Enquanto os majoritários avaliam estratégias, levantam dados e buscam munição para os confrontos com adversários, visando o horário eleitoral e os próximos debates, os proporcionais fazem o chamado trabalho de base, mapeiam os municípios e lançam cálculos e previsões sobre quantidade de votos para conseguir eleição. Para assegurar uma das 24 cadeiras na Assembleia, o quociente eleitoral exige ao menos 65 mil votos por partido e/ou coligação, mas, dependendo da composição, será possível virar deputado até com 15 mil votos.
A mais competitiva das coligações é a que reune PT, PR e PMDB. Analistas acreditam que os três partidos vão garantir juntos até 12 cadeiras. Pelo PT, os nomes com maior visibilidade são dos ex-deputados Alexandre Cesar e Vera Araújo, do vereador cuiabano Lúdio Cabral e do já deputado Ademir Brunetto. No PMDB, estão no páreo a ex-deputada federal Teté Bezerra, o ex-secretário de Estado Baiano Filho e os candidatos à reeleição Wallace Guimarães, Adalto de Freitas, o Daltinho, e Nilson Santos. Pelo PR, há uma "inflação" de nomes fortes, como dos deputados Sérgio Ricardo, Mauro Savi, João Malheiros, Sebastião Rezende e Jota Barreto e, correndo por fora, Ondanir Bortolini, o Nininho, ex-prefeito de Itiquira, e o ex-deputado Emanuel Pinheiro.

A coligação O Povo no Poder, composta por uma Frentinha de seis partidos (PTB, PSL, PSDC, PRTB, PMN e PT do B), pode ser uma das surpresas. Acredita-se até na eleição de dois. O curioso é que os dois nomes mais fortes eleitoralmente são do ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá Luiz Marinho e do médico e ex-secretário de Saúde da Capital Aray da Fonseca, ambos do PTB. Eles montaram boa estrutura de campanha. Acreditam no efeito da Frentinha de 2006, que elegeu o colega petebista Chico Galindo com 11.329, o menos votado dos 24 que asseguram vagas na época. Marinho reforçou o caixa com apoio de um grupo de empresários. Ele já conta com base sólida em Cuiabá. Aray tem tirado proveito da estrutura da prefeitura, principalmente junto aos servidores, e conta com respaldo de Galindo.
O DEM e o PSDB, que estão no mesmo barco, tendem a assegurar até três vagas. Os tucanos com maiores chances de êxito nas urnas são o deputado Guilherme Maluf e os ex-deputados Carlos Carlão do Nascimento e Carlos Avalone. Do DEM, brigam forte os deputados José Domingos, Chica Nunes e Gilmar Fabris, que ainda está com registro indeferido.
O PP está confiante na eleição de até cinco na Assembleia. A esperança do partido é do deputado cassado José Riva, mesmo fragilizado juridicamente, conseguir votação expressiva, inclusive superior aos 82.799 votos que garantiram seu quarto mandato em 2006. "Puxados" por Riva estão os deputados Maksuês Leite, Antonio Azambuja e Airton Rondina, o Português, o presidente da Câmara de Cuiabá Deucimar Silva, o ex-presidente da AMM Ezequiel Ângelo da Fonseca, o ex-deputado Walter Rabello e os vereadores Luizinho Magalhães (Primavera do Leste) e Gilson de Oliveira (Sinop). A coligação que envolve PSB, PPS, PDT e PV tem esperança de conquistar pelo menos uma vaga. Ficaria, nesse caso, com o já parlamentar e ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz.