Quinta, 24 de Maio de 2012, 15:56 h

VARIEDADES | 30/09/2007 - 22:20

Che, a farsa do herói

Romilson Dourado

Che
Há quarenta anos morria
o homem e nascia a farsa

"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas "el chancho", o porco, porque não gostava de banho e "tinha cheiro de rim fervido".




Foto Antonio Nunez Jimenez/AFP
ÀS VÉSPERAS DO GOLPE
Che em Caballete de Casas, em Cuba, em 1958: exceto na revolução cubana, sua vida foi uma seqüência de fracassos. Como guerrilheiro, foi derrotado no Congo e na Bolívia

Essa é a realidade esquecida. No mito, sempre lembrado, ecoam as palavras ditas ao tenente boliviano Mário Terán, encarregado de sua execução, e que parecia hesitar em apertar o gatilho: "Você vai matar um homem". Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais que a própria vida. Ambas as frases foram relatadas por várias testemunhas e meticulosamente anotadas pelo capitão Gary Prado Salmón, do Exército boliviano, responsável pela captura de Che. Provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito. Che tem um apelo que beira a lenda entre os jovens dos cinco continentes. Como homem de carne e osso, com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível. "Ele era adepto do totalitarismo até o último pêlo do corpo", escreveu sobre ele o jornalista francês Régis Debray, que por alguns meses conviveu com Che na Bolívia.

Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro. Entre a captura e a execução de Che na Bolívia, passaram-se 24 horas. Nesse período, o governo boliviano e os americanos da CIA que ajudaram na operação decidiram entre si o destino de Guevara. Execução sumária? Não para os padrões de Che. Centenas de homens que ele fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários cujas deliberações muitas vezes não passavam de dez minutos.

VEJA conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas. Seu retrato clássico – feito pelo fotógrafo cubano Alberto Korda em 1960 – é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos. O mito é particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante sua existência. Incapaz de compreender a vida em uma sociedade aberta e sempre disposto a eliminar a tiros os adversários – mesmo os que vestiam a mesma farda que ele –, Che é, paradoxalmente, visto como um símbolo da luta pela liberdade. Guevara é responsável direto pela morte de 49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia. Eles foram mobilizados para defender a soberania de sua pátria e expulsar os invasores cubanos, sob cujo fogo pereceram. Tendo ajudado a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, Che agora é apresentado como um símbolo de justiça social. Politicamente dogmático, aferrado com unhas e dentes à rigidez do marxismo-leninismo em sua vertente mais totalitária, passa por livre-pensador.

O regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permanecem em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha oficial. Por isso, apesar do rancor que pode apimentar suas lembranças, os exilados cubanos são vozes de maior credibilidade. O movimento que derrubou o ditador Fulgencio Batista, em 1959, não foi uma ação de comunistas, como pretende Fidel Castro. Boa parte da liderança revolucionária e dos comandantes guerrilheiros tinha por objetivo a instauração da democracia em Cuba. Mas foi surpreendida por um golpe comunista dentro da revolução. Acabaram presos, fuzilados ou deportados. Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro. Na versão mitológica, Che era dono de um talento militar excepcional. Seus ex-companheiros, no entanto, lembram-se dele como um comandante imprudente, irascível, rápido em ordenar execuções e mais rápido ainda em liderar seus camaradas para a morte, em guerras sem futuro no Congo e na Bolívia.

The New York Times
A "MALDIÇÃO DE SATURNO"
Com Fidel em Havana, em 1959: "Que esta revolução não devore seus próprios filhos", dizia Fidel. Ele fez o contrário. As últimas transmissões de rádio de Che na Bolívia foram ignoradas em Havana


Huber Matos, que lutou sob as ordens do argentino em Cuba, falou a VEJA sobre o fracasso de Che como comandante: "A luta foi difícil na primavera de 1958. A frente de comportamento mais desastroso foi a de Che. Mas isso não o afetou, porque era o favorito de Fidel, que nos impedia de discutir abertamente o trabalho pífio de seu protegido como guerrilheiro". Pouco depois do triunfo da guerrilha, ao perceber os primeiros sinais de tirania, Huber renunciou a seu posto no governo revolucionário e informou que voltaria a ser professor. Preso dois dias depois, passou vinte anos na cadeia. Vive hoje em Miami. À moda soviética, sua imagem foi removida das fotos feitas durante a entrada solene em Havana, em que aparecia ao lado de Fidel e Camilo Cienfuegos, outro comandante não comunista desaparecido em circunstâncias misteriosas nos primórdios da revolução.

Nomeado comandante da fortaleza La Cabaña, para onde eram levados presos políticos, Che Guevara a converteu em campo de extermínio. Nos seis meses sob seu comando, duas centenas de desafetos foram fuzilados, sendo que apenas uma minoria era formada por torturadores e outros agentes violentos do regime de Batista. A maioria era apenas gente incômoda.

Napoleon Vilaboa, membro do Movimento 26 de Julho e assessor de Che em La Cabaña, conta agora ter levado ao gabinete do chefe um detido chamado José Castaño, oficial de inteligência do Exército de Batista. Sobre Castaño não pesava nenhuma acusação que pudesse produzir uma sentença de morte. Fidel chegou a ligar para Che para depor a favor de Castaño. Tarde demais. Enquanto dava voltas em torno de sua mesa e da cadeira onde estava o militar, Che sacou a pistola 45 e o matou ali mesmo com balaços na cabeça. Em outra ocasião, Che foi procurado por uma mãe desesperada, que implorou pela soltura do filho, um menino de 15 anos preso por pichar muros com inscrições contra Fidel. Um soldado informou a Che que o jovem seria fuzilado dali a alguns dias. O comandante, então, ordenou que fosse executado imediatamente, "para que a senhora não passasse pela angústia de uma espera mais longa".

Em seu diário da campanha em Sierra Maestra, Che antecipa o seu comportamento em La Cabaña. Ele descreve com naturalidade como executou Eutímio Guerra, um rebelde acusado de colaborar com os soldados de Batista: "Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no lobo temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Seus bens agora me pertenciam". Em outro momento, Che decidiu executar dois guerrilheiros acusados de ser informantes de Batista. Ele disse: "Essa gente, como é colaboradora da ditadura, tem de ser castigada com a morte". Como não havia provas contra a dupla, os outros rebeldes presentes se opuseram à decisão de Che. Sem lhes dar ouvidos, ele executou os dois com a própria pistola. Essa frieza e a crueldade sumiram atrás da moldura romântica que lhe emprestaram, construída pelos mesmos ideólogos que atribuíram a ele a frase famosa – "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás". Frase criada pela propaganda esquerdista.

Como o jovem aventureiro que excursionou de motocicleta pelas Américas se tornou um assassino cruel e maníaco? O jornalista americano Jon Lee Anderson, autor da mais completa biografia de Che, escreveu que ele era um fatalista – e esse fatalismo aguçou-se depois que se juntou aos guerrilheiros cubanos. "Para ele, a realidade era apenas uma questão de preto e branco. Despertava toda manhã com a perspectiva de matar ou morrer pela causa", afirma Anderson.

Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em 14 de maio de 1928, em uma família de esquerdistas ricos na Argentina. Sofreu de asma a vida inteira. Antes de se formar em medicina, profissão que nunca exerceu de fato, viajou pela América do Sul durante oito meses. Depois de terminada a faculdade, saiu da Argentina para nunca mais voltar. Encontrou-se com Fidel Castro no México, em 1955, onde aprendeu técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do desembarque em Cuba do pequeno contingente de revolucionários. Depois de dois anos de combates na Sierra Maestra, Fidel tomou o poder em Havana. Che ocupou-se primeiro dos fuzilamentos e, depois, da economia, assunto do qual nada entendia. José Illan, que foi vice-ministro de Finanças antes de fugir de Cuba, contou a VEJA que o argentino "desprezava os técnicos e tratava a nós, os jovens cubanos, com prepotência". No comando do Banco Central e depois do Ministério da Indústria, Che começou a nacionalizar a indústria e foi o principal defensor do controle estatal das fábricas. "Che era um utópico que acreditava que as coisas podiam ser feitas usando-se apenas a força de vontade", diz o historiador Pedro Corzo, do Instituto da Memória Histórica Cubana, em Miami. Como resultado de sua "força de vontade", a produção agrícola caiu pela metade e a indústria açucareira, o principal produto de exportação de Cuba, entrou em colapso. Em 1963, em estado de penúria, a ilha passou a viver da mesada enviada pela então União Soviética.

