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IRREGULARIDADES | 27/01/2012 - 11:00

Acúmulo de cargos de Henry é destaque no Estadão; ele nega

Gabriela Galvão

      A polêmica em torno do suposto acúmulo de cargos de Pedro Henry (PP) no Poder Público, um no Executivo estadual e outro na Legislativo Federal, ganhou destaque nacional nesta sexta (27). Citado na matéria do Estadão como réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e investigado na Máfia da Sanguessugas, o deputado-secretário parece estar em “maus lençóis”.

      Acontece que Henry foi nomeado secretário estadual de Saúde no staff de Silval Barbosa (PMDB) há mais de 10 dias, mas ainda não se licenciou do cargo de deputado. De acordo com a reportagem, a Constituição Federal, no inciso XVI do artigo 37, proíbe o acúmulo de cargos públicos. “A secretaria-geral da Mesa da Câmara Federal informou na quinta (26) não ter recebido ainda nenhum pedido de licença. O parlamentar, porém, tem atuado como secretário. Henry foi nomeado no dia 16 de janeiro e um ato assinado por ele foi publicado no Diário Oficial do Mato Grosso no dia 20 de janeiro. Na quinta, Henry teve reuniões com o governador Silval Barbosa (PMDB) e em outros órgãos da administração estadual”, diz trecho da matéria.

      O progressista, por sua vez, nega qualquer irregularidade. Afirma que foi nomeado, mas não tomou posse no cargo de secretário e que aguarda uma autorização do Congresso para se licenciar. Henry alega ainda, estar com problemas de saúde e já ter comunicado ao governador que estava sem condições de assumir a pasta. Quanto ao ato publicado no Diário Oficial, justifica como falha na publicação. “Eu até estava no hospital nesta data", disse ao Estadão.