Mauro Mendes, pré-candidato em Cuiabá, ao comentar a desistência de Chico Galindo à reeleição
Há uma outra situação mais grave envolvendo Malheiros, ex-vereador e presidente da Câmara Municipal de Cuiabá: emprego de fantasma. O Ministério Público recebeu denúncia de que Paula Hugueney Cruz, sobrinha do secretário-deputado, foi nomeada, sob a tutela do tio, como taquígrafa da Assembléia. O problema é que Paula faz curso de Medicina em período integral, o que não lhe sobraria tempo para prestar serviços na Assembléia. Seu nome consta na lista dos 903 recém-contratados pela Legislativo em cargos comissionados.
O governador Blairo Maggi (PR), que reassume a cadeira no Palácio Paiaguás em 8 de abril após período de férias, mudou de posição em relação ao novo ministro da Agricultura, deputado Reinhold Stephanes (PMDB). Em princípio, declarou que achava complicado o parlamentar paranaense assumir o ministério.
Bastou uma primeira conversa com Stephanes, no último sábado, em Curitiba, quando soube da trajetória e da história de vida de Stephanes, para Maggi recuar. Não tem mais o mesmo conceito do peemedebista. Segundo o governador mato-grossense e maior produtor individual de soja do mundo, o novo ministro merece um voto de confiança. "Tenho que retirar o que disse. Não sabia que ele tinha sido secretário de Agricultura do Paraná".
João Carlos nega que transferência de endereço seja motivada por eventual candidatura a prefeito
O secretário de Estado de Cultura, João Carlos Vicente Ferreira, resolveu mudar-se de Cuiabá para Barão de Melgaço (a 80 km da Capital). Publicitário, escritor e documentarista, ele acabou criando uma identidade forte com Barão, desde quando começou o trabalho de pesquisa que resultou no livro Mato Grosso e seus Municípios, lançado em 2001, com 660 páginas.
Como está filiado ao PR do governador Blairo Maggi é exerce grande poder de liderança na região, a classe política já começa a enxergar João Carlos como futuro candidato a prefeito. O secretário, por enquanto, descarta essa hipótese. Disse que continuará mantendo a mesma agenda em Cuiabá no comando da pasta da Cultura.
Já nos finais de semana, João Carlos permanecerá em Barão de Melgaço para se dedicar à história do município. Trabalha projeto para a sétima obra a ser publicada, desta vez sobre a história mais aprofundada do município que resolveu adotar como principal endereço. Líderes locais já convidaram João Carlos para conduzir o PR no município.
Sem alarde, ele tem mostrado competência também nas articulações políticas. Na campanha à reeleição de Blairo Maggi, no ano passado, João Carlos integrou o Conselho que definia ações e estratégias rumo à reeleição. Ganhou confiança do governador, tanto que comanda a pasta da Cultura, com um orçamento anual de R$ 13 milhões, desde janeiro de 2003.
Jornalista trabalha na AL e presta assessoria ao secretário da Casa Civil João Malheiros
A jornalista Cida Montenegro (Maria Aparecida Vieira Leite) é a nova mulher do ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, o comendador, preso sob várias acusações, entre elas a de liderar o crime organizado em Mato Grosso. O contrato de união estável entre Arcanjo e Cida Montenegro foi revelado por A Gazeta na edição desta terça (27). A notícia vem ganhando grande repercussão e provocando comentários variados.
Cida trabalha na Assembléia Legislativa, presta assessoria para o secretário-chefe da Casa Civil, João Malheiros, e atua ainda como repórter do programa Comando Geral, da TV Rondon (afiliada da Rede TV!).
A partir do contrato, Arcanjo solicita que a secretaria de Justiça e Segurança Pública autorize-o a receber visita íntima no presídio Pascoal Ramos, onde está preso há um ano. No documento, ele confessa o casamento oficial com Silvia Shirata mas, na prática, enfatiza que estão separados. Silvia está impedida de retornar ao Brasil, devido a mandados de prisão em aberto.
No documento, conforme revela A Gazeta, Arcanjo afirma: "Tendo constituído um relacionamento estável com Maria Aparecida Vieira Leite, roga, guardadas as cautelas da administração, a autorização para a sua visita íntima". Pelo contrato, Arcanjo e Cida Montenegro vão viver como marido e mulher por tempo indeterminado e no regime de separação absoluta de bens adquiridos antes da assinatura do documento.
Arcanjo foi condenado a 37 anos de prisão em dezembro de 2003 por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. De Montevidéu, no Uruguai, foi extraditado no ano passado para Cuiabá. Responde também por sonegação de R$ 842 milhões e assassinatos.
Com certeza não tenho dúvidas de que há sentimento entre os dois, pois eles não se submeteriam à tanta especulação sobre o caso, se não estivessem ligados à um sentimento.
na minha opinão as pessoas tem livre arbítrio para fazer o que quiser da sua vida. Inclusive para casar-se ou separar-se de quem quiser. Que a vida particular da pessoa não interessa á ninguém. Que nós da imprensa devemos deixar dessa demagogia de estar se importando com a vida particular até mesmo dos colegas de profissão. O crime do Arcanjo é o crime do Arcanjo. Não afetará em nada a sua atual esposa. Ezequiel Salomão.
Quem procura ...acha....
Eu penso que a vida particular tanto do Arcanjo qto da colega não diz respeito a ninguém,no entanto qdo se fala de Arcanjo,tudo vira notícia e ambos nem devem se importar pq são notórios e pessoas públicas e convivem com isso.E o fato dele estar preso,tbem é um problema só dos dois,quem me conhece sabe que digo isso catedrática.Felicidades aos dois
Para quem gosta de garotões, essa foi uma facada, Cidinha atrás desse troço tem caroço....