AFP
CASADO COM SI PRÓPRIO
Che com sua segunda mulher, Aleida March, no dia de seu casamento, em Havana, em 1959. Elas não podiam competir com o "chamado da aventura"

Não havia mais o que Che pudesse fazer em Cuba. Era ministro da Indústria, mas divergia de Fidel em questões relativas ao desenvolvimento econômico. De maneira simplista, ele acreditava que incentivos morais tinham maiores probabilidades de estimular o trabalho. Che também se tornou crítico feroz da União Soviética, da qual o regime cubano dependia para sobreviver. Não por discordar do Kremlin, mas porque julgava os soviéticos tímidos na promoção da revolução armada no Terceiro Mundo. Para se livrar dele, Fidel o mandou como delegado à Assembléia-Geral das Nações Unidas em 1964. No ano seguinte, Che foi secretamente combater no Congo, à frente de soldados cubanos. Ali, paralisado por incompreensíveis rivalidades tribais, derrotado no campo de batalha e abatido pela diarréia, Che propôs a seus comandados lutar até a morte. Mas foi demovido do propósito pela soldadesca, que não aceitou o sacrifício numa guerra sem sentido.

Daí em diante o argentino tornou-se uma figura patética. Em Havana, Fidel divulgara a carta em que ele renunciava à cidadania cubana e anunciava sua disposição de levar a guerra revolucionária a outras plagas. Pego de surpresa pela leitura prematura do documento, Che ficou no limbo, sem ter para onde voltar. "Sua vida foi uma seqüência de fracassos", disse a VEJA o historiador cubano Jaime Suchlicki, da Universidade de Miami. "Como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas em matar por causas sem futuro." Na falta de opções, Che escolheu a Bolívia para sua nova aventura guerrilheira. Ele lutaria em território montanhoso e inóspito, imerso na selva, sem falar o dialeto indígena dos camponeses bolivianos. O plano original era adentrar, pela fronteira, a província argentina de Salta. Mas um contigente exploratório foi aniquilado rapidamente pelo exército daquele país. A missão boliviana era, de todos os pontos de vista, suicida. Ainda assim, Fidel a apoiou, a ponto de designar alguns soldados de seu exército para o destacamento guerrilheiro. O ditador cubano também equipou e financiou a expedição, com a qual manteve contato até que seu fracasso se tornou evidente.

Além da falta de apoio do povo boliviano, que tratou os cubanos chefiados por Che como um bando de salteadores, a expedição fracassou também pela traição do Partido Comunista Boliviano. VEJA perguntou a um de seus mais altos dirigentes dos anos 60, Juan Coronel Quiroga: "O PCB traiu Che Guevara?". Resposta de Quiroga: "Sim". A explicação? "Nosso partido era afinado com Moscou, onde a estratégia de abrir focos de guerrilha como a de Che estava há muito desacreditada." Quiroga era amigo pessoal do então ministro da Defesa da Bolívia e conseguiu que as mãos do cadáver de Che Guevara fossem decepadas, mantidas em formol e entregues a ele. "Por anos guardei as mãos de Che debaixo da minha cama em um grande pote de vidro. Um dia meu filho deparou com aquilo e quase entrou em pânico", conta Quiroga. Anos mais tarde, coube a Quiroga a missão de entregar o lúgubre pote com as mãos de Guevara à Embaixada de Cuba em Moscou.

A morte de Che foi central para a estabilização do regime cubano nos anos 60, de acordo com o polonês naturalizado americano Tad Szulc, na sua celebrada biografia de Fidel. O fim do guerrilheiro argentino ajudou o ditador a pacificar suas relações com Moscou e ainda lhe forneceu um ícone de aceitação mais ampla que a própria revolução. O esforço de construção do mito foi facilitado por vários fatores. Quando morreu, Che era uma celebridade internacional. Boa-pinta, saía ótimo nas fotografias. A foto do pôster que enfeita quartos de milhões de jovens foi tirada num funeral em Havana, ao qual compareceram o filósofo francês Jean-Paul Sartre – que exaltou Che como "o mais completo ser humano de nossa era" – e sua mulher, a escritora Simone de Beauvoir. A foto de 1960 só ganhou divulgação mundial sete anos depois, nas páginas da revista Paris Match. Dois meses mais tarde, Che foi morto na selva boliviana e Fidel fez um comício à frente de uma enorme reprodução da imagem, que preenchia toda a fachada de um prédio público cubano. Nascia o pôster.

Três fatos ajudaram a consolidar o mito. O primeiro foi a morte prematura de Che, que eternizou sua imagem jovem. Aos 39 anos, ele estava longe de ser um adolescente quando foi abatido, mas a pinta de galã lhe garantia um aspecto juvenil. O fim precoce também o salvou de ser associado à agonia do comunismo. A decadência física e política de Fidel Castro, desmoralizado pela responsabilidade no isolamento e no atraso econômico que afligem o povo cubano, dá uma idéia do que poderia ter acontecido com Che, que era apenas dois anos mais jovem que o ditador.

Reuters
PARA IMPRESSIONAR "IKE"
Guevara e Fidel em jogo-treino de golfe para disputar uma partida, que nunca houve, com Eisenhower em Washington: "Fidel ganhou, mas Che o deixou ganhar"

O segundo fato foi a ajuda involuntária de seus algozes. Preocupados em reunir provas convincentes de que o guerrilheiro célebre estava morto, os militares bolivianos mandaram lavar o corpo e aparar e pentear sua barba e seu cabelo. Também resolveram trocar sua roupa imunda. Tudo isso para poder tirar fotos em que ele fosse facilmente identificado. O resultado é um retrato com espantosa semelhança com as pinturas barrocas do Cristo morto de expressão beatificada. A terceira contribuição recebida pelos esquerdistas na construção do mito veio do contexto histórico. Che morreu às vésperas dos grandes protestos em defesa dos direitos civis, da agitação dos movimentos estudantis e da revolução de costumes da contracultura – turbulências que marcaram o ano de 1968. Era um personagem perfeito para ser símbolo da juventude de então, que se definia pela "determinação exacerbada e narcisista de conseguir tudo aqui e agora", como escreveu o mexicano Jorge Castañeda, em sua biografia de Che. A história, no entanto, mostra que o homem era muito diferente do mito. Mas quem resiste? Neste mês, nos Estados Unidos, o cubano Gustavo Villoldo, chefe da equipe da CIA que participou da captura do guerrilheiro, vai leiloar uma mecha de cabelo de Che.

Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara. Ele morreu e foi santificado antes que seu narcisismo suicida e os crimes que decorreram dele pudessem ser julgados com distanciamento, sob uma luz mais civilizada, que faria aflorar sua brutalidade com nitidez. Pobre Fidel Castro. Enquanto Che foi cristalizado na foto hipnótica de Alberto Korda, ele próprio, o supremo comandante, aparece cada dia mais roto, macilento, caduco, enquanto se desmancha lentamente dentro de um ridículo agasalho esportivo diante das lentes das câmeras da televisão estatal cubana. O método de luta política que Guevara adotou já era errado em seu tempo. No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas. Está passando da hora de essa muralha cair.

 

A FRASE MAIS FAMOSA ATRIBUÍDA A GUEVARA É...
"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."

...OUTRAS MENOS CONHECIDAS REVELAM SUA REAL PERSONALIDADE:

"Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue."
Carta à esposa, Hilda Gadea, em janeiro de 1957


Keystone/Getty Images

"Fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta até a morte."
Discurso na Assembléia-Geral da ONU, em 11 de dezembro de 1964

"O ódio intransigente ao inimigo (...) converte (o combatente) em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm de ser assim."
Revista cubana Tricontinental, em maio de 1967

 

 

 

O mundo tomou outro rumo

CUBA
Apesar de tentar exportar sua revolução, a ilha tornou-se a vitrine de seu fracasso. Sem liberdade política nem econômica, o país é um museu de prédios, carros e dirigentes decrépitos, onde comida, combustíveis e energia são racionados.


BOLÍVIA
O foco guerrilheiro de Guevara foi derrotado pela população pobre da Bolívia, que negou ajuda e ainda delatou o grupo.


CONGO
Guevara e um contingente de cubanos lutaram ao lado do chefe tribal Laurent Kabila contra o coronel Mobutu. Em 1997 Kabila finalmente derrubou Mobuto, mas foi assassinado em 2001. Em seu curto governo, 3 milhões de pessoas foram mortas em guerras tribais.

CHINA
A ideologia de Mao Tsé-tung, que Guevara citava como modelo de comunismo, foi sepultada pelos chineses.

COMUNISMO
Depois da queda do Muro de Berlim, a ideologia será lembrada sobretudo como a responsável pela morte de 100 milhões de pessoas.

VIETNÃ
Na frase famosa, Guevara propôs criar "dois, três, muitos Vietnãs". Acertou. A globalização da economia está criando Vietnãs pelo mundo – países adeptos da economia de mercado, com rápido crescimento econômico e aliados dos Estados Unidos.

