Quinta, 24 de Maio de 2012, 11:16 h

WEB TV | 21/05/2012 - 11:00

NO RDTV - Leonardo busca apoio do PMDB em Cáceres; comerciantes preocupados

Talita Ormond

   O RDTV desta segunda (21) trouxe em destaque, no primeiro bloco, detalhes de como foi a abertura dos envelopes com as propostas das empresas com vistas à licitação das linhas intermunicipais em todo o Estado. Confira abaixo a matéria.

   Ainda no primeiro bloco, a web tv apresenta uma matéria sobre as consequências das obras de mobilidade urbana. Os comerciantes das regiões atingidas se mostram preocupados com a queda no movimento. Veja a seguir.
 

  No segundo bloco, a apresentadora Talita Ormond entrevista o médico Leonardo Albuquerque, pré-candidato a prefeito de Cáceres pelo PSD. Ele revela que está buscando composições e acredita no apoio do PMDB, que bate cabeça. Assista a íntegra.
 
Todas as reportagens desta e de outras edições podem ser conferidas no RDTV - clique aqui

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RUMO ÀS URNAS | 21/05/2012 - 09:00

Legendas isolam Túlio; PMDB ainda bate cabeça para pleito em Cáceres

Laura Nabuco

     Mesmo com o poder da máquina nas mãos, o prefeito de Cáceres, Túlio Fontes (DEM), tem encontrado dificuldades para viabilizar sua pré-candidatura à reeleição. O médico Leonardo Albuquerquer, filiado ao PSD, surgiu como um fato novo e tem liderado as pesquisas de intenção de voto. A situação para o democrata parece só não ser pior porque o PMDB, tido como o partido que pode ser decisivo no pleito deste ano, ainda não conseguiu dar impulso a nomes como o do reitor da Unemat, Adriano Silva, ou dos empresários Tato Embalagem e Francis Maris Cruz.

     Túlio fica para trás mesmo sem haver qualquer intervenção dos irmãos Ricardo e Pedro Henry no processo eleitoral, caciques do PP no município e adversários históricos do prefeito.

     Pesam contra o democrata o mandato centralizador, a dificuldade para viabilizar obras prometidas durante o período eleitoral, além de não ter respaldo das bancadas estadual e federal e o distanciamento do governo Silval Barbosa (PMDB). Isolado politicamente, Túlio acumula desgaste e, na contagem regressiva para as convenções (previstas para o período de 10 a 30 de junho), não consegue segurar ao seu lado partidos como o PT, PSDB e PDT.

     Por outro lado, Túlio conta com o trunfo de não enfrentar escândalos ou denúncias de improbidade. Além disso, passou a realizar um trabalho mais voltado aos bairros, numa tentativa de se aproximar da população. Resta saber se a iniciativa não foi adotada tarde demais. Para os opositores, o prefeito já foi abatido antes mesmo de confirmar se estará ou não na disputa. O democrata, por sua vez, não se considera um candidato morto.

     Estão no páreo pela Prefeitura de Cáceres, além de Leonardo e Túlio, o tucano José Eduardo Torres; o vice-prefeito Wilson Kishi (PDT); a vereadora petista Lúcia Gonçalves e um nome a ser definido pelo PMDB.

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VARIEDADES | 21/05/2012 - 08:14

Bota Fora deposita entulho em rua e impede trânsito de veículos

Romilson Dourado

 
A empresa Bota Fora, situada no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, tem utilizado uma pista da rua Miranda, nas proximidades do campo de futebol do mesmo bairro, como depósito de caçambas, muitas delas já lotadas de entulho. O intenso movimento de caminhões na rua, cujo trecho fora transformado em espécie de propriedade privada, está destruindo o asfalto e impede o tráfego de outros veículos. O intrigante é que ao lado da rua trancada, a empresa já utiliza um terreno baldio também como depósito, o que é vedado por lei. Isso, inclusive, contribui para a proliferação de animais peçonhentos, insetos e até do Aedes Aegypti. Pela orientação da secretaria de Obras, esse tipo de caçamba carregada deve ficar no máximo 5 dias sem recolher, o que não é o caso do Bota Fora. A fotografia acima foi tirada neste domingo pela manhã, no instante em que motoristas trancavam totalmente a rua para despejar mais entulhos nas caçambas. Procurado nesta segunda para comentar o assunto, o empresário Wilson, dono do Bota Fora, não quis se pronunciar. Já o gerente Jonas Tavares alegou que a utilização da rua é provisória e prometeu providências. Argumenta que nestes últimos dias a empresa estava com dificuldades de descarga. (foto: Romilson Dourado)

