convidados estão a mulher do ministro Nelson Jobim, Adriana; a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT); e Cristiane Constantino Foresti, "filha do dono da Gol", que está de Pucci e Gucci.
Uma lourinha aguada entra no local com a mãe, e um dos asseclas de Cleuza diz: "Essa menina é um amor, linda, todo mundo na cidade adora".
E quem é?
"Filha do embaixador da Suíça", responde outro convidado. "Olha o jeitinho de modelo..."
"Não é da Suíça, é da Dinamarca", corrige a primeira.
No colo
O convidado famoso -local ou nacional- ganha um grito de boas vindas:
"Cleucy! Cleucyyyy!"
Cleucy é a festejada mulher do empresário Luiz Estêvão de Oliveira, que responde a processo por crimes de peculato, estelionato, corrupção ativa e passiva, uso de documentos falsos e formação de quadrilha.
Ela está com a filha Ilca, que solta uns gritinhos agudos quando avista algum conhecido. "Bruno, olha isso, tô sendo entrevistada!"
Ourtro convidado importante chega. Cleuza exclama:
"Tufiii! Me carrega no colo!"
O dono da Forum abarca Cleuza com os dois braços, enquanto cinco fotógrafos se aproximam para registrar o momento.
Tufi Duek chegou com Natalie Klein, filha do dono das Casas Bahia, que pegou um jato particular emprestado e levou de carona Adriane Galisteu e respectivos assessores.
"A gente não enfrenta apagão aéreo, porque sai do Campo de Marte, mas de qualquer maneira precisa de autorização para decolar. A vantagem é que você voa a hora que quer, entende?", explica Klein, dona da NK Store, em São Paulo, uma espécie de "dasluzinha".
Galisteu conta que está ensaiando um espetáculo com Juca de Oliveira e Bibi Ferreira. "O teatro é o alimento da alma, é o ofício do ator, árduo, difícil", diz a apresentadora, ajeitando no braço a pulseira-releitura da fita do Senhor do Bonfim, feita em ouro e brilhantes.
Será que ela ficou triste com a notícia do namoro de Deborah Secco com Roger, seu ex, publicada por uma revista de fofocas? "Imagina, a Deborah é minha amiga. Gosto mais dela do que dele", diz.
Em outro canto da sala, o Amaury Jr. local entrevista Tatiana Mares Guia, sobrinha do ministro. "Que noite emocionante! Obrigado pelo presente que você nos deu, Cleuza!", diz ela para a câmera.
Agora é a vez da socialite Vivianne Piquet: "A Cleuza é uma mulher fantástica, que trabalhou muito para conseguir o que tem, e venceu. É uma pessoa que eu acho chique não pela maneira de vestir, mas pela atitude na vida..."
Cleuza Ferreira gosta de reforçar sua imagem de "mulher de fibra".
"Tudo o que dizem é verdade: fui deixada pelo meu marido, sim, ele fugiu com outra, sim, mas essa história de que me deixou na miséria não existe. Ele está aí, pela festa. É o pai dos meus filhos...", ela diz.
Sem parar de rir, com uma flûte de champanhe na mão, Cleuza segue em frente. (Folha de S. Paulo)
Aos 67 anos, o ex-senador Benedito Canellas circula despercebido pelos corredores da Assembléia Legislativa. Assessor do deputado Humberto Bosaipo (PFL), ele carrega em seu terno sempre um boton para se identificar como senador da República, mesmo tendo ocupado o cargo entre 79 a 87.
Canellas foi uma das grandes lideranças políticas, inclusive com influência junto à Presidência da República. Hoje está entregue ao ostracismo. Ele usa boton para ostentar status de autoridade política, assim como os 24 deputados estaduais, que se identificam com o símbolo fornecido pela União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale). Deputados federais e senadores também costumam se apresentar com botons de congressistas.
Analistas consideram que Santos 'dantizou' e 'envelheceu' a administração
Wilson Santos define até terça (27) o novo secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Com isso, conclui a segunda etapa da reforma do secretariado. Até agora, dos 14 integrantes do staff, o prefeito da Capital só não alterou três. O tucano bate-cabeça na tentativa de montar uma boa equipe. Tem o desafio de, com ações de resultados, superar desgaste político e agregar mais partidos e lideranças rumo à reeleição.