 

"A ordem de execução veio pelo rádio"


Fotos divulgação
ção
O ÚLTIMO DIA DO GUERRILHEIRO
Maltrapilho e sujo, Guevara posa com os soldados que o capturaram na vila de La Higuera, onde seria morto. A seu lado, assinalado, está o agente da CIA Felix Rodríguez. À direita, Felix hoje, em Miami

Felix Rodríguez foi uma das últimas pessoas a conversar com Che Guevara. Mais do que isso, foi ele quem recebeu e transmitiu a ordem para que o guerrilheiro fosse executado. Cubano exilado nos Estados Unidos, ele era o operador de rádio enviado à Bolívia pela CIA para auxiliar na caçada e, também, para ajudar a identificar Guevara. Veterano da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, Rodríguez vive hoje em Miami, aos 66 anos. Ele falou ao repórter Duda Teixeira.

COMO CHEGOU A ORDEM PARA MATAR CHE?
As instruções que recebi nos Estados Unidos eram para poupar sua vida. A CIA sabia da divergência de idéias entre Che e Fidel e acreditava que, a longo prazo, ele poderia cooperar com a agência. A ordem para sua execução veio por rádio, de uma alta autoridade boliviana. Era uma mensagem em código: "500, 600". O primeiro número, 500, significava Guevara. O segundo, que ele deveria ser morto. Tentei em vão convencer os militares bolivianos a permitir que ele fosse levado para ser interrogado no Panamá. Eles negaram meu pedido e me deram um prazo. Eu deveria entregar o corpo de Guevara até as 2 horas da tarde. Perto das 11h30, uma senhora aproximou-se de mim e perguntou quando iríamos matá-lo, pois ouvira no rádio que Che havia morrido em combate. Naquele momento compreendi que a decisão de executá-lo era irrevogável.

COMO FOI SUA ÚLTIMA CONVERSA COM ELE?
Fui até o local de seu cativeiro e disse a ele que lamentava, mas eram ordens superiores. Che ficou branco como um papel. "É melhor assim. Eu nunca deveria ter sido capturado vivo", falou. Tirou o cachimbo da boca e me pediu para que o desse a um dos soldados. Ofereci-me para transmitir mensagens à sua família. "Diga a Fidel que esse fracasso não significa o fim da revolução, que logo ela triunfará em alguma parte da América Latina", ele falou em tom sarcástico. Aí lembrou da esposa. "Diga a minha senhora que se case outra vez e trate de ser feliz." Foram suas últimas palavras. Apertou a minha mão e me deu um abraço, como se pensasse que eu seria o carrasco. Saí dali e avisei a um tenente armado com uma carabina M2, automática, que a ordem já tinha sido dada. Recomendei a ele que atirasse da barba para baixo, porque se supunha que Che havia morrido em combate. Eram 13h10 quando escutei o barulho de tiros. Che Guevara tinha sido morto.

COMO FOI O SEU PRIMEIRO CONTATO COM CHE GUEVARA?
Cheguei a La Higuera de helicóptero em 9 de outubro, um dia depois da captura de Che Guevara. Eu o encontrei com os pés e as mãos amarrados, ao lado dos corpos de dois cubanos. Sangrava de uma ferida na perna. Era um homem totalmente arrasado. Parecia um mendigo.

COMO FORAM SUAS CONVERSAS COM CHE?
Nós nos tratamos com respeito. Eu o chamava de comandante. Falamos de Cuba e de outras coisas, mas ele permanecia calado quando as perguntas eram de interesse estratégico. Houve momentos em que não consegui prestar atenção ao que ele dizia. Ao olhar aquele homem derrotado, vinha-me à mente sua imagem no passado, sempre altiva e arrogante.

COMO FORAM AS RELAÇÕES DE CHE COM A POPULAÇÃO NA BOLÍVIA?
Para sobreviver, é essencial que uma força guerrilheira conte com o apoio da população local. A aventura de Che na Bolívia foi um caso único em que uma guerrilha não conseguiu recrutar um único morador da área onde atuou. Só um agricultor ganhou a confiança dos guerrilheiros, e mesmo esse acabou por passar informações que permitiram ao Exército armar uma emboscada. Os poucos bolivianos que participaram da guerrilha eram dissidentes do Partido Comunista. Nenhum camponês.

POR QUE O SENHOR FOI ENVIADO À BOLÍVIA?
O Exército boliviano estava totalmente despreparado para enfrentar uma guerrilha. A maior parte dos soldados trabalhava na construção de estradas e provavelmente jamais dera um tiro de fuzil. Nos primeiros embates, os guerrilheiros aprisionavam os soldados, tiravam suas roupas e os soltavam. Foi então que o governo boliviano pediu ajuda aos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Limparam Che para a foto


No dia de sua morte, amarrado ao esqui de um helicóptero militar, Che Guevara foi levado do local da execução para um vilarejo chamado Vallegrande. A brasileira Helle Alves, repórter, e o fotógrafo Antonio Moura, então trabalhando para o Diário da Noite, de São Paulo, viram a chegada do corpo, que foi levado para a lavanderia do hospital local (acima). Ali, Moura foi o único jornalista a fotografar o corpo de Guevara ainda sujo, vestido de trapos e calçado com o que sobrou de uma botina artesanal de couro (abaixo). Moura conseguiu fotografar o corpo antes da limpeza e da arrumação. "Che usava um calço em um dos calcanhares, provavelmente para corrigir uma diferença de tamanho entre uma perna e outra", lembra Helle. Ela contou pelo menos dez marcas de tiro no corpo do argentino. "Os moradores tinham raiva dele e invadiram a lavanderia, mas, quando viram o corpo, passaram a dizer que ele parecia Jesus Cristo." Começara o mito.

Fotos Antonio Moura

 

Ele está em toda parte


Fotos Mauricio Lima/Jonathan Utz-AFP e Alfredo Tedeschi-File-Reuters

O retrato de Che feito por Alberto Korda em 1960 é agora uma imagem de múltiplos significados: é pop no biquíni da Cia. Marítima vestido por Gisele Bündchen e uma manifestação de truculência e mau humor nas tatuagens de Maradona e Mike Tyson

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CUIABÁ | 24/05/2012 - 13:28

Mauro perde 7 pontos, segue líder e ganharia no 1º turno; 3 dividem o 2º

Romilson Dourado

  O empresário Mauro Mendes (PSB) chega às vésperas das convenções como favorito para prefeito da Capital, inclusive ganharia hoje no primeiro turno, embora tenha perdido 7,9 pontos percentuais nos últimos dois meses. O socialista conquistaria o Palácio Alencastro no primeiro turno hoje porque a soma das intenções de voto dos demais postulantes não alcança ao percentual atribuído a ele. É o que revela a terceira rodada da pesquisa Mark, feita em parceria exclusiva com o RDNews. O trabalho de campo se deu nos últimos dias 19 e 20. Foram ouvidos 603 eleitores cuiabanos de 113 bairros. A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos.

   Na sondagem estimulada com todos os possíveis candidatos - Chico Galindo está incluído porque até então ele não havia desistido oficialmente do projeto de reeleição -, Mauro figura com 41,6% das intenções de voto. Considerando a margem de erro, 4 outros nomes estão bem distanciados do pré-candidato do PSB e empatados tecnicamente. O petista Lúdio Cabral é citado como preferido de 10%. O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) aparece na "cola", com 9,1%, enquanto o empresário Dorileo Leal (PMDB) conta com 8,3%. Galindo já apresentava reação positiva, tanto que seu nome aparece com 7,1%, dentro do empate técnico com Dorileo, Maluf e Lúdio.

   Num comparativo com as duas últimas amostragens da Mark, Mauro aparecia com 36,9% no final de janeiro, subiu para 49,5% em março e hoje registra 41,6%. Lúdio se manteve nos 10%, enquanto Dorileo saiu de 4,2%, foi para 11,5% e oscilou negativamente para 8,3%. Já Maluf, depois de seguir por três meses na casa dos 3 pontos percentuais, cresceu agora para 9,1%. Embora seja o "lanterna", Francisco Vuolo estava com 1,4% e aparece hoje com 3,5%.

   Mauro Mendes também é líder na espontânea - quando o eleitor revela o nome de preferência sem ajuda da lista dos possíveis candidatos. Conta com 19,9%. Maluf registra 3,6%; Lúdio, 2,5% e Dorileo está com 2,3%. Assim, os três últimos também estão empatados tecnicamente nessa modalidade.

   Já quanto à rejeição, as maiores resistências são aos nomes dos médicos Kamil Fares (PDT) e Maluf, com 9,6% e 8,3%, respectivamente, assim também em relação a Francisco Vuolo (6%). Os empresários Mauro e Dorileo são rejeitados por 3% cada. Lúdio tem a menor rejeição: 2,8%.

   Trabalho de campo

   Todo o trabalho de campo foi feito na zona urbana, junto a 113 bairros. Dos entrevistados, 48,9% são do sexo masculino e, 51,1%, do feminino. A pesquisa está registrada sob número 00037/2012. Quanto à idade, 2,2% têm entre 16 e 17 anos, 15,3% (18 a 24), 30,2% (25 a 34), 24,4% (35 a 44 anos), 19,1% (45 a 59), enquanto 9% possuem mais de 60 anos.

   Sobre escolaridade, 6,3% se declararam analfabetos e/ou conta com primário incompleto, 26,9% (primário completo e/ou 1º grau por terminar), 30,8% (1º grau concluído e/ou 2º grau incompleto), 29% (2º grau completo e/ou superior incompleto), e 7% (superior concluído). Segundo a pesquisa, 3,8% recebem até um salário mínimo, 72,6% acumulam de 1 a 5 mínimos, enquanto 19,7% registram renda familiar que varia de 5 a 10 salários. Entre a faixa de 10 a 20 salários são 2,7% e 1,2% declarou acumular mais de 20 salários mínimos.

CONFRONTO | 24/05/2012 - 13:27

Sem Mauro, Dorileo ganha nos duelos de Maluf, Lúdio e Kamil

Romilson Dourado

    Mauro Mendes ganha em todos os eventuais confrontos. O instituto Mark, na pesquisa realizada nos dias 19 e 20 deste mês, fez várias simulações de confrontos para prefeito de Cuiabá. Em todos os cenários, o pré-candidato do PSB aparece com ampla vantagem, sempre acima de 50% das intenções de voto. Se o embate em um provável segundo turno com o tucano Guilherme Maluf fosse hoje, Mauro seria eleito prefeito com 52,1%, enquanto o deputado chegaria a 11,9% - ver cenário 1 acima.

   Contra o vereador Lúdio Cabral, Mauro teria 54,1%, ao passo que o petista ficaria com 10,6% (quadro 2). Contra Vuolo, a frente de Mauro seria mais "elástica": 55,9% a 4,6%, assim também em relação ao pedetista Kamil Fares (56,4% a 1,8%) e ao peemedebista Dorileo Leal (52,2% a 10,8%). Sem Mauro na disputa, a vantagem seria de Dorileo. O empresário do PMDB ganharia no duelo contra Maluf (25,9% a 16,6%) e Lúdio (23,9% a 15,9%). Maluf só levaria vantagem sobre Kamil (22,6% a 7,6%). Já Lúdio ganharia de Kamil (24,4% a 5,6%), assim como Vuolo bateria o pedetista por um placar de 13,8% a 7,5% - confira acima todos os detalhes das simulações de confrontos.

   Os pesquisadores ouviram 603 eleitores cuiabanos. A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. O trabalho de campo abrangeu 113 bairros. A pesquisa está registrada sob número 00037/2012.

CÂMARA DE CUIABÁ | 24/05/2012 - 13:26

Toninho, Sávio e Pop entre mais citados à Câmara; 76% indecisos

Romilson Dourado

   Somente 5 nomes figuram na casa de 1 ponto percentual na corrida por cadeiras na Câmara de Cuiabá, o que traduz um cenário complexo e marcado por alto índice de eleitores indecisos. Pesquisa do instituto Mark, realizada numa parceria com o RDNews, nos dias 19 e 20 deste mês, revela que 76,8% não sabem em quem votar para vereador. Os que melhores pontuam são os vereadores Lúdio Cabral, que está em pré-campanha para prefeito, e Toninho de Souza (PSD), ambos com 1,2%, assim como o suplente de vereador Paulo Brother.

   Em seguida, são lembrados com 1% os vereadores Domingos Sávio (PMDB) e Everton Pop (PSD). Aparecem com 0,5% os também parlamentares Deucimar Silva (PP), Totó Cesar e Néviton Fagundes (ambos do PTB) e os pré-candidatos Júnior Cuiabano e Mano do Pão. O quadro está tão "embolado" que 31 nomes foram lembrados somente por 0,3%, entre eles os vereadores Edivá Alves (PSD), Chico 2000 (PR), Marcus Fabrício (PTB), Pastor Washington, Misael Galvão (PR), Adevair Cabral (PDT) e Clovito (PTB).

   Entre os novatos, foram citados os apresentadores de TV Fábio Felipe, o Fabinho (PMN), e Evaldo Ribeiro (PTB), os ex-vereadores Edvaldo da Cunha, o Profeta (PTB) e Enelinda Scala (PT), o ex-secretário de Habitação João Emanuel ((PSD) e o suplente de vereador Leonardo de Oliveira (PTB).

    Foram ouvidos 603 eleitores cuiabanos de 113 bairros. A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. Os dados mostram que o cenário é de empate técnico de ponta a ponta. A sondagem para vereador não traz qualquer garantia de eleição. Serve somente de termômetro para medir como está o grau de aceitação dos pré-candidatos junto aos eleitores. A tendência é de haver mais de 500 concorrentes às 25 vagas, 6 a mais do quadro atual de parlamentares.

RONDONÓPOLIS | 24/05/2012 - 11:15

Vereadores ampliam prazo de inscrições à eleição indireta

Lucas Perrone, de Rondonópolis

     A Câmara de Rondonópolis decidiu na noite desta quarta (23) ampliar o prazo de inscrições de chapas que vão disputar as eleições indiretas para os cargos de prefeito e vice. A data final para oficialização das candidaturas passou de 28 para 31 de maio. O é a burocrática.

     Os vereadores entenderam que a liberação de certidões necessárias à  inscrição dos interessando poderia demorar, inviabilizando a entrada de novos nomes na disputa. Na quarta pela manhã, a Câmara já havia antecipado a data das eleições, de 14 de junho para 13 do mesmo mês, devido a um erro na contagem dos prazos.

     Conforme as regras para o pleito indireto, os candidatos a prefeito e vice podem realizar seus registros a partir desta quinta (24), na sede do Legislativo municipal. A eleição atende a uma determinação da Justiça Eleitoral, que cassou o prefeito Zé do Pátio (PMDB) sob acusação de gastos ilícitos na campanha de 2008.

     O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) notificou, em 15 de maio, o então presidente da Câmara, Ananias Filho (PR), para assumir interinamente o comando do município por 30 dias, até a realização de um pleito em que apenas os 12 vereadores têm o direito de vota.

WEB TV | 24/05/2012 - 11:10

NO RDTV - Novo deputado elogia Governo; complexo de VG parado

Talita Ormond

Um dos destaques do RDTV desta quinta (24) foi uma denúncia ligada ao não funcionamento do complexo de saúde de Várzea Grande, inaugurado há 10 dias. Veja a reportagem.

Ainda no primeiro bloco, o RDTV revelou algumas das cidades que devem aumentar o número de cadeiras nas Câmaras de Vereadores e os impactos dessa mudança nos cofres públicos. Confira.

Já no segundo bloco, a apresentadora Talita Ormond entrevistou o deputado Washington José (PTB), que assumiu recentemente a vaga do colega licenciado Luis Marinho. Apesar de “calouro”, o parlamentar garante que não será manipulado. Assista agora a íntegra.

Todos os vídeos desta edição, assim como dos demais programas, podem ser acessados no RDTV – clique aqui.

ANÁLISE | 24/05/2012 - 09:18

Sob escândalo, Karol e Prieto puxam para "baixo" conceito da Defensoria

Andréa Haddad


Karol Rotine e André Prieto ficaram na corda bamba após serem acusados de cometer atos de improbidade administrativa

    Com 13 anos de funcionamento, a Defensoria Pública acumula sucessivas gestões marcadas por escândalos de suposto desvio de verbas, denúncias de improbidade e relação conturbada com o Executivo, Tribunal de Justiça e Ministério Público. Após travar uma longa briga com o governador Silval Barbosa (PMDB) por mais orçamento, o defensor-geral André Luiz Prieto ficou numa saia-justa ao ser afastado do cargo, na última sexta (18), por determinação do desembargador José Silvério Gomes.

   Prieto responde a ação civil proposta pela ONG Moral por indícios de irregularidades em contratos, licitações e atos administrativos. O MP, órgão com o qual Prieto entrou em rota de colisão, apresentou 10 ações contra o defensor por supostas fraude na compra de combustível, no pagamento de horas de vôo e empenho de viagens aéreas que não teriam sido realizadas pela Defensoria. Prieto é acusado de dispensar licitação para contratação de serviços de buffet e efetuar pagamento irregular de diárias. Ele nega e justifica que as eventuais falhas não foram intencionais ou por má-fé. 