E na cabeça de Arcanjo chifre novo....
kkkkkkkkkkk
Entre os lotados estão parentes e familiares de deputados, além ex-parlamentares e ex-secretários municipais
Com um duodécimo anual de R$ 154 milhões, a Assembléia Legislativa possui 903 servidores em cargos comissionados, os chamados DAS. Entre eles estão parentes e familiares de deputados. Ex-deputados, ex-vereadores e ex-secretários municipais fazem parte das assessorias parlamentares. Clique aqui, em seguida no Poder Legislativo e, depois, no Ato 024/2007 e confira quem são os DAS da Assembléia.
O ex-vereador por Cuiabá e ex-deputado Wilson Celso Teixeira, o Detinho (PP), por exemplo, está agora na folha da Assembléia como consultor das comissões permanentes. Ganha mais de R$ 4 mil mensais. O ex-vereador por Cuiabá, Ricardo Adriane de Oliveira, trabalha como assessor parlamentar.
O deputado licenciado e secretário-chefe da Casa Civil, João Malheiros (PR), conseguiu emprego para o filho Justino Malheiros Neto. Assim como Dentinho, ele é lotado como consultor. O ex-prefeito de Rondonópolis e agora deputado Percival Muniz (PPS) "arrastou" para o gabinete na Assembléia o seu ex-secretário de Administração Themis de Oliveira, um dos assessoresv parlamentares.
No setor de Informática está o sobrinho do deputado Humberto Bosaipo, Humberto Melo Bosaipo Sobrinho. O ex-deputado estadual José Lacerda recebe pensão vitalícia do extinto Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) e ainda é lotado como consultor da Mesa Diretora.
O ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Ezequel Ângelo da Fonseca, hoje secretário-adjunto da secretaria de Estado de Educação, emplacou o filho Ezequel Ângelo da Fonseca Júnior na assessoria parlamentar.
No loteamento de cargos, o presidente Sérgio Ricardo (PR) e o primeiro-secretário José Riva ficam com a maioria deles. Confira abaixo o que cada um tem direito a indicar.
Cargos nomeados pelo presidente da Assembléia
I - Secretaria Executiva da Presidência:
- 01 Secretário;
II - Gabinete da Presidência:
- 01 Gestor de Gabinete da Presidência;
- 01 Ajudante de Ordem;
- 20 Assistentes de Gabinete;
III - Coordenadoria Militar:
- 01 Coordenador;
- 01 Gerente de Divisão de Segurança Militar;
- 01 Gerente de Divisão de Segurança Legislativa;
IV - Coordenadoria de Cerimonial:
- 01 Coordenador;
V - Assessoria:
- 08 Assessores;
- 20 Assessores Adjuntos da Presidência;
b) Administrativos:
I - Grupo Executivo de Licitação:
- 01 Secretário;
II - Secretaria de Serviços Legislativos:
- 01 Secretário;
- 01 Supervisor;
- 02 Atendentes de Plenário;
- 01 Coordenador de Debates;
- 02 Taquígrafos Revisores;
- 12 Taquígrafos Legislativos;
- 01 Coordenador de Expediente;
- 01 Redator de Debates;
III - Secretaria de Imprensa:
- 01 Secretário;
- 01 Supervisor Executivo de Imprensa;
- 11 Assessores de Imprensa;
- 05 Assistentes de Imprensa;
- 02 Repórteres Fotográficos;
- 01 Gerente de Divisão de Rádio;
- 01 Gerente de Divisão de Marketing;
- 01 Gerente de Divisão de Jornalismo;
- 01 Supervisor Executivo da TV Assembléia;
- 01 Gerente de Divisão de Operações;
- 01 Gerente de Divisão de Produção;
- Gerente de Divisão de Jornalismo da TV
-
Cargos nomeados pelo primeiro-secretário
a) Órgãos Auxiliares:
I - Secretaria Executiva da 1ª Secretaria:
- 01 Secretário;
II - Gabinete da 1ª Secretaria:
- 01 Gestor de Gabinete;
- 15 Assistentes de Gabinete;
III - Assessores:
- 08 Assessores;
- 15 Assessores Adjuntos da 1ª Secretaria;
b) Órgãos Administrativos:
I - Secretaria de Orçamento e Finanças:
- 01 Secretário;
- 01 Gerente de Divisão de Orçamento;
- 01 Gerente de Divisão de Contabilidade;
- 01 Gerente de Divisão de Finanças;
II - Secretaria de Recursos Humanos:
- 01 Secretário;
- 01 Gerente de Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos;
- 01 Gerente de Divisão de Administração de Folha de Pagamento;
III - Secretaria de Administração e Patrimônio:
- 01 Secretário;
- 01 Gerente de Divisão de Manutenção de Serviços Gerais, Expedição e Transporte;
- 01 Gerente de Divisão de Material e Patrimônio.
IV - Secretaria de Informática:
- 01 Secretário;
- 01 Gerente de Divisão de Infra-estrutura;
- 01 Gerente de Divisão de Desenvolvimento;
- 01 Gerente de Divisão da INTERLEGIS;
- 03 Assessores Técnicos em Informática;
V - Instituto de Seguridade Social dos Servidores do Poder Legislativo:
a) Órgãos Auxiliares:
I - Conselho Deliberativo;
II - Conselho Fiscal;
b) Órgãos Administrativos:
I - Diretoria Executiva:
- 01 Diretor Executivo;
- 01 Supervisor;
- 01 Assessor Técnico em Medicina;
- 01 Assessor Técnico-Jurídico;
- 01 Gerente de Divisão de Previdência;
- 01 Gerente de Divisão de Assistência à Saúde;
- 01 Gerente de Divisão Administrativo-Financeira;
- 01 Gerente de Divisão de Contabilidade e Auditoria;
- 01 Gerente de Divisão de Informática.