Com esse propósito, Santos chegou a pedir para o seu amigo de décadas, Andelson Gil do Amaral, deixar a pasta de Infra-Estrutura porque não estava vendo resultado que esperava. Depois de obter do secretário o comprometimento em novas ações, preferiu recuar. Perguntado na última quinta, antes de viajar para Recife, se iria mudar mesmo o comando da secretaria tocada por Andelson, Wilson Santos ponderou: "Pode ser que não. Só que precisamos mudar muitas coisas por lá".
O prefeito deve receber nesta segunda (26) uma lista tríplice do Conselho de Ministros Evangélicos (Comec), que desde o início da administração, em 2005, comanda a pasta do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Caberá ao Comec indicar o substituto de Levi de Andrade, que reassumiu a cadeira de vereador. O vereador Éden Capistrano (PSB), da Igreja Sara Nossa Terra e integrante do Conselho, é um dos que ajudam na definição dos três nomes para apresentá-los ao prefeito.
'Dantização'
Na metade do mandato e com a popularidade em baixa, Wilson Santos decidiu mudar parte da equipe. Espera dar uma nova dinâmica em sua gestão de olho nas eleições do próximo ano. Como não conseguiu atrair novos partidos, além do PTB, PSDB, PDT e setores do PMDB, o prefeito buscou opções no próprio tucanato.
Guilherme Muller, que foi secretário de Estado de Fazenda e de Planejamento nos oito anos do governo Dante de Oliveira, agora comporá a gestão da Capital a partir do próximo mês. Vai conduzir a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Os analistas consideram que o prefeito 'dantizou' e 'envelheceu' a administração. Com Muller, terá cinco ex-secretários de Dante na prefeitura: Pedro Pinto (Comunicação), José Rosa (atual procurador-geral e presidente da Sanecap), Carlos Carlão do Nascimento (Detran e Educação) e Aparecido Alves (Intermat), que será espécie de consultor, além de Rogaciano Barros, ex-diretor do Padic, criado na gestão Dante, e que agora atuará no gabinete do prefeito.
O Ministério Público Estadual começou investigação para apurar denúncias, segundo as quais vereadores por Tangará da Serra (a 240 km ao Médio-Norte de Cuiabá) estariam promovendo gastos excessivos com diárias.
Cada um dos 10 parlamentares tem direito a gastar até R$ 380 por dia para dentro do Estado. Quando trata-se de viagem para fora de Mato Grosso, esse valor se eleva para R$ 630. O pior é que nem precisam prestar contas depois. Basta um simples relatório sobre as despesas das viagens para serem reembolsados pela Câmara, que recebe um duodécimo mensal de aproximadamente R$ 200 mil.
O promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues já solicitou informações à Mesa Diretora, sob a presidência do petista José Jaconias da Silva, recém-empossado no cargo. Ele sucede no comando da Câmara o vereador Emerson Adriano de Andrade (PP). Reinaldo anunciou o cerco contra a Câmara em audiência para discutir o plano diretor, na qual a maioria dos parlamentares não compareceu. Nesse dia, só estavam presentes ao evento o presidente Jaconias e o peemedebista Amauri Paulo Cerco.
O MPE já tem informação de que o vereador João Negão (PSB) seria o campeão em despesas excessivas com diárias. Cada parlamentar recebe R$ 3,8 mil mensais de salário.
Milton critica Santos por não cumprir promessa e a gestão Murilo por abandonar a instituição
O ex-vereador por Cuiabá, Milton Rodrigues (2000/2004), cobra do prefeito Wilson Santos (PSDB) a implantação da Guarda Municipal na Capital e lamenta o fato da mesma instituição tem sido abandonada em Várzea Grande pelo prefeito Murilo Domingos (PR). Em 2004, no exercício do mandato de vereador, Milton liderou uma campanha pelo projeto da guarda municipal. Conseguiu, nas praças públicas e nos bairros, cerca de 30 mil assinaturas em apoio à proposta. Foi entregue a Santos em setembro de 2004, antes mesmo do tucano se eleger prefeito. À época, Santos prometeu apresentar o projeto.