   Fora isso, Prieto comprou briga com promotores e TJ. Ele passou a questionar a competência da primeira instância para julgar ações contra agentes públicos, que têm foro privilegiado. Antes, reclamava que os 2 órgãos eram contemplados com duodécimo mais robusto.

   Com estrutura considerada “minguada” em relação aos demais poderes, a Defensoria acumula escândalos desde a época da primeira defensora-geral Karol Rotini. O TCE apontou 70 irregularidades nas contas de 2007, sendo 40 formais. Mesmo assim, o balancete foi aprovado. O relator Alencar Soares recomendou que Karol devolvesse R$ 39,4 mil utilizados no pagamento de anuidade da OAB de 73 advogados do órgão.

   Ela foi substituída por Djalma Sabo Mendes Junior, primo do ministro do STF Gilmar Mendes, que teve uma gestão tranqüila, mas não viabilizou a sua recondução ao cargo. Prieto, por sua vez, está afastado.

   Estrutura

   Apesar do orçamento de R$ 56,3 milhões e 131 defensores em 59 comarcas, a Defensoria gasta R$ 48,9 milhões com pessoal. Os salários variam de R$ 13 mil a R$ 20 mil.

Comentários:
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  • Marcio Wilk | 24/05/2012 11:59
    Sinop

    Sujeito se forma em direito, passa em concurso público, vira autoridade e rouba, nosso MP é uma vergonha. Vejam notícias sobre a venda de sentenças em Sinop.

  • Virginia Magalhães | 24/05/2012 11:33
    Cuiabá

    Esse pessoal que estuda para entender da lei só para se beneficiar e a gente tem de aguentar. Poxa vida, antes de entender da lei aprenda a fazer conta. Os números também falam.ôôôôôôô..

  • Paulo | 24/05/2012 10:36

    A defensoria precisa é por os defensores pra trabalhar. Reabrir as "filiais" que foram fechadas no interior e expandir pro resto do estado. Tem gente demais sofrendo pra esse povo ficar pedindo mais salário. Se tiver aumento no orçamento tem que ser vinculado à contratação de novos defensores e novos servidores.


RONDONÓPOLIS | 24/05/2012 - 08:12

Prefeito faz "ajuste" em staff e nomeia Beatriz no Planejamento

Lucas Perrone, de Rondonópolis

   O prefeito de Rondonópolis Ananias Filho (PR) nomeou nesta quarta (23) a nova secretária de Planejamento Maria Beatriz de Oliveira Vaccaro. Servidora de carreira, ela foi chefe do Departamento de Planejamento na gestão de Percival Muniz (PPS) e de Adilton Sachetti (PDT). Atuou no mesmo cargo, por um ano e meio, na gestão Zé do Pátio (PMDB), cassado pela Justiça Eleitoral em abril.

  A secretaria de Planejamento estava sem titular desde o mês passado, quando o ex-secretário Gilson de Oliveira deixou a pasta para assumir a pasta de Administração devido o remanejamento de Mara Gleibe da Fonseca para o comando da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder).

  A secretaria de Planejamento é uma das pastas onde o prefeito cassado Zé do Pátio teve mais problemas. O peemedebista nomeou, no início da gestão, o servidor de carreira José Balbino de Melo. Depois, assumiu a professora universitária Fernanda Pereira Silva e depois o ex-assessor dele [Pátio] na Assembleia, Antônio Miranda. Por último, o peemedebista empossou Gilson Araújo.

   Staff

  Ananias Filho nomeou, nestes primeiros 10 dias de administração a jornalista Eulália de Oliveira na secretaria de Governo e o contador Jean Carlos Lino no comando do Sanear.

Comentários:
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  • Carlinhos | 24/05/2012 11:06
    RONDONOPOLIS MT

    SOU FILIADA NO PMDB, QUERO SO VER SE O PARTIDO VAI VOTAR CONTRA COMPANHEIRO, SE BEZERRA QUIZER VER UMA DESFILIAÇÃO EM MASSA E SO FAZER ISSO, ESTAMOS DE OLHO SO ESPERANDO E VAMOS NOS ORGANIZAR PARA VER SE ISTO VAI ACONTECER, VAMOS VER SE O PMDB VAI VOTAR EM MANOEL OU EM ANANIAS, QUERO SO DIZER QUE ESTAMOS DE OLHO, AGORA SE O PARTIDO FOR SO A PESSOA DE BEZERRA E OUTRA COISA, QUE DEMOCRÁCIA E ESTÁ QUE NÃO CHAMA TODA A MILITÂNCIA PARA SABER O QUE A MAIORIA QUER? VAMOS ESTÁ DE OLHO EM BEZERRA? PMDB E PRA VOTAR EM PMDB, CRITICARAM TANTO O ZÉ POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA, E O QUE O SR. DOS ANEIS ESTÁ FAZENDO NÃO E INFIDELIDADE NÃO? PARE PARA REFLETIR! O PMDB E CONSTITUIDO DE PESSAS, MILITANTES E NÃO DE PESSOA, QUEREMOS SER OUVIDOS TBÉM ENQUANTO FILIADOS DESTE PARTIDOS, ELE NÃO CONSTITUIDO SO DE VEREADORES, DEPUTADOS,PREFEITOS, GOVERNADORES, PENSE NISSO.


Artigo | 24/05/2012 - 00:00

O ensino à distância ao alcance de todos

José Patrocínio

   É muito acentuada a presença do mundo digital em nosso cotidiano, assim impensável a dispensabilidade da tecnologia em qualquer lugar, seja na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, tal como musicalizado pelo cantor, produtor musical e compositor baiano Hyldon.

   Na educação não pode ser diferente, portanto, instituições educacionais nacionais e estrangeiras estão firmando parcerias valendo-se da inovação tecnológica existente para democratizar a educação superior - fundamental para o crescimento das pessoas -, levando ao local mais distante do mundo o conhecimento, através de mestres altamente capacitados que disseminam conhecimento para milhões de pessoas, tornando possível o acesso a um curso superior ministrado à distância por um custo mínimo e de ótima qualidade, tudo isso em razão das tecnologias amplamente utilizadas e espalhadas pelo mundo, a exemplo da banda larga, redes sociais, computadores em nuvem permitindo uma super conectividade e interatividade em milhões de pessoas.

   Não pensem que o ensino à distância tem o condão de substituir o ensino convencional. Longe disso! Consoante vem entendendo os especialistas na área de Ensino à Distância, esta se constitui em modalidade alternativa que contribuirá largamente para a democratização do ensino, principalmente para as pessoas que não tem a oportunidade de freqüentar um curso presencial. O ensino convencional é importante e deve ser mantido, mas frente a nova realidade onde através da internet podemos nos comunicar via online, ver imagens e nos comunicar a qualquer hora e de locais distintos, não podemos simplesmente vendar nossos olhos e não utilizar uma ferramenta poderosa que pode contribuir efetivamente para a formação das pessoas, abrindo o portal da educação para quem precisa estudar e se aperfeiçoar, sem perder a essência da qualidade desejada.

   Nada obstante o avanço já demonstrado mediante o oferecimento dos diversos níveis de ensino disponíveis, o ensino à distância ainda tem um longo caminho à percorrer, muitas barreiras a serem superadas e pela sua comprovada modernização pode chegar em lugares ainda não frequentados a exemplos das creches, cárceres, casas de detenção, presídios, abrigos de velhos, centros comunitários, tudo a um custo mínimo e a um acesso amplo.

   Ainda atuamos com determinada timidez considerado o leque de opções e as ferramentas tecnológicas de última geração que poderá ser conjugadas com recursos humanos de mais alto gabarito para auxiliar na tarefa de educar o povo brasileiro de norte ao sul e do leste ao oeste. A democratização do ensino apregoada poderá ser concretizada, mas para isso temos que avançar, ser menos conservador, preconceituoso e egoísta e na medida do possível se esforçar para socializar o pouco aprendido, que fará enorme diferença para quem sabe menos, sendo de grande valia para superar obstáculos iniciais e contribuindo para solidificar a formação intelectual de nossa gente.

   Num país de dimensão continental como o nosso, com a devida permissão de quem pensa o contrário, vejo com bons olhos que a tecnologia moderna hoje apresentada em muito pode contribuir para a formação educacional das pessoas, senão democratizar pelo menos mitigar a deficiência estatal em não conseguir plenamente cumprir o que proclama a Constituição Federal estabelecendo que a educação é direito de todos e dever do Estado, tendo como objetivo desafiador qualificar as pessoas para o trabalho dotá-lo para o exercício consciente da cidadania.