Fonte: Sindicato dos Servidores da Assembléia Legislativa de Mato Grosso
Depois do "comício" a bordo, em que esculhambou e ameaçou denunciar o governador Blairo Maggi, o senador Jaime Campos tenta reaproximação. No domingo, depois de várias tentativas, o parlamentar conseguiu falar por telefone com Maggi, que estava em Curitiba. Procurou amenizar a crise. Jaime está em Brasília e espera conversar pessoalmente com o governador nesta quarta (28).
As denúncias de Jaime, feitas em voz alta dentro do avião da TAM na viagem para Brasília, na terça de madrugada, caíram como uma bomba. O estrago se tornou maior porque ganhou repercussão nas páginas de A Gazeta, com detalhes das declarações do senador.
Descontente pelo fato do PR, novo partido do governador, ter cooptado vários prefeitos, inclusive cinco do PFL, Jaime Campos soltou o verbo, diante de aliados de Maggi, como o deputado federal Homero Pereira e o secretário de Estado de Fazenda, Waldir Teis. Entre tantas acusações, o senador disse que o governo está podre, que há indícios de corrupção, insinuando esquema de propina e existência de dossiês. Jaime chegou a dizer que o governo só não cai porque \'segura\' a Assembléia.
Na última sexta, quando as acusações vieram a público, o senador, que já está em pré-campanha para governador em 2010, tentou descaraceterizá-las. A nova versão não desmereceu a original. A nota oficial que divulgou à imprensa alimentou ainda mais a tese de que, de fato, havia feito acusações. Maggi ficou irritado. Pefelistas e republicados, que estiveram unidos no palanque do ano passado, se calaram.
Jaime Campos passou a colocar correligionários para atuarem como bombeiros. Tenta apagar o incêndio. Pefelistas consideram que cedo ou mais tarde a tendência natural é romper com a administração Maggi. Consideram, porém, precipitado decretar distanciamento agora. Outros entendem que, para construir uma candidatura de oposição, Jaime deve liderar o bloco, sem trégua para reaproximação.
Na politica os valores são as mentiras...o Sr, Jaime Campos está jogando a comida fora do prato onde sempre o mesmo comeu junto ao Sr. Blairo...sou eleitor do Senador e Governador, mas, é bom pararem com o teatro, por que temos vários políticos, que só foram eleitos por que o eleitor tem a memória muito esquecida, exemplo: Carlos Bezerra teve uma eleição uns tempos que o mesmo se aliou ao Julio Campos e levaram uma tremenda surra nas urnas...agora fica o teatro Jaime/Blairo...
O "furo" da Gazeta mostra que o processo eleitoral de 2010 já começou. Agora não adianta mais o Jaime querer voltar a fazer as pazes com Maggi. Daqui pra frente, nada será mais como era...
observe os movimentos de wilson santos com relaçaõ a sms que vai entender a raiva de jc.
observe os movimentos de wilson santos com relaçaõ a sms que vai entender a raiva de jc.
O SENADOR JAIME CAMPOS SÓ PODIA ESTAR BEBADO A BORDO DAQUELE AVIÃO, POIS QUE EU SEI UISQUE É POR CONTA,E COMO NAQUELE AVIÃO SÓ TINHA AVIÃO............
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Carlos Novelli, determinou a divulgação dos nomes, cargos e salários (com símbolos dos níveis de remuneração) de todos os 547 servidores do órgão. Na relação estão 20 parentes dos conselheiros, o que configura nepotismo. Conselheiros aposentados, como Branco de Barros, mantêm também uma série de membros da família no quadro de pessoal.
Novelli disse que tomou a decisão em nome da transparência e espera que os demais órgãos e Poderes sigam o mesmo exemplo.
Os salários variam de R$ 240 a R$ 8 mil, fora o subsídio de conselheiro, fixado em R$ 22,1 mil. Junto com os nomes, aos invés de constar os salários, o TCE mostra o símbolo correspondente, uma forma de evitar processos por danos morais, já que tratam-se de informações sigilosas. Para checar o salário de cada servidor é necessário recorrer a uma tabela que vincula os símbolos com os valores.
Os conselheiros Ary Leite de Campos, Júlio Campos e Ubiratan Spinelli contam com 20 pessoas lotadas no gabinete. Antônio Joaquim e Alencar Soares têm 19 e, Valter Albano, 16. Já Novelli emprega 16, além e outros 10 que atuam diretamente na presidência do Tribunal.
Entre os serviços a que os conselheiros com status e prerrogativas de desembargadores do Tribunal de Justuça têm direito estão motorista, segurança, assistente, mensageiro, chefe de serviços e assistente de plenário.
O TCE detém uma grande estrutura. Recebe R$ 102 milhões por ano de duodécimo. O Pleno é composto por 7 conselheiros cujas cadeiras são vitalícias. Eles têm a missão de exercer o controle externo, por meio da fiscalização da gestão dos recursos do Estado e dos municípios. São fiscalizados cerca de R$ 10 bilhões por ano.
O lotacionograma do TCE é distribuído da seguinte forma: 10 cargos no gabinete da Presidência, 3 no da Vice, 4 na Corregedoria-Geral, 130 nos sete gabinetes dos conselheiros, 8 na Ouvidoria, 177 divididos em cinco relatorias de controle externo, 8 na secretaria de Gestão, 8 na procuradoria Consultiva, 12 na consultoria técnica, 20 na secretaria-geral do Tribunal Pleno, 5 como secretários-adjuntos técnicos, 3 na assessoria especial de Comunicação, 5 na execução de programas de modernização externo entre Estados e municípios.