"Infelizmente, (o prefeito) fez descaso em relação ao pedido desses cidadãos que acreditaram na sua promessa", cutuou o ex-vereador evangélico, ex-presidente do diretório do PMDB de Cuiabá. Segundo Milton Rodrigues, a guarda municipal poderia começar com um trabalho de ronda escolar. "Além da ronda, homens e mulheres da guarda municipal estariam preparados para fazer a segurança preventiva e ministrando palestras nas escolas em parceria com os professores e líderes comunitários no combate às drogas lícitas e ilícitas."
Para Milton, é importante mostrar aos alunos e pais as consequências dos tóxicos e, assim, contribuir para o combate à violência, que "tem imperado na nossa juventude que está se matando por não ter uma oportunidade e perspectiva de vida melhor".
Milton Rodrigues reforça sua tese em defesa da criação da guarda municipal, sugerindo o site www.guardasmunicipaisbrasil.com.br. Destaca que onde o trabalho preventivo é feito pela guarda municipal tem ocorrido diminuição da índice de violência. "Precisamos trabalhar duramente tanto junto à criança quanto ao adolescente o caminho da cidadania", enfatiza o ex-parlamentar, em e-mail ao RDNews.
Em Várzea Grande
Quanto à Guarda Municipal criada na gestão Jaime Campos em Várzea Grande, Milton Rodrigues é categórico em afirmar que o atual prefeito deixou a instituição numa situação lastimável. "Está um verdadeiro abandono. O prefeito Murilo não tem dado a mínima para estruturar a guarda municipal. O problema no município de Várzea Grande é político. É falta de responsabilidade e de respeito para com a população", criticou o ex-vereador pela Capital.
"Temos que pegar esse governador a pau para mostrar que Cáceres existe e que ele faça alguma coisa pela cidade", diz Alcy
Em release postado no site da Câmara Municipal de Cáceres, o vereador Alcy Silva (PFL) que, de oposição se transformou num dos principais aliados do prefeito Ricardo Henry (PP), faz ataques ao governo Blairo Maggi.
Da tribuna, o parlamentar afirmou que o Estado abandonou o município, cobrou investimentos em infra-estrutura e partiu para a agressão pessoal: "Já que através de documentos ele não nos atende, temos que pegar esse governador a pau para mostrar que Cáceres existe e que ele faça alguma coisa pela cidade", diz Alcy . Acresceu, segundo matéria no portal da Câmara Municipal, que "será a forma dele (governador) respeitar a população e justificar os milhares de votos adquiridos no município nas duas eleições em que ele disputou".
Dos 10 vereadores cacerenses, somente o ex-presidente da Câmara, Wilson Kishi (PDT), rompido com os imãos Pedro e Ricardo Henry, passou a defender o governo do Estado.
O ex-presidente do Cepromat no primeiro mandato de Maggi, Adillson Reis (PR), que reside em Cáceres, já recebeu cópia da gravação da sessão de 22 de fevereiro, em que vereadores atacaram a administração. Pretende entregá-la ao governador na próxima semana.
Clique aqui e leia a matéria na íntegra em que o vereador Alcy fala em agredir o governador Maggi.
Lula pode recuar da nomeação de Nascimento, o que seria mais um obstáculo para Pagot assumir Dnit
O governador Blairo Maggi, maior produtor individual de soja do mundo, está mesmo sem sorte. Primeiro, respaldou junto ao presidente Lula a indicação para o Ministério da Agriculltura do amigo e deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB-PR), proprietário da Sementes Adriana, em Rondonópolis. Balbinotti acabou desistindo do cargo após ser pressionado e bombardeado pela mídia por denúncias de irregularidades sob investigação no Supremo Tribunal Federal.
Ao governador interessa boa relação com o novo ministro da Agricultura porque, primeiro, é do setor e sobre o qual exerce forte liderança e, segundo, porque pretende ter alguns aliados no segundo escalão, entre eles Décio Coutinho, da secretaria de Defesa Agropecuária e, Moisés Sachetti, na Conab.
Maggi trabalha também em outra frente. Quer emplacar o seu principal assessor Luiz Antônio Pagot na direção-geral do Dnit, órgão subordinado à pasta do Transportes. A maior expectativa para a nomeação se confirmar, mesmo já com a aval do presidente Lula, é do ministério voltar ao comando do senador Alfredo Nascimento (AM), do mesmo partido de Maggi. Ambos, inclusive, já acertaram a definição pelo nome de Pagot para o Dnit tão logo Nascimento seja empossado.