   A realidade hoje permite graças ao avanço tecnológico uma grande interatividade através do mundo digital criar novas relações e estreitá-las, assim o ensino à distância pode contribuir de forma relevante para levar a cabo a missão da formação educacional, pois permite não importando a localização física de quem emite e de quem recebe a mensagem, relacionamentos, comunicações, ensinamentos e informações, tornando plenamente um instrumento indispensável para fins de aprendizagem e acesso a educação.

  O Ensino à Distância (EAD), já devidamente previsto na Lei de Diretrizes e Bases e por legislações marginálias, é hoje essencial para a formação e aperfeiçoamento do capital humano, podendo com o auxílio da tecnologia de informação e comunicação, constituir ferramenta valorosa para despertar e estimular indistintamente o acesso a educação de qualidade, sem esbarrar em obstáculos excludente de cunho social, econômico, físico e geográfico.

   José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br

WEB TV | 23/05/2012 - 19:47

RDTV desta 5ª traz entrevista ao vivo com o deputado Washington

Fernanda Fernandes

Washington José Salles   O deputado estadual Washington José Salles (PTB) é o entrevistado ao vivo do RDTV desta quinta (24). O programa começa a partir das 8h. Entre os assuntos a serem debatidos com o parlamentar, que assumiu recentemente a vaga deixada pelo deputado licenciado Luis Marinho (PTB), estão os projetos de segurança pública, saúde e infraestrutura voltados para a região norte do Estado e baixo Araguaia. Também serão abordadas as políticas de incentivo para o Ecoturismo e Agroindústria, as articulações da sigla para o pleito deste ano e a relação com outros partidos.

   Antes, no primeiro bloco, o RDTV mostra que, mesmo passados 10 dias da inauguração do Complexo de Saúde de Várzea Grande, cidadãos que procuram o local não conseguem atendimento. Confira também na edição desta quarta como o aumento do número de vereadores em algumas cidades do Estado vai interferir nos cofres públicos e ainda as últimas informações sobre as investigações do rombo milionário na Conta Única do Estado.

   O programa pode ser assistido pelo endereço www.tv.rdnews.com.br. Se preferir, basta clicar também no link-botão RDTV, no topo desta página que vai direcioná-lo para a página da TVWeb.

VÁRZEA GRANDE | 23/05/2012 - 17:41

Isabela e Curvo são mais cotados à Câmara; 82% estão indecisos

Romilson Dourado

   Pesquisa do instituto Mark, feita nos dias 19 e 20 deste mês em parceria com o RDNews, aponta um cenário confuso sobre intenção de voto para vereador em Várzea Grande. Na amostragem espontânea, todos os nomes aparecem empatados tecnicamente, já que a margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos.

   Os que melhores pontuam na preferência do eleitorado são a vereadora Isabela Guimarães, que trocou o DEM pelo PSD do prefeito Tião da Zaeli, com 1,6%, o também parlamentar Chico Curvo, que seguiu o mesmo destino partidário, e o ex-deputado Maksuês Leite (PRB), ambos com 1,3%.

    A espontânea para vereador não traz segurança quanto à eleição de qualquer nome, ainda mais numa fase de pré-campanha. Serve tão somente para se ter ideia de quem são os mais lembrados pelo eleitorado. Os pesquisadores entrevistaram 306 eleitores, espalhados por 58 bairros. O universo de indecisos é considerável. Chega a 82,7%.

   Quatro foram citados por 1%, sendo eles o vereador Baiano Pereira, Fábio Pirineu, doutor Valdir e dona Rosa. Outros quatro figuram com 0,7%: Rafael Brunini, o vereador Wilton Coelho, o Wiltinho, Moacir Gonçalves e o professor Eliseo. No trabalho de campo, foram lembrados outros 20 nomes como preferenciais para vereador, entre eles os que já exercem mandato na Câmara Municipal, Marcos Boró, Wanderlei Cerqueira, João Madureira e o presidente da Câmara Maninho de Barros.

   No pleito deste ano, Várzea Grande, com quase 300 mil habitantes e no ranking de segundo maior município do Estado, vai abrir 6 vagas a mais na Câmara Municipal, de 17 para 23. Garantiu esse direito por causa do crescimento populacional.

Comentários:
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  • Dayanne Aparecida | 24/05/2012 11:49
    varzea grande, Jardim Primavera

    vamos juntos CIDOMAR ARRUDA você olhando pelos artesões de varzea grande precisamos de politicos assim que busca apoio para os seguimentos de trabalho, estamos vc boa sote!

  • Thayna Miranda | 24/05/2012 11:47
    varzea grande- NOVA VARZEA GRANDE

    varzea grande ,agora sim vai mudar ,com prof* carlos zattar mudanças e renovação parabéns meu querido professor ,,,,, pode contar com agente tbem ...

  • Alex Morgado | 24/05/2012 11:39
    VARZEA GRANDE-AGUA LIMPA

    Vamos lá prof* zattar mudanças em varzea grande, a população ja não aguenta mais pedir socorrooo Acreditamos no senhor , a sociedade varzeagrandesse aclama o seu nome .......

  • Ednaldo | 24/05/2012 11:30
    VARZEA GRANDE- CRISTO REI

    estamos explodindo de alegria meu amigo zattar ,e acreditamos em vc,vai mostrar oque é trabalho na camara de varzea grande ,vai ter mudanças.......

  • Luiz | 24/05/2012 11:28
    Varzea Grande - Santa Luzia

    Ta na hora dos vereadores começarem a trabalhar para os bairros, chega sofremos com essa falta de interesse de resolver os problemas do bair - precisamos eleger pessoas q querem atender as comunidades estmaos com vc Cidomar Arruda. faça a diferença.


VÁRZEA GRANDE | 23/05/2012 - 17:40

Jayme cai 9 pontos em 3 meses, mas mantém ampla liderança; Walace, 2º

Romilson Dourado

   O nome do senador Jayme Campos (DEM) segue com ampla vantagem na corrida à sucessão em Várzea Grande, apesar de ter perdido 9,1 pontos percentuais nos últimos três meses, revela nova rodada da pesquisa feita pelo instituto Mark, em parceria exclusiva com o RDNews.

   Numa simulação com todos os possíveis candidatos, Jayme figura com 45,1%. Na amostragem de fevereiro, ele aparecia com 54,2% - confira detalhes no quadro ao lado, sendo espaço em azul escuro com resultado da pesquisa feita neste mês.

   Às vésperas das convenções, o deputado estadual Walace Guimarães, do PMDB, surge em segundo lugar, com 18,6%, mantendo praticamente o mesmo percentual da pesquisa anterior. Os demais pré-candidatos estão com percentuais inferiores a 5 pontos percentuais.

  A pesquisa foi realizada nos últimos dias 19 e 20. Foram ouvidos 306 eleitores de 58 bairros. A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral, sob número 00038/2012. O trabalho de campo foi feito na zona urbana. Dos entrevistados, 47,4% são do sexo masculino e, 52,6%, do feminino.

   Nesta amostragem com 6 virtuais candidatos, os nomes da professora Nice Teodoro, a Nicinha (PSB), e do prefeito Tião da Zaeli (PSD) surgem empatados, na casa dos 4 pontos percentuais. Na pesquisa de fevereiro, Tião contava com 3,8%. O médico Alencar Farina (PT) detém 2,3% e o engenheiro Tarciso Bassan (PSC) segura a "lanterna", apenas com 1,6%. Num cenário em que o nome de Jayme é substituído pelo da esposa Lucimar Campos, a ex-primeira-dama de Várzea Grande e do Estado aparece na primeira colocação, com 22,2%, mas alcançada pelo empate técnico por Walace, que registra 20,9%. Nesse caso, Tião detém 5,2%; Nicinha, 4,6% e Tarciso conta com 2,6%.

   Dos entrevistados, 1,6% tem entre 16 e 17 anos; 11,1%, de 18 a 24; 27,1% dos que opinaram disseram possuir idade entre 25 e 34; enquanto 16,7% estão na faixa de 35 a 44; 31%, de 45 a 59; e 12,4% registram mais de 60 anos. Sobre escolaridade, segundo detectou os pesquisadores do instituto Mark, 3,6%% são analfabetos e/ou têm o primário incompleto; 21,6%, ou cursaram o primário completo ou possuem o 1º grau por concluir; 30,1% declararam ter o 1º grau finalizado ou 2º grau incompleto; e 35,9% ou terminaram o ensino médio ou o terceiro grau por concluir, ao passo que 8,8% possuem o terceiro grau completo. Quanto à renda familiar, 2,3% contaram ao instituto que os rendimentos chegam a um salário mínimo; 57,59%, de um a cinco; 35,3% contabilizam de 5 a 10 salários mínimos; 3,9%, de 10 a 20 salários e, 1%, acima de 20 salários mínimos.

