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Eleições 2010 | 03/09/2010 - 07:16

30 dias separam os candidatos das urnas; cenário é mais de incerteza

Romilson Dourado

   Daqui a exato um mês Mato Grosso terá desenhado um novo mapa político, com eleição e/ou reeleição de 24 deputados estaduais e 8 federais, dois dos três senadores, governador e ainda escolha de quem ocupará o posto de presidente do país até dezembro de 2014. São 307 candidatos às vagas na Assembleia, 96 à Câmara, quatro ao Palácio Paiaguás e sete na briga por representação no Senado. A decisão estará nas mãos de 2 milhões de eleitores. Na corrida ao governo, há dúvida se haverá dois turnos. Na briga ao Senado, a maior segurança é quanto a possível eleição de Blairo Maggi, enquanto a segunda vaga se tornou incógnita.

    Está em jogo a 54ª cadeira de governador deste período republicano. Quem conquistá-la, terá a missão de executar um orçamento anual próximo de R$ 9 bilhões na condução de uma máquina que possui hoje 24 secretarias e diversos órgãos, empresas e autarquias vinculados e com estrutura em praticamente todos os 141 municípios. São aproximadamente 90 mil servidores.

    Há quatro candidatos na disputa: o peemedebista Silval Barbosa, no cargo de chefe do Executivo há cinco meses, o empresário Mauro Mendes (PSB), que concorreu e perdeu a Prefeitura de Cuiabá em 2008, o ex-prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB) e o administrador Marcos Magno (PSOL). A liderança nas intenções de voto é de Silval. Ele conta com o peso da máquina estadual e com ajuda do governo federal, capitaneado pelo presidente Lula e pela candidata petista Dilma Rousseff. Possui no palanque a maior coligação, composta de 11 partidos, e tem como um dos principais cabos eleitorais o ex-governador Maggi, que disputa o Senado numa dobradinha com o deputado federal Carlos Abicalil.

    A luta do candidato situacionista é para vencer no primeiro turno, mas o bloco está preocupado com o crescimento do nome de Mendes. O empresário pertencia ao grupo de Maggi, com quem militou no PPS e PR. Decidiu, então, romper e migrar para o PSB, com o propósito de consolidar a chamada terceira via. Hoje é tido como o segundo colocado nas intenções de voto, embora Wilson também esteja no páreo. Até o ano passado, a liderança era do então prefeito da Capital. O problema é que Wilson enfrentou tantos embaraços administrativos no segundo mandato que, quando renunciou ao cargo, no final de março deste ano, já não aparecia mais em primeiro lugar. Agora, o cenário não é tão animador para o tucano. Para piorar, o seu candidato à sucessão presidencial José Serra acabou despencando nas pesquisas e hoje seria derrotado por Dilma no primeiro turno.