Eis que agora a revista IstoÉ traz denúncia grave contra o ex-ministro e que está prestes a reassumir a pasta. A reportagem acusa-o de comprar votos, usar CNPJ falso e de comandar obras superfaturadas. São denúncias que podem até levar o presidente Lula a recuar da nomeação, o que seria mais um complicador no caminho de Luiz Pagot rumo ao Dnit.
Clique aqui e leia a reportagem completa da IstoÉ, que chega às bancas em Mato Grosso neste domingo (25)
Luiz Antônio Pagot esquivou-se ao ser perguntado, em Arenápolis, sobre as denúncias do senador Jaime Campos contra o governo Blairo Maggi, entre elas de que a administração "está podre, uma vergonha" e de que "há dossiês" que abalam as estruturas do Palácio Paiaguás. Pagot não quis polemizar o assunto. Limitou-se a dizer que não seriam palavras que saíram da boca do senador", do qual é primeiro suplente.
Secretário de Estado de Educação e tido como candidato natural do PR à sucessão estadual em 2010, Pagot esteve em Arenápolis nesta sexta à tarde para inspecionar obras em três escolas, acompanhado dos secretários adjuntos Osvaldo Sobrinho e Ezequiel da Fonseca e também da secretária extraordinária de Apoio às Políticas Educacionais, Flávia Nogueira. Antes, em um veículo dirigido pelo ex-vice-governador Osvaldo Sobrinho, os quatro estiveram em Sapezal e São José dos Quatro Marcos.
Já em Nortelândia, ao ser abordado pelo repórter Edivaldo de Sá, do site www.reporternews.com.br, que perguntou sobre as acusações feitas por Jaime Campos a bordo de um avião da TAM e na presença de assessores do governador, o secretário Pagot desconversou sobre o assunto e apressou os passos para entrar no carro.
Por telefone, o senador Jaime Campos tentou falar neste sábado com o governador Blairo Maggi, que estava em Curitiba (PR). Maggi não o atendeu. Mandou dizer que estava ocupado. O govenador curte férias e só reassume a cadeira no Palácio Paiaguás no próximo dia 8. A intenção do pefelista era se explicar, para tentar amenizar a crise. Maggi, por sua vez, demonstra irritação com o seu parceiro de chapa majoritária nas eleições do ano passado e, segundo assessores, preferiu não o atendê-lo.
A relação política entre os dois ficou abalada desde esta sexta-feira (23), quando A Gazeta tornou público as acusações feitas por Jaime contra o governo Maggi durante um comício a bordo. Irritado pelo fato do PR arregimentar lideranças, inclusive cinco prefeitos do PFL, Jaime declarou, dentro do avião da TAM e diante de assessores ligados ao governador, que a administração estadual está podre. Considerou a gestão Maggi uma vergonha, avisou existir dossiês que comprometem o governo em esquema de corrupção, falou até em propina e que Maggi só não cai porque ele (Jaime) segura os deputados na Assembléia.
As acusações do senador pefelista viraram o principal assunto no meio político. Publicamente, ninguém quer comentar a polêmica.
O vôo JJ-3599 da TAM, que saiu do aeroporto internacional Marechal Rondon com destino a Brasília na madrugada da última terça (20), não caiu, mas deixou 'mortos e feridos'. A maioria das lideranças considera que as acusações de Jaime, pré-candidato a governador, servirão de pretexto para a ruptura com a turma da botina. Por mais que o senador tente amenizá-las, o estrago político já foi feito.
Muitos comentam que Jaime, ao transformar o corredor do avião num palanque eleitoral, acabou confundindo o tapete vermelho da TAM com o tapete azul do Senado.
O presidente da Câmara Municipal de Cáceres, Célio Silva, o Celinho (PP), se rebelou contra o seu antecessor Wilson Kishi (PDT). O estopim foi um projeto apresentado pelo parlamentar pedetista pela criação do Conselho Municipal de Transparência. Sob ordens do prefeito Ricardo Henry (PP), Celinho não só motivou a rejeição da proposta como passou a censurar Kishi no próprio site da Câmara Municipal (www.camaracaceres.mt.gov.br) e nos espaços publicitários mantidos em publicações locais para divulgar feitos dos vereadores.