Ainda fazem parte do quadro de pessoal 8 na Escola Superior de Contas, 11 na gestão de pessoal, 3 no orçamento e finanças, 21 na administração, 4 na coordenadoria de segurança, 31 no expediente, 10 na tecnologia da informação, 15 no apoio humano, 21 no controle de obras e serviços de engenharia, 15 no controle de ato de pessoal, 6 no cerimonial, 7 na Procuradaria de Justiça junto ao TCE. Ainda integram a lista servidores a disposição de outros órgãos.
Clique aqui é confira a lista completa dos servidores do TCE
Dois pilares da ponte sobre o rio Garças, na BR-070, cederam e agora o tráfego ficou interrompido também para carros de passeio desde a manhã desta segunda (26). Até então, a passagem só estava bloqueada para veículos pesados. A região do Araguaia, castigada pela chuva, só oferece agora duas opções de tráfego para motoristas: uma balsa provisória sobre o rio Araguaia, interligando Barra ao município goiano de Aragarças, ou via Torixoréo.
O deputado federal Wellington Fagundes (PR) e o estadual Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), estavam no local nesta manhã para discutir, com técnicos do Dnit, a situação de isolamento por completo da ponte. À tarde, devem se reunir com os prefeitos de Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Aragarças, que estão entre os municípios prejudicados.
Condutores de carros de passeio terão de pagar R$ 5 para utilizar a balsa. No caso de caminhões, há uma tabela que varia conforme o peso. Pedestres estão isentos da taxa.
A previsão do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), feita em janeiro, era de que a obra de recuperação da ponte sobre o rio Garças ficasse pronta somente em seis meses. Agora, nem arrisca a fazer nova previsão. Enquanto isso, o Araguaia vive transtorno e contabiliza prejuízos. Os municípios mais afetados são Araguaiana, Nova Xavantina, Pontal do Araguaia, Torixoréu, Água Boa, Cocalinho e Nova Nazaré, além de Barra do Garças.
Cotado para Dnit, assessor de Maggi avisa a futuro ministro que não vai procurar senadores antes da sabatina
O secretário de Estado de Educação, Luiz Antônio Pagot, disse não à sugestão apresentada pelo senador Alfredo Nascimento (PR-AM), futuro ministro dos Transportes, no sentido de fazer lobby junto aos senadores para ter o nome aprovado na sabatina e, assim, poder assumir a direção-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).
Pagot esteve reunido com Nascimento semana passada. No encontro, o futuro ministro pediu que o principal interlocutor político do governador Blairo Maggi aproveitasse um encontro de senadores que acontece esta semana em Fortaleza para buscar apoio político. Pagot observou que tinha sido convidado pessoalmente pelo presidente Lula para comandar o Dnit e, depois, pelo próprio Nascimento, e que não considerava ético se submter a lobby para passar na sabatina no Senado.
O trator da administração Maggi comentou ainda para Alfredo Nascimento que, se o nome não fosse aprovado pelos senadores, não teria problema, pois está gostando de atuar como secretário de Educação de Mato Grosso. Mesmo sob a chancela do presidente da República e do Ministério dos Transportes, para ocupar o cargo de diretor-geral do Dnit, o nome indicado precisa passar por sabatina dos 81 senadores. Pagot afirma não temer por esse obstáculo. Assegura ter conhecimento técnico suficiente para convencer os congressistas a avalizar o seu nome. Um dos partidos que estão de olho no Dnit é o PMDB, do deputado federal mato-grossense Carlos Bezerra.
Além de Lula, Nascimento e do governador Maggi, Luiz Pagot conta com respaldo da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O cargo de diretor-geral do Dnit é um dos mais cobiçados da estrutura da máquina federal. Comanda R$ 12 bilhões por ano, um orçamento três vezes superior ao do Ministério da Agricultura, que é de R$ 4 bilhões.
Mal informado o texto. Dilma jamais apoiaria Pagot. E mais: Pagot saiu da boca de Blairo, de ninguém mais.
Dois anos depois, a secretaria de Justiça e Segurança Pública abriu sindicância administrativa disciplinar para apurar responsabilidade da agente prisional Silvana Maria Pereira. Ela é acusada de vacilar em seu plantão quando da tentativa de fuga de quatro reeducandos do presídio regional do Pascoal Ramos. O caso se deu em 26 de dezembro de 2005.
O curioso é que Silvana estaria assistindo a um programa de TV, enquanto os detentos serraram duas barras da cela da parte superior e, aproveitando o vacilo da agente, tentaram fuga. Foram barrados no raio dos trabalhadores por um policial militar que estava na torre cinco. Os reeducandos já tinham avançado quatro telas. O PM efetuou disparos de arma de fogo e, assim, impediu que as fugas ocorressem.
Agora, Silvana está sendo responsabilizada pelas tentativas de fugas. "Os reeducandos que tentaram essa fuga foram unânimes em afirmar que somente conseguiram obter intento parcial porque a servidora pública estadual (...) estava assistindo a televisão", relata trechos do processo. Ela corre risco de ser exonerada a bem do serviço público.
Sob pressão, Chica Nunes decidiu abandonar o PSDB, após conquistar, pelo partido, dois mandatos de vereadora e um de deputada estadual. De adversária, ela passa a ser aliada do governo Blairo Maggi. Apesar de recorrer ao argumento de que é a sigla tucana é quem está provocando sua desfiliação, Chica busca mesmo, no fundo, é uma espécie de 'blindagem' ao se tornar governista.
