Em um vídeo divulgado na internet, no Youtube, o pastor Paschoal Piragine Junior, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, e também escritor de diversos títulos da literatura cristã, pede claramente que os fiéis não votem em candidatos do PT no pleito deste ano. Conforme o vídeo, esta é a primeira vez que ele tenta influenciar na ecolha dos frequentadores da igreja. Sua atitude, segundo ele, é devido ao posicionamento dos membros do PT quanto a temas polêmicos, como casamento entre homossexuais e aborto.
O vídeo chega a ser chocante em alguns momentos, com cenas ligadas aos temas. "Há um partido político que fechou questão sobre esse assunto. o PT, do nosso presidente Lula, no congresso deste ano, quando definiram os candidatos, fechou questão sobre isso. Ou seja, se um deputado ou senador do PT votar de acordo com sua consciência e contra qualquer uma dessas leis, ele é expulso do partido. Dois deputados, aliás, já foram expulsos do PT por se manifestarem contra o aborto", afirma o pastor.
O fato, segundo ele, fez com que os católicos se manifestassem publicamente sobre o assunto porque os federais estavam ligados à igreja, que emitiu nota pública dizendo para ninguém votar nos petistas. Eu diria a mesma coisa. Algumas pessoas não vão gostar, mas eu estou falando bem claramente porque se não se pode votar com a consciência, não adianta votar em pessoas porque o partido já fechou questão", afirmou.
Em Mato Grosso, o deputado federal Carlos Abicalil (PT) já virou alvo das críticas dos opositores com base na determinação do PT sobre estes temas polêmicos. Propagandas têm sido veiculadas em horário nobre na TV, em que o posicionamento de Abicalil, supostamente a favor do aborto, é utilizado para pedir que a população não vote no petista, que tenta uma cadeira no Senado nas eleições gerais deste ano.
Seu adversário Antero Paes de Barros (PSDB) também já mostrou no horário eleitoral sua indignação por Abicalil ter assinado recurso em apoio ao Projeto 1.135/1991, que trata da liberação do aborto. O tucanato exibe imagens fortes na TV de um feto e simulação de morte, tudo para lembrar o posicionamento do adversário petista. Abicalil se defende. Alega que a assinatura foi apenas um mecanismo para aprofundar o debate e que assim procedeu atendendo a uma obrigação estatutária, cumprindo decisões partidárias. Assegura ser contra o aborto.
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