Comentários:
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  • Rafael | 24/05/2012 11:22

    Para Nooooosssa alegria... Jayme Campos voltará... 25 neles!

  • Geraldo Pamplona | 24/05/2012 09:07
    Várzea Grande

    Existe sim luz no fim do túnel, as coisas tende a mudar com o passar dos tempos. Como pode uma moça pobre, professora, pequena no tamanho, porém grande na vontade, figurar entre os três nomes lembrados para comandar nossa cidade, sendo que um é um senador, foi prefeito 3x, governador e o outro deputado estadual e longa história política, como pode ??!! Que bom Nice, as pessoas irão conhecer vc melhor ainda e descobrir o quanto vc é sim preparada para melhorar VG, continue na luta, o caminho é esse. O Grupo de Profissionais Liberais de Varzea Grande já tem sua candidata. Profª Nice PSB.

  • Deyved | 24/05/2012 08:55
    Cuiabá

    Em Vááárzea Gráándre sé vai dar Jdhayme, rsrs... Opa! So vai ganhar Jdhayme!

  • Django | 24/05/2012 08:55
    vg

    O quadro que se instala não é verdade, o Jaime não é ingenuo de deixar o senado para candidatar a prefeito. Mas uma coisa é certa, os campos tem 35% dos votos e 35% de rejeição e se contra os campos sair uma avalanche de candidatos vão dividir os votos e assim estaram perdidos. Se unam se não vão perder e se o Jaime sair candidato é porque vai não terá concorrente, como foi o caso para o senado.

  • Zean | 24/05/2012 08:51
    Cuiabá - Mt

    Numa avaliação rápida, vamos assim dizer de pate-pronto, a pior situação nesta pesquisa é a do Jaime que já está de ladeira abaixo antes mesmo de começar o jogo, que o diga Julinho seu irmão. No momento certo, quando os outros candidatos provocarem o povo à uma reflexão, quanto a o passado, o presente e o que esperar do futuro, no caso de elegerem o Jaime, poderá vir surpresa inesperada tanto para o candidato como para o seu clã.


VÁRZEA GRANDE | 23/05/2012 - 17:39

Na espontânea, senador tem 16%; Tião é o mais rejeitado

Romilson Dourado

   Jayme Campos impõe liderança como pré-candidato a prefeito de Várzea Grande também na pesquisa espontânea, segundo revela o instituto Mark. Seu nome figura como preferido de 16,7%. Apresenta o dobro das intenções de voto em relação ao segundo colocado, o deputado estadual Walace Guimarães (PMDB), que aparece com 8,2%. Foram entrevistadas 306 pessoas nos dias 19 e 20 deste mês em 58 bairros. A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. Os indecisos somam 64,1%.

   Na pesquisa espontânea, o eleitor revela a preferência sem auxílio de uma lista dos nomes dos possíveis candidatos. Nesse caso, 4,6% citaram Lucimar Campos, que ensaia disputa à prefeita pelo DEM, assim como o marido, o ex-prefeito, ex-governador e senador Jayme Campos. A professora Nice Teodoro, a Nicinha (PSB), está empatada com o petista Alencar Farina, ambos com 1,3%. O prefeito Tião da Zaeli (PSD) é lembrado por 1%. Outros três são citados por 0,3%, sendo eles o vereador João Madureira (PSC), o ex-deputado, ex-vice-prefeito e secretário estadual das Cidades Nico Baracat (PMDB) e o deputado federal Júlio Campos (DEM).

   Rejeição

   Quanto à rejeição, quem aparece em primeiro lugar é o prefeito Tião, com 33%. O nome de Jayme enfrenta resistência de 8,8%. Nicinha não teria apoio hoje de 2,9%, assim como o engenheiro Tarci o Bassan (PSC). A rejeição a Walace, que em 2004 concorreu e perdeu a disputa para prefeito, é de 2,6%, mesmo percentual atribuído a Farina. Nesse caso, ambos são os menos rejeitados. Se declararam indecisos 40,2%. A pesquisa está registrada sob número 00038/2012.

Comentários:
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  • Jose Antonio Silva | 24/05/2012 11:21
    Cuiabá - Mt

    33% de rejeição não tem remédio que cure esta disenteria. Arrocha a espora Nicinha.

  • Carlos | 24/05/2012 08:09
    varzea a grande

    O amigo Onorio tem razao o otavio é muito puxa saco, quer ver uma coisa , fala mau do dr walace na frente dele pra vc ver, o caro fica puto , mas ele ta certo tem que defender o chefe dele.... ha tem outro tambem que nao fica pra tráz , Fran Campelo este ,,a o nome da fera, kk

  • Onorio Dantas | 24/05/2012 07:46
    varzea grande

    desta vez o Dr Walace esta embativel. Ali no grupo do Walace tem muito puxa saco, por exemplo, o cara tem um jornal ate bonzinho, mas que perde a credibilidade pois toda edicao ta la o Walace na capa, outra este mesmo cara estampa o( W )do walace na porta do carro dele, isso ja náo e ser puxa saco ja chega ser doenca. para com isso cara deixa de paixao e ponha os pés no chao. alguém tem duvida de quem to falando? e claro que ,é do Otavio , ou Otario rsrsrr


VÁRZEA GRANDE | 23/05/2012 - 17:38

Sem Jayme, Walace empata com Lucimar; Tião ganha de Farina

Romilson Dourado

  Jayme Campos bateria hoje todos os adversários na corrida ao Paço Couto Magalhães. Pesquisa do instituto Mark, feita em parceria com o RDNews, nos dias 19 e 20 de maio, detecta que o nome do democrata figura com percentuais que variam de 45 a 49 pontos percentuais, dependendo dos cenários, o que o deixa com ampla vantagem. Se o senador, que foi prefeito por três mandatos, tivesse como concorrentes o deputado Walace Guimarães e o prefeito Tião da Zaeli, seria eleito com 45,4%. Walace chegaria a 20,3%. Jayme obteria 46% se disputasse contra Walace e Tarciso Bassan. O quadro pouco altera com outros nomes no páreo, como de Alencar Farina (PT) e da professora Nice Teodoro.

    Duelos

   Os pesquisadores da Mark fizeram também simulações de confrontos. Num duelo entre Jayme e Walace, o democrata ganharia por uma placar de 46,1% a 20,6%. Venceria ainda Tião (48,7% a 3,9%), Tarciso (49,3% a 1,6%), Farina (49% a 2,9%) e Nicinha (49% a 4,9%). Já sem Jayme no páreo, Walace levaria vantagem sobre Tião, Tarciso, Farina e Nicinha. O deputado do PMDB ficaria empatado tecnicamente com Lucimar Campos: 23,2% a 19%.

   A margem de erro é de 4,5% para mais ou para menos. Foram ouvidos em Várzea Grande 306 eleitores de 58 bairros. A pesquisa está registrada sob número 00038/2012.

SAÚDE PÚBLICA | 23/05/2012 - 17:15

Silval articula R$ 88 mi; Hospital de Transplantes terá R$ 15,3 mi

Andréa Haddad


O ministro Alexandre Padilha em audiência com Silval Barbosa, Pedro Henry, Homero Pereira e Blairo Maggi, em Brasília
Foto: Assessoria/DF

  O serviço de urgência e emergência dos hospitais do SUS no Estado deve receber investimentos de R$ 88 milhões ainda neste ano. No total, o governador Silval Barbosa (PMDB) e membros da bancada federal, entre eles o médico Pedro Henry (PP), articularam a liberação R$ 150 milhões, em duas etapas, para aplicar em saúde. Na tarde desta quarta (23), em Brasília, eles participaram de audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assegurou os investimentos.

   “Dentro de poucos dias nós estaremos entregando também a reestruturação de todo o interior. Isso engloba o hospital que nós estamos abrindo em Alta Floresta, que vai receber R$ 30 milhões, o hospital de Sinop que vai receber R$ 40 milhões e o reforço de R$ 21 milhões para o Hospital Metropolitano [Várzea Grande]”, disse Silval.

   Henry explicou que a verba será destinada ao primeiro atendimento feito nas unidades, bem como para a ampliação no número de leitos de UTI. Fora isso, Padilha autorizou o repasse de aproximadamente R$ 48 milhões por ano para custear as novas unidades hospitalares do Estado, entre elas de Alta Floresta, Várzea Grande e de Sinop, que está em fase de construção.