Dois 'pepinos' podem complicar o seu mandato. Um diz respeito a supostos atos de improbidade administrativa enquanto presidente da Câmara Municipal de Cuiabá (2005/2006). O Ministério Público investiga denúncia de fraudes em licitações. No outro processo, baseado em procedimento administrativo a partir de notícia-crime em Barão de Melgaço sobre compra de votos, o Ministério Público pede a cassação do diploma de Chica. A representação em que a parlamentar é acusada de cometer abuso de poder econômico e capacitação ilícita de votos tramita no Tribunal Superior Eleitoral. Ela nega as acusações.
Em princípio, Chica Nunes havia decidido trocar o PSDB pelo PP do deputado José Riva. Na semana passada, ao ser convidada pelo governador para ingressar no PR, ela se entusiasmou e a tendência agora é migrar para a nova legenda. Assim, o PR passaria a ter cinco cadeiras na Assembléia e Chica, por sua vez, contaria com respaldo do governo para se manter no cargo.
Amigos jornalistas que cobrem a área política, primeiro é preciso bater duro contra essa prática abusiva e nojenta de troca de partido: uma vergonha. Também é preciso denunciar os políticos que se elegem para legislar e viram secretários. O povo vive enganado e isso é um crime de estelionato político, igual prometer e não cumprir. Isso revolta porque todos sabem que por trás de tudo estão os interesses financeiros. Só para lembrar: Nas promessas das últimas eleições para prefeito, Cuiabá ganharia até um metrô.
Infelizmente, o Governador Blairo Maggi está preocupado com quantidade de membros no PR não com qualidade. Cabe a ele (Governador) explicar a população aquela velha máxima: "DIGAS COM QUEM ANDAS QUE EU TE DIREI QUEM ÉS".
É o troca-troca para se ter beneficios proprios e bajular o governador.Temos que ter fidelidade partidaria o cargo deve ser do partido e nao do candidato.
é nisto que dá...os partidos politico estão cheios de gente que não tem nada a ver com os partidos e sim com suas pretensões pessoais.Cadê a tão falada reforma politica será que vai sair do discurso: duvido enquanto tiver esta baderna nunca vai sair a reforma, pois conforme a situação de cada politico, é só mudar de sigla e sua situação fica estavel, é o presente caso da Chica Tranbique Nunes..é pagar pra ver...os problemas dela vão acabar vai terminar em pitzza...duvida
CHICA NUNES FOI UMA VEREADORA ATUANTE NOS BAIRROS EM CUIABÁ, SUA VOTAÇÂO VEM SEMPRE CRESCENDO , COM CERTEZA SERA UMA ÓTIMA DEP. ESTADUAL .COM RELAÇÃO A FIDELIDADE PARTIDÁRIA VAMOS ANALISAR O EXEMPLO DO PARTIDO DO PRES. LULA.ACHEI A CHARGE DE MUITO MAL GOSTO E BAIXO NÍVEL.
O governador Blairo Maggi e o seu secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, resolveram fazer barulho com a convocação para posse de 354 candidatos aprovados no concurso público da Polícia Judiciária Civil. Marcaram uma solenidade para sexta (30), às 14h, no Hotel Fazenda Mato Grosso.
Na cerimônia, será assinado o termo de posse de 51 novos delegados de polícia, entre eles seis portadores de necessidades especiais, 153 escrivães e 150 investigadores, um deles portador de necessidades especiais.
Em princípio, o ato estava marcado para a Associação dos Delegados de Polícia (Amdepol), no CPA I. O governo decidiu, porém, mudar o local da cerimônia para um espaço físico mais amplo e, assim, poder receber mais convidados. Quer mostrar que está investindo num setor que, devido ao alto índice de violência, tem sido bastante cobrado pela sociedade quanto à prioridades do poder público.
O governo do Estado já definiu os 10 integrantes do Conselho Estadual de Cultura, sendo cinco titulares e cinco suplentes, para mandato no biênio 2007/2008. Cabe ao Conselho aprovar projetos e definir toda a política cultural de Mato Grosso. O secretário de Estado de Cultura, João Carlos Vicente Ferreira, que comanda um orçamento anual de R$ 13 milhões, é um dos titulares e representantes da área governamental do Conselho.
Outros dois secretários integram a equipe como titulares: Waldir Teis (Fazenda) e Pedro Nadaf (Desenvolvimento do Turismo). Também são titulares Everaldo José de Farias e Edilene Lima Gomes de Almeida.
Os cinco suplentes do Conselho são: José Rodrigues da Rocha, Ana Cristina Moreira dos Santos, Joel Delatorre Dias, Emanoel Gomes Bezerra e Albanir Wanderley Silva.
Acabou aquele velho sonho de, uma vez aprovado no vestibular, já se teria o futuro praticamente assegurado, como médico, advogado ou juiz de direito. A situação é hoje bastante diversa.
Mudaram a universidade, o mercado de trabalho e os estudantes. Infelizmente, muitos compram inadvertidamente a ilusão de que o diploma é condição necessária e suficiente para o sucesso profissional.
A proliferação dos cursos universitários entre os anos 1990 e 2000 é sintoma e causa dessas mudanças. Estamos num mercado de mercado de trabalho cada vez mais exigente, pois passou a cobrar maior titulação dos jovens profissionais. Com isso, aumentou a oferta de cursos e caiu a qualidade.
O fenômeno da multiplicação das faculdades e do declínio da qualidade acadêmica foi especialmente intenso no campo do direito. Trata-se, afinal, de uma carreira de prestígio, cujo ensino é barato. Na maioria das faculdades não exige nada além do professor, livros, lousa e o giz. Existem hoje quase 800 cursos jurídicos no país. Em 1993, eles eram 183. Menos de 30% são considerados "nihil obstat", considerando exames de credenciamento de bacharéis.
A universidade é a unidade da produção do capital humano e, como tal, exerce um papel extremamente relevante no processo do desenvolvimento sustentável de um país. É preciso, então, que essa instituição e as nossas organizações empresariais trabalhem em parceria para efetivarmos o elo entre o ensino teórico e o prático.
