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VÁRZEA GRANDE | 31/01/2010 - 09:52

Falta de infraestrutura é de serviços são maiores problemas

Romilson Dourado

Ester Scheffer, secretária de Planejamento   Mesmo com uma série de dificuldades por falta de equipe técnica e estrutura, a secretária de Planejamento de Várzea Grande, Ester Scheffer, vez um levantamento inédito junto a todos os 140 bairros e constatou que problemas simples de resolver são ignorados pelo poder público. O trabalho se estendeu por três anos. Ela percorreu todas as regiões, com reuniões com moradores e líderes comunitários. Foram os próprios habitantes quem apontaram as principais necessidades. Os dados foram entregues ao prefeito Murilo Domingos, que intimou seus secretários a atenderem os pleitos. O problema é que nem todos levaram o trabalho a sério.

   Dos problemas detectados pela equipe do Planejamento, 19,9% são de infraestrutura. Os moradores cobraram água, rede de esgoto, implantação de meio-fio e asfalto. No geral, querem abertura e duplicação de ruas, calçadas, calçamento, aterro e patrolamento, manutenção de boca-de-lobo, ciclovia, expansão da rede elétrica, construção de pontes, patrolamento e encascalhamento, manilhamento em córrego, construção de centros comunitários e colocação de lixeira, rotatória. Reclamam também de obras inacabadas.

    Das reivindicações, 14,2% pedem coleta de lixo regular e iluminação pública. Há problemas sérios na área da educação, devido à falta de creches e escolas. Dez por cento dos moradores pedem prioridade no trânsito e transporte. Reclamam da falta de linhas de ônibus, do excesso de velocidade e querem quebra-molas e cobertura dos abrigos nos pontos de ônibus.

   Na saúde pública, constam-se falta de médicos das unidades, de exames e mal atendimento. Segundo os moradores, são poucos agentes comunitários para atender a demanda. Enfrentam problemas com agendamento para dentista, falta ambulância e querem atendimento 24 horas nas policlínicas. Há falhas administrativas até mesmo quanto à identificação de policlínica e postos de saúde sem nomes.

   Cinco por cento dos pedidos, conforme levantamento da secretaria municipal de Planejamento, são por água potável. Os várzea-grandenses se mostram indignados porque a água encanada, quando chega às residências, é de má qualidade. A secretária Ester observa que, a partir desse estudo, cada secretaria e seus órgãos vinculados tem condições de definir prioridades para atender as reivindicações num município com 240 mil habitantes, o segundo maior do Estado.