"Aqui na Câmara virou uma extensão da prefeitura. Todo projeto que eu apresento, antes de ir à votação eles fazem discussão com o prefeito. Não tem convivência harmônica", diz o vereador Kishi, ex-aliado do prefeito Henry. Segundo ele, o objetivo do bloco governista, principalmente do presidente Celinho, é detoná-lo por hoje atuar na oposição à administração local.
Wilson Kishi disse que havia pedido à assessoria da Câmara que incluísse no site o seu projeto pela criação do Conselho de Transparência. "Ele (Celinho) mandou excluir a matéria na hora e também proibiu que fosse veiculada no Correio Cacerense, inclusive em espaço pago pela Câmara e que deve ser destinado igualitariamente a todos os vereadores", afirmou o parlamentar.
O vereador explica que o Conselho Municipal de Transparência na Administração Pública foi reprovado pelos vereadores em sessão - Mário Tanaka (PP) e Manoel Ferreira, o Manezinho (PFL) estiveram ausentes. Kishi se viu isolado. Pela sua proposta, o prefeito deveria apresentar relatório mensal de todos os recursos oriundos dos governos estadual e federal. Ele observa que, dessa forma, poderia levar à administração a evitar falhas.
Cita exemplo de um contrato da prefeitura com a Arruda e Back Ltda, feito em 11 de agosto do ano passado, com vistas à aquisição de equipamentos e máquinas para atender a secretaria de Obras. O contrato só foi publicado no jornal local em 8 de março deste ano, quase um mês depois de seu vencimento. "Como o prefeito (Henry) não tem respeito para com a Câmara Municipal, pelo menos deveria, por força desse projeto de criação do Conselho de Transparência, prestar conta ao povo", critica Wilson Kishi, revoltado com o boicote.
Enquanto Jaime e Pagot se digladiam, peemedebista tenta construir 3ª via
Com menos de 20 dias no cargo, o governador em exercício Silval Barbosa tomou gosto pelo poder e já amarrou um entendimento com a direção estadual do PMDB para desde já trabalhar a sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás em 2010. Para o partido, o nome de Silval "é leve, agrega e representa uma das principais lideranças regionais sem desgaste político".
Foi por esse perfil que Silval acabou escolhido pelo governador Blairo Maggi (PR) para compor a chapa como vice na campanha do ano passado e, assim, atrair o PMDB ao bloco situacionista.
Silval, que continua no comando do Estado até 8 de abril, quando vence as férias de Maggi, 'pegou corda' no projeto político para governador. Nos bastidores, ele tem comentado que pretende correr por força. Quer construir uma terceira via, enquanto virtuais concorrentes daqui a três anos, como o secretário de Estado de Educação, Luiz Antônio Pagot (PR), e o senador Jaime Campos (PFL) começam a se digladiar desde agora.
Após Carlos Bezerra (87/89), foi com Silval Barbosa que o PMDB voltou a ocupar cadeira no Palácio Paiaguás. Ex-prefeito de Matupá e deputado estadual por dois mandatos, inclusive presidente da Assembléia, Silval é daqueles políticos que preferem o diálogo à ruptura. Assim, sem alarde, está conseguindo se firmar no cenário regional como principal liderança peemedebista.
Além de Silval, Pagot e Jaime, também sonha com candidatura a governador o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB). Antes de viabilizar tal o projeto, o tucano precisa passar por um outro teste: o da reeleição no próximo ano.
De Curitiba (PR), onde se encontra desde quinta-feira, o governador licenciado Blairo Maggi telefonou para o deputado federal Homero Pereira, a fim de checar se seriam verdadeiras as acusações feitas pelo senador Jaime Campos, durante espécie de 'comício' num vôo da TAM de Cuiabá a Brasília. Ouviu do parlamentar que, de fato, a reportagem de A Gazeta desta sexta, assinada pelo repórter Auro Ida, retrata a verdade dos fatos.
Maggi, então, externou sua contrariedade com os ataques do senador pefelista. Ponderou, porém, que não iria respondê-lo. Jaime Campos chegou a dizer que na gestão da 'turma da botina', a 'comissão' subiu de 10%, comum nos governos anteriores' para 50%.