A indústria, o comércio, a agroindústria, os bancos e outras atividades exercidas pela iniciativa privada ou pública devem emprestar realismo à universidade, inserindo-a no contexto social. No plano prático, a integração do mundo do saber (as universidades) com o universo do fazer (as empresas) ocorre por intermédio do estágio e do treinamento dos estudantes. Precisamos buscar caminhos para inserção no mercado de trabalho. Assim, estaremos contribuindo para acabar com tantas frustrações de pessoas que, mesmo com o diploma debaixo do braço, continuam desempregadas. E a culpa é de quem? Em verdade, nenhum país do mundo é constituído apenas por advogados, médicos e engenheiros.
Apenas uma elite chega a formar-se nesses cursos. No Brasil, contudo, criou-se a ilusão de que a faculdade abre todas as portas. Assim, alunos sem qualificação acadêmica para seguir essas carreiras pagam para obter diplomas que não lhes serão de grande valia. Creio ser mais sensato limitar os cursos e zelar por sua excelência.
Assim, evitaríamos paliativos como o exame da ordem, que é hoje absolutamente necessário para proteger o cidadão de advogados incompetentes, o que só confirma as graves deficiências do sistema educacional.
Romilson Dourado é jornalista, editor de Política e escreve neste espaço às segundas-feira
Em artigo em A Gazeta deste domingo (25), o professor e cientista político Alfredo da Mota Menezes discorre sobre a crise política entre o senador Jaime Campos (PFL) e o governador Blairo Maggi. Leia abaixo
Será que Jaime Campos vai mesmo para a oposição ao governo Maggi? Diferente do que supunha esta coluna, acontecimentos recentes sugerem que ele quer criar logo a cara de oposição ao atual governo. Se vai dar certo ou não é outra história.
Ele já trilhou antes esse caminho. Parece que quer repeti-lo. O PMDB foi ao governo em março de 1987 com Carlos Bezerra. Júlio Campos era o líder da oposição. Ele não gostava de dar espaço político a ninguém.
Falava-se até que ele poderia ser outra vez candidato a governador em 1990. Mas saíra desgastado do governo. Pessoas do grupo político dele conseguiram, com algum esforço, que ele abrisse mão para uma futura candidatura do Jaime em 1990.
Nascia o slogan "Pedra 90". Ele, Jaime, fez campanha durante quatro anos para aquela eleição. Talvez queira repetir aquilo. Começar cedo seu trabalho rumo à eleição de 2010. Merece algumas considerações.
O governo Bezerra teve alguns problemas. Em cima dos erros, o Jaime fez dura campanha. Quer repetir a dose agora.
Se o atual governo não destrambelhar administrativamente será um pouco mais difícil para o Jaime usar seu estilo de ataques para fazer campanha. É que, como mostram alguns estudos, se a agricultura for bem o governo pode ter recursos para não ficar tão mal na fita.
Se, hipoteticamente, o governo Lula ajudar o Blairo, o espaço para o estilo Jaime de fazer política, como fez na época do PMDB no governo, pode não funcionar. Ficaria pior ainda para ele se o Luís Pagot fosse para o Dnit. Se isso tudo acontecer, vai ter gente do grupo do Jaime o aconselhando a modificar sua maneira de atuar politicamente. O duro é controlar esse seu estilo.
Mas, por outro lado, o Jaime não tem outra opção a não ser ir para a oposição mesmo. Se ficar atrelado ao governo perde espaço político, não cria cara de alternativa de poder. E, ao mesmo tempo, o PR é que se iria fortalecendo para o pleito de 2010. Frente a essa situação, o entrevero político parece que já começou e vai aumentar em 2008. Depois desta eleição os estilingues serão disparados.
Se o Jaime assumir o papel de oposição ao governo, não adianta o grupo no poder dizer que o ajudou a se eleger e também a outros do grupo dele. E que agora recebe essa espécie de ingratidão. Besteira.
Um grupo usou o outro. Não há inocentes nesse jogo. Pare enfrentar Dante de Oliveira juntaram-se todos. Passado isso, as garras começam a ser mostradas. Talvez mais cedo do que se esperava.
Outra pergunta do momento é saber se o estilo Jaime Campos de bater duro no adversário, seja publicamente ou em conversas particulares, funcionaria hoje. Antes funcionava. Será que as pessoas no estado aceitam ainda essa maneira de atuação política?
Na verdade, o Jaime atua melhor politicamente se for no ataque. Sua escola foi essa. O que não se sabe é se isso funciona agora como funcionou antes.
Será interessante observar também como vai reagir Blairo Maggi aos ataques do Jaime e de outras lideranças. Até agora, ele navegou em águas tranqüilas na política estadual. Seu teste político é agora. Será que tem embocadura para receber e dar pancadas nos adversários? Ou se recolhe e, por baixo do pano, tenta miná-los? Será que este estilo também funciona?
Acho que ele não tem estrutura para enfrentamento político público quase que cotidianamente. Vai se recolher e tentar comer o Jaime de outra forma.
Ele vai ter que se acostumar também com as traições ou defecções políticas. Depois da eleição de 2008, quando todos já estarão de olho na de 2010, começarão as mudanças no seu grupo. A classe política olha para o governador que vai entrar e não para o que vai sair.
Será até divertido observar como vai se comportar o Blairo e seu grupo frente a uma nova e diferente situação política.
Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta às terças, quintas e aos domingos (pox@terra.com.br)
O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony afirma, em artigo na Folha de S. Paulo deste domingo (25) que considera Lula e Collor caras-de-pau ao se apresentarem como aliados. Confira abaixo
O encontro de Lula com Collor no gabinete presidencial espantou e irritou a muitos, que consideraram exibição de cara-de-pau dos dois, uma vez que foram adversários e um deles, Collor, foi varrido da Presidência sob sérias acusações de corrupção.