Rondonópolis | 21/05/2012 - 08:06

Com pré-candidatos próprios, PDT mantém apoio a Percival

Lucas Perrone, de Rondonópolis

  O senador Pedro Taques (PDT) endossa as declarações do presidente estadual da sigla Zeca Viana e garante que a legenda vai apoiar o deputado estadual Percival Muniz (PPS) na disputa pela Prefeitura de Rondonópolis. “Sei que temos outros nomes em condições de disputar como o Vanzeli (Carlos Vanzeli, advogado e apresentador de televisão), mas vamos caminhar com Percival Muniz”, pontua o senador, em visita ao município.

   Os rumores de que o PDT poderia não apoiar Percival surgiram devido a possível candidatura do ex-prefeito Adilton Sachetti. Ele ensaiava entrar no páreo até o mês passado, mas recuou sob argumento de que se prepara para disputar cadeira de deputado estadual ou federal em 2014. Diante deste cenário, para Taques, é possível manter o grupo Mato Grosso Muito Mais (PV, PPS, PDT e PSB) no terceiro maior município do Estado. Em 2010, essas siglas apoiaram Mauro Mendes (PSB) que concorreu, sem sucesso, ao Governo.

   Entre os que se articulam para disputar o pleito estão Ananias Filho (PR), prefeito interino;  o ex-governador Rogério Salles (PSDB); o vereador Mohamed Zaher (PSD); e os republicanos Ondanir Bortolini e Sebastião Rezende, além do próprio Percival. Já o prefeito Zé do Pátio (PMDB) tenta reverter a cassação e inelegibilidade para disputar à reeleição. Enquanto isso, alguns defendem que Manoel da Silva Neto, o Doutor Manoel (PMDB) concorra, inclusive, na eleição indireta a ser realizada nos próximos dias.

   Licença

   Taques aproveitou a visita ainda para negar possível pedido de licença no Senado para abrir espaço para o primeiro suplente, José Medeiros (PPS), ligado a Percival Muniz. “Por ora não penso em deixar o Senado”, garantiu.

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Artigo | 21/05/2012 - 00:00

Remédio contra a impunidade

Vinicius de Carvalho

   Hoje quero destacar dois problemas dentre os vários problemas que o Brasil precisa enfrentar em sua necessária modernização: corrupção e impunidade. Uma fonte interessante de informações a este respeito é o Banco Mundial. Este importante organismo multilateral vem realizando pesquisas periódicas sobre a governança em vários países do mundo, de modo a permitir maior comparabilidade. Uma das dimensões da governança trabalhada por eles é voz e accountability.

   Accountability é uma palavra inglesa que não possui tradução literal para o português. Ela é compreendida no meio acadêmico e técnico como prestação de contas, transparência ou relatabilidade, que seria a capacidade de expor as contas públicas para toda a cidadania. Esta dimensão considera, portanto, variáveis como direitos humanos, políticos e civis, responsabilidade, transparência liberdade de expressão e de associação. Pela medição do Banco Mundial, o Brasil vem avançando, embora ainda ocupe uma posição intermediária na comparação com os países da América do Norte, Europa, Oceania ou mesmo alguns vizinhos de sul-americanos como Uruguai e Chile.

   Quer dizer, por estes dados é possível perceber que o Brasil vem implantando algumas mudanças institucionais que favoreceram a governança. Aqui posso citar a instalação de conselhos em várias políticas públicas, a realização de conferências, audiências públicas, implantação de ouvidorias e corregedorias e os diversos mecanismos de transparência adotados pelo setor público. Na última semana, foi dado mais um passo nesta caminhada, com a entrada em vigor da lei federal 12.527/11, denominada de lei de acesso à informação. Mas por que o acesso à informação é tão importante?

   Muitos autores e profissionais da área entendem que o aumento do número de denúncias no setor público é condicionado por três variáveis:

   1 - Maior acesso às informações do setor público (transparência);
   2 - Maior conhecimento sobre o direito de denunciar pelos cidadãos;
   3 - Credibilidade nas apurações e suas consequências.