Confira abaixo a reprodução das duas matérias sobre as polêmicas declarações de Jaime publicadas nesta sexta em A Gazeta.
Governo está podre, afirma Jaime
"O governo Maggi está podre. Só não sofre impeachment porque segura ele na Assembléia Legislativa". A afirmação foi feita pelo senador Jaime Campos, um dos principais líderes do PFL, ao transformar o vôo JJ-3599 da TAM, que saiu do aeroporto Marechal Rondon às 5h30 da última terça-feira com destino a Brasília, num "comício" contra a administração estadual.
Ele sinalizou claramente que está caminhando para o rompimento com o governo Maggi. Sem papas na língua, Campos fez inúmeras acusações, entre elas, de que, na gestão da "turma da botina", a "comissão" subiu de 10% comum nos governos anteriores para 50%. "Um absurdo", avaliou.
De pé no corredor do avião, dirigindo-se ao deputado federal Homero Pereira, que estava ao lado do jornalista e advogado João Pedro Marques, Jaime Campos fez um verdadeiro comício e, em voz alta, bradou que o governo Maggi está uma vergonha e que existem uma enxurrada de dossiês contra a administração estadual.
"Há uma montanha de dossiê que irá abalar a República". O seu alvo principal foi a secretaria de Infra-Estrutura, cujo secretário é Vilceu Marchetti, indicado pelo PFL. Sentado na poltrona à frente, o secretário de Fazenda, Waldir Teis, fazia de conta que dormia, enquanto, por sua vez, o secretário de Indústria, Comércio e Minas e Energia, Alexandre Furlan, lia uma revista. Fingia que estava alheio ao destempero verbal do senador.
Enquanto isso, Homero sofria com os impropérios de Jaime, que o acusou de fazer "prospecção" de prefeitos em dificuldades para, depois, o secretário de Educação, Luiz Pagot, vir com "o mangueirão de diesel" para "arrebanhá-los para o PR. Meio sem jeito, Homero tentou se defender, mas o senador pefelista, nas duas horas de vôo, não deixou quase espaço para ele protestar. De bom, o parlamentar republicano ouviu de Jaime que irá se eleger senador da República em 2010, sucedendo o senador Jonas Pinheiro (PFL). "O Jonas não aguenta mais. O Homero será o sucessor dele no meio rural". O Jonas vai para casa depois desse mandato".
Depois de ouvir as críticas, acusações e as denúncias do senador Jaime Campos, João Pedro Marques tentou defender o governador Blairo Maggi, observando que o chefe doe executivo estadual mandou apurar todas as denúncias que foram feitas contra a sua gestão. "Se tudo que o senhor está dizendo é verdade, tenho certeza que o governador não sabe. Acho que o senhor deveria falar para ele que irá tomar as providências", ponderou.
"Você está falando isso porque o Teis está aqui", reagiu Jaime Campos. Nesse momento, de acordo com a fonte, Teis acordou momentaneamente e olhou para trás. Sem se importar com o fato, o senador acusou ainda a turma da botina de ser "fominha". Segundo ele, "o povo (membros do governo) quer apanhar tudo. Não deixa nem uma merendinha, nem um cala boca", reclamou. No dia anterior à viagem, Jaime Campos informou a um grupo de pefelista do interior que não indicou ninguém para compor o governo do Estado. "Eu não indiquei. Apenas assinei a indicação do partido", ressaltou. Por isso, segundo ele, não tinha compromisso com o governo Maggi.
Enquanto o senador Jaime Campos (PFL) sinaliza para ruptura com a administração estadual, o governador Blairo Maggi (PR), que reassume o Palácio Paiaguás no próximo dia 8, se aproxima da senadora petista Serys Marly, motivada por articulações políticas, via presidente Lula. Maggi e Serys fizeram um acordo esta semana sobre indicação de cargos federais.
A senadora prometeu retirar o nome do seu assessor Odinarte Borges da disputa à direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) para reforçar o nome de Luiz Pagot ao cargo. Já o governador, por sua vez, assumiu compromisso com a petista de endossar a indicação de Gustavo Assunção para a diretoria da Eletronorte. Por enquanto, ambos, que foram adversários nas urnas do ano passado, não admitem publicamente o acordo.
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