Apesar de ter seus direitos políticos cassados, o Supremo o absolveu por falta de provas, levando em consideração o clima de exaltação política da época. De qualquer forma, ele cumpriu sua pena e voltou à vida pública com um mandato de senador.
Fez bem em procurar o ex-adversário que, como presidente da República, convidou outros representantes do PTB para o encontro. E Lula fez bem em não discriminá-lo. O resto ficou por conta da cordialidade que não faz mal a ninguém. Afinal, a pena a que Collor foi condenado não era perpétua, que equivaleria a uma pena de morte política.
No crime comum, cumprida a pena, espera-se que o condenado tenha aprendido a lição e seja absorvido pela sociedade, em igualdade de situação perante outros cidadãos. Na vida prática, costuma haver reincidência, daí que se discute atualmente uma alteração no Código Penal, abrindo espaço para a pena de morte e para a prisão perpétua. Não é o caso, pelo menos não é o caso de Collor.
O encontro deixou irritados aqueles que consideram uma falta de caráter nacional o seu retorno à vida pública. Como se a vida pública fosse constituída de vestais imaculadas. Não vem ao caso citar nomes, mas, no que diz respeito ao ex-presidente, condenado que foi pelo seu passado, no presente e no futuro ele será julgado pelo que agora fizer.
Lula foi, além de adversário de Collor, um dos líderes da campanha pelo impeachment. Ao menos neste episódio, deu sinal de grandeza política e pessoal.
Carlos Heitor Cony é jornalista e escritor
Senadora se distancia das massas e é destaque em inauguração de boutique em Brasília
A senadora Serys Marly (PT), divorciada, mudou o seu perfil político. Não é mais aquela parlamentar combativa de quando ocupou cadeira de deputada estadual. À época, liderava as massas junto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra na luta pela reforma agrária e junto com as minorias. Da tribuna na Assembléia Legislativa, ela denunciava o governo do Estado, apresentava dossiê, cobrava reivindicações da classe operária e partia para o ataque a qualquer crítica que recebesse.
Primeira mulher a ser eleita senadora por Mato Grosso, em 2002, quando obteve 574.563 votos, Serys Slhessarenko que, após a separação de Leonardo Slhessarenko, passou a usar Marly no sobrenome, se distanciou das bases. Está mais presente na burguesia, expressão muito utilizada nos movimentos de esquerda quando se referem aos abastados.
A senadora mato-grossense, derrotada ao governo estadual no ano passado, foi, por exemplo, uma das 1,5 mil personalidades convidadas entre as mulheres mais ricas para a inauguração, na última terça, do novo prédio da butique Magrella, a Daslu de Brasília.
A Folha de S. Paulo deste domingo (25) traz a reportagem sobre o assunto e destaca a presença de Serys. Clique aqui (para assinante) ou leia reprodução abaixo da matéria com o título 'Mulheres mais ricas da corte desfilam chanéis em butique'.
Mulheres mais ricas da corte desfilam chanéis em butique
Festa de loja multigrife em Brasília reúne 1.500 personalidades da alta roda
Nova sede de 3 andares e 1.500 m2 da Magrella, considerada a Daslu do Distrito Federal, tem bar, champanheria, bistrô e café
PAULO SAMPAIO
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
Como retrato de uma época, a festa de inauguração do novo prédio da butique Magrella, a Daslu de Brasília, dá de dez a zero em "Maria Antonieta", o filme de Sofia Coppola que ganhou o Oscar de figurino.
A festa, realizada na terça-feira, não pode ser encarada como excentricidade de cineasta ou visão particular de um artista: aquilo é vida real.
Sem constrangimento de declarar, peça por peça, as grifes que estão usando, as mulheres mais ricas da corte desfilam seus chaneizinhos pelos 1.500 metros quadrados do prédio de três andares, bar, bistrô, champanheria, café, tudo muito clean, e gargalham descontroladamente entre um canapé e um grito de "Olá, querida!".
Uma senhora cinqüentona, a boca repuxada mais para o lado esquerdo, cabelos longos como os de uma menina de 12 e um minivestido balonê colorido, explica que não é difícil adivinhar quem assina seu brinco composto por duas coruscantes bolotas pingentes:
Olha só, diz ela, tem um C e um D grandes: Christian Dior.
A Magrella existe há 35 anos e tem esse nome porque sua dona, a empresária Cleuza Ferreira, 60, tinha 47 kg (para 1,60 m) quando a inaugurou.
"Na época, as mulheres eram mais encorpadas", lembra.
Cleuza gosta de dizer que nasceu "simples", se desfez de um Fusca para se capitalizar e, no começo, vendia roupas "importadas" do Rio.
Seu primeiro negócio foi uma franquia da então bombada butique carioca Company; depois vieram lojas da Zoomp, Forum, Le Lis Blanc e Armani, um total de 11 -além da Magrella, a única (e poderosa) sobrevivente.
"Há três dias que eu só choro!", diz a empresária, para dimensionar sua felicidade.
"Chora sim, querida, chora que você merece", diz a atriz Marianne Vicenthini, mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PD, antigo PFL).
Alguém ali ao lado solta um "hum!" e diz que ela, Marianne, sim, tem motivo para chorar de verdade. Conta que leu em uma notinha cifrada de jornal que Arruda estaria para deixá-la por uma amante.
A reportagem vai checar com a primeira-dama.
"Que jornal? Daqui de Brasília?", quer saber Marianne, rindo muito, meio surpresa. "Está tudo bem, tudo bem."