   Outros R$ 15,3 milhões serão liberados e investidos na compra de equipamentos e móveis para o novo Hospital de Transplantes, com inauguração prevista para o início de 2013. “Pedimos liberação de recursos para equiparmos o futuro hospital de transplante que será aberto no antigo Hospital das Clinicas, que hoje está de posse do Estado”, reforçou Silval. Segundo Henry, a unidade contará com procedimentos de alta e média complexidade, além da retomada dos transplantes, principalmente de rim e fígado. “Este é um dia histórico para a saúde de Mato Grosso, pois vai mudar a qualidade da saúde pública. Estamos virando uma página triste para começar a financiar a saúde de forma adequada”, declarou.

   Também participaram da audiência o senador Blairo Maggi (PR) e os deputados federais Homero Pereira (PSD), Eliene Lima (PSD), Valtenir Pereira (PSB), Júlio Campos (DEM) e Carlos Bezerra (PMDB). 

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  • Marcio Ponciano | 24/05/2012 08:20
    CBA

    cade cuiaba,coitados de nós cuiabanos com essa turma da butina,cuiaba que recebe a todos do interior e neste bolo não vejo o nome de cuiaba,e vamos votando nesta turma,abran o olho cuiaba.


RONDONÓPOLIS | 23/05/2012 - 15:51

Erro faz Câmara mudar data de eleição indireta para 13 de junho

Lucas Perrone, de Rondonópolis

   A assessoria jurídica da Câmara de Rondonópolis alterou a data das eleições indiretas para a escolha do novo prefeito do município. Na manhã desta quarta (23), o assessor jurídico do Legislativo, Adalberto Lopes, explicou que o pleito não será mais em 14 de junho, como anunciado por ele na terça (22). As eleições estão marcadas para 13 de junho. O processo será realizado a partir das 10h da manhã, com a posse dos eleitos marcada para o mesmo dia, às 14 horas.

   Pelas regras da disputa, além do novo prefeito, será escolhido o vice. A votação será aberta e nominal. “Na realidade, no primeiro cálculo que fiz, levei em consideração o Código Civil, mas na Justiça Eleitoral os prazos são diferentes, eles são contínuos e, para cumprir as regras, fomos obrigados a fazer essa alteração”, disse o advogado.

   Por outro lado, os demais prazos estabelecidos para o processo indireto foram mantidos, como, por exemplo, a data final para as inscrições de chapas, que ficou para a próxima segunda (28). As eleições indiretas para prefeito é um determinação da Justiça Eleitoral em razão da cassação do prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB) pelo TRE. Desde 15 de maio, Ananias Filho, presidente licenciado da Câmara, está no cargo de prefeito interno até a realização do processo indireto.

   Além do próprio Ananias, deve disputar o comando do município o vereador Manoel da Silva Neto, o Doutor Manoel (PMDB).

Eleição será em 14 de junho e chapas podem se inscrever até 2ª

RESGATE HISTÓRICO | 23/05/2012 - 14:04

Maggi e Silval entregam chaves da Câmara de Cuiabá para Chica

Romilson Dourado

 
   Em 1º de setembro de 2009, o então governador Blairo Maggi, acompanhado de Silval Barbosa, que presidia a Assembleia Legislativa, entregava para Chica Nunes, na época presidente da Câmara Municipal, as chaves do prédio que passaria a ser do Poder Legislativo Municipal. Antes, chamava-se Palácio Filinto Muller e foi sede da AL por 33 anos, desde 1972. Pertencia ao Estado. Hoje, denomina-se Paschoal Moreira Cabral a sede da Câmara.

   Chica foi uma das que lutaram pela transferência do prédio, situado na Barão de Melgaço, no centro da Capital, assim que houve inauguração da sede da Assembleia, batizada de Palácio Dante de Oliveira, no complexo do Centro Político e Administrativo.

   O movimento dos vereadores demoveu o governo do Estado de transformar o prédio onde hoje é a Câmara num centro cultural e que iria abrigar 3 pastas: Turismo, Cultura e Esporte e Lazer.


Os então deputados Joaquim Sucena e Alencar Soares, o desembargador Jurandir de Lima, Riva, Maggi, Silval, Verinha Araújo, Zé do Pátio, Mauro Savi e Pedro Satélite, em enfrente ao antigo prédio da Assembleia, no ato que marcou a transferência à Câmara
Fotos: Demóstenes Milhomem

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  • Dornele$ | 23/05/2012 23:16

    Só gente boa! Se gritar pega, não fica um!

  • Marcelo De Alvarenga Aguiar | 23/05/2012 19:14
    Cuiabá-MT

    O que esta tal Chica Nunes e uns certos vereadorzinhos fizeram com a Câmara Municipal de Cuiabá não foi brincadeira, até parece que fizeram aposta com a Magda e o irmão Silvan pra ver quem roubava mais.


MARK E RDNEWS | 23/05/2012 - 12:14

Sai hoje e amanhã pesquisa para prefeito e vereador de Cuiabá e VG

Romilson Dourado

  O Blog do Romilson divulga hoje e amanhã pesquisas completas do instituto Mark, feitas em parceria com o RDNews, sobre intenção de voto para prefeito e vereador de Cuiabá e de Várzea Grande. Os dados acerca da corrida sucessória em Várzea Grande, segundo maior município do Estado, serão disponibilizados já nesta quarta, no período da tarde. Os pesquisadores ouviram 306 eleitores várzea-grandenses nos dias 19 e 20 deste mês. O trabalho de campo abrangeu 58 bairros.

   A pesquisa na Capital, cujo resultado sai nesta quinta, se deu também na mesma data, mas com 603 entrevistas em 113 bairros. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

   O internauta vai poder conferir todos os possíveis cenários com os pré-candidatos colocados nos dois municípios, com simulação com vários nomes e também em caso de eventuais duelos. Além das amostragens estimuladas, o instituto fez sondagem espontânea tanto para prefeito quanto para vereador. Vai revelar quem são os pré-candidatos mais rejeitados na ótica dos várzea-grandenses e dos cuiabanos a duas semanas para início das convenções, período em que os partidos definem candidaturas e políticas de alianças. Então, é só aguardar!

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  • Felipe Alves | 23/05/2012 16:53

    ehhhh... cade a pesquisa de hoje??????????????????????

  • Cezario | 23/05/2012 14:48

    Agora vamos ver se aparece o nosso representante aqui do bairro Poção o Newton Bengué... se essa pesquisa foi feita no nosso bairro ele deve aparecer.

  • Walteyr | 23/05/2012 14:29
    Poxoréu

    Com a popularidade que ele conquistou nesses ultimos pleitos sem sucesso, Mauro Mendes (PSB) deve ser o favorito a prefeitura de Cuiabá. Arrisco em dizer que Dorileo (PMDB) do grupo Gazeta de Comunicação deve ocupar a segunda colocação, mas com uma diferença notável.


Ager | 23/05/2012 - 12:00

Lentidão para licitar transporte prejudica empresas, diz Satélite

Glaucia Colognesi e Patrícia Sanches

     O primeiro suplente de deputado pela coligação PPS, PDT e PSB, e empresário dos transportes, Pedro Satélite (PSD), ainda protesta contra a forma com que está sendo licitado o transporte intermunicipal, mas garante que não pretende recorrer à Justiça. "Infelizmente decisão judicial se cumpre", afirmou.

     Para ele, a divisão do Estado em oito mercados não é o melhor modelo, mas sim a por linhas. Por conta disso, conforme o social-democrata, várias empresas mato-grossenses teriam deixado de participar do certame, inclusive a de sua família.

     Satélite também critica a demora do Estado para realizar a licitação, o que teria desestruturado as empresas que hoje operam o serviço. "Foram 8 anos enrolando e, por causa dessa instabilidade em relação à concessão, nem banco mais dava crédito para as empresas", disse. O suplente também fez questão de enfatizar não fazer mais parte da sociedade da empresa da família, como forma de ressaltar que suas críticas não correspondem a interesses pessoais.

     A preocupação das empresas com a possibilidade de perderem o direito de prestar o serviço vem desde 2007, quando foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Governo com o Ministério Público para que uma nova concessão fosse feita. O acordo venceu em março de 2010, mas é só passou a ser cumprido agora, devido ao forte lobby empresarial e político entorno da questão.

     O curioso é que enquanto Satélite esteve na Assembleia, ele era uma das vozes mais ferozes contra a realização do certame, sob argumento de que os empresários haviam "amassado barro" nas estradas do Estado e, portanto, teriam o direito de continuar atuando. À época, o social-democrata defendeu que apenas parte das linhas fossem licitadas.

     Licitação

     Os envelopes foram abertos na última sexta (18), quando dez empresas e/ou consórcios foram credenciados, dentre elas 5 mato-grossenses. Elas disputam 8 mercados, em que o Estado foi dividido. O resultado deve ser conhecido nos próximos dias.

5 empresas do Estado ficam habilitadas a disputar certame


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