   A nova lei pretende contribuir para a primeira. Seu objetivo é instrumentalizar o acesso a informações no serviço público, definindo diretrizes e conceituando partes importantes deste meio como informação, documento, disponibilidade, autenticidade, integridade, etc. Além disto, ela aborda as normas e procedimentos específicos para assegurar o acesso à informação, bem como os dados que devem ser disponibilizados, prazos, recursos, restrições, classificação, responsabilidades, dentre outros aspectos.

   No caso da Administração Pública Federal, foi instituída a Comissão Mista de Reavaliação de Informações. A sua função principal será dispor sobre o tratamento e classificação de informações sigilosas. O decreto federal 7.724 de 16/05/2012 estabeleceu as principais práticas e rotinas para implementação da lei no âmbito da União. No seu artigo 8°, a lei dispõe que os órgãos deverão promover a divulgação em local de fácil acesso, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou geral produzida ou custodiada por ela. Dentre estas, ela especifica que no mínimo os órgãos e entidades devem fornecer informações com “dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras”.

   A lei dispõe ainda sobre a utilização de todos os meios disponíveis para divulgação das informações, obrigando a divulgação nas páginas oficiais dos órgãos na internet. Para tanto, são estabelecidos alguns requisitos para os sítios na internet, de modo a favorecer a transparência das informações. Por fim, a lei dispõe que serão criados serviços de informações aos cidadãos, em local e condições apropriadas para cumprir os objetivos. Com mais esta arma nas mãos, está na hora dos cidadãos exigirem maior transparência daqueles que exercem a função pública em seu nome, para que tenhamos uma verdadeira democracia.

  Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com

VLT | 20/05/2012 - 19:30

Grupo sem estrangeiras oferece menor preço; decisão sai na 6ª

Gabriela Galvão

    Das 22 empresas que compõem os 4 consórcios que disputam o certame para implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande, 7 são estrangeiras e apenas 2 cuiabanas. As empresas de fora do país se espalharam pelos grupos: Mendes Júnior/Soares Costa/ AlstonFormado; Expresso Verde e Tranvia Cuiabá. Somente o grupo denominado VLT Cuiabá não é composto por empresas estrangeiras e foi o que apresentou a menor proposta, sendo de R$ 1,4 bilhão. Na contramão, o único consórcio com empresas da região, o Expresso Verde, cobrou o valor mais alto, R$ 1,8 bilhão. O resultado do certame será divulgado na próxima sexta (25).

     O VLT Cuiabá é formado pela Santa Bárbara, uma das responsáveis pela construção da Arena Pantanal, uma das principais obras da Copa de 2014. A empresa tem sede em Minas Gerais, São Paulo e Rio Janeiro. O grupo conta ainda com a CR Almeida, localizada em Curitiba; CAF Brasil Indústria e Comércio, de São Paulo; Magna Engenharia, de Porto Alegre; e Astep Engenharia, com sede no Recife.

     Já o Expresso Verde, que apresentou a proposta mais cara, conta com 2 empresas da Capital, sendo a Três Irmãos Engenharia, da família do suplente de deputado Carlos Avalone (PSDB) e a Ecoplan Engenharia. Também é composto por uma empresa conhecida do Estado, a Engeglobal Construções, responsável pela obra do Aeroporto e a chinesa China National Machinery Import & Export Corporation. Além delas, o grupo é formando ainda pela Construtora RV, com sede em Brasília e a Convap Engenharia e Construções, de Belo Horizonte.

     A segunda proposta mais barata foi apresentada pelo consórcio composto por outra empresa empenhada na construção da Arena, a Mendes Júnior, com sede no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerias e Distrito Federal. O grupo, denominado Mendes Júnior/Soares Costa/ AlstonFormado, conta ainda com a portuguesa, Sociedade de Construções Soares da Costas e a inglesa, Alstom do Brasil Engenharia e Transporte. O montante cobrado para implantar o modal foi de R$ 1,547 bilhão.

     Com apenas R$ 49 milhões de diferença, num montante de R$ 1,596 bilhão, o Tranvia Cuiabá tem o maior número de empresas estrangeiras, sendo as espanholas, Corsán-Corviam Construccion e Vossloh España, a portuguesa, Isolux Ingeneria e a inglesa Vossloh Kiepe. Ainda integram o consórcio as paulistas, S/A Paulista Construções e Comércio, Trans Sistemas de Transporte S/A e Vetec Engenharia e a Isolux Projetos e Instalações, com sede em Belém.