Um top, R$ 10.000
Tornada uma instituição na cidade, Cleuza hoje trabalha com marcas como D&G, Armani, Lanvin e Prada, além de ainda representar a Les Lis Blanc e vender Reinaldo Lourenço, Walter Rodrigues, Ricardo Almeida e mais de 30 estilistas nacionais caros. Um modelo exclusivo ali pode custar R$ 15 mil, mas, informa sua assessoria, a média é R$ 5.000.
Perto da champanheria, Tatiana Monteiro de Barros, representante da grife italiana La Perla, conta que no Brasil só existem três tops iguais ao que ela está usando. "Um foi vendido em São Paulo [ela não diz o nome da proprietária], o outro está aqui na Magrella."
Quanto custa?
"Dez mil... Mas tem 3.500 cristais Swarovski!", justifica.
Lia Socha, braço direito de Cleuza há 31 anos, explica que existe um controle na venda das peças duplicadas.
Em geral, Socha pergunta à cliente em que festa ela pretende ir com a peça, para evitar o fenômeno das "peruas gêmeas". Só vende um modelo igual depois que a primeira compradora usa o dela pela segunda vez.
"Também não dá para segurar a roupa pra sempre", diz Socha, que agora estendeu o controle ao Rio e a São Paulo.
Nada a temer
Apesar de não revelar os números de seu negócio, Cleuza afirma ser "um exemplo de cidadã em dia com o fisco".
"Não tenho o que temer", ela garante, quando alguém lembra o tombo da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, acusada pela Receita Federal de fraude em importação, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
"Amo essa cidade. Você conhece outra igual?", pergunta Cleuza em voz alta, como uma atriz de teatro, enquanto sobe mais um degrau da escadaria que leva ao segundo andar. Um casal chega perto, e ela diz, olhando para a reportagem.
"Eles são milionários e vêm aqui só pra me dar um abraço. Não é fantástico?"
Entre os 1.500 convidados estão a mulher do ministro Nelson Jobim, Adriana; a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT); e Cristiane Constantino Foresti, "filha do dono da Gol", que está de Pucci e Gucci.
Uma lourinha aguada entra no local com a mãe, e um dos asseclas de Cleuza diz: "Essa menina é um amor, linda, todo mundo na cidade adora".
E quem é?
"Filha do embaixador da Suíça", responde outro convidado. "Olha o jeitinho de modelo..."
"Não é da Suíça, é da Dinamarca", corrige a primeira.
No colo
O convidado famoso -local ou nacional- ganha um grito de boas vindas:
"Cleucy! Cleucyyyy!"
Cleucy é a festejada mulher do empresário Luiz Estêvão de Oliveira, que responde a processo por crimes de peculato, estelionato, corrupção ativa e passiva, uso de documentos falsos e formação de quadrilha.
Ela está com a filha Ilca, que solta uns gritinhos agudos quando avista algum conhecido. "Bruno, olha isso, tô sendo entrevistada!"
Ourtro convidado importante chega. Cleuza exclama:
"Tufiii! Me carrega no colo!"
O dono da Forum abarca Cleuza com os dois braços, enquanto cinco fotógrafos se aproximam para registrar o momento.
Tufi Duek chegou com Natalie Klein, filha do dono das Casas Bahia, que pegou um jato particular emprestado e levou de carona Adriane Galisteu e respectivos assessores.
"A gente não enfrenta apagão aéreo, porque sai do Campo de Marte, mas de qualquer maneira precisa de autorização para decolar. A vantagem é que você voa a hora que quer, entende?", explica Klein, dona da NK Store, em São Paulo, uma espécie de "dasluzinha".
Galisteu conta que está ensaiando um espetáculo com Juca de Oliveira e Bibi Ferreira. "O teatro é o alimento da alma, é o ofício do ator, árduo, difícil", diz a apresentadora, ajeitando no braço a pulseira-releitura da fita do Senhor do Bonfim, feita em ouro e brilhantes.
Será que ela ficou triste com a notícia do namoro de Deborah Secco com Roger, seu ex, publicada por uma revista de fofocas? "Imagina, a Deborah é minha amiga. Gosto mais dela do que dele", diz.
Em outro canto da sala, o Amaury Jr. local entrevista Tatiana Mares Guia, sobrinha do ministro. "Que noite emocionante! Obrigado pelo presente que você nos deu, Cleuza!", diz ela para a câmera.
Agora é a vez da socialite Vivianne Piquet: "A Cleuza é uma mulher fantástica, que trabalhou muito para conseguir o que tem, e venceu. É uma pessoa que eu acho chique não pela maneira de vestir, mas pela atitude na vida..."
Cleuza Ferreira gosta de reforçar sua imagem de "mulher de fibra".
"Tudo o que dizem é verdade: fui deixada pelo meu marido, sim, ele fugiu com outra, sim, mas essa história de que me deixou na miséria não existe. Ele está aí, pela festa. É o pai dos meus filhos...", ela diz.
Sem parar de rir, com uma flûte de champanhe na mão, Cleuza segue em frente. (Folha de S. Paulo)
Aos 67 anos, o ex-senador Benedito Canellas circula despercebido pelos corredores da Assembléia Legislativa. Assessor do deputado Humberto Bosaipo (PFL), ele carrega em seu terno sempre um boton para se identificar como senador da República, mesmo tendo ocupado o cargo entre 79 a 87.
Canellas foi uma das grandes lideranças políticas, inclusive com influência junto à Presidência da República. Hoje está entregue ao ostracismo. Ele usa boton para ostentar status de autoridade política, assim como os 24 deputados estaduais, que se identificam com o símbolo fornecido pela União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale). Deputados federais e senadores também costumam se apresentar com botons de congressistas.
2012:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2011:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2010:
Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez
2009:
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