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RONDONÓPOLIS | 30/09/2009 - 19:36

João Gomes se livra de cassação; investigação continua

Romilson Dourado

   Por 10 votos a um, a Câmara de Rondonópolis rejeitou nesta quarta (30) a representação do diretório municipal do PPS, comandado por João Antônio Ribeiro, que pedia a cassação do vereador João Gomes, por porte ilegal de armas. O único a votar a favor da perda do mandato foi o socialista Reginaldo de Souza Santos por orientação da legenda.

   Apesar da representação com o boletim de ocorrência comprovar a prisão de João Gomes, os colegas alegaram em plenário que o revólver foi apreendido no carro dele. “Já teve vereador que, em 1994, saiu dando tiro pela cidade e nada aconteceu”, argumentou Nilson Avelino (PP), radialista, apresentador de TV e amigo de longa data do republicano. Os aliados também tentaram justificar a absolvição ao alegar que que o vereador também nunca foi visto andando armado.

   Neste primeiro momento, João Gomes respira aliviado por escapar da cassação, mas ainda é investigado pela própria Comissão de Ética da Casa, onde já tramita um pedido de investigação também protocolado pelo PPS.

   A tendência é que tudo acabe em pizza, já que a esposa de João Gomes, responsável pelas denúncias, Veronice Alves dos Santos, protocolou na Câmara um documento em que o absolve das acusações de pedofilia, agressão, contratação de funcionários fantasmas, nepotismo e distribuição irregular de casas populares. No documento, ela alegou que fez as denúncias num momento difícil. A esperança de João Gomes é que, com as alegações da esposa, consiga se livrar do processo de cassação. Além disso, ele tem a seu favor a bancada do PR, que tem 6 dos 12 parlamentares. (Andréa Haddad)