 

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WEB TV | 20/05/2012 - 17:30

Leonardo Albuquerque no RDTV desta 2ª; veja outros destaques

Fernanda Fernandes

   O médico Leonardo Ribeiro Albuquerque (PSD), pré-candidato à Prefeitura de Cáceres, é o entrevistado ao vivo do RDTV desta segunda (21). O programa começa a partir das 8 horas. Entre os assuntos a serem debatidos com o social-democrata estão a liderança na última pesquisa de intenção de votos feita pelo instituto Mark, numa parceria com o RDNews, a avaliação dele sobre a gestão de Túlio Fontes (DEM) e as articulações do partido para as eleições deste ano na cidade.

  Antes, no primeiro bloco, o RDTV mostra que os comerciantes que possuem estabelecimentos em torno da avenida Miguel Sutil estão preocupados com a interdição total de alguns trechos da pista, por conta das obras da Copa de 2014. Confira ainda como foi a abertura dos envelopes das empresas interessadas em operar o novo sistema de transporte coletivo intermunicipal do Estado.

 O programa pode ser assistido pelo endereço www.tv.rdnews.com.br. Se preferir, basta clicar também no link-botão RDTV, no topo desta página que vai direcioná-lo para a página da tv web.


 

ARTICULAÇÃO | 20/05/2012 - 16:14

Mendes toma café com Pivetta, mas não convida Kamil e Taques

Patrícia Sanches


O presidente do PSB e pré-candidato a prefeito de Cuiabá Mauro Mendes promoveu um café da manhã neste domingo (20) para lideranças partidárias numa tradicional padaria. Acompanhado da esposa Virginia, ele conversou com o ex-deputado Otaviano Pivetta (PDT), o presidente municipal do PPS, João Batista e o membro da Executiva do PV, Aluízio Leite. O curioso é que o presidente do PDT Kamil Fares não teria sido convidado e, do outro lado da cidade, o senador Pedro Taques, principal liderança do PDT, também tomava café, mas junto com o governador Silval Barbosa (PMDB). Uma fonte que participou do café, garante que Pivetta não sabia que se tratava de uma reunião política, uma vez que está afastado das articulações no Estado.

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | 20/05/2012 - 15:00

Divulgação é questão de decisão, não há o que esconder, diz líder

Nayara Araújo e Gabriela Galvão

  Com a reivindicação da deputada Luciane Bezerra (PSB) para que os gastos dos parlamentares comecem a ser divulgados no Portal Transparência, assim como é feito no Congresso Nacional, voltou à tona as discussões sobre o valor mensal utilizado para custeio das atividades parlamentares. O próprio líder do Governo na Assembleia, deputado Romoaldo Júnior (PMDB) declarou ser a favor da divulgação e que falta apenas uma decisão neste sentido.

   Ele alegou que não há nada o que esconder e defendeu que acha justo o valor da Verba Indenizatória dos deputados, fixada em R$ 20 mil. Segundo Romoaldo, o montante é utilizado para manter o escritório funcionando e custear viagens para o interior. “Todo deputado tem que ter uma estrutura para poder atender a demanda”, defende. Ele reforça, em seguida, que há muita transparência porque a AL tem divulgado tudo que o que faz.

  Além dos 12 salários de R$ 21 mil por mês, os deputados também têm direito a uma cota de R$ 50 mil para contratação de pessoal e auxílio terno. O último benefício é concedido no início do mandato, mas Romoaldo não especificou o valor. Sobre os custeios com combustíveis, ele classifica como normais, garantindo que a Assembleia já melhorou muito no quesito transparência. “Hoje a gente não tem como mais esconder nada”, frisa. O orçamento do Legislativo deste ano é de 206,8 milhões. A tendência é que as cobranças por informações fiquem cada vez mais sistemáticas com a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no último dia 16.

ECONOMIA | 20/05/2012 - 14:25

Renegociar dívida de MT em dólar é mais vantajoso, afirma ex-secretário

Romilson Dourado

   O executivo Eder de Moraes, ex-secretário dos governos Blairo Maggi e Silval Barbosa, assegurou neste domingo, ao ser consultado por telefone pelo Blog do Romilson acerca da proposta do Palácio Paiaguás de partir para uma nova renegociação da dívida pública em dólar ou em euro, ao invés de real, que "esse é o melhor caminho para não engordar a dívida e mais seguro, embora possa ocorrer algumas variações". Ex-presidente do MT Fomento e ex-secretário de Fazenda, da Casa Civil e da Secopa, Eder era quem vinha conduzindo a renegociação, desde 2006 até o mês passado, quando saiu da vida pública. Ele foi, inclusive, à CPI da Dívida Pública no Congresso Nacional apresentar o projeto e teve várias sugestões acatadas.

    A dívida total chega a R$ 4,8 bilhões. O governo mato-grossense busca, com aval do Palácio do Planalto e da Secretaria do Tesouro, renegociar metade desse valor. A administração depende da aprovação pelos deputados de uma lei complementar para que a dívida passe a ser contratada em dólar ou euro. A proposta tramita na Assembleia. O deputado Ademir Brunetto (PT) pediu vistas. Ele foi um dos que se opuseram, sob alegação de que o valor da dívida, que dependerá do humor do mercado mundial, poderia "explodir".

   Eder, por sua vez, explica que é preciso observar o momento exato da contratação. Segundo ele, a própria STN recomendou ao governo que faça operação em dólar, cuja taxa varia de 5% a 5,5% (juro fixo), mais variação cambial. Compara que, toda e qualquer proposta que o governo federal sinalize, vai ficar entre 10% e 12% ao ano.

   De acordo com o ex-secretário, o histórico dos últimos 15 anos das dívidas contratadas em reais e as em dólares, mesmo tendo este sofrido todos os solavancos no período, mostra que a negociação em dólar foi mais vantajosa, tanto que todas elas estão quitadas, enquanto os contratos em real estão sendo renegociados porque a carga de juros extrapola a capacidade de pagamento do Estado. "Se a dívida do Estado tivesse sido negociada em dólar, nós teríamos economizado nestes 15 anos cerca de R$ 2,5 bilhões".

   Eder disse que é preciso levar em consideração o fato da economia mato-grossense estar fortemente atrelada ao dólar, quer seja no consumo de combustível, quer seja de energia. Cita que 65% da engrenagem econômica são representados pelo agronegócio e o bolo do ICMS, maior receita própria do Estado, deriva dos setores primários, secundários e terciários, intrinsecamente ligados às exportações e importações e o consumo dos carros-chefes da receita estadual dependem do comportamento dos segmentos do agronegócio. "Nós estamos, de certa forma, hediados (hedge-seguro), praticamente com moedas casadas", pontua Eder de Moraes, que se encontra no exterior.

   Ele destaca ainda que outro fator que não pode ser desprezado é que a dívida atual está vinculada ao índice de correção IGP-DI, mais 6,5% ao ano, o que equivale a praticamente 16% ao ano, e os mato-grossenses acabam sofrendo da mesma forma a variação cambial porque um dos componentes do IGP-DI é o dólar das exportações e importações, consumo e preços do atacado, porque trata-se de disponibilidades internas. O governo estadual acaba se tornndo refém do governo federal, liderado pela STN e pelo Ministério da Fazenda e não tem forças para se impor.  "Entendo que só terão êxito se atenderem a determinação da STN, que deseja a dívida em dólar. Por se tratar de um contrato que envolve soberania (risco soberano), ou seja, aval da União, o avalista está fazendo essas exigências", pontua Eder.

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RUMO ÀS URNAS | 20/05/2012 - 11:32

Silval deve subir no palanque do PMDB e eu do PSD, afirma Daltro

Lucas Perrone, de Rondonópolis

   O presidente regional do PSD e vice-governador de Mato Grosso, Chico Daltro, defendeu, neste sábado (19) durante o encontro do partido em Rondonópolis, que não haja impedimentos por parte dos partidos da base aliada para que o governador Silval Barbosa (PMDB) participe ativamente das eleições municipais, que serão realizadas em outubro. “O governador Silval Barbosa tem esse direito democrático de pedir votos para os candidatos e não podemos ser contra isso”, disse Daltro.

   O vice-governador reconheceu, no entanto, que em muitas cidades o PMDB será adversário de partidos que estão compondo com o Governo, inclusive o PSD. “Mesmo assim, acho que o governador não deve ser neutro nas disputas envolvendo o partido dele”, afirmou. Daltro explicou que, assim como entende que o governador deve participar das eleições, ele também vai pedir votos para candidatos do PSD.

   O vice-governador adiantou que o PSD tem candidatos definidos em 53 cidades. Por outro lado, ele explicou que esse levantamento leva em consideração os encontros regionais onde foram ouvidos dirigentes de 84 municípios. “É bom deixar claro que são 141 municípios e o número vai ser bem maior”.

    A estratégia do PSD é ampliar o número de prefeitos, vice e vereadores para que, 2014, consigam aumentar a representatividade na Assembleia, na Câmara Federal, e ainda lançar candidato ao Senado e Governo. Daltro defende a candidatura do presidente da Assembleia José Riva ao Palácio Paiaguás. Hoje a legenda está à frente de 49 prefeituras.

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RONDONÓPOLIS | 20/05/2012 - 07:56

Diretor do Sanear quer recuperar imagem do órgão e licitar PAC II

Lucas Perrone, de Rondonópolis

   O contador e advogado Jean Carlos Lino teve o nome aprovado em sabatina realizada pela Câmara de Rondonópolis para assumir o comando do Sanear. O dirigente foi indicado pelo prefeito interino Ananias Filho (PR) e aprovado por unanimidade. A novo diretor do Sanear demonstrou preocupação com relação aos recursos do PAC II. Segundo Lino, as licitações ainda não foram feitas e o Sanear teria até 30 de junho para dar início ao processo. 

   Para esta etapa do PAC II está prevista a liberação de R$ 24 milhões dos R$ 60 milhões previstos. Os recursos são destinados para obras de saneamento básico. “Temos que ser rápidos para fazer essa licitação e dependemos da ajuda dos vereadores”, pontuou Lino.

  O Sanear, para dar início a licitação, necessita que a Câmara aprove as alterações no orçamento para a inclusão dos recursos do PAC II. O novo diretor do Sanear ressalta que também vai trabalhar pela recuperação da imagem da autarquia, desgastada por causa de denúncia de lançamento de esgoto in natura no rio Vermelho. Lino é o primeiro indicado do PR a fazer parte do staff do prefeito interino Ananias Filho.

OAB | 20/05/2012 - 07:30

Stábile deve ir à reeleição, mas tem 4 na reserva; opositores têm dossiês

Romilson Dourado

    A disputa pela presidência da OAB-MT segue paralela às eleições municipais e caminham para embates acirrados entre o grupo captaneado pelo presidente Cláudio Stábile, ainda no muro sobre a possibilidade de tentar a reeleição, e quatro nomes que se apresentam como oposicionistas, sendo eles de Pio da Silva, de Luciana Serafim, de João Celestino, que já disputou e saiu derrotado, e de Eduardo Mahon. Em 7 de outubro, os eleitores mato-grossenses vão eleger vereadores, prefeitos e vices de 141 municípios. Um mês depois, na segunda quinzena de novembro, quem vão as urnas serão os advogados para escolher quem comandará a Ordem por 4 anos.

   Stábile pertence a um grupo que conduz a OAB-MT por 15 anos. A tendência é dele optar pela reeleição, mas, caso recue, jogará todas as fichas para eleger um aliado. Há quatro candidatos reservas já prontos para o embate. São eles: o vice-presidente Maurício Aude; o presidente da Caixa de Assistência Leonardo Campos; o secretário-geral Daniel Teixeira; e o conselheiro federal Francisco Esgaib. O grupo chegou ao poder com Ussiel Tavares, que cumpriu dois mandatos. Em seguida, elegeu Francisco Faiad, também por 8 anos e fez o sucessor Stábile, que está concluindo o primeiro mandato.

   A OAB detém grande estrutura. Conta com 29 subsecções. Na diretoria não há cargos remunerados, mas o orçamento é de R$ 4 milhões. Parte da verba é utilizada na contratação de serviços terceirizados. As últimas campanhas pela presidência da entidade, que representa os cerca de 7,5 mil advogados do Estado, têm sido marcadas por debates duros e montagem de grandes estruturas, similares até às de candidatos a prefeito e deputado.

    Por está próximo de 2 décadas à frente da OAB, o grupo de Stábile vai se transformar em saco de pancada a partir de agora, com intensificação da campanha pelos adversários. Eles preparam até dossiês, com denúncias graves, para ajudar no trabalho de convencimento aos advogados-eleitores de que é preciso "haver renovação". Cabe à OAB, entre tantas atribuições, se posicionar em defesa da prerrogativa de seus advogados, e lutar pelas garantias do Estado Democrático de Direito, a cidadania e os direitos humanos. Como não trabalha para o Estado, mas para a sociedade, deve liderar também lutas e campanhas, como, por exemplos, de combate à corrupção, por eleições limpas e por qualidade no ensino jurídico.

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Artigo | 20/05/2012 - 00:00

O tabagismo e a doença periodontal

Jackelyne Pontes

   Doença periodontal é um processo inflamatório da gengiva (gengivite) e dos tecidos que fazem o suporte dos dentes (periodontite), que quando agravada pode levar à perda do dente pela reabsorção do osso que aloja o dente (osso alveolar). Na forma mais branda, que é a gengivite, a gengiva infectada pelas toxinas produzidas pelas bactérias presentes na placa bacteriana, torna-se vermelha, inchada e sangra com facilidade.

   A gengivite não tratada pode evoluir para a periodontite. Porém, não é só a falta de higienização da boca que causa doenças periodontais, grande parte dos fumantes também são acometidos pela doença. O tabagismo tem efeito deletério na cavidade bucal, e além de periodontias pode causar câncer, leucoplasias, estomatites e sangramento gengival, para citarmos alguns exemplos de agravos.

   A fumaça do cigarro é constituída por nicotina e monóxido de carbono, cuja mistura interfere na circulação sanguinea genginal, provocando vasoconstrição, levando a perda de osso, perda de inserção periodontal , formação de bolsas e consequentemente perda do dente. Outro componete do cigarro é o cianeto, que dificulta no processo de cicatrização das feridas. Estudos mostram que mostram que os fumantes têm um risco de 2,6 a 6 vezes maior de desenvolver doenças gengivais do que em pacientes não fumantes.

   A nicotina prejudica a resposta imunológica do fumante. Devemos compreender que fumar é um ato de risco, e que o melhor para a nossa saúde é cessar o hábito.

   Pensando nisso, a Sociedade de Pneumologia e Tisiologia de Mato Grosso promove no próximo dia 31 o passeio ciclístico Mato Grosso Sem Tabaco. A concentração será na praça do Chopão, às 18 horas, e toda a sociedade está convidada a participar. Um iniciativa louvável que visa a sensibilização quanto aos prejuízos para a saúde trazidos pelo vício do tabaco. O SInodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) aplaude e apoia o evento, e conclama os colegas ciclistas, porque sim, temos odontociclistas a abrilhantarem a festa - confira detalhes no cartaz reproduzido acima.

   Depois de ler estes parágrafos você fumante pode pensar: parar de fumar é difícil, e eu concordo plenamente, e aproveito para lembrar que não é impossível. Tente!

   "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez" (Jean Cocteau)

   Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso) e escreve exclusivamente para este blog todo domingo - jackelynepontes@gmail.com

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PRIMAVERA DO LESTE | 19/05/2012 - 19:00

Política é dinâmica, diz prefeito tampão sobre briga entre Luizinho e Getúlio

Nayara Araújo

Paulo Bersch     De maneira diplomática, o prefeito interino de Primavera do Leste, cidade-pólo do Leste mato-grossense, Paulo Bersch (PMDB), prefere não se intrometer na queda-de-braço entre o gestor afastado, Getúlio Viana (PR), e o suplente de deputado estadual e ex-vereador por Primavera do Leste, Luizinho Magalhães (PSD). O peemedebista desconversa sob o argumento que está preocupado somente com a administração da cidade e garante não ter tempo para articulações. “Nestes dias que eu estou como prefeito, acabei deixando de lado essas questões eleitoreiras”, disse, em entrevista ao RDNews, nesta sexta (19).

     Ele considera a atividade política “dinâmica” e garante que, por isso, é normal algumas opiniões divergirem entre os gestores. A declaração parece uma tentativa de amenizar a troca de farpas entre Luizinho por e Getúlio. Segundo Paulo, discórdias entre figuras públicas são normais. “Há realmente estes enfrentamentos, mas política é uma coisa muito dinâmica”, atenua.

     O prefeito interino lembra que já foi adversário de Getúlio, atuou como secretário de saúde na gestão de Herico Piana, que deve enfrentar nas urnas, caso seja escolhido pelo grupo político. Em seguida, Paulo ainda lembra que Luizinho tentou, sem êxito, disputar a prefeitura no último pleito pela oposição. “Se a gente não entender a política como essa coisa dinâmica que é e não saber enfrentar as dificuldades, fica difícil fazer política”.

     A rixa entre Luizinho e Getúlio é antiga. Eles protagonizaram uma disputa acirrada no pleito de 2008, ano em que Luizinho contava com apoio do ex-vereador e ex-vice-prefeito da gestão Érico Piana, Irineu João Veit. Do outro lado, Getúlio, que buscava a reeleição, havia fechado um entendimento para ter Paulo de vice. O peemedebista disputou, sem êxito, as eleições de 2004. À época, Getúlio teve 10.322 votos, pelo PFL (hoje DEM), enquanto Paulo ficou em segundo lugar com 5.927 votos.

Luizinho diz não existir perseguição e que Getúlio colhe o que plantou

TANGARÁ DA SERRA | 19/05/2012 - 18:12

Depois de "turbulência política", cidade tenta voltar à estabilidade

Valérya Próspero

     Após a turbulência política com a cassação do prefeito Julio Cesar Ladeia (PR), do vice José Jaconias (PT) e outros 4 vereadores acusados de causar rombo de R$ 6 milhões aos cofres públicos, Tangará da Serra ainda passa pelo processo de retomada da estabilidade política, que atinge diretamente a economia da cidade.

     Secretário de Indústria, Comércio e Serviços do município, Francisco Dantas Garcia acredita que a crise pode até não ter afastado as empresas e indústrias, principais geradoras de emprego, do município, mas deve ter afugentado empresários que pretendiam se estabelecer na cidade. Ele assumiu a pasta na gestão do prefeito “tampão” Saturnino Masson (PSDB), primeiro na história do Estado a ser eleito de forma indireta. O tucano foi escolhido pelos vereadores em agosto de 2011.

Com troca-troca de prefeitos, folha "incha" e há contratações

     Garcia diz que a prefeitura investe na melhoria do atendimento aos moradores e tenta fomentar a economia com incentivos fiscais. Ele reclama que o orçamento de R$ 18 milhões, destinado à pasta, é pequeno tento em vista o amplo mercado da cidade considerada pólo da região. “Atualmente temos mais de 2 mil empresas prestadoras de serviço. São 210 indústrias, entre elas frigorífico bovino e de aves, além das indústrias de café”, diz o secretário, que participou recentemente do 2º Encontro de Secretários de Indústria e Comércio para conhecer alternativas para turbinar a economia local.

Ladeia, Jaconias e 4 vereadores são cassados; prefeito sob risco

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COMUNICAÇÃO | 19/05/2012 - 10:38

DEM desiste em SP por apoio a ACM, diz Carta

Nayara Araújo

     A reportagem de capa da revista Carta Capital desta semana aborda os desdobramentos da CPI instalada para investigar ligação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos para contratação de construtora, entre outras linhas de apuração das gravações feita pela PF.

     A desistência do DEM em não lançar candidatura própria em São Paulo (SP) para priorizar Salvador também é outro destaque da revista. Conforme a reportagem, o PSDB fechou nesta sexta (18) o apoio à candidatura do deputado federal ACM Neto (DEM-BA) à Prefeitura de Salvador. Para conseguir o apoio dos tucanos na capital baiana, o DEM teve de sacrificar o projeto próprio em São Paulo, com a declaração de apoio ao ex-governador José Serra (PSDB).

     Outra matéria mostra que o ex-líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi flagrado na última quarta (17) garantindo “blindagem do PT” ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), em meio à sessão da CPMI do Cachoeira. Um cinegrafista do SBT registrou o parlamentar enviando uma mensagem de celular ao peemedebista, que corria risco de ser convocado a depor.
 

COMUNICAÇÃO | 19/05/2012 - 10:14

Veja traz "recado" de empreiteiro a políticos

Nayara Araújo

      A revista Veja desta semana destaca que Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, tem revelado nos bastidores informações privilegiadas envolvendo a empresa e políticos. A matéria lista toda a trajetória da empreiteira, laços financeiros com ocupantes de cargos públicos influentes.

     Segundo a reportagem, Fernando já ameaça revelar segredos que comprometeriam políticos e outras grandes empreiteiras, fator de grande preocupação para petistas e aliados. A revista aponta que ele usou interlocutores de sua confiança para divulgar mensagens, sendo uma delas endereçada a políticos. "O ex-presidente sabe do potencial de dano ao PT e a seus aliados caso Fernando Cavendish conte como a sua Delta conseguia seus contratos de obras e, em troca, pagava políticos. Numa conversa gravada com ex-sócios, Cavendish os incentivou a cortar caminho para o sucesso comprando políticos. Na tabela da corrupção da Delta, um senador, por exemplo, custaria R$ 6 milhões", diz um trecho. 

     Outro destaque desta edição da revista é a reportagem sobre oportunidades de trabalho, com dicas para os desempregados conseguirem ser reinseridos no